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de Conrado Pereira |
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Conrado
Pereira Ribeiro da Silva, formado
em jornalismo pela Faculdade Nacional de
Filosofia da antiga Universidade do Brasil.
Começou sua carreira em 1960, na
Agência UPI. Terminou sua carreira
como diretor da Associação
Brasileira de Imprensa-ABI e editor de Política
e Economia do portal www.mensageiro.com.br.
Maçom, filiado ao Grande Oriente
do Brasil, alcançou o grau
máximo do filosofismo, o grau 33.
"É um arquiteto que constrói
no terreno do espírito" (FPR).
Deixa o plano material aos 72 anos de idade
para viver em seu corpo glorioso no Oriente
Eterno.
É uma referência no jornalismo
brasileiro. 19.02.1934 - 04.05.2006
Foto de André Rodrigues |
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UMA
VISÃO NACIONALISTA DO BRASIL
www.pnd.org.br
Publicação
a pedido
Nos dias atuais, em
que a convergência de múltiplos interesses
alienígenas atua no sentido de abafar o país
com indevassável “conluio do silêncio”,
é quase impossível propagar as virtudes
do Brasil, advertir sobre as ameaças que pairam
contra a sobrevivência da pátria independente,
impedir que seja ela submetida a qualquer tipo de espoliação
e, ainda, apontar o rumo a adotar para que o país
venha a ocupar a posição adrede reservada
pela própria natureza.
Portanto, a oportunidade
que se me apresenta de discorrer sobre o tema tem grande
significado, acima mesmo da motivação
política, razão pela qual apresento, antecipadamente,
as desculpas por exibir dados tão corriqueiros.
Todavia, não o faço exatamente por julgá-los
desconhecidos pelos brasileiros, mas por considerá-los
essenciais ao esclarecimento de aspectos do nosso país
que pretendo salientar.
O Brasil, com os seus
8.547.403,5 quilômetros quadrados de território
continental é o quinto maior compartimento político
da espaçonave Terra, suplantado apenas pela Rússia,
Canadá, China e Estados Unidos da América.
Se considerada, também,
a área marítima sob “jurisdição
econômica exclusiva”, que deverá
medir 963 mil km2 além dos 3,5 milhões
de quilômetros circunscritos pelas 200 milhas
de afastamento da linha de costa, como previsto na “Lei
do Mar”, adicionar-se-ia uma área total
de 4.463.000 km2 ao domínio econômico do
país, que somada ao território continental
ofereceria ao Brasil, para exploração
de recursos naturais, um gigantesco bloco de 13.010.403,5
km2 de área.
A superfície
continental, vale lembrar, corresponde a 5,9% do total
de terras emersas e a 47,9% de toda a América
do Sul.
Estes percentuais enquadram o Brasil no rol dos países
com dimensão adequada para sobreviver no mundo
atual, segundo critério enunciado em 1939, pelo
geopolítico norte-americano Derwent Stainthorpe
Whittlesey:
“Difícil acreditar que Estados
com pequena dimensão, cujos ecúmenos já
se expandiram até os últimos limites,
sejam bem sucedidos, num mundo em que a dimensão
conveniente de um Estado é, no mínimo,
metade de um continente”.
Enfocando esse território
continental, pode-se afirmar, sem qualquer laivo de
ufanismo, que dentre todas as entidades políticas,
é o nosso Brasil a única capaz de passar
ao largo das quatro grandes crises em potencial (alimentos,
água, energia e matérias primas), que
ameaçam a humanidade, pelo simples fato de se
aproximar da situação autárquica,
no que tange aos recursos naturais disponíveis
nos seus domínios.
O exame do território
continental brasileiro revela, “a priori”,
que dispõe ele de mais de 5 milhões de
quilômetros quadrados de terras potencialmente
utilizáveis para as atividades agropecuárias,
número esse excepcional, quando cotejado com
os de outras unidades ou blocos de superfícies
avantajadas. Desse total só estão sendo
aproveitados 3,5 milhões de quilômetros
quadrados.
Além da indiscutível
vantagem quantitativa em áreas passíveis
de aproveitamento para a agropecuária, a posição
e a forma do continente brasileiro ainda conferem certas
qualificações a essas terras.
Com efeito, o espaço brasileiro enquadra-se nas
zonas de maior luminosidade e calor do planeta e, simultaneamente,
situa-se fora das áreas submetidas a rigores
climáticos e fenômenos geológicos
ou meteorológicos adversos, inibidores da utilização
constante do solo.
No tocante aos fenômenos
geológicos adversos, como tremores de terra,
terremotos e vulcanismo, o distanciamento das zonas
de choque entre a placa tectônica da América
do Sul e as placas vizinhas (NAZCA e ANTÁRTICA),
bem como da crista oceânica que se eleva no meio
do Atlântico, garantem a ausência desses
fenômenos em todo o território nacional.
A posição
geográfica e os climas que a ela correspondem,
por favorecerem sobremaneira a fotossíntese,
sem qualquer embaraço inibidor, permitem a colheita
de duas e, até mesmo, três safras anuais
de culturas de ciclo curto, além de dispensarem,
no caso da criação de animais, o emprego
de instalações apropriadas para abrigá-los
durante parte do ano.
Conseqüentemente,
a superioridade do Brasil em terras potencialmente agricultáveis
deve ser multiplicada, no mínimo, por dois, quando
se desejar comparar o potencial doméstico com
o dos demais Estados-Gigantes.
Outro privilégio
concedido pela posição relaciona-se com
o oceano que banha o nosso litoral. Como a linha de
costa situa-se a oeste da massa líquida, o “Efeito
Coriolis”, que determina o sentido anti-horário
para a circulação das correntes no Hemisfério
Sul, faz com que sejam quentes as águas costeiras
do país, eis que derivam da corrente sul-equatorial.
Por esse motivo, são
sempre elevadas as taxas de evaporação
do oceano adjacente, razão pela qual não
há desertos no território pátrio.
A combinação
das taxas de evaporação do Atlântico
Sul, na altura do nosso litoral, com os ventos dominantes
nas latitudes correspondentes, privilegia o Brasil com
uma precipitação média diária
da ordem de 43 trilhões de litros (precipitação
média anual de 184 centímetros), a mais
elevada do planeta. Nos Estados Unidos da América,
por exemplo, a atmosfera só precipita 16 trilhões
de litros por dia.
Os 500 mil quilômetros
quadrados da caatinga, vegetação compatível
com o clima semi-árido instalado em parte da
Região Nordeste, estão submetidos a fenômeno
peculiar, decorrentes do alinhamento de montanhas, que
formam barreiras geomorfológicas à penetração
da umidade, além da orientação
dos ventos regionais, que empurram as nuvens de encontro
a essas barreiras, provocando chuvas a barlavento e
secura a sotavento. Ocorre que, subtraídas essas
áreas enclausuradas, a Região Nordeste
é bem servida de águas superficiais. A
vazão total de todos os rios que banham a região
é superior a 174 bilhões de metros cúbicos
por ano, enquanto que o volume de água suficiente
para satisfazer todas as necessidades primárias
da população nordestina, exceto irrigação,
é da ordem de 1,6 bilhões de metros cúbicos
por ano, apenas 0,9% da vazão.
Os dados citados demonstram
cabalmente a facilidade com que se poderá resolver
o problema da falta de água no Nordeste, bastando
para isso a decisão política de captar
as águas, transportá-las à distância
por adutoras, armazená-las e distribuí-las
pelas residências.
Caso haja necessidade
de maior volume do precioso líquido, para irrigação
de tratos agrícolas, por exemplo, há ainda
o recurso de transferir águas dos rios São
Francisco e Tocantins para as bacias nordestinas.
Nos dois casos, todavia,
torna-se necessária a construção
de barragens nos cursos dos rios centrais das bacias,
para aumentar o tempo de trânsito das águas
no território continental e armazenar um bom
volume do líquido como reserva estratégica.
A forma do território,
outrossim, com acentuado alongamento no sentido dos
meridianos, concede ao país a grande dádiva
da diferenciação climática, fator
primordial à diversidade de culturas.
Terras agricultáveis
em quantidade, abundância de luz e calor, elevado
índice pluviométrico e notável
diferenciação climática, eis aí
a receita ideal para o sucesso das atividades do campo
e para a exclusão do Brasil da lista dos países
vulneráveis à crise de alimentos que ameaça
grande parte da humanidade.
Ainda com relação
ao espaço físico brasileiro, deve ser
ressaltado o fato relevante de boa parte do território
continental, praticamente a metade dele, ainda conservar
a vegetação primária, isto é,
aquela existente em data anterior à chegada dos
europeus.
Só na Amazônia
brasileira (4,2 milhões de quilômetros
quadrados), a formação florestal nativa
ainda recobre 3 milhões de quilômetros
quadrados, de permeio com 500 mil quilômetros
quadrados de outras tipologias
vegetais virgens. A despeito das maledicências
espalhadas pelas ONGs estrangeiras, algumas delas corroboradas
por órgãos governamentais, a verdadeira
Amazônia brasileira é o bioma mais bem
conservado do planeta!
Esse detalhe feliz coloca
nas mãos dos brasileiros o paraíso da
biodiversidade, isto é, o maior banco genético
da Terra!
O Brasil, todavia, embora
amazônico por determinismo geográfico,
não se resume à Amazônia!
Há cerca de 1,5
milhões de quilômetros quadrados de vegetação
primária nas demais unidades paisagísticas
do país, quais sejam o domínio dos cerrados,
a zona dos cocais, e os domínios da caatinga,
da mata atlântica, do pantanal e os das coxilhas.
No geral, essas unidades reforçam sobremaneira
as dádivas da biodiversidade, o potencial madeireiro,
além de enriquecer os patrimônios florístico
e faunístico do Brasil!
Não há
crise de matérias primas, sejam elas do reino
vegetal, sejam do reino animal, que nos possa alcançar!
A possibilidade mais
séria de crise para a humanidade, como é
voz corrente, é a de água potável.
Pois bem, o suprimento
superficial de água doce, em estado líquido,
existente no Brasil (2,29 x 1015 m3) corresponde a 21%
das disponibilidades mundiais. Só a Amazônia
brasileira mantém em estocagem 1,63 x 1015 m3
de água potável, ou seja, 15% do que existe
na Terra.
Então, os brasileiros
não precisam temer que lhes falte o precioso
líquido, desde que aprendam a usar esta dádiva
do Criador com sabedoria.
Quanto às matérias
primas de origem mineral, fácil demonstrar a
posição cômoda do Brasil, inclusive
porque a Amazônia brasileira, ao invés
da África do Sul, é o verdadeiro “Oriente
Médio dos Metais”.
As áreas cristalinas
do país (massas pré-paleozóicas,
que não sofreram ulteriores dobramentos orogenéticos)
somam 5,4 milhões de quilômetros quadrados,
enquanto as áreas sedimentares emersas equivalem
a 3,1 milhões, tudo em números redondos.
Os Escudos e demais
áreas cristalinas, embora com boa parte do subsolo
opaco, isto é, não submetido a qualquer
tipo de pesquisa, já revelaram a presença
das 26 substâncias metálicas de uso mais
comum, sendo que em muitos casos com reservas de grandes
proporções.
Assim dizendo, está
tudo resumido!
As quatro bacias sedimentares emersas, à semelhança
das áreas cristalinas, são bem férteis,
podendo-se dizer o mesmo das bacias imersas, incluindo
a plataforma continental.
Uma única restrição
incide sobre elas, qual seja a pequena disponibilidade
de carvão mineral, uma vez que só na parte
meridional da Bacia do Paraná aparecem alguns
depósitos, não muito significativos dessa
substância energética.
Os climas prevalecentes
nos territórios que viriam a compor o Brasil,
no decorrer do Carbonífero, explicam essa falha.
O futuro território brasileiro, na época,
orbitava em torno do Pólo Sul, apresentando clima
seco e vegetação rasteira.
Quanto às demais
substâncias que se aglomeram nas rochas sedimentares,
não há razão para queixas, mormente
quando se tem conhecimento da densidade de pesquisa
aplicada ao subsolo, que é insignificante.
No que tange ao petróleo,
as reservas medidas do país situam-se em torno
de 14 bilhões de barris de hidrocarbonetos. Com
as descobertas na camada do pré-sal,, que se
prolonga por 800 quilômetros, desde o litoral
do Espírito Santo até o de Santa Catarina,
essas reservas devem ultrapassar a ordem de 70 bilhões
de barris, capazes de gerar óleos mais leves,
compatíveis com as refinarias instaladas no país.
O Brasil, pois, observará
de longe a crise de matérias primas da natureza
mineral, por ser auto-suficiente no setor!
Resta, ainda, um rápido
exame da capacidade energética nacional, a fim
de verificar se o país apresenta vulnerabilidades
nesse setor vital.
Um dos pontos cruciais
do setor energético é a possibilidade
de posicionamentos mais severos ao aproveitamento das
reservas de hidrocarbonetos nas próximas décadas,
devido às restrições, cada vez
maiores, ao lançamento na atmosfera do dióxido
de carbono, resultante do uso dos combustíveis
fósseis.
A linha de ação
mais importante, para ultrapassar esse problema, é
aquela de substituir paulatinamente o uso dos combustíveis
fósseis, trocando-os por fontes de energia renováveis
e limpas.
Tal linha de ação
é absolutamente viável, como será
demonstrado.
O Brasil tem todas as
condições para produzir combustíveis
de origem vegetal, aproveitando a biomassa. O álcool
e o biodiesel são bons exemplos de combustíveis
alternativos, para os quais os brasileiros já
dispõem de tecnologia avançada. O “diesel”
vegetal obtido de inúmeras palmáceas,
como o dendê, é uma outra alternativa para
substituição de hidrocarbonetos.
Além desse aproveitamento
indireto da energia solar, há também duas
excelentes opções para fazê-lo diretamente,
tirando partido da posição do país
e suas condições climáticas: placas
armazenadores de calor e células fotovoltaicas
que geram eletricidade.
Uma outra opção
extremamente vantajosa é o aproveitamento da
energia eólica, principalmente no litoral e no
mar territorial, onde se poderá “plantar
florestas” de moinhos de vento.
Acontece, porém,
que conta o Brasil com um potencial hídrico inventariado
igual a 260 mil megawatts de potência instalada,
do qual somente uns 30% estão sendo aproveitados.
Desse total, a Amazônia contribui com 154 mil
megawatts.
Portanto, existe uma
perspectiva concreta de se instalar mais 180 mil megawatts
por conta de novas hidrelétricas.
Detalhe curioso: os
Estados Unidos da América já aproveitaram
todo o seu potencial hídrico, que totaliza apenas
101 mil megawatts.
A capacidade
de geração de energia no Brasil não
se esgota com o que já foi mencionado, eis que
o hidrogênio líquido, o urânio e
o tório, poderão ser usados para tal,
sendo que o urânio e o tório são
abundantes no nosso subsolo continental.
Destarte, o Brasil tem
reais condições para oferecer energia
aos seus habitantes, seja para o conforto pessoal seja
para o progresso continuado.
Tudo o que se pretendia
transmitir, até agora, é a informação,
segura e isenta, de que o Brasil é o campeão
mundial dos recursos naturais, dentro desse sistema
fechado da espaçonave TERRA.
Isto posto, não
há como deixar de formular uma pergunta lógica:
por que todas essas benesses que o território
oferece ainda não foram aproveitadas para tornar
os brasileiros prósperos e felizes?
A resposta só
poderá ser uma: má gestão dos negócios
de Estado.
Entenda-se por má
gestão ignorância, incompetência,
corrupção e outras coisas do mesmo quilate.
Na verdade, o Brasil,
como Estado Independente, foi mal parido!
A Carta de Lei de D.
João VI, que ratificou o Tratado de 1825, pelo
qual Portugal reconheceu a Independência do Brasil,
demonstra a maneira “gentil” que presidiu
a nossa separação.
Nela o Rei de Portugal
assume o título de Imperador do Brasil, compartilhando-o
com o filho D. Pedro de Alcântara, a quem confirmou
como seu herdeiro e sucessor.
Em simultaneidade, ocorreu
a faceta dramática do reconhecimento da nossa
Independência: D. Pedro aceitou a imposição
portuguesa de transferir para o Brasil uma dívida
de 2 milhões de libras esterlinas, que Portugal
contraíra com os banqueiros ingleses.
Tal ato teve como conseqüência
a transferência do comando dos negócios
do Brasil para a Inglaterra e, pior do que isso, a manutenção
de todas as práticas econômicas coloniais:
exportação de matérias primas brutas
em troca de produtos manufaturados.
Essa prática
pecaminosa perdurou até os dias atuais, exceto
durante a pausa revigorante que nos proporcionou Getúlio
Vargas, o primeiro Presidente nacionalista.
O que se passou daí
por diante, incluindo o mandato do atual Presidente,
é história contemporânea, que não
vem ao caso relembrar.
Todavia, não
se pode deixar de ressaltar o grau de dependência
a que fizeram chegar o Brasil, principalmente devido
à interferência dos neoliberais, expressão
elegante para designar os entreguistas, vendilhões
da Pátria, que caíram no conto da “globalização”.
Segundo o famoso publicista
norte-americano, John Kenneth Galbraith, “a
globalização não é um conceito
sério e nós, norte-americanos, a inventamos
para dissimular a nossa política de intervenção
econômica nos outros Estados e para tornar respeitáveis
os movimentos especulativos de capital, que sempre causam
graves problemas”.
De um modo geral, no
Brasil, todas as atividades econômicas de porte
passaram às mãos de grupos de fora, cujos
acionistas são completamente dissociados da comunhão
nacional.
E a desnacionalização
prossegue a todo vapor, como indicam os números
representativos das transações com o exterior
e o das remessas de lucros das empresas estrangeiras
para as sua matrizes.
As taxas elevadíssimas
de juros, fixadas solenemente pelo chamado “COPOM”,
têm o pretexto de frear a inflação,
mas na verdade são mantidas lá na estratosfera
para atrair investimentos diretos que equilibrem as
contas externas do país, além, é
claro, de favorecer aos bancos aqui estabelecidos.
Até os bancos
estrangeiros receberam inédita autorização
para operar no varejo bancário, auferindo lucros
e remetendo os mesmos para os países de origem
à custa da poupança dos pobres cidadãos
brasileiros!
E para rematar a manobra
entreguista, os atuais dirigentes, ditos esquerdistas,
ainda autorizaram, com a conivência da maioria
dos congressistas, o ingresso do capital estrangeiro
na mídia, com o que será consumada a captura
total do compartimento econômico do país,
sem que os brasileiros recebam qualquer informação
a respeito.
É hora
de reagir!
A única
reação eficaz, entretanto, será
aquela comandada por cidadãos que não
sejam destros, nem tampouco sinistros, mas plenamente
brasileiros; que não sejam a favor do Estado
Mínimo, nem tampouco do Estado-Máximo,
mas tão somente do Estado-Necessário.
Empolgando o poder,
esses nacionalistas de escol tratariam logo de inverter
o rumo adotado para a condução dos negócios
do Estado.
Uma postura mais introspectiva
em relação ao mundo ao largo, uma atuação
mais efetiva no plano interno, seriam as características
marcantes dessa inversão de rumo.
O resumo desse novo
posicionamento político é o Decálogo
Nacionalista, incluído entre os princípios
básicos do Partido Nacionalista Democrático
PND.
Impraticável
discutir agora todas as medidas corretivas de que o
país carece, embora deva ficar bem claro que
algumas delas hão de ser duras e provocativas.
Dentre todas merece
destaque especial a guinada radical no comportamento
do Brasil, deixando de lado a política “Exportadora-Importadora”,
para assumir a posição de “PRODUTOR-CONSUMIDOR”,
com o foco voltado para o suprimento das necessidades
internas, de modo a eliminar, de uma vez por todas,
os bolsões de miséria espalhados por todo
o território.
Uma segunda medida urgente
será a alteração no texto constitucional,
para restabelecer a distinção entre as
empresas brasileiras de capital nacional das empresas
ditas “brasileiras”, mas de capital estrangeiro.
Tal mudança é absolutamente necessária,
para reverter a maré desnacionalizante provocada
pelos neoliberais. A alteração, no sentido
inverso, foi a primeira incursão no texto constitucional
feita pelo governo neoliberal do sociólogo Fernando
Henrique Cardoso.
Outras medidas derivadas
seriam: a proibição do acesso ao subsolo
aplicável às empresas de capital estrangeiro;
a eliminação das licitações,
conduzidas pela Agência Nacional de Petróleo,
para concessão de direitos de lavra em terra
e em blocos da plataforma continental, a nacionalização
(note-se: nacionalização, mas não
necessariamente estatização) de algumas
empresas vitais como a Vale do Rio Doce (Portal da Amazônia)
e a redução paulatina da comercialização
externa de minérios brutos, casando tais operações
com a aquisição, pelos estrangeiros, dos
produtos finais do beneficiamento dos mesmos minerais.
Também necessárias
são: a retirada paulatina dos bancos estrangeiros
do varejo bancário, por não ser admissível
que os depósitos dos brasileiros gerem lucros
para outros países; a anulação
do ato que permite o ingresso de capital de fora na
mídia nacional, por não ser aceitável
a exposição da mente dos brasileiros à
doutrinação estrangeira; o direcionamento
preferencial do crédito agrícola para
as culturas responsáveis por grandes dispêndios
de divisas; o contingenciamento das exportações
de produtos agrícolas, de modo que as vendas
para o exterior não introduzam preços
externos no cotidiano brasileiro.
Além disso, há
que se fazer respeitar, intransigentemente, o direito
de propriedade, hoje constantemente violado pelos “sem
alguma coisa”.
Evidente que merecem
apoio os “sem trabalho”, porque vítimas
da má gestão praticada pelos políticos
brasileiros.
Como a Amazônia
está na moda, conforme demonstrado pelas diversas
versões de teorias conspiratórias que
sobre ela versam, acrescentar-se-iam às medidas
imediatas dos nacionalistas, alçados ao poder,
as seguintes:
Retomada, imediata,
da estratégia portuguesa que nos legou a Amazônia,
que se resumia no tamponamento das vias de acesso que
do exterior penetram no território nacional e
a vivificação de certos trechos da fronteira
localizados defronte áreas vivificadas pelos
países lindeiros. Note-se que o tamponamento,
agora incluindo o espaço aéreo, carece
de reforço da Marinha no patrulhamento dos rios,
eis que os postos de fronteira estáticos não
são eficientes no cumprimento da tarefa de evitar
as incursões, via fluvial, promovidas por outros
países;
Implantação
urgente do “Programa de Zoneamento Ecológico-Econômico”,
conduzido pelo Governo Federal, para conservação
eficaz dos ecossistemas regionais e, ao mesmo tempo,
para seleção de áreas onde poderão
ser implantados projetos alternativos de uso do espaço
amazônico;
Interrupção
brusca das atividades das “Organizações
não-Governamentais” estrangeiras atuantes
na região e retirada dos seus agentes da Amazônia
brasileira, e
Revisão do dimensionamento
exagerado das “reservas indígenas”,
afastando-as, sempre que possível, das faixas
de fronteiras.
Mas, para que isso venha
a acontecer faz-se necessário que todos os nacionalistas
se empenhem de corpo e alma, na tarefa magna do momento:
coletar as assinaturas necessárias à regularização
do “Partido Nacionalista Democrático-PND”
perante o TSE.
Uma vez ultrapassado
o obstáculo maior à ação
nacionalista, acredita-se piamente que estarão
abertas as condições para geração
de um “tsunami” verde-amarelo que recobrirá
o país de ponta a ponta.
É o que
a situação requer e é o que o povo
brasileiro vem suplicando há muito tempo.
“BRASIL
ACIMA DE TUDO, SOB A PROTEÇÃO DE DEUS!”.
Roberto Gama E Silva
Almirante Reformado
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A
*U.R.S.A.L. JÁ MOSTRA A SUA CARA
*União das Repúblicas Socialistas da
América Latina
*W. Neto
Em 2006 quando o protoditador EVIL
MORALES nacionalizou a PETROBRÁS, rasgando um
contrato entre a Bolívia e o Brasil, a indignação
tomou conta de certos setores de nossa sociedade. Lamentavelmente
o número de indignados não foi o suficiente
para eleger o candidato que na época apresentava-se
como opositor de Lula. Recentemente, outro protoditador
bolivariano, RAPHAEL CORRÊA, tomou a mesma medida
em relação à construtora Norberto
Odebrecht, inclusive com a detenção de
cidadãos brasileiros nas dependências da
mesma.
Como se não bastasse, o governo
PeTralha “empresta” quinhentos milhões
de Reais a EVIL e anuncia que irá investir na
prospecção de petróleo em CUBA,
ilha dominada pela “famiglia Castro” há
quase cinqüenta anos, alguns bilhões de
Reais, através da Petrobrás.
Chega-se à desconfiança
de que basta estar tudo correndo como o esperado, para
que os Castros encampem tudo o que foi investido em
nome do Marxismo-Leninismo e, ao governo Lulo-Petista,
restará balançar a cabeça afirmativamente
em nome dos “cumpanhero”, que rezam pela
mesma cartilha ideológica.
Isto nada mais é do que os primeiros
passos na direção da construção
da U.R.S.A.L., modelo inspirado na falida União
Soviética e que começou a se assanhar
com os discursos inflamados de HUGO “Chapolim”
CHÁVEZ, apelidando-a de “Socialismo Bolivariano”.
Temos hoje a noção exata
de por que o governo brasileiro não tomou e não
tomará nenhuma atitude contra estes sado-comunistas.
Em suas cabeças doentias consideram a U.R.S.A.L.
uma realidade. Em nosso país tramam uma estatização
disfarçada de Monopólio e ajuda a instituições
falidas, através da compra (o início)
da NOSSA CAIXA pelo BANCO DO BRASIL e do monopólio
das telecomunicações pela compra da BRASIL
TELECOM pela OI.
Fica a pergunta: “Será
que após algum tempo o governo federal comprará
o controle acionário da mega empresa?”
Acabo de assistir um vídeo sobre
uma sabatina a Lula, então candidato à
presidência em 1989. Perguntado sobre o que faria
em defesa dos pobres, o mesmo sem nenhuma cerimônia
respondeu que todos os que acumularam riquezas seriam
obrigados a distribuí-la entre os mais necessitados!
Nos dias atuais o seu pensamento não mudou, só
que o foco deste pensamento não está dirigido
aos mega milionários, mas sim à classe
média, pagadora de altos impostos e que é
o termômetro deste país. Esta classe passou
a ser o alvo do PT e recebeu a alcunha “dazelite”.
Um amigo costuma dizer que o PT sabe muito bem socializar
a miséria!
Adiciono mais um ingrediente, todo
e qualquer governo sado-comunista, que passou por qualquer
lugar de nosso planeta, fez exatamente o mesmo. O ódio
estampado pelo capitalismo e pelas classes mais abastadas
é meramente um disfarce que catequiza o povo
desinformado e desavisado a apoiá-los. Suas verdadeiras
intenções são simples, instalam-se
no poder através da Democracia e depois passam
a alcunhá-la de “fascismo reacionário”
além do convencimento da massa de idiotas úteis,
que é um regime que não trará nenhum
benefício a eles.
Recusam-se, pela alternância
de poder, e sempre arranjam artifícios para nele
se perpetuarem, seja por casuísmos ou através
da corrupção mera e simples.
Forjam um bem-estar fictício
e anunciam que o país vai de vento em popa rumo
ao 1º. Mundo. Pura balela que faz lembrar o filme
“1984”, baseado na obra de George Orwell.
Ao instalarem-se definitivamente no
poder, passam o controle ao ParTido e todas as decisões
passam a ser por este tomadas. Está formada a
elite política e os demais membros da sociedade
deverão prestar total apoio e obediência
a esta!
Retornando a U.R.S.A.L., preocupa-me
o fato de que, com esta união, o trânsito
livre entre os países membros, só aumente
o tráfico de armas e drogas e miséria
humana em geral. É a típica sociedade
comercial, na qual o Brasil entrará com 90% do
capital e os outros 10% serão divididos entre
todos. Se conseguirmos destituí-los deste poder,
a nossa primeira tarefa será contar e catar os
cacos que sobrarem de nosso país enquanto os
homens da esquerda, os “tutela dores” da
liberdade e da verdade estarão contando os novos
milhões acumulados, por aí em algum exílio
num paraíso terrestre.
W.Neto- É ufólogo
e artista plástico, colaborador deste portal
e da revista UFO.
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Braveza e ódio
dos vencidos
Ernesto Caruso, 17/08/2008
Perderam no combate
armado e mudaram o modo de vida, mas não se conformam
com a benfazeja derrota, depois lucrativa ($). Desfrutam
as benesses de um país não comunista oposto
do modelo cubano como intentaram plantar, do atraso
e fuzilamento dos adversários ainda que verbais,
quanto mais armados.
Querem ganhar no grito diante da câmera, luz,
ação.
O que se viu no debate havido na TV Câmara foi
uma emboscada para que os holofotes criassem um espetáculo
televisivo com a “vitória” comunista
no tapetão. Babam de ódio e o fel percorre
as suas entranhas enquanto ditam palavras de ordem contra
alguém que precisa expiar os seus pecados, como
representante simbólico do Movimento Democrático
de 31 de Março de 1964, que atendeu ao clamor
da nação brasileira, e os jornais e revistas
o provam.
Previsível o que iria acontecer.
De um lado o advogado Antônio Ribas Paiva e do
outro — vejam o time — deputado Ivan Valente,
do PSOL, deputado Daniel Almeida, do PCdoB, Sra Elizabeth
Silveira, do Grupo tortura nunca mais e o professor
José Geraldo de Souza Junior, diretor da Faculdade
de Direito da UNB.
Um tanto diferente do que anunciaram para o programa
Expressão Nacional, com a presença do
deputado Ivan Valente (PSOL), Paulo Abrão Pires
Júnior, presidente da Comissão de Anistia
do Ministério da Justiça (Por que não
foi?), Antônio Ribas Paiva, advogado da área
cível e penal, palestrante no evento do Clube
Militar do Rio de Janeiro e contra a revisão
da Lei de Anistia (como anunciado) e Elizabeth Silveira,
vice-presidente do Grupo tortura nunca mais. Já
seriam três contra um, mas no debate foram quatro
contra um. Como classificar um programa com nítido
desequilíbrio explícito dos contendores?
O mesmo que um jogo de futebol com 2,75 (três
sendo um mancando) jogadores contra 11.
A apresentadora transmitia a pergunta dos expectadores
a um dos entrevistados. As repostas do advogado Ribas
normalmente eram atravessadas por comentários
dos outros, me fazendo lembrar da ocorrência na
porta do Clube Militar no seminário sobre a anistia,
quando uma senhora pretendeu externar o seu pensamento,
sendo acintosamente reprimida pelos manifestantes da
UNE, que saindo de onde estavam, formaram um arco e
aos gritos abafavam o que aquela senhora tentava dizer.
A PM afastou a senhora, protegendo-a.
O deputado Ivan e a Sra. Elizabeth eram os mais exaltados.
A todo o momento repetiam que as ações
terroristas, seqüestros, etc são reconhecidos
e aceitos como forma de reação a um poder
opressor e que a tortura é um crime contra a
humanidade. Claro, quando praticada pelos outros. Terrorismo
e tortura estão no mesmo nível, como preceito
constitucional vigente, Art. 5º, XLIII, “a
lei considerará crimes inafiançáveis
e insuscetíveis de graça ou anistia a
prática da tortura, ..., o terrorismo e os definidos
como crimes hediondos, ...;” A CF/88, no mesmo
Art. 5º, XXXIX, dispõe que “- não
há crime sem lei anterior que o defina, nem pena
sem prévia cominação legal;”
A Lei da Anistia nº 6.683, data de 28Ago79, a Lei
nº 9.455, que define o crime de tortura é
de 7Abr97, bem como a Lei nº 8.072/90, preconiza
no Art 2º: “Os crimes hediondos, a prática
da tortura, ... e o terrorismo são insuscetíveis
de: I - anistia, graça e indulto;”
Se a lei da anistia não beneficia os agentes
do Estado acusados de tortura, não pode ser tão
ampla que abranja os terroristas, pois terroristas e
torturadores cometeram tais crimes antes que a lei os
considerasse insuscetíveis de anistia, graça
e indulto.
Vejam uma amostra do pensamento de Ivan Valente, do
PSOL, que assina com mais dois deles: “Uma revolução
que sobrevive há cinqüenta anos......Castro
foi produto e líder maior ao lado de Che Guevara
desta revolução que sustentou em meio
a uma América Latina...” (21/02/2008).
Belo exemplo de democracia, 50 anos no poder.
Ou como diz o PSOL: “Apesar de a Rússia
ter acabado restaurando o capitalismo, nos ensinou que
só com uma revolução é possível
derrocar as classes dominantes; que o socialismo só
pode ser conquistado por meio da ação
revolucionária das massas e com os trabalhadores
e o povo tomando o poder.” (A Atualidade do Socialismo
e as Tarefas dos Revolucionários, março/2008,
Movimento Esquerda Socialista/PSOL.)
Quer mais, leia: “É preciso desmantelar
toda esta estrutura se queremos o mínimo de segurança.
É fundamental a democratização
das forças policiais e em particular do Exército,
com o direito a livre organização política
das tropas, com direito das tropas elegerem seus próprios
comandantes;”
Ora, a luta armada não só era uma pregação,
como foi empreendida para impor o regime comunista,
como é; escrevem e assinam.
O deputado Ivan não deixou de se regozijar ao
comentar que o Cel Ustra já estava sendo julgado
em São Paulo e que dois desembargadores já
tinham votado, um contra e um a favor e o terceiro havia
pedido vista.
Um processo espúrio, descabido, inaceitável
e que deverá ser repudiado por ser parcial. Enquanto
os criminosos são perdoados e premiados os militares
vão a julgamento, contrariando a Lei da Anistia.
Lei, cujos anistiados, regiamente indenizados, se avocam
como de pleno direito, negando-a aos agentes que cumpriam
com a sua responsabilidade em defesa da democracia.
O partido do deputado Almeida convocado para respaldar
a condenação dos agentes, PCdoB, era como
os partidos comunistas e é, quando assume: “32.
A CONSTRUÇÃO do socialismo, visando a
meta do comunismo, é processo complexo que engloba
várias fases. Possivelmente, no Brasil, a transição
do capitalismo ao comunismo, que compreende todo um
período histórico, terá três
fases fundamentais: a da transição preliminar
do capitalismo ao socialismo; a da socialização
plena; e a da construção integral do socialismo
e passagem gradual ao comunismo. São fases interligadas
e sem limites rígidos, de duração
relativamente larga, que comportam também etapas
intermediárias. A primeira fase é indispensável
para alcançar premissas econômicas que
favoreçam a implantação integral
do socialismo, tendo presente que o Brasil é
ainda pouco desenvolvido.”
Vai fundo: “33. A FASE da transição
preliminar do capitalismo ao socialismo realizará
gradativamente as transformações indispensáveis.
Nesta primeira fase não haverá confiscação
geral, socialização total, expropriação
generalizada. As medidas radicais, ligadas às
exigências iniciais da construção
socialista, terão cunho parcial.”
Constata-se que os argumentos da luta contra a opressão
são frágeis e inverídicos.
E o programa foi desonesto na concepção
com premeditado desequilíbrio.
Se houvesse boa intenção dos organizadores,
o mesmo número de debatedores em programas distintos,
responderia as perguntas dos espectadores, já
que a premissa deve ser de esclarecer posicionamentos.
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*Ernesto Caruso, 10/02/2008
Na trilha das comparações
recentes do presidente Lula, do tumor que não
é tumor, mas uma simples alteração
que com qualquer “remedinho” cura, a inflamação
é mais profunda, o pus se espalha, deteriora
o tecido do corpo inerte a servir de pasto aos vermes,
cujo é odor é aroma no banquete da massa
disforme.
O Brasil não pode ser transformado nesse ágape
de urubus.
Uns após outros se sucedem com intensa pluralidade
de escândalos, no mais elevado grau superlativo,
que não se sabe se é para criar um condicionamento
ou imperícia no trato com as relações
humanas, autoconfiança, desprezo pelo que os
outros pensem a respeito, desafio, esporte radical,
ou naquela do que manda quem pode, obedece quem tem
juízo.
Assim, foi a infeliz apresentação das
justificativas à Nação do uso do
cartão corporativo, pelos ministros do governo,
dentre os quais se encontrava o Chefe do Gabinete de
Segurança Institucional, general Jorge Armando
Félix.
Não se põem em dúvida a atribuição
do órgão quanto à segurança
do Chefe e dos familiares, por preceito legal, mas daí
uma manifestação de quanto maior a transparência,
menor a segurança, para encobrir os desmandos
e descaminhos já demonstrados, há um turbilhão
de reações contrárias colocando
em posição incômoda, pelo menos
no olhar da sociedade e em especial dos colegas de farda,
o militar. E militar antes de tudo cultua o pundonor,
uma constante preocupação do que possam
pensar e aludir a si, por uma conduta reprovável.
Não interessa os que estavam ao seu lado, da
Casa Civil e da Comunicação Social, pois
sobejamente são conhecidos colegas do passado
da luta armada e seqüestros abrigados no atual
governo Lula. Lá não se encontrava o Ministro
de Estado do Controle e da Transparência.
O ter que conviver com eles na administração
é uma conseqüência do cargo, que talvez
nem obrigue a ser um militar, como ministro, ainda que
para prestar assessoramento pessoal ao Presidente da
República em assuntos militares e de segurança.
O da Defesa não é. Um Comandante do Exército,
por exemplo, tem que ser um oficial general do Exército,
seja A, B ou C.
Não se pode alegar cumprir ordem superior para
tudo, ainda mais em um cargo político, cujo pedido
de demissão está tão próximo
como o ato de ser demitido pela autoridade nomeante.
É inaceitável a emoção superando
a obrigação funcional da razão,
a puerícia sobrepujando a maturidade, a experiência
e a proteção paterna acobertando a ação
do filho que por ser estudante não devia ser
preso só porque, juntamente com outros colegas,
espancou uma senhora que estava no ponto de ônibus
no alvorecer de um dia, com marcas no rosto, corpo,
pelos sopapos e socos de homens embrutecidos e na alma,
mais ainda.
*Coronel reformado do EB.
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Editorial
“Eu
estou de olho”
De péssimo
gosto, esses vídeos veiculados pela Justiça
Eleitoral do governo
do pior presidente de todos os tempos.
Dá para desconfiar da seriedade dos propósitos.
De que adianta estar “de olho” para ver
17 000 cartões corporativos
na mão de apadrinhados, que gastam o dinheiro
suado do povo brasileiro,
que nada pode fazer?
Num
país sério há muito que um presidente
do naipe desse senhor já estaria preso.
O crime oficial e organizado em todos os escalões
está espoliando o país. As denúncias
dos poucos que ainda têm coragem e esperança
de mudar não encontram eco no Congresso Nacional,
onde se contam poucos parlamentares dignos.
O grileiro que chefia a quadrilha maranhense estado
do qual é “dono” o ex-presidente
José Sarney, eminência parda de Lula no
Congresso, é quem reparte entre os parlamentares
as benesses que o “presidente oferece”.
A lei que privatiza as florestas brasileiras,
Lei 11284 assinada em 2 de março de 2006
e publicada no Diário Oficial da União
em 3 de março de 2006, um “crime de lesa-pátria”.
Só esse crime já seria mais do que suficiente
para o “impeachment” do maior canalhocrata
do planeta. Essa lei absurda está de acordo coma
vontade expressa das potências estrangeiras já
denunciadas neste portal e em outros veículos
de massa.
A Lei 11284 está permitindo invasões e
desmatamentos nunca sonhados, a ministra Marina Silva,
honrada mas obtusa, que faz o jogo das potências
interessadas e é vista por elas como a única
capaz de salvar a biodiversidade do planeta é
figura decorativa da história, nada faz.
A perda das refinarias da Petrobrás na duvidosa
negociação onde a empresa e seus acionistas
foram prejudicados, mostra a omissão, covardia
e a incompetência do mentiroso Lula. “O
preço do gás boliviano será mantido”.
Subiu.
Os escândalos sempre presentes e o cinismo do
presidente dão a tônica, ao “não
sei de nada”.
O MST recebe cestas básicas e ajuda do INCRA.
Mais uma vez o dinheiro do povo é usado, para
bancar invasões de propriedades.
A transposição do rio São Francisco,
apesar dos pareceres contrários dos ambientalistas
que são os que entendem da matéria, são
rejeitados e os senhores ministros do Supremo que nada
entendem e dão sinal verde. Só “neste
país” onde a boçalidade ocupa o
lugar da cultura.
Ministros nomeados pelo “presidente deste país”
torram o dinheiro público com seus cartões
corporativos, enquanto o Congresso Nacional propõe
mais uma CPI para fingir que investiga.
O Portal da Transparência da Controladoria Geral
da União só mostra alguns gastos em uma
transparência “muito relativa”.
A União Européia reclama das exportações
de carne brasileira para aquele mercado. A politicagem,
má fé e a incompetência no trato
comercial arrebentam com a credibilidade do Brasil.
A reserva moral da nação, que estaria
nas Forças Armadas, acima dos atos ilícitos
e defensores da Constituição está
tendo um comportamento de parcialidade decepcionante,
desde o governo FHC.
Após terem aceito novas regras que privilegiaram
os oficiais, em prejuízo para as praças,
os comandantes militares cometeram suicídio,
entregaram a cabeça ao verdugo. Na traição
aos companheiros d’armas, destruíram o
espírito de corpo que sempre uniu oficiais e
praças. Esse erro que precisa ser admitido e
corrigido. É elemento desagregador entre oficiais
e praças. É tudo que interessa ao governo
desagregador e omisso do covarde e megalomaníaco
Lula, que vê na desagregação e na
divisão do povo, uma forma de sustentação
de sua quadrilha no poder.
Os comandantes e demais chefes militares, desprestigiados
pelo péssimo Ministro da Defesa, que nada mais
é do que um moço de recados de Lula, parecem
ter como única preocupação o aumento
de seus vencimentos e interesses pessoais.
Rindo-se de tudo e de todos, principalmente dos que
puderam com sacrifício cursar uma universidade,
está o pavão bufo. Os universitários
e os empresários que investiram no Brasil são
as elites as quais Lula se refere, com freqüência
com desprezo, é a escatocefalia crônica
e o alcoolismo em delírio.
Enquanto Lula perdoa dívidas de países
“amigos”, namora as Forças de terroristas
e narco-traficantes da Colômbia (um assunto interno
e que diz respeito à soberania da Colômbia)
reconhecendo-as como se fossem um exército, regular.
Faz “investimentos” em Cuba, enquanto lambe
as botas do assassino Fidel, seu guru. Quanta mediocridade
em nome do Brasil.
Tudo com o dinheiro suado do povo brasileiro, que fica
esperando um milagre.
Aqui não há verbas para a saúde
e as mortes por febre amarela continuam.
As Forças Armadas, sucatadas e mal equipadas,
com soldos humilhantes, esperam a benevolência
de seu digno comandante supremo. É uma vergonha;
nunca em nossa história isso aconteceu.
Do verde oliva da esperança restou o verde da
náusea do povo pagante de impostos diante do
perigoso quadro de desgoverno e ameaças internas
e externas. Nem os apelos dos Clubes Militares e dos
senhores generais da experiente e digna reserva são
ouvidos.
Os irmãos Villas Boas, sertanistas e indianistas
já falecidos, profundos conhecedores dos costumes
indígenas costumavam dizer: “Os velhos
são a sabedoria da aldeia, as crianças
as donas do mundo”. Nem as crianças podem
contar com seus pais, nem os velhos com a segurança
que merecem no ocaso de suas vidas, após o serviço
ao Brasil.
Enquanto o Brasil não acordar a escola de alquimistas
“Arsène Lupin” do P T. estará
“furtivamente” formando novos candidatos
aos cargos eletivos e à sucessão presidencial.
O partido é rico no fermento necessário
à incubação, o estrume de jegue.
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Líder Político
por
Paulo de Paula Mesiano
CMG AvN Ref
Enviado
por Roberto Carrazedo
POLITICA - Sempre que tocamos nesse
assunto, fazendo a ressalva de que não é
sobre POLITICA Partidária que queremos conversar,
com os nossos pares, ou com os nossos iguais.
Causamos mal estar, um desconforto verborrágico
como se tivéssemos procedendo erradamente, cometendo
uma Indisciplina, contrariando os Dogmas do Militarismo,
falando de algo Pornográfico, contrariando os
Usos e os Bons Costumes, na concepção
da maioria dos Militares, Política é para
ser tratada pelos Políticos, nós os Militares
somos os eternos “vacas de presépio”,
bonitinhos, arrumadinhos, bem colocados e inseridos
no Estamento Militar e apartidários, porque assim
querem os Politicos.
Nessas conversações detectamos dois aspectos
básicos, o primeiro e mais importante é
que a grande maioria ignora o que é POLITICA
e o segundo tem uma ojeriza histérica de se falar
sobre Ela, e nos evitam como se fossemos “parlapatões
lazaretos”
Fenômeno semelhante acontecia quando se falava,
há alguns anos, sobre doenças incuráveis
como o Câncer e a AIDS, as pessoas faziam menções
muito vagas, quando era Câncer, falavam veladamente
sobre o “Caranguejo”, diminuíam o
tom das conversações, a um sussurro, imperceptível,
como se isso fosse o suficiente para evitar ou eliminar
a doença, quando se sabe que a primeira medida
concreta de solução é ASSUMIR a
doença tanto por parte do Paciente como pela
sua Família e Amigos e evidentemente combatê-la.
Não existe nada definitivo neste universo que
vivemos os céticos, que abraçam o ceticismo
sabem que o ser humano não atinge nenhuma certeza
a respeito da verdade, o que há é a duvida
permanente da compreensão, seja qual for o enfoque,
metafísico ou religioso.
Desde os tempos de Aristóteles até os
dias atuais há especulação a respeito
dos Seres Humanos, aqueles que são Vísceras
e Emoções, que ocupam espaço e
tem a sua essência graças ao pensamento
em que acumulam conhecimentos, pelas observações
através dos sentidos.
Isso começou na Polis a cidade-estado na Grécia
antiga, quando a sociedade que a guarnecia se expandiu
para a Comunidade. Surgiu a POLITICA, logo sistematizada
como a Ciência da Organização, da
Direção e Administração,
da Polis, evidentemente.
A Política deveria ser impessoal e transparente,
mas foi deturpada pela Politicagem, ou seja, a Política
de Interesses Pessoais, da troca de Favores, de Realizações
insignificantes, mas que davam lucro aos seus realizadores.
Atrás da Politicagem veio a pratica de propinas,
a corrupção, arrastando a Comunidade à
depravação dos hábitos sociais,
alterando usos e costumes numa devassidão, libertinagem
e licenciosidade.
Não é dessa POLITICA ou da POLITICAGEM
que os militares, devem enfocar.
Para os Militares, a Política, deve ser a arte
do Diálogo, visando o Bem Estar da Comunidade
Militar e da Sociedade, com o estabelecimento de Regras
e Normas respeitantes na Direção dos Negócios
Públicos, dentro do Respeito, da Moral e da Ética.
Os Militares estão inseridos na Sociedade como
qualquer Cidadão, pertencem a um Estamento especifico,
tendo um status jurídico, próprio e diferenciado,
que não o exime dos seus Direitos, Obrigações
e Prerrogativas, outorgados pela Lei Magna, como um
Cidadão comum que Ele o é, mas os Políticos
o vêm como um Serviçal.
Os Militares são Servidores do Estado, diligentes,
exercendo atividade pública de forma impessoal,
ocupando um Cargo ou Função.
As Forças Armadas antes do Ministério
da Defesa eram autônomas, e seus Lideres estavam
no primeiro nível, dialogavam diretamente com
o Presidente da Republica.
Com a instituição deste Ministério
por FHC os seus Lideres passaram a um segundo plano,
e se posicionando de forma intermediaria, entre cada
Força e o Presidente da Republica, o recém
criado Ministro da Defesa, cujo posicionamento não
é bem definido.
Por força Constitucional as Forças Armadas
são instituições nacionais permanentes
e regulares sob a autoridade suprema do Presidente da
Republica, e a EC-Emenda Constitucional nº23 (Que
criou o Ministério da Defesa) editada em 2 de
setembro de 1999, no inciso XIII reitera a competência
do Presidente da Republica ao dizer Exercer o Comando
Supremo das Forças Armadas não faz nenhuma
menção ao Ministro de Estado da Defesa,
não fixa nenhuma competência administrativa,
nem operacional, a esse Ministro a EC 23 intitulada
como de Criação do Ministério da
Defesa não esclarece o posicionamento desse Ministério
com relação às Forças Armadas,
o que ela fez foi alterar os artigos 12, 52, 84, 91,
102 e 105 da Constituição Federal prolsatada
em 1988 e em vigor, senão vejamos:
1. acrescentou ao § 3º do artigo 12 que diz:
são privativos dos brasileiros natos os cargos
entre Eles o de Ministro de Estado da Defesa; (auto-entendivel)
2. modificou a redação do Inciso I do
artigo 52 na competência do Senado Federal para
a seguinte: I - processar e julgar o Presidente e o
Vice-Presidente da Republica nos crimes de responsabilidade,
bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da
Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; (põe
os Comandantes em paralelo com os Ministros de Estado,
portanto são pessoas jurídicas iguais)
3. No artigo 84 que trata da competência do Presidente
da Republica acrescentou o inciso XIII: exercer o Comando
Supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
promover seus oficiais generais e nomeá-los para
os cargos que lhe são privativos; (reitera a
competência do Presidente, não faz menção
alguma a pessoa do Ministro de Estado da Defesa)
4. No artigo 95 que trata do Conselho de Defesa Nacional
e fixa quais são os membros natos desse Conselho,
acrescentou dois Incisos:
V - mencionando o Ministro de Estado da Defesa;
VIII os Comandantes da Marinha, do Exército e
da Aeronáutica; (outra vez põe os Comandantes
como iguais aos Ministros de Estado)
5. No artigo 101 que trata da competência do STF
- Supremo Tribunal Federal, no inciso I de processar
e julgar modificou a alínea:
a) nas infrações penais e nos crimes de
responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no artigo 52, I, os membros dos
Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União
e os chefes de missão diplomática de caráter
permanente; (na competência do STF de novo põe
os Comandantes em igualdade com os Ministros de Estado)
6. No artigo 105 que trata da competência do STJ
- Superior Tribunal de Justiça modificou as seguintes
alíneas:
b) os mandados de segurança e os hábeas
data contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes
da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ou do próprio Tribunal;
c) os hábeas corpus, quando o coator ou paciente
for qualquer das pessoas mencionadas na alínea
a, ou quando o coator for tribunal sujeito à
sua jurisdição, Ministro de Estado ou
Comandante da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica,
ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.
(idem neste artigo na igualdade dos Comandantes com
os Ministros de Estado)
O posicionamento do Ministério da Defesa com
relação às Forças Armadas,
é um imbróglio difícil de entender,
mas pelo que consta na Constituição Federal
vigente, a que foi prolatada em 1988, a Marinha, o Exército
e a Aeronáutica não são subordinadas
ao Ministro da Defesa, o seu status é de Ministério,
apenas deram o nome aos Ministérios da Marinha,
do Exército e da Aeronáutica de Comando,
continuando com todas as prerrogativas, direitos e atribuições,
como as Operativas, obviamente, mais as Administrativas,
que já tinham como Pessoal, Material, Saúde
Formação (Instrução e Adestramento),
recebendo Verbas Orçamentárias, efetuando
Despesas, prestando contas ao TCU, “continuaram
como dantes no quartel de Abrantes”.
Concluindo:
• o que mudou?
Apenas o nome de Ministério para Comando; a subordinação
voluntária; porque não há nenhum
respaldo Constitucional;
• o que fazer?
Sermos ouvidos e consertar essa situação
valorizando os Comandantes, posicionados corretamente
em paralelo com os Ministros ou talvez criando o Comando
Conjunto das Forças Armadas, como existe nos
Estados Unidos o “Joint Chief of Staff”
que seria exercido em regime de rodízio entre
as três Forças como era o EMFA, (Estado
Maior das Forças Armadas).
É o que estarrecido constatei e decepcionado
pela subserviência dos Chefes, que aceitaram as
injunções dos Politiqueiros de plantão
e não dizem nada.
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*Ernesto Caruso, 04/01/2008
O símbolo da pacificação,
da integração e da monolítica identidade
do território brasileiro — o insigne Duque
de Caxias — além de toda uma vida de dedicação
à Pátria, com folha e tempo de serviço
incomparáveis, nos deixou mais uma lição
na arte humanista do entendimento, compreensão,
perdão e recomposição, dando mostras
de magnanimidade, como representante e defensor do Estado,
mesmo após os ensangüentados dez anos de
luta na Guerra dos Farrapos, iniciada em 1835, no conturbado
período da Regência a exigir pulso forte,
para não fragmentar o solo já verde-amarelo,
como ocorrido na América espanhola. Nem guilhotina,
nem fuzilamento, práticas do reinado de terror
do passado próximo, da Revolução
Francesa e do que o mundo iria assistir na Revolução
comunista de 1917 na Rússia, ou do regime de
Fidel Castro-Che Guevara em Cuba, de 1959 aos dias atuais.
Mas, sim uma mensagem de PAZ, de LUZ, de ALMA.
“Uma só vontade nos una!” Proclamaram
os vencedores de ambos os lados dos brasileiros audazes
da Guerra Farroupilha, manifestando a enlevada intenção
de pacificação, de energia e de prevalência
da unidade. Prosseguindo, exclamam com determinação
e admoestação: “Maldição
eterna a quem ousar recordar-se das nossas dissensões
passadas.” A aspereza do xingamento serve de carranca
para afugentar quem tentar romper a reconciliação.
Demonstra o espírito que pairava sobre o abraço-compromisso
do Estado com aqueles que ensarilharam as armas em nome
de um Brasil Maior. E, conclui com apelo aos corações
dos envolvidos, tendo à frente o Duque de Caxias:
“União e tranqüilidade sejam de ora
em diante nossa divisa”. Perdão e esquecimento
prevaleceram. Este trecho da Paz de Poncho Verde está
perpetuado no bronze e exposto no saguão do Clube
Militar, na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro.
“Uma só vontade nos una! Maldição
eterna a quem ousar recordar-se das nossas dissensões
passadas. União e tranqüilidade sejam de
ora em diante nossa divisa”. 01/03/1845 –
01/03/1945
O ensinamento, cinzelado ao longo da História
e das tradições brasileiras, tem dado
rumo às nossas Forças Armadas no trato
da anistia concedida aos que se envolveram nos embates
no pós 1964, no auge da bipolaridade, democracia,
liberdade de ir e vir, pluralismo partidário,
economia de mercado versus o comunismo, exportado pela
Rússia, do partido único, da economia
de estado,... e do Muro de Berlin, que sintetiza e representa
a falta de liberdade de você ir para onde desejar.
Mas, enfim, assim pensavam os seus adeptos, e lutaram
por seus ideais com armas e técnicas de combate,
instruídos pelos manuais vermelhos de como fazer
sabotagem, seqüestrar autoridades e aviões,
aterrorizar para obter apoio, explodir aeroportos, etc,
para que as posturas políticas e econômicas
vividas pela Rússia fossem implantas no Brasil.
Não conseguiram. Perderam. Foram anistiados,
expiados pelo Estado, como os seus defensores pediram
e foram atendidos, para que a anistia fosse ampla, geral
e irrestrita; isto é, atingisse a todos os envolvidos,
por quaisquer atos de atrocidades que tenham cometido,
reincidentes ou não, sem limites, por prática
criminosa com vestimenta política. Tudo perdoado
a partir da lei e aperfeiçoamentos. Assassinato,
seqüestro, tortura, roubo, assalto, formação
de quadrilha. Quem delinqüiu, julgado ou não,
condenado ou não, preso ou não, fugitivo
ou não, foi PERDOADO.
Ora, se o Estado concede anistia a quem praticou toda
sorte de crime, não cabe punir quem deteve o
criminoso, por mais que a ele se tenha igualado no nível
de barbárie. Qual a diferença, ministros
do governo Lula, entre um guerrilheiro comunista matar
a coronhadas o tenente da PMSP, e um agente do Estado
matar a coronhadas o guerrilheiro comunista? Pelo jeito,
o terrorista deve ser anistiado e até indenizado.
No sofrimento não há diferença.
Nem na dor, no quadro de horror do crânio esfacelado,
no sangue jorrando, nas famílias amarguradas.
Por sua vez o guerrilheiro adentrou nesse cenário
de luta por opção, mas o agente em cumprimento
do dever, por obrigação. Se não
o fizesse, seria um desertor como Lamarca, traidor de
um juramento. Alguns deles, guerrilheiros, terroristas,
são impedidos de entrar nos Estados Unidos por
conta do seqüestro do seu Embaixador. Nem a anistia
brasileira os isentou do crime, anotado em alguma ficha
sem prescrição.
Na Ilha Grande do Caribe, modelo Fidel dos amigos Lula-Chávez-Morales,
não há necessidade de anistia. Dos que
lhe fizeram oposição em armas, vivos não
estão.
Cabia ao governo do presidente Lula, interpretado por
seu ministro da Justiça, Tarso Genro, refutar
o pretendido pela Justiça italiana até
para não reabrir chagas mal cicatrizadas, se
fossem bons os seus propósitos, e cuja manifestação
encontrou eco no assessor especial para assuntos internacionais
da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que
apoiou a decisão do governo de analisar pedido
de abertura de inquérito sobre os militares brasileiros
acusados de participar da Operação Condor.
Recebeu reforço do ministro especial da Secretaria
dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que defendeu a
anulação da Lei de Anistia. O recado vem
de Lula, como no lançamento do livro "Direito
à Memória e à Verdade", onde
esteve presente, e encampa, agora, a palavra dos seus
ministros.
Desta maneira, como acreditar no presidente que segundo
as palavras do ex-Cmt do EB, Gen Albuquerque, em palestra
no Clube Militar, disse que Lula no seu primeiro encontro,
abordou que era importante um esquecimento do passado
de desencontros.
O general acreditou; deu essa impressão.
O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, lembra
que os crimes dos quais são acusados os brasileiros,
já prescreveram.
Tudo indica uma preparação. Que os 18
do Forte nos inspirem numa razão de progressão
geométrica.
N.R * Ernesto Caruso é
coronel reformado do EB
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ALERTA AOS CMT
DAS FORÇAS ARMADAS E SEUS INTEGRANTES
*Ernesto Caruso,
23/12/2007
AO que se divulga, tem sido
uma preocupação do governo a paridade
de vencimentos entre ativa e reserva, especulando-se
que seria um obstáculo à concessão
do reajuste. Um outro argumento seria a dependência
da aprovação da CPMF.Nem uma coisa nem
outra, na minha visão. O planejado e sabido pela
cúpula, por tudo que já falaram e encenaram,
estava DECIDIDO: nada seria concedido neste ano. É
bem capaz, riram às nossas custas, porque o deboche
é uma característica marcante dessa gente
top-top. O doce era tão doce que anunciaram que
o reajuste seria retroativo a setembro do corrente.
Quanta sacanagem.
Hoje entendo, por conta da auto-definição,
o ser uma metamorfose ambulante, deixando marcas pelas
pegadas (mais ou menos isto), porquanto se transforma
em matéria orgânica e anda para a classe
militar.
A questão da paridade é um nó que
o governo quer desatar em prejuízo da gente da
reserva. Um nó que representa uma aliança
fundida historicamente, sem distinção
entre os da ativa e os da reserva, sempre prontos a
desempenhar as suas funções, uns exercendo
e outros em condições de exercê-las
a um chamamento da Pátria.
No entanto, de forma camuflada, tal condição
já foi imposta para os que estavam na ativa,
quando da efetivação da MP2131 e por nós
comentada através a "APRECIAÇÃO
SOBRE A MP Nº 2.131 DE 28/12/00" de 13 de
fevereiro de 2001. Foi nas proximidades do Natal e da
esperança de um Bom Ano Novo o que foi feito
no governo FHC em 2000, agora repetido como presente
em 2007 pelo governo Lula.
Aos que passaram para a reserva antes da referida MP,
quero crer, há de se respeitar o ditame da Carta
Maior:
"CONSTITUIÇÃO DO BRASIL
Art. 5º
XXXVI – a lei não prejudicará o
direito adquirido, o ato jurídico perfeito e
a coisa julgada;"
Tal fato impõe manter as condições
de respeitabilidade à lei no momento do fato
gerador do direito, caracterizado pelo ato jurídico
perfeito.
Considerar ainda:
- "CONSTITUIÇÃO
DO BRASIL
Art. 37 ..........
XV - os vencimentos dos servidores públicos são
irredutíveis, e a remuneração observará
o que dispõem os arts. 37, XI e XII, 150, II,
153, III e § 2º, I; (EC 18/98)
Art. 40............§ 8° Observado o disposto
no art. 37, XI, os proventos de aposentadoria e as pensões
serão revistos na mesma proporção
e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração
dos servidores em atividade, sendo também estendidos
aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios
ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores
em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação
ou reclassificação do cargo ou função
em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência
para a concessão da pensão, na forma da
lei. (EC 20/98)
Art. 142....................§ 3º.............IX
– aplica-se aos militares e a seus pensionistas
o disposto no art. 40, §§ 7º e 8º;.............
(EC 20/98)
§ 3º Os membros das Forças Armadas
são denominados militares, aplicando-se-lhes,
além das que vierem a ser fixadas em lei, as
seguintes disposições:......................
VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º,
incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e
XXV e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV; (EC 18/98)
EC nº 20/1998
Art. 3º.........
§ 3º São mantidos todos os direitos
e garantias assegurados nas disposições
constitucionais vigentes à data de publicação
desta Emenda aos servidores e militares, inativos e
pensionistas, aos anistiados e aos ex-combatentes, assim
como àqueles que já cumpriram, até
aquela data, os requisitos para usufruírem tais
direitos, observado o disposto no art. 37,XI, da Constituição
Federal.
ESTATUTO DOS MILITARES (Lei 6.880, de 9/12/80)
Art. 58 - Os proventos de inatividade serão revistos
sempre que, por motivo de alteração do
poder aquisitivo da moeda, se modificarem os vencimentos
dos militares em serviço ativo.
Parágrafo único. Ressalvados os casos
previstos em lei, os proventos da inatividade não
poderão exceder à remuneração
percebida pelo militar da ativa no posto ou graduação
correspondente aos dos seus proventos.
Já os atingidos pela famigerada,
comentávamos na oportunidade:
"c. Quanto a outras perdas
Os militares da ativa são prejudicados pela MP
2131 no que se refere à percepção
de remuneração ao grau hierárquico
superior e pela extinção do adicional
de tempo de serviço, “congelando”
o tempo já cumprido, sem receber, por equiparação,
ao longo da carreira, os anuênios. Quando passarem
para a reserva, constituir-se-ão em uma classe
inferior, se comparados aos seus pares da inatividade.
São eles que lidam com explosivos, munições,
canhões, obuseiros, granadas, gases, acampamentos,
permanência nos aquartelamentos por 33 horas seguidas,
quando em serviço de um domingo, iniciado às
7 horas e término às 7 horas de segunda-feira,
mais o expediente normal até 16 ou 16h30min.
Convivem com os perigos dos mares, dos céus e
das florestas, superando vicissitudes, doenças
tropicais e o isolamento das fronteiras e, de forma
penosa, o alvo principal da economia que se pretende
fazer .
Exemplo:
- Atual (Cel com proventos do posto superior): soldo
(Gen Bda) 4.101,00; Ad Mil (28% em Jan/2002) 1.148,28;
Ad Hab (30%) 1.230.30; Ad TSv (35%) 1.435,35; total
7.914,93;
- Atual (Maj com 15 anos de tempo de serviço,
“congelado” em 15%)
- Futuro (o referido Maj passando para a reserva como
Cel): soldo 3.741.00; Ad Mil (25%) 935,25; Ad Hab (30%)
1.122,30; Ad TSv (15%) 561,15; total 6.359,70
Resultado final (7.914,93-6.359,70): 1.555,23
Assim, os proventos do Cel do futuro significarão
80,35% dos do atual."
Observe-se que já se passaram sete anos e outros
se somarão e com o isso, o tempo se serviço
congelado vai diminuindo gradativamente, fazendo com
que a perda salarial seja maior e aumente a diferença
de vencimentos entre as gerações da reserva
antes de dezembro de 2000 e as posteriores. O estrago
já foi feito.
Mais justo seria aumentar o tempo de contribuição,
ao invés de fustigar quem já tanto trabalhou
pelo engrandecimento do País. O governo Castelo
Branco passou de 25 para 30 anos. Muito lógico.
Na medida que o tempo de vida aumenta, há que
se pensar em um número maior de contribuintes.
A redução de salário tem sido uma
prática perversa.
Some-se a esse descaso a evasão de oficiais das
FA devido aos baixos salários, diminuindo o universo
de contribuintes.
Estão marchando na contramão, se não
for essa a intenção.
Mas, ainda faltam alguns dias para terminar o ano...
N. R.
Ernesto Caruso é um intelectual
de grande visão política e social. Oficial
Superior do Exército Brasileiro, atualmente reformado
no posto de Coronel, tem mercê de sua cultura
eclética e das experiências vividas condições
“ótimas” para analisar com isenção
e profundidade essa matéria.
As tentativas constantes
de desunir os funcionários públicos já
não são de hoje...
O achatamento dos que recebem pelos cofres da União
vem sendo sistematicamente praticado. O aviltamento
vai desde os cargos de confiança que permitem
que alienígenas exerçam função
nas repartições públicas sem concurso,
e ganhando muito mais que os concursados, até
o uso desses cargos para infiltrar agentes da militância
partidária, prestando favores aos partidos aliados.
Isto não acontece com os militares: todos
membros da classe militar são cursados em suas
especialidades.
Com a desvinculação
dos funcionários civis concursados servindo em
ministérios militares, os “assemelhados”
a coronel em vencimentos, passaram a receber o equivalente
ao soldo de majores sendo gradualmente prejudicados
a cada aumento.
O resultado foi um mal-estar
entre civis e militares e uma sensação
de inferiorização decorrente de uma decisão
política que nada tinha a ver com os comandos
militares.
Enquanto os civis podiam
se manifestar em apoio aos militares quando os assemelhados
recebiam aumentos, mantendo a semelhança, isso
deixou de acontecer e, como os maquiavélicos
autores da ação queriam essa injustiça
que passou a colocar os civis e militares em campos
paralelos, senão opostos.
Outro descalabro engendrado
pelos que querem caracterizar que funções
de alta responsabilidade e especialidades militares
podem ser exercidas por civis foi o desmembramento da
DAC em diversas organizações sob a responsabilidade
de civis.
Para encurtar, a falta
de unidade de comando e o exercício por profissionais
sem o preparo adequado às novas funções
fez desmoronar o controle de tráfego aéreo
e a INFRAERO.
A criação
da agência ANAC e as aberrações
que aconteceram são mostra da incompetência
de um governo que só tem olhos para a eternização
no poder e dá à militância visivelmente
incompetente cargos e funções que não
são capazes de exercer, tudo com o objetivo oculto
de infiltrar e dominar setores de alta relevância
para a segurança nacional. A presença
militar cumpre a função de mostrar que
são violentos e repressores, ao contrário
dos “mocinhos do presidente”, que pagam
polpudas indenizações a criminosos assassinos
e assaltantes de bancos.
Quando o caos acontece,
e está acontecendo freqüentemente, chamam
os militares para reprimir as justas manifestações
do direito de ir e vir nos aeroportos superlotados onde
a cidadania é desrespeitada a todo instante pela
falta de informação e pela falta de soluções.
Esse é o quadro
real de um Estado corrupto e dirigido por uma quadrilha
oficial que compra apoios e se sustenta da ignorância
dos que com ela se identificam por “semelhança”
ou por levarem vantagens ou benesses, todas pagas com
o suor dos que contribuem para o produto interno bruto.
O momento é de
união. Estamos vivendo momentos em que os civis
estão sendo enganados e os militares, atônitos,
com tantas mentiras e falta de ética, até
que ponto obedecer nessa situação é
a atitude correta.
É a hora de refletir,
“se as forças do bem e da ordem não
ocuparem os espaços, o mal o fará. Será
que alguém duvida que já está acontecendo”?
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Governo
se vinga
Governo perde na votação
da CPMF e se vinga
como previsto no artigo de Ernesto Caruso,
em matéria de 14.12.2007
Como já era esperado, o governo
do pior dos presidentes da república, usando
sua já conhecida má-fé, tenta
justificar a perda da receita da CPMF, que nunca usou
para a saúde, como previsto, e dobra a IOF.
Paga, como sempre, a população economicamente
ativa a conta da incompetência para cortar as
mordomias e esbanjamentos do péssimo presidente
Lula e de sua quadrilha oficial.
Falavam dos governos dos militares, e agora? Será
que o povo está satisfeito?
No almoço de fim de ano com os oficiais generais
das forças armadas, na presença de seu
lacaio, o ministro da Defesa, Lula deitou a falação
própria da cultura que tem. É uma humilhação
para os membros das Forças Armadas ter de escutar
por ordem as baboseiras de seu comandante supremo.
Até quando?
O povo que se identifica com Lula é o que passou
a votar graças a outro grande canalha, o deputado
Ulysses Guimarães. Hoje quem elege o presidente
são os que apenas usufruem das benesses do
voto do assistencialismo corrupto e não os
que pagam os altos impostos e vivem sufocados com
as contas impostas pela goela grande dos gastadores
incultos e corruptos. São bem a cara dos que
os elegeram.
Governo se vinga
Ernesto Caruso, 14/12/2007
Como era esperado, o governo do presidente
LULA, deu uma resposta rápida ao resultado que
não representou uma derrota total à Proposta
de Emenda Constitucional que visava prorrogar os prazos
previstos no caput dos arts. 76 e 84 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias, versando sobre
a vigência da Desvinculação de Receitas
da União - DRU e da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
- CPMF. O requerimento do senador Romero Jucá
(PMDB-RR), líder atual do governo e seu ex-ministro,
para a votação em separado das duas proposições
foi essencial para não pôr em risco a perda
de arrecadação e a flexibilidade na aplicação
dos recursos. Jucá havia deixado o Ministério
da Previdência após denúncias de
irregularidades na obtenção de empréstimos
junto ao Banco da Amazônia, cujas fazendas dadas
em garantia não existiam, mas ao que parece goza
de total confiança.
Vale observar que os líderes de bancada oposicionista
liberaram publicamente a votação quanto
à DRU, elevando dos 45 votos, quatro a menos
dos necessários à aprovação
referente à CPMF, para 60 favoráveis à
prorrogação da DRU, a despeito das tentativas
de barrar a proposta do voto em separado e das acusações
de que tais recursos servem para pagar aos agiotas do
mercado financeiro. Isto significa 20% do orçamento.
Assim, não precisava de tanta raiva nas reações
pós-votação, diferentemente dos
afagos pelo entendimento tanto da parte do governo como
pela demonstração dos opositores em encontrar
soluções cabíveis na tributação.
Os afagos se revezavam com as ameaças de desastre.
A vingança ficou patente, quando enfocou dois
pontos cruciais, o da saúde que atinge toda a
população, em particular a mais carente,
já pessimamente assistida pelos hospitais, nos
quais os doentes ou estão nas filas-da-madrugada
ou são expostos pelos canais de televisão
largados pelos corredores, em macas, bancos, pelo chão,
sentados em degraus sujos, como não pode deixar
de ser, pelas solas de sapatos e chinelos que transitam
por calçadas e ruas onde proliferam dejetos de
humanos — se urina despudoradamente pelos postes
e sob marquises — e de animais — fezes de
cães e gatos — em declarada falta de civilidade,
e, o do reajuste dos vencimentos dos servidores públicos,
segmento maltratado pelo governo dito dos trabalhadores,
mais do que o do FHC, que não conseguiu ferir
a paridade entre ativos e inativos. Haja desmontar o
Estado, pois que esse para ser forte precisa de um servidor
bem preparado e bem remunerado, com um plano de carreira
que prescinda das nomeações políticas
na escala petista de premiar os compadres.
Será que alguém vai ser enganado por essa
artimanha? Ou agora não ficou mais claro diante
dos debates sobre a eficácia da citada contribuição
que fora criada para atender aos reclamos da saúde
e nada de concreto se viu em termos de melhoria no atendimento
aos usuários do sistema de saúde pública.
Nos 11 anos de existência se constata no real
e nas palavras do ex-ministro Jatene, autor da proposta
de criação da contribuição,
quando diz: “a CPMF foi formatada como um recurso
provisório e acabou se convertendo em recurso
essencial para o Tesouro, e não para a saúde.”
(www.mp.rs.gov.br).
Um governo sério não poderia, através
do ministro responsável, declarar que a saúde
será prejudicada quando se verifica uma situação
perigosa quanto aos elevados índices de infectados
pelo HIV, tuberculose, hanseníase e ainda considerável
nível de mortalidade infantil, ao invés
de dizer que o governo vai trabalhar pela redução
do inchaço da administração, das
vultosas verbas de propaganda, dos gastos nas viagens
internacionais e nem alegar que não dá
para reajustar os salários dos servidores por
conta da CPMF, pois não foi criada para tais
fins.
A dengue está presente nos lares e nos noticiários
com incidência crescente em vários Estados
da Federação, e mata. Aqueles que triste
e lamentavelmente morrerem não tenham nos seus
corpos a certidão do governo de foi por culpa
dos votos dos senadores contrários à prorrogação
do prazo da CPMF, que com habilidade se anunciava que
extinta seria prejudicada a distribuição
do bolsa-família.
Foi uma vergonha. Um gesto mesquinho de dizer se morreu
ou foi mal atendido, a responsabilidade não é
do governo, mas dos que votaram contra.
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JOÃO
BOBO
Ernesto Caruso, 09/12/2007
É triste
comentar este assunto ao findar o ano, quando devemos
festejar um Natal de Luz e a entrada do Ano Novo, normalmente
de congraçamento, de enlevo, compreensão,
entendimento, fraternidade. No entanto, é muito
difícil engolir o tratamento dado aos militares
pelo governo Lula, particularmente nos últimos
dois meses, se tanto, ao divulgar a possibilidade de
um reajuste de vencimentos. Chega a ser debochado. Parece
reproduzir a referência do Chávez à
vitória da oposição no referendo
pela rejeição à sua perenidade
no poder, desqualificando-a por três repetidas
vezes, enchendo a boca, sorvendo e saboreando cada sílaba.
Se publicamente transmitem uma agenda de irresponsabilidade,
de falta de compromisso da mais alta administração,
expondo um viés de deficiência, que vai
do não se saber com quem debater o assunto, quem
deve decidir, ouvir e apresentar argumentos, dados,
estatística, índices, fingindo que os
desconhecem, mas que estão interessados e estudam
o assunto com toda a seriedade e profundidade. O ministro
da Defesa, por várias vezes anunciou que falaria
com o presidente da República, sendo a audiência
desmarcada por várias razões, o almoço,
a flatulência, a crise do gás, a poluição
do ar, o biodiesel, o álcool é nosso e
ninguém tasca. Sai Renan. PAC disso, PAC daquilo.
Aprova a CPMF. Compra aqui, paga acolá. Beba
com moderação. Se dirigir, não
beba. Se beber, não dirija,.... Porque, senão
fica parecendo conversa de bêbado. E não
é o caso, nem estamos numa feira.
Estamos lidando com a cúpula de um governo, não
com a diretoria de um clube de várzea. O assunto
se refere às Forças Armadas de um País
que tem um passado de lutas e vitórias, responsáveis
pela expulsão de invasores ao longo da sua formação
histórica e pela consolidação de
uma fronteira enfrentando doenças e isolamento,
ministrando patriotismo, instrução, educação
e civilidade.
Mas, não é bem assim. Não dá
para falar com o presidente, de certa feita, fale com
a ministra Dilma, da Casa Civil, de outra, converse
com o ministro Mantega, da Fazenda, quem sabe vai saber
do ministro Bernardo do Planejamento. Lá vai
o MD, com farda, sem farda, fala, dá entrevista,
demonstra preocupação com o tema.
Será alienação ou de propósito.
Quanto descaso por parte desses estadistas.
Os jornais têm escrito e descrito tudo sobre a
situação das Forças Armadas Brasileiras,
no que se refere ao material obsoleto, indisponível,
que não atira, não voa e não navega,
ou seja, como Chávez classifica, e com os seus
vencimentos muito defasados em relação
a outras categorias de servidores do Estado. Dizem os
jornalistas, os comandantes das Forças, os deputados,
senadores, os generais, os soldados, os clubes, associações
e as mulheres de militares com panelaço.
Mas, o presidente e seus ministros desconhecem? Encenação
enfadonha, tédio e mofo.
O Globo de hoje volta a citar o êxodo na Marinha.
“Força confirma 315 pedidos de saída
entre 2000 e 2006”(pág. 17). Acrescenta
que no ano passado foi registrada maior perda de quadros,
72.
São 315 oficiais, que custaram muito à
Nação, entre os cursos do Colégio
e Escola Naval, de especialização e de
aperfeiçoamento. Normalmente é gente bem
preparada e qualificada que sai pelo esgoto da má
administração pública como dinheiro
posto fora, inservível como água suja.
São muito bem formados que passam nos concursos
para cargo com melhor remuneração. Esse
tipo de administrador se integrasse uma empresa a levaria
à falência. Investir tanto na formação
de um militar que será o general do amanhã
para comandar os exércitos e perdê-lo para
preencher um outro cargo, deixando o anterior vago a
exigir novos investimentos, anos de instrução
e de serviço, acumulando experiência para
ser descartado pela incúria. A reportagem diz
mais. Após se formar o oficial vai receber pouco
mais de R$ 2 mil, enquanto um auditor fiscal ganha de
imediato R$12 mil, que talvez não vai receber
ao se aposentar.
A figura que melhor representa esse jogo de empurra
é o joão bobo, também chamado de
joão teimoso, embora a primeira expressão
seja suficiente. O boneco tem o equilíbrio instável,
não se desloca do ponto estação,
mas que por possuir um centro de gravidade baixo, ao
ser empurrado na parte superior, balança de um
lado ao outro, como um bobo. Semelhante nos treinamentos
de futebol, quando, como descontração,
os jogadores formam um círculo passando a bola
de uns para os demais, evitando que o bobo a alcance.
Uma ofensa gratuita às Forças Armadas,
porquanto outros reajustes como o da Polícia
do Distrito Federal, também paga pelos cofres
da União, não passaram por esse vexame.
Uma medida provisória resolveu.
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Desgoverno
Milton Larentis
Uma sociedade se vê
preocupada com sua governabilidade quando os aspectos
administrativos começam a ultrapassar o sentido
social. Isto acontece quando, em nome exatamente do
social, se começa sistematicamente a minar com
as possibilidades reais de a sociedade progredir.
Hoje, o Brasil sofre
deste mal. E, por mais que não gostemos de falar
ou ouvir sobre política, ela nos persegue. Conversando
com um casal amigo neste fim-de-semana, ouvi que a indignação
quanto ao futuro é uma ansiedade de todos.
Não há
quem não se incomode quando fica sabendo pela
mídia a má administração
que os governos estão tendo. Como uma espécie
de contaminação social, toda a sociedade
brasieleia se vê refém do Governo. Em vez
de o governo prestar contas, se preocupar ou agir com
medo da sociedade, no Brasil, nós temos o contrário.
A sociedade vive presa
ao Governo, vive cercada e controlada pelo Governo e
deve cada vez mais satisfações para o
Governo. Por isso, devemos começar a analisar
as coisas com a devida seriedade e honestidade. Devemos
parar de repetir o que dizem e começar a pensar
com nossas próprias cabeças. Governo é
uma palavra por onde muita gente se esconde.
A cobrança de
impostos nunca foi para o “povo Brasileiro”.
Todo o dinheiro que é arrecadado vai para o GOVERNO.
Ele que administra, organiza e faz com o dinheiro o
que bem entende. Muitas vezes este dinheiro é
desviado, o que mais acontece, é mal gerenciado.
Mas o dinheiro que é
do POVO acaba nas mãos do Governo, e é
este que desperdiça. A solução
não é cobrar mais impostos ou inventar
impostos novos ou ainda perseguir como criminosos todo
“sonegador” (pense um instante: se pagar
sobre a circulação (CPMF) é obrigatório,
não ter dinheiro é sonegar?).
O que devemos é
diminuir impostos e saber gerenciá-los. Dinheiro
para pagar AVIÃO e VIAGEM de PRESIDENTE me parece
coisa de “mensaleiro”!!! Principalmente
em país pobre, não é mesmo, companheiro
Lula?
Mas, para solucionar
tudo isto, precisamos pensar mais, falar mais e protestar
mais. O paraíso do silêncio pode acabar
a qualquer momento... E quem gosta de falar de mais
é ditador.
Tá na hora destes ditadores arrogantes
calarem a boca, e deixar o POVO falar. |
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Ernesto Caruso, 05/11/2007
Sem pretender questionar as palavras
do Gen Synésio S. Fernandes no artigo A integralidade
e a paridade para os militares federais e o seu profundo
conhecimento sobre o assunto, há que se observar
quem estava do outro lado da mesa de debates na oportunidade
em que o assunto foi tratado e os compromissos foram
assumidos de forma verbal, mantendo o histórico
relacionamento entre ativa e reserva no que se refere
à integralidade e paridade dos vencimentos desses
segmentos.
Relembrar tais compromissos é de suma importância,
mas cujo significado não deve ter sido considerado
pelos que hoje estão do outro lado da mesa, também
representando o governo. Claro está que tais
argumentos foram apresentados pelo Gen Synésio,
e quiçá por manter posição
firme e decidida, foi afastado do Ministério
da Defesa. Quem sabe outro motivo maior tenha provocado
o seu desligamento.
Daí, se entender que paira no ar a ameaça,
tornada pública nesta oportunidade e que serve
de alerta a todo o estamento militar, particularmente
aos clubes militares e também ao governo do presidente
Lula, que deve honrar o que asseguraram os seus representantes.
O compromisso foi e é do governo.
A PEC 40/2003 nasceu deformada, pois incluía
inicialmente os militares, fazendo com que um general
pudesse receber menos do que um tenente ou sargento;
suscita que não passara por gente da farda. O
assunto foi por nós abordado através a
matéria PEC 40/2003 – COMENTÁRIOS,
em 10/05/03, publicada n’O FAROL, item por item
da proposta.
Quem assistiu a palestra do Alte Tibério no Clube
Naval, ainda na ativa, há de recordar que, segundo
as suas palavras, os militares trabalharam na elaboração
do estudo, mas que foi alterado; dele, tomando conhecimento
quando publicado, mas em nova versão.
Faz-se necessário destacar que a proposta inicial
foi modificada, dando mostra de início, o remendo
inconveniente e a instabilidade gerada pela exclusão
do amparo constitucional, como se pode verificar à
luz das duas publicações.
A redação original era: - “PEC 40/2003,
PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO
- Modifica os arts. 37, 40, 42, 48, 96, 142 e 149 da
Constituição Federal, o art. 8º da
Emenda Constitucional no 20, de 15 de dezembro de 1998,
e dá outras providências.”
Já na PEC 40/2003 MODIFICADA, a partir do SUBSTITUTIVO
DO RELATOR, de 17 de julho de 2003, que foi o Deputado
José Pimentel, se lê: -“Modifica
os arts. 37, 40, 42, 48, 96, 149 e 201 da Constituição
Federal, o art. 8º da Emenda Constitucional no
20, de 15 de dezembro de 1998, e dá outras providências.
Em nossos COMENTÁRIOS, de 23/07/2003, logo abaixo
da citada introdução, escrevemos e repetimos
nesta oportunidade com a mesma cor: “Comentário
– Retirado o 142 da PEC original, referente aos
militares, com o risco maior de, por Medida Provisória,
o governo impor o que quiser como foi o caso do anterior
(FHC) através a MP 2131, reduzindo em aprox.
20% os proventos dos que passarão para a reserva;
incluído o 201.” A MP 2131 congelou o tempo
de serviço e foi suprimida a promoção
para efeito de vencimentos.
Lá se vão quatro anos e o resultado aí
está. Deu no que deu e pode piorar se não
houver posição firme de cobrança.
É uma situação preocupante.
Se a coisa escrita, eles modificam sem muito custo aparente,
o que não farão sem o peso do amparo da
Constituição.
oooo
PEC 40/2003 MODIFICADA - COMENTÁRIOS
Ernesto Caruso, 23/07/2003
Sala da Comissão, em 17 de julho de 2003.
Deputado José Pimentel
Relator
COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A APRECIAR E PROFERIR
PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO
Nº 40-A, DE 2003, QUE “MODIFICA OS ARTS.
37, 40, 42, 48, 96, 142 E 149 DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL, O ART. 8º DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº
20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”
(REFORMA DA PREVIDÊNCIA)
SUBSTITUTIVO DO RELATOR – PEC 40
Modifica os arts. 37, 40, 42, 48, 96, 149 e 201 da Constituição
Federal, o art. 8º da Emenda Constitucional no
20, de 15 de dezembro de 1998, e dá outras providências.
Comentário – Retirado o 142 da PEC original,
referente aos militares, com o risco maior de, por Medida
Provisória, o governo impor o que quiser como
foi o caso do anterior(FHC) através a MP 2131,
reduzindo em aprox. 20% os proventos dos que passarão
para a reserva; incluído o 201.
Art. 1º A Constituição
Federal passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 37.
XI - a remuneração e o subsídio
dos ocupantes de cargos, funções e empregos
públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato
eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos,
pensões ou outra espécie remuneratória,
percebidos cumulativamente ou não, incluídas
as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza,
não poderão exceder o subsídio
mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Estados
e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador
no âmbito do Poder Executivo, dos Deputados Estaduais
e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e
dos Desembargadores do Tribunal de Justiça no
âmbito do Poder Judiciário, do Ministério
Público e da Defensoria Pública, ficando
o destes últimos limitado a setenta e cinco por
cento do subsídio mensal, em espécie,
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, e, nos Municípios,
o do Prefeito, se inferior;
..” (NR)
C – A proposta é conveniente para cortar
os absurdos, sem o estrelismo dos cortes arbitrários,
recuperados na Justiça, com juros e correção,
prejuízo para a sociedade e promoção
do irresponsável. Criado o sub-teto.
“Art. 40. Aos servidores titulares de cargos
efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, incluídas suas autarquias
e fundações, é assegurado regime
de previdência de caráter contributivo
e solidário, mediante contribuição
do respectivo ente público, dos servidores ativos
e inativos e dos pensionistas, observados critérios
que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial
e o disposto neste artigo.
C – Inclui inativos e pensionistas
como contribuintes, que é o objetivo arrecadatório,
aplaudido por quem não recolhe o devido. Porém
o Estado-empregador não contribui com FGTS(8%)
e nem com os 12% para a previdência como a iniciativa
privada.
§ 1o Os servidores abrangidos pelo regime de previdência
de que trata este artigo serão aposentados, calculados
os seus proventos a partir dos valores fixados na forma
dos §§ 3o e 17:
C – Pelo 17 seus valores serão atualizados
na forma da lei. Não acompanharão os da
ativa.
I – por invalidez permanente, sendo os proventos
proporcionais ao tempo de contribuição,
exceto se decorrente de acidente em serviço,
moléstia profissional ou doença grave,
contagiosa ou incurável, na forma da lei.
C – Era “especificadas em lei”.
§ 3º Para o cálculo dos proventos
de aposentadoria, por ocasião da sua concessão,
serão consideradas as remunerações
utilizadas como base para as contribuições
do servidor aos regimes de previdência de que
tratam este artigo e o art. 201, na forma da lei. (LEIA
ABAIXO COMO ERA)
C – Antes correspondiam à totalidade da
remuneração. Pela PEC são limitados
a R$ 2.400,00 (art. 5º desta PEC).
§ 7o Lei disporá sobre a concessão
do beneficio de pensão por morte, que será
igual ao valor dos proventos do servidor falecido, ou
ao valor dos proventos a que teria direito se estivesse
aposentado na data do seu falecimento, até o
limite de R$ 1.058,00 (um mil e cinqüenta e oito
reais), acrescido d e a t é setenta por cento
da parcela excedente a este limite.
C – Fica a critério da lei ordinária
o limite de zero a 70%.
§ 8o É assegurado o reajustamento dos benefícios
para preservar-lhes, em caráter permanente, o
valor real, conforme critérios estabelecidos
em lei.
......................................................................................................................................
C – Desvincula da data e do índice de reajustamento
concedido aos da ativa. (LEIA ABAIXO COMO ERA)
§ 15. O regime de previdência complementar
de que trata o § 14 será instituído
por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo,
observado o disposto no art. 202.
C – Interessante essa supremacia do Poder Executivo.
§ 17. Todos os valores de remuneração
considerados para o cálculo de benefício
previsto no § 3° serão devidamente atualizados,
na forma da lei.
C - Quantas ações advirão dessa
complexidade, com possíveis resultados desastrosos,
para substituir o simples que sempre foi.
§ 18. Não incidirá contribuição
sobre os proventos de aposentadorias e pensões
concedidas pelo regime de que trata este artigo até
o limite máximo estabelecido para os benefícios
do regime geral de previdência social de que trata
o art. 201.
C – R$ 2.400,0 (art. 5º desta PEC)
§ 19. O servidor de que trata este artigo, que
tenha completado as exigências para aposentadoria
voluntária estabelecidas no § 1º, III,
“a”, e que opte por permanecer em atividade,
fará jus a um abono de permanência equivalente
ao valor da sua contribuição previdenciária
até completar as exigências para aposentadoria
compulsória contidas no § 1o, II.”
(NR)
“Art. 42. .
§ 1o Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito
Federal e dos Territórios, além do que
vier a ser fixado em lei, as disposições
do art. 14, § 8o; do art. 37, XI; do art. 40, §§
9o e 10; e do art. 142, §§ 2o e 3o, cabendo
a lei estadual específica dispor sobre as matérias
do art. 142, § 3o, inciso X, sendo as patentes
dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores.
§ 2o Aos pensionistas dos militares dos Estados,
do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se
o disposto no art. 40, § 7o.” (NR)
C – Isto é, cotada como acima destacado:
R$ 1.058,00 mais 0 a 70%. ENFRAQUECEM as polícias-militares,
quando tanto se CLAMA POR SEGURANÇA. Obrigam
o policial a trabalhar nos momentos de folga no “bico”,
onde o empregador temporário não mantém
compromissos previdenciários.. Como não
são de “ferro”, extrapolam a sua
capacidade. Vão dormir no trabalho, longe do
“patrão”, onde for mais fácil.
A CLT impõe limites de horas-extras para evitar
a estafa, enquanto o Estado-empregador acarreta ao seu
servidor. Problemas psíquicos. Tratamento. Briga
familiar e até suicídio. Se atingidos
por tiros durante o “bico”, são atendidos
pelos hospitais da PM. Se incapacitados, vão
ser APOSENTADOS PREMATURAMENTE. Se mortos, mais PENSIONISTAS
PREMATURAMENTE. O barato saiu muito caro. Quanta vida
perdida inutilmente. Sem se considerar o lado afetivo,
humano e familiar, custou muito ao País formar
o HOMEM e o POLICIAL-MILITAR.
“Art. 48.
XV - fixação do subsídio dos Ministros
do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõem
os art. 39, § 4o, 150, II, 153, III, e 153, §
2o, I.
” (NR)
“Art. 96
II -
b) a criação e a extinção
de cargos e a remuneração dos seus serviços
auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados,
bem como a fixação do subsídio
de seus membros e dos juízes, inclusive dos tribunais
inferiores, onde houver.
” (NR)
“Art. 149.
§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
instituirão contribuição, cobrada
de seus servidores, para o custeio, em benefício
destes, do regime previdenciário de que trata
o art. 40, cuja alíquota não será
inferior à contribuição dos servidores
titulares de cargos efetivos da União.
” (NR)
“Art. 201.
I – cobertura dos eventos de doença, invalidez,
morte, incluídos os resultantes de acidente de
trabalho, e idade avançada;
” (NR)
Art. 2º O art. 8º da Emenda Constitucional
no 20, de 15 de dezembro de 1998, passa a vigorar com
as seguintes alterações:
“Art. 8º Observado o disposto no art. 4o
desta Emenda e ressalvado o direito de opção
a aposentadoria pelas normas por ela estabelecidas,
é assegurado o direito à aposentadoria
voluntária com proventos calculados de acordo
com o art. 40, §§ 3o e 17, da Constituição
Federal, àquele que tenha ingressado regularmente
em cargo efetivo na Administração Pública
direta, autárquica e fundacional, até
a data de publicação desta Emenda, quando
o servidor, cumulativamente:
§ 1º O servidor de que trata este artigo que
optar por antecipar sua aposentadoria na forma do caput,
terá os seus proventos de inatividade reduzidos
em cinco por cento para cada ano antecipado, em relação
aos limites de idade estabelecidos pelo art. 40, §
1º, III, “a”, da Constituição
Federal, observado o disposto no § 5º do seu
art. 40.
C – Por ano trabalhado, se concedia 1%; para
descontar, 5%, por ano antecipado.
§ 3o Na aplicação do disposto no
parágrafo anterior, o magistrado ou o membro
do Ministério Publico ou de Tribunal de Contas,
se homem, terá o tempo de serviço exercido
até a publicação desta emenda contado
com acréscimo de dezessete por cento, observado
o disposto no §1o.
§ 4º O professor, servidor da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
incluídas suas autarquias e fundações,
que, até a data da publicação desta
Emenda, tenha ingressado, regularmente, em cargo efetivo
de magistério e que opte por aposentar-se na
forma do disposto no caput, terá o tempo de serviço
exercido até a publicação desta
Emenda contado com o acréscimo de dezessete por
cento, se homem, e de vinte por cento, se mulher, desde
que se aposente, exclusivamente, com tempo de efetivo
exercício das funções de magistério,
observado o disposto no § 1º.
§ 5º O servidor de que trata este artigo,
que opte por permanecer em atividade após completar
as exigências para aposentadoria voluntária
estabelecidas no caput, fará jus a um abono de
permanência equivalente ao valor da sua contribuição
previdenciária até completar as exigências
para aposentadoria compulsória contidas no art.
40, § 1o, II, da Constituição Federal.
§ 6o Às aposentadorias concedidas de acordo
com este artigo aplica-se o disposto no § 8o do
art. 40 da Constituição Federal.”
(NR)
Art. 3º É assegurada a concessão,
a qualquer tempo, de aposentadoria aos servidores públicos
titulares de cargos efetivos, bem como pensão
aos seus dependentes, que, até a data da publicação
desta Emenda, tenham cumprido todos os requisitos para
obtenção desses benefícios, com
base nos critérios da legislação
então vigente.
§ 1º O servidor de que trata este artigo,
que opte por permanecer em atividade tendo completado
as exigências para aposentadoria voluntária
e que conte com, no mínimo, 25 anos de contribuição,
se mulher, ou 30 anos de contribuição,
se homem, fará jus a um abono de permanência
equivalente ao valor de sua contribuição
previdenciária até completar as exigências
para aposentadoria compulsória contidas no art.
40, § 1º, II, da Constituição
Federal.
§ 2o Os proventos da aposentadoria a ser concedida
aos servidores públicos referidos no caput, em
termos integrais ou proporcionais ao tempo de contribuição
já exercido até a data de publicação
desta Emenda, bem como as pensões de seus dependentes,
serão calculadas de acordo com a legislação
em vigor à época em que foram atendidos
os requisitos nela estabelecidos para a concessão
destes benefícios ou nas condições
da legislação vigente.
Art. 4o Os servidores inativos e os pensionistas da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, incluídas suas autarquias
e fundações, em gozo de benefícios
na data de promulgação desta Emenda, bem
como os alcançados pelo disposto no seu art.
3o, contribuirão para o custeio do regime de
que trata o art. 40 da Constituição Federal
com percentual igual ao estabelecido para os servidores
titulares de cargos efetivos.
Parágrafo único. A contribuição
previdenciária a que se refere o caput incidirá
apenas sobre a parcela dos proventos que supere o limite
de isenção do imposto previsto no art.
153, III, da Constituição Federal.
Art. 5o O limite máximo para o valor dos benefícios
do regime geral de previdência social de que trata
o art. 201 da Constituição Federal é
fixado em R$ 2.400,00 (dois mil e quatrocentos reais),
devendo, a partir da data da publicação
desta Emenda, ser reajustado de forma a preservar, em
caráter permanente, seu valor real, atualizado
pelos mesmos índices aplicados aos benefícios
do regime geral de previdência social.
Art. 6o Fica vedada a existência de mais de um
regime próprio de previdência social para
os servidores titulares de cargos efetivos, e de mais
de uma unidade gestora do respectivo regime em cada
ente estatal, ressalvado o disposto no art. 142, §
3º, inciso X, da Constituição Federal.
Art. 7o Ressalvado o direito de opção
à aposentadoria pelas normas estabelecidas pelo
art. 40 da Constituição Federal ou pelas
regras estabelecidas pelo art. 8o da Emenda Constitucional
20, de 15 de dezembro de 1998, com a redação
dada por esta Emenda, o servidor titular de cargo efetivo
da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, incluídas suas autarquias
e fundações, que tenha ingressado no serviço
público até a data de publicação
desta Emenda poderá aposentar-se com proventos
integrais calculados com base na remuneração
do cargo efetivo em que se dará a aposentadoria,
desde que preencha, cumulativamente, as seguintes condições:
I – sessenta anos de idade se homem e cinqüenta
e cinco anos de idade se mulher;
II – trinta e cinco anos de contribuição
se homem e trinta anos de contribuição
se mulher;
III – vinte anos de efetivo exercício no
serviço publico; e
IV – dez anos de efetivo exercício no cargo
em que se dará a aposentadoria.
Parágrafo Único. Os proventos das aposentadorias
concedidas conforme este artigo serão revistos
na mesma proporção e na mesma data, sempre
que se modificar a remuneração dos servidores
em atividade, na forma da lei, observado o disposto
no art. 37, XI, da Constituição Federal.
Art. 8o Observado o disposto no art. 37, XI, da Constituição
Federal, os proventos de aposentadoria dos servidores
públicos titulares de cargo efetivo e as pensões
dos seus dependentes pagos pela União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, incluídas
suas autarquias e fundações, em fruição
na data da publicação desta Emenda, bem
assim os proventos de aposentadoria dos servidores e
as pensões dos dependentes abrangidos pelo art.
3o desta Emenda, serão revistos na mesma proporção
e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração
dos servidores em atividade, sendo também estendidos
aos aposentados e pensionistas quaisquer benefícios
ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores
em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação
ou reclassificação do cargo ou função
em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência
para a concessão da pensão, na forma da
lei.
Art. 9o Até que seja fixado o valor do subsídio
de que trata o inciso XI do art. 37 da Constituição
Federal, será considerado, para os fins do limite
fixado nesse inciso, o valor da maior remuneração
atribuída por lei na data da entrada em vigor
desta Emenda a Ministro do Supremo Tribunal Federal,
a título de vencimento, de representação
mensal e da parcela recebida em razão de tempo
de serviço, aplicando-se como limite, nos Estados
e no Distrito Federal, a remuneração mensal
ou subsídio mensal do Governador no âmbito
do Poder Executivo, dos Deputados Estaduais e Distritais
no âmbito do Poder Legislativo e dos Desembargadores
do Tribunal de Justiça no âmbito do Poder
Judiciário, do Ministério Público
e da Defensoria Pública, ficando, no último
caso, limitado a setenta e cinco por cento do subsídio
mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal, e, nos Municípios, o do Prefeito,
se inferior.
Art. 10. Aplica-se o disposto no art. 17 do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias
aos vencimentos, remunerações e subsídios
dos ocupantes de cargos, funções e empregos
públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato
eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos,
pensões ou outra espécie remuneratória
percebidos cumulativamente ou não, incluídas
as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza.
Art. 11. Revogam-se o inciso IX do § 3o do art.
142 e o § 10 do art. 201 da Constituição
Federal, bem como o art. 10 da Emenda Constitucional
no 20, de 15 de dezembro de 1998.
Art. 12. Esta Emenda Constitucional entra em vigor
na data de sua publicação.
Sala da Comissão, em de julho de 2003.
1. ANTES, ERA ASSIM:
Art 40
“§3º Os proventos de aposentadoria,
por ocasião da sua concessão, serão
calculados com base na remuneração do
servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria
e, na forma da lei, corresponderão à totalidade
da remuneração.”
§ 8º Observado o disposto no art. 37, XI,
os proventos de aposentadoria e as pensões serão
revistos na mesma proporção e na mesma
data, sempre que se modificar a remuneração
dos servidores em atividade, sendo também estendidos
aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios
ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores
em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação
ou reclassificação do cargo ou função
em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência
para a concessão da pensão, na forma da
lei.
2. REVOGADOS:
- Art. 142. ....."IX - aplica-se aos militares
e a seus pensionistas o disposto no art. 40, §§
7º e 8º;"
Comentário – Assim, os militares estão
excluídos desta PEC e desse modelo de previdência.
No entanto, se antevê a possibilidade de inclusão
de uma parcela para a previdência específica
além da pensão e assistência médica,
bem como, o redutor proposto nesta PEC para os servidores
civis. Propala-se que os militares não contribuem
para a previdência, quando na realidade todos
contribuem os da ativa e da inatividade. Corre-se um
grande risco de no plenário da Câmara isentar-se
o servidor aposentado e os militares inativos continuarem
contribuindo e com maior percentual. Alguma categoria
poderá resistir quando ao redutor, como tem demonstrado
os JUIZES.
NA LEI ORDINÁRIA TUDO É MAIS FÁCIL
PARA O GOVERNO. LEMBREMO-NOS, MAIS UMA VEZ, DA MEDIDA
PROVISÓRIA Nº 2131 QUE PRODUZIU ALTERAÇÕES
PROFUNDAS E DESFAVORÁVEIS AOS MILITARES. Esquecem
que um militar que entre de serviço em um domingo
às 8 horas da manhã, só retornará
ao seio da família após as 17 horas da
segunda-feira; deu um serviço de 24 horas, prosseguindo
no expediente normal; na terça-feira seguinte
estará em forma às 7 horas da manhã.
SEM FOLGA. Não existe essa escala de 24 por 48
ou 24 por 72. Sem FGTS, hora-extra, periculosidade e
insalubridade. Acampamentos. Fronteiras. Transferências
e mudanças, sem empregos garantidos, nem DAS
para as esposas.
- Art. 201 ..........§ 10. Lei disciplinará
a cobertura do risco de acidente do trabalho, a ser
atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência
social e pelo setor privado.
- Da Emenda Constitucional nº 20: ....Art. 10 -
O regime de previdência complementar de que trata
o art. 40, §§ 14, 15 e 16, da Constituição
Federal, somente poderá ser instituído
após a publicação da lei complementar
prevista no § 15 do mesmo artigo.
3. COMENTÁRIO
Como não se faz uma citação expressa,
há que se destacar que os juízes foram
enquadrados devido ao Art. 93, que diz: “Lei complementar,
de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá
sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes
princípios: .... VI - a aposentadoria dos magistrados
e a pensão de seus dependentes observarão
o disposto no art. 40;”
PEC 40/2003 – COMENTÁRIOS
Ernesto Caruso 10/05/03
PROPOSTA DE EMENDA Á CONSTITUIÇÃO
Modifica os arts. 37, 40, 42, 48, 96, 142 e 149 da Constituição
Federal, o art. 8º da EmendaConstitucional no 20,
de 15 de dezembro de 1998, e dá outras providências.
Art. 1º A Constituição Federal passa
a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 37. ............................................................................................................................
XI - a remuneração e o subsídio
dos ocupantes de cargos, funções e empregos
públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato
eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos,
pensões ou outra espécie remuneratória,
percebidos cumulativamente ou não, incluídas
as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza,
não poderão exceder o subsídio
mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Estados
e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador,
e, nos Municípios, o do Prefeito, se inferiores;
” (NR)
C – Proposta muito boa para cortar os absurdos,
embora as concessões tenham sido feitas de acordo
com as leis ou sentenças judiciais, muitas das
quais decorrentes de medidas arbitrárias dos
Poderes Executivo e Legislativo; presume-se. Aplicada
aos militares, por preocupação dos ministros
subscritores Ricardo Berzoini e José Dirceu.
Será que algum militar se enquadra?
“Art. 40. .............................................................................................................................
2º Os proventos de aposentadoria e as pensões,
por ocasião de sua concessão, não
poderão exceder à remuneração
do servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria
ou que serviu de referência para a concessão
da pensão, limitados ao valor máximo estabelecido
para os benefícios do regime geral de previdência
social de que trata o art. 201.
C – Além da perda, que compensava de alguma
forma a inexistência de um FGTS, tem o inconveniente,
de estar limitada a R$ 2.400,00 ( Art 6º desta
PEC). Aplica-se aos militares(????) e a seus pensionistas,
por força do art 142, § 3º, IX, que
lhes envolve por incluir o art 40, § 7º, devendo
observar o disposto nos § 2º e 3º.
§ 3º Para o cálculo dos proventos de
aposentadoria, por ocasião da sua concessão,
serão consideradas as remunerações
utilizadas como base para as contribuições
recolhidas aos regimes de previdência de que tratam
este artigo e o art. 201, na forma da lei.
C – Não considera os proventos do último
cargo. Deixa sob a responsabilidade da lei ordinária.
(LEIA ABAIXO COMO ERA).
§ 7o Lei disporá sobre os critérios
de concessão do benefício de pensão
por morte, que será de até setenta por
cento do valor dos proventos do servidor falecido, observado
o disposto nos §§ 2º e 3º.
C – Inconveniente. Além de limitar a pensão
em 70% dos proventos na ativa, na própria CF,
transfere para a lei ordinária o poder de disciplinar
a matéria. O “de até” é
uma porta aberta; expressão muito usada nas promoções
do mercado varejista. Aplicada aos militares e aos seus
pensionistas.
§ 8o É assegurado o reajustamento dos benefícios
para preservar-lhes, em caráter permanente, o
valor real, conforme critérios estabelecidos
em lei.
C – Desvincula da data e do índice de reajustamento
concedido aos da ativa. Sob responsabilidade da lei
ordinária. (LEIA ABAIXO COMO ERA).
§ 14. A União, os Estados, o Distrito Federal
e os Municípios poderão instituir, por
iniciativa do respectivo Poder Executivo, regime de
previdência complementar para seus servidores,
na forma da lei, observado o disposto no art. 202.
§ 15. O limite previsto para os benefícios
do regime geral de previdência social de que trata
o art. 201 somente poderá ser aplicado ao valor
das aposentadorias e pensões a serem concedidas
pelo regime de que trata este artigo após a instituição
do regime de previdência de que trata o §
14.
§ 17. Todos os salários de contribuição
considerados para o cálculo de benefício
previsto no § 2° serão devidamente atualizados,
na forma da lei.
§ 18. Incidirá contribuição
sobre os proventos de aposentadoria e pensões
concedidas pelo regime de que trata este artigo que
superem o limite máximo estabelecido para os
benefícios do regime geral de previdência
social de que trata o art. 201.” (NR)
“Art. 42.
§ 1o Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito
Federal e dos Territórios, além do que
vier a ser fixado em lei, as disposições
do art. 14, § 8o; do art. 37, XI; do art. 40, §§
9o e 10; e do art. 142, §§ 2o e 3o, cabendo
a lei estadual específica dispor sobre as matérias
do art. 142, § 3o, inciso X, sendo as patentes
dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores.
§ 2o Aos militares dos Estados, do Distrito Federal
e dos Territórios e a seus pensionistas aplica-se
o disposto no art. 40, § 7o.” (NR)
“Art. 48.
XV - fixação dos subsídios dos
membros da magistratura federal e do Ministério
Público, observado o que dispõem os art.
37, XI, 39, § 4o, 150, II, 153, III, e 153, §
2o, I..” (NR)
“Art. 96.
II - .............................................................................................................................................
b) a criação e a extinção
de cargos e a remuneração dos seus serviços
auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados,
bem como a fixação do subsídio
de seus membros e dos juízes, inclusive dos tribunais
inferiores, onde houver.
.” (NR)
“Art. 142. ............................................................................................................................
§ 3o ........................................................................................................................................
IX - aplica-se aos militares e a seus pensionistas o
disposto nos art. 37, XI, e 40, § 7o; .....”
(NR)
“Art. 149. ....................
§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
instituirão contribuição, cobrada
de seus servidores, para o custeio, em benefício
destes, do regime previdenciário de que trata
o art. 40, cuja alíquota não será
inferior à contribuição dos servidores
titulares de cargos efetivos da União.
(NR)
Art. 2º O art. 8º da Emenda Constitucional
no 20, de 15 de dezembro de 1998, passa a vigorar com
as seguintes alterações:
“Art. 8º
§ 1º O servidor de que trata este artigo que
optar por antecipar sua aposentadoria na forma do caput,
terá os seus proventos de inatividade reduzidos
em cinco por cento para cada ano antecipado, em relação
aos limites de idade estabelecidos pelo art. 40, §
1º, III, “a”, da Constituição
Federal, observado o disposto no § 5º do seu
art. 40.
C – Vejam que no benefício se concedia
um por cento para cada ano trabalhado, agora se desconta
cinco por cento para cada ano antecipado.
§ 4º O professor, servidor da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
incluídas suas autarquias e fundações,
que, até a data da publicação desta
Emenda, tenha ingressado, regularmente, em cargo efetivo
de magistério e que opte por aposentar-se na
forma do disposto no caput, terá o tempo de serviço
exercido até a publicação desta
Emenda contado com o acréscimo de dezessete por
cento, se homem, e de vinte por cento, se mulher, desde
que se aposente, exclusivamente, com tempo de efetivo
exercício das funções de magistério,
observado o disposto no § 1º.
§ 5º O servidor de que trata este artigo,
que tenha completado as exigências para aposentadoria
voluntária estabelecidas no caput, e que opte
por permanecer em atividade, fará jus a um abono
de permanência equivalente ao valor da sua contribuição
previdenciária até completar as exigências
para aposentadoria compulsória contidas no art.
40, § 1o, II, da Constituição Federal.”
(NR)
Art. 3º É assegurada a concessão
de aposentadoria e pensão, a qualquer tempo,
aos servidores públicos titulares de cargos efetivos,
bem como aos seus dependentes que, até a data
da publicação desta Emenda, tenham cumprido
os requisitos para obtenção desses benefícios,
com base nos critérios da legislação
então vigente.
C – Mantém as condições
anteriores, mas passam a descontar para a previdência,
conforme Art 5º.
§ 1º O servidor de que trata este artigo,
que tenha completado as exigências para aposentadoria
voluntária estabelecidas no art. 40, § 1º,
III, “a”, da Constituição
Federal, e que opte por permanecer em atividade, fará
jus a um abono de permanência equivalente ao valor
da sua contribuição previdenciária
até completar as exigências para aposentadoria
compulsória contidas no art. 40, § 1o, II,
da Constituição Federal.
§ 2o Os proventos da aposentadoria a ser concedida
aos servidores públicos referidos no caput, em
termos integrais ou proporcionais ao tempo de serviço
já exercido até a data de publicação
desta Emenda, bem como as pensões de seus dependentes,
serão calculadas de acordo com a legislação
em vigor à época em que foram atendidas
as prescrições nela estabelecidas para
a concessão destes benefícios ou nas condições
da legislação vigente.
Art. 4º Até que lei discipline os critérios
de concessão do benefício previsto no
§ 7º do art. 40 da Constituição
Federal, será aplicado, para efeito de concessão,
o limite de setenta por cento do valor dos proventos
do servidor falecido, observado o disposto nos §§
2º e 15 do art. 40 da Constituição
Federal.
C – Enquadra os pensionistas dos servidores que
não completaram o tempo.
Art. 5º Os servidores inativos e pensionistas
da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios em gozo de benefícios na
data de promulgação desta Emenda, bem
como os alcançados pelo disposto no seu art.
3o, contribuirão para o custeio do regime de
que trata o art. 40 da Constituição Federal
com percentual igual ao estabelecido para os servidores
titulares de cargos efetivos.
Parágrafo único. A contribuição
previdenciária a que se refere o caput incidirá
apenas sobre a parcela dos proventos que supere o limite
de isenção do imposto previsto no art.
153, III, da Constituição Federal.
C- Esse é o objetivo imediato: taxar os inativos
Art. 6º O limite máximo para o valor dos
benefícios do regime geral de previdência
social de que trata o art. 201 da Constituição
Federal é fixado em R$ 2.400,00 (dois mil e quatrocentos
reais), devendo, a partir da data da publicação
desta Emenda, ser reajustado de forma a preservar, em
caráter permanente, seu valor real, atualizado
pelos mesmos índices aplicados aos benefícios
do regime geral de previdência social.
Art. 7º Fica vedada a existência de mais
de um regime próprio de previdência social
para os servidores titulares de cargos efetivos, e de
mais de uma unidade gestora do respectivo regime em
cada ente estatal, ressalvado o disposto nos incisos
IX e X do art. 142 da Constituição Federal.
C – Art 142, incisos IX e X, referem-se aos militares.
Art. 8º Para os servidores titulares de cargos
efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, que ingressaram no serviço
público até a data de publicação
desta Emenda, os proventos de aposentadorias e pensões,
por ocasião de sua concessão, não
poderão exceder a remuneração do
respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu
a aposentadoria ou que serviu de referência para
a concessão da pensão.
C- Enquadra quem ainda não cumpriu o tempo.
§ 1º O cálculo dos proventos de aposentadoria,
por ocasião da sua concessão, considerará
as remunerações do servidor que serviram
de base para as contribuições efetuadas
aos regimes de previdência de que tratam os arts.
40 e 201 da Constituição Federal, na forma
da lei.
C – Muito inconveniente para quem não
cumpriu o tempo de serviço. Palavra de honra
da campanha: Valorizar o servidor. Considere-se ainda
que as contribuições têm sido pelos
proventos integrais para aposentadoria integral, diferentemente
da iniciativa privada. Nessa, contribui-se pelo valor
a receber quando aposentado, limitado a dez salários.
§ 2º Ao servidor de que trata o caput, somente
poderá ser aplicado o limite estabelecido para
os benefícios do regime geral de previdência
social de que trata o art. 201 da Constituição,
mediante sua prévia e expressa opção,
desde que instituído o regime de previdência
de que trata o § 14 do art. 40 da Constituição
Federal.
§ 3º Até que lei discipline os critérios
de concessão do benefício previsto no
§ 7º do art. 40 da Constituição
Federal, será aplicado, para efeito de concessão,
o limite de setenta por cento do valor dos proventos
do servidor falecido.
§ 4o Aos servidores e pensionistas de que trata
o caput aplica-se o disposto no art. 40, §§
8o e 17, da Constituição Federal.
Art. 9o Observado o disposto no art. 37, XI, da Constituição
Federal, os proventos de aposentadoria e as pensões
dos servidores inativos e pensionistas da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
em gozo de benefícios na data de promulgação
desta Emenda, bem como os alcançados pelo disposto
no art. 3o desta Emenda, serão revistos na mesma
proporção e na mesma data, sempre que
se modificar a remuneração dos servidores
em atividade, sendo também estendidos aos aposentados
e pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens
posteriormente concedidos aos servidores em atividade,
inclusive quando decorrentes da transformação
ou reclassificação do cargo ou função
em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência
para a concessão da pensão, na forma da
lei.
C – Mantidas as condições para
os já inativos e pensionistas.
Art. 10. Até que seja fixado o valor do subsídio
de que trata o inciso XI do art. 37 da Constituição
Federal, será considerado, para os fins do limite
fixado nesse inciso, o valor da maior remuneração
atribuída por lei na data da entrada em vigor
desta Emenda a Ministro do Supremo Tribunal Federal,
a título de vencimento, de representação
mensal e da parcela recebida em razão de tempo
de serviço, aplicando-se como limite, nos Estados
e no Distrito Federal, a remuneração mensal
ou subsídio do Governador, e, nos Municípios,
do Prefeito, se inferiores.
Art. 11. Aplica-se o disposto no art. 17 do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias
aos vencimentos, remunerações e subsídios
dos ocupantes de cargos, funções e empregos
públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato
eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos,
pensões ou outra espécie remuneratória
percebidos cumulativamente ou não, incluídas
as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza.
Art. 12. Revogam-se o § 16 do art. 40 da Constituição
Federal e o art. 10 da Emenda Constitucional no 20,
de 15 de dezembro de 1998.
REVOGADO: “Art 40......§ 16. Somente mediante
sua prévia e expressa opção, o
disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser
aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço
público até a data da publicação
do ato de instituição do correspondente
regime de previdência complementar." ---
(§ 14. A União, os Estados, o Distrito Federal
e os Municípios, desde que instituam regime de
previdência complementar para os seus respectivos
servidores titulares de cargo efetivo, poderão
fixar, para o valor das aposentadorias e pensões
a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo,
o limite máximo estabelecido para os benefícios
do regime geral de previdência social de que trata
o art. 201. § 15. Observado o disposto no art.
202, lei complementar disporá sobre as normas
gerais para a instituição de regime de
previdência complementar pela União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, para atender aos
seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo.)
REVOGADO: “Art. 10 - O regime de previdência
complementar de que trata o art. 40, §§ 14,
15 e 16, da Constituição Federal, somente
poderá ser instituído após a publicação
da lei complementar prevista no § 15 do mesmo artigo.”
Art. 13. Esta Emenda Constitucional entra em vigor na
data de sua publicação.
Brasília,
E.M.I. no 29 - MPS/CCIVIL-PR
Em 29 de abril de 2003.
ANTES DO GOVERNO LULA E DO PARTIDO DOS TRABALHADORES,
ERA ASSIM:
Art 40
“§3º Os proventos de aposentadoria,
por ocasião da sua concessão, serão
calculados com base na remuneração do
servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria
e, na forma da lei, corresponderão à totalidade
da remuneração.”
§ 8º Observado o disposto no art. 37, XI,
os proventos de aposentadoria e as pensões serão
revistos na mesma proporção e na mesma
data, sempre que se modificar a remuneração
dos servidores em atividade, sendo também estendidos
aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios
ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores
em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação
ou reclassificação do cargo ou função
em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência
para a concessão da pensão, na forma da
lei.
Argumenta o governo: “5. Trata-se de avançar
no sentido da convergência de regras entre os
regimes de previdência atualmente existentes,
aplicando-se aos servidores públicos, no que
for possível, requisitos e critérios mais
próximos dos exigidos para os trabalhadores do
setor privado. Com este vetor, busca-se tornar a Previdência
Social mais equânime, socialmente mais justa ...”
C - Esquecendo-se que o empregador da atividade privada
recolhe em nome do empregado 8% de FGTS 12% para a previdência.
Basta a União praticar o que sempre fez, sem
pretender, como o governo atual e o anterior, aumentar
a arrecadação, lançando a opinião
pública contra os servidores com meias verdades.
Argumenta o governo: “6. Dessa forma, com as medidas
ora propostas, almeja-se corrigir as distorções
do atual modelo, propiciando, também, maior eqüidade
entre os regimes de Previdência Social, flexibilidade
para a política de recursos humanos, adequação
ao novo perfil demográfico brasileiro, melhoria
dos resultados fiscais e, sobretudo, a garantia de que
as obrigações decorrentes das previsões
constitucionais serão, efetivamente, cumpridas
em relação ao direito de o servidor público
ter uma aposentadoria digna de forma sustentável
e sem privar o restante da sociedade dos recursos necessários
para o crescimento e desenvolvimento desta Nação.”
C - Não precisa recolher os 20%, nem mentir.
Pagamento de servidor é feito pelo orçamento,
decorrente da arrecadação. Não
é o mesmo das atividades produtivas privadas,
cujo salário é pago pelo empregador, função
do seu “tesouro”, contribuindo para a administração
pública proporcionar a remuneração
do aposentado, do pensionista e a assistência
médica necessária. Senhores, os governantes
do passado não estavam burros, nem sábios,
mas entendiam que não cabia pagar aos servidores
pelos cofres públicos e recolher para si mesmos.
Imagine-se no ABC discutindo-se o caso de um empregador,
que pagando R$ 500 a um seu trabalhador, sem nada descontar,
resolve por decisão unilateral descontar R$ 10,00
para pagar a mensalidade de um grêmio que resolveu
organizar a ou, por pena, a sobrevivência de um
animal que puxava a carroça da limpeza, mas que
não tem mais condições de fazê-lo.
Isso é reduzir salário. Ademais, o que
se pretende é compensar rombos, roubos e decorrências
de penas brandas para servidores ladrões e a
sacrossanta impunidade.
Argumenta o governo: “7.
A primeira distorção, em relação
ao regime de previdência dos servidores públicos,
diz respeito à regra de cálculo do valor
das aposentadorias, que não guarda qualquer relação
com as contribuições dos servidores quando
em atividade ou mesmo com a sua vida laboral, pois o
benefício é equivalente à última
remuneração do cargo efetivo”.
C – Esquecem, também que há uma
hierarquia nas atividades, remunerando-se na medida
da ascensão, sem redução do seu
poder aquisitivo ao aposentar-se. Melhorar a previdência
privada tem que ser um objetivo consciente sem massacrar
os da atividade pública, com propostas demagógicas
e diversas de tudo que pregaram antes da chegada ao
poder, mas sem saber como fazer, cumprindo regras ditadas
pelo capital internacional. O serviço público
na sua grande maioria é mal remunerado.
É admissível uma ampliação
do tempo de serviço, função da
expectativa de vida aumentar. O presidente Castello
Branco o dilatou em cinco anos. Tudo bem. Considerar
duas situações, o tempo de serviço
como servidor e como empregado celetista em aposentadorias
proporcionais. Mas, não tentar justificar misturando
conceitos, como somar laranjas com bananas.
Também não é aceitável
a questão da previdência do serviço
público como a de maior relevância, pois
que passamos por tantos anos convivendo com situações
de desenvolvimento maior ou menor, sem as razões
que hoje lhe imputam.
Considerem, por favor, como mais uma singela contribuição
para alimentar o debate e confrontar argumentos que
possam iluminar os caminhos e fazer justiça,
para que a sociedade não pague mais uma vez pelo
erro dos administradores do momento, repetindo os vários
planos do passado e lamentando elevados ressarcimentos
do presente. Aventuras não cabem nos mais altos
escalões do País.
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Ernesto Caruso, 18/10/07
O espetáculo
do licenciamento do presidente do Senado foi assaz deprimente.
Entre o primeiro capítulo e o desfecho se viu
de tudo. Nem uma novela dessas, muitas das vezes repetidas
com atores diversos com matiz estereotipado, retrataria
tão bem as intrigas de personagens do imaginário
com a triste e penosa realidade. No passado, mocinho
e bandido se revezavam nos momentos de glória,
mas culminando com a vitória do bem; o bandido
perdia. Os bons costumes, as regras de civilidade (como
fazem falta) impunham transmitir ao espectador, ao leitor
ou ouvinte — este, um pouco mais longe no tempo,
nas novelas de rádio — lições
de que o crime não compensa.
Quer dizer... não compensavam. E nos assusta.
É isto que se tem de aceitar? Não tem
jeito?
Ou há que se lutar com todo o brio para mudar
uma mentalidade que se formou particularmente pela inversão
de valores que as próprias novelas transmitiram.
Os padrões de ética deram lugar à
esperteza na conquista de posições de
mando, poder a todo risco e dinheiro fruto da consciência
vendida.
Da posição de amante do senador com envolvimento
em denúncias de pagamentos de pensão por
meio de lobista, ao sucesso na revista de mulher pelada,
foi um passo, seguido de outros nas entrevistas concedidas
a jornalistas na programação de TV.
Por outro lado as pegadas do senador trilhavam caminhos
tortuosos, com mais denúncias e, no entanto,
as tropas de choque do governo e aliados o defendiam
até o ponto de ser livrado em plenário,
acusado de corporativismo, acho que não, cuja
solução foi patética, estarrecedora
e apupada com todos os pulmões.
Como exemplo na defesa e no ataque, em momentos distintos,
se pode citar o senador Mercadante. Explicações
que tentaram justificar a abstenção, que
segundo consta livrou o acusado. Mas, o Senado tinha
que trabalhar, principalmente na aprovação
da CPMF e o senador Refinan estava atrapalhando, pois
a oposição dificultava as sessões
sob a sua presidência. Logo, o senador Mercadante
anuncia que tinha dez votos contra e a estabilidade
de Rechinan começa a sofrer abalos, mas foi crucial,
além de naturais conversas no pé-do-ouvido,
para uma licença de dias, claro que como um mero
compasso de espera — à guisa de saída
honrosa — e retorno improvável. Ruiu a
fortaleza que propagava ser inexpugnável e ameaçava
arrastar outros templos.
Isto tudo é sabido, foi muito ruminado, mas continua
indigesto, até porque a sociedade que se preza
não deve proceder como vaca, muito menos de presépio.
A questão é outra e paira uma dúvida
quanto aos propósitos invisíveis e aos
negócios nos bastidores. Quanto valeu a cabeça
descoroada, estimulando o pensamento que em viagem ao
passado, recorda de uma publicidade de sabonete que
o recomendava e designava: Vale Quanto Pesa.
Não acredito que o afastamento da presidência
esteja vinculado à aprovação da
CPMF.
A oposição se manifestara contra o abuso
do emprego dos recursos fora do objetivo para o qual
tinha sido aprovado por proposta do médico Jatene
em favor da saúde. A aberração
já está no nome que os congressistas não
têm coragem de mudar. Chamar de provisória
e de contribuição, ao invés de
designar de imposto e pronto. O Congresso Nacional é
pago para isso, fazer leis.
Sem entrar no mérito de mais essa fatia abocanhada
pelo governo para pagar a gigante máquina administrativa
com 37 ministérios, mas que incide repetidas
vezes na cadeia produtiva e de consumo, há que
se lembrar das posições assumidas em plenário
por vários dos senadores da base aliada contra
a despropositada cobrança.
O senador Mão Santa é um dos que justifica
a não prorrogação, concluindo,
"a carga tributária já é muito
grande", além dos senadores Pedro Simon
e Jarbas Vasconcelos.
Assim, a sociedade espera que a cabeça do senador
Renan não corresponda à aprovação
da CPMF e nem seja como o sabonete que vale quanto pesa.
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Editorial
Vale
do Rio Doce
Os números da mentira aparecem
Flavio
P. Ramos
Um dos pontos em que
o rosário de mentiras que prejudicou a eleição
do oponente de Lula, em ambos os mandatos, foi a “venda”
da Vale do Rio Doce.
A estratégia inicial foi dizer que era uma venda.
A verdade é que foram negociadas as ações
correspondentes aos 49% que o Governo detinha e as ações
foram negociadas em bolsa de valores, qualquer pessoa
ou empresa poderia comprá-las.
A venda do CONTROLE ACIONÁRIO foi, de fato, acima
do valor real auditado por várias empresas de
avaliação independentes.
Discurso
mentiroso da militância petista
A alegação de que o governo de FHC vendeu
uma empresa lucrativa é real. Empresas falidas
ou não lucrativas dificilmente são vendidas
sem uma operação de saneamento de contas.
A Vale era cabide de emprego de apadrinhados políticos.
Vendido o controle acionário, os parasitas foram
demitidos e, ao contrário do que dizia o mentiroso
PT, o número de funcionários aumentou
em quantidade e em qualidade com a nova administração.
Os lucros da Vale foram maiores do que os acionistas
esperavam.
Resultado: os números mostram o tamanho da mentira
do PT, que não é ético e falta
com a verdade, além de abrigar em seus quadros
uma corja de corruptos e canalhas indignos de qualquer
partido e que o mundo reconhece como nada honestos.
Aliás, em vez de militantes o correto seria chama-os
de meliantes.
Cidadãos que não contribuem
é que elegem o presidente e congressistas e ainda
chamam isso de democracia.
A culpa é dos cegos e aproveitadores
que elegeram o pior presidente que o Brasil já
teve.
Erros estratégicos
e operacionais perigosos
Os erros na política internacional, como reconhecer
a China como parceira, rebentando com as indústrias
brasileiras, a privatização das florestas
brasileiras, além de criminoso é um risco
à ocupação militar de países
que estiverem ocupando áreas nestas florestas
e que alegarão defesa de seus concidadãos
para estabelecer estratégias de ocupação.
Já aconteceu antes: os americanos, na prática,
acreditam na força, a política do “big
stick” e não na diplomacia. As guerras
e invasões por razões econômicas,
ao longo da História, servem de exemplo.
Será praticamente
impossível revogar a privatização
das florestas brasileiras.
Lula (vulgo do senhor
presidente) é uma vergonha não só
para o Brasil, mas é uma vergonha para a raça
humana.
Alcoólatra sabido e conhecido, megalomaníaco,
inconseqüente e abjeto mentiroso, escorregadio,
cínico e completo incompetente. A cada palavra
de improviso mostra a imaturidade dos que o elegeram,
e faz do Brasil motivo de piada, como o paraíso
da corrupção e lar dos mais procurados
criminosos e narcotraficantes do planeta que “neste
país” lavam o dinheiro sujo e constroem
patrimônios e mansões milionárias.
A Vale do Rio Doce mostra
agora em números que o governo era péssimo
administrador.
O presidente Fernando Henrique Cardoso estava certo
e foi vítima da ignorância dos eleitores
que caíram no conto do ex-“pobre retirante
nordestino”, atualmente integrante-mor da elite
petista, que veio para São Paulo para ajudar
o Brasil a ter um presidente operário!
A matéria abaixo
foi enviada por Nilson Victorino e outros brasileiros
preocupados com a situação de mentiras
e desmandos que vive a Nação Brasileira.
Eduardo Graeff escreveu
na Folha de São Paulo ("Lula e seus militantes
amestrados") sobre essa conversa mole da privatização
da Vale do Rio Doce. Sempre que um petista, com a fala
perturbada e o olhar esgazeado pela ideologia bananeira,
babar números inconseqüentes, vocês
devem fulminá-lo com a verdade. A verdade é
a kriptonita do petista.
Comentário de Reinaldo Azevedo
Lula e seus militantes
amestrados
*Eduardo Graeff
Folha de S. Paulo (17/09/07)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1709200709.htm
Placebo ideológico
aqui, verbinha acolá, empregos a rodo, barriga
cheia, lá vai a militância petista fazer
seu número. Pula! Late!
O PLEBISCITO
sobre a privatização da Companhia Vale
do Rio Doce não foi para valer, Lula esclareceu
na coletiva de rádio dias depois de o PT anunciar
sua adesão à iniciativa do MST e outros.
A rigor, o "não tenho nada com isso"
dele também não é para valer.
Às vésperas
do plebiscito, enquanto o presidente da República
negava que a reestatização da Vale estivesse
ou pudesse vir a estar na agenda de seu governo, militantes
de camiseta vermelha recolhiam assinaturas para o plebiscito
comodamente instalados na portaria do Ministério
do Planejamento ao som do hino da Internacional Comunista.
O que vale mais: a palavra do presidente ou as centenas
de milhões de reais com que ele irriga o MST,
a CUT, a UNE etc.?
Uma coisa pela outra, eu diria. Falsa
como uma nota de três reais é a razão
formal que ele alegou para se dissociar da onda reestatizante:
houve um "ato jurídico" que o governo
deve respeitar. Se tivesse sombra de dúvida que
o ato foi fraudulento, como gritam os "excluídos"
chapa-branca, teria por obrigação mandar
apurar e desfazer o malfeito. Não fará
nada, como não fez até hoje, porque não
quer assustar o mercado nem ter que passar um atestado
de idoneidade ao processo de privatização.
Bom mesmo é deixar suspeitas no ar e faturar
eleitoralmente, como fez com o boato de privatização
do Banco do Brasil em 2006.
Melhor ainda juntar o proveito
político do reflexo condicionado antiprivatização
com o proveito econômico da Vale privatizada.
Recorde de investimento: US$ 44,6 bilhões nos
últimos seis anos contra US$ 24 bilhões
nos 54 anos anteriores. Recorde de produção:
300 milhões de toneladas de minério neste
ano contra média anual de 35 milhões da
Vale estatal. Recorde de emprego: 56 mil empregos diretos
hoje contra 11 mil há dez anos. Recorde de exportações:
quase US$ 10 bilhões em 2006 contra US$ 3 bilhões
em 1997, garantindo mais de um quarto do saldo da balança
comercial "deste país".
A Vale não é
exceção. Da Embraer à telefonia,
passando pela siderurgia e petroquímica, o desempenho
de quase todas as empresas privatizadas é uma
história de sucesso em benefício de seus
compradores e empregados e do país.
A isso o estatista
contrapõe números que são, eles
sim, fraude grosseira: a comparação dos
US$ 3 bilhões pelos quais a União vendeu
42% de suas ações ordinárias da
Vale em 1997 com os US$ 50 bilhões que a Vale
inteira valeria hoje, depois de toda a expansão
possibilitada pela privatização.
E quem foram os beneficiários
desse "ato de lesa-pátria"? A quem
pertence a Vale privatizada? Aos funcionários
e aposentados do Banco do Brasil, principalmente, por
intermédio de seu fundo de pensão. Com
o BNDES, eles detêm dois terços do capital
da Vale. O restante se distribui entre o Bradesco, a
"trading" japonesa Mitsui e mais de 500 mil
brasileiros que aplicaram parte do FGTS em ações
da companhia. O padrão de gestão da Vale
é privado. A propriedade, como se vê, nem
tanto. Depois de privatizada, a empresa recolheu aos
cofres da União, em impostos e dividendos, algumas
vezes mais do que fez ao longo de toda a sua existência
como estatal.
Os obreiros do plebiscito
e até, forçando a barra, os padres que
ecoam essa gritaria inconseqüente dentro das igrejas
podem pretextar ignorância. Lula e os dirigentes
do PT, não. Esses usam deliberadamente o fantasma
da privatização como uma distração
para a sua militância -um osso de mentira que
se dá a um cachorrinho para ele não roer
a mobília.
Um placebo ideológico aqui, uma verbinha acolá,
empregos a rodo, barriga cheia, lá vai a militância
petista fazer seu número. Pula! Late! E Lula
pisca o olho para as visitas: "É brincadeira,
gente! Senta que o Lulu é manso".
Os empresários
sorriem de volta, fingem que acreditam, mas pensam dez
vezes antes de botar a mão no bolso. Para eles,
pior do que a encenação dos militantes
é a falta de vontade e/ ou capacidade do governo
de estabelecer regras claras e um ambiente político
confiável para os investimentos privados em infra-estrutura.
A conta das ambigüidades
virá aí por 2010, prevêem os especialistas,
quando o fantasma do racionamento de energia elétrica
deve voltar a rondar, dessa vez não por falta
de chuva, mas de investimento. Ou quem sabe em 2011.
Já pensaram na ironia? Um novo governo às
voltas com o apagão, a militância petista
a todo vapor de volta à oposição
e Lula na Guarapiranga, pescando suas tilápias...
*EDUARDO GRAEFF, 57, é
cientista político. Foi secretário-geral
da Presidência da República no governo
FHC
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Enviado por Roberto Carrazedo
- 21.09.07
NÃO ao desmembramento
do Brasil
Adriano
Benayon*
Tem tido repercussão – embora a mídia
não toque no assunto - matéria publicada
pelo Movimento de Solidariedade Ibero-Americana (MSIA),
em 19 do corrente, sobre preparativos do ministro da
Defesa para expulsar brasileiros não-índios
da região da Raposa Serra do Sol, em Roraima,
situada junto às fronteiras com a Guiana e a
Venezuela.
A ação da Polícia Federal seria
para este mês, com a participação
de 500 agentes federais, prevendo-se resistência
armada da população local. Trata-se de
operação de natureza militar inexeqüível
sem a participação das Forças Armadas.
Ora, não pode estar de acordo com tal violência
quem quer que respeite seu País, como é
o caso do general Maynard Santa Rosa. Ele declarou que
o Exército não recomenda a invasão.
Foi, por isso, demitido do cargo de secretário
de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais
do Ministério da Defesa. Em 04 de setembro, O
Globo publicara declarações do General
de que as Forças Armadas resistem em dar apoio
à Polícia Federal para a retirada dos
brasileiros.
Ademais, por terem também posição
desfavorável à intervenção
na Raposa do Sol foram substituídos de seus cargos
o Diretor-Geral da ABIN e o gerente da ABIN em Roraima.
A matéria do MSIA alude à inquietação
que se aprofunda nas Forças Armadas brasileiras,
sendo iminente grave crise institucional se a presidência
da República insistir em atribuir-lhes a desonrosa
missão. É o caso de evocar a petição
do Marechal Deodoro à Princesa Isabel de que
liberasse o Exército da inglória tarefa
de capitão do mato na perseguição
a escravos foragidos.
Hoje querem envolver as Forças Armadas em ação
de guerra contra brasileiros que defendem o direito
de ficar nas terras em que vivem e trabalham legalmente
há dezenas de anos. É difícil conceber
afronta mais grave ao povo brasileiro e deslustre maior
para as Forças Armadas.
Os índios da Serra do Sol são aculturados,
muitos têm cartão de identidade e título
de eleitor. Alto percentual, e majoritário entre
os macuxis, a principal etnia, é contrário
à separação do território.
Esta é imposta por entidades estrangeiras a serviço
dos donos do poder mundial, ávidos por monopolizar
a fabulosa riqueza mineral do subsolo da área.
É de notar, que, em abril de 2005, a retirada
da população “não-índia”
por agentes federais foi obstada por índios.
Expulsar moradores de suas terras, porque não
são índios, constitui crime de tipo nazista.
É agir em conformidade com o princípio
racista. É violência combinada com discriminação
racial, além de odiosa, inacreditável
em razão da grande mestiçagem.
Que pretendem fazer? Como vão definir quem é
índio? Fazendo exames de DNA? Ou julgando não-índios
os que se consideram brasileiros?
Aí está. Querem que o Exército
faça derramar muito sangue para separar do território
nacional mais uma região estratégica.
Ora, isso é crime tipificado no Código
Penal Militar. Diz o art. 142 do CPM: “Tentar:
III – internacionalizar, por qualquer meio, região
ou parte do território nacional. Pena –
reclusão, de quinze a trinta anos, para os cabeças;
de dez a vinte anos para os demais agentes.”
Os envolvidos na preparação do genocídio
e os desinformados alegam que não há cessão
de território e que a Constituição
prevê reservas indígenas. Mas só
não vê a ação de potências
hegemônicas na região quem não se
quer informar. Há farta documentação
sobre as atividades de ONGs e de outras entidades que
desviam para o exterior preciosos recursos minerais
em várias partes da Amazônia. Fazem-no
antes mesmo de se acabar oficialmente com a jurisdição
brasileira sobre os territórios saqueados.[[1]]
Para quê, senão para assegurar em definitivo
a continuidade da pirataria, demarcar, em faixa contínua,
mais uma reserva “indígena”, exatamente
sobre subsolo dos mais ricos do Planeta, numa área
cujo tamanho está em gritante desproporção
com a diminuta população indígena?
A Raposa do Sol tem 1.747.000 hectares, ou seja, 17,5
mil km2 quadrados, e 18.700 índios: um por km2.
No pretenso território ianomâmi, destinaram-se
a 8 mil índios, em Roraima e no Amazonas, 9,4
milhões de hectares (94 mil km2), formando, com
a área contígua da Venezuela, um território
de 180 mil km2.[[2]]
Como informou Sebastião Nery (Tribuna da Imprensa
24.06.2006), há um "governo ianomâmi
no exílio, presidido por um norte-americano de
Massachusetts, com Parlamento de 18 membros, sob a presidência
de um alemão; do tal governo, faz parte um índio,
dito brasileiro, chamado Iacota”. E: “O
saudoso embaixador Geraldo Nascimento e Silva ‘localizou
em Londres um escritório que coletava recursos
em nome dos ianomâmis, recém-emancipados
(sic), para promover a causa indígena’
".
Agora, em 12 de setembro de 2007, a Assembléia-Geral
das Nações Unidas aprovou a Declaração
dos Direitos dos Povos Indígenas, adotada em
26.06.2006 pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.
A Declaração diz, no art. 3º, que
“os povos indígenas tem direito à
autodeterminação e, assim, a determinar
o seu status político”. Isso implica que
podem escolher fazer parte do Estado que quiserem e/ou
declarar sua independência formal, outro modo
de anexação de fato por potências
hegemônicas.
Que outras áreas “indígenas”
já tenham sido criadas, não desonera os
responsáveis pela demarcação da
Raposa do Sol. Ao contrário, o crime é
ainda mais grave. Por duas razões. A primeira
é que a repetição consolida o abandono
da soberania nacional, princípio basilar da Constituição.
A segunda razão é que a entrega não
ocorrerá sem o emprego das Forças Armadas
do País contra seus próprios nacionais.
Pergunta-se: é legítimo cumprir ordem
contrária às bases da existência
nacional, como a soberania, a integridade do território
e a dignidade das Forças Armadas?
* benayon@terra.com.br.
Doutor em Economia. Autor de “Globalização
versus Desenvolvimento”. Editora Escrituras: www.escrituras.com.br
[1] Uma das razões de não
se evitar a pilhagem é a míngua de recursos
do Orçamento para as FFAA. Mais de 2 trilhões
de reais, em valor atualizado, desde 1988, foram gastos
com o serviço da dívida pública
formada pela capitalização de juros absurdamente
altos. Ver: http://paginas.terra.com.br/educacao/adrianobenayon/
(2) Cometeram também o crime cominado pelo Código
Penal Militar os responsáveis pela portaria,
no governo Collor, que criou a reserva “ianomâmi."
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Editorial
Pérolas
para Porcos
Julgamento de Renan Calheiros transforma plenário
do Senado em pocilga.
O julgamento de Fernando Collor de Mello
foi aberto. As cartas estavam marcadas e as consciências
devidamente compradas.
O Congresso Nacional
julgou o presidente da Republica Fernando Collor, em
seção aberta. Interessava aos “armadores
do processo” para depor o presidente, que a seção
fosse pública, já que o povo havia sido
massificado pela TV Globo, de que Collor era culpado,
daria um espetáculo inédito. Fernando
Collor mexeu com interesses escusos e dinheiro não
explicado de mega empresários e políticos
corruptos. Uma corja de canalhas tramou o impedimento
do presidente.
Ao PT, que fingia ser o único partido de honestos
do Brasil, mais do que nunca, interessava punir os “culpados”
para ocupar o espaço vazio, já que o PT,
que hoje sabemos todos, é um antro de corruptos
e incompetentes, buscava o poder a qualquer custo. Isso
significava com o uso de dinheiro de fontes obscuras
e meios ilícitos, como hoje é de domínio
público.
Uma poderosa máquina de canalhas, especializados
em marketing político e arrecadação
de fundos, foi montada. Estabelecidas as estratégias
de compra de votos e redes de mentiras e desinformação,
o PT partiu para desestabilizar o governo de Fernando
Henrique Cardoso, com ferrenha e ética oposição
sem ética .
Fernando Henrique Cardoso, para manter a pose de aliado
das esquerdas, deixou que a baderna do MST, CUT e outros
movimentos, flagrantemente subversores da ordem, fizessem
livres de qualquer repressão severa. Invasões
de fazendas produtivas inclusive a sua própria
foram articuladas, a pretexto de serem demonstrações
democráticas.
Por outro lado, para agradar as esquerdas vingativas,
FHC desprestigiou as Forças Armadas, sucatando
armas e equipamentos, não aumentando os soldos
e criando o Ministério da Defesa. O Ministério
da Defesa poderia ser um avanço e até
uma forma de agilizar e unir as FF AA em torno de propósitos
militares e ações conjuntas. Por erro
de definição das qualificações
para o cargo desse ministro, deixou de haver o entendimento
nas urgências e nas providências imediatas
para manter a operacionalidade e a previsão de
modernização e crescimento natural das
FF AA, em função das necessidades de cobrir
as fronteiras secas e oceânica, do Brasil.
O ministro da Defesa, na forma como sua importante função
foi definida, foi transformado em um moço de
recados entre o presidente e os comandantes militares,
dificultando o diálogo e as decisões,
bem ao contrário do que seria o ideal para o
novo ministério.
A intenção do julgamento
de Renan Calheiros ser secreto, foi para que os covardes
e igualmente corruptos pudessem esconder seu voto e
sua covardia do povo.
Os partidos de apoio
ao presidente, visivelmente comprometidos com o esquema
de corrupção e manipulados pelo PT, precisavam
operar nas sombras da covardia e da impunidade, organizados
em bloco, para manter seu presidente no cargo. Com esse
“apoio”, o presidente do Senado, enfraquecido
pela perda de moral e credibilidade, poderia transigir
sempre que pressionado pelos que o apoiaram. Para que
os cidadãos “desse país”,
não presenciassem as manobras sórdidas,
o voto secreto lançaria a dúvida sobre
quem seriam os que apoiaram o Sr. Renan Calheiros, que
já tinha a favor da cassação do
seu mandato o parecer da Comissão de Ética,
que foi ignorado pelo esquema dos senadores do bloco,
dos imundos e canalhas. A truculência da segurança
da Casa tentou impedir a entrada dos senhores deputados
que obtiveram liminar no Supremo para assistirem à
votação.
Participaram os senadores comprometidos em ilegalidades,
que tinham rabo preso. O bem perdeu par as forças
malignas.
O povo, desarmado e sem poder reagir como o fez em 1964,
está anestesiado e sem esperança, enquanto
o “pavão de Garanhuns” faz seus discursos,
vendendo o álcool, disso ele entende muito, e
os biocombustíveis. Passeia sua ignorância
pelo mundo, dando aulas de escatologia a cada palavra
que fala. Até quando as forças morais
e a população economicamente produtiva
vão permitir essa situação?
Até que ponto o Brasil tem o direito de pretender
um lugar no conselho de segurança da ONU?
Até que ponto o Brasil tem condições
de competir com seus produtos, com políticos
que são visivelmente corruptos aos olhos do mundo?
Até aonde os brasileiros que pagam as contas
que esses sociopatas e cleptomaníacos superfaturam,
terão de agüentar ?
Até que ponto esse legado é justo para
ser repassado às gerações vindouras,
já que os nossos recursos econômicos estão
sendo desperdiçados e nosso território
sendo ameaçado pela cobiça internacional,
que agora é descaradamente ostensiva.
Eleger políticos não é mais um
exercício de democracia, mas uma resultante do
marketing sem escrúpulos e do uso de dinheiro
do caixa dois, e quem sabe, até do narcotráfico.
Para essa quadrilha o que importa é a imunidade
e o poder de manipular oficialmente a “Coisa Pública”.
No comando a maior fraude, que já ocupa
o cargo de presidente da República, o “Bufão
Pelegrino” e sua quadrilha de saqueadores oficiais.
Falta vergonha na cara dos que
tornaram isso possível. Votar, no Brasil, é
o mesmo que “atirar pérolas a porcos”.
NR. Enquanto
esta matéria estava sendo redigida, uma fonte
segura confirmou que os processos de pedido de anistia
estão sendo agilizados e todos os casos estarão
concluídos para que nas próximas eleições
os beneficiados possam mostrar sua “gratidão”.
Entre os já anistiados estão assassinos,
desertores assassinos, assaltantes de bancos e outros
“inocentes”.
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Enviado por Roberto Carrazedo
Um Festival de Erros, Incontáveis Mentiras
e Muita Covardia
Coronel-Aviador Luís Mauro
Em 30 de agosto de 2007
Cada vez, torna-se mais
difícil encontrarmos uma ação praticada
por agente da cena política que não esteja
contaminada por algum tipo de erro grave. E esses vícios
não se limitam aos já conhecidos casos
de corrupção epidêmica de agentes
governamentais.
Igualmente, vão muito além dos casos de
compra de votos, seja de eleitores, como os propiciados
pelos programas assistencialistas, seja de congressistas,
garantidos com o desvio de dinheiro público e
com a distribuição de cargos.
Ultrapassam, também, as ações de
um presidente da República que não governa,
mas vive em campanha eleitoral fora dos períodos
permitidos, fazendo, sistematicamente, discursos demagógicos
em que prega, irresponsavelmente, a desunião
entre os brasileiros.
Tampouco se restringem aos agentes do ministério
público e do Poder Judiciário que, muitas
vezes omissos ou coniventes, permitem que tudo isso
aconteça. Em verdade, os erros se manifestam
em praticamente todas as ações, por mais
simples que sejam, Parece que, repentinamente, todos
desaprenderam tudo. Há um amadorismo incompetente
tão generalizado que se tornou rotina no Brasil
destas duas últimas décadas.
Vejamos alguns desses erros recentes relacionados com
as Forças Armadas brasileiras. Errou o presidente
da República, quando resolveu patrocinar um livro
estúpido, engendrado pelos terroristas que abriga
em seu governo, para fustigar os militares que, até
aqui, têm sido muito tolerantes com essas provocações,
em nome de uma reconciliação impossível.
Não há como conciliar-nos com quem tudo
faz para nos destruir.
Errou, ainda, o presidente, quando nomeou, mais uma
vez, uma pessoa absolutamente despreparada para o cargo
de ministro da defesa. O novo ministro está completamente
perdido, como indicam os seus pronunciamentos, em que
não se mostra capaz de desenvolver qualquer idéia
própria, socorrendo-se de uma sucessão
de frases de efeito bastante conhecidas (sem lhes mencionar
a autoria), provavelmente retiradas, por um "aspone"
solícito, de algum livro barato de citações.
O ministro está pouco preocupado com as Forças
Armadas, preferindo fazer "lobby" para a indicação
de ministro do Supremo Tribunal Federal, Deus saberá
com que intenções, a trabalhar por elas.
Se assim não fosse, teria procurado impedir a
edição do livro mentiroso e ofensivo referido
acima, no lugar de aderir àqueles que o escreveram,
participando do espetáculo grotesco do lançamento
no Palácio do Planalto. Sobre o caos no Transporte
Aéreo, prefere concentrar-se no supérfluo,
como aumentar o espaço para as suas pernas, nas
aeronaves, ou ampliar os pátios de estacionamento
dos aeroportos. Possivelmente, pense que, assim, estará
resolvendo crise na Aviação brasileira.
Errou quem, desesperado com a falta de autoridade que
grassa no País, conseguiu ver no ministro uma
esperança, pois simplesmente confundiu prepotência,
arrogância, arbitrariedade, falta de educação
e grosseria com autoridade.
Errou a procuradora-geral da Justiça Militar
Maria Ester Henriques Tavares, quando determinou o arquivamento
de representação contra o ministro Nelson
Jobim, por violação do artigo 172 do Código
Penal Militar, que trata do uso indevido de uniforme,
distintivo ou insígnia militar por civis, sob
o argumento de que "não é lógico
e crível que tenha tentado iludir ou induzir
alguém ao equívoco de que se tratava de
general de Exército, com a intenção
de usurpar a autoridade militar", além de
não ter visto má-fé na ação
do ministro. Prova do erro encontramos parágrafo
seguinte.
Errou o ministro Nelson Jobim, talvez encorajado pela
complacência com uso indevido da farda, quando,
durante o lançamento do livro herético,
maldito e falso, disse que é o comandante da
Forças Armadas. A bem da verdade, ele não
é comandante de nada. Não passa de ministro
de Estado, um agente do primeiro escalão da administração
federal. Cada Força Armada tem apenas um comandante,
sendo, por imposição constitucional, o
presidente da República o comandante-supremo,
ainda que o atual não se comporte como tal. Por
óbvio, o ministro não é nenhuma
dessas autoridades, embora o seu ego desmedido não
o permita ver isso. Errou, novamente, o ministro da
defesa, quando disse que os militares encaram com naturalidade
esse livro mentiroso escrito por aqueles que foram derrotados
pelas armas e agora procuram vingar-se dos vencedores,
servindo-se do governo que conquistaram, enganando o
povo brasileiro, mediante fraudes diversas. Os militares
sabem muito bem das motivações espúrias
por trás desse lançamento, que são
desviar o foco das atenções de cima da
crise do mensalão, que ressurgiu com a aceitação
da denúncia pelo Superior Tribunal Militar, e
abrir caminho para a revisão unilateral da Lei
de Anistia, para garantir a revanche sórdida
e a vitória final dos comunistas terroristas
no Brasil. Por isso, repudiam esse livro nojento, como
o fazem com todos os que dele participaram ou para ele
contribuíram. Errou, outra vez mais, o ministro
quando resolveu ameaçar os militares dizendo
que "não haverá indivíduo
(militar) que possa reagir (ao lixo do livro revanchista)
e, se reagir, terá resposta". Essa bobagem
somente pode ser atribuída à insegurança
de quem sabe estar "cutucando a onça com
vara curta", como diz a sabedoria popular, bem
a seu gosto de usar frases feitas em vez de criar as
suas próprias. Vista por outro ângulo,
a afirmação do ministro contém
um desafio aos militares. Este, sim, não poderá
ficar sem resposta. Erraremos, portanto, nós
também, se não reagirmos com enérgica
indignação contra, quem nos ameaça,
desafia e ofende os brios. Se nos calarmos agora, estaremos
estimulando as agressões covardes de quem somente
se agiganta diante da nossa omissão. E esse não
seria um comportamento digno de um militar brasileiro,
para quem é preferível a morte à
desonra.
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Editorial
“Independência
ou Morte”
O que mudou no Brasil
desde 7 de setembro de 1822
a 7 de setembro de 2007?
Um português, nascido no palácio
de Queluz, membro da Casa Real Portuguesa, às
margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, dá
o Grito do Ipiranga e separa, politicamente, o Brasil
da nação-mãe, Portugal.
Neste 7 de setembro de 2007, enviamos nosso respeitos
e cumprimentos aos membros da Casa Real Imperial Brasileira,
iniciada no Primeiro Reinado com Sua Majestade Real
Imperial D. Pedro I e D.Pedro VI de Portugal.
D. Pedro I, nosso amado Imperador, acumulou sob seus
ombros, o cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente
do Brasil.
D. Pedro, filho de D.João VI, que deixou no Brasil
grande parte da cultura européia, como o acervo
da Biblioteca Nacional, Jardim Botânico, já
na época, era um centro de referência de
plantas tropicais, Museu de Belas Artes e tantas outras
obras que foram os alicerces culturais da Nação
brasileira.
D. João VI foi injustiçado pela História,
que não foi escrita pelo povo que aprendeu a
amá-lo. Naquela época, a educação
repousava na mão dos padres jesuítas e
a inquisição e a tortura na mão
tinta de sangue dos dominicanos. A História era
escrita por eles.
Era uma época de ideais patrióticos. Imaginem
o que aconteceu no coração de D.Pedro
I, tendo de rebelar-se contra a nação
onde nascera, e para onde mais tarde voltou para ocupar
o trono como D. Pedro IV.
O povo brasileiro era altivo e digno. O Imperador D.Pedro
II, um brasileiro culto, poliglota, poeta, fotógrafo
e inovador. Sua política trouxe prestígio
para o Brasil e o telefone, ainda desconhecido, na maior
parte do mundo.
Essa era a situação e a família
real brasileira, a quem saúdo, neste 7 de setembro.
Já na época, a intriga e a mentira dividiam
os brasileiros. A mentira dizia que criminosos e prostitutas
teriam vindo colonizar o Brasil na época do descobrimento.
Mentira. A tripulação de Pedro Álvares
Cabral era constituída de profissionais liberais
e artistas. Eram ourives, arquitetos, cinzeladores,
cantoneiros, ferreiros, carpinteiros, marceneiros, pedreiros,
agricultores, e outros profissionais dignos e honestos.
Quase todos vinham tentar a sorte no Brasil, fugindo
da inquisição, que era ma maldição
sangrenta na Europa. Quase todos a bordo das naus portuguesas
eram judeus.
D. Manuel I, o Venturoso, firmou um contrato com o consórcio
liderado por Fernando de Noronha e seus associados judeus,
grande parte convertida ao cristianismo, a bem da verdade,
à força pela “Santa Inquisição”.
Uma praga que acabou chegando ao Brasil.
A História da nossa cultura fala do “magnífico”
trabalho dos jesuítas na educação
de índios, negros e europeus e seus descendentes,
mas esquece de contar como: a educação
era enfiada pela goela, pela prática da chibata
e da palmatória, prática essa que foi
mantida nas instituições religiosas “cristãs”,
até depois de 1915.
Outra grande mentira referia-se aos escravos, os quais
eram tratados pelos Senhores da Igreja Católica
Apostólica Romana, com todo o carinho que a chibata
oferecia.
A Igreja, sozinha, era a maior possuidora de escravos.
Ainda hoje, em livros antigos de contabilidade, eles
fazem parte do patrimônio da Igreja, classificados
como semoventes. A mesma classificação
dada aos cavalos e jumentos.
Alguns morros eram habitados por militares, a partir
de títulos de posse dados aos que voltaram da
Guerra do Paraguai, chamados de “voluntário
da pátria”, heróis de guerra e homens
de bem. Não podemos esquecer que os morros eram
áreas estratégicas e fortificadas, nada
mais lógico do que serem habitados por militares
e suas famílias. A fortaleza da Conceição,
que hoje abriga o serviço cartográfico
do Exército, foi construída com fins militares,
no morro da Conceição.
Atualmente, a grande dificuldade de acesso, para o combate
do crime organizado, e o narcotráfico, está
exatamente no fato de as favelas estarem nos morros
e o acesso ser difícil.
Desde a descoberta, até os dias de hoje, o Brasil
tem recebido colonizadores de diversos países,
destacando-se os portugueses, italianos, japoneses,
chineses, suíços, alemães e de
outras etnias, que engrandecem a nossa cultura com sua
sabedoria.
A divisão geopolítica do Brasil levou
ao enriquecimento as áreas litorâneas,
do que é hoje o Norte e Nordeste. Só mais
tarde, com o desenvolvimento do café e a colonização
dos estados do Sul, por europeus, destacando-se os pomeranos,
alemães, portugueses de Açores, que fundaram
Porto Alegre.
Os estados do Norte e Nordeste, que foram ricos no passado
com a agricultura e a cana de açúcar e,
especialmente, a cana de açúcar, tiveram
os filhos dos fazendeiros (coronéis), como alunos
dos cursos de Direito, primeiro em Portugal, depois
no Brasil.
Daí a formação do núcleo
de cultura da poesia e literatura, mas também,
do bacharelismo, que dominou e domina até hoje
a Câmara dos Deputados e o Senado. Essa distorção
levou a que os estados nortistas e nordestinos, que
hoje dependem fundamentalmente de verbas da União,
se tornassem poderosos colégios eleitorais, principalmente,
após a aprovação do voto do analfabeto
e do menor de 18 anos.
Essa distorção, gravíssima, detonou
o conceito de democracia e também o conceito
de capitalismo, já que em nossa república
federativa os estados que nada contribuem ou que contribuem
com valores irrelevantes são a maioria, fazendo
com que os estados que têm maciça participação
na economia sejam, sempre, votos vencidos.
Outra grande distorção é que nortistas
e nordestinos votam em bloco os assuntos de seus interesses,
independentemente do partido ou da ideologia. Mais,
ainda, pela grande corrente migratória, para
os estados do Sul e Sudeste, há grandes bolsões
dessas populações, que continuam agindo
da mesma forma. É o caso da Rocinha e do Vidigal,
e do Rio das Pedras, no Rio de Janeiro.
É o contribuinte economicamente ativo sem poder
diante daquele que não contribui. Uma grande
injustiça social e econômica.
A inclusão social, a nosso ver, seria no mínimo,
a igualdade, incluindo os estados que contribuem, numa
divisão igualitária do poder.
A situação se agrava mais ainda, se observarmos
que, nos estados do norte e nordeste, as famílias
têm mais filhos e também maiores índices
de mortalidade e de analfabetismo. Assim, as condições
adquiridas por uma legislação equivocada
de igualdade dos analfabetos com os instruídos,
beneficia os que não sabem votar, porque não
têm formação cultura e o discernimento
para saber o que é bom para o país. Decidem
pelo imediatismo e pelo egoísmo. Famílias
de filhos numerosos, presa fácil do suborno político
e assistencialista que hoje alcança níveis
vergonhosos na caça aos votos.
O Brasil é conhecido no mundo inteiro, como o
país da corrupção, da impunidade,
da miséria e da prostituição infantil.
Agências de viagem anunciam pacotes de turismo
sexual e os filmes produzidos no Brasil dão ênfase
e à miséria, ao crime e às condições
sub-humanas das favelas.
O senhor presidente da República envergonha o
Brasil, sempre que seu discurso é de improviso,
com sua ignorância e facilidade em mentir, enquanto
usa a imagem retórica do retirante, deficiente
físico, e semi-instruído, que conseguiu
ter o diploma de presidente da República.
É um Brasil bem diferente da época de
D. Pedro II, quando a inflação era baixíssima,
o dólar tinha quase o valor dos mil réis
e o Brasil era respeitado, mundialmente.
Com uma imprensa vendida, e penalizados os que ousam
se pronunciar contra as atitudes de lesa-pátria
do presidente e da quadrilha que comanda nas sombras
do cargo e com a proteção da militância
criminosa, anistiada e do PT, que a todos enganou, com
o rótulo de honestidade.
Sabedores de que a massa ignara que elegeu o Congresso
podre e o Executivo putrefato, destituído do
mínimo de escrúpulo e caráter,
essa corja continua ofendendo a inteligência do
povo brasileiro, porque sabe que conseguiu dividi-lo
e que seus eleitores são a maioria que não
tem acesso à educação e aos meios
de comunicação.
O raciocínio dessas populações
é imediatista, como suas necessidades. Assim,
pouco se importa com o futuro do Brasil, ou com o próprio,
vendo apenas o momento presente.
Os partidos de coalizão do governo lançaram
mão de especialistas em comunicação
e marketing. Os outros partidos, também, com
a diferença de que tiveram escrúpulos
e falaram a verdade, enquanto a coalizão, que
elegeu o Sr. Lula, é destituída de qualquer
verniz de caráter, lançando mão
de esquemas de corrupção, como o mensalão
e outros tantos que se tornaram conhecidos, não
apenas no Brasil, mas no exterior, onde a imprensa mostra
os fatos.
Durante os governos anteriores, os partidos liderados
pelo PT foram violentamente contrários a todas
as atitudes do poder dominante, procurando por todos
os meios desestabilizar a República, com ações
de baderna, apropriação indébita
e ferrenha oposição no Congresso Nacional.
Por outro lado, as Forças Armadas, mantém-se
inacreditavelmente divididas. A distribuição
do soldo criou uma distância injusta entre oficiais
e praças. Os equipamentos e armamentos sucateados
não são suficientes para defender o Brasil
com sua enorme fronteira marítima e terrestre.
Para culminar, no dia 6 de março de 2006, o senhor
Presidente assina um decreto privatizando as florestas
brasileiras, não apenas a Amazônia, mas
todas as florestas brasileiras.
O PT e os partidos de coalizão acusaram o governo
de FHC de ter vendido empresas lucrativas com a Vale
do Rio Doce. Mentira. As ações que davam
ao governo o controle acionário foram vendidas
na Bolsa de Valores. A Vale sempre foi uma sociedade
anônima de capital aberto e qualquer um poderia
comprar suas ações na Bolsa. Hoje, a Vale
ocupa o quinto lugar no mundo.
A Vale, como outras empresas, que tiveram seu controle
acionário negociado, eram cabides de emprego
de apadrinhados políticos.
Atualmente, o governo anuncia a contratação
de milhares de pessoas para cargos públicos,
onerando as despesas do Tesouro Nacional, fazendo exatamente
o contrário do que deveria fazer, que seria cortar
o excesso de funcionários públicos não
concursados, que estão lá, infiltrados
para espionar e controlar, favorecendo a máquina
dos partidos, que pretendem se manter eternamente no
poder.
Os bancos brasileiros são os mais lucrativos
do mundo. Lula governa para os banqueiros e não
para os pobres, como ele afirma.
Neste 7 de setembro, queremos lembrar que o Brasil já
foi um país onde os homens cultos e honrados
governavam e não o que é hoje, um balcão
de negócios, onde tudo tem preço, e o
povo que se dane. Hoje, governam aqueles que assaltaram
bancos, seqüestraram diplomatas e assassinaram
cidadãos. Será que o Brasil merece isso?
É duro dizer, mas todos nós somos culpados.
Conclamamos, neste 7 de setembro, a todos os
homens e mulheres dignos deste Brasil a darem um basta
nessa situação que está levando
o país à guerra civil.
Não sei o que os leitores pensam, mas
eu sinto nojo.
O que sentiria D.Pedro I, hoje?
Flavio P. Ramos
Editor
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7 de setembro
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Enviado por Milton Larentis
A memória, a verdade e
o destempero.
* Jarbas Passarinho
Fernando Henrique Cardoso, quando presidente da República,
criou as “indenizações para quem
tivesse sido vítima de violação
dos direitos humanos” no período do ciclo
militar. A justiça obriga a confessar que indenizações
discutíveis, a petroleiros comunistas, que haviam
sido demitidos da Petrobrás, com todos os seus
direitos trabalhistas respeitados, já haviam
sido conferidas ao fim do ciclo militar. Com Fernando
Henrique, a maioria dos beneficiados somou indenizações
e pensão vitalícia considerável
e isenta de Imposto de Renda.
As comissões
encarregadas das apurações foram dirigidas
por ressentidos e, pois, facciosos. Ler os
despachos daria uma idéia precisa do juiz que
colocava a paixão acima da realidade. Dos mais
recentes, comentei um que concedia o posto de general,
para efeito de vencimentos, ao capitão Luiz Carlos
Prestes, “saudado como um herói a quem
muito devia o Brasil”. O presidente da comissão,
é claro, tinha em Prestes o paradigma de suas
próprias convicções políticas,
ele que foi secretário-geral do PCB e dedicou
sua vida à União Soviética, onde
gozou de grande prestígio. Lá é
que se justificaria a honraria, não aqui.
No ciclo militar, em
1979, havíamos votado a anistia. Líder
do governo Figueiredo, eu a defendi da tribuna. Foi
mais ampla que o substitutivo do MDB, o que reconheceu
publicamente Thales Ramalho, então seu secretário-geral.
Anistiou, também, os chamados crimes conexos,
que tanto os insurretos como as forças de contra-insurreição,
numa luta armada irregular, haviam cometido. Se esses
excessos configuravam violência contra os direitos
humanos, pelos legalistas, os terroristas fizeram igual
ou pior.
No Recife, no
aeroporto, detonaram maleta com explosivos, causando
mortes e ferimentos graves. Em São Paulo, lançaram
carro-bomba contra o quartel do Exército, cuja
explosão esfacelou o corpo de um soldado sentinela
e feriu gravemente outros cinco deles. No Araguaia,
fatiaram com facão, até a morte, o corpo
de um menino de 17 anos, na presença de seus
pais, porque servira de guia à patrulha que perseguia
os guerrilheiros do PCdoB. Mataram, na presença
de sua esposa e de seu filho de 9 anos de idade, um
oficial americano, julgando-o agente da CIA. Tiraram
a vida de um major alemão, aluno da Escola de
Estado-Maior do Exército, supondo que fosse outro
oficial, boliviano, acusado de prender Che Guevara,
o que nunca se deu. Alguns desses terroristas ainda
estão vivos, contando tais proezas.
O presidente Figueiredo
pensava na anistia como esquecimento de tudo isso e
a reconciliação da família brasileira.
Assim foi entendida e sinceramente respeitada pelos
militares. Condecoraram, paradoxalmente, com
a Medalha do Pacificador, José Genoino, guerrilheiro
do Partido Comunista do Brasil, preso no Araguaia. Conviveram
com ex-guerrilheiros comunistas, alguns ministros de
Estado. Aceitaram pagar o preço da incompreensão,
do ressentimento e das provocações, na
esperança de cicatrizar as feridas da luta que
não desencadearam. Mas acabaram vendo
que fora enorme ilusão confiar no esquecimento.
As denúncias mentirosas sacrificaram a carreira
de oficiais brilhantes. As poucas que teriam sido verídicas
puseram em evidência a acrimônia e o revanchismo.
A disciplina e o respeito pela hierarquia, os dois pilares
essenciais para a carreira das armas, fizeram suportar
o ódio ainda remanescente. Silentes, viram o
Tesouro ser assaltado para premiar requerentes de indenizações
vultosas que provocaram, de um escritor e mestre do
senso de humor, a facécia adequada: “Não
lutaram, fizeram um bom investimento.” Quando
Prestes saltou de capitão a general, chocaram-se.
Mas, pouco depois, veio o inconcebível: comparar
Prestes com Lamarca, oficial medíocre,
desertor, ladrão de armamento e munição
de seu Regimento de Infantaria, assassino várias
vezes, de modestos vigilantes de bancos e de
segurança de diplomata seqüestrado, e autor
do mais nefando crime militar, ao despedaçar,
com coronhadas de fuzil, o crânio de um bravo
oficial da Polícia Militar de São Paulo,
que se apresentara voluntariamente como refém,
para poder evacuar os soldados que haviam sido feridos
pelo facínora e seu grupo. Pois foi esse
frio assassino que se premiou duas vezes post mortem,
fraudando a lei que rege as promoções
do Exército.
Não tendo feito
a (1)Escola de Aperfeiçoamento (pois a trocou
pela clandestinidade e por seus crimes hediondos), não
poderia ser coronel nem deixar pensão correspondente
a general. Mas um ministro pretendeu justificar a aberração
dando-lhe, como galardão, o título de
“o maior exemplo da luta radical contra a ditadura”.
A provação
foi coroada por um lançamento, no Palácio
do Planalto, presente o presidente da República,
do livro Direito à Memória e à
Verdade, escrito por alguém disposto a retratar
o Exército, como Márcio Moreira Alves
o chamou, de “valhacouto de bandidos”.
Winston Churchill, revoltado com o facciosismo do historiador
Macaulay, disse: “Esse historiador, apesar do
estilo cativante e de sua inaudita suficiência,
deixava-se às vezes empolgar pela imaginação,
que ele considerava superior à verdade, e denegria
ou glorificava os grandes homens coletando documentos
segundo as necessidades da narrativa”. É
o caso desse livro, que esquece os crimes dos terroristas.
Pior ainda quando o ministro Nelson Jobim, meu amigo
dos tempos da Constituinte de 1987-88, a quem sempre
muito admirei, se destemperou e ameaçou com represália
“o indivíduo que possa reagir” ao
livro. Nos meus 87 anos, já fui tratado, governador,
ministro e senador, por Excelência. Hoje, simples
indivíduo, ouso criticar quem, como Macaulay,
coleta dados para denegrir a honra do Exército
que sempre amei.
* Jarbas Passarinho, ex-presidente da Fundação
Milton Campos, foi senador pelo Estado do Pará
e ministro de Estado. Concluiu todos os cursos militares
com brilhantismo e passou para a reserva por conclusão
de tempo como coronel.
(1) condição para promoção
a major.
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Senado
independente, indireto e moderador
Ernesto Caruso, 15/07/2007
O Brasil precisa urgente de um Poder Moderador que não
use a espada para enxotar os vendilhões dos templos,
como a História registra nos pontos de saturação
da sociedade, mas que de forma independente do QI (quem
indicou) tome as decisões oportunas evitando
as crises corriqueiras no cenário político
nacional, particularmente, nesses últimos vinte
anos. A cada momento uma Geni.
Feche os olhos e veja com perfeição cada
um deles. Fazem a maior porcaria na atividade pública
e na privada, confundindo ambas, com escárnio,
mãos dadas entre o querer e o poder, entre a
candura e a promiscuidade. Em público. Cópia
do que ocorreu com o ex-presidente dos Estados Unidos.
Perdão em nome do padrão de vida. Só
a ex não perdoa; se transforma na pior (p’ra
ele) denunciante.
Votos manipulados, comprados, vendidos, acordos, conchavos,
divisão do butim.
Na privatização (lembram das tele-gargalhadas),
na reeleição, na gaveta (um milhão),
do mensalão, da criação de rãs,
fazendas falsas em garantia do empréstimo ou
das verdadeiras que produzem bois e vacas sagradas,
anões do orçamento, gigantes na roubalheira
e das megas construções de fortunas. Votos
eletrônicos descobertos pelos dois espertos; renunciaram
e voltaram, um para governador e o outro para senador.
A casa de encontro em Brasília, qualquer uma
delas que você esteja pensando.
Acho que chega para justificar a imperiosa necessidade
de uma nova solução.
O Senado, o desta concepção, não
pode ser do tipo César, aquele que nomeou o seu
cavalo Incitatus para integrá-lo, nem do voto
direto, assistencialista, interesseiro, do suplente
que apoiou financeiramente a campanha e depois lá
chega bosquejando com vivas à democracia, das
eleições que custam muito ao país
antes das eleições e muito mais por conta
das emendas e pagamentos às empreiteiras e outras
beiras, dessa gente que deixou de ser sem eira e nem
beira e pode pagar cem mil no pré-parto e acomodação
de oito mil na licença de maternidade (que as
brasileiras e brasileiros, assim, fossem contemplados,
HONESTAMENTE).
Não necessariamente com 81 senadores, três
por Estado — nos EUA são dois — quem
sabe por 40 ou 50 advindos da administração
do País, eleitos por seus pares à semelhança
do que ocorre nos conclaves de escolha do papa, que
tenham 34 anos de serviço (próximo da
aposentadoria), no topo das carreiras típicas
de estado, e que tenham ingressado por concurso público,
no primeiro degrau da carreira, que demonstrou ao longo
dos anos uma vida ilibada, nada do notório saber
para justificar nomeação do compadre.
Dos vários corredores componentes dessas carreiras
teríamos um universo de experientes na administração
pública, com base científica específica
na própria formação, ampliada pelos
cursos de especialização, mestrado e doutorado,
por dedicação própria ou fornecidos
pelo Estado, trabalhando de segunda à sexta,
como qualquer servidor, férias normais de 30
dias, sem passagens aéreas para justificar contatos
com as bases eleitorais, mandatos de quatro anos, sem
acumulação de proventos, mas com o valor
justo do elevado e meritório cargo. Nada parecido
como é hoje, muito menos com o STF, não
livre das amarras, que dos onze ministros, ao que consta,
o Presidente Lula fará oito.
Basicamente o Senado concebido seria composto de servidores
das cúpulas que cuidam da ordem interna, defesa
do território, relações diplomáticas,
provimento da justiça, tributação,
controle e execução da despesa pública
e da administração dos serviços
à disposição da sociedade.
Assim, diplomatas, oficiais de chancelaria, militares
das Forças Armadas, advogados da União,
Polícia Federal, Especialistas em Políticas
Públicas e Gestão Governamental do Banco
Central e de outras áreas (Ministérios),
com vivência e projeção no gerenciamento
dos recursos minerais, hídricos, nucleares, das
atividades trabalhistas, transporte, da educação
e mais procuradores da República, defensores
públicos, fiscais de tributos, auditores, juízes
substitutos que assim ingressaram na carreira e tenham
alcançado o Tribunal Superior da Justiça.
Quando tiverem que processar e julgar o Presidente,
o Vice, Ministros, etc, farão com imparcialidade,
pelo menos não deverão favores devidos
a nomeações.
Além da competência atual, atuarão
como Poder Moderador, como no passado, atribuição
do Imperador, que o exercia dissolvendo a Câmara
dos Deputados, nos casos, em que o exigir a salvação
do Estado; convocando imediatamente outra, que a substitua.”(Constituição
1824).
Que sonho. Pode ser com a banda virtuosa dos políticos
mais a vontade determinada da sociedade.
**************
Convictos não
convincentes
Ernesto Caruso, 28/06/2007
Um militar que represente
o Ministério da Defesa na Comissão de
Anistia ou que a integre representando a si próprio,
por ter aceito o cargo, ou encargo, pouco se me importa
receber ou não DAS 3, 4, 5. Entendo que o cenário
é montado para aquinhoar quem se deseja recompensar
financeiramente pelas posições criminosamente
assumidas de implantação de um regime
comunista por meio de ações terroristas,
raptos, assaltos a bancos, assassinatos covardes de
militares brasileiros e até estrangeiros, soberanamente
conhecidos. Assim, o resultado já está
no placar.
O fato de ter um militar na referida Comissão
tem como objetivo dar um respaldo de seriedade e isenção
na análise do processo. Não é novidade.
Mas, é importante que lá esteja. Não
para ser um a mais com os atributos dos demais —
cheios de boas intenções. Mas, para honrar
a farda que veste o seu corpo quando na ativa e a alma,
para sempre. Lembrar o juramento de fiel soldado da
Pátria para lhe defender e não se render
aos falsos louros, manchando o próprio nome no
meio onde conviveu, abominando princípios, amizades,
esquecendo os ditames de respeitar o irmão de
arma e tratar com bondade o subordinado, e manter sobremaneira
acesa a chama do cumprimento do dever.
Se representante, como militar na ativa, faz jus aos
seus vencimentos e vantagens previstos em lei. Se na
reserva, nada mais justo do que receber pelos serviços
que presta. A um trabalho corresponde uma remuneração.
A Comissão de Anistia foi uma manobra para contornar
os imensos obstáculos que se encontrariam nos
caminhos jurídicos. Mas, é uma realidade,
embora os fundamentos legais de que se têm servido
sejam discutíveis.
“Vejam que o Art. 8º do Ato acima referido
simplesmente concede anistia, assegurando as promoções;
o § 1º veda remuneração em caráter
retroativo; o § 2º assegura os benefícios
aos trabalhadores do setor privado, dirigentes e representantes
sindicais; o § 3º é o único
que concede reparação de natureza econômica,
na forma que dispuser lei de iniciativa do Congresso
Nacional a quem foi impedido de exercer, na vida civil,
atividade profissional específica, em decorrência
das Portarias Reservadas do Ministério da Aeronáutica
nº S-50-GM5, de 19 de junho de 1964, e nº
S-285-GM5; o § 4º manda contar tempo de serviço
para os vereadores que tenham exercido gratuitamente
mandato eletivo; o § 5º amplia e assegura
a readmissão exceto nos Ministérios Militares.
Já a Lei no 10.559, de 13 de novembro de 2002,
que regulamenta o art. 8o trata no Art. 1o , inciso
II de reparação econômica, de caráter
indenizatório, em prestação única
ou em prestação mensal, permanente e continuada,
asseguradas a readmissão ou a promoção
na inatividade, nas condições estabelecidas
no caput e nos §§ 1o e 5o do mencionado artigo.”
(Eternos terroristas, 18/12/2004)
Quanto às promoções diz mais, “asseguradas
as promoções, na inatividade, ao cargo,
emprego, posto ou graduação a que teriam
direito se estivessem em serviço ativo, obedecidos
os prazos de permanência em atividade previstos
nas leis e regulamentos vigentes, respeitadas as características
e peculiaridades das carreiras dos servidores públicos
civis e militares e observados os respectivos regimes
jurídicos.”
O eminente advogado e professor emérito Ives
Gandra da Silva Martins chama de “Indenizações
institucionais” em artigo publicado na Revista
do Clube Militar, mai/jun/2005, quando conclui: “É
necessário que o Ministério Público,
a bem do Erário e de 180 milhões de brasileiros,
procure investigar se a Constituição,
nessa hipótese, está sendo bem interpretada
ou se o que está havendo é um festival
de generosas “doações” outorgadas
pelo Tesouro e pela comissão a 0,04% da população
do Brasil.” É. Excluindo os bons convictos...
No editorial PRÊMIO AO FACÍNORA DESERTOR,
ESTADÃO, 16.06.07, se lê: “... a
decisão da Comissão de Anistia do Ministério
da Justiça, concedendo pensão equivalente
ao soldo de general-de-brigada à viúva
do capitão desertor Carlos Lamarca, ultrapassa
todos os limites do bom senso e reflete a profunda inversão
de valores que se pretende impor à sociedade
brasileira nos dias que correm..... Lamarca não
foi um “perseguido político” por
suas idéias, como ocorreu com tantos homens íntegros,
durante a ditadura militar. Perseguido passou a ser
depois de roubar armamento, desertar e praticar crimes
com extrema crueldade. Por ter rompido unilateralmente
o vínculo com o Exército - ao qual traiu
-, deixou de ter direito a qualquer promoção
e à atualização simbólica
de sua patente.”
Em que pese todo um purismo na cauda da anistia, não
é crível de sã consciência
que a recíproca não tem sido verdadeira
por parte de gente do governo e os convictos não
consigam enxergar o tratamento diferenciado: aos colegas
terroristas, tudo; aos milicos famigerados, que nos
venceram graças a Deus, quando repudiávamos
o lucro, adorávamos o estado totalitário
e matávamos em seu nome e agora nos locupletamos
do estado democrático que construíram,
ferro e fogo, que queimem no inferno.
Não valem de nada as loas aos ensinamentos colhidos
na Escola de formação, nivelando-os aos
colegas, como a dizer: Eu sou igual a vocês.
Aos bons convictos, boas lembranças....
Já tivemos vários casos de perseguição
a militares e civis, sem se considerar a anistia. Qual
a diferença, bom convicto, entre a acusação
de torturador que conste em um livro e a o massacre
do crânio do Ten PM ALBERTO MENDES, a coronhadas.
Fizeram de tudo para afastar o Cel Ustra quando Adido
Militar no Uruguai, mas não conseguiram. Repetiram
com o Cel Avólio, que desempenhava função
semelhante na Inglaterra.
“Os dez militares citados no relatório
dos detetives contratados pela OAB para investigar a
bomba que explodiu na sede da entidade, em 1980, eram
ligados a órgãos da repressão e
apontados como torturadores no regime militar. Entre
eles está o coronel Armando Avólio Filho,
adido militar em Londres afastado após denúncia
de famílias de mortos e desaparecidos políticos.
O relatório também acusa dois civis.”
Enxovalharam a vida do Gen Méd Fayad, cassando
o seu direito de ser médico, fazendo de tudo
para impedir o exercício das suas funções,
levaram-no às barras dos tribunais, onde teve
que se defender de moto próprio sem as benesses
dessa Comissão de Anistia, ou convicções
puras de seus colegas. Uma pequena mostra: “A
SRA. HELOÍSA GRECO - Bom-dia, senhores membros
da Mesa, bom-dia a todos, meu nome é Heloísa
Greco, faço parte da Coordenação
do Movimento Tortura Nunca Mais de Minas Gerais. Vou
apresentar algumas coisas aqui porque, afinal de contas,
....Vou levantar algumas questões, como, por
exemplo, o direito à memória. A companheira
Amelinha levantou a importância do resgate da
história, do resgate dos nossos companheiros
mortos e desaparecidos políticos. Para isso temos
de ter o direito à memória. Como avançamos
nessa direção? É a abertura dos
arquivos, sim, .... A única coisa que podemos
pensar é que os membros das chamadas comunidade
de informação da época da ditadura
militar continuam atuando. Em Minas Gerais há
uma evidência: o componente mais odioso, talvez,
disso tudo, o senhor xxxxx, que é torturador
contumaz, citado cinco vezes no volume 3, tomo 2, "Os
Funcionários do Projeto Brasil Nunca Mais",
como participante direto das torturas no próprio
recinto do DOPS, que é objeto da CPI, continua
Coordenador de Informações do COSEG, o
órgão geral de informações
que passou a ser o gerador dessas informações
a partir de 1976, enquanto o DOPS continuou como órgão
operacional. Fico pensando assim: que democracia mais
esquisita é essa, que convive com uma coisa dessas!
Que democracia mais esquisita é essa, onde, a
toda hora, volta e meia, nós, do movimentos de
direitos humanos, temos de falar que não fica
bem um Governo que se diz democrático empregar
pessoas que cometeram crimes de lesa-humanidade. O último
caso mais expressivo foi o do General Fayad, um torturador
notório que foi nomeado para determinado cargo
pelo Governo Federal e continuou lá até
haver uma pressão nacional e internacional muito
grande, de todos os cantos do Brasil e do mundo. Isso
é complicado, é um atraso de vida, não
teríamos de fazer isso, poderíamos estar
fazendo outras coisas... acho que ninguém é
maniqueísta, acho que a relação
tem de ser dialética, sim, mas não dá
para perder a substância crítica também,
porque do contrário não avançamos.
(Palmas). Relatório da III Conferência
Nacional de Direitos Humanos Brasília –
1998, CÂMARA DOS DEPUTADOS”.
Um tenente da reserva, Carlos Alberto del Menezzi, tido
como torturador e servindo na Agência Brasileira
de Inteligência (Abin) e o seu chefe Coronel De
Cunto, Diretor da Agência, foram afastados por
conta dessa anistia que folheia caráter e dita
comportamentos assaz coerentes.
O delegado aposentado da Polícia Federal, João
Batista Campelo, foi impedido de ocupar o cargo de assessor
jurídico da Procuradoria da Câmara Legislativa
do Distrito Federal, 24 horas após ter sido nomeado.
Logo, o que se viu foi dos males o maior, sem o mínimo
pudor, pelo que interessava à esquerda raivosa
e vingativa. Vetando os bagrinhos e premiando emblematicamente
o tubarão.
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CLUBE
MILITAR
120 ANOS DE HISTÓRIA
GILBERTO BARBOSA
DE FIGUEIREDO (*)
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Vivemos,
todos nós que pertencemos ao Clube Militar,
um mês muito especial em junho de 2007.
Nossa associação comemorou, no dia
26, cento e vinte anos de gloriosa existência.
Anos de muita luta, muita determinação,
muitas conquistas, de participação
efetiva em casos relevantes da história
pátria. Celebramos um marco relevante na
vida de um clube revolucionário, usando
as palavras do Coronel Ernesto Caruso, em artigo
publicado neste número de nossa revista.
A
fundação do Clube, em si, constituiu-se
em importante fato histórico, uma ação
empreendida por homens determinados, gerada no
turbilhão de episódios que marcaram
a história brasileira, no final do século
XIX, e que estaria fadada a produzir marcas sensíveis
na vida política nacional.
Entre
os incidentes que influíram na fundação
do Clube Militar, nenhum, acredito, tenha exercido
papel mais ponderável do que a Questão
Militar, uma seqüência de ocorrências,
entre 1884 e 1886, que colocou em oposição
oficiais do Exército e políticos
monarquistas. O pano de fundo era o ressentimento
dos militares ante a indiferença com que
eram tratados pela classe política, após
o término da Guerra da Tríplice
Aliança, quando arriscaram suas vidas pelo
país. O primeiro incidente ocorreu com
o Tenente Coronel Senna Madureira, então
comandante da Escola de Tiro de Campo Grande,
ao ser punido e transferido para a Escola Preparatória
de Rio Pardo (RS), quando organizou uma recepção
festiva ao jangadeiro Francisco do Nascimento,
que se recusou a transportar escravos em Fortaleza.
Estavam
os militares, à época, proibidos
por lei de discutir assuntos políticos
na imprensa. Senna Madureira, no entanto, contestou
decisão do Ministro da Guerra Franco de
Sá, através do jornal republicano
“A Federação”, dirigido
por Júlio de Castilhos, para defender “sua
honra militar”. Estava detonada a crise.
Em
setembro de 1886, o próprio Castilhos tratou
de colocar um pouco mais de pólvora no
barril da crise ao publicar, em seu jornal, um
artigo chamado "Arbítrio e Inépcia",
atacando a Coroa, dando visibilidade nacional
à "Questão Militar". No
artigo, o Exército era apresentado como
a única força que se mantinha "impoluta"
em uma "nação em ruínas".
O
resultado todos conhecem. O Marechal Deodoro,
Presidente em exercício da Província
do Rio Grande do Sul, decidiu não punir
Senna Madureira. Foi exonerado da presidência
e transferido para o Rio de Janeiro. Ao chegar
ao Rio, em 26 de janeiro de 1887, junto com Senna
Madureira, foram ambos recebidos como heróis
pelos cadetes da Escola Militar da Praia Vermelha.
Em maio do mesmo ano, o Ministro da Guerra Alfredo
Chaves caiu, Deodoro e Senna Madureira foram anistiados
por D. Pedro II e a questão militar chegou
a seu final. Foi, em nossa história, a
primeira vez em que os militares mostraram ser
possível apresentarem-se à sociedade
como grupo coeso – como uma autêntica
“classe militar”. A conseqüência
imediata foi a fundação do Clube
Militar, alguns meses após.
Esse
é o ângulo através do qual
temos de encarar o Clube Militar. Algo nosso,
que deve representar nossos valores, nossos ideais,
defender nossos interesses e os interesses maiores
da pátria. Há uma profunda necessidade
do ser humano em se associar para mais facilmente
obter a satisfação de suas necessidades.
Nas sociedades modernas, particularmente nas mais
desenvolvidas, proliferam associações
de todos os tipos, desde as recreativas e culturais,
até as representativas de classe. Isso
representa algo imprescindível para o próprio
desenvolvimento de uma democracia que cultive
eqüidade nas oportunidades de seus cidadãos.
Cito um trecho de Aléxis Tocqueville, autor
de “A democracia na América”:
“Entre as leis que governam o destino das
sociedades humanas há uma que parece mais
precisa e nítida que as outras. Para que
os homens se tornem ou permaneçam civilizados,
é necessário que a arte da associação
cresça e se aperfeiçoe na mesma
razão em que aumenta a igualdade de condições”.
Assim
entendo o nosso Clube. Uma associação
que, ao longo do tempo, foi partícipe de
episódios importantes da história
brasileira como na Abolição da Escravatura,
na Proclamação da República,
na questão do petróleo e na Contra-revolução
de 1964, apenas para citar alguns. Uma associação
que precisa continuar atenta e vigilante, propugnando
comportamento ético para nossos homens
públicos, defendendo a dignidade da classe
militar, hoje tão constrangida com escândalos
em série, cortes em orçamentos e
salários aviltados.
(*)
O autor é General-de-Exército e
Presidente do Clube Militar
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Enviado por Nilson
Victorino
Assalto aos cofres públicos
Orçamento e Indenizações
Gastos do Governo com as Forças Armadas e "anistiados"
RECURSOS
DAS FORÇAS ARMADAS PARA INVESTIMENTO EM 2007
Na primeira
reunião do Conselho Militar de Defesa, neste
mês de junho, uma das questões discutidas
foi o contingenciamento de recursos orçamentários
do Ministério da Defesa.
- Dos R$ 7,1 bilhões previstos na Lei Orçamentária,
com o corte de 18,1% do ontingenciamento, eles ficaram
reduzidos a R$5,8 bilhões.
Deste total, as três Forças passaram a
dispor, para investimentos, em 2007, de apenas R$1,029
bilhão, assim distribuído:
- Aeronáutica............R$ 639,5
milhões.
- Marinha..................... 289,4 milhões.
- Exército..................... 100,2 milhões.
Os dados acima formam extraídos
de matéria publicada no Jornal do Commercio,
de 08/06/2007, assinada por Tânia Monteiro, da
Agência Estado.
Para comparação,
são transcritos, abaixo, os valores aprovados
pelo melhor investimento no Brasil, de 2002 a 2006,
na Comissão de Anistia, esta excrescência
revanchista criada no Governo Fernando Henrique, como
indenização aos aproveitadores "anistiados
políticos":
2002.....................R$ 282 milhões
2003.................. R$387milhões
2004....................... 1.210 (1 bilhão e
210 milhões)
2005......................... 454 milhões
2006......................... 927 milhões (estimativa).
Os
caras-de-pau tentam tomar o poder, voluntariamente,
para impor uma ditadura cruel e sanguinária (modelo
Cubano), com apoio externo (Cuba, China e URSS), são
derrotados por forças legais, que após
um período de ajuste rigoroso,devolvem um país
democrático ao povo.
E agora, estes derrotados ficam vitoriosos e assaltam
os cofres públicos e nós ficamos apreciando.
Onde está a OAB?
Onde está o Ministério Público?
Onde está a oposição?
Onde está a imprensa que se diz livre?
Onde estamos nós?
Observem que todos estes valores são maiores
que todas as verbas de investimento do EXÉRCITO
(100,2 milhões).
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Enviado por Roberto Carrazedo / Paulo
Mesiano
Direita, Volver!
Coronel-Aviador Luís
Mauro
Em 4 de junho de 2007.
Dizer que me decepcionei não posso.
Nada que um político brasileiro faça ou
diga decepciona-me mais. Pela mesma razão, tampouco
posso dizer que fui surpreendido. Mas as declarações
do Senador Jefferson Peres em palestra sobre tema Soberania
Nacional, feita recentemente, no Clube de Aeronáutica,
foram, sem dúvida, inesperados para a maioria
dos que compareceram ao evento.
Para o Senador pelo Estado do Amazonas, o Brasil não
sofre qualquer ameaça à sua soberania,
e as afirmações d que existe cobiça
internacional pela Região Amazônica é
mera ficção. Segundo disse, ainda nenhuma
guerra conhecida teve, como motivação
tomar bens ou recurso de qualquer país.
É Sua Excelência deve estar certo. Os Estados
Unidos invadiram o Iraque e, lá, permanecem,
aceitando, como natural, que tenham morrido mais iraquianos
durante a ocupação do que nos tempos de
Saddam Hussein, simplesmente para levar a “democracia”
a quem não pediu.
Em verdade, o governo da grande potência do norte
é tão altruístico, que assentiu
em entregar a vida dos, aproximadamente, 3500 soldados
mortos, desde a invasão até agora –
e dos muitos que morrerão, ainda, - somente para
salvar aquele povo sofrido de um tirano igual a tantos
outros a quem apoiou e apóia, mundo a fora.
Ah! Eles também cometeram a proeza de salvar
a humanidade, contra a sua vontade explicita, expressa
por grande maioria de paises, das armas de destruição
em massa que os iraquianos não tinham.
E alguém deveria avisar aos mexicanos que, embora
não saibam, eles ainda são donos de ricas
áreas petrolíferas. Basta que as reivindiquem,
e os Estados Unidos, que têm feito a seus vizinhos
o favor de administrá-las, certamente, as devolverão
à soberania dos legítimos donos.
Segundo disse, mais adiante, o Senador, deveríamos
parar de ver ameaça nas nações
desenvolvidas, que estão aí, para nos
ajudar: somos os únicos culpados pelos nossos
problemas, que tem causa na incapacidade gerencial dos
nossos governantes.
Quanto a isso, concordamos em que, se os nossos políticos
não se deixassem cooptar ou seduzir, pelo capital
ou por ideologias alienígenas, e, em vez de lhes
defenderem os interesses, pugnassem, intransigentemente,
pelo que é nosso, teríamos muito diminuídos
os riscos, tão energicamente, negados pelo conferencista.
Outro aspecto interessante da exposição
foi a defesa ardente do governo petista. Para o expositor,
a economia vai muito bem, e, “nunca antes na história
desse País”, fez-se tanto pelos mais pobres.
O momento mais impressionante do discurso, porém,
deu-se quando ele se expressou, mais ou menos assim:
“Isso é o que pensa a Senadora Heloisa
Helena, a quem prezo muito, mas que, como todos sabem,
é uma pessoa de extrema esquerda, enquanto eu
milito em campo diametralmente oposto”. Tal campo
somente ser o da extrema direita!
Que o Senador Jefferson Peres havia mudado, todos sabíamos.
Faz muito, depreende-se dos seus pronunciamentos, que,
seguindo a linha do líder do PDT, já falecido,
Leonel Brizola, havia renunciado à sedução
das ditaduras de esquerda, para assumir uma posição,
francamente, nacionalista e, fortemente, contrária
ao atual governo.
Que tenha prosseguido nessa mudança de posição,
levando-a limites tão extremos, em tão
pouco tempo, isso, sim, é, verdadeiramente, intrigante.
E o próprio Senador reconhece o inusitado da
situação, ao comentar que Leonel Brizola
deveria ter-se revirado todo, ao ouvi-lo falar.
Preferimos acreditar em que o Senador Jefferson Peres
tenha legitimas razões de foro intimo para essa
evolução tão radical ocorrida em
suas convicções. A seriedade com que se
tem conduzido na vida publica, assim o sugere. Infelizmente,
não se pode dizer o mesmo de todos.
Ao vermos as inserções dos programas eleitorais
em que os políticos defendem, despudoradamente,
o governo a que, a poucos dias antes, severamente, atacavam,
percebemos como é forte o poder de sedução
de um simples e único Ministério.
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A
liberdade é fundamental
Prof.
Dr.Milton Larentis
filósofo, professor
universitário
Meus
amigos, examinemos com boa fé os fatos políticos
recentes do Brasil. Por mais que se tende escamotear
a verdade ou suprimir as informações,
os fatos estão aí. Explícitos,
claros e tomando sol. Uma memória seletiva ou
doente poderia dizer que o Brasil não vive uma
crise política. Talvez por viver uma “fachada”
econômica. Porém, o que sucede é
a governabilidade da sordidez.
Como professor de história, eu gosto de ver e
rever e ver de novo os fatos:
O mesmo partido que combativamente falava de corrupção
e denunciava toda semana um ato de desonestidade chegou
ao poder. Com ele aliaram-se os antigos desafetos. Representando
todo este quadro está o Presidente Lula. Um líder
partidário que não faz muito tinha que
ser corrigido por despropósitos que falava sobre
qualquer assunto. Não é possível
aqui, por uma questão de espaço, mencionar
a coleção de disparates que acaba falando
Sua Excelência, parecendo que só os evita
quando não diz nada.
Bem, logo no início de seu primeiro mandato surgem
as CPIs ligadas à saúde, que foram interrompidas
e as denúncias sobre seu pessoal é iniciada.
Dali em diante foram cortadas as cabeças de Waldomiro
Diniz, Genoíno, Zé Dirceu, e assim por
diante, caindo sucessivamente presidente de congresso
e ministros. Tudo, para manter intacto o Presidente.
Enquanto isto, levado pelos bons ventos da economia,
ele navegava pelos céus com seu belo avião
multimilionário. Volta e meia posava com um músico,
um artista, um cantor ou a Xuxa. Nunca do lado destes
fiéis amigos que sempre eram encontrados com
dólares nas roupas de baixo. Ganhou apertado
o primeiro turno e incensado pelos milhões, ganhou
o segundo. Agora, o momento é outro. Pode apoiar
ditadores diversos sem o constrangimento de não
parecer democrático. A distribuição
de ministérios é sua maneira de administrar
a nação.
Fomos traídos ou as palavras não tem sentido.
O país vive o engodo de ser uma democracia enquanto
é preparada a ditadura. O que fazem os ministros?
Distribuem cargos, descansam pela luta armada ou cantam
pelo mundo a fora.
Os que contestaram foram calados e tiveram até
que formar um novo partido. Os da oposição
– muito poucos – são atemorizados.
Jornalistas são cortados da mídia. Resiste
um ou outro órgão de imprensa –
mas sempre enredado em processos. Tudo em nome da mentira
socialista que deturpa os verdadeiros culpados. Em outros
tempos, por menos de um Vavá a nação
já estaria revoltada.
Mas chega de passado. Chega de história. O que
há de mais grave, no Brasil, hoje, não
é o desmando de alguns, é a complacência
de muitos.
Collor tinha popularidade, FHC tinha apoios, Lula só
tem dinheiro – nada mais. Pois até o respeito
que ele tinha, perdeu, com a impunidade dos que o adulam,
a corrupção ao seu redor, a birra, o capricho,
a falsidade e a traição que caracteriza
o seu estilo tortuoso e débil. A falsidade é
o tom de seu Governo. Um Governo que mente é
sempre um perigo. Um governo que tem força para
fazer a mentira passar por verdade é mais do
que um perigo, é uma calamidade.
Prefiro ser incompreendido por falar o que preciso
dizer do que ficar em silêncio vendo o que estão
praticando contra o país. O Brasil está
se atrasando de muitos anos, nesses poucos anos. E você
é um dos responsáveis. Eu também.
Mas, eu protesto. Aceito o risco e protesto. E você?
Que pretextos paralisam a sua consciência?
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Enviado por
Nilson Victorino
Roberto Carrazedo
H. Belém e outros
Extraído da página de Opinião
da Folha de São Paulo, sexta-feira, 15 de junho
de 2007.
O caso Lamarca
A DECISÃO da Comissão
de Anistia do Ministério da Justiça de
conceder a patente de coronel do Exército ao
guerrilheiro Carlos Lamarca, morto em 1971 pela repressão,
incorre em duplo equívoco. Por conta desse ato,
a viúva de Lamarca terá direito a receber
pensão mensal equivalente ao soldo de general,
além de uma quantia retroativa ao ano de 1988.
O primeiro erro consiste em equiparar a sua morte à
de militantes de esquerda torturados e/ou assassinados
sob a custódia do Estado, casos em que se justificam
as indenizações. Lamarca fez uma opção
pela luta armada e pelo terrorismo, com o objetivo de
instalar uma ditadura socialista no Brasil.
Assaltou bancos, seqüestrou um
embaixador e matou agentes de segurança. A morte
em combate -como acabou ocorrendo há quase 36
anos no interior da Bahia- é risco natural para
quem escolhe pegar em armas. Por isso o caso de Lamarca
não justifica nenhum tipo de ressarcimento da
parte de um Estado democrático.
O segundo equívoco cometido
pela comissão do Ministério da Justiça
foi ter promovido Carlos Lamarca, que deixou o Exército
quando era capitão, ao posto de coronel para
fins de pagamento de indenização. O pressuposto
dessa atitude é que se trata do soldo ao qual
ele faria jus se estivesse vivo.
Mas Lamarca
foi morto na condição de desertor da corporação.
Abandonou a carreira militar, roubando armas e munições
de um quartel de Osasco (SP), por iniciativa própria.
Não procede, assim, o raciocínio de que
a sua carreira tenha sido interrompida por um ato do
Estado. Por tratar-se de um prêmio à deserção,
ademais, a equiparação de seus vencimentos
ao de um general afronta os princípios de disciplina
e subordinação, pilares das Forças
Armadas.
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Enviado por Nilson Victorino
A revolta está cada vez maior!
Opinião
do leitor
Geraldo
Almendra
CORRUPTO,
MENTIROSO, HIPÓCRITA E IDIOTA
O QUE
SE PODE ESPERAR PARA O FUTURO DE UM PAÍS QUE
TEM:
- Um Presidente ignorante, mentiroso,
hipócrita, populista e mafioso?
- Poderes da República prevaricadores e serviçais
de oligarquias estúpidas, calhordas, egoístas
e fiadoras da destruição de sua pátria?
- Um Estado tomado por gangs que exploram o corporativismo
mais sórdido para se preservarem no poder?
- Um Parlamento canalha e corrupto?
- Uma "oposição" prostituta
que se deixa subornar por ofertas de sinecuras e poder?
- Uma população que em sua maioria vendeu
sua cidadania pelas esmolas do Estado?
- Uma academia que se vendeu e que trocou a bandeira
de sua pátria pela proteção e pelas
causas de um comunismo marginal, ultrapassado, e explorador
dos excluídos?
- Um movimento estudantil que se vendeu por verbas públicas
e vagas forçadas no sistema educacional, especialmente
nas Universidades?
- Um processo educacional em que o importante é
passar de ano prevalecendo a ignorância como forma
de "cultura" diplomada ?
- Uma organização sindical pelega que
se uniu ao Estado corrupto para criar a mais escrota
burguesia "comunista" do mundo ocidental?
- Forças Armadas omissas com seus "lideres"
beijando a mão do mais incompetente, mais corrupto
e mais calhorda dos presidentes de sua história?
- Uma classe média que se deixa explorar e ainda
pede desculpas por estar "de costas"? - Uma
sociedade que trabalha mais de cinco meses por ano para
pagar - sem reclamar - as mordomias de um Estado corrupto,
incompetente, prevaricador e corporativista sórdido?
- Uma Justiça relativista, hipócrita e
protetora de corruptos e prevaricadores?
- Sua maior cadeia de televisão editando as verdades
e distraindo o povo enquanto os canalhas destroem seu
país?
- Uma comunidade artística que trocou o futuro
de sua pátria pela proteção de
seus empregadores, cúmplices dos porcos comunistas?
Se este é o seu país, tome vergonha na
cara, se envergonhe de permitir que destruam o futuro
de seus filhos e de suas famílias, deixe de ser
covarde, individualista e egoísta; ofereça
o seu sangue em prol de uma revolução
para que se destitua do poder os mais sórdidos
canalhas da política e seus cúmplices
- traidores hediondos de sua pátria; tenha coragem
de escrever sua própria história não
permitindo que os porcos comunistas e seus sócios
capitalistas corruptos lhe coloque no curral imundo
dos traidores do seu país.
Geraldo Almendra
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Texto enviado por: Roberto Carrazedo
Paulo Mersiano
Rio de
Janeiro, RJ em 4 de junho de 2007.
Grupo Saldanha da Gama
(Do Clube Naval do Rio de Janeiro)
Na sociedade brasileira, a cultura
Cívica é deficiente e frágil, para
não dizer inexistente, é por isso
que devemos mudar
Raymundo Magliano Ribeiro Filho
A partir dos anos 90, desenvolveu-se
uma nova conceituação política
que foi denominada de Capital Social.
Estudos da Socióloga Maria Celina D’Araújo,
no seu livro o “Capital Social”
editado em 2003 pela Editora Zahar, definia como o Conjunto
de instituições, relações,
normas e regulamentos que dão qualidades as relações
interpessoais duma sociedade.
Capital Social é a ferramenta necessária,
que o Governo, pode e deve lançar mão,
para solver os problemas nacionais.
A Marinha, com as outras duas Forças Armadas
integram o Capital Social e têm os seus Militares,
que são bem preparados, disciplinados, respeitadores
da Lei e da Ordem, hierarquizados e de moral ilibada,
como os elementos fundamentais, isso não quer
dizer que outros membros da Sociedade também
não possam integrar o Capital Social, com toda
certeza eles existem e junto com os Militares constituem
esse grande patrimônio Social do País.
O Capital Social depende muito da Cultura e numa sociedade
democrática, como a nossa, que não temos
bem sedimentados os seus conceitos e preceitos políticos,
Ele está disperso, desmobilizado e o pior totalmente
dependente do Estado.
Arminio Fraga, ex-Presidente do Banco
Central, numa entrevista, recente (15/1/2007) afirmou
que:
“As nossas raízes
Ibéricas, fazem com que esperemos que o Governo
cuide de todos os nossos problemas. Precisamos urgentemente
mudar de atitude para consolidar a nossa Democracia”.
Sempre nos comparamos aos Americanos,
e não entendemos porque obtemos resultados tão
dispares, em política e em economia, que são
as duas colunas básicas da Democracia.
Na opinião do Professor e Prêmio
Nobel de Economia, Douglass North, isso se deve a:
“Os Americanos foram beneficiados
pelas tradições inglesas de descentralização
e parlamentarismo, enquanto os latino-americanos foram
prejudicados pelo autoritarismo centralizado, pelo familiarismo
e pelo clientelismo, herdados da Ibéria Medieval”.
Os americanos herdaram tradições de civismo,
aos latino-americanos foram legadas tradições
de dependências, de predação e exploração
vertical.”
Robert Putnam pesquisou seis regiões da Itália,
sobre o mesmo tema o “Capital Social” (Comunidade
e Democracia-A experiência da Itália Moderna-1993)
decepcionado registrou:
“A coisa pública, é
tida como coisa dos outros. Poucos querem tomar parte
das deliberações sobre o bem público.
Quando o fazem, essa participação política
é motivada pela dependência ou por ambições
pessoais”.
É o que assistimos nas reuniões
de Condomínio, em que os Condôminos não
se interessam pelo que é seu, tratam como se
fosse coisa do Sindico, e este normalmente é
um Condômino escolhido entre os seus pares, havendo
distorções e politicagem desnecessária
que só trás prejuízo ao Condomínio.
Raymundo Magliano Filho, emérito
Administrador de Empresa, Presidente da Bolsa de Valores
de São Paulo (BOVESPA) defende uma mudança
em que se valorize o Homem, a Sociedade, os seus Estamentos
como fator gerador de uma comunidade cívica,
comprometida com o Bem Publico, estabelecendo redes
com laços de confiança, de respeito, de
colaboração, de cooperação
voluntárias, com um Espírito de Associativismo,
com regras Informais de Reciprocidade, para criarmos
e sedimentarmos um Capital Social.
Temos que dinamizar esse grande Condomínio que
é a nossa Nação, ela não
é coisa do Governo, nem do Político que
eventualmente ocupa a Presidência da Republica,
se bem que Ele pense assim, a Nação é
NOSSA, é de todos os cidadãos, daqueles
que estão em plena capacidade Cível e
Política.
Precisamos Capitalizar o Social, utilizando os Fatores
determinantes da Instituição desse Capital.
O Capitalismo é mais que um Sistema Econômico,
Ele é também um Sistema Social embasado
na Propriedade Privada e nos meios de Produção.
As Instituições inclui-se aí o
Clube Naval, e evidentemente os Clubes Militar e da
Aeronáutica, que devem tomar atitudes que criem
o ambiente favorável ao Capital Social, e essa
foi e é sem duvida alguma a idéia básica
da Criação do Grupo Saldanha da Gama.
Juntem-se ao Grupo Saldanha da Gama, venham estudar
Política, com “P” maiúsculo,
não a Politicagem rasteira, que só traz
lucro aos Politiqueiros, vamos valorizar os Oficiais
de Marinha, sócios do Clube Naval, assim fazendo
estar-se-á tecendo a malha de Marinha na rede
do Capital Social, que com os laços do Clube
Militar e do Clube de Aeronáutica, irão
dinamizar a mudança defendida pelo Presidente
da BOVESPA, deslanchando a construção
de uma Sociedade menos Injusta e mais Solidária.
Vamos por em prática o que apreendemos nos bancos
escolares da vetusta ilha de Villegaignon, não
vamos ficar em discussões estéreis e adiabáticas,
vamos fazer ecoar a nossa Voz Política, participando
ativamente na sua disseminação e exercendo
a Cidadania no que é mais importante que é
a fiscalização dos atos dos Homens Públicos,
controlando o pior câncer administrativo que é
a Corrupção, a coisa publica
tem que ser tratada como Coisa Nossa, mas não
é para que nos apropriemos dela, é dando
a sua devida destinação.
O Grupo Saldanha da Gama convoca todos para fortalecer
a Cultura Cívica para que Ela exista
eficiente e forte, vamos proceder como aquele pássaro
que ante o incêndio na mata fazia a sua parte.
Vamos fazer a nossa parte, assim cada um aumentando
um pouco do Capital Social, vamos fortalecer
a Democracia, no nosso País, que está
tão combalida.
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Editorial
MST, Guerra Civil
Declarada:
ameaça externa e interna
Alinhamento
com a política e
o pensamento de Hugo Chávez.
Esse é o resultado de um presidente desonesto,
incompetente, corrupto, megalomaníaco e que,
ainda por cima, é alcoólatra. Qualquer
desses adjetivos, sobejamente conhecidos pelo povo brasileiro
esclarecido, seriam mais do que suficientes para afastá-lo
do poder.
Uma quadrilha governa o Brasil. Entre
seus membros estão congressistas e membros do
partido do presidente e familiares do presidente. Todos
investigados e apontados pela Polícia Federal
como envolvidos em escândalos de corrupção.
Aos que julgaram nossos editoriais fantasiosos e radicais,
a verdade nua e crua aqui está.
Ameaça externa e interna, combinadas.
Intromissão do presidente da Venezuela nos assuntos
internos brasileiros e ofensas ao Congresso Nacional.
E agora, a declaração do MST que
deixa de ser um movimento de sem-terra brasileiro para
declarar fidelidade a seu novo patrão: Hugo Chávez.
O presidente “desse país”,
como Lula se refere ao Brasil, vem, sistematicamente,
sucateando as Forças Armadas, contingenciando
fundos de reaparelhamento e desconsiderando seus comandantes
abertamente, mandando que ministros de outras pastas
se dirijam diretamente a setores como no caso, dos controladores
de vôo.
Ameaça interna e externa de guerra vem
se desenhando e, consolidando passo a passo, de forma
óbvia, até para os menos esclarecidos.
Desarmamento da população civil,
sucateamento das Forças Armadas, humilhações
a militares, desrespeito à Constituição
e à Lei da Anistia.
As Forças Armadas, por outro lado, inexplicavelmente,
fazem vista grossa diante de tantas violações
de caráter político diante das instituições
democráticas. Parece que os senhores comandantes
das Forças Armadas não têm vontade,
competência ou coragem para assumir o papel constitucional
diante desta grave ameaça interna e externa.
A Constituição brasileira,
que suas excelências juraram defender, está
sendo enlameada. Esquecem-se os senhores comandantes
das Forças Armadas que sua fidelidade é
com a constituição e com o País
que representam como povo fardado. Esquecem-se de que
têm a responsabilidade constitucional de defenderem
o Brasil, que é um legado para a posteridade
que nos sucederá.
Os grupos de militares da reserva, que têm
se manifestado, através de cartas e
artigos no www.mensageiro.com.br
e os pronunciamentos dos presidentes dos clubes militares,
mostram claramente a preocupação dos mais
antigos e experientes, que a condução
da coisa pública está desgovernada.
Cada dia que se passa a ameaça cresce.
Os interesses nas riquezas brasileiras e a cobiça
estrangeira na Amazônia já privatizada,
pelo lesa-pátria Lula, não é segredo
nem para o Brasil nem para o mundo.
Conclamamos aos brasileiros a uma reflexão
crítica e rápida e às
forças que representam a moral e a dignidade
a saírem da inércia antes que seja tarde
demais.
O MST e outros grupos criados pelo PT e pelos
criminosos que ora ocupam o poder, estão coadjuvados
pelo crime organizado, que habita não apenas
as periferias, mas alastrou-se como um câncer,
pelo país inteiro. É o poder paralelo
somado ao poder da quadrilha oficial.
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Enviado por Milton Larentis
MAR
DE LAMA
por Augusto de Franco
Lendo o noticiário
de hoje, me veio à memória um comentário
de Franklin Martins, quando ainda atuava na TV Globo,
dizendo alguma coisa mais ou menos assim: "Ora,
todo mundo sabe que o governo Lula não é
um mar de lama". Ele falava para desqualificar
as suspeitas que surgiram, se não me engano,
com a descoberta do esquema Waldomiro-Dirceu. Pois é...
O tempo passou e Franklin, que já operava informalmente
como assessor de imprensa do Planalto, assumiu finalmente
sua real condição. E de lá para
cá, não deu outra: foi só mar de
lama.
Hoje poderíamos
afirmar o oposto do que disse Franklin: "Ora, todo
mundo sabe que o governo Lula é um mar de lama"
(com exceção das oposições,
é claro). Vejam o noticiário dos últimos
dias, rememorem o que saiu na imprensa nos últimos
três ou quatro anos e façam as contas:
1) Quantos amigos e
parentes de Lula estão envolvidos em casos suspeitos?
2) Quantos colaboradores
pessoais, da "cozinha" do presidente, foram
acusados de crimes e outras ilicitudes?
3) Quantos ministros
e outros altos cargos de confiança do governo
federal foram afastados sob sérias acusações
de irregularidades?
4) Quantos ministros
atuais de sua Excelência estão tentando
caminhar "no fio da navalha"?
5) Quantos aliados estratégicos
de Lula estão neste momento sendo investigados
pela polícia?
Sim, corrupção
no Brasil sempre houve, mas nunca a ponto de transformar
boa parte da cúpula do governo federal num caso
de polícia. Não, não há
precedentes para esse mar de lama em que estamos imersos
desde 2003.
E não adianta
muito a PF fazer uma operação espetacular
atrás da outra. Cada nova operação
apaga o impacto da anterior, já notaram? De sorte
que os presos da operação imediatamente
anterior são soltos e vão se acomodando
no anonimato enquanto esfria a indignação
do distinto público. Amanhã, ninguém
vai lembrar mais de nada. E aí eles voltam.
Os escândalos
sucessivos vão banalizando o escândalo
e vão elevando o nível crítico
da indignação. Se alguém desviou
um recurso, isso passa a ser quase nada em relação
a quem montou uma quadrilha para desviar recursos. Se
alguém meteu a mão no dinheiro público,
isso passa a ser um mero deslize em relação
a quem deturpou a natureza de uma instituição
colocando-a a serviço do crime. É como
se a falta maior desculpasse a menor.
A espiral da impunidade
vai, assim, rebaixando os critérios éticos
e, inclusive, diminuindo a eficácia das sanções
legais. Esse é o resultado objetivo da perversão
da política e da degeneração das
instituições promovidas pelo lulopetismo.
Não é preciso grande esforço para
concluir que isso não pode acabar bem.
Vai aqui um recado para
os empresários (já que dezenove em cada
vinte grandes e médios empresários acham
que tudo bem, porque a economia vai bem, porque Lula
não está fazendo besteiras nesse campo
etc. e tal, devemos fechar os olhos para a esculhambação
geral que o governo está promovendo em todos
os demais campos da vida nacional). Atenção,
meus caros: abaixo de certo nível de credibilidade
das instituições políticas, a segurança
jurídica despenca. E despenca de uma vez! Isso
é praticamente inevitável, mesmo que a
economia mundial e nacional vivam no sétimo céu.
O que estamos assistindo
nos últimos dias são apenas os primeiros
sinais da putrefação do governo. É
razoável supor que haja mais, muito mais do que
o está vindo à tona em virtude da impossibilidade
de controle sobre todas as facções da
Polícia Federal e sobre a imprensa e a mídia
em geral.
Se existisse oposição
no Brasil é óbvio que este governo já
teria sido afastado. Mas mesmo sem oposição
- ou com uma oposição jogando a favor
do governo, pronta para salvá-lo na última
hora - o governo Lula não tem como acomodar adequadamente
a massa informe de interesses díspares que hoje
compõem a sua base de apoio. Mais cedo ou mais
tarde esse arranjo perverso - e perverso inclusive com
os aliados, pois que são estes arrebanhados instrumentalmente,
comprados com dinheiro, cargos ou outras prebendas para
servir aos propósitos de um única organização
- tende a ruir. Aí é que nós vamos
ver, além do mar, a lama jorrando em múltiplas
cascatas, as "Cataratas do Iguaçu"
da imundice.
Antes, porém,
eles tentarão "disciplinar" a Polícia
Federal. Atuando seletivamente (sim, pois que até
agora não sabemos a origem do dinheiro do falso-dossiê,
nem o que faziam os homens de confiança de Lula
na trama - assim como não temos notícia
de nenhuma investigação que focalizasse
as cabeças coroadas do PT envolvidas em irregularidades),
a PF serviu aos propósitos do governo, sobretudo
durante a campanha da reeleição, mas agora
já começa a se transformar num problema.
Ah! sim, e eles também
tentarão, de todas as formas, controlar os meios
de comunicação. Mas depois da patacoada
de Chávez, isso ficou um pouquinho mais difícil,
não é mesmo?
De sorte que a "fórmula"
lulopetista de poder, que parecia tão boa, pode
não funcionar. Nisso tudo que está vindo
à tona não há um dedo da oposição.
O esperto Lula já se imaginava realizando o sonho
dourado de qualquer governante autoritário: governar
com uma 'oposição a favor'. No entanto...
apesar de tudo, apesar dos bons ventos da economia mundial,
apesar da grande popularidade do líder carismático,
o arranjo vem fazendo água; ou melhor, lama.
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Perfeita
estupidez
Prof. Dr. Milton Larentis, filósofo
Chaves e Lula
querem lançar um novo programa de televisão.
Não querem que seja na Globo, porque o programa
deles já anda passando há muito tempo
no SBT. Assim, o Chapolim Vermelho e o Nhonho Semdedo
estão se preparando para viajar juntos. Mas em
aviões separados. Um vai para a índia,
porque os norte-americanos mataram todos os índios.
E o outro vai para a India também – nunca,
depois de Colombo, alguém tão perdido
viajou para a India. Lula quer trazer de lá um
elefante. Acha que assim ninguém vai ver o que
anda acontecendo em Brasília. O elefante de Lula
será nomeado ministro de Porra Nenhuma, um novo
ministério que será inaugurado para evitar
o nascimento da oposição.
Gozado é que o Lula ficou ali no primeiro turno
e depois teve uma votação que só
o bolsa família mais a ajuda dos leias e honestos
Calheiros e Sarney proporcionaram.
A política é algo terrível. Tanto
é que ninguém mais fala sobre ela. O pessoal
nervoso, crítico e contestador fica franzindo
as sobrancelhas para os “grupos financeiros”,
as multinacionais, os poderosos, a elite e os empresários
– quando não escrevem artigos virulentos
contra os EUA. Quer dizer que Venezuela, Cuba e corrupção
nacional é coisa que não interessa? Aí,
vocês ficam calminhos, calminhos – tomaram
maracujina?
É legal brigar contra o capitalismo e quando
aparece claramente, ao luar das trevas do Lula, a incompetência,
a desonestidade e a palhaçada toda de “não
sei, não vi, não lembro...”, aí
troca de canal, bota na Globo e acha tudo muito bonito
– e doses cavalares de Diazepam. Lula não
sabe de nada. Mas recentemente declarou que quase está
chegando a perfeição. É fácil
deduzir o que tudo isto significa.
Chaves desviou a cena do Calheiros ofendendo o congresso.
Lula desviou a atenção indo assistir futebol
na Inglaterra. O PT manda nota apoiando o fechamento
da TV na Venezuela o que desvia a atenção
também. O irmão do Lula desvia a atenção
quando é investigado pela PF. Mas para que desviar
tanto a atenção? O povo não vai
fazer nada mesmo. A oposição não
vai fazer nada mesmo. Ah, não é desvio
de atenção...é realidade.
A mídia tem culpa? Lá fecharam a TV, aqui
nem precisa.
Quem tem culpa? Admito que sou eu. Eu e todo aquele
brasileiro que dá um pouco de atenção
ao seu país. Podia estar fazendo outra coisa.
Preocupar-me com estética, quem sabe? Farei isto.
Está decidido: a questão do belo e do
sublime. E a política? Pergunta meu id ainda
contrariado. Meu superego responde: abundans
cautela non nocet.
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EDITORIAL
Crescimento e Energia
Considerações sobre o
PAC
Esse binômio
depende de decisões políticas e técnicas
e deve ser pensado a longo prazo.
Uma sucessão de decisões contra
o Brasil têm sido tomadas pelos dois presidentes
fronteiriços - o líder da coca, Evo Morales,
da Bolívia e o Presidente dos vendidos e insensatos,
Lula, dois néscios e mentirosos.
Denunciamos
e a verdade está aparecendo.
As mentiras referem-se à manutenção
dos acordos e dos preços do gás natural,
que não seriam, ainda que o aumento viesse, repassados
ao consumidor final, indústria e outros.
O desastre diplomático com a Bolívia resultou
agora, na opinião dos paraguaios, sobre a energia
de Itaipu. Consideram o Brasil imperialista
e acham que os estamos roubando.
O ódio contra o Brasil é histórico,
vem da guerra do Paraguay e aumenta sob qualquer pretexto.
O término da implantação das usinas
nucleares, compradas pelo Brasil, e que seriam uma alternativa
já em funcionamento, foi postergado, sine die,
pelo péssimo presidente José Sarney, outra
toupeira, que desmantelou o programa nuclear brasileiro,
parte da matriz energética alternativa, e de
quebra acabou com a carreira dos mestres e doutores
qualificados para esse fim.
Erros do passado
com reflexo agora
O ato de insânia e incompetência de José
Sarney não pára por aí. A mão-de-obra
de formação longa e custosa, formação
de técnicos, mestres e doutores, para o cidadão
que é quem paga a conta da asneiras do Governo,
foi para o exterior por não ter mais opção
de emprego no Brasil, subempregada em relação
aos nativos. Toda essa tecnologia passou para os estrangeiros
a custo zero. Só no Brasil, esse criminoso ainda
é reeleito. Conseguiu destruir nosso capital
humano e científico para ajudar a desenvolver
outros países.
O Programa Nuclear Paralelo
O discreto e eficiente “programa nuclear paralelo”,
desenvolvido pelos cientistas da Marinha do Brasil,
foi abandonado e denunciado aos Estados Unidos pelo
“lacaio maranhense”, fruto do voto de cabresto
e da ignorância dos que vendem votos.
A propulsão nuclear desenvolvida pelos excelentes
cientistas e técnicos navais já poderia
ter sido repassada ao meio civil e nossa frota mercante
já hoje poderia ser movida pelo átomo.
Os navios mercantes de propulsão nuclear, se
necessário, poderiam ser convertidos para fins
militares e teriam velocidade para acompanhar a da esquadra.
Com a decisão da ONU em ampliar o domínio
oceânico brasileiro, o patrulhamento dessa área
poderia estar sendo feito por submarinos movidos a energia
nuclear. José Sarney, um criminoso lesa-pátria,
ainda continua na política destruindo o Brasil,
de sua cadeira no Senado.
Matriz energética
abandonada
A matriz energética brasileira, grande preocupação
do movimento de 1964, preparou o país para um
crescimento vertiginoso, sempre torpedeado pela esquerda
ignorante e destrutiva, as obras das hidrelétricas
consideradas “Faraônicas”.
A matriz energética foi abandonada pelos
governos que sucederam ao do presidente João
Figueiredo, cujo único senão foi ter concedido
a anistia a essa corja de ladrões, que o povo
inculto elegeu.
O plano de crescimento acelerado (PAC) é
uma nova farsa
Hoje, nova farsa ocupa os planos desse governo de corruptos.
Crescimento está ligado à energia. Não
há crescimento sem energia.
Com a demanda reprimida, já agora, como é
possível o crescimento sem as fontes de energia
instaladas?
Para crescer a partir de agora, a energia já
deveria estar disponível nos locais de uso, pronta
para uso imediato, o que, por culpa do atraso da esquerda,
não ocorreu.
Essa é a mentira que Lula tenta impor, para mais
tarde, quando não acontecer, se fazer de vitima
dos industriais, que serão o bode expiatório
de sua incompetência.
Usinas termoelétricas:
A opção restante consumiria energia do
gás natural, o que aumentaria ainda mais nossa
dependência do gás boliviano ou utilizaria
outras fontes de energia mais poluentes. Em qualquer
das hipóteses, estaria contribuindo para o aquecimento
do planeta.
Se o dólar está baixo, é por fatores
externos. Se ainda existe um certo progresso, é
pela garra dos técnicos e empresários
brasileiros. Está equivocado quem pensa
que o governo Lula promove o crescimento. Ao contrário,
o Brasil cresce apesar de Lula.
O ministro de Minas e Energia tem outras preocupações,
a “operação navalha”, onde
aparece como acusado, juntamente com outros “coitadinhos
igualmente inocentes”.
Só para terminar, e a fortuna de Lula de onde
veio? A revista Forbes quer saber, e nós também.
O trabalhador gasta seu suor por 146 dias por ano para
pagar a carga tributária que sustenta o governo
de incompetentes e de corruptos, que não consegue
provar o contrário e que, graças a manobras
políticas e imunidades que permitem foro privilegiado
continuam impunes.
Fica aí uma pequena sugestão para a Polícia
Federal. Lula é um homem honesto, honrado e patriota.
Estamos certos que não fará nenhuma objeção
em ser investigado e explicar como ganhou seu dinheiro
honesto desde suas atividades como torneiro mecânico.
Lula não suporta intelectuais. Por quê?
Os intelectuais pensam e vêem ao longe.
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Enviado por Roberto Carrazedo
Artigo publicado na Tribuna da Imprensa
ECONOMIA
Economia encolhe
classe média
CAMPINAS (SP) - Estudo
divulgado este mês pelos pesquisadores da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que a estagnação
do crescimento econômico e da mobilidade social
no Brasil foram os principais motivos para o encolhimento
da classe média entre 1981 e 2005.
Segundo dados do documento organizado entre setembro
de 2006 e abril deste ano pelos professores Marcio Pochmann
e Eduardo Fagnani, entre 1982 e 2006 o crescimento médio
anual do PIB foi de 2,5%, ante a dia de 7% entre 1945
e 1980.
"A baixa expansão da economia nacional vem
desconstruindo a estrutura social originária
do ciclo da industrialização do País",
afirmou Pochmann. "Nas últimas duas décadas
e meia há sinais crescentes de desproletarização
dos trabalhadores urbanos, que perderam a possibilidade
de exercer atividade assalariada, e há também
a perda da posição relativa e da efetividade
em gastos de maior valor unitário, e a redução
do status social da classe média."
A 5ª Carta Social e do Trabalho, divulgada pelo
Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho
da Unicamp, aponta que as raízes da crise social
estão, segundo os especialistas, no estancamento
econômico desde o fim da década de 1970
e na política econômica neoliberal imposta
a partir do governo Fernando Collor de Mello.
A carta é composta por oito artigos que tratam
da evolução da estrutura social e ocupacional
e das considerações sobre a Pesquisa Nacional
por Amostras de Domicílios (Pnad) do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Autor de dois desses artigos, o professor Waldir José
de Quadros, do Instituto de Economia da Unicamp, afirmou
que o País que não cresce satisfatoriamente
não cria oportunidades. "O topo da pirâmide
está ainda mais estreito", disse Quadros.
Com base no salário mínimo de 2004 e na
pesquisa, o professor trabalhou com a régua de
estratificação em que a alta classe média
tem renda acima de R$ 2.500; a média classe média,
de R$ 1.250 a R$ 2.500; a baixa classe média,
de R$ 500 e R$ 1.250; a massa trabalhadora, de R$ 250
a R$ 500; e os miseráveis, abaixo de R$ 250.
A carta mostra que, em 1981, dos 52.160 declarantes
da Pnad, 7.384 não tinham ocupação
(14,12%). Em 2005, o número de pessoas não-ocupadas
foi de 22.303, 21,75% dos entrevistados. As classes
média alta e média representavam 13,7%
dos entrevistados em 1981 e, em 2005, representaram
12,5%.
"Além disso, a combinação
do avanço dos inativos, tanto no número
de declarantes quanto nos rendimentos, resulta na maior
participação na renda. No início
dos anos 80, os inativos obtinham cerca de 10% da renda
declarada. E nos últimos anos, a proporção
atinge 17%", afirma Quadros.
Segundo Pochmann, além do baixo crescimento,
a maneira como o Brasil está inserido na economia
mundial, especializado na exportação de
bens com baixo valor agregado, também reflete
na sociedade.
"Mesmo que a economia cresça mais, se a
base do crescimento for essa associada a bens de baixo
valor agregado, não tem como criar emprego de
qualidade", afirmou. Segundo dados do Cesit, de
2000 a 2006, 93% dos empregos criados eram para vagas
que pagavam até dois salários mínimos.
"A região Sudeste, que absorveu cerca de
60% do movimento migratório no século
20 hoje expulsa mão-de-obra qualificada. De 140
a 160 mil pessoas saem para ir para o exterior",
disse Pochmann.
Segundo avaliação feita pelo professor
Quadros, mesmo os filhos da classe média com
atributos que eram necessários ascender socialmente
há 20 anos não conseguem mais se posicionar
bem no mercado de trabalho, apenas com educação
de qualidade.
"Hoje além de estudo de qualidade, o que
significa muitas vezes ter condições de
cursar uma escola privada, a pessoa precisa ter uma
família que dê respaldo para que ela fique
um ou dois anos se especializando, e mais que isso,
um sobrenome, uma origem que garanta algo no mercado."
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Ernesto Caruso, 28/04/2007
A nova-república
ensejou um movimento surrealista na política
tupiniquim. Os valores que no passado longínquo
levavam ao duelo e lavavam a honra pelo abate do adversário
se esvaíram pelos vãos dos dedos que não
mais empunham as armas da contenda, mas que com fortes
ventosas e involução darwiana a lhes enfeitar
o nem sempre sarado corpo com mais um apoio digno dos
primatas a se pendurar nos galhos do poder, catando
folhas verdes com cifrão e frutos proibidos por
lei e por dever de consciência. Ora, lei e consciência
para essa gente com a ambição descontrolada
é o que menos importa. Isso é uma vergonha!
Como nossos ouvidos foram martelados e bigorneados com
palavras de austeros homens públicos de que a
solução estava na política. Quanto
descaminho se transformou em cenas do quotidiano. Escândalo,
um atrás do outro. Prevaleceu a promiscuidade
e a permissividade a abraçou sem constrangimento.
Nada de preconceito. Palavra repetida em busca da relação
pura a serviço da desconstrução
e da desvalorização.
As sãs divergências no modo de conduzir,
administrar e legislar o município, o estado
e o país, por vezes se compunham e encontravam
uma resultante democrática, honrada e respeitada
reciprocamente. De lá para cá, não
é mais assim. As virtudes e o ser virtuoso foram
substituídos pelos interesses. Ofensas à
honra eram sinais de ruptura definitiva e não
admitiam reconciliação. Ser chamado de
ladrão, corrupto, canalha, dava mais briga e
tiroteio do que ação judicial. Inimigos
para sempre...
Agora, amigos para sempre...
Lá do Maranhão, o senador Sarney que foi
da Arena, do regime autoritário, bastante adjetivado
no pretérito está abraçado com
o presidente Lula, bem com a senadora Roseana Sarney,
que já foi alvo de acusação e desistência
de candidatura por conta do milhão no gavetão.
Do Pará o deputado e ex-senador Jader Barbalho
que foi preso pela Polícia Federal envolvido
no escândalo da Sudam que havia renunciado ao
mandato de senador, diante das investigações
próximas ao seu nome. Lula chegou a beijar a
mão de Jader Barbalho em um comício em
Belém durante a campanha. Isso é uma vergonha!
O senador ACM (DEM), que foi chamado de hamster
do Nordeste por Lula em comícios na Bahia, retrucou
afirmando que o presidente Lula é um rato
gordo e etílico, cujos furtos no Palácio
do Planalto vem denunciado no Congresso Nacional e que
está mais para gato caçador de rato ladrão
do dinheiro público do que para hamster e que
Lula é um roedor implacável, incontrolável
para si e para seus familiares, adentrou, recentemente,
com pompa e circunstância no gabinete do presidente
Lula, como retribuição à visita
por motivo de doença. Você, doente —
Deus o livre — gostaria de receber uma visita
de alguém com os atributos acima? Isso é
uma vergonha!
Do Amazonas, o senador Arthur Virgílio (PSDB)
se defende da carona no avião presidencial, ao
dar lição do que é ser oposição,
que o Brasil vive a era Lula 2, respaldado pela diferença
de 20 milhões de votos sobre o seu correligionário,
Geraldo Alckmin, que a fase Lula 1 evaporou-se,
deixando como legado um quadro de corrupção
jamais visto no país. Como? Evaporou-se,
como se fosse anistia? Existe ou não o legado
de corrupção jamais visto no país?
Adversário político honrado é uma
condição que admite aproximação,
uma folha corrida de crime não. Corrupção
não é crime? Então que não
se acuse o presidente e a carona não necessitaria
de defesa. Isso é uma vergonha!
O que deixou muita gente estupefata, foi a estréia
da TVJB, com o jornalista Boris Casoy entrevistando
o deputado cassado José Dirceu, que sabidamente
está trabalhando e muito ajudado para ser anistiado,
em seguida da entrevista da ministra Dilma Roussef,
parecendo uma montagem em prol do governo, associando
figuras da luta marxista-revolucionária-terrorista
no período 60/70.
Logo, quem era muito admirado por sua independência
e que foi alvo da truculência desse mesmo governo
quando do seu afastamento da TV Record e nas próprias
palavras de desabafo do jornalista Casoy.
Lamentando o que houve, diz: “No começo
da administração do PT, pressionaram a
direção violentamente para me tirar da
Record. Ameaçaram cortar a publicidade. A diretoria
me deixou a par o tempo todo...As razões da pressão
eram as mais estúpidas possíveis. Eles
me atacaram muito no caso do BANESTADO. E agora eu entendo
porque... pelo menos eu suponho...Fizeram um grande
pressão...Não sei se a diretoria vai gostar...
Queriam que eu não cobrisse mais o caso Celso
Daniel. E olha que eu cobria de maneira absolutamente
neutra. Eu não podia ligar o Roberto Teixeira
ao Lula. Nem dizer que era amigo do Lula. ... Esse governo
pressionou a Record. Foram várias pressões
e a final foi do Zé Dirceu. Eram três assuntos
que eles não queriam nem que se tocasse. Caso
Banestado, o compadre do Lula, Roberto Teixeira e o
assassinato do Celso Daniel. ...Eu insistia que acabariam
em pizza. ... Houve o telefonema do Zé Dirceu.
A diretoria me pôs a par: "Ele disse que
vai prejudicar a Record e você pessoalmente se
não parar". Essa foi a última...
vinha uma série. O Zé Dirceu caiu em 13
de fevereiro, meu aniversário. Depois que ele
caiu, as pressões foram reduzidas.”
Se um fernandinho-beira-qualquer-coisa convidar alguém...
Bem, deixa p’ra lá.
Isso tudo era uma vergonha. Não para todos.
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Enviado por Nilson Victorino
Urna não é pia
batismal
Lucia Hippolito
O Conselho
de Ética da Câmara aprovou o arquivamento
do processo contra três deputados: dois acusados
de envolvimento com o mensalão (Waldemar da Costa
Neto e Paulo Rocha) e um de envolvimento na máfia
das sanguessugas (João Magalhães). Os
três deputados fazem parte da base governista.
Suas Excelências, membros do Conselho de Ética,
concordaram com o parecer do relator, que afirma que
os três deputados foram reeleitos, portanto absolvidos
pelo eleitorado.
E a soberania popular, segundo este argumento, não
pode ser cassada pela Câmara. Lamento muito, mas
este argumento não fica em pé. Suas Excelências
estão confundindo urna eleitoral com pia batismal.
Como se bastasse ser eleito para ser absolvido de todas
as malfeitorias.
O sistema eleitoral brasileiro elege deputados federais
pelo voto proporcional. Isto significa que o eleitor
vota num candidato e pode eleger outro, completamente
diferente. Isto porque as coligações distorcem
a vontade do eleitor. Sem contar o mecanismo perverso
de distribuição das sobras eleitorais.
No limite, o eleitor brasileiro pode votar em alguém
da extrema esquerda e seu voto servir para eleger um
candidato da extrema direita.
Segundo dados do TSE, dos 513 deputados federais eleitos
em outubro de 2006, apenas 39 foram eleitos com seus
próprios votos, atingindo o quociente eleitoral
de seus estados.
Os restantes 474 deputados foram eleitos com votos de
legenda, das coligações e das sobras eleitorais.
Isto mesmo: apenas 39, entre os quais não estão
os três deputados cujos processos foram arquivados,
foram eleitos com votação própria.
Portanto, alegar que as três Excelências
foram absolvidas pela vontade do eleitorado é
tratar a soberania popular de forma torta e maliciosa.
Se o voto no Brasil fosse distrital, ainda se poderia
insistir no argumento, mas com voto proporcional é
apenas cinismo. O papel do eleitor não é
condenar ou absolver ninguém. Isto cabe aos organismos
políticos, ao Ministério Público,
ao Poder Judiciário. Até porque, segundo
a lei brasileira, um cidadão pode ser candidato
a qualquer cargo eletivo enquanto não for julgado
culpado em última instância. Por isso é
que a atividade política passou a constituir
enorme atrativo para acusados de estupro, assassinato,
formação de quadrilha, quebra de sigilo
bancário de cidadão indefeso, peculato,
corrupção. E por aí vai. Não
se deve jogar nas costas da soberania popular uma responsabilidade
que não é dela. Isto tem ar de deboche.
BASTA! BASTA!
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O
DIFÍCIL CAMINHO DA DEMOCRACIA
MILTON
LARENTIS,
filósofo,
professor univrsitário
A historiografia costuma depreciar o período
da Primeira República. Faz isto, principalmente,
no que diz respeito aos mecanismos de participação
política. Termos como: voto de cabresto, corrupção
eleitoral, voto a descoberto, política café
com leite, política dos governadores, oligarquias,
etc., formam a base de uma constante repetição
– em livros e manuais – sobre um tempo
sem algo de positivo. Todo o empenho dos sujeitos
que fizeram o começo de nossa república
seus feitos, suas obras; seus sucessos são
apagados por um rótulo de perversão
política. Isto acaba por restringir a Primeira
República, a um espaço histórico
de descaso social. Por outro lado, pouco se fala da
política de Vargas. No caso do período
que sucede o golpe de 1930, temos termos como: auxílio
ao trabalhador, industrialização, moralidade,
leis trabalhistas, salário mínimo, organização
dos trabalhadores.
Assim, esta historiografia deturpadora, omite a ditadura
de Vargas ou acaba por amenizá-la. Enquanto
que, insiste em um período que tinha que ser
destruído pela “Revolução”
de 1930. Quase chega ao ponto de colocar a o período
de Vargas como um anseio nacional. No entanto, o golpe
de 1930 não encontra tanto apoio como querem
passar para as gerações dos bancos escolares.
Porém, o fim do estado Novo não pode
ser totalmente nublado e esquecido. O povo deseja
o fim da ditadura de Vargas. E não somente
porque o Brasil apoiou os Aliados contra os regimes
Totalitários. Havia algo mais. O povo brasileiro
sempre preferiu a democracia. Mesmo que às
vezes a Utopia de regimes que lhe tiram a liberdade
em troca de “benefícios sociais”
apareça como a solução do momento
– estes períodos só resistem com
o controle político.
Contudo, o caminho da democracia não é
fácil. Não é um caminho de ilusões
ou de devaneios. Não é um caminho de
falsas promessas e utopias sociais. É um caminho
de esforços co | | |