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de Conrado Pereira |
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Conrado
Pereira Ribeiro da Silva, formado
em jornalismo pela Faculdade Nacional de
Filosofia da antiga Universidade do Brasil.
Começou sua carreira em 1960, na
Agência UPI. Terminou sua carreira
como diretor da Associação
Brasileira de Imprensa-ABI e editor de Política
e Economia do portal www.mensageiro.com.br.
Maçom, filiado ao Grande Oriente
do Brasil, alcançou o grau
máximo do filosofismo, o grau 33.
"É um arquiteto que constrói
no terreno do espírito" (FPR).
Deixa o plano material aos 72 anos de idade
para viver em seu corpo glorioso no Oriente
Eterno.
É uma referência no jornalismo
brasileiro. 19.02.1934 - 04.05.2006
Foto de André Rodrigues |
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Braveza e ódio
dos vencidos
Ernesto Caruso, 17/08/2008
Perderam no combate
armado e mudaram o modo de vida, mas não se conformam
com a benfazeja derrota, depois lucrativa ($). Desfrutam
as benesses de um país não comunista oposto
do modelo cubano como intentaram plantar, do atraso
e fuzilamento dos adversários ainda que verbais,
quanto mais armados.
Querem ganhar no grito diante da câmera, luz,
ação.
O que se viu no debate havido na TV Câmara foi
uma emboscada para que os holofotes criassem um espetáculo
televisivo com a “vitória” comunista
no tapetão. Babam de ódio e o fel percorre
as suas entranhas enquanto ditam palavras de ordem contra
alguém que precisa expiar os seus pecados, como
representante simbólico do Movimento Democrático
de 31 de Março de 1964, que atendeu ao clamor
da nação brasileira, e os jornais e revistas
o provam.
Previsível o que iria acontecer.
De um lado o advogado Antônio Ribas Paiva e do
outro — vejam o time — deputado Ivan Valente,
do PSOL, deputado Daniel Almeida, do PCdoB, Sra Elizabeth
Silveira, do Grupo tortura nunca mais e o professor
José Geraldo de Souza Junior, diretor da Faculdade
de Direito da UNB.
Um tanto diferente do que anunciaram para o programa
Expressão Nacional, com a presença do
deputado Ivan Valente (PSOL), Paulo Abrão Pires
Júnior, presidente da Comissão de Anistia
do Ministério da Justiça (Por que não
foi?), Antônio Ribas Paiva, advogado da área
cível e penal, palestrante no evento do Clube
Militar do Rio de Janeiro e contra a revisão
da Lei de Anistia (como anunciado) e Elizabeth Silveira,
vice-presidente do Grupo tortura nunca mais. Já
seriam três contra um, mas no debate foram quatro
contra um. Como classificar um programa com nítido
desequilíbrio explícito dos contendores?
O mesmo que um jogo de futebol com 2,75 (três
sendo um mancando) jogadores contra 11.
A apresentadora transmitia a pergunta dos expectadores
a um dos entrevistados. As repostas do advogado Ribas
normalmente eram atravessadas por comentários
dos outros, me fazendo lembrar da ocorrência na
porta do Clube Militar no seminário sobre a anistia,
quando uma senhora pretendeu externar o seu pensamento,
sendo acintosamente reprimida pelos manifestantes da
UNE, que saindo de onde estavam, formaram um arco e
aos gritos abafavam o que aquela senhora tentava dizer.
A PM afastou a senhora, protegendo-a.
O deputado Ivan e a Sra. Elizabeth eram os mais exaltados.
A todo o momento repetiam que as ações
terroristas, seqüestros, etc são reconhecidos
e aceitos como forma de reação a um poder
opressor e que a tortura é um crime contra a
humanidade. Claro, quando praticada pelos outros. Terrorismo
e tortura estão no mesmo nível, como preceito
constitucional vigente, Art. 5º, XLIII, “a
lei considerará crimes inafiançáveis
e insuscetíveis de graça ou anistia a
prática da tortura, ..., o terrorismo e os definidos
como crimes hediondos, ...;” A CF/88, no mesmo
Art. 5º, XXXIX, dispõe que “- não
há crime sem lei anterior que o defina, nem pena
sem prévia cominação legal;”
A Lei da Anistia nº 6.683, data de 28Ago79, a Lei
nº 9.455, que define o crime de tortura é
de 7Abr97, bem como a Lei nº 8.072/90, preconiza
no Art 2º: “Os crimes hediondos, a prática
da tortura, ... e o terrorismo são insuscetíveis
de: I - anistia, graça e indulto;”
Se a lei da anistia não beneficia os agentes
do Estado acusados de tortura, não pode ser tão
ampla que abranja os terroristas, pois terroristas e
torturadores cometeram tais crimes antes que a lei os
considerasse insuscetíveis de anistia, graça
e indulto.
Vejam uma amostra do pensamento de Ivan Valente, do
PSOL, que assina com mais dois deles: “Uma revolução
que sobrevive há cinqüenta anos......Castro
foi produto e líder maior ao lado de Che Guevara
desta revolução que sustentou em meio
a uma América Latina...” (21/02/2008).
Belo exemplo de democracia, 50 anos no poder.
Ou como diz o PSOL: “Apesar de a Rússia
ter acabado restaurando o capitalismo, nos ensinou que
só com uma revolução é possível
derrocar as classes dominantes; que o socialismo só
pode ser conquistado por meio da ação
revolucionária das massas e com os trabalhadores
e o povo tomando o poder.” (A Atualidade do Socialismo
e as Tarefas dos Revolucionários, março/2008,
Movimento Esquerda Socialista/PSOL.)
Quer mais, leia: “É preciso desmantelar
toda esta estrutura se queremos o mínimo de segurança.
É fundamental a democratização
das forças policiais e em particular do Exército,
com o direito a livre organização política
das tropas, com direito das tropas elegerem seus próprios
comandantes;”
Ora, a luta armada não só era uma pregação,
como foi empreendida para impor o regime comunista,
como é; escrevem e assinam.
O deputado Ivan não deixou de se regozijar ao
comentar que o Cel Ustra já estava sendo julgado
em São Paulo e que dois desembargadores já
tinham votado, um contra e um a favor e o terceiro havia
pedido vista.
Um processo espúrio, descabido, inaceitável
e que deverá ser repudiado por ser parcial. Enquanto
os criminosos são perdoados e premiados os militares
vão a julgamento, contrariando a Lei da Anistia.
Lei, cujos anistiados, regiamente indenizados, se avocam
como de pleno direito, negando-a aos agentes que cumpriam
com a sua responsabilidade em defesa da democracia.
O partido do deputado Almeida convocado para respaldar
a condenação dos agentes, PCdoB, era como
os partidos comunistas e é, quando assume: “32.
A CONSTRUÇÃO do socialismo, visando a
meta do comunismo, é processo complexo que engloba
várias fases. Possivelmente, no Brasil, a transição
do capitalismo ao comunismo, que compreende todo um
período histórico, terá três
fases fundamentais: a da transição preliminar
do capitalismo ao socialismo; a da socialização
plena; e a da construção integral do socialismo
e passagem gradual ao comunismo. São fases interligadas
e sem limites rígidos, de duração
relativamente larga, que comportam também etapas
intermediárias. A primeira fase é indispensável
para alcançar premissas econômicas que
favoreçam a implantação integral
do socialismo, tendo presente que o Brasil é
ainda pouco desenvolvido.”
Vai fundo: “33. A FASE da transição
preliminar do capitalismo ao socialismo realizará
gradativamente as transformações indispensáveis.
Nesta primeira fase não haverá confiscação
geral, socialização total, expropriação
generalizada. As medidas radicais, ligadas às
exigências iniciais da construção
socialista, terão cunho parcial.”
Constata-se que os argumentos da luta contra a opressão
são frágeis e inverídicos.
E o programa foi desonesto na concepção
com premeditado desequilíbrio.
Se houvesse boa intenção dos organizadores,
o mesmo número de debatedores em programas distintos,
responderia as perguntas dos espectadores, já
que a premissa deve ser de esclarecer posicionamentos.
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*Ernesto Caruso, 10/02/2008
Na trilha das comparações
recentes do presidente Lula, do tumor que não
é tumor, mas uma simples alteração
que com qualquer “remedinho” cura, a inflamação
é mais profunda, o pus se espalha, deteriora
o tecido do corpo inerte a servir de pasto aos vermes,
cujo é odor é aroma no banquete da massa
disforme.
O Brasil não pode ser transformado nesse ágape
de urubus.
Uns após outros se sucedem com intensa pluralidade
de escândalos, no mais elevado grau superlativo,
que não se sabe se é para criar um condicionamento
ou imperícia no trato com as relações
humanas, autoconfiança, desprezo pelo que os
outros pensem a respeito, desafio, esporte radical,
ou naquela do que manda quem pode, obedece quem tem
juízo.
Assim, foi a infeliz apresentação das
justificativas à Nação do uso do
cartão corporativo, pelos ministros do governo,
dentre os quais se encontrava o Chefe do Gabinete de
Segurança Institucional, general Jorge Armando
Félix.
Não se põem em dúvida a atribuição
do órgão quanto à segurança
do Chefe e dos familiares, por preceito legal, mas daí
uma manifestação de quanto maior a transparência,
menor a segurança, para encobrir os desmandos
e descaminhos já demonstrados, há um turbilhão
de reações contrárias colocando
em posição incômoda, pelo menos
no olhar da sociedade e em especial dos colegas de farda,
o militar. E militar antes de tudo cultua o pundonor,
uma constante preocupação do que possam
pensar e aludir a si, por uma conduta reprovável.
Não interessa os que estavam ao seu lado, da
Casa Civil e da Comunicação Social, pois
sobejamente são conhecidos colegas do passado
da luta armada e seqüestros abrigados no atual
governo Lula. Lá não se encontrava o Ministro
de Estado do Controle e da Transparência.
O ter que conviver com eles na administração
é uma conseqüência do cargo, que talvez
nem obrigue a ser um militar, como ministro, ainda que
para prestar assessoramento pessoal ao Presidente da
República em assuntos militares e de segurança.
O da Defesa não é. Um Comandante do Exército,
por exemplo, tem que ser um oficial general do Exército,
seja A, B ou C.
Não se pode alegar cumprir ordem superior para
tudo, ainda mais em um cargo político, cujo pedido
de demissão está tão próximo
como o ato de ser demitido pela autoridade nomeante.
É inaceitável a emoção superando
a obrigação funcional da razão,
a puerícia sobrepujando a maturidade, a experiência
e a proteção paterna acobertando a ação
do filho que por ser estudante não devia ser
preso só porque, juntamente com outros colegas,
espancou uma senhora que estava no ponto de ônibus
no alvorecer de um dia, com marcas no rosto, corpo,
pelos sopapos e socos de homens embrutecidos e na alma,
mais ainda.
*Coronel reformado do EB.
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Editorial
“Eu
estou de olho”
De péssimo
gosto, esses vídeos veiculados pela Justiça
Eleitoral do governo
do pior presidente de todos os tempos.
Dá para desconfiar da seriedade dos propósitos.
De que adianta estar “de olho” para ver
17 000 cartões corporativos
na mão de apadrinhados, que gastam o dinheiro
suado do povo brasileiro,
que nada pode fazer?
Num
país sério há muito que um presidente
do naipe desse senhor já estaria preso.
O crime oficial e organizado em todos os escalões
está espoliando o país. As denúncias
dos poucos que ainda têm coragem e esperança
de mudar não encontram eco no Congresso Nacional,
onde se contam poucos parlamentares dignos.
O grileiro que chefia a quadrilha maranhense estado
do qual é “dono” o ex-presidente
José Sarney, eminência parda de Lula no
Congresso, é quem reparte entre os parlamentares
as benesses que o “presidente oferece”.
A lei que privatiza as florestas brasileiras,
Lei 11284 assinada em 2 de março de 2006
e publicada no Diário Oficial da União
em 3 de março de 2006, um “crime de lesa-pátria”.
Só esse crime já seria mais do que suficiente
para o “impeachment” do maior canalhocrata
do planeta. Essa lei absurda está de acordo coma
vontade expressa das potências estrangeiras já
denunciadas neste portal e em outros veículos
de massa.
A Lei 11284 está permitindo invasões e
desmatamentos nunca sonhados, a ministra Marina Silva,
honrada mas obtusa, que faz o jogo das potências
interessadas e é vista por elas como a única
capaz de salvar a biodiversidade do planeta é
figura decorativa da história, nada faz.
A perda das refinarias da Petrobrás na duvidosa
negociação onde a empresa e seus acionistas
foram prejudicados, mostra a omissão, covardia
e a incompetência do mentiroso Lula. “O
preço do gás boliviano será mantido”.
Subiu.
Os escândalos sempre presentes e o cinismo do
presidente dão a tônica, ao “não
sei de nada”.
O MST recebe cestas básicas e ajuda do INCRA.
Mais uma vez o dinheiro do povo é usado, para
bancar invasões de propriedades.
A transposição do rio São Francisco,
apesar dos pareceres contrários dos ambientalistas
que são os que entendem da matéria, são
rejeitados e os senhores ministros do Supremo que nada
entendem e dão sinal verde. Só “neste
país” onde a boçalidade ocupa o
lugar da cultura.
Ministros nomeados pelo “presidente deste país”
torram o dinheiro público com seus cartões
corporativos, enquanto o Congresso Nacional propõe
mais uma CPI para fingir que investiga.
O Portal da Transparência da Controladoria Geral
da União só mostra alguns gastos em uma
transparência “muito relativa”.
A União Européia reclama das exportações
de carne brasileira para aquele mercado. A politicagem,
má fé e a incompetência no trato
comercial arrebentam com a credibilidade do Brasil.
A reserva moral da nação, que estaria
nas Forças Armadas, acima dos atos ilícitos
e defensores da Constituição está
tendo um comportamento de parcialidade decepcionante,
desde o governo FHC.
Após terem aceito novas regras que privilegiaram
os oficiais, em prejuízo para as praças,
os comandantes militares cometeram suicídio,
entregaram a cabeça ao verdugo. Na traição
aos companheiros d’armas, destruíram o
espírito de corpo que sempre uniu oficiais e
praças. Esse erro que precisa ser admitido e
corrigido. É elemento desagregador entre oficiais
e praças. É tudo que interessa ao governo
desagregador e omisso do covarde e megalomaníaco
Lula, que vê na desagregação e na
divisão do povo, uma forma de sustentação
de sua quadrilha no poder.
Os comandantes e demais chefes militares, desprestigiados
pelo péssimo Ministro da Defesa, que nada mais
é do que um moço de recados de Lula, parecem
ter como única preocupação o aumento
de seus vencimentos e interesses pessoais.
Rindo-se de tudo e de todos, principalmente dos que
puderam com sacrifício cursar uma universidade,
está o pavão bufo. Os universitários
e os empresários que investiram no Brasil são
as elites as quais Lula se refere, com freqüência
com desprezo, é a escatocefalia crônica
e o alcoolismo em delírio.
Enquanto Lula perdoa dívidas de países
“amigos”, namora as Forças de terroristas
e narco-traficantes da Colômbia (um assunto interno
e que diz respeito à soberania da Colômbia)
reconhecendo-as como se fossem um exército, regular.
Faz “investimentos” em Cuba, enquanto lambe
as botas do assassino Fidel, seu guru. Quanta mediocridade
em nome do Brasil.
Tudo com o dinheiro suado do povo brasileiro, que fica
esperando um milagre.
Aqui não há verbas para a saúde
e as mortes por febre amarela continuam.
As Forças Armadas, sucatadas e mal equipadas,
com soldos humilhantes, esperam a benevolência
de seu digno comandante supremo. É uma vergonha;
nunca em nossa história isso aconteceu.
Do verde oliva da esperança restou o verde da
náusea do povo pagante de impostos diante do
perigoso quadro de desgoverno e ameaças internas
e externas. Nem os apelos dos Clubes Militares e dos
senhores generais da experiente e digna reserva são
ouvidos.
Os irmãos Villas Boas, sertanistas e indianistas
já falecidos, profundos conhecedores dos costumes
indígenas costumavam dizer: “Os velhos
são a sabedoria da aldeia, as crianças
as donas do mundo”. Nem as crianças podem
contar com seus pais, nem os velhos com a segurança
que merecem no ocaso de suas vidas, após o serviço
ao Brasil.
Enquanto o Brasil não acordar a escola de alquimistas
“Arsène Lupin” do P T. estará
“furtivamente” formando novos candidatos
aos cargos eletivos e à sucessão presidencial.
O partido é rico no fermento necessário
à incubação, o estrume de jegue.
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Líder Político
por
Paulo de Paula Mesiano
CMG AvN Ref
Enviado
por Roberto Carrazedo
POLITICA - Sempre que tocamos nesse
assunto, fazendo a ressalva de que não é
sobre POLITICA Partidária que queremos conversar,
com os nossos pares, ou com os nossos iguais.
Causamos mal estar, um desconforto verborrágico
como se tivéssemos procedendo erradamente, cometendo
uma Indisciplina, contrariando os Dogmas do Militarismo,
falando de algo Pornográfico, contrariando os
Usos e os Bons Costumes, na concepção
da maioria dos Militares, Política é para
ser tratada pelos Políticos, nós os Militares
somos os eternos “vacas de presépio”,
bonitinhos, arrumadinhos, bem colocados e inseridos
no Estamento Militar e apartidários, porque assim
querem os Politicos.
Nessas conversações detectamos dois aspectos
básicos, o primeiro e mais importante é
que a grande maioria ignora o que é POLITICA
e o segundo tem uma ojeriza histérica de se falar
sobre Ela, e nos evitam como se fossemos “parlapatões
lazaretos”
Fenômeno semelhante acontecia quando se falava,
há alguns anos, sobre doenças incuráveis
como o Câncer e a AIDS, as pessoas faziam menções
muito vagas, quando era Câncer, falavam veladamente
sobre o “Caranguejo”, diminuíam o
tom das conversações, a um sussurro, imperceptível,
como se isso fosse o suficiente para evitar ou eliminar
a doença, quando se sabe que a primeira medida
concreta de solução é ASSUMIR a
doença tanto por parte do Paciente como pela
sua Família e Amigos e evidentemente combatê-la.
Não existe nada definitivo neste universo que
vivemos os céticos, que abraçam o ceticismo
sabem que o ser humano não atinge nenhuma certeza
a respeito da verdade, o que há é a duvida
permanente da compreensão, seja qual for o enfoque,
metafísico ou religioso.
Desde os tempos de Aristóteles até os
dias atuais há especulação a respeito
dos Seres Humanos, aqueles que são Vísceras
e Emoções, que ocupam espaço e
tem a sua essência graças ao pensamento
em que acumulam conhecimentos, pelas observações
através dos sentidos.
Isso começou na Polis a cidade-estado na Grécia
antiga, quando a sociedade que a guarnecia se expandiu
para a Comunidade. Surgiu a POLITICA, logo sistematizada
como a Ciência da Organização, da
Direção e Administração,
da Polis, evidentemente.
A Política deveria ser impessoal e transparente,
mas foi deturpada pela Politicagem, ou seja, a Política
de Interesses Pessoais, da troca de Favores, de Realizações
insignificantes, mas que davam lucro aos seus realizadores.
Atrás da Politicagem veio a pratica de propinas,
a corrupção, arrastando a Comunidade à
depravação dos hábitos sociais,
alterando usos e costumes numa devassidão, libertinagem
e licenciosidade.
Não é dessa POLITICA ou da POLITICAGEM
que os militares, devem enfocar.
Para os Militares, a Política, deve ser a arte
do Diálogo, visando o Bem Estar da Comunidade
Militar e da Sociedade, com o estabelecimento de Regras
e Normas respeitantes na Direção dos Negócios
Públicos, dentro do Respeito, da Moral e da Ética.
Os Militares estão inseridos na Sociedade como
qualquer Cidadão, pertencem a um Estamento especifico,
tendo um status jurídico, próprio e diferenciado,
que não o exime dos seus Direitos, Obrigações
e Prerrogativas, outorgados pela Lei Magna, como um
Cidadão comum que Ele o é, mas os Políticos
o vêm como um Serviçal.
Os Militares são Servidores do Estado, diligentes,
exercendo atividade pública de forma impessoal,
ocupando um Cargo ou Função.
As Forças Armadas antes do Ministério
da Defesa eram autônomas, e seus Lideres estavam
no primeiro nível, dialogavam diretamente com
o Presidente da Republica.
Com a instituição deste Ministério
por FHC os seus Lideres passaram a um segundo plano,
e se posicionando de forma intermediaria, entre cada
Força e o Presidente da Republica, o recém
criado Ministro da Defesa, cujo posicionamento não
é bem definido.
Por força Constitucional as Forças Armadas
são instituições nacionais permanentes
e regulares sob a autoridade suprema do Presidente da
Republica, e a EC-Emenda Constitucional nº23 (Que
criou o Ministério da Defesa) editada em 2 de
setembro de 1999, no inciso XIII reitera a competência
do Presidente da Republica ao dizer Exercer o Comando
Supremo das Forças Armadas não faz nenhuma
menção ao Ministro de Estado da Defesa,
não fixa nenhuma competência administrativa,
nem operacional, a esse Ministro a EC 23 intitulada
como de Criação do Ministério da
Defesa não esclarece o posicionamento desse Ministério
com relação às Forças Armadas,
o que ela fez foi alterar os artigos 12, 52, 84, 91,
102 e 105 da Constituição Federal prolsatada
em 1988 e em vigor, senão vejamos:
1. acrescentou ao § 3º do artigo 12 que diz:
são privativos dos brasileiros natos os cargos
entre Eles o de Ministro de Estado da Defesa; (auto-entendivel)
2. modificou a redação do Inciso I do
artigo 52 na competência do Senado Federal para
a seguinte: I - processar e julgar o Presidente e o
Vice-Presidente da Republica nos crimes de responsabilidade,
bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; (põe
os Comandantes em paralelo com os Ministros de Estado,
portanto são pessoas jurídicas iguais)
3. No artigo 84 que trata da competência do Presidente
da Republica acrescentou o inciso XIII: exercer o Comando
Supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
promover seus oficiais generais e nomeá-los para
os cargos que lhe são privativos; (reitera a
competência do Presidente, não faz menção
alguma a pessoa do Ministro de Estado da Defesa)
4. No artigo 95 que trata do Conselho de Defesa Nacional
e fixa quais são os membros natos desse Conselho,
acrescentou dois Incisos:
V - mencionando o Ministro de Estado da Defesa;
VIII os Comandantes da Marinha, do Exército e
da Aeronáutica; (outra vez põe os Comandantes
como iguais aos Ministros de Estado)
5. No artigo 101 que trata da competência do STF
- Supremo Tribunal Federal, no inciso I de processar
e julgar modificou a alínea:
a) nas infrações penais e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no artigo 52, I, os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União
e os chefes de missão diplomática de caráter
permanente; (na competência do STF de novo põe
os Comandantes em igualdade com os Ministros de Estado)
6. No artigo 105 que trata da competência do STJ
- Superior Tribunal de Justiça modificou as seguintes
alíneas:
b) os mandados de segurança e os hábeas
data contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ou do próprio Tribunal;
c) os hábeas corpus, quando o coator ou paciente
for qualquer das pessoas mencionadas na alínea
a, ou quando o coator for tribunal sujeito à
sua jurisdição, Ministro de Estado ou
Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica,
ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.
(idem neste artigo na igualdade dos Comandantes com
os Ministros de Estado)
O posicionamento do Ministério da Defesa com
relação às Forças Armadas,
é um imbróglio difícil de entender,
mas pelo que consta na Constituição Federal
vigente, a que foi prolatada em 1988, a Marinha, o Exército
e a Aeronáutica não são subordinadas
ao Ministro da Defesa, o seu status é de Ministério,
apenas deram o nome aos Ministérios da Marinha,
do Exército e da Aeronáutica de Comando,
continuando com todas as prerrogativas, direitos e atribuições,
como as Operativas, obviamente, mais as Administrativas,
que já tinham como Pessoal, Material, Saúde
Formação (Instrução e Adestramento),
recebendo Verbas Orçamentárias, efetuando
Despesas, prestando contas ao TCU, “continuaram
como dantes no quartel de Abrantes”.
Concluindo:
• o que mudou?
Apenas o nome de Ministério para Comando; a subordinação
voluntária; porque não há nenhum
respaldo Constitucional;
• o que fazer?
Sermos ouvidos e consertar essa situação
valorizando os Comandantes, posicionados corretamente
em paralelo com os Ministros ou talvez criando o Comando
Conjunto das Forças Armadas, como existe nos
Estados Unidos o “Joint Chief of Staff”
que seria exercido em regime de rodízio entre
as três Forças como era o EMFA, (Estado
Maior das Forças Armadas).
É o que estarrecido constatei e decepcionado
pela subserviência dos Chefes, que aceitaram as
injunções dos Politiqueiros de plantão
e não dizem nada.
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*Ernesto Caruso, 04/01/2008
O símbolo da pacificação,
da integração e da monolítica identidade
do território brasileiro — o insigne Duque
de Caxias — além de toda uma vida de dedicação
à Pátria, com folha e tempo de serviço
incomparáveis, nos deixou mais uma lição
na arte humanista do entendimento, compreensão,
perdão e recomposição, dando mostras
de magnanimidade, como representante e defensor do Estado,
mesmo após os ensangüentados dez anos de
luta na Guerra dos Farrapos, iniciada em 1835, no conturbado
período da Regência a exigir pulso forte,
para não fragmentar o solo já verde-amarelo,
como ocorrido na América espanhola. Nem guilhotina,
nem fuzilamento, práticas do reinado de terror
do passado próximo, da Revolução
Francesa e do que o mundo iria assistir na Revolução
comunista de 1917 na Rússia, ou do regime de
Fidel Castro-Che Guevara em Cuba, de 1959 aos dias atuais.
Mas, sim uma mensagem de PAZ, de LUZ, de ALMA.
“Uma só vontade nos una!” Proclamaram
os vencedores de ambos os lados dos brasileiros audazes
da Guerra Farroupilha, manifestando a enlevada intenção
de pacificação, de energia e de prevalência
da unidade. Prosseguindo, exclamam com determinação
e admoestação: “Maldição
eterna a quem ousar recordar-se das nossas dissensões
passadas.” A aspereza do xingamento serve de carranca
para afugentar quem tentar romper a reconciliação.
Demonstra o espírito que pairava sobre o abraço-compromisso
do Estado com aqueles que ensarilharam as armas em nome
de um Brasil Maior. E, conclui com apelo aos corações
dos envolvidos, tendo à frente o Duque de Caxias:
“União e tranqüilidade sejam de ora
em diante nossa divisa”. Perdão e esquecimento
prevaleceram. Este trecho da Paz de Poncho Verde está
perpetuado no bronze e exposto no saguão do Clube
Militar, na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro.
“Uma só vontade nos una! Maldição
eterna a quem ousar recordar-se das nossas dissensões
passadas. União e tranqüilidade sejam de
ora em diante nossa divisa”. 01/03/1845 –
01/03/1945
O ensinamento, cinzelado ao longo da História
e das tradições brasileiras, tem dado
rumo às nossas Forças Armadas no trato
da anistia concedida aos que se envolveram nos embates
no pós 1964, no auge da bipolaridade, democracia,
liberdade de ir e vir, pluralismo partidário,
economia de mercado versus o comunismo, exportado pela
Rússia, do partido único, da economia
de estado,... e do Muro de Berlin, que sintetiza e representa
a falta de liberdade de você ir para onde desejar.
Mas, enfim, assim pensavam os seus adeptos, e lutaram
por seus ideais com armas e técnicas de combate,
instruídos pelos manuais vermelhos de como fazer
sabotagem, seqüestrar autoridades e aviões,
aterrorizar para obter apoio, explodir aeroportos, etc,
para que as posturas políticas e econômicas
vividas pela Rússia fossem implantas no Brasil.
Não conseguiram. Perderam. Foram anistiados,
expiados pelo Estado, como os seus defensores pediram
e foram atendidos, para que a anistia fosse ampla, geral
e irrestrita; isto é, atingisse a todos os envolvidos,
por quaisquer atos de atrocidades que tenham cometido,
reincidentes ou não, sem limites, por prática
criminosa com vestimenta política. Tudo perdoado
a partir da lei e aperfeiçoamentos. Assassinato,
seqüestro, tortura, roubo, assalto, formação
de quadrilha. Quem delinqüiu, julgado ou não,
condenado ou não, preso ou não, fugitivo
ou não, foi PERDOADO.
Ora, se o Estado concede anistia a quem praticou toda
sorte de crime, não cabe punir quem deteve o
criminoso, por mais que a ele se tenha igualado no nível
de barbárie. Qual a diferença, ministros
do governo Lula, entre um guerrilheiro comunista matar
a coronhadas o tenente da PMSP, e um agente do Estado
matar a coronhadas o guerrilheiro comunista? Pelo jeito,
o terrorista deve ser anistiado e até indenizado.
No sofrimento não há diferença.
Nem na dor, no quadro de horror do crânio esfacelado,
no sangue jorrando, nas famílias amarguradas.
Por sua vez o guerrilheiro adentrou nesse cenário
de luta por opção, mas o agente em cumprimento
do dever, por obrigação. Se não
o fizesse, seria um desertor como Lamarca, traidor de
um juramento. Alguns deles, guerrilheiros, terroristas,
são impedidos de entrar nos Estados Unidos por
conta do seqüestro do seu Embaixador. Nem a anistia
brasileira os isentou do crime, anotado em alguma ficha
sem prescrição.
Na Ilha Grande do Caribe, modelo Fidel dos amigos Lula-Chávez-Morales,
não há necessidade de anistia. Dos que
lhe fizeram oposição em armas, vivos não
estão.
Cabia ao governo do presidente Lula, interpretado por
seu ministro da Justiça, Tarso Genro, refutar
o pretendido pela Justiça italiana até
para não reabrir chagas mal cicatrizadas, se
fossem bons os seus propósitos, e cuja manifestação
encontrou eco no assessor especial para assuntos internacionais
da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que
apoiou a decisão do governo de analisar pedido
de abertura de inquérito sobre os militares brasileiros
acusados de participar da Operação Condor.
Recebeu reforço do ministro especial da Secretaria
dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que defendeu a
anulação da Lei de Anistia. O recado vem
de Lula, como no lançamento do livro "Direito
à Memória e à Verdade", onde
esteve presente, e encampa, agora, a palavra dos seus
ministros.
Desta maneira, como acreditar no presidente que segundo
as palavras do ex-Cmt do EB, Gen Albuquerque, em palestra
no Clube Militar, disse que Lula no seu primeiro encontro,
abordou que era importante um esquecimento do passado
de desencontros.
O general acreditou; deu essa impressão.
O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, lembra
que os crimes dos quais são acusados os brasileiros,
já prescreveram.
Tudo indica uma preparação. Que os 18
do Forte nos inspirem numa razão de progressão
geométrica.
N.R * Ernesto Caruso é
coronel reformado do EB
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ALERTA AOS CMT
DAS FORÇAS ARMADAS E SEUS INTEGRANTES
*Ernesto Caruso,
23/12/2007
AO que se divulga, tem sido
uma preocupação do governo a paridade
de vencimentos entre ativa e reserva, especulando-se
que seria um obstáculo à concessão
do reajuste. Um outro argumento seria a dependência
da aprovação da CPMF.Nem uma coisa nem
outra, na minha visão. O planejado e sabido pela
cúpula, por tudo que já falaram e encenaram,
estava DECIDIDO: nada seria concedido neste ano. É
bem capaz, riram às nossas custas, porque o deboche
é uma característica marcante dessa gente
top-top. O doce era tão doce que anunciaram que
o reajuste seria retroativo a setembro do corrente.
Quanta sacanagem.
Hoje entendo, por conta da auto-definição,
o ser uma metamorfose ambulante, deixando marcas pelas
pegadas (mais ou menos isto), porquanto se transforma
em matéria orgânica e anda para a classe
militar.
A questão da paridade é um nó que
o governo quer desatar em prejuízo da gente da
reserva. Um nó que representa uma aliança
fundida historicamente, sem distinção
entre os da ativa e os da reserva, sempre prontos a
desempenhar as suas funções, uns exercendo
e outros em condições de exercê-las
a um chamamento da Pátria.
No entanto, de forma camuflada, tal condição
já foi imposta para os que estavam na ativa,
quando da efetivação da MP2131 e por nós
comentada através a "APRECIAÇÃO
SOBRE A MP Nº 2.131 DE 28/12/00" de 13 de
fevereiro de 2001. Foi nas proximidades do Natal e da
esperança de um Bom Ano Novo o que foi feito
no governo FHC em 2000, agora repetido como presente
em 2007 pelo governo Lula.
Aos que passaram para a reserva antes da referida MP,
quero crer, há de se respeitar o ditame da Carta
Maior:
"CONSTITUIÇÃO DO BRASIL
Art. 5º
XXXVI – a lei não prejudicará o
direito adquirido, o ato jurídico perfeito e
a coisa julgada;"
Tal fato impõe manter as condições
de respeitabilidade à lei no momento do fato
gerador do direito, caracterizado pelo ato jurídico
perfeito.
Considerar ainda:
- "CONSTITUIÇÃO
DO BRASIL
Art. 37 ..........
XV - os vencimentos dos servidores públicos são
irredutíveis, e a remuneração observará
o que dispõem os arts. 37, XI e XII, 150, II,
153, III e § 2º, I; (EC 18/98)
Art. 40............§ 8° Observado o disposto
no art. 37, XI, os proventos de aposentadoria e as pensões
serão revistos na mesma proporção
e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração
dos servidores em atividade, sendo também estendidos
aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios
ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores
em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação
ou reclassificação do cargo ou função
em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência
para a concessão da pensão, na forma da
lei. (EC 20/98)
Art. 142....................§ 3º.............IX
– aplica-se aos militares e a seus pensionistas
o disposto no art. 40, §§ 7º e 8º;.............
(EC 20/98)
§ 3º Os membros das Forças Armadas
são denominados militares, aplicando-se-lhes,
além das que vierem a ser fixadas em lei, as
seguintes disposições:......................
VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º,
incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e
XXV e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV; (EC 18/98)
EC nº 20/1998
Art. 3º.........
§ 3º São mantidos todos os direitos
e garantias assegurados nas disposições
constitucionais vigentes à data de publicação
desta Emenda aos servidores e militares, inativos e
pensionistas, aos anistiados e aos ex-combatentes, assim
como àqueles que já cumpriram, até
aquela data, os requisitos para usufruírem tais
direitos, observado o disposto no art. 37,XI, da Constituição
Federal.
ESTATUTO DOS MILITARES (Lei 6.880, de 9/12/80)
Art. 58 - Os proventos de inatividade serão revistos
sempre que, por motivo de alteração do
poder aquisitivo da moeda, se modificarem os vencimentos
dos militares em serviço ativo.
Parágrafo único. Ressalvados os casos
previstos em lei, os proventos da inatividade não
poderão exceder à remuneração
percebida pelo militar da ativa no posto ou graduação
correspondente aos dos seus proventos.
Já os atingidos pela famigerada,
comentávamos na oportunidade:
"c. Quanto a outras perdas
Os militares da ativa são prejudicados pela MP
2131 no que se refere à percepção
de remuneração ao grau hierárquico
superior e pela extinção do adicional
de tempo de serviço, “congelando”
o tempo já cumprido, sem receber, por equiparação,
ao longo da carreira, os anuênios. Quando passarem
para a reserva, constituir-se-ão em uma classe
inferior, se comparados aos seus pares da inatividade.
São eles que lidam com explosivos, munições,
canhões, obuseiros, granadas, gases, acampamentos,
permanência nos aquartelamentos por 33 horas seguidas,
quando em serviço de um domingo, iniciado às
7 horas e término às 7 horas de segunda-feira,
mais o expediente normal até 16 ou 16h30min.
Convivem com os perigos dos mares, dos céus e
das florestas, superando vicissitudes, doenças
tropicais e o isolamento das fronteiras e, de forma
penosa, o alvo principal da economia que se pretende
fazer .
Exemplo:
- Atual (Cel com proventos do posto superior): soldo
(Gen Bda) 4.101,00; Ad Mil (28% em Jan/2002) 1.148,28;
Ad Hab (30%) 1.230.30; Ad TSv (35%) 1.435,35; total
7.914,93;
- Atual (Maj com 15 anos de tempo de serviço,
“congelado” em 15%)
- Futuro (o referido Maj passando para a reserva como
Cel): soldo 3.741.00; Ad Mil (25%) 935,25; Ad Hab (30%)
1.122,30; Ad TSv (15%) 561,15; total 6.359,70
Resultado final (7.914,93-6.359,70): 1.555,23
Assim, os proventos do Cel do futuro significarão
80,35% dos do atual."
Observe-se que já se passaram sete anos e outros
se somarão e com o isso, o tempo se serviço
congelado vai diminuindo gradativamente, fazendo com
que a perda salarial seja maior e aumente a diferença
de vencimentos entre as gerações da reserva
antes de dezembro de 2000 e as posteriores. O estrago
já foi feito.
Mais justo seria aumentar o tempo de contribuição,
ao invés de fustigar quem já tanto trabalhou
pelo engrandecimento do País. O governo Castelo
Branco passou de 25 para 30 anos. Muito lógico.
Na medida que o tempo de vida aumenta, há que
se pensar em um número maior de contribuintes.
A redução de salário tem sido uma
prática perversa.
Some-se a esse descaso a evasão de oficiais das
FA devido aos baixos salários, diminuindo o universo
de contribuintes.
Estão marchando na contramão, se não
for essa a intenção.
Mas, ainda faltam alguns dias para terminar o ano...
N. R.
Ernesto Caruso é um intelectual
de grande visão política e social. Oficial
Superior do Exército Brasileiro, atualmente reformado
no posto de Coronel, tem mercê de sua cultura
eclética e das experiências vividas condições
“ótimas” para analisar com isenção
e profundidade essa matéria.
As tentativas constantes
de desunir os funcionários públicos já
não são de hoje...
O achatamento dos que recebem pelos cofres da União
vem sendo sistematicamente praticado. O aviltamento
vai desde os cargos de confiança que permitem
que alienígenas exerçam função
nas repartições públicas sem concurso,
e ganhando muito mais que os concursados, até
o uso desses cargos para infiltrar agentes da militância
partidária, prestando favores aos partidos aliados.
Isto não acontece com os militares: todos
membros da classe militar são cursados em suas
especialidades.
Com a desvinculação
dos funcionários civis concursados servindo em
ministérios militares, os “assemelhados”
a coronel em vencimentos, passaram a receber o equivalente
ao soldo de majores sendo gradualmente prejudicados
a cada aumento.
O resultado foi um mal-estar
entre civis e militares e uma sensação
de inferiorização decorrente de uma decisão
política que nada tinha a ver com os comandos
militares.
Enquanto os civis podiam
se manifestar em apoio aos militares quando os assemelhados
recebiam aumentos, mantendo a semelhança, isso
deixou de acontecer e, como os maquiavélicos
autores da ação queriam essa injustiça
que passou a colocar os civis e militares em campos
paralelos, senão opostos.
Outro descalabro engendrado
pelos que querem caracterizar que funções
de alta responsabilidade e especialidades militares
podem ser exercidas por civis foi o desmembramento da
DAC em diversas organizações sob a responsabilidade
de civis.
Para encurtar, a falta
de unidade de comando e o exercício por profissionais
sem o preparo adequado às novas funções
fez desmoronar o controle de tráfego aéreo
e a INFRAERO.
A criação
da agência ANAC e as aberrações
que aconteceram são mostra da incompetência
de um governo que só tem olhos para a eternização
no poder e dá à militância visivelmente
incompetente cargos e funções que não
são capazes de exercer, tudo com o objetivo oculto
de infiltrar e dominar setores de alta relevância
para a segurança nacional. A presença
militar cumpre a função de mostrar que
são violentos e repressores, ao contrário
dos “mocinhos do presidente”, que pagam
polpudas indenizações a criminosos assassinos
e assaltantes de bancos.
Quando o caos acontece,
e está acontecendo freqüentemente, chamam
os militares para reprimir as justas manifestações
do direito de ir e vir nos aeroportos superlotados onde
a cidadania é desrespeitada a todo instante pela
falta de informação e pela falta de soluções.
Esse é o quadro
real de um Estado corrupto e dirigido por uma quadrilha
oficial que compra apoios e se sustenta da ignorância
dos que com ela se identificam por “semelhança”
ou por levarem vantagens ou benesses, todas pagas com
o suor dos que contribuem para o produto interno bruto.
O momento é de
união. Estamos vivendo momentos em que os civis
estão sendo enganados e os militares, atônitos,
com tantas mentiras e falta de ética, até
que ponto obedecer nessa situação é
a atitude correta.
É a hora de refletir,
“se as forças do bem e da ordem não
ocuparem os espaços, o mal o fará. Será
que alguém duvida que já está acontecendo”?
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Governo
se vinga
Governo perde na votação
da CPMF e se vinga
como previsto no artigo de Ernesto Caruso,
em matéria de 14.12.2007
Como já era esperado, o governo
do pior dos presidentes da república, usando
sua já conhecida má-fé, tenta
justificar a perda da receita da CPMF, que nunca usou
para a saúde, como previsto, e dobra a IOF.
Paga, como sempre, a população economicamente
ativa a conta da incompetência para cortar as
mordomias e esbanjamentos do péssimo presidente
Lula e de sua quadrilha oficial.
Falavam dos governos dos militares, e agora? Será
que o povo está satisfeito?
No almoço de fim de ano com os oficiais generais
das forças armadas, na presença de seu
lacaio, o ministro da Defesa, Lula deitou a falação
própria da cultura que tem. É uma humilhação
para os membros das Forças Armadas ter de escutar
por ordem as baboseiras de seu comandante supremo.
Até quando?
O povo que se identifica com Lula é o que passou
a votar graças a outro grande canalha, o deputado
Ulysses Guimarães. Hoje quem elege o presidente
são os que apenas usufruem das benesses do
voto do assistencialismo corrupto e não os
que pagam os altos impostos e vivem sufocados com
as contas impostas pela goela grande dos gastadores
incultos e corruptos. São bem a cara dos que
os elegeram.
Governo se vinga
Ernesto Caruso, 14/12/2007
Como era esperado, o governo do presidente
LULA, deu uma resposta rápida ao resultado que
não representou uma derrota total à Proposta
de Emenda Constitucional que visava prorrogar os prazos
previstos no caput dos arts. 76 e 84 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, versando sobre
a vigência da Desvinculação de Receitas
da União - DRU e da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
- CPMF. O requerimento do senador Romero Jucá
(PMDB-RR), líder atual do governo e seu ex-ministro,
para a votação em separado das duas proposições
foi essencial para não pôr em risco a perda
de arrecadação e a flexibilidade na aplicação
dos recursos. Jucá havia deixado o Ministério
da Previdência após denúncias de
irregularidades na obtenção de empréstimos
junto ao Banco da Amazônia, cujas fazendas dadas
em garantia não existiam, mas ao que parece goza
de total confiança.
Vale observar que os líderes de bancada oposicionista
liberaram publicamente a votação quanto
à DRU, elevando dos 45 votos, quatro a menos
dos necessários à aprovação
referente à CPMF, para 60 favoráveis à
prorrogação da DRU, a despeito das tentativas
de barrar a proposta do voto em separado e das acusações
de que tais recursos servem para pagar aos agiotas do
mercado financeiro. Isto significa 20% do orçamento.
Assim, não precisava de tanta raiva nas reações
pós-votação, diferentemente dos
afagos pelo entendimento tanto da parte do governo como
pela demonstração dos opositores em encontrar
soluções cabíveis na tributação.
Os afagos se revezavam com as ameaças de desastre.
A vingança ficou patente, quando enfocou dois
pontos cruciais, o da saúde que atinge toda a
população, em particular a mais carente,
já pessimamente assistida pelos hospitais, nos
quais os doentes ou estão nas filas-da-madrugada
ou são expostos pelos canais de televisão
largados pelos corredores, em macas, bancos, pelo chão,
sentados em degraus sujos, como não pode deixar
de ser, pelas solas de sapatos e chinelos que transitam
por calçadas e ruas onde proliferam dejetos de
humanos — se urina despudoradamente pelos postes
e sob marquises — e de animais — fezes de
cães e gatos — em declarada falta de civilidade,
e, o do reajuste dos vencimentos dos servidores públicos,
segmento maltratado pelo governo dito dos trabalhadores,
mais do que o do FHC, que não conseguiu ferir
a paridade entre ativos e inativos. Haja desmontar o
Estado, pois que esse para ser forte precisa de um servidor
bem preparado e bem remunerado, com um plano de carreira
que prescinda das nomeações políticas
na escala petista de premiar os compadres.
Será que alguém vai ser enganado por essa
artimanha? Ou agora não ficou mais claro diante
dos debates sobre a eficácia da citada contribuição
que fora criada para atender aos reclamos da saúde
e nada de concreto se viu em termos de melhoria no atendimento
aos usuários do sistema de saúde pública.
Nos 11 anos de existência se constata no real
e nas palavras do ex-ministro Jatene, autor da proposta
de criação da contribuição,
quando diz: “a CPMF foi formatada como um recurso
provisório e acabou se convertendo em recurso
essencial para o Tesouro, e não para a saúde.”
(www.mp.rs.gov.br).
Um governo sério não poderia, através
do ministro responsável, declarar que a saúde
será prejudicada quando se verifica uma situação
perigosa quanto aos elevados índices de infectados
pelo HIV, tuberculose, hanseníase e ainda considerável
nível de mortalidade infantil, ao invés
de dizer que o governo vai trabalhar pela redução
do inchaço da administração, das
vultosas verbas de propaganda, dos gastos nas viagens
internacionais e nem alegar que não dá
para reajustar os salários dos servidores por
conta da CPMF, pois não foi criada para tais
fins.
A dengue está presente nos lares e nos noticiários
com incidência crescente em vários Estados
da Federação, e mata. Aqueles que triste
e lamentavelmente morrerem não tenham nos seus
corpos a certidão do governo de foi por culpa
dos votos dos senadores contrários à prorrogação
do prazo da CPMF, que com habilidade se anunciava que
extinta seria prejudicada a distribuição
do bolsa-família.
Foi uma vergonha. Um gesto mesquinho de dizer se morreu
ou foi mal atendido, a responsabilidade não é
do governo, mas dos que votaram contra.
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JOÃO
BOBO
Ernesto Caruso, 09/12/2007
É triste
comentar este assunto ao findar o ano, quando devemos
festejar um Natal de Luz e a entrada do Ano Novo, normalmente
de congraçamento, de enlevo, compreensão,
entendimento, fraternidade. No entanto, é muito
difícil engolir o tratamento dado aos militares
pelo governo Lula, particularmente nos últimos
dois meses, se tanto, ao divulgar a possibilidade de
um reajuste de vencimentos. Chega a ser debochado. Parece
reproduzir a referência do Chávez à
vitória da oposição no referendo
pela rejeição à sua perenidade
no poder, desqualificando-a por três repetidas
vezes, enchendo a boca, sorvendo e saboreando cada sílaba.
Se publicamente transmitem uma agenda de irresponsabilidade,
de falta de compromisso da mais alta administração,
expondo um viés de deficiência, que vai
do não se saber com quem debater o assunto, quem
deve decidir, ouvir e apresentar argumentos, dados,
estatística, índices, fingindo que os
desconhecem, mas que estão interessados e estudam
o assunto com toda a seriedade e profundidade. O ministro
da Defesa, por várias vezes anunciou que falaria
com o presidente da República, sendo a audiência
desmarcada por várias razões, o almoço,
a flatulência, a crise do gás, a poluição
do ar, o biodiesel, o álcool é nosso e
ninguém tasca. Sai Renan. PAC disso, PAC daquilo.
Aprova a CPMF. Compra aqui, paga acolá. Beba
com moderação. Se dirigir, não
beba. Se beber, não dirija,.... Porque, senão
fica parecendo conversa de bêbado. E não
é o caso, nem estamos numa feira.
Estamos lidando com a cúpula de um governo, não
com a diretoria de um clube de várzea. O assunto
se refere às Forças Armadas de um País
que tem um passado de lutas e vitórias, responsáveis
pela expulsão de invasores ao longo da sua formação
histórica e pela consolidação de
uma fronteira enfrentando doenças e isolamento,
ministrando patriotismo, instrução, educação
e civilidade.
Mas, não é bem assim. Não dá
para falar com o presidente, de certa feita, fale com
a ministra Dilma, da Casa Civil, de outra, converse
com o ministro Mantega, da Fazenda, quem sabe vai saber
do ministro Bernardo do Planejamento. Lá vai
o MD, com farda, sem farda, fala, dá entrevista,
demonstra preocupação com o tema.
Será alienação ou de propósito.
Quanto descaso por parte desses estadistas.
Os jornais têm escrito e descrito tudo sobre a
situação das Forças Armadas Brasileiras,
no que se refere ao material obsoleto, indisponível,
que não atira, não voa e não navega,
ou seja, como Chávez classifica, e com os seus
vencimentos muito defasados em relação
a outras categorias de servidores do Estado. Dizem os
jornalistas, os comandantes das Forças, os deputados,
senadores, os generais, os soldados, os clubes, associações
e as mulheres de militares com panelaço.
Mas, o presidente e seus ministros desconhecem? Encenação
enfadonha, tédio e mofo.
O Globo de hoje volta a citar o êxodo na Marinha.
“Força confirma 315 pedidos de saída
entre 2000 e 2006”(pág. 17). Acrescenta
que no ano passado foi registrada maior perda de quadros,
72.
São 315 oficiais, que custaram muito à
Nação, entre os cursos do Colégio
e Escola Naval, de especialização e de
aperfeiçoamento. Normalmente é gente bem
preparada e qualificada que sai pelo esgoto da má
administração pública como dinheiro
posto fora, inservível como água suja.
São muito bem formados que passam nos concursos
para cargo com melhor remuneração. Esse
tipo de administrador se integrasse uma empresa a levaria
à falência. Investir tanto na formação
de um militar que será o general do amanhã
para comandar os exércitos e perdê-lo para
preencher um outro cargo, deixando o anterior vago a
exigir novos investimentos, anos de instrução
e de serviço, acumulando experiência para
ser descartado pela incúria. A reportagem diz
mais. Após se formar o oficial vai receber pouco
mais de R$ 2 mil, enquanto um auditor fiscal ganha de
imediato R$12 mil, que talvez não vai receber
ao se aposentar.
A figura que melhor representa esse jogo de empurra
é o joão bobo, também chamado de
joão teimoso, embora a primeira expressão
seja suficiente. O boneco tem o equilíbrio instável,
não se desloca do ponto estação,
mas que por possuir um centro de gravidade baixo, ao
ser empurrado na parte superior, balança de um
lado ao outro, como um bobo. Semelhante nos treinamentos
de futebol, quando, como descontração,
os jogadores formam um círculo passando a bola
de uns para os demais, evitando que o bobo a alcance.
Uma ofensa gratuita às Forças Armadas,
porquanto outros reajustes como o da Polícia
do Distrito Federal, também paga pelos cofres
da União, não passaram por esse vexame.
Uma medida provisória resolveu.
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Desgoverno
Milton Larentis
Uma sociedade se vê
preocupada com sua governabilidade quando os aspectos
administrativos começam a ultrapassar o sentido
social. Isto acontece quando, em nome exatamente do
social, se começa sistematicamente a minar com
as possibilidades reais de a sociedade progredir.
Hoje, o Brasil sofre
deste mal. E, por mais que não gostemos de falar
ou ouvir sobre política, ela nos persegue. Conversando
com um casal amigo neste fim-de-semana, ouvi que a indignação
quanto ao futuro é uma ansiedade de todos.
Não há
quem não se incomode quando fica sabendo pela
mídia a má administração
que os governos estão tendo. Como uma espécie
de contaminação social, toda a sociedade
brasieleia se vê refém do Governo. Em vez
de o governo prestar contas, se preocupar ou agir com
medo da sociedade, no Brasil, nós temos o contrário.
A sociedade vive presa
ao Governo, vive cercada e controlada pelo Governo e
deve cada vez mais satisfações para o
Governo. Por isso, devemos começar a analisar
as coisas com a devida seriedade e honestidade. Devemos
parar de repetir o que dizem e começar a pensar
com nossas próprias cabeças. Governo é
uma palavra por onde muita gente se esconde.
A cobrança de
impostos nunca foi para o “povo Brasileiro”.
Todo o dinheiro que é arrecadado vai para o GOVERNO.
Ele que administra, organiza e faz com o dinheiro o
que bem entende. Muitas vezes este dinheiro é
desviado, o que mais acontece, é mal gerenciado.
Mas o dinheiro que é
do POVO acaba nas mãos do Governo, e é
este que desperdiça. A solução
não é cobrar mais impostos ou inventar
impostos novos ou ainda perseguir como criminosos todo
“sonegador” (pense um instante: se pagar
sobre a circulação (CPMF) é obrigatório,
não ter dinheiro é sonegar?).
O que devemos é
diminuir impostos e saber gerenciá-los. Dinheiro
para pagar AVIÃO e VIAGEM de PRESIDENTE me parece
coisa de “mensaleiro”!!! Principalmente
em país pobre, não é mesmo, companheiro
Lula?
Mas, para solucionar
tudo isto, precisamos pensar mais, falar mais e protestar
mais. O paraíso do silêncio pode acabar
a qualquer momento... E quem gosta de falar de mais
é ditador.
Tá na hora destes ditadores arrogantes
calarem a boca, e deixar o POVO falar. |
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Ernesto Caruso, 05/11/2007
Sem pretender questionar as palavras
do Gen Synésio S. Fernandes no artigo A integralidade
e a paridade para os militares federais e o seu profundo
conhecimento sobre o assunto, há que se observar
quem estava do outro lado da mesa de debates na oportunidade
em que o assunto foi tratado e os compromissos foram
assumidos de forma verbal, mantendo o histórico
relacionamento entre ativa e reserva no que se refere
à integralidade e paridade dos vencimentos desses
segmentos.
Relembrar tais compromissos é de suma importância,
mas cujo significado não deve ter sido considerado
pelos que hoje estão do outro lado da mesa, também
representando o governo. Claro está que tais
argumentos foram apresentados pelo Gen Synésio,
e quiçá por manter posição
firme e decidida, foi afastado do Ministério
da Defesa. Quem sabe outro motivo maior tenha provocado
o seu desligamento.
Daí, se entender que paira no ar a ameaça,
tornada pública nesta oportunidade e que serve
de alerta a todo o estamento militar, particularmente
aos clubes militares e também ao governo do presidente
Lula, que deve honrar o que asseguraram os seus representantes.
O compromisso foi e é do governo.
A PEC 40/2003 nasceu deformada, pois incluía
inicialmente os militares, fazendo com que um general
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