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Um
fim de semana especial na
serra
Itaipava
, terceiro distrito de Petrópolis,
Rio de Janeiro
Reportagem de Flavio e Celeste
O
estado do Rio de Janeiro
é um pedaço
de todas as maravilhas que
existem: praias lindas,
cidades históricas,
como a já retratada
Paraty, ou ainda, as cidades
serranas, montanhas, cachoeiras,
tipos de clima variados,
de altas temperaturas próximas
ao litoral, ao frio de próximo
de zero grau, no inverno.
Itaipava, cidade serrana
a cerca de uma hora e meia
do centro do Rio de Janeiro,
é uma excelente opção
de lazer, gastronomia e
compras.
Não pensem na desculpa
de que está chovendo
ou fazendo frio: mudar de
ares e descansar é
uma forma de carregar as
baterias e os pulmões
com o ar puro da serra,
para melhorar a saúde
e o desempenho no trabalho.
Há belas pousadas
e hotéis para quem
gosta de sauna, lareira
a lenha e fondue.
O
Portal visitou Itaipava,
que é o terceiro
distrito de Petrópolis,
a “Cidade Imperial”.
Nosso objetivo era mostrar
para os leitores deste portal
mais de 2 000 000 acrescidos
de cerca de 10 novos leitores
por dia, como é fácil,
mesmo indo de ônibus,
passar um fim de semana
maravilhoso.
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Pousada
Leo e Lu
Estrada
das Arcas, loteamento
Xavier, Rua B N°152
- Tel: +55 (0xx24)
2222-1322 / +55 (0xx21)
9687-3998
Entrada
lateral da pousada
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Buscando na Internet, escolhemos a pousada Leo e Lu, um belo
recanto pertencente a uma
família que administra
a pousada pessoalmente,
e diga-se, de passagem,
muito bem, deixando os hóspedes
bem á vontade.
Ao chegarmos, fomos recebidos
pelo dono da pousada, o
gentil Leo, o Leonardo.
A pousada oferece apartamentos
confortáveis e limpíssimos,
com tv e frigobar. No salão,
lareira e televisão,
além de um som especial,
há uma mesa de sinuca
oficial e outros jogos para
crianças e adultos.
Também existe um
barzinho charmoso, para
uma boa conversa.
Buscando na Internet, escolhemos
a pousada Leo e Lu, um belo
recanto pertencente a uma
família que administra
a pousada pessoalmente,
e diga-se, de passagem,
muito bem, deixando os hóspedes
bem á vontade.
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A
mãe de Leo, D.
Lucia, é artista
plástica. O ambiente
é de muito bom
gosto e aconchegante,
harmonizando-se à
beleza e tranqüilidade
do local, decorado com
pinturas da artista
Salão
de jogos com lareira,
onde é servido
o café da manhã.
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Ao chegarmos, fomos recebidos
pelo dono da pousada, o gentil
Leo, o Leonardo. A pousada
oferece apartamentos confortáveis
e limpíssimos, com
tv e frigobar. No salão,
lareira e televisão,
além de um som especial,
há uma mesa de sinuca
oficial e outros jogos para
crianças e adultos.
Também existe um barzinho
charmoso, para uma boa conversa.
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A
piscina e a sauna seca
ficam no deck, com vista
panorâmica das montanhas
e de parte da cidade,
abaixo. Há também
uma churrasqueira para
quem desejar assar uma
carne e uma mesa de ardósia,
próxima, para drinks
e lanches.
Recanto
da sauna, junto à
piscina. |
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O café da manhã
é farto, servido no amplo
salão.
A pousada não oferece
outras refeições,
dispõe de apartamento
equipado com cozinha mediante
reserva. Shoppings,
restaurantes e outras opções
A pousada está a cerca
de dez minutos de carro do
centro. Os motoristas de táxi
podem ser encontrados na rodoviária
que serve os distritos de
Petrópolis. Os ônibus
intermunicipais, vindos do
Rio, e que vão direto
a Itaipava, não entram
nessa rodoviária, somente
dão a volta e regressam
para a rodoviária de
Petrópolis, no bairro
do Bingen.
Dessa rodoviária urbana
para a pousada Leo e Lu são
dez minutos de táxi.
Para quem vai de carro próprio,
é só seguir
o mapa disponível na
Internet e estacionar no local
próprio dentro do terreno
da pousada.
Os editores do portal www.mensageiro.com.br
fizeram o trajeto em ônibus
intermunicipal com banheiro
e ar condicionado, partindo
do terminal Menezes Cortes,
no centro do Rio de Janeiro,
para poderem avaliar o tempo
e os custos de viagem: passagem
Rio-Itaipava - 19 Reais por
pessoa, táxi até
a pousada Leo e Lu, em torno
de 15 Reais.. Os táxis
podem ser chamados da pousada,
por telefone, sempre que o
hóspede desejar ir
ao centro de Itaipava para
compras.
Para acertarem, informem-se
com o Leo sobre as melhores
opções de compras,
restaurantes e passeios. Itaipava
tem intensa programação.
Mesmo para quem vai de ônibus
vale a pena ser hóspede
da pousada Leo e Lu. O ambiente
é super-familiar e
nos faz sentir em casa, afastados
do barulho do centro, mas
próximo o suficiente
para as compras de viagem.
Sugestão para fugir
completamente da rotina e
aproveitar ao máximo
a beleza do local: para o
almoço no centro a
seu gosto ou jantar, outra
possibilidade é passar
em uma casa de delicatessen
e comprar queijos e vinho
para serem degustados na pousada.
Recomendamos aos leitores
os encantos e a hospitalidade
familiar da pousada Leo e
Lu. Aproveite o próximo
fim-de-semana e suba a serra
rumo a Itaipava. Vale a pena!
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O
tempo chuvoso não
é desculpa: à
praia, você vai
no Rio; em Itaipava
quem manda é
a sauna, a piscina e,
no inverno, a lareira.
O Brasil, e com muito
privilégio, o
Rio de Janeiro, o clima
que você escolher
está bem perto.
Entardecer
visto do deck da piscina
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Negocie
com o Léo pacotes de
família, férias
e eventos. É possível
o aluguel com porteira fechada,
pequenos animais podem ser trazidos
pelos hóspedes, desde
que respeitados os lugares adequados.
Agradecemos pelo atendimento
carinhoso e recomendamos.
Nós já estamos
com saudade e vamos voltar.
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O
lugar mais carioca do Rio
No
centro do Rio pulsa o Largo da Carioca,
palco natural de constantes
apresentações de artistas
anônimos, vivenciadas por um público
apressado,
indo e vindo para todas as direções.
O
cenário amplo é demarcado
por uma verdadeira moldura ao ar livre,
sob o céu azul, contrastante entre
a arquitetura moderna dos edifícios
e a arquitetura religiosa colonial do
convento e da igreja de Santo Antônio,
fundados no século XVII e situados
no morro do mesmo nome.
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Este
local guarda certa magia do passado,
que se transporta para o presente.
Ali, tudo pode acontecer... e acontece
mesmo, do real ao inusitado.
Há espaço para todos
e para tudo, ao mesmo tempo. Acredite.
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Podemos
encontrar estátuas vivas de soldados
romanos
ou de figuras mitológicas.
Mágicos, cantores, músicos,
grupos políticos de protesto
convivem pacificamente com os pregadores
do apocalipse que,
empunhando suas bíblias, vociferam
contra os “pecadores do mundo”.
Ao mesmo tempo, o palhaço “Sombra”
segue as pessoas que passam distraídas,
imitando seu jeito de andar, arrancando
gargalhadas do público.
O Brasil ali está presente num
mosaico vivo
com cores fortes e alegres, mostrando
a diversidade cultural de seu povo e de
seus produtos
típicos regionais.
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Largo da Carioca, onde o passado
e o presente se encontram.
Por que o nome Largo da Carioca?
Carioca é uma palavra do
tupi, kaa-ry-og –
que significa “corrente saída
do mato ou do monte”.
Essa corrente de água jorrava
da nascente da serra, acima das
Paineiras e era famosa pela sua
qualidade.
Somente em 1700, a kaa-ry-og
ou a água do rio Carioca
passou a ser trazida por calhas
de telhas, costeando o morro, até
a ladeira de Santa Teresa, pelas
ruas Riachuelo (na época,
Mata Cavalos) e Evaristo da Veiga,
onde era lançada num grande
tanque e depois transportada em
barris e cântaros para as
melhores casas da cidade que, na
época, tinha a população
de dez mil habitantes. Havia escassez
de água de boa procedência.
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Em
1773 foi inaugurado o aqueduto da Carioca,
ligando os morros de Santa Teresa e de Santo
Antônio, aproximando o centro da água
preciosa, que então passou a jorrar
do chafariz.
Aos habitantes da cidade foi dado o apelido
de cariocas. Assim, podemos perceber o quanto
era importante a presença da água
do rio Carioca na vida da sociedade daquela
época.
Agora, vamos viajar rapidamente no tempo
até o século XVI.
Quando foi fundada a cidade de São
Sebastião do Rio de Janeiro, em 11
de março de 1565, no atual Largo
da Carioca, havia uma lagoa – a lagoa
de Santo Antonio. Junto ao morro, do qual
ainda existe parte, foi construído
um forte para defender o povoado das invasões
estrangeiras.
Depois, os frades da Ordem de Santo Antonio
instalaram-se no morro, doando parte da
área para um cemitério de
escravos. O local passou a chamar-se, então,
“Campo de Santo Antônio”
e, posteriormente, em 1748, foi construído
o hospital da Ordem 3ª de São
Francisco da Penitência e ali permaneceu
até 1905.
Recentemente, com a remodelação
do Largo da Carioca, foi construído
um lago situado junto à saída
do metrô Av. Chile, voltado para o
aqueduto Carioca. Esse lago artificial,
além da função paisagística,
mantém a presença histórica
da água no local. O aqueduto deixou
de existir, mas, até hoje, permanece
um trecho dessa obra arquitetônica
– os Arcos da Lapa – que servem
de passagem para os bondes que ligam o Centro
a Santa Teresa – um dos muitos belíssimos
cartões-postais do Rio.
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No Largo da Carioca atual, a passagem
do tempo é observada pela
presença da figura impassível
do Relógio, colocado em cima
do pedestal de granito. Fabricado
em 1909 pela Fundição
Brasileira Kobler & Cia., ele
é ornamentado com alegorias
de sereias aladas representando
o comércio, a indústria
e a navegação. Está
situado do lado oposto ao lago,
perto das ruas da Carioca e Uruguaiana
(antiga rua da Vala).
Contrastando
com o movimento do local,
o
Relógio,
há quase um século,
permanece imponente,
registrando, com seus ponteiros
ritmados,
todos os minutos e horas dos dias,
o ponto de encontro entre
o passado, o presente e o futuro.
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Assim
é o Largo da Carioca do século
XXI.
Celeste
R.B.Ramos
Texto e fotos
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TURISTAS
Nômades por prazer |
Por
questões climáticas, em
busca de alimentos, seguindo a migração
da caça as famílias, tribos
e povos inteiros viajavam.
Levar consigo hábitos, costumes
e a própria língua, eram
formas de levar o progresso, as histórias.
As notícias eram uma forma de distribuir
e compartilhar cultura.
Imagem:
Internet
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| Os
fenícios, por mar, comerciavam suas mercadorias.
Na época, como hoje, os pontos de entrada
em um país eram lugares significativos.
Eram de grande importância política
e religiosa. As cidades eram conhecidas e faladas
pelos viajantes de todos os quadrantes do mundo
de então. Esses viajantes seriam os turistas
do passado - eram multiplicadores da cultura universal.
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O
formato das embarcações - as
de cascos longos e afinados como as dos vikings,
com pequeno calado tanto podiam viajar em
águas profundas como em águas
rasas.
Eram velozes, impulsionadas por remos ou por
vela, adequadas ao costume das guerras de
pilhagem da época.
Imagem:
Internet |
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O
conceito de seus barcos oceânicos é
usado até hoje nos modernos iates de regatas
transoceânicas.
Os robustos e grandes navios fenícios eram
adequados ao transporte de grandes cargas e feitos
para agüentar mares bravios.
As roupas também foram sensivelmente afetadas,
com o uso das peles e das sedas.
Armas e máquinas de guerra, estratégias
de defesa e ataque, a engenharia militar, fortes
e defesas móveis, navios de guerra, a introdução
da couraça e dos esporões.
A pólvora trazida de Katai (nome da China)
por Marco Pólo, incorporada na arte da
pirotécnica e na da guerra.
Soluções de engenharia como os aquedutos,
os arcos, as fontes, as pontes, o feng shui, tudo
isso só foi possível pelas viagens
e pela observação pelo intercâmbio
de culturas.
Religiões
como o shintoismo, o budismo e o bramanismo foram
divulgadas e ganharam adeptos em todo o mundo.
As tradições de magia como a céltica
Wicca, o druidismo até hoje praticado,
os oráculos, como as runas e, como o I
shing, o tarô trazido e divulgado pelos
ciganos na Europa.
Os meios de transporte foram melhorados e tornados
mais sofisticados como o trem chamado “Expresso
do Oriente”.
O turismo é a mais antiga forma de multiplicação
das culturas do mundo.
Um turista, que veio na comitiva de Pedro Álvares
Cabral, contou em sua carta ao Rei de Portugal,
D. Manoel, detalhes da descoberta: era Pero Vaz
de Caminha.
Flavio
P. Ramos
Editor
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Turismo,
uma solução que o Brasil não
pode descartar
O
ser humano tem características que fazem
do turismo um filão que se explorado adequadamente,
preenche sem dúvida as necessidades básicas
de felicidade para qualquer pessoa.
Gregarismo é a necessidade
de viver em grupos, que combinado com a vontade
de conhecer, explorar novos lugares, comportamento
nômade que até hoje é observado
no Saara, onde tribos inteiras vivem no deserto,
eternamente viajando.
O comércio é a necessidade de adquirir
o básico para viver não importa
onde, é a
natural curiosidade pelo novo, são molas
que podem mover o turismo interno e externo de
qualquer país.
A Espanha e a Grécia vivem
do turismo. São espelhos que devem
ser imitados, para evitar erros estruturais.
Há muitos anos conheci uma cidade onde
todos eram dedicados a representar a vida no Oeste
Americano da época das diligências.
Estávamos em 1965 e fiquei admirado, estupefato
mesmo, com a criatividade genial e a forma profissional
como todos atuavam 24 horas por dia vestindo a
persona como se fora real.
Frontier Towm, uma cidade do estado
do Colorado, reconstruída e inaugurada
em 1958, onde todos são atores o tempo
todo. não se vê luz elétrica,
televisão, rádios, computadores,
NADA, nem mesmo antenas de televisão que
são camufladas fora dos limites da cidade
teatral.
Estrada de ferro, diligências da Wells Fargo,
Poney Express, tiroteios, ataques de índios
e personalidades históricas, como Búfalo
Bill, cruzam a rua com os visitantes, tudo tão
real que logo estamos transportados a esse universo
do passado como se estivéssemos no presente.
Que tal um carteado no saloon com direito a roubalheira
e tiroteio ou um culto evangélico na igreja
de madeira da cidade?
Não é uma cidade
cenográfica, é real. Todos
vivem, se vestem e agem como no passado, inclusive
crianças que vão à escola
local. Tudo é possível como comprar
uma carabina Winschester 44, uma sela mexicana,
um revolver colt 44 cano longo, chapéus,
esporas e vestimentas completas de cowboy, tudo
real e funcionando. Ninguém resiste às
compras.
Dá até para morar lá. É
só entrar na fila quilométrica do
hotelzinho da cidade, ou ficar numa cidade vizinha
e voltar de graça outras vezes.
Enquanto isso, o Brasil tem A Paixão de
Cristo e mais nada, ou Beto Carrero World, que
é um circo temático, longe, bem
longe da saudosa Fontier Town, um encontro autêntico
com o passado vivido a cada dia, hoje. Uma cidade
de atores reais vivendo uma vida paralela.
Nosso Portal vai incentivar o turismo
nesse ano de 2006. Junte-se a nós. Em 2005,
enfocamos Friburgo e Paraty. Em 2006 novas cidades
turísticas serão visitadas.
Flavio
P. Ramos
Editor
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Nova
Friburgo,
uma cidade para ser apreciada aos poucos
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Grupo
de visitantes que fez o passeio de um dia
a Nova Friburgo, região serrana do
Rio de Janeiro, para compras em lojas de fábricas
de lingeie e visita a pontos de atração
turística, transportados pela Best
Line, com a guia Ana Maria Miyasato.
Reportagem
Flavio P. Ramos e Celeste R.B.Ramos
Fotos: Flavio P.Ramos
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Quem mora na cidade do Rio de Janeiro
é um felizardo e não sabe. Tem praias
maravilhosas, a baía mais linda do mundo,
Copacabana, e do outro lado da baía, Icaraí,
como se Copacabana estivesse se olhando no espelho
- uma outra linda princesinha do mar. É
beleza em dose dupla.
Rio quarenta graus? Qual é o problema?
As cidades serranas estão aí mesmo,
com um charme de fazer inveja a muitas da Europa
e logo ali, na serra. Hoje transporte confortável
é o que não falta, basta saber escolher.
A serpente de asfalto, por entre a mata atlântica,
sobe a serra e leva-nos a pedaços do Éden,
fartos pedaços diga-se de passagem.
Teresópolis, que visitaremos mais tarde,
para contar aos leitores do portal www.mensageiro.com.br
que não moram no Rio de Janeiro, o que
encontrar e como passar momentos imperdíveis.
Petrópolis, igualmente suis generis, a
única cidade Imperial do Brasil, com terras
adquiridas, isso mesmo, compradas pelo nosso amado
Imperador D Pedro II, sem dúvida, um estadista
de nível internacional, bem diferente do
néscio e corrupto que hoje desgoverna o
Brasil e humilha o país com sua ignorância
e omissão grotescas.
Friburgo, um pedaço da Suíça,
com um clima europeu brando e perfumado pelas
flores e matas que produzem mel de qualidade,
superior aos melhores. Há ainda os queijos,
doces e licores, as trutas, as carnes de caça,
enfim, ou melhor, em princípio, um cardápio
de reis e rainhas que merece ser revisitado sempre,
( palavras do chef Mosar Olavif Pitón.).
Segundo o chef, “Friburbo é uma cidade
para ser degustada”.
Desta feita, a equipe do portal mensageiro juntou-se
a uma excursão em van, conduzida pela guia
de turismo credenciada pela Embratur, Ana Maria
Miyasato, responsável pelo passeio. Tudo
dentro das normas da Embratur, a transportadora
foi a BEST LINE, que transporta nossas equipes
com segurança e sofisticação
em vans com ar condicionado, tv, música
e outros confortos. Os motoristas são sempre
corretíssimos e experientes - palavra de
cliente exigente.
Nossa intenção era conhecer mais
uma opção de preço accessível
e conforto adequado a qualquer idade. Nesse grupo,
especificamente, a maioria era de senhoras de
terceira idade.
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Paramos
para compras na “Ponte da Saudade”,
local de concentração de lojas
de fábricas de lingerie. As mulheres
adoraram.
Estacionamento gratuito para carros e vans
de turismo.
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Foto
ao centro: Rodoviária Sul, com chegadas
de ônibus do Rio de Janeiro e de outros
municípios. Opção para
quem prefere esse transporte. |
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| Depois,
o grupo foi ao Centro, onde almoçou
em um restauante self service, comida em fogão
a lenha. |
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Após
o almoço, a excursão dirigiu-se à
estrada Friburgo-Teresópolis- a TERE-FRI.
para visita à Queijaria e ao Museu do Colono,
(veja as fotos). Após a visita, volta ao
Rio, por Teresópolis.
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Museu
da Abelha
No caminho
para Teresópolis.
Lago
de carpas e ponte orienal compõem
o ambiente onde se pode observar as abelhas
produzindo o mel da região.
A visita
é agendada e orientada por um guia. |
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Queijaria
de Nova Friburgo
e Museu do Colono Suiço
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Fotos:
à esquerda, anfitriã em trajes típicos
recebe no Museu do Colono Suiço, onde há
também uma exposição temporária
de pintura
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Museu do Colono
Contato
com a história da vinda para o Brasil
dos colonos suiços, após atravessarem
o oceano, enfrentando o desconhecido, mas
cheios de esperança em encontar um
novo mundo promissor.
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Alexandre
Casemiro, acadêmico de Direito, o mais
jovem participante da excursão, à
esquerda, aprova a facilidade de acesso por
rampa, dentro das leis em vigor. A direita,
consultando o computador com dados sobre o
Museu do Colono.
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Acima,
à esquerda, foto de uma bíblia. É
a preocupação religiosa. Na vitrine
da direita, a magia acompanha os viajantes. Vejam
à esquerda da vitrine um exemlar do Tarô
de Marselle.
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Foto
da esquerda:
baús e pequeno tonel de bebida, trazidos
pelos imigrantes suiços.
À direita, réplica de um dormitório
típico de uma casa de imigrantes. |
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à esquerda
e à direita, rudimentares instrumentos
de carpintaria: plainas e graminhos. |
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| Os costumes
alpinos trazidos para a terra de escolha:
enquanto na Suiça, os guisos ornamentados
eram usados nos peitorais dos cavalos que
tiravam trenós, aqui, usados nos cavalos
que puxavam as carroças. Velhos hábitos
e novos usos. |
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Um
passeio de um dia que recomendamos. Fica melhor
ainda com os amigos como nesse grupo que sempre
viaja junto.
Mais informações, contate
Ana Maria Miyasato (21) 2205-0709 - Rio de janeiro.
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Na
foto, à esquerda, a guia Ana Miyasato,
orgnaizadora da excursão e o Sr. Robson,
motorista da Best Line Transportadora de Turismo
credenciada pela Embratur. |
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Nova Friburgo,
"uma terra que mana leite e mel"
Após
40 anos de sofrimento nas escaldantes areias do
deserto, o “Povo de Deus”, liderado
por Moisés, chega à Terra Prometida.
Segundo o “Senhor dos Exércitos”,
era uma terra que mana leite e mel. Embora
fosse a mais fértil porção
da área chamada “Crescente Fértil”,
onde está a Cidade Santa para todas as
religiões, Jerusalém,
a
comparação nos parece imprópria,
se olharmos para as terras de Friburgo, onde o
paraíso é real...
A imigração
traz os colonos para a “Terra Prometida”
Como no passado, na migração
dos hebreus pelo deserto, também aqui,
o Rei D. João VI abre a colonização
de uma área imensa e virgem na região
serrana do estado do Rio de Janeiro.
Sua Majestade, homem culto de grande visão,
recebeu colonizadores europeus suíços.
Esses pioneiros recebiam do Rei toscas moradias
que eram compartilhadas por mais de uma família.
Como no “crescente fértil”,
a terra prometida dos hebreus, a vida dos imigrantes
foi dura. Foi preciso trabalho braçal árduo
no inclemente inverno serrano de Friburgo; muitos
não resistiram.
As desavenças entre
cristãos
Colonizadores cristãos, mas de
origens católica e protestante não
se ajustaram como acontece ainda hoje no “crescente
fértil”, entre judeus e palestinos.
Quis o Senhor Deus que em Friburgo as luzes da
Beleza, da Força e da Sabedoria prevalecessem
e brilhassem até hoje. A convivência
acabou acontecendo e, da visão de um rei
de Portugal, do Brasil e Algarves, veio a palavra
do progresso, enquanto o Grande Arquiteto do Universo
decretava o destino dessa colônia do “Novo
Mundo”. Friburgo, hoje, é uma terra
harmônica e trabalhadora que mana leite
e mel.
Descendentes
dos Colonos Suíços fundam a Queijaria
Suíça de Nova Friburgo
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Descendentes
dos suíços iniciais e especialistas
da Suíça de hoje, juntaram
vontade e conhecimento para criar a Queijaria
Suíça de Nova Friburgo, fundada
em 1º de agosto de 1987, na época,
com a finalidade de ser uma Queijaria-Escola.
A Queijaria
Suíça de Nova Friburgo foi
construída com recursos suíços
(três
quartos) e nacionais (um quarto). |
Esta
união materializa o intercâmbio entre
as duas cidades (Fribourg e Nova Friburgo), mantendo
vivas as tradições dos fundadores
de Nova Friburgo.
Queijaria
desperta interesse da imprensa
Nossa reportagem, como sempre, hospedou-se
no Rancho Girassol, uma pousada ainda não
aberta ao público, de propriedade da professora
Iara Gomes dos Santos, de longa data amiga dos
diretores deste portal.
Nossa equipe, inicialmente, contava com três
pessoas: o chef Mosar Olavif Piton e os jornalistas
Celeste R.B.Ramos e Flavio P.Ramos. Mais tarde,
juntou-se à equipe, o Diretor de Arte,
André Rodrigues, que produziu as imagens
da reportagem sobre o MEl, inserida, a seguir,
nesta página.
Nossa anfitriã, professora Iara Gomes,
foi quem nos orientou em Nova Friburgo e acompanhou-nos
nas visitas aos locais onde a reportagem colheu
os fatos que passamos a relatar:
Nosso Roteiro, para guiar
os visitantes, nessa visita imperdível
Chegada à pousada no dia 26 de
março – permanecemos na pousada no
sábado e domingo montando a estratégia
de trabalho. Foi decidido que deixaríamos
o carro na pousada e visitaríamos os locais
das reportagens usando a condução
de Friburgo de modo a poder relatar aos que venham
de ônibus a melhor forma de chegar aos locais
visitados, bem como as estimativas do custo, em
geral.
O chef Mosar Olavif Piton, já
conhecedor dos queijos, ficou na pousada levantando
dados sobre a produção de mel, que
será um outro assunto em nossa pauta de
reportagens. Na volta tivemos uma surpresa, que
está contada em Culinária.
Custos Reais
Por Passageiro
Passagem Rio-Friburgo com ar condicionado,
por pessoa - R$ 20,96. O preço varia em
função de taxas.
Passagem de ônibus urbano em Friburgo –
R$1,60. Existe um sistema de integração
onde, viajando no mesmo sentido, paga-se apenas
uma passagem.
Os jornalistas Celeste R.B. Ramos e Flavio Pinto
Ramos saíram da Pousada às 13:30h
e pegaram um ônibus na Ponte da Saudade
em direção à rodoviária
urbana, onde fez conexão para a Queijaria
Suíça de Nova Friburgo, no bairro
Conquista, no ônibus Conquista. Até
agora, o custo do transporte, por pessoa foi R$
24,16.
A Queijaria Suíça
de Nova Friburgo fica na estrada Teresópolis-Friburgo,
Km 49, no bairro Conquista, Nova Friburgo.
Chegamos, aproximadamente, às 15 horas.
A sede da Queijaria é uma construção
típica dos Alpes Suíços,
semelhante à que encontramos também
em Gramado–RS. Veja fotos e reportagem de
Andréia Andreoli, nesta página.
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| Entrada
do Chalet Heidi, prédio principal
da Queijaria Suiça de Nova Friburgo |
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O
belo chalé, além da fábrica
de queijos, abriga, também, a infra-estrutura
da Chocolataria Suíça de Nova Friburgo,
onde são desenvolvidos produtos artesanais
de altíssima qualidade, semelhante aos
chocolates suíços de primeira linha.
Ainda, no complexo da Queijaria, existe um Horto,
um Museu de Taxidermia, onde se encontram animais
exóticos e da Mata Atlântica e o
Pavilhão de Artesanatos (feitos pelos próprios
artesãos em suas lojas). Abrem de quinta
a domingo e oferecem visitas guiadas.
Fabricação
dos queijos, qualidade total em padrão
europeu.
Nossa
anfitriã foi a Sta. Luciana Schumach,
de tradicional família friburguense
que, muito segura, guiou a equipe de reportagem
do Mensageiro, demonstrando perfeito conhecimento
do processo que envolve desde a coleta de
matéria-prima nas regiões
circunvizinhas, com destaque para Sumidouro,
até o produto acabado. |
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À
esquerda, Luciana Schumach, da Queijaria
Suíça de Nova Friburgo. À
direita, a editora-adjunta Celeste R.B.Ramos |
Passamos
pelas diversas fases mostradas no fluxograma que
engloba a produção de diversos tipos
de queijos.
A Queijaria Suíça de Nova Friburgo
estabelece rigoroso controle de qualidade do leite
utilizado na fabricação dos diversos
tipos de queijos. O de vaca é colhido diariamente
e chega à Queijaria pela manhã,
numa quantidade diária de dois mil litros;
o de cabra, duas vezes por semana, também
pela manhã.
Laboratório garante
os padrões de qualidade
Logo na chegada, são feitos controles
laboratoriais, que garantem a pureza e a qualidade
equivalente à dos queijos similares fabricados
na Suíça.
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Higiene total garante qualidade na fabricação
O processo de fabricação dos
queijos pode ser observado pelos visitantes,
através de uma parede de vidro. O
queijo é fabricado em área
estéril.
Enquanto acompanham este trabalho, os visitantes
podem observar, confortavelmente sentados,
numa varanda com mesinhas e cadeiras.
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| Interior
do Setor de Produção |
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Fluxograma
do Processo
Fluxograma: recepção do
leite, exames de controle de qualidade, pasteurização,
resfriamento, colocação no tanque,
adição de fermento coalho e cloreto
de cálcio, corte com liras (equipamento
com forma do instrumento musical do mesmo nome),
mexedura, enformagem, viragem, colocação
na prensa para retirada do soro (queijos curados),
imersão em tanques na câmara de salga
e embalagem.
Os queijos curados, principalmente da linha delicatessen,
antes de serem embalados passam por um processo
de maturação, ficando em câmaras
frias onde recebem um tratamento segundo a Tecnologia
Suíça da Casca Lavada. Durante este
período, os queijos apuram sabor e aroma
característicos. A Casca Lavada consiste
em aplicar sobre o queijo uma bactéria
láctica chamada linens, criando
na casca do queijo uma fina camada protetora,
evitando o aparecimento de bolores e trincas,
além de liberar uma série de enzimas
que agem sobre a proteína e gordura da
massa, conferindo ao queijo sabor e aroma especiais.
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Os
queijos que recebem este tipo de tratamento
são: Queijo Tipo Reblochon, Queijo
Tipo Raclette, Queijo Tipo Gruyère,
Queijo Tipo Chevrotin, Queijo Moleson e
Queijo Moleson Cabra.
Os queijos Tipo Gorgonzola, Tipo Sbrinz,
Tipo Suíço e Minas Padrão,
também são queijos maturados,
mas possuem a casca lavada. |
| Amostra
dos diversos queijos fabricados |
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Linha
de fabricação
Linha Delicatessen
– Queijo Tipo Reblochon, Queijo tipo Gorgonzola,
Queijo Tipo Raclette, Queijo Tipo Gruyère,
Queijo Tipo Sbrinz, Queijo Moleson, Queijo Tipo
Suíço, Fondue.
Linha Cabra –Queijo
de Cabra Fresco, Queijo Tipo Chevrotin, Queijo
Moleson Cabra, Queijo de Cabra fundido, Leite
de Cabra em Pó.
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Recanto
do restaurante
Detalhe
da típica lareira a lenha dos Alpes
Suiços com panela de ferro pendente
da trave, que pode ser rebatida sobre o
fogo aceso. A grade serve de proteção
para que as brasas não sejam jogadas
fora da lareira. |
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| Os
queijos mais comuns, no Brasil:
Linha Lanche
Queijo Minas
Frescal, Ricota Fresca com e sem sal, Requeijão
Cremoso, Queijo Minas Padrão, Queijo
Prato Lanchese, Manteiga com e sem sal.
Foto à
direita:
Mesa sob a clarabóia, com diversos
queijos em temperatura natural, prontos
para servir. |
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Inspeção
do Governo
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Inspeção
permanente do Serviço de Inspeção
Federal-SIF, órgão do Governo
que autoriza a distribuição
do produto em todo território nacional.
A
autoridade governamental que inspeciona
os laticínios tem uma sala especial
reservada para seu trabalho. Sempre que
o inspetor julgar necessário, coleta
amostras aleatórias para exame
no
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Carta
de vinhos de qualidade à escolha
para compra ou consumo no restaurante |
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laboratório
governamental no Rio de Janeiro. |
As instalações, dentro das
normas técnicas
brasileiras da
Associação Brasileira de Normas
Técnicas - ABNT e internacionais, são
áreas onde a reportagem não pôde
entrar; (deveríamos vestir roupas especiais,
o que dependeria da autorização
de um técnico da área, que no momento,
estava ocupado num outro setor da fábrica).
Como chegamos na parte da tarde, a fase principal
da produção de queijos já
havia sido encerrada e os técnicos retiravam
as últimas formas de queijo para a fase
seguinte – a maturação em
câmara fria especial.
Higiene
nas máquinas e equipamentos
Todas as tubulações, máquinas
e utensílios usados na fabricação,
desde que a matéria-prima entra, são
de aço inoxidável e esterilizados.
Na parede da fábrica há um imenso
vidro por onde os processos de produção
podem ser vistos sem que os visitantes atrapalhem
os técnicos ou contaminem a área
estéril e a produção.
Luciana Schumach, nossa anfitriã,
mostrou-nos também as instalações
da Chocolataria Suíça de Nova Friburgo
e de uma sala adjacente, onde são ministrados
os cursos de Fabricação de Chocolate
Artesanal, realizados através de
um convênio com o SEBRAE-RJ.
Também são realizados cursos de
Fabricação de Queijos de leite de
cabra e de leite de vaca, onde o convênio
propicia a capacitação de pequenas
queijarias.
Segundo Luciana, a Queijaria Suíça
de Nova Friburgo também mantém convênios
com o CIEE para estágios curriculares,
além de convênios com universidades,
como a de Viçosa (MG), UFRJ (RJ), UENF
(RJ) e ILCT (MG).
Restaurante
típico suíço, onde
os produtos podem ser consumidos com vinhos
nacionais e estrangeiros, adequados a cada
tipo de queijo.
As cadeiras artesanais, com o típico
desenho suiço do coração
e a ornamentação das mesas
tornam o ambiente aconchegante e agradável.
A lareira fornece calor ao ambiente.
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Luciana conduziu-nos
ao restaurante do Chalet Heidi, com serviço
a la carte, que oferece um cardápio
diversificado com produtos à base de queijo,
além de trutas da região e sobremesas
à base de chocolate, segundo ela, imperdíveis.
Museu, preocupação
com a história e com a natureza
No museu anexo, o visitante pode conhecer
a história da colonização
Suíça de Nova Friburgo, onde encontrará
artefatos originais e réplicas perfeitas.
São fotos, trajes típicos, documentos
escritos, móveis e utensílios diversos
que retratam fidedignamente a colonização
nesta cidade do Brasil.
Há, também, uma exposição
de taxidermia, animais da Mata Atlântica
empalhados, e em seus habitats, reproduzidos fielmente,
com visas à conscientização
para preservação da flora e fauna
da região.
Leite de cabra
Segundo Luciana Shumach, o Brasil ainda é
um país de baixo consumo de queijos, em
geral, e o queijo de cabra, largamente consumido
na Europa, ainda é pouco conhecido dos
hábitos alimentares da maioria dos brasileiros.
O leite e o queijo caprinos são indicados
para pessoas alérgicas ou intolerantes
ao leite bovino. É recomendado pelos médicos
aos que possuem intolerância ao queijo de
leite de vaca.
A FRIALP beneficia leite de cabra, produzindo
quatro tipos de queijos e o leite em pó
de cabra (com adição de ácido
fólico) com a tecnologia suíça
e a qualidade de padrão internacional,
“uma constante nos produtos da Queijaria
Suíça de Nova Friburgo”.
Após a degustação
de duas variedades do queijo desenvolvido especialmente
na Queijaria, chegamos à
parte triste de nossa visita.
Tivemos que nos despedir desse saboroso
pedaço da Europa, plantado na Mata Atlântica,
e da nossa amável anfitriã, Luciana
Schumach que, com sua inteligência e conhecimento
técnico, mostrou ser uma perfeita colaboradora
integrada aos padrões suíços
de qualidade. É de pessoas como ela, que
se orgulham de seu trabalho e o executam com amor,
que o Brasil precisa para ocupar seu lugar entre
os primeiros países do mundo.
Obrigado a Luciana por mostrar aos nossos
leitores esse pedaço do Brasil que
manam leite e mel.
Convidamos nossos leitores a visitar a Queijaria
Suíça de Nova Friburgo e, se tiverem
a nossa sorte, Luciana estará com vocês
também. E, ao final da visita, oferecerá
uma deliciosa degustação dos queijos
nobres fabricados pela Queijaria. São de
dar água na boca só de olhar.
Fotos
e texto, Flavio P.Ramos e Celeste R.B.Ramos
Editores - Professores e Jornalistas
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Mel
e História
Nossas
amiguinhas do mundo dos insetos são conhecidas
há mais de vinte milhões de anos,
muito antes do surgimento da raça humana
na Terra.
A Bíblia menciona, em diversas passagens,
esse inseto, que é símbolo da produção
individual e do milagre da alquimia orgânica,
da transmutação dos açúcares,
polens, encontrados nas floradas em mel, um elemento
nobre, e que serviu também aos povos nômades
do deserto.
Ainda hoje, no Oriente, o mel é consumido
com o respeito que merece, em iguarias ou in natura.
A apicultura, que é a técnica da
exploração racional do mel, vem
sendo aperfeiçoada ao longo dos séculos.
Remonta a 2400 anos a.C., conforme vários
historiadores do Egito Antigo.
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Carro
de combate egípcio
O mel era usado como adoçante, nessa
época, e, também, nas mumificações
para conservar as vísceras, em vasos,
que acompanhavam as múmias. Passados
milênios, os órgãos
permanecem preservados. |
A
apicultura já era conhecida pelos sumérios
em 5000 a.C.. Egípcios e gregos desenvolveram
as técnicas rudimentares para o manejo,
que só chegou a ser aperfeiçoado
significativamente no final do século XVII.
Mel, fonte histórica
de saúde,
um doce e completo alimento natural
A
produção de mel puro de Nova Friburgo,
na região serrana
do Estado do Rio de Janeiro está ligada
aos cuidados
com essas criaturinhas fantásticas que
vivem
para adoçar as nossas vidas.
O apicultor Leandro Beltrão, nesta entrevista,
desperta a polêmica sobre o
futuro ameaçado e incerto da produção
de mel no Brasil.
| Nos
dias de hoje, quando a natureza não
está sendo mais respeitada em seus
ciclos naturais para lavoura e pasto, poucas
são as pessoas que se dedicam a trabalhar
em harmonia com ela, com paciência,
respeito e cuidado de preservação.
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Foto André Rodrigues
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Prédio
que abriga o laboratório e loja de
produtos melíferos |
A
natureza escolhe as pessoas por quem ela gostaria
de ser tratada?
Esse antigo conceito dos celtas parece que se
aplica como uma luva neste caso.
Assim foi o que aconteceu com o Sr. Leandro Beltrão,
há 21 anos. Era cadete da Força
Aérea em Pirassununga. Lá, ele descobriu
que não desejava seguir a carreira militar.
Foi, então, que decidiu cursar a faculdade
de Psicologia, mas desistiu. Ainda não
era essa a sua vocação profissional.
Voltando para sua cidade
natal, em Friburgo, perguntou-se: “O que
fazer daqui por diante?” Foi, então,
que ele lembrou que seu avô costumava cuidar
de abelhas, de forma rudimentar. Esta idéia
pareceu-lhe ótima para começar seu
trabalho futuro.
Tenacidade no aprendizado
Para pôr sua idéia em prática,
teve que vencer vários obstáculos
para aprender esta nova atividade, na qual nunca
havia pensado. Ele foi à luta, e, transcorrido
um ano, nenhum resultado, aparentemente positivo.
Ele não desistiu, foi em frente,
sempre se familiarizando mais com essas pequenas
criaturas fascinantes produtoras de mel.
Relação de amor e
respeito à natureza
 |
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Pés
de laranjeira silvestre. Ao fundo, à
esquerda, eucaliptos, em seu habitat natural.
Os
pássaros e o vento transportam as
sementes que fazem brotar essas variedades
rústicas de plantas cítricas
melíferas, em meio às flores
rasteiras.
Foto
André Rodrigues
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Respeito, dedicação e amor pelas
abelhas
Durante nossa conversa, ficou bem evidente
o respeito do Sr. Leandro à vida das abelhas.
Não foi possível esgotar o assunto,
pois o tempo era insuficiente para tanto trabalho
que ele realiza, mas o que ele ensinou e que agora
repassamos aos leitores foi muito valioso.
Sr. Leandro colhe mel de caixas (1) de abelhas
distribuídas em vários locais da
região serrana, produzindo diversos tipos
de mel, de acordo com as flores da região
– Cachoeiras de Macacu, Bom Jardim, Duas
Barras, Cantagalo, Macuco, Cordeiro, São
Sebastião do Alto, Valão do Barro
e Itaocara.
As principais floradas nativas da região
são as do eucalipto, assa-peixe, erva-canudo,
morrão de candeia, capixingui, e floradas
silvestres mistas, que resultam no tipo de mel
“mil flores”.
Alterações climáticas, agora,
imprevisíveis.
Segundo
ele, as alterações climáticas
causadas por danos ambientais não mais
permitem fazer previsões de um ano
para o outro, na produção do
mel. Há ocasiões em que é
preciso alimentar as abelhas para que elas
não morram de fome, até a próxima
florada.
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| Foto
André Rodrigues |
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Pé
de assa-peixe |
Danos
propositados ao meio-ambiente são criminosamente
praticados.
Outro fator que vem sendo muito prejudicial, não
só à produção do mel,
mas também ao meio ambiente, no Brasil,
é a prática da plantação
de capim brachiaria para o gado. Ele destrói
as floradas nativas, provocando um desequilíbrio
no ecossistema. É uma variedade altamente
invasiva, na verdade uma praga trazida da África
que destrói todos os demais tipos de vegetação,
onde se instala. É um crime ecológico
que as autoridades não percebem.
Convivência pacífica
ecologicamente correta
No passado, o gado convivia com as espécies
que davam flor, mas os fazendeiros, a pretexto
de terem um pasto limpo, implantaram esta praga
importada, que está se espalhando pelo
Brasil inteiro. Se continuar assim, no futuro
não muito distante não teremos mais
mel de algumas floradas.
Essa visão dos criadores é uma visão
antiecológica e criminosa, pois é
de grande impacto ambiental e com estragos permanentes
e cada vez maiores.
Este tipo de capim foi importado da África
para substituir o capim gordura, que não
é agressivo como a brachiaria.
Abelhas e biotecnologia
moderna
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Assim
como encontramos laranjeiras silvestres em
encostas de difícil acesso, lá
também são encontradas caixas
com abelhas produzindo mel de laranjeira.
As caixas são movidas, de acordo com
as floradas, em cada época do ano,
à noite, para não irritar as
abelhas
Foto André
Rodrigues |
Dentre os insetos, a abelha é um minúsculo
ser vivo da natureza capaz de fazer verdadeiros
milagres, salvando vidas e fornecer alimento.
Sr. Leandro nos fala da vida das abelhas com muita
familiaridade, carinho e admiração
pelo trabalho que elas desempenham e o que representam
na vida das pessoas. “Elas vivem em permanente
trabalho de produção de mel e derivados,
todos aproveitados pelo homem”.
Em sua empresa existe um laboratório, que
recebe o mel para ser centrifugado e preparado
para a venda, na loja, junto com outros derivados
do mel, além de outros produtos da região.
Seus produts são certificados pela Secretaria
Estadual de Agricultura.
A
própolis (2) serve de revestimento interno
da colméia. Desempenha a função
de assepsia e vedação da caixa.
Aplicação em cosmetologia e medicina
estética. Também pode ser usada
em ferimentos, queimaduras e gargarejos.
A apitoxina (3) vem sendo indicada no tratamento
de artrite e artrose.
Para a extração da apitoxina, a
abelha é agredida com choque elétrico
que provoca a liberação do apitoxina
sobre uma placa de vidro. É um método
de extração que sacrifica a abelha.
Ela dá a vida para aliviar o sofrimento
das pessoas.
O mel pode ser consumido puro ou agregado a outras
plantas e ervas para produzir xaropes, doces e
bebidas. Por exemplo, o mel com clorofila é
feito a partir do broto de trigo, que é
colocado na moenda para extrair o sumo, e ser
misturado ao mel.
Através do estudo, da observação
e da vivência no campo, Leandro Beltrão
vem acompanhando a degradação da
natureza e deu sugestões preciosas na possibilidade
de contribuir para a reversão deste processo.
Sugestões a partir da mudança do
meio-ambiente
Segundo Leandro Beltrão, a EMBRAPA-Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária, órgão
oficial do governo, pode estabelecer critérios
de avaliação para as vantagens e
desvantagens da disseminação da
brachiaria nos campos, e, a partir desse estudo,
criar alternativas não-agressivas à
biodiversidade.
Sugestões
a partir da realidade.
• Incentivo para melhorar as plantas
melíferas, através dos órgãos
municipais, estaduais e federais.
• Criação de parcerias com
outros produtores de mel, incentivando o cooperativismo.
• Criação de alamedas, com
árvores e plantas melíferas, próximas
de pequenos centros urbanos.
• Criação de canteiros entre
as pistas nas rodovias com plantas e árvores
melíferas evitaria a cegueira pelos faróis
além do benefício de aproveitamento
para o mel.
• Reflorestamentos com plantas e árvores
melíferas beneficiaria a fauna também
os beija- flores: são naturais polinizadores
e espalhariam o pólen, naturalmente.
Além da função de
urbanização, seria benéfico
para a natureza e para o homem, que se beneficiaria
do mel e de seus produtos, além de gerar
fonte de trabalho no campo, para abastecer as
cidades a custos mais baixos, com maior produção
de mel por hectare.
Cursos e atividades escolares que ensinassem às
crianças a preservar as abelhas e as espécies
melíferas, poderiam ser atividade de férias
ou extra-classe, também. Um investimento
que poderia despertar vocações de
novos apicultores e formar um pensamento ecologicamente
correto nos demais.
Em
Friburgo, a natureza é pródiga.
Segundo Leandro Beltrão, as cidades
deveriam ser cercadas de áreas com
espécies melíferas.
Na foto, de André Rodrigues, laranjeiras
e outras espécies, próximas
à estrada.
Saiba
mais sobre apicultura
(1) Caixa - colméia
construída pelo homem.
Colméia ou cortiço. Habitação
das abelhas.
(2) Própolis
- produto processado a partir de resinas
vegetais, pelas abelhas, que é utilizado
para fechar frestas da colméia. É
poderoso antissético e próbiótico
(3)
Apitoxina - nome dado
ao veneno produzido pelas abelhas quando
são atacadas
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A palavra abelha
vem do Latim [Apis].
A apis melifera produz o mel, pólen,
cera, geléia real e própolis.
Cera – secreção
glandular da abelha que serve para construir os
favos, estrutura física da colméia.
Colônia – família
de abelhas. Tem em média 60.000 abelhas
Ferrão – arma
de defesa das abelhas.
Fumigador – equipamento
portátil indispensável utilizado
para produção de fumaça para
reduzir a agressividade das abelhas.
Geléia real –
produto riquíssimo em proteínas,
vitaminas, sais minerais e hormônios sexuais
e de crescimento, utilizado na alimentação
de larvas de abelhas rainhas e da rainha.
Opercular – trabalho
de vedação dos favos pelas abelhas.
Pólen – produto
rico em proteínas, vitaminas e hormônios
que as abelhas colhem das flores.
Própolis –
produto processado a partir de resinas vegetais
pelas abelhas, utilizado para fechar frestas da
colméia. É poderoso antissético
e probiótico. Se um bicho atacar a colméia,
ele morre e é mumificado pela própolis.
Indicações:
para gargarejos com água morna
serve de anti-séptico e cicatrizante cantores
é bom para professores oradores cantores
locutores; no tratamento de escaras e queimaduras.
Rainha – mãe
de uma família de abelhas
Vôo nupcial –
é o primeiro vôo que a rainha faz,
quando é fecundada por uma média
de 6 a 8 zangões. Quase sempre, os zangões
morrem.
Zangão – é
o indivíduo masculino de uma família
de abelhas e de outros insetos.
Nota
do Editor: esta matéria
está sendo enviada para:
• Senhora Ministra do Meio Ambiente, com
a denúncia sobre a invasão do capim
Brachiaria, vindo da África e
nocivo ao equilíbrio da nossa biodiversidade.
• Universidades Rurais
• ONGs de proteção ambiental.
ABELHAS e Mel, fonte
de saúde em extinção, causada
pelo próprio homem.
Por
Flavio P. Ramos e Celeste R.B.Ramos
Editores - professores e jornalistas
Imagens: André Rodrigues |
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Campos
do Jordão
Taveiros
Este ano, as minhas
férias não foram muito grandes,
mas foram muito férias. Nunca, em tão
pouco tempo, senti o corpo e o espírito
restaurarem-se lado a lado tão profundamente
como naqueles dez dias em Campos do Jordão.
Depois de umas centenas de quilômetros com
vontade crescente de chegar, as casas de Campos
do Jordão apareceram no pára-brisas
a marcar a última distância e a oferecer
o primeiro aconchego.
Campos do Jordão é uma terra inacreditavelmente
brasileira, para quem do Brasil tem apenas imagens
negativas.
Salvo a avenida principal, com traçado
mais ou menos retilíneo, as ruas de Campos
do Jordão parecem ter surgido ao sabor
das casas como as pequenas praias ao sabor das
dunas. Por isso o perambular à toa na cidade,
é tão agradável como divertido.
Está sempre parecendo que não há
saída, mas a rua, cada vez mais irregular,
acaba sempre por arranjar uma maneira de se esgueirar.
Em centro de terrenos enormes, as casas, grandes
e encantadoramente debruadas a madeira em cores
muito vivas, compõem um cenário
tipicamente europeu.
O turismo em Campos do Jordão é
marcado por uma grande representação
paulista de meia idade. Muitos casais com os filhos
e muitos jovens a beijarem-se como em lugar nenhum.
A sofreguidão quase alimentar com que se
beijam, leva-nos a pensar que em suas terras o
beijo seja proibido.
Nesta cidade sobressai o clima e o silêncio,
de entre uma infinidade daqueles detalhes que
tornam um lugar simpático antes ainda de
se saber por que. Se não fosse o canto
dos grilos, o chilrear dos pássaros, e
o murmúrio da brisa vinda dos pinheiros,
a vida nesta cidade mais pareceria um filme colorido
a que se tivesse tirado o som. O ambiente tão
naturalmente belo e sossegado influi no caráter
das pessoas. Turista e naturais parecem reger-se
por um temperamento comum. As pessoas ao passarem
por outras sorriem como se dissessem: “como
é bom estar aqui não é?”
Bastou um dia para me livrar do pesado sedimento
de tédios e cansaços. O corpo logo
me pediu passeios, e o espírito leituras.
Li o céu, os castanheiros, as heras, as
giestas floridas, o rio, e tudo me pareceu o folhear
dum livro imenso duma obra sem fim no sossego
daquele pedaço do Brasil insuspeitado.
Por isso os livros escolhidos para o veraneio
me pareceram artificiais e insignificantes. Andei
muito no meio daquela floresta até encontrar
um riacho. Agora, já cansado, sentei-me
debaixo duma velha árvore junto do rio,
e fui levado a apreciar a sua música rítmica,
a sua dança em seu caminho de retorno ao
mar.
Lembrei-me da infância quando me divertia
às margens dum pequeno rio muito semelhante.
Ali, sentado, em estado de plena atenção,
lembrei-me da história da água e
o que ela contaria se falasse a nossa linguagem.
Sacia milhões de pessoas, rega campos,
ruas e calçadas, esgotos, transforma-se
em vapor para girar a engrenagem da máquina,
em gelo para conforto da humanidade voltando ao
seu estado natural. Retorna sempre à sua
fonte nos oceanos donde veio, e depois de purificada
dentro deles, retoma a sua jornada novamente.
Não pode ser destruída nem criada
e sem ela a vida não existiria. No horizonte
descendo o sol me fez lembrar o papel que ele
desempenha na história da água.
Sem o sol, a água ficaria para sempre no
mar aprisionada. Olhei uma pequena pedra muito
bem polida pela água do riacho e segurei-a
na mão. Neste instante, e em estado de
quietude, pareceu-me ouvir uma voz interior dizendo-me.
Contempla, ó mortal, o que seguras na mão!
Sou uma pequena pedra como vês, mas garanto
ter um pequeno universo no qual existe tudo. Há
miríades de átomos a se movimentar
e um sistema molecular cada um o próprio
universo. Não sou a massa de pedra como
crês, mas um grupo de unidades de energia
incessante. Pareço massa sólida,
mas a aparência é ilusão,
tudo é separado realmente. Estuda-me com
cuidado, ó humilde viajante, lembra-te
que os maiores poderes do universo são
os intangíveis, e estás diante de
um deles.
Reconheci que tinha segurado uma porção
infinitesimal da energia que mantém o sol,
as estrelas, os planetas etc. Foi uma experiência
de grande alegria, ao ar livre, que fez com que
a minha alma cansada se aquietasse e repousasse
calmamente. Detive-me neste paraíso encontrado,
quando uma estrela começou a cintilar,
e, aí, relutantemente e emocionado, voltei
ao hotel para me misturar de novo com aqueles
que são dirigidos como escravos de galera
pelas leis inexoráveis da civilização,
todos empenhados em lutas furiosas e inexplicáveis
para acumular coisas que de nada valerão.
Estou agora de volta ao trabalho, com
os livros e o micro em que estou digitando esta
narrativa da minha experiência em Campos
do Jordão. Estou, porém, invadido
por um sentimento de solidão e um desejo
de estar lá, no meio da natureza, às
margens daquele riacho tranqüilo onde, somente
há dias, lavara a minha alma nas realidades
saciantes da Inteligência Infinita.
Clique
aqui para baixar o arquivo com esta matéria
em Microsoft Word.
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| COM
DIVERSÃO, É CLARO.
Andréia
Andreoli
CORRESPONDENTE
Rio Grande
do Sul sai na frente.
É
de Guaporé, cidade serrana, importante
polo joalheiro do Rio Grande do Sul a mais nova
correspondente do Mensageiro.
Andréia
Andreoli, canceriana, formada em Ciência
da Computação e atuante figura do
meio jornalístico em Guaporé.
Atuante também como líder comunitária.
Andréia
Andreoli, ja é conhecida no Rio de Janeiro
pelo seu corajoso trabalho na instalação
de linhas telefônicas para a comunidade,
matéria publicada no Jornal Zero Hora de
Porto Alegre e noticiada em Emissoras do Rio.
A
Equipe do Mensageiro dá as boas vindas
a companheira e lhe deseja sucesso nessa árdua
tarefa de jornalismo investigativo.
Parabéns ao Povo Gaúcho e a cidade
de Guaporé por sua filha ilustre e generosa.
Andreia Andreoli
foi convidada a concorrer a Assembléia
Legislativa no Município de Guaporé
o que enche de orgulho seus companheiros jornalistas
e colunistas deste portal, estamos certos que
na vida pública ela agirá com mesmo
desprendimento e honestidade com que desempenha
sua função junto ao nosso veículo.
|
| Serra
Gaúcha – Opções de
Lazer em Qualquer Tempo
Andréia
Andreoli
Correspondente
Tudo que
o visitante precisa é decidir quando.
Do verde
vivo, passando pelo ocre com ou sem flores. As
estradas bem pavimentadas serpenteiam por tapetes
de hortênsias, pelo verde viçoso
ou pelos tons de ocre quando o inverno se aproxima.
São a natureza pródiga e a hospitalidade
não menos pródiga do gaúcho,
que dão as calorosas boas-vindas, essa
em qualquer estação, aos visitantes.

Foto Arquivo: Hotel
estilo Alpino.
Inverno
ameno
É
inevitável lembrar do sul. Seu inverno
ameno, (no Canadá, as temperaturas
chegam a 40graus negativos) na Serra Gaúcha,
no rigor do inverno, as temperaturas oscilam em
torno de apenas 4 graus negativos.
Os poucos brasileiros abonados, que viajam para
a Europa para curtir o frio, perdem o melhor de
seu País.
O Rio Grande do Sul, de grande diversidade cultural,
climática e humana ainda é destino
pouco conhecido dos brasileiros e dos povos do
Mercosul. |
Gramado
e Canela
Hotéis, construções
modernas, confortáveis e aconchegantes
que lembram a arquitetura dos Alpes, os
mais tradicionais com lareira. Tudo
isso e mais os deliciosos Chocolates de
Gramado
O Mini Mundo
Mini-cidade onde se encontram réplicas
em escala perfeitas nos seus detalhes.
Miniaturas de castelos europeus, ferrovias
com seus trens e pontes, igrejas de onde
sai música sacra e canto coral, tudo
funcionando com surpreendente realismo.
Cascata do Caracol
Famosa beleza natural, que aparece na mini
série da Globo “A Casa das
Sete Mulheres”, lugar místico
e romântico.
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O
vale do rio Taquari
Semelhante a paisagens européias, esse
rio foi o primeiro meio de intercomunicação
e transporte integrando o terceiro vale mais fértil
do mundo, perdendo apenas para o do Rio Nilo,
na África e o do Mississipi, nos Estados
Unidos. |
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Minimundo
(foto arquivo)
Veja a altura das meninas em relação
as casinhas. |
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Bento
Gonçalves
Em honra ao general comandante da Guerra
dos Farrapos
Conhecida como a “Capital
da Uva e do Vinho”.
Lá são encontradas cantinas
rudimentares, bolichos (bares de beira de
estrada), adegas familiares, com excelentes
vinhos e preços, e vinícolas
de grande porte.
Os vinhos mais finos são elaborados
de forma artesanal e são oferecidos
gentilmente à degustação
dos visitantes. A arquitetura centenária,
a vegetação formada de Plátanos
e Araucárias (variedade de pinheiro),
e parreirais com as melhores cepas.
Carlos Barbosa, viajando de Maria Fumaça.
Próximo a Bento Gonçalves,
tem na locomotiva a vapor o saudosismo romântico
do passado. É de 23 kilômetros
o percurso atual percorrido pelo trem com
6 vagões e a máquina, como
antigamente. O conjunto corta montes e vales.
Um
cenário deslumbrante que remete-nos
ao passado.
Caxias do Sul. |
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Retrato
da Colonização Italiana, é
conhecida por sua “Festa da Uva”,
tradição local desde 1935. Uma exposição
de uvas na praça principal é o ponto
de partida para esse evento, que é um
dos mais concorridos e populares do País.
Durante a festa, de estrutura muito bem planejada,
acontecem shows com renomados artistas de nível
local e nacional.
Vem
desfrutar da hospitalidade Gaúcha Che!
Tu vais voltar sempre.
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Guaporé:
cidade serrana com
cem anos de história
Andreia
Andreoli
Correspondente
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No ano
de 2003, a cidade de Guaporé, localizada
na encosta superior do nordeste do estado
do Rio Grande do Sul, completou cem anos
de emancipação política,
comemorando com festividades emocionantes
que enfatizaram suas principais características.
comerciais, populacionais e turísticas.
A centenária Guaporé destaca-se
no cenário estadual, nacional e internacional
como um qualificado pólo de compras,
onde transforma seus produtos industriais
do ramo de jóias e lingerie em atração
turística, sendo que no ramo de lingerie,
Guaporé tem atualmente cerca de sessenta
fábricas e, na área de semi-jóias,(Jóias
chapeadas em metais preciosos) aproximadamente
cento e quinze empresas. |
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Lago
da AFAG - Guaporé
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Vista geral de
Guaporé
Em
vista da grande procura por maiores informações
acerca das empresas de ambos os ramos, criou-se
recentemente em Guaporé a AJOLI, Associação
de Jóias e Lingerie, onde quarenta e
três empresas já estão associadas,
sendo que destas vinte e uma são do ramo
de jóias, quinze de lingerie e sete hotéis
e restaurantes. Maiores informações
sobre horários de atendimento, produtos
e serviços podem ser obtidos pelo telefone
54.443.6323, ou via e-mail: ajoli@mastertek.com.br.
Além
disso, fazendo um city tour, o visitante poderá
conhecer muito mais sobre a cidade fazendo uma
visita ao Museu Municipal, além de apreciar
suas belas paisagens naturais, entre elas: grutas,
cascatas, o morro do Gallon com a imagem do
Cristo Redentor em sua parte mais alta, o autódromo
internacional Nelson Barro, o Kartódromo,
o lago da AFAG (Associação da
Flora e Fauna de Guaporé), a Igreja Matriz
Santo Antônio, antigos capitéis
espalhados pelo interior, entre outros.

Bem
vindos a Guaporé,
estamos esperando.
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