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“Curar
é cuidar com amor”
Karin
Verônica Teixeira da Silva
Psicanalista
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Num
espaço cultural no Humaitá, estava
para começar a primeira aula de um curso
de Radiestesia. Foi onde conheci Karin Verônica
Teixeira da Silva e seu marido Afrânio.
Quem olhasse para Karin, com suas roupas despojadas
e cabelos amarrados em coque, não poderia
imaginar o preparo dessa Psicóloga que
está sempre estudando, sempre querendo
saber mais, sempre buscando novas técnicas
e novos caminhos, para beneficiar o ser humano.
Pois, leitor amigo, é essa pessoa que entrevistamos
hoje, em seu consultório no Jardim Botânico.
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| Karin
Verônica estava aguardando uma paciente
para uma seção de regressão.
Continuava aquela pessoa simples e despojada que
eu conheci no Humaitá. Deu-me as boas-vindas
com um largo sorriso e convidou-me a entrar e
a tirar os sapatos. Seu consultório é
um lugar descontraído, cheio de cristais
e plantinhas, de onde se pode ver a estátua
do Cristo Redentor. Ouviu os recados na secretária
eletrônica e telefonou para casa para saber
do filho Ian. Karin é uma mãe sempre
presente e zelosa que, quando leu esta matéria,
pediu para incluir que ele é inteligente,
e um excelente desenhista e um maravilhoso filho.
Dra. Karin em seu consultório
no Jardim Botânico
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Regressão,
preparação da paciente. |
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MENSAGEIRO
- Dra. Karin, qual foi a razão de
sua escolha profissional?
Karin – A princípio, um imenso
desejo de conhecer melhor o ser humano e ajudar as pessoas
que necessitam lidar com suas angústias, ansiedades,
crenças negativas, adquiridas, sobretudo na infância,
que levam ao comprometimento da saúde e do comportamento.
É claro que hoje eu sei que fui procurar entender
minhas próprias angústias e ansiedades,
também queria conhecer melhor a mim própria,
mas não escreve isso não, [risos].
MENSAGEIRO - Dra. Karin,
como foi a sua experiência hospitalar?
Karin - O Hospital Miguel Couto no
Rio de Janeiro é um hospital público.
Assim, atende pessoas de todas as camadas sociais, principalmente
as de baixa renda e mais carentes, que não possuem
plano de saúde privado. O mais importante no
Hospital Miguel Couto, é que havia um curso de
duração de dois anos, em Hipnose e Relaxamento,
no qual eram ensinadas técnicas alternativas
de curas, e em que tenho um diploma reconhecido pela
Secretaria de Saúde. Foram 9 anos de existência
desse curso. A minha turma foi a última porque
o professor, um cardiologista chamado Fernando Rabelo,
morreu e o curso foi excluído do Hospital. Depois,
tínhamos que atender durante 1 ano, doando o
nosso trabalho.
O trabalho com os aidéticos foi no Fundão,
na UFRJ, e na época, 1987, só existiam
pacientes terminais, pois não sabiam ainda o
que era realmente a aids. Na época, se pensava
numa doença de homossexuais, e as famílias
se recusavam a entrar com duas realidades, uma ter um
filho homossexual e a outra, que o filho ia morrer.
Naquela época não existiam aidéticos
femininos.
MENSAGEIRO - Como foi essa
mudança de abordagem para técnicas novas?
Karin –Na realidade, essa mudança de abordagem
foi quando eu entrei em contato com a Meditação
Healing, que me encantou e pude começar a juntar
os conhecimentos esotéricos que já havia
adquirido, com o raciocínio psicológico
freudiano e junguiano.
MENSAGEIRO - Como é a sua
técnica de meditação?
Karin - Trabalho com meditação
Healing; não é uma técnica minha,
e sim de BOB MOORE, trazida para o Brasil por Isis PRESTED.
O paciente recebe as instruções, de olhos
fechados e segue meus comandos de voz. Os pacientes
trabalham imagens que surgem durante a meditação.
O resultado é muito significativo e a própria
pessoa se encanta com esse processo, embora muitas vezes
seja doloroso se aproximar de alguns conflitos...
MENSAGEIRO – Por que esse
tratamento é mais rápido?
Karin –Na realidade, não é
mais rápido, porém não é
tão longo quanto a psicanálise. A verbalização
é muito importante. O trabalho energético
é revelador, parafraseando Shakespeare, “Há
mais coisas, entre o Céu e a Terra, que o homem
desconhece.” Cada sintoma é um sinal que
revela ao psicólogo o que precisa ser trabalhado.
Esse trabalho se dirige aos que estão procurando
a autocompreensão dos seus processos físicos
e emocionais, abre para compreender os processos da
psicossomática e aí entra o trabalho com
psico-oncologia em que uso técnicas de relaxamento,
processos de visualização, entender o
processo psicológico da doença câncer,
técnicas para perdoar velhos ressentimentos,
etc.
MENSAGEIRO – Como
é o seu trabalho, hoje?
Karin – Trabalhei por mais de
10 anos como psicanalista freudiana. Hoje, procuro maximizar
os resultados, utilizando o conhecimento freudiano e
adicionando os novos. A ciência está sempre
se renovando e agora com as confirmações
da neurociência, esse campo se amplia com um novo
aliado, que é a própria ciência.
Uma frente avançada das ciências hoje é
constituída pelo estudo do cérebro e de
suas múltiplas inteligências. A primeira
é a inteligência intelectual, o famoso
QI (quociente de inteligência), ao qual se deu
tanta importância em todo o século XX.
A segunda é inteligência emocional popularizada
especialmente pelo psicólogo e neurocientista
de Havard, David Goleman, (QE = Quociente Emocional).
A terceira é a inteligência espiritual.
A prova empírica de sua existência deriva
de pesquisas muito recentes, dos últimos dez
anos, feitas por neurólogos, neuropsicólogos,
neurolingüistas e técnicos em magnetoencefalografia
(que estudam os campos magnéticos e elétricos
do cérebro). Segundo esses cientistas, existe
em nós, cientificamente verificável, um
outro tipo de inteligência pela qual não
só captamos fatos, idéias e emoções,
mas percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades
significativas e nos faz sentir inseridos no Todo. Ela
nos torna sensíveis a valores, a questões
ligadas a Deus e à transcendência. É
chamada de inteligência espiritual (QEs = quociente
espiritual), porque é próprio da espiritualidade
captar totalidades e se orientar por visões transcendentais.
Sendo assim, é possível utilizar técnicas
de hipnose para alterar as ondas cerebrais, e utilizar
essas técnicas hipnóticas com um trabalho
para a memória e concentração.
É como falei antes, as técnicas de relaxamento
se complementam com o trabalho de hipnose Ericsoniana
e junta nessa trama de conhecimentos os estudos sobre
stress, ligação entre o stress e o Alhzeimer.
Como medir o stress e predizer enfermidades.
Os trabalhos de Terapia Regressiva
também ajudam muito o paciente, a trabalhar traumas,
fobias e ansiedades.
Hoje, meus pacientes são a prova de que estava
certa e o prazer imenso que sinto com o meu trabalho
e com os resultados produzidos mostra que tudo valeu
a pena.
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MENSAGEIRO
– Muito
mais há ainda que falar sobre Karin Verônica,
entretanto nosso portal convida seus colegas a compartilhar
todo esse conhecimento acumulado e usá-lo a
serviço da humanidade.
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O QUE TRAZEMOS E O QUE LEVAMOS
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DEPRESSÃO
*Por Karin Veronnica,
Psicanalista
Quais são os sinais
e sintomas da depressão?
Existem
vários sinais e sintomas que estão
presentes na depressão. Alguns deles podem
ser:
- tristeza ou irritação durante
a maior parte do dia, quase todos os dias;
- perda de interesse ou do prazer por atividades
que antes eram agradáveis durante a maior
parte do dia, quase todos os dias;
- mudanças súbitas no apetite ou
peso, sem explicação;
- insônia ou necessidade de sono aumentada;
- agitação ou prostração
(observado pelos outros);
- sensação constante de cansaço
ou perda de energia;
- sentimentos freqüentes de inferioridades
ou culpa;
- pensamentos frequentes sobre morte ou suicídio;
Importante: se você, ou alguém que
você conhece, está com pensamentos
sobre suicídio, procure imediatamente ajuda
profissional médica.
Uma pessoa não
precisa estar com todos esses sintomas para ter
depressão. Os sintomas irão variar
de pessoa para pessoa. Por exemplo, quando comparamos
mulheres deprimidas e homens deprimidos, elas
costumam apresentar mais sintomas de culpa, ganho
de peso, ansiedade, problemas alimentares e necessidade
de sono aumentado do que eles.
O
que causa depressão?
A depressão é causada por um desequilíbrio
nas concentrações de algumas substâncias
do cérebro. Outras coisas podem causar
ou favorecer o surgimento
da depressão, tais como:
- experiências de vida como um divórcio,
morte da esposa ou do marido, perda de um emprego
ou problemas financeiros graves;
- abuso de álcool ou drogas;
- algumas medicações e outras drogas;
- em mulheres, mudanças hormonais após
o parto;
- história familiar de depressão;
- em idosos, doenças como câncer,
Alzheimer e Parkinson;
Mesmo que a causa da depressão não
seja identificada, na maioria dos casos há
possibilidade de melhora através do tratamento
adequado.
A
depressão tem tratamento?
Sim, mais de 80% das pessoas com depressão
melhoram com tratamento apropriado. Os tratamentos
para depressão incluem, principalmente,
a psicoterapia e os medicamentos.
A psicoterapia é
popularmente chamada de terapia "para conversar"
Na depressão,
a psicoterapia ajuda o indivíduo a encontrar
novas formas de lidar com seus problemas, identificar
e entender um pouco mais sobre a doença
e como evitá-la no futuro.
Os medicamentos
que corrigem o desequilíbrio químico
das substâncias no cérebro são
chamados de antidepressivos. Os antidepressivos
mais modernos, geralmente, são eficazes,
bem tolerados, seguros e não causam vício
ou dependência, mesmo se utilizados por
muito tempo e em doses elevadas. São necessárias
algumas semanas para que o efeito ocorra não
se deve exigir do paciente com depressão
uma mudança radical de comportamento, porque
ele ainda não vai estar pronto para isso;
é como se pedíssemos para uma pessoa
que acabou de tirar o gesso de uma perna quebrada
correr. É muito importante que o paciente
e seus familiares compreendam que a depressão
é uma doença médica real
e que necessita de tratamento específico
.
* Karin
Veronnica Psicóloga, Psicanalista,
Biopsicóloga, Gerontóloga, Hipnoterapeuta,
Pós Graduanda em Neuropsicologia. Formada
em Psicologia pela PUC-RJ 1979.
Rua Jardim Botânico 585/201- Rio de Janeiro-Brasil
55-21-25292559 21-25373310 21-87333310
e-mail: karinveronica@uol.com.br
Coordena grupos semanais de redução
do stress
Grupos de Relaxamento e Redução
do Stress. (semanais)
Terças-feiras as 19:30 h.
Quintas-feiras as 7:30 h.
Segundas-feiras as 10:00 h.
No bairro Jardim botânico e em Niterói.
Informações: 21-2529-2559, 8733-3310,
2537-3310 Karin Veronnica email: karinveronica@uol.com.br
Objetivo do grupo: Proporcionar relaxamento mental,
físico, emocional.
Técnicas a serem usadas:
Relaxamento progressivo, parar os pensamentos,
técnicas de memória, consciência
corporal.
Coordenação: Karin Veronnica, Psicanalista,
Biopsicóloga, Gerontóloga, Hipnoterapeuta,
Pós Graduanda em Neuropsicologia. Formada
em Psicologia pela PUC-RJ 1979.
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O
corpo fala, e não mente.
*Por Ronaldo Cardim
Quando sentimos uma dor seja ela qual
for, a última coisa que pensamos é
que ela é um aviso de nosso corpo nos alertando
que em algum setor de nossa vida existe alguma
coisa errada. Mas é isso, toda e qualquer
dor ou alteração no nosso organismo,
tenha ela surgido naturalmente ou em decorrência
de acidentes, têm como origem um desajuste
no campo emocional.
Existem
situações na vida com as quais dizemos,
"aprendemos a conviver", porém
são situações que nos incomodam,
que não resolvemos nem aceitamos. A convivência
inadequada com tais situações, mais
dias menos dias, vai alterando o estado mocional
da pessoa e essas alterações vão
pouco a pouco refletindo no seu estado psicológico,
apresentando sintomas de depressão, síndrome
do pânico, etc.. Outra forma de manifestação
desses desequilíbrios é a somatização
no corpo físico em formas de dores e outros
desajustes orgânicos.
Por isso é muito importante aprendermos
a conhecer bem nosso corpo, estando atentos às
alterações que ele apresenta, pois
ele nos diz exatamente onde estamos falhando e
em que precisamos mudar. Como diz o título
da matéria "o corpo fala, e não
mente". Vamos então conhecer com maiores
detalhes um pouco da linguagem do corpo.
Hérnia
de disco: significa que a pessoa
está profundamente indecisa quanto à
sua vida. Sente-se totalmente desamparada e seus
pensamentos a deprimem, pois não possibilitam
que ele encontre saída para essa situação.
A hérnia de disco é a forma de impedir
a articulação da coluna. Ela mostra,
simbolicamente, o quanto a pessoa se sente "amarrada",
o quanto os movimentos estão presos e essa
dificuldade é gerada porque o apoio necessário
para a movimentação não é
encontrado. Então, simbolicamente, isso
ocorre quando a pessoa não recebe apoio
de alguém, no momento em que mais precisa.
Enxaqueca
e dor de cabeça: As pessoas
que sofrem de enxaqueca têm um orgulho muito
forte e não permitem que pessoas autoritárias
mandem em sua vida ou controlem seus passos. Resistem
a tudo e a todos que, conforme elas acreditam,
queiram invadir seu espaço vital. São
pessoas que não se entregam aos prazeres,
pois receiam serem dominados de alguma forma.
Normalmente têm medo do sexo ou de suas
conseqüências, devido à limitações
morais, religiosas, familiares, etc. Se você
se identifica nesta situação, solte-se
e deixe seu coração "falar".
Não use a razão somente, pois devemos
equilibrar os dois hemisférios (razão
e emoção), para evitarmos esses
conflitos internos e suas somatizações.
Suavize seus pensamentos, amenize seus sentimentos,
permita-se sentir alegria.
Alergia
na pele: significa que a pessoa
está vivendo momentos de irritação
com as pessoas próximas e que atrasam seu
desenvolvimento pessoal e profissional. Quando
ela se vê obrigada a fazer o que não
gosta, persuadida por pessoas de quem depende
de alguma forma, surgirá, com certeza,
coceira incessante significando o desejo inconsciente
de "arrancar" aquilo que incomoda profundamente.
Pare de se sentir contrariado. Se você está
passando por isso é porque, de alguma forma,
procurou. Saia dessa sem ressentimentos, pois
ninguém sabe quando está "causando"
alergia em alguém. Passe a se expressar
melhor. Seja objetivo e tire a culpa do seu coração.
Eduque-se a não deixar que seu espaço
seja ameaçado. Diga abertamente tudo que
o incomoda, pois tudo pode ser falado desde que
seja com respeito e determinação.
Analise-se e perceba se você consegue, humildemente,
mudar um pouco mais o seu jeito de falar com as
pessoas e o trato consigo mesmo. O mundo à
sua volta só ira mudar se você mudar
primeiro.
Labirintite:
Significa pensamentos atrapalhados, nervosismo
reprimido, o efeito de um golpe emocional, a necessidade
de liberdade para pensar e agir, a sensação
de falta de amor, sentimentos de solidão,
dificuldade para expressar-se, e estar tonto com
tantos problemas emocionais, e sentir-se desamparado
e teimar em continuar tentando pelos velhos caminhos
que nunca deram certo.
Pare de tentar achar uma saída. Pare de
fazer de conta liberte-se das amarras que o sufocam
colocando seus sentimentos em primeiro lugar.
Pare de se anular, aja com humildade, mas seja
firme em suas decisões.
Artrite:
Representa um coração cheio de críticas
e ressentimentos por pessoas que não valorizam
seus esforços. Pessoas com esse tipo de
inflamação são as que, às
vezes, perdem tempo questionando em das atitudes
das pessoas. Não conseguem sentir que são
amadas e geram conflitos de carência. Costumam
culpar os outros pelo mal que as aflige. Essas
pessoas precisam desligar-se do passado através
do perdão.
As alterações
do corpo podem ainda causar desequilíbrio
da condição interna do organismo.
Vejamos alguns exemplos:
Pele
amarelada: indica possíveis
disfunções do fígado e vesícula
biliar, como no caso da icterícia.
Pele
cinza-azulada: indica fragilidade
ou dificuldade do fígado e pâncreas
para executarem suas funções.
Pele
muito vermelha: possíveis
disfunções cardíacas e respiratórias
como na expansão capilar nas faces, ou
pressão sangüínea anormal.
Mãos
e pés frios: excesso de
açúcar, frutas e bebidas geladas.
Desordens digestivas e excretórias, bem
como do sistema nervoso.
Inchaço
generalizado de pés e mãos:
ingestão excessiva de líquido, gordura,
especialmente causado por frutas, sucos, laticínios.
Desordens no aparelho circulatório e reprodutor.
Assim como esses muitos outros sinais podem ser
dados por nosso corpo.
Em alguns casos são simples sinais de alerta
para pequenas alterações, em outros
porém, podem ser verdadeiros pedidos de
socorro para desequilíbrios que não
sabemos ou não admitimos ter. Por isso
a necessidade de mantermos sempre a alimentação,
repouso e atividades em níveis equilibrados,
procurando conhecer o melhor possível nosso
corpo, estando sempre atentos para o que ele possa
estar querendo nos dizer.
Da cabeça aos pés, tudo foi estudado,
comprovando que cada parte do nosso corpo tem
uma linguagem a ser entendida. A cabeça,
o tronco, os membros e cada órgão
interno recebem um impulso nervoso do cérebro
que é comandado pelas emoções.
Há uma infinidade de reações
nervosas que causam doenças, sendo que
uma grande parte delas a medicina não reconhece
como inconscientes.
Vamos mostrar alguns exemplos de como um pensamento
crônico pode transformar-se em seu corpo,
através das reações químicas
comandadas pelo corpo.
SINUSITE
RINITE: Sinusite é um sinal de
que seu ego está profundamente irritado
com alguma pessoa que convive com você.
Ë provável que esta pessoa tente constantemente
invadir seu espaço vital. .
Sinusite é
uma "inflamação" mental
relacionada com alguém próximo;
é a atitude mental rebelde ou a rebeldia
nutrida contra os pais. Na verdade o nariz representa
a nossa sensibilidade quanto à aceitação
ou recusa de algo ou alguém.
O sentimento de gratidão destas pessoas
é quase que superficial e para se obter
a cura total dessa dificuldade de respirar, é
necessário que se comece reconhecendo que
no passado ficaram suas melhores experiências
e foi lá que você aprendeu tudo o
que sabe hoje. Seus pais, amigos, patrões,
funcionários, etc., todos, direta ou indiretamente
o ajudaram a crescer. O demérito está
naqueles que não aceitam, com humildade,
as diferenças de opiniões, pois
se consideram os mais inteligentes e infalíveis.
Coloque em prática o que você sabe,
em beneficio das outras pessoas e de si próprio.
Admita humildemente os seu erros e sua ignorância
em determinados assuntos, porque somente assim
você descobrirá suas limitações
e procurará se aperfeiçoar.
CORIZA:
É a inflamação catarral da
membrana mucosa das fossas nasais. Ocorre em pessoas
extremamente sensíveis, que acham que só
se pode conseguir o que se quer se alguém
permitir.
Você que tem coriza, cresça e pare
de sentir-se como criança chorosa e vá
à luta. Com lágrimas você
não vai a lugar algum. Tenha vontade de
criar suas próprias coisas e sentir prazer
por elas e com elas. Participe ativamente e aceite
a si mesmo com amor e sabedoria. Saiba amadurecer
com alegria e dinamismo, sem perder a juventude.
Perca o hábito de sentir-se vítima
e enxergue que você tem capacidade e argumentos
para agir diferente quando sentir-se acuado.
JOELHOS:
Simbolizam atitudes para com você mesmo,
no presente. Eles deveriam equilibrar o seu passado
(coxas) e seu futuro (pernas). Pessoas que não
conseguem aceitar opiniões alheias, e agem
como crianças para defender seu espaço,
mostram que precisam amadurecer mais para poder
compreender novas formas de se defender contra
aqueles que lhe opõem. Faltar com o respeito
para consigo mesmo deixando de realizar seus objetivos
ou suportando todas as contrariedades, domésticas
ou profissionais, também não é
uma maneira correta de comunicar-se. A anulação
pessoal só acontece quando a pessoa não
conhece outros meios de se expressar e acredita
que já tentou tudo para mudar uma situação
desagradável, que a aflige. Se você
se sente ferido em seus sentimentos e em seu orgulho
porque está fazendo coisas que contrariam
seu verdadeiro modo de ser, se está se
desrespeitando ao forçar uma situação
por não saber como corrigi-la e vive com
o coração repleto de críticas
e desapontamentos, saiba que seus meniscos, ligamentos
e ossos do joelho serão afetados. Eles
irão inflamar e poderá até
ocorrer estiramento ou rompimento dos ligamentos,
mesmo que seja provocado por algum acidente. Nós
somos conduzidos, cegamente, pelo nosso inconsciente,
para o bem ou para o mal, conforme o que acreditamos,
ou pensamos constantemente.
As pessoas que não se dobram aos outros
e teimam em sustentar as suas opiniões
acabam somatizando PROBLEMAS
NO MÚSCULO DO PESCOÇO: Dor no pescoço
simboliza a inflexibilidade de seus pensamentos
e a dificuldade de relaxar em relação
às cobranças alheias e mesmo à
auto-cobrança.
A pessoa que não quer deixar de ter opiniões
rígidas e recusa-se duramente a mudar seus
hábitos, vai ganhar um pescoço duro,
igual à sua cabeça. Pessoas perfeccionistas
normalmente têm muitos torcicolos.
Muitas vezes, as pessoas acordam com o pescoço
doendo e nem conseguem girar a cabeça para
o outro lado, reclamam: "Dormi de estou assim".
"Tomei um golpe de vento ontem, e hoje acordei
mal". E assim por diante.
Acontece que estas são apenas justificativas
e não explicações reais para
as dores.
Com estes exemplos, você pode ver como o
consciente reage por não saber ou não
ter se preocupado em aprender a linguagem do corpo.
Enquanto não tomarmos consciência
daquilo que acontece com nosso corpo, estaremos
tentando eternamente achar resposta para nossos
problemas, percorrendo o caminho oposto ao da
verdade.
Se você estiver com dor no pescoço
ou torcicolo, pare e pense um pouco. Analise seus
últimos atos ou pensamentos contra algo
ou alguém. Lembre-se de algum episódio
durante o seu dia de ontem ou anteontem.
Será que você não esta sendo
teimoso com alguém ou com alguma idéia
fixa? Será que você não está
sendo insistente demais em querer que determinada
pessoa pare de agir daquele jeito que tanto desagrada
você?
Sempre haverá uma resposta, mas se você
não souber saudavelmente voltar atrás
e desistir de alguns aspectos negativos da sua
conduta, seu pescoço continuará
doendo e mostrando que você ainda não
consegue olhar para o outro lado da questão.
E literalmente, você não conseguirá
olhar para o lado, a não ser que gire o
corpo todo.
GORDURA: A gordura
é o casulo que a pessoa cria, inconscientemente,
para se proteger e se esconder dos problemas externos.
Pessoas muito sensíveis, que se deixam
magoar com facilidade, buscam se proteger atrás
da gordura, que representa a maciez de um abraço.
Muitas vezes a gordura é uma forma convenientemente
usada para se conseguirem certos benefícios,
como atrair a compaixão de outras pessoas,
deixar de trabalhar naquilo que não gosta,
escapar de certas obrigações que
limitam sua liberdade e até mesmo testar
o amor e a fidelidade do cônjuge ou dos
pais. Mais uma vez vemos que o perigo está
em nossa mente, não no mundo em que vivemos,
e nem nos alimentos que comemos.
Faça um "regime" nos seus pensamentos
e limpe toda essa amargura. Viva tranqüilamente
e sem se sentir ameaçado. Ame profundamente
a todos e você perceberá que, como
resposta, receberá mais amor dos outros.
Saia já desse casulo e participe ativamente
do mundo, de peito aberto e acreditando que você
está sendo protegido pelas mãos
do Grande Pai.
Pare de guardar magoas e ressentimentos. Apenas
aja com docilidade e poder e não deixe
que as diferenças de vida e opiniões
o aflijam.
Atenção: quanto mais você
"engolir" e guardar mágoas, mais
seu corpo engordará.
Para você superar definitivamente essa dificuldade
de emagrecer terá que compreender que toda
expectativa gera frustração. Por
isto não fique esperando acontecer o que
você deseja, nem queira que as pessoas sejam
como você ou lhe dêem aquilo que tanto
você almeja. Saia já dessa postura
de vitima e perceba o tamanho do seu próprio
poder.
Ninguém é responsável pelas
suas fraquezas ou fracassos. Tudo depende exclusivamente
da sua postura diante da vida e dos acontecimentos.
Tenha coragem de mudar seu comportamento e ser
você mesmo.
Pratique esportes ou faça exercícios.
Torne seus pensamentos mais ativos e coloque em
prática suas decisões. O mundo espera
você para agir com ele. Transforme essa
gordura em energia, sacudindo a poeira do passado
e olhando para frente. Rápido. Vamos acorde!
Organize-se! Tudo só depende de você!
Chega de arrumar pretextos, pois isso só
vem provar que você está realmente
tendo alguma conveniência em ser gordo.
Busque o que você deseja, sem prejudicar
sua saúde e sua beleza. E, definitivamente,
tente compreender que quando nos magoamos com
algo é porque estamos sendo egoístas
em querer que tudo seja do nosso jeito. Liberte-se
dessa tendência e aceite as pessoas como
elas são. Seja você mesmo e não
se permita pensamentos negativos. Eleve-se a cada
dia com bons sentimentos em relação
à vida e cresça cada vez mais dentro
da evolução espiritual, sem magoas,
sem medos, nem desconfianças. Quanto mais
você se aproximar de Deus, Mais se sentirá
confiante e feliz. De outra forma, você
estará cada vez mais longe d'Ele.
N.R. *o autor, Ronaldo Cardim, é massoterapeuta,
aplica técnicas e terapias orientais Reiki,
Zen–Shiatsu, shiatsu, Sem-tai.
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BREVE HISTÓRIA DO
ESTUDO DO STRESS
Por Karin Veronnica, psicóloga
Quem descreveu pela primeira vez a reação
do corpo ao stress foi Walter Cannon, na primeira
metade do século XX. Ele era um fisiologista
de renome, trabalhando na Harvard Medical School.
Imagine isso: você está caminhando
por um beco estreito à noite, sozinho,
e esqueceu seus óculos em algum lugar.
Mais ou menos na metade do beco (quando não
é possível voltar atrás),
você vê uma figura grande e forte
carregando um bastão e vindo na sua direção.
Além de pensar "Ai, coitado de mim",
o que mais acontece dentro de você? Seu
coração começa a bater mais
forte e mais rapidamente, você parece incapaz
de controlar sua respiração, começa
a transpirar, seus músculos tornam-se tensos
e toda uma gama de mudanças ocorre dentro
de seu corpo.
Cannon foi o pesquisador que identificou primeiro
esta reação de stress como resposta
de luta-ou-fuga. Seu corpo prepara-se ao ser confrontado
com uma ameaça, para ficar e lutar ou para
fugir. No beco, esta resposta é preciosa,
porque você precisa mobilizar-se rapidamente
para algum tipo de ação. Logo veremos,
contudo, que na sociedade contemporânea
a resposta de luta-ou-fuga tornou-se, em si, mesma
uma ameaça - uma ameaça à
saúde.
Curioso sobre a resposta de luta-ou-fuga, um jovem
endocrinologista estudou-a em detalhes. Expondo
ratos a estressores-fatores potencialmente causadores
de stress - Hans Selye conseguiu identificar as
mudanças na fisiologia corporal. Selye
concluiu que, não importando a origem do
stress, o corpo reagia da mesma forma.
Selye resumiu a reação ao stress
como um processo de três fases, chamado
de síndrome de adaptação
geral:
Primeira fase: Reação ao alarme
Segunda fase: Fase da resistência
Terceira fase: Fase da exaustão
Hans Selye definiu o stress como a "resposta
inespecífica do corpo a qualquer coisa
que lhe seja solicitada. Isso significa que os
estressores podem ser coisas boas (por exemplo,
uma promoção no emprego) às
quais devemos nos adaptar (stress) ou coisas ruins
(por exemplo, a morte de alguém amado)
às quais devemos adaptar-nos (distresse),
ambas eliciam as mesmas reações
fisiológicas.
Selye descobrira algo importante. Sua pesquisa
provou ser tão interessante e importante
que logo surgiram vários seguidores. Um
desses foi A. T. W. Simeons, que fez a ponte da
evolução à doença
psicossomática em seu trabalho clássico,
Man´s Presumptuous Brain.
O Dr. Harold Wolff estudou sobre o stress emocional.
Stewart Wolf demonstrou seus efeitos sobre a função
digestiva, Lawrence LeShan estudou seus efeitos
no desenvolvimento de câncer, George Engel
estudou o stress e a colite ulcerativa, Meyer
Friedman e Ray Rosenman identificaram a relação
entre o stress e a doença coronariana,
e Wolf e Wolff estudaram o stress e as cefaléias.
Carl Simonton, acreditando que a personalidade
estaria relacionada ao câncer, acrescentou
um componente à terapia-padrão para
o câncer: o uso da visualização
de efeitos benéficos da terapia sobre a
condição maligna. Budzynski empregou
o biofeedback com sucesso no alívio dos
sintomas em pessoas que sofriam de cefaléia.
Herbert Benson, um cardiologista, interessou-se
pelo stress ao estudar meditação
transcendental.
As técnicas de relaxamento também
foram estudadas em detalhes. Alguns dos métodos
mais notáveis incluem treinamento autógeno
e relaxamento progressivo.
Existem modos de diminuir os efeitos nocivos do
stress à saúde. A administração
do stress é uma área séria,
à qual algumas mentes brilhantes dedicaram
seu tempo e esforço.
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PSICOACÚSTICA,
SONS QUE CURAM
*por
Karin Veronnica Teixeira Silva, psicóloga
Rituais do som
1) Os esquimós do leste
da Groelândia Oriental resolvem suas desavenças
com tambores e uma canção, os quais
eles usam para descarregar sua raiva contra o
inimigo.
2) As mulheres das tribos da Nova Guiné
cantam canções de luto para lamentar
a morte dos entes queridos.
3) Na Grécia Antiga, em Roma e no Egito,
os sacerdotes dos templos cantavam enquanto curavam
os enfermos.
4) Nas ilhas Alentas, conta-se a história
de uma jovem cujo canto ressuscitou um homem que
havia morrido.
5) Os apaches marcam as passagens da vida de uma
mulher, desde a infância até a maternidade,
cantando canções.
6) As mulheres da Finlândia cantam ao "Espírito
da Dor" para reduzir sofrimento por ocasião
do trabalho de parto.
7) Entre os pueblos do Novo México, parte
do ritual do parto requer que a mulher que esteja
dando a luz, saúde o bebê com uma
canção.
8) No leste da África, as canções
desempenham um papel fundamental na cerimônia
de batismo.
Os rituais sagrados que envolvem música,
canções e dança podem ser
úteis para persuadir aqueles que estão
doentes ou infelizes a transcender suas resistências.
O oncologista Mitchell Gaynor tem usado na sua
atividade clínica esses rituais, sejam
do presente ou do passado, do Oriente ou do Ocidente,
para desenvolver uma abordagem de cura em relação
ao som e à musica, que contorna as defesas
psíquicas das pessoas e as ajuda a se envolverem
emocional e espiritualmente com sua doença
e com seu processo de recuperação.
Uma das tradições mais poderosas
é do xamanismo.
Muitos americanos confundem curadores xamãs
com charlatanismo espiritual.
Os xamãs usam sons regulares e repetitivos,
produzidos por batidas de tambor e chocalhos para
entrar num estado de consciência que permite
que eles e seus pacientes empreendam uma jornada
mental que os conduzirá de volta à
saúde.
Michael Harner, um dos maiores especialistas do
mundo em xamanismo, descreve em seu livro (O caminho
do xamã)" a batida monótona
e regular do tambor que age como uma onda portadora,
primeiro para ajudar o xamã a entrar no
EXC (estado xamânico de consciência)
e, então, para ampará-los em sua
jornada".
Andrew Neher (pesquisador, 1960) estudou os efeitos
que as batidas de tambor à moda dos xamãs
produziram sobre o sistema nervoso central e descobriu
que o ritmo regular alterava a atividade de "muitas
áreas sensoriais e motoras do cérebro
que, comumente, não são afetadas...".
Neher supôs que isso estivesse acontecendo
porque as diversas freqüências presentes
numa única batida de tambor podem estimular
diversos caminhos neurais no cérebro. Além
disso, o cérebro pode receber uma quantidade
maior de estímulos de baixa freqüência,
normalmente produzidos por um tambor porque "os
receptores de baixas freqüências dos
ouvidos são mais resistentes a danos do
que os receptores de alta freqüência,
podendo suportar maiores amplitudes sonoras, antes
que estes estímulos possam produzir dor".
Wolfang Jilek pesquisou sobre danças xamânicas
na tribo salish, no noroeste dos USA.
Jilek descobriu que a faixa de freqüência
normalmente envolvida (a faixa de ondas tetas)
era aquela que se "esperava ser a mais efetiva
na produção de estados de transe".
A passagem de um estado de consciência comum
para o estado xamânico de consciência
também é facilitado pelas "canções
de poder" cantadas pelo xamã. As canções,
que na maioria das vezes consistem de uma melodia
simples e uma batida repetitiva, podem influenciar
o sistema nervoso central de forma muito semelhante
ao modo como a respiração profunda
da yoga pode reduzir a freqüência cardíaca,
quando uma pessoa entra em transe.
Rudolf Steiner, educador e filósofo alemão,
comparou a doença física a um piano
desafinado. Imagine, portanto, o que temos a ganhar
usando os sons para criar um instrumento de afinação
que lhe permita ser, ao mesmo tempo, agente e
o receptor da cura.
A interação e o equilíbrio
necessários para fazer música como
um reflexo da interação harmoniosa
entre os sistemas nervoso, endócrino e
imunológico num corpo sadio.
Os xamãs sabem disso há séculos.
Nós talvez estejamos começando a
aprender a lição.
karinveronica@uol.com.br
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Grupos de Meditação
Healing
*
por: Karin Veronnica Teixeira Silva
Karin
Veronnica é
orientadora em Meditação Healing,
com grupos semanais, em técnicas de meditação
que possibilitam ao participante compreender dinâmicas
psicológicas ocultas e um desenvolvimento
interior, que inclua a natureza espiritual mais
profunda e o aterramento, o desapego e o despertar
do coração.
Healing é
um trabalho muito antigo e existe desde que o
ser humano começou a usar sua consciência
para mover energia. Está profundamente
vinculado à saúde e à espiritualidade,
e nos liga a diversas tradições
e culturas. A metodologia e sistematização
foram desenvolvidas por Bob Moore, ao longo de
mais de 25 anos de estudos e pesquisas no Psykisk
Center, Dinamarca. Isis e Karl Erik fizeram parte
desse trabalho, e o continuam depois da sua vinda
da Dinamarca para o Brasil-Salvador, em 1988.
Healing significa cura,
no sentido de transformação, de
mudança pessoal, de tornar-se mais inteiro.É
um trabalho altamente complexo, é um processo
profundamente pessoal, guiado pela individualidade
de cada um. O que se busca é criar uma
abertura para que, naturalmente, a dimensão
espiritual, ligada às nossas qualidades
essenciais, possa penetrar e influenciar nossas
dimensões mais condicionadas e bloqueadas
e se expressar através do corpo físico,
proporcionando um re-direcionamento na vida e
a utilização de nossa energia de
forma produtiva e criativa.
O trabalho do HEALING, necessariamente,
leva a uma transformação a partir
da entrada da energia das nossas qualidades espirituais
no plano físico. Esta penetração
promove um confronto com os padrões emocionais
(ego), que limitam e impedem nosso movimento mais
livre. Neste processo, o importante é a
honestidade de nos conhecermos, liberando expectativas,
projeções e imagens. Assumir a nossa
verdade é a base para que o contato com
a nossa dimensão espiritual possa acontecer.
O nosso campo energético
engloba os corpos físico e etérico,
mocional, mental e espiritual. A saúde
do físico depende do fluir da energia nas
várias dimensões do ser, e o corpo
etérico tem um papel importante neste processo.
O corpo físico e etérico
são interpenetrantes e o etérico
faz a ponte entre os corpos físicos e sutis.
A dimensão espiritual precisa do físico
para se expressar. O corpo etérico é
um corpo de memórias e energia prânica.
Ele não tem controle próprio; é
um reservatório de energia usado por todas
as nossas dimensões. O corpo etérico
tem correntes de energia que estão presentes
desde a concepção e conectam áreas
diferentes dos corpos físico e sutil. Estas
correntes (oito em número) têm seus
movimentos condicionados pelos pensamentos e estão
diretamente relacionadas com o estado de saúde
do indivíduo. As correntes etéricas
são normalmente controladas pelo corpo
emocional e suas repetições.
O que se tenta no HEALING
é criar uma possibilidade
para o etérico passar informações
vindas e estimuladas pelo corpo da mente, gerando
pensamentos e sentimentos diferentes daqueles
a que estamos condicionados. O propósito
é educar o movimento de nossa energia para
que as correntes passem a ser controladas pelo
corpo da mente e, assim, nossa individualidade
possa se expressar na nossa vida física.
Os chakras são órgãos do
etérico que movimentam tanto a energia
prânica quanto energia dos estados progressivos
de nossa consciência. Eles mantêm
a vida no corpo físico e, quanto mais desbloqueados,
mais vitalidade e possibilidade de real expressão
a pessoa tem. Os sete chakras principais têm
um significado importante no uso da energia. Os
três chakras inferiores (raiz, hara e plexo)
são de extrema relevância para compreendermos
os três chakras superiores(garganta, pineal
e coronário); tudo o que acontece nos chakras
inferiores se reflete nos superiores e o cardíaco
fica no meio, balanceando este movimento. O contato
com o chakra cardíaco é a base no
processo de HEALING. Ele está ligado aos
nossos sentimentos e são eles que nos dão
a direção do que é verdadeiro
para nós.
(texto de autoria de CYNTHIA SAMPAIO, extraído
do livro ELOS- Estudos da consciência, healing
e nergia e crença, NÚMERO 2, PÁGINA
77, novembro de 2003).
Valor: R$ 52,00
OBS: Valor é R$52,00 por uma hora de trabalho
semanal.
* Contate: Karin Veronnica Teixeira Silva
karinveronica@uol.com.br
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Fonte: Revista Época
27/11/2006 Enviado
por Nilson Victorino
A
Magia do Toque
Suzan Andrews
Frederico
II, Imperador da Alemanha no século XIII,
era dado a se engajar em bizarro experimentos.
Num deles, quis descobrir que tipo de idioma as
crianças falariam, caso crescessem sem
jamais ouvir uma palavra sequer. Será que
seria a língua de seus pais, ou hebreu,
ou grego, ou latim, ou árabe? Ordenou,
então, que algumas “mães postiças”
amamentassem e banhassem um grupo de bebês,
porém, sem falar com eles nem tocá-los
depois. Mas, como o historiador franciscano Sambilene
de Adama relatou, “o imperador tentou em
vão, porque todas as crianças morreram.
Pois
elas não conseguiam viver sem os carinhosos
afagos, sem os alegres semblantes e as amorosas
palavras das mães postiças”.
“Não conseguiam viver sem os carinhosos
afagos...”. Algo tão simples. Toque.
Quem poderia imaginar que um dos mais básicos
dos atos humanos poderia estimular o sistema imunológico,
melhorar o funcionamento mental e até aliviar
a hiper-atividade ou o déficit de atenção
em crianças agitadas? Sambilene foi um
dos primeiros a registrar os deletérios
efeitos da falta do toque no organismo humano.
Mais recentemente, durante o último século,
estudos feitos pelos pediatras Henry Chapin e
Rene Spitz, dos Estados Unidos, mostraram que
crianças que viviam em instituições
com alimentação e higiene adequadas
morreram pela carência de toque. Todas essas
crianças receberam o que se acreditava
ser essencial para sua sobrevivência: nutrição
e um ambiente higiênico. Mesmo com as necessidades
físicas atendidas, os médicos concluíram
que o fator essencial ausente era o toque amoroso.
Nos últimos dez anos, no Instituto de Pesquisa
do Toque, na Universidade de Miami, Estados Unidos,
a psicóloga Tiffany Field e seus colegas
têm estudado os efeitos do toque. Suas pesquisas
mostram que um aumento de toques – especialmente
em crianças – pode amenizar resfriados,
diarréia, asma, dermatite, doença
cardiovascular, dor crônica, insônia
e estresse. O toque também melhora o funcionamento
mental. Um estudo feito pela pesquisadora Sybill
Hart, do mesmo instituto, revelou que crianças
da pré-escola, especialmente aquelas mais
“temperamentais, que recebiam uma massagem
de 15 minutos por dia – tinham melhores
resultados em testes de desempenho cognitivo e
mostraram um aumento da atenção.
Isso pode ocorrer porque o toque reduz os níveis
do hormônio do estresse, o cortisol. Uma
vez que o excesso de cortisol inibe o funcionamento
do hipocampo, o centro de memória e aprendizado
no cérebro, a redução da
secreção desse hormônio pode
levar a uma melhora na capacidade mental.
Grudado em nossas telas de computador ou de TV,
dependemos tanto do visual que perdemos contato
com nossa sensação tátil.
O antropólogo britânico Ashley Montagu,
em seu clássico livro Tocar, lamenta a
“dolorosa privação de experiência
sensorial que sofremos em nosso mundo tecnológico.
A impessoalidade da vida no mundo ocidental chegou
a tal ponto que acabamos produzindo uma raça
de ‘intocáveis’”.
Com tamanha agitação e distúrbios
mentais a nossa volta, será que não
é chegada a hora de resgatar uma das mais
básicas expressões da afeição
humana – o toque?
Como Montagu diz, “Onde o toque começa,
ali o amor e a humanidade também começam”.
Assegure-se de que você está a cada
dia dando a seus filhos o conforto do carinho
tátil. Aprenda a massagem para bebês.
Esfregue as costas de seu filho e faça
cafuné em seu cabelo. Ensine as suas crianças
a auto-massagem. E incentive a introdução
do toque na educação infantil.
Suzan Andrews
é psicóloga e monja iogue. Autora
do livro Stress a Seu Favor, ela coordena a Ecovila
Parque Ecológico Visão do Futuro
e escreve quinzenalmente em Época.
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"Do
caráter e da sinceridade dos sentimentos,
nascem as escolhas.....
Quem opta pelos aplausos,
já não se preocupa mais com o amor!"
Andy Sans
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Quem
somos?
Nós
somos as únicas criaturas na face da terra
capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos
e sentimos!
Nossas células estão constantemente
bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados
por eles. Um surto de depressão pode arrasar
seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário,
pode fortificá-lo tremendamente.
A alegria e a realização nos mantém
saudáveis e prolongam a vida. A recordação
de uma situação estressante, que não
passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo
de hormônios destrutivos que o estresse propriamente
dito!
Suas células estão constantemente processando
as experiências e metabilizando-as de acordo
com seus pontos de vista pessoais. Não se pode
simplesmente captar dados brutos e carimbá-los
com um julgamento. Você se transforma na interpretação
quando a internaliza.
Quem está deprimido por causa da perda de um
emprego, projeta tristeza por toda parte no corpo
- a produção de neurotransmissores por
parte do cérebro reduz-se, o nível de
hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido,
os receptores neuropeptídicos na superfície
externa das células da pele tornam-se distorcidos,
as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas
e mais propensas a formar grumos e até suas
lágrimas contêm traços químicos
diferentes das lágrimas de alegria. Todo este
perfil bioquímico será drasticamente
alterado quando a pessoa encontra uma nova posição.
Isto reforça a grande necessidade de usar nossa
consciência para criar os corpos que realmente
desejamos. A ansiedade por causa de um exame acaba
passando, assim como a depressão por causa
de um emprego perdido. O processo de envelhecimento,
contudo, tem que ser combatido a cada dia! Shakespeare
não estava sendo metafórico quando Próspero
disse: "Nós somos feitos da mesma matéria
dos sonhos." Você quer saber como está
seu corpo hoje? Lembre de seus pensamentos de ontem.
Quer saber como estará seu corpo amanhã?
Olhe seus pensamentos hoje! "Ou você abre
seu coração, ou algum cardiologista
o fará por você!"
Deepak Chopra
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GRUPO
DE RELAXAMENTO E REDUÇÃO
DO STRESS
A CONSCIÊNCIA
Coordenação:
KARIN VERONNICA TEIXEIRA SILVA - Psicóloga
Você vivencia o estresse a partir de três
fontes básicas: seu meio ambiente, seu corpo,
e seus pensamentos.
-seu meio ambiente exige que você se adapte. Você
precisa suportar mudanças de temperatura, barulho,
excesso de pessoas, segurança e auto-estima.
-a segunda fonte de estresse é fisiológica.
O rápido crescimento durante a adolescência,
a menopausa para as mulheres, o envelhecimento, doenças,
falta de exercício e distúrbios de sono
são experiências que sobrecarregam o corpo.
-a terceira fonte de estresse são os pensamentos.
Seu cérebro interpreta e traduz mudanças
complexas no ambiente e determina quando o botão
do pânico deve ser pressionado. Sua maneira de
interpretar, perceber e rotular as próprias experiências
atuais e futuras pode deixar você relaxado ou
estressado.
Objetivo
do grupo:
Treinar a mente para aumentar suas qualidades positivas,
reduzir suas emoções aflitivas e os conceitos
enganosos que temos a respeito de nós mesmos
e o mundo que nos cerca.
Técnicas
a serem usadas:
1-Consciência corporal
2-Relaxamento progressivo
3-Respiração
4-Meditação Healing
5-Parar os pensamentos
6-Treinamento de habilidades
7-Técnicas para a memória
Karin Verônnica Teixeira Silva
Pós Graduanda em Geriatria e Gerontologia –Universidade
Estácio de Sá RJ
Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de
Janeiro -1989
Pontifícia Universidade Católica do RJ
–1979 - Psicologia
Experiência Profissional
Curso
de Biopsicologia - Susan Andrews - 2007
Curso de Formação em Técnicas Psicológicas
Alternativas, com Patrick Drouot, França, 2000/2003.
Centro de Saúde Píndaro de Carvalho (Gávea-RJ)
trabalho com pacientes grávidas. 2000/2001.
Hospital Miguel Couto –curso com duração
de 2 anos de Relaxamento e Hipnose- 1997/1999.
Hospital Clementino Fraga Filho – trabalho realizado
com pacientes portadores de HIV-POSITIVO 1989/1990
Síntese de Qualificações
Trabalha com grupo de idosos utilizando técnicas
de relaxamento e reforço de auto-estima.
Atua com grupos de pessoas portadoras de câncer,
utilizando técnicas dirigidas, que dão
ao participante a oportunidade de entrar em contato
com suas emoções mais profundas a respeito
da doença.
Trabalha com grupos de adolescentes ajudando a passar
pelos ritos de passagem de forma menos ansiosa, e mais
empreendedora.
Atendimentos individuais com psicoterapia de base analítica.
Orientadora em Meditação Healing com grupos
semanais, em técnicas de meditação
que possibilitam ao participante compreender dinâmicas
psicológicas ocultas, .e um desenvolvimento interior,
que inclua a natureza espiritual mais profunda e o aterramento,
desapego e o despertar do coração.
Coordenadora de workshop de fim de semana, trabalhando
com meditações, exercícios de circulação
de energia, autoconhecimento através da relação
com o dinheiro, técnicas de respiração,
exercícios bioenergéticos, mantras, técnicas
de relaxamento.
Trabalha com grupos de mulheres, utilizando técnicas
que possam confrontar, estimular, e orientar os períodos
tão marcantes como: menstruação,
gravidez, maturidade, menopausa e envelhecimento.
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Karin
Verônica Teixeira da Silva
Pós-Graduada em Geriatria e Gerontologia –Universidade
Estácio de Sá - RJ
Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de
Janeiro - 1989
Pontifícia Universidade Católica do RJ
–1979 - Psicologia
Experiência
Profissional
Curso de Formação em Técnicas Psicológicas
Alternativas, com Patrick Drouot, 2000/2003.
Centro de Saúde Píndaro de Carvalho (Gávea-RJ)
trabalho com pacientes grávidas. 2000/2001.
Hospital Miguel Couto –curso com duração
de 2 anos de Relaxamento e Hipnose- 1997/1999.
Hospital Clementino Fraga Filho –trabalho realizado
com pacientes portadores de HIV-POSITIVO 1989/1990
Síntese de Qualificações
Trabalha com grupo de de câncer, utilizando técnicas
dirigidas,
que dão ao participante a oportunidaidosos utilizando
técnicas de relaxamento
e reforço de auto-estima.
Atua com grupos de pessoas portadorasde de entrar em
contato com suas emoções
mais profundas a respeito da doença.
Trabalha com grupos de adolescentes ajudando a passar
pelos ritos de passagem
de forma menos ansiosa, e mais empreendedora.
Atendimento a pacientes psicóticos e suas famílias.
Atendimentos individuais com psicoterapia de base analítica.
Orientadora em Meditação Healing com grupos
semanais, em técnicas de meditação
que possibilitam ao participante compreender dinâmicas
psicológicas ocultas,
e um desenvolvimento interior, que inclua a natureza
espiritual mais profunda
e o aterramento, desapego e o despertar do coração.
Coordenadora de workshop de fim de semana, trabalhando
com meditações,
exercícios de circulação de energia,
autoconhecimento através da relação
com o dinheiro, técnicas de respiração,
exercícios bioenergéticos, mantras,
técnicas de relaxamento.
Trabalha com grupos de mulheres, utilizando técnicas
que possam confrontar, estimular, e orientar os períodos
tão marcantes como: menstruação,
gravidez, maturidade, menopausa e envelhecimento.
karinveronica@uol.com.br
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Enviado
por: Ivaldo Larentis A
lógica de Einstein
Conta
certa lenda, que estavam duas crianças patinando
num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e
as crianças brincavam despreocupadas. De repente,
o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na
fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso,
e se congelando, tirou um dos patins e começou
a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo
por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido,
perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu
fazer isso? É impossível que tenha conseguido
quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos
tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local,
comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples: - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor para
lhe dizer que não seria capaz.
(Albert Einstein) |
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Resumo
da palestra realizada no dia 8/03/05, no Centro de Estudos
do PAM da Av. 13 de Maio, no Centro do Rio, pela Dra.
Virgínia Lúcia Reis Maffioletti, Psicóloga,
Psicanalista, especialista em psicogeriatria, do Centro
para Pessoas com Doença de Alzheimer e outros
Transtornos Mentais – IPUB/UFRJ.
Qualidade de
Vida: A Dra. Virgínia resume qualidade
de vida em três tópicos e dá ênfase
ao último.
Dieta saudável
Atividade física
Rede Social Pessoal
Para a Organização
Mundial da Saúde – OMS, órgão
das Nações Unidas, o isolamento do idoso
leva à depressão e, conseqüentemente,
à demência. Torna-se necessária
a reabilitação social e do corpo (física).
A rede de relações com a família
e amigos previne distúrbios psiquiátricos
e fortalece o sistema imunológico.
Rede Social Pessoal
É fundamental manter o vínculo afetivo
com pessoas da família, amigos, da igreja ou
da vida profissional.
Três perguntas que, certamente, causarão
incômodo, a algumas pessoas: Rede Social Pessoal,
Como vai a sua?
1. Quem telefonou para você nos últimos
três dias, para saber como você está
passando?
2. Pessoas mais significativas, para você, hoje.
3. Se sofrer um acidente que gere dependência
física e psíquica, quem cuidaria de você?
Pense sobre
isso, hoje.
“O dia em que adoeci os amigos sumiram.”
Relações que tenham vínculos de
solidariedade: O que eu fiz e o que estou fazendo
para construí-las?
“Eu não
preciso de ninguém.”
Esta é uma expressão muito utilizada pelas
pessoas que têm elevado status social e pelos
arrogantes. Trata-se de uma atitude equivocada –
todo ser humano depende do outro.
Doenças
da cidade grande:
Sentimento de solidão, de isolamento. A rede
social não é garantia de bom cuidado.
Ser for grande, dispersa a responsabilidade. Se for
reduzida, também é um problema: A pessoa
que cuida do idoso adoece junto com ele. A sobrecarga
física e emocional é muito grande. O ideal
é a rede social de tamanho médio.
Rede social
do idoso se reduz pelo desgaste
O afastamento dos amigos pela morte ou por doenças
crônicas torna-os mais isolados do convívio
social. Os mais jovens têm sua própria
vida, enquanto os mais velhos ficam sem lugar próprio
para eles.
Hierarquia
Nas décadas anteriores, a esposa e a filha, geralmente,
a solteira, eram as responsáveis pelo atendimento
ao idoso da família. Em raros casos o filho assume
esta função. E quando isso acontece, ele
contrata mulheres para cuidar do idoso.
Situação
atual da sociedade
• redução do número de filhos,
famílias menores e redução dos
espaços físicos habitacionais –
moradias de área reduzida.
• mulher – atuante no mercado de trabalho.
Antes, ficava em casa cuidando do lar, das crianças
e dos mais velhos.
• infância – investimento em creches,
escolas objetivando um retorno futuro.
• idosos – não contam com a família
para cuidar de si.
Função
da rede social:
Construção de grupos sociais por atividade,
companhia, aconselhamento e ajuda.
Doenças
agudas
A doença de curta duração, até
um mês, é bem suportada pela rede social
(família e amigos), sendo possível o revezamento
entre as pessoas. O mesmo não acontece com as
doenças crônicas, onde o desgaste é
constante e não há perspectiva de cura.
Doenças
crônicas degenerativas: Demência e Alzheimer
As doenças crônicas, diabetes, hipertensão,
osteoporose e as degenerativas, demência e Alzheimer
exigem mais da rede social. Só resistem as redes
que têm vínculos afetivos fortes, com muito
carinho.
A demência atinge mais as mulheres idosas. Os
homens morrem mais cedo.
A mulher mantém melhor as relações
sociais do que o homem. Este desenvolve relações
sociais mais superficiais ao longo da vida. (antes,
autoridade e, na velhice, se ficam viúvos tendem
ao isolamento).
As doenças
dos idosos
Dificultam ou impedem novos vínculos
Restringem e/ou impedem a mobilidade
Geram atitudes de mal-estar no outro (depressão)
Geram condutas evitativas (medo de responsabilidade
e de contágio)
Cuidadores de idosos
São pessoas que ajudam a família e amigos.
Atualmente já existem cursos para esta atividade
junto às comunidades. É preciso gostar
e se dedicar ao idoso.
Tecnologia progrediu
e relações humanas regrediram, no mundo
moderno.
No mercado de trabalho, a exigência
constante de aperfeiçoamento e a competição
deixaram de ser um ponto de solidariedade. A lógica
do mercado de trabalho não valoriza as relações
afetivas; o outro é sempre um rival. Aquele velho
ditado ajuda o teu próximo,
não mais é posto em prática.
Casamento, filhos e escola.
O convívio familiar é marcado por competições.
As relações entre o casal são marcadas
pela divisão e não em vinculação.
Os casais assumem responsabilidades distintas nas despesas
de manutenção da família. Esse
comportamento é passado para os filhos.
A escola, também competitiva, é a garantia
de sucesso. Individualiza o aluno, não estimula
a amizade e a solidariedade.
Lei do Sucesso
Visa a individualização, não cultiva
a amizade, a solidariedade. A pessoa se fecha para relações
de amizade com outros.
Na hora da fragilidade, a pessoa está
SÓ.
Ter e Ser
Ter muitos bens materiais importa mais do que ser um
bom amigo, bom filho, bom profissional.
Como viver hoje,
sem sucumbir, num mundo individualizado, de competição,
de sucesso?
As relações humanas estão sendo
abordadas pela ciência e não pelas próprias
pessoas.
Demência
Caracteriza-se por esquecimento de situações
corriqueiras de esquecimento - esquecer os óculos,
as chaves e pode ter causas tóxicas, que atuam
no sistema hepático, que são reversíveis.
Se sentir necessidade de checar panelas, portas, não
lembrar para que servem os óculos ou as chaves,
convém consultar o clínico.
Fatores de risco:
Depressão, hipertensão, diabetes, enfarto
de diversas áreas, menopausa, excesso de tensão,
estresse e ansiedade.
Há uma correlação direta entre
qualidade da relação social e qualidade
de saúde.
Celeste R. B.
Ramos
É jornalista, professora e psicopedagoga |
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Depressão
Vera Arruda,
psicóloga
A depressão
é uma doença que se caracteriza por uma
profunda tristeza, apatia e desesperança. Não
é fácil diagnosticar uma depressão;
é preciso reconhecer quando a situação
é uma simples vivência de tristeza causada
por um fato desagradável e que com o tempo passará
e uma situação onde o tempo somente irá
aumentar a dor na alma de uma pessoa deprimida, caso
não se tome algumas providências. A depressão
vai de uma tristeza até um insuportável
desejo de não viver, ou seja, até o suicídio.
Os principais sintomas da depressão são
a tristeza, a perda da esperança, sentimentos
de fraqueza, impotência, não conseguir
se concentrar, não ter força de vontade,
não ter iniciativa, distúrbios do sono.
Também podem ocorrer distúrbios metabólicos,
indicando que o afeto está associado à
depressão, ou seja, problemas de ordem emocional
tanto prejudicam o físico quanto o psíquico.
Portanto, a depressão é uma doença
da carne e também da alma. São comuns
idéias de miséria, pobreza e pecado, indicando
um péssimo estado mental e tendências suicidas
para acabar com esse sofrimento.
Basicamente, as depressões são classificadas
em:
depressão somatogênica - causada por uma
outra doença que prejudica o bem-estar da pessoa,
como por exemplo, as dores crônicas, doenças
cardíacas, infecções viróticas
e mesmo medicamentos. Tudo isso pode causar depressão,
que desaparece quando a situação é
evitada ou controlada.
depressão endógeno-psicótica –
é a mais grave. Caracteriza-se por fases de depressão
e fases de euforia. A pessoa se transforma completamente
de uma fase para outra. Na euforia ou na fase maníaca,
surgem os impulsos de otimismo e necessidade de realizar
coisas grandiosas. Quando chega a fase depressiva, a
sensação de impotência domina e
a pessoa pode chegar ao suicídio por não
poder suportar o sofrimento. Pode, também, ter
uma depressão endógena sem jamais passar
pela fase maníaca. A carga genética contribui
para esse tipo de depressão. Pesquisas indicam
que pessoas com casos dessa doença na família,
ao passar por situações estressantes têm
mais tendências a desenvolver a depressão
do que outras que passam pela mesma situação
estressante e conseguem reagir ao estado depressivo.
depressão psicoreativa - é a de maior
incidência, é o mal da moda. Ela pode ser
provocada por perda de uma pessoa querida, morte ou
afastamento, perda de emprego, dinheiro, status, ou
através de uma situação de constante
estresse, como um parceiro alcoólatra, drogado,
filhos problemáticos, trabalho desagradável,
relacionamento despótico, etc. Nesse caso falar
sobre a situação estressante alivia a
depressão. Nesses momentos, os amigos são
ideais.
A terapia é fundamental na depressão,
pois é muito difícil para os familiares
conviverem com uma pessoa que nunca se alegra, nunca
tem esperança, nunca acredita em si mesma e nem
nos outros, incapaz de tomar decisões, não
dorme bem, não tem desejo sexual, não
come, não consegue trabalhar e seus pensamentos
são de pessimismo e de desesperança. É
fundamental trazer o paciente depressivo de volta à
vida, devolver a ele a esperança, a alegria e
a atividade. Às vezes, uma psicoterapia é
suficiente para acabar com a depressão, principalmente
se ela foi originada por problemas de relacionamentos.
Outras vezes, é indispensável o uso de
medicamentos. É o caso das depressões
mais graves. Atualmente, a maioria das depressões
são tratadas com remédios e psicoterapia.
As causas psíquicas jamais podem ser negligenciadas
na depressão. Tratá-las é indispensável,
pois, a comunicação entre o consciente
e o inconsciente, no depressivo, encontra-se desequilibrada.
Geralmente, um fator inibidor é responsável
por esse desequilíbrio, bloqueando a energia
psíquica e afetando as atividades do corpo. O
psicoterapeuta tem que ter muita paciência e propiciar
um clima de bem-estar entre ele e o paciente, pois os
depressivos são pessoas carentes e que exigem
amor de uma maneira incondicional, ou seja, suas fantasia
amorosas ficaram fixadas na primeira infância,
exigindo dos outros um amor que não é
mais possível numa relação adulta.
Por isso, é necessário que haja uma reeducação
afetiva, para que a pessoa possa conviver com sua doença,
tendo consciência das suas necessidades e das
possibilidades do outro.
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O Casamento
Vera Arruda,
Psicóloga
Dentre
os inúmeros instintos do homem, o sexo é
um dos mais importantes, pois sem ele não haveria
reprodução e a raça humana se extinguiria.
O sexo traz inúmeras conseqüências,
entre elas, o casamento. Antigamente os casamentos eram
arranjados, a noiva muitas vezes conhecia o futuro marido
na hora da cerimônia, e, nem sempre, era uma surpresa
agradável. E foi assim durante muito tempo. Amor
e sexo não faziam parte do casamento, pois se
faziam filhos legítimos com a esposa e sexo com
as concubinas.
Atualmente a visão do casamento mudou. É
claro que existem casamentos arranjados por causa do
dinheiro ou do nome, mas a maioria das pessoas, pelo
menos os jovens, acalentam um sonho de viver um casamento
onde o amor e o sexo sobrevivam, pois ter o amado ou
a amada ao nosso lado faz parte das conquistas da sociedade
moderna.
Mas por que será que apesar do desejo
e da liberdade de se escolher a mulher ou o marido dos
nossos sonhos, tudo ficou mais confuso e difícil
do que antigamente? Os casamentos não
duram muito, a paixão, em vez de se transformar
em amor, se toma um sentimento de indiferença,
e às vezes até de ódio e desprezo.
Os filhos são contaminados por esse desamor e
essa confusão sexual, tornando-os pessoas desiludidas
e materialistas.
Jung, um psicólogo suíço do século
passado, criou uma teoria muito bonita sobre as fantasias
que acontecem no momento em que um homem deseja uma
mulher e vice-versa. Para ele, temos dois arquétipos
(instintos com sua contra-parte psíquica) que
são responsáveis pela paixão entre
um homem e uma mulher. Ao arquétipo do homem,
ele chama anima. É inconsciente e carrega idéias,
sonhos e fantasias que o homem tem da mulher. Por ser
inconsciente, o homem somente pressente o seu impulso,
por isso quando ele encontra uma mulher que ativa esse
arquétipo, ele se sente irresistivelmente atraído
por ela, e pensa que conseguiu unir sexo e amor, e tudo
fará para que ela jamais mude. A mesma coisa
acontece com a mulher quando encontra um homem que recebe
a projeção de seu animus (arquétipo
masculino na mulher). Ela sente uma paixão avassaladora
e “que seja eterna enquanto dure”, pois
achou o homem de sua vida. Só que a eternidade
da paixão é curta.
Assim, como temos um instinto sexual, que faz
a gente querer consumir o outro, também temos
o instinto da "sabedoria", que faz
com que a gente tenha vontade de conhecer e transformar
o nosso lado animal, impulsivo, instintivo, em sentimentos
mais elaborados, mais refinados, mais leves e, nessa
hora, é que entra a nossa vontade. É a
nossa vontade que faz com que percebamos que aquele
ser ao nosso lado não é uma extensão
nossa, mas alguém com vontade própria,
alma própria, e não a projeção
da nossa fantasia, e se tiver muito boa vontade, você
vai descobrir que você não conhece o ex-objeto
da sua paixão, pois ele foi-lhe revelado através
do lado inconsciente do desejo (anima e animus).
Quando alguém começa a estranhar
o companheiro, é porque chegou a hora de se conhecerem
de verdade. É bom começar a perguntar
tudo novamente, do que você gosta, ou melhor,
do que você gostaria de ser ou ter. Se o diálogo
for honesto, duas coisas podem acontecer: o sonho acabou,
e romper com dignidade, ou iniciar uma nova etapa no
caminho a dois, e dessa vez com grandes chances de se
juntar sexo e amor.
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EDUCANDO PARA A VIDA
É muito lindo ver um
bebê sorrindo, uma criança brincando,
jovens se revelando no vigor e na beleza de seus dias,
pessoas convivendo em produtiva harmonia e assim vamos
sonhando com uma vida melhor.
Ser
Feliz
Muita gente acha que ser feliz é sorte, e que
o destino é muito injusto, privilegiando alguns
com felicidade garantida e a outros com a fatalidade
do sofrimento. Algumas pessoas não se conformam
com essa injustiça e desde cedo buscam uma maneira
melhor de viver, fugindo da fatalidade do sofrimento,
enquanto outras sucumbem ao seu destino e vivem exatamente
de acordo com aquele meio hostil que elas receberam
quando nasceram e continuam a propagar aquela cultura
sem nenhuma tentativa de mudança, reprimindo
a revolta, ou quem sabe se identificando com o sofrimento.
As causas para a felicidade e a infelicidade do ser
humano são inúmeras, principalmente porque
sabemos que além das causas psicológicas,
que são originadas pela própria pessoa,
temos também as causas sociais, que são
originadas do meio em que a pessoa vive, comunidade,
cidade, estado, país.
A família
É o primeiro contato da criança, lugar
onde ela aprende a sobreviver, a respeitar o outro (nesse
caso os pais e os irmãos) e também aprende
a amar ou odiar, pois é nesse período
que a criança vivencia os seus instintos e impulsos,
buscando a satisfação de seus desejos
dentro da família. Realizar os desejos da criança
é tarefa dos pais, ensinar para a criança
como é o mundo onde ela nasceu, prepará-la
para poder se comunicar com o mundo também é
tarefa dos pais, tarefa bastante difícil, mas
fundamental para o equilíbrio da criança
e da família e, conseqüentemente, da sociedade.
A Perda de Autoridade
Muitos pais reclamam que atualmente está muito
difícil criar os filhos, pois se perdeu a autoridade
e o controle sobre eles, e não sabem o que ensinar,
pois o mundo está caótico, sem lei e sem
amor. Isso é verdade. Nos últimos anos,
houve uma mudança radical na maneira de viver.
A família sofreu o impacto das últimas
transformações, como a mudança
do papel da mulher e a tecnologia mudando nossos hábitos.
A liberdade social, conseguida nos últimos anos,
trouxe muita confusão às pessoas, por
isso essa função de transmitir aos filhos
a tradição e os valores éticos
e morais sociais ficou praticamente impossível,
pois filhos e pais estão aprendendo juntos novos
valores e novas leis. Vivemos na era da incerteza. Temos
que construir a nossa própria ética, pois
não podemos contar com um mundo pronto e definido
para ser ensinado a nossos filhos, pois tudo muda muito
rápido, exceto o amor que nasce do convívio
entre pais e filhos.
A personalidade
É formada a partir de caracteres hereditários,
imutáveis, que são o temperamento e caracteres
adquiridos com a cultura em que se vive, que é
o caráter. Enquanto o temperamento é fixo,
o caráter é construído, é
forjado. Depende do contato de um ser humano para servir
de modelo para a construção do caráter
de uma criança. Deixar uma criança à
própria sorte é impedi-la de ter uma existência
entre os homens deste planeta. Por outro lado, impedir
que o temperamento se revele, deixando que sua personalidade
se construa somente através da cultura, é
impedi-la de se tornar-se ela mesma, dentro de um mar
de gente, que é a sociedade. Esse jogo de estímulos
internos e externos formam a personalidade completa,
dependente sempre de pais que lhe dêem condições
mínimas de sobrevivência e de educação.
Depois disso, os filhos estarão aptos a viverem
e construírem uma vida bem melhor para o futuro.
Vera Arruda, psicóloga |
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PORQUE SOMOS DIFERENTES?
Apesar de pertencermos
a uma só raça, a raça humana, existem
diferenças fundamentais entre os homens. A cor,
a classe social, o país em que nascemos, o nível
cultural, religioso, tudo isso é motivo para
que as pessoas se excluam umas das outras, gerando polêmicas
e às vezes guerras.
A Psicologia é uma ciência que
admite diferenças psíquicas bastante acentuadas
entre as pessoas, mas também reconhece as possibilidades
primárias comuns a todos os seres humanos. Isso
quer dizer que somos iguais e diferentes ao mesmo tempo,
e tratar esse assunto vendo somente um lado evitando
o outro pode gerar ideologias e crenças totalmente
deturpadas e incompletas.
Jung, um psicólogo do século passado,
pesquisou esse assunto profundamente e concluiu que
os homens se reduzem a dois tipos básicos de
temperamentos: o extrovertido e o introvertido, que
misturados a outras características individuais
geram os diferentes tipos de pessoas, permitindo que
haja mais afinidades entre umas e rejeição
entre outras.
O tipo extrovertido investe a sua energia
psíquica, ou seja, a sua libido, para o exterior,
sua atenção e seus desejos estão
voltados para as coisas externas. É aquela pessoa
que gosta de estar sempre com alguém por perto,
gosta de sair, ir às festas, comprar, falar,
se vestir na moda ou estar sempre elegante, valoriza
a beleza exterior, e tem como ponto fraco à solidão.
É um castigo para essa pessoa ficar sozinha,
pois é muito difícil conversar com ela
mesma, e se voltar para o mundo interno sem alguma coisa
concreta para chamar a sua atenção é
extremamente doloroso. O extrovertido quando fica muito
triste, é o que mais precisa de ajuda do outro
para poder caminhar pelos labirintos desconhecidos da
alma.
O tipo introvertido
é o contrário do extrovertido.
Ele gosta de olhar para dentro dele e reconhecer um
mundo interno, que é invisível, mas que
tem vida, e sua energia se volta para os acontecimentos
da sua alma, é uma pessoa que não se anima
demais por causa de uma festa, normalmente se cansa
dos lugares cheios de pessoas, é observador e
guarda para si a sua opinião. O objeto externo
tem um significado todo especial dado pelo seu próprio
jeito de pensar. Ele pode se tomar uma pessoa anti-social
e egoísta quando não houver compreensãoda
sua maneira de ser, pois na realidade seu desejo é
viver com profundidade.
Se a gente imaginar como esses tipos poderiam se relacionar,
veríamos uma infmidade de comportamentos que
poderia surgir daí: aproveitariam as diferenças
para se completarem, ou para iniciar uma guerra ou
fingiriam que não havia diferença
e viveriam uns relacionamentos totalmente falsos.
Graças a Deus não somos tão diferentes
assim. Normalmente, temos um pouquinho do extrovertido
e um pouquinho do introvertido, o que faz com que às
vezes estamos mais animados, mais dispostos, outras
vezes estamos mais pensativos, mais desligados dos outros,
mas essas pequenas diferenças podem causar estragos
nos relacionamentos humanos, se não houver boa
vontade para compreender e aceitar as pessoas do jeito
que elas são, sabendo em qual o momento devemos
nos aproximar ou nos afastar das pessoas, porque viver
bem é uma arte a ser cultivada durante toda a
vida.
Vera
Arruda, Psicóloga |
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Como se sente?
Como você está
se sentido nesses dias?
Cansado? Sentindo falta da energia que você costumava
ter?
Triste ou deprimido? Sempre prestes a chorar?
Aborrecido? Nada parece interessar mais?
Nervoso, ansioso, confuso?
Sem concentração, distraindo-se facilmente?
Esquecendo-se mais das coisas?
Hipersensível, facilmente irritável? Agressivo
e supercrítico? Querendo fugir de tudo?
Pesadelos? Síndrome de pânico? Dor de cabeça,
enxaqueca?
Dor nas costas? Dificuldade em respirar?
Problemas na pele? Resfriados e gripes constantes?
Pressão alta, problemas no coração?
Insônia?
Falando muito e muito rápido?
BEM-VINDO AO CLUBE DOS ESTRESSADOS!!!!!!!!!!!
Estamos todos sendo afetados pelo stress.
Vamos entender o que ele é, e o que podemos fazer
a respeito.
O que é o stress, na realidade?
A primeira pessoa que descreveu, pela primeira vez,
a reação do corpo ao stress, na primeira
metade do século XX, foi o fisiologista Walter
Cannon, trabalhando na Harvard Medical School.
Imagine isso: Você está caminhando por
um beco estreito, à noite, sozinho, e esqueceu
seus óculos em algum lugar. Mais ou menos na
metade do beco (quando não é possível
voltar atrás), você vê uma figura
grande e forte carregando um bastão e vindo em
sua direção. Além de pensar "Ai,
coitado de mim!", o que mais acontece dentro de
você? Seu coração começa
a bater mais forte e mais rapidamente, você parece
incapaz de controlar sua respiração, começa
a transpirar, seus músculos tornam-se tensos
e toda uma gama de mudanças ocorre dentro do
seu corpo. O seu cérebro ativa o sistema nervoso
simpático que, por sua vez, ativa as glândulas
supra-renais. A adrenalina, hormônio do stress,
é secretada no sangue para colocar seu corpo
em marcha. Cannon foi o pesquisador que identificou
primeiro esta reação de stress como resposta
de luta ou fuga.
Não importa a origem do stress, o seu corpo reage
da mesma forma.
O endocrinologista Hans Selye foi o primeiro a utilizar
o termo stress (ele pediu emprestada essa palavra da
engenharia, onde stress refere-se ao desgaste de materiais
submetidos à pressão excessiva).
Quantas vezes estamos parados em um sinal de trânsito,
no Rio de Janeiro, distraídos e chega um menino
vendendo balas e nos assustamos pensando em um assalto?
(Muitas vezes, não é verdade? Esse exemplo
só entende quem é brasileiro e, principalmente,
carioca, infelizmente). Nosso corpo reage da mesma forma
descrita acima.
Antigamente, eu só trabalhava quando
colocava os pés no consultório. Não
existia telefone celular para os pacientes contatarem
comigo.
Nosso trabalho não acaba quando deixamos o escritório
ou consultório. Agora, estamos "plugados"
o tempo todo.
Quando voltamos para casa, ouvimos os recados da secretária,
atendemos as ligações no celular, checamos
as mensagens no nosso e-mail, respondemos as mensagens,
lemos o material que alguém nos enviou, entramos
num site para saber mais sobre o assunto, nos atualizamos
com revistas especializadas e milhões de livros
à espera de tempo para lermos.
E aí, o que fazer com isso tudo?
Segundo a doutora Susan Andrews existem duas regras
para lidar com o stress:
Regra número 1: NÃO SE PREOCUPAR
COM NINHARIAS.
Regra número 2: TUDO É NINHARIA.
Diferente dos animais, a maior parte do nosso stress
é mental. O stress psicológico é
uma invenção recente.
Nós, humanos, raramente somos obrigados a escapar
de um predador faminto, mas, por outro lado o mero pensar
no nosso chefe pode evocar a mesma resposta ao stress.
Muito do nosso stress não vem de ameaças
às nossas vidas, mas sim aos nossos egos, à
nossa auto-importância. O nosso stress é
emocional e social.
Se pedissem ao Dr. Jerrold S. Greenberg para escolher
o melhor modo para administrar o stress, ele
escolheria a comunicação a este apoio,
isto é, precisam sacrificar uma boa parcela do
seu próprio tempo, esforço e energia.
N.R.: O stress
continuado pode levar à hipertensão arterial,
enfarto, doenças gástricas, vitiligo e
outras doenças graves. Consulte um psicoterapeuta
antes que o problema se agrave.
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Espiritualidade
e desenvolvimento vocacional:
Ambiguidades e ensaio de clarificação
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Carlos
Manuel Gonçalves e Joaquim Luís Coimbra
carlosg@psi.up.pt
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
da Universidade do Porto
2002/2003
Artigo publicado nos
Cadernos de Consulta Psicológica, 17/18, 2002-2003,
pags. 277-284.
Idioma: português
Palavras-chave: Desenvolvimento vocacional, espiritualidade
Resumo
A espiritualidade
parece surgir como um fenómeno de moda nos
vários discursos do saber, nomeadamente nas
Ciências Humanas e, concretamente, na Psicologia.
O que antes era um tabu, em defesa do discurso positivista
agnóstico, hoje parece emergir como uma necessidade
em resposta aos impasses deixados em aberto pelo projecto
da modernidade, na sua arrogância desmesurada
de se constituir como uma cosmovisão. Os autores
abordam o fenómeno da emergência da espiritualidade
no desenvolvimento psicológico, concretamente
na dimensão vocacional, e tentam clarificar
este cenário de múltiplas expressões
(com os riscos de um sincretismo pantanoso!) que a
dimensão do espiritual pode assumir, para evitar
que sob “este guarda chuva” espiritual
se possa abrigar uma multiplicidade de realidades
diferenciadas e/ou até contraditórias
geradoras de fortes ambiguidades.
Esta reflexão pretende ser um contributo de
clarificação do conceito ––
hoje ambíguo, do nosso ponto de vista––,
de espiritualidade, suscitada pela constatação
de que os vários discursos do saber, nomeadamente
nas Ciências Humanas, –– na Literatura,
na Sociologia, na Antropologia, na Filosofia e até
na Psicologia––, começam a referir-se
a esta dimensão, parecendo constituir-se num
fenómeno de moda. Hoje fala-se do espiritual
nos vários domínio do desenvolvimento
psicológico, entre outros, no vocacional (Savickas,
1996), na educação (Best, 1996, 2001)
e como uma dimensão do desenvolvimento psicológico
geral (Fowler, 1983).
Há já uns tempos que o nosso grupo de
trabalho, –– ligado à disciplina
de Psicologia e Orientação Vocacional
do 4º ano da licenciatura, das áreas de
especialização 4 e 5 ––,
tem vindo a discutir sobre a legitimidade ou não
legitimidade de recorrer ao conceito espiritualidade/espirito
para a conceptualização do desenvolvimento
vocacional ou de outras dimensões do desenvolvimento
psicológico colocando-se-nos o desafio da urgência
de tentar clarificar o estado da questão. Espera-se
que esta reflexão , possa ser um contributo
mais para a clarificação de um conceito
que nos parece cada vez mais pantanoso.
Da
conflitualidade para a diferenciação/afirmação
O trajecto epistemológico
da construção dos saberes, no âmbito
das várias ciências humanas, tem sido
marcado por uma forte conflitualidade, nomeadamente,
entre os discursos metafísicos/especulativos
(teologia e filosofia) e os discursos ditos científicos,
como a Psicologia. Esta conflitualidade manifestou-se
historicamente pela emergência de discursos
paralelos, e até polarizados, que é
explicável, em parte, pela necessidade de afirmação
de um estatuto de cientificidade por parte da Psicologia.
Na segunda metade do século XIX, a Psicologia,
ao demarcar-se da Filosofia e da Teologia, assume
preferencialmente, como forma de diferenciação
e afirmação, as metodologias das Ciências
Naturais; ou seja, os métodos experimentais
e estatísticos, contestando as metodologias
especulativas e introspeccionistas da filosofia e
da teologia por considerá-las anti-científicas.
É esta narrativa positivista, objectivista,
quantificável que fascina as metodologias,
ditas científicas, da construção
dos saberes e da prática psicológica
que vai acentuar o divórcio e as rupturas entre
a Psicologia e os discursos fundamentados em ontologias
metafísicas.
A ciência mecanicista do paradigma newtoniano-cartesiano
que dominou o projecto da modernidade, e conheceu
o seu apogeu no século XIX e primeira metade
do século XX, no qual se inscreve e revê
a ciência Psicológica, acentua o ostracismo
e o silêncio a que foi votado o discurso teológico
e a dimensão espiritual da existência
humana por parte da Psicologia durante todo o século
XX. Aliás, a marginalidade durante décadas,
e neste momento o silêncio cúmplice(?),
do tema religião/espiritualidade, nos currículos
das várias licenciaturas em Psicologia nas
várias Faculdades do nosso País é
ainda hoje uma realidade, transformando-se num tema
quase tabu, porque explicitá-lo seria pôr
em causa o estatuto de cientificidade da Psicologia
e entrar num discurso da irracionalidade da mera crença
que carece de uma justificação, como
se a complexidade do humano resistisse a uma análise
meramente científica e positivista.
No entanto, deve salientar-se que algo está
a mudar em vários países da Europa e
nos E.U.A. vislumbrando-se, progressivamente, uma
integração progressiva da espiritualidade
nos currículos e uma crescente preocupação
de realizar investigações despreconceituosas
sobre o impacto da dimensão espiritual no desenvolvimento
psicológico.
Saliente-se que em situações de rupturas
de relações, mesmo a nível das
epistemologias dos saberes, existe sempre uma corresponsabilidade
recíproca. E se a Psicologia teve as suas responsabilidades
na ostracização do discurso teológico
pelas razões já sublinhadas, também
a Teologia foi realizando as suas investidas, construindo
o seu discurso com ataques preconceituosos em relação
à Psicologia, fragilizada pelas investidas
positivistas/racionalistas e freudianas que inconscientemente
nunca ultrapassou (os medos e fantasmas da racionalidade
e invasão da suas áreas de reflexão
e intervenção), impedindo-a de perceber
os contributos que a Psicologia pode efectivamente
proporcionar em termos de compreensão do humano,
rentabilizando-os para alicerçar e fundamentar
o seu próprio discurso, limitando o seu diálogo
defensivo ao gueto da filosofia escolástica,
da neo-escolástica e ao personalismo humanista.
Numa cultura actual, onde se vai fazendo a apologia
da diversidade, da multiculturalidade, do diálogo
democrático, da tolerância, do respeito
pelas várias mundividências, da multidisciplinaridade,
não faz sentido os discursos redutores da exclusividade
e dos saberes fragmentados, ––nomeadamente
em ciências que tem como objecto de análise
a mesma realidade: o humano––, mas deve-se
afirmar progressivamente uma epistemologia alicerçada
nos princípios da complementaridade, onde os
vários níveis de análise e de
compreensão da complexidade do humano devem
ser respeitados nas suas especificidades como contributo
de explicação e integração
da complexidade da experiência humana, tornando-a
mais viável em qualidade de vida.
São os impasses sobre a natureza do conhecimento
e os limites da ciência que ficaram em aberto
pelo projecto da modernidade, que colocam em evidência
a possibilidade de coexistência de uma multiplicidade
de pontos de vista sobre o humano sendo todos eles
válidos, enquanto olhares complementares, contribuindo,
uns mais que outros, para a compreensão e integração
da experiência humana. Assim, os saberes da
ciência psicológica proporcionam um nível
de análise possível, no âmbito
desta ciência, que não visa substituir
outros olhares possíveis sobre o humano, mas
pode contribuir para iluminar esta realidade complexa.
Assim a Psicologia pode proporcionar ao discurso teológico
“ferramentas” ou instrumentos conceptuais
e metodológicos que permitam compreender de
forma mais global a experiência espiritual;
bem como, a Teologia, na análise da experiência
espiritual, poderá devolver à Psicologia
processos psicológicos mais complexos que resistem
a uma análise meramente racional, científica
e objectivista/positivista.
A emergência das dimensões
do espiritual numa cultura da fruição
do efémero
A crise do projecto
da modernidade que deixou em aberto as grandes questões
do sentido da vida, colocando em causa, e até
mesmo desmoronando, os valores que faziam parte das
matrizes culturais configuradoras das identidades
nacionais, parece ter aberto o espaço para
a emergência das dimensões mais espirituais
pelo vazio produzido e a não realização
das expectativas geradas pela cientificidade e pela
revolução tecnológica.
Nesta cultura de “pós-modernidade”
onde se constata um esvaziamento de valores e referências,
onde não existem grandes causas sociais a promover
e onde as grandes narrativas culturais, religiosas,
políticas e nacionais, que poderiam dar sentido
à vida se desmoronam; numa cultura consumista
e hedonista marcada pelo efémero, pelo vazio
interior e esteticização do quotidiano
(Gonçalves & Coimbra, 2000) intelectuais
e pensadores, como André Malraux, começam
a profetizar que o século XXI será o
século da espiritualidade.
Nos anos 80 e 90 os media começam a divulgar
um retorno ao homem religioso, expresso no rejuvenescimento
das grandes religiões, formação
de novos movimentos religiosos, a simpatia pelas práticas
de meditação oriental, simpatia da cultura
ocidental pela espiritualidade budista (fenómeno
de Dalai Lama)..., após um processo de secularização
que atingiu o seu limite com a crise da modernidade
na tentativa falhada de silenciar a experiência
religiosa pela apologia da capacidades ilimitadas
de erudição do homem. Como ilustração
do afirmado anteriormente, num estudo internacional
sobre valores (Grom, 1994), realizado nos anos 90
com uma população a partir dos 18 anos,
93% dos norte-americanos e 71% dos europeus ocidentais
afirmavam acreditar em Deus. 48% dos europeus diziam
participarem habitualmente nas celebrações
litúrgicas e orarem com frequência, sublinhando
que a sua fé lhe fornecia apoio e segurança
pessoal.
Confrontados com este cenário de múltiplas
expressões (com os riscos de um sincretismo
religioso) que a dimensão do espiritual/religioso
pode assumir deveremos colocar um conjunto de questões
para tentar clarificar a dimensão espiritual
da experiência humana: o que caracteriza a experiência
eminentemente espiritual? Será possível
integrar as múltiplas expressões ditas
espirituais num conceito unificador? É legítimo
falar de espiritual sem afirmar o Transcendente? Ou
seja, quando se fala hoje da dimensão espiritual
do humano está-se a falar da mesma coisa? O
que há de comum e de diferente nesta categoria
denominada espiritualidade?
Vamos tentar dar um a resposta, ainda que
breve, na parte final desta reflexão.
A ambiguidade do conceito Espiritual
A literatura não apresenta uma definição
consensual e unívoca do conceito espiritual;
por isso, hoje começa a estar na moda o termo
espiritual nos vários discursos do saber, o
que não favorece a sua clarificação.
O que antes era um tabu em defesa do discurso positivista
e agnóstico, hoje parece ser uma necessidade,
talvez para que os discursos não surjam como
redutores; ou então, será a expressão
do desencanto,–– ao tomarem consciência
dos limites –––, em que os intelectuais
positivistas caíram ao substituírem
a fé no Transcendente nas capacidades ilimitadas
do homem (ciência e técnica), expressão
metafórica da tentação do humano
primordial de “serem como deuses” (Gén,
3, 5). Face a esta panóplia de conceitos é
importante tentar fazer uma discriminação
dos mesmos, porque sob “este guarda chuva”
espiritual pode proteger-se uma série de realidades
diferenciadas e/ou até contraditórias.
A utilização abusiva e arbitrária
do conceito espiritualidade sem explícita e
implicitamente afirmar a relação com
o Transcendente, ou até mesmo silenciando-o,
gera fortes ambiguidades e mal-entendidos. Hoje fala-se
da espiritualidade do trivial, do quotidiano, do terreno,
do pessoal, do conjugal, do trabalho, do vocacional...
parecendo circunscrever-se o espiritual ao desenvolvimento
pleno das várias dimensões do sujeito
psicológico, numa dimensão meramente
horizontalista, concretizadas nas diversas expressões
do pensamento: nas várias ciências, na
tecnologia, na arte, no compromisso político
e social e no reconhecimento e exercício da
liberdade em ordem a uma sociedade mais solidária
e justa. Esta concepção do espiritual
tem as suas raízes no dualismo cartesiano (corpo/espirito)
corporizado pelo paradigma modernista racionalista
atingindo o seu apogeu na filosofia materialista contemporânea
(marxismo, existencialismo, empirismo lógico
e estruturalismo) reduzindo o espiritual à
consciência, ao psicológico e ao desenvolvimento
pleno do self. Isto é, a modernidade afirmava
que a consciência não pode transcender-se
a si mesma, ou seja, circunscreve-se à esfera
do espaço-temporal, ou seja, confina-se à
historicidade efémera. O princípio da
imanência faz depender a consciência e
a subjectividade de uma liberdade que é regra
e princípio, por si mesma, não sendo
possível encontrar um princípio superior
à própria consciência; ou seja,
imanência e transcendência são
incompatíveis –– é o espiritualismo
imanentista da modernidade –– (Fabro,
1987).
A emergência destas novas formas de espiritualismos
secularizados e imanentistas não será
o reflexo da falência do projecto da modernidade
que, após a tentativa falhada de profanização
do Sagrado, pretende sacralizar o profano, talvez
como expressão da resistência arrogante
de afirmação/abertura ao Transcendente?
A espiritualidade e o desenvolvimento vocacional
Também no desenvolvimento vocacional
se vem aludindo à dimensão do espiritual
(?) como ingrediente importante da realização
plena do self (Savickas, 1996). O espirito é
conceptualizado como uma força activadora ou
princípio energético (ruach bíblico?)
que garante vida ao organismo físico. O sujeito
mobilizado pelo espirito–– princípio
de vida –– experiencia uma energia plena,
entusiasmo e coragem que o projecta numa determinada
direcção, em ordem a uma plenificação/totalidade.
O movimento do espirito é no sentido da cooperação
com os outros e no assumir de corresponsabilidades
comunitárias, garantia do bem estar psicológico
e da realização plena do self.
Sendo o trabalho um contexto privilegiado do desenvolvimento
humano, através do qual temos oportunidade
para expressarmos todo o nosso potencial e nos desenvolvermos
espontaneamente na relação que estabelecemos
com os outros, é nele (trabalho) que a dimensão
do espiritual se torna mais relevante.
O trabalho, quando mobilizado pelo espirito, não
só promove a totalidade do self como contraria
as lógicas profissionais comandadas pelo “carreirismo”.
Assim, a lógica da “espiritualidade”
do trabalho não se centra, prioritariamente,
nas dimensões instrumentais e nos significados
extrínsecos do trabalho (poder, prestígio,
possessão) –– dimensão marcadamente
egocêntrica e instrumental–– mas
investe nos significados intrínsecos que promovem
a ”plenitude/totalidade” do self pela
emergência dos valores como a realização
pessoal, a cooperação e a solidariedade;
“o espirito que mobiliza o trabalho contribui
para perceber que a vida é uma grande celebração
da solidariedade, do amor, da fraternidade e da admiração
do outro, mediado pelo trabalho” (Savickas,
1996).
Não estaremos face uma concepção
utópica e “messiânica” do
trabalho que nada tem a ver com as lógicas
mais competitivas com que somos, actualmente, confrontados,
numa sociedade onde o desemprego aumenta e os poucos
lugares disponíveis são disputados pelos
mais fortes? Poderemos denominar de espiritual a este
movimento de abertura aos outros, de descentração
do egocentrismo para a cooperação, quer
no desempenho do papel profissional quer nos outros
papéis da existência humana? Não
será identificar o espiritual com os níveis
de maior complexidade do desenvolvimento psicológico
global? Não é reduzir o espiritual ao
eminentemente psicológico, à consciência/self?
O espiritual não implicará o assumir
explicitamente uma relação com o Transcendente?
Porquê recorrer a um conceito de um nível
de análise teológico se existem conceitos
para sublinhar a realidade pretendida no âmbito
da Psicologia? Penso que estas ambiguidades não
favorecem nem a reflexão teológica nem
o discurso psicológico, quando muito geram
confusões e intromissões nos vários
níveis de análise, que são igualmente
importantes como pontos de vista diferenciados e complementares
na compreensão da complexa realidade do humano
e na construção de uma identidade profissional.
Ensaio de clarificação do Conceito
O conceito espiritual, etimologicamente,
provém do latim “spiritus” que,
por sua vez, é tradução do termo
original hebraico “ruach” que significa
“sopro de vida”, “alento”,
“energia”, “dinamismo”; ou
seja, Aquele que dá vida e sentido pleno aos
limites do humano e compreensão ao universo.
Partindo desta base primordial, o que é comum
ao conceito global do espiritual é esta abertura
do humano ao Transcendente, realidade meta-empírica,
que garante a vitalidade “ruach” à
precariedade do humano; ou seja, parte-se do pressuposto
–– a fé? –– que o humano
só viverá de sentidos plenos caso viva
esta abertura ao Transcendente, que é Sagrado,
Fascinante, Misterioso, Totalmente Outro, transcendendo
esta realidade inter-humana, mas manifestando-se nela
para a transformar/santificar (Eliade, 1967). A forma
através da qual os humanos comunicam com o
sagrado é o simbólico e a mediação;
daí que as relações do humano,
movidas pelo “ruach”, é a única
forma de se relacionar com o sagrado.
Shafranke e Gorsuch (1984) definem como espiritual
“a coragem para olhar ao seu interior e confiar,
emergindo uma sensação de pertença,
totalidade, holismo e abertura para o infinito”.
Esta concepção é marcadamente
oriental, individualista e intrasubjectiva caindo
no risco do panteísmo e no esbatimento da intersubjectividade
e alteridade, e até da própria Transcendência,
diluindo-se numa força cósmica.
Elkins et alt (1988) definem espiritual como um modo
de ser e de experienciar, que emerge da tomada de
consciência da existência de uma dimensão
de Transcendência à realidade humana,
concretizada num conjunto de valores identificáveis
face ao self, aos outros, ao mundo e à vida.
Assim as dimensões configuradoras do homem
espiritual são: (a) a confiança face
ao sentido da vida pela abertura ao Transcendente;
(b) o sentido de missão a realizar na vida
pela relação com os outros; (c) a compreensão
da vida como manifestação do Sagrado;
(d) o equilíbrio entre os valores instrumentais/materiais
e altruístas da solidariedade e da partilha;
(e) uma visão positiva do mundo e face aos
acontecimentos stressantes e trágicos da existência
humana: como o sofrimento e a morte.
Nesta conceptualização, também
psicológica mas não redutível
às dimensões psicológicas da
consciência, está subjacente uma visão
abrangente e global da espiritualidade, património
comum dos humanos que se abrem ao Transcendente, sem
implicar a adesão a qualquer grande religião
e/ou Igrejas.
Pensamos ser aqui que se situa a fronteira entre as
experiências eminentemente espirituais multidiversas
que emergem, por um lado, de uma convicção
pessoal no Transcendente implicando um compromisso
com valores espirituais e humanistas, e por outro,
as experiências espirituais que se circunscrevem
na adesão a uma religião organizada
(Kelly, 1995), com um sistema integrado de dogmas,
atitudes, actividades ritualizadas, através
das quais os sujeitos constróem sentidos para
as suas vidas (Corbett, 1990). Assim, o conceito amplo
de espiritualidade relaciona-se com uma vivência
circunscrita à esfera do pessoal, na relação
com o Transcendente, que está para além
de uma afiliação numa religião
específica (Peterson & Nelson, 1987).
Finalmente, porque estamos inseridos num contexto
socio cultural judaico-cristão, apresenta-se
o conceito de espiritualidade do ponto de vista cristão.
Como o conceito não é consensual, porque
há tantas quantas os teóricos, opta-se
por uma definição operativa proposta
por um especialista da Teologia Espiritual, Matanic
(1987) “ a espiritualidade é uma relação
privilegiada com o Transcendente/Deus, que se explicita
em determinadas verdades da fé e num estilo
de vida segundo a proposta/projecto de Jesus de Nazaré,
implicando uma missão de serviço à
humanidade, explicitando-se em meios, práticas
e rituais pessoais e comunitários”. Neste
conceito de espiritualidade estão implicadas
as seguintes dimensões: (a) uma relação
com o Transcende, concretamente, o Deus revelado por
Jesus Cristo; (b) um conjunto de verdades dogmáticas;
(c) o seguimento de Cristo como uma missão
de serviço à humanidade; (d) esta missão
é dinamizada pelo Espirito (Ruach) na celebração
pessoal e comunitária (as Igrejas) de rituais
conducentes à transformação do
mundo segundo lógicas de Evangelho, assumindo
uma centralidade inquestionável a Palavra de
Deus e os Sacramentos que implicam na qualidade da
acção humana configurada com os valores
da mensagem cristã. A partir deste conceito
global surgem uma multiplicidade de Espiritualidades
cristãs específicas, como a espiritualidade
Franciscana, Teresiana, Sãojuanista, Inaciana...
Concluindo
Penso ser importante esta clarificação
para sabermos de que realidades falamos quando a elas
nos referenciamos e evitarmos cair em ambiguidades
quer relativamente à teologia quer relativamente
ao discurso da Psicologia. Cada um dos discursos apresentam
níveis de análise diferenciados relativamente
à complexa experiência humana implicando
ontologias e epistemologias próprias, bem como
teóricos e profissionais de ajuda com as suas
especificidades, com domínios de intervenção
diferenciados, sendo importante identificar as fronteiras,
ainda que frequentemente ténues, de cada profissional.
Estes dois níveis de análise devem coexistir,
de forma autónoma, como serviço à
compreensão e à transformação
do humano, podendo ser útil o diálogo
interdisciplinar, respeitador, cooperante e questionante,
mas diferenciado.
No que concerne aos profissionais de intervenção
ainda se torna mais pertinente e incisiva esta cooperação,
independentemente das convicções e mundividências
de cada um dos interlocutores. Isto é, os conselheiros
espirituais devem encaminhar os seus clientes para
os psicoterapeutas, sempre que o nível de análise
e de compreensão do problema exceder o seu
âmbito e possa estar em causa a qualidade de
vida dos sujeitos (aliás, não poderá
existir uma experiência espiritual plenificadora
se as várias dimensões do desenvolvimento
psicológico não estiverem integradas);
assim como os psicoterapeutas deverão estar
sensíveis à dimensão do espiritual
quando esta interfere nas outras dimensões
psicológicas, (independentemente de terem ou
não fé), evitando, deste modo, prestar
um pernicioso serviço ao cliente pela redução
da realidade do humano às dimensões
meramente psicológicas da consciência
imanentista e desrespeitando os valores e convicções
do cliente.
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"DEFICIENTES
ESPIRITUAIS"
Há alguns anos,
nas olimpíadas especiais de Seattle, nove participantes,
todos com deficiência mental, alinharam-se para
a largada da corrida dos 100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada,
mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida
e ganhar.
Um dos garotos tropeçou
no asfalto, caiu e começou a chorar.
Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o
passo e olharam para trás.
Então eles viraram
e voltaram. Todos eles. Uma das meninas, com síndrome
de down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse:
- Pronto, agora vai sarar!
E todos os noves competidores deram os braços
e andaram
juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro
levantou e os aplausos duraram muitos
minutos...
Talvez os atletas fossem
deficientes mentais... Mas com certeza, "não
eram deficientes espirituais..." Isso porque, lá
no fundo, todos nós sabemos que o que importa
nesta vida,
mais do que ganhar sozinho, é ajudar os outros
a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nossos
passos...
Flavio
P. Ramos
Jornalista e editor deste jornal
Foto e texto |
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