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  Bem Vindo ao Portal da Sabedoria.
 
    Curar é cuidar com amor!  
   
 
 
 
     
 


 
 

“Curar é cuidar com amor”

 

Karin Verônica Teixeira da Silva
Psicanalista

 
 
 
 
Num espaço cultural no Humaitá, estava para começar a primeira aula de um curso de Radiestesia. Foi onde conheci Karin Verônica Teixeira da Silva e seu marido Afrânio.

Quem olhasse para Karin, com suas roupas despojadas e cabelos amarrados em coque, não poderia imaginar o preparo dessa Psicóloga que está sempre estudando, sempre querendo saber mais, sempre buscando novas técnicas e novos caminhos, para beneficiar o ser humano.

Pois, leitor amigo, é essa pessoa que entrevistamos hoje, em seu consultório no Jardim Botânico.

Karin Verônica estava aguardando uma paciente para uma seção de regressão. Continuava aquela pessoa simples e despojada que eu conheci no Humaitá. Deu-me as boas-vindas com um largo sorriso e convidou-me a entrar e a tirar os sapatos. Seu consultório é um lugar descontraído, cheio de cristais e plantinhas, de onde se pode ver a estátua do Cristo Redentor. Ouviu os recados na secretária eletrônica e telefonou para casa para saber do filho Ian. Karin é uma mãe sempre presente e zelosa que, quando leu esta matéria, pediu para incluir que ele é inteligente, e um excelente desenhista e um maravilhoso filho.





Dra. Karin em seu consultório no Jardim Botânico
 
 
 
 
Regressão, preparação da paciente.
 
 

MENSAGEIRO - Dra. Karin, qual foi a razão de sua escolha profissional?

Karin
– A princípio, um imenso desejo de conhecer melhor o ser humano e ajudar as pessoas que necessitam lidar com suas angústias, ansiedades, crenças negativas, adquiridas, sobretudo na infância, que levam ao comprometimento da saúde e do comportamento. É claro que hoje eu sei que fui procurar entender minhas próprias angústias e ansiedades, também queria conhecer melhor a mim própria, mas não escreve isso não, [risos].

MENSAGEIRO - Dra. Karin, como foi a sua experiência hospitalar?

Karin - O Hospital Miguel Couto no Rio de Janeiro é um hospital público. Assim, atende pessoas de todas as camadas sociais, principalmente as de baixa renda e mais carentes, que não possuem plano de saúde privado. O mais importante no Hospital Miguel Couto, é que havia um curso de duração de dois anos, em Hipnose e Relaxamento, no qual eram ensinadas técnicas alternativas de curas, e em que tenho um diploma reconhecido pela Secretaria de Saúde. Foram 9 anos de existência desse curso. A minha turma foi a última porque o professor, um cardiologista chamado Fernando Rabelo, morreu e o curso foi excluído do Hospital. Depois, tínhamos que atender durante 1 ano, doando o nosso trabalho.

O trabalho com os aidéticos foi no Fundão, na UFRJ, e na época, 1987, só existiam pacientes terminais, pois não sabiam ainda o que era realmente a aids. Na época, se pensava numa doença de homossexuais, e as famílias se recusavam a entrar com duas realidades, uma ter um filho homossexual e a outra, que o filho ia morrer. Naquela época não existiam aidéticos femininos.

MENSAGEIRO - Como foi essa mudança de abordagem para técnicas novas?

Karin –Na realidade, essa mudança de abordagem foi quando eu entrei em contato com a Meditação Healing, que me encantou e pude começar a juntar os conhecimentos esotéricos que já havia adquirido, com o raciocínio psicológico freudiano e junguiano.

MENSAGEIRO
- Como é a sua técnica de meditação?

Karin - Trabalho com meditação Healing; não é uma técnica minha, e sim de BOB MOORE, trazida para o Brasil por Isis PRESTED. O paciente recebe as instruções, de olhos fechados e segue meus comandos de voz. Os pacientes trabalham imagens que surgem durante a meditação. O resultado é muito significativo e a própria pessoa se encanta com esse processo, embora muitas vezes seja doloroso se aproximar de alguns conflitos...

MENSAGEIRO
Por que esse tratamento é mais rápido?

Karin
–Na realidade, não é mais rápido, porém não é tão longo quanto a psicanálise. A verbalização é muito importante. O trabalho energético é revelador, parafraseando Shakespeare, “Há mais coisas, entre o Céu e a Terra, que o homem desconhece.” Cada sintoma é um sinal que revela ao psicólogo o que precisa ser trabalhado. Esse trabalho se dirige aos que estão procurando a autocompreensão dos seus processos físicos e emocionais, abre para compreender os processos da psicossomática e aí entra o trabalho com psico-oncologia em que uso técnicas de relaxamento, processos de visualização, entender o processo psicológico da doença câncer, técnicas para perdoar velhos ressentimentos, etc.

MENSAGEIRO Como é o seu trabalho, hoje?

Karin – Trabalhei por mais de 10 anos como psicanalista freudiana. Hoje, procuro maximizar os resultados, utilizando o conhecimento freudiano e adicionando os novos. A ciência está sempre se renovando e agora com as confirmações da neurociência, esse campo se amplia com um novo aliado, que é a própria ciência. Uma frente avançada das ciências hoje é constituída pelo estudo do cérebro e de suas múltiplas inteligências. A primeira é a inteligência intelectual, o famoso QI (quociente de inteligência), ao qual se deu tanta importância em todo o século XX. A segunda é inteligência emocional popularizada especialmente pelo psicólogo e neurocientista de Havard, David Goleman, (QE = Quociente Emocional).

A terceira é a inteligência espiritual. A prova empírica de sua existência deriva de pesquisas muito recentes, dos últimos dez anos, feitas por neurólogos, neuropsicólogos, neurolingüistas e técnicos em magnetoencefalografia (que estudam os campos magnéticos e elétricos do cérebro). Segundo esses cientistas, existe em nós, cientificamente verificável, um outro tipo de inteligência pela qual não só captamos fatos, idéias e emoções, mas percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades significativas e nos faz sentir inseridos no Todo. Ela nos torna sensíveis a valores, a questões ligadas a Deus e à transcendência. É chamada de inteligência espiritual (QEs = quociente espiritual), porque é próprio da espiritualidade captar totalidades e se orientar por visões transcendentais.
Sendo assim, é possível utilizar técnicas de hipnose para alterar as ondas cerebrais, e utilizar essas técnicas hipnóticas com um trabalho para a memória e concentração. É como falei antes, as técnicas de relaxamento se complementam com o trabalho de hipnose Ericsoniana e junta nessa trama de conhecimentos os estudos sobre stress, ligação entre o stress e o Alhzeimer. Como medir o stress e predizer enfermidades.


Os trabalhos de Terapia Regressiva também ajudam muito o paciente, a trabalhar traumas, fobias e ansiedades.

Hoje, meus pacientes são a prova de que estava certa e o prazer imenso que sinto com o meu trabalho e com os resultados produzidos mostra que tudo valeu a pena.

 

 
 
 
 

 

MENSAGEIRO Muito mais há ainda que falar sobre Karin Verônica, entretanto nosso portal convida seus colegas a compartilhar todo esse conhecimento acumulado e usá-lo a serviço da humanidade.

 

 
 



O QUE TRAZEMOS E O QUE LEVAMOS



 

DEPRESSÃO

*Por Karin Veronnica, Psicanalista

Quais são os sinais e sintomas da depressão?

Existem vários sinais e sintomas que estão presentes na depressão. Alguns deles podem ser:

- tristeza ou irritação durante a maior parte do dia, quase todos os dias;
- perda de interesse ou do prazer por atividades que antes eram agradáveis durante a maior parte do dia, quase todos os dias;
- mudanças súbitas no apetite ou peso, sem explicação;
- insônia ou necessidade de sono aumentada;
- agitação ou prostração (observado pelos outros);
- sensação constante de cansaço ou perda de energia;
- sentimentos freqüentes de inferioridades ou culpa;
- pensamentos frequentes sobre morte ou suicídio;

Importante: se você, ou alguém que você conhece, está com pensam
entos sobre suicídio, procure imediatamente ajuda profissional médica.

Uma pessoa não precisa estar com todos esses sintomas para ter depressão. Os sintomas irão variar de pessoa para pessoa. Por exemplo, quando comparamos mulheres deprimidas e homens deprimidos, elas costumam apresentar mais sintomas de culpa, ganho de peso, ansiedade, problemas alimentares e necessidade de sono aumentado do que eles.

O que causa depressão?

A depressão é causada por um desequilíbrio nas concentrações de algumas substâncias do cérebro. Outras coisas podem causar ou favorecer o surgime
nto da depressão, tais como:

- experiências de vida como um divórcio, morte da esposa ou do marido, perda de um emprego ou problemas financeiros graves;
- abuso de álcool ou drogas;
- algumas medicações e outras drogas;
- em mulheres, mudanças hormonais após o parto;
- história familiar de depressão;
- em idosos, doenças como câncer, Alzheimer e Parkinson;

Mesmo que a causa da depressão não seja identificada, na maioria dos casos há possibilidade de melhora através do tratamento adequado.

A depressão tem tratamento?
Sim, mais de 80% das pessoas com depressão melhoram com tratamento apropriado. Os tratamentos para depressão incluem, principalmente, a psicoterapia
e os medicamentos. A psicoterapia é popularmente chamada de terapia "para conversar"

Na depressão, a psicoterapia ajuda o indivíduo a encontrar novas formas de lidar com seus problemas, identificar e entender um pouco mais sobre a doença e como evitá-la no futuro.

Os medicamentos que corrigem o desequilíbrio químico das substâncias no cérebro são chamados de antidepressivos. Os antidepressivos mais modernos, geralmente, são eficazes, bem tolerados, seguros e não causam vício ou dependência, mesmo se utilizados por muito tempo e em doses elevadas. São necessárias algumas semanas para que o efeito ocorra não se deve exigir do paciente com depressão uma mudança radical de comportamento, porque ele ainda não vai estar pronto para isso; é como se pedíssemos para uma pessoa que acabou de tirar o gesso de uma perna quebrada correr. É muito importante que o paciente e seus familiares compreendam que a depressão é uma doença médica real e que necessita de tratamento específico

.

* Karin Veronnica Psicóloga, Psicanalista, Biopsicóloga, Gerontóloga, Hipnoterapeuta, Pós Graduanda em Neuropsicologia. Formada em Psicologia pela PUC-RJ 1979.
Rua Jardim Botânico 585/201- Rio de Janeiro-Brasil
55-21-25292559 21-25373310 21-87333310
e-mail: karinveronica@uol.com.br
Coordena grupos semanais de redução do stress
Grupos de Relaxamento e Redução do Stress. (semanais)
Terças-feiras as 19:30 h.
Quintas-feiras as 7:30 h.
Segundas-feiras as 10:00 h.
No bairro Jardim botânico e em Niterói.
Informações: 21-2529-2559, 8733-3310, 2537-3310 Karin Veronnica email: karinveronica@uol.com.br

Objetivo do grupo: Proporcionar relaxamento mental, físico, emocional.
Técnicas a serem usadas:
Relaxamento progressivo, parar os pensamentos, técnicas de memória, consciência corporal.
Coordenação: Karin Veronnica, Psicanalista, Biopsicóloga, Gerontóloga, Hipnoterapeuta, Pós Graduanda em Neuropsicologia. Formada em Psicologia pela PUC-RJ 1979.

 

O corpo fala, e não mente.
*Por Ronaldo Cardim


Quando sentimos uma dor seja ela qual for, a última coisa que pensamos é que ela é um aviso de nosso corpo nos alertando que em algum setor de nossa vida existe alguma coisa errada. Mas é isso, toda e qualquer dor ou alteração no nosso organismo, tenha ela surgido naturalmente ou em decorrência de acidentes, têm como origem um desajuste no campo emocional.

Existem situações na vida com as quais dizemos, "aprendemos a conviver", porém são situações que nos incomodam, que não resolvemos nem aceitamos. A convivência inadequada com tais situações, mais dias menos dias, vai alterando o estado mocional da pessoa e essas alterações vão pouco a pouco refletindo no seu estado psicológico, apresentando sintomas de depressão, síndrome do pânico, etc.. Outra forma de manifestação desses desequilíbrios é a somatização no corpo físico em formas de dores e outros desajustes orgânicos.

Por isso é muito importante aprendermos a conhecer bem nosso corpo, estando atentos às alterações que ele apresenta, pois ele nos diz exatamente onde estamos falhando e em que precisamos mudar. Como diz o título da matéria "o corpo fala, e não mente". Vamos então conhecer com maiores detalhes um pouco da linguagem do corpo.

Hérnia de disco: significa que a pessoa está profundamente indecisa quanto à sua vida. Sente-se totalmente desamparada e seus pensamentos a deprimem, pois não possibilitam que ele encontre saída para essa situação. A hérnia de disco é a forma de impedir a articulação da coluna. Ela mostra, simbolicamente, o quanto a pessoa se sente "amarrada", o quanto os movimentos estão presos e essa dificuldade é gerada porque o apoio necessário para a movimentação não é encontrado. Então, simbolicamente, isso ocorre quando a pessoa não recebe apoio de alguém, no momento em que mais precisa.

Enxaqueca e dor de cabeça: As pessoas que sofrem de enxaqueca têm um orgulho muito forte e não permitem que pessoas autoritárias mandem em sua vida ou controlem seus passos. Resistem a tudo e a todos que, conforme elas acreditam, queiram invadir seu espaço vital. São pessoas que não se entregam aos prazeres, pois receiam serem dominados de alguma forma. Normalmente têm medo do sexo ou de suas conseqüências, devido à limitações morais, religiosas, familiares, etc. Se você se identifica nesta situação, solte-se e deixe seu coração "falar". Não use a razão somente, pois devemos equilibrar os dois hemisférios (razão e emoção), para evitarmos esses conflitos internos e suas somatizações. Suavize seus pensamentos, amenize seus sentimentos, permita-se sentir alegria.

Alergia na pele: significa que a pessoa está vivendo momentos de irritação com as pessoas próximas e que atrasam seu desenvolvimento pessoal e profissional. Quando ela se vê obrigada a fazer o que não gosta, persuadida por pessoas de quem depende de alguma forma, surgirá, com certeza, coceira incessante significando o desejo inconsciente de "arrancar" aquilo que incomoda profundamente.

Pare de se sentir contrariado. Se você está passando por isso é porque, de alguma forma, procurou. Saia dessa sem ressentimentos, pois ninguém sabe quando está "causando" alergia em alguém. Passe a se expressar melhor. Seja objetivo e tire a culpa do seu coração. Eduque-se a não deixar que seu espaço seja ameaçado. Diga abertamente tudo que o incomoda, pois tudo pode ser falado desde que seja com respeito e determinação. Analise-se e perceba se você consegue, humildemente, mudar um pouco mais o seu jeito de falar com as pessoas e o trato consigo mesmo. O mundo à sua volta só ira mudar se você mudar primeiro.

Labirintite: Significa pensamentos atrapalhados, nervosismo reprimido, o efeito de um golpe emocional, a necessidade de liberdade para pensar e agir, a sensação de falta de amor, sentimentos de solidão, dificuldade para expressar-se, e estar tonto com tantos problemas emocionais, e sentir-se desamparado e teimar em continuar tentando pelos velhos caminhos que nunca deram certo.

Pare de tentar achar uma saída. Pare de fazer de conta liberte-se das amarras que o sufocam colocando seus sentimentos em primeiro lugar. Pare de se anular, aja com humildade, mas seja firme em suas decisões.

Artrite: Representa um coração cheio de críticas e ressentimentos por pessoas que não valorizam seus esforços. Pessoas com esse tipo de inflamação são as que, às vezes, perdem tempo questionando em das atitudes das pessoas. Não conseguem sentir que são amadas e geram conflitos de carência. Costumam culpar os outros pelo mal que as aflige. Essas pessoas precisam desligar-se do passado através do perdão.

As alterações do corpo podem ainda causar desequilíbrio da condição interna do organismo. Vejamos alguns exemplos:

Pele amarelada: indica possíveis disfunções do fígado e vesícula biliar, como no caso da icterícia.

Pele cinza-azulada: indica fragilidade ou dificuldade do fígado e pâncreas para executarem suas funções.

Pele muito vermelha: possíveis disfunções cardíacas e respiratórias como na expansão capilar nas faces, ou pressão sangüínea anormal.

Mãos e pés frios: excesso de açúcar, frutas e bebidas geladas. Desordens digestivas e excretórias, bem como do sistema nervoso.

Inchaço generalizado de pés e mãos: ingestão excessiva de líquido, gordura, especialmente causado por frutas, sucos, laticínios. Desordens no aparelho circulatório e reprodutor. Assim como esses muitos outros sinais podem ser dados por nosso corpo.
Em alguns casos são simples sinais de alerta para pequenas alterações, em outros porém, podem ser verdadeiros pedidos de socorro para desequilíbrios que não sabemos ou não admitimos ter. Por isso a necessidade de mantermos sempre a alimentação, repouso e atividades em níveis equilibrados, procurando conhecer o melhor possível nosso corpo, estando sempre atentos para o que ele possa estar querendo nos dizer.
Da cabeça aos pés, tudo foi estudado, comprovando que cada parte do nosso corpo tem uma linguagem a ser entendida. A cabeça, o tronco, os membros e cada órgão interno recebem um impulso nervoso do cérebro que é comandado pelas emoções. Há uma infinidade de reações nervosas que causam doenças, sendo que uma grande parte delas a medicina não reconhece como inconscientes.

Vamos mostrar alguns exemplos de como um pensamento crônico pode transformar-se em seu corpo, através das reações químicas comandadas pelo corpo.

SINUSITE RINITE: Sinusite é um sinal de que seu ego está profundamente irritado com alguma pessoa que convive com você. Ë provável que esta pessoa tente constantemente invadir seu espaço vital. .

Sinusite é uma "inflamação" mental relacionada com alguém próximo; é a atitude mental rebelde ou a rebeldia nutrida contra os pais. Na verdade o nariz representa a nossa sensibilidade quanto à aceitação ou recusa de algo ou alguém.

O sentimento de gratidão destas pessoas é quase que superficial e para se obter a cura total dessa dificuldade de respirar, é necessário que se comece reconhecendo que no passado ficaram suas melhores experiências e foi lá que você aprendeu tudo o que sabe hoje. Seus pais, amigos, patrões, funcionários, etc., todos, direta ou indiretamente o ajudaram a crescer. O demérito está naqueles que não aceitam, com humildade, as diferenças de opiniões, pois se consideram os mais inteligentes e infalíveis.
Coloque em prática o que você sabe, em beneficio das outras pessoas e de si próprio. Admita humildemente os seu erros e sua ignorância em determinados assuntos, porque somente assim você descobrirá suas limitações e procurará se aperfeiçoar.

CORIZA: É a inflamação catarral da membrana mucosa das fossas nasais. Ocorre em pessoas extremamente sensíveis, que acham que só se pode conseguir o que se quer se alguém permitir.
Você que tem coriza, cresça e pare de sentir-se como criança chorosa e vá à luta. Com lágrimas você não vai a lugar algum. Tenha vontade de criar suas próprias coisas e sentir prazer por elas e com elas. Participe ativamente e aceite a si mesmo com amor e sabedoria. Saiba amadurecer com alegria e dinamismo, sem perder a juventude. Perca o hábito de sentir-se vítima e enxergue que você tem capacidade e argumentos para agir diferente quando sentir-se acuado.

JOELHOS: Simbolizam atitudes para com você mesmo, no presente. Eles deveriam equilibrar o seu passado (coxas) e seu futuro (pernas). Pessoas que não conseguem aceitar opiniões alheias, e agem como crianças para defender seu espaço, mostram que precisam amadurecer mais para poder compreender novas formas de se defender contra aqueles que lhe opõem. Faltar com o respeito para consigo mesmo deixando de realizar seus objetivos ou suportando todas as contrariedades, domésticas ou profissionais, também não é uma maneira correta de comunicar-se. A anulação pessoal só acontece quando a pessoa não conhece outros meios de se expressar e acredita que já tentou tudo para mudar uma situação desagradável, que a aflige. Se você se sente ferido em seus sentimentos e em seu orgulho porque está fazendo coisas que contrariam seu verdadeiro modo de ser, se está se desrespeitando ao forçar uma situação por não saber como corrigi-la e vive com o coração repleto de críticas e desapontamentos, saiba que seus meniscos, ligamentos e ossos do joelho serão afetados. Eles irão inflamar e poderá até ocorrer estiramento ou rompimento dos ligamentos, mesmo que seja provocado por algum acidente. Nós somos conduzidos, cegamente, pelo nosso inconsciente, para o bem ou para o mal, conforme o que acreditamos, ou pensamos constantemente.

As pessoas que não se dobram aos outros e teimam em sustentar as suas opiniões acabam somatizando
PROBLEMAS NO MÚSCULO DO PESCOÇO: Dor no pescoço simboliza a inflexibilidade de seus pensamentos e a dificuldade de relaxar em relação às cobranças alheias e mesmo à auto-cobrança.

A pessoa que não quer deixar de ter opiniões rígidas e recusa-se duramente a mudar seus hábitos, vai ganhar um pescoço duro, igual à sua cabeça. Pessoas perfeccionistas normalmente têm muitos torcicolos.

Muitas vezes, as pessoas acordam com o pescoço doendo e nem conseguem girar a cabeça para o outro lado, reclamam: "Dormi de estou assim". "Tomei um golpe de vento ontem, e hoje acordei mal". E assim por diante.

Acontece que estas são apenas justificativas e não explicações reais para as dores.
Com estes exemplos, você pode ver como o consciente reage por não saber ou não ter se preocupado em aprender a linguagem do corpo.

Enquanto não tomarmos consciência daquilo que acontece com nosso corpo, estaremos tentando eternamente achar resposta para nossos problemas, percorrendo o caminho oposto ao da verdade.

Se você estiver com dor no pescoço ou torcicolo, pare e pense um pouco. Analise seus últimos atos ou pensamentos contra algo ou alguém. Lembre-se de algum episódio durante o seu dia de ontem ou anteontem.

Será que você não esta sendo teimoso com alguém ou com alguma idéia fixa? Será que você não está sendo insistente demais em querer que determinada pessoa pare de agir daquele jeito que tanto desagrada você?
Sempre haverá uma resposta, mas se você não souber saudavelmente voltar atrás e desistir de alguns aspectos negativos da sua conduta, seu pescoço continuará doendo e mostrando que você ainda não consegue olhar para o outro lado da questão. E literalmente, você não conseguirá olhar para o lado, a não ser que gire o corpo todo.

GORDURA: A gordura é o casulo que a pessoa cria, inconscientemente, para se proteger e se esconder dos problemas externos.

Pessoas muito sensíveis, que se deixam magoar com facilidade, buscam se proteger atrás da gordura, que representa a maciez de um abraço.

Muitas vezes a gordura é uma forma convenientemente usada para se conseguirem certos benefícios, como atrair a compaixão de outras pessoas, deixar de trabalhar naquilo que não gosta, escapar de certas obrigações que limitam sua liberdade e até mesmo testar o amor e a fidelidade do cônjuge ou dos pais. Mais uma vez vemos que o perigo está em nossa mente, não no mundo em que vivemos, e nem nos alimentos que comemos.

Faça um "regime" nos seus pensamentos e limpe toda essa amargura. Viva tranqüilamente e sem se sentir ameaçado. Ame profundamente a todos e você perceberá que, como resposta, receberá mais amor dos outros. Saia já desse casulo e participe ativamente do mundo, de peito aberto e acreditando que você está sendo protegido pelas mãos do Grande Pai.

Pare de guardar magoas e ressentimentos. Apenas aja com docilidade e poder e não deixe que as diferenças de vida e opiniões o aflijam.

Atenção: quanto mais você "engolir" e guardar mágoas, mais seu corpo engordará.
Para você superar definitivamente essa dificuldade de emagrecer terá que compreender que toda expectativa gera frustração. Por isto não fique esperando acontecer o que você deseja, nem queira que as pessoas sejam como você ou lhe dêem aquilo que tanto você almeja. Saia já dessa postura de vitima e perceba o tamanho do seu próprio poder.

Ninguém é responsável pelas suas fraquezas ou fracassos. Tudo depende exclusivamente da sua postura diante da vida e dos acontecimentos. Tenha coragem de mudar seu comportamento e ser você mesmo.

Pratique esportes ou faça exercícios. Torne seus pensamentos mais ativos e coloque em prática suas decisões. O mundo espera você para agir com ele. Transforme essa gordura em energia, sacudindo a poeira do passado e olhando para frente. Rápido. Vamos acorde! Organize-se! Tudo só depende de você!

Chega de arrumar pretextos, pois isso só vem provar que você está realmente tendo alguma conveniência em ser gordo. Busque o que você deseja, sem prejudicar sua saúde e sua beleza. E, definitivamente, tente compreender que quando nos magoamos com algo é porque estamos sendo egoístas em querer que tudo seja do nosso jeito. Liberte-se dessa tendência e aceite as pessoas como elas são. Seja você mesmo e não se permita pensamentos negativos. Eleve-se a cada dia com bons sentimentos em relação à vida e cresça cada vez mais dentro da evolução espiritual, sem magoas, sem medos, nem desconfianças. Quanto mais você se aproximar de Deus, Mais se sentirá confiante e feliz. De outra forma, você estará cada vez mais longe d'Ele.

N.R. *o autor, Ronaldo Cardim, é massoterapeuta, aplica técnicas e terapias orientais Reiki, Zen–Shiatsu, shiatsu, Sem-tai.

 


BREVE HISTÓRIA DO ESTUDO DO STRESS

Por Karin Veronnica, psicóloga


Quem descreveu pela primeira vez a reação do corpo ao stress foi Walter Cannon, na primeira metade do século XX. Ele era um fisiologista de renome, trabalhando na Harvard Medical School.

Imagine isso: você está caminhando por um beco estreito à noite, sozinho, e esqueceu seus óculos em algum lugar. Mais ou menos na metade do beco (quando não é possível voltar atrás), você vê uma figura grande e forte carregando um bastão e vindo na sua direção. Além de pensar "Ai, coitado de mim", o que mais acontece dentro de você? Seu coração começa a bater mais forte e mais rapidamente, você parece incapaz de controlar sua respiração, começa a transpirar, seus músculos tornam-se tensos e toda uma gama de mudanças ocorre dentro de seu corpo.

Cannon foi o pesquisador que identificou primeiro esta reação de stress como resposta de luta-ou-fuga. Seu corpo prepara-se ao ser confrontado com uma ameaça, para ficar e lutar ou para fugir. No beco, esta resposta é preciosa, porque você precisa mobilizar-se rapidamente para algum tipo de ação. Logo veremos, contudo, que na sociedade contemporânea a resposta de luta-ou-fuga tornou-se, em si, mesma uma ameaça - uma ameaça à saúde.

Curioso sobre a resposta de luta-ou-fuga, um jovem endocrinologista estudou-a em detalhes. Expondo ratos a estressores-fatores potencialmente causadores de stress - Hans Selye conseguiu identificar as mudanças na fisiologia corporal. Selye concluiu que, não importando a origem do stress, o corpo reagia da mesma forma.

Selye resumiu a reação ao stress como um processo de três fases, chamado de síndrome de adaptação geral:

Primeira fase: Reação ao alarme
Segunda fase: Fase da resistência
Terceira fase: Fase da exaustão

Hans Selye definiu o stress como a "resposta inespecífica do corpo a qualquer coisa que lhe seja solicitada. Isso significa que os estressores podem ser coisas boas (por exemplo, uma promoção no emprego) às quais devemos nos adaptar (stress) ou coisas ruins (por exemplo, a morte de alguém amado) às quais devemos adaptar-nos (distresse), ambas eliciam as mesmas reações fisiológicas.

Selye descobrira algo importante. Sua pesquisa provou ser tão interessante e importante que logo surgiram vários seguidores. Um desses foi A. T. W. Simeons, que fez a ponte da evolução à doença psicossomática em seu trabalho clássico, Man´s Presumptuous Brain.

O Dr. Harold Wolff estudou sobre o stress emocional. Stewart Wolf demonstrou seus efeitos sobre a função digestiva, Lawrence LeShan estudou seus efeitos no desenvolvimento de câncer, George Engel estudou o stress e a colite ulcerativa, Meyer Friedman e Ray Rosenman identificaram a relação entre o stress e a doença coronariana, e Wolf e Wolff estudaram o stress e as cefaléias.

Carl Simonton, acreditando que a personalidade estaria relacionada ao câncer, acrescentou um componente à terapia-padrão para o câncer: o uso da visualização de efeitos benéficos da terapia sobre a condição maligna. Budzynski empregou o biofeedback com sucesso no alívio dos sintomas em pessoas que sofriam de cefaléia. Herbert Benson, um cardiologista, interessou-se pelo stress ao estudar meditação transcendental.

As técnicas de relaxamento também foram estudadas em detalhes. Alguns dos métodos mais notáveis incluem treinamento autógeno e relaxamento progressivo.

Existem modos de diminuir os efeitos nocivos do stress à saúde. A administração do stress é uma área séria, à qual algumas mentes brilhantes dedicaram seu tempo e esforço.


PSICOACÚSTICA, SONS QUE CURAM

*por Karin Veronnica Teixeira Silva, psicóloga


Rituais do som

1) Os esquimós do leste da Groelândia Oriental resolvem suas desavenças com tambores e uma canção, os quais eles usam para descarregar sua raiva contra o inimigo.

2) As mulheres das tribos da Nova Guiné cantam canções de luto para lamentar a morte dos entes queridos.

3) Na Grécia Antiga, em Roma e no Egito, os sacerdotes dos templos cantavam enquanto curavam os enfermos.

4) Nas ilhas Alentas, conta-se a história de uma jovem cujo canto ressuscitou um homem que havia morrido.

5) Os apaches marcam as passagens da vida de uma mulher, desde a infância até a maternidade, cantando canções.

6) As mulheres da Finlândia cantam ao "Espírito da Dor" para reduzir sofrimento por ocasião do trabalho de parto.

7) Entre os pueblos do Novo México, parte do ritual do parto requer que a mulher que esteja dando a luz, saúde o bebê com uma canção.

8) No leste da África, as canções desempenham um papel fundamental na cerimônia de batismo.

Os rituais sagrados que envolvem música, canções e dança podem ser úteis para persuadir aqueles que estão doentes ou infelizes a transcender suas resistências.

O oncologista Mitchell Gaynor tem usado na sua atividade clínica esses rituais, sejam do presente ou do passado, do Oriente ou do Ocidente, para desenvolver uma abordagem de cura em relação ao som e à musica, que contorna as defesas psíquicas das pessoas e as ajuda a se envolverem emocional e espiritualmente com sua doença e com seu processo de recuperação.

Uma das tradições mais poderosas é do xamanismo.

Muitos americanos confundem curadores xamãs com charlatanismo espiritual.

Os xamãs usam sons regulares e repetitivos, produzidos por batidas de tambor e chocalhos para entrar num estado de consciência que permite que eles e seus pacientes empreendam uma jornada mental que os conduzirá de volta à saúde.

Michael Harner, um dos maiores especialistas do mundo em xamanismo, descreve em seu livro (O caminho do xamã)" a batida monótona e regular do tambor que age como uma onda portadora, primeiro para ajudar o xamã a entrar no EXC (estado xamânico de consciência) e, então, para ampará-los em sua jornada".

Andrew Neher (pesquisador, 1960) estudou os efeitos que as batidas de tambor à moda dos xamãs produziram sobre o sistema nervoso central e descobriu que o ritmo regular alterava a atividade de "muitas áreas sensoriais e motoras do cérebro que, comumente, não são afetadas...".

Neher supôs que isso estivesse acontecendo porque as diversas freqüências presentes numa única batida de tambor podem estimular diversos caminhos neurais no cérebro. Além disso, o cérebro pode receber uma quantidade maior de estímulos de baixa freqüência, normalmente produzidos por um tambor porque "os receptores de baixas freqüências dos ouvidos são mais resistentes a danos do que os receptores de alta freqüência, podendo suportar maiores amplitudes sonoras, antes que estes estímulos possam produzir dor".

Wolfang Jilek pesquisou sobre danças xamânicas na tribo salish, no noroeste dos USA.

Jilek descobriu que a faixa de freqüência normalmente envolvida (a faixa de ondas tetas) era aquela que se "esperava ser a mais efetiva na produção de estados de transe".

A passagem de um estado de consciência comum para o estado xamânico de consciência também é facilitado pelas "canções de poder" cantadas pelo xamã. As canções, que na maioria das vezes consistem de uma melodia simples e uma batida repetitiva, podem influenciar o sistema nervoso central de forma muito semelhante ao modo como a respiração profunda da yoga pode reduzir a freqüência cardíaca, quando uma pessoa entra em transe.

Rudolf Steiner, educador e filósofo alemão, comparou a doença física a um piano desafinado. Imagine, portanto, o que temos a ganhar usando os sons para criar um instrumento de afinação que lhe permita ser, ao mesmo tempo, agente e o receptor da cura.

A interação e o equilíbrio necessários para fazer música como um reflexo da interação harmoniosa entre os sistemas nervoso, endócrino e imunológico num corpo sadio.

Os xamãs sabem disso há séculos. Nós talvez estejamos começando a aprender a lição.

karinveronica@uol.com.br


 

Grupos de Meditação Healing

* por: Karin Veronnica Teixeira Silva

Karin Veronnica é orientadora em Meditação Healing, com grupos semanais, em técnicas de meditação que possibilitam ao participante compreender dinâmicas psicológicas ocultas e um desenvolvimento interior, que inclua a natureza espiritual mais profunda e o aterramento, o desapego e o despertar do coração.

Healing
é um trabalho muito antigo e existe desde que o ser humano começou a usar sua consciência para mover energia. Está profundamente vinculado à saúde e à espiritualidade, e nos liga a diversas tradições e culturas. A metodologia e sistematização foram desenvolvidas por Bob Moore, ao longo de mais de 25 anos de estudos e pesquisas no Psykisk Center, Dinamarca. Isis e Karl Erik fizeram parte desse trabalho, e o continuam depois da sua vinda da Dinamarca para o Brasil-Salvador, em 1988.

Healing significa cura, no sentido de transformação, de mudança pessoal, de tornar-se mais inteiro.É um trabalho altamente complexo, é um processo profundamente pessoal, guiado pela individualidade de cada um. O que se busca é criar uma abertura para que, naturalmente, a dimensão espiritual, ligada às nossas qualidades essenciais, possa penetrar e influenciar nossas dimensões mais condicionadas e bloqueadas e se expressar através do corpo físico, proporcionando um re-direcionamento na vida e a utilização de nossa energia de forma produtiva e criativa.

O trabalho do HEALING, necessariamente, leva a uma transformação a partir da entrada da energia das nossas qualidades espirituais no plano físico. Esta penetração promove um confronto com os padrões emocionais (ego), que limitam e impedem nosso movimento mais livre. Neste processo, o importante é a honestidade de nos conhecermos, liberando expectativas, projeções e imagens. Assumir a nossa verdade é a base para que o contato com a nossa dimensão espiritual possa acontecer.

O nosso campo energético engloba os corpos físico e etérico, mocional, mental e espiritual. A saúde do físico depende do fluir da energia nas várias dimensões do ser, e o corpo etérico tem um papel importante neste processo.

O corpo físico e etérico são interpenetrantes e o etérico faz a ponte entre os corpos físicos e sutis. A dimensão espiritual precisa do físico para se expressar. O corpo etérico é um corpo de memórias e energia prânica. Ele não tem controle próprio; é um reservatório de energia usado por todas as nossas dimensões. O corpo etérico tem correntes de energia que estão presentes desde a concepção e conectam áreas diferentes dos corpos físico e sutil. Estas correntes (oito em número) têm seus movimentos condicionados pelos pensamentos e estão diretamente relacionadas com o estado de saúde do indivíduo. As correntes etéricas são normalmente controladas pelo corpo emocional e suas repetições.

O que se tenta no HEALING
é criar uma possibilidade para o etérico passar informações vindas e estimuladas pelo corpo da mente, gerando pensamentos e sentimentos diferentes daqueles a que estamos condicionados. O propósito é educar o movimento de nossa energia para que as correntes passem a ser controladas pelo corpo da mente e, assim, nossa individualidade possa se expressar na nossa vida física.

Os chakras são órgãos do etérico que movimentam tanto a energia prânica quanto energia dos estados progressivos de nossa consciência. Eles mantêm a vida no corpo físico e, quanto mais desbloqueados, mais vitalidade e possibilidade de real expressão a pessoa tem. Os sete chakras principais têm um significado importante no uso da energia. Os três chakras inferiores (raiz, hara e plexo) são de extrema relevância para compreendermos os três chakras superiores(garganta, pineal e coronário); tudo o que acontece nos chakras inferiores se reflete nos superiores e o cardíaco fica no meio, balanceando este movimento. O contato com o chakra cardíaco é a base no processo de HEALING. Ele está ligado aos nossos sentimentos e são eles que nos dão a direção do que é verdadeiro para nós.

(texto de autoria de CYNTHIA SAMPAIO, extraído do livro ELOS- Estudos da consciência, healing e nergia e crença, NÚMERO 2, PÁGINA 77, novembro de 2003).

Valor: R$ 52,00

OBS: Valor é R$52,00 por uma hora de trabalho semanal.

* Contate: Karin Veronnica Teixeira Silva
karinveronica@uol.com.br

Acesse seu Site

 

 
Fonte: Revista Época
27/11/2006

Enviado por Nilson Victorino

A Magia do Toque

Suzan Andrews


Frederico II, Imperador da Alemanha no século XIII, era dado a se engajar em bizarro experimentos. Num deles, quis descobrir que tipo de idioma as crianças falariam, caso crescessem sem jamais ouvir uma palavra sequer. Será que seria a língua de seus pais, ou hebreu, ou grego, ou latim, ou árabe? Ordenou, então, que algumas “mães postiças” amamentassem e banhassem um grupo de bebês, porém, sem falar com eles nem tocá-los depois. Mas, como o historiador franciscano Sambilene de Adama relatou, “o imperador tentou em vão, porque todas as crianças morreram.

Pois elas não conseguiam viver sem os carinhosos afagos, sem os alegres semblantes e as amorosas palavras das mães postiças”.

“Não conseguiam viver sem os carinhosos afagos...”. Algo tão simples. Toque. Quem poderia imaginar que um dos mais básicos dos atos humanos poderia estimular o sistema imunológico, melhorar o funcionamento mental e até aliviar a hiper-atividade ou o déficit de atenção em crianças agitadas? Sambilene foi um dos primeiros a registrar os deletérios efeitos da falta do toque no organismo humano. Mais recentemente, durante o último século, estudos feitos pelos pediatras Henry Chapin e Rene Spitz, dos Estados Unidos, mostraram que crianças que viviam em instituições com alimentação e higiene adequadas morreram pela carência de toque. Todas essas crianças receberam o que se acreditava ser essencial para sua sobrevivência: nutrição e um ambiente higiênico. Mesmo com as necessidades físicas atendidas, os médicos concluíram que o fator essencial ausente era o toque amoroso.

Nos últimos dez anos, no Instituto de Pesquisa do Toque, na Universidade de Miami, Estados Unidos, a psicóloga Tiffany Field e seus colegas têm estudado os efeitos do toque. Suas pesquisas mostram que um aumento de toques – especialmente em crianças – pode amenizar resfriados, diarréia, asma, dermatite, doença cardiovascular, dor crônica, insônia e estresse. O toque também melhora o funcionamento mental. Um estudo feito pela pesquisadora Sybill Hart, do mesmo instituto, revelou que crianças da pré-escola, especialmente aquelas mais “temperamentais, que recebiam uma massagem de 15 minutos por dia – tinham melhores resultados em testes de desempenho cognitivo e mostraram um aumento da atenção. Isso pode ocorrer porque o toque reduz os níveis do hormônio do estresse, o cortisol. Uma vez que o excesso de cortisol inibe o funcionamento do hipocampo, o centro de memória e aprendizado no cérebro, a redução da secreção desse hormônio pode levar a uma melhora na capacidade mental.

Grudado em nossas telas de computador ou de TV, dependemos tanto do visual que perdemos contato com nossa sensação tátil. O antropólogo britânico Ashley Montagu, em seu clássico livro Tocar, lamenta a “dolorosa privação de experiência sensorial que sofremos em nosso mundo tecnológico. A impessoalidade da vida no mundo ocidental chegou a tal ponto que acabamos produzindo uma raça de ‘intocáveis’”.

Com tamanha agitação e distúrbios mentais a nossa volta, será que não é chegada a hora de resgatar uma das mais básicas expressões da afeição humana – o toque?

Como Montagu diz, “Onde o toque começa, ali o amor e a humanidade também começam”.

Assegure-se de que você está a cada dia dando a seus filhos o conforto do carinho tátil. Aprenda a massagem para bebês. Esfregue as costas de seu filho e faça cafuné em seu cabelo. Ensine as suas crianças a auto-massagem. E incentive a introdução do toque na educação infantil.

Suzan Andrews é psicóloga e monja iogue. Autora do livro Stress a Seu Favor, ela coordena a Ecovila Parque Ecológico Visão do Futuro e escreve quinzenalmente em Época.

 

 
     
 
"Do caráter e da sinceridade dos sentimentos,
nascem as escolhas.....
Quem opta pelos aplausos,
já não se preocupa mais com o amor!"


Andy Sans

 
 

Quem somos?

Nós somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!

Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.


A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse propriamente dito!

Suas células estão constantemente processando as experiências e metabilizando-as de acordo com seus pontos de vista pessoais. Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Você se transforma na interpretação quando a internaliza.

Quem está deprimido por causa da perda de um emprego, projeta tristeza por toda parte no corpo - a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lágrimas de alegria. Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos. A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido. O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia! Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: "Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos." Você quer saber como está seu corpo hoje? Lembre de seus pensamentos de ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje! "Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!"

Deepak Chopra

 
     
 

GRUPO DE RELAXAMENTO E REDUÇÃO
DO STRESS
A CONSCIÊNCIA

Coordenação:
KARIN VERONNICA TEIXEIRA SILVA - Psicóloga


Você vivencia o estresse a partir de três fontes básicas: seu meio ambiente, seu corpo, e seus pensamentos.

-seu meio ambiente exige que você se adapte. Você precisa suportar mudanças de temperatura, barulho, excesso de pessoas, segurança e auto-estima.

-a segunda fonte de estresse é fisiológica. O rápido crescimento durante a adolescência, a menopausa para as mulheres, o envelhecimento, doenças, falta de exercício e distúrbios de sono são experiências que sobrecarregam o corpo.

-a terceira fonte de estresse são os pensamentos. Seu cérebro interpreta e traduz mudanças complexas no ambiente e determina quando o botão do pânico deve ser pressionado. Sua maneira de interpretar, perceber e rotular as próprias experiências atuais e futuras pode deixar você relaxado ou estressado.

Objetivo do grupo:
Treinar a mente para aumentar suas qualidades positivas, reduzir suas emoções aflitivas e os conceitos enganosos que temos a respeito de nós mesmos e o mundo que nos cerca.

Técnicas a serem usadas:
1-Consciência corporal
2-Relaxamento progressivo
3-Respiração
4-Meditação Healing
5-Parar os pensamentos
6-Treinamento de habilidades
7-Técnicas para a memória


Karin Verônnica Teixeira Silva
Pós Graduanda em Geriatria e Gerontologia –Universidade Estácio de Sá RJ
Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro -1989
Pontifícia Universidade Católica do RJ –1979 - Psicologia
Experiência Profissional
Curso de Biopsicologia - Susan Andrews - 2007
Curso de Formação em Técnicas Psicológicas Alternativas, com Patrick Drouot, França, 2000/2003.
Centro de Saúde Píndaro de Carvalho (Gávea-RJ) trabalho com pacientes grávidas. 2000/2001.
Hospital Miguel Couto –curso com duração de 2 anos de Relaxamento e Hipnose- 1997/1999.
Hospital Clementino Fraga Filho – trabalho realizado com pacientes portadores de HIV-POSITIVO 1989/1990
Síntese de Qualificações
Trabalha com grupo de idosos utilizando técnicas de relaxamento e reforço de auto-estima.
Atua com grupos de pessoas portadoras de câncer, utilizando técnicas dirigidas, que dão ao participante a oportunidade de entrar em contato com suas emoções mais profundas a respeito da doença.
Trabalha com grupos de adolescentes ajudando a passar pelos ritos de passagem de forma menos ansiosa, e mais empreendedora.
Atendimentos individuais com psicoterapia de base analítica.
Orientadora em Meditação Healing com grupos semanais, em técnicas de meditação que possibilitam ao participante compreender dinâmicas psicológicas ocultas, .e um desenvolvimento interior, que inclua a natureza espiritual mais profunda e o aterramento, desapego e o despertar do coração.
Coordenadora de workshop de fim de semana, trabalhando com meditações, exercícios de circulação de energia, autoconhecimento através da relação com o dinheiro, técnicas de respiração, exercícios bioenergéticos, mantras, técnicas de relaxamento.
Trabalha com grupos de mulheres, utilizando técnicas que possam confrontar, estimular, e orientar os períodos tão marcantes como: menstruação, gravidez, maturidade, menopausa e envelhecimento.

 
 

Karin Verônica Teixeira da Silva
Pós-Graduada em Geriatria e Gerontologia –Universidade Estácio de Sá - RJ
Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro - 1989
Pontifícia Universidade Católica do RJ –1979 - Psicologia

Experiência Profissional

Curso de Formação em Técnicas Psicológicas Alternativas, com Patrick Drouot, 2000/2003.
Centro de Saúde Píndaro de Carvalho (Gávea-RJ) trabalho com pacientes grávidas. 2000/2001.
Hospital Miguel Couto –curso com duração de 2 anos de Relaxamento e Hipnose- 1997/1999.
Hospital Clementino Fraga Filho –trabalho realizado com pacientes portadores de HIV-POSITIVO 1989/1990

Síntese de Qualificações

Trabalha com grupo de de câncer, utilizando técnicas dirigidas,
que dão ao participante a oportunidaidosos utilizando técnicas de relaxamento
e reforço de auto-estima.
Atua com grupos de pessoas portadorasde de entrar em contato com suas emoções
mais profundas a respeito da doença.
Trabalha com grupos de adolescentes ajudando a passar pelos ritos de passagem
de forma menos ansiosa, e mais empreendedora.
Atendimento a pacientes psicóticos e suas famílias.
Atendimentos individuais com psicoterapia de base analítica.
Orientadora em Meditação Healing com grupos semanais, em técnicas de meditação que possibilitam ao participante compreender dinâmicas psicológicas ocultas,
e um desenvolvimento interior, que inclua a natureza espiritual mais profunda
e o aterramento, desapego e o despertar do coração.
Coordenadora de workshop de fim de semana, trabalhando com meditações,
exercícios de circulação de energia, autoconhecimento através da relação
com o dinheiro, técnicas de respiração, exercícios bioenergéticos, mantras,
técnicas de relaxamento.
Trabalha com grupos de mulheres, utilizando técnicas que possam confrontar, estimular, e orientar os períodos tão marcantes como: menstruação, gravidez, maturidade, menopausa e envelhecimento.


karinveronica@uol.com.br

 
     
 
Enviado por: Ivaldo Larentis

A lógica de Einstein

Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:

- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples: - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.
(Albert Einstein)

 
     
 

 

Socialização do Idoso

Resumo da palestra realizada no dia 8/03/05, no Centro de Estudos do PAM da Av. 13 de Maio, no Centro do Rio, pela Dra. Virgínia Lúcia Reis Maffioletti, Psicóloga, Psicanalista, especialista em psicogeriatria, do Centro para Pessoas com Doença de Alzheimer e outros Transtornos Mentais – IPUB/UFRJ.

Qualidade de Vida: A Dra. Virgínia resume qualidade de vida em três tópicos e dá ênfase ao último.
Dieta saudável
Atividade física
Rede Social Pessoal

Para a Organização Mundial da Saúde – OMS, órgão das Nações Unidas, o isolamento do idoso leva à depressão e, conseqüentemente, à demência. Torna-se necessária a reabilitação social e do corpo (física).
A rede de relações com a família e amigos previne distúrbios psiquiátricos e fortalece o sistema imunológico.
Rede Social Pessoal
É fundamental manter o vínculo afetivo com pessoas da família, amigos, da igreja ou da vida profissional.
Três perguntas que, certamente, causarão incômodo, a algumas pessoas: Rede Social Pessoal, Como vai a sua?

1. Quem telefonou para você nos últimos três dias, para saber como você está passando?
2. Pessoas mais significativas, para você, hoje.
3. Se sofrer um acidente que gere dependência física e psíquica, quem cuidaria de você?

Pense sobre isso, hoje.
“O dia em que adoeci os amigos sumiram.”
Relações que tenham vínculos de solidariedade:
O que eu fiz e o que estou fazendo para construí-las?

“Eu não preciso de ninguém.”
Esta é uma expressão muito utilizada pelas pessoas que têm elevado status social e pelos arrogantes. Trata-se de uma atitude equivocada – todo ser humano depende do outro.

Doenças da cidade grande:
Sentimento de solidão, de isolamento. A rede social não é garantia de bom cuidado. Ser for grande, dispersa a responsabilidade. Se for reduzida, também é um problema: A pessoa que cuida do idoso adoece junto com ele. A sobrecarga física e emocional é muito grande. O ideal é a rede social de tamanho médio.

Rede social do idoso se reduz pelo desgaste
O afastamento dos amigos pela morte ou por doenças crônicas torna-os mais isolados do convívio social. Os mais jovens têm sua própria vida, enquanto os mais velhos ficam sem lugar próprio para eles.

Hierarquia
Nas décadas anteriores, a esposa e a filha, geralmente, a solteira, eram as responsáveis pelo atendimento ao idoso da família. Em raros casos o filho assume esta função. E quando isso acontece, ele contrata mulheres para cuidar do idoso.

Situação atual da sociedade
• redução do número de filhos, famílias menores e redução dos espaços físicos habitacionais – moradias de área reduzida.
• mulher – atuante no mercado de trabalho. Antes, ficava em casa cuidando do lar, das crianças e dos mais velhos.
• infância – investimento em creches, escolas objetivando um retorno futuro.
• idosos – não contam com a família para cuidar de si.

Função da rede social:
Construção de grupos sociais por atividade, companhia, aconselhamento e ajuda.

Doenças agudas
A doença de curta duração, até um mês, é bem suportada pela rede social (família e amigos), sendo possível o revezamento entre as pessoas. O mesmo não acontece com as doenças crônicas, onde o desgaste é constante e não há perspectiva de cura.

Doenças crônicas degenerativas: Demência e Alzheimer
As doenças crônicas, diabetes, hipertensão, osteoporose e as degenerativas, demência e Alzheimer exigem mais da rede social. Só resistem as redes que têm vínculos afetivos fortes, com muito carinho.
A demência atinge mais as mulheres idosas. Os homens morrem mais cedo.
A mulher mantém melhor as relações sociais do que o homem. Este desenvolve relações sociais mais superficiais ao longo da vida. (antes, autoridade e, na velhice, se ficam viúvos tendem ao isolamento).

As doenças dos idosos
Dificultam ou impedem novos vínculos
Restringem e/ou impedem a mobilidade
Geram atitudes de mal-estar no outro (depressão)
Geram condutas evitativas (medo de responsabilidade e de contágio)
Cuidadores de idosos
São pessoas que ajudam a família e amigos. Atualmente já existem cursos para esta atividade junto às comunidades. É preciso gostar e se dedicar ao idoso.

Tecnologia progrediu e relações humanas regrediram, no mundo moderno.
No mercado de trabalho, a exigência constante de aperfeiçoamento e a competição deixaram de ser um ponto de solidariedade. A lógica do mercado de trabalho não valoriza as relações afetivas; o outro é sempre um rival. Aquele velho ditado ajuda o teu próximo,
não mais é posto em prática.

Casamento, filhos e escola.

O convívio familiar é marcado por competições. As relações entre o casal são marcadas pela divisão e não em vinculação. Os casais assumem responsabilidades distintas nas despesas de manutenção da família. Esse comportamento é passado para os filhos.
A escola, também competitiva, é a garantia de sucesso. Individualiza o aluno, não estimula a amizade e a solidariedade.
Lei do Sucesso
Visa a individualização, não cultiva a amizade, a solidariedade. A pessoa se fecha para relações de amizade com outros.
Na hora da fragilidade, a pessoa está SÓ.

Ter e Ser
Ter muitos bens materiais importa mais do que ser um bom amigo, bom filho, bom profissional.

Como viver hoje, sem sucumbir, num mundo individualizado, de competição, de sucesso?
As relações humanas estão sendo abordadas pela ciência e não pelas próprias pessoas.

Demência
Caracteriza-se por esquecimento de situações corriqueiras de esquecimento - esquecer os óculos, as chaves e pode ter causas tóxicas, que atuam no sistema hepático, que são reversíveis.
Se sentir necessidade de checar panelas, portas, não lembrar para que servem os óculos ou as chaves, convém consultar o clínico.

Fatores de risco:
Depressão, hipertensão, diabetes, enfarto de diversas áreas, menopausa, excesso de tensão, estresse e ansiedade.
Há uma correlação direta entre qualidade da relação social e qualidade de saúde.

Celeste R. B. Ramos
É jornalista, professora e psicopedagoga

 
 
 
 

 

Depressão

Vera Arruda, psicóloga

A depressão é uma doença que se caracteriza por uma profunda tristeza, apatia e desesperança. Não é fácil diagnosticar uma depressão; é preciso reconhecer quando a situação é uma simples vivência de tristeza causada por um fato desagradável e que com o tempo passará e uma situação onde o tempo somente irá aumentar a dor na alma de uma pessoa deprimida, caso não se tome algumas providências. A depressão vai de uma tristeza até um insuportável desejo de não viver, ou seja, até o suicídio.
Os principais sintomas da depressão são a tristeza, a perda da esperança, sentimentos de fraqueza, impotência, não conseguir se concentrar, não ter força de vontade, não ter iniciativa, distúrbios do sono. Também podem ocorrer distúrbios metabólicos, indicando que o afeto está associado à depressão, ou seja, problemas de ordem emocional tanto prejudicam o físico quanto o psíquico. Portanto, a depressão é uma doença da carne e também da alma. São comuns idéias de miséria, pobreza e pecado, indicando um péssimo estado mental e tendências suicidas para acabar com esse sofrimento.
Basicamente, as depressões são classificadas em:
depressão somatogênica - causada por uma outra doença que prejudica o bem-estar da pessoa, como por exemplo, as dores crônicas, doenças cardíacas, infecções viróticas e mesmo medicamentos. Tudo isso pode causar depressão, que desaparece quando a situação é evitada ou controlada.
depressão endógeno-psicótica – é a mais grave. Caracteriza-se por fases de depressão e fases de euforia. A pessoa se transforma completamente de uma fase para outra. Na euforia ou na fase maníaca, surgem os impulsos de otimismo e necessidade de realizar coisas grandiosas. Quando chega a fase depressiva, a sensação de impotência domina e a pessoa pode chegar ao suicídio por não poder suportar o sofrimento. Pode, também, ter uma depressão endógena sem jamais passar pela fase maníaca. A carga genética contribui para esse tipo de depressão. Pesquisas indicam que pessoas com casos dessa doença na família, ao passar por situações estressantes têm mais tendências a desenvolver a depressão do que outras que passam pela mesma situação estressante e conseguem reagir ao estado depressivo.
depressão psicoreativa - é a de maior incidência, é o mal da moda. Ela pode ser provocada por perda de uma pessoa querida, morte ou afastamento, perda de emprego, dinheiro, status, ou através de uma situação de constante estresse, como um parceiro alcoólatra, drogado, filhos problemáticos, trabalho desagradável, relacionamento despótico, etc. Nesse caso falar sobre a situação estressante alivia a depressão. Nesses momentos, os amigos são ideais.
A terapia é fundamental na depressão, pois é muito difícil para os familiares conviverem com uma pessoa que nunca se alegra, nunca tem esperança, nunca acredita em si mesma e nem nos outros, incapaz de tomar decisões, não dorme bem, não tem desejo sexual, não come, não consegue trabalhar e seus pensamentos são de pessimismo e de desesperança. É fundamental trazer o paciente depressivo de volta à vida, devolver a ele a esperança, a alegria e a atividade. Às vezes, uma psicoterapia é suficiente para acabar com a depressão, principalmente se ela foi originada por problemas de relacionamentos. Outras vezes, é indispensável o uso de medicamentos. É o caso das depressões mais graves. Atualmente, a maioria das depressões são tratadas com remédios e psicoterapia.
As causas psíquicas jamais podem ser negligenciadas na depressão. Tratá-las é indispensável, pois, a comunicação entre o consciente e o inconsciente, no depressivo, encontra-se desequilibrada. Geralmente, um fator inibidor é responsável por esse desequilíbrio, bloqueando a energia psíquica e afetando as atividades do corpo. O psicoterapeuta tem que ter muita paciência e propiciar um clima de bem-estar entre ele e o paciente, pois os depressivos são pessoas carentes e que exigem amor de uma maneira incondicional, ou seja, suas fantasia amorosas ficaram fixadas na primeira infância, exigindo dos outros um amor que não é mais possível numa relação adulta. Por isso, é necessário que haja uma reeducação afetiva, para que a pessoa possa conviver com sua doença, tendo consciência das suas necessidades e das possibilidades do outro.

 

 
 
 
 


O Casamento

Vera Arruda, Psicóloga

Dentre os inúmeros instintos do homem, o sexo é um dos mais importantes, pois sem ele não haveria reprodução e a raça humana se extinguiria.
O sexo traz inúmeras conseqüências, entre elas, o casamento. Antigamente os casamentos eram arranjados, a noiva muitas vezes conhecia o futuro marido na hora da cerimônia, e, nem sempre, era uma surpresa agradável. E foi assim durante muito tempo. Amor e sexo não faziam parte do casamento, pois se faziam filhos legítimos com a esposa e sexo com as concubinas.
Atualmente a visão do casamento mudou.
É claro que existem casamentos arranjados por causa do dinheiro ou do nome, mas a maioria das pessoas, pelo menos os jovens, acalentam um sonho de viver um casamento onde o amor e o sexo sobrevivam, pois ter o amado ou a amada ao nosso lado faz parte das conquistas da sociedade moderna.
Mas por que será que apesar do desejo e da liberdade de se escolher a mulher ou o marido dos nossos sonhos, tudo ficou mais confuso e difícil do que antigamente? Os casamentos não duram muito, a paixão, em vez de se transformar em amor, se toma um sentimento de indiferença, e às vezes até de ódio e desprezo. Os filhos são contaminados por esse desamor e essa confusão sexual, tornando-os pessoas desiludidas e materialistas.
Jung, um psicólogo suíço do século passado, criou uma teoria muito bonita sobre as fantasias que acontecem no momento em que um homem deseja uma mulher e vice-versa. Para ele, temos dois arquétipos (instintos com sua contra-parte psíquica) que são responsáveis pela paixão entre um homem e uma mulher. Ao arquétipo do homem, ele chama anima. É inconsciente e carrega idéias, sonhos e fantasias que o homem tem da mulher. Por ser inconsciente, o homem somente pressente o seu impulso, por isso quando ele encontra uma mulher que ativa esse arquétipo, ele se sente irresistivelmente atraído por ela, e pensa que conseguiu unir sexo e amor, e tudo fará para que ela jamais mude. A mesma coisa acontece com a mulher quando encontra um homem que recebe a projeção de seu animus (arquétipo masculino na mulher). Ela sente uma paixão avassaladora e “que seja eterna enquanto dure”, pois achou o homem de sua vida. Só que a eternidade da paixão é curta.
Assim, como temos um instinto sexual, que faz a gente querer consumir o outro, também temos o instinto da "sabedoria", que faz com que a gente tenha vontade de conhecer e transformar o nosso lado animal, impulsivo, instintivo, em sentimentos mais elaborados, mais refinados, mais leves e, nessa hora, é que entra a nossa vontade. É a nossa vontade que faz com que percebamos que aquele ser ao nosso lado não é uma extensão nossa, mas alguém com vontade própria, alma própria, e não a projeção da nossa fantasia, e se tiver muito boa vontade, você vai descobrir que você não conhece o ex-objeto da sua paixão, pois ele foi-lhe revelado através do lado inconsciente do desejo (anima e animus).
Quando alguém começa a estranhar o companheiro, é porque chegou a hora de se conhecerem de verdade. É bom começar a perguntar tudo novamente, do que você gosta, ou melhor, do que você gostaria de ser ou ter. Se o diálogo for honesto, duas coisas podem acontecer: o sonho acabou, e romper com dignidade, ou iniciar uma nova etapa no caminho a dois, e dessa vez com grandes chances de se juntar sexo e amor.

 
 
 
 


EDUCANDO PARA A VIDA

É muito lindo ver um bebê sorrindo, uma criança brincando, jovens se revelando no vigor e na beleza de seus dias, pessoas convivendo em produtiva harmonia e assim vamos sonhando com uma vida melhor.

Ser Feliz
Muita gente acha que ser feliz é sorte, e que o destino é muito injusto, privilegiando alguns com felicidade garantida e a outros com a fatalidade do sofrimento. Algumas pessoas não se conformam com essa injustiça e desde cedo buscam uma maneira melhor de viver, fugindo da fatalidade do sofrimento, enquanto outras sucumbem ao seu destino e vivem exatamente de acordo com aquele meio hostil que elas receberam quando nasceram e continuam a propagar aquela cultura sem nenhuma tentativa de mudança, reprimindo a revolta, ou quem sabe se identificando com o sofrimento.
As causas para a felicidade e a infelicidade do ser humano são inúmeras, principalmente porque sabemos que além das causas psicológicas, que são originadas pela própria pessoa, temos também as causas sociais, que são originadas do meio em que a pessoa vive, comunidade, cidade, estado, país.

A família
É o primeiro contato da criança, lugar onde ela aprende a sobreviver, a respeitar o outro (nesse caso os pais e os irmãos) e também aprende a amar ou odiar, pois é nesse período que a criança vivencia os seus instintos e impulsos, buscando a satisfação de seus desejos dentro da família. Realizar os desejos da criança é tarefa dos pais, ensinar para a criança como é o mundo onde ela nasceu, prepará-la para poder se comunicar com o mundo também é tarefa dos pais, tarefa bastante difícil, mas fundamental para o equilíbrio da criança e da família e, conseqüentemente, da sociedade.

A Perda de Autoridade

Muitos pais reclamam que atualmente está muito difícil criar os filhos, pois se perdeu a autoridade e o controle sobre eles, e não sabem o que ensinar, pois o mundo está caótico, sem lei e sem amor. Isso é verdade. Nos últimos anos, houve uma mudança radical na maneira de viver. A família sofreu o impacto das últimas transformações, como a mudança do papel da mulher e a tecnologia mudando nossos hábitos.
A liberdade social, conseguida nos últimos anos, trouxe muita confusão às pessoas, por isso essa função de transmitir aos filhos a tradição e os valores éticos e morais sociais ficou praticamente impossível, pois filhos e pais estão aprendendo juntos novos valores e novas leis. Vivemos na era da incerteza. Temos que construir a nossa própria ética, pois não podemos contar com um mundo pronto e definido para ser ensinado a nossos filhos, pois tudo muda muito rápido, exceto o amor que nasce do convívio entre pais e filhos.

A personalidade
É formada a partir de caracteres hereditários, imutáveis, que são o temperamento e caracteres adquiridos com a cultura em que se vive, que é o caráter. Enquanto o temperamento é fixo, o caráter é construído, é forjado. Depende do contato de um ser humano para servir de modelo para a construção do caráter de uma criança. Deixar uma criança à própria sorte é impedi-la de ter uma existência entre os homens deste planeta. Por outro lado, impedir que o temperamento se revele, deixando que sua personalidade se construa somente através da cultura, é impedi-la de se tornar-se ela mesma, dentro de um mar de gente, que é a sociedade. Esse jogo de estímulos internos e externos formam a personalidade completa, dependente sempre de pais que lhe dêem condições mínimas de sobrevivência e de educação. Depois disso, os filhos estarão aptos a viverem e construírem uma vida bem melhor para o futuro.

Vera Arruda, psicóloga

 
 
 
 

PORQUE SOMOS DIFERENTES?

Apesar de pertencermos a uma só raça, a raça humana, existem diferenças fundamentais entre os homens. A cor, a classe social, o país em que nascemos, o nível cultural, religioso, tudo isso é motivo para que as pessoas se excluam umas das outras, gerando polêmicas e às vezes guerras.
A Psicologia é uma ciência que admite diferenças psíquicas bastante acentuadas entre as pessoas, mas também reconhece as possibilidades primárias comuns a todos os seres humanos. Isso quer dizer que somos iguais e diferentes ao mesmo tempo, e tratar esse assunto vendo somente um lado evitando o outro pode gerar ideologias e crenças totalmente deturpadas e incompletas.
Jung, um psicólogo do século passado, pesquisou esse assunto profundamente e concluiu que os homens se reduzem a dois tipos básicos de temperamentos: o extrovertido e o introvertido, que misturados a outras características individuais geram os diferentes tipos de pessoas, permitindo que haja mais afinidades entre umas e rejeição entre outras.
O tipo extrovertido investe a sua energia psíquica, ou seja, a sua libido, para o exterior, sua atenção e seus desejos estão voltados para as coisas externas. É aquela pessoa que gosta de estar sempre com alguém por perto, gosta de sair, ir às festas, comprar, falar, se vestir na moda ou estar sempre elegante, valoriza a beleza exterior, e tem como ponto fraco à solidão. É um castigo para essa pessoa ficar sozinha, pois é muito difícil conversar com ela mesma, e se voltar para o mundo interno sem alguma coisa concreta para chamar a sua atenção é extremamente doloroso. O extrovertido quando fica muito triste, é o que mais precisa de ajuda do outro para poder caminhar pelos labirintos desconhecidos da alma.

O tipo introvertido é o contrário do extrovertido. Ele gosta de olhar para dentro dele e reconhecer um mundo interno, que é invisível, mas que tem vida, e sua energia se volta para os acontecimentos da sua alma, é uma pessoa que não se anima demais por causa de uma festa, normalmente se cansa dos lugares cheios de pessoas, é observador e guarda para si a sua opinião. O objeto externo tem um significado todo especial dado pelo seu próprio jeito de pensar. Ele pode se tomar uma pessoa anti-social e egoísta quando não houver compreensãoda sua maneira de ser, pois na realidade seu desejo é viver com profundidade.
Se a gente imaginar como esses tipos poderiam se relacionar, veríamos uma infmidade de comportamentos que poderia surgir daí: aproveitariam as diferenças para se completarem, ou para iniciar uma guerra ou fingiriam que não havia diferença e viveriam uns relacionamentos totalmente falsos.
Graças a Deus não somos tão diferentes assim. Normalmente, temos um pouquinho do extrovertido e um pouquinho do introvertido, o que faz com que às vezes estamos mais animados, mais dispostos, outras vezes estamos mais pensativos, mais desligados dos outros, mas essas pequenas diferenças podem causar estragos nos relacionamentos humanos, se não houver boa vontade para compreender e aceitar as pessoas do jeito que elas são, sabendo em qual o momento devemos nos aproximar ou nos afastar das pessoas, porque viver bem é uma arte a ser cultivada durante toda a vida.

Vera Arruda, Psicóloga

 
 


Como se sente?

Como você está se sentido nesses dias?
Cansado? Sentindo falta da energia que você costumava ter?
Triste ou deprimido? Sempre prestes a chorar?
Aborrecido? Nada parece interessar mais?
Nervoso, ansioso, confuso?
Sem concentração, distraindo-se facilmente? Esquecendo-se mais das coisas?
Hipersensível, facilmente irritável? Agressivo e supercrítico? Querendo fugir de tudo?
Pesadelos? Síndrome de pânico? Dor de cabeça, enxaqueca?
Dor nas costas? Dificuldade em respirar?
Problemas na pele? Resfriados e gripes constantes?
Pressão alta, problemas no coração? Insônia?
Falando muito e muito rápido?
BEM-VINDO AO CLUBE DOS ESTRESSADOS!!!!!!!!!!!
Estamos todos sendo afetados pelo stress.
Vamos entender o que ele é, e o que podemos fazer a respeito.
O que é o stress, na realidade?
A primeira pessoa que descreveu, pela primeira vez, a reação do corpo ao stress, na primeira metade do século XX, foi o fisiologista Walter Cannon, trabalhando na Harvard Medical School.
Imagine isso: Você está caminhando por um beco estreito, à noite, sozinho, e esqueceu seus óculos em algum lugar. Mais ou menos na metade do beco (quando não é possível voltar atrás), você vê uma figura grande e forte carregando um bastão e vindo em sua direção. Além de pensar "Ai, coitado de mim!", o que mais acontece dentro de você? Seu coração começa a bater mais forte e mais rapidamente, você parece incapaz de controlar sua respiração, começa a transpirar, seus músculos tornam-se tensos e toda uma gama de mudanças ocorre dentro do seu corpo. O seu cérebro ativa o sistema nervoso simpático que, por sua vez, ativa as glândulas supra-renais. A adrenalina, hormônio do stress, é secretada no sangue para colocar seu corpo em marcha. Cannon foi o pesquisador que identificou primeiro esta reação de stress como resposta de luta ou fuga.
Não importa a origem do stress, o seu corpo reage da mesma forma.
O endocrinologista Hans Selye foi o primeiro a utilizar o termo stress (ele pediu emprestada essa palavra da engenharia, onde stress refere-se ao desgaste de materiais submetidos à pressão excessiva).
Quantas vezes estamos parados em um sinal de trânsito, no Rio de Janeiro, distraídos e chega um menino vendendo balas e nos assustamos pensando em um assalto? (Muitas vezes, não é verdade? Esse exemplo só entende quem é brasileiro e, principalmente, carioca, infelizmente). Nosso corpo reage da mesma forma descrita acima.
Antigamente, eu só trabalhava quando colocava os pés no consultório. Não existia telefone celular para os pacientes contatarem comigo.
Nosso trabalho não acaba quando deixamos o escritório ou consultório. Agora, estamos "plugados" o tempo todo.
Quando voltamos para casa, ouvimos os recados da secretária, atendemos as ligações no celular, checamos as mensagens no nosso e-mail, respondemos as mensagens, lemos o material que alguém nos enviou, entramos num site para saber mais sobre o assunto, nos atualizamos com revistas especializadas e milhões de livros à espera de tempo para lermos.
E aí, o que fazer com isso tudo?
Segundo a doutora Susan Andrews existem duas regras para lidar com o stress:
Regra número 1: NÃO SE PREOCUPAR COM NINHARIAS.
Regra número 2: TUDO É NINHARIA.

Diferente dos animais, a maior parte do nosso stress é mental. O stress psicológico é uma invenção recente.
Nós, humanos, raramente somos obrigados a escapar de um predador faminto, mas, por outro lado o mero pensar no nosso chefe pode evocar a mesma resposta ao stress. Muito do nosso stress não vem de ameaças às nossas vidas, mas sim aos nossos egos, à nossa auto-importância. O nosso stress é emocional e social.
Se pedissem ao Dr. Jerrold S. Greenberg para escolher o melhor modo para administrar o stress, ele escolheria a comunicação a este apoio, isto é, precisam sacrificar uma boa parcela do seu próprio tempo, esforço e energia.

N.R.: O stress continuado pode levar à hipertensão arterial, enfarto, doenças gástricas, vitiligo e outras doenças graves. Consulte um psicoterapeuta antes que o problema se agrave.

 

 
 

Espiritualidade e desenvolvimento vocacional:
Ambiguidades e ensaio de clarificação
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Carlos Manuel Gonçalves e Joaquim Luís Coimbra
carlosg@psi.up.pt
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto
2002/2003

Artigo publicado nos Cadernos de Consulta Psicológica, 17/18, 2002-2003, pags. 277-284.
Idioma: português
Palavras-chave: Desenvolvimento vocacional, espiritualidade

Resumo

A espiritualidade parece surgir como um fenómeno de moda nos vários discursos do saber, nomeadamente nas Ciências Humanas e, concretamente, na Psicologia. O que antes era um tabu, em defesa do discurso positivista agnóstico, hoje parece emergir como uma necessidade em resposta aos impasses deixados em aberto pelo projecto da modernidade, na sua arrogância desmesurada de se constituir como uma cosmovisão. Os autores abordam o fenómeno da emergência da espiritualidade no desenvolvimento psicológico, concretamente na dimensão vocacional, e tentam clarificar este cenário de múltiplas expressões (com os riscos de um sincretismo pantanoso!) que a dimensão do espiritual pode assumir, para evitar que sob “este guarda chuva” espiritual se possa abrigar uma multiplicidade de realidades diferenciadas e/ou até contraditórias geradoras de fortes ambiguidades.

Esta reflexão pretende ser um contributo de clarificação do conceito –– hoje ambíguo, do nosso ponto de vista––, de espiritualidade, suscitada pela constatação de que os vários discursos do saber, nomeadamente nas Ciências Humanas, –– na Literatura, na Sociologia, na Antropologia, na Filosofia e até na Psicologia––, começam a referir-se a esta dimensão, parecendo constituir-se num fenómeno de moda. Hoje fala-se do espiritual nos vários domínio do desenvolvimento psicológico, entre outros, no vocacional (Savickas, 1996), na educação (Best, 1996, 2001) e como uma dimensão do desenvolvimento psicológico geral (Fowler, 1983).

Há já uns tempos que o nosso grupo de trabalho, –– ligado à disciplina de Psicologia e Orientação Vocacional do 4º ano da licenciatura, das áreas de especialização 4 e 5 ––, tem vindo a discutir sobre a legitimidade ou não legitimidade de recorrer ao conceito espiritualidade/espirito para a conceptualização do desenvolvimento vocacional ou de outras dimensões do desenvolvimento psicológico colocando-se-nos o desafio da urgência de tentar clarificar o estado da questão. Espera-se que esta reflexão , possa ser um contributo mais para a clarificação de um conceito que nos parece cada vez mais pantanoso.

Da conflitualidade para a diferenciação/afirmação

O trajecto epistemológico da construção dos saberes, no âmbito das várias ciências humanas, tem sido marcado por uma forte conflitualidade, nomeadamente, entre os discursos metafísicos/especulativos (teologia e filosofia) e os discursos ditos científicos, como a Psicologia. Esta conflitualidade manifestou-se historicamente pela emergência de discursos paralelos, e até polarizados, que é explicável, em parte, pela necessidade de afirmação de um estatuto de cientificidade por parte da Psicologia.

Na segunda metade do século XIX, a Psicologia, ao demarcar-se da Filosofia e da Teologia, assume preferencialmente, como forma de diferenciação e afirmação, as metodologias das Ciências Naturais; ou seja, os métodos experimentais e estatísticos, contestando as metodologias especulativas e introspeccionistas da filosofia e da teologia por considerá-las anti-científicas. É esta narrativa positivista, objectivista, quantificável que fascina as metodologias, ditas científicas, da construção dos saberes e da prática psicológica que vai acentuar o divórcio e as rupturas entre a Psicologia e os discursos fundamentados em ontologias metafísicas.

A ciência mecanicista do paradigma newtoniano-cartesiano que dominou o projecto da modernidade, e conheceu o seu apogeu no século XIX e primeira metade do século XX, no qual se inscreve e revê a ciência Psicológica, acentua o ostracismo e o silêncio a que foi votado o discurso teológico e a dimensão espiritual da existência humana por parte da Psicologia durante todo o século XX. Aliás, a marginalidade durante décadas, e neste momento o silêncio cúmplice(?), do tema religião/espiritualidade, nos currículos das várias licenciaturas em Psicologia nas várias Faculdades do nosso País é ainda hoje uma realidade, transformando-se num tema quase tabu, porque explicitá-lo seria pôr em causa o estatuto de cientificidade da Psicologia e entrar num discurso da irracionalidade da mera crença que carece de uma justificação, como se a complexidade do humano resistisse a uma análise meramente científica e positivista.

No entanto, deve salientar-se que algo está a mudar em vários países da Europa e nos E.U.A. vislumbrando-se, progressivamente, uma integração progressiva da espiritualidade nos currículos e uma crescente preocupação de realizar investigações despreconceituosas sobre o impacto da dimensão espiritual no desenvolvimento psicológico.

Saliente-se que em situações de rupturas de relações, mesmo a nível das epistemologias dos saberes, existe sempre uma corresponsabilidade recíproca. E se a Psicologia teve as suas responsabilidades na ostracização do discurso teológico pelas razões já sublinhadas, também a Teologia foi realizando as suas investidas, construindo o seu discurso com ataques preconceituosos em relação à Psicologia, fragilizada pelas investidas positivistas/racionalistas e freudianas que inconscientemente nunca ultrapassou (os medos e fantasmas da racionalidade e invasão da suas áreas de reflexão e intervenção), impedindo-a de perceber os contributos que a Psicologia pode efectivamente proporcionar em termos de compreensão do humano, rentabilizando-os para alicerçar e fundamentar o seu próprio discurso, limitando o seu diálogo defensivo ao gueto da filosofia escolástica, da neo-escolástica e ao personalismo humanista.

Numa cultura actual, onde se vai fazendo a apologia da diversidade, da multiculturalidade, do diálogo democrático, da tolerância, do respeito pelas várias mundividências, da multidisciplinaridade, não faz sentido os discursos redutores da exclusividade e dos saberes fragmentados, ––nomeadamente em ciências que tem como objecto de análise a mesma realidade: o humano––, mas deve-se afirmar progressivamente uma epistemologia alicerçada nos princípios da complementaridade, onde os vários níveis de análise e de compreensão da complexidade do humano devem ser respeitados nas suas especificidades como contributo de explicação e integração da complexidade da experiência humana, tornando-a mais viável em qualidade de vida.

São os impasses sobre a natureza do conhecimento e os limites da ciência que ficaram em aberto pelo projecto da modernidade, que colocam em evidência a possibilidade de coexistência de uma multiplicidade de pontos de vista sobre o humano sendo todos eles válidos, enquanto olhares complementares, contribuindo, uns mais que outros, para a compreensão e integração da experiência humana. Assim, os saberes da ciência psicológica proporcionam um nível de análise possível, no âmbito desta ciência, que não visa substituir outros olhares possíveis sobre o humano, mas pode contribuir para iluminar esta realidade complexa. Assim a Psicologia pode proporcionar ao discurso teológico “ferramentas” ou instrumentos conceptuais e metodológicos que permitam compreender de forma mais global a experiência espiritual; bem como, a Teologia, na análise da experiência espiritual, poderá devolver à Psicologia processos psicológicos mais complexos que resistem a uma análise meramente racional, científica e objectivista/positivista.

A emergência das dimensões do espiritual numa cultura da fruição do efémero

A crise do projecto da modernidade que deixou em aberto as grandes questões do sentido da vida, colocando em causa, e até mesmo desmoronando, os valores que faziam parte das matrizes culturais configuradoras das identidades nacionais, parece ter aberto o espaço para a emergência das dimensões mais espirituais pelo vazio produzido e a não realização das expectativas geradas pela cientificidade e pela revolução tecnológica.

Nesta cultura de “pós-modernidade” onde se constata um esvaziamento de valores e referências, onde não existem grandes causas sociais a promover e onde as grandes narrativas culturais, religiosas, políticas e nacionais, que poderiam dar sentido à vida se desmoronam; numa cultura consumista e hedonista marcada pelo efémero, pelo vazio interior e esteticização do quotidiano (Gonçalves & Coimbra, 2000) intelectuais e pensadores, como André Malraux, começam a profetizar que o século XXI será o século da espiritualidade.

Nos anos 80 e 90 os media começam a divulgar um retorno ao homem religioso, expresso no rejuvenescimento das grandes religiões, formação de novos movimentos religiosos, a simpatia pelas práticas de meditação oriental, simpatia da cultura ocidental pela espiritualidade budista (fenómeno de Dalai Lama)..., após um processo de secularização que atingiu o seu limite com a crise da modernidade na tentativa falhada de silenciar a experiência religiosa pela apologia da capacidades ilimitadas de erudição do homem. Como ilustração do afirmado anteriormente, num estudo internacional sobre valores (Grom, 1994), realizado nos anos 90 com uma população a partir dos 18 anos, 93% dos norte-americanos e 71% dos europeus ocidentais afirmavam acreditar em Deus. 48% dos europeus diziam participarem habitualmente nas celebrações litúrgicas e orarem com frequência, sublinhando que a sua fé lhe fornecia apoio e segurança pessoal.

Confrontados com este cenário de múltiplas expressões (com os riscos de um sincretismo religioso) que a dimensão do espiritual/religioso pode assumir deveremos colocar um conjunto de questões para tentar clarificar a dimensão espiritual da experiência humana: o que caracteriza a experiência eminentemente espiritual? Será possível integrar as múltiplas expressões ditas espirituais num conceito unificador? É legítimo falar de espiritual sem afirmar o Transcendente? Ou seja, quando se fala hoje da dimensão espiritual do humano está-se a falar da mesma coisa? O que há de comum e de diferente nesta categoria denominada espiritualidade?

Vamos tentar dar um a resposta, ainda que breve, na parte final desta reflexão.

A ambiguidade do conceito Espiritual

A literatura não apresenta uma definição consensual e unívoca do conceito espiritual; por isso, hoje começa a estar na moda o termo espiritual nos vários discursos do saber, o que não favorece a sua clarificação. O que antes era um tabu em defesa do discurso positivista e agnóstico, hoje parece ser uma necessidade, talvez para que os discursos não surjam como redutores; ou então, será a expressão do desencanto,–– ao tomarem consciência dos limites –––, em que os intelectuais positivistas caíram ao substituírem a fé no Transcendente nas capacidades ilimitadas do homem (ciência e técnica), expressão metafórica da tentação do humano primordial de “serem como deuses” (Gén, 3, 5). Face a esta panóplia de conceitos é importante tentar fazer uma discriminação dos mesmos, porque sob “este guarda chuva” espiritual pode proteger-se uma série de realidades diferenciadas e/ou até contraditórias.

A utilização abusiva e arbitrária do conceito espiritualidade sem explícita e implicitamente afirmar a relação com o Transcendente, ou até mesmo silenciando-o, gera fortes ambiguidades e mal-entendidos. Hoje fala-se da espiritualidade do trivial, do quotidiano, do terreno, do pessoal, do conjugal, do trabalho, do vocacional... parecendo circunscrever-se o espiritual ao desenvolvimento pleno das várias dimensões do sujeito psicológico, numa dimensão meramente horizontalista, concretizadas nas diversas expressões do pensamento: nas várias ciências, na tecnologia, na arte, no compromisso político e social e no reconhecimento e exercício da liberdade em ordem a uma sociedade mais solidária e justa. Esta concepção do espiritual tem as suas raízes no dualismo cartesiano (corpo/espirito) corporizado pelo paradigma modernista racionalista atingindo o seu apogeu na filosofia materialista contemporânea (marxismo, existencialismo, empirismo lógico e estruturalismo) reduzindo o espiritual à consciência, ao psicológico e ao desenvolvimento pleno do self. Isto é, a modernidade afirmava que a consciência não pode transcender-se a si mesma, ou seja, circunscreve-se à esfera do espaço-temporal, ou seja, confina-se à historicidade efémera. O princípio da imanência faz depender a consciência e a subjectividade de uma liberdade que é regra e princípio, por si mesma, não sendo possível encontrar um princípio superior à própria consciência; ou seja, imanência e transcendência são incompatíveis –– é o espiritualismo imanentista da modernidade –– (Fabro, 1987).

A emergência destas novas formas de espiritualismos secularizados e imanentistas não será o reflexo da falência do projecto da modernidade que, após a tentativa falhada de profanização do Sagrado, pretende sacralizar o profano, talvez como expressão da resistência arrogante de afirmação/abertura ao Transcendente?

A espiritualidade e o desenvolvimento vocacional

Também no desenvolvimento vocacional se vem aludindo à dimensão do espiritual (?) como ingrediente importante da realização plena do self (Savickas, 1996). O espirito é conceptualizado como uma força activadora ou princípio energético (ruach bíblico?) que garante vida ao organismo físico. O sujeito mobilizado pelo espirito–– princípio de vida –– experiencia uma energia plena, entusiasmo e coragem que o projecta numa determinada direcção, em ordem a uma plenificação/totalidade. O movimento do espirito é no sentido da cooperação com os outros e no assumir de corresponsabilidades comunitárias, garantia do bem estar psicológico e da realização plena do self.

Sendo o trabalho um contexto privilegiado do desenvolvimento humano, através do qual temos oportunidade para expressarmos todo o nosso potencial e nos desenvolvermos espontaneamente na relação que estabelecemos com os outros, é nele (trabalho) que a dimensão do espiritual se torna mais relevante.

O trabalho, quando mobilizado pelo espirito, não só promove a totalidade do self como contraria as lógicas profissionais comandadas pelo “carreirismo”. Assim, a lógica da “espiritualidade” do trabalho não se centra, prioritariamente, nas dimensões instrumentais e nos significados extrínsecos do trabalho (poder, prestígio, possessão) –– dimensão marcadamente egocêntrica e instrumental–– mas investe nos significados intrínsecos que promovem a ”plenitude/totalidade” do self pela emergência dos valores como a realização pessoal, a cooperação e a solidariedade; “o espirito que mobiliza o trabalho contribui para perceber que a vida é uma grande celebração da solidariedade, do amor, da fraternidade e da admiração do outro, mediado pelo trabalho” (Savickas, 1996).

Não estaremos face uma concepção utópica e “messiânica” do trabalho que nada tem a ver com as lógicas mais competitivas com que somos, actualmente, confrontados, numa sociedade onde o desemprego aumenta e os poucos lugares disponíveis são disputados pelos mais fortes? Poderemos denominar de espiritual a este movimento de abertura aos outros, de descentração do egocentrismo para a cooperação, quer no desempenho do papel profissional quer nos outros papéis da existência humana? Não será identificar o espiritual com os níveis de maior complexidade do desenvolvimento psicológico global? Não é reduzir o espiritual ao eminentemente psicológico, à consciência/self? O espiritual não implicará o assumir explicitamente uma relação com o Transcendente? Porquê recorrer a um conceito de um nível de análise teológico se existem conceitos para sublinhar a realidade pretendida no âmbito da Psicologia? Penso que estas ambiguidades não favorecem nem a reflexão teológica nem o discurso psicológico, quando muito geram confusões e intromissões nos vários níveis de análise, que são igualmente importantes como pontos de vista diferenciados e complementares na compreensão da complexa realidade do humano e na construção de uma identidade profissional.

Ensaio de clarificação do Conceito

O conceito espiritual, etimologicamente, provém do latim “spiritus” que, por sua vez, é tradução do termo original hebraico “ruach” que significa “sopro de vida”, “alento”, “energia”, “dinamismo”; ou seja, Aquele que dá vida e sentido pleno aos limites do humano e compreensão ao universo. Partindo desta base primordial, o que é comum ao conceito global do espiritual é esta abertura do humano ao Transcendente, realidade meta-empírica, que garante a vitalidade “ruach” à precariedade do humano; ou seja, parte-se do pressuposto –– a fé? –– que o humano só viverá de sentidos plenos caso viva esta abertura ao Transcendente, que é Sagrado, Fascinante, Misterioso, Totalmente Outro, transcendendo esta realidade inter-humana, mas manifestando-se nela para a transformar/santificar (Eliade, 1967). A forma através da qual os humanos comunicam com o sagrado é o simbólico e a mediação; daí que as relações do humano, movidas pelo “ruach”, é a única forma de se relacionar com o sagrado.

Shafranke e Gorsuch (1984) definem como espiritual “a coragem para olhar ao seu interior e confiar, emergindo uma sensação de pertença, totalidade, holismo e abertura para o infinito”. Esta concepção é marcadamente oriental, individualista e intrasubjectiva caindo no risco do panteísmo e no esbatimento da intersubjectividade e alteridade, e até da própria Transcendência, diluindo-se numa força cósmica.

Elkins et alt (1988) definem espiritual como um modo de ser e de experienciar, que emerge da tomada de consciência da existência de uma dimensão de Transcendência à realidade humana, concretizada num conjunto de valores identificáveis face ao self, aos outros, ao mundo e à vida. Assim as dimensões configuradoras do homem espiritual são: (a) a confiança face ao sentido da vida pela abertura ao Transcendente; (b) o sentido de missão a realizar na vida pela relação com os outros; (c) a compreensão da vida como manifestação do Sagrado; (d) o equilíbrio entre os valores instrumentais/materiais e altruístas da solidariedade e da partilha; (e) uma visão positiva do mundo e face aos acontecimentos stressantes e trágicos da existência humana: como o sofrimento e a morte.

Nesta conceptualização, também psicológica mas não redutível às dimensões psicológicas da consciência, está subjacente uma visão abrangente e global da espiritualidade, património comum dos humanos que se abrem ao Transcendente, sem implicar a adesão a qualquer grande religião e/ou Igrejas.

Pensamos ser aqui que se situa a fronteira entre as experiências eminentemente espirituais multidiversas que emergem, por um lado, de uma convicção pessoal no Transcendente implicando um compromisso com valores espirituais e humanistas, e por outro, as experiências espirituais que se circunscrevem na adesão a uma religião organizada (Kelly, 1995), com um sistema integrado de dogmas, atitudes, actividades ritualizadas, através das quais os sujeitos constróem sentidos para as suas vidas (Corbett, 1990). Assim, o conceito amplo de espiritualidade relaciona-se com uma vivência circunscrita à esfera do pessoal, na relação com o Transcendente, que está para além de uma afiliação numa religião específica (Peterson & Nelson, 1987).

Finalmente, porque estamos inseridos num contexto socio cultural judaico-cristão, apresenta-se o conceito de espiritualidade do ponto de vista cristão. Como o conceito não é consensual, porque há tantas quantas os teóricos, opta-se por uma definição operativa proposta por um especialista da Teologia Espiritual, Matanic (1987) “ a espiritualidade é uma relação privilegiada com o Transcendente/Deus, que se explicita em determinadas verdades da fé e num estilo de vida segundo a proposta/projecto de Jesus de Nazaré, implicando uma missão de serviço à humanidade, explicitando-se em meios, práticas e rituais pessoais e comunitários”. Neste conceito de espiritualidade estão implicadas as seguintes dimensões: (a) uma relação com o Transcende, concretamente, o Deus revelado por Jesus Cristo; (b) um conjunto de verdades dogmáticas; (c) o seguimento de Cristo como uma missão de serviço à humanidade; (d) esta missão é dinamizada pelo Espirito (Ruach) na celebração pessoal e comunitária (as Igrejas) de rituais conducentes à transformação do mundo segundo lógicas de Evangelho, assumindo uma centralidade inquestionável a Palavra de Deus e os Sacramentos que implicam na qualidade da acção humana configurada com os valores da mensagem cristã. A partir deste conceito global surgem uma multiplicidade de Espiritualidades cristãs específicas, como a espiritualidade Franciscana, Teresiana, Sãojuanista, Inaciana...

Concluindo

Penso ser importante esta clarificação para sabermos de que realidades falamos quando a elas nos referenciamos e evitarmos cair em ambiguidades quer relativamente à teologia quer relativamente ao discurso da Psicologia. Cada um dos discursos apresentam níveis de análise diferenciados relativamente à complexa experiência humana implicando ontologias e epistemologias próprias, bem como teóricos e profissionais de ajuda com as suas especificidades, com domínios de intervenção diferenciados, sendo importante identificar as fronteiras, ainda que frequentemente ténues, de cada profissional.

Estes dois níveis de análise devem coexistir, de forma autónoma, como serviço à compreensão e à transformação do humano, podendo ser útil o diálogo interdisciplinar, respeitador, cooperante e questionante, mas diferenciado.

No que concerne aos profissionais de intervenção ainda se torna mais pertinente e incisiva esta cooperação, independentemente das convicções e mundividências de cada um dos interlocutores. Isto é, os conselheiros espirituais devem encaminhar os seus clientes para os psicoterapeutas, sempre que o nível de análise e de compreensão do problema exceder o seu âmbito e possa estar em causa a qualidade de vida dos sujeitos (aliás, não poderá existir uma experiência espiritual plenificadora se as várias dimensões do desenvolvimento psicológico não estiverem integradas); assim como os psicoterapeutas deverão estar sensíveis à dimensão do espiritual quando esta interfere nas outras dimensões psicológicas, (independentemente de terem ou não fé), evitando, deste modo, prestar um pernicioso serviço ao cliente pela redução da realidade do humano às dimensões meramente psicológicas da consciência imanentista e desrespeitando os valores e convicções do cliente.

Bibliografia

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"DEFICIENTES ESPIRITUAIS"

Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para
a largada da corrida dos 100 metros rasos.

Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.

Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar.
Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás.

Então eles viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas, com síndrome de down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse:

- Pronto, agora vai sarar!

E todos os noves competidores deram os braços e andaram
juntos até a linha de chegada.

O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos
minutos...

Talvez os atletas fossem deficientes mentais... Mas com certeza, "não eram deficientes espirituais..." Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida,
mais do que ganhar sozinho, é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos...

Flavio P. Ramos
Jornalista e editor deste jornal
Foto e texto

 
 
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