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  Bem Vindo ao Portal da Sabedoria.
 
       
   
 
 
 
“É melhor buscar Refúgio no SENHOR
do que confiar nos homens.”

Salmo 118:8

A humanidade ainda não se deu conta de que palavras como, interdependência , relações interpessoais, interdisciplinaridade, solidariedade e fraternidade, mais que simples palavras de força, mostram a importância inevitável da expressão “Amai-vos uns aos outros”.

Se fosse a vontade do Senhor, cada um de nós seria totalmente independente, mas não é assim, ao contrário, somos todos dependentes uns dos outros.
Imagine que você é o mais famoso cirurgião cardíaco do mundo e que precisa de ser safenado; vai precisar de um colega para ser salvo.

O dia que entendermos essa simples verdade, acabará o egoísmo e finalmente “O lobo pastará com o cordeiro” e aí, sim, o mashia (messias) virá. Será o triunfo da fraternidade e do amor incondicional.
M. Selaht
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Bíblia


OS NÍVEIS DO SER HUMANO


Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro místico) e perguntou-lhe: “mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio?”

-Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo.

A grande maioria da humanidade do planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos no nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

- Mas, Mestre, que níveis são esses?
- Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação. Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de
experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes. Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do consulente e,
imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.
O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:
- Dê-lhe um tapa no rosto.
- Mas por quê? Ele não me fez nada...
- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!
E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente.
Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.

Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.
Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava.
O Mestre, então comentou:

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua "muleta.”.

Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.
Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte. Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de "muleta" usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu?

Repita o mesmo com esse aí que vem chegando, o nível 3.
A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:
- O que é isso, moço?... Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!
- Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.
- E querem ver como reajo?
- Sim. Exatamente isso...
- Já reparou que não tem sentido?
- Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar...
- Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?

- Queremos verificar - interferiu o Mestre - as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?
- De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo:
-Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?

- Enfim - perguntou o buscador - como você vai reagir? Vai revidar? Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?
- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço... São uns perfeitos idiotas... Imagine só, dar tapas nos outros... besteira... idiotice... falta do que fazer..
E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento... picaretas!
Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!
Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:
- Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas "muletas" que os outros dois anteriores também usavam.
Prefere deixar tudo "pra lá", pois "não tem tempo" para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os "outros". É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá... é um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o "Dono da Verdade", que se acha muito "entendido" e que reclama de tudo e só sabe
criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra "muleta") e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das "muletas" para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por "preguiça vital" e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las.
De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar.

Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4.
Faça o mesmo com esse que aí vem.
E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o buscador e perguntou:
- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?
- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.
- Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?
- É... Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?
- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento.
Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer.
Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?
- E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? -perguntou o Mestre - Como reagiria a isso?
- Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra.Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?
Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores.
O Mestre assim comentou:
- O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio.
Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas "muletas" há muito pouco tempo, talvez haja um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas.
Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis.
Mas vamos continuar com o nosso aprendizado.

Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.
O tapa estalou.
- Filho meu... Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?
- Não entendi... Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir? - Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?
- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal...
- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer.
Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos.
O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia? Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou: - Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita.
O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente , sem visar vantagens pessoais.É como se fosse uma Irmã Dulce ou uma Madre Teresa de Calcutá, da vida. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa "muletas" diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a "muleta" que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem.

Vamos ver como reage o homem do nível 6.
E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao eu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.
- Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo?Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?
- Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.
- Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo.
Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo.
Eu amo a todos como amo a mim mesmo.No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: - Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor!E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim.
Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram.
E então o Mestre falou:
- Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso.
Dê um tapa nesse homem do nível 7 que aí vem chegando.
E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.
- Bata nele! - ordenou o Mestre.
- Não posso, Mestre, não posso...
- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!
- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim esmo. Nele, porém, jamais!
- Bate-me - disse o Homem com muita firmeza e suavidade - pois só assim prenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na humanidade.
- Não posso... Não posso... Não tem o menor sentido fazer isso...
- Então - tornou o Homem - já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.
- Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que alinhar na senda evolutiva para entender esse fato.
Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de "muletas" e não sabem isso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que as abandonarem, começarão a progredir.
Era essa a lição que eu deveria aprender?
- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! - volveu o Homem com suavidade e convicção - Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?
- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante - as suas "muletas" - e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder.
Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente.
- A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar "muletas".
O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais.
O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais.
Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida
individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: - Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.
- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?
- Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
- Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.
- E quem o terá jamais, algum dia?

Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra.
O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações.
O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos.

Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros?
É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu?

Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as "muletas" que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a
responsabilidade já não serão mais teus.
Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes.

Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso.

Entendeste, filho meu?

 

 

A Herança da Inquisição

*Stephen Kanitz
Enviado por Maria Cristina Vidal

A Inquisição gerou uma série de comportamentos humanos defensivos na população da época, especialmente por ter perdurado na Espanha e em Portugal durante quase 300 anos, ou no mínimo quinze gerações.


Embora a Inquisição tenha terminado há mais de um século, a pergunta que fiz a vários sociólogos, historiadores e psicólogos era se alguns desses comportamentos culturais não poderiam ter-se perpetuado entre nós.

Na maioria, as respostas foram negativas, ou seja, embora alterassem sem dúvida o comportamento da época, nenhum comportamento permanece tanto tempo depois, sem reforço ou estímulo continuado.

Não sou psicólogo nem sociólogo para discordar, mas tenho a impressão de que existem alguns comportamentos estranhos na sociedade brasileira, e que fazem sentido se você os considerar resquícios da era da Inquisição.

Primeiramente, como se explica a enorme dificuldade de nossos intelectuais firmarem uma posição pessoal sobre um assunto? É notória a posição dos intelectuais do PSDB, de estarem sempre "em cima do muro". Quantos não conhecem a frase "Não sou a favor nem contra, muito pelo contrário", uma expressão coloquial pouco usada em outros países.

Leia alguns textos de intelectuais e você notará que a maioria sempre cita dezenas de autores, a idéia é sempre do outro ou pelo menos atribuída ao outro. O que passa por erudição pode ser uma tática de preservação da própria pele. Numa Inquisição você não vai querer se expor defendendo suas próprias idéias, a saída é sempre atribuí-las a outrem.

Uma das coisas mais difíceis neste país é saber o que se passa na cabeça de um mineiro. Não permitir que alguém pudesse ler sua mente, ou chegar a uma aproximação de suas reais intenções, era uma condição básica de sobrevivência na Inquisição, algo que os mineiros cultivam até hoje.

Nossa Constituição e nossas leis tentam sempre agradar a todos, somos sempre conciliadores, nunca há perdedores, mesmo que isso gere absurdos. A começar pela Constituição de 1988, que consegue ser de esquerda, de direita e liberal ao mesmo tempo. Contrariar alguém na época da Inquisição era contrair um potencial inimigo ou incentivar uma denúncia anônima.

Nada me deprime mais do que uma pessoa humilde que me presta um serviço se despedir com a frase "Desculpe qualquer coisa". Por que alguém iria se desculpar por ter feito algo que ele nem mesmo sabe o que poderia ser? Uma forma de se proteger de alguma denúncia posterior à Inquisição.

Fernando Henrique Cardoso, em seu livro O Presidente Segundo o Sociólogo, define a imprensa brasileira como extremamente atenta ao deslize. Se um presidente anunciar o fim da pobreza no Brasil, segundo FHC, e no meio do discurso caírem seus óculos, a manchete e a foto de primeira página serão sobre a queda dos óculos, e não sobre o fim da pobreza.
O deslize era talvez o maior perigo de um português na época. Era justamente disso que a Inquisição ficava à procura. (1) Se um português mencionasse que havia tomado banho na sexta, isso poderia ser considerado indício de que se tratava de um cristão-novo. Todo português precisava se policiar diariamente. É essa preocupação com o deslize e a consistência interna do discurso coloquial que explica a maioria de nossas piadas de portugueses, em que rimos de sua lógica extremamente rígida e hermética.

Por exemplo, saindo de um hotel em Portugal às 5 da tarde, eu perguntei ao porteiro a que horas costumava escurecer naquela época do ano. O porteiro olhou para mim em pânico, provavelmente querendo decifrar o significado da pergunta capciosa que eu havia feito. Ficou minutos tentando achar uma resposta que não o comprometesse de nenhuma forma, uma resposta que não pudesse ser subjetiva, revelando o mais íntimo do seu ser, mas uma resposta calcada na lógica cristalina, pelo racional mais cartesiano possível. Finalmente achou a resposta, sorriu e me disse: "Mas, meu senhor, aqui não escurece. Aqui em Portugal nós temos luz elétrica".

Coloco a questão mais como uma hipótese a pesquisar, a de que nosso comportamento não foi determinado exclusivamente pelo índio, pelo negro nem pelo europeu, mas que uma boa parte foi moldada pelos quase 300 anos de Inquisição.

*Stephen Kanitz é administrador por Harvard EUA.

www.kanitz.com.br

N.R.: (1) Banho sabático tomado antes do por do sol de sexta-feira, costume entre os judeus.



Paganismo

“Conhecendo a verdade, que pode ser provada pela história, o homem verá que não precisa de religiões.
A comunhão com D’us é pessoal e intransferível.

Mago Selaht
Do livro Magia passo a passo, a Escada de Jacó


Definição

O Paganismo é o culto e o respeito às forças da Natureza.

A palavra "PAGÃO" vem do latim "paganus", que é aquele que mora no "pagus", campo, na Natureza.

“Para o pagão, toda a Natureza é viva, é Sagrada e seus deuses e deusas refletem essa crença, oferecendo conforto e equilíbrio àqueles que compreendem o real significado de se respeitar a Natureza.”

Erros de conceito

Erros são propagados quanto ao sentido da palavra "paganismo".

Dicionários, enciclopédias e até mesmo adeptos do paganismo pregam a palavra como sinônimo de não-cristão, o que é um grande erro, pois assim se incluiriam religiões como o judaísmo, o islã e outras, as quais não possuem componentes distintamente "pagãos" no sentido real da palavra - ou seja, de respeito à Natureza. Em outros verbetes, um "pagão" é aquele que ainda não foi batizado no cristianismo. Em outros mais, os termos "paganismo" e "ateísmo" são confundidos, pois ateu é aquele que não crê em nada, não possui religião - bem diferente da noção de paganismo enquanto caminho religioso.

Quem são os pagãos?

São os seguidores das religiões da Terra, dos muitos deuses e deusas da Natureza. Este é o sentido que os adeptos do paganismo adotam quando se referem às culturas pré-cristãs da Europa e das Américas (apenas como exemplos clássicos), como "culturas pagãs". Poucas são hoje as que mantêm um contato direto com as tradições originais do paganismo.

O paganismo original, surgido na Antigüidade, tem conceito diferente do novo paganismo, representado por diversas correntes recentes.

Muitos pesquisadores optam por utilizar o termo neo-pagão, ou seja, os novos pagãos, para os que seguem tradições filosófico-espirituais inspiradas nos ensinamentos e valores das Antigas Religiões.

Dentre estas correntes neo-pagãs, sem dúvida, duas ganham destaque: a Wicca e o Neo-Druidismo.

Até que ponto os povos pagãos influenciaram o conhecimento humano?


Até que ponto o culto desses povos pagãos foi ou é nocivo às demais religiões?

Os cleros das seitas cristãs vêm mentindo e enganando sistematicamente os que, por comodismo ou teimosia, desconhecem a verdade histórica, embora de certa forma haja uma desculpa razoável para que isso acontecesse no princípio.

Os cristãos primitivos eram como a maioria das pessoas analfabetas e, portanto, eram dominadas pelos poucos que sabiam ler e escrever. Os próprios reis e rainhas não foram mais cultos. A figura do Chanceler, aquele que portava o selo real e confirmava os decretos, era de suma importância, era pessoa de grande prestígio e de confiança do Soberano. O selo dos anéis cardinalícios e papais é um sucessor desse hábito de autenticar um documento impondo o selo (sigilo).

A palavra sigilo – segredo - vem do lacre inviolável que garantia a autenticidade e a inviolabilidade de um documento.

A figura do arauto, funcionário encarregado de ler os decretos e autos, que eram afixados em praça pública, era a maneira de informar e dar aspecto legal aos documentos que deveriam ser do conhecimento das populações analfabetas. Até hoje, proclamas de casamento, editais de concorrência e outros documentos seguem esse rito.

A leitura dos textos bíblicos, os quais só podiam ser interpretados pelo clero, era vedada ao povo, mesmo aos letrados. Facilitou mentiras, fraudes e farsas, que até hoje são motivo de ignorância e de preconceito contra os praticantes de crenças não-cristãs e que são ainda amplificadas entre seminaristas, que serão futuros sacerdotes. São acrescidas das decisões de Concílios e das de altos membros do clero. São os chamados dogmas de fé, inquestionáveis pelos seguidores da religião católica.

Mentira, farsas, distorções da verdade e outros absurdos até hoje tidos como verdadeiros.

Jesus Cristo, Ieoshua ben Iosef, Jesus, filho de José, o carpinteiro. Cristo significa ungido, em grego coiné (vulgar), língua falada na época, nas províncias dominadas pelos romanos, além do latim e do hebraico.

Messias significa igualmente ungido, aquele que passou pelo ritual da unção, quando o óleo de oliva das primícias (primeira colheita ofertado como dízimo do templo) era misturado a resinas aromáticas e vertido sobre a cabeça daquele que recebia a unção. Os sacerdotes e reis de Israel eram todos ungidos. Mashiah, em hebraico, messias. Vê-se por aqui que, se na história fosse considerada a palavra messias, sozinha, significava apenas e unicamente Ungido e não Jesus.

O mito do Salvador.

Ieoshua, Jesus ou Josué, que são o mesmo nome, cujo significado é Salvador. Assim, o nome dele é que significava Salvador, como Raquel significa ovelha.

Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. É mentira.

Nasceu em Belém de Judá, Belém da Judéia, uma aldeia próxima a Jerusalém, provavelmente entre 6 e 7 a.C.

O paradoxo é fruto do erro de datação atribuído ao monge Dionísio, o Pequeno, encarregado pelo Papa da época (Sixto III ou Leão I Magno), no século V de nossa era, encarregado de organizar um novo calendário.

A farsa da invenção do natal cristão.

O dia 25 de dezembro foi fixado no ano 440 da era cristã como data “oficial” do nascimento de Jesus, com a intenção de tornar cristã a festa pagã realizada naquele dia, a festa pagã dedicada ao SOL celebrada pelos pagãos por ser o solstício de inverno.

A festa, chamada SATURNALIA, era um festival de inverno Natalis Invicti, natividade do sol inconquistado.

O deus Sol, no paganismo, LUGH, é comemorado em agradecimento pelo calor que o astro-rei fornece à mãe Terra e a conseqüente vida dos seres vivos da Terra.

O dia 21 de dezembro é talvez o maior dos feriados para os pagãos. Nesse dia é comemorado o simbolismo do nascimento de KERNUNNOS, Deus da vida terrena, da fauna e da fertilidade, vinculado à masculinidade.

Em lugar nenhum nas escrituras do “Novo Testamento” aparece a data do nascimento de Jesus, filho de José o Carpinteiro e de Mariam ou Miriam, sua esposa.

Só mesmo a ignorância dos que acreditam cegamente ou a má-fé dos que inventaram essa farsa, justificariam essa farsa para a comemoração de acontecimento de tamanha importância. Os católicos não lêem a Bíblia nem estão preocupados com os fatos históricos, mas com medo de desobedecerem aos dogmas de fé, preferindo a ignorância e a mentira, que vai sendo enraizada com o ensinamento do catecismo às crianças desde a tenra idade.

Árvore de Natal, presentes natalinos e simbologia.

Pagãos, pelas razões comemorativas já expostas, tinham o costume de dar presentes em dezembro.

Entre os judeus, a festa do Chanucah ocorre na mesma época do pseudo-natal e era como é até hoje costume trocar presentes.

Os presentes dos “reis” magos (outra grande mentira do clero católico) seriam uma outra origem falsa para o simbolismo dos presentes natalinos. Na verdade, os magos “magi” a palavra é de origem persa, já tinham esse costume havia séculos. O costume já existia entre também entre sumérios.

A grande mentira se deve ao fato de em nenhum lugar da Bíblia estar escrito que os magos eram reis ou que eram em número de três ou seus nomes, tudo isso é invenção mentirosa.

Três foram os presentes, e as razões eram esotéricas, o incenso composto de resinas aromáticas, servia, junto com o azeite de oliva, para a unção, a mirra servia para fechar os nove orifícios do corpo no ritual fúnebre e o ouro é o metal incorruptível e símbolo da incorruptibilidade, essa era também a razão do ataúde de ouro dos egípcios.

A árvore natalina tem origem no paganismo druídico. O carvalho, árvore sagrada, era enfeitado nas casas e nos lugares públicos pelos aldeões druidas.

Os sinos das igrejas são outro simbolismo, que é oriundo dos pagãos.

Representavam o elemento ar, enquanto os enfeites na forma de bolas representavam o sol. Naturalmente, as velas que iluminavam as antigas árvores de natal, eram a representação do elemento fogo.

Farsas e outras mentiras poluem as seitas cristãs.

A virgindade “eterna” de Maria, mesmo tendo dado à luz a Jesus e outros filhos depois dele.

Leite da “Virgem Maria” é encontrado em um frasco como relíquia na cidade de Wütenberg, onde Martin Luther (Lutero) traduziu a bíblia para o alemão, a qual foi o primeiro exemplar impresso (na prensa).

Fato: A versão da “Bíblia” presenteada ao príncipe de Wüttenberg, pelo doutor em teologia, Martinho Luthero, (monge da ordem Agostiniana) era um exemplar do “Novo Testamento” (apenas a parte dos evangelhos cristãos).

O culto às imagens, mesmo usando o eufemismo “veneração” e o dogma de que Maria seria advogada junto a Jesus, contrariam o escrito nos dez mandamentos originais, antes da “releitura” católica - outra farsa.

A permissão dada ao apóstolo Saul “Paulo de Tarso”, em sua visão no caminho para Damasco, para comer animais impuros Taref. D’us não iria contrariar sua própria determinação e Jesus, em nenhuma parte do “novo Testamento” disse que veio para mudar. Outra grande mentira, que separa cristãos e judeus.

Fato: Em sua vida, narrada no “Novo Testamento”, o judeu Ieoshua ben Josef (Jesus filho de José) nunca deixou de cumprir todos os preceitos da Torá e em momento algum os questionou em essência ou os alterou, ao contrário, era um judeu exemplar em seu comportamento como pessoa e como religioso.

Origem da pseudo-eucaristia.

Até mesmo a festa do que seria a “Santa Ceia”, comemorada pela Igreja Católica, é um ritual judaico, escrito e é usado até hoje. Antecedia, em muito, a época do nascimento de Jesus. A primeira páscoa data da época da saída do povo do Egito, onde era escravo, para a liberdade. Pessah significa passagem (para a liberdade). O ritual da páscoa judaica é um ritual obedecido até os nossos dias, do qual seder era a ceia em que comiam carne de carneiro ou cabrito, o pão ázimo e bebiam um vinho, ainda não fermentado, especial, kasher, puro, feito com as primeiras uvas da colheita, sagradas por serem “primícias do Senhor”.

Molhar o pão ázimo, que significa não fermentado, que era de trigo integral moído, no vinho, e reparti-lo entre os presentes, era comum, na época em que dentes fracos e cariados eram comuns.

Erguer um brinde também era de praxe. É a origem da Eucaristia, na ceia seder. Dividir o pão e brindar com o vinho era comum em todas as mesas, na ceia de seder, muito antes do nascimento de Jesus.

Para concluir, a bem da verdade, a ceia de “seder” é um ritual escrito e obedecido sempre da mesma forma pelos judeus, até nossos dias. Jesus foi um judeu exemplar e nunca contrariou nenhum dos preceitos de sua fé, por isso, comemorou o ritual completo da Páscoa, que termina com a ceia e o fez com seus onze discípulos.

N.R. Páscoa. A mais importante festa do calendário judaico. Era celebrada a partir da tarde do 14º dia do mês de Nisan e ia até o 21º dia do mês de Nisan, que, como o calendário era lunar, poderia ser em março ou abril. Êxodo, 34:24.

Durante os oito dias da festa, na tarde do 14º dia do mês de Nisan, cada família israelita se reunia para a ceia do cordeiro pascal. Durante os 8 dias da festa, não se comia pão fermentado, por isso a festa era chamada, também, de festa dos Pães Ázimos. O primeiro e o último dia eram santificados como o dia de um Sabbath, com repouso. O ritual das cerimônias está em Êxodo 12 e Levítico 23.

Fontes:
Bíblia Sagrada, ritual de Pessah; Atos do Concílio de Nicéia, em 325 d.C.


Perseguição a pagãos e a fraternidades esotéricas.
Por quê?

O grande medo do desconhecido poderia ser uma das causas dessa perseguição sistemática e perversa dos cleros das seitas cristãs, católicos e evangélicos, o que ocorre dissimuladamente ou não, até hoje.

A caça às bruxas e aos hereges sempre despertou o sadismo e a cólera dos que, por ignorância ou pela má-fé, movida pelos interesses escusos dos “piedosos”, adeptos de seitas cristãs oriundas do judaísmo puro, do qual são um grotesco arremedo.

“As religiões dividem a raça humana ao invés de uni-la e estabelecer
uma relação de amor entre os filhos de D’us.”


M. Selaht
Do livro magia passo a passo,
a escada de Jacó

Em 28 de janeiro de 2007, a canadense Stephanie Conover, de 23 anos, ganhadora de um concurso de Miss, no Canadá, foi expulsa do Miss Toronto por gostar de práticas de bruxaria, como o tarô e o Reiki (prática de origem japonesa).

Segundo os organizadores do concurso, foi excluída porque o Reiki e a leitura do tarô são coisas do diabo.

Esta notícia é confirmada e está em portais da internet.

A caça às bruxas, de 1450 a 1750 oficialmente, começou bem antes.

Com o poder do clero católico sendo consolidado, com o costume de que reis e rainhas deviam ser coroados por bispos para serem considerados Reis pela Graça de Deus, Deo Gratia Rex ou Deo Gratia Regina, pelo fato de os livros serem copiados à mão, por monges copistas, que dominavam a palavra escrita entre a multidão de analfabetos. E assim dominavam a cultura e manipulavam as mentes das crianças no catecismo, e adultos.

Os costumes pagãos foram vistos como uma ameaça ao novo sistema religioso recém estabelecido. Os deuses e deusas da natureza, que eram da “religião antiga” foram banidos.

Os festivais das antigas crenças foram substituídos por festas cristãs e feriados religiosos católicos nas mesmas datas e épocas (veja o Titulo Paganismo neste livro).
Os antigos deuses pagãos da natureza e da fertilidade foram transformados em diabos maléficos e terríveis.

Antigas deusas pagãs foram transformadas em diabos machos para torcer o fato de aspecto feminino ter sido venerado quando deveria ser anulado.

Foi no século XII que se difundiu, falsamente, que na reunião noturna das sextas-feiras, os sabás, as bruxas compareciam montadas em bodes e cavalgavam vassouras ou apareciam na forma de pássaros. Para voarem, as feiticeiras untavam o corpo com uma poção mágica por elas preparada, à meia-noite, entregavam-se a orgias grupais e ao coito com o demônio. Este foi um mito fatal, inventado para justificar as atrocidades praticadas contra elas.

Cronologia do terror.

Torturas e assassinatos de inocentes em nome de D’us e de seu “Filho Unigênito, Jesus”.

1233.
O Papa Gregório IX institui o Tribunal Católico Romano, conhecido como “Santo Oficio” ou “Inquisição”, numa “piedosa e santa” tentativa de exterminar os hereges e suas práticas malignas com o diabo.

A figura do diabo era totalmente desconhecida dos praticantes dos cultos pagãos da Terra, que em muito antecediam os cristãos e eram praticados por povos de outra origem étnica, os celtas e os wikings.

1250. Alguns bispos entregaram ao dominicano Étiene de Bourbon a primeira descrição do sabá. Oito anos mais tarde iniciam–se os processos inquisitórios por feitiçaria e, em 1275, após várias sentenças condenatórias, uma primeira ré é morta, queimada viva na fogueira da inquisição.

“São” Tomás de Aquino (1225-1274), expoente da escolástica, declarou ser possível a conjunção carnal com satanás. “Tudo o que acontece por via natural, o diabo pode imitar”, afirmou o “santo e devotado” Tomás de Aquino.

1318. O Bispo de (1) Cahors foi condenado à fogueira sob a acusação de haver tramado magicamente contra “Sua Santidade”, o Papa João XXII, usando o encantamento com um boneco de cera, do qual a História tem conhecimento por relatos semelhantes, datando de 2500 a.C., tendo o poeta Virgilio (70–19 a.C.) feito referencias à mesma prática.

1320. O Papa declarou oficialmente que “a Bruxaria e a antiga Religião dos Pagãos constituíam uma ameaça hostil ao Cristianismo”. Uma grave afirmativa considerando–se que o Papa é infalível em questões de fé.

Os bruxos foram tornados (2) heréticos e a perseguição aos pagãos, espalhou-se como fogo sobre capim seco por todo o continente europeu. Os bruxos assumidos e um número incalculável de pessoas acusadas injustamente, homens, mulheres e criancinhas indefesas foram perseguidos e, apesar de inocentes, brutalmente torturados, violentados sexualmente, molestados, castrados e só então executadas diante de multidões ensandecidas e do sadismo dos algozes.

Eram autoridades eclesiásticas, de uma igreja que se dizia e ensinava ser representante de D’us, um D’us de amor e compaixão.

1398. A Universidade de Paris reforça a tese da união sexual entre bruxas e o demônio.

1424. O monge Bernardino de Siena (1380-1444) prega contra as “artes mágicas” em Roma.

1465. Condenado à fogueira, o Prior da Ordem dos Servitas, dono de bordel, acusado de oferecer súcubos, (demônios sob forma feminina) aos seus clientes do lupanar.

1474. Este ano foi um marco significativo. Até este momento, só eventualmente os processos levavam à pena capital. A Igreja mantinha as campanhas contra hereges e pagãos, mas não havia uma caça sistemática.

Em 1474, os padres católicos carmelitas, de seu púlpito e durante as missas, arriscavam-se a prever o futuro e diziam fazê-lo com o auxilio dos demônios.

1484. O Papa Inocêncio VIII, em 5 de dezembro de 1484, por insistência dos Dominicanos alemães, publica a Bula Sumis Desiderantes Affectibus (Desejando com Grande Ansiedade), que espalha o verdadeiro terror pelo continente.

“...tem chegado recentemente a nossos ouvidos que, certas regiões da Alemanha setentrional ... nas dioceses de Mainz, Colônia,Tier, Salzburgo e Bremen, muitas pessoas de ambos os sexos, esquecendo-se de sua própria salvação e apartando-se da fé católica, têm mantido relações com os demônios... por meio de encantamentos, feitiços, conjuros e outras superstições malditas...”

Confirmada a Bula Papal pelo Imperador Maximiniano I, o Papa designou para executar a Bula a começar pelo país reclamante (Alemanha). Os monges dominicanos Heinrich Institor e Jacob Sprenger, este último Deão da Universidade de Colônia, publicaria em dois anos, em parceria com Heinrich Kramer, Prior de Sazburgo, a mais importante obra sobre demonologia da história, o *Malleus Malleficarum (o Martelo das Bruxas), que inspirou todos os tratados posteriores.

1541. A Bruxaria torna-se uma ofensa ilegal na Inglaterra.

1604. É adotada a lei que decreta pena capital para bruxos e pagãos. Nas 13 colônias da América do Norte é decretada a pena de morte para o “crime de bruxaria”.

No final do século XVII, os que permaneciam leais aos antigos ritos pagãos, viviam escondidos e a bruxaria tornou-se uma religião subterrânea, secreta após a morte estimada em um milhão de condenados na Europa e mais de trinta condenados em Salem. Os fatos ocorridos em Salem são os mais conhecidos, entretanto, o primeiro enforcamento de um pagão, na Nova Inglaterra, aconteceu em Connecticut, em1647, 45 anos antes do de Massachussets, em1692, tudo em nome do Cristianismo!

Também em Providense e Rhode Iland ocorreram execuções em 1622.

Penas capitais e formas de execução dos condenados, os métodos.

O método mais comum nas colônias Inglesas na América era o enforcamento, “Será pendurado pelo pescoço até a morte”.

Na Europa, a fogueira. Outros métodos eram o afogamento, a decapitação e o esquartejamento.

Os seguidores das “práticas antigas do paganismo” mantiveram-se ocultos nas sombras e no segredo por 260 anos. Somente após as leis contra a bruxaria terem sido revogadas na Inglaterra é que os Bruxos e Pagãos, no ano de 1951, oficialmente saíram da clandestinidade para a luz da verdade.

Perseguições a fraternidades esotéricas

As fraternidades Rosacruz, Maçonaria, a Ordem religiosa dos cavaleiros de São João de Jerusalém, do Santo Sepulcro e do “templo de Jerusalém”, os “Templários”, as Ordens Sufis muçulmanas, e outras, foram sempre objeto da curiosidade e da desconfiança dos cleros das seitas cristãs, católicos e evangélicos.

Uma possível alegação para a perseguição.

Seria a inveja do poder dessas instituições, acumulado pela sabedoria, importância social, financeira e política de seus membros, que são a nata da sociedade culta, nos diversos campos da cultura humana.

A outra é o medo desse poder alegado como desconhecido.

Boa desculpa para atribuir este poder à intervenção de Satanás nas Ordens Iniciáticas. Desculpa favorita para que os clérigos católicos e evangélicos perseguissem seus membros.

O que entre os, membros e dirigentes das igrejas em relação à sociedade deveria ser exemplo de boa conduta e comportamento, deixa a desejar e muito.

Acobertamentos.

Escândalos de sevícias contra crianças indefesas. A pratica da pedofilia já não pode ser ignorada, ou escondida pelos dirigentes do clero católico. Motivo de processos e de condenações, apesar do acobertamento sórdido desses atos e de seus abjetos autores, os sacerdotes.

Os seminários e conventos sempre foram antros de pederastia e lesbianismo, estendido aos colégios de padres e freiras, pais não acreditavam que homens e mulheres religiosas fossem capazes de atos tão baixos, mas também os acobertavam por medo de exporem seus filhos vitimados.

Escândalos financeiros.

Enriquecimento ilícito ligado à sonegação e à fuga de divisas, como o caso da Igreja Renascer, no Brasil, têm ocupado os noticiários.

Recentemente foi tornado público o caso do Vaticano e do Banco Ambrosiano, dirigido por um cardeal americano e a organização criminosa Gelli, que foi chamada de Loja Maçônica com intenção torpe de manchar e envolver a maçonaria com o crime.

Moral duvidosa


Hoje, como sempre, faltam às igrejas condições morais para sequer levantar suspeição sobre as instituições e ordens fraternais.

As fraternidades pagam impostos
, as igrejas não, as fraternidades pugnam pela perfeição do ser humano e são o repositório dos valores científicos sem fronteiras,e pugnam ainda pelo desenvolvimento da obra magna do supremo Arquiteto do Universo que é D’us, e pela raça que Ele criou à Sua semelhança, a raça humana.

O mundo logo verá. O ser humano, individualmente, não depende de nenhum representante para ser ouvido pelo criador do qual é parte, da mesma forma que os Anjos. M.S.

Falta bem pouco para que o ser humano aprenda o que alguns já sabem, abrir seus