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“É
melhor buscar Refúgio no SENHOR
do que confiar nos homens.”
Salmo 118:8
A
humanidade ainda não se deu conta de que
palavras como, interdependência , relações
interpessoais, interdisciplinaridade, solidariedade
e fraternidade, mais que simples palavras de força,
mostram a importância inevitável
da expressão “Amai-vos uns aos outros”.
Se fosse a vontade do Senhor,
cada um de nós seria totalmente independente,
mas não é assim, ao contrário,
somos todos dependentes uns dos outros.
Imagine que você é o mais famoso
cirurgião cardíaco do mundo e que
precisa de ser safenado; vai precisar de um colega
para ser salvo.
O dia que entendermos essa simples verdade, acabará
o egoísmo e finalmente “O lobo pastará
com o cordeiro” e aí, sim, o mashia
(messias) virá. Será o triunfo da
fraternidade e do amor incondicional. M.
Selaht
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Bíblia
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OS
NÍVEIS DO SER HUMANO
Há alguns anos, um buscador aproximou-se
de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro místico)
e perguntou-lhe: “mestre, gostaria muito
de saber por que razão os seres humanos
guerreiam-se e por que não conseguem entender-se,
por mais que apregoem estar buscando a paz e o
entendimento, por mais que apregoem o Amor e por
mais que afirmem abominar o Ódio?”
-Essa
é uma pergunta muito séria. Gerações
e gerações a têm feito e não
conseguiram uma resposta satisfatória,
por não se darem conta de que tudo é
uma questão de nível evolutivo.
A
grande maioria da humanidade do planeta Terra
está vivendo atualmente no nível
1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros
no nível 3. Essa é a grande maioria.
Alguns poucos já conseguiram atingir o
nível 4, pouquíssimos o nível
5, raríssimos no nível 6 e somente
de mil em mil anos aparece algum que atingiu o
nível 7.
- Mas, Mestre, que níveis são esses?
- Não adiantaria nada explicá-los,
pois além de não entender, também,
logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria
também a explicação. Assim,
prefiro levá-lo numa viagem mental, para
realizar uma série de
experimentos e aí, então, tenho
certeza, você vivenciará e saberá
exatamente o que são esses níveis,
cada um deles, nos seus mínimos detalhes.
Colocou, então, as pontas de dois dedos
na testa do consulente e,
imediatamente, ambos estavam em um outro local,
em outra dimensão do Espaço e do
Tempo.
O local era uma espécie de bosque, e um
homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto,
disse-lhe o Mestre:
- Dê-lhe um tapa no rosto.
- Mas por quê? Ele não me fez nada...
- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa,
não muito forte, mas dê-lhe um tapa!
E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente.
Este, então, chegou até o homem,
pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe
um tapa que estalou.
Imediatamente, como se fosse feito de mola, o
desconhecido revidou com uma saraivada de socos
e o consulente foi ao chão, por causa do
inesperado do ataque.
Instantaneamente, como num passe de mágica,
o Mestre e o consulente já estavam em outro
lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem
se aproximava.
O Mestre, então comentou:
-
Agora, você já sabe como reage um
homem do nível 1. Não pensa. Age
mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir
dessa maneira e esse aprendizado é tudo
para ele, é o que norteia sua vida, é
sua "muleta.”.
Agora,
você testará da mesma maneira, o
nosso companheiro que vem aí, do nível
2.
Quando o homem se aproximou, o consulente pediu
que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado,
olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo
e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco
mais forte. Instantaneamente, já estavam
em outro lugar muito semelhante ao primeiro.
- Agora, você já sabe como reage
um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa
superficialmente a situação, verifica
se está à altura do adversário
e aí, então, revida. Se se julgar
mais fraco, não revidará imediatamente,
pois irá revidar à traição.
Ainda é carregado pelo mesmo tipo de "muleta"
usada pelo homem do nível 1. Só
que analisa um pouco mais as coisas e fatos da
vida. Entendeu?
Repita
o mesmo com esse aí que vem chegando, o
nível 3.
A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem
parou, olhou para o consulente e assim falou:
- O que é isso, moço?... Mereço
uma explicação, não acha?
Se não me explicar direitinho por que razão
me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!
- Eu e o Mestre estamos realizando uma série
de experimentos e este experimento consta exatamente
em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas
para ver como reagem.
- E querem ver como reajo?
- Sim. Exatamente isso...
- Já reparou que não tem sentido?
- Como não? Já aprendemos ótimas
lições com as reações
das outras pessoas. Queremos saber qual a lição
que você irá nos ensinar...
- Ainda não perceberam que isso não
faz sentido? Por que agredir as pessoas assim,
gratuitamente?
- Queremos verificar - interferiu o Mestre - as
reações mais imediatas e primitivas
das pessoas. Você tem alguma sugestão
ou consegue atinar com alguma alternativa?
- De momento, não me ocorre nenhuma. De
uma coisa, porém, estou certo:
-Esse teste é muito bárbaro, pois
agride os outros. Estou, realmente, muito assustado
e chocado com essa ação de vocês,
que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente,
deverá haver algo menos agressivo e mais
inteligente. Não acham?
- Enfim - perguntou o buscador - como você
vai reagir? Vai revidar? Ou vai nos ensinar uma
outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?
- Já nem sei se continuo discutindo com
vocês, pois acho que estou perdendo meu
tempo. São dois malucos e tenho coisas
mais importantes para fazer do que ficar conversando
com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso
demais e não vou desperdiçá-lo
com vocês. Quando encontrarem alguém
que não seja tão sensato e paciente
como eu, vão aprender o que é agredir
gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum
outro lugar, revide por mim. Não vou nem
perder meu tempo com vocês, pois não
merecem meu esforço... São uns perfeitos
idiotas... Imagine só, dar tapas nos outros...
besteira... idiotice... falta do que fazer..
E ainda querem me convencer de que estão
buscando conhecimento... picaretas!
Isso é o que vocês são! Uns
picaretas! Uns charlatães!
Imediatamente, aquela cena apagou-se e já
se encontravam em outro luar, muito semelhante
a todos os outros. Então, o Mestre comentou:
- Agora, você já sabe como age o
homem do nível 3. Gosta de analisar a situação,
discutir os pormenores, criticar tudo, mas não
apresenta nenhuma solução ou alternativa,
pois ainda usa as mesmas "muletas" que
os outros dois anteriores também usavam.
Prefere deixar tudo "pra lá",
pois "não tem tempo" para se
aborrecer com a ação, que prefere
deixar para os "outros". É um
erudito e teórico que fala muito, mas que
age muito pouco e não apresenta nenhuma
solução para nenhum problema, a
não ser a mais óbvia e assim mesmo,
olhe lá... é um medíocre
enfatuado, cheio de erudição, que
se julga o "Dono da Verdade", que se
acha muito "entendido" e que reclama
de tudo e só sabe
criticar. É o mais perigoso de todos, pois
costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente,
portador de algum diploma universitário
em nível de bacharel (mais uma outra "muleta")
e se pavoneia por isso. Possui instrução
e muita erudição. Já consegue
ter um pouquinho mais de percepção
das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa
das "muletas" para continuar vivendo,
mas começa a perceber que talvez seja melhor
andar sem elas. No entanto, por "preguiça
vital" e simples falta de força de
vontade, prefere continuar a utilizá-las.
De resto, não passa de um medíocre
enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar.
Vamos,
agora, saber como reage um homem do nível
4.
Faça o mesmo com esse que aí vem.
E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o
buscador e perguntou:
- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa
errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim,
gostaria de saber por que motivo você me
bateu. Posso saber?
- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre
estamos realizando um experimento para aprender
qual será a reação das pessoas
diante de uma agressão imotivada.
- Pelo visto, já realizaram este experimento
com outras pessoas. Já devem ter aprendido
muito a respeito de como reagem os seres humanos,
não é mesmo?
- É... Estamos aprendendo um bocado. Qual
será sua reação? O que pensa
de nosso experimento? Tem alguma sugestão
melhor?
- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição
e estou muito satisfeito com isso e só
tenho a agradecer por me haverem escolhido para
participar deste seu experimento.
Apenas acho que vocês estão correndo
o risco de encontrar alguém que não
consiga entender o que estão fazendo e
revidar à agressão. Até chego
a arriscar-me a afirmar que vocês já
encontraram esse tipo de pessoa, não é
mesmo? Mas também se não corrermos
algum risco na vida, nada, jamais, poderá
ser conseguido, em termos de evolução.
Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental
que vocês imaginaram é tão
boa como outra qualquer.
Já encontraram alguém que não
entendesse o que estão a fazer e igualmente
reações hostis, não é
mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado,
gostaria muito de acompanhá-los para partilhar
desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro
de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos.
Posso ir com vocês?
- E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos
mal-intencionados? -perguntou o Mestre - Como
reagiria a isso?
- Somente os loucos fazem coisas sem uma razão
plausível. Sei, muito bem, distinguir um
louco de um são e, definitivamente, tenho
a mais cristalina das certezas de que vocês
não são loucos. Logo, alguma razão
vocês deverão ter para estarem agredindo
gratuitamente as pessoas. Essa razão que
me deram é tão boa e plausível
como qualquer outra.Seja ela qual for, gostaria
de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas
estão certas, ou seja, de que falaram a
verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência
de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez
mais, e esta é uma boa ocasião para
isso. Não acham?
Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam
em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores.
O Mestre assim comentou:
- O homem do nível 4 já está
bem distanciado e se desligando gradativamente
dos afazeres mundanos. Já sabe que existem
outros níveis mais baixos e outros mais
elevados e está buscando apenas aprender
mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio.
Não é, em absoluto um erudito (embora
até mesmo possa possuir algum diploma universitário)
e já compreende bem a natureza humana para
fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por
outro lado, possui uma curiosidade muito grande
e uma insaciável sede de conhecimentos.
E isso acontece porque abandonou suas "muletas"
há muito pouco tempo, talvez haja um mês
ou dois. Ainda sente falta delas, mas já
compreendeu que o melhor mesmo é viver
sem elas.
Dentro de muito pouco tempo, só mais um
pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim
que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas
muletas, estará realmente começando
a trilhar o caminho certo para os próximos
níveis.
Mas vamos continuar com o nosso aprendizado.
Repita
o mesmo com este homem que aí vem, e vamos
ver como reage um homem do nível 5.
O tapa estalou.
- Filho meu... Eu bem o mereci por não
haver logo percebido que estavas necessitando
de ajuda. Em que te posso ser útil?
- Não entendi... Afinal, dei-lhe um tapa.
Não vai reagir? - Na verdade, cada agressão
é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar,
filho meu?
- Estamos dando tapas nas pessoas que passam,
para conhecermos suas reações. Não
é nada pessoal...
- Então, é nisso que te posso ajudar?
Ajudar-te-ei com muita satisfação
pedindo-te perdão por não haver
logo percebido que desejas aprender. É
meritória tua ação, pois
o saber é a coisa mais importante que um
ser humano pode adquirir. Somente por meio do
saber é que o homem se eleva. E se estás
querendo aprender, só tenho elogios a te
oferecer.
Logo aprenderás a lição mais
importante que é a de ajudar desinteressadamente
as pessoas, assim como estou a fazer com vocês,
neste momento. Ainda terás um longo caminho
pela frente, mas se desejares posso ser o teu
guia nos passos iniciais e te poupar de muitos
transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente
capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te
chegar até onde me encontro. Daí
para diante, faremos o restante do aprendizado
juntos.
O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?
Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram
em outro caminho, um pouco mais agradável
do que os demais, e o Mestre assim se expressou:
- Quando um homem atinge o nível 5, começa
a entender que a Humanidade, em geral, digamos,
o homem comum, é como uma espécie
de adolescente que ainda não conseguiu
sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo
e qualquer bom adolescente, é muito inseguro
e, devido a essa insegurança, não
sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar
atenção sobre si mesmo e pedir,
então, de maneira velada e indireta, a
ajuda de que necessita.
O homem do nível 5 possui a sincera vontade
de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente
, sem visar vantagens pessoais.É como se
fosse uma Irmã Dulce ou uma Madre Teresa
de Calcutá, da vida. Sabe ser humilde e
reconhece que ainda tem muito a aprender para
atingir níveis evolutivos mais elevados.
E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos
com todos os seres humanos. Compreende que a imensa
maioria dos seres humanos usa "muletas"
diversas e procura ajudá-los, dando-lhes
exatamente aquilo que lhe é pedido, de
acordo com a "muleta" que estão
usando ou com o que lhes é mais acessível
no nível em que se encontram. A partir
do nível 5, o ser humano adquire a faculdade
de perceber em qual nível o seu interlocutor
se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem
que aí vem.
Vamos
ver como reage o homem do nível 6.
E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem
que parasse e lançou a mão ao eu
rosto. Jamais entenderá como o outro, com
um movimento quase instantâneo, desviou-se
e a sua mão atingiu apenas o vazio.
- Meu filho querido! Por que você queria
ferir-se a si mesmo?Ainda não aprendeu
que agredindo os outros você estará
agredindo a si mesmo? Você ainda não
conseguiu entender que a Humanidade é um
organismo único e que cada um de nós
é apenas uma pequena célula desse
imenso organismo? Seria você capaz de provocar,
deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que
vai doer muito e cuja cicatrização
orgânica e psíquica vai demorar e
causará muito sofrimento inútil?
- Mas estamos realizando um experimento para descobrir
qual será a reação das pessoas
a uma agressão gratuita.
- Por que você não aprende primeiro
a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não
dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar
de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando
Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa
e sublime do Universo.
Se você aprender a lição do
Amor, logo poderá ensinar Amor para todas
as outras células da Humanidade, e tenho
a mais concreta certeza de que, em muito pouco
tempo, toda a Humanidade será um imenso
organismo amoroso que distribuirá Amor
por todo o planeta e daí, por extensão,
emitirá vibrações de Amor
para todo o Universo.
Eu amo a todos como amo a mim mesmo.No instante
em que você compreender isso, passará
a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos
da mesma maneira e terá aprendido a Regra
de Ouro do Universo: - Tudo é Amor! A vida
é Amor! Nós somos centelhas de Amor!E
por tanto amar você, jamais poderia permitir
que você se ferisse, agredindo a mim.
Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em
outro ambiente, ainda mais lindo e repousante
do que este último em que estiveram.
E então o Mestre falou:
- Este é um dos níveis mais elevados
a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva,
ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um
homem que conseguiu entender o que é o
Amor, já é um Homem Sublime, Inefável
e quase Inatingível pelas infelicidades
humanas, pois já descobriu o Começo
da Verdade, mas ainda não a conhece em
toda sua Plenitude, o que só acontecerá
quando atingir o nível 7. Logo você
descobrirá isso.
Dê um tapa nesse homem do nível 7
que aí vem chegando.
E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando
seus olhares se cruzaram, uma espécie de
choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo
e uma sensação mesclada de amor,
compaixão, amizade desinteressada, compreensão,
de profundo conhecimento de tudo que se relaciona
à vida e um enorme sentimento de extrema
segurança encheram-lhe todo o seu ser.
- Bata nele! - ordenou o Mestre.
- Não posso, Mestre, não posso...
- Bata nele! Faça um grande esforço,
mas terá que bater nele! Nosso aprendizado
só estará completo se você
bater nele! Faça um grande esforço
e bata! Vamos! Agora!
- Não, Mestre. Sua simples presença
já é suficiente para que eu consiga
compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro
dar um tapa em mim esmo. Nele, porém, jamais!
- Bate-me - disse o Homem com muita firmeza e
suavidade - pois só assim prenderás
tua lição e saberás finalmente,
porque ainda existem guerras na humanidade.
- Não posso... Não posso... Não
tem o menor sentido fazer isso...
- Então - tornou o Homem - já aprendeste
tua lição. Quem, dentre todos em
quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco
e me responde.
- Acho que foram os três primeiros, do nível
1 ao nível 3. Os outros apenas ilustraram
e a complementaram. Agora, compreendo o quão
atrasados eles estão e o quanto ainda terão
que alinhar na senda evolutiva para entender esse
fato.
Sinto por eles uma compaixão muito profunda.
Estão de "muletas" e não
sabem isso. E o pior de tudo é que não
conseguem perceber que é até muito
simples muito fácil abandoná-las
e que, no preciso instante em que as abandonarem,
começarão a progredir.
Era essa a lição que eu deveria
aprender?
- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das
muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda
terás muito que aprender, mas já
aprendeste a primeira e a maior de todas as lições.
Existe a Ignorância! - volveu o Homem com
suavidade e convicção - Mas ainda
existem outras coisas mais que deves ter aprendido.
O que foi?
- Aprendi, também, que é meu dever
ensiná-los para que entendam que a vida
está muito além daquilo que eles
julgam ser muito importante - as suas "muletas"
- e também sua busca inútil e desenfreada
por sexo, status social, riquezas e poder.
Nos outros níveis, comecei a entender que
para se ensinar alguma coisa para alguém
é preciso que tenhamos aprendido aquilo
que vamos ensinar. Mas isso é um processo
demorado demais, pois todo mundo quer tudo às
pressas, imediatamente.
- A Humanidade ainda é uma criança
, mal acabou de nascer, mal acabou de aprender
que pode caminhar por conta própria, sem
engatinhar, sem precisar usar "muletas".
O grande erro é que nós queremos
fazer tudo às pressas e medir tudo pela
duração de nossas vidas individuais.
O importante é que compreendamos que o
tempo deve ser contado em termos cósmicos,
universais.
Se assim o fizermos, começaremos, então,
a entender que o Universo é um organismo
imenso, ainda relativamente novo e que também
está fazendo seu aprendizado por intermédio
de nós seres vivos conscientes e inteligentes
que habitamos planetas disseminados por todo o
Espaço Cósmico. Nossa vida
individual só terá importância,
mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este
conhecimento, esta grande Verdade: - Somos todos
uma imensa equipe energética atuando nos
mais diversos níveis energéticos
daquilo que é conhecido como Vida e Universo,
que, no final das contas, é tudo a mesma
coisa.
- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que
necessito para poder ensinar aos meus irmãos,
precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão
concedidas mais outras vidas, além desta
que agora estou vivendo?
- Mas ainda não conseguiste vislumbrar
que só existe uma única Vida e tu
já a estás vivendo há milhões
e milhões de anos e ainda a viverás
por mais outros tantos milhões, nos mais
diversos níveis? Tu já foste energia
pura, átomo, molécula, vírus,
bactéria, enfim, todos os seres que já
apareceram na escala biológica. E tu ainda
és tudo isso. Compreende, filho meu, nada
se cria, nada se perde, tudo se transforma.
- Mas mesmo assim, então, não terei
tempo, neste momento atual de minha manifestação
no Universo, de aprender tudo o que é necessário
ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram
nos níveis 1, 2 e 3.
- E quem o terá jamais, algum dia?
Mas isso não tem a menor importância,
pois tu já estás a ensinar o que
aprendeste, nesta breve jornada mental. Já
aprendeste que existem 7 níveis evolutivos
possíveis aos seres humanos, aqui, agora,
neste Planeta Terra.
O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há
alguns milênios, através da Tradição
Oral, durante muitas e muitas gerações.
O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há
muitos anos atrás, também aprendeu
a mesma lição e agora a está
transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo
e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão
essa mesma lição a outros irmãos
humanos.
Compreendes, agora, que não será
necessário mais do que uma única
vida como um ser humano, neste Planeta Terra,
para que aprendas tudo e que possas transmitir
esse conhecimento a todos os seres humanos, nos
próximos milênios vindouros?
É só uma questão de tempo,
não concordas, filho meu?
Agora,
se quem deste aprendizado tomar conhecimento e,
assim mesmo, não desejar progredir, não
quiser deixar de lado as "muletas" que
está usando ou não quiser aceitar
essa verdade tão cristalina, o problema
e a
responsabilidade já não serão
mais teus.
Tu e todos os demais que estão transmitindo
esse conhecimento já cumpriram as suas
partes.
Que os outros, os que dele estão tomando
conhecimento, cumpram as suas. Para isso são
livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio
suficientes para fazer suas escolhas e nada tens
com isso.
Entendeste,
filho meu?
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*Stephen Kanitz
Enviado por Maria Cristina Vidal
A Inquisição
gerou uma série de comportamentos humanos
defensivos na população da época,
especialmente por ter perdurado na Espanha e em
Portugal durante quase 300 anos, ou no mínimo
quinze gerações.
Embora a Inquisição tenha terminado
há mais de um século, a pergunta
que fiz a vários sociólogos, historiadores
e psicólogos era se alguns desses comportamentos
culturais não poderiam ter-se perpetuado
entre nós.
Na maioria, as respostas foram negativas, ou seja,
embora alterassem sem dúvida o comportamento
da época, nenhum comportamento permanece
tanto tempo depois, sem reforço ou estímulo
continuado.
Não sou psicólogo nem sociólogo
para discordar, mas tenho a impressão de
que existem alguns comportamentos estranhos na
sociedade brasileira, e que fazem sentido se você
os considerar resquícios da era da Inquisição.
Primeiramente, como se explica a enorme dificuldade
de nossos intelectuais firmarem uma posição
pessoal sobre um assunto? É notória
a posição dos intelectuais do PSDB,
de estarem sempre "em cima do muro".
Quantos não conhecem a frase "Não
sou a favor nem contra, muito pelo contrário",
uma expressão coloquial pouco usada em
outros países.
Leia alguns textos de intelectuais e você
notará que a maioria sempre cita dezenas
de autores, a idéia é sempre do
outro ou pelo menos atribuída ao outro.
O que passa por erudição pode ser
uma tática de preservação
da própria pele. Numa Inquisição
você não vai querer se expor defendendo
suas próprias idéias, a saída
é sempre atribuí-las a outrem.
Uma das coisas mais difíceis neste país
é saber o que se passa na cabeça
de um mineiro. Não permitir que alguém
pudesse ler sua mente, ou chegar a uma aproximação
de suas reais intenções, era uma
condição básica de sobrevivência
na Inquisição, algo que os mineiros
cultivam até hoje.
Nossa Constituição e nossas leis
tentam sempre agradar a todos, somos sempre conciliadores,
nunca há perdedores, mesmo que isso gere
absurdos. A começar pela Constituição
de 1988, que consegue ser de esquerda, de direita
e liberal ao mesmo tempo. Contrariar alguém
na época da Inquisição era
contrair um potencial inimigo ou incentivar uma
denúncia anônima.
Nada me deprime mais do que uma pessoa humilde
que me presta um serviço se despedir com
a frase "Desculpe qualquer coisa". Por
que alguém iria se desculpar por ter feito
algo que ele nem mesmo sabe o que poderia ser?
Uma forma de se proteger de alguma denúncia
posterior à Inquisição.
Fernando Henrique Cardoso, em seu livro O Presidente
Segundo o Sociólogo, define a imprensa
brasileira como extremamente atenta ao deslize.
Se um presidente anunciar o fim da pobreza no
Brasil, segundo FHC, e no meio do discurso caírem
seus óculos, a manchete e a foto de primeira
página serão sobre a queda dos óculos,
e não sobre o fim da pobreza.
O deslize era talvez o maior perigo de um português
na época. Era justamente disso que a Inquisição
ficava à procura. (1) Se um português
mencionasse que havia tomado banho na sexta, isso
poderia ser considerado indício de que
se tratava de um cristão-novo. Todo português
precisava se policiar diariamente. É essa
preocupação com o deslize e a consistência
interna do discurso coloquial que explica a maioria
de nossas piadas de portugueses, em que rimos
de sua lógica extremamente rígida
e hermética.
Por exemplo, saindo de um hotel em Portugal às
5 da tarde, eu perguntei ao porteiro a que horas
costumava escurecer naquela época do ano.
O porteiro olhou para mim em pânico, provavelmente
querendo decifrar o significado da pergunta capciosa
que eu havia feito. Ficou minutos tentando achar
uma resposta que não o comprometesse de
nenhuma forma, uma resposta que não pudesse
ser subjetiva, revelando o mais íntimo
do seu ser, mas uma resposta calcada na lógica
cristalina, pelo racional mais cartesiano possível.
Finalmente achou a resposta, sorriu e me disse:
"Mas, meu senhor, aqui não escurece.
Aqui em Portugal nós temos luz elétrica".
Coloco a questão mais como uma hipótese
a pesquisar, a de que nosso comportamento não
foi determinado exclusivamente pelo índio,
pelo negro nem pelo europeu, mas que uma boa parte
foi moldada pelos quase 300 anos de Inquisição.
*Stephen Kanitz é administrador por Harvard
EUA.
www.kanitz.com.br
N.R.:
(1) Banho sabático tomado antes do por
do sol de sexta-feira, costume entre os judeus.
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Paganismo
“Conhecendo a verdade, que pode ser provada
pela história, o homem verá que
não precisa de religiões.
A comunhão com D’us é pessoal
e intransferível.
Mago
Selaht
Do livro Magia passo a passo, a Escada de Jacó
Definição
O Paganismo é o culto e o respeito
às forças da Natureza.
A palavra "PAGÃO" vem
do latim "paganus", que é aquele
que mora no "pagus", campo, na Natureza.
“Para o pagão, toda a Natureza
é viva, é Sagrada e seus deuses
e deusas refletem essa crença, oferecendo
conforto e equilíbrio àqueles que
compreendem o real significado de se respeitar
a Natureza.”
Erros de conceito
Erros são propagados quanto ao
sentido da palavra "paganismo".
Dicionários, enciclopédias e até
mesmo adeptos do paganismo pregam a palavra como
sinônimo de não-cristão, o
que é um grande erro, pois assim se incluiriam
religiões como o judaísmo, o islã
e outras, as quais não possuem componentes
distintamente "pagãos" no sentido
real da palavra - ou seja, de respeito à
Natureza. Em outros verbetes, um "pagão"
é aquele que ainda não foi batizado
no cristianismo. Em outros mais, os termos "paganismo"
e "ateísmo" são confundidos,
pois ateu é aquele que não crê
em nada, não possui religião - bem
diferente da noção de paganismo
enquanto caminho religioso.
Quem são os pagãos?
São os seguidores das religiões
da Terra, dos muitos deuses e deusas da Natureza.
Este é o sentido que os adeptos do paganismo
adotam quando se referem às culturas pré-cristãs
da Europa e das Américas (apenas como exemplos
clássicos), como "culturas pagãs".
Poucas são hoje as que mantêm um
contato direto com as tradições
originais do paganismo.
O paganismo original, surgido na Antigüidade,
tem conceito diferente do novo paganismo, representado
por diversas correntes recentes.
Muitos pesquisadores optam por utilizar o termo
neo-pagão, ou seja, os
novos pagãos, para os que seguem tradições
filosófico-espirituais inspiradas nos ensinamentos
e valores das Antigas Religiões.
Dentre estas correntes neo-pagãs,
sem dúvida, duas ganham destaque: a Wicca
e o Neo-Druidismo.
Até que ponto os povos pagãos influenciaram
o conhecimento humano?
Até que ponto o
culto desses povos pagãos foi ou é
nocivo às demais religiões?
Os cleros das seitas cristãs vêm
mentindo e enganando sistematicamente os que,
por comodismo ou teimosia, desconhecem a verdade
histórica, embora de certa forma haja uma
desculpa razoável para que isso acontecesse
no princípio.
Os cristãos primitivos eram como a maioria
das pessoas analfabetas e, portanto, eram dominadas
pelos poucos que sabiam ler e escrever. Os próprios
reis e rainhas não foram mais cultos. A
figura do Chanceler, aquele que portava o selo
real e confirmava os decretos, era de suma importância,
era pessoa de grande prestígio e de confiança
do Soberano. O selo dos anéis cardinalícios
e papais é um sucessor desse hábito
de autenticar um documento impondo o selo (sigilo).
A palavra sigilo – segredo - vem do lacre
inviolável que garantia a autenticidade
e a inviolabilidade de um documento.
A figura do arauto, funcionário encarregado
de ler os decretos e autos, que eram afixados
em praça pública, era a maneira
de informar e dar aspecto legal aos documentos
que deveriam ser do conhecimento das populações
analfabetas. Até hoje, proclamas de casamento,
editais de concorrência e outros documentos
seguem esse rito.
A leitura dos textos bíblicos, os quais
só podiam ser interpretados pelo clero,
era vedada ao povo, mesmo aos letrados. Facilitou
mentiras, fraudes e farsas, que até hoje
são motivo de ignorância e de preconceito
contra os praticantes de crenças não-cristãs
e que são ainda amplificadas entre seminaristas,
que serão futuros sacerdotes. São
acrescidas das decisões de Concílios
e das de altos membros do clero. São os
chamados dogmas de fé, inquestionáveis
pelos seguidores da religião católica.
Mentira, farsas, distorções
da verdade e outros absurdos até hoje tidos
como verdadeiros.
Jesus Cristo, Ieoshua ben Iosef,
Jesus, filho de José, o carpinteiro. Cristo
significa ungido, em grego coiné
(vulgar), língua falada na época,
nas províncias dominadas pelos romanos,
além do latim e do hebraico.
Messias significa igualmente ungido, aquele que
passou pelo ritual da unção, quando
o óleo de oliva das primícias (primeira
colheita ofertado como dízimo do templo)
era misturado a resinas aromáticas e vertido
sobre a cabeça daquele que recebia a unção.
Os sacerdotes e reis de Israel eram todos ungidos.
Mashiah, em hebraico, messias. Vê-se por
aqui que, se na história fosse considerada
a palavra messias, sozinha, significava apenas
e unicamente Ungido e não Jesus.
O mito do Salvador.
Ieoshua, Jesus ou Josué,
que são o mesmo nome, cujo significado
é Salvador. Assim, o nome dele é
que significava Salvador, como Raquel significa
ovelha.
Jesus não nasceu
no dia 25 de dezembro. É mentira.
Nasceu em Belém de Judá, Belém
da Judéia, uma aldeia próxima a
Jerusalém, provavelmente entre 6 e 7 a.C.
O paradoxo é fruto do erro de datação
atribuído ao monge Dionísio, o Pequeno,
encarregado pelo Papa da época (Sixto III
ou Leão I Magno), no século V de
nossa era, encarregado de organizar um novo calendário.
A
farsa da invenção do natal cristão.
O dia 25 de dezembro foi fixado no ano
440 da era cristã como data “oficial”
do nascimento de Jesus, com a intenção
de tornar cristã a festa pagã realizada
naquele dia, a festa pagã dedicada ao SOL
celebrada pelos pagãos por ser o solstício
de inverno.
A festa, chamada SATURNALIA, era um festival de
inverno Natalis Invicti,
natividade do sol inconquistado.
O deus Sol, no paganismo, LUGH, é comemorado
em agradecimento pelo calor que o astro-rei fornece
à mãe Terra e a conseqüente
vida dos seres vivos da Terra.
O dia 21 de dezembro é talvez o
maior dos feriados para os pagãos.
Nesse dia é comemorado o simbolismo do
nascimento de KERNUNNOS, Deus da vida terrena,
da fauna e da fertilidade, vinculado à
masculinidade.
Em lugar nenhum nas escrituras do “Novo
Testamento” aparece a data do nascimento
de Jesus, filho de José o Carpinteiro e
de Mariam ou Miriam, sua esposa.
Só mesmo a ignorância dos que acreditam
cegamente ou a má-fé dos que inventaram
essa farsa, justificariam essa farsa para a comemoração
de acontecimento de tamanha importância.
Os católicos não lêem a Bíblia
nem estão preocupados com os fatos históricos,
mas com medo de desobedecerem aos dogmas de fé,
preferindo a ignorância e a mentira, que
vai sendo enraizada com o ensinamento do catecismo
às crianças desde a tenra idade.
Árvore de Natal,
presentes natalinos e simbologia.
Pagãos, pelas razões comemorativas
já expostas, tinham o costume de dar presentes
em dezembro.
Entre os judeus, a festa do Chanucah
ocorre na mesma época do pseudo-natal e
era como é até hoje costume trocar
presentes.
Os presentes dos “reis” magos (outra
grande mentira do clero católico) seriam
uma outra origem falsa para o simbolismo dos presentes
natalinos. Na verdade, os magos “magi”
a palavra é de origem persa, já
tinham esse costume havia séculos. O costume
já existia entre também entre sumérios.
A grande mentira se deve ao fato de em nenhum
lugar da Bíblia estar escrito que os magos
eram reis ou que eram em número de três
ou seus nomes, tudo isso é invenção
mentirosa.
Três foram os presentes, e as razões
eram esotéricas, o incenso
composto de resinas aromáticas, servia,
junto com o azeite de oliva,
para a unção, a mirra
servia para fechar os nove orifícios do
corpo no ritual fúnebre e o ouro é
o metal incorruptível e símbolo
da incorruptibilidade, essa era também
a razão do ataúde de ouro dos egípcios.
A árvore natalina tem origem no
paganismo druídico. O carvalho,
árvore sagrada, era enfeitado nas casas
e nos lugares públicos pelos aldeões
druidas.
Os sinos das igrejas são outro
simbolismo, que é oriundo dos pagãos.
Representavam o elemento ar, enquanto os enfeites
na forma de bolas representavam o sol. Naturalmente,
as velas que iluminavam as antigas árvores
de natal, eram a representação do
elemento fogo.
Farsas
e outras mentiras poluem as seitas cristãs.
A virgindade “eterna” de Maria, mesmo
tendo dado à luz a Jesus e outros filhos
depois dele.
Leite da “Virgem Maria” é encontrado
em um frasco como relíquia na cidade de
Wütenberg, onde Martin Luther (Lutero) traduziu
a bíblia para o alemão, a qual foi
o primeiro exemplar impresso (na prensa).
Fato: A versão da “Bíblia”
presenteada ao príncipe de Wüttenberg,
pelo doutor em teologia, Martinho Luthero, (monge
da ordem Agostiniana) era um exemplar do “Novo
Testamento” (apenas a parte dos evangelhos
cristãos).
O culto às imagens, mesmo usando o eufemismo
“veneração” e o dogma
de que Maria seria advogada junto a Jesus, contrariam
o escrito nos dez mandamentos originais, antes
da “releitura” católica - outra
farsa.
A permissão dada ao apóstolo Saul
“Paulo de Tarso”, em sua visão
no caminho para Damasco, para comer animais impuros
Taref. D’us não
iria contrariar sua própria determinação
e Jesus, em nenhuma parte do “novo Testamento”
disse que veio para mudar. Outra grande
mentira, que separa cristãos e judeus.
Fato: Em
sua vida, narrada no “Novo Testamento”,
o judeu Ieoshua ben Josef (Jesus filho de José)
nunca deixou de cumprir todos os preceitos da
Torá e em momento algum os questionou em
essência ou os alterou, ao contrário,
era um judeu exemplar em seu comportamento como
pessoa e como religioso.
Origem
da pseudo-eucaristia.
Até mesmo a festa do que seria a “Santa
Ceia”, comemorada pela Igreja Católica,
é um ritual judaico, escrito e é
usado até hoje. Antecedia, em muito, a
época do nascimento de Jesus. A primeira
páscoa data da época da saída
do povo do Egito, onde era escravo, para a liberdade.
Pessah
significa passagem (para a liberdade). O ritual
da páscoa judaica é um ritual obedecido
até os nossos dias, do qual seder
era a ceia em que comiam carne de carneiro
ou cabrito, o pão ázimo e bebiam
um vinho, ainda não fermentado, especial,
kasher,
puro, feito com as primeiras uvas da colheita,
sagradas por serem “primícias do
Senhor”.
Molhar o pão ázimo, que
significa não fermentado, que era de trigo
integral moído, no vinho, e reparti-lo
entre os presentes, era comum, na época
em que dentes fracos e cariados eram comuns.
Erguer um brinde também era de praxe. É
a origem da Eucaristia, na ceia seder. Dividir
o pão e brindar com o vinho era comum em
todas as mesas, na ceia de seder, muito antes
do nascimento de Jesus.
Para concluir, a bem da verdade, a ceia de “seder”
é um ritual escrito e obedecido sempre
da mesma forma pelos judeus, até nossos
dias. Jesus foi um judeu exemplar e nunca contrariou
nenhum dos preceitos de sua fé, por isso,
comemorou o ritual completo da Páscoa,
que termina com a ceia e o fez com seus onze discípulos.
N.R.
Páscoa. A mais importante
festa do calendário judaico. Era celebrada
a partir da tarde do 14º dia do mês
de Nisan e ia até o 21º dia do mês
de Nisan, que, como o calendário era lunar,
poderia ser em março ou abril. Êxodo,
34:24.
Durante os oito dias da festa, na tarde do 14º
dia do mês de Nisan, cada família
israelita se reunia para a ceia do cordeiro pascal.
Durante os 8 dias da festa, não se comia
pão fermentado, por isso a festa era chamada,
também, de festa dos Pães Ázimos.
O primeiro e o último dia eram santificados
como o dia de um Sabbath, com repouso. O ritual
das cerimônias está em Êxodo
12 e Levítico 23.
Fontes:
Bíblia Sagrada, ritual de Pessah;
Atos do Concílio de Nicéia, em 325
d.C.
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Perseguição
a pagãos e a fraternidades esotéricas.
Por quê?
O grande medo do desconhecido
poderia ser uma das causas dessa perseguição
sistemática e perversa dos cleros das seitas
cristãs, católicos e evangélicos,
o que ocorre dissimuladamente ou não, até
hoje.
A caça às bruxas e aos hereges sempre
despertou o sadismo e a cólera dos que,
por ignorância ou pela má-fé,
movida pelos interesses escusos dos “piedosos”,
adeptos de seitas cristãs oriundas do judaísmo
puro, do qual são um grotesco arremedo.
“As religiões
dividem a raça humana ao invés de
uni-la e estabelecer
uma relação de amor entre os filhos
de D’us.”
M. Selaht
Do livro magia passo a passo,
a escada de Jacó
Em 28
de janeiro de 2007, a canadense Stephanie Conover,
de 23 anos, ganhadora de um concurso de Miss,
no Canadá, foi expulsa do Miss Toronto
por gostar de práticas de bruxaria, como
o tarô e o Reiki (prática de origem
japonesa).
Segundo os organizadores do concurso, foi excluída
porque o Reiki e a leitura do tarô são
coisas do diabo.
Esta notícia é confirmada e está
em portais da internet.
A caça às
bruxas, de 1450 a 1750 oficialmente, começou
bem antes.
Com o poder do clero católico sendo consolidado,
com o costume de que reis e rainhas deviam ser
coroados por bispos para serem considerados Reis
pela Graça de Deus, Deo Gratia
Rex ou Deo Gratia Regina, pelo fato
de os livros serem copiados à mão,
por monges copistas, que dominavam a palavra escrita
entre a multidão de analfabetos. E assim
dominavam a cultura e manipulavam as mentes das
crianças no catecismo, e adultos.
Os costumes pagãos foram vistos como uma
ameaça ao novo sistema religioso recém
estabelecido. Os deuses e deusas da natureza,
que eram da “religião antiga”
foram banidos.
Os festivais das antigas crenças foram
substituídos por festas cristãs
e feriados religiosos católicos nas mesmas
datas e épocas (veja o Titulo Paganismo
neste livro).
Os antigos deuses pagãos da natureza e
da fertilidade foram transformados em diabos maléficos
e terríveis.
Antigas deusas pagãs foram transformadas
em diabos machos para torcer o fato de aspecto
feminino ter sido venerado quando deveria ser
anulado.
Foi no século XII que se difundiu, falsamente,
que na reunião noturna das sextas-feiras,
os sabás, as
bruxas compareciam montadas em bodes e cavalgavam
vassouras ou apareciam na forma de pássaros.
Para voarem, as feiticeiras untavam o corpo com
uma poção mágica por elas
preparada, à meia-noite, entregavam-se
a orgias grupais e ao coito com o demônio.
Este foi um mito fatal, inventado para justificar
as atrocidades praticadas contra elas.
Cronologia do terror.
Torturas e assassinatos de inocentes em nome de
D’us e de seu “Filho Unigênito,
Jesus”.
1233. O Papa Gregório
IX institui o Tribunal Católico Romano,
conhecido como “Santo Oficio” ou “Inquisição”,
numa “piedosa e santa” tentativa de
exterminar os hereges e suas práticas malignas
com o diabo.
A figura do diabo era totalmente desconhecida
dos praticantes dos cultos pagãos da Terra,
que em muito antecediam os cristãos e eram
praticados por povos de outra origem étnica,
os celtas e os wikings.
1250. Alguns
bispos entregaram ao dominicano Étiene
de Bourbon a primeira descrição
do sabá. Oito anos mais tarde
iniciam–se os processos inquisitórios
por feitiçaria e, em 1275, após
várias sentenças condenatórias,
uma primeira ré é morta, queimada
viva na fogueira da inquisição.
“São” Tomás de Aquino
(1225-1274), expoente da escolástica, declarou
ser possível a conjunção
carnal com satanás. “Tudo o que acontece
por via natural, o diabo pode imitar”, afirmou
o “santo e devotado” Tomás
de Aquino.
1318. O
Bispo de (1) Cahors foi condenado à
fogueira sob a acusação de haver
tramado magicamente contra “Sua Santidade”,
o Papa João XXII, usando o encantamento
com um boneco de cera, do qual a História
tem conhecimento por relatos semelhantes, datando
de 2500 a.C., tendo o poeta Virgilio (70–19
a.C.) feito referencias à mesma prática.
1320. O
Papa declarou oficialmente que “a Bruxaria
e a antiga Religião dos Pagãos constituíam
uma ameaça hostil ao Cristianismo”.
Uma grave afirmativa considerando–se que
o Papa é infalível em questões
de fé.
Os bruxos foram tornados (2) heréticos
e a perseguição aos pagãos,
espalhou-se como fogo sobre capim seco por todo
o continente europeu. Os bruxos assumidos e um
número incalculável de pessoas acusadas
injustamente, homens, mulheres e criancinhas indefesas
foram perseguidos e, apesar de inocentes, brutalmente
torturados, violentados sexualmente, molestados,
castrados e só então executadas
diante de multidões ensandecidas e do sadismo
dos algozes.
Eram autoridades eclesiásticas, de uma
igreja que se dizia e ensinava ser representante
de D’us, um D’us de amor e compaixão.
1398. A
Universidade de Paris reforça a tese da
união sexual entre bruxas e o demônio.
1424. O
monge Bernardino de Siena (1380-1444) prega contra
as “artes mágicas” em Roma.
1465. Condenado
à fogueira, o Prior da Ordem dos Servitas,
dono de bordel, acusado de oferecer súcubos,
(demônios sob forma feminina) aos seus clientes
do lupanar.
1474. Este
ano foi um marco significativo. Até este
momento, só eventualmente os processos
levavam à pena capital. A Igreja mantinha
as campanhas contra hereges e pagãos, mas
não havia uma caça sistemática.
Em 1474, os padres católicos
carmelitas, de seu púlpito e durante as
missas, arriscavam-se a prever o futuro e diziam
fazê-lo com o auxilio dos demônios.
1484. O
Papa Inocêncio VIII, em 5 de dezembro de
1484, por insistência dos Dominicanos alemães,
publica a Bula Sumis Desiderantes
Affectibus (Desejando com Grande
Ansiedade), que espalha o verdadeiro terror pelo
continente.
“...tem chegado recentemente a nossos
ouvidos que, certas regiões da Alemanha
setentrional ... nas dioceses de Mainz, Colônia,Tier,
Salzburgo e Bremen, muitas pessoas de ambos os
sexos, esquecendo-se de sua própria salvação
e apartando-se da fé católica, têm
mantido relações com os demônios...
por meio de encantamentos, feitiços, conjuros
e outras superstições malditas...”
Confirmada a Bula Papal pelo Imperador Maximiniano
I, o Papa designou para executar a Bula a começar
pelo país reclamante (Alemanha). Os monges
dominicanos Heinrich Institor e Jacob Sprenger,
este último Deão da Universidade
de Colônia, publicaria em dois anos, em
parceria com Heinrich Kramer, Prior de Sazburgo,
a mais importante obra sobre demonologia
da história, o *Malleus Malleficarum
(o Martelo das Bruxas), que inspirou todos os
tratados posteriores.
1541. A
Bruxaria torna-se uma ofensa ilegal na Inglaterra.
1604. É
adotada a lei que decreta pena capital para bruxos
e pagãos. Nas 13 colônias da América
do Norte é decretada a pena de morte para
o “crime de bruxaria”.
No final do século XVII,
os que permaneciam leais aos antigos ritos pagãos,
viviam escondidos e a bruxaria tornou-se uma religião
subterrânea, secreta após a morte
estimada em um milhão de condenados na
Europa e mais de trinta condenados em Salem. Os
fatos ocorridos em Salem são os mais conhecidos,
entretanto, o primeiro enforcamento de um pagão,
na Nova Inglaterra, aconteceu em Connecticut,
em1647, 45 anos antes do de Massachussets, em1692,
tudo em nome do Cristianismo!
Também em Providense e Rhode Iland ocorreram
execuções em 1622.
Penas capitais e formas de execução
dos condenados, os métodos.
O método mais comum nas colônias
Inglesas na América era o enforcamento,
“Será pendurado pelo pescoço
até a morte”.
Na Europa, a fogueira. Outros métodos eram
o afogamento, a decapitação e o
esquartejamento.
Os seguidores das “práticas
antigas do paganismo” mantiveram-se ocultos
nas sombras e no segredo por 260 anos. Somente
após as leis contra a bruxaria terem sido
revogadas na Inglaterra é que os Bruxos
e Pagãos, no ano de 1951, oficialmente
saíram da clandestinidade para a luz da
verdade.
Perseguições
a fraternidades esotéricas
As fraternidades Rosacruz, Maçonaria, a
Ordem religiosa dos cavaleiros de São João
de Jerusalém, do Santo Sepulcro e do “templo
de Jerusalém”, os “Templários”,
as Ordens Sufis muçulmanas, e outras, foram
sempre objeto da curiosidade e da desconfiança
dos cleros das seitas cristãs, católicos
e evangélicos.
Uma possível
alegação para a perseguição.
Seria a inveja do poder dessas instituições,
acumulado pela sabedoria, importância social,
financeira e política de seus membros,
que são a nata da sociedade culta, nos
diversos campos da cultura humana.
A outra é o medo desse poder alegado
como desconhecido.
Boa desculpa para atribuir este poder
à intervenção de Satanás
nas Ordens Iniciáticas. Desculpa favorita
para que os clérigos católicos e
evangélicos perseguissem seus membros.
O que entre os, membros e dirigentes das igrejas
em relação à sociedade deveria
ser exemplo de boa conduta e comportamento, deixa
a desejar e muito.
Acobertamentos.
Escândalos de sevícias contra crianças
indefesas. A pratica da pedofilia já não
pode ser ignorada, ou escondida pelos dirigentes
do clero católico. Motivo de processos
e de condenações, apesar do acobertamento
sórdido desses atos e de seus abjetos autores,
os sacerdotes.
Os seminários e conventos sempre foram
antros de pederastia e lesbianismo, estendido
aos colégios de padres e freiras, pais
não acreditavam que homens e mulheres religiosas
fossem capazes de atos tão baixos, mas
também os acobertavam por medo de exporem
seus filhos vitimados.
Escândalos financeiros.
Enriquecimento ilícito ligado à
sonegação e à fuga de divisas,
como o caso da Igreja Renascer, no Brasil, têm
ocupado os noticiários.
Recentemente foi tornado público o caso
do Vaticano e do Banco Ambrosiano,
dirigido por um cardeal americano e a organização
criminosa Gelli, que foi chamada de Loja
Maçônica com intenção
torpe de manchar e envolver a maçonaria
com o crime.
Moral duvidosa
Hoje, como sempre, faltam às igrejas condições
morais para sequer levantar suspeição
sobre as instituições e ordens fraternais.
As fraternidades pagam impostos, as igrejas
não, as fraternidades pugnam pela perfeição
do ser humano e são o repositório
dos valores científicos sem fronteiras,e
pugnam ainda pelo desenvolvimento da obra magna
do supremo Arquiteto do Universo que é
D’us, e pela raça que Ele criou à
Sua semelhança, a raça humana.
O mundo logo verá. O ser humano,
individualmente, não depende de nenhum
representante para ser ouvido pelo criador do
qual é parte, da mesma forma que os Anjos.
M.S.
Falta bem pouco para que o ser humano
aprenda o que alguns já sabem, abrir seus
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