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Página de Conrado Pereira
 
Conrado Pereira Ribeiro da Silva, formado em jornalismo pela Faculdade Nacional de Filosofia da antiga Universidade do Brasil. Começou sua carreira em 1960, na Agência UPI. Terminou sua carreira como diretor da Associação Brasileira de Imprensa-ABI e editor de Política e Economia do portal www.mensageiro.com.br.
Maçom, filiado ao Grande Oriente do Brasil
, alcançou o grau máximo do filosofismo, o grau 33. "É um arquiteto que constrói no terreno do espírito" (FPR).
Deixa o plano material aos 72 anos de idade para viver em seu corpo glorioso no Oriente Eterno.
É uma referência no jornalismo brasileiro. 19.02.1934 - 04.05.2006

Foto de André Rodrigues
 
 
 
 

 

Braveza e ódio dos vencidos

Ernesto Caruso, 17/08/2008

Perderam no combate armado e mudaram o modo de vida, mas não se conformam com a benfazeja derrota, depois lucrativa ($). Desfrutam as benesses de um país não comunista oposto do modelo cubano como intentaram plantar, do atraso e fuzilamento dos adversários ainda que verbais, quanto mais armados.

Querem ganhar no grito diante da câmera, luz, ação.

O que se viu no debate havido na TV Câmara foi uma emboscada para que os holofotes criassem um espetáculo televisivo com a “vitória” comunista no tapetão. Babam de ódio e o fel percorre as suas entranhas enquanto ditam palavras de ordem contra alguém que precisa expiar os seus pecados, como representante simbólico do Movimento Democrático de 31 de Março de 1964, que atendeu ao clamor da nação brasileira, e os jornais e revistas o provam.

Previsível o que iria acontecer.

De um lado o advogado Antônio Ribas Paiva e do outro — vejam o time — deputado Ivan Valente, do PSOL, deputado Daniel Almeida, do PCdoB, Sra Elizabeth Silveira, do Grupo tortura nunca mais e o professor José Geraldo de Souza Junior, diretor da Faculdade de Direito da UNB.

Um tanto diferente do que anunciaram para o programa Expressão Nacional, com a presença do deputado Ivan Valente (PSOL), Paulo Abrão Pires Júnior, presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça (Por que não foi?), Antônio Ribas Paiva, advogado da área cível e penal, palestrante no evento do Clube Militar do Rio de Janeiro e contra a revisão da Lei de Anistia (como anunciado) e Elizabeth Silveira, vice-presidente do Grupo tortura nunca mais. Já seriam três contra um, mas no debate foram quatro contra um. Como classificar um programa com nítido desequilíbrio explícito dos contendores? O mesmo que um jogo de futebol com 2,75 (três sendo um mancando) jogadores contra 11.

A apresentadora transmitia a pergunta dos expectadores a um dos entrevistados. As repostas do advogado Ribas normalmente eram atravessadas por comentários dos outros, me fazendo lembrar da ocorrência na porta do Clube Militar no seminário sobre a anistia, quando uma senhora pretendeu externar o seu pensamento, sendo acintosamente reprimida pelos manifestantes da UNE, que saindo de onde estavam, formaram um arco e aos gritos abafavam o que aquela senhora tentava dizer. A PM afastou a senhora, protegendo-a.

O deputado Ivan e a Sra. Elizabeth eram os mais exaltados.

A todo o momento repetiam que as ações terroristas, seqüestros, etc são reconhecidos e aceitos como forma de reação a um poder opressor e que a tortura é um crime contra a humanidade. Claro, quando praticada pelos outros. Terrorismo e tortura estão no mesmo nível, como preceito constitucional vigente, Art. 5º, XLIII, “a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, ..., o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, ...;” A CF/88, no mesmo Art. 5º, XXXIX, dispõe que “- não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;” A Lei da Anistia nº 6.683, data de 28Ago79, a Lei nº 9.455, que define o crime de tortura é de 7Abr97, bem como a Lei nº 8.072/90, preconiza no Art 2º: “Os crimes hediondos, a prática da tortura, ... e o terrorismo são insuscetíveis de: I - anistia, graça e indulto;”

Se a lei da anistia não beneficia os agentes do Estado acusados de tortura, não pode ser tão ampla que abranja os terroristas, pois terroristas e torturadores cometeram tais crimes antes que a lei os considerasse insuscetíveis de anistia, graça e indulto.
Vejam uma amostra do pensamento de Ivan Valente, do PSOL, que assina com mais dois deles: “Uma revolução que sobrevive há cinqüenta anos......Castro foi produto e líder maior ao lado de Che Guevara desta revolução que sustentou em meio a uma América Latina...” (21/02/2008). Belo exemplo de democracia, 50 anos no poder.

Ou como diz o PSOL: “Apesar de a Rússia ter acabado restaurando o capitalismo, nos ensinou que só com uma revolução é possível derrocar as classes dominantes; que o socialismo só pode ser conquistado por meio da ação revolucionária das massas e com os trabalhadores e o povo tomando o poder.” (A Atualidade do Socialismo e as Tarefas dos Revolucionários, março/2008, Movimento Esquerda Socialista/PSOL.)

Quer mais, leia: “É preciso desmantelar toda esta estrutura se queremos o mínimo de segurança. É fundamental a democratização das forças policiais e em particular do Exército, com o direito a livre organização política das tropas, com direito das tropas elegerem seus próprios comandantes;”

Ora, a luta armada não só era uma pregação, como foi empreendida para impor o regime comunista, como é; escrevem e assinam.

O deputado Ivan não deixou de se regozijar ao comentar que o Cel Ustra já estava sendo julgado em São Paulo e que dois desembargadores já tinham votado, um contra e um a favor e o terceiro havia pedido vista.

Um processo espúrio, descabido, inaceitável e que deverá ser repudiado por ser parcial. Enquanto os criminosos são perdoados e premiados os militares vão a julgamento, contrariando a Lei da Anistia. Lei, cujos anistiados, regiamente indenizados, se avocam como de pleno direito, negando-a aos agentes que cumpriam com a sua responsabilidade em defesa da democracia.

O partido do deputado Almeida convocado para respaldar a condenação dos agentes, PCdoB, era como os partidos comunistas e é, quando assume: “32. A CONSTRUÇÃO do socialismo, visando a meta do comunismo, é processo complexo que engloba várias fases. Possivelmente, no Brasil, a transição do capitalismo ao comunismo, que compreende todo um período histórico, terá três fases fundamentais: a da transição preliminar do capitalismo ao socialismo; a da socialização plena; e a da construção integral do socialismo e passagem gradual ao comunismo. São fases interligadas e sem limites rígidos, de duração relativamente larga, que comportam também etapas intermediárias. A primeira fase é indispensável para alcançar premissas econômicas que favoreçam a implantação integral do socialismo, tendo presente que o Brasil é ainda pouco desenvolvido.”

Vai fundo: “33. A FASE da transição preliminar do capitalismo ao socialismo realizará gradativamente as transformações indispensáveis. Nesta primeira fase não haverá confiscação geral, socialização total, expropriação generalizada. As medidas radicais, ligadas às exigências iniciais da construção socialista, terão cunho parcial.”

Constata-se que os argumentos da luta contra a opressão são frágeis e inverídicos.
E o programa foi desonesto na concepção com premeditado desequilíbrio.

Se houvesse boa intenção dos organizadores, o mesmo número de debatedores em programas distintos, responderia as perguntas dos espectadores, já que a premissa deve ser de esclarecer posicionamentos.


 
 

Abscesso moral

*Ernesto Caruso, 10/02/2008

Na trilha das comparações recentes do presidente Lula, do tumor que não é tumor, mas uma simples alteração que com qualquer “remedinho” cura, a inflamação é mais profunda, o pus se espalha, deteriora o tecido do corpo inerte a servir de pasto aos vermes, cujo é odor é aroma no banquete da massa disforme.

O Brasil não pode ser transformado nesse ágape de urubus.

Uns após outros se sucedem com intensa pluralidade de escândalos, no mais elevado grau superlativo, que não se sabe se é para criar um condicionamento ou imperícia no trato com as relações humanas, autoconfiança, desprezo pelo que os outros pensem a respeito, desafio, esporte radical, ou naquela do que manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Assim, foi a infeliz apresentação das justificativas à Nação do uso do cartão corporativo, pelos ministros do governo, dentre os quais se encontrava o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix.

Não se põem em dúvida a atribuição do órgão quanto à segurança do Chefe e dos familiares, por preceito legal, mas daí uma manifestação de quanto maior a transparência, menor a segurança, para encobrir os desmandos e descaminhos já demonstrados, há um turbilhão de reações contrárias colocando em posição incômoda, pelo menos no olhar da sociedade e em especial dos colegas de farda, o militar. E militar antes de tudo cultua o pundonor, uma constante preocupação do que possam pensar e aludir a si, por uma conduta reprovável.

Não interessa os que estavam ao seu lado, da Casa Civil e da Comunicação Social, pois sobejamente são conhecidos colegas do passado da luta armada e seqüestros abrigados no atual governo Lula. Lá não se encontrava o Ministro de Estado do Controle e da Transparência.

O ter que conviver com eles na administração é uma conseqüência do cargo, que talvez nem obrigue a ser um militar, como ministro, ainda que para prestar assessoramento pessoal ao Presidente da República em assuntos militares e de segurança. O da Defesa não é. Um Comandante do Exército, por exemplo, tem que ser um oficial general do Exército, seja A, B ou C.

Não se pode alegar cumprir ordem superior para tudo, ainda mais em um cargo político, cujo pedido de demissão está tão próximo como o ato de ser demitido pela autoridade nomeante.

É inaceitável a emoção superando a obrigação funcional da razão, a puerícia sobrepujando a maturidade, a experiência e a proteção paterna acobertando a ação do filho que por ser estudante não devia ser preso só porque, juntamente com outros colegas, espancou uma senhora que estava no ponto de ônibus no alvorecer de um dia, com marcas no rosto, corpo, pelos sopapos e socos de homens embrutecidos e na alma, mais ainda.

*Coronel reformado do EB.

 
     
 

Editorial

“Eu estou de olho”

De péssimo gosto, esses vídeos veiculados pela Justiça Eleitoral do governo
do pior presidente de todos os tempos.
Dá para desconfiar da seriedade dos propósitos.
De que adianta estar “de olho” para ver 17 000 cartões corporativos
na mão de apadrinhados, que gastam o dinheiro suado do povo brasileiro,
que nada pode fazer?

Num país sério há muito que um presidente do naipe desse senhor já estaria preso.

O crime oficial e organizado em todos os escalões está espoliando o país. As denúncias dos poucos que ainda têm coragem e esperança de mudar não encontram eco no Congresso Nacional, onde se contam poucos parlamentares dignos.

O grileiro que chefia a quadrilha maranhense estado do qual é “dono” o ex-presidente José Sarney, eminência parda de Lula no Congresso, é quem reparte entre os parlamentares as benesses que o “presidente oferece”.

A lei que privatiza as florestas brasileiras,
Lei 11284 assinada em 2 de março de 2006 e publicada no Diário Oficial da União em 3 de março de 2006, um “crime de lesa-pátria”. Só esse crime já seria mais do que suficiente para o “impeachment” do maior canalhocrata do planeta. Essa lei absurda está de acordo coma vontade expressa das potências estrangeiras já denunciadas neste portal e em outros veículos de massa.

A Lei 11284 está permitindo invasões e desmatamentos nunca sonhados, a ministra Marina Silva, honrada mas obtusa, que faz o jogo das potências interessadas e é vista por elas como a única capaz de salvar a biodiversidade do planeta é figura decorativa da história, nada faz.
A perda das refinarias da Petrobrás na duvidosa negociação onde a empresa e seus acionistas foram prejudicados, mostra a omissão, covardia e a incompetência do mentiroso Lula. “O preço do gás boliviano será mantido”. Subiu.

Os escândalos sempre presentes e o cinismo do presidente dão a tônica, ao “não sei de nada”.

O MST recebe cestas básicas e ajuda do INCRA. Mais uma vez o dinheiro do povo é usado, para bancar invasões de propriedades.

A transposição do rio São Francisco, apesar dos pareceres contrários dos ambientalistas que são os que entendem da matéria, são rejeitados e os senhores ministros do Supremo que nada entendem e dão sinal verde. Só “neste país” onde a boçalidade ocupa o lugar da cultura.

Ministros nomeados pelo “presidente deste país” torram o dinheiro público com seus cartões corporativos, enquanto o Congresso Nacional propõe mais uma CPI para fingir que investiga.

O Portal da Transparência da Controladoria Geral da União só mostra alguns gastos em uma transparência “muito relativa”.

A União Européia reclama das exportações de carne brasileira para aquele mercado. A politicagem, má fé e a incompetência no trato comercial arrebentam com a credibilidade do Brasil.

A reserva moral da nação, que estaria nas Forças Armadas, acima dos atos ilícitos e defensores da Constituição está tendo um comportamento de parcialidade decepcionante, desde o governo FHC.

Após terem aceito novas regras que privilegiaram os oficiais, em prejuízo para as praças, os comandantes militares cometeram suicídio, entregaram a cabeça ao verdugo. Na traição aos companheiros d’armas, destruíram o espírito de corpo que sempre uniu oficiais e praças. Esse erro que precisa ser admitido e corrigido. É elemento desagregador entre oficiais e praças. É tudo que interessa ao governo desagregador e omisso do covarde e megalomaníaco Lula, que vê na desagregação e na divisão do povo, uma forma de sustentação de sua quadrilha no poder.

Os comandantes e demais chefes militares, desprestigiados pelo péssimo Ministro da Defesa, que nada mais é do que um moço de recados de Lula, parecem ter como única preocupação o aumento de seus vencimentos e interesses pessoais.

Rindo-se de tudo e de todos, principalmente dos que puderam com sacrifício cursar uma universidade, está o pavão bufo. Os universitários e os empresários que investiram no Brasil são as elites as quais Lula se refere, com freqüência com desprezo, é a escatocefalia crônica e o alcoolismo em delírio.

Enquanto Lula perdoa dívidas de países “amigos”, namora as Forças de terroristas e narco-traficantes da Colômbia (um assunto interno e que diz respeito à soberania da Colômbia) reconhecendo-as como se fossem um exército, regular.

Faz “investimentos” em Cuba, enquanto lambe as botas do assassino Fidel, seu guru. Quanta mediocridade em nome do Brasil.

Tudo com o dinheiro suado do povo brasileiro, que fica esperando um milagre.

Aqui não há verbas para a saúde e as mortes por febre amarela continuam.

As Forças Armadas, sucatadas e mal equipadas, com soldos humilhantes, esperam a benevolência de seu digno comandante supremo. É uma vergonha; nunca em nossa história isso aconteceu.

Do verde oliva da esperança restou o verde da náusea do povo pagante de impostos diante do perigoso quadro de desgoverno e ameaças internas e externas. Nem os apelos dos Clubes Militares e dos senhores generais da experiente e digna reserva são ouvidos.

Os irmãos Villas Boas, sertanistas e indianistas já falecidos, profundos conhecedores dos costumes indígenas costumavam dizer: “Os velhos são a sabedoria da aldeia, as crianças as donas do mundo”. Nem as crianças podem contar com seus pais, nem os velhos com a segurança que merecem no ocaso de suas vidas, após o serviço ao Brasil.

Enquanto o Brasil não acordar a escola de alquimistas “Arsène Lupin” do P T. estará “furtivamente” formando novos candidatos aos cargos eletivos e à sucessão presidencial. O partido é rico no fermento necessário à incubação, o estrume de jegue.

 

 
     
 



Líder Político

por Paulo de Paula Mesiano
CMG AvN Ref

Enviado por Roberto Carrazedo

POLITICA - Sempre que tocamos nesse assunto, fazendo a ressalva de que não é sobre POLITICA Partidária que queremos conversar, com os nossos pares, ou com os nossos iguais.

Causamos mal estar, um desconforto verborrágico como se tivéssemos procedendo erradamente, cometendo uma Indisciplina, contrariando os Dogmas do Militarismo, falando de algo Pornográfico, contrariando os Usos e os Bons Costumes, na concepção da maioria dos Militares, Política é para ser tratada pelos Políticos, nós os Militares somos os eternos “vacas de presépio”, bonitinhos, arrumadinhos, bem colocados e inseridos no Estamento Militar e apartidários, porque assim querem os Politicos.

Nessas conversações detectamos dois aspectos básicos, o primeiro e mais importante é que a grande maioria ignora o que é POLITICA e o segundo tem uma ojeriza histérica de se falar sobre Ela, e nos evitam como se fossemos “parlapatões lazaretos”

Fenômeno semelhante acontecia quando se falava, há alguns anos, sobre doenças incuráveis como o Câncer e a AIDS, as pessoas faziam menções muito vagas, quando era Câncer, falavam veladamente sobre o “Caranguejo”, diminuíam o tom das conversações, a um sussurro, imperceptível, como se isso fosse o suficiente para evitar ou eliminar a doença, quando se sabe que a primeira medida concreta de solução é ASSUMIR a doença tanto por parte do Paciente como pela sua Família e Amigos e evidentemente combatê-la.

Não existe nada definitivo neste universo que vivemos os céticos, que abraçam o ceticismo sabem que o ser humano não atinge nenhuma certeza a respeito da verdade, o que há é a duvida permanente da compreensão, seja qual for o enfoque, metafísico ou religioso.

Desde os tempos de Aristóteles até os dias atuais há especulação a respeito dos Seres Humanos, aqueles que são Vísceras e Emoções, que ocupam espaço e tem a sua essência graças ao pensamento em que acumulam conhecimentos, pelas observações através dos sentidos.

Isso começou na Polis a cidade-estado na Grécia antiga, quando a sociedade que a guarnecia se expandiu para a Comunidade. Surgiu a POLITICA, logo sistematizada como a Ciência da Organização, da Direção e Administração, da Polis, evidentemente.

A Política deveria ser impessoal e transparente, mas foi deturpada pela Politicagem, ou seja, a Política de Interesses Pessoais, da troca de Favores, de Realizações insignificantes, mas que davam lucro aos seus realizadores.

Atrás da Politicagem veio a pratica de propinas, a corrupção, arrastando a Comunidade à depravação dos hábitos sociais, alterando usos e costumes numa devassidão, libertinagem e licenciosidade.

Não é dessa POLITICA ou da POLITICAGEM que os militares, devem enfocar.

Para os Militares, a Política, deve ser a arte do Diálogo, visando o Bem Estar da Comunidade Militar e da Sociedade, com o estabelecimento de Regras e Normas respeitantes na Direção dos Negócios Públicos, dentro do Respeito, da Moral e da Ética.

Os Militares estão inseridos na Sociedade como qualquer Cidadão, pertencem a um Estamento especifico, tendo um status jurídico, próprio e diferenciado, que não o exime dos seus Direitos, Obrigações e Prerrogativas, outorgados pela Lei Magna, como um Cidadão comum que Ele o é, mas os Políticos o vêm como um Serviçal.

Os Militares são Servidores do Estado, diligentes, exercendo atividade pública de forma impessoal, ocupando um Cargo ou Função.

As Forças Armadas antes do Ministério da Defesa eram autônomas, e seus Lideres estavam no primeiro nível, dialogavam diretamente com o Presidente da Republica.

Com a instituição deste Ministério por FHC os seus Lideres passaram a um segundo plano, e se posicionando de forma intermediaria, entre cada Força e o Presidente da Republica, o recém criado Ministro da Defesa, cujo posicionamento não é bem definido.

Por força Constitucional as Forças Armadas são instituições nacionais permanentes e regulares sob a autoridade suprema do Presidente da Republica, e a EC-Emenda Constitucional nº23 (Que criou o Ministério da Defesa) editada em 2 de setembro de 1999, no inciso XIII reitera a competência do Presidente da Republica ao dizer Exercer o Comando Supremo das Forças Armadas não faz nenhuma menção ao Ministro de Estado da Defesa, não fixa nenhuma competência administrativa, nem operacional, a esse Ministro a EC 23 intitulada como de Criação do Ministério da Defesa não esclarece o posicionamento desse Ministério com relação às Forças Armadas, o que ela fez foi alterar os artigos 12, 52, 84, 91, 102 e 105 da Constituição Federal prolsatada em 1988 e em vigor, senão vejamos:

1. acrescentou ao § 3º do artigo 12 que diz: são privativos dos brasileiros natos os cargos entre Eles o de Ministro de Estado da Defesa; (auto-entendivel)

2. modificou a redação do Inciso I do artigo 52 na competência do Senado Federal para a seguinte: I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da Republica nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; (põe os Comandantes em paralelo com os Ministros de Estado, portanto são pessoas jurídicas iguais)

3. No artigo 84 que trata da competência do Presidente da Republica acrescentou o inciso XIII: exercer o Comando Supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais generais e nomeá-los para os cargos que lhe são privativos; (reitera a competência do Presidente, não faz menção alguma a pessoa do Ministro de Estado da Defesa)

4. No artigo 95 que trata do Conselho de Defesa Nacional e fixa quais são os membros natos desse Conselho, acrescentou dois Incisos:

V - mencionando o Ministro de Estado da Defesa;

VIII os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica; (outra vez põe os Comandantes como iguais aos Ministros de Estado)

5. No artigo 101 que trata da competência do STF - Supremo Tribunal Federal, no inciso I de processar e julgar modificou a alínea:

a) nas infrações penais e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o disposto no artigo 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente; (na competência do STF de novo põe os Comandantes em igualdade com os Ministros de Estado)

6. No artigo 105 que trata da competência do STJ - Superior Tribunal de Justiça modificou as seguintes alíneas:

b) os mandados de segurança e os hábeas data contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ou do próprio Tribunal;

c) os hábeas corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alínea a, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. (idem neste artigo na igualdade dos Comandantes com os Ministros de Estado)

O posicionamento do Ministério da Defesa com relação às Forças Armadas, é um imbróglio difícil de entender, mas pelo que consta na Constituição Federal vigente, a que foi prolatada em 1988, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica não são subordinadas ao Ministro da Defesa, o seu status é de Ministério, apenas deram o nome aos Ministérios da Marinha, do Exército e da Aeronáutica de Comando, continuando com todas as prerrogativas, direitos e atribuições, como as Operativas, obviamente, mais as Administrativas, que já tinham como Pessoal, Material, Saúde Formação (Instrução e Adestramento), recebendo Verbas Orçamentárias, efetuando Despesas, prestando contas ao TCU, “continuaram como dantes no quartel de Abrantes”.

Concluindo:

• o que mudou?

Apenas o nome de Ministério para Comando; a subordinação voluntária; porque não há nenhum respaldo Constitucional;

• o que fazer?

Sermos ouvidos e consertar essa situação valorizando os Comandantes, posicionados corretamente em paralelo com os Ministros ou talvez criando o Comando Conjunto das Forças Armadas, como existe nos Estados Unidos o “Joint Chief of Staff” que seria exercido em regime de rodízio entre as três Forças como era o EMFA, (Estado Maior das Forças Armadas).

É o que estarrecido constatei e decepcionado pela subserviência dos Chefes, que aceitaram as injunções dos Politiqueiros de plantão e não dizem nada.


 
 
 
 

Poder da Anistia

*Ernesto Caruso, 04/01/2008

O símbolo da pacificação, da integração e da monolítica identidade do território brasileiro — o insigne Duque de Caxias — além de toda uma vida de dedicação à Pátria, com folha e tempo de serviço incomparáveis, nos deixou mais uma lição na arte humanista do entendimento, compreensão, perdão e recomposição, dando mostras de magnanimidade, como representante e defensor do Estado, mesmo após os ensangüentados dez anos de luta na Guerra dos Farrapos, iniciada em 1835, no conturbado período da Regência a exigir pulso forte, para não fragmentar o solo já verde-amarelo, como ocorrido na América espanhola. Nem guilhotina, nem fuzilamento, práticas do reinado de terror do passado próximo, da Revolução Francesa e do que o mundo iria assistir na Revolução comunista de 1917 na Rússia, ou do regime de Fidel Castro-Che Guevara em Cuba, de 1959 aos dias atuais. Mas, sim uma mensagem de PAZ, de LUZ, de ALMA.

“Uma só vontade nos una!” Proclamaram os vencedores de ambos os lados dos brasileiros audazes da Guerra Farroupilha, manifestando a enlevada intenção de pacificação, de energia e de prevalência da unidade. Prosseguindo, exclamam com determinação e admoestação: “Maldição eterna a quem ousar recordar-se das nossas dissensões passadas.” A aspereza do xingamento serve de carranca para afugentar quem tentar romper a reconciliação. Demonstra o espírito que pairava sobre o abraço-compromisso do Estado com aqueles que ensarilharam as armas em nome de um Brasil Maior. E, conclui com apelo aos corações dos envolvidos, tendo à frente o Duque de Caxias: “União e tranqüilidade sejam de ora em diante nossa divisa”. Perdão e esquecimento prevaleceram. Este trecho da Paz de Poncho Verde está perpetuado no bronze e exposto no saguão do Clube Militar, na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro.
“Uma só vontade nos una! Maldição eterna a quem ousar recordar-se das nossas dissensões passadas. União e tranqüilidade sejam de ora em diante nossa divisa”. 01/03/1845 – 01/03/1945

O ensinamento, cinzelado ao longo da História e das tradições brasileiras, tem dado rumo às nossas Forças Armadas no trato da anistia concedida aos que se envolveram nos embates no pós 1964, no auge da bipolaridade, democracia, liberdade de ir e vir, pluralismo partidário, economia de mercado versus o comunismo, exportado pela Rússia, do partido único, da economia de estado,... e do Muro de Berlin, que sintetiza e representa a falta de liberdade de você ir para onde desejar. Mas, enfim, assim pensavam os seus adeptos, e lutaram por seus ideais com armas e técnicas de combate, instruídos pelos manuais vermelhos de como fazer sabotagem, seqüestrar autoridades e aviões, aterrorizar para obter apoio, explodir aeroportos, etc, para que as posturas políticas e econômicas vividas pela Rússia fossem implantas no Brasil. Não conseguiram. Perderam. Foram anistiados, expiados pelo Estado, como os seus defensores pediram e foram atendidos, para que a anistia fosse ampla, geral e irrestrita; isto é, atingisse a todos os envolvidos, por quaisquer atos de atrocidades que tenham cometido, reincidentes ou não, sem limites, por prática criminosa com vestimenta política. Tudo perdoado a partir da lei e aperfeiçoamentos. Assassinato, seqüestro, tortura, roubo, assalto, formação de quadrilha. Quem delinqüiu, julgado ou não, condenado ou não, preso ou não, fugitivo ou não, foi PERDOADO.

Ora, se o Estado concede anistia a quem praticou toda sorte de crime, não cabe punir quem deteve o criminoso, por mais que a ele se tenha igualado no nível de barbárie. Qual a diferença, ministros do governo Lula, entre um guerrilheiro comunista matar a coronhadas o tenente da PMSP, e um agente do Estado matar a coronhadas o guerrilheiro comunista? Pelo jeito, o terrorista deve ser anistiado e até indenizado. No sofrimento não há diferença. Nem na dor, no quadro de horror do crânio esfacelado, no sangue jorrando, nas famílias amarguradas.
Por sua vez o guerrilheiro adentrou nesse cenário de luta por opção, mas o agente em cumprimento do dever, por obrigação. Se não o fizesse, seria um desertor como Lamarca, traidor de um juramento. Alguns deles, guerrilheiros, terroristas, são impedidos de entrar nos Estados Unidos por conta do seqüestro do seu Embaixador. Nem a anistia brasileira os isentou do crime, anotado em alguma ficha sem prescrição.

Na Ilha Grande do Caribe, modelo Fidel dos amigos Lula-Chávez-Morales, não há necessidade de anistia. Dos que lhe fizeram oposição em armas, vivos não estão.

Cabia ao governo do presidente Lula, interpretado por seu ministro da Justiça, Tarso Genro, refutar o pretendido pela Justiça italiana até para não reabrir chagas mal cicatrizadas, se fossem bons os seus propósitos, e cuja manifestação encontrou eco no assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que apoiou a decisão do governo de analisar pedido de abertura de inquérito sobre os militares brasileiros acusados de participar da Operação Condor. Recebeu reforço do ministro especial da Secretaria dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que defendeu a anulação da Lei de Anistia. O recado vem de Lula, como no lançamento do livro "Direito à Memória e à Verdade", onde esteve presente, e encampa, agora, a palavra dos seus ministros.

Desta maneira, como acreditar no presidente que segundo as palavras do ex-Cmt do EB, Gen Albuquerque, em palestra no Clube Militar, disse que Lula no seu primeiro encontro, abordou que era importante um esquecimento do passado de desencontros.
O general acreditou; deu essa impressão.

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, lembra que os crimes dos quais são acusados os brasileiros, já prescreveram.

Tudo indica uma preparação. Que os 18 do Forte nos inspirem numa razão de progressão geométrica.

N.R * Ernesto Caruso é coronel reformado do EB

 
     
 

ALERTA AOS CMT DAS FORÇAS ARMADAS E SEUS INTEGRANTES

*Ernesto Caruso,
23/12/2007

AO que se divulga, tem sido uma preocupação do governo a paridade de vencimentos entre ativa e reserva, especulando-se que seria um obstáculo à concessão do reajuste. Um outro argumento seria a dependência da aprovação da CPMF.Nem uma coisa nem outra, na minha visão. O planejado e sabido pela cúpula, por tudo que já falaram e encenaram, estava DECIDIDO: nada seria concedido neste ano. É bem capaz, riram às nossas custas, porque o deboche é uma característica marcante dessa gente top-top. O doce era tão doce que anunciaram que o reajuste seria retroativo a setembro do corrente. Quanta sacanagem.

Hoje entendo, por conta da auto-definição, o ser uma metamorfose ambulante, deixando marcas pelas pegadas (mais ou menos isto), porquanto se transforma em matéria orgânica e anda para a classe militar.

A questão da paridade é um nó que o governo quer desatar em prejuízo da gente da reserva. Um nó que representa uma aliança fundida historicamente, sem distinção entre os da ativa e os da reserva, sempre prontos a desempenhar as suas funções, uns exercendo e outros em condições de exercê-las a um chamamento da Pátria.

No entanto, de forma camuflada, tal condição já foi imposta para os que estavam na ativa, quando da efetivação da MP2131 e por nós comentada através a "APRECIAÇÃO SOBRE A MP Nº 2.131 DE 28/12/00" de 13 de fevereiro de 2001. Foi nas proximidades do Natal e da esperança de um Bom Ano Novo o que foi feito no governo FHC em 2000, agora repetido como presente em 2007 pelo governo Lula.

Aos que passaram para a reserva antes da referida MP, quero crer, há de se respeitar o ditame da Carta Maior:

"CONSTITUIÇÃO DO BRASIL

Art. 5º
XXXVI – a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;"

Tal fato impõe manter as condições de respeitabilidade à lei no momento do fato gerador do direito, caracterizado pelo ato jurídico perfeito.
Considerar ainda:

- "CONSTITUIÇÃO DO BRASIL

Art. 37 ..........
XV - os vencimentos dos servidores públicos são irredutíveis, e a remuneração observará o que dispõem os arts. 37, XI e XII, 150, II, 153, III e § 2º, I; (EC 18/98)

Art. 40............§ 8° Observado o disposto no art. 37, XI, os proventos de aposentadoria e as pensões serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão, na forma da lei. (EC 20/98)

Art. 142....................§ 3º.............IX – aplica-se aos militares e a seus pensionistas o disposto no art. 40, §§ 7º e 8º;............. (EC 20/98)

§ 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições:......................

VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e
XXV e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV; (EC 18/98)

EC nº 20/1998

Art. 3º.........
§ 3º São mantidos todos os direitos e garantias assegurados nas disposições constitucionais vigentes à data de publicação desta Emenda aos servidores e militares, inativos e pensionistas, aos anistiados e aos ex-combatentes, assim como àqueles que já cumpriram, até aquela data, os requisitos para usufruírem tais direitos, observado o disposto no art. 37,XI, da Constituição Federal.

ESTATUTO DOS MILITARES (Lei 6.880, de 9/12/80)

Art. 58 - Os proventos de inatividade serão revistos sempre que, por motivo de alteração do poder aquisitivo da moeda, se modificarem os vencimentos dos militares em serviço ativo.

Parágrafo único. Ressalvados os casos previstos em lei, os proventos da inatividade não poderão exceder à remuneração percebida pelo militar da ativa no posto ou graduação correspondente aos dos seus proventos.

Já os atingidos pela famigerada, comentávamos na oportunidade:

"c. Quanto a outras perdas

Os militares da ativa são prejudicados pela MP 2131 no que se refere à percepção de remuneração ao grau hierárquico superior e pela extinção do adicional de tempo de serviço, “congelando” o tempo já cumprido, sem receber, por equiparação, ao longo da carreira, os anuênios. Quando passarem para a reserva, constituir-se-ão em uma classe inferior, se comparados aos seus pares da inatividade. São eles que lidam com explosivos, munições, canhões, obuseiros, granadas, gases, acampamentos, permanência nos aquartelamentos por 33 horas seguidas, quando em serviço de um domingo, iniciado às 7 horas e término às 7 horas de segunda-feira, mais o expediente normal até 16 ou 16h30min. Convivem com os perigos dos mares, dos céus e das florestas, superando vicissitudes, doenças tropicais e o isolamento das fronteiras e, de forma penosa, o alvo principal da economia que se pretende fazer .
Exemplo:

- Atual (Cel com proventos do posto superior): soldo (Gen Bda) 4.101,00; Ad Mil (28% em Jan/2002) 1.148,28; Ad Hab (30%) 1.230.30; Ad TSv (35%) 1.435,35; total 7.914,93;

- Atual (Maj com 15 anos de tempo de serviço, “congelado” em 15%)

- Futuro (o referido Maj passando para a reserva como Cel): soldo 3.741.00; Ad Mil (25%) 935,25; Ad Hab (30%) 1.122,30; Ad TSv (15%) 561,15; total 6.359,70
Resultado final (7.914,93-6.359,70): 1.555,23

Assim, os proventos do Cel do futuro significarão 80,35% dos do atual."

Observe-se que já se passaram sete anos e outros se somarão e com o isso, o tempo se serviço congelado vai diminuindo gradativamente, fazendo com que a perda salarial seja maior e aumente a diferença de vencimentos entre as gerações da reserva antes de dezembro de 2000 e as posteriores. O estrago já foi feito.

Mais justo seria aumentar o tempo de contribuição, ao invés de fustigar quem já tanto trabalhou pelo engrandecimento do País. O governo Castelo Branco passou de 25 para 30 anos. Muito lógico. Na medida que o tempo de vida aumenta, há que se pensar em um número maior de contribuintes. A redução de salário tem sido uma prática perversa.
Some-se a esse descaso a evasão de oficiais das FA devido aos baixos salários, diminuindo o universo de contribuintes.

Estão marchando na contramão, se não for essa a intenção.

Mas, ainda faltam alguns dias para terminar o ano...

N. R.
Ernesto Caruso é um intelectual de grande visão política e social. Oficial Superior do Exército Brasileiro, atualmente reformado no posto de Coronel, tem mercê de sua cultura eclética e das experiências vividas condições “ótimas” para analisar com isenção e profundidade essa matéria.

As tentativas constantes de desunir os funcionários públicos já não são de hoje...

O achatamento dos que recebem pelos cofres da União vem sendo sistematicamente praticado. O aviltamento vai desde os cargos de confiança que permitem que alienígenas exerçam função nas repartições públicas sem concurso, e ganhando muito mais que os concursados, até o uso desses cargos para infiltrar agentes da militância partidária, prestando favores aos partidos aliados. Isto não acontece com os militares: todos membros da classe militar são cursados em suas especialidades.

Com a desvinculação dos funcionários civis concursados servindo em ministérios militares, os “assemelhados” a coronel em vencimentos, passaram a receber o equivalente ao soldo de majores sendo gradualmente prejudicados a cada aumento.

O resultado foi um mal-estar entre civis e militares e uma sensação de inferiorização decorrente de uma decisão política que nada tinha a ver com os comandos militares.

Enquanto os civis podiam se manifestar em apoio aos militares quando os assemelhados recebiam aumentos, mantendo a semelhança, isso deixou de acontecer e, como os maquiavélicos autores da ação queriam essa injustiça que passou a colocar os civis e militares em campos paralelos, senão opostos.

Outro descalabro engendrado pelos que querem caracterizar que funções de alta responsabilidade e especialidades militares podem ser exercidas por civis foi o desmembramento da DAC em diversas organizações sob a responsabilidade de civis.

Para encurtar, a falta de unidade de comando e o exercício por profissionais sem o preparo adequado às novas funções fez desmoronar o controle de tráfego aéreo e a INFRAERO.

A criação da agência ANAC e as aberrações que aconteceram são mostra da incompetência de um governo que só tem olhos para a eternização no poder e dá à militância visivelmente incompetente cargos e funções que não são capazes de exercer, tudo com o objetivo oculto de infiltrar e dominar setores de alta relevância para a segurança nacional. A presença militar cumpre a função de mostrar que são violentos e repressores, ao contrário dos “mocinhos do presidente”, que pagam polpudas indenizações a criminosos assassinos e assaltantes de bancos.

Quando o caos acontece, e está acontecendo freqüentemente, chamam os militares para reprimir as justas manifestações do direito de ir e vir nos aeroportos superlotados onde a cidadania é desrespeitada a todo instante pela falta de informação e pela falta de soluções.

Esse é o quadro real de um Estado corrupto e dirigido por uma quadrilha oficial que compra apoios e se sustenta da ignorância dos que com ela se identificam por “semelhança” ou por levarem vantagens ou benesses, todas pagas com o suor dos que contribuem para o produto interno bruto.

O momento é de união. Estamos vivendo momentos em que os civis estão sendo enganados e os militares, atônitos, com tantas mentiras e falta de ética, até que ponto obedecer nessa situação é a atitude correta.

É a hora de refletir, “se as forças do bem e da ordem não ocuparem os espaços, o mal o fará. Será que alguém duvida que já está acontecendo”?


 
     
 

Governo se vinga
Governo perde na votação da CPMF e se vinga
como previsto no artigo de Ernesto Caruso,
em matéria de 14.12.2007


Como já era esperado, o governo do pior dos presidentes da república, usando sua já conhecida má-fé, tenta justificar a perda da receita da CPMF, que nunca usou para a saúde, como previsto, e dobra a IOF.

Paga, como sempre, a população economicamente ativa a conta da incompetência para cortar as mordomias e esbanjamentos do péssimo presidente Lula e de sua quadrilha oficial.

Falavam dos governos dos militares, e agora? Será que o povo está satisfeito?
No almoço de fim de ano com os oficiais generais das forças armadas, na presença de seu lacaio, o ministro da Defesa, Lula deitou a falação própria da cultura que tem. É uma humilhação para os membros das Forças Armadas ter de escutar por ordem as baboseiras de seu comandante supremo. Até quando?

O povo que se identifica com Lula é o que passou a votar graças a outro grande canalha, o deputado Ulysses Guimarães. Hoje quem elege o presidente são os que apenas usufruem das benesses do voto do assistencialismo corrupto e não os que pagam os altos impostos e vivem sufocados com as contas impostas pela goela grande dos gastadores incultos e corruptos. São bem a cara dos que os elegeram.

 

Governo se vinga

Ernesto Caruso, 14/12/2007

Como era esperado, o governo do presidente LULA, deu uma resposta rápida ao resultado que não representou uma derrota total à Proposta de Emenda Constitucional que visava prorrogar os prazos previstos no caput dos arts. 76 e 84 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, versando sobre a vigência da Desvinculação de Receitas da União - DRU e da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira - CPMF. O requerimento do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder atual do governo e seu ex-ministro, para a votação em separado das duas proposições foi essencial para não pôr em risco a perda de arrecadação e a flexibilidade na aplicação dos recursos. Jucá havia deixado o Ministério da Previdência após denúncias de irregularidades na obtenção de empréstimos junto ao Banco da Amazônia, cujas fazendas dadas em garantia não existiam, mas ao que parece goza de total confiança.

Vale observar que os líderes de bancada oposicionista liberaram publicamente a votação quanto à DRU, elevando dos 45 votos, quatro a menos dos necessários à aprovação referente à CPMF, para 60 favoráveis à prorrogação da DRU, a despeito das tentativas de barrar a proposta do voto em separado e das acusações de que tais recursos servem para pagar aos agiotas do mercado financeiro. Isto significa 20% do orçamento.

Assim, não precisava de tanta raiva nas reações pós-votação, diferentemente dos afagos pelo entendimento tanto da parte do governo como pela demonstração dos opositores em encontrar soluções cabíveis na tributação. Os afagos se revezavam com as ameaças de desastre.

A vingança ficou patente, quando enfocou dois pontos cruciais, o da saúde que atinge toda a população, em particular a mais carente, já pessimamente assistida pelos hospitais, nos quais os doentes ou estão nas filas-da-madrugada ou são expostos pelos canais de televisão largados pelos corredores, em macas, bancos, pelo chão, sentados em degraus sujos, como não pode deixar de ser, pelas solas de sapatos e chinelos que transitam por calçadas e ruas onde proliferam dejetos de humanos — se urina despudoradamente pelos postes e sob marquises — e de animais — fezes de cães e gatos — em declarada falta de civilidade, e, o do reajuste dos vencimentos dos servidores públicos, segmento maltratado pelo governo dito dos trabalhadores, mais do que o do FHC, que não conseguiu ferir a paridade entre ativos e inativos. Haja desmontar o Estado, pois que esse para ser forte precisa de um servidor bem preparado e bem remunerado, com um plano de carreira que prescinda das nomeações políticas na escala petista de premiar os compadres.

Será que alguém vai ser enganado por essa artimanha? Ou agora não ficou mais claro diante dos debates sobre a eficácia da citada contribuição que fora criada para atender aos reclamos da saúde e nada de concreto se viu em termos de melhoria no atendimento aos usuários do sistema de saúde pública. Nos 11 anos de existência se constata no real e nas palavras do ex-ministro Jatene, autor da proposta de criação da contribuição, quando diz: “a CPMF foi formatada como um recurso provisório e acabou se convertendo em recurso essencial para o Tesouro, e não para a saúde.” (www.mp.rs.gov.br).

Um governo sério não poderia, através do ministro responsável, declarar que a saúde será prejudicada quando se verifica uma situação perigosa quanto aos elevados índices de infectados pelo HIV, tuberculose, hanseníase e ainda considerável nível de mortalidade infantil, ao invés de dizer que o governo vai trabalhar pela redução do inchaço da administração, das vultosas verbas de propaganda, dos gastos nas viagens internacionais e nem alegar que não dá para reajustar os salários dos servidores por conta da CPMF, pois não foi criada para tais fins.

A dengue está presente nos lares e nos noticiários com incidência crescente em vários Estados da Federação, e mata. Aqueles que triste e lamentavelmente morrerem não tenham nos seus corpos a certidão do governo de foi por culpa dos votos dos senadores contrários à prorrogação do prazo da CPMF, que com habilidade se anunciava que extinta seria prejudicada a distribuição do bolsa-família.

Foi uma vergonha. Um gesto mesquinho de dizer se morreu ou foi mal atendido, a responsabilidade não é do governo, mas dos que votaram contra.

 
 

JOÃO BOBO

Ernesto Caruso, 09/12/2007

É triste comentar este assunto ao findar o ano, quando devemos festejar um Natal de Luz e a entrada do Ano Novo, normalmente de congraçamento, de enlevo, compreensão, entendimento, fraternidade. No entanto, é muito difícil engolir o tratamento dado aos militares pelo governo Lula, particularmente nos últimos dois meses, se tanto, ao divulgar a possibilidade de um reajuste de vencimentos. Chega a ser debochado. Parece reproduzir a referência do Chávez à vitória da oposição no referendo pela rejeição à sua perenidade no poder, desqualificando-a por três repetidas vezes, enchendo a boca, sorvendo e saboreando cada sílaba.

Se publicamente transmitem uma agenda de irresponsabilidade, de falta de compromisso da mais alta administração, expondo um viés de deficiência, que vai do não se saber com quem debater o assunto, quem deve decidir, ouvir e apresentar argumentos, dados, estatística, índices, fingindo que os desconhecem, mas que estão interessados e estudam o assunto com toda a seriedade e profundidade. O ministro da Defesa, por várias vezes anunciou que falaria com o presidente da República, sendo a audiência desmarcada por várias razões, o almoço, a flatulência, a crise do gás, a poluição do ar, o biodiesel, o álcool é nosso e ninguém tasca. Sai Renan. PAC disso, PAC daquilo. Aprova a CPMF. Compra aqui, paga acolá. Beba com moderação. Se dirigir, não beba. Se beber, não dirija,.... Porque, senão fica parecendo conversa de bêbado. E não é o caso, nem estamos numa feira.

Estamos lidando com a cúpula de um governo, não com a diretoria de um clube de várzea. O assunto se refere às Forças Armadas de um País que tem um passado de lutas e vitórias, responsáveis pela expulsão de invasores ao longo da sua formação histórica e pela consolidação de uma fronteira enfrentando doenças e isolamento, ministrando patriotismo, instrução, educação e civilidade.

Mas, não é bem assim. Não dá para falar com o presidente, de certa feita, fale com a ministra Dilma, da Casa Civil, de outra, converse com o ministro Mantega, da Fazenda, quem sabe vai saber do ministro Bernardo do Planejamento. Lá vai o MD, com farda, sem farda, fala, dá entrevista, demonstra preocupação com o tema.

Será alienação ou de propósito. Quanto descaso por parte desses estadistas.

Os jornais têm escrito e descrito tudo sobre a situação das Forças Armadas Brasileiras, no que se refere ao material obsoleto, indisponível, que não atira, não voa e não navega, ou seja, como Chávez classifica, e com os seus vencimentos muito defasados em relação a outras categorias de servidores do Estado. Dizem os jornalistas, os comandantes das Forças, os deputados, senadores, os generais, os soldados, os clubes, associações e as mulheres de militares com panelaço.

Mas, o presidente e seus ministros desconhecem? Encenação enfadonha, tédio e mofo.
O Globo de hoje volta a citar o êxodo na Marinha. “Força confirma 315 pedidos de saída entre 2000 e 2006”(pág. 17). Acrescenta que no ano passado foi registrada maior perda de quadros, 72.

São 315 oficiais, que custaram muito à Nação, entre os cursos do Colégio e Escola Naval, de especialização e de aperfeiçoamento. Normalmente é gente bem preparada e qualificada que sai pelo esgoto da má administração pública como dinheiro posto fora, inservível como água suja. São muito bem formados que passam nos concursos para cargo com melhor remuneração. Esse tipo de administrador se integrasse uma empresa a levaria à falência. Investir tanto na formação de um militar que será o general do amanhã para comandar os exércitos e perdê-lo para preencher um outro cargo, deixando o anterior vago a exigir novos investimentos, anos de instrução e de serviço, acumulando experiência para ser descartado pela incúria. A reportagem diz mais. Após se formar o oficial vai receber pouco mais de R$ 2 mil, enquanto um auditor fiscal ganha de imediato R$12 mil, que talvez não vai receber ao se aposentar.

A figura que melhor representa esse jogo de empurra é o joão bobo, também chamado de joão teimoso, embora a primeira expressão seja suficiente. O boneco tem o equilíbrio instável, não se desloca do ponto estação, mas que por possuir um centro de gravidade baixo, ao ser empurrado na parte superior, balança de um lado ao outro, como um bobo. Semelhante nos treinamentos de futebol, quando, como descontração, os jogadores formam um círculo passando a bola de uns para os demais, evitando que o bobo a alcance.

Uma ofensa gratuita às Forças Armadas, porquanto outros reajustes como o da Polícia do Distrito Federal, também paga pelos cofres da União, não passaram por esse vexame. Uma medida provisória resolveu.

 
 
 
 


Desgoverno


Milton Larentis

Uma sociedade se vê preocupada com sua governabilidade quando os aspectos administrativos começam a ultrapassar o sentido social. Isto acontece quando, em nome exatamente do social, se começa sistematicamente a minar com as possibilidades reais de a sociedade progredir.

Hoje, o Brasil sofre deste mal. E, por mais que não gostemos de falar ou ouvir sobre política, ela nos persegue. Conversando com um casal amigo neste fim-de-semana, ouvi que a indignação quanto ao futuro é uma ansiedade de todos.

Não há quem não se incomode quando fica sabendo pela mídia a má administração que os governos estão tendo. Como uma espécie de contaminação social, toda a sociedade brasieleia se vê refém do Governo. Em vez de o governo prestar contas, se preocupar ou agir com medo da sociedade, no Brasil, nós temos o contrário.

A sociedade vive presa ao Governo, vive cercada e controlada pelo Governo e deve cada vez mais satisfações para o Governo. Por isso, devemos começar a analisar as coisas com a devida seriedade e honestidade. Devemos parar de repetir o que dizem e começar a pensar com nossas próprias cabeças. Governo é uma palavra por onde muita gente se esconde.

A cobrança de impostos nunca foi para o “povo Brasileiro”. Todo o dinheiro que é arrecadado vai para o GOVERNO. Ele que administra, organiza e faz com o dinheiro o que bem entende. Muitas vezes este dinheiro é desviado, o que mais acontece, é mal gerenciado.

Mas o dinheiro que é do POVO acaba nas mãos do Governo, e é este que desperdiça. A solução não é cobrar mais impostos ou inventar impostos novos ou ainda perseguir como criminosos todo “sonegador” (pense um instante: se pagar sobre a circulação (CPMF) é obrigatório, não ter dinheiro é sonegar?).

O que devemos é diminuir impostos e saber gerenciá-los. Dinheiro para pagar AVIÃO e VIAGEM de PRESIDENTE me parece coisa de “mensaleiro”!!! Principalmente em país pobre, não é mesmo, companheiro Lula?

Mas, para solucionar tudo isto, precisamos pensar mais, falar mais e protestar mais. O paraíso do silêncio pode acabar a qualquer momento... E quem gosta de falar de mais é ditador.

Tá na hora destes ditadores arrogantes calarem a boca, e deixar o POVO falar.

 
     
 

Doce ingenuidade

Ernesto Caruso, 05/11/2007

Sem pretender questionar as palavras do Gen Synésio S. Fernandes no artigo A integralidade e a paridade para os militares federais e o seu profundo conhecimento sobre o assunto, há que se observar quem estava do outro lado da mesa de debates na oportunidade em que o assunto foi tratado e os compromissos foram assumidos de forma verbal, mantendo o histórico relacionamento entre ativa e reserva no que se refere à integralidade e paridade dos vencimentos desses segmentos.

Relembrar tais compromissos é de suma importância, mas cujo significado não deve ter sido considerado pelos que hoje estão do outro lado da mesa, também representando o governo. Claro está que tais argumentos foram apresentados pelo Gen Synésio, e quiçá por manter posição firme e decidida, foi afastado do Ministério da Defesa. Quem sabe outro motivo maior tenha provocado o seu desligamento.

Daí, se entender que paira no ar a ameaça, tornada pública nesta oportunidade e que serve de alerta a todo o estamento militar, particularmente aos clubes militares e também ao governo do presidente Lula, que deve honrar o que asseguraram os seus representantes. O compromisso foi e é do governo.

A PEC 40/2003 nasceu deformada, pois incluía inicialmente os militares, fazendo com que um general