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Bem Vindo ao Portal da
Sabedoria. |
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Fonoaudiologia |
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DISLALIA
“Dislalias
eram definidas tradicionalmente como transtornos
na articulação da palavra falada.
A dislalia (do grego dys + lalia) é um distúrbio
da fala, caracterizado pela dificuldade em articular
palavras.”
Ana Lúcia
Erthal, Fonoaudióloga clínica
Com as pesquisas mais atualizadas,
os desvios na fala passaram a ser considerados tanto
como alterações fonéticas articulatórias,
quanto de organização fonológica.
A idade de 4 anos é considerada
limítrofe para a aquisição dos
processos finais por falantes do português brasileiro.
Após esta idade a alteração
na fala poderá ser classificada em dislalia tipo
funcional, audiógena ou anatomofuncional e a
criança necessitar a atenção de
um fonoaudiólogo.
A dislalia (do grego dys + lalia) é
um distúrbio da fala, caracterizado pela dificuldade
em articular as palavras.
Basicamente consiste na má pronúncia das
palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando
um fonema por outro ou ainda distorcendo-os.
A falha na emissão das palavras
pode ainda ocorrer em fonemas ou sílabas. Assim
sendo, os sintomas da Dislalia consistem em omissão,
substituição ou deformação
dos fonemas.
De modo geral, a palavra do dislálico é
fluida, embora possa ser até ininteligível,
podendo o desenvolvimento da linguagem ser normal ou
levemente retardado.
Não se observam transtornos no movimento dos
músculos que intervêm na articulação
e emissão da palavra.
Em muitos casos, a pronúncia das vogais e dos
ditongos costuma ser correta, bem como a habilidade
para imitar sons. Diante do paciente dislálico
costuma-se fazer uma pesquisa das condições
físicas dos órgãos necessários
à emissão das palavras, verifica-se a
mobilidade destes órgãos, ou seja, do
palato, lábios e língua, assim como a
audição, tanto sua quantidade como sua
qualidade auditiva.
As Dislalias constituem um grupo numeroso de perturbações
orgânicas ou funcionais da palavra. No primeiro
caso, resultam de malformações ou de alterações
de inervação da língua, da abóbada
palatina e de qualquer outro órgão da
fonação. Encontram-se em casos de malformações
congênitas, tais como o lábio leporino
ou como conseqüência de traumatismos dos
órgãos fonadores.
Por outro lado, certas Dislalias são devidas
a enfermidades do sistema nervoso central.
Quando não se encontra nenhuma alteração
fisica a que possa ser atribuído a Dislalia,
esta é chamada de Dislalia Funcional. Nesses
casos, pensa-se em hereditariedade, imitação
ou alterações emocionais e, entre essas,
nas crianças é comum a Dislalia típica
dos hipercinéticos ou hiperativos. Também
nos deficientes mentais se observa uma Dislalia, às
vezes grave ao ponto da linguagem ser acessível
apenas ao grupo familiar. Até os quatro anos,
os erros na linguagem são normais, mas depois
dessa fase a criança pode ter problemas se continuar
falando errado.
A Dislalia, troca de fonemas (sons das letras), pode
afetar também a escrita.
Um caso clássico característico portador
de dislalia são os personagens Cebolinha da Turma
da Mônica o Hortelino Troca-Letras (Elmer Fudd)
do Looney Tunes, que sempre trocam o "R" (inicial
e intervocálico) por "L", no caso de
Hortelino, o "R" final também é
afetado.
A Dislalia pode não ser um problema de ordem
neurológica, mas de ordem funcional.
O som alterado pode se manifestar de diversas formas,
havendo distorções, sons muito próximos
mas diferentes do real, omissão, ato em que se
deixa de pronunciar algum fonema da palavra, transposições
na ordem de apresentação dos fonemas (trocar
máquina por mánica) e, por fim, acréscimos
de sons.
A dislalia pode interferir no aprendizado da escrita.
A criança omite, faz substituições,
distorções ou acréscimos de sons.
Eis alguns exemplos: omissão: não pronuncia
sons "omei"="tomei";* Substituição:
troca alguns sons por outros "balata"="barata".
Acréscimo: introduz mais um som "Atelântico”="Atlântico".
"O RESPIRADOR ORAL”
A respiração habitual deve ser pelo nariz.
Caso mesma ocorra de forma diferente, ou seja, bucal
(boca) ou buconasal certamente poderá trazer
sérias alterações. A alteração
respiratória pode ser decorrente de alguns fatores
como: * aumento de amígdalas e/ou adenóides,*
flacidez da musculatura facial, * alergias respiratórias,
* desvio de septo, entre outros.
O rosto de uma criança respiradora bucal é
muito característica: boca aberta,* língua
na arcada inferior (como se repousasse no “chão
da boca”) ou entre os dentes,* bochechas com aspecto
de caídas, * olheiras, * flacidez em toda musculatura
da face, * lábios ressecados, * má oclusão
dentária (encaixe inadequado das duas arcadas
dentárias), * palato (“céu da boca”)
estreito ou profundo, entre outros.
O respirador bucal apresenta uma tendência a preferir
alimentos mais macios e moles, utiliza o líquido
junto com os alimentos para amaciá-los engolir.
Isso exige menos força para mastigar e engolir.
Assim é mais rápido e menos cansativo
comer.
A mastigação pode estar alterada sendo
executada com lábios abertos, rápida,
ruidosa e desordenada. É difícil respirar
pela boca quando ela está cheia. Ou mastiga ou
respira.
Outras conseqüências da respiração
bucal podem ser: * rendimento físico escolar
diminuídos pela dificuldade em dormir bem,* crescimento
físico diminuído,* alterações
na postura corpórea, * alterações
de fala, * otites de repetição (infecção
de ouvido),* ronco noturno e excesso de baba no travesseiro.
Se você acha que seu filho ou conhecido pode apresentar
um desses sintomas procure um fonoaudiólogo para
uma avaliação e receber orientações
que poderão esclarecer suas dúvidas. O
trabalho muscular específico se dará através
de exercícios que adequarão a tonicidade
e postura dos órgãos fonoarticulatórios
e as funções de mastigação,
deglutição e fala.
Ana Lúcia Erthal, Fonoaudióloga Clínica
Tel: 9998-4776
analuciaerthal@yahoo.com.br
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A
estreita ligação entre mandíbula
e coluna
Problemas na
articulação da mastigação
podem causar dores na lombar e na cervical e o tratamento
é do corpo todo.
O que a mandíbula
tem a ver com as dores de coluna?
Muita coisa. Disfunções na articulação
têmporo-mandibular (ATM)(1), aquela responsável
pela mastigação, pelo abrir e fechar da
boca, pelo bocejar e o beijar, podem provocar problemas
na lombar, na cervical, no pescoço. E vice-versa.
A razão da ligação tão íntima
entre as duas partes do corpo são as fáscias,
uma película que envolve todos os músculos
do corpo. Elas podem ser o caminho para se descobrir
a causa de dores que atrapalham o dia-a-dia.
As tensões se transmitem passando de
uma estrutura próxima (proximal) para a mais
distante (distal) ao longo de uma cadeia miofascial(2).
É muito freqüente que as mulheres tenham
problemas na ATM, devido ao estresse, à
flexibilidade natural e a fatores hormonais. O tratamento
deve ser integrado a todo corpo e não isolado.
A dor é como se fosse um trilho que percorre
o corpo todo e é por isso que o corpo precisa
ser trabalhado de forma holística, buscando o
reequilíbrio de ossos, músculos de sustentação
e ligamentos.
É importante
também haver um equilíbrio entre dentes
e músculos da mastigação, que formam
a ATM. Os músculos devem trabalhar de
forma coordenada e para isso a oclusão deve estar
equilibrada. A má oclusão pode levar ao
espasmo muscular e a uma disfunção têmporo-mandibular,
comprometendo a articulação. Os músculos
passam a trabalhar de forma desarmônica, desequilibrando
todo o sistema, inclusive o corporal.
A boca não pode ser mais vista exclusivamente
como um aparelho mastigatório, mas como uma estrutura
que participa dos processos respiratório, bioquímico
e emocional.
O sintomas da disfunção de ATM
são: dificuldades de mastigar, estalos
ao abrir e fechar a boca, dor de cabeça, dor
de ouvido, dor no ombro e dor de coluna, diminuição
dos movimentos do pescoço. É preciso fazer
o diagnóstico corretamente para então
liberar as articulações, fortalecer a
musculatura e corrigir a oclusão, se necessário.
Para saber se há problemas na mandíbula,
pode-se fazer testes como abrir a boca e introduzir
três dedos da mão (o normal é que
eles caibam); se não houver abertura suficiente,
a pessoa pode apresentar o problema.; ver se são
feitos movimentos em S quando se abre a boca, o que
não é bom, pois é preciso haver
simetria da boca; verificar se o queixo cai ao bocejar
e se a mastigação é feita de um
lado só.
Outras causas:
Anatomia da articulação, artrose, traumas
(bater com a cabeça ou rosto), ficar muito tempo
de boca aberta (por tratamento dentário ou cirurgia),
roer unha, bruxismo (ranger os dentes à noite).
Vícios de mastigação:
mastigar de um lado só, vícios de mastigar
lápis, canetas, etc., mau hábito de sustentar
o telefone entre o ombro e a orelha, problemas emocionais
e estresse.
Má postura, dormir de bruços,
com o rosto virado.
(1) Articulação
entre o maxilar inferior e os ossos temporais.
(2) envolvendo os músculos e nervos da face.
Ana Lúcia P.Erthal –
Fonoaudióloga clínica. Tel. (21) 9998-4776
analuciaerthal@yahoo.com.br
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Atraso
de linguagem
"Causas e correções"
A pronúncia
da primeira palavra pela criança é um
acontecimento muito esperado pelos pais. Qualquer balbucio
parecido com um "Papai" ou "Mamãe"
já vira motivo de festa na família, que
às vezes nem entende o porquê de tanta
alegria dos adultos. Mas o que fazer quando a primeira
frase ou a fala de uma só palavrinha demoram
a acontecer?
Uma criança começa
a falar palavras soltas entre 1 ano e 1 ano e meio de
vida, mas isso depende da estimulação
oferecida pelo universo em que ela vive. "Crianças
superprotegidas não sentem necessidade de falar,
porque todos fazem tudo para elas antes mesmo de pedirem"
Os pequenos começam pronunciando os fonemas bilabiais
- p, b e m - pois
estes são mais visuais e fáceis de reproduzir,
por meio da união dos lábios.
A partir de 1 ano e meio,
as crianças contam com um vocabulário
de mais ou menos 50 palavras, conseguindo produzir frases
curtas. Construções mais
longas e elaboradas costumam surgir por volta dos 2
anos. Porém, a normalidade
de cada um desses estágios só se mantém
se os pequenos forem orientados e tratados da forma
correta em todos os aspectos de seu desenvolvimento.
"A criança só começa
a produzir alguma fala quando ela está feliz,
limpa, sem fome e confortável."
Caso os pais percebam que o
filho está com dificuldades para falar ou que
já tem mais de 2 anos e ainda não se interessa
pela fala, estes devem levá-lo a um especialista
para que sejam feitos os testes devidos e possíveis
problemas sejam detectados.
É importante
ressaltar que, por trás de um atraso de linguagem,
podem estar problemas psicológicos: falta de
convívio familiar, deficiências auditivas,
distúrbios neurológicos, ausência
de estímulo, respiração bucal,
alimentação pastosa (sem pedaços
de alimentos para exercitar os músculos do rosto),
uso de mamadeira, chupeta ou sucção de
dedo por longo período, má formação
da face (mandíbula), freio da língua curto
e até mesmo otites, que são freqüentes
na infância.
Problemas mais comuns:
Um dos problemas que mais preocupa pai e mãe
no estágio de desenvolvimento da capacidade de
comunicação oral pelos filhos é
a manifestação da gagueira.
Em crianças, a gagueira
é normal até que estas tenham segurança
para falar.
Chamada de disfluência fisiológica, ela
se manifesta entre os 2 anos e meio e os 4 anos e é
considerada aceitável, desde que não esteja
aliada a um bloqueio respiratório ou à
repetição de gestos. As crianças
fazem repetições, pois ainda estão
testando a comunicação e têm dúvidas
sobre a fala, "As famílias que não
aceitam essas repetições acabam criando
um filho gago", por isso, é importante que
os pais tenham paciência e tranqüilidade
ao ouvirem os pequenos gaguejarem. Mas, se a gagueira
fisiológica demora mais de seis meses para passar,
é bom que a criança passe por uma avaliação.
Outro problema
que pode surgir por conta da má
formação ou da falta de harmonia entre
as estruturas da face é o sigmatismo, também
conhecido como ceceio.
Tal distúrbio é caracterizado pela pronúncia
incorreta de alguns fonemas s e g, x e j - devido à
acomodação da língua em diferentes
posições, causando distorções
variadas. "A ponta da língua pode se projetar
anteriormente, entre os dentes, ou lateralmente, onde
as bordas da língua se interpõem, nos
dentes de trás”.
O encurtamento da língua,
o que se caracteriza como língua presa, também
pode levar a alterações na fala.
O freio lingual curto prejudica a fala, a mastigação
e a higiene bucal; por isso, muitas vezes as crianças
portadores desse distúrbio têm que passar
pela frenectomia - cirurgia de retirada do freio - e
depois por uma seqüência de exercícios
miofuncionais, periodicamente, para devolver a mobilidade
da língua.
Há crianças com
insuficiência do véu palatino,
que têm dificuldades para aproximar a língua
do céu da boca na pronúncia de certos
sons, falando incorretamente, o que as classifica como
fanhas. E ainda aquelas com adenóides hipertróficas,
que se caracterizam pela fala nasal, dando sempre a
impressão de que estão gripadas. Crianças
com problemas de adenóide costumam respirar de
boca aberta, babar muito a noite, ter a boca ressecada,
apresentar amidalite constantemente e ter rendimento
físico diminuído.
O ideal para detectar e tratar qualquer um desses problemas
é procurar o acompanhamento de um profissional
qualificado e estar sempre alerta para os sinais de
dificuldade que os filhos podem apresentar.
Orientações:
Não deixar a criança perceber por palavras,
gestos ou ações que os pais estão
preocupados com sua maneira de falar.
Exercitar a coordenação motora da criança
em todos os aspectos: alimentação, brincadeiras,
formas de se vestir, entre outras.
Nunca rotular a criança com características
negativas.
Evitar interromper as frases da criança na metade.
Dar um bom modelo de linguagem.
Não forçar os pequenos a falarem na frente
dos outros ou a usarem palavras que ainda não
fazem parte do vocabulário destes.
Elogiar os filhos e dizer que aprecia suas qualidades.
Não demonstrar pânico ou pressa no momento
em que a criança tem dificuldade para completar
uma frase ou palavra.
Evitar fazer perguntas que exijam respostas longas.
Promover brincadeiras de canto em coro ou de imitar
aquilo que o pai diz.
Mostrar interesse no que a criança diz e não
na forma como ela fala.
Não repetir aquilo que a criança falou
errado, apenas pronunciar a palavra em sua forma correta.
Deixar pequenos pedaços inteiros na comida do
bebê, para que ele crie novos reflexos e movimentos,
que favorecem a mastigação no futuro.
Por volta dos 2 anos da criança, os pais devem
adotar alimentos sólidos como base nas refeições
desta.
Contar histórias e estimular a conversa, pois
os filhos só aprendem a falar ouvindo.
Ana Lúcia Erthal
Fonoaudióloga clínica
Tel. 21 9998-4776
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Intervenção
fonoaudiológica em UTI neonatal
Nas últimas
décadas, os casos de crianças nascidas
prematuramente e que tiveram muitas intercorrências
no período neonatal têm sido constantes
nos consultórios fonoaudiológicos. Além
disso, constituem queixas freqüentes de pediatras
que acompanham estas crianças nos ambulatórios
de *follow up, apresentando dificuldades de linguagem
e aprendizagem.
Apesar deste quadro, a situação
da Fonoaudiologia em clínicas e hospitais ainda
deixa muito a desejar. Em algumas unidades, o trabalho
é realizado em bases de voluntariado, em outras
ele sequer existe.
A alta tecnologia e o grau
de conhecimento das equipes de UTI neonatal garantem
a sobrevivência de recém-nascidos prematuros
extremos e com patologias graves. Neste caso,
é possível observar ainda uma diminuição
de qualidade de vida desses bebês frente aos longos
períodos de internação quando submetidos
a estímulos dolorosos, luminosos e sonoros inadequados.
Para eles, raros são os momentos de prazer, dentre
os quais pode-se incluir o aleitamento materno.
Aleitamento
materno.
As mães precisam ser preparadas já no
período pré-natal, no sentido de receberem
orientação com relação a
estimular a amamentação.
Em se tratando de bebês
prematuros, o recém-nascido pode apresentar dificuldades
nas funções alimentares.
Dificuldades
e procedimentos adequados:
Para estes bebês pode também ser difícil
a realização de vedamento labial e pressões
intraorais adequadas para obter uma sucção
eficaz. O ideal é que seja feita uma avaliação
global para melhor organização do bebê,
facilitando o vínculo afetivo com a mãe,
respostas aos estímulos orais e melhor desempenho
na alimentação por sucção.
Os bebês provenientes de UTI´s neonatais
devem obrigatoriamente ser incluídos em programas
de *follow-up, a fim de que possa ser
dada continuidade ao trabalho iniciado, bem como acompanhar
as possíveis alterações no desenvolvimento
durante os primeiros anos de vida. A atuação
fonoaudiológica é muito importante nesse
momento para a elaboração de um programa
individualizado de estimulação sensório-motora-oral,
através do manuseio (1)peri e intra-orais,
utilizando o dedo mínimo e/ou chupeta ortodôntica
como elementos facilitadores da sucção
não-nutritiva e até mesmo durante o recebimento
do alimento por (2)gavagem.
Pesquisas já comprovaram que
os recém-nascidos de risco se beneficiam dessa
estimulação para restabelecimento do padrão
normal de alimentação. Todo o procedimento
fonoaudiológico se realiza na dependência
do estado de consciência em que o recém-nascido
se encontra no momento da estimulação,
assim como a estabilidade clínica, avaliada junto
à equipe médica.
É importante
a atuação em equipe interdisciplinar
visando à sucção plena e segura,
ao ganho de peso e à conseqüente antecipação
da alta hospitalar.
Ana Lúcia Erthal Fonoaudióloga
clínica.
Tel 21 9998-4776
analuciaherthal@yahoo.com.br
mensageirojornal@uol.com.br.
N.R.
Vedamento labial - ou perfeita oclusão dos lábios
pode ocorrer também em casos de acidente vásculo-cerebral
(derrame ou isquemia) causado pela oxigenação
deficiente da região do cérebro, correspondente.
* follow up - acompanhamento
clinico.
(1) peri e intra-orais - que
ocorrem fora e dentro da boca.
(2) Gavagem
Método de introdução de alimentos
líquidos no estômago através de
um tubo de polivinil colocado pelo nariz ou boca. Usado
para alimentação de recém-nascidos
ou animais de experimentação.
Sonda alimentar nasogástrica, ou bucogástrica
Nota do editor: A movimentada
agenda da Fonoaudióloga Clínica Ana Lucia
Herthal, colaboradora voluntária deste Portal,
a manteve afastada pro- tempore da Coluna de Fonoaudiologia.
Para conciliar a agenda de
viagens com conferências, palestras técnicas
para profissionais de saúde, empresas, entrevistas
em emissoras de televisão, colégios e
universidades devem ser agendadas pelo telefone ( 21)
9998-4776.
Dúvidas de leitores devem
ser enviadas à redação do Portal
www.mensageiro.com.br -
Caixa postal 7055 CEP 20.230-972 - Rio de Janeiro –
RJ ou por E-mail para mensageirojornal@uol.com.br
ou pelo acesso do Portal www.mensageiro@mensageiro.com.br
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MASCAR CHICLETES PROVOCA DANOS À MANDÍBULA
Hábito de mastigar errado causa dores e
diminuição da audição.
Mascar chicletes danifica a articulação
da mandíbula e causa um distúrbio chamado
síndrome da articulação têmporo-mandibular(ATM)
ou doença de Costen. Essa alteração
atinge grande parte da população adulta
no Brasil e causa dor, tonteira, zumbido no ouvido e
diminuição da audição. Além
do hábito de mascar chiclete, outros fatores
de risco para a síndrome são próteses
dentárias mal adaptadas, perda de dentes posteriores,
extração do dente siso e trauma da articulação
têmporo-mandibular.
A mastigação
errada é uma das principais causas da ATM e isso
começa na infância, principalmente em crianças
que mascam muito chiclete.
DISTÚRBIO
PREJUDICA RESPIRAÇÃO
Alguns produtos como os chicletes de bola, são
piores porque além da ATM, causam a mordida aberta.
Esta anomalia provoca distúrbios na voz, na fala
e deficiência respiratória, que se agrava
porque as crianças respiram pela boca.
A ATM começa com sintoma de estalos ao abrir
e fechar a boca. O paciente também se queixa
de zumbidos, diminuição da audição,
dores de cabeça e tonteiras, que muitas vezes
se confundem com labirintite. Muitos pacientes com ATM
terminam passando por vários especialistas sem
obter bons resultados. E ainda correm risco de tratamentos
inadequados, como sonoterapia, uso de medicamentos para
enxaqueca e aparelhos para diminuir o zumbido. Outra
opção que não faz efeito são
as placas de acrílico, chamadas miorrelaxantes.
Elas só pioram o problema. O tratamento deve
ser realizado com aparelhos móveis que produzem
aumento da altura da articulação. Os aparelhos
de ortopedia maxilar podem ser retirados durante as
refeições e corrigem as funções
da cavidade oral. Eles evitam a respiração
pela boca e o ronco.
Ana
Lúcia Erthal é Fonoaudióloga clínica.
Tel: 21 9754 2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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GAGUEIRA
- DICAS DE PREVENÇÃO
*Ana Lucia Erthal
O fenômeno da gagueira inicia-se
a partir da disfluência normal que ocorre em todas
as crianças por volta dos três anos de
idade. A grande maioria das crianças passa tranqüilamente
por esta fase. Mas em alguns a disfluência normal
pode se transformar em gagueira. Não há
uma causa etiológica específica e nenhuma
gagueira é absolutamente igual à outra.
Muitos dos sintomas se manifestam em função
do esforço excessivo do gago em EVITAR a gagueira,
levando a uma fala repleta de falhas de ritmo, pausas
silenciosas, frases incompletas com esforço físico,
alteração na sincronização
entre a respiração e a produção
da fala.
Orientação para a família
e a escola: Não rotule seu filho como gago;
Aceite as falhas ou quebras de ritmo - elas fazem parte
do processo de aquisição da linguagem;
Não peça para a criança não
ter medo de falar ou ficar calma e respirar antes de
falar;
Quando a criança falar, olhe diretamente para
seu rosto. Toda a sua atenção deve estar
voltada para ela;
Observe rotinas com a criança - horários
para comer, dormir, escola;
Evite discussões na frente da criança,
porém não esconda fatos importantes que
possam mudar sua rotina;
Ouça com atenção e paciência
o que seu filho tem a dizer;
Não termine as frases nem o assunto para a criança.
Se a gagueira persistir após os 3anos e meio/4
anos, é importante consultar um Fonoaudiólogo
para detectar precocemente o problema e evitar o agravamento
deste, seja com atuação direta com a criança
ou indireta, acontecendo nesses casos, a orientação
a pais e responsáveis por ela.
Não há nenhuma graça em ser gago
e as caricaturas feitas levianamente sobre esse problema
é um desrespeito para com quem sofre desse distúrbio,
que carrega em si um forte conteúdo emocional.
*Ana Lúcia Erthal é Fonoaudióloga
clínica.
Tel 21 9754 2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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A
GAGUEIRA E SEUS SINTOMAS
*Ana Lúcia Erthal
Muitas teorias tentaram
definir o fenômeno da gagueira
e suas causas. A maioria delas a descreve “um
distúrbio de fluência que geralmente se
inicia na infância, na fase pré-escolar
e predomina no sexo masculino”. Quando ocorre
na fase adulta, está relacionada a alterações
psíquicas ou do Sistema Nervoso Central. Apresenta
aspectos motores, psicolingüísticos, neurológicos
e psicossociais importantes. Não tem uma causa
específica e nenhuma gagueira é absolutamente
igual à outra. Seus sintomas mais comuns são:
pausas silenciosas antes do início da fala, severas
repetições de sons, palavras ou frases,
substituição de palavras, desvio dos olhos
(geralmente para o chão). Há também
muita dificuldade para falar em público, em grupos
e ao telefone.
A gagueira tende a piorar na presença de estranhos
e com pessoas de uma hierarquia mais alta. Por isso,
o gago procura falar o estritamente necessário
fora de seu círculo familiar e de amigos. Muitas
vezes, ele canta bem, pois na música a mensagem
e o ritmo já estão prontos, ele sabe o
quê e como vai falar. Nelson Gonçalves
era gago e foi um dos maiores intérpretes da
música brasileira.
As alterações emocionais caracterizam-se
por conflito entre falar e não falar, medo das
palavras, sentimentos conflitantes, ansiedade, tensão,
irritação, auto-defesa. Manifestam-se
em função do esforço excessivo
do gago em EVITAR a gagueira, levando a uma fala repleta
de falhas de ritmo, pausas silenciosas, frases incompletas
com esforço físico, alteração
na sincronização entre a respiração
e a produção da fala.
A partir da conscientização e do entendimento
sobre o processo da gagueira, o gago pode conhecer-se
e melhorar sua auto-estima. É importante lembrar
que quanto mais precoce for o diagnóstico da
gagueira melhor seu prognóstico. Quando houver
dúvidas, procure sempre o Fonoaudiólogo.
A prevenção sempre é o melhor remédio.
E custa menos.
*Ana Lúcia Erthal é
Fonoaudióloga clínica.
Tel: 21 9754-2992.
analuciaerthal@yahoo.com.br
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Amamentação
reduz risco de infecção do ouvido
De
acordo com recente estudo realizado por pesquisadores
da Universidade do Texas, nos
Estados Unidos, a amamentação protege
crianças que, por pré-disposição
genética, são mais vulneráveis
a infecções crônicas de ouvido.
A pesquisa, publicada no periódico americano
Pediatrics e divulgada em matéria do site Terra,
examinou amostras genéticas de 505 crianças,
60% das quais consideradas suscetíveis à
infecção, seja porque haviam sofrido do
problema antes dos seis meses de vida ou porque haviam
passado por três ou mais episódios da doença
num período de seis meses.
Duas variações genéticas foram
identificadas como indicadoras de risco elevado para
a infecção de ouvido. Em seguida, os cientistas
comprovaram que os efeitos dessas variações,
que levam à produção excessiva
de moléculas envolvidas no processo de inflamação,
podem ser contrabalançados pela amamentação,
que aumenta a resistência do sistema imunológico.
Uma banda especial
O site do Instituto
de Fluência (www.gagueira.org.br)
disponibiliza a tradução da reportagem
sobre a banda de música americana Easy Onset,
que adota o slogan "Legalize a Gagueira".
A banda é formada por quatro integrantes apaixonados
pela Música e com características bem
especiais: todos estudam Fonoaudiologia em universidade
e dois deles gaguejam.
Cantar não é apenas uma ferramenta para
a comunicação dos integrantes da banda:
também representa um meio de conseguir atenção
para um distúrbio geralmente negligenciado.
A expressão "easy onset" pode
ser traduzida como "início fácil"
ou "início suave" e faz alusão
a uma estratégia empregada no tratamento fonoaudiológico
que consiste em, voluntariamente, empregar um grau menor
de força muscular ao iniciar a articulação
de palavras em que a gagueira foi previamente detectada.
Ana Lúcia Erthal é Fonoaudióloga
clínica
analuciaerthal@yahoo.com.br
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A IMPORTÂNCIA
DA DETECÇÃO PRECOCE DA DEFICIÊNCIA
AUDITIVA
A audição é um
dos sentidos mais importantes para a vida humana. É
a chave para a linguagem oral e uma forma de sentir
o mundo. Podemos perceber que sem ela,
o indivíduo perde parte do mundo real, passando
a ter problemas emocionais e sociais.
Qualquer sujeito que não é
exposto à estimulação de linguagem
nos primeiros anos de vida apresentará uma defasagem
em seu desenvolvimento lingüístico . A prevenção
da perda auditiva é uma forma de proteger e impedir
que ela sofra as conseqüências da falta de
estimulação auditiva sobre a função
da linguagem.
Os primeiros anos de vida têm
sido considerados como o período crítico
para o desenvolvimento das habilidades auditivas e de
linguagem. Esse é o período de maior
plasticidade neuronal da via auditiva. Nesse período,
o sistema nervoso auditivo central pode ser modificado
de maneira positiva ou negativa, dependendo da quantidade
e qualidade dos estímulos externos captados.
Além disso, o período de recepção
dos
símbolos lingüísticos auditivos é
um pré-requisito para a formulação
da expressão verbal.
O diagnóstico audiológico realizado durante
o primeiro ano de vida possibilita a intervenção
médica e/ou fonoaudiológica, ainda nesse
período crítico, permitindo um prognóstico
mais favorável em relação ao desenvolvimento
global da criança.
Segundo RUSSO e SANTOS (1994), a deficiência auditiva
pode ser causada por fatores que ocorrem antes, durante
ou após o nascimento, isto é, há
três períodosdurante os quais a deficiência
auditiva pode ocorrer, pré-natal, perinatal,
pós-natal. Há, também, a
classificação das causas da deficiência
auditiva neurossensorial nas crianças em genéticas
e não genéticas, e, por sua vez, se dividem
em congênitas e pós-natais.
Em 1994 o Comitê Americano sobre Perdas Auditivas
(Joint Committe on Infant Hearing), elaborou uma lista
de fatores de risco para a deficiência auditiva
periférica e central para bebês neonatos.
Essa lista consta dos seguintes itens:
Antecedentes familiares de
perda auditiva
neurossensorial hereditária. Consangüinidade
materna.
Infecções congênitas
(rubéoloa, sífilis
citomegalovírus, herpes e toxoplasmose).
Malformações craniofacias
incluindo as do pavilhão auricular e do meato
acústico externo.
Peso de nascimento inferior a 1.500
gr.
Hiperbilirrubinemia - ex:sanguineotransfusão.
Medicação ototóxica
( aminoglicosídos, associação com
diuréticos, agentes quimioterápicos).
Meningite bacteriana.
Apgar de 0 a 4 / 1º minuto ou
0 a 6/ 5º minuto.
Ventilação mecânica.
Síndromes.
Alcoolismo materno ou uso de drogas
pscicotrópicas na
gestação.
Hemorragia ventricular.
Permanência na incubadora por
mais de 7 dias.
Convulsões neonatais.
Otite média recorrente ou persistente
por mais de 3
meses.
Suspeita dos familiares de atraso de
desenvolvimento
de fala, linguagem e audição.
Traumatismo craniano com perda de consciência
ou
fratura craniana.
As crianças consideradas de risco para a deficiência
auditiva devem ser submetidas a uma avaliação
auditiva
no início da vida, como também a um acompanhamento
audiológico Segundo LICHTIG (1997), perdas auditivas
neurossensoriais de grau moderado a severo podem ser
confirmadas em 2,5% a 5% dos recém-nascidos de
alto
risco. As perdas auditivas adquiridas pré e pós-
natal
são responsáveis por 65% dos casos de
surdez.
Além disso, sabemos que, as
alterações decorrentes de
perda auditiva neurossensorial na infância restringem
a experienciação auditiva, causando alterações
no
desenvolvimento auditivo e lingüístico,
já as
alterações com componentes condutivos
de caráter
flutuante, comprometem a habilidade de processar os
estímulos sonoros e as alterações
decorrentes do
comprometimento anatomofuncional do Sistema Nervoso
Central interfere na habilidade de processar os
estímulos acústicos e conseqüentemente
no
desenvolvimento da linguagem.
No Brasil, a deficiência auditiva
tem sido detectada
muito tardiamente, impedindo uma melhor qualidade de
vida para a criança surda. É necessário
uma maior
conscientização por parte dos profissionais,
que
entram em contato primeiramente com o recém-nascido,
para que eles possam auxiliar na detecção
precoce da
deficiência auditiva, fazendo a identificação
dos
bebês de alto risco. Além disso, o fonoaudiológo
é o
profissional capacitado e habilitado dentro dessa
área. Cabe a nós, também, lutarmos
por mais esse
espaço.
Ana Lúcia P. Erthal é
Fonoaudióloga clínica
Tel 21 9754-2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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COM O INVERNO, AUMENTA
INCIDÊNCIA
DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
As
doenças de inverno são aquelas que atacam
principalmente o sistema respiratório, como asma,
gripe e pneumonia.
A estação mais fria do ano começou
oficialmente na última quinta-feira e, com isso,
o setor da saúde espera o aumento da incidência
das chamadas doenças de inverno. O número
de casos de doenças respiratórias chega
a triplicar nessa época do ano.
Entre os fatores que estimulam a manifestação
das doenças, estão a queda da temperatura,
a baixa umidade, o resfriamento do ar, e o contato com
ácaros de roupas guardadas.
É recomendado que as pessoas evitem o acúmulo
de poeira em casa, durmam em local arejado e umedecido
(o uso de recipientes com água no quarto é
uma alternativa), usem agasalhos ao sair ao ar livre.
Pessoas com alergias devem evitar o uso de cobertores
que soltam pêlos e a exposição por
muito tempo em ambientes com ar condicionado. É
também recomendado a lavagem e secagem ao sol
de mantas, cobertores e blusas de lã guardadas
por muito tempo.
O uso de soro fisiológico nos olhos e narinas
pode ajudar a diminuir a irritação. Todo
ano é a mesma coisa; tosse, nariz escorrendo,
febre alta, dores no corpo. Esses são os sintomas
mais freqüentes das gripes, resfriados e de outras
doenças de inverno, ou seja, males que aparecem
com maior agressividade nos meses mais frios do ano.
As doenças de inverno são aquelas
que atacam principalmente o sistema respiratório,
como a asma, gripe, pneumonia, bronquite asmática,
rinite e sinusite. Outra doença bastante comum
nessa época do ano é a conjuntivite.
Essas doenças têm uma incidência
maior durante o inverno devido às mudanças
muito bruscas do clima. Outros fatores que contribuem
para o aparecimento desses problemas são o ar
mais úmido e o aumento da poluição,
o que torna o ambiente mais propício para a proliferação
de vírus e bactérias. Mas, como nem só
os vírus e as bactérias são os
causadores de tais incômodos, vale lembrar que,
durante essa época do ano, as crises de alergia
são bastante comuns, pois o clima úmido
do inverno também ajuda a multiplicação
dos agentes desencadeadores das alergias, como o mofo.
Apesar de as crianças e os idosos serem as vítimas
mais fáceis de contrair qualquer uma dessas enfermidades,
por terem um sistema de defesa mais fraco que os jovens
e adultos, ninguém está livre de pegar
uma doença de inverno. Isso porque, durante os
dias mais frios, as defesas imunológicas do organismo
ficam mais fracas, pois ele gasta mais energia para
manter o corpo aquecido, deixando-o mais vulnerável
às contaminações virais ou bacterianas.
Ana Lúcia P. Erthal é Fonoaudióloga
clínica
Tel:21 9754-2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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PREVENÇÃO
NO PEITO MATERNO
A esmagadora maioria das crianças que respiram
mal (80%), não foram amamentadas no peito materno
ou foram por menos de 6 meses. As alterações
da boca são provocadas ou agravadas pela falta
de aleitamento. O mamilo da mãe é o primeiro
aparelho para corrigir a síndrome do respirador
bucal. A criança tem um impulso neurológico
de sucção, que precisa ser satisfeito.
Em cada 20/30 minutos que mama em cada peito, o bebê
exercita cadeias de músculos decisivas para o
desenvolvimento da estrutura da boca, da face e da mastigação.
Além disso, ele recebe sua primeira lição
de respiração correta. É obrigado
a respirar pelo nariz porque há um verdadeiro
vedamento natural da boca e um posicionamento correto
da língua. Com a mamadeira, a criança
suga o leite em 3 minutos, não fortalece as estruturas
e não aprende a mastigar. Nos dois casos ela
está com o estômago satisfeito, mas em
um, a sucção neurológica não
foi completada e essa criança vai sugar o que
vier pela frente; chupeta, dedo, ponta de lápis
e muito provavelmente roer unhas e outros objetos. Além
do que, amamentar é uma verdadeira troca de amor,
afeto, carinho e a primeira declaração
de amor que a mãe proporciona a seu filho, que
marcará definitivamente as vidas de ambos.
Ana Lúcia P. Erthal é
Fonoaudióloga clínica.
Tel 21 9754-2992.
analuciaerthal@yahoo.com.br
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QUEM
RESPIRA MAL, VIVE MAL
O respirador
bucal tem muitas razões para sofrer e algumas
para temer. Os casos mais graves são sistêmicos,
os que repercutem em todo o organismo, geralmente
durante o sono. Quase sempre ele dorme mal, ronca,
se agita e tem paradas respiratórias.
Durante o dia uma criança pode até respirar
pelo nariz, mas quando deita, o peso da língua
obstrui a passagem do ar e ela se torna uma respiradora
bucal. Com as paradas respiratórias, o sangue
fica sem oxigenação suficiente e tem
que circular mais rápido. Isso pressiona o
coração e o pulmão de tal forma
que pode levar à morte noturna. Em caso de
dúvida, faça um teste para avaliar a
gravidade do sono agitado de seu filho; observe se
a criança tem paradas respiratórias
durante o sono e, em caso positivo, cronometrar o
tempo dessa parada. Até 10 segundos não
há razão para alarme. Acima disso é
preciso tomar um providência imediata porque
a criança corre risco de vida.
REFLEXOS
NA ESCOLA
Problemas com o descanso noturno, complicações
na vida diurna. Os respiradores bucais são pessoas
difíceis. É o adolescente que vai mal
na escola, complicado, rebelde, vê TV e dorme
sentado, na cama dorme mal e no dia seguinte tem de
levantar cedo e prestar atenção nas aulas.
Ele não consegue. Se prestar atenção,
dorme, está sempre exausto. Tudo isso culmina
num aproveitamento escolar geralmente medíocre.
São crianças que não aprofundam
o sono a ponto de permitir o sonho. Não sonhando,
não processam as informações que
receberam na escola. Não processando esses dados,
não conseguem aprender e passam a ter uma deficiência
para o resto da vida. Um erro comum é tentar
solucionar o problema pelo efeito. Não adianta
corrigir o dente, tratar a sinusite, medicar a amígdala
durante a crise e nunca mais pensar nisso. O primeiro
passo é identificar a causa, saber se o que leva
a criança a respirar mal é um problema
alérgico, uma obstrução causada
por adenóide ou amígdala ou uma língua
flácida e mal-posicionada, entre outras causas.
PARA
TIRAR O HÁBITO
E quanto antes se descobrir, melhor. Muitas vezes, um
tratamento corretivo não reverte um padrão
que se tornou habitual. Crianças que já
estão com o palato ogivado, com a articulação
comprometida pelo hábito de respirar pela boca,
podem voltar a respirar pela boca mesmo que já
não tenham obstáculos para respirar pelo
nariz. Não existe cura se o respirador bucal
não recuperar a respiração nasal.
Operam a adenóide da criança e ela fica
com a boca aberta. Corrigem seus dentes com aparelho,
mas ela continua de boca aberta porque falta trabalhar
a musculatura da boca, a posição da língua,
aprender a engolir e a mastigar, retirando os hábitos
nocivos a essas funções. Aí entra
o trabalho do Fonoaudiólogo.
Nos casos mais graves, a saga do respirador bucal passa
quase necessariamente por uma rede de profissionais
até que ele possa recuperar o padrão correto
da respiração. Por mais incômoda
que seja a imagem de uma boca eternamente aberta, o
que realmente importa é que quem respira mal,
vive mal. Corrigido o problema respiratório,
a criança vai ficar mais tranqüila, mais
calma, aprender melhor, se alimentar bem e ser uma criança
mais feliz.
ANA LÚCIA
P.ERTHAL é Fonoaudióloga clínica.
Tel: 21 9754-2992.
analuciaerthal@yahoo.com.br
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ATENÇÃO
AOS SINTOMAS DO
RESPIRADOR BUCAL!
Um ser que vive
sufocado, acuado e que nos casos mais graves precisa
de tratamento interdisciplinar (otorrino, fonoaudiólogo
e ortodontista).
Os respiradores bucais
compartilham características semelhantes:
Impaciência, nervosismo, inquietação,
hiperatividade.
Sono agitado, às vezes com paradas respiratórias
e enurese noturna.
Língua flácida, maior que a cavidade bucal.
Dificuldade de concentração e aprendizado.
Podem ser magros, não comem direito, não
mastigam corretamente.
Têm a boca permanentemente aberta, olhos ligeiramente
inclinados para baixo, face alongada.
Rinites, otites, amigdalites constantes.
Alterações na fala.
Dificuldade para a prática de esportes. Mas a
natação é o ideal para eles.
Queixo pequeno e curto.
Boca sempre ressecada, mau hálito.
Olheiras.
Alterações de postura.
A presença de todos ou alguns sintomas indica
a necessidade de avaliação médica
e/ou fonoaudiológica. É importante observar
as crianças. Às vezes, elas passam a vida
inteira de boca aberta, mas a mãe nem percebe,
já que sempre foi assim e acaba achando que é
natural.
Ana
Lúcia P.Erthal - Fonoaudióloga clínica.
Tel(21)9754-2992.
analuciaerthal@yahoo.com.br
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RESPIRAÇÃO
BUCAL
UM POUCO MAIS SOBRE ESSE PROBLEMA!
Sono agitado, dificuldade
para comer, face estreita e boca sempre aberta; é
o perfil de quem não consegue respirar pelo nariz.
Há pelo menos meia dúzia de razões
que podem levar uma pessoa a respirar pela boca. Rinites
infecciosas, alérgicas e gripais, deformações
do nariz (como desvio de septo), crescimento exagerado
das adenóides e amígdalas, malformações
como queixo quase inexistente ou alterações
provocadas pela síndrome de Down são alguns
dos obstáculos à respiração
nasal. Algumas crianças respiram pela boca por
hipotonia dos músculos, que são flácidos,
inclusive a língua e embora elas não tenham
obstrução, algumas ficam com a boca aberta
o tempo todo. Não adianta mandar o filho comer
de boca fechada e não brincar com a comida no
prato. É uma batalha inglória para a mãe
e injusta para a criança.
A criança fecha a boca e percebe que não
respira. Começa a associar mastigação
com sufocação e, ao mesmo tempo se sente
mal, sabendo que a mãe, a pessoa que mais ama,
está pedindo algo impossível! E ela tem
que achar um jeito de respirar, comer e agradar à
mãe. Complicado, não?
Os problemas de arcada dentária também
estão diretamente relacionados com o padrão
errado de mastigação. Quando se fica o
tempo todo de boca aberta, a língua, um músculo
muito forte, sai do lugar e é capaz de empurrar
os dentes para frente e para os lados. O céu
da boca vai ficando fundo como uma ogiva e a cavidade
bucal se estreita. Aí a pessoa não consegue
mais fechar a boca porque a própria conformação
bucal não permite.
A deformação do palato (céu da
boca) acaba imprimindo uma marca registrada no respirador
bucal; uma face estreita, com boca aberta e um ar meio
abobalhado, com profundas olheiras. Quando a criança
fecha a boca por pressão da família, tende
a levantar a musculatura do lábio inferior e
fazer um vedamento labial com uma curva para baixo,
dando a impressão de que está zangada.
O respirador bucal passa, então, uma mensagem
de mau humor, mesmo que irreal.
Dos dentes para a garganta, para os ouvidos e para o
nariz. Essa é a cadeia de dificuldades que podem
se seguir. É comum crianças maiores terem
problemas de gengivas, pois ao respirarem pela boca,
as gengivas ficam ressecadas. Amigdalites e faringites
são também freqüentes. Quando se
respira pelo nariz, o ar é filtrado e aquecido.
Pela boca entram todas as impurezas e bactérias
que vão se instalar na garganta.
Existem também os problemas agravados pela bronquite
alérgica. A criança corre respirando pela
boca. Aspira um ar mais frio que desencadeia a crise
de bronquite. Tudo isso sem contar que a má função
do nariz vai provocar mais problemas, inclusive na fala.
Se o nariz não funciona, as secreções
se acumulam lá dentro, acabam infectando e produzem
sinusites que, por sua vez, vão afetar os ouvidos,
iniciando um ciclo de otites.
Na próxima matéria,
ATENÇÃO AOS SINTOMAS do respirador bucal.
Ana Lúcia
P. Erthal é Fonoaudióloga clínica.
Atende a crianças, adolescentes e adultos com
distúrbios de voz, fala,
motricidade oral e linguagem.
Tel:9754-2992.
analuciaerthal@yahoo.com.br
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Este artigo
da fonoaudióloga Ana Lúcia Pinto Erthal
é apenas uma introdução sobre a
audição na terceira idade.
Acompanhe a
série.
A DEFICIÊNCIA
AUDITIVA NO IDOSO - PRESBIACUSIA
Parte
I
Comunicar
é compartilhar um conteúdo de informações,
pensamentos, idéias, desejos e
aspirações com quem passamos a ter algo
em comum. A comunicação responde à
necessidade vital do ser humano na busca de novas experiências
e conhecimentos, sendo um ato social fundamental em
nossas vidas.
A comunicação faz-se por meio da linguagem,
que por sua vez, compreende tanto formas de expressão
não-verbal, como expressão facial e corporal,
gestos, risos, choro, quanto verbal, manifestadas pela
fala, que permite a exteriorização do
pensamento e o uso sistemático de palavras. A
linguagem falada é uma atividade complexa e sua
aquisição requer, entre outras coisas,
uma perfeita audição; ouvir a linguagem
por determinado tempo é essencial para prolongar
seu uso. Além disto, a audição
é imprescindível como mecanismo de alerta
e defesa contra o perigo, permitindo localizarmos fontes
sonoras à distância. Portanto, a manutenção
da comunicação verbal depende, dentre
outros fatores, do bom funcionamento da audição
e é imprescindível cuidar dos ouvidos
para manter íntegro este sistema estruturado
e único da espécie humana - a linguagem
falada. "O que é envelhecer? Ninguém
envelhece meramente porque viveu um certo número
de anos. Pessoas envelhecem quando desistem de seus
ideais. No fundo do coração há
uma câmara de recordações e quanto
mais mensagens de beleza, esperança, alegria
e coragem nela existirem, tanto mais jovem você
será. Quando as mensagens forem de tristeza e
o coração estiver coberto pela neve do
pessimismo e pelo gelo do cinismo, então, só
então, você terá envelhecido."
(fonte desconhecida).
A DEFICIÊNCIA AUDITIVA NO IDOSO – PRESBIACUSIA.
O ouvido possui um isolamento acústico especial
que atenua os sons provenientes do próprio corpo,
inclusive o da voz do indivíduo. Nossas orelhas
escondem estruturas muito delicadas e com perfeito funcionamento.
Entre todos os órgãos do corpo, poucos
fazem tanto em tão pouco espaço; ele adapta-se
às fortes intensidades de motores e sirenes,
distingue que instrumento musical está sendo
tocado dentro de uma orquestra, isola o barulho da festa
para escutar uma voz amiga e está em constante
estado de vigília, sem contudo evitar que adormeçamos
em meio a ambientes ruidosos, despertando-nos ao som
do mais fraco alarme de um relógio despertador.
Desde o batimento cardíaco de nossas mães
quando em vida intra-uterina, o movimento das folhas
das árvores com o vento até o decolar
de um avião, nada passa despercebido por este
órgão, tão fundamental e vigilante.
Funcionando em conjunto, as estruturas do ouvido externo,
médio e interno executam atos de espantoso alcance,
discriminando cerca de 400.000 sons, desempenhando papéis
vitais para o se humano, tanto relacionados à
sua locomoção e manutenção
do equilíbrio estático e dinâmico,
quanto localizando a direção e a distância
de fontes sonoras, funcionando como importante mecanismo
de alerta e defesa. Porém, acima de tudo, possibilitam
a aquisição e o desenvolvimento de um
sistema simbólico estruturado, que nos diferencia
de outras espécies animais; a LINGUAGEM VERBAL
(Russo, 1993)."No momento em que a primeira palavra
é pronunciada pela criança, são
atingidos aproximadamente 60% dos valores de maturação
do adulto; um mundo de experiências auditivas
ocorreu e nada do que ela faça depois disto será
tão importante e complexo como o que precedeu
esta primeira emissão. "(LENNEBERG).
Ana
Lúcia Pinto Erthal
Fonoaudilóloa
Tel (21) 9754-2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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A
DEFICIÊNCIA AUDITIVA NO IDOSO - PRESBIACUSIA
Parte 2
Com o
passar dos anos, nossos ouvidos sofrem os efeitos do
envelhecimento, levando à presbiacusia - decréscimo
fisiológico da audição com a idade,
ocasionada, principalmente, pela interação
dos seguintes fatores: ruído ambiental, alimentação,
medicamentos, tensão diária e predisposição
genética.
Na presbiacusia ocorrem alterações degenerativas
no sistema auditivo como um todo. A perda auditiva é
mais acentuada para as altas freqüências
(agudos) o que afeta predominantemente a compreensão
da fala. A deficiência auditiva é uma das
condições mais incapacitantes, limitando
ou impedindo o seu portador de desempenhar plenamente
seu papel na sociedade. Ser portador de uma deficiência
auditiva adquirida é algo que vai muito além
do fato do indivíduo não ser capaz de
ouvir bem.
Alterações de Orelha Externa no Idoso
Aumento do tamanho do meato acústico externo.
Diminuição da elasticidade da pele e tonicidade
muscular.
Diminuição da sensibilidade tátil
e dolorosa.
Aumento da produção de cerume.
Alterações
de Orelha Interna no Idoso
Atrofia do órgão de Corti, perda de células
ciliadas e de sustentação.
Perda de fibras nervosas do VIII par craniano.
Atrofia da estria vascular e desequilíbrio bioeletroquímico.
Alterações da membrana basilar e do movimento
do ducto coclear.
A incapacidade auditiva refere-se a qualquer restrição
ou falta de habilidade para desempenhar uma atividade
dentro de uma faixa considerada normal para o ser humano,
principalmente relacionada aos problemas auditivos experimentados
pelo indivíduo com referência à
percepção da fala em ambientes ruidosos:
TV, rádio, cinema, teatro, igrejas, sinais sonoros
de alerta, músicas e sons ambientais.
Já a desvantagem relacionada aos aspectos não-auditivos,
resultantes da deficiência e da incapacidade auditivas,
os quais limitam ou impedem o indivíduo de desempenhar
adequadamente suas atividades de vida diária
e comprometem suas relações na família,
no trabalho e na sociedade. Esta desvantagem é
grandemente influenciada por idade, sexo, e pelos fatores
psicossociais, culturais e ambientais.
A fim de que possamos apreciar a maravilha do mundo
sonoro que nos cerca e manter íntegro o sistema
de comunicação por meio da linguagem falada,
desenvolvido primordialmente pela audição,
é essencial cuidarmos dos ouvidos.
Na próxima parte, trataremos sobre alguns cuidados
especiais para protegê-los e evitar maiores prejuízos
à audiç&atil | | | |