Apolônio
de Tiana
Por M. Selaht
Contemporâneo
de Jesus teria nascido três a quatro anos
antes. Como Jesus, a ele foram atribuídos
milagres. Seu comportamento foi semelhante ao
Dele. Figura mística e carismática,
marcou pessoas e lugares por onde caminhou.
Apolônio é
uma misteriosa figura que “apareceu”
neste ciclo de civilização no
início da era cristã (no século
I). Os documentos que falam dele não
mencionam a palavra nasceu e sim apareceu, isto
porque quando Apolônio de Tiana esteve
na terra manifestava natureza divina. Entre
os atributos desta natureza ele apenas tinha
um corpo aparente, se apresentava na terra com
corpo etéreo, tal como o de Jesus.
Sua vida foi anunciada pelo Espírito
Santo
Em muitos pontos, a vida de Apolônio
se assemelha à de Jesus. Sua vinda à
terra foi anunciada pelo Espírito Santo.
Alguns documentos antigos afirmam que ele, certo
dia, surgiu na terra sem ascendentes, mas também
há documentos que dizem ser ele filho
de uma virgem.
Apolônio de Tiana. O
nome Tiana é o da cidade onde ele primeiro
se apresentou na terra, que ficava na Capadócia
(província romana na região central
da Turquia, terras de rochas vulcânicas
onde eram escavadas casas e cidades subterrâneas.
Ficava, na época, na rota dos peregrinos
que iam e vinham da “Terra Santa”).
Um desconhecido da maioria das pessoas, mesmo
das que têm uma formação
religiosa. É estranho que uma figura
tão relevante não seja citado
nos livros que versam sobre religião,
aparecendo o seu nome somente em documentos
secretos e em alguns poucos livros de ocultismo.
Apolônio de Tiana era dotado de facilidade
de expressão, verbalizava com facilidade.
Apolônio
de Tiana, um homem justo e perfeito.
Ao tempo em que discursava e persuadia, sua
fama se popularizava, caminhando pelo resto
do mundo, dando um exemplo justo, bom e perfeito.
Foi um espontâneo defensor dos injustiçados,
capaz de praticar os mais arrojados e difíceis
atos de bravura. Sua firmeza e energia de propósitos,
mesmo diante do perigo, contagiavam a todos
que o cercavam de uma coragem estóica.
"Ele fora um Deus
em forma de Homem!"
As viagens de Apolônio
e as iniciações
Apolônio viajou muito durante o tempo
em que esteve na Terra, desde as longínquas
terras de Mitzraim (Egito) até a Mongólia,
sempre sendo iniciado nas Ordens que encontrava.
Não que precisasse ser iniciado, pois
ele já era iniciado, mas sim como Apolônio
disse a um sacerdote quando pediu para ser iniciado:
"Bem sabes porque não queres
iniciar-me. Se o dizes, revelá-lo-ei:
o meu crime é justamente conhecer bem
melhor do que tu o rito da iniciação.
Vim pedir-te por um ato de modéstia,
submissão e simplicidade, a fim de que
passasses por mais sábio do que Eu. Apenas
isto!".
Apolônio de Tiana,
neo-pitagórico?
Logo depois que saiu da cidade de Tiana, Apolônio
ficou conhecido como um neo-pitagórico.
Em Nínive, na Babilônia, encontrou
Damis, seu inseparável e fiel discípulo.
De lá, ambos foram para a terra dos encantos,
a Índia, e percorreram a Mongólia
e o Tibet, até que atingiram as colinas
do Himalaia. Lá, Apolônio deixou
Damis e partiu só para um mosteiro onde
tornou-se o "Senhor portador dos oito poderes
da Yoga", que era o mais alto grau dos
mosteiros daquela época.
Neste momento, dizem, uma aura de luz visível
por todos lhe emergiu da cabeça de modo
permanente. Depois voltou e se encontrou com
Damis e voltaram para a Grécia, onde
começou a fase mais intensa de curar
doentes, desde os do corpo até os da
alma, paralíticos, cegos e até
ressuscitar mortos, como aconteceu com uma jovem
em Roma.
Ensinando os seguidores
de “Jesus da Galiléia”.
Uma das Missões de Apolônio foi
a de ensinar aos seguidores de Jesus como manipular
as leis da natureza.
Alguns documentos dizem, e é verdade,
que Apolônio fez milagres idênticos
àqueles feitos por Jesus. O poder dele
era tamanho que aonde chegava, as guerras eram
interrompidas e os exércitos enterravam
as suas armas. Também pregava e para
ouvi-lo vinham pessoas de lugares distantes.
Apolônio, explicou como eram feitos os
milagres dele e de Jesus. Preparou os primeiros
cristãos para disporem dos meios de curas
e de todos os outros que Jesus utilizou.
Cromoterapia, musicoterapia,
significado dos símbolos, transmutações,
cristaloterapia, ampliação de
consciência, dom de profecia.
Mostrou o poder das cores, (Cromoterapia ou
Cromopatia) e mostrou que tudo na natureza é
vibração, fez ver que existe uma
polaridade (já constante dos Princípios
Herméticos) em tudo quanto há,
que as coisas podem ser manipuladas pela luz,
pelo som e coisas assim. Ensinou o valor das
cores, portanto como usá-las nos templos
para obtenção de estados especiais
de consciência. Ensinou como usar a música,
que tipo de música é adequado
nas diferentes situações, e restabelecer
os meios utilizados pelas ciências herméticas.
Ensinou simbolismo, ensinou a linguagem simbólica
por meio da qual uma pessoa pode entrar em sintonia
com planos superiores, com mundos hiperfísicos.
Ensinou como se processam as transmutações
na natureza e como conseguir isso, como intervir
no astral visando certos resultados. Disse do
como captar o poder inerente a cada coisa, a
cada cor, a cada forma. Ensinou o poder dos
cristais e dos aromas e o como usá-los
nos diferentes níveis. Assim, estabeleceu
formas de ampliação da consciência
permitindo que as pessoas possam ter acesso
a níveis superiores de consciência
independentemente da interferência de
forças espúrias. E também
trouxe ensinamentos de ordem moral, o que atingia
em cheio a maioria dos governantes dos locais
onde ele passou.
Tendo o dom da profecia, ele também
profetizou alguns acontecimentos que logo ocorreram.
Sendo assim, a conjura, tentáculo do
"poder" das trevas, praticamente arrasou
o trabalho de Apolônio. Perseguiu inexoravelmente
a pessoa e também toda a obra maravilhosa
estabelecida por ele.
Perseguições e
condenações
Apolônio de Tiana sofreu perseguições
terríveis e várias condenações,
como quando preso, foi a julgamento e falou
para Damis e Demetrio “Esperarem-me em
tal dia e tal hora na praia”. Quando chegou
o dia e a hora marcada, ele simplesmente apareceu
na praia ao lado dos dois, e outra vez foi a
de ser estraçalhado por uma matilha de
cães ferozes. Quando ia ser atacado pelos
cães ele simplesmente sumiu diante da
vista de toda uma multidão. Tamanho fenômeno
contribuiu ainda mais para fazer crescer o mito
sobre a “pessoa mística de Apolônio”.
O “evangelho”
de Apolônio de Tiana
Depois da sua partida, foi escrito um livro
com sua história e com grande parte dos
seus ensinamentos, apresentado em forma de um
evangelho com oito capítulos. Os ensinamentos
e o poder do evangelho de Apolônio era
muito superiores àqueles dos quatro evangelistas
da época de Jesus. Nele havia coisas
que faziam tremer aqueles elementos da conjura
que infiltravam-se no cristianismo de então.
Após a condenação e desaparecimento,
a conjura ficara livre da presença direta
de Apolônio, mas o seu prestígio
tornou-se logo lendário. Assim, a conjura
que já havia experimentado com relativo
sucesso o método do despistamento no
seio do cristianismo primitivo, logo passou
a usá-lo também entre os seguidores
de Apolônio que, em sua quase totalidade,
eram cristãos.
Membros da “igreja primitiva”
já minavam o trabalho de Apolônio;
já era o poder político infiltrado
na obra do bem, como hoje, sem ética
e falsificando a verdade.
No cristianismo primitivo a conjura se infiltrou
e procurou destruir os autênticos ensinamentos
de Jesus, assumindo a direção
das instituições em geral.
No caso de Apolônio, ela que já
tinha muita influência dentro das comunidades
cristãs com alguma facilidade, pode usar
com sucesso o método da falsificação.
Assim sendo, inundou o mundo de então
com grande número de cópias falsas
dos ensinamentos de Apolônio. Isto funcionou
tão eficazmente que até hoje só
um "expert" em ocultismo
é capaz de distinguir o que não
é e o que é autêntico. Assim,
em séculos futuros, ele foi quase total
e oficialmente esquecido e o seu nome colocado
na galeria dos mitos. Em todas as bibliotecas
membros da conjura colocam obras falsas como
sendo de Apolônio que mais tarde geraram
suspeitas pelas incoerências nelas contidas.
A incredulidade a respeito daquele mestre em
parte se deve àquele trabalho de despistamento
e em parte à magnitude de tudo aquilo
que ele realizou e que o qualificou como uma
figura lendária.
Assim sendo, quase tudo o que existe
escrito sobre Apolônio e sobre ensinamentos
a ele atribuídos, em grande número
são falsos.
A verdade oculta até o
momento adequado
Alguns documentos autênticos existem e
são zelosamente guardados por algumas
sociedades iniciáticas e reservados aos
iniciados nos Mistérios Maiores.
Doutrina de Apolônio de
Tiana deu origem à simbologia católica
A influencia de Apolônio foi de tamanha
magnitude que o cristianismo primitivo incorporou
uma grande parcela dos ensinamentos que têm
sido usados em aplicações práticas.
Assim sendo, a maior parte do ritual e do simbolismo
da Igreja Católica tem como ponto de
origem Apolônio. Muitas pessoas indagam:
de onde surgiram os símbolos e os
vastos rituais incorporados à Igreja
Católica se Jesus jamais publicamente
usou qualquer um deles?
Há quem diga que eles foram incorporados
de práticas pagãs, mas isso só
é verdade se, como tal for também
incluída a doutrina de Apolônio
que deu origem à quase totalidade dos
ritos e símbolos do catolicismo.
É de causar admiração que,
mesmo havendo estado e até hoje atuantes
no seio da igreja, os membros da conjura
hajam deixado ficar os ritos e símbolos
estabelecidos por Apolônio, desde que
eles se constituíam poderosos meios de
persuasão, de coesão e conseqüente
manutenção da unidade religiosa.
Eis duas explicações
possíveis:
Primeira, que a conjura desconhecia
todo o potencial do simbolismo e ritualística
orientada por Apolônio, assim não
vendo neles mais que encenações,
portanto algo sem perigo algum. Na verdade,
os próprios membros da conjura haviam
apagado o conhecimento até mesmo para
a maior parte daqueles que faziam parte do seu
ciclo interno, conseqüentemente o potencial
dos símbolos era algo desconhecido para
eles.
Segunda, julgando que afastado
Apolônio, os elementos mágicos
incorporados aos ritos e símbolos serviriam
também aos seus intentos, pois manteriam
a coesão daquela estrutura que, de certa
forma, a conjura infiltrada já dominava.
Podemos dizer que ambas as afirmativas
são verdadeiras. Em parte, a
conjura, desconhecendo o potencial ritualístico
e simbólico, deixou que eles continuassem
presentes no cristianismo e, em parte ela sentiu
que tudo aquilo era importante para a estruturação
da religião num bloco coeso por ela administrado.
Em muitos momentos a conjura deturpou
o ritual e o simbolismo, tirou coisas benéficas
e as substituiu por coisas maléficas,
entre os quais o uso do vinho, portanto do álcool,
no ritual da missa.
Não é somente o ritual católico
que se originou dos ensinamentos de Apolônio.
Praticamente, a quase totalidade dos símbolos
da magia, do hermetismo, do ocultismo, da gnosis
e de muitas outras formas do ocultismo, em parte
tem como origem Salomão, mas a quase
totalidade deles provêm de Apolônio.
Autenticidade das obras publicadas
Publicamente pouco existe de autenticidade nas
publicações que foram feitas sobre
os ensinamentos atribuídos a Apolônio.
Do seu evangelho existe uma pequena parte que
já foi publicada. Apenas algumas poucas
doutrinas iniciáticas possuem documentos
autênticos. Assim, somente têm acesso
aos ensinamentos iniciados de grau elevado.
O que chega às mãos dos
profanos praticamente são aquelas obras
preparadas especialmente pela conjura, obras
apócrifas, portanto, sem quaisquer significados
positivos.