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Quem
tem medo da CPI das ONGs?
“A
JULGAR pelos senadores que assinaram o pedido
para a criação da Comissão
Parlamentar de Inquérito, ninguém”.
Senador *Heráclito
Fortes
DEM Piauí
Pois foi
um recorde de adesões, de todos os
partidos, sem exceção. Por
que, então, há um boicote
tão sistemático, por parte
da base do governo, ao seu funcionamento?
Por que, depois de mais de um ano de sua
instalação, não foi
possível quebrar sigilos, aprofundar
investigações sobre casos
notórios-já levantados por
órgãos insuspeitos, como o
Tribunal de Contas da União e a Controladoria
Geral da União, convocar pessoas,
enfim, esclarecer o que se passa nesse setor?
Talvez a pergunta certa seja: por que há
tanto medo de que a investigação
vá adiante e abra essa caixa-preta
que já consumiu, sem controle, bilhões
de reais?
Mais de R$ 34 bilhões, de 1999 a
2006, segundo a CGU.
Não há sequer dados definitivos
sobre a quantidade de ONGs e suas congêneres
no Brasil. Um estudo divulgado recentemente
pelo IBGE analisa dados de 2005 e estima
em 338 mil as entidades sem fins lucrativos
em todo o país. Há quem diga
que já existem mais de 500 mil.
Não é possível que
um universo dessa magnitude não mereça
do governo e do Congresso atitude mais séria.
Não se quer cercear o trabalho das
boas organizações, que prestam
serviços inestimáveis; a elas,
o nosso aplauso. Mas, se queremos corrigir
distorções, deve ser aí
o nosso foco.
A CPI, com maioria governista, nem sequer
consegue quorum para as suas reuniões.
O relator não apresentou um único
pedido de quebra de sigilo, mesmo de casos
que se tornaram escândalo nacional,
como o que envolveu as fundações
ligadas à UnB (Universidade de Brasília).
Chama a atenção igualmente
a omissão das entidades ligadas aos
ditos movimentos sociais, que não
pediram, não pressionaram os congressistas,
não clamaram pelo esclarecimento
dos escândalos e pela punição
dos que desviam recursos públicos.
Será por que estão igualmente
envolvidas? Será por que a cada ministério
dominado por determinado partido tem correspondido
liberação de verbas para as
entidades afins? Será por que foram
cooptadas pelo governo? Recuso-me a acreditar
que viraram todas "chapas-brancas".
Deixo aqui alguns dados para reflexão:
somente as organizações que
se dedicam a causas ambientais e de defesa
dos animais experimentaram, segundo o estudo
do IBGE, um aumento de 61%, três vezes
mais do que áreas como saúde
e assistência social.
O Ministério da Defesa calcula que,
na Amazônia, existam mais de 100 mil
entidades atuando, muitas delas estrangeiras,
mas a Secretaria Nacional de Justiça
não tem registradas nos seus cadastros
nem 30 delas. Ou seja, o descontrole é
total.
Desde que passamos a insistir na instalação
da CPI para analisar as irregularidades
que envolvem ONGs e Oscips, o governo, que
boicota os trabalhos sistematicamente, dá
alguns espasmos de preocupação
com o setor e finge que toma providências.
Foi assim com um decreto anunciado como
a grande moralização para
esse segmento pelo ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo. Que, porém, adiou
sua aplicação, dizendo que
ele só entraria em vigor neste ano;
após, portanto, o período
em que a legislação, por conta
das eleições, ainda permitia
assinatura de convênios.
Depois, diante do noticiário sobre
compra de terras na Amazônia por um
empresário sueco-como se não
soubesse que isso vinha acontecendo há
anos, anuncia que as ONGs estrangeiras terão
que se cadastrar no Ministério da
Justiça. Antes, em dezembro de 2006,
já havia garantido que só
receberiam verbas públicas entidades
não-governamentais que se inscrevessem
em cadastro no ministério e disponibilizasse
suas contas na internet.
E por que o governo não passa da
retórica à prática?
Onde está esse anunciado controle?
Quem viu as prestações de
contas dessas organizações?
Por que não há alguma forma
de seleção pública
para as entidades que assinam convênios
com o governo? O próprio Tribunal
de Contas da União, em diversas auditorias
em que aponta um sem-número de irregularidades
nessa relação, diz que ela
mais parece uma "ação
entre amigos".
E, por fim, o governo anuncia anistia às
filantrópicas que devem muito dinheiro
para a União. Por meio de mais uma
medida provisória, claro, há
muitas perguntas sem resposta, muita falta
de transparência. Estamos a ponto
de prorrogar os trabalhos da CPI. Precisamos
dar uma satisfação à
sociedade e aos que se preocupam com o destino
dos recursos públicos. Mas não
podemos deixar que esse novo prazo signifique
mais omissão, mais encenação.
Sem pressão externa, os senadores
da base não vão se comover.
E tudo ficará como está. É
o que queremos?
*HERÁCLITO DE SOUSA FORTES, 58, senador
pelo DEM-PI, é presidente da CPI
as ONGs.
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Flavio P. Ramos
Para
os que acreditam em estatística:
nenhum país do mundo que adotou o
regime comunista deu certo.
Os que ainda praticam o comunismo estão
estagnados e neles o povo vive oprimido,
vítima do
crime organizado, e de uma economia paralela
baseada no “mercado negro” e
contrabando, enquanto o poder dirigente
vive nababescamente.
A China pratica uma economia
híbrida enquanto oprime a classe
trabalhadora com salários aviltantes
e enriquece uns poucos privilegiados. Pratica
o “dumping” exportando, a preços
inferiores ou iguais ao custo, para concorrer
deslealmente e minar as economias do resto
do mundo.
O Venezuelano Hugo Chavez mantém
um governo de farsas e forças, sustentado
pelo medo e pelo petróleo, uma matéria-prima
não renovável, mas que pode
levar a um conflito, como o do Iraque, se
os acordos de exportação com
os americanos não forem cumpridos.
Há ainda o namoro de Hugo Chavez
com a Rússia e a compra de armamento,
que ameaça o equilíbrio de
forças na América do Sul.
A Bolívia, governada por Evo Morales,
um colega de ignorância de Lula e
alinhado com o perigoso Hugo chaves, vive
um conflito entre os que são cultos
e produtivos e que querem um país
melhor e o atraso dos cocaleros, que são
maioria inculta e politicamente alienada,
alinhados com seu idêntico, Evo Morales.
Evo, Hugo e Lula são o carcinoma
em metástese, subordinados à
ideologia da Cuba atrasada de Fidel e seu
irmão presidente.
Hugo Chavez, Evo Morales e Lula, completam,
com Fidel e sua quadrilha política,
o quadrilátero maligno que preocupa
o governo americano e torna perigosamente
instável a América do Sul.
No Brasil, há quadrilhas em diversos
setores da economia: a quadrilha oficial
de corruptos envolvendo os três poderes,
banqueiros e marqueteiros, ONGs e outros
escroques menores.
Quadrilhas de orientais, que estão
situadas principalmente na importação
e na venda de produtos importados e de “segurança
e proteção”, a comerciantes
orientais.
O trabalho semi-escravo de orientais em
confecções onde empregam imigrantes
irregulares que moram e são escondidos
nas fábricas clandestinas.
Os impostos são sonegados e os encargos
sociais não são pagos, de
forma que os trabalhadores, incluindo mulheres
e crianças, ficam reféns dos
patrões e sem atendimento de saúde.
Os grandes dirigentes, com situação
regular no Brasil, compram autoridades corruptas
e são mantidos em liberdade com “habeas
corpus” e sentenças feitas
de encomenda para cada caso, fato que, e
de domínio público, que incomoda
a polícia séria.
O governo do PT nada faz para proteger os
trabalhadores, faz vista grossa e ouvidos
de mercador, e indiretamente se volta contra
policiais que desvendam “misteriosas
quadrilhas aliadas do governo”, destampando
a “Caixa de Pandora” da corrupção.
Enviado por Wenceslau Costa Neto
10 mandamentos da
Ideologia Socialista, escritos em 1913
Atribuídos ao líder
revolucionário russo Vladimir Lênin,
pai do comunismo, sistema governamental
ateísta.
Prestem atenção: como fica
aqui bem observado, que qualquer semelhança
com acontecimentos atuais e recentes, quase
100 anos depois, não é mera
coincidência:
1-Corrompa a juventude e dê a ela
a liberdade sexual.
2-Infiltre e controle depois todos os meios
de comunicação.
3-Divida a população em grupos
antagônicos, incitando-os a discussões
sobre assuntos sociais.
4-Destrua a confiança do povo em
seus líderes.
5-Fale sempre em democracia e Estado de
Direito, mas, tão logo haja oportunidade,
assuma o poder sem qualquer escrúpulo.
6-Colabore com o esbanjamento do dinheiro
público, coloque em descrédito
a imagem do país, especialmente no
exterior, provoque o pânico e o desassossego
na população por meio de inflação.
7-Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias
vitais do país.
8-Promova distúrbios e contribua
para que as autoridades constituídas
não as coíbam.
9-Colabore para a derrocada dos valores
morais, da honestidade e da crença
nas promessas dos governantes.
10-Procure catalogar todos aqueles que têm
armas de fogo, para que sejam confiscadas
no momento oportuno, tornando impossível
qualquer resistência.
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“Marcha
a Roraima” consegue furar bloqueio
WILLAME SOUSA
A operação
realizada por integrantes do Conselho Indígena
de Roraima (CIR), Movimento dos Trabalhadores
Sem-Terra de Roraima (MST), Movimento das
Mulheres Camponesas de Roraima (MMC), Comissão
Pastoral da Terra (CPT), Central Única
dos trabalhadores (CUT), ontem, não
foi suficiente para impedir a chegada da
“Marcha a Roraima” ao Estado.
Os manifestantes começaram a se organizar
por volta das 7h, entretanto, apenas às
17h obstruíram o trecho da rodovia
BR-174, a cerca de 10 quilômetros
da sede do Município de Mucajaí,
no sentido Boa Vista/Manaus, em frente do
acampamento Irmã Dorothy Stang, em
área invadida pelo MST.
Pedaços de madeira, pneus, galhos
de árvores e uma barreira humana
impediam que veículos passassem em
dois pontos da estrada. Cerca de 600 metros,
segundo estimativa de James Rocha, um dos
dirigentes do MST, separavam um local bloqueado
do outro.
Após mais de 12h de mobilização,
que foi arquitetada por entidades no movimento
realizado no último dia 13, na Praça
do Centro Cívico, teve um desfecho
pacífico, por volta das 20h, embora
já tivesse causado grandes transtornos
a inúmeras pessoas que ficaram impedidos
de passar pelo bloqueio no sentido Manaus/Boa
Vista e Boa Vista/Manaus.
“Queremos ouvir quais as propostas
e projetos destes produtores para a nossa
terra. Eles devem nos dar explicações
sobre as intenções deles em
nosso Estado. Caso os produtores do Mato
Grosso não queiram negociar, vamos
impedir que cheguem à Capital”,
afirmou Terêncio Manduca, vice-coordenador
do CIR.
Porém, as explicações
que Manduca queria ouvir ficaram para outra
ocasião, pois cerca de 12 do total
de 19 caminhonetes, que carregavam os produtores
vindos de diferentes municípios do
Mato Grosso, conseguiram fazer um desvio
e chegar ao Município de Mucajaí.
Para evitar o confronto, a comitiva contou
com a ajuda de policiais militares de Caracaraí,
que os guiaram pela Vicinal do Roxinho,
uma estrada sem asfalto cuja entrada é
no Município de Iracema e saída
em Mucajaí.
Os produtores chegaram por volta das 19h30
a Mucajaí. Muito exaltados, pois
sete veículos se perderam da comitiva
que fez o desvio pela Vicinal do Roxinho,
estrada sem asfalto que liga Iracema a Mucajaí,
eles explicaram que só dariam entrevistas
à imprensa depois da chegada deles
a Boa Vista.
Conforme Manduca, 150 indígenas das
etnias Macuxi e Wapixana estavam no local,
desde as 12h, esperando o comboio. Foram
três ônibus alugados para levá-los
até o local. “Sabemos o horário
de chegada, entretanto, não temos
previsão para irmos embora, por isso
estamos com mantimentos e preparados para
passar a noite aqui de plantão”,
relatava Manduca.
Por volta das 18h30, a situação
já causava revoltada nos cerca de
20 carros enfileirados ao lado da pista
esperando a resolução do problema
para irem até a Capital. Um deles
era o técnico em enfermagem Daniel
Zanona, 22, que havia saído às
12h do Município de Caroebe, a mais
de 350 km de Boa Vista.
Zanona voltava da comunidade indígena
de Jatapu, em Caroebe, onde presta atendimento
de saúde aos índios, por meio
de convênio entre CIR e Fundação
Nacional de Saúde (Funasa), e na
qual estava há mais de 12 dias. “A
população tem todo o direito
de reclamar, porém não pode
atrapalhar a vida de outras pessoas. Estão
nos privando do nosso direito de cidadãos
de ir e vir”, disse Zanona.
Entretanto, as opiniões divergiam
em relação ao bloqueio. David
Albano, analista judiciário do Tribunal
Regional Eleitoral (TRE), que trabalha em
Caracaraí, município a cerca
de 150 km da Capital, era um dos favoráveis
a situação, embora tenha afirmado
que não é favor nem contra
a demarcação contínua
da reserva indígena Raposa Serra
do Sol.
“Estas pessoas estão exercendo
um direito delas, pois é uma das
poucas formas que eles têm de chamar
a atenção da população
roraimense à causa defendida por
eles”, opinou Albano. Conforme o analista,
a viagem dele até Boa Vista era a
serviço, pois pretendia entregar
documentos ao TRE de Boa Vista, algo que
foi adiado até a próxima segunda.
POLÍCIAS - Neste mesmo horário,
a Polícia Rodoviária Federal
(PRF) já havia deixado os 36 homens
do efetivo da instituição
em alerta. “Estamos aqui para garantir
que não haja conflito e evitar que
prejuízos ao patrimônio público
e de terceiros não aconteçam”,
disse o inspetor da PRF, Tarcísio
Melo.
Apesar da possibilidade de conflito, primeiro
entre manifestantes e produtores, depois
entre a população impedida
de trafegar na rodovia, que com o passar
do tempo aumentava a irritação,
e os bloqueadores, havia apenas dois policiais
da PRF, dois da Polícia Federal,
dois da Força Nacional, 15 policiais
civis e quatro militares.
Embora existisse um grande número
de materiais que bloqueavam a passagem,
e até mesmo fogo ateado em pneus,
sempre que uma ambulância ou outros
tipos de veículos com pessoas doentes
necessitavam passar era removida parte dos
entulhos para possibilitar a passagem. “Pelo
menos estes carros eles permitem que transitem,
confesso estar mais aliviado com esta iniciativa”,
disse Albano.
Motorista temia explosão
de combustível
O motorista de caminhão–tanque
Veraldo da Silva, que vinha do Município
de Caracaraí, após ter passado
o dia carregando o veículo de gasolina
na base da Petrobras, temia que um confronto
acontecesse e, devido a isto, deixou o transporte
a cerca de 500 metros do tumulto.
“Carrego um produto inflamável
que não pode ficar por muito tempo
no tanque, pois é perigoso. A ameaça
aumenta com a possibilidade de um confronto
com fogo que poderia provocar uma explosão,
caso o meu caminhão estivesse muito
próximo”, relatou Silva.
O caminhoneiro era uma das muitas pessoas
que se diziam prejudicadas e irritadas com
a situação. “Meu telefone
está descarregado, minha filha ficou
em casa doente, não almocei e preciso
levar a gasolina para abastecer o posto
no qual trabalho. Essa manifestação
é uma vergonha, pois está
me impedindo de trabalhar”, reclamou.
MST mobiliza acampados
Um dos representantes do MST em Roraima,
James Rocha, demonstrou apoio à comunidade
indígena que luta pela permanência
da demarcação contínua
da Reserva Indígena Raposa Serra
do Sol. Para demonstrar a adesão
do movimento à causa, o local do
bloqueio da rodovia BR-174 foi em frente
ao acampamento Dorothy Stang, a cerca de
10 km de Mucajaí.
Segundo Rocha, vivem à beira da rodovia
180 famílias, totalizando 320 pessoas,
e a situação das duas comunidades,
indígena e sem terras, são
semelhantes, por isso devem unir forças
para lutar contra os latifundiários
e impedir que pessoas de outros estados
se envolvam com os problemas locais.
“Realizamos um ato legítimo
em reivindicação a melhorias
para a população sofredora
de Roraima. Nós somos pacíficos
e não pretendemos criar conflitos,
mas queremos explicações destes
produtores vindos de outras regiões
para se meter em nossos assuntos”,
afirmava Rocha.
Cleidiane Freitas, 27, solteira, agricultora,
um filho de 6 outro de 2 anos, está
no acampamento desde que ele foi organizado,
em março deste ano, e afirmou concordar
com as lutas dos índios. “Se
for possível, fico a noite inteira
de plantão para resolvermos esta
situação. Queremos uma resposta
quanto aos interesses destas pessoas em
Roraima. Acho um absurdo que eles tenham
tanta terra e nós, agricultores familiares,
não tenhamos nada”, reclamou
Cleidiane.
O acampamento Dorothy Stang, segundo Rocha,
é uma região com cerca de
30 mil hectares e reivindicada por famílias
sem terras. Elas afirmam que o local está
abandonado há mais de 16 anos e é
uma área improdutiva, contudo, aguardam
que o Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra) regularize
a situação, porém,
para isto ocorrer é necessário
esperar que possíveis donos se manifestem.
Empresa de ônibus planejava
baldeação
Uma empresa de transporte rodoviário
de Roraima planejava realizar baldeação
caso a situação não
fosse resolvida até 00h. Juntamente
com cerca de 150 veículos impossibilitados
de passar estavam quatro ônibus, dos
quais dois iam para Manaus (AM) e dois vinham
até Boa Vista.
Segundo José Ferreira, motorista
de um destes veículos que saiu às
18h da Capital com destino a Manaus, o ônibus
que ele dirigia estava com 24 passageiros
aguardando apreensivos a liberação
da pista.
“Comuniquei o que está acontecendo
aos meus superiores e, se houver liberação
da rodovia até 00h, será necessário
fazer baldeação, sendo que
as pessoas dos dois ônibus com destino
a Boa vista passarão para os veículos
que irão até a capital amazonense
e vice-versa”, disse.
Fonte: www.folhabv.com.br- 16.08.2008
“Marcha a Roraima” consegue
furar bloqueio
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Tudo
combinado
Ernesto Caruso,
10/07/2008
Quem pagou,
quanto pagou, se é que pagou, ainda
não se sabe, mas que foi combinado
não pairam dúvidas. Quem com
quem é outro mistério. O resgate
da ex-candidata ao governo da Colômbia,
Ingrid Betancourt, foi cinematográfico,
tipo James Bond 007. Nem há razões
para desqualificar a operação
do Exército daquele país que
logrou êxito.
Mas, daí
não se pensar e analisar o fato,
seria desprezar todo um cenário que
envolve as FARC, conjunto narcotraficante,
guerrilheiro e terrorista de origem marxista,
com os governos da Colômbia e dos
Estados Unidos em combatê-las, o vizinho
Hugo Chávez da Venezuela, manifesto
aliado das forças revolucionárias,
juntamente com o governo de Rafael Caldera
do Equador e o Brasil com as suas fronteiras
sob influência das incursões
dos vermelhos em busca de sobrevivência,
escapes e apoio que lhes puder recompensar.
Do outro lado do Oceano Atlântico
o oportunismo de Nicolai Sarcozy empenhado
em salvar a franco-colombiana Ingrid Betancourt,
que como se viu, logo que pode, voou para
a França para receber as homenagens
e galanteios do seu presidente e para agradecer
o valioso apoio à sua libertação.
Revela mais gratidão ao governo francês
do que a Uribe.
A operação
pode ter sido facilitada. No mínimo
se pode presumir a existência de uma
conversa do tipo senta que o leão
é manso, entre os três governos
dos vizinhos já citados, que, aficionados
das FARC, pretendem dar uma guinada para
pacificar a região, mudando a estratégia
do enfrentamento, típico e muito
praticado pelo presidente Hugo Chávez,
que gradativamente vem atenuando a sua braveza.
Os mestres do governo Lula sabem muito bem
como fazê-lo, trilhando a via pacífica
de chegar ao poder, onde tudo se faz e desfaz
com o judicioso uso do próprio poder,
particularmente advindo dos recursos financeiros
e policiais.
O ponto
crítico do conflito entre Colômbia,
Equador e Venezuela, com mobilização
de tropas deste último, gerado pelo
ataque às forças da guerrilha
em território equatoriano por tropas
regulares da Colômbia quando foi atingido
mortalmente o segundo homem das FARC, Raúl
Reys, parece ter sido superado e saiu do
noticiário, especialmente nas manifestações
de apoio, mas que ressurge em forma de apelo
à pacificação, de enfraquecimento,
de esvaziamento, sem, no entanto, valorizar
as ações do presidente Uribe
da Colômbia, para no futuro substituí-lo
por alguém afinado com a esquerda
dos países circunstantes.
Ingrid
Betancourt em entrevista à televisão
diz que é de esquerda como Lula e
que esse pode ajudar na pacificação,
assim como Chávez. Por outro lado,
revela em várias oportunidades todo
sofrimento vivido no cativeiro por seis
anos, convivendo com mosquitos, doenças,
acorrentada, torturada, com pés descalços
na mata agressiva, castigada, alvo de atentados
sexuais, mas que rebate as críticas
de Álvaro Uribe contra as FARC, qualificando-as
como uma linguagem de ódio e extremista.
Atrai simpatias pelo sofrimento, quase perdoando
seus algozes.
Assim, mostra
que chegou a hora de neutralizar essas forças,
o que não vai ser fácil, pelo
viés narcotraficante que não
interessa abertamente ao movimento pacifista,
mas que se possa reduzi-lo aos níveis
existentes em outros países, como
bandos nucleados e rivais, mantendo o ataque
sobre Uribe.
Quanto ao
resgate, há que se considerar o valor
dos recuperados, como o da ex-senadora Ingrid,
com o demonstrado engajamento do presidente
da França, três norte-americanos,
soldados e policiais colombianos, que impunha
o extremo cuidado da narcoguerrilha com
esses ilustres prisioneiros. Daí
a surpresa da ação sem um
tiro sequer, difícil de acreditar,
recuperando 15 reféns.
Ao que consta tudo realizado em um prazo
muito curto para infiltrar um agente nas
FARC, composta de combatentes incontestavelmente
experientes, por seu longo tempo de luta
— quatro décadas, 700 reféns,
grande zona liberada — e realizar
a operação com quatro tripulantes
de helicóptero, cinco delegados da
suposta missão humanitária,
médico, enfermeira e uma falsa equipe
de comunicação social, com
operador de câmara e jornalista.
Infiltrar
esse agente não seria tarefa fácil
e muito menos convencer os chefões
de que a transferência de tão
valiosos reféns feita por essa equipe
desconhecida e humanitária, fosse
executada sob controle de dois guardas,
parece, prontamente dominados durante o
vôo, ao invés de um efetivo
de segurança proporcional ao número
e à qualificação dos
prisioneiros, dentre os quais militares
e policiais, mais os “humanitários”,
em torno de 28 pessoas.
Admissível,
portanto, um caminho alternativo que pode
ter sido seguido. Ou mais de um. Negociação
entre as FARC e um grupo interessado, sem
a participação do governo
colombiano, mediante pagamento de resgate
e/ou compromissos políticos futuros
de interesse de ambos, tendo por meta a
pacificação e a chegada ao
poder, como Lula, Chávez, Morales,
Caldera, etc.
O Brasil
tem dado o exemplo com destaque ao presidente
Lula, por parte da imprensa internacional,
como líder na América do Sul,
diferente de como sentimos, ensinando como
percorrer uma aparente via pacífica,
vivendo em uma falsa democracia, com a polícia
e o dinheiro no controle de tudo.
O emprego
da Polícia Federal tem assustado
e o ministro do STF Gilmar Mendes falou
muito claro, alertando que não podemos
viver em um Estado policial e com ações
espetaculosas, que geram manchetes combinadas
com a política assistencialista do
coronelismo institucionalizado, como por
exemplo, no jornal Extra, de 9 de julho,
Endinheirados atrás das grades, para
mostrar que acusados de crimes do colarinho
branco vão presos, não somente
os pobres.
Estranha-se pois, os endinheirados presos,
Daniel Dantas e Naji Nahas, são acusados
de lavagem de dinheiro advindo dos desvios
de recursos públicos lá do
mensalão, mas como os recursos lhes
chegaram às mãos sem a participação
do administradores públicos desses
recursos, que não foram presos na
mesma oportunidade, com luz, câmara
e ação de uma só TV,
também tudo combinado.
E os outros,
Dirceu, Genuíno, Valério,
Roberto, Paulo, que eram acusados, não?
O elo do grupo com o governo e o congresso
que seria Eduardo Greenhalgh do PT, no esquema
da Folha, teve o pedido de prisão
não aceito. Ora, se não há
provas da origem do dinheiro desviado e
por quem, como acusar alguém da lavagem
desse rotulado dinheiro. A investigação
só dá resultado contra os
não do governo e não petistas.
O ministro Mendes foi uma voz isolada, enquanto
pelo governo, o presidente, o ministro da
Justiça (mais de uma vez e enfaticamente
que agora se prende rico também)
e o chefe da Polícia Federal, defenderam
com veemência as suas posições.
Interessante observar que o chefe de Polícia
é bem ouvido e não criticado.
O mesmo não se dá quando um
comandante militar ou general se pronuncia.
Por trás da refrega dos Poderes,
a comunicação do governo prevalece
substancialmente quando demonstra que os
seus órgãos investigam e prendem
bandidos ricos, e a Justiça os libera.
Esta é a lição que
se passa a Chávez e Caldera e se
pretende implantar na Colômbia.
No contexto se dá a recriação
da Quarta Frota da Marinha Norte-Americana
para a América Latina e o Caribe.
Os senadores Eduardo Suplicy (PT/SP), João
Pedro (PT/AM), Pedro Simon (PMDB/RS) e Cristovam
Buarque (PDT/DF) foram à Embaixada
dos Estados Unidos manifestar preocupação.
A deles é outra e não vão
mudar.
O mais grave, é que empregam os militares
no miudinho da Providência, em tarefa
de importância ligada à habitação
no nível municipal, quando as autoridades
fardadas deviam se manifestar nos momentos
azados diante dos desmandos reinantes, da
falta de harmonia dos Poderes constituídos,
das invasões, da fragmentação
anunciada, da instabilidade política,
da frota que eles do norte reeditam e nós
não temos, repetindo e mantendo aceso
o alerta dado pelo Gen Augusto Heleno. As
Forças Armadas não servem
a governos.
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Fronteira não
pode ficar "a reboque" de índios,
diz general
HUDSON
CORRÊA
SÉRGIO LIMA
da Folha de S.Paulo,
em Brasília
A política indígena
do governo brasileiro, complacente com a
atuação de ONGs estrangeiras
na fronteira amazônica, ameaça
a soberania nacional.
A afirmação é do general-de-brigada
Luiz Eduardo Rocha Paiva, comandante de
2004 a 2006 da escola que prepara os oficiais
superiores do Exército.
Paiva, 56, endossou em entrevista à
Folha as críticas do general Augusto
Heleno, responsável pelo CMA (Comando
Militar da Amazônia), quando eclodiu
o conflito entre arrozeiros e índios
na reserva Raposa/Serra do Sol (Roraima).
"Eu acho que na faixa de fronteira
tem que ter cidades, vilas, comércio.
A terra indígena impede o surgimento.
Somos 190 milhões de habitantes.
Não podemos ficar a reboque de 700
mil [índios]", disse.
O general acha que, como estão pouco
povoadas, as reservas na área de
fronteira podem virar territórios
autônomos: "Se o brasileiro não-índio
não pode entrar nessas reservas,
daqui a algumas décadas a população
vai ser de indígenas que, para mim,
são brasileiros, mas para as ONGs
não são. Eles podem pleitear
inclusive a soberania".
Paiva afirma que o Estado "não
se faz presente". "A Amazônia
não está ocupada. É
um vazio. Alguém vai vir e vai ocupar.
Se o governo não está junto
com as populações indígenas,
tem uma ONG que ocupa. As ONGs procuram
levar as populações indígenas
a negar a cidadania brasileira. Elas atuam
sem o controle do Estado brasileiro. Ligadas
a interesses estrangeiros, são um
perigo."
O risco maior, segundo o general, está
na região entre Roraima e Amapá,
devido à influência de Inglaterra
(sobre a Guiana), França (Guiana
Francesa) e Holanda (Suriname) e aos interesses
dos EUA. "Eu acho que podemos perfeitamente
caracterizar a ameaça e dizer o nome
desses atores."
Na fronteira com a Venezuela e com a Guiana,
na região da Raposa/Serra do Sol,
o Exército mantém pelotões
especiais, mas o general diz que isso de
pouco adianta. "O pelotão de
fronteira não defende nada. É
preciso uma ação de presença
importante, mas para vivificar. Vivificar
com gente brasileira, inclusive com o índio."
Paiva, que passou à reserva em julho
passado, disse que "a cobiça
pelas riquezas" da Amazônia é
o assunto principal da Eceme (Escola de
Comando e Estado-Maior do Exército),
que fica no Rio de Janeiro.
"Quando eu cheguei ao comando da escola,
já era o assunto mais importante.
Eu continuei estimulando para que o assunto
mais importante, a ser estudado, fosse a
Amazônia em relação
à ameaça", afirmou.
As idéias do general ainda circulam
no meio militar. Ele deve publicar em breve
artigo sobre ameaça à Amazônia
na revista "Idéias em Destaque"
do Instituto Histórico-Cultural da
Aeronáutica. Em 2006, o general publicou
um artigo na revista da Eceme sobre "vulnerabilidade,
cobiça e ameaça" à
Amazônia. O material foi republicado
na edição de março
e abril na "Military Review",
edição brasileira.
N.R. deste Portal
Compartilham dessa opinião também
os Almirantes Roberto Gama e Silva
e Sergio Tasso Vásquez de
Aquino. Vejam os artigos por eles
assinados neste portal.
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BREVE
NOTA SOBRE O SUBSOLO DE RORAIMA
O subsolo de RORAIMA, estado situado no
setentrião brasileiro e totalmente
encaixado no Hemisfério Norte, é
um bom exemplo para reflexão dos
brasileiros, normalmente descuidados, por
apresentar bom potencial mineral, por enquadrar-se,
quase totalmente, no regime especial da
Faixa de Fronteiras, por acomodar diver-sas
comunidades indígenas e por estar
na mira de numerosas “Organizações
Não Governamentais” estrangeiras.
Cerca de dois terços
do estado assenta-se na grande unidade Pré-cambriana,
conhecida como “Escudo das Guianas”,
outrora parte da Placa Amazônica que
deu origem à América do Sul.
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Ficam fora das áreas cratônicas
(áreas do cristalino), apenas um
trecho situado a nordeste, denominado “Fossa
do Tacutú”, medindo aproximadamente
17 mil quilômetros quadrados no território
brasileiro, e outro segmento distribuído
nas duas margens do
rio Branco, desde a foz até um pouco
a jusante de Caracaraí, cujos 47
mil quilômetros quadrados incluem-se
na sinéclise do Amazonas. Essas duas
áreas, vale esclarecer, exibem
coberturas sedimentares fanerozóicas.
Bem ao norte do estado,
nas latitudes onde começa o Brasil,
despontam as coberturas sedimentares de
plataforma, aqui denominadas como “Grupo
Roraima”, que compõem a seqüência
geomorfológica conhecida como “Planalto
Sedimentar de Roraima”, resultado
dos choques entre as Placas Tectônicas
da América do Sul e da América
do Norte, antes da ligação
feita pelo Istmo do Panamá. O planalto
é notável por exibir altitudes
compreendidas entre 1.000 e 3.000 metros.
O grande bloco contínuo do planalto
forma parte da linha demarcatória
com a Venezuela e a Guiana, incluindo os
montes Roraima, Caburaí, Uailan,
Paracanari e Sol, além do segmento
da serra Pacaraima compreendido entre os
rios Cotingo e Miang. Caminhando para oeste,
junto à fronteira, há vários
testemunhos isolados do Grupo Roraima, como
o são as serras de Tepequém,
Surubaí, Uratanin, Uafaranda, Melo
Nunes e Surucucus.
Os
conglomerados basais do Grupo Roraima são
propícios à prospecção
dos diamantes e do
ouro, os primeiros, com certeza, oriundos
de chaminés kimberlíticas
recobertas pelos sedimentos. Na serra dos
Surucucus foram detectadas fortes anomalias
cintilométricas, indicando a presença
de minerais radioativos, provavelmente o
tório. A ilmenita, um dos minérios
de titânio, também aparece,
com freqüência, nos pláceres
forma-dos pela desagregação
dos conglomerados basais.
Atenção
especial deve ser dispensada aos diamantes
garimpados no estado, quase todo descaminhado
para outras plagas. Note-se, pela relevância,
que desde 1912 são conhecidas as
ocorrências de diamante em Roraima.
Outra presença
importante na geologia roraimense é
a dos corpos graníticos, representados
pelas Serras do Mel, Surucucus e Mapuera.
O Granodiorito Serra do Mel, exposto principalmente
em torno do paralelo 04º N, dos limites
com a Guiana até a Serra de Tepequém,
é um ambiente propício para
as mineralizações sulfetadas,
sobretudo de cobre e molibdênio. Os
corpos graníticos de Surucucus contêm
depósitos de cassiterita, além
da possibilidade de alojarem tantalita,
columbita, wolframita, fluorita, ouro e
topázio, além de minerais
radioativos. O Granito Mapuera, localizado
nas proximidades da divisa com o Amazonas,
é, comprovadamente, um hospedeiro
de cassiterita e de uma série de
outros minerais, inclusive o ítrio.
Também
é importante assinalar, nesta altura,
quando se menciona a presença de
columbita, minério de nióbio,
que a grande reserva desse mineral de liga,
deveras estratégico, não se
localiza em Roraima, mas em terras do Amazonas:
é o Complexo Carbonatítico
dos Seis Lagos, situado a uns 80 quilômetros
a nordeste de São Gabriel da Cachoeira,
antigamente Vaupés ou Uaupés.
Roraima
ainda exibe corpos alcalinos pré-cambrianos,
como o Sienito Surucucus, que são
ambientes potenciais para mineralizações
de titânio, zircônio, nióbio,
tântalo, lítio, cobre, fósforo,
ouro e minerais radioativos.
Os corpos
básicos e ultra-básicos localizados
no estado, como o Diabásio Pedra
Preta e os de Tepequém, apresentam
possibilidades para a prospecção
de cobre, níquel e cromo.
Há ainda, no subsolo roraimense seqüências
vulcânicas ácidas e intermediárias,
como a Formação Surumu. Todavia,
são limitadas as possibilidades metalogenéticas
dessas seqüências, que poderiam
hospedar minérios sulfetados, além
de ouro, prata e galena.
Finalmente,
as áreas cristalinas de Roraima ainda
contam com seqüências metassedimentares-metavulcânicas,
semelhantes àquelas do Grupo Grão
Pará (Carajás) e Vila Nova
(Amapá). É o Grupo Cauarane,
hospedeiro usual de ferro, manganês,
cobre, zinco, chumbo, ouro e prata.
No Mesozóico, houve deposições
na Fossa do Tacutú de seqüências
vulcano-sedimentares, Grupo Rewa, pouco
testado, mas que poderia alojar evaporitos
e óleo, sendo que esta última
possibilidade está praticamente descartada,
depois das pesquisas feitas no outro lado
da fronteira, na Guiana, por diversas empresas
petrolíferas.
Embora o
subsolo de Roraima seja, ainda, pouco pesquisado,
deduz-se do que foi apresentado, que poderá
ele contribuir de modo relevante para o
desenvolvimento do país.
Entretanto,
para isso faz-se necessário modificar
a legislação em vigor, inclusive
a Carta Magna, de modo a impedir que as
multinacionais da mineração
possam dominar o subsolo do estado e o do
próprio país.
Um esforço
muito grande foi desenvolvido por ocasião
da Assembléia Nacional Constituinte,
que aprovou a última Constituição,
para reservar a pesquisa e a lavra do subsolo
para as empresas brasileiras de capital
nacional (empresa brasileira, segundo a
legislação, é toda
aquela inscrita nas Juntas Comerciais, mesmo
que formadas por sócios estrangeiros,
não residentes no país). Infelizmente,
o furacão neoliberal que varreu o
país, sob a batuta do Sociólogo
Fernando Henrique Cardoso, retirou das mãos
dos brasileiros o privilégio, deixando
os bens armazenados no subsolo à
mercê de qualquer empresa de mineração
registrada em Juntas Comerciais.
Isso
é um erro gravíssimo, pois
sendo os minerais bens escassos, não-renováveis
e assimetricamente dispostos no globo terrestre,
a sua exploração deve, obrigatoriamente,
ser reservada para as empresas brasileiras
de capital nacional, de modo a propiciar
um controle mais efetivo sobre os ritmos
e escalas de extração dos
minérios e sobre a destinação
dos mesmos.
TUDO PELA PÁTRIA
Roberto Gama e Silva
Almirante Reformado
Rio de Janeiro, em 30 de maio de 2008.
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*Ernesto Caruso, 11/08/2003
Volta e meia circula
pela Internet um mapa, onde a Amazônia
não é parte do nosso território,
dito como parte de um livro didático norte-americano,
logo a seguir desmentido, de certo modo ridicularizando
tal divulgação. Fazem comentários,
particularmente quanto ao idioma inglês,
mal escrito. Não se sabe se a fonte não
é a mesma, exatamente para enfraquecer
a preocupação dos patriotas quanto
à ambição internacional sobre
a área, plena de recursos naturais e de
vazios demográficos. Não necessariamente
para invadi-la, ocupá-la, se motivo maior
não houver segundo seus critérios
de avaliação, mas para controlá-la,
explorando-a sob o beneplácito de governos
títeres, ou mantê-la como reserva
aos seus interesses.
O mapa posto em
dúvida não é nada diante
do que faz o SOS Mata Atlântica ao estampar
a Bandeira Nacional desfigurada, como motivação,
em busca de um apoio altamente justificado para
sua recuperação e conservação,
no interesse de todos nós brasileiros.
Injustificável mutilação,
a despeito de pretender chamar a atenção
para a questão.
Algumas ações
são aceitas mansamente e outras repudiadas.
Enquanto alguns
sem terra são vistos com bons olhos invadindo
propriedades estabelecidas, na beira de estradas
e do asfalto, outros, desbravadores vão
ocupando na marra sem apoio os vazios demográficos.
Nova Linha de Tordesilhas. Errando, desmatando,
não muito diferente dos irmãos do
norte, nas suas corridas para o oeste, com peles-vermelhas,
epopéias, filmes e dólares nos bolsos.
Deles.
Por isso,
uma Proposta de Emenda Constitucional pela Amazônia
e para o Brasil, a começar pelo
clamor em prol de uma sólida integração,
inserindo um Parágrafo Único no
Art. 12, assim, “O dia 19 de Abril é
considerado o Dia da Nacionalidade, representando
a união das etnias, na Batalha de Guararapes,
em 1648, de índios - os brasileiros primitivos
– negros e brancos.” Ou o “Dia
da Etnia Brasileira”. Reforçando
o Art. 19, III, onde consta a vedação
de “criar distinções
entre brasileiros ou preferências entre
si.”
Outra inclusão,
com o empenho de vivificação da
fronteira ao norte, ampliando o § 2º
do Art. 20, que trata de faixa dos 150 Km, com
os seguintes dizeres, ou outros que melhor traduzam
a necessidade: “Deve merecer prioridade
a faixa correspondente à Região
Amazônica, sem qualquer exceção,
para onde serão destinados efetivos das
Forças Armadas, de acordo com as suas características,
para o estabelecimento e apoio, no mínimo,
de Colônias Militares.” A lei ordinária
poderia, ainda, proporcionar incentivos a médicos,
dentistas e farmacêuticos, formados por
universidades públicas, ou aquinhoados
com crédito educativo, de modo que pudessem
transmitir a outros parte do que receberam, saldando
compromissos com a Nação, associado
ou não ao serviço alternativo.
Por certo,
vão alegar ser uma situação
temporária, imprópria à Constituição,
mas lá vão mais de quinhentos anos
de História, provando o contrário.
Ontem, hoje e sempre, as ações,
declarações e ameaças, estiveram,
estão e estarão presentes. Em cada
época a razão do momento.
*Ernesto Caruso é Coronel Reformado do
EB.
|
| Posição
firme, clara, expressa e oportuna
*Ernesto
Caruso, 14/06/2008
Foi
assim com a questão indígena abordada
pelo Gen Augusto Heleno, Comandante Militar da
Amazônia, posição firme, clara,
expressa e oportuna.
Tanto
deu certo que o governo Lula em simultânea
e hábil orquestração afinada
com a imprensa cativa, tem feito de tudo para
superar a forte e incisiva ação
do Exército, nas palavras daquele oficial-general,
porquanto identificada com o Alto-Comando dirigente
da Força. Exceção feita para
o telejornal da Band, que mantém vivas
a imagem e as palavras daquele líder militar,
exemplo que deve ser seguido, principalmente pelas
entidades militares.
O
dito governo, caracterizado por aberrações
administrativas de toda a ordem e escândalos
sucessivos, nauseantes e repulsivos mesmo, substituiu
a ministra do Meio Ambiente, criou um Plano Amazônia
Sustentável (PAS), teatralizou com índios
e cocares, discursos, palanques e festas, com
reprodução exaustiva e televisiva,
para enfumaçar, esvaziar e retirar da mídia
a reprimenda — não há dúvida
de que o foi e a sociedade assim entendeu —
da cúpula do Exército à caótica
política indigenista, agora, um tanto tardiamente,
trazida a público, pela demarcação
e homologação da reserva de Raposa
Serra do Sol, em Roraima, que já tem quase
a metade do seu território com repetida
destinação. É bom lembrar
esse despautério, verdadeira dilaceração
provocada pela incúria de governos irresponsáveis.
Mas,
as coincidências continuam e a última
foi patrocinada pelos fatos e fotos tristes e
desencontrados do gênero a gaiola das
loucas, mesclando drama, música, imitação,
plumas, transformação e mistério
tão a gosto da platéia anestesiada
pelo tema novelista ou patrulha-balanço-urgente-policia-ladrão.
Deram início pela publicação
na revista Época e depois foi só
aguardar o desdobramento, que veio sem plumas
e brilhos, mas com farda pela metade, sem garbo,
nem pompa, mas com gritos e histeria. O momento
é intrigante. A parada gay, o seminário
com a presença do presidente e senhora,
bandeiras, bonés e arco-íris.
Mais
um palanque político. Próceres do
PT são convocados, como se estivessem na
cochia. Dias e dias alimentando e curtindo o assunto.
Entrevistas com especialistas em direito e direitos
humanos, mais políticos e autoridades civis,
se sucedem para ditar regras ao segmento militar
da sociedade. Claro que o escândalo Variglog
perde espaço, não como o governo
esperaria, pois Câmara e Senado não
fazem outra coisa do que digladiar por CPI escorregadia,
ficando em segundo plano a fragmentação
do país pela partilha indígena-quilombola
e venda de terras a estrangeiros nas barbas desse
alienado parlamento.
Alguém há de perguntar, porque não
há movimento de rua face a esse mar de
esgoto. Muito simples, os movimentos estudantil
e sindical estão no governo e o MST substituiu
o protesto do passado pela invasão no presente,
em grande escala como adestramento militar com
esmerada ação de coordenação
e controle no nível nacional. Exceto para
governadores de outros partidos, como p.ex., da
governadora Yeda Crusius do Rio Grande do Sul,
onde se viu a bandeira da CUT em profusão
nas ruas de Porto Alegre, por conta de um escândalo
local muito menor do que todos os somados por
gente próxima ao presidente da República,
a partir do ex-ministro Dirceu. Não apareceram
bandeiras das entidades contra Lula, mas invasões
até do Congresso, cujas comemorações
não se realizam (é bom levantar
e divulgar a cada ano). Como deve estar dizendo
o espírito de Ulisses Guimarães:
Tenho nojo dessa gente que invade o Congresso.
O caso dos sargentos gays não pode ser
melhor para ser explorado. Além de dar
trabalho à mídia no desvio da atenção
popular sobre os escândalos do governo central,
pretende desqualificar o Exército como
perseguidor das minorias.
Como se sabe, o crime e as transgressões
disciplinares estão previstos nas leis
e regulamentos, a começar pelo Art. 5°,
LXI, da CF/88, assim "ninguém
será preso senão em flagrante delito
ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade
judiciária competente, salvo nos
casos de transgressão militar ou crime
propriamente militar, definidos em lei".
Lá
no Art. 243/CPPM: "Qualquer pessoa
poderá e os militares deverão
prender quem for insubmisso ou desertor,
ou seja encontrado em flagrante delito."
Do Regulamento Disciplinar do Exército
(RDE), Dec nº 4.346/2002, já o assinado
pelo ex-presidente Fernando Henrique, com alterações
do que era tradição, expõe
no Art. 14: “Transgressão
disciplinar é toda ação praticada
pelo militar contrária aos preceitos estatuídos
no ordenamento jurídico pátrio ofensiva
à ética, aos deveres e às
obrigações militares, mesmo na sua
manifestação elementar e simples,
ou, ainda, que afete a honra pessoal,
o pundonor militar e o decoro da classe.”
Assim,
independentemente da acusação do
crime de deserção, o fato de se
assumir um efetivo convívio homossexual
afeta a honra, o pundonor e o decoro da classe.
Fere a coesão, imprescindível elo
nas ações de combate, e solapa o
alicerce da disciplina. Só entende quem
é da caserna. Descoberto um capitão
que anda aliciando soldados, que os coloca na
sua barraca, ou caçando homens pela cidade,
surge uma reação imediata de repulsa
dos tenentes que nem a continência —
sinal de respeito ao superior — querem lhe
prestar, por obrigação regulamentar.
Caco, fragmentação, ruptura que
não pode ser incorporada.
Nem que políticos no afã de auferir
votos, queiram mudar a lei ou fazer média
para livrar os transgressores, os GENERAIS com
letra maiúscula, poderão aceitar.
Nem os CORONÉIS com letra maiúscula
deverão aceitar. Nem os CAPITÃES
com letra maiúscula irão aceitar.
Cumprirão sim, com a obrigação
moral e legal de punir o infrator.
O Art. 32 desse RDE é peremptório:
“Licenciamento e exclusão a bem da
disciplina consistem no afastamento,
ex-officio, do militar das fileiras do Exército,
conforme prescrito no Estatuto dos Militares.
§ 1º O licenciamento a bem da disciplina
será aplicado pelo Comandante do Exército
ou comandante, chefe ou diretor de OM à
praça sem estabilidade assegurada, após
concluída a devida sindicância, quando:
I - a transgressão afete a honra
pessoal, o pundonor militar ou o decoro da classe
e, como repressão imediata, se torne absolutamente
necessário à disciplina;”
Também
não é só o caso dos sargentos.
Circula pela Internet a foto de um major em trajes
sumários na parada gay, juntamente com
a sua foto, fardado com nome e sobrenome; fato
que deveria ser apurado e esclarecido pelas autoridades
militares. A coesão é mais ameaçada
se os comandantes, senhores da ordem, são
poupados e acobertados. Se verdade, | | | |