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Plantas Alucinógenas
Flavio Pinto Ramos
Para induzir ou provocar transes,
diversas etnias indígenas usam plantas que geram
alucinações. No Brasil, os índios
acreditam que elas podem abrir portais de comunicação
com os mamaés, espíritos da floresta.
Estudos científicos demonstram
que, mesmo sob condições controladas,
os efeitos dessas plantas alucinógenas podem
variar de pessoa para pessoa, dependendo do peso e outras
inúmeras variáveis, o que representa um
risco potencialmente perigoso.
Em países além
dos Andes é comum encontrar várias dessas
plantas sendo cultivadas e vendidas nas feiras livres.
Os nativos de etnias indígenas as carregam em
bolsas à tiracolo, como parte da vestimenta.
A fórmula primitiva
da Coca Cola utilizava a cocaína como um dos
ingredientes e até ser proibida pelo governo
americano teve ampla divulgação como bebida
estimulante mágica.
O acervo de plantas
medicinais existente na biodiversidade das florestas
brasileiras é um dos maiores do mundo.
Varias nações
estrangeiras “amigas” roubaram e patentearam,
no exterior, drogas feitas a partir dessa plantas, o
que está sendo agravado significativamente pela
Lei nº 11284, de 02 de março de 2006, publicada
no Diário Oficial da União, em 03 de março
de 2006, e que o presidente Lula sancionou a lei que
privatiza as florestas brasileiras, para a exploração
internacional, por si só, representa um gravíssimo
crime de Lesa-Pátria praticado pelo insano presidente.
A constituição diz que o território
brasileiro é Indivisível. Ninguém
melhor do que os “povos da Floresta para guardar
esse patrimônio que é de todos os brasileiros.
Essa lei absurda e inconstitucional beneficia potências
estrangeiras.
O texto “Plantas
Alucinógenas” é uma síntese
obtida de diversas fontes que foram reunidas para que
o leitor possa avaliar adequadamente o risco do uso
dessas substâncias, muitas delas usadas por xamãs,
algumas ilegais, mas usadas indiscriminadamente por
pessoas do mundo inteiro sem conhecimento sob pretexto
religioso, e como frequentemente acontece com conseqüências
fatais.
Plantas Alicinógenas
Moléculas, nomes cientifico
procedênciasusos e efeitos.
Lophophora willamsii (mescalina)
da América do Norte e Central;
Peganum harmala (harmina )
da Ásia e América do Sul;
Banisteria caapi (Harmina,
Harmalina) Amazônia / componente da Ayahuasca
América do Sul;
Piptadenia peregrina (Anadenanthera
macrocarpa (Dimetiltriptamina) Orenoco / América
do Sul;
Amanita muscaria (muscarina).
Tailândia / Ásia
Psylocybe mexicana (Pisilocina,
Psilocibina) México A. Norte e Central
Papaver somniferum (Papaveraceae)
Ópio ,China , Vietnam, sua ação
apresenta-se em duas formas:
Alcalóides de ação
deprimente: morfina, codeína,
papaverina. narcotina e narceína.
influência no córtex cerebral - morfina;
influência no sistema respiratório - codeína;
antiespasmódicos e paralisantes das fibras musculares
dos órgãos de musculatura involuntária
(estômago, por exemplo) - papaverina, narcotina
e narceína.
Alcalóides de ação excitantes -
laudanosina e tebaína.
Stropharia cubensis (Pisilocina, Psilocibina) México
Américas
Rivea corymbosa - (ácido lisérgico) México
(América Central)
A essa lista, que originalmente inclui a Cannabis sativa,
e Cannabis Índica (maconha e haxixe), da Ásia,
acerca da qual existe grande controvérsia, assim
como sobre a muscarina – substância derivada
do cogumelo, Amanita muscaria. Nesse grupo, estão
classificadas e deve-se acrescentar um conjunto de outras
plantas que contém a N,N-Dimetiltriptamina a
saber: Psichotria viridis (Chacrona, Chacruna) utilizada
em combinação com a B. Caapi por diversos
grupos indígenas da Amazônia a Virola calophylla
(V theidora, V. rufula, V. colophylla) o Epena também
da Amazônia, a Jurema (Mimosa hostilis ou M nigra)
do nordeste brasileiro incluindo entre estas sapos do
gênero Bufos (Bufo alvarius; Bufo marinus ou Cururu)
que contém a bufotenina em suas secreções
que por sua vez corresponde a uma variação
molecular da dimetiltriptamaina.
Alguns autores discordam quanto à identidade
da planta, que seria o ololiuhqui dos astecas/toltecas
e contém ácido lisérgico, são
comuns referências à Rivea coribosa e a
Ipomoea violácea chamada vulgarmente (Morning
glory). Essa última também utilizada em
preparados homeopáticos do tipo floral.
*Do inventário de plantas (e elementos ativos)
com propriedades alucinógenas proposto por Hofmann.
Efeitos colaterais
Estudos antropológicos ou etnofarmacológicos,
com resultados consistentes sobre a utilização
ritual e efeito dessas plantas, ainda são pouco
significativos. Os efeitos produzidos sem controle médico
são considerados perigosos. Estudos biomédicos
ainda não produziram resultados definitivos.
Os relatos de psicose são escassos e se contrapõem
às frequências observadas nas populações
que tradicionalmente fazem uso de plantas alucinógenas.
Estima-se, para a esquizofrenia, por inquéritos
epidemiológicos, uma incidência em torno
de 1% em populações urbanas das diversas
Américas.
O mesmo pode ser dito quanto à segurança
de uso para gestantes, ou seja, seu potencial mutagênico
e teratogênico, há referência à
diminuição da quantidade mobilidade de
espermatozóides e fertilidade feminina com o
uso de maconha (Cannabis sativa) uma planta que, para
muitos autores, não deveria ser incluída
nessa categoria de substancias e há referências
à efeito clastogênico (quebra de cromossomos)
em pesquisa com LSD in vitro e aumento do número
de abortos (Goth, Mota).
Mecanismos de ação
A semelhança das substâncias psicodélicas
(como recomendamos designá-las no lugar de alucinógenas)
com a Serotonina (5-HT) e Noradrenalina (NA) tem sido
a maior pista para explicação do seu efeito.
O LSD e a Psilocibina tem em comum a semelhança
o núcleo indoletilamina da 5-HT e a Mescalina
é um derivado da feniletilamina que por sua vez
figura na NA. Contudo por ciclização,
isto é fechamento da cadeia lateral, a mescalina
pode gerar um composto semelhante a 5-HT. (Graeff; Barron
et all)
Estudos bioquímicos do composto da B. caapi e
P. viridis presentes na bebida dos remanescentes indígenas
do império inca a Ayahuasca ou Hoasca como é
conhecida no Brasil apontam uma interação
entre os inibidores da monoamina-oxidase I-MAO e o composto
indólico.
Efeito ayahuasca Farmacologia
do DMT
A NN,Dimetiltriptamina (DMT) foi sintetizado pela primeira
vez em 1931 (Manzke), isolado de duas plantas distintas
por investigadores independentes, em 1946 (Gonçalves)
da Mimosa hostilis e en 1955 (Fish, Jonson and Horning)
da Piptadenia peregrina.
O efeito da Jurema, Chacrona e outras plantas podem
ser atribuídos presença pode ser atribuída
a presença da O N,N-DMT ou N,N-dimethyltryptamine
(C12H16N2). (Ott; Gomes)
Estudando rapés epena (paricá) de uso
mágico medicinal entre tribos do norte da amazônia
(Tukano, Waika, Araibo, Piaroa e Surara) Holmsted e
Lindgren (1967) revelaram a presença de triptaminas
(5 Metoxi-N,N, Dimetiltriptamina [5Meo-DMT] e N,N-Dimetiltrptamina
[DMT]) e, apenas em 1 amostra (o parica dos Piaroa da
região do Orinoco da Venezuela), encontraram
além do N,N-DMT, e 5-Meo-DMT a bufoteina 5-OH-DMT
junto com o alcalóide beta-carbolínico
harmina. Na época observaram que essa composição
molecular de triptaminas e betacarbolinas atua sinergicamente
para o efeito psicoativo “...as betacarbolinas
são inibidoras da monoamina-oxidase e podem potencializar
a ação de indóis simples.”...
(Holmsted e Lindgren, 1967).
Nessa concepção não basta a presença
do anel indólico para se obter o efeito psicodélico
ou psicodisléptico dos rituais xamânicos.
Psicotomiméticos e serotonina
LSD, Psilocibina e Mescalina, variam quanto ao tempo
de ação, produzem tolerância e tolerância
cruzada, não produzem dependência fisiológica,
as duas últimas estão associadas a vômitos
como efeito colateral. Esse último efeito pode
estar relacionado a alta concentração
de 5HT (90% do disponível no organismo) é
encontrada nas células enterocromafinas do trato
gastrointestinal ou a uma ainda não bem conhecida
interferência nos centros de vômito e postura
do bulbo.
Em grandes doses esse neuro-hormônio é
sedativo, sua ação depressiva entretanto
é bloqueada pela clorpromazina (Himwich). É
antagonizado pelo LSD o que levou a elaboração
de teorias serontoninérgicas sobre a esquizofrenia,
contudo outros antagonistas da serotonina não
são alucinógenos (himwich, Barron et all).
Há pesquisas que diferenciam os efeitos do LSD
e Psilocibina nos diversos receptores da 5-HT e estudos
com pontes radioligantes e experimentos funcionais apontam
para o efeito agonista dessa classe de substancias sobre
a serotonina (receptores 5-HT1a e 5-HT2). (Brito)
Segundo Graeff o LSD combina-se também com receptores
da Dopamina reforçando por sua vez as hipóteses
dopaminérgicas da esquizofrenia, pois diversos
agentes antipsicóticos antagonizam competitivamente
com a dopamina.
A depressão e os Distúrbios Obsessivos
Compulsivos (1) (DOC) também estão associados
aos níveis de serotonina e ambos os quadros psicopatológicos
tem sido tratados (farmacológicamente) de modo
eficiente com bloqueadores de recaptação
sináptica (fluoxetina) que aumentam a serotonina
ativa.
(1) T.O.C. Transtorno obssessivo compulsivo
Pesquisas neuroetológicas associam os níveis
desse neurotransmissor ao comportamento de liderança
e agressividade. As funções da serotonina
e seus diversos sítios receptores, portanto permanecem
como o grande enigma para explicação do
efeito psicodélico. O sucesso da utilização
de tal classe de substâncias no tratamento de
depressão, alcoolismo e outras drogadições
tem explorado a compreensão dos sistemas bioquímicos
referidos além dos efeitos psicossociais do contexto
(set) de sua utilização ritual.
LSD é o acrônimo de Lysergsäurediethylamid,
palavra alemã para a dietilamida do ácido
lisérgico, que é uma das mais potentes
substâncias alucinógenas conhecidas.
O LSD, ou mais precisamente LSD25, é um composto
cristalino, que ocorre naturalmente como resultado das
reações metabólicas do fungo Claviceps
purpurea, relacionado especialmente com os alcalóides
do ergot podendo ser produzido a partir do processamento
das substâncias do esporão do centeio.
Foi sintetizado pela primeira vez em 1938 e, em 1943,
o químico suíço *Albert Hofmann
descobriu os seus efeitos de uma forma acidental.
É uma droga que ganhou popularidade na década
de 60, estando seu consumo culturalmente associado ao
movimento psicodélico, mais conhecido na tradicional
"fase psicodélica" da banda de rock
inglesa The Beatles entre 1965 à 1967, e de muitas
outras, como o Pink Floyd, cujo vocalista e guitarrista
fundador Syd Barrett enlouqueceu devido ao consumo excessivo
de drogas.
A dietilamida do ácido lisérgico é
sintetizada clandestinamente a partir da cravagem de
um fungo do centeio (Claviceps purpurea).
EFEITOS do LSD
Físicos
A dilatação das pupilas é
uma das reações físicas ao LSD
As reações físicas ao LSD são
extremamente variáveis e podem incluir o seguinte:
contrações uterinas, hipotermia, níveis
elevados de glicemia, piloereção (na pele),
aumento da frequência cardíaca, mandíbula
presa, transpiração, pupilas dilatadas,
produção de muco, insônia, parestesia,
euforia, hiperreflexia, tremores e sinestesia. Os usuários
de LSD relatam hipoestesia, fraqueza[12].
Espirituais
O LSD é considerado um enteógeno porque
ele pode catalisar experiências espirituais intensas
nas quais os usuários se sentem como se estivessem
em contato com uma ordem cósmica ou espiritual
maior. Alguns demonstraram alteração da
percepção de como sua mente trabalha,
e alguns experienciam mudanças de longa duração
em suas perspectivas de vida. Alguns usuários
consideram o LSD um sacramento religioso, uma ferramenta
poderosa para que terem acesso ao que é divino.
Diversos livros compararam o estado dos efeitos do LSD
com o estado do Bodhi, a iluminação, despertar
do budismo e da filosofia oriental.
Geralmente todos os sentidos ficam aguçados,
por isso talvez a sensação de mal-estar,
mas não necessariamente chega-se a passar mal.
Estas experiências sob a influência do LSD
foram observadas e documentadas por pesquisadores como
Timothy Leary e Stanislav Grof. Obtiveram-se evidências,
através destes estudos, de que os alucinógenos
podem induzir estados místicos religiosos em
seus usuários (nas pessoas que têm uma
predisposição espiritual).
Flashbacks lampejos de retroativos
de memória
Existe uma possibilidade de flashbacks, um
fenômeno psicológico no qual o indivíduo
experiencia um episódio de alguns dos efeitos
subjetivos do LSD muito tempo depois de a droga ter
sido consumida - algumas vezes semanas, meses ou até
mesmo anos após. Os flashbacks podem incorporar
tanto aspectos positivos quanto negativos das "trips"
do LSD. Esta síndrome é chamada pela psiquiatria
de "Transtorno Perceptual Persistente por Alucinógenos".
Notas do Autor- é preciso saber reconhecer as
plantas medicinais e as alucinógenas, já
que muitas fazem parte do rol de ambos os grupos.
O Exercito brasileiro, principalmente nos cursos do
CIGS Cursos de Operações na Selva quando
treinam civis e militares na prática de sobrevivência
e em aulas práticas mostram as plantas medicinais
que devem ser usadas em emergências e para curar
doenças na selva.
A colheita deve observar a fase da lua adequada, por
exemplo se aparte a ser utilizada estivar sob a terra
, só deve ser colhida na lua minguante, que é
quando os princípios ativos estão mais
concentrados. Algumas variedades devem ser colhidas
á noite.
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