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de Conrado Pereira |
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Conrado
Pereira Ribeiro da Silva, formado
em jornalismo pela Faculdade Nacional de
Filosofia da antiga Universidade do Brasil.
Começou sua carreira em 1960, na
Agência UPI. Terminou sua carreira
como diretor da Associação
Brasileira de Imprensa-ABI e editor de Política
e Economia do portal www.mensageiro.com.br.
Maçom, filiado ao Grande Oriente
do Brasil, alcançou o grau
máximo do filosofismo, o grau 33.
"É um arquiteto que constrói
no terreno do espírito" (FPR).
Deixa o plano material aos 72 anos de idade
para viver em seu corpo glorioso no Oriente
Eterno.
É uma referência no jornalismo
brasileiro. 19.02.1934 - 04.05.2006
Foto de André Rodrigues |
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UMA
VISÃO NACIONALISTA DO BRASIL
www.pnd.org.br
Publicação
a pedido
Nos dias atuais, em
que a convergência de múltiplos interesses
alienígenas atua no sentido de abafar o país
com indevassável “conluio do silêncio”,
é quase impossível propagar as virtudes
do Brasil, advertir sobre as ameaças que pairam
contra a sobrevivência da pátria independente,
impedir que seja ela submetida a qualquer tipo de espoliação
e, ainda, apontar o rumo a adotar para que o país
venha a ocupar a posição adrede reservada
pela própria natureza.
Portanto, a oportunidade
que se me apresenta de discorrer sobre o tema tem grande
significado, acima mesmo da motivação
política, razão pela qual apresento, antecipadamente,
as desculpas por exibir dados tão corriqueiros.
Todavia, não o faço exatamente por julgá-los
desconhecidos pelos brasileiros, mas por considerá-los
essenciais ao esclarecimento de aspectos do nosso país
que pretendo salientar.
O Brasil, com os seus
8.547.403,5 quilômetros quadrados de território
continental é o quinto maior compartimento político
da espaçonave Terra, suplantado apenas pela Rússia,
Canadá, China e Estados Unidos da América.
Se considerada, também,
a área marítima sob “jurisdição
econômica exclusiva”, que deverá
medir 963 mil km2 além dos 3,5 milhões
de quilômetros circunscritos pelas 200 milhas
de afastamento da linha de costa, como previsto na “Lei
do Mar”, adicionar-se-ia uma área total
de 4.463.000 km2 ao domínio econômico do
país, que somada ao território continental
ofereceria ao Brasil, para exploração
de recursos naturais, um gigantesco bloco de 13.010.403,5
km2 de área.
A superfície
continental, vale lembrar, corresponde a 5,9% do total
de terras emersas e a 47,9% de toda a América
do Sul.
Estes percentuais enquadram o Brasil no rol dos países
com dimensão adequada para sobreviver no mundo
atual, segundo critério enunciado em 1939, pelo
geopolítico norte-americano Derwent Stainthorpe
Whittlesey:
“Difícil acreditar que Estados
com pequena dimensão, cujos ecúmenos já
se expandiram até os últimos limites,
sejam bem sucedidos, num mundo em que a dimensão
conveniente de um Estado é, no mínimo,
metade de um continente”.
Enfocando esse território
continental, pode-se afirmar, sem qualquer laivo de
ufanismo, que dentre todas as entidades políticas,
é o nosso Brasil a única capaz de passar
ao largo das quatro grandes crises em potencial (alimentos,
água, energia e matérias primas), que
ameaçam a humanidade, pelo simples fato de se
aproximar da situação autárquica,
no que tange aos recursos naturais disponíveis
nos seus domínios.
O exame do território
continental brasileiro revela, “a priori”,
que dispõe ele de mais de 5 milhões de
quilômetros quadrados de terras potencialmente
utilizáveis para as atividades agropecuárias,
número esse excepcional, quando cotejado com
os de outras unidades ou blocos de superfícies
avantajadas. Desse total só estão sendo
aproveitados 3,5 milhões de quilômetros
quadrados.
Além da indiscutível
vantagem quantitativa em áreas passíveis
de aproveitamento para a agropecuária, a posição
e a forma do continente brasileiro ainda conferem certas
qualificações a essas terras.
Com efeito, o espaço brasileiro enquadra-se nas
zonas de maior luminosidade e calor do planeta e, simultaneamente,
situa-se fora das áreas submetidas a rigores
climáticos e fenômenos geológicos
ou meteorológicos adversos, inibidores da utilização
constante do solo.
No tocante aos fenômenos
geológicos adversos, como tremores de terra,
terremotos e vulcanismo, o distanciamento das zonas
de choque entre a placa tectônica da América
do Sul e as placas vizinhas (NAZCA e ANTÁRTICA),
bem como da crista oceânica que se eleva no meio
do Atlântico, garantem a ausência desses
fenômenos em todo o território nacional.
A posição
geográfica e os climas que a ela correspondem,
por favorecerem sobremaneira a fotossíntese,
sem qualquer embaraço inibidor, permitem a colheita
de duas e, até mesmo, três safras anuais
de culturas de ciclo curto, além de dispensarem,
no caso da criação de animais, o emprego
de instalações apropriadas para abrigá-los
durante parte do ano.
Conseqüentemente,
a superioridade do Brasil em terras potencialmente agricultáveis
deve ser multiplicada, no mínimo, por dois, quando
se desejar comparar o potencial doméstico com
o dos demais Estados-Gigantes.
Outro privilégio
concedido pela posição relaciona-se com
o oceano que banha o nosso litoral. Como a linha de
costa situa-se a oeste da massa líquida, o “Efeito
Coriolis”, que determina o sentido anti-horário
para a circulação das correntes no Hemisfério
Sul, faz com que sejam quentes as águas costeiras
do país, eis que derivam da corrente sul-equatorial.
Por esse motivo, são
sempre elevadas as taxas de evaporação
do oceano adjacente, razão pela qual não
há desertos no território pátrio.
A combinação
das taxas de evaporação do Atlântico
Sul, na altura do nosso litoral, com os ventos dominantes
nas latitudes correspondentes, privilegia o Brasil com
uma precipitação média diária
da ordem de 43 trilhões de litros (precipitação
média anual de 184 centímetros), a mais
elevada do planeta. Nos Estados Unidos da América,
por exemplo, a atmosfera só precipita 16 trilhões
de litros por dia.
Os 500 mil quilômetros
quadrados da caatinga, vegetação compatível
com o clima semi-árido instalado em parte da
Região Nordeste, estão submetidos a fenômeno
peculiar, decorrentes do alinhamento de montanhas, que
formam barreiras geomorfológicas à penetração
da umidade, além da orientação
dos ventos regionais, que empurram as nuvens de encontro
a essas barreiras, provocando chuvas a barlavento e
secura a sotavento. Ocorre que, subtraídas essas
áreas enclausuradas, a Região Nordeste
é bem servida de águas superficiais. A
vazão total de todos os rios que banham a região
é superior a 174 bilhões de metros cúbicos
por ano, enquanto que o volume de água suficiente
para satisfazer todas as necessidades primárias
da população nordestina, exceto irrigação,
é da ordem de 1,6 bilhões de metros cúbicos
por ano, apenas 0,9% da vazão.
Os dados citados demonstram
cabalmente a facilidade com que se poderá resolver
o problema da falta de água no Nordeste, bastando
para isso a decisão política de captar
as águas, transportá-las à distância
por adutoras, armazená-las e distribuí-las
pelas residências.
Caso haja necessidade
de maior volume do precioso líquido, para irrigação
de tratos agrícolas, por exemplo, há ainda
o recurso de transferir águas dos rios São
Francisco e Tocantins para as bacias nordestinas.
Nos dois casos, todavia,
torna-se necessária a construção
de barragens nos cursos dos rios centrais das bacias,
para aumentar o tempo de trânsito das águas
no território continental e armazenar um bom
volume do líquido como reserva estratégica.
A forma do território,
outrossim, com acentuado alongamento no sentido dos
meridianos, concede ao país a grande dádiva
da diferenciação climática, fator
primordial à diversidade de culturas.
Terras agricultáveis
em quantidade, abundância de luz e calor, elevado
índice pluviométrico e notável
diferenciação climática, eis aí
a receita ideal para o sucesso das atividades do campo
e para a exclusão do Brasil da lista dos países
vulneráveis à crise de alimentos que ameaça
grande parte da humanidade.
Ainda com relação
ao espaço físico brasileiro, deve ser
ressaltado o fato relevante de boa parte do território
continental, praticamente a metade dele, ainda conservar
a vegetação primária, isto é,
aquela existente em data anterior à chegada dos
europeus.
Só na Amazônia
brasileira (4,2 milhões de quilômetros
quadrados), a formação florestal nativa
ainda recobre 3 milhões de quilômetros
quadrados, de permeio com 500 mil quilômetros
quadrados de outras tipologias
vegetais virgens. A despeito das maledicências
espalhadas pelas ONGs estrangeiras, algumas delas corroboradas
por órgãos governamentais, a verdadeira
Amazônia brasileira é o bioma mais bem
conservado do planeta!
Esse detalhe feliz coloca
nas mãos dos brasileiros o paraíso da
biodiversidade, isto é, o maior banco genético
da Terra!
O Brasil, todavia, embora
amazônico por determinismo geográfico,
não se resume à Amazônia!
Há cerca de 1,5
milhões de quilômetros quadrados de vegetação
primária nas demais unidades paisagísticas
do país, quais sejam o domínio dos cerrados,
a zona dos cocais, e os domínios da caatinga,
da mata atlântica, do pantanal e os das coxilhas.
No geral, essas unidades reforçam sobremaneira
as dádivas da biodiversidade, o potencial madeireiro,
além de enriquecer os patrimônios florístico
e faunístico do Brasil!
Não há
crise de matérias primas, sejam elas do reino
vegetal, sejam do reino animal, que nos possa alcançar!
A possibilidade mais
séria de crise para a humanidade, como é
voz corrente, é a de água potável.
Pois bem, o suprimento
superficial de água doce, em estado líquido,
existente no Brasil (2,29 x 1015 m3) corresponde a 21%
das disponibilidades mundiais. Só a Amazônia
brasileira mantém em estocagem 1,63 x 1015 m3
de água potável, ou seja, 15% do que existe
na Terra.
Então, os brasileiros
não precisam temer que lhes falte o precioso
líquido, desde que aprendam a usar esta dádiva
do Criador com sabedoria.
Quanto às matérias
primas de origem mineral, fácil demonstrar a
posição cômoda do Brasil, inclusive
porque a Amazônia brasileira, ao invés
da África do Sul, é o verdadeiro “Oriente
Médio dos Metais”.
As áreas cristalinas
do país (massas pré-paleozóicas,
que não sofreram ulteriores dobramentos orogenéticos)
somam 5,4 milhões de quilômetros quadrados,
enquanto as áreas sedimentares emersas equivalem
a 3,1 milhões, tudo em números redondos.
Os Escudos e demais
áreas cristalinas, embora com boa parte do subsolo
opaco, isto é, não submetido a qualquer
tipo de pesquisa, já revelaram a presença
das 26 substâncias metálicas de uso mais
comum, sendo que em muitos casos com reservas de grandes
proporções.
Assim dizendo, está
tudo resumido!
As quatro bacias sedimentares emersas, à semelhança
das áreas cristalinas, são bem férteis,
podendo-se dizer o mesmo das bacias imersas, incluindo
a plataforma continental.
Uma única restrição
incide sobre elas, qual seja a pequena disponibilidade
de carvão mineral, uma vez que só na parte
meridional da Bacia do Paraná aparecem alguns
depósitos, não muito significativos dessa
substância energética.
Os climas prevalecentes
nos territórios que viriam a compor o Brasil,
no decorrer do Carbonífero, explicam essa falha.
O futuro território brasileiro, na época,
orbitava em torno do Pólo Sul, apresentando clima
seco e vegetação rasteira.
Quanto às demais
substâncias que se aglomeram nas rochas sedimentares,
não há razão para queixas, mormente
quando se tem conhecimento da densidade de pesquisa
aplicada ao subsolo, que é insignificante.
No que tange ao petróleo,
as reservas medidas do país situam-se em torno
de 14 bilhões de barris de hidrocarbonetos. Com
as descobertas na camada do pré-sal,, que se
prolonga por 800 quilômetros, desde o litoral
do Espírito Santo até o de Santa Catarina,
essas reservas devem ultrapassar a ordem de 70 bilhões
de barris, capazes de gerar óleos mais leves,
compatíveis com as refinarias instaladas no país.
O Brasil, pois, observará
de longe a crise de matérias primas da natureza
mineral, por ser auto-suficiente no setor!
Resta, ainda, um rápido
exame da capacidade energética nacional, a fim
de verificar se o país apresenta vulnerabilidades
nesse setor vital.
Um dos pontos cruciais
do setor energético é a possibilidade
de posicionamentos mais severos ao aproveitamento das
reservas de hidrocarbonetos nas próximas décadas,
devido às restrições, cada vez
maiores, ao lançamento na atmosfera do dióxido
de carbono, resultante do uso dos combustíveis
fósseis.
A linha de ação
mais importante, para ultrapassar esse problema, é
aquela de substituir paulatinamente o uso dos combustíveis
fósseis, trocando-os por fontes de energia renováveis
e limpas.
Tal linha de ação
é absolutamente viável, como será
demonstrado.
O Brasil tem todas as
condições para produzir combustíveis
de origem vegetal, aproveitando a biomassa. O álcool
e o biodiesel são bons exemplos de combustíveis
alternativos, para os quais os brasileiros já
dispõem de tecnologia avançada. O “diesel”
vegetal obtido de inúmeras palmáceas,
como o dendê, é uma outra alternativa para
substituição de hidrocarbonetos.
Além desse aproveitamento
indireto da energia solar, há também duas
excelentes opções para fazê-lo diretamente,
tirando partido da posição do país
e suas condições climáticas: placas
armazenadores de calor e células fotovoltaicas
que geram eletricidade.
Uma outra opção
extremamente vantajosa é o aproveitamento da
energia eólica, principalmente no litoral e no
mar territorial, onde se poderá “plantar
florestas” de moinhos de vento.
Acontece, porém,
que conta o Brasil com um potencial hídrico inventariado
igual a 260 mil megawatts de potência instalada,
do qual somente uns 30% estão sendo aproveitados.
Desse total, a Amazônia contribui com 154 mil
megawatts.
Portanto, existe uma
perspectiva concreta de se instalar mais 180 mil megawatts
por conta de novas hidrelétricas.
Detalhe curioso: os
Estados Unidos da América já aproveitaram
todo o seu potencial hídrico, que totaliza apenas
101 mil megawatts.
A capacidade
de geração de energia no Brasil não
se esgota com o que já foi mencionado, eis que
o hidrogênio líquido, o urânio e
o tório, poderão ser usados para tal,
sendo que o urânio e o tório são
abundantes no nosso subsolo continental.
Destarte, o Brasil tem
reais condições para oferecer energia
aos seus habitantes, seja para o conforto pessoal seja
para o progresso continuado.
Tudo o que se pretendia
transmitir, até agora, é a informação,
segura e isenta, de que o Brasil é o campeão
mundial dos recursos naturais, dentro desse sistema
fechado da espaçonave TERRA.
Isto posto, não
há como deixar de formular uma pergunta lógica:
por que todas essas benesses que o território
oferece ainda não foram aproveitadas para tornar
os brasileiros prósperos e felizes?
A resposta só
poderá ser uma: má gestão dos negócios
de Estado.
Entenda-se por má
gestão ignorância, incompetência,
corrupção e outras coisas do mesmo quilate.
Na verdade, o Brasil,
como Estado Independente, foi mal parido!
A Carta de Lei de D.
João VI, que ratificou o Tratado de 1825, pelo
qual Portugal reconheceu a Independência do Brasil,
demonstra a maneira “gentil” que presidiu
a nossa separação.
Nela o Rei de Portugal
assume o título de Imperador do Brasil, compartilhando-o
com o filho D. Pedro de Alcântara, a quem confirmou
como seu herdeiro e sucessor.
Em simultaneidade, ocorreu
a faceta dramática do reconhecimento da nossa
Independência: D. Pedro aceitou a imposição
portuguesa de transferir para o Brasil uma dívida
de 2 milhões de libras esterlinas, que Portugal
contraíra com os banqueiros ingleses.
Tal ato teve como conseqüência
a transferência do comando dos negócios
do Brasil para a Inglaterra e, pior do que isso, a manutenção
de todas as práticas econômicas coloniais:
exportação de matérias primas brutas
em troca de produtos manufaturados.
Essa prática
pecaminosa perdurou até os dias atuais, exceto
durante a pausa revigorante que nos proporcionou Getúlio
Vargas, o primeiro Presidente nacionalista.
O que se passou daí
por diante, incluindo o mandato do atual Presidente,
é história contemporânea, que não
vem ao caso relembrar.
Todavia, não
se pode deixar de ressaltar o grau de dependência
a que fizeram chegar o Brasil, principalmente devido
à interferência dos neoliberais, expressão
elegante para designar os entreguistas, vendilhões
da Pátria, que caíram no conto da “globalização”.
Segundo o famoso publicista
norte-americano, John Kenneth Galbraith, “a
globalização não é um conceito
sério e nós, norte-americanos, a inventamos
para dissimular a nossa política de intervenção
econômica nos outros Estados e para tornar respeitáveis
os movimentos especulativos de capital, que sempre causam
graves problemas”.
De um modo geral, no
Brasil, todas as atividades econômicas de porte
passaram às mãos de grupos de fora, cujos
acionistas são completamente dissociados da comunhão
nacional.
E a desnacionalização
prossegue a todo vapor, como indicam os números
representativos das transações com o exterior
e o das remessas de lucros das empresas estrangeiras
para as sua matrizes.
As taxas elevadíssimas
de juros, fixadas solenemente pelo chamado “COPOM”,
têm o pretexto de frear a inflação,
mas na verdade são mantidas lá na estratosfera
para atrair investimentos diretos que equilibrem as
contas externas do país, além, é
claro, de favorecer aos bancos aqui estabelecidos.
Até os bancos
estrangeiros receberam inédita autorização
para operar no varejo bancário, auferindo lucros
e remetendo os mesmos para os países de origem
à custa da poupança dos pobres cidadãos
brasileiros!
E para rematar a manobra
entreguista, os atuais dirigentes, ditos esquerdistas,
ainda autorizaram, com a conivência da maioria
dos congressistas, o ingresso do capital estrangeiro
na mídia, com o que será consumada a captura
total do compartimento econômico do país,
sem que os brasileiros recebam qualquer informação
a respeito.
É hora
de reagir!
A única
reação eficaz, entretanto, será
aquela comandada por cidadãos que não
sejam destros, nem tampouco sinistros, mas plenamente
brasileiros; que não sejam a favor do Estado
Mínimo, nem tampouco do Estado-Máximo,
mas tão somente do Estado-Necessário.
Empolgando o poder,
esses nacionalistas de escol tratariam logo de inverter
o rumo adotado para a condução dos negócios
do Estado.
Uma postura mais introspectiva
em relação ao mundo ao largo, uma atuação
mais efetiva no plano interno, seriam as características
marcantes dessa inversão de rumo.
O resumo desse novo
posicionamento político é o Decálogo
Nacionalista, incluído entre os princípios
básicos do Partido Nacionalista Democrático
PND.
Impraticável
discutir agora todas as medidas corretivas de que o
país carece, embora deva ficar bem claro que
algumas delas hão de ser duras e provocativas.
Dentre todas merece
destaque especial a guinada radical no comportamento
do Brasil, deixando de lado a política “Exportadora-Importadora”,
para assumir a posição de “PRODUTOR-CONSUMIDOR”,
com o foco voltado para o suprimento das necessidades
internas, de modo a eliminar, de uma vez por todas,
os bolsões de miséria espalhados por todo
o território.
Uma segunda medida urgente
será a alteração no texto constitucional,
para restabelecer a distinção entre as
empresas brasileiras de capital nacional das empresas
ditas “brasileiras”, mas de capital estrangeiro.
Tal mudança é absolutamente necessária,
para reverter a maré desnacionalizante provocada
pelos neoliberais. A alteração, no sentido
inverso, foi a primeira incursão no texto constitucional
feita pelo governo neoliberal do sociólogo Fernando
Henrique Cardoso.
Outras medidas derivadas
seriam: a proibição do acesso ao subsolo
aplicável às empresas de capital estrangeiro;
a eliminação das licitações,
conduzidas pela Agência Nacional de Petróleo,
para concessão de direitos de lavra em terra
e em blocos da plataforma continental, a nacionalização
(note-se: nacionalização, mas não
necessariamente estatização) de algumas
empresas vitais como a Vale do Rio Doce (Portal da Amazônia)
e a redução paulatina da comercialização
externa de minérios brutos, casando tais operações
com a aquisição, pelos estrangeiros, dos
produtos finais do beneficiamento dos mesmos minerais.
Também necessárias
são: a retirada paulatina dos bancos estrangeiros
do varejo bancário, por não ser admissível
que os depósitos dos brasileiros gerem lucros
para outros países; a anulação
do ato que permite o ingresso de capital de fora na
mídia nacional, por não ser aceitável
a exposição da mente dos brasileiros à
doutrinação estrangeira; o direcionamento
preferencial do crédito agrícola para
as culturas responsáveis por grandes dispêndios
de divisas; o contingenciamento das exportações
de produtos agrícolas, de modo que as vendas
para o exterior não introduzam preços
externos no cotidiano brasileiro.
Além disso, há
que se fazer respeitar, intransigentemente, o direito
de propriedade, hoje constantemente violado pelos “sem
alguma coisa”.
Evidente que merecem
apoio os “sem trabalho”, porque vítimas
da má gestão praticada pelos políticos
brasileiros.
Como a Amazônia
está na moda, conforme demonstrado pelas diversas
versões de teorias conspiratórias que
sobre ela versam, acrescentar-se-iam às medidas
imediatas dos nacionalistas, alçados ao poder,
as seguintes:
Retomada, imediata,
da estratégia portuguesa que nos legou a Amazônia,
que se resumia no tamponamento das vias de acesso que
do exterior penetram no território nacional e
a vivificação de certos trechos da fronteira
localizados defronte áreas vivificadas pelos
países lindeiros. Note-se que o tamponamento,
agora incluindo o espaço aéreo, carece
de reforço da Marinha no patrulhamento dos rios,
eis que os postos de fronteira estáticos não
são eficientes no cumprimento da tarefa de evitar
as incursões, via fluvial, promovidas por outros
países;
Implantação
urgente do “Programa de Zoneamento Ecológico-Econômico”,
conduzido pelo Governo Federal, para conservação
eficaz dos ecossistemas regionais e, ao mesmo tempo,
para seleção de áreas onde poderão
ser implantados projetos alternativos de uso do espaço
amazônico;
Interrupção
brusca das atividades das “Organizações
não-Governamentais” estrangeiras atuantes
na região e retirada dos seus agentes da Amazônia
brasileira, e
Revisão do dimensionamento
exagerado das “reservas indígenas”,
afastando-as, sempre que possível, das faixas
de fronteiras.
Mas, para que isso venha
a acontecer faz-se necessário que todos os nacionalistas
se empenhem de corpo e alma, na tarefa magna do momento:
coletar as assinaturas necessárias à regularização
do “Partido Nacionalista Democrático-PND”
perante o TSE.
Uma vez ultrapassado
o obstáculo maior à ação
nacionalista, acredita-se piamente que estarão
abertas as condições para geração
de um “tsunami” verde-amarelo que recobrirá
o país de ponta a ponta.
É o que
a situação requer e é o que o povo
brasileiro vem suplicando há muito tempo.
“BRASIL
ACIMA DE TUDO, SOB A PROTEÇÃO DE DEUS!”.
Roberto Gama E Silva
Almirante Reformado
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Editorial
“Eu
estou de olho”
De péssimo
gosto, esses vídeos veiculados pela Justiça
Eleitoral do governo
do pior presidente de todos os tempos.
Dá para desconfiar da seriedade dos propósitos.
De que adianta estar “de olho” para ver
17 000 cartões corporativos
na mão de apadrinhados, que gastam o dinheiro
suado do povo brasileiro,
que nada pode fazer?
Num
país sério há muito que um presidente
do naipe desse senhor já estaria preso.
O crime oficial e organizado em todos os escalões
está espoliando o país. As denúncias
dos poucos que ainda têm coragem e esperança
de mudar não encontram eco no Congresso Nacional,
onde se contam poucos parlamentares dignos.
O grileiro que chefia a quadrilha maranhense estado
do qual é “dono” o ex-presidente
José Sarney, eminência parda de Lula no
Congresso, é quem reparte entre os parlamentares
as benesses que o “presidente oferece”.
A lei que privatiza as florestas brasileiras,
Lei 11284 assinada em 2 de março de 2006
e publicada no Diário Oficial da União
em 3 de março de 2006, um “crime de lesa-pátria”.
Só esse crime já seria mais do que suficiente
para o “impeachment” do maior canalhocrata
do planeta. Essa lei absurda está de acordo coma
vontade expressa das potências estrangeiras já
denunciadas neste portal e em outros veículos
de massa.
A Lei 11284 está permitindo invasões e
desmatamentos nunca sonhados, a ministra Marina Silva,
honrada mas obtusa, que faz o jogo das potências
interessadas e é vista por elas como a única
capaz de salvar a biodiversidade do planeta é
figura decorativa da história, nada faz.
A perda das refinarias da Petrobrás na duvidosa
negociação onde a empresa e seus acionistas
foram prejudicados, mostra a omissão, covardia
e a incompetência do mentiroso Lula. “O
preço do gás boliviano será mantido”.
Subiu.
Os escândalos sempre presentes e o cinismo do
presidente dão a tônica, ao “não
sei de nada”.
O MST recebe cestas básicas e ajuda do INCRA.
Mais uma vez o dinheiro do povo é usado, para
bancar invasões de propriedades.
A transposição do rio São Francisco,
apesar dos pareceres contrários dos ambientalistas
que são os que entendem da matéria, são
rejeitados e os senhores ministros do Supremo que nada
entendem e dão sinal verde. Só “neste
país” onde a boçalidade ocupa o
lugar da cultura.
Ministros nomeados pelo “presidente deste país”
torram o dinheiro público com seus cartões
corporativos, enquanto o Congresso Nacional propõe
mais uma CPI para fingir que investiga.
O Portal da Transparência da Controladoria Geral
da União só mostra alguns gastos em uma
transparência “muito relativa”.
A União Européia reclama das exportações
de carne brasileira para aquele mercado. A politicagem,
má fé e a incompetência no trato
comercial arrebentam com a credibilidade do Brasil.
A reserva moral da nação, que estaria
nas Forças Armadas, acima dos atos ilícitos
e defensores da Constituição está
tendo um comportamento de parcialidade decepcionante,
desde o governo FHC.
Após terem aceito novas regras que privilegiaram
os oficiais, em prejuízo para as praças,
os comandantes militares cometeram suicídio,
entregaram a cabeça ao verdugo. Na traição
aos companheiros d’armas, destruíram o
espírito de corpo que sempre uniu oficiais e
praças. Esse erro que precisa ser admitido e
corrigido. É elemento desagregador entre oficiais
e praças. É tudo que interessa ao governo
desagregador e omisso do covarde e megalomaníaco
Lula, que vê na desagregação e na
divisão do povo, uma forma de sustentação
de sua quadrilha no poder.
Os comandantes e demais chefes militares, desprestigiados
pelo péssimo Ministro da Defesa, que nada mais
é do que um moço de recados de Lula, parecem
ter como única preocupação o aumento
de seus vencimentos e interesses pessoais.
Rindo-se de tudo e de todos, principalmente dos que
puderam com sacrifício cursar uma universidade,
está o pavão bufo. Os universitários
e os empresários que investiram no Brasil são
as elites as quais Lula se refere, com freqüência
com desprezo, é a escatocefalia crônica
e o alcoolismo em delírio.
Enquanto Lula perdoa dívidas de países
“amigos”, namora as Forças de terroristas
e narco-traficantes da Colômbia (um assunto interno
e que diz respeito à soberania da Colômbia)
reconhecendo-as como se fossem um exército, regular.
Faz “investimentos” em Cuba, enquanto lambe
as botas do assassino Fidel, seu guru. Quanta mediocridade
em nome do Brasil.
Tudo com o dinheiro suado do povo brasileiro, que fica
esperando um milagre.
Aqui não há verbas para a saúde
e as mortes por febre amarela continuam.
As Forças Armadas, sucatadas e mal equipadas,
com soldos humilhantes, esperam a benevolência
de seu digno comandante supremo. É uma vergonha;
nunca em nossa história isso aconteceu.
Do verde oliva da esperança restou o verde da
náusea do povo pagante de impostos diante do
perigoso quadro de desgoverno e ameaças internas
e externas. Nem os apelos dos Clubes Militares e dos
senhores generais da experiente e digna reserva são
ouvidos.
Os irmãos Villas Boas, sertanistas e indianistas
já falecidos, profundos conhecedores dos costumes
indígenas costumavam dizer: “Os velhos
são a sabedoria da aldeia, as crianças
as donas do mundo”. Nem as crianças podem
contar com seus pais, nem os velhos com a segurança
que merecem no ocaso de suas vidas, após o serviço
ao Brasil.
Enquanto o Brasil não acordar a escola de alquimistas
“Arsène Lupin” do P T. estará
“furtivamente” formando novos candidatos
aos cargos eletivos e à sucessão presidencial.
O partido é rico no fermento necessário
à incubação, o estrume de jegue.
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Líder Político
por
Paulo de Paula Mesiano
CMG AvN Ref
Enviado
por Roberto Carrazedo
POLITICA - Sempre que tocamos nesse
assunto, fazendo a ressalva de que não é
sobre POLITICA Partidária que queremos conversar,
com os nossos pares, ou com os nossos iguais.
Causamos mal estar, um desconforto verborrágico
como se tivéssemos procedendo erradamente, cometendo
uma Indisciplina, contrariando os Dogmas do Militarismo,
falando de algo Pornográfico, contrariando os
Usos e os Bons Costumes, na concepção
da maioria dos Militares, Política é para
ser tratada pelos Políticos, nós os Militares
somos os eternos “vacas de presépio”,
bonitinhos, arrumadinhos, bem colocados e inseridos
no Estamento Militar e apartidários, porque assim
querem os Politicos.
Nessas conversações detectamos dois aspectos
básicos, o primeiro e mais importante é
que a grande maioria ignora o que é POLITICA
e o segundo tem uma ojeriza histérica de se falar
sobre Ela, e nos evitam como se fossemos “parlapatões
lazaretos”
Fenômeno semelhante acontecia quando se falava,
há alguns anos, sobre doenças incuráveis
como o Câncer e a AIDS, as pessoas faziam menções
muito vagas, quando era Câncer, falavam veladamente
sobre o “Caranguejo”, diminuíam o
tom das conversações, a um sussurro, imperceptível,
como se isso fosse o suficiente para evitar ou eliminar
a doença, quando se sabe que a primeira medida
concreta de solução é ASSUMIR a
doença tanto por parte do Paciente como pela
sua Família e Amigos e evidentemente combatê-la.
Não existe nada definitivo neste universo que
vivemos os céticos, que abraçam o ceticismo
sabem que o ser humano não atinge nenhuma certeza
a respeito da verdade, o que há é a duvida
permanente da compreensão, seja qual for o enfoque,
metafísico ou religioso.
Desde os tempos de Aristóteles até os
dias atuais há especulação a respeito
dos Seres Humanos, aqueles que são Vísceras
e Emoções, que ocupam espaço e
tem a sua essência graças ao pensamento
em que acumulam conhecimentos, pelas observações
através dos sentidos.
Isso começou na Polis a cidade-estado na Grécia
antiga, quando a sociedade que a guarnecia se expandiu
para a Comunidade. Surgiu a POLITICA, logo sistematizada
como a Ciência da Organização, da
Direção e Administração,
da Polis, evidentemente.
A Política deveria ser impessoal e transparente,
mas foi deturpada pela Politicagem, ou seja, a Política
de Interesses Pessoais, da troca de Favores, de Realizações
insignificantes, mas que davam lucro aos seus realizadores.
Atrás da Politicagem veio a pratica de propinas,
a corrupção, arrastando a Comunidade à
depravação dos hábitos sociais,
alterando usos e costumes numa devassidão, libertinagem
e licenciosidade.
Não é dessa POLITICA ou da POLITICAGEM
que os militares, devem enfocar.
Para os Militares, a Política, deve ser a arte
do Diálogo, visando o Bem Estar da Comunidade
Militar e da Sociedade, com o estabelecimento de Regras
e Normas respeitantes na Direção dos Negócios
Públicos, dentro do Respeito, da Moral e da Ética.
Os Militares estão inseridos na Sociedade como
qualquer Cidadão, pertencem a um Estamento especifico,
tendo um status jurídico, próprio e diferenciado,
que não o exime dos seus Direitos, Obrigações
e Prerrogativas, outorgados pela Lei Magna, como um
Cidadão comum que Ele o é, mas os Políticos
o vêm como um Serviçal.
Os Militares são Servidores do Estado, diligentes,
exercendo atividade pública de forma impessoal,
ocupando um Cargo ou Função.
As Forças Armadas antes do Ministério
da Defesa eram autônomas, e seus Lideres estavam
no primeiro nível, dialogavam diretamente com
o Presidente da Republica.
Com a instituição deste Ministério
por FHC os seus Lideres passaram a um segundo plano,
e se posicionando de forma intermediaria, entre cada
Força e o Presidente da Republica, o recém
criado Ministro da Defesa, cujo posicionamento não
é bem definido.
Por força Constitucional as Forças Armadas
são instituições nacionais permanentes
e regulares sob a autoridade suprema do Presidente da
Republica, e a EC-Emenda Constitucional nº23 (Que
criou o Ministério da Defesa) editada em 2 de
setembro de 1999, no inciso XIII reitera a competência
do Presidente da Republica ao dizer Exercer o Comando
Supremo das Forças Armadas não faz nenhuma
menção ao Ministro de Estado da Defesa,
não fixa nenhuma competência administrativa,
nem operacional, a esse Ministro a EC 23 intitulada
como de Criação do Ministério da
Defesa não esclarece o posicionamento desse Ministério
com relação às Forças Armadas,
o que ela fez foi alterar os artigos 12, 52, 84, 91,
102 e 105 da Constituição Federal prolsatada
em 1988 e em vigor, senão vejamos:
1. acrescentou ao § 3º do artigo 12 que diz:
são privativos dos brasileiros natos os cargos
entre Eles o de Ministro de Estado da Defesa; (auto-entendivel)
2. modificou a redação do Inciso I do
artigo 52 na competência do Senado Federal para
a seguinte: I - processar e julgar o Presidente e o
Vice-Presidente da Republica nos crimes de responsabilidade,
bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; (põe
os Comandantes em paralelo com os Ministros de Estado,
portanto são pessoas jurídicas iguais)
3. No artigo 84 que trata da competência do Presidente
da Republica acrescentou o inciso XIII: exercer o Comando
Supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
promover seus oficiais generais e nomeá-los para
os cargos que lhe são privativos; (reitera a
competência do Presidente, não faz menção
alguma a pessoa do Ministro de Estado da Defesa)
4. No artigo 95 que trata do Conselho de Defesa Nacional
e fixa quais são os membros natos desse Conselho,
acrescentou dois Incisos:
V - mencionando o Ministro de Estado da Defesa;
VIII os Comandantes da Marinha, do Exército e
da Aeronáutica; (outra vez põe os Comandantes
como iguais aos Ministros de Estado)
5. No artigo 101 que trata da competência do STF
- Supremo Tribunal Federal, no inciso I de processar
e julgar modificou a alínea:
a) nas infrações penais e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no artigo 52, I, os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União
e os chefes de missão diplomática de caráter
permanente; (na competência do STF de novo põe
os Comandantes em igualdade com os Ministros de Estado)
6. No artigo 105 que trata da competência do STJ
- Superior Tribunal de Justiça modificou as seguintes
alíneas:
b) os mandados de segurança e os hábeas
data contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ou do próprio Tribunal;
c) os hábeas corpus, quando o coator ou paciente
for qualquer das pessoas mencionadas na alínea
a, ou quando o coator for tribunal sujeito à
sua jurisdição, Ministro de Estado ou
Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica,
ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.
(idem neste artigo na igualdade dos Comandantes com
os Ministros de Estado)
O posicionamento do Ministério da Defesa com
relação às Forças Armadas,
é um imbróglio difícil de entender,
mas pelo que consta na Constituição Federal
vigente, a que foi prolatada em 1988, a Marinha, o Exército
e a Aeronáutica não são subordinadas
ao Ministro da Defesa, o seu status é de Ministério,
apenas deram o nome aos Ministérios da Marinha,
do Exército e da Aeronáutica de Comando,
continuando com todas as prerrogativas, direitos e atribuições,
como as Operativas, obviamente, mais as Administrativas,
que já tinham como Pessoal, Material, Saúde
Formação (Instrução e Adestramento),
recebendo Verbas Orçamentárias, efetuando
Despesas, prestando contas ao TCU, “continuaram
como dantes no quartel de Abrantes”.
Concluindo:
• o que mudou?
Apenas o nome de Ministério para Comando; a subordinação
voluntária; porque não há nenhum
respaldo Constitucional;
• o que fazer?
Sermos ouvidos e consertar essa situação
valorizando os Comandantes, posicionados corretamente
em paralelo com os Ministros ou talvez criando o Comando
Conjunto das Forças Armadas, como existe nos
Estados Unidos o “Joint Chief of Staff”
que seria exercido em regime de rodízio entre
as três Forças como era o EMFA, (Estado
Maior das Forças Armadas).
É o que estarrecido constatei e decepcionado
pela subserviência dos Chefes, que aceitaram as
injunções dos Politiqueiros de plantão
e não dizem nada.
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Governo
se vinga
Governo perde na votação
da CPMF e se vinga
como previsto no artigo de Ernesto Caruso,
em matéria de 14.12.2007
Como já era esperado, o governo
do pior dos presidentes da república, usando
sua já conhecida má-fé, tenta
justificar a perda da receita da CPMF, que nunca usou
para a saúde, como previsto, e dobra a IOF.
Paga, como sempre, a população economicamente
ativa a conta da incompetência para cortar as
mordomias e esbanjamentos do péssimo presidente
Lula e de sua quadrilha oficial.
Falavam dos governos dos militares, e agora? Será
que o povo está satisfeito?
No almoço de fim de ano com os oficiais generais
das forças armadas, na presença de seu
lacaio, o ministro da Defesa, Lula deitou a falação
própria da cultura que tem. É uma humilhação
para os membros das Forças Armadas ter de escutar
por ordem as baboseiras de seu comandante supremo.
Até quando?
O povo que se identifica com Lula é o que passou
a votar graças a outro grande canalha, o deputado
Ulysses Guimarães. Hoje quem elege o presidente
são os que apenas usufruem das benesses do
voto do assistencialismo corrupto e não os
que pagam os altos impostos e vivem sufocados com
as contas impostas pela goela grande dos gastadores
incultos e corruptos. São bem a cara dos que
os elegeram.
Governo se vinga
Ernesto Caruso, 14/12/2007
Como era esperado, o governo do presidente
LULA, deu uma resposta rápida ao resultado que
não representou uma derrota total à Proposta
de Emenda Constitucional que visava prorrogar os prazos
previstos no caput dos arts. 76 e 84 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, versando sobre
a vigência da Desvinculação de Receitas
da União - DRU e da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
- CPMF. O requerimento do senador Romero Jucá
(PMDB-RR), líder atual do governo e seu ex-ministro,
para a votação em separado das duas proposições
foi essencial para não pôr em risco a perda
de arrecadação e a flexibilidade na aplicação
dos recursos. Jucá havia deixado o Ministério
da Previdência após denúncias de
irregularidades na obtenção de empréstimos
junto ao Banco da Amazônia, cujas fazendas dadas
em garantia não existiam, mas ao que parece goza
de total confiança.
Vale observar que os líderes de bancada oposicionista
liberaram publicamente a votação quanto
à DRU, elevando dos 45 votos, quatro a menos
dos necessários à aprovação
referente à CPMF, para 60 favoráveis à
prorrogação da DRU, a despeito das tentativas
de barrar a proposta do voto em separado e das acusações
de que tais recursos servem para pagar aos agiotas do
mercado financeiro. Isto significa 20% do orçamento.
Assim, não precisava de tanta raiva nas reações
pós-votação, diferentemente dos
afagos pelo entendimento tanto da parte do governo como
pela demonstração dos opositores em encontrar
soluções cabíveis na tributação.
Os afagos se revezavam com as ameaças de desastre.
A vingança ficou patente, quando enfocou dois
pontos cruciais, o da saúde que atinge toda a
população, em particular a mais carente,
já pessimamente assistida pelos hospitais, nos
quais os doentes ou estão nas filas-da-madrugada
ou são expostos pelos canais de televisão
largados pelos corredores, em macas, bancos, pelo chão,
sentados em degraus sujos, como não pode deixar
de ser, pelas solas de sapatos e chinelos que transitam
por calçadas e ruas onde proliferam dejetos de
humanos — se urina despudoradamente pelos postes
e sob marquises — e de animais — fezes de
cães e gatos — em declarada falta de civilidade,
e, o do reajuste dos vencimentos dos servidores públicos,
segmento maltratado pelo governo dito dos trabalhadores,
mais do que o do FHC, que não conseguiu ferir
a paridade entre ativos e inativos. Haja desmontar o
Estado, pois que esse para ser forte precisa de um servidor
bem preparado e bem remunerado, com um plano de carreira
que prescinda das nomeações políticas
na escala petista de premiar os compadres.
Será que alguém vai ser enganado por essa
artimanha? Ou agora não ficou mais claro diante
dos debates sobre a eficácia da citada contribuição
que fora criada para atender aos reclamos da saúde
e nada de concreto se viu em termos de melhoria no atendimento
aos usuários do sistema de saúde pública.
Nos 11 anos de existência se constata no real
e nas palavras do ex-ministro Jatene, autor da proposta
de criação da contribuição,
quando diz: “a CPMF foi formatada como um recurso
provisório e acabou se convertendo em recurso
essencial para o Tesouro, e não para a saúde.”
(www.mp.rs.gov.br).
Um governo sério não poderia, através
do ministro responsável, declarar que a saúde
será prejudicada quando se verifica uma situação
perigosa quanto aos elevados índices de infectados
pelo HIV, tuberculose, hanseníase e ainda considerável
nível de mortalidade infantil, ao invés
de dizer que o governo vai trabalhar pela redução
do inchaço da administração, das
vultosas verbas de propaganda, dos gastos nas viagens
internacionais e nem alegar que não dá
para reajustar os salários dos servidores por
conta da CPMF, pois não foi criada para tais
fins.
A dengue está presente nos lares e nos noticiários
com incidência crescente em vários Estados
da Federação, e mata. Aqueles que triste
e lamentavelmente morrerem não tenham nos seus
corpos a certidão do governo de foi por culpa
dos votos dos senadores contrários à prorrogação
do prazo da CPMF, que com habilidade se anunciava que
extinta seria prejudicada a distribuição
do bolsa-família.
Foi uma vergonha. Um gesto mesquinho de dizer se morreu
ou foi mal atendido, a responsabilidade não é
do governo, mas dos que votaram contra.
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JOÃO
BOBO
Ernesto Caruso, 09/12/2007
É triste
comentar este assunto ao findar o ano, quando devemos
festejar um Natal de Luz e a entrada do Ano Novo, normalmente
de congraçamento, de enlevo, compreensão,
entendimento, fraternidade. No entanto, é muito
difícil engolir o tratamento dado aos militares
pelo governo Lula, particularmente nos últimos
dois meses, se tanto, ao divulgar a possibilidade de
um reajuste de vencimentos. Chega a ser debochado. Parece
reproduzir a referência do Chávez à
vitória da oposição no referendo
pela rejeição à sua perenidade
no poder, desqualificando-a por três repetidas
vezes, enchendo a boca, sorvendo e saboreando cada sílaba.
Se publicamente transmitem uma agenda de irresponsabilidade,
de falta de compromisso da mais alta administração,
expondo um viés de deficiência, que vai
do não se saber com quem debater o assunto, quem
deve decidir, ouvir e apresentar argumentos, dados,
estatística, índices, fingindo que os
desconhecem, mas que estão interessados e estudam
o assunto com toda a seriedade e profundidade. O ministro
da Defesa, por várias vezes anunciou que falaria
com o presidente da República, sendo a audiência
desmarcada por várias razões, o almoço,
a flatulência, a crise do gás, a poluição
do ar, o biodiesel, o álcool é nosso e
ninguém tasca. Sai Renan. PAC disso, PAC daquilo.
Aprova a CPMF. Compra aqui, paga acolá. Beba
com moderação. Se dirigir, não
beba. Se beber, não dirija,.... Porque, senão
fica parecendo conversa de bêbado. E não
é o caso, nem estamos numa feira.
Estamos lidando com a cúpula de um governo, não
com a diretoria de um clube de várzea. O assunto
se refere às Forças Armadas de um País
que tem um passado de lutas e vitórias, responsáveis
pela expulsão de invasores ao longo da sua formação
histórica e pela consolidação de
uma fronteira enfrentando doenças e isolamento,
ministrando patriotismo, instrução, educação
e civilidade.
Mas, não é bem assim. Não dá
para falar com o presidente, de certa feita, fale com
a ministra Dilma, da Casa Civil, de outra, converse
com o ministro Mantega, da Fazenda, quem sabe vai saber
do ministro Bernardo do Planejamento. Lá vai
o MD, com farda, sem farda, fala, dá entrevista,
demonstra preocupação com o tema.
Será alienação ou de propósito.
Quanto descaso por parte desses estadistas.
Os jornais têm escrito e descrito tudo sobre a
situação das Forças Armadas Brasileiras,
no que se refere ao material obsoleto, indisponível,
que não atira, não voa e não navega,
ou seja, como Chávez classifica, e com os seus
vencimentos muito defasados em relação
a outras categorias de servidores do Estado. Dizem os
jornalistas, os comandantes das Forças, os deputados,
senadores, os generais, os soldados, os clubes, associações
e as mulheres de militares com panelaço.
Mas, o presidente e seus ministros desconhecem? Encenação
enfadonha, tédio e mofo.
O Globo de hoje volta a citar o êxodo na Marinha.
“Força confirma 315 pedidos de saída
entre 2000 e 2006”(pág. 17). Acrescenta
que no ano passado foi registrada maior perda de quadros,
72.
São 315 oficiais, que custaram muito à
Nação, entre os cursos do Colégio
e Escola Naval, de especialização e de
aperfeiçoamento. Normalmente é gente bem
preparada e qualificada que sai pelo esgoto da má
administração pública como dinheiro
posto fora, inservível como água suja.
São muito bem formados que passam nos concursos
para cargo com melhor remuneração. Esse
tipo de administrador se integrasse uma empresa a levaria
à falência. Investir tanto na formação
de um militar que será o general do amanhã
para comandar os exércitos e perdê-lo para
preencher um outro cargo, deixando o anterior vago a
exigir novos investimentos, anos de instrução
e de serviço, acumulando experiência para
ser descartado pela incúria. A reportagem diz
mais. Após se formar o oficial vai receber pouco
mais de R$ 2 mil, enquanto um auditor fiscal ganha de
imediato R$12 mil, que talvez não vai receber
ao se aposentar.
A figura que melhor representa esse jogo de empurra
é o joão bobo, também chamado de
joão teimoso, embora a primeira expressão
seja suficiente. O boneco tem o equilíbrio instável,
não se desloca do ponto estação,
mas que por possuir um centro de gravidade baixo, ao
ser empurrado na parte superior, balança de um
lado ao outro, como um bobo. Semelhante nos treinamentos
de futebol, quando, como descontração,
os jogadores formam um círculo passando a bola
de uns para os demais, evitando que o bobo a alcance.
Uma ofensa gratuita às Forças Armadas,
porquanto outros reajustes como o da Polícia
do Distrito Federal, também paga pelos cofres
da União, não passaram por esse vexame.
Uma medida provisória resolveu.
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Desgoverno
Milton Larentis
Uma sociedade se vê
preocupada com sua governabilidade quando os aspectos
administrativos começam a ultrapassar o sentido
social. Isto acontece quando, em nome exatamente do
social, se começa sistematicamente a minar com
as possibilidades reais de a sociedade progredir.
Hoje, o Brasil sofre
deste mal. E, por mais que não gostemos de falar
ou ouvir sobre política, ela nos persegue. Conversando
com um casal amigo neste fim-de-semana, ouvi que a indignação
quanto ao futuro é uma ansiedade de todos.
Não há
quem não se incomode quando fica sabendo pela
mídia a má administração
que os governos estão tendo. Como uma espécie
de contaminação social, toda a sociedade
brasieleia se vê refém do Governo. Em vez
de o governo prestar contas, se preocupar ou agir com
medo da sociedade, no Brasil, nós temos o contrário.
A sociedade vive presa
ao Governo, vive cercada e controlada pelo Governo e
deve cada vez mais satisfações para o
Governo. Por isso, devemos começar a analisar
as coisas com a devida seriedade e honestidade. Devemos
parar de repetir o que dizem e começar a pensar
com nossas próprias cabeças. Governo é
uma palavra por onde muita gente se esconde.
A cobrança de
impostos nunca foi para o “povo Brasileiro”.
Todo o dinheiro que é arrecadado vai para o GOVERNO.
Ele que administra, organiza e faz com o dinheiro o
que bem entende. Muitas vezes este dinheiro é
desviado, o que mais acontece, é mal gerenciado.
Mas o dinheiro que é
do POVO acaba nas mãos do Governo, e é
este que desperdiça. A solução
não é cobrar mais impostos ou inventar
impostos novos ou ainda perseguir como criminosos todo
“sonegador” (pense um instante: se pagar
sobre a circulação (CPMF) é obrigatório,
não ter dinheiro é sonegar?).
O que devemos é
diminuir impostos e saber gerenciá-los. Dinheiro
para pagar AVIÃO e VIAGEM de PRESIDENTE me parece
coisa de “mensaleiro”!!! Principalmente
em país pobre, não é mesmo, companheiro
Lula?
Mas, para solucionar
tudo isto, precisamos pensar mais, falar mais e protestar
mais. O paraíso do silêncio pode acabar
a qualquer momento... E quem gosta de falar de mais
é ditador.
Tá na hora destes ditadores arrogantes
calarem a boca, e deixar o POVO falar. |
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Ernesto Caruso, 18/10/07
O espetáculo
do licenciamento do presidente do Senado foi assaz deprimente.
Entre o primeiro capítulo e o desfecho se viu
de tudo. Nem uma novela dessas, muitas das vezes repetidas
com atores diversos com matiz estereotipado, retrataria
tão bem as intrigas de personagens do imaginário
com a triste e penosa realidade. No passado, mocinho
e bandido se revezavam nos momentos de glória,
mas culminando com a vitória do bem; o bandido
perdia. Os bons costumes, as regras de civilidade (como
fazem falta) impunham transmitir ao espectador, ao leitor
ou ouvinte — este, um pouco mais longe no tempo,
nas novelas de rádio — lições
de que o crime não compensa.
Quer dizer... não compensavam. E nos assusta.
É isto que se tem de aceitar? Não tem
jeito?
Ou há que se lutar com todo o brio para mudar
uma mentalidade que se formou particularmente pela inversão
de valores que as próprias novelas transmitiram.
Os padrões de ética deram lugar à
esperteza na conquista de posições de
mando, poder a todo risco e dinheiro fruto da consciência
vendida.
Da posição de amante do senador com envolvimento
em denúncias de pagamentos de pensão por
meio de lobista, ao sucesso na revista de mulher pelada,
foi um passo, seguido de outros nas entrevistas concedidas
a jornalistas na programação de TV.
Por outro lado as pegadas do senador trilhavam caminhos
tortuosos, com mais denúncias e, no entanto,
as tropas de choque do governo e aliados o defendiam
até o ponto de ser livrado em plenário,
acusado de corporativismo, acho que não, cuja
solução foi patética, estarrecedora
e apupada com todos os pulmões.
Como exemplo na defesa e no ataque, em momentos distintos,
se pode citar o senador Mercadante. Explicações
que tentaram justificar a abstenção, que
segundo consta livrou o acusado. Mas, o Senado tinha
que trabalhar, principalmente na aprovação
da CPMF e o senador Refinan estava atrapalhando, pois
a oposição dificultava as sessões
sob a sua presidência. Logo, o senador Mercadante
anuncia que tinha dez votos contra e a estabilidade
de Rechinan começa a sofrer abalos, mas foi crucial,
além de naturais conversas no pé-do-ouvido,
para uma licença de dias, claro que como um mero
compasso de espera — à guisa de saída
honrosa — e retorno improvável. Ruiu a
fortaleza que propagava ser inexpugnável e ameaçava
arrastar outros templos.
Isto tudo é sabido, foi muito ruminado, mas continua
indigesto, até porque a sociedade que se preza
não deve proceder como vaca, muito menos de presépio.
A questão é outra e paira uma dúvida
quanto aos propósitos invisíveis e aos
negócios nos bastidores. Quanto valeu a cabeça
descoroada, estimulando o pensamento que em viagem ao
passado, recorda de uma publicidade de sabonete que
o recomendava e designava: Vale Quanto Pesa.
Não acredito que o afastamento da presidência
esteja vinculado à aprovação da
CPMF.
A oposição se manifestara contra o abuso
do emprego dos recursos fora do objetivo para o qual
tinha sido aprovado por proposta do médico Jatene
em favor da saúde. A aberração
já está no nome que os congressistas não
têm coragem de mudar. Chamar de provisória
e de contribuição, ao invés de
designar de imposto e pronto. O Congresso Nacional é
pago para isso, fazer leis.
Sem entrar no mérito de mais essa fatia abocanhada
pelo governo para pagar a gigante máquina administrativa
com 37 ministérios, mas que incide repetidas
vezes na cadeia produtiva e de consumo, há que
se lembrar das posições assumidas em plenário
por vários dos senadores da base aliada contra
a despropositada cobrança.
O senador Mão Santa é um dos que justifica
a não prorrogação, concluindo,
"a carga tributária já é muito
grande", além dos senadores Pedro Simon
e Jarbas Vasconcelos.
Assim, a sociedade espera que a cabeça do senador
Renan não corresponda à aprovação
da CPMF e nem seja como o sabonete que vale quanto pesa.
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Editorial
Vale
do Rio Doce
Os números da mentira aparecem
Flavio
P. Ramos
Um dos pontos em que
o rosário de mentiras que prejudicou a eleição
do oponente de Lula, em ambos os mandatos, foi a “venda”
da Vale do Rio Doce.
A estratégia inicial foi dizer que era uma venda.
A verdade é que foram negociadas as ações
correspondentes aos 49% que o Governo detinha e as ações
foram negociadas em bolsa de valores, qualquer pessoa
ou empresa poderia comprá-las.
A venda do CONTROLE ACIONÁRIO foi, de fato, acima
do valor real auditado por várias empresas de
avaliação independentes.
Discurso
mentiroso da militância petista
A alegação de que o governo de FHC vendeu
uma empresa lucrativa é real. Empresas falidas
ou não lucrativas dificilmente são vendidas
sem uma operação de saneamento de contas.
A Vale era cabide de emprego de apadrinhados políticos.
Vendido o controle acionário, os parasitas foram
demitidos e, ao contrário do que dizia o mentiroso
PT, o número de funcionários aumentou
em quantidade e em qualidade com a nova administração.
Os lucros da Vale foram maiores do que os acionistas
esperavam.
Resultado: os números mostram o tamanho da mentira
do PT, que não é ético e falta
com a verdade, além de abrigar em seus quadros
uma corja de corruptos e canalhas indignos de qualquer
partido e que o mundo reconhece como nada honestos.
Aliás, em vez de militantes o correto seria chama-os
de meliantes.
Cidadãos que não contribuem
é que elegem o presidente e congressistas e ainda
chamam isso de democracia.
A culpa é dos cegos e aproveitadores
que elegeram o pior presidente que o Brasil já
teve.
Erros estratégicos
e operacionais perigosos
Os erros na política internacional, como reconhecer
a China como parceira, rebentando com as indústrias
brasileiras, a privatização das florestas
brasileiras, além de criminoso é um risco
à ocupação militar de países
que estiverem ocupando áreas nestas florestas
e que alegarão defesa de seus concidadãos
para estabelecer estratégias de ocupação.
Já aconteceu antes: os americanos, na prática,
acreditam na força, a política do “big
stick” e não na diplomacia. As guerras
e invasões por razões econômicas,
ao longo da História, servem de exemplo.
Será praticamente
impossível revogar a privatização
das florestas brasileiras.
Lula (vulgo do senhor
presidente) é uma vergonha não só
para o Brasil, mas é uma vergonha para a raça
humana.
Alcoólatra sabido e conhecido, megalomaníaco,
inconseqüente e abjeto mentiroso, escorregadio,
cínico e completo incompetente. A cada palavra
de improviso mostra a imaturidade dos que o elegeram,
e faz do Brasil motivo de piada, como o paraíso
da corrupção e lar dos mais procurados
criminosos e narcotraficantes do planeta que “neste
país” lavam o dinheiro sujo e constroem
patrimônios e mansões milionárias.
A Vale do Rio Doce mostra
agora em números que o governo era péssimo
administrador.
O presidente Fernando Henrique Cardoso estava certo
e foi vítima da ignorância dos eleitores
que caíram no conto do ex-“pobre retirante
nordestino”, atualmente integrante-mor da elite
petista, que veio para São Paulo para ajudar
o Brasil a ter um presidente operário!
A matéria abaixo
foi enviada por Nilson Victorino e outros brasileiros
preocupados com a situação de mentiras
e desmandos que vive a Nação Brasileira.
Eduardo Graeff escreveu
na Folha de São Paulo ("Lula e seus militantes
amestrados") sobre essa conversa mole da privatização
da Vale do Rio Doce. Sempre que um petista, com a fala
perturbada e o olhar esgazeado pela ideologia bananeira,
babar números inconseqüentes, vocês
devem fulminá-lo com a verdade. A verdade é
a kriptonita do petista.
Comentário de Reinaldo Azevedo
Lula e seus militantes
amestrados
*Eduardo Graeff
Folha de S. Paulo (17/09/07)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1709200709.htm
Placebo ideológico
aqui, verbinha acolá, empregos a rodo, barriga
cheia, lá vai a militância petista fazer
seu número. Pula! Late!
O PLEBISCITO
sobre a privatização da Companhia Vale
do Rio Doce não foi para valer, Lula esclareceu
na coletiva de rádio dias depois de o PT anunciar
sua adesão à iniciativa do MST e outros.
A rigor, o "não tenho nada com isso"
dele também não é para valer.
Às vésperas
do plebiscito, enquanto o presidente da República
negava que a reestatização da Vale estivesse
ou pudesse vir a estar na agenda de seu governo, militantes
de camiseta vermelha recolhiam assinaturas para o plebiscito
comodamente instalados na portaria do Ministério
do Planejamento ao som do hino da Internacional Comunista.
O que vale mais: a palavra do presidente ou as centenas
de milhões de reais com que ele irriga o MST,
a CUT, a UNE etc.?
Uma coisa pela outra, eu diria. Falsa
como uma nota de três reais é a razão
formal que ele alegou para se dissociar da onda reestatizante:
houve um "ato jurídico" que o governo
deve respeitar. Se tivesse sombra de dúvida que
o ato foi fraudulento, como gritam os "excluídos"
chapa-branca, teria por obrigação mandar
apurar e desfazer o malfeito. Não fará
nada, como não fez até hoje, porque não
quer assustar o mercado nem ter que passar um atestado
de idoneidade ao processo de privatização.
Bom mesmo é deixar suspeitas no ar e faturar
eleitoralmente, como fez com o boato de privatização
do Banco do Brasil em 2006.
Melhor ainda juntar o proveito
político do reflexo condicionado antiprivatização
com o proveito econômico da Vale privatizada.
Recorde de investimento: US$ 44,6 bilhões nos
últimos seis anos contra US$ 24 bilhões
nos 54 anos anteriores. Recorde de produção:
300 milhões de toneladas de minério neste
ano contra média anual de 35 milhões da
Vale estatal. Recorde de emprego: 56 mil empregos diretos
hoje contra 11 mil há dez anos. Recorde de exportações:
quase US$ 10 bilhões em 2006 contra US$ 3 bilhões
em 1997, garantindo mais de um quarto do saldo da balança
comercial "deste país".
A Vale não é
exceção. Da Embraer à telefonia,
passando pela siderurgia e petroquímica, o desempenho
de quase todas as empresas privatizadas é uma
história de sucesso em benefício de seus
compradores e empregados e do país.
A isso o estatista
contrapõe números que são, eles
sim, fraude grosseira: a comparação dos
US$ 3 bilhões pelos quais a União vendeu
42% de suas ações ordinárias da
Vale em 1997 com os US$ 50 bilhões que a Vale
inteira valeria hoje, depois de toda a expansão
possibilitada pela privatização.
E quem foram os beneficiários
desse "ato de lesa-pátria"? A quem
pertence a Vale privatizada? Aos funcionários
e aposentados do Banco do Brasil, principalmente, por
intermédio de seu fundo de pensão. Com
o BNDES, eles detêm dois terços do capital
da Vale. O restante se distribui entre o Bradesco, a
"trading" japonesa Mitsui e mais de 500 mil
brasileiros que aplicaram parte do FGTS em ações
da companhia. O padrão de gestão da Vale
é privado. A propriedade, como se vê, nem
tanto. Depois de privatizada, a empresa recolheu aos
cofres da União, em impostos e dividendos, algumas
vezes mais do que fez ao longo de toda a sua existência
como estatal.
Os obreiros do plebiscito
e até, forçando a barra, os padres que
ecoam essa gritaria inconseqüente dentro das igrejas
podem pretextar ignorância. Lula e os dirigentes
do PT, não. Esses usam deliberadamente o fantasma
da privatização como uma distração
para a sua militância -um osso de mentira que
se dá a um cachorrinho para ele não roer
a mobília.
Um placebo ideológico aqui, uma verbinha acolá,
empregos a rodo, barriga cheia, lá vai a militância
petista fazer seu número. Pula! Late! E Lula
pisca o olho para as visitas: "É brincadeira,
gente! Senta que o Lulu é manso".
Os empresários
sorriem de volta, fingem que acreditam, mas pensam dez
vezes antes de botar a mão no bolso. Para eles,
pior do que a encenação dos militantes
é a falta de vontade e/ ou capacidade do governo
de estabelecer regras claras e um ambiente político
confiável para os investimentos privados em infra-estrutura.
A conta das ambigüidades
virá aí por 2010, prevêem os especialistas,
quando o fantasma do racionamento de energia elétrica
deve voltar a rondar, dessa vez não por falta
de chuva, mas de investimento. Ou quem sabe em 2011.
Já pensaram na ironia? Um novo governo às
voltas com o apagão, a militância petista
a todo vapor de volta à oposição
e Lula na Guarapiranga, pescando suas tilápias...
*EDUARDO GRAEFF, 57, é
cientista político. Foi secretário-geral
da Presidência da República no governo
FHC
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Enviado por Roberto Carrazedo
- 21.09.07
NÃO ao desmembramento
do Brasil
Adriano
Benayon*
Tem tido repercussão – embora a mídia
não toque no assunto - matéria publicada
pelo Movimento de Solidariedade Ibero-Americana (MSIA),
em 19 do corrente, sobre preparativos do ministro da
Defesa para expulsar brasileiros não-índios
da região da Raposa Serra do Sol, em Roraima,
situada junto às fronteiras com a Guiana e a
Venezuela.
A ação da Polícia Federal seria
para este mês, com a participação
de 500 agentes federais, prevendo-se resistência
armada da população local. Trata-se de
operação de natureza militar inexeqüível
sem a participação das Forças Armadas.
Ora, não pode estar de acordo com tal violência
quem quer que respeite seu País, como é
o caso do general Maynard Santa Rosa. Ele declarou que
o Exército não recomenda a invasão.
Foi, por isso, demitido do cargo de secretário
de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais
do Ministério da Defesa. Em 04 de setembro, O
Globo publicara declarações do General
de que as Forças Armadas resistem em dar apoio
à Polícia Federal para a retirada dos
brasileiros.
Ademais, por terem também posição
desfavorável à intervenção
na Raposa do Sol foram substituídos de seus cargos
o Diretor-Geral da ABIN e o gerente da ABIN em Roraima.
A matéria do MSIA alude à inquietação
que se aprofunda nas Forças Armadas brasileiras,
sendo iminente grave crise institucional se a presidência
da República insistir em atribuir-lhes a desonrosa
missão. É o caso de evocar a petição
do Marechal Deodoro à Princesa Isabel de que
liberasse o Exército da inglória tarefa
de capitão do mato na perseguição
a escravos foragidos.
Hoje querem envolver as Forças Armadas em ação
de guerra contra brasileiros que defendem o direito
de ficar nas terras em que vivem e trabalham legalmente
há dezenas de anos. É difícil conceber
afronta mais grave ao povo brasileiro e deslustre maior
para as Forças Armadas.
Os índios da Serra do Sol são aculturados,
muitos têm cartão de identidade e título
de eleitor. Alto percentual, e majoritário entre
os macuxis, a principal etnia, é contrário
à separação do território.
Esta é imposta por entidades estrangeiras a serviço
dos donos do poder mundial, ávidos por monopolizar
a fabulosa riqueza mineral do subsolo da área.
É de notar, que, em abril de 2005, a retirada
da população “não-índia”
por agentes federais foi obstada por índios.
Expulsar moradores de suas terras, porque não
são índios, constitui crime de tipo nazista.
É agir em conformidade com o princípio
racista. É violência combinada com discriminação
racial, além de odiosa, inacreditável
em razão da grande mestiçagem.
Que pretendem fazer? Como vão definir quem é
índio? Fazendo exames de DNA? Ou julgando não-índios
os que se consideram brasileiros?
Aí está. Querem que o Exército
faça derramar muito sangue para separar do território
nacional mais uma região estratégica.
Ora, isso é crime tipificado no Código
Penal Militar. Diz o art. 142 do CPM: “Tentar:
III – internacionalizar, por qualquer meio, região
ou parte do território nacional. Pena –
reclusão, de quinze a trinta anos, para os cabeças;
de dez a vinte anos para os demais agentes.”
Os envolvidos na preparação do genocídio
e os desinformados alegam que não há cessão
de território e que a Constituição
prevê reservas indígenas. Mas só
não vê a ação de potências
hegemônicas na região quem não se
quer informar. Há farta documentação
sobre as atividades de ONGs e de outras entidades que
desviam para o exterior preciosos recursos minerais
em várias partes da Amazônia. Fazem-no
antes mesmo de se acabar oficialmente com a jurisdição
brasileira sobre os territórios saqueados.[[1]]
Para quê, senão para assegurar em definitivo
a continuidade da pirataria, demarcar, em faixa contínua,
mais uma reserva “indígena”, exatamente
sobre subsolo dos mais ricos do Planeta, numa área
cujo tamanho está em gritante desproporção
com a diminuta população indígena?
A Raposa do Sol tem 1.747.000 hectares, ou seja, 17,5
mil km2 quadrados, e 18.700 índios: um por km2.
No pretenso território ianomâmi, destinaram-se
a 8 mil índios, em Roraima e no Amazonas, 9,4
milhões de hectares (94 mil km2), formando, com
a área contígua da Venezuela, um território
de 180 mil km2.[[2]]
Como informou Sebastião Nery (Tribuna da Imprensa
24.06.2006), há um "governo ianomâmi
no exílio, presidido por um norte-americano de
Massachusetts, com Parlamento de 18 membros, sob a presidência
de um alemão; do tal governo, faz parte um índio,
dito brasileiro, chamado Iacota”. E: “O
saudoso embaixador Geraldo Nascimento e Silva ‘localizou
em Londres um escritório que coletava recursos
em nome dos ianomâmis, recém-emancipados
(sic), para promover a causa indígena’
".
Agora, em 12 de setembro de 2007, a Assembléia-Geral
das Nações Unidas aprovou a Declaração
dos Direitos dos Povos Indígenas, adotada em
26.06.2006 pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.
A Declaração diz, no art. 3º, que
“os povos indígenas tem direito à
autodeterminação e, assim, a determinar
o seu status político”. Isso implica que
podem escolher fazer parte do Estado que quiserem e/ou
declarar sua independência formal, outro modo
de anexação de fato por potências
hegemônicas.
Que outras áreas “indígenas”
já tenham sido criadas, não desonera os
responsáveis pela demarcação da
Raposa do Sol. Ao contrário, o crime é
ainda mais grave. Por duas razões. A primeira
é que a repetição consolida o abandono
da soberania nacional, princípio basilar da Constituição.
A segunda razão é que a entrega não
ocorrerá sem o emprego das Forças Armadas
do País contra seus próprios nacionais.
Pergunta-se: é legítimo cumprir ordem
contrária às bases da existência
nacional, como a soberania, a integridade do território
e a dignidade das Forças Armadas?
* benayon@terra.com.br.
Doutor em Economia. Autor de “Globalização
versus Desenvolvimento”. Editora Escrituras: www.escrituras.com.br
[1] Uma das razões de não
se evitar a pilhagem é a míngua de recursos
do Orçamento para as FFAA. Mais de 2 trilhões
de reais, em valor atualizado, desde 1988, foram gastos
com o serviço da dívida pública
formada pela capitalização de juros absurdamente
altos. Ver: http://paginas.terra.com.br/educacao/adrianobenayon/
(2) Cometeram também o crime cominado pelo Código
Penal Militar os responsáveis pela portaria,
no governo Collor, que criou a reserva “ianomâmi."
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Editorial
Pérolas
para Porcos
Julgamento de Renan Calheiros transforma plenário
do Senado em pocilga.
O julgamento de Fernando Collor de Mello
foi aberto. As cartas estavam marcadas e as consciências
devidamente compradas.
O Congresso Nacional
julgou o presidente da Republica Fernando Collor, em
seção aberta. Interessava aos “armadores
do processo” para depor o presidente, que a seção
fosse pública, já que o povo havia sido
massificado pela TV Globo, de que Collor era culpado,
daria um espetáculo inédito. Fernando
Collor mexeu com interesses escusos e dinheiro não
explicado de mega empresários e políticos
corruptos. Uma corja de canalhas tramou o impedimento
do presidente.
Ao PT, que fingia ser o único partido de honestos
do Brasil, mais do que nunca, interessava punir os “culpados”
para ocupar o espaço vazio, já que o PT,
que hoje sabemos todos, é um antro de corruptos
e incompetentes, buscava o poder a qualquer custo. Isso
significava com o uso de dinheiro de fontes obscuras
e meios ilícitos, como hoje é de domínio
público.
Uma poderosa máquina de canalhas, especializados
em marketing político e arrecadação
de fundos, foi montada. Estabelecidas as estratégias
de compra de votos e redes de mentiras e desinformação,
o PT partiu para desestabilizar o governo de Fernando
Henrique Cardoso, com ferrenha e ética oposição
sem ética .
Fernando Henrique Cardoso, para manter a pose de aliado
das esquerdas, deixou que a baderna do MST, CUT e outros
movimentos, flagrantemente subversores da ordem, fizessem
livres de qualquer repressão severa. Invasões
de fazendas produtivas inclusive a sua própria
foram articuladas, a pretexto de serem demonstrações
democráticas.
Por outro lado, para agradar as esquerdas vingativas,
FHC desprestigiou as Forças Armadas, sucatando
armas e equipamentos, não aumentando os soldos
e criando o Ministério da Defesa. O Ministério
da Defesa poderia ser um avanço e até
uma forma de agilizar e unir as FF AA em torno de propósitos
militares e ações conjuntas. Por erro
de definição das qualificações
para o cargo desse ministro, deixou de haver o entendimento
nas urgências e nas providências imediatas
para manter a operacionalidade e a previsão de
modernização e crescimento natural das
FF AA, em função das necessidades de cobrir
as fronteiras secas e oceânica, do Brasil.
O ministro da Defesa, na forma como sua importante função
foi definida, foi transformado em um moço de
recados entre o presidente e os comandantes militares,
dificultando o diálogo e as decisões,
bem ao contrário do que seria o ideal para o
novo ministério.
A intenção do julgamento
de Renan Calheiros ser secreto, foi para que os covardes
e igualmente corruptos pudessem esconder seu voto e
sua covardia do povo.
Os partidos de apoio
ao presidente, visivelmente comprometidos com o esquema
de corrupção e manipulados pelo PT, precisavam
operar nas sombras da covardia e da impunidade, organizados
em bloco, para manter seu presidente no cargo. Com esse
“apoio”, o presidente do Senado, enfraquecido
pela perda de moral e credibilidade, poderia transigir
sempre que pressionado pelos que o apoiaram. Para que
os cidadãos “desse país”,
não presenciassem as manobras sórdidas,
o voto secreto lançaria a dúvida sobre
quem seriam os que apoiaram o Sr. Renan Calheiros, que
já tinha a favor da cassação do
seu mandato o parecer da Comissão de Ética,
que foi ignorado pelo esquema dos senadores do bloco,
dos imundos e canalhas. A truculência da segurança
da Casa tentou impedir a entrada dos senhores deputados
que obtiveram liminar no Supremo para assistirem à
votação.
Participaram os senadores comprometidos em ilegalidades,
que tinham rabo preso. O bem perdeu par as forças
malignas.
O povo, desarmado e sem poder reagir como o fez em 1964,
está anestesiado e sem esperança, enquanto
o “pavão de Garanhuns” faz seus discursos,
vendendo o álcool, disso ele entende muito, e
os biocombustíveis. Passeia sua ignorância
pelo mundo, dando aulas de escatologia a cada palavra
que fala. Até quando as forças morais
e a população economicamente produtiva
vão permitir essa situação?
Até que ponto o Brasil tem o direito de pretender
um lugar no conselho de segurança da ONU?
Até que ponto o Brasil tem condições
de competir com seus produtos, com políticos
que são visivelmente corruptos aos olhos do mundo?
Até aonde os brasileiros que pagam as contas
que esses sociopatas e cleptomaníacos superfaturam,
terão de agüentar ?
Até que ponto esse legado é justo para
ser repassado às gerações vindouras,
já que os nossos recursos econômicos estão
sendo desperdiçados e nosso território
sendo ameaçado pela cobiça internacional,
que agora é descaradamente ostensiva.
Eleger políticos não é mais um
exercício de democracia, mas uma resultante do
marketing sem escrúpulos e do uso de dinheiro
do caixa dois, e quem sabe, até do narcotráfico.
Para essa quadrilha o que importa é a imunidade
e o poder de manipular oficialmente a “Coisa Pública”.
No comando a maior fraude, que já ocupa
o cargo de presidente da República, o “Bufão
Pelegrino” e sua quadrilha de saqueadores oficiais.
Falta vergonha na cara dos que
tornaram isso possível. Votar, no Brasil, é
o mesmo que “atirar pérolas a porcos”.
NR. Enquanto
esta matéria estava sendo redigida, uma fonte
segura confirmou que os processos de pedido de anistia
estão sendo agilizados e todos os casos estarão
concluídos para que nas próximas eleições
os beneficiados possam mostrar sua “gratidão”.
Entre os já anistiados estão assassinos,
desertores assassinos, assaltantes de bancos e outros
“inocentes”.
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Enviado por Roberto Carrazedo
Um Festival de Erros, Incontáveis Mentiras
e Muita Covardia
Coronel-Aviador Luís Mauro
Em 30 de agosto de 2007
Cada vez, torna-se mais
difícil encontrarmos uma ação praticada
por agente da cena política que não esteja
contaminada por algum tipo de erro grave. E esses vícios
não se limitam aos já conhecidos casos
de corrupção epidêmica de agentes
governamentais.
Igualmente, vão muito além dos casos de
compra de votos, seja de eleitores, como os propiciados
pelos programas assistencialistas, seja de congressistas,
garantidos com o desvio de dinheiro público e
com a distribuição de cargos.
Ultrapassam, também, as ações de
um presidente da República que não governa,
mas vive em campanha eleitoral fora dos períodos
permitidos, fazendo, sistematicamente, discursos demagógicos
em que prega, irresponsavelmente, a desunião
entre os brasileiros.
Tampouco se restringem aos agentes do ministério
público e do Poder Judiciário que, muitas
vezes omissos ou coniventes, permitem que tudo isso
aconteça. Em verdade, os erros se manifestam
em praticamente todas as ações, por mais
simples que sejam, Parece que, repentinamente, todos
desaprenderam tudo. Há um amadorismo incompetente
tão generalizado que se tornou rotina no Brasil
destas duas últimas décadas.
Vejamos alguns desses erros recentes relacionados com
as Forças Armadas brasileiras. Errou o presidente
da República, quando resolveu patrocinar um livro
estúpido, engendrado pelos terroristas que abriga
em seu governo, para fustigar os militares que, até
aqui, têm sido muito tolerantes com essas provocações,
em nome de uma reconciliação impossível.
Não há como conciliar-nos com quem tudo
faz para nos destruir.
Errou, ainda, o presidente, quando nomeou, mais uma
vez, uma pessoa absolutamente despreparada para o cargo
de ministro da defesa. O novo ministro está completamente
perdido, como indicam os seus pronunciamentos, em que
não se mostra capaz de desenvolver qualquer idéia
própria, socorrendo-se de uma sucessão
de frases de efeito bastante conhecidas (sem lhes mencionar
a autoria), provavelmente retiradas, por um "aspone"
solícito, de algum livro barato de citações.
O ministro está pouco preocupado com as Forças
Armadas, preferindo fazer "lobby" para a indicação
de ministro do Supremo Tribunal Federal, Deus saberá
com que intenções, a trabalhar por elas.
Se assim não fosse, teria procurado impedir a
edição do livro mentiroso e ofensivo referido
acima, no lugar de aderir àqueles que o escreveram,
participando do espetáculo grotesco do lançamento
no Palácio do Planalto. Sobre o caos no Transporte
Aéreo, prefere concentrar-se no supérfluo,
como aumentar o espaço para as suas pernas, nas
aeronaves, ou ampliar os pátios de estacionamento
dos aeroportos. Possivelmente, pense que, assim, estará
resolvendo crise na Aviação brasileira.
Errou quem, desesperado com a falta de autoridade que
grassa no País, conseguiu ver no ministro uma
esperança, pois simplesmente confundiu prepotência,
arrogância, arbitrariedade, falta de educação
e grosseria com autoridade.
Errou a procuradora-geral da Justiça Militar
Maria Ester Henriques Tavares, quando determinou o arquivamento
de representação contra o ministro Nelson
Jobim, por violação do artigo 172 do Código
Penal Militar, que trata do uso indevido de uniforme,
distintivo ou insígnia militar por civis, sob
o argumento de que "não é lógico
e crível que tenha tentado iludir ou induzir
alguém ao equívoco de que se tratava de
general de Exército, com a intenção
de usurpar a autoridade militar", além de
não ter visto má-fé na ação
do ministro. Prova do erro encontramos parágrafo
seguinte.
Errou o ministro Nelson Jobim, talvez encorajado pela
complacência com uso indevido da farda, quando,
durante o lançamento do livro herético,
maldito e falso, disse que é o comandante da
Forças Armadas. A bem da verdade, ele não
é comandante de nada. Não passa de ministro
de Estado, um agente do primeiro escalão da administração
federal. Cada Força Armada tem apenas um comandante,
sendo, por imposição constitucional, o
presidente da República o comandante-supremo,
ainda que o atual não se comporte como tal. Por
óbvio, o ministro não é nenhuma
dessas autoridades, embora o seu ego desmedido não
o permita ver isso. Errou, novamente, o ministro da
defesa, quando disse que os militares encaram com naturalidade
esse livro mentiroso escrito por aqueles que foram derrotados
pelas armas e agora procuram vingar-se dos vencedores,
servindo-se do governo que conquistaram, enganando o
povo brasileiro, mediante fraudes diversas. Os militares
sabem muito bem das motivações espúrias
por trás desse lançamento, que são
desviar o foco das atenções de cima da
crise do mensalão, que ressurgiu com a aceitação
da denúncia pelo Superior Tribunal Militar, e
abrir caminho para a revisão unilateral da Lei
de Anistia, para garantir a revanche sórdida
e a vitória final dos comunistas terroristas
no Brasil. Por isso, repudiam esse livro nojento, como
o fazem com todos os que dele participaram ou para ele
contribuíram. Errou, outra vez mais, o ministro
quando resolveu ameaçar os militares dizendo
que "não haverá indivíduo
(militar) que possa reagir (ao lixo do livro revanchista)
e, se reagir, terá resposta". Essa bobagem
somente pode ser atribuída à insegurança
de quem sabe estar "cutucando a onça com
vara curta", como diz a sabedoria popular, bem
a seu gosto de usar frases feitas em vez de criar as
suas próprias. Vista por outro ângulo,
a afirmação do ministro contém
um desafio aos militares. Este, sim, não poderá
ficar sem resposta. Erraremos, portanto, nós
também, se não reagirmos com enérgica
indignação contra, quem nos ameaça,
desafia e ofende os brios. Se nos calarmos agora, estaremos
estimulando as agressões covardes de quem somente
se agiganta diante da nossa omissão. E esse não
seria um comportamento digno de um militar brasileiro,
para quem é preferível a morte à
desonra.
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Editorial
“Independência
ou Morte”
O que mudou no Brasil
desde 7 de setembro de 1822
a 7 de setembro de 2007?
Um português, nascido no palácio
de Queluz, membro da Casa Real Portuguesa, às
margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, dá
o Grito do Ipiranga e separa, politicamente, o Brasil
da nação-mãe, Portugal.
Neste 7 de setembro de 2007, enviamos nosso respeitos
e cumprimentos aos membros da Casa Real Imperial Brasileira,
iniciada no Primeiro Reinado com Sua Majestade Real
Imperial D. Pedro I e D.Pedro VI de Portugal.
D. Pedro I, nosso amado Imperador, acumulou sob seus
ombros, o cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente
do Brasil.
D. Pedro, filho de D.João VI, que deixou no Brasil
grande parte da cultura européia, como o acervo
da Biblioteca Nacional, Jardim Botânico, já
na época, era um centro de referência de
plantas tropicais, Museu de Belas Artes e tantas outras
obras que foram os alicerces culturais da Nação
brasileira.
D. João VI foi injustiçado pela História,
que não foi escrita pelo povo que aprendeu a
amá-lo. Naquela época, a educação
repousava na mão dos padres jesuítas e
a inquisição e a tortura na mão
tinta de sangue dos dominicanos. A História era
escrita por eles.
Era uma época de ideais patrióticos. Imaginem
o que aconteceu no coração de D.Pedro
I, tendo de rebelar-se contra a nação
onde nascera, e para onde mais tarde voltou para ocupar
o trono como D. Pedro IV.
O povo brasileiro era altivo e digno. O Imperador D.Pedro
II, um brasileiro culto, poliglota, poeta, fotógrafo
e inovador. Sua política trouxe prestígio
para o Brasil e o telefone, ainda desconhecido, na maior
parte do mundo.
Essa era a situação e a família
real brasileira, a quem saúdo, neste 7 de setembro.
Já na época, a intriga e a mentira dividiam
os brasileiros. A mentira dizia que criminosos e prostitutas
teriam vindo colonizar o Brasil na época do descobrimento.
Mentira. A tripulação de Pedro Álvares
Cabral era constituída de profissionais liberais
e artistas. Eram ourives, arquitetos, cinzeladores,
cantoneiros, ferreiros, carpinteiros, marceneiros, pedreiros,
agricultores, e outros profissionais dignos e honestos.
Quase todos vinham tentar a sorte no Brasil, fugindo
da inquisição, que era ma maldição
sangrenta na Europa. Quase todos a bordo das naus portuguesas
eram judeus.
D. Manuel I, o Venturoso, firmou um contrato com o consórcio
liderado por Fernando de Noronha e seus associados judeus,
grande parte convertida ao cristianismo, a bem da verdade,
à força pela “Santa Inquisição”.
Uma praga que acabou chegando ao Brasil.
A História da nossa cultura fala do “magnífico”
trabalho dos jesuítas na educação
de índios, negros e europeus e seus descendentes,
mas esquece de contar como: a educação
era enfiada pela goela, pela prática da chibata
e da palmatória, prática essa que foi
mantida nas instituições religiosas “cristãs”,
até depois de 1915.
Outra grande mentira referia-se aos escravos, os quais
eram tratados pelos Senhores da Igreja Católica
Apostólica Romana, com todo o carinho que a chibata
oferecia.
A Igreja, sozinha, era a maior possuidora de escravos.
Ainda hoje, em livros antigos de contabilidade, eles
fazem parte do patrimônio da Igreja, classificados
como semoventes. A mesma classificação
dada aos cavalos e jumentos.
Alguns morros eram habitados por militares, a partir
de títulos de posse dados aos que voltaram da
Guerra do Paraguai, chamados de “voluntário
da pátria”, heróis de guerra e homens
de bem. Não podemos esquecer que os morros eram
áreas estratégicas e fortificadas, nada
mais lógico do que serem habitados por militares
e suas famílias. A fortaleza da Conceição,
que hoje abriga o serviço cartográfico
do Exército, foi construída com fins militares,
no morro da Conceição.
Atualmente, a grande dificuldade de acesso, para o combate
do crime organizado, e o narcotráfico, está
exatamente no fato de as favelas estarem nos morros
e o acesso ser difícil.
Desde a descoberta, até os dias de hoje, o Brasil
tem recebido colonizadores de diversos países,
destacando-se os portugueses, italianos, japoneses,
chineses, suíços, alemães e de
outras etnias, que engrandecem a nossa cultura com sua
sabedoria.
A divisão geopolítica do Brasil levou
ao enriquecimento as áreas litorâneas,
do que é hoje o Norte e Nordeste. Só mais
tarde, com o desenvolvimento do café e a colonização
dos estados do Sul, por europeus, destacando-se os pomeranos,
alemães, portugueses de Açores, que fundaram
Porto Alegre.
Os estados do Norte e Nordeste, que foram ricos no passado
com a agricultura e a cana de açúcar e,
especialmente, a cana de açúcar, tiveram
os filhos dos fazendeiros (coronéis), como alunos
dos cursos de Direito, primeiro em Portugal, depois
no Brasil.
Daí a formação do núcleo
de cultura da poesia e literatura, mas também,
do bacharelismo, que dominou e domina até hoje
a Câmara dos Deputados e o Senado. Essa distorção
levou a que os estados nortistas e nordestinos, que
hoje dependem fundamentalmente de verbas da União,
se tornassem poderosos colégios eleitorais, principalmente,
após a aprovação do voto do analfabeto
e do menor de 18 anos.
Essa distorção, gravíssima, detonou
o conceito de democracia e também o conceito
de capitalismo, já que em nossa república
federativa os estados que nada contribuem ou que contribuem
com valores irrelevantes são a maioria, fazendo
com que os estados que têm maciça participação
na economia sejam, sempre, votos vencidos.
Outra grande distorção é que nortistas
e nordestinos votam em bloco os assuntos de seus interesses,
independentemente do partido ou da ideologia. Mais,
ainda, pela grande corrente migratória, para
os estados do Sul e Sudeste, há grandes bolsões
dessas populações, que continuam agindo
da mesma forma. É o caso da Rocinha e do Vidigal,
e do Rio das Pedras, no Rio de Janeiro.
É o contribuinte economicamente ativo sem poder
diante daquele que não contribui. Uma grande
injustiça social e econômica.
A inclusão social, a nosso ver, seria no mínimo,
a igualdade, incluindo os estados que contribuem, numa
divisão igualitária do poder.
A situação se agrava mais ainda, se observarmos
que, nos estados do norte e nordeste, as famílias
têm mais filhos e também maiores índices
de mortalidade e de analfabetismo. Assim, as condições
adquiridas por uma legislação equivocada
de igualdade dos analfabetos com os instruídos,
beneficia os que não sabem votar, porque não
têm formação cultura e o discernimento
para saber o que é bom para o país. Decidem
pelo imediatismo e pelo egoísmo. Famílias
de filhos numerosos, presa fácil do suborno político
e assistencialista que hoje alcança níveis
vergonhosos na caça aos votos.
O Brasil é conhecido no mundo inteiro, como o
país da corrupção, da impunidade,
da miséria e da prostituição infantil.
Agências de viagem anunciam pacotes de turismo
sexual e os filmes produzidos no Brasil dão ênfase
e à miséria, ao crime e às condições
sub-humanas das favelas.
O senhor presidente da República envergonha o
Brasil, sempre que seu discurso é de improviso,
com sua ignorância e facilidade em mentir, enquanto
usa a imagem retórica do retirante, deficiente
físico, e semi-instruído, que conseguiu
ter o diploma de presidente da República.
É um Brasil bem diferente da época de
D. Pedro II, quando a inflação era baixíssima,
o dólar tinha quase o valor dos mil réis
e o Brasil era respeitado, mundialmente.
Com uma imprensa vendida, e penalizados os que ousam
se pronunciar contra as atitudes de lesa-pátria
do presidente e da quadrilha que comanda nas sombras
do cargo e com a proteção da militância
criminosa, anistiada e do PT, que a todos enganou, com
o rótulo de honestidade.
Sabedores de que a massa ignara que elegeu o Congresso
podre e o Executivo putrefato, destituído do
mínimo de escrúpulo e caráter,
essa corja continua ofendendo a inteligência do
povo brasileiro, porque sabe que conseguiu dividi-lo
e que seus eleitores são a maioria que não
tem acesso à educação e aos meios
de comunicação.
O raciocínio dessas populações
é imediatista, como suas necessidades. Assim,
pouco se importa com o futuro do Brasil, ou com o próprio,
vendo apenas o momento presente.
Os partidos de coalizão do governo lançaram
mão de especialistas em comunicação
e marketing. Os outros partidos, também, com
a diferença de que tiveram escrúpulos
e falaram a verdade, enquanto a coalizão, que
elegeu o Sr. Lula, é destituída de qualquer
verniz de caráter, lançando mão
de esquemas de corrupção, como o mensalão
e outros tantos que se tornaram conhecidos, não
apenas no Brasil, mas no exterior, onde a imprensa mostra
os fatos.
Durante os governos anteriores, os partidos liderados
pelo PT foram violentamente contrários a todas
as atitudes do poder dominante, procurando por todos
os meios desestabilizar a República, com ações
de baderna, apropriação indébita
e ferrenha oposição no Congresso Nacional.
Por outro lado, as Forças Armadas, mantém-se
inacreditavelmente divididas. A distribuição
do soldo criou uma distância injusta entre oficiais
e praças. Os equipamentos e armamentos sucateados
não são suficientes para defender o Brasil
com sua enorme fronteira marítima e terrestre.
Para culminar, no dia 6 de março de 2006, o senhor
Presidente assina um decreto privatizando as florestas
brasileiras, não apenas a Amazônia, mas
todas as florestas brasileiras.
O PT e os partidos de coalizão acusaram o governo
de FHC de ter vendido empresas lucrativas com a Vale
do Rio Doce. Mentira. As ações que davam
ao governo o controle acionário foram vendidas
na Bolsa de Valores. A Vale sempre foi uma sociedade
anônima de capital aberto e qualquer um poderia
comprar suas ações na Bolsa. Hoje, a Vale
ocupa o quinto lugar no mundo.
A Vale, como outras empresas, que tiveram seu controle
acionário negociado, eram cabides de emprego
de apadrinhados políticos.
Atualmente, o governo anuncia a contratação
de milhares de pessoas para cargos públicos,
onerando as despesas do Tesouro Nacional, fazendo exatamente
o contrário do que deveria fazer, que seria cortar
o excesso de funcionários públicos não
concursados, que estão lá, infiltrados
para espionar e controlar, favorecendo a máquina
dos partidos, que pretendem se manter eternamente no
poder.
Os bancos brasileiros são os mais lucrativos
do mundo. Lula governa para os banqueiros e não
para os pobres, como ele afirma.
Neste 7 de setembro, queremos lembrar que o Brasil já
foi um país onde os homens cultos e honrados
governavam e não o que é hoje, um balcão
de negócios, onde tudo tem preço, e o
povo que se dane. Hoje, governam aqueles que assaltaram
bancos, seqüestraram diplomatas e assassinaram
cidadãos. Será que o Brasil merece isso?
É duro dizer, mas todos nós somos culpados.
Conclamamos, neste 7 de setembro, a todos os
homens e mulheres dignos deste Brasil a darem um basta
nessa situação que está levando
o país à guerra civil.
Não sei o que os leitores pensam, mas
eu sinto nojo.
O que sentiria D.Pedro I, hoje?
Flavio P. Ramos
Editor
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7 de setembro
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Enviado por Milton Larentis
A memória, a verdade e
o destempero.
* Jarbas Passarinho
Fernando Henrique Cardoso, quando presidente da República,
criou as “indenizações para quem
tivesse sido vítima de violação
dos direitos humanos” no período do ciclo
militar. A justiça obriga a confessar que indenizações
discutíveis, a petroleiros comunistas, que haviam
sido demitidos da Petrobrás, com todos os seus
direitos trabalhistas respeitados, já haviam
sido conferidas ao fim do ciclo militar. Com Fernando
Henrique, a maioria dos beneficiados somou indenizações
e pensão vitalícia considerável
e isenta de Imposto de Renda.
As comissões
encarregadas das apurações foram dirigidas
por ressentidos e, pois, facciosos. Ler os
despachos daria uma idéia precisa do juiz que
colocava a paixão acima da realidade. Dos mais
recentes, comentei um que concedia o posto de general,
para efeito de vencimentos, ao capitão Luiz Carlos
Prestes, “saudado como um herói a quem
muito devia o Brasil”. O presidente da comissão,
é claro, tinha em Prestes o paradigma de suas
próprias convicções políticas,
ele que foi secretário-geral do PCB e dedicou
sua vida à União Soviética, onde
gozou de grande prestígio. Lá é
que se justificaria a honraria, não aqui.
No ciclo militar, em
1979, havíamos votado a anistia. Líder
do governo Figueiredo, eu a defendi da tribuna. Foi
mais ampla que o substitutivo do MDB, o que reconheceu
publicamente Thales Ramalho, então seu secretário-geral.
Anistiou, também, os chamados crimes conexos,
que tanto os insurretos como as forças de contra-insurreição,
numa luta armada irregular, haviam cometido. Se esses
excessos configuravam violência contra os direitos
humanos, pelos legalistas, os terroristas fizeram igual
ou pior.
No Recife, no
aeroporto, detonaram maleta com explosivos, causando
mortes e ferimentos graves. Em São Paulo, lançaram
carro-bomba contra o quartel do Exército, cuja
explosão esfacelou o corpo de um soldado sentinela
e feriu gravemente outros cinco deles. No Araguaia,
fatiaram com facão, até a morte, o corpo
de um menino de 17 anos, na presença de seus
pais, porque servira de guia à patrulha que perseguia
os guerrilheiros do PCdoB. Mataram, na presença
de sua esposa e de seu filho de 9 anos de idade, um
oficial americano, julgando-o agente da CIA. Tiraram
a vida de um major alemão, aluno da Escola de
Estado-Maior do Exército, supondo que fosse outro
oficial, boliviano, acusado de prender Che Guevara,
o que nunca se deu. Alguns desses terroristas ainda
estão vivos, contando tais proezas.
O presidente Figueiredo
pensava na anistia como esquecimento de tudo isso e
a reconciliação da família brasileira.
Assim foi entendida e sinceramente respeitada pelos
militares. Condecoraram, paradoxalmente, com
a Medalha do Pacificador, José Genoino, guerrilheiro
do Partido Comunista do Brasil, preso no Araguaia. Conviveram
com ex-guerrilheiros comunistas, alguns ministros de
Estado. Aceitaram pagar o preço da incompreensão,
do ressentimento e das provocações, na
esperança de cicatrizar as feridas da luta que
não desencadearam. Mas acabaram vendo
que fora enorme ilusão confiar no esquecimento.
As denúncias mentirosas sacrificaram a carreira
de oficiais brilhantes. As poucas que teriam sido verídicas
puseram em evidência a acrimônia e o revanchismo.
A disciplina e o respeito pela hierarquia, os dois pilares
essenciais para a carreira das armas, fizeram suportar
o ódio ainda remanescente. Silentes, viram o
Tesouro ser assaltado para premiar requerentes de indenizações
vultosas que provocaram, de um escritor e mestre do
senso de humor, a facécia adequada: “Não
lutaram, fizeram um bom investimento.” Quando
Prestes saltou de capitão a general, chocaram-se.
Mas, pouco depois, veio o inconcebível: comparar
Prestes com Lamarca, oficial medíocre,
desertor, ladrão de armamento e munição
de seu Regimento de Infantaria, assassino várias
vezes, de modestos vigilantes de bancos e de
segurança de diplomata seqüestrado, e autor
do mais nefando crime militar, ao despedaçar,
com coronhadas de fuzil, o crânio de um bravo
oficial da Polícia Militar de São Paulo,
que se apresentara voluntariamente como refém,
para poder evacuar os soldados que haviam sido feridos
pelo facínora e seu grupo. Pois foi esse
frio assassino que se premiou duas vezes post mortem,
fraudando a lei que rege as promoções
do Exército.
Não tendo feito
a (1)Escola de Aperfeiçoamento (pois a trocou
pela clandestinidade e por seus crimes hediondos), não
poderia ser coronel nem deixar pensão correspondente
a general. Mas um ministro pretendeu justificar a aberração
dando-lhe, como galardão, o título de
“o maior exemplo da luta radical contra a ditadura”.
A provação
foi coroada por um lançamento, no Palácio
do Planalto, presente o presidente da República,
do livro Direito à Memória e à
Verdade, escrito por alguém disposto a retratar
o Exército, como Márcio Moreira Alves
o chamou, de “valhacouto de bandidos”.
Winston Churchill, revoltado com o facciosismo do historiador
Macaulay, disse: “Esse historiador, apesar do
estilo cativante e de sua inaudita suficiência,
deixava-se às vezes empolgar pela imaginação,
que ele considerava superior à verdade, e denegria
ou glorificava os grandes homens coletando documentos
segundo as necessidades da narrativa”. É
o caso desse livro, que esquece os crimes dos terroristas.
Pior ainda quando o ministro Nelson Jobim, meu amigo
dos tempos da Constituinte de 1987-88, a quem sempre
muito admirei, se destemperou e ameaçou com represália
“o indivíduo que possa reagir” ao
livro. Nos meus 87 anos, já fui tratado, governador,
ministro e senador, por Excelência. Hoje, simples
indivíduo, ouso criticar quem, como Macaulay,
coleta dados para denegrir a honra do Exército
que sempre amei.
* Jarbas Passarinho, ex-presidente da Fundação
Milton Campos, foi senador pelo Estado do Pará
e ministro de Estado. Concluiu todos os cursos militares
com brilhantismo e passou para a reserva por conclusão
de tempo como coronel.
(1) condição para promoção
a major.
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Senado
independente, indireto e moderador
Ernesto Caruso, 15/07/2007
O Brasil precisa urgente de um Poder Moderador que não
use a espada para enxotar os vendilhões dos templos,
como a História registra nos pontos de saturação
da sociedade, mas que de forma independente do QI (quem
indicou) tome as decisões oportunas evitando
as crises corriqueiras no cenário político
nacional, particularmente, nesses últimos vinte
anos. A cada momento uma Geni.
Feche os olhos e veja com perfeição cada
um deles. Fazem a maior porcaria na atividade pública
e na privada, confundindo ambas, com escárnio,
mãos dadas entre o querer e o poder, entre a
candura e a promiscuidade. Em público. Cópia
do que ocorreu com o ex-presidente dos Estados Unidos.
Perdão em nome do padrão de vida. Só
a ex não perdoa; se transforma na pior (p’ra
ele) denunciante.
Votos manipulados, comprados, vendidos, acordos, conchavos,
divisão do butim.
Na privatização (lembram das tele-gargalhadas),
na reeleição, na gaveta (um milhão),
do mensalão, da criação de rãs,
fazendas falsas em garantia do empréstimo ou
das verdadeiras que produzem bois e vacas sagradas,
anões do orçamento, gigantes na roubalheira
e das megas construções de fortunas. Votos
eletrônicos descobertos pelos dois espertos; renunciaram
e voltaram, um para governador e o outro para senador.
A casa de encontro em Brasília, qualquer uma
delas que você esteja pensando.
Acho que chega para justificar a imperiosa necessidade
de uma nova solução.
O Senado, o desta concepção, não
pode ser do tipo César, aquele que nomeou o seu
cavalo Incitatus para integrá-lo, nem do voto
direto, assistencialista, interesseiro, do suplente
que apoiou financeiramente a campanha e depois lá
chega bosquejando com vivas à democracia, das
eleições que custam muito ao país
antes das eleições e muito mais por conta
das emendas e pagamentos às empreiteiras e outras
beiras, dessa gente que deixou de ser sem eira e nem
beira e pode pagar cem mil no pré-parto e acomodação
de oito mil na licença de maternidade (que as
brasileiras e brasileiros, assim, fossem contemplados,
HONESTAMENTE).
Não necessariamente com 81 senadores, três
por Estado — nos EUA são dois — quem
sabe por 40 ou 50 advindos da administração
do País, eleitos por seus pares à semelhança
do que ocorre nos conclaves de escolha do papa, que
tenham 34 anos de serviço (próximo da
aposentadoria), no topo das carreiras típicas
de estado, e que tenham ingressado por concurso público,
no primeiro degrau da carreira, que demonstrou ao longo
dos anos uma vida ilibada, nada do notório saber
para justificar nomeação do compadre.
Dos vários corredores componentes dessas carreiras
teríamos um universo de experientes na administração
pública, com base científica específica
na própria formação, ampliada pelos
cursos de especialização, mestrado e doutorado,
por dedicação própria ou fornecidos
pelo Estado, trabalhando de segunda à sexta,
como qualquer servidor, férias normais de 30
dias, sem passagens aéreas para justificar contatos
com as bases eleitorais, mandatos de quatro anos, sem
acumulação de proventos, mas com o valor
justo do elevado e meritório cargo. Nada parecido
como é hoje, muito menos com o STF, não
livre das amarras, que dos onze ministros, ao que consta,
o Presidente Lula fará oito.
Basicamente o Senado concebido seria composto de servidores
das cúpulas que cuidam da ordem interna, defesa
do território, relações diplomáticas,
provimento da justiça, tributação,
controle e execução da despesa pública
e da administração dos serviços
à disposição da sociedade.
Assim, diplomatas, oficiais de chancelaria, militares
das Forças Armadas, advogados da União,
Polícia Federal, Especialistas em Políticas
Públicas e Gestão Governamental do Banco
Central e de outras áreas (Ministérios),
com vivência e projeção no gerenciamento
dos recursos minerais, hídricos, nucleares, das
atividades trabalhistas, transporte, da educação
e mais procuradores da República, defensores
públicos, fiscais de tributos, auditores, juízes
substitutos que assim ingressaram na carreira e tenham
alcançado o Tribunal Superior da Justiça.
Quando tiverem que processar e julgar o Presidente,
o Vice, Ministros, etc, farão com imparcialidade,
pelo menos não deverão favores devidos
a nomeações.
Além da competência atual, atuarão
como Poder Moderador, como no passado, atribuição
do Imperador, que o exercia dissolvendo a Câmara
dos Deputados, nos casos, em que o exigir a salvação
do Estado; convocando imediatamente outra, que a substitua.”(Constituição
1824).
Que sonho. Pode ser com a banda virtuosa dos políticos
mais a vontade determinada da sociedade.
**************
Convictos não
convincentes
Ernesto Caruso, 28/06/2007
Um militar que represente
o Ministério da Defesa na Comissão de
Anistia ou que a integre representando a si próprio,
por ter aceito o cargo, ou encargo, pouco se me importa
receber ou não DAS 3, 4, 5. Entendo que o cenário
é montado para aquinhoar quem se deseja recompensar
financeiramente pelas posições criminosamente
assumidas de implantação de um regime
comunista por meio de ações terroristas,
raptos, assaltos a bancos, assassinatos covardes de
militares brasileiros e até estrangeiros, soberanamente
conhecidos. Assim, o resultado já está
no placar.
O fato de ter um militar na referida Comissão
tem como objetivo dar um respaldo de seriedade e isenção
na análise do processo. Não é novidade.
Mas, é importante que lá esteja. Não
para ser um a mais com os atributos dos demais —
cheios de boas intenções. Mas, para honrar
a farda que veste o seu corpo quando na ativa e a alma,
para sempre. Lembrar o juramento de fiel soldado da
Pátria para lhe defender e não se render
aos falsos louros, manchando o próprio nome no
meio onde conviveu, abominando princípios, amizades,
esquecendo os ditames de respeitar o irmão de
arma e tratar com bondade o subordinado, e manter sobremaneira
acesa a chama do cumprimento do dever.
Se representante, como militar na ativa, faz jus aos
seus vencimentos e vantagens previstos em lei. Se na
reserva, nada mais justo do que receber pelos serviços
que presta. A um trabalho corresponde uma remuneração.
A Comissão de Anistia foi uma manobra para contornar
os imensos obstáculos que se encontrariam nos
caminhos jurídicos. Mas, é uma realidade,
embora os fundamentos legais de que se têm servido
sejam discutíveis.
“Vejam que o Art. 8º do Ato acima referido
simplesmente concede anistia, assegurando as promoções;
o § 1º veda remuneração em caráter
retroativo; o § 2º assegura os benefícios
aos trabalhadores do setor privado, dirigentes e representantes
sindicais; o § 3º é o único
que concede reparação de natureza econômica,
na forma que dispuser lei de iniciativa do Congresso
Nacional a quem foi impedido de exercer, na vida civil,
atividade profissional específica, em decorrência
das Portarias Reservadas do Ministério da Aeronáutica
nº S-50-GM5, de 19 de junho de 1964, e nº
S-285-GM5; o § 4º manda contar tempo de serviço
para os vereadores que tenham exercido gratuitamente
mandato eletivo; o § 5º amplia e assegura
a readmissão exceto nos Ministérios Militares.
Já a Lei no 10.559, de 13 de novembro de 2002,
que regulamenta o art. 8o trata no Art. 1o , inciso
II de reparação econômica, de caráter
indenizatório, em prestação única
ou em prestação mensal, permanente e continuada,
asseguradas a readmissão ou a promoção
na inatividade, nas condições estabelecidas
no caput e nos §§ 1o e 5o do mencionado artigo.”
(Eternos terroristas, 18/12/2004)
Quanto às promoções diz mais, “asseguradas
as promoções, na inatividade, ao cargo,
emprego, posto ou graduação a que teriam
direito se estivessem em serviço ativo, obedecidos
os prazos de permanência em atividade previstos
nas leis e regulamentos vigentes, respeitadas as características
e peculiaridades das carreiras dos servidores públicos
civis e militares e observados os respectivos regimes
jurídicos.”
O eminente advogado e professor emérito Ives
Gandra da Silva Martins chama de “Indenizações
institucionais” em artigo publicado na Revista
do Clube Militar, mai/jun/2005, quando conclui: “É
necessário que o Ministério Público,
a bem do Erário e de 180 milhões de brasileiros,
procure investigar se a Constituição,
nessa hipótese, está sendo bem interpretada
ou se o que está havendo é um festival
de generosas “doações” outorgadas
pelo Tesouro e pela comissão a 0,04% da população
do Brasil.” É. Excluindo os bons convictos...
No editorial PRÊMIO AO FACÍNORA DESERTOR,
ESTADÃO, 16.06.07, se lê: “... a
decisão da Comissão de Anistia do Ministério
da Justiça, concedendo pensão equivalente
ao soldo de general-de-brigada à viúva
do capitão desertor Carlos Lamarca, ultrapassa
todos os limites do bom senso e reflete a profunda inversão
de valores que se pretende impor à sociedade
brasileira nos dias que correm..... Lamarca não
foi um “perseguido político” por
suas idéias, como ocorreu com tantos homens íntegros,
durante a ditadura militar. Perseguido passou a ser
depois de roubar armamento, desertar e praticar crimes
com extrema crueldade. Por ter rompido unilateralmente
o vínculo com o Exército - ao qual traiu
-, deixou de ter direito a qualquer promoção
e à atualização simbólica
de sua patente.”
Em que pese todo um purismo na cauda da anistia, não
é crível de sã consciência
que a recíproca não tem sido verdadeira
por parte de gente do governo e os convictos não
consigam enxergar o tratamento diferenciado: aos colegas
terroristas, tudo; aos milicos famigerados, que nos
venceram graças a Deus, quando repudiávamos
o lucro, adorávamos o estado totalitário
e matávamos em seu nome e agora nos locupletamos
do estado democrático que construíram,
ferro e fogo, que queimem no inferno.
Não valem de nada as loas aos ensinamentos colhidos
na Escola de formação, nivelando-os aos
colegas, como a dizer: Eu sou igual a vocês.
Aos bons convictos, boas lembranças....
Já tivemos vários casos de perseguição
a militares e civis, sem se considerar a anistia. Qual
a diferença, bom convicto, entre a acusação
de torturador que conste em um livro e a o massacre
do crânio do Ten PM ALBERTO MENDES, a coronhadas.
Fizeram de tudo para afastar o Cel Ustra quando Adido
Militar no Uruguai, mas não conseguiram. Repetiram
com o Cel Avólio, que desempenhava função
semelhante na Inglaterra.
“Os dez militares citados no relatório
dos detetives contratados pela OAB para investigar a
bomba que explodiu na sede da entidade, em 1980, eram
ligados a órgãos da repressão e
apontados como torturadores no regime militar. Entre
eles está o coronel Armando Avólio Filho,
adido militar em Londres afastado após denúncia
de famílias de mortos e desaparecidos políticos.
O relatório também acusa dois civis.”
Enxovalharam a vida do Gen Méd Fayad, cassando
o seu direito de ser médico, fazendo de tudo
para impedir o exercício das suas funções,
levaram-no às barras dos tribunais, onde teve
que se defender de moto próprio sem as benesses
dessa Comissão de Anistia, ou convicções
puras de seus colegas. Uma pequena mostra: “A
SRA. HELOÍSA GRECO - Bom-dia, senhores membros
da Mesa, bom-dia a todos, meu nome é Heloísa
Greco, faço parte da Coordenação
do Movimento Tortura Nunca Mais de Minas Gerais. Vou
apresentar algumas coisas aqui porque, afinal de contas,
....Vou levantar algumas questões, como, por
exemplo, o direito à memória. A companheira
Amelinha levantou a importância do resgate da
história, do resgate dos nossos companheiros
mortos e desaparecidos políticos. Para isso temos
de ter o direito à memória. Como avançamos
nessa direção? É a abertura dos
arquivos, sim, .... A única coisa que podemos
pensar é que os membros das chamadas comunidade
de informação da época da ditadura
militar continuam atuando. Em Minas Gerais há
uma evidência: o componente mais odioso, talvez,
disso tudo, o senhor xxxxx, que é torturador
contumaz, citado cinco vezes no volume 3, tomo 2, "Os
Funcionários do Projeto Brasil Nunca Mais",
como participante direto das torturas no próprio
recinto do DOPS, que é objeto da CPI, continua
Coordenador de Informações do COSEG, o
órgão geral de informações
que passou a ser o gerador dessas informações
a partir de 1976, enquanto o DOPS continuou como órgão
operacional. Fico pensando assim: que democracia mais
esquisita é essa, que convive com uma coisa dessas!
Que democracia mais esquisita é essa, onde, a
toda hora, volta e meia, nós, do movimentos de
direitos humanos, temos de falar que não fica
bem um Governo que se diz democrático empregar
pessoas que cometeram crimes de lesa-humanidade. O último
caso mais expressivo foi o do General Fayad, um torturador
notório que foi nomeado para determinado cargo
pelo Governo Federal e continuou lá até
haver uma pressão nacional e internacional muito
grande, de todos os cantos do Brasil e do mundo. Isso
é complicado, é um atraso de vida, não
teríamos de fazer isso, poderíamos estar
fazendo outras coisas... acho que ninguém é
maniqueísta, acho que a relação
tem de ser dialética, sim, mas não dá
para perder a substância crítica também,
porque do contrário não avançamos.
(Palmas). Relatório da III Conferência
Nacional de Direitos Humanos Brasília –
1998, CÂMARA DOS DEPUTADOS”.
Um tenente da reserva, Carlos Alberto del Menezzi, tido
como torturador e servindo na Agência Brasileira
de Inteligência (Abin) e o seu chefe Coronel De
Cunto, Diretor da Agência, foram afastados por
conta dessa anistia que folheia caráter e dita
comportamentos assaz coerentes.
O delegado aposentado da Polícia Federal, João
Batista Campelo, foi impedido de ocupar o cargo de assessor
jurídico da Procuradoria da Câmara Legislativa
do Distrito Federal, 24 horas após ter sido nomeado.
Logo, o que se viu foi dos males o maior, sem o mínimo
pudor, pelo que interessava à esquerda raivosa
e vingativa. Vetando os bagrinhos e premiando emblematicamente
o tubarão.
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CLUBE
MILITAR
120 ANOS DE HISTÓRIA
GILBERTO BARBOSA
DE FIGUEIREDO (*)
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Vivemos,
todos nós que pertencemos ao Clube Militar,
um mês muito especial em junho de 2007.
Nossa associação comemorou, no dia
26, cento e vinte anos de gloriosa existência.
Anos de muita luta, muita determinação,
muitas conquistas, de participação
efetiva em casos relevantes da história
pátria. Celebramos um marco relevante na
vida de um clube revolucionário, usando
as palavras do Coronel Ernesto Caruso, em artigo
publicado neste número de nossa revista.
A
fundação do Clube, em si, constituiu-se
em importante fato histórico, uma ação
empreendida por homens determinados, gerada no
turbilhão de episódios que marcaram
a história brasileira, no final do século
XIX, e que estaria fadada a produzir marcas sensíveis
na vida política nacional.
Entre
os incidentes que influíram na fundação
do Clube Militar, nenhum, acredito, tenha exercido
papel mais ponderável do que a Questão
Militar, uma seqüência de ocorrências,
entre 1884 e 1886, que colocou em oposição
oficiais do Exército e políticos
monarquistas. O pano de fundo era o ressentimento
dos militares ante a indiferença com que
eram tratados pela classe política, após
o término da Guerra da Tríplice
Aliança, quando arriscaram suas vidas pelo
país. O primeiro incidente ocorreu com
o Tenente Coronel Senna Madureira, então
comandante da Escola de Tiro de Campo Grande,
ao ser punido e transferido para a Escola Preparatória
de Rio Pardo (RS), quando organizou uma recepção
festiva ao jangadeiro Francisco do Nascimento,
que se recusou a transportar escravos em Fortaleza.
Estavam
os militares, à época, proibidos
por lei de discutir assuntos políticos
na imprensa. Senna Madureira, no entanto, contestou
decisão do Ministro da Guerra Franco de
Sá, através do jornal republicano
“A Federação”, dirigido
por Júlio de Castilhos, para defender “sua
honra militar”. Estava detonada a crise.
Em
setembro de 1886, o próprio Castilhos tratou
de colocar um pouco mais de pólvora no
barril da crise ao publicar, em seu jornal, um
artigo chamado "Arbítrio e Inépcia",
atacando a Coroa, dando visibilidade nacional
à "Questão Militar". No
artigo, o Exército era apresentado como
a única força que se mantinha "impoluta"
em uma "nação em ruínas".
O
resultado todos conhecem. O Marechal Deodoro,
Presidente em exercício da Província
do Rio Grande do Sul, decidiu não punir
Senna Madureira. Foi exonerado da presidência
e transferido para o Rio de Janeiro. Ao chegar
ao Rio, em 26 de janeiro de 1887, junto com Senna
Madureira, foram ambos recebidos como heróis
pelos cadetes da Escola Militar da Praia Vermelha.
Em maio do mesmo ano, o Ministro da Guerra Alfredo
Chaves caiu, Deodoro e Senna Madureira foram anistiados
por D. Pedro II e a questão militar chegou
a seu final. Foi, em nossa história, a
primeira vez em que os militares mostraram ser
possível apresentarem-se à sociedade
como grupo coeso – como uma autêntica
“classe militar”. A conseqüência
imediata foi a fundação do Clube
Militar, alguns meses após.
Esse
é o ângulo através do qual
temos de encarar o Clube Militar. Algo nosso,
que deve representar nossos valores, nossos ideais,
defender nossos interesses e os interesses maiores
da pátria. Há uma profunda necessidade
do ser humano em se associar para mais facilmente
obter a satisfação de suas necessidades.
Nas sociedades modernas, particularmente nas mais
desenvolvidas, proliferam associações
de todos os tipos, desde as recreativas e culturais,
até as representativas de classe. Isso
representa algo imprescindível para o próprio
desenvolvimento de uma democracia que cultive
eqüidade nas oportunidades de seus cidadãos.
Cito um trecho de Aléxis Tocqueville, autor
de “A democracia na América”:
“Entre as leis que governam o destino das
sociedades humanas há uma que parece mais
precisa e nítida que as outras. Para que
os homens se tornem ou permaneçam civilizados,
é necessário que a arte da associação
cresça e se aperfeiçoe na mesma
razão em que aumenta a igualdade de condições”.
Assim
entendo o nosso Clube. Uma associação
que, ao longo do tempo, foi partícipe de
episódios importantes da história
brasileira como na Abolição da Escravatura,
na Proclamação da República,
na questão do petróleo e na Contra-revolução
de 1964, apenas para citar alguns. Uma associação
que precisa continuar atenta e vigilante, propugnando
comportamento ético para nossos homens
públicos, defendendo a dignidade da classe
militar, hoje tão constrangida com escândalos
em série, cortes em orçamentos e
salários aviltados.
(*)
O autor é General-de-Exército e
Presidente do Clube Militar
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Enviado por Nilson
Victorino
Assalto aos cofres públicos
Orçamento e Indenizações
Gastos do Governo com as Forças Armadas e "anistiados"
RECURSOS
DAS FORÇAS ARMADAS PARA INVESTIMENTO EM 2007
Na primeira
reunião do Conselho Militar de Defesa, neste
mês de junho, uma das questões discutidas
foi o contingenciamento de recursos orçamentários
do Ministério da Defesa.
- Dos R$ 7,1 bilhões previstos na Lei Orçamentária,
com o corte de 18,1% do ontingenciamento, eles ficaram
reduzidos a R$5,8 bilhões.
Deste total, as três Forças passaram a
dispor, para investimentos, em 2007, de apenas R$1,029
bilhão, assim distribuído:
- Aeronáutica............R$ 639,5
milhões.
- Marinha..................... 289,4 milhões.
- Exército..................... 100,2 milhões.
Os dados acima formam extraídos
de matéria publicada no Jornal do Commercio,
de 08/06/2007, assinada por Tânia Monteiro, da
Agência Estado.
Para comparação,
são transcritos, abaixo, os valores aprovados
pelo melhor investimento no Brasil, de 2002 a 2006,
na Comissão de Anistia, esta excrescência
revanchista criada no Governo Fernando Henrique, como
indenização aos aproveitadores "anistiados
políticos":
2002.....................R$ 282 milhões
2003.................. R$387milhões
2004....................... 1.210 (1 bilhão e
210 milhões)
2005......................... 454 milhões
2006......................... 927 milhões (estimativa).
Os
caras-de-pau tentam tomar o poder, voluntariamente,
para impor uma ditadura cruel e sanguinária (modelo
Cubano), com apoio externo (Cuba, China e URSS), são
derrotados por forças legais, que após
um período de ajuste rigoroso,devolvem um país
democrático ao povo.
E agora, estes derrotados ficam vitoriosos e assaltam
os cofres públicos e nós ficamos apreciando.
Onde está a OAB?
Onde está o Ministério Público?
Onde está a oposição?
Onde está a imprensa que se diz livre?
Onde estamos nós?
Observem que todos estes valores são maiores
que todas as verbas de investimento do EXÉRCITO
(100,2 milhões).
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Enviado por Roberto Carrazedo / Paulo
Mesiano
Direita, Volver!
Coronel-Aviador Luís
Mauro
Em 4 de junho de 2007.
Dizer que me decepcionei não posso.
Nada que um político brasileiro faça ou
diga decepciona-me mais. Pela mesma razão, tampouco
posso dizer que fui surpreendido. Mas as declarações
do Senador Jefferson Peres em palestra sobre tema Soberania
Nacional, feita recentemente, no Clube de Aeronáutica,
foram, sem dúvida, inesperados para a maioria
dos que compareceram ao evento.
Para o Senador pelo Estado do Amazonas, o Brasil não
sofre qualquer ameaça à sua soberania,
e as afirmações d que existe cobiça
internacional pela Região Amazônica é
mera ficção. Segundo disse, ainda nenhuma
guerra conhecida teve, como motivação
tomar bens ou recurso de qualquer país.
É Sua Excelência deve estar certo. Os Estados
Unidos invadiram o Iraque e, lá, permanecem,
aceitando, como natural, que tenham morrido mais iraquianos
durante a ocupação do que nos tempos de
Saddam Hussein, simplesmente para levar a “democracia”
a quem não pediu.
Em verdade, o governo da grande potência do norte
é tão altruístico, que assentiu
em entregar a vida dos, aproximadamente, 3500 soldados
mortos, desde a invasão até agora –
e dos muitos que morrerão, ainda, - somente para
salvar aquele povo sofrido de um tirano igual a tantos
outros a quem apoiou e apóia, mundo a fora.
Ah! Eles também cometeram a proeza de salvar
a humanidade, contra a sua vontade explicita, expressa
por grande maioria de paises, das armas de destruição
em massa que os iraquianos não tinham.
E alguém deveria avisar aos mexicanos que, embora
não saibam, eles ainda são donos de ricas
áreas petrolíferas. Basta que as reivindiquem,
e os Estados Unidos, que têm feito a seus vizinhos
o favor de administrá-las, certamente, as devolverão
à soberania dos legítimos donos.
Segundo disse, mais adiante, o Senador, deveríamos
parar de ver ameaça nas nações
desenvolvidas, que estão aí, para nos
ajudar: somos os únicos culpados pelos nossos
problemas, que tem causa na incapacidade gerencial dos
nossos governantes.
Quanto a isso, concordamos em que, se os nossos políticos
não se deixassem cooptar ou seduzir, pelo capital
ou por ideologias alienígenas, e, em vez de lhes
defenderem os interesses, pugnassem, intransigentemente,
pelo que é nosso, teríamos muito diminuídos
os riscos, tão energicamente, negados pelo conferencista.
Outro aspecto interessante da exposição
foi a defesa ardente do governo petista. Para o expositor,
a economia vai muito bem, e, “nunca antes na história
desse País”, fez-se tanto pelos mais pobres.
O momento mais impressionante do discurso, porém,
deu-se quando ele se expressou, mais ou menos assim:
“Isso é o que pensa a Senadora Heloisa
Helena, a quem prezo muito, mas que, como todos sabem,
é uma pessoa de extrema esquerda, enquanto eu
milito em campo diametralmente oposto”. Tal campo
somente ser o da extrema direita!
Que o Senador Jefferson Peres havia mudado, todos sabíamos.
Faz muito, depreende-se dos seus pronunciamentos, que,
seguindo a linha do líder do PDT, já falecido,
Leonel Brizola, havia renunciado à sedução
das ditaduras de esquerda, para assumir uma posição,
francamente, nacionalista e, fortemente, contrária
ao atual governo.
Que tenha prosseguido nessa mudança de posição,
levando-a limites tão extremos, em tão
pouco tempo, isso, sim, é, verdadeiramente, intrigante.
E o próprio Senador reconhece o inusitado da
situação, ao comentar que Leonel Brizola
deveria ter-se revirado todo, ao ouvi-lo falar.
Preferimos acreditar em que o Senador Jefferson Peres
tenha legitimas razões de foro intimo para essa
evolução tão radical ocorrida em
suas convicções. A seriedade com que se
tem conduzido na vida publica, assim o sugere. Infelizmente,
não se pode dizer o mesmo de todos.
Ao vermos as inserções dos programas eleitorais
em que os políticos defendem, despudoradamente,
o governo a que, a poucos dias antes, severamente, atacavam,
percebemos como é forte o poder de sedução
de um simples e único Ministério.
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A
liberdade é fundamental
Prof.
Dr.Milton Larentis
filósofo, professor
universitário
Meus
amigos, examinemos com boa fé os fatos políticos
recentes do Brasil. Por mais que se tende escamotear
a verdade ou suprimir as informações,
os fatos estão aí. Explícitos,
claros e tomando sol. Uma memória seletiva ou
doente poderia dizer que o Brasil não vive uma
crise política. Talvez por viver uma “fachada”
econômica. Porém, o que sucede é
a governabilidade da sordidez.
Como professor de história, eu gosto de ver e
rever e ver de novo os fatos:
O mesmo partido que combativamente falava de corrupção
e denunciava toda semana um ato de desonestidade chegou
ao poder. Com ele aliaram-se os antigos desafetos. Representando
todo este quadro está o Presidente Lula. Um líder
partidário que não faz muito tinha que
ser corrigido por despropósitos que falava sobre
qualquer assunto. Não é possível
aqui, por uma questão de espaço, mencionar
a coleção de disparates que acaba falando
Sua Excelência, parecendo que só os evita
quando não diz nada.
Bem, logo no início de seu primeiro mandato surgem
as CPIs ligadas à saúde, que foram interrompidas
e as denúncias sobre seu pessoal é iniciada.
Dali em diante foram cortadas as cabeças de Waldomiro
Diniz, Genoíno, Zé Dirceu, e assim por
diante, caindo sucessivamente presidente de congresso
e ministros. Tudo, para manter intacto o Presidente.
Enquanto isto, levado pelos bons ventos da economia,
ele navegava pelos céus com seu belo avião
multimilionário. Volta e meia posava com um músico,
um artista, um cantor ou a Xuxa. Nunca do lado destes
fiéis amigos que sempre eram encontrados com
dólares nas roupas de baixo. Ganhou apertado
o primeiro turno e incensado pelos milhões, ganhou
o segundo. Agora, o momento é outro. Pode apoiar
ditadores diversos sem o constrangimento de não
parecer democrático. A distribuição
de ministérios é sua maneira de administrar
a nação.
Fomos traídos ou as palavras não tem sentido.
O país vive o engodo de ser uma democracia enquanto
é preparada a ditadura. O que fazem os ministros?
Distribuem cargos, descansam pela luta armada ou cantam
pelo mundo a fora.
Os que contestaram foram calados e tiveram até
que formar um novo partido. Os da oposição
– muito poucos – são atemorizados.
Jornalistas são cortados da mídia. Resiste
um ou outro órgão de imprensa –
mas sempre enredado em processos. Tudo em nome da mentira
socialista que deturpa os verdadeiros culpados. Em outros
tempos, por menos de um Vavá a nação
já estaria revoltada.
Mas chega de passado. Chega de história. O que
há de mais grave, no Brasil, hoje, não
é o desmando de alguns, é a complacência
de muitos.
Collor tinha popularidade, FHC tinha apoios, Lula só
tem dinheiro – nada mais. Pois até o respeito
que ele tinha, perdeu, com a impunidade dos que o adulam,
a corrupção ao seu redor, a birra, o capricho,
a falsidade e a traição que caracteriza
o seu estilo tortuoso e débil. A falsidade é
o tom de seu Governo. Um Governo que mente é
sempre um perigo. Um governo que tem força para
fazer a mentira passar por verdade é mais do
que um perigo, é uma calamidade.
Prefiro ser incompreendido por falar o que preciso
dizer do que ficar em silêncio vendo o que estão
praticando contra o país. O Brasil está
se atrasando de muitos anos, nesses poucos anos. E você
é um dos responsáveis. Eu também.
Mas, eu protesto. Aceito o risco e protesto. E você?
Que pretextos paralisam a sua consciência?
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Enviado por
Nilson Victorino
Roberto Carrazedo
H. Belém e outros
Extraído da página de Opinião
da Folha de São Paulo, sexta-feira, 15 de junho
de 2007.
O caso Lamarca
A DECISÃO da Comissão
de Anistia do Ministério da Justiça de
conceder a patente de coronel do Exército ao
guerrilheiro Carlos Lamarca, morto em 1971 pela repressão,
incorre em duplo equívoco. Por conta desse ato,
a viúva de Lamarca terá direito a receber
pensão mensal equivalente ao soldo de general,
além de uma quantia retroativa ao ano de 1988.
O primeiro erro consiste em equiparar a sua morte à
de militantes de esquerda torturados e/ou assassinados
sob a custódia do Estado, casos em que se justificam
as indenizações. Lamarca fez uma opção
pela luta armada e pelo terrorismo, com o objetivo de
instalar uma ditadura socialista no Brasil.
Assaltou bancos, seqüestrou um
embaixador e matou agentes de segurança. A morte
em combate -como acabou ocorrendo há quase 36
anos no interior da Bahia- é risco natural para
quem escolhe pegar em armas. Por isso o caso de Lamarca
não justifica nenhum tipo de ressarcimento da
parte de um Estado democrático.
O segundo equívoco cometido
pela comissão do Ministério da Justiça
foi ter promovido Carlos Lamarca, que deixou o Exército
quando era capitão, ao posto de coronel para
fins de pagamento de indenização. O pressuposto
dessa atitude é que se trata do soldo ao qual
ele faria jus se estivesse vivo.
Mas Lamarca
foi morto na condição de desertor da corporação.
Abandonou a carreira militar, roubando armas e munições
de um quartel de Osasco (SP), por iniciativa própria.
Não procede, assim, o raciocínio de que
a sua carreira tenha sido interrompida por um ato do
Estado. Por tratar-se de um prêmio à deserção,
ademais, a equiparação de seus vencimentos
ao de um general afronta os princípios de disciplina
e subordinação, pilares das Forças
Armadas.
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Enviado por Nilson Victorino
A revolta está cada vez maior!
Opinião
do leitor
Geraldo
Almendra
CORRUPTO,
MENTIROSO, HIPÓCRITA E IDIOTA
O QUE
SE PODE ESPERAR PARA O FUTURO DE UM PAÍS QUE
TEM:
- Um Presidente ignorante, mentiroso,
hipócrita, populista e mafioso?
- Poderes da República prevaricadores e serviçais
de oligarquias estúpidas, calhordas, egoístas
e fiadoras da destruição de sua pátria?
- Um Estado tomado por gangs que exploram o corporativismo
mais sórdido para se preservarem no poder?
- Um Parlamento canalha e corrupto?
- Uma "oposição" prostituta
que se deixa subornar por ofertas de sinecuras e poder?
- Uma população que em sua maioria vendeu
sua cidadania pelas esmolas do Estado?
- Uma academia que se vendeu e que trocou a bandeira
de sua pátria pela proteção e pelas
causas de um comunismo marginal, ultrapassado, e explorador
dos excluídos?
- Um movimento estudantil que se vendeu por verbas públicas
e vagas forçadas no sistema educacional, especialmente
nas Universidades?
- Um processo educacional em que o importante é
passar de ano prevalecendo a ignorância como forma
de "cultura" diplomada ?
- Uma organização sindical pelega que
se uniu ao Estado corrupto para criar a mais escrota
burguesia "comunista" do mundo ocidental?
- Forças Armadas omissas com seus "lideres"
beijando a mão do mais incompetente, mais corrupto
e mais calhorda dos presidentes de sua história?
- Uma classe média que se deixa explorar e ainda
pede desculpas por estar "de costas"? - Uma
sociedade que trabalha mais de cinco meses por ano para
pagar - sem reclamar - as mordomias de um Estado corrupto,
incompetente, prevaricador e corporativista sórdido?
- Uma Justiça relativista, hipócrita e
protetora de corruptos e prevaricadores?
- Sua maior cadeia de televisão editando as verdades
e distraindo o povo enquanto os canalhas destroem seu
país?
- Uma comunidade artística que trocou o futuro
de sua pátria pela proteção de
seus empregadores, cúmplices dos porcos comunistas?
Se este é o seu país, tome vergonha na
cara, se envergonhe de permitir que destruam o futuro
de seus filhos e de suas famílias, deixe de ser
covarde, individualista e egoísta; ofereça
o seu sangue em prol de uma revolução
para que se destitua do poder os mais sórdidos
canalhas da política e seus cúmplices
- traidores hediondos de sua pátria; tenha coragem
de escrever sua própria história não
permitindo que os porcos comunistas e seus sócios
capitalistas corruptos lhe coloque no curral imundo
dos traidores do seu país.
Geraldo Almendra
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Texto enviado por: Roberto Carrazedo
Paulo Mersiano
Rio de
Janeiro, RJ em 4 de junho de 2007.
Grupo Saldanha da Gama
(Do Clube Naval do Rio de Janeiro)
Na sociedade brasileira, a cultura
Cívica é deficiente e frágil, para
não dizer inexistente, é por isso
que devemos mudar
Raymundo Magliano Ribeiro Filho
A partir dos anos 90, desenvolveu-se
uma nova conceituação política
que foi denominada de Capital Social.
Estudos da Socióloga Maria Celina D’Araújo,
no seu livro o “Capital Social”
editado em 2003 pela Editora Zahar, definia como o Conjunto
de instituições, relações,
normas e regulamentos que dão qualidades as relações
interpessoais duma sociedade.
Capital Social é a ferramenta necessária,
que o Governo, pode e deve lançar mão,
para solver os problemas nacionais.
A Marinha, com as outras duas Forças Armadas
integram o Capital Social e têm os seus Militares,
que são bem preparados, disciplinados, respeitadores
da Lei e da Ordem, hierarquizados e de moral ilibada,
como os elementos fundamentais, isso não quer
dizer que outros membros da Sociedade também
não possam integrar o Capital Social, com toda
certeza eles existem e junto com os Militares constituem
esse grande patrimônio Social do País.
O Capital Social depende muito da Cultura e numa sociedade
democrática, como a nossa, que não temos
bem sedimentados os seus conceitos e preceitos políticos,
Ele está disperso, desmobilizado e o pior totalmente
dependente do Estado.
Arminio Fraga, ex-Presidente do Banco
Central, numa entrevista, recente (15/1/2007) afirmou
que:
“As nossas raízes
Ibéricas, fazem com que esperemos que o Governo
cuide de todos os nossos problemas. Precisamos urgentemente
mudar de atitude para consolidar a nossa Democracia”.
Sempre nos comparamos aos Americanos,
e não entendemos porque obtemos resultados tão
dispares, em política e em economia, que são
as duas colunas básicas da Democracia.
Na opinião do Professor e Prêmio
Nobel de Economia, Douglass North, isso se deve a:
“Os Americanos foram beneficiados
pelas tradições inglesas de descentralização
e parlamentarismo, enquanto os latino-americanos foram
prejudicados pelo autoritarismo centralizado, pelo familiarismo
e pelo clientelismo, herdados da Ibéria Medieval”.
Os americanos herdaram tradições de civismo,
aos latino-americanos foram legadas tradições
de dependências, de predação e exploração
vertical.”
Robert Putnam pesquisou seis regiões da Itália,
sobre o mesmo tema o “Capital Social” (Comunidade
e Democracia-A experiência da Itália Moderna-1993)
decepcionado registrou:
“A coisa pública, é
tida como coisa dos outros. Poucos querem tomar parte
das deliberações sobre o bem público.
Quando o fazem, essa participação política
é motivada pela dependência ou por ambições
pessoais”.
É o que assistimos nas reuniões
de Condomínio, em que os Condôminos não
se interessam pelo que é seu, tratam como se
fosse coisa do Sindico, e este normalmente é
um Condômino escolhido entre os seus pares, havendo
distorções e politicagem desnecessária
que só trás prejuízo ao Condomínio.
Raymundo Magliano Filho, emérito
Administrador de Empresa, Presidente da Bolsa de Valores
de São Paulo (BOVESPA) defende uma mudança
em que se valorize o Homem, a Sociedade, os seus Estamentos
como fator gerador de uma comunidade cívica,
comprometida com o Bem Publico, estabelecendo redes
com laços de confiança, de respeito, de
colaboração, de cooperação
voluntárias, com um Espírito de Associativismo,
com regras Informais de Reciprocidade, para criarmos
e sedimentarmos um Capital Social.
Temos que dinamizar esse grande Condomínio que
é a nossa Nação, ela não
é coisa do Governo, nem do Político que
eventualmente ocupa a Presidência da Republica,
se bem que Ele pense assim, a Nação é
NOSSA, é de todos os cidadãos, daqueles
que estão em plena capacidade Cível e
Política.
Precisamos Capitalizar o Social, utilizando os Fatores
determinantes da Instituição desse Capital.
O Capitalismo é mais que um Sistema Econômico,
Ele é também um Sistema Social embasado
na Propriedade Privada e nos meios de Produção.
As Instituições inclui-se aí o
Clube Naval, e evidentemente os Clubes Militar e da
Aeronáutica, que devem tomar atitudes que criem
o ambiente favorável ao Capital Social, e essa
foi e é sem duvida alguma a idéia básica
da Criação do Grupo Saldanha da Gama.
Juntem-se ao Grupo Saldanha da Gama, venham estudar
Política, com “P” maiúsculo,
não a Politicagem rasteira, que só traz
lucro aos Politiqueiros, vamos valorizar os Oficiais
de Marinha, sócios do Clube Naval, assim fazendo
estar-se-á tecendo a malha de Marinha na rede
do Capital Social, que com os laços do Clube
Militar e do Clube de Aeronáutica, irão
dinamizar a mudança defendida pelo Presidente
da BOVESPA, deslanchando a construção
de uma Sociedade menos Injusta e mais Solidária.
Vamos por em prática o que apreendemos nos bancos
escolares da vetusta ilha de Villegaignon, não
vamos ficar em discussões estéreis e adiabáticas,
vamos fazer ecoar a nossa Voz Política, participando
ativamente na sua disseminação e exercendo
a Cidadania no que é mais importante que é
a fiscalização dos atos dos Homens Públicos,
controlando o pior câncer administrativo que é
a Corrupção, a coisa publica
tem que ser tratada como Coisa Nossa, mas não
é para que nos apropriemos dela, é dando
a sua devida destinação.
O Grupo Saldanha da Gama convoca todos para fortalecer
a Cultura Cívica para que Ela exista
eficiente e forte, vamos proceder como aquele pássaro
que ante o incêndio na mata fazia a sua parte.
Vamos fazer a nossa parte, assim cada um aumentando
um pouco do Capital Social, vamos fortalecer
a Democracia, no nosso País, que está
tão combalida.
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Editorial
MST, Guerra Civil
Declarada:
ameaça externa e interna
Alinhamento
com a política e
o pensamento de Hugo Chávez.
Esse é o resultado de um presidente desonesto,
incompetente, corrupto, megalomaníaco e que,
ainda por cima, é alcoólatra. Qualquer
desses adjetivos, sobejamente conhecidos pelo povo brasileiro
esclarecido, seriam mais do que suficientes para afastá-lo
do poder.
Uma quadrilha governa o Brasil. Entre
seus membros estão congressistas e membros do
partido do presidente e familiares do presidente. Todos
investigados e apontados pela Polícia Federal
como envolvidos em escândalos de corrupção.
Aos que julgaram nossos editoriais fantasiosos e radicais,
a verdade nua e crua aqui está.
Ameaça externa e interna, combinadas.
Intromissão do presidente da Venezuela nos assuntos
internos brasileiros e ofensas ao Congresso Nacional.
E agora, a declaração do MST que
deixa de ser um movimento de sem-terra brasileiro para
declarar fidelidade a seu novo patrão: Hugo Chávez.
O presidente “desse país”,
como Lula se refere ao Brasil, vem, sistematicamente,
sucateando as Forças Armadas, contingenciando
fundos de reaparelhamento e desconsiderando seus comandantes
abertamente, mandando que ministros de outras pastas
se dirijam diretamente a setores como no caso, dos controladores
de vôo.
Ameaça interna e externa de guerra vem
se desenhando e, consolidando passo a passo, de forma
óbvia, até para os menos esclarecidos.
Desarmamento da população civil,
sucateamento das Forças Armadas, humilhações
a militares, desrespeito à Constituição
e à Lei da Anistia.
As Forças Armadas, por outro lado, inexplicavelmente,
fazem vista grossa diante de tantas violações
de caráter político diante das instituições
democráticas. Parece que os senhores comandantes
das Forças Armadas não têm vontade,
competência ou coragem para assumir o papel constitucional
diante desta grave ameaça interna e externa.
A Constituição brasileira,
que suas excelências juraram defender, está
sendo enlameada. Esquecem-se os senhores comandantes
das Forças Armadas que sua fidelidade é
com a constituição e com o País
que representam como povo fardado. Esquecem-se de que
têm a responsabilidade constitucional de defenderem
o Brasil, que é um legado para a posteridade
que nos sucederá.
Os grupos de militares da reserva, que têm
se manifestado, através de cartas e
artigos no www.mensageiro.com.br
e os pronunciamentos dos presidentes dos clubes militares,
mostram claramente a preocupação dos mais
antigos e experientes, que a condução
da coisa pública está desgovernada.
Cada dia que se passa a ameaça cresce.
Os interesses nas riquezas brasileiras e a cobiça
estrangeira na Amazônia já privatizada,
pelo lesa-pátria Lula, não é segredo
nem para o Brasil nem para o mundo.
Conclamamos aos brasileiros a uma reflexão
crítica e rápida e às
forças que representam a moral e a dignidade
a saírem da inércia antes que seja tarde
demais.
O MST e outros grupos criados pelo PT e pelos
criminosos que ora ocupam o poder, estão coadjuvados
pelo crime organizado, que habita não apenas
as periferias, mas alastrou-se como um câncer,
pelo país inteiro. É o poder paralelo
somado ao poder da quadrilha oficial.
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Enviado por Milton Larentis
MAR
DE LAMA
por Augusto de Franco
Lendo o noticiário
de hoje, me veio à memória um comentário
de Franklin Martins, quando ainda atuava na TV Globo,
dizendo alguma coisa mais ou menos assim: "Ora,
todo mundo sabe que o governo Lula não é
um mar de lama". Ele falava para desqualificar
as suspeitas que surgiram, se não me engano,
com a descoberta do esquema Waldomiro-Dirceu. Pois é...
O tempo passou e Franklin, que já operava informalmente
como assessor de imprensa do Planalto, assumiu finalmente
sua real condição. E de lá para
cá, não deu outra: foi só mar de
lama.
Hoje poderíamos
afirmar o oposto do que disse Franklin: "Ora, todo
mundo sabe que o governo Lula é um mar de lama"
(com exceção das oposições,
é claro). Vejam o noticiário dos últimos
dias, rememorem o que saiu na imprensa nos últimos
três ou quatro anos e façam as contas:
1) Quantos amigos e
parentes de Lula estão envolvidos em casos suspeitos?
2) Quantos colaboradores
pessoais, da "cozinha" do presidente, foram
acusados de crimes e outras ilicitudes?
3) Quantos ministros
e outros altos cargos de confiança do governo
federal foram afastados sob sérias acusações
de irregularidades?
4) Quantos ministros
atuais de sua Excelência estão tentando
caminhar "no fio da navalha"?
5) Quantos aliados estratégicos
de Lula estão neste momento sendo investigados
pela polícia?
Sim, corrupção
no Brasil sempre houve, mas nunca a ponto de transformar
boa parte da cúpula do governo federal num caso
de polícia. Não, não há
precedentes para esse mar de lama em que estamos imersos
desde 2003.
E não adianta
muito a PF fazer uma operação espetacular
atrás da outra. Cada nova operação
apaga o impacto da anterior, já notaram? De sorte
que os presos da operação imediatamente
anterior são soltos e vão se acomodando
no anonimato enquanto esfria a indignação
do distinto público. Amanhã, ninguém
vai lembrar mais de nada. E aí eles voltam.
Os escândalos
sucessivos vão banalizando o escândalo
e vão elevando o nível crítico
da indignação. Se alguém desviou
um recurso, isso passa a ser quase nada em relação
a quem montou uma quadrilha para desviar recursos. Se
alguém meteu a mão no dinheiro público,
isso passa a ser um mero deslize em relação
a quem deturpou a natureza de uma instituição
colocando-a a serviço do crime. É como
se a falta maior desculpasse a menor.
A espiral da impunidade
vai, assim, rebaixando os critérios éticos
e, inclusive, diminuindo a eficácia das sanções
legais. Esse é o resultado objetivo da perversão
da política e da degeneração das
instituições promovidas pelo lulopetismo.
Não é preciso grande esforço para
concluir que isso não pode acabar bem.
Vai aqui um recado para
os empresários (já que dezenove em cada
vinte grandes e médios empresários acham
que tudo bem, porque a economia vai bem, porque Lula
não está fazendo besteiras nesse campo
etc. e tal, devemos fechar os olhos para a esculhambação
geral que o governo está promovendo em todos
os demais campos da vida nacional). Atenção,
meus caros: abaixo de certo nível de credibilidade
das instituições políticas, a segurança
jurídica despenca. E despenca de uma vez! Isso
é praticamente inevitável, mesmo que a
economia mundial e nacional vivam no sétimo céu.
O que estamos assistindo
nos últimos dias são apenas os primeiros
sinais da putrefação do governo. É
razoável supor que haja mais, muito mais do que
o está vindo à tona em virtude da impossibilidade
de controle sobre todas as facções da
Polícia Federal e sobre a imprensa e a mídia
em geral.
Se existisse oposição
no Brasil é óbvio que este governo já
teria sido afastado. Mas mesmo sem oposição
- ou com uma oposição jogando a favor
do governo, pronta para salvá-lo na última
hora - o governo Lula não tem como acomodar adequadamente
a massa informe de interesses díspares que hoje
compõem a sua base de apoio. Mais cedo ou mais
tarde esse arranjo perverso - e perverso inclusive com
os aliados, pois que são estes arrebanhados instrumentalmente,
comprados com dinheiro, cargos ou outras prebendas para
servir aos propósitos de um única organização
- tende a ruir. Aí é que nós vamos
ver, além do mar, a lama jorrando em múltiplas
cascatas, as "Cataratas do Iguaçu"
da imundice.
Antes, porém,
eles tentarão "disciplinar" a Polícia
Federal. Atuando seletivamente (sim, pois que até
agora não sabemos a origem do dinheiro do falso-dossiê,
nem o que faziam os homens de confiança de Lula
na trama - assim como não temos notícia
de nenhuma investigação que focalizasse
as cabeças coroadas do PT envolvidas em irregularidades),
a PF serviu aos propósitos do governo, sobretudo
durante a campanha da reeleição, mas agora
já começa a se transformar num problema.
Ah! sim, e eles também
tentarão, de todas as formas, controlar os meios
de comunicação. Mas depois da patacoada
de Chávez, isso ficou um pouquinho mais difícil,
não é mesmo?
De sorte que a "fórmula"
lulopetista de poder, que parecia tão boa, pode
não funcionar. Nisso tudo que está vindo
à tona não há um dedo da oposição.
O esperto Lula já se imaginava realizando o sonho
dourado de qualquer governante autoritário: governar
com uma 'oposição a favor'. No entanto...
apesar de tudo, apesar dos bons ventos da economia mundial,
apesar da grande popularidade do líder carismático,
o arranjo vem fazendo água; ou melhor, lama.
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Perfeita
estupidez
Prof. Dr. Milton Larentis, filósofo
Chaves e Lula
querem lançar um novo programa de televisão.
Não querem que seja na Globo, porque o programa
deles já anda passando há muito tempo
no SBT. Assim, o Chapolim Vermelho e o Nhonho Semdedo
estão se preparando para viajar juntos. Mas em
aviões separados. Um vai para a índia,
porque os norte-americanos mataram todos os índios.
E o outro vai para a India também – nunca,
depois de Colombo, alguém tão perdido
viajou para a India. Lula quer trazer de lá um
elefante. Acha que assim ninguém vai ver o que
anda acontecendo em Brasília. O elefante de Lula
será nomeado ministro de Porra Nenhuma, um novo
ministério que será inaugurado para evitar
o nascimento da oposição.
Gozado é que o Lula ficou ali no primeiro turno
e depois teve uma votação que só
o bolsa família mais a ajuda dos leias e honestos
Calheiros e Sarney proporcionaram.
A política é algo terrível. Tanto
é que ninguém mais fala sobre ela. O pessoal
nervoso, crítico e contestador fica franzindo
as sobrancelhas para os “grupos financeiros”,
as multinacionais, os poderosos, a elite e os empresários
– quando não escrevem artigos virulentos
contra os EUA. Quer dizer que Venezuela, Cuba e corrupção
nacional é coisa que não interessa? Aí,
vocês ficam calminhos, calminhos – tomaram
maracujina?
É legal brigar contra o capitalismo e quando
aparece claramente, ao luar das trevas do Lula, a incompetência,
a desonestidade e a palhaçada toda de “não
sei, não vi, não lembro...”, aí
troca de canal, bota na Globo e acha tudo muito bonito
– e doses cavalares de Diazepam. Lula não
sabe de nada. Mas recentemente declarou que quase está
chegando a perfeição. É fácil
deduzir o que tudo isto significa.
Chaves desviou a cena do Calheiros ofendendo o congresso.
Lula desviou a atenção indo assistir futebol
na Inglaterra. O PT manda nota apoiando o fechamento
da TV na Venezuela o que desvia a atenção
também. O irmão do Lula desvia a atenção
quando é investigado pela PF. Mas para que desviar
tanto a atenção? O povo não vai
fazer nada mesmo. A oposição não
vai fazer nada mesmo. Ah, não é desvio
de atenção...é realidade.
A mídia tem culpa? Lá fecharam a TV, aqui
nem precisa.
Quem tem culpa? Admito que sou eu. Eu e todo aquele
brasileiro que dá um pouco de atenção
ao seu país. Podia estar fazendo outra coisa.
Preocupar-me com estética, quem sabe? Farei isto.
Está decidido: a questão do belo e do
sublime. E a política? Pergunta meu id ainda
contrariado. Meu superego responde: abundans
cautela non nocet.
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EDITORIAL
Crescimento e Energia
Considerações sobre o
PAC
Esse binômio
depende de decisões políticas e técnicas
e deve ser pensado a longo prazo.
Uma sucessão de decisões contra
o Brasil têm sido tomadas pelos dois presidentes
fronteiriços - o líder da coca, Evo Morales,
da Bolívia e o Presidente dos vendidos e insensatos,
Lula, dois néscios e mentirosos.
Denunciamos
e a verdade está aparecendo.
As mentiras referem-se à manutenção
dos acordos e dos preços do gás natural,
que não seriam, ainda que o aumento viesse, repassados
ao consumidor final, indústria e outros.
O desastre diplomático com a Bolívia resultou
agora, na opinião dos paraguaios, sobre a energia
de Itaipu. Consideram o Brasil imperialista
e acham que os estamos roubando.
O ódio contra o Brasil é histórico,
vem da guerra do Paraguay e aumenta sob qualquer pretexto.
O término da implantação das usinas
nucleares, compradas pelo Brasil, e que seriam uma alternativa
já em funcionamento, foi postergado, sine die,
pelo péssimo presidente José Sarney, outra
toupeira, que desmantelou o programa nuclear brasileiro,
parte da matriz energética alternativa, e de
quebra acabou com a carreira dos mestres e doutores
qualificados para esse fim.
Erros do passado
com reflexo agora
O ato de insânia e incompetência de José
Sarney não pára por aí. A mão-de-obra
de formação longa e custosa, formação
de técnicos, mestres e doutores, para o cidadão
que é quem paga a conta da asneiras do Governo,
foi para o exterior por não ter mais opção
de emprego no Brasil, subempregada em relação
aos nativos. Toda essa tecnologia passou para os estrangeiros
a custo zero. Só no Brasil, esse criminoso ainda
é reeleito. Conseguiu destruir nosso capital
humano e científico para ajudar a desenvolver
outros países.
O Programa Nuclear Paralelo
O discreto e eficiente “programa nuclear paralelo”,
desenvolvido pelos cientistas da Marinha do Brasil,
foi abandonado e denunciado aos Estados Unidos pelo
“lacaio maranhense”, fruto do voto de cabresto
e da ignorância dos que vendem votos.
A propulsão nuclear desenvolvida pelos excelentes
cientistas e técnicos navais já poderia
ter sido repassada ao meio civil e nossa frota mercante
já hoje poderia ser movida pelo átomo.
Os navios mercantes de propulsão nuclear, se
necessário, poderiam ser convertidos para fins
militares e teriam velocidade para acompanhar a da esquadra.
Com a decisão da ONU em ampliar o domínio
oceânico brasileiro, o patrulhamento dessa área
poderia estar sendo feito por submarinos movidos a energia
nuclear. José Sarney, um criminoso lesa-pátria,
ainda continua na política destruindo o Brasil,
de sua cadeira no Senado.
Matriz energética
abandonada
A matriz energética brasileira, grande preocupação
do movimento de 1964, preparou o país para um
crescimento vertiginoso, sempre torpedeado pela esquerda
ignorante e destrutiva, as obras das hidrelétricas
consideradas “Faraônicas”.
A matriz energética foi abandonada pelos
governos que sucederam ao do presidente João
Figueiredo, cujo único senão foi ter concedido
a anistia a essa corja de ladrões, que o povo
inculto elegeu.
O plano de crescimento acelerado (PAC) é
uma nova farsa
Hoje, nova farsa ocupa os planos desse governo de corruptos.
Crescimento está ligado à energia. Não
há crescimento sem energia.
Com a demanda reprimida, já agora, como é
possível o crescimento sem as fontes de energia
instaladas?
Para crescer a partir de agora, a energia já
deveria estar disponível nos locais de uso, pronta
para uso imediato, o que, por culpa do atraso da esquerda,
não ocorreu.
Essa é a mentira que Lula tenta impor, para mais
tarde, quando não acontecer, se fazer de vitima
dos industriais, que serão o bode expiatório
de sua incompetência.
Usinas termoelétricas:
A opção restante consumiria energia do
gás natural, o que aumentaria ainda mais nossa
dependência do gás boliviano ou utilizaria
outras fontes de energia mais poluentes. Em qualquer
das hipóteses, estaria contribuindo para o aquecimento
do planeta.
Se o dólar está baixo, é por fatores
externos. Se ainda existe um certo progresso, é
pela garra dos técnicos e empresários
brasileiros. Está equivocado quem pensa
que o governo Lula promove o crescimento. Ao contrário,
o Brasil cresce apesar de Lula.
O ministro de Minas e Energia tem outras preocupações,
a “operação navalha”, onde
aparece como acusado, juntamente com outros “coitadinhos
igualmente inocentes”.
Só para terminar, e a fortuna de Lula de onde
veio? A revista Forbes quer saber, e nós também.
O trabalhador gasta seu suor por 146 dias por ano para
pagar a carga tributária que sustenta o governo
de incompetentes e de corruptos, que não consegue
provar o contrário e que, graças a manobras
políticas e imunidades que permitem foro privilegiado
continuam impunes.
Fica aí uma pequena sugestão para a Polícia
Federal. Lula é um homem honesto, honrado e patriota.
Estamos certos que não fará nenhuma objeção
em ser investigado e explicar como ganhou seu dinheiro
honesto desde suas atividades como torneiro mecânico.
Lula não suporta intelectuais. Por quê?
Os intelectuais pensam e vêem ao longe.
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Enviado por Roberto Carrazedo
Artigo publicado na Tribuna da Imprensa
ECONOMIA
Economia encolhe
classe média
CAMPINAS (SP) - Estudo
divulgado este mês pelos pesquisadores da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que a estagnação
do crescimento econômico e da mobilidade social
no Brasil foram os principais motivos para o encolhimento
da classe média entre 1981 e 2005.
Segundo dados do documento organizado entre setembro
de 2006 e abril deste ano pelos professores Marcio Pochmann
e Eduardo Fagnani, entre 1982 e 2006 o crescimento médio
anual do PIB foi de 2,5%, ante a dia de 7% entre 1945
e 1980.
"A baixa expansão da economia nacional vem
desconstruindo a estrutura social originária
do ciclo da industrialização do País",
afirmou Pochmann. "Nas últimas duas décadas
e meia há sinais crescentes de desproletarização
dos trabalhadores urbanos, que perderam a possibilidade
de exercer atividade assalariada, e há também
a perda da posição relativa e da efetividade
em gastos de maior valor unitário, e a redução
do status social da classe média."
A 5ª Carta Social e do Trabalho, divulgada pelo
Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho
da Unicamp, aponta que as raízes da crise social
estão, segundo os especialistas, no estancamento
econômico desde o fim da década de 1970
e na política econômica neoliberal imposta
a partir do governo Fernando Collor de Mello.
A carta é composta por oito artigos que tratam
da evolução da estrutura social e ocupacional
e das considerações sobre a Pesquisa Nacional
por Amostras de Domicílios (Pnad) do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Autor de dois desses artigos, o professor Waldir José
de Quadros, do Instituto de Economia da Unicamp, afirmou
que o País que não cresce satisfatoriamente
não cria oportunidades. "O topo da pirâmide
está ainda mais estreito", disse Quadros.
Com base no salário mínimo de 2004 e na
pesquisa, o professor trabalhou com a régua de
estratificação em que a alta classe média
tem renda acima de R$ 2.500; a média classe média,
de R$ 1.250 a R$ 2.500; a baixa classe média,
de R$ 500 e R$ 1.250; a massa trabalhadora, de R$ 250
a R$ 500; e os miseráveis, abaixo de R$ 250.
A carta mostra que, em 1981, dos 52.160 declarantes
da Pnad, 7.384 não tinham ocupação
(14,12%). Em 2005, o número de pessoas não-ocupadas
foi de 22.303, 21,75% dos entrevistados. As classes
média alta e média representavam 13,7%
dos entrevistados em 1981 e, em 2005, representaram
12,5%.
"Além disso, a combinação
do avanço dos inativos, tanto no número
de declarantes quanto nos rendimentos, resulta na maior
participação na renda. No início
dos anos 80, os inativos obtinham cerca de 10% da renda
declarada. E nos últimos anos, a proporção
atinge 17%", afirma Quadros.
Segundo Pochmann, além do baixo crescimento,
a maneira como o Brasil está inserido na economia
mundial, especializado na exportação de
bens com baixo valor agregado, também reflete
na sociedade.
"Mesmo que a economia cresça mais, se a
base do crescimento for essa associada a bens de baixo
valor agregado, não tem como criar emprego de
qualidade", afirmou. Segundo dados do Cesit, de
2000 a 2006, 93% dos empregos criados eram para vagas
que pagavam até dois salários mínimos.
"A região Sudeste, que absorveu cerca de
60% do movimento migratório no século
20 hoje expulsa mão-de-obra qualificada. De 140
a 160 mil pessoas saem para ir para o exterior",
disse Pochmann.
Segundo avaliação feita pelo professor
Quadros, mesmo os filhos da classe média com
atributos que eram necessários ascender socialmente
há 20 anos não conseguem mais se posicionar
bem no mercado de trabalho, apenas com educação
de qualidade.
"Hoje além de estudo de qualidade, o que
significa muitas vezes ter condições de
cursar uma escola privada, a pessoa precisa ter uma
família que dê respaldo para que ela fique
um ou dois anos se especializando, e mais que isso,
um sobrenome, uma origem que garanta algo no mercado."
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Enviado por Nilson Victorino
Urna não é pia
batismal
Lucia Hippolito
O Conselho
de Ética da Câmara aprovou o arquivamento
do processo contra três deputados: dois acusados
de envolvimento com o mensalão (Waldemar da Costa
Neto e Paulo Rocha) e um de envolvimento na máfia
das sanguessugas (João Magalhães). Os
três deputados fazem parte da base governista.
Suas Excelências, membros do Conselho de Ética,
concordaram com o parecer do relator, que afirma que
os três deputados foram reeleitos, portanto absolvidos
pelo eleitorado.
E a soberania popular, segundo este argumento, não
pode ser cassada pela Câmara. Lamento muito, mas
este argumento não fica em pé. Suas Excelências
estão confundindo urna eleitoral com pia batismal.
Como se bastasse ser eleito para ser absolvido de todas
as malfeitorias.
O sistema eleitoral brasileiro elege deputados federais
pelo voto proporcional. Isto significa que o eleitor
vota num candidato e pode eleger outro, completamente
diferente. Isto porque as coligações distorcem
a vontade do eleitor. Sem contar o mecanismo perverso
de distribuição das sobras eleitorais.
No limite, o eleitor brasileiro pode votar em alguém
da extrema esquerda e seu voto servir para eleger um
candidato da extrema direita.
Segundo dados do TSE, dos 513 deputados federais eleitos
em outubro de 2006, apenas 39 foram eleitos com seus
próprios votos, atingindo o quociente eleitoral
de seus estados.
Os restantes 474 deputados foram eleitos com votos de
legenda, das coligações e das sobras eleitorais.
Isto mesmo: apenas 39, entre os quais não estão
os três deputados cujos processos foram arquivados,
foram eleitos com votação própria.
Portanto, alegar que as três Excelências
foram absolvidas pela vontade do eleitorado é
tratar a soberania popular de forma torta e maliciosa.
Se o voto no Brasil fosse distrital, ainda se poderia
insistir no argumento, mas com voto proporcional é
apenas cinismo. O papel do eleitor não é
condenar ou absolver ninguém. Isto cabe aos organismos
políticos, ao Ministério Público,
ao Poder Judiciário. Até porque, segundo
a lei brasileira, um cidadão pode ser candidato
a qualquer cargo eletivo enquanto não for julgado
culpado em última instância. Por isso é
que a atividade política passou a constituir
enorme atrativo para acusados de estupro, assassinato,
formação de quadrilha, quebra de sigilo
bancário de cidadão indefeso, peculato,
corrupção. E por aí vai. Não
se deve jogar nas costas da soberania popular uma responsabilidade
que não é dela. Isto tem ar de deboche.
BASTA! BASTA!
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O
DIFÍCIL CAMINHO DA DEMOCRACIA
MILTON
LARENTIS,
filósofo,
professor univrsitário
A historiografia costuma depreciar o período
da Primeira República. Faz isto, principalmente,
no que diz respeito aos mecanismos de participação
política. Termos como: voto de cabresto, corrupção
eleitoral, voto a descoberto, política café
com leite, política dos governadores, oligarquias,
etc., formam a base de uma constante repetição
– em livros e manuais – sobre um tempo
sem algo de positivo. Todo o empenho dos sujeitos
que fizeram o começo de nossa república
seus feitos, suas obras; seus sucessos são
apagados por um rótulo de perversão
política. Isto acaba por restringir a Primeira
República, a um espaço histórico
de descaso social. Por outro lado, pouco se fala da
política de Vargas. No caso do período
que sucede o golpe de 1930, temos termos como: auxílio
ao trabalhador, industrialização, moralidade,
leis trabalhistas, salário mínimo, organização
dos trabalhadores.
Assim, esta historiografia deturpadora, omite a ditadura
de Vargas ou acaba por amenizá-la. Enquanto
que, insiste em um período que tinha que ser
destruído pela “Revolução”
de 1930. Quase chega ao ponto de colocar a o período
de Vargas como um anseio nacional. No entanto, o golpe
de 1930 não encontra tanto apoio como querem
passar para as gerações dos bancos escolares.
Porém, o fim do estado Novo não pode
ser totalmente nublado e esquecido. O povo deseja
o fim da ditadura de Vargas. E não somente
porque o Brasil apoiou os Aliados contra os regimes
Totalitários. Havia algo mais. O povo brasileiro
sempre preferiu a democracia. Mesmo que às
vezes a Utopia de regimes que lhe tiram a liberdade
em troca de “benefícios sociais”
apareça como a solução do momento
– estes períodos só resistem com
o controle político.
Contudo, o caminho da democracia não é
fácil. Não é um caminho de ilusões
ou de devaneios. Não é um caminho de
falsas promessas e utopias sociais. É um caminho
de esforços constantes. De debates e críticas.
Por isso que os regimes de opressão acabam
com a oposição e querem sempre o fim
da democracia, com o pretexto de que ela é
burguesa, exploradora, atende aos poderosos, Estado
Liberal, Neoliberalismo ou imperialismo norte-americano.
Sabemos que quem usa este discurso usa a democracia
para implantar regimes de opressão. Regimes
que – na desculpa de trazer benefícios
sociais – acaba por destruir a liberdade, a
autonomia, a criatividade e a possibilidade das pessoas
se posicionarem conforme a vontade universal e geral
do ser humano, além de gerarem miséria
social.
Todas as críticas feitas ao regime democrático
– tais como: “não há liberdade
na desiguladade, só podem falar os que possuem
recursos econômicos, os meios de comunicação
dominam e não permitem ao pobre se manifestar”
– só atestam a necessidade de mais democracia
e não de sua extinção.
Infelizmente, a democracia é um hábito
a ser cultivado. Uma maneira de se viver socialmente
que necessita de registros culturais. O Brasil possui
alguns destes registros. Mas não possui todos.
Desta maneira, em épocas passadas e recentes,
acabamos por iludir as gerações mostrando
o que fracassa e não o que tem sucesso. É
uma decorrência disto que cria gerações
iludidas com falsas promessas e que não conseguem
observar objetivamente o mundo social. Sua maneira
de ver é como que filtrada por ideologias que
respondem bem no mundo da ilusão e que não
servem para nada quando colocadas em prática.
O reflexo disto tudo pode ser seguido na história
recente: de 1950 até 1960 o Brasil avançou,
mas não consolidou a democracia; de 1964 –
com o regime militar – até 1984 a democracia
foi absorvida por noções artificiais
(dois partidos, censura, eleições indiretas);
de 1985 até agora, por um esgotamento da oposição
e por uma aceitação sem discussão
de governos que abertamente compram a mídia,
políticos e votos.
O perigo do fim da oposição é
o perigo da própria democracia. De repente
não existem mais problemas, mais pobres, mais
fome ou mais criminalidade. Tudo o que existe é
uma nova ordem que estabelece o passado do jeito que
é conveniente e o presente de acordo com fins
tipicamente eleitoreiros e de manutenção
de cargos administrativos. É o poder pelo poder.
O Brasil perde e a administração da
coisa pública e passa a ser uma forma de manutenção
de partidos e políticos.
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PT
QUER LULA COMBATENDO DISCURSO DE "MILITARES REACIONÁRIOS"
Está atravessado na garganta
dos petistas o episódio recente, no qual oficiais
da reserva, da Aeronáutica e Exército,
fizeram críticas ao Lula pela negociação
com os sargentos controladores do tráfego aéreo,
interpretada como quebra de hierarquia. O Diretório
Nacional do PT irá sugerir a Lula, por meio da
resolução que será divulgada nos
próximos dias, uma postura mais firme. O comando
partidário enxerga certas manifestações
de oficiais como um fator ideológico de risco
pela possibilidade de contaminação da
opinião pública por discursos conservadores.
Antes da redação final da resolução,
o texto estava assim: "As provocações
feitas por reacionários abrigados na reserva
das Forças Armadas, alimentadas por certos meios
de comunicação, devem ser respondidas
de maneira firme pelo governo. Não aceitamos
o raciocínio segundo o qual o País tem
que escolher entre hierarquia militar, direitos dos
trabalhadores e autoridade civil". Em outro trecho,
os petistas apóiam o pleito dos sargentos controladores
de tráfego aéreo. "O PT defende a
desmilitarização do setor aéreo.
O controle civil do tráfego aéreo é
totalmente compatível com as necessidades da
Defesa Nacional. Consideramos que o controle civil,
além de tecnicamente recomendada por toda a experiência
internacional, também ajuda a reafirmar a autoridade
civil, através do Presidente da República
e do seu ministro da Defesa, sobre as Forças
Armadas". Confira mais detalhes da resolução
do Diretório Nacional do PT
PT quer Lula combatendo discurso
de “Militares Reacionários”
O Portal fecha essa questão:
Em um governo democrático
todos têm direito à livre expressão,
principalmente os jornalistas, cuja missão é
informar, não apenas o que pensa o presidente,
ainda mais e principalmente quando esses pensamentos
do presidente são contra o País.
Certos meios de comunicação são
a Imprensa Verde e Amarela, insubornável
e não-alinhada que, certamente,
defendem o direito à informação
isenta sem as distorções que outros veículos
aliciados pela quadrilha oficial não publicam.
O controle do tráfego aéreo
por militares sempre foi cumprido adequadamente.
Os especialistas que o fazem são cidadãos
que têm grande responsabilidade em manter a segurança
de vôo no espaço aéreo brasileiro.
Os sargentos controladores de tráfego são
sargentos da Aeronáutica e são cidadãos
fardados que conhecem os regulamentos militares. O desrespeito
à hierarquia é intolerável.
A quebra de hierarquia consiste na operação
que levou o caos aos aeroportos e causou impacto internacional
e não nas justas reivindicações
por equipamentos melhores e remuneração
semelhante à de seus colegas de outros países.
O que é possível e está previsto,
dependendo de recursos financeiros, como os que o presidente
da república desviou para o Paraguai e vontade
política, depende de ações do governo.
O presidente da República, por ignorância
ou má fé, determinou ao ministro do Planejamento
que negociasse com os amotinados, desrespeitando a autoridade
do Comandante da Aeronáutica, uma autoridade
militar nomeada por ele mesmo e que o senhor presidente
desprestigiou.
Os militares da ativa ou da reserva,
como cidadãos, têm, além do direito
de livre expressão e, como todos, o dever de
defender a Constituição
que o senhor presidente e o seu governo vêm desrespeitando
sistematicamente, inclusive nas relações
internacionais em que comprometeu a soberania e os interesses
comerciais do Brasil. A tolerância dos militares
das três Forças tem sido prova suficiente
de que a governabilidade tem prevalecido apesar dos
desmandos e dos escândalos de corrupção
em todos os níveis dos poderes da república.
Convenhamos, senhor presidente, o real
propósito do senhor e dos que o apóiam
tem sido jogar uns contra outros e desestabilizar as
instituições para usufruir da desordem.
Afinal a baderna e ou atos de intolerância são
especialidade do PT e das forças sub-reptícias
que controla MST, sem teto e outros compráveis.
Sem as benesses oferecidas ao povo, ignorante e carente
como “bolsa-família” e outros esquemas
como o “mensalão”, que compraram
consciências e eleitores e com a falta de ética,
que é o ponto forte do PT, o senhor presidente
jamais seria eleito.
Somados os votos nulos com os dos que não votaram
e, o senhor verá que não tem o apoio que
pensa ter esses votos somam mais que 50%.
Faltam ao senhor presidente o preparo,
o estofo, a cultura e a visão mínima necessária
para o exercício dos altos cargos de Presidente
da República e Comandante Supremo das Forças
Armadas que o senhor teima em ignorar e desrespeitar.
Mais que sob os olhos do Brasil, o mundo observa o mais
corrupto dos governos que já administrou “ESSE
PAÍS” e lhe dá corda para que o
senhor se enforque em sua própria vaidade e megalomania.
A imprensa verde e amarela se envergonha de ter de escrever
sobre esse tema tão deprimente. Nunca ninguém
envergonhou tanto o Brasil como o senhor.
Editor
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Gás
boliviano aumenta 242 por cento!
Como explicar o episódio
do enriquecimento em dois bilhões de dólares
denunciado pela revista Forbes? Por que essa denúncia
não é investigada? Quem garante esse governo?
Onde está o clamor do povo? Onde estão
as Forças Armadas?
Com a goela seca, querendo mais, o senhor presidente
da república eleito por seus assemelhados, que
pouco ou nada contribuem para a renda do país,
dá um agrado a seu “mui amigo”, o
líder dos plantadores de coca, Evo Morales.
Para os que elegeram Lula, tanto faz. Não pagam
Imposto de Renda e pensam que estão a salvo.
Ignoram ou esquecem-se dos 60 por cento que incidem
sobre os alimentos e que todos pagam.
Cai a condição de competitividade no Brasil,
aumenta o risco da inflação e do desemprego,
alguém (o povo) tem de pagar por essa burrada.
As regiões mais prejudicadas são as produtivas,
exceto o Norte onde Lula tem maioria de eleitores.
Ameaça que preocupa os americanos,
e a nós também.
Megalomaníaco, com planos de criar um bloco com
Hugo Chávez e Evo Morales, os três sob
a visão canhestra do assassino e eterno presidente
de Cuba, Fidel Castro, Lula cede o que não lhe
pertence, tirando recursos financeiros na marra em mais
um péssimo negócio para o Brasil.
Criando o caos nas indústrias
e assombrando com o desemprego.
As indústrias do Sul-Sudeste, convertidas para
queimar o gás boliviano, convencidas por uma
política mentirosa de diminuir os custos de produção,
agora estão vulneráveis e na mão
de Lula e de seu amiguinho Evo Morales, que faz o nome
junto à corja que o elegeu, desmoralizando o
Brasil graças a seu presidente sem escrúpulos
e que sem a menor cerimônia comete crimes de lesa-pátria,
um atrás do outro, tudo sob as vistas de um congresso
de corruptos e aliados na espoliação do
Brasil.
Posição dos clubes militares.
Os clubes que reúnem militares - Clube Naval,
Clube da Aeronáutica e Clube Militar o último
com sócios das três forças, já
manifestaram o repúdio ao governo de desvarios
do retirante de família humilde que, segundo
publicou a revista Forbes, juntou “honestamente
dois milhões de dólares”.
O Brasil, que derrubou Fernando Collor, inocentado em
todas as instâncias jurídicas, tornou-se,
cego, surdo e complacente diante dos crimes que estão
sendo cometidos.
Consulta popular para anular o congresso.
Sentindo-se forte, Lula quer mais poder. Consultar o
eleitorado diretamente é obvio porque seu eleitorado
concentra-se nas camadas de menor renda menor instrução
e beneficiada pelo assistencialismo que garantiu a eleição
desse coitadinho e pobre retirante nordestino que, com
sacrifício, apesar de aposentado por invalidez,
serve ao Brasil como presidente da república.
Até quando os brasileiros que contribuem com
seus impostos e não vivem do suborno terão
de suportar esse governo? Será que o povo já
sabe o porquê da campanha do desarmamento da população?
Povo desarmado é mais fácil de humilhar
e controlar.
O povo não sabe, porque perdeu a consciência
da realidade. Seu cérebro é comandado
pelos programas que assiste na TV: novelas, músicas
direcionadas, Big Brothers, dois meses em função
do Carnaval, propagandas consumistas, filmes de violência
e, para concluir, programas religiosos.
Flavio P.Ramos
Editor
LULA,
MORALES: UM DELICADO PRECEDENTE !
O fato de Lula ter aceitado a
quebra de contrato com a Bolívia, não
é uma questão econômica nem social.
-A povo boliviano merece, diz Lula. Então que
faça um gasto orçamentário ou faça
uma vaquinha com os mensaleiros. O grave do fato não
são os 100 milhões de dólares,
mas o PRECEDENTE. Se o Brasil aceita como normal a quebra
de contratos, estabelece-se uma insegurança jurídica
potencial nas relações comerciais externas.
E insegurança jurídica -como já
repetiu esse Ex-Blog- derruba os investimentos e o crescimento
da economia.
Prefeito Cesar Maia
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Enviado por Roberto Carrazedo
Fonte: Revista Veja
Nem
na “ditadura”
O diplomata diz que a política externa do
Governo Lula é contaminada pelo antiamericanismo
e pela orientação ideológica
Otávio
Cabral
"
Há um sentimento generalizado de que hoje
os diplomatas são
promovidos de acordo com sua afinidade
política e ideológica, e não por
competência "
Roberto Abdenur, 64 anos, era
um dos mais experientes diplomatas do quadro do Itamaraty
até a semana passada, quando se aposentou depois
de 44 anos de carreira. Seu último posto foi
o de embaixador brasileiro nos Estados Unidos.
Amigo do chanceler Celso Amorim há
décadas, nos últimos meses desencantou-se
com ele e com sua política. As divergências
começaram depois que Abdenur disse publicamente
que era uma ilusão o fato de o Brasil considerar
a China como parceiro comercial, isso depois da decisão
do governo brasileiro de reconhecer aquele país
como uma economia de mercado. Amorim exigiu uma retratação
de Abdenur. Ela nunca veio. Em entrevista a VEJA, o
ex-embaixador preferiu não falar sobre o embate
entre ele e o chanceler, mas não economiza palavras
para criticar a política externa e a doutrinação
ideológica em curso no Itamaraty. As decisões
hoje, segundo ele, são pautadas pela miopia de
um grupo de esquerdistas. As promoções
internas têm como critério a afinidade
de pensamento, e não a competência. Os
acordos de cooperação privilegiam países
menos desenvolvidos. Diz ele: "Um processo de doutrinação
assim no Itamaraty não aconteceu nem na ditadura".
Veja – O senhor está se
aposentando depois de 44 anos de trabalho no Itamaraty
e parece muito incomodado com a situação
da diplomacia brasileira.
Abdenur – Existe um elemento
ideológico muito forte presente na política
externa brasileira. A idéia do Sul–Sul
como eixo preponderante revela um antiamericanismo atrasado.
Isso tem se manifestado dentro do Itamaraty de diversas
maneiras. Está havendo uma doutrinação.
Diplomatas de categoria, não apenas jovens, são
forçados a fazer certas leituras quando entram
ou saem de Brasília. Livros que têm viés
dessa postura ideológica. É uma coisa
vexatória. O Itamaraty não é lugar
para bedel.
Veja – De que outras maneiras
a doutrinação ideológica se manifesta
no Itamaraty?
Abdenur – Há um sentimento
generalizado de que os diplomatas hoje são promovidos
de acordo com sua afinidade política e ideológica,
e não por competência. Eu vi funcionários
de competência indiscutível ser passados
para trás porque não são alinhados.
Há intolerância à pluralidade de
opinião. O Itamaraty sempre teve um prestígio
singular na diplomacia internacional pela continuidade
da política externa, pelo equilíbrio,
pela excelência de seus quadros e pelo apartidarismo.
O Itamaraty precisa resgatar o profissionalismo a salvo
de posturas ideológicas, de atitudes intolerantes
e de identificação partidária com
a força política dominante no momento.
Veja – Essa situação
que o senhor descreve já aconteceu antes?
Abdenur – Nunca, nem na ditadura
militar. De 1964 até o início do governo
Ernesto Geisel, na primeira década do regime
militar, adotou-se uma política externa simplória,
baseada na ideologia anticomunista. Isso foi imposto
à força pelos militares. Mas nunca houve
tentativa de convencer os diplomatas dessa ideologia.
O rumo foi imposto e se exigia o seu cumprimento, mas
não se cobrava dos profissionais nenhuma afinidade
com a ideologia que definia aquele rumo. Do governo
Geisel até o fim do governo FHC, a pressão
ideológica desapareceu. Agora, infelizmente,
as decisões são permeadas por elementos
ideológicos.
Veja – A difusão dessa política
externa ideologizada é responsabilidade do ministro
Celso Amorim ou do secretário-geral Samuel Pinheiro
Guimarães?
Abdenur – Samuel, Celso e eu
fomos grandes amigos, e eu tenho recordações
muito gratas do tempo em que fomos amigos.
Veja – O senhor disse que foi
amigo de Celso Amorim e de Samuel Guimarães.
Com o verbo no passado.
Abdenur – Fica no passado. Fomos
grandes amigos.
Veja – O senhor ficou magoado
com a maneira como saiu da embaixada de Washington?
Abdenur – Acho que já falei demais.
Veja – Substantivamente, houve
pontos positivos na política externa brasileira
no primeiro mandato do presidente Lula?
Abdenur – Sim, sem dúvida.
O Brasil engatou uma parceria com Índia, Japão
e Alemanha para obter uma cadeira definitiva no Conselho
de Segurança da ONU. É luta válida,
que vai trazer resultados. Acho muito bom o que o governo
tem feito para abrir novas frentes de comércio
com países árabes, com o Sudeste Asiático,
com a Ásia Central, com a África. Acho
muito positiva também a forma inovadora de trabalho
com o Ibas (grupo que reúne Índia, Brasil
e África do Sul). É a primeira vez que
três países grandes, de três continentes
diferentes, se unem para buscar iniciativas conjuntas.
Acho que o Brasil tem conduzido com amplo equilíbrio
e proficiência as negociações da
Rodada de Doha. O Brasil é um jogador decisivo,
tem uma atuação de liderança no
G20 muito importante. Há ainda a questão
do Haiti, onde lideramos pela primeira vez uma ação
de países latino-americanos em favor da paz.
Enfim, houve acertos...
Veja – E os erros substantivos?
Abdenur – A minha maior crítica
à atuação do Itamaraty está
na dimensão exagerada dada à cooperação
entre os países menos desenvolvidos como eixo
básico da nossa diplomacia. Com a queda do Muro
de Berlim, desapareceu completamente o paralelo que
dividia o mundo em Ocidente e Oriente. O meridiano Norte-Sul
não desapareceu de todo, mas se desvaneceu. O
diálogo Norte-Sul é uma realidade. A esta
altura da vida, com o mundo em transformação
vertiginosa, não vale mais valorizar tanto a
dimensão Sul-Sul. Isso é um substrato
ideológico vagamente anticapitalista, antiglobalização,
antiamericano, totalmente superado. A nossa relação
com a China e com a Índia também apresenta
equívocos. É preciso ter parceria com
os dois países, mas eles não podem ser
considerados nossos aliados.
Veja – Há uma tendência
no Itamaraty de priorizar as relações
com os países da América do Sul em detrimento
dos Estados Unidos?
Abdenur – Não é
positivo superestimar o valor das afinidades ideológicas.
Tem prosperado no Itamaraty uma idéia de que
uma maior afinidade ideológica entre os governos
da América do Sul tornaria nossa vida mais fácil.
Estamos vendo que não. Apesar das afinidades
que existem entre o Brasil e outros países da
região, estamos enfrentando problemas para consolidar
o Mercosul.
Veja – É crescente a influência
de Hugo Chávez em países como Bolívia
e Equador. Como o senhor avalia essa mudança
de poder na América Latina?
Abdenur – Fui embaixador no Equador
de 1985 a 1988 e, durante aqueles anos, a população
mais pobre, de origem indígena, não tinha
poder nem influência na vida política.
A ascensão dessas camadas indígenas da
população, como ocorre no Equador, na
Bolívia e no Peru, é positiva. Mas há
uma diferença básica entre Evo Morales
e Hugo Chávez. O Morales vem de baixo, é
um líder camponês que virou presidente
da República. Mal comparando, uma trajetória
semelhante à do presidente Lula. Já Chávez
caiu de pára-quedas, tentou um golpe, depois
chegou ao poder pela via democrática. Infelizmente,
ele está acabando com a democracia na Venezuela.
Veja – O que o senhor acha da
defesa feita pelo governo brasileiro a favor da entrada
da Venezuela no Mercosul?
Abdenur – Foi um erro ter incorporado
de chofre a Venezuela ao Mercosul. Devíamos ter
privilegiado o aperfeiçoamento do Mercosul sobre
a expansão a qualquer custo. Foi vexatório
ver Chávez na última reunião dizendo
que o Mercosul era um corpo que precisava ser enterrado.
Chávez tem idéias sobre economia que não
se coadunam com os pressupostos do Mercosul. Ele tem
idéia de regresso ao escambo, de troca de mercadorias.
Isso obviamente é um passo para trás.
O Mercosul tem um compromisso democrático. Democracia,
é bom lembrar, não é só
realização de eleições.
Acho que o Brasil tem a responsabilidade de soltar a
voz para tornar menos cômoda a vida de governos
autoritários e ditatoriais na região.
Não se pode ignorar o que está acontecendo
na Venezuela. O Brasil deve expressar claramente seu
compromisso democrático amplo, profundo e irrestrito
e denunciar situações como a que Chávez
criou na Venezuela.
Veja – Como o senhor avalia a
relação do Brasil com os Estados Unidos
nos três anos em que serviu como embaixador em
Washington?
Abdenur – Pode parecer paradoxal,
mas a relação do Brasil com os Estados
Unidos prosperou significativamente nos últimos
anos. Graças a uma pessoa que manda muito no
governo brasileiro, uma pessoa de extremo pragmatismo
e lucidez, que é o presidente Lula. Ele não
esconde seu desagrado com algumas coisas que o governo
Bush tem feito, particularmente no Iraque. Mas Lula
sabe que uma relação melhor com os Estados
Unidos é de interesse do Brasil. Quando fui assumir
a embaixada, ele me disse: "Roberto, quero deixar
como legado para o futuro bases ainda mais sólidas
e mais amplas na relação entre os dois
países". Como embaixador, tive algumas dificuldades,
mas nada que fosse impeditivo.
Veja – O senhor não deixou
o cargo de embaixador espontaneamente, correto?
Abdenur – Há no Brasil setores,
embora minoritários, que têm aversão
aos Estados Unidos, inclusive dentro do governo e do
Itamaraty. Há esse ranço, mas isso não
atrapalhou meu trabalho. A relação Brasil-Estados
Unidos nunca esteve tão bem. Lula inclusive deve
visitar o presidente Bush nos próximos meses.
Veja – Apesar dessa relação
forte com os Estados Unidos, a Alca está em compasso
de espera.
Abdenur – O Brasil está, na melhor
das hipóteses, deixando de ganhar dinheiro. O
mercado americano está se aproximando dos 2 trilhões
de dólares. Seria vital para o Brasil ter vantagens
preferenciais, de parceria, com os Estados Unidos. Não
estou dizendo que deveríamos ter assinado a Alca
de qualquer jeito, mas deveríamos ter seguido
com a negociação. Os Estados Unidos têm
assinado vários acordos de comércio bilaterais,
e nós temos perdido competitividade no mercado
americano. Nós estamos estacionados há
dez anos em 1,4% do mercado americano. Há vinte
anos, nossa participação era de 2,2%.
Eu lamento que o único aspecto da relação
Brasil-Estados Unidos em que não houve progresso
tenha sido o comércio. Foram mínimos os
recursos alocados para promoção comercial
nos Estados Unidos pelo governo brasileiro.
Veja – Qual é a imagem
do presidente Lula nos Estados Unidos? Ele ainda é
um político respeitado ou sua imagem foi deteriorada
pelos escândalos de corrupção?
Abdenur – É uma imagem
positiva, os escândalos de corrupção
não repercutiram muito por lá. Ele é
o líder de uma democracia estável, um
governante que tem uma biografia louvável. O
governo Lula tem merecido respeito mundo afora por conciliar
uma política econômica pragmática
com políticas sociais efetivas e uma política
externa séria. Isso começou com Fernando
Henrique, mas o governo Lula avançou.
Veja – O senhor disse em um evento
no ano passado em São Paulo que a China é
nossa concorrente, não nossa parceira. O senhor
mantém essa avaliação?
Abdenur – Fui nomeado embaixador
na China no governo Sarney, trabalhei quatro anos e
meio lá, tenho autoridade para falar desse país.
Nós não podemos ter uma visão romântica
daquela China do passado, pobre, atrasada, camponesa,
isolada do mundo. A China deu um salto extraordinário
e hoje é uma potência. Tem um comércio
exterior de 1,8 trilhão de dólares, oito
vezes o do Brasil. Nós temos de atualizar a visão
da China e ver que, sem deixar de ser parceira valiosa,
é cada vez mais nossa concorrente dentro do mercado
brasileiro e no exterior. Isso não quer dizer
que devamos construir uma muralha e nos fechar aos chineses.
Pelo contrário. É preciso manter uma parceria
estratégica com a China em novos termos e não
ter ilusões. Quando criamos mitos e queremos
dar a impressão de que a China é nossa
aliada, que nós a lideramos, é uma bobagem.
A China hoje busca o capitalismo, a globalização,
o mercado.
Veja – O senhor acha que o Brasil
errou ao reconhecer a China como economia de mercado?
Abdenur – Acho que foi precipitado.
Embora o Estado chinês como produtor e empreendedor
esteja diminuindo de tamanho, ele ainda interfere muitíssimo
na economia, usa instrumentos arbitrários. Ao
reconhecermos a economia de mercado, nós abrimos
mão de usar mecanismos de defesa contra os produtos
chineses. Isso tornou inevitável uma entrada
cada vez maior de produtos chineses no Brasil. O prejuízo
é inevitável.
Veja – A divulgação
dessa posição do senhor sobre a China
causou problemas dentro do Itamaraty?
Abdenur – Causou, sim.
Veja – É verdade que seu
amigo antigo, o ministro Amorim, exigiu que o senhor
se retratasse publicamente?
Abdenur – Não quero fulanizar
essa discussão.
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Enviado
por Nilson Victorino ÉTICA
é uma coisa relativa!?
O
sociólogo Peter Berger escreveu livrinho delicioso:
"Introdução à Sociologia".
Um dos seus capítulos tem um título estranho:
"Como trapacear e se manter ético ao mesmo
tempo". Estranho à primeira vista. Mas logo
se percebe que, na política, é de suma
importância juntar ética e trapaça.
Para explicar vou contar uma historieta.
Havia numa cidade dos Estados
Unidos uma igreja batista. Os batistas, como se sabe,
são um ramo do cristianismo muito rigoroso nos
seus princípios éticos. Havia na mesma
cidade uma fábrica de cerveja que, para a igreja
batista, era a vanguarda de Satanás.
O pastor
não poupava a fábrica de cerveja nas suas
pregações. Aconteceu, entretanto, que,
por razões pouco esclarecidas, a fábrica
de cerveja fez uma doação de 500 mil dólares
para a dita igreja.
Foi um
auê.. Os membros mais ortodoxos da igreja foram
unânimes em denunciar aquela quantia como dinheiro
do Diabo e que não poderia ser aceito. Mas, passada
a exaltação dos primeiros dias, acalmados
os ânimos, os mais ponderados começaram
a analisar os benefícios que aquele dinheiro
poderia trazer: uma pintura nova para a igreja, um órgão
de tubos, jardins mais bonitos, um salão social
para festas. Reuniu-se então a igreja em assembléia
para a decisão democrática.
Depois
de muita discussão registrou-se a seguinte decisão
no livro de atas:
"A Igreja Batista Betel resolve aceitar
a oferta de 500 mil dólares feita pela Cervejaria
na firme convicção de que o Diabo ficará
furioso quando souber que o seu dinheiro vai ser usado
para a glória de Deus."
É
isso aí...
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Enviado
por Milton Larentis
por Denis Rosenfield, no Estadão
22.01, 09h51
A DEMOCRACIA TOTALITÁRIA
por
Denis Rosenfield, no Estadão
A América
Latina está adotando um rumo nitidamente esquerdista,
com posições que retomam as experiências
socialistas autoritárias e totalitárias
do século 20. A única novidade consiste
no ressurgimento da tentação totalitária,
nada tendo que ver com o que alguns chamam de resgate
da utopia. A realização da utopia se consubstanciou
no totalitarismo. O que ocorre é que um certo
setor da esquerda latino-americana, aí incluindo
a brasileira, se está sentindo autorizado a imitar
a experiência em curso. A diplomacia brasileira,
por sua vez, está dando uma importante contribuição
à confusão reinante ao velar o que está
acontecendo naqueles países, como se neles a
democracia estivesse sento respeitada. Contribuem, neste
sentido, para as farsas diplomáticas de Hugo
Chávez e Evo Morales.
A imagem
de Evo Morales de mãos dadas com o presidente
da teocracia iraniana, Mahmoud Ahmadinejad, mostra o
quanto a tentação totalitária está
ganhando amplitude global. O representante de um regime
teocrático que chega a negar a ocorrência
do Holocausto, que exerce controle absoluto de sua população,
punindo e mesmo eliminando adversários, se torna
um convidado especial e, inclusive, um modelo da luta
“antiimperialista”, um homem “justo”,
nas palavras de Chávez. Rafael Correa, do Equador,
segue, agora, os passos do líder máximo
venezuelano. Daniel Ortega, da Nicarágua, aguarda
somente uma ocasião mais propícia internacionalmente
para enveredar pelo mesmo caminho. Os vários
tipos de tentações autoritárias
e totalitárias, mais à esquerda ou mais
à direita, parecem confluir num mesmo sumidouro
que se alça à condição de
realização de um sonho. A degradação
da esquerda chega a tal ponto que um regime como o iraniano,
de corte mais propriamente fascista, é considerado
de esquerda.
Devemos
evitar o equívoco de considerar o que está
ocorrendo nessas regiões da América Latina
como se fosse um mero ressurgimento do populismo. Notemos
que o presidente Néstor Kirchner, que adota uma
via populista clássica, não compareceu
à posse do presidente do Equador, entre outras
razões pela presença do presidente Mahmoud
Ahmadinejad, dada a experiência argentina com
o terrorismo iraniano. O fenômeno em curso é
diferente, pois se trata do projeto marxista de estabelecimento
de uma sociedade socialista, dita eufemisticamente “socialismo
do século 21”. O que, sim, se pode dizer
é que o projeto socialista se utiliza da tradição
populista vigente, aproveitando-a para seus propósitos
específicos.
A tradição marxista internacional tem,
basicamente, dois grandes modelos: a via leninista e
a via gramsciana, a primeira também dita oriental
e a segunda, ocidental. A via leninista emprega diretamente
a violência revolucionária mediante a sublevação
popular-partidária, destruindo imediatamente
as instituições vigentes, estabelecendo
um regime de partido único e abolindo a propriedade
privada, o Estado de Direito e a economia de mercado.
A estatização dos meios de produção
- e da sociedade - se torna o seu objetivo primeiro.
Ela surge, basicamente, em países sem nenhuma
ou pouca tradição democrática e
com pequena experiência da propriedade privada,
como a Rússia. A via gramsciana é também
dita ocidental por se apropriar das instituições
democráticas e por fazer aparentemente o jogo
do Estado de Direito, mantendo, num primeiro momento,
alguns setores econômicos sob a economia de mercado,
embora altamente controlada. Num segundo momento, envereda
para a estatização de setores ditos “estratégicos”.
Eis por que ela oferece a imagem de ser “democrática”
ao utilizar as regras da democracia para abolir precisamente
esse regime político.
Chávez,
por exemplo, está claramente eliminando a democracia
por intermédio 1) da submissão do Judiciário;
2) do Parlamento, que se torna órgão auxiliar
do Executivo, pois o ditador-presidente passará
a legislar por decreto, unindo a função
executiva com a legislativa - ele é ungido à
posição de um senhor que tudo sabe, não
precisando consultar ninguém; 3) do fechamento
de uma rede de televisão, anunciando o que fará
com a liberdade de imprensa; 4) de assegurar a sua vitaliciedade
no poder mediante o mecanismo da reeleição
indefinida, assumindo a posição que era
a dos secretários dos ex-partidos comunistas
no poder, como Stalin, Mao ou Fidel; 5) da criação
de um partido único de esquerda, prenúncio
de um único partido futuro.
Digna
de nota é a repetição em todos
esses países da criação de Assembléias
Constituintes, que têm como objetivo estabelecer
uma relação direta do líder máximo
com as massas, de modo a controlar o que se torna um
pseudomecanismo parlamentar. O Legislativo desaparece
enquanto Poder. Hugo Chávez utiliza-se desse
mecanismo, Evo Morales segue os seus passos e Rafael
Correa imita a mesma via. Em nome de uma suposta “soberania
popular”, eles caminham rapidamente para abolir
a representação política e as liberdades
democráticas em geral. Utilizam, portanto, uma
instituição democrática para suprimir
a própria democracia.
O
governo Lula e o PT não são imunes a essa
tentação. Diria que setores importantes
do partido se sentem atraídos a enveredar por
esse caminho. Praticamente todas as tendências
petistas sempre defenderam o governo Chávez e
algumas claramente o erigiram em modelo. O mesmo se
pode dizer da defesa do socialismo indígena de
Evo Morales. Alguns dirigentes chegaram mesmo a defender
as medidas tomadas contra a Petrobrás, como se
os interesses brasileiros fossem, para eles, secundários.
Mais recentemente, o assessor especial da Presidência
e ex-presidente do PT Marco Aurélio Garcia, aparentemente
um moderado no espectro petista, chegou a declarar que
o golpe chavista da reeleição indefinida
e outras medidas tomadas na Venezuela constituíam
um “aprofundamento da democracia”. Faltou
acrescentar: “da democracia totalitária”.
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Enviado por Carlos Bonorino
ARREPENDIDO
Por Heitor
de Paola, médico psiquiatra e psicanalista
do Rio de Janeiro
Basta
olhar quem hoje está no poder político
da Nação para perceber que são
os derrotados militarmente em 64, que venceram uma das
batalhas mais importantes: a cultural.
Refugiando-se nesta
área negligenciada pelos governos militares,
e baseando-se
na desinformação
e nas teses de Gramsci, passaram a escrever grande parte
da história, principalmente aquela de alcance
público, acadêmico e nas escolas de todos
os níveis, novelas e minisséries de TV.
Tornaram-se “donos”
dos significados das palavras. Temos hoje muito mais
mitologia induzida do que história ocorrida.
É trabalho para
décadas – se houver liberdade para tanto
– desfazer todos os mitos dos chamados “anos
de chumbo”. Darei minha modesta contribuição,
falando daquilo que vivenciei.
As
opções políticas na década
de 60
Um
dos mais caros mitos é o de que militares maldosos,
aliados à “burguesia” nacional “ameaçada
em seus privilégios” – e subordinados
às demandas maquiavélicas dos EEUU –
resolveram abortar pelas armas a política conduzida
por um governo legítimo e que atendia aos “anseios
populares”.
Em primeiro lugar nega-se o fato de que em 1959 a geopolítica
da América Latina (AL) havia virado do avesso
pela tomada do poder em Cuba por Castro, que logo assumiu
sua condição de comunista e se aliou à
URSS. Seguiu-se um banho de sangue de proporções
inimagináveis – do qual é proibido
falar! – e a lenta e progressiva instalação
na ilha de numerosos instrutores soviéticos que
adestraram tropas cubanas e formaram e exportaram guerrilheiros
e terroristas, e re-estruturaram o sistema de Inteligência.
Através
desta “cabeça de ponte” aumentou
sobremaneira a influência da URSS na AL. Os jornais
noticiavam diariamente as tentativas de derrubada do
governo legitimamente eleito da Venezuela, país
chave pela produção petrolífera.
O próximo objetivo estratégico era o Brasil,
País imenso, já em fase inicial de industrialização
e cujas Forças Armadas representavam um poderoso
obstáculo à penetração comunista
no Continente.
Outro fator só mais recentemente veio à
luz devido à defecção de Anatoliy
Golitsyn, oficial graduado da KGB. Em 1959, durante
o período de desestalinização da
URSS, Alieksandr Shelepin apresentou um relatório
ao Comitê Central do PCUS mostrando a necessidade
de que os órgãos de segurança voltassem
a suas funções originais de desinformação,
exercidas pela OGPU (1922-34). A partir de então
toda notícia do mundo comunista era baseada em
informações emanadas e/ou alteradas pelo
Departamento D (Desinformatziya) da KGB.
A data de 25 de agosto de 1961, renúncia de Jânio
Quadros, marca um momento importante. O Vice, João
Goulart, encontrava-se na China e declarou que iria
comandar o processo de “reformas sociais”
tão logo assumisse. Os Ministros Militares e
amplos setores civis se opuseram à posse de Jango
por suas notórias ligações com
a esquerda. Seu cunhado Brizola, Governador do Rio Grande
do Sul reagiu, o Comandante do Terceiro Exército,
Gen Machado Lopes, ficou do lado dele e o Brasil esteve
à beira da guerra civil. A Força Aérea
chegou a dar uns tiros no Palácio Piratini. Brizola
tomou todas as rádios de Porto Alegre e obrigou
as demais a entrarem em cadeia, a Cadeia da Legalidade!
E lá estava eu, “comandando” uma
mesa em plena rua, a uns 4ºC, com uma lista de
assinaturas para quem quisesse “pegar em armas
pela legalidade”, atuando em conjunto com membros
do extinto PCB. Com a emenda parlamentarista tudo se
acalmou, mas em janeiro de 63, num plebiscito nada confiável
o País retorna ao Presidencialismo.
Fiz parte da Juventude Trabalhista e só não
entrei para os Grupos dos 11, do Brizola, sobre os quais
hoje quase se nada se ouve, porque não tinha
idade e, portanto, não era confiável.
No início dos
anos 60 o hoje santificado Betinho, junto com o Padre
Vaz, elaborou o "Documento Base da Ação
Popular (AP)", que previa a instalação
de um governo socialista cristão no Brasil. Mas
o documento em que a AP se declarava francamente a favor
da instalação de uma ditadura ao estilo
maoísta foi mantido secreto até para os
militantes da base. Só
vim a ter contato com ele através de Duarte Pacheco
(um dos membros do Comando Nacional de AP) em agosto
de 65, quando eu já era mais "confiável".
O documento,
que era obviamente o produto de uma luta interna na
esquerda mundial, defendia
a luta em três etapas:
reivindicatória
(movimentos populares,
greves); política
(início
das guerrilhas no campo, como na China e Vietnã)
e ideológica
(a formação do Exército Popular
de Libertação). Contrariava a teoria do
foco guerrilheiro, preferida por Guevara e Debray.
O MASTER
(nome do MST da época), do Brizola,
invadia terras no RS (como a do Banhado do Colégio,
em Camaquã) e as Ligas Camponesas,
de Francisco
Julião, com apoio explícito
do Governador Arraes, no Nordeste.
A CGT, (presidida por Dante Pelacani),
a UNE (José Serra) propunham abertamente
um golpe com fechamento do Congresso. Armas
tchecas começaram a surgir. O ano de 1963 foi
uma agitação só. O movimento estudantil,
do qual posso falar, estava dividido entre a Ação
Popular (AP) e o PCB. Quem não viveu aqueles
tempos dificilmente pode imaginar o nível de
agitação que havia por aqui. O re-início
das aulas em março de 64 praticamente não
houve.
Num encontro em Pelotas, onde eu estudava Medicina,
com o último Ministro da Educação
do Jango, Sambaqui, no início de março,
ele nos revelou que tudo começaria com
o comício marcado para o dia 13, em local proibido
para manifestações públicas (em
frente ao Ministério da Guerra) já
em desafio aberto e simbólico à lei, seria
continuado pelo levante dos sargentos do Exército
e da Marinha – formando verdadeiros soviets
– e pelos Fuzileiros Navais em peso,
comandados pelo "Almirante do Povo", Aragão.
Pregava-se a subversão da hierarquia
e disciplina militares. Seguir-se-ia pelo já
programado discurso de Jango no Automóvel Clube
do Brasil. A pressão final sobre o Congresso
seria em abril e maio: se não aprovasse as "reformas
de base" seria fechado com pleno apoio popular.
Na mesma época, participei de
uma ação comandada por um agitador da
Petrobrás e da SUPRA (Superintendência
da Reforma Agrária), em Rio Grande, pela encampação
da Refinaria de Petróleo Ipiranga o qual, num
discurso na Prefeitura, declarou que a República
Socialista do Brasil estava próxima. As
ocorrências de março só confirmaram
a conspiração acima mencionada. No
comício do dia 13 Brizola pregou o fechamento
do Congresso se não aprovasse as tais “Reformas
de Base” (na lei ou na marra) – ninguém
me contou, eu ouvi no rádio. Prestes dizia que
os comunistas já estavam no Governo, só
faltava tomarem o Poder.
Não havia, pois, opção
democrática alguma. Restava decidir
se teríamos o predomínio dos comunistas
ou uma re-edição do Estado Novo ou de
uma ditadura peronista, chefiados por Jango. As
passeatas civis estavam nas ruas exigindo fim da baderna
e em apoio ao Congresso. Sugerir que se devia
esperar que Jango desse o golpe para, depois tirá-lo,
me parece uma idéia legalista infantil, pois
então teria que ser muito mais cruento.
Foi, na verdade, um contragolpe cívico-militar
preventivo.
Participação
dos EEUU
Outro mito é sobre a participação
americana no “golpe” de 64. Chamada
de “Operação Thomas Mann”
(nome do então Secretário de Estado Adjunto
para a AL) não passa de uma mentira baseada em
documentos forjados pelo Departamento D já citado,
através da espionagem Tcheca. Quem montou
a operação foi o espião Ladislav
Bittman que, em 1985 revelou tudo no seu livro The KGB
and Soviet Disinformation: An Insiders View, Pergamon-Brasseys,
Washington, DC, 1985. Segundo suas declarações
“A Operação foi projetada para criar
no público latino-americano uma prevenção
contra a política linha dura americana, incitar
demonstrações mais intensas de sentimentos
antiamericanos e rotular a CIA como notória perpetradora
de intrigas antidemocráticas”. Outra fonte
é o livro de Phyllis Parker Brazil and the Quiet
Intervention: 1964, Univ. of Texas Press, 1979, onde
fica claro que os EEUU acompanhavam a situação
de perto, faziam seus lobbies e sua política
com a costumeira agressividade, e tinham um plano B
para o caso de o País entrar em guerra civil.
Entretanto não há provas de que os Estados
Unidos instigaram, planejaram, dirigiram ou participaram
da execução do “golpe” de
64.
Embora as revelações
tenham sido tornadas públicas em 79/85, a imprensa
brasileira nada publicou a respeito não permitindo
que a opinião pública tomasse conhecimento
da mentira que durante anos a enganou. Apenas
a Revista Veja na sua edição nº 1777,
de 13/11/02, publica a matéria ”O Fator
Jango” de autoria de João Gabriel de Lima,
onde este assunto é abordado.
A luta armada e o AI 5
Finalmente, o mito de que brasileiros patriotas e democratas
se levantaram em armas contra o “endurecimento
da ditadura” através do Ato Institucional
No. 5, 12/68.
Em julho de 65, na primeira tentativa
de restabelecer a UNE, extinta pela Lei Suplicy, foi
realizado um Congresso no Centro Politécnico
em SP no qual fui eleito Vice-Presidente de Intercâmbio
Internacional. Em outubro fui preso em Fortaleza, o
que impediu minha ida ao Congresso da UIE na Mongólia,
onde seria traçada uma estratégia de recrudescimento
da violência revolucionária na AL.
De 66 – ano da Conferencia Tricontinental
de Havana e da Organización Latino Americana
de Solidariedad (OLAS) – a 68 participei,
no Sul, das intensas discussões clandestinas
sobre a luta armada conduzidas por militantes da AP
treinados em Pequim. Em janeiro de 68, 11 meses
antes da edição do AI 5, a luta foi implementada
por todas as organizações revolucionárias,
menos o PCB.
A AP “rachou”, eu fiquei do lado
contrário à maluquice da luta armada e
saí, não sem sofrer, posteriormente, sérias
ameaças de meus “companheiros”. Logo
depois, mudou o nome para Ação Popular
Marxista-Leninista do Brasil, o que já estava
previsto no citado documento secreto. Como vários
autores mais credenciados já têm se manifestado
sobre isto, não vejo necessidade de mais para
deixar claro que o AI 5 não passou de
uma reação ao incremento das atividades
revolucionárias desenvolvidas por aquelas organizações.
Embora as revelações tenham sido tornadas
públicas em 79/85, a imprensa brasileira nada
publicou a respeito não permitindo que a opinião
pública tomasse conhecimento da mentira que durante
anos a enganou. Apenas a Revista Veja na sua
edição nº 1777, de 13/11/02, publica
a matéria ”O Fator Jango” de autoria
de João Gabriel de Lima, onde este assunto é
abordado...
Embora essas
revelações venham se sucedendo e que se
tenha procurado torná-las públicas pela
Internet, livros e outras formas de comunicação,
o que se verifica é que os grandes conglomerados
continuam impedindo sua divulgação para
a opinião pública, em uma contínua
campanha de desinformação da população,
com o único propósito de desmoralizar
as Forças Armadas, que se constituem hoje no
País, o único empecilho no seu intento
de comunizar o Brasil.
ACORDA
BRASIL...
QUE DEUS NOS ABENÇOE E PROTEJA...
E NOS PERDOE POR TE TRAIRMOS...
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| Liderados
pelo ditador assassino cubano Fidel Castro, seus
comparsas, o sociopata boliviano Hugo Chávez
e seu discípulo brasileiro Lula, junto
com o líder dos plantadores de coca, matéria-prima
da cocaína Evo Morales, tramam implantar
o comunismo na América do Sul e barrar
a ofensiva do neoliberalismo.
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Triângulo
do mal firmando pacto para levar a América
Latina à desgraça e ao atraso,
com a implantação do socialismo
que deu errado em todos os países
do mundo.
À esquerda da foto, Evo Morales,
líder dos plantadores de coca, matéria-prima
da cocaína. Ao centro, o recém-reeleito
presidente da Bolívia, o sociopata
Hugo Chávez, à direita, o
megalomaníaco brasileiro, Lula.
Fotos:
R. Stuckert |
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Lula
confraterniza com seus companheiros invasores
de terra do Movimento dos Sem Terra.
É o apoio ostensivo à baderna
e ao vandalismo contra pessoas e propriedades.
É o incentivo à
luta contra a classe econômica e produtiva
que corre o risco do investimento e arca com
os prejuízos.
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A eleição de Lula representa
mais um compromisso do PT com os movimentos de
Evo Morales e Hugo Chávez que, junto com
o ditador cubano Fidel Castro, querem implantar
a qualquer custo o comunismo na América
Latina.
Embora aliados desse objetivo, não se respeitam
mutuamente. A prova disso é a atitude belicosa
de Evo Morales invadindo as propriedades brasileiras
da Petrobrás na Bolívia.
Por outro lado, o presidente venezuelano recém-reeleito,
Hugo Chávez, compra aviões brasileiros
Tucano e arma-se comprando armamento pesado. São
os dólares do petróleo e da cocaína
ajudando a subverter a ordem na América
do Sul. Parece ser uma ação orquestrada
onde o controle do tráfego aéreo
é peça importante.
É de domínio público que
o Brasil é rota para o tráfico de
drogas. Até que ponto o povo brasileiro
vai ter de agüentar essa ação
contra o Brasil, da qual o recém-reeleito
Lula faz parte? Onde fica o juramento dos militares,
que estão fazendo ouvidos de mercador?
As simples palavras de denúncia da imprensa
verde-amarela, não ligada à banda
podre dos grandes meios, não pode, sozinha,
lutar contra os inimigos da pátria, que
tentam minar a família militar com denúncias,
como no caso do coronel Brilhante Ustra e já
o fez no passado tentando desmoralizar o general
Newton Cruz..
O espírito de corpo das forças armadas
foi quebrado com a equiparação dos
oficiais generais aos ministros, e o aumento foi
repassado de forma escalonada, contemplando em
proporções diferentes os círculos
de oficiais e praças, diferentemente da
forma usual.
Outro erro foi a separação dos funcionários
civis e militares, de forma a achatar o salário
dos civis e militares e tirar dos militares o
“poder de fogo” que os civis representavam
com greves e reivindicações públicas.
O terceiro erro está para ser cometido:
será a separação da ativa
e da reserva, aumentando a ativa e a reserva com
valores diferenciados, achatando os vencimentos
da reserva.
Realmente, a mão direita não sabe
que a esquerda faz. Quando falta um cérebro
pensante e um comando digno e respeitado, uma
administração por objetivos, que
garanta a segurança nacional contra essa
corja de ladrões e corruptos que se locupletam
com a “res publica”, transformando-a
em “res furtiva”.
É preciso que o princípio da hierarquia
e da autoridade volte a ser respeitado e a subserviência
afastada, afastando os que usam o babador no lugar
da gravata. O Brasil é um país grande
demais para um governo tão medíocre.
Depois da revolução de 1964, esquecida
por muitos, a capacidade de gerar energia foi
abandonada, mesmo porque essa esquerda ignorante
achava que as obras das hidroelétricas
eram faraônicas.
O lesa-pátria José Sarney, comandante
da quadrilha do Maranhão, igualmente denunciou
o programa nuclear brasileiro e foi responsável
pelo desemprego de mão-de- obra qualificada
de mestres e doutores na área nuclear,
altamente qualificados estão hoje trabalhando
em outros países. Além de sermos
campo de treinamento de cientistas a custo zero
para os outros perdemos também a capacidade
de reação imediata no campo da energia
nuclear, alternativa para a energia elétrica.
O crescimento econômico e a distribuição
de renda prometidos pelo candidato eleito não
poderão acontecer como já não
está acontecendo neste ano. O próprio
governo já admitiu que exagerou nos índices.
Os escândalos financeiros que deveriam abalar
o país, que parece anestesiado, o Congresso
Nacional e a credibilidade dos representantes
do povo está acabando em pizza,. Os canalhas
estão de volta e muitos desses canalhas
permanecem inocentados por manipulações
dos partidos governistas. É o exemplo maior
de impunidade que o governo pode dar a seu povo
e às demais nações do mundo.
Já é hora de as forças dignas
desta Nação pensarem nas ações
necessárias para impedir a destruição
do Brasil.
Flavio Ramos
Editor
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Cotas
especiais para negros
Se
essa ação fosse para beneficiar deficientes
físicos ou populações indígenas
que vivem em condições precárias,
tudo bem. Seria uma forma de inclusão social.
Cotas para negros serão uma forma de discriminação
contra os demais e trarão grave discriminação
na hora de enfrentarem o mercado de trabalho.
O empresário, tendo a opção de
escolher, vai escolher os que tiveram formação
de base mais sólida e entraram na universidade
pelo vestibular normal, sem cotas.
O governo, por sua vez, possivelmente, baixará
uma norma obrigando-os a contratar o percentual de
negros, como já faz na lei de dois terços,
que reserva empregos para brasileiros. Para fraudar
essa lei, os estrangeiros se naturalizam.
Na hipótese de haver uma lei de proteção
dos negros formados em curso superior, aí sim,
haverá forte discriminação porque
os patrões estarão sendo forçados
a tomar uma decisão contrária à
sua vontade. E, afinal de contas, quem manda na empresa
não é o governo que já a penaliza
com impostos, juros e encargos sociais escorchantes,
o que aumenta o desemprego e a informalidade.
Hoje, mesmo os bacharéis formados em universidades
do Sul/Sudeste têm nível de informação
e aptidão superior aos formados no Norte e
Nordeste. Não se trata de preconceito, mas
já que a lei obriga salários iguais
em funções iguais, o empresariado dá
preferência aos melhor preparados.
Negros não são minoria
Os negros não são minoria racial no
Brasil. É mentira. Segundo dados oficiais da
ONU, o Brasil tem a segunda maior população
negra do mundo. Apenas a Nigéria tem população
maior.
O
que deveria acontecer, seria o Estado oferecer um
ensino fundamental gratuito de qualidade para todos,
independentemente da etnia, como já houve no
passado, de maneira a permitir que o alunado pudesse
disputar o vestibular com iguais oportunidades, sem
discriminação.
Criar cotas especiais para negros é uma ação
discriminativa, demagógica e desigual, já
que o que se pretende avaliar é conhecimento.
Se persistirem essas cotas a discriminação
será enorme. Quem viver, verá.
Provas
para deficientes são iguais às dos demais
candidatos não portadores de deficiência.
As provas para deficientes físicos são
iguais às dos demais candidatos, sendo diferentes
na forma de linguagem Braile para cegos e Libras (Linguagem
Brasileira de Sinais) para surdos.
A cor da pele não é deficiência
física. Delegacia para negros já é
uma aberração, como também a
da mulher. São ambas fruto da politicagem e
da demagogia e são desrespeito à igualdade
individual.
Estado não cumpre o seu papel e o presidente
se elegeu com o voto do analfabeto e sem a maioria
dos eleitores.
É preciso que o Estado tenha vontade política
de dar educação de qualidade. As últimas
eleições são a prova da péssima
educação da maioria. Houve uma grande
rejeição, o número de cidadãos
que deixou de votar, foi maior do que o que elegeu
o presidente.
Os estados de maior número de analfabetos e
que venderam seus votos, foram decisivos na eleição,
o que é uma aberração política
porque foi o voto dos que não contribuem com
imposto de renda e, conseqüentemente, não
têm compromisso com o dinheiro público
que elegeu o presidente por identidade.
Os estados do Sul/Sudeste estão vendo o êxodo
de volta ao Norte e Nordeste para apanhar as vantagens
que foram oferecidas aos residentes naqueles estados.
É a lei de Gerson. Querem levar vantagem em
tudo.
A grande mentira da eleição seria o
crescimento do Brasil a 5% ao ano. Desta maneira,
não vai acontecer. Neste ano de 2006 já
não vai. Além do mais, a taxa de crescimento
do Brasil é inferior à maioria dos países
do terceiro mundo.
Os que efetivamente contribuem para a riqueza nacional
e têm seu capital em risco, são os que
de fato pagam o custo dessa aberração.
Flavio P. Ramos
Editor
Esta
matéria foi escrita no dia 30.11.2006
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Editorial
Ampla, geral e irrestrita.
Anistia?
Atendendo a
essa reivindicação dos que haviam direta
ou indiretamente participado de movimentos contra o
Brasil, ou, melhor dizendo-se a favor
de um Brasil comunista alinhado com Cuba e a
hoje extinta União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas, o presidente da República,
general de exército reformado João Baptista
de Oliveira Figueiredo, assinou a LEI DA ANISTIA.
Tancredo Neves nunca foi presidente, nunca foi empossado
no cargo. O procedimento correto era convocar eleições
e até a conclusão do processo eleitoral,
a lei prevê perfeitamente a sucessão na
presidência. Por obra satânica do deputado
Ulysses Guimarães, foi empossado o Sr. José
Sarney, um desastre como presidente e como homem, que
denunciou o programa nuclear brasileiro, levando centenas
de cientistas ao desemprego e a um subemprego no exterior.
A nação brasileira pagou o treinamento
no exterior desses mestres e doutores que foram trabalhar
no exterior, treinados, sem custo nenhum para seus empregadores.
O Brasil sofreu um atraso de vinte anos.
O presidente João Figueiredo, temendo retrocesso,
concordou em permitir que José Sarney, um maranhense,
assumisse o cargo de presidente da República.
Um erro lastimável.
Os eleitores de hoje não viveram essa época
e os interessados mostram apenas os pontos negativos.
Estamos vivendo uma crise energética. Não
foram construídas, depois dos governos da revolução,
novas fontes geradoras (porque a esquerda incompetente
afirmava que as represas eram obras faraônicas
e desnecessárias). Vinte anos depois, nada mudou.
Comportamento da imprensa é o
de informar, não o de tomar partido.
A imprensa, na época, como hoje, infiltrada de
profissionais da esquerda radical, fazia pressão
para que a reivindicação fosse um movimento
de massa. Não foi.
A Anistia interessava somente aos que tiveram seus interesses
contrariados, aos que pegaram em armas contra a maioria
cujo clamor publicou deu um basta à baderna estabelecida
e o fez em marcha pública, demonstração
inequívoca de seu sentimento contra a baderna
então instalada.
Revolução
contra os que destruíam o Brasil
Graças à anistia, não
absorveram a lição e estão de volta.
Na época alegavam que eram e inocentes, vítimas
de perseguição política hoje gabam-se
do seu passado subversivo e requerem vultosas indenizações
em juízo.
Há de ser feita uma diferença entre os
que tinham ideologia contrária ao governo da
Revolução, apoiada pelo povo e os que
guerrearam nas sombras em atos terroristas sem a preocupação
de ferir a população civil e desarmada.
Seqüestros de diplomatas e assaltos a bancos sob
pretexto de dar visibilidade ao movimento subversivo
e amealhar fundos para compra de armas munições
e treinamento de terroristas no Brasil e no exterior.
Os que tentaram subverter a ordem, levando o país
de volta à baderna, ao desabastecimento e à
insegurança, que o levaram à revolução,
que surgiu sob o clamor civil de “basta à
desordem”, sabiam muito bem as conseqüências
de seus atos contra a Pátria. Sabiam os riscos
inerentes aos seus atos terroristas com danos à
vida e ao patrimônio público e privado.
Anistia
Em gesto de generosidade, o Presidente Figueiredo decretou
a Anistia, Ampla, Geral e Irrestrita, não um
perdão presidencial que permitiria atender a
uns e não a todos como, em minha opinião
pessoal, deveria ser.
Os “Santinhos” inocentes voltaram; e da
mesma maneira, com atos subversivos como os praticados
nas invasões a propriedades particulares, mentiras
sistemáticas, suborno, chantagem. Contam com
o apoio da banda podre da polícia, dos artistas
deslumbrados e da imprensa, a quem interessava atiçar
os ânimos e não acalmá-los, cresceram
e justamente entre as populações mais
desinformadas, de renda mais baixa e com famílias
mais numerosas (esse é o perfil típico
dessa gente, sujeita a levar vantagem em tudo).
É claro que, sabidamente, as populações
nortistas e nordestinas, sempre manipuladas pelos políticos
locais, são as que se enquadram nesse perfil
e não é de agora essa gente se vende por
pouco, por necessidade? A culpa é atribuída
aos estados produtivos e industrializados, justamente
os que pagam a conta do subdesenvolvimento, deixando
de investir em seus próprios estados, para terem
seus lucros desviados pelo governo para as “regiões
carentes”. Eternamente carentes, sempre rendem
votos.
As estatísticas
não mentem e apontam as direções
Tenho grandes amigos nortistas e nordestinos, são
cultos e são a exceção à
regra.
Pouquíssimas são as exceções.
Tive ocasião de levantar em pesquisa de campo
os comportamentos dessas populações e
tive um resultado surpreendente: o fator renda e o fator
escolaridade não alteram o comportamento e a
maneira de pensar do nordestino. Parece ser um fator
oriundo de imprints genéticos. Discriminação?
Não, estatística. Na verdade, o nordestino
não é um forte, mas um fraco.
Risco Militar
Comprometer o espírito de corpo e sucatar equipamentos
militares.
Submeter os comandos gerais a um ministro da defesa
(sem qualquer qualificação para o cargo
é um mero fantoche).
Desarmar a população civil para evitar
reações espontâneas contra os desmandos
do crime organizado dentro e fora do governo.
Corremos grande risco, já que o grosso dos subalternos
das forças armadas é composto de nortistas
e nordestinos.
Tudo começou
com a separação entre os funcionários
públicos civis e militares; depois veio o novo
critério de remuneração dos militares,
aumento escalonado privilegiando oficiais generais e
separando os demais em proporções escalonadas.
Essa ação quebrou o espírito de
corpo; aumentou a diferença entre praças
e oficiais superiores.
Agora, submeter todos à aposentadoria pelo INSS.
Grande concentração de pessoal oriundo
de estados do norte e nordeste criando um grupo social
homogêneo quanto à origem e aos comportamentos
e hábitos.
Novamente a matemática aponta a direção.
É uma vulnerabilidade que vai custar caro a qualquer
momento. Dou como exemplo os locais onde estão
as escolas de aprendiz de marinheiro. É duro
ter que admitir, mas é um Brasil que atrasa o
outro Brasil. Já houve época em que os
estados do Sudeste e Sul queriam a separação
do restante. Seria um primeiro mundo, a persistência
de elevar os estados menos favorecidos é como
a doença que não leva o corpo à
saúde, mas ao suicídio.
Contaminação social
As migrações para as grandes capitais,
como São Paulo e Rio de Janeiro, contaminaram
as comunidades de baixa renda locais.
Sua habitual falta de ética e complexo de inferioridade,
que os faz pensar que os estados produtivos são
responsáveis pela miséria deles, o que
é martelado pela esquerda inescrupulosa e sem
ética, que tem nesses eleitores o forte dos seus
votos. “Sou um pobre retirante nordestino, como
vocês, sem curso superior, que veio tentar ganhar
a vida honestamente em São Paulo”.
Políticos como Ulysses Guimarães, conhecedores
dessa matemática política, aprovaram o
voto dos analfabetos, que hoje votam em bloco e por
identidade e similaridade aos seus assemelhados. Essa
foi a contribuição do “Nobre Deputado”.
E tem sido também a fórmula adotada pela
quadrilha de grileiros maranhenses.
A falta de instrução
só interessa aos manipuladores
Não interessa aos manipuladores que os nortistas
e nordestinos sejam instruídos. Caso isso fosse
verdade, as verbas a fundo perdido, repassadas à
SUDAN e à SUDENE, teriam sido usadas adequadamente
em educação e obras.
Os estados do Norte e do Nordeste e os que surgiram
depois e têm população de maioria
nortista e nordestina são maioria na federação.
Cada um desses estados elege três senadores, o
que lhes garante maioria no Senado Federal. Na Câmara
dos Deputados, o peso da votação em bloco
dos deputados de origem nortista e nordestina, incluindo
os que são eleitos por migrantes em outros estados,
representam a DITADURA contra os estados produtivos
e que contribuem com a renda que os nortistas e nordestinos
gastam. É o caso de o sócio que não
entra com capital e nem o conhecimento (know how) dirigir
a empresa. (a novela da Globo, Cobras e Lagartos, é
um bom exemplo disso: a realidade transformada em ficção).
Volta dos que
não têm pátria.
Começaram mudando nomes de partidos.
Para que o povão não tenha mais certeza
de quem é esquerda e quem não é,
exceto os militantes, que sabem muito bem.
Agora começam os processos contra supostos torturadores.
Se o Brasil fosse sério, os juízes fossem
sérios e se o povo fosse sério, saberiam
que não cabem processos que questionem comportamentos
das partes envolvidas em questões anteriores
à lei da Anistia.
O objetivo é desestabilizar, é de enganar
os que não eram nascidos e não passaram
pelo terror das filas para compra de alimentos, pelo
medo dos tiroteios em via pública e assaltos
aos bancos quando pessoas morriam sem saber por quê.
Passaram “férias no exterior”. Não
temos notícia de ninguém que tenha ficado
desamparado. Falaram mal do Brasil e voltaram, graças
à generosidade de um militar, o General Figueiredo
que não assinou um perdão, mas uma ANISTIA.
A vingança e a covardia:
Até hoje, artistas, professores, jornalistas,
médicos, empresários são hoje vitimas
da perseguição desta escória que
voltou para poluir a política com sua incompetência
e a sociedade com as suas mentiras e falta de caráter.
O quadro é grave, estamos nas mãos de
uma quadrilha que só sairá do poder quando
o país estiver nas mãos de estrangeiros
e completamente arruinado, suas instituições
falidas e sem credibilidade. Afinal, essa corja nunca
teve o menor amor ou pudor. Os que não somaram
com eles são os otários que estudaram
e concluiriam curso superior, “as elites”
e os que possuem bens de raiz, os ricos.
Já perdemos a Amazônia, privatizada por
Lula e, como ele próprio alegou, com o apoio
de todos os partidos.
Vamos perder os controladores de vôo militares,
e aí é que “as drogas vão
rolar” como interessa aos que apóiam essa
ação que desmoraliza a Aeronáutica
e seus chefes omissos.
Nossa única esperança é Lula, presidente,
grão-mestre da Ordem do Cruzeiro do Sul, comandante
supremo das Forças Armadas, amigo do líder
dos plantadores de coca e de outros “mui amigos”
do Brasil.
Lula é o presidente de “todos os brasileiros”,
menos um, MEU NÃO!
Flavio P. Ramos
Editor
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Editorial
Mentiras
aparecem após eleições
Gás
não será aumentado!
O
“presidente Pinochio” e megalomaníaco
disse claramente durante um surto pré-eleitoral
que qualquer que fosse
a negociação da Petrobrás com a
Bolívia o gás não iria aumentar
para o consumidor. Nós, em editorial neste
portal, dissemos que era mentira, que o aumento aconteceria
e seria repassado ao consumidor e as indústrias
seriam as maiores prejudicadas.
Lula, na época em que
D. Evo Morales o visitou, logo após as eleições
na Bolívia, mandou que seu parceiro de trapaças,
Evo Morales, o líder cocalero (leia-se eleito
pelos plantadores de coca, matéria-prima da cocaína)
mui amigo de D. Lula, voltasse para a terra do pó
na aeronave presidencial do Brasil.
Se fosse no jegue pessoal de
Lula tudo bem, mas na aeronave presidencial é
outra história . Mas é assim que Lula
é tudo pelo social com o dinheiro Público,
é claro. Logo veio o troco que demonstra o belo
caráter dos “presidentes”.
D.Evo
Morales rompe com a maior naturalidade os contratos
com a Petrobrás, ocupa militarmente as instalações
brasileiras. Claro ato de provocação.
D.
Lula, covarde,
omisso e preocupado em manter sua posição
de humilde “retirante”. O pobre retirante
do dinheiro Público, que a quadrilha de ministros
por ele nomeados e deputados do PT seus companheiros
e fiéis seguidores recolheram de origens ocultadas,
preocupado na eleição só pensava
em contabilizar os votos dos nortistas e nordestinos
que comprou com bolsas e pseudo-assistencialismo, mais
uma vez com dinheiro público.
Eleito pelos seus colegas solípedes
e um grupo de cegos e de aproveitadores que foram cuidadosamente
plantados em cargos e funções públicas
sem concurso (como seria de se esperar do “honesto
governo do PT, último reduto da ética
e da moralidade”). Lula fala grosso: “Deixem-me
trabalhar, aprendi durante meu primeiro mandato.”
Agora, o presidente admite,
haverá aumento do gás e, pasmem, diminuição
da conta de luz, mas
não para todos, é claro.
É bom que esses de barba
longa e inteligência curta saibam que a indústria
fez o dever de casa e converteu suas fábricas
para gás natural, deram se mal, acreditaram.
Agora, custos mais altos prejuízos em contratos
já assinados e que terão de ser mantidos,
possível desaquecimento nas vendas e, logicamente,
cortes de pessoal.
As indústrias de toda
a região sudeste centro oeste correm sério
risco de falta de gás ou boicote boliviano como
forma de pressão.
O Acre ameaça de invasão, alguém
duvida?
Mais
mentiras
O movimento dos controladores de vôo para que
civis assumam as funções vem bem a calhar
já que é pelo espaço aéreo
brasileiro que a cocaína boliviana de D Evo Morales
e a de seus colegas colombianos chega, ou estou caluniando
alguém ? Não
seria para evitar esse contrabando de drogas que foi
promulgada a lei do abate? Ou será que
é outra farsa?
Os controladores de vôo
são militares da Aeronáutica e apesar
das dificuldades e do serviço especializado cansativo,
sempre mostraram eficiência e capacidade igual
e até superior à dos seus equivalentes
ao redor do planeta.
Aos briosos controladores de
vôo brasileiros o aplauso e os agradecimentos
e a confiança de todos os que voam pelos céus
do Brasil em perfeita segurança e que não
se deixam iludir por mais esse engodo para acabar com
esses postos de importância para SEGURANÇA
NACIONAL.
Mas
D. Evo Morales e D. Lula estão bem.
Qualquer dia desses D. Evo Morales volta a visitar seu
colega Lula para “dividir o pão”
e, como de costume, D. Lula o transportará de
volta a seu esconderijo na Bolívia, no AeroLula,
tudo por conta do dinheiro público.como já
o fez no passado antes do bote da “serpente cocalera.”
É Lula de novo nos braços
do povo, o Brasil que se dane!
Afinal, somos
um país rico, a oitava economia do mundo isso
quando a nossa bandeira era verde e amarela na época
em que só os criminosos e os que eram contra
a pátria teimam em esquecer. E agora, que lugar
ocupamos?
O
povo está desarmado, o crime, muito bem armado.
Os políticos desonestos, de volta.
Manifestos sem ação são blefe que
só aumenta a identidade com o poder do mal. E
as Forças Armadas, até quando vão
permitir essa impunidade?
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Mentiras
de Lula aparecem
após eleições
Bolívia comunica que controla as refinarias
da Petrobrás e que irá encampá-las,
sem pagar ao Brasil qualquer indenização.
Política do bom “companheiro” de
Lula com o líder dos plantadores da matéria-prima
da cocaína, o Sr. Evo Morales, outro desvairado
que não dá a menor atenção
aos acordos firmados com a Petrobrás, ameaça
investimento.
Política
covarde e incompetente:
Política covarde e incompetente de Lula mostra
mais uma mentira dita antes das eleições
que ganhou na “mão grande”, mentindo
e comprando votos dos vendidos nortistas e nordestinos
e das populações ignorantes que com ele
se identificam.
Mentiras Aparecem:
Lula afirmou que:
Os acordos seriam respeitados, NÃO FORAM.
O consumidor não pagaria aumentos, MENTIRA. Só
de impostos pagará 82% (oitenta e dois por cento).
O preço do gás será aumentado.
LULA DISSE QUE NÃO.
O investimento na Bolívia corre risco de perdas
totais. LULA PREFERIU NADA FAZER, aliás, como
de costume a omissão é sua atitude normal.
O investimento no gasoduto pode ser perdido, caso a
PETROBRÁS perca a refinaria e não seja
economicamente viável a importação.
Bolívia depende da exportação desse
gás para pagar suas contas internas. A atitude
de Evo Morales é um blefe. A de Lula, mais um
ato de lesa-pátria.
Collor foi tirado da Presidência da República
sob falsas alegações, passou pelo
julgamento do Supremo e nada foi provado contra ele.
Na verdade, foi vítima de uma grande articulação
do PT e seus aliados, apoiados pela Rede Globo, aproveitando
o mal-estar do confisco da poupança, uma decisão
que não foi só de Collor e de Zélia,
mas foi decisão de Estado.
Hoje, após corrupção de ministros,
arbitrariedades, como quebra de sigilo bancário,
roubo de dinheiro público, suborno e compra de
votos, repasse de dinheiro a entidades não-governamentais,
de baderneiros como os que invadiram o Congresso e tantos
outros crimes que o presidente eleito diz desconhecer,
NADA É FEITO. Nem a Justiça, nem as Forças
Armadas, nem o Congresso, onde as fraudes acontecem,
nem o povo, cuja maioria o Sr. Lula peitou com dinheiro
público tomam providências.
Até o Acre, visinho da Bolívia e sob ameaça
de invasão, elegeu Lula. É nisso que dá
a total falta de escrúpulos e ética deixadas
impunes, a fuga da realidade, na visão do mito
perfeito e intocável, “protetor dos pobres”.
A banda podre da Imprensa
Os meios de comunicação, rádio
e televisão são concessões e, por
isso, sujeitos a pressões. As TVs e emissoras
de rádio evangélicas fecharam questão
com o PT e Lula. À beira da falência, as
outras TVs cooptaram.
Os poucos jornalistas independentes como Boris Casoy,
são amordaçados e perdem suas tribunas.
É o autoritarismo usando seus tentáculos
e desrespeitando a liberdade de imprensa.
Privatização das florestas brasileiras
– Lei Lei 11284, de 02.03.06, publicada no Diário
oficial da União em 03 de março de 2006.
A privatização da Amazônia um crime
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