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Bem Vindo ao Portal da
Sabedoria. |
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Fonoaudiologia |
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Perda da Audição pode ser evitada
Os artigos enviados pela fonoaudióloga clínica
Ana Lúcia Erthal servem de alerta.
Vuvuzela pode
causar perda de audição
Os jogadores e torcedores que vão
para a Copa do Mundo na África devem colocar
um item extra na mala: protetores auriculares. Segundo
estudo realizado por pesquisadores das universidades
de Pretória (África do Sul) e da Flórida
(EUA), as vuvuzelas usadas pelos torcedores sul-africanos
podem causar perda permanente de audição.
O estudo foi realizado em um estádio de 30 mil
lugares. Antes da partida, válida pelo campeonato
sul-africano, 11 torcedores entraram para ver o jogo
usando um aparelho que pode medir a exposição
ao som de cada pessoa, sendo que quatro deles receberam
vuvuzelas para usar à vontade. Os equipamentos
revelaram que a média de exposição
dos participantes ao som foi de 100,5 decibéis,
sendo que oito deles tiveram médias acima dos
140 decibéis e o “campeão”
ficou com 144,5 decibéis. Para os médicos
De Wet Swanepoel, da Universidade de Pretória,
e James Hall, da Universidade da Flórida, responsáveis
pelo estudo, essa exposição é preocupante,
porque a legislação sul-africana não
permite que um trabalhador comum esteja exposto a uma
função na qual ouve sons acima de 85 decibéis.
A partir dessa margem, já existe um perigo de
perda de audição, que varia dependendo
da potência e do período de exposição.
Como a escala usada para a medição é
logarítmica, a cada três decibéis,
o risco de perda auditiva dobra. Sem contar que, nos
jogos da Copa, são esperados 90 mil torcedores.
Leia a íntegra da matéria publicada na
Revista ÈPOCA.
(Fonte: Revista Época, abril de 2010) Época
aqui.
Aspirina, paracetamol
e antiinflamatórios podem levar
a dano auditivo
Pesquisadores norte-americanos realizaram
estudo que demonstrou que o uso regular de aspirina,
paracetamol e drogas antiinflamatórias não
esteroidais aumenta o risco de perda auditiva nos homens,
particularmente nos mais jovens, abaixo dos 60 anos.
O trabalho foi publicado este ano no "American
Journal of Medicine", e foi realizado por pesquisadores
das universidades Harvard e Vanderbilt, do Brigham and
Women's Hospital e da Massachusetts Eye and Ear Infirmary,
em Boston, que acompanharam 26 mil homens por 18 anos.
Leia reportagem sobre o tema aqui.
(Fonte: Folha de S. Paulo e Jornal do Brasil, de março
de 2010)
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Disfagia: um assunto difícil
de engolir
*Ana Lúcia Erthal
A deglutição
é uma função reflexa presente no
ser humano desde o período fetal, por volta da
décima segunda semana de gestação,
quando o tronco encefálico completa sua formação.
Por ser uma função neurovegetativa, é
essencial o controle neuromotor sob as estruturas responsáveis
por esse mecanismo.
No processo normal de deglutição
o alimento é triturado na cavidade oral, o reflexo
é disparado e o bolo é carregado para
a faringe, esôfago até a chegada ao estômago,
levando cerca de dez segundos para que se complete esse
ciclo. Associados a esse mecanismo, temos os reflexos
de proteção que são o palatal,
o vômito e a tosse, que impedem as aspirações
e, conseqüentemente, a pneumonia.
Qualquer alteração em
uma dessas fases por distúrbios neurológicos,
gastroenterológicos, câncer de cabeça
e de pescoço ou até por envelhecimento
natural, ocasionará a chamada disfagia.
A lentidão na deglutição;
a dificuldade no controle da língua na alimentação
em geral; o aparecimento repentino ou a persistência
de reflexo patológico, como de mordida, procura,
sucção, mastigação (em idades
incompatíveis); a diminuição da
movimentação das estruturas envolvidas
na alimentação; a tosse frequente durante
a ingestão de qualquer tipo de alimento ou líquido,
e até de saliva; a apnéia (falta de ar)
e a presença de resíduos do que foi ingerido
na cavidade nasal, são aspectos dificultadores
do processo da deglutição. A deglutição
acontece de forma imprecisa e/ou lenta para líquidos,
pastoso sólido ou para ambos.
A "disfagia é a dificuldade
de coordenação dos movimentos de deglutição,
que afeta crianças e adultos, podendo ser congênita
ou adquirida".
Na presença de alguns desses
sintomas, a medida mais segura é procurar um
gastroenterologista para que este possa realizar exames
específicos e encaminhar ao fonoaudiólogo
caso se faça necessário.
Ana Lúcia Erthal é Fonoaudióloga
clínica e atende com hora marcada do bebê
ao idoso em domicílio e nos consultórios.
Avaliação, Prevenção, Terapia
e Consultoria Escolar.
Distúrbios de voz, fala, linguagem e motricidade
orofacial.
Tel: (21) 9998-4776
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Corrigindo deficiências
da fala e da escrita
*Ana Lúcia Erthal
Há não muito tempo, pessoas
que sofriam de gagueira não tinham esperança
de tratamento. Qualquer que fosse a origem dos distúrbios
da fala - a gagueira é apenas um deles - o portador
deste tipo de problema estaria condenado a falar “diferente”
pelo resto da vida. Com o avanço dos estudos
científicos na área da fonoaudiologia,
os distúrbios da voz, da fala e da linguagem
passaram a ser tratáveis e curáveis.
O tratamento fonoaudiólogico
tem como objetivo ajudar a superar estas dificuldades
tornando o indivíduo apto a utilizar e desenvolver
suas potencialidades.
As patologias que necessitam de atendimento
fonoaudiológico são basicamente sequelas
de lesões cerebrais, como por exemplo AVC, nas
áreas da linguagem, incapacitando a pessoa de
expressar seu pensamento; quando ocorre atraso no processo
de aquisição de linguagem; no atendimento
ao deficiente auditivo; nos casos de alterações
da deglutição; nas dificuldades de fala
por distúrbios dos músculos fonatórios;
na perda ou enfraquecimento das imagens mentais; nos
distúrbios do ritmo da fala; nas alterações
da voz; nas dificuldades de leitura e escrita, e problemas
articulatórios.
Os atendimentos fonoaudiológicos
devem ser iniciados quando a mãe percebe que
a criança apresenta dificuldades de se expressar
corretamente.
A idade escolar coloca em evidência
alguns destes problemas. Mas desde que a criança
inicia a fala os pais devem observá-la e dar
o padrão correto, ao invés de achar “engraçadinho”
e incentivá-la a falar de forma distorcida, repetindo
as palavras da mesma forma errada com que elas são
ditas pela criança.
*Ana Lúcia Erthal é Fonoaudióloga
clínica e atende com hora marcada do bebê
ao idoso em domicílio e nos consultórios.
Avaliação, Prevenção, Terapia
e Consultoria Escolar.
Distúrbios de voz, fala, linguagem e motricidade
orofacial.
Tel:(21) 9998-4776
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Identificando
distúrbios psicomotores na infância
*Ana Lúcia Erthal
No mundo atual há
uma grande incidência de crianças e adolescentes
com distúrbios psicomotores, aparentemente normais,
aos olhos dos pais e responsáveis: apresentam
dificuldades na leitura, na escrita, no cálculo
e na fala, falhas em imagem e esquema corporais (conhecimento
e representação do próprio corpo),
noção e posição espaciais
(dentro/fora; acima/abaixo; atrás/na frente,
etc) orientação tempero-espacial (antes/depois;
manhã/tarde/noite; ontem/hoje/amanhã),
lateralidade (domínio direita/esquerda), direcionalidade
(para o lado/para a frente/para atrás, etc.);
atenção e memória (auditiva e visual);
equilíbrio (estático e dinâmico)
e coordenação motora (ampla e fina).
Sinais precoces
mostram necessidade de tratamento
Alguns desses distúrbios podem ser evidenciados
precocemente. Por exemplo: crianças que não
se fixam em nenhuma atividade, não levam tarefas
a sério; apresentam atividade muscular agitada,
mesmo durante o sono; a inteligência, em alguns
casos, fica prejudicada devido à dispersão
e ansiedade; suas funções motoras, tais
como pular corda, amarelinha, jogar bola, etc., são
defasadas; se isolam com freqüência; possuem
alterações circulatórias, glandulares
(ou são muito gordas ou são muito magras)
e de pele (escamações, vermelhidão,
etc); caem com muita freqüência, apresentam
inabilidade manual; apresentam grande dificuldade para
realizar atividades do cotidiano; são, em certos
casos, agressivas e impulsivas; destroem os brinquedos
e não conseguem se relacionar com outras crianças,
agredindo-as ou empurrando-as; fazem crises de "birra"
ao serem impelidas a enfrenta situações
diferentes; a letra é ilegível, às
vezes, as folhas do caderno são sujas e amassadas;
são chamadas de "preguiçosas"
e desinteressadas, pois apresentam lentidão para
realizar tarefas escolares, como copiar do quadro-de-giz
para o caderno; sentem muito sono; com isso se fatigam
facilmente.
Enfim, muitas vezes
esses distúrbios psicomotores são evidenciados
no início da escolaridade, porém os pais
devem ficar atentos aos outros sinais perfeitamente
perceptíveis antes do início da escolaridade.
Eles poderão se tornar a causa de problemas da
aprendizagem seriíssimos.
Importância
das interdisciplinaride
Ao observar um ou mais desses sinais, é hora
de consultar, imediatamente, profissionais especializados
(fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicomotricistas,
etc.), lembrando que essas crianças não
podem ser rotuladas de doentes, "coitadinhas"
ou "atrasadas, mas, sim, necessitam ser motivadas,
encorajadas e, principalmente, amadas pelas suas famílias.
*Ana Lúcia Erthal é
Fonoaudióloga Clínica.
Tel: 9998-4776
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Colaboração de Ana Lucia Erthal,
fonoaudióloga
A PALAVRA
A palavra é indubitavelmente
um dos fatores determinantes
no destino das criaturas.
Ponderada – favorece o juízo.
Leviana – descortina a imprudência.
Alegre – espalha otimismo.
Triste – semeia desânimo.
Generosa – abre caminhos à elevação.
Maledicente – cava despenhadeiros.
Gentil – provoca o reconhecimento.
Atrevida – traz a perturbação.
Serena – produz calma.
Fervorosa – impõe a confiança.
Descrente – invoca a frieza.
Bondosa – ajuda sempre.
Cruel – fere implacável.
Sábia – ensina.
Ignorante – complica.
Nobre – tece o respeito.
Sarcástica – improvisa o desprezo.
Educada – auxilia a todos.
Inconsciente – gera amargura.
Por isso mesmo, exortava Jesus:
“Não procures o argueiro nos olhos de teu
irmão, quando trazes uma trave nos teus”.
A palavra é a bússola de nossa alma, onde
estivermos.
Conduzamo-la na romagem do mundo para a orientação
do Senhor, porque, em verdade, ela é a força
que nos abre as portas do coração às
fontes luminosas da vida ou às correntes da morte.
Pelo Espírito André Luiz - Do livro: Endereços
da Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier
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Distúrbios
de Aprendizagem
De acordo com
a definição do National Joint Committee
of Learning Disabilities (NJCLD, 1988), Dificuldades
de Aprendizagem é um termo geral que se refere
a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas
por dificuldades significativas na aquisicão
e utilização da compreensão auditiva,
da fala, da leitura, da escrita e do raciocínio
matemático.
O ponto mais importante
a ser ressaltado é que a criança com dificuldades
de aprendizagem não é uma criança
deficiente. A criança com dificuldades de aprendizagem
é normal, e apenas aprende de uma forma diferente;
apresenta uma discrepância entre o potencial atual
e o potencial esperado. Não apresenta deficiência
mental, pois possui um potencial normal que não
é realizado em termos de aproveitamento escolar.
Tomando como exemplo
de dificuldade de aprendizagem a Dislexia, Rabinovitch
(1960), um dos primeiros investigadores a integrar aspectos
neuropsiquiátricos no conceito desta patologia.
Este autor propõe que o perfil da criança
disléxica pode ser provocada por:
Aspecto emocional :
a capacidade está intacta, mas afetada por influência
externa negativa;
Lesão cerebral
: a capacidade de aprendizagem encontra-se afetada,
devido a uma lesão cerebral manifestada por deficiências
neurológicas (e não mentais) evidentes;
verdadeira dificuldade de leitura: a capacidade de aprendizagem
da leitura está afetada, sem nenhuma lesão
cerebral detectada nos exames neurológicos.
De acordo com os estudos
do autor sobre a Dislexia (um exemplo de dificuldade
de aprendizagem), podemos verificar que uma criança
com esta patologia não é portadora de
deficiência, e sim uma criança que apresenta
uma dificuldade específica.
As dificuldades de aprendizagem
se manifestam quando o processo de aprendizagem não
ocorre conforme o esperado, podendo se manifestar através
de vários sintomas.
Podemos observar que
numa criança que apresenta dificuldade de aprendizagem,
existem sintomas que estão sempre presentes:
as falhas de percepção visual e/ou auditiva.
O processo perceptivo
complexo depende dos sistemas sensórios e também
do cérebro. Os sistemas sensórios detectam
as informações, convertem esta informação
em impulsos nervosos, processam parte dela e mandam
a maior parte para o cérebro via fibras nervosas.
O cérebro irá desempenhar o papel mais
importante no processamento dos dados sensoriais.
Portanto, a percepção
depende de quatro operações:
Detecção
> Transdução (conversão) >
Transmissão > Processamento da informação
A maior parte do processo
de informação sensorial realiza-se nas
diferentes regiões do córtex cerebral.
Na percepção visual, por exemplo, o homem
utiliza várias estratégias de processamento
para interpretar a informação visual dos
objetos, dentre elas: a constância, a figura-fundo,
o agrupamento.
Quando a criança
com dificuldade de aprendizagem apresenta falhas na
percepção visual, ela pode comprometer
estes itens todos ou uma parte deles. E assim também
ocorre com a percepção auditiva.
O fonoaudiólogo
deve saber realizar avaliações muito criteriosas
para fazer a triagem de uma criança com queixa
de dificuldades de aprendizagem.
Segundo McCarthy (1974),
as crianças com dificuldade de aprendizagem apresentam
um conjunto de condutas que se desviam em relação
à população de crianças
que não apresentam tais dificuldades. O autor
enumera mais de 100 comportamentos específicos,
porém os 10 mais freqüentes são os
seguintes:
Hiperatividade;
Problemas psicomotores;
Labillidade emocional;
Problemas gerais de orientação;
Desordens de atenção;
Impulsividade;
Desordens na memória e no raciocínio;
Dificuldades específicas de aprendizagem:
Dislexia (distúrbio grave da leitura devido à
imaturidade e à disfunção neuropsicológica);
Disgrafia (dificuldade no ato motor da escrita);
Disortografia (troca de grafemas) e Discalculia (dificuldade
para aprendizagem de noções da matemática,
que inclui: quantidade, dimensão, ordem, relações,
tamanho, espaço, forma, distância e tempo);
Problemas de audição e da fala;
Sinais neurológicos ligeiros e equívocos
e irregularidades no eletro-encefalograma.
A criança com
dificuldade de aprendizagem apresenta inteligência
normal, adequada recepção sensorial e
comportamento motor e sócio-emocional adequado.
Possui sinais difusos de ordem neurológica, provocados
por fatores ainda hoje pouco claros, mas podendo incluir
índices psico-fisiológicos, variações
genéticas, irregularidades bioquímicas,
lesões cerebrais mínimas, alergias, doenças,
etc., que interferem no desenvolvimento e na maturação
do sistema nervoso central. Se acrescentarmos a esses
dados aspectos emocionais, afetivos, pedagógicos
e sociais inadequados, o quadro torna-se mais complexo.
Bannatyne (1971) apresentou
numa visão global e diferenciada as principais
características da criança com dificuldade
de aprendizagem (ou da criança disléxica),
salientando que nem todas as características
obrigatoriamente necessitam estar presentes para se
identificar o problema:
Problema de discriminação
auditiva de vogais;
Inadequada seqüência fonema-grafema;
Fraca associação auditiva e pobre complemento
auditivo;
Problemas de linguagem falada;
Problemas de maturação na funções
da linguagem;
Alguma eficiência visuoespacial;
Problemas de lateralidade;
Inversão de imagens e de letras;
Inconstância configuracional e direcional;
Dificuldades em associar fatores verbais e conceitos
direcionais;
Dificuldades no ditado (integração auditivo-visual-motora);
Fraco autoconceito.
Muitas vezes, a escola
adota um critério seletivo e de rendimento que
pode influenciar e reforçar a inadaptação
escolar, culminando muitas vezes, mais tarde, no atraso
mental, na delinqüência ou em sociopatias
múltiplas.
Vamos determinar o que
não é uma criança ou um jovem com
dificuldades de aprendizagem, utilizando um diagnóstico
por exclusão. A criança ou jovem com este
problema:
Não aprende normalmente;
Não tem deficiências sensoriais (visuais
ou auditivas). O que ocorre muitas vezes é uma
falha no processo de percepção e discriminação
(perceber e discriminar visualmente e/ou auditivamente);
Não tem deficiência mental;
Não tem distúrbios emocionais graves;
Não emergiu de um contexto de privação
ambiental ou sócio-cultural.
A importância da identificação precoce:
Na prática, a identificação precoce
dos distúrbios de aprendizagem, se faz de modo
a evitar os problemas que tendem a se complicar com
a evolução escolar.
Esses pequenos problemas
costumam surgir na idade pré-escolar, onde geralmente
são identificados pelos professores. A pré-escola
é o período mais adequado para a identificação
das dificuldades de aprendizagem, pois assim, podemos
garantir uma intervenção preventiva nos
seguintes parâmetros de desenvolvimento: Linguagem;
Psicomotricidade; Percepção auditiva e
visual; Comportamento emocional.
A identificação
não é um diagnóstico, mas sim um
processo de despistagem e rastreio, voltando a atenção
para as necessidades educacionais específicas
das crianças. A identificação precoce
dos problemas deve levar em consideração
vários fatores, conforme exemplo a seguir: Compreensão
auditiva: compreensão do significado das palavras;
discriminação de pares de palavras; discriminação
de frases absurdas; compreensão de histórias
lidas; compreensão dos diálogos realizados
dentro da classe; memória de curto termo (palavras
e frases); retenção da informação
e execução de instruções
verbais, etc.
Linguagem:
vocabulário; organização gramatical;
formulação de idéias (fluência);
contar histórias; relatar fatos e experiências
e acontecimentos; descrição de figuras
e ilustrações; explicação
e fundamentação de opiniões; qualidade
e entonação da fala; reprodução
de canções, rimas, etc.
Percepção
visual: discriminação, identificação,
complemento (gestalt), memória; coordenação
visuomotora; figura-fundo; constância de forma;
posição e relação de espaço;
escrutínio visual; etc.
Orientação:
orientação espacial; apreciação
das relações; lateralidade em si e nos
outros; direcionalidade; ritmo; apreciação
do tempo; etc.
Psicomotricidade:
equilíbrio; imagem corporal; imitação
de gestos; desenho do corpo; agilidade; motricidade
fina; manipulação de objetos; etc.
Criatividade: espontaneidade;
curiosidade; exploração; dramatização;
modelação; pintura; desenho; invenção;
imaginação; grafismo; etc.
Comportamento
social: cooperação com outras
crianças e com adultos; atenção;
organização; auto-suficiência; atividade
lúdica; responsabilidade; cumprimento de tarefas;
etc.
A intervenção
fonoaudiológica se faz mais eficiente quanto
mais cedo for colocada em prática. É importante
lembrar que a intervenção é conseqüência
de uma identificação dos sinais que funcionam
como alerta para alguma coisa de "errado"
que está acontecendo com a criança.
Bibliografia
FONSECA, Vítor da; Dificuldades de Aprendizagem.
Porto Alegre, Editora Artes Médicas, 1995.
ANA LÚCIA ERTHAL - FONOAUDIÓLOGA CLÍNICA
AVALIAÇÃO, PREVENÇÃO, TRATAMENTO
E CONSULTORIA ESCOLAR. DA CRIANÇA AO IDOSO. TEL:(21)
9998-4776
analuciaerthal@yahoo.com.br
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BICOS ARTIFICIAIS
Não usá-los é
uma questão de Qualidade de Vida!
Ana
Lucia Erthal, fonoaudióloga clínica
Se pretendemos que nossas
crianças tenham Qualidade de Vida na amplitude
que se pode desejar, deveríamos conhecer um pouco
mais sobre aleitamento materno e o quanto as chupetas
e mamadeiras são prejudiciais para nossas crianças.
Em um país onde a taxa de mortalidade é
ainda elevada, a amamentação salva vidas.
A importância
do aleitamento materno tem sido abordada principalmente
no que diz respeito ao desenvolvimento da criança
nos aspectos nutricionais, imunológicos e psicossociais.
Freqüentemente esta divulgação é
realizada por pediatras, obstetras, enfermeiros, psicólogos
e até mesmo por órgãos mundiais
ligados à saúde como a UNICEF e a Organização
Mundial de Saúde.
O Fonoaudiólogo,
por sua vez, também vem atuando nos hospitais,
creches e postos de saúde, enfatizando a importância
do aleitamento materno no crescimento/desensolvimento
crânio-facial a nível ósseo, muscular
e funcional e, inclusive, no início do desenvolvimento
da linguagem. Uma das razões desta inserção
de trabalho é a grande demanda, que chega aos
consultórios e postos de saúde, constituída
de crianças com uma desorganização
miofuncional dos órgãos fono-articulatórios,
principalmente pelo uso de bicos artificiais.
São dez os passos
para garantir o sucesso do aleitamento materno. O nono
é explícito: "não dar bicos
artificiais ou chupetas a crianças amamentadas
ao seio". O aviso é divulgado há
mais de duas décadas. Mesmo assim, o uso desses
produtos é bastante comum e chega a ser visto,
por alguns, como sinônimo de saúde. Mas
não é. Mamadeiras e chupetas são
responsáveis pelo desmame precoce dos bebês.
Isso é perigoso em qualquer idade, mas especialmente,
até os seis meses de vida.
O uso de bicos artificiais
leva ao fenômeno "confusão de bicos",
uma forma errônea do recém nascido posicionar
a língua e sugar o seio, levando-o ao desmame
precoce. O recém-nascido nasce com o reflexo
de sugar e deglutir que permite, quando bem posicionado
por sua mãe, uma pega correta no seio, ou seja,
envolvendo o mamilo e a aréola.
Ao substituir o aleitamento
materno por outros alimentos em mamadeiras, os bebês
correm 14 vezes mais risco de morrer do que os que são
amamentados. Isso porque eles deixam de receber a defesa
natural do leite materno e ficam mais expostos às
bactérias que se acumulam na mamadeira. Com o
uso das chupetas, corre-se o mesmo risco, pois os recém
nascidos que usam chupetas, geralmente sofrem de Monilíase
Oral (sapinho).
É importante
colocar que existem, sim, casos em que os bicos artificiais
precisam ser indicados. Nestes casos, a indicação
do bico deve ser feita pela equipe interdisciplinar
que trabalha junto ao bebê, nunca por um só
profissional. E o Fonoaudiólogo é o profissional
mais adequado para que a introdução do
bico artificial seja feita corretamente. Além
disso, precisa estar anotado no prontuário a
justificativa para essa indicação.
O
PERIGO DAS MAMADEIRAS
São facilmente contaminadas por bactérias,
por serem difíceis de lavar. Especialmente na
área entre o bico e a garrafa, em que essas duas
partes são atarrachadas. Em bebês de até
6 meses, o uso de mamadeiras com água, chá
ou suco pode causar enormes danos à saúde.
Esses alimentos substituem o leite materno e fazem com
que a criança deixe de receber todas as defesas
naturais passadas de mãe para filho durante a
amamentação.
PERIGO
DAS CHUPETAS
Assim como as mamadeiras, as chupetas são um
perigoso foco de infecção pelo acúmulo
de bactérias. Também podem levar a diarréia,
desidratação e morte nos bebês.
Pode causar a chamada "confusão de bico".
Trata-se da dificuldade que a criança tem de
mamar quando usa chupeta. Com isso, o bebê desaprende
a mamar causando três problemas:
1) ao mamar errado, o bebê machuca o seio da mãe
e forma rachaduras nos bicos;
2) a mãe passa a produzir menos leite;
3) o bebê mama menos, perde peso e fica mais fraco.
Alteram os arcos dentais e a musculatura facial da criança.
ATUAÇÃO
FONOAUDIOLÓGICA
O Fonoaudiólogo trabalha junto à equipe
multidisciplinar que cuida diretamente do recém
nascido, preparando-o para uma amamentação
natural, ou seja, o aleitamento materno. Mamando somente
no seio, o bebê não sentirá necessidade
de usar qualquer outro tipo de bico artificial.
Porém, como já foi dito,
em casos de necessidade justificada do uso de bicos
artificiais, seja chupeta ou mamadeira, o Fonoaudiólogo,
é o profissional capacitado a ajudar na adaptação
correta desse bico, sem que haja um maior comprometimento
dos órgãos fono-articulatórios.
N.R-sobre a
autora.
Ana Lúcia Erthal é Fonoaudióloga
clínica. seus campos de trabalho são:
Voz, Fala, Linguagem, Motricidade Orofacial, Prevenção,
Avaliação, Terapia e Consultoria Escolar
da criança ao idoso.
Tel:21-9998-4776 analuciaerthal@yahoo.com.br
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DISLALIA
“Dislalias
eram definidas tradicionalmente como transtornos
na articulação da palavra falada.
A dislalia (do grego dys + lalia) é um distúrbio
da fala, caracterizado pela dificuldade em articular
palavras.”
Ana Lúcia
Erthal, Fonoaudióloga clínica
Com as pesquisas mais atualizadas,
os desvios na fala passaram a ser considerados tanto
como alterações fonéticas articulatórias,
quanto de organização fonológica.
A idade de 4 anos é considerada
limítrofe para a aquisição dos
processos finais por falantes do português brasileiro.
Após esta idade a alteração
na fala poderá ser classificada em dislalia tipo
funcional, audiógena ou anatomofuncional e a
criança necessitar a atenção de
um fonoaudiólogo.
A dislalia (do grego dys + lalia) é
um distúrbio da fala, caracterizado pela dificuldade
em articular as palavras.
Basicamente consiste na má pronúncia das
palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando
um fonema por outro ou ainda distorcendo-os.
A falha na emissão das palavras
pode ainda ocorrer em fonemas ou sílabas. Assim
sendo, os sintomas da Dislalia consistem em omissão,
substituição ou deformação
dos fonemas.
De modo geral, a palavra do dislálico é
fluida, embora possa ser até ininteligível,
podendo o desenvolvimento da linguagem ser normal ou
levemente retardado.
Não se observam transtornos no movimento dos
músculos que intervêm na articulação
e emissão da palavra.
Em muitos casos, a pronúncia das vogais e dos
ditongos costuma ser correta, bem como a habilidade
para imitar sons. Diante do paciente dislálico
costuma-se fazer uma pesquisa das condições
físicas dos órgãos necessários
à emissão das palavras, verifica-se a
mobilidade destes órgãos, ou seja, do
palato, lábios e língua, assim como a
audição, tanto sua quantidade como sua
qualidade auditiva.
As Dislalias constituem um grupo numeroso de perturbações
orgânicas ou funcionais da palavra. No primeiro
caso, resultam de malformações ou de alterações
de inervação da língua, da abóbada
palatina e de qualquer outro órgão da
fonação. Encontram-se em casos de malformações
congênitas, tais como o lábio leporino
ou como conseqüência de traumatismos dos
órgãos fonadores.
Por outro lado, certas Dislalias são devidas
a enfermidades do sistema nervoso central.
Quando não se encontra nenhuma alteração
fisica a que possa ser atribuído a Dislalia,
esta é chamada de Dislalia Funcional. Nesses
casos, pensa-se em hereditariedade, imitação
ou alterações emocionais e, entre essas,
nas crianças é comum a Dislalia típica
dos hipercinéticos ou hiperativos. Também
nos deficientes mentais se observa uma Dislalia, às
vezes grave ao ponto da linguagem ser acessível
apenas ao grupo familiar. Até os quatro anos,
os erros na linguagem são normais, mas depois
dessa fase a criança pode ter problemas se continuar
falando errado.
A Dislalia, troca de fonemas (sons das letras), pode
afetar também a escrita.
Um caso clássico característico portador
de dislalia são os personagens Cebolinha da Turma
da Mônica o Hortelino Troca-Letras (Elmer Fudd)
do Looney Tunes, que sempre trocam o "R" (inicial
e intervocálico) por "L", no caso de
Hortelino, o "R" final também é
afetado.
A Dislalia pode não ser um problema de ordem
neurológica, mas de ordem funcional.
O som alterado pode se manifestar de diversas formas,
havendo distorções, sons muito próximos
mas diferentes do real, omissão, ato em que se
deixa de pronunciar algum fonema da palavra, transposições
na ordem de apresentação dos fonemas (trocar
máquina por mánica) e, por fim, acréscimos
de sons.
A dislalia pode interferir no aprendizado da escrita.
A criança omite, faz substituições,
distorções ou acréscimos de sons.
Eis alguns exemplos: omissão: não pronuncia
sons "omei"="tomei";* Substituição:
troca alguns sons por outros "balata"="barata".
Acréscimo: introduz mais um som "Atelântico”="Atlântico".
"O RESPIRADOR ORAL”
A respiração habitual deve ser pelo nariz.
Caso mesma ocorra de forma diferente, ou seja, bucal
(boca) ou buconasal certamente poderá trazer
sérias alterações. A alteração
respiratória pode ser decorrente de alguns fatores
como: * aumento de amígdalas e/ou adenóides,*
flacidez da musculatura facial, * alergias respiratórias,
* desvio de septo, entre outros.
O rosto de uma criança respiradora bucal é
muito característica: boca aberta,* língua
na arcada inferior (como se repousasse no “chão
da boca”) ou entre os dentes,* bochechas com aspecto
de caídas, * olheiras, * flacidez em toda musculatura
da face, * lábios ressecados, * má oclusão
dentária (encaixe inadequado das duas arcadas
dentárias), * palato (“céu da boca”)
estreito ou profundo, entre outros.
O respirador bucal apresenta uma tendência a preferir
alimentos mais macios e moles, utiliza o líquido
junto com os alimentos para amaciá-los engolir.
Isso exige menos força para mastigar e engolir.
Assim é mais rápido e menos cansativo
comer.
A mastigação pode estar alterada sendo
executada com lábios abertos, rápida,
ruidosa e desordenada. É difícil respirar
pela boca quando ela está cheia. Ou mastiga ou
respira.
Outras conseqüências da respiração
bucal podem ser: * rendimento físico escolar
diminuídos pela dificuldade em dormir bem,* crescimento
físico diminuído,* alterações
na postura corpórea, * alterações
de fala, * otites de repetição (infecção
de ouvido),* ronco noturno e excesso de baba no travesseiro.
Se você acha que seu filho ou conhecido pode apresentar
um desses sintomas procure um fonoaudiólogo para
uma avaliação e receber orientações
que poderão esclarecer suas dúvidas. O
trabalho muscular específico se dará através
de exercícios que adequarão a tonicidade
e postura dos órgãos fonoarticulatórios
e as funções de mastigação,
deglutição e fala.
Ana Lúcia Erthal, Fonoaudióloga Clínica
Tel: 9998-4776
analuciaerthal@yahoo.com.br
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A
estreita ligação entre mandíbula
e coluna
Problemas na
articulação da mastigação
podem causar dores na lombar e na cervical e o tratamento
é do corpo todo.
O que a mandíbula
tem a ver com as dores de coluna?
Muita coisa. Disfunções na articulação
têmporo-mandibular (ATM)(1), aquela responsável
pela mastigação, pelo abrir e fechar da
boca, pelo bocejar e o beijar, podem provocar problemas
na lombar, na cervical, no pescoço. E vice-versa.
A razão da ligação tão íntima
entre as duas partes do corpo são as fáscias,
uma película que envolve todos os músculos
do corpo. Elas podem ser o caminho para se descobrir
a causa de dores que atrapalham o dia-a-dia.
As tensões se transmitem passando de
uma estrutura próxima (proximal) para a mais
distante (distal) ao longo de uma cadeia miofascial(2).
É muito freqüente que as mulheres tenham
problemas na ATM, devido ao estresse, à
flexibilidade natural e a fatores hormonais. O tratamento
deve ser integrado a todo corpo e não isolado.
A dor é como se fosse um trilho que percorre
o corpo todo e é por isso que o corpo precisa
ser trabalhado de forma holística, buscando o
reequilíbrio de ossos, músculos de sustentação
e ligamentos.
É importante
também haver um equilíbrio entre dentes
e músculos da mastigação, que formam
a ATM. Os músculos devem trabalhar de
forma coordenada e para isso a oclusão deve estar
equilibrada. A má oclusão pode levar ao
espasmo muscular e a uma disfunção têmporo-mandibular,
comprometendo a articulação. Os músculos
passam a trabalhar de forma desarmônica, desequilibrando
todo o sistema, inclusive o corporal.
A boca não pode ser mais vista exclusivamente
como um aparelho mastigatório, mas como uma estrutura
que participa dos processos respiratório, bioquímico
e emocional.
O sintomas da disfunção de ATM
são: dificuldades de mastigar, estalos
ao abrir e fechar a boca, dor de cabeça, dor
de ouvido, dor no ombro e dor de coluna, diminuição
dos movimentos do pescoço. É preciso fazer
o diagnóstico corretamente para então
liberar as articulações, fortalecer a
musculatura e corrigir a oclusão, se necessário.
Para saber se há problemas na mandíbula,
pode-se fazer testes como abrir a boca e introduzir
três dedos da mão (o normal é que
eles caibam); se não houver abertura suficiente,
a pessoa pode apresentar o problema.; ver se são
feitos movimentos em S quando se abre a boca, o que
não é bom, pois é preciso haver
simetria da boca; verificar se o queixo cai ao bocejar
e se a mastigação é feita de um
lado só.
Outras causas:
Anatomia da articulação, artrose, traumas
(bater com a cabeça ou rosto), ficar muito tempo
de boca aberta (por tratamento dentário ou cirurgia),
roer unha, bruxismo (ranger os dentes à noite).
Vícios de mastigação:
mastigar de um lado só, vícios de mastigar
lápis, canetas, etc., mau hábito de sustentar
o telefone entre o ombro e a orelha, problemas emocionais
e estresse.
Má postura, dormir de bruços,
com o rosto virado.
(1) Articulação
entre o maxilar inferior e os ossos temporais.
(2) envolvendo os músculos e nervos da face.
Ana Lúcia P.Erthal –
Fonoaudióloga clínica. Tel. (21) 9998-4776
analuciaerthal@yahoo.com.br
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Atraso
de linguagem
"Causas e correções"
A pronúncia
da primeira palavra pela criança é um
acontecimento muito esperado pelos pais. Qualquer balbucio
parecido com um "Papai" ou "Mamãe"
já vira motivo de festa na família, que
às vezes nem entende o porquê de tanta
alegria dos adultos. Mas o que fazer quando a primeira
frase ou a fala de uma só palavrinha demoram
a acontecer?
Uma criança começa
a falar palavras soltas entre 1 ano e 1 ano e meio de
vida, mas isso depende da estimulação
oferecida pelo universo em que ela vive. "Crianças
superprotegidas não sentem necessidade de falar,
porque todos fazem tudo para elas antes mesmo de pedirem"
Os pequenos começam pronunciando os fonemas bilabiais
- p, b e m - pois
estes são mais visuais e fáceis de reproduzir,
por meio da união dos lábios.
A partir de 1 ano e meio,
as crianças contam com um vocabulário
de mais ou menos 50 palavras, conseguindo produzir frases
curtas. Construções mais
longas e elaboradas costumam surgir por volta dos 2
anos. Porém, a normalidade
de cada um desses estágios só se mantém
se os pequenos forem orientados e tratados da forma
correta em todos os aspectos de seu desenvolvimento.
"A criança só começa
a produzir alguma fala quando ela está feliz,
limpa, sem fome e confortável."
Caso os pais percebam que o
filho está com dificuldades para falar ou que
já tem mais de 2 anos e ainda não se interessa
pela fala, estes devem levá-lo a um especialista
para que sejam feitos os testes devidos e possíveis
problemas sejam detectados.
É importante
ressaltar que, por trás de um atraso de linguagem,
podem estar problemas psicológicos: falta de
convívio familiar, deficiências auditivas,
distúrbios neurológicos, ausência
de estímulo, respiração bucal,
alimentação pastosa (sem pedaços
de alimentos para exercitar os músculos do rosto),
uso de mamadeira, chupeta ou sucção de
dedo por longo período, má formação
da face (mandíbula), freio da língua curto
e até mesmo otites, que são freqüentes
na infância.
Problemas mais comuns:
Um dos problemas que mais preocupa pai e mãe
no estágio de desenvolvimento da capacidade de
comunicação oral pelos filhos é
a manifestação da gagueira.
Em crianças, a gagueira
é normal até que estas tenham segurança
para falar.
Chamada de disfluência fisiológica, ela
se manifesta entre os 2 anos e meio e os 4 anos e é
considerada aceitável, desde que não esteja
aliada a um bloqueio respiratório ou à
repetição de gestos. As crianças
fazem repetições, pois ainda estão
testando a comunicação e têm dúvidas
sobre a fala, "As famílias que não
aceitam essas repetições acabam criando
um filho gago", por isso, é importante que
os pais tenham paciência e tranqüilidade
ao ouvirem os pequenos gaguejarem. Mas, se a gagueira
fisiológica demora mais de seis meses para passar,
é bom que a criança passe por uma avaliação.
Outro problema
que pode surgir por conta da má
formação ou da falta de harmonia entre
as estruturas da face é o sigmatismo, também
conhecido como ceceio.
Tal distúrbio é caracterizado pela pronúncia
incorreta de alguns fonemas s e g, x e j - devido à
acomodação da língua em diferentes
posições, causando distorções
variadas. "A ponta da língua pode se projetar
anteriormente, entre os dentes, ou lateralmente, onde
as bordas da língua se interpõem, nos
dentes de trás”.
O encurtamento da língua,
o que se caracteriza como língua presa, também
pode levar a alterações na fala.
O freio lingual curto prejudica a fala, a mastigação
e a higiene bucal; por isso, muitas vezes as crianças
portadores desse distúrbio têm que passar
pela frenectomia - cirurgia de retirada do freio - e
depois por uma seqüência de exercícios
miofuncionais, periodicamente, para devolver a mobilidade
da língua.
Há crianças com
insuficiência do véu palatino,
que têm dificuldades para aproximar a língua
do céu da boca na pronúncia de certos
sons, falando incorretamente, o que as classifica como
fanhas. E ainda aquelas com adenóides hipertróficas,
que se caracterizam pela fala nasal, dando sempre a
impressão de que estão gripadas. Crianças
com problemas de adenóide costumam respirar de
boca aberta, babar muito a noite, ter a boca ressecada,
apresentar amidalite constantemente e ter rendimento
físico diminuído.
O ideal para detectar e tratar qualquer um desses problemas
é procurar o acompanhamento de um profissional
qualificado e estar sempre alerta para os sinais de
dificuldade que os filhos podem apresentar.
Orientações:
Não deixar a criança perceber por palavras,
gestos ou ações que os pais estão
preocupados com sua maneira de falar.
Exercitar a coordenação motora da criança
em todos os aspectos: alimentação, brincadeiras,
formas de se vestir, entre outras.
Nunca rotular a criança com características
negativas.
Evitar interromper as frases da criança na metade.
Dar um bom modelo de linguagem.
Não forçar os pequenos a falarem na frente
dos outros ou a usarem palavras que ainda não
fazem parte do vocabulário destes.
Elogiar os filhos e dizer que aprecia suas qualidades.
Não demonstrar pânico ou pressa no momento
em que a criança tem dificuldade para completar
uma frase ou palavra.
Evitar fazer perguntas que exijam respostas longas.
Promover brincadeiras de canto em coro ou de imitar
aquilo que o pai diz.
Mostrar interesse no que a criança diz e não
na forma como ela fala.
Não repetir aquilo que a criança falou
errado, apenas pronunciar a palavra em sua forma correta.
Deixar pequenos pedaços inteiros na comida do
bebê, para que ele crie novos reflexos e movimentos,
que favorecem a mastigação no futuro.
Por volta dos 2 anos da criança, os pais devem
adotar alimentos sólidos como base nas refeições
desta.
Contar histórias e estimular a conversa, pois
os filhos só aprendem a falar ouvindo.
Ana Lúcia Erthal
Fonoaudióloga clínica
Tel. 21 9998-4776
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Intervenção
fonoaudiológica em UTI neonatal
Nas últimas
décadas, os casos de crianças nascidas
prematuramente e que tiveram muitas intercorrências
no período neonatal têm sido constantes
nos consultórios fonoaudiológicos. Além
disso, constituem queixas freqüentes de pediatras
que acompanham estas crianças nos ambulatórios
de *follow up, apresentando dificuldades de linguagem
e aprendizagem.
Apesar deste quadro, a situação
da Fonoaudiologia em clínicas e hospitais ainda
deixa muito a desejar. Em algumas unidades, o trabalho
é realizado em bases de voluntariado, em outras
ele sequer existe.
A alta tecnologia e o grau
de conhecimento das equipes de UTI neonatal garantem
a sobrevivência de recém-nascidos prematuros
extremos e com patologias graves. Neste caso,
é possível observar ainda uma diminuição
de qualidade de vida desses bebês frente aos longos
períodos de internação quando submetidos
a estímulos dolorosos, luminosos e sonoros inadequados.
Para eles, raros são os momentos de prazer, dentre
os quais pode-se incluir o aleitamento materno.
Aleitamento
materno.
As mães precisam ser preparadas já no
período pré-natal, no sentido de receberem
orientação com relação a
estimular a amamentação.
Em se tratando de bebês
prematuros, o recém-nascido pode apresentar dificuldades
nas funções alimentares.
Dificuldades
e procedimentos adequados:
Para estes bebês pode também ser difícil
a realização de vedamento labial e pressões
intraorais adequadas para obter uma sucção
eficaz. O ideal é que seja feita uma avaliação
global para melhor organização do bebê,
facilitando o vínculo afetivo com a mãe,
respostas aos estímulos orais e melhor desempenho
na alimentação por sucção.
Os bebês provenientes de UTI´s neonatais
devem obrigatoriamente ser incluídos em programas
de *follow-up, a fim de que possa ser
dada continuidade ao trabalho iniciado, bem como acompanhar
as possíveis alterações no desenvolvimento
durante os primeiros anos de vida. A atuação
fonoaudiológica é muito importante nesse
momento para a elaboração de um programa
individualizado de estimulação sensório-motora-oral,
através do manuseio (1)peri e intra-orais,
utilizando o dedo mínimo e/ou chupeta ortodôntica
como elementos facilitadores da sucção
não-nutritiva e até mesmo durante o recebimento
do alimento por (2)gavagem.
Pesquisas já comprovaram que
os recém-nascidos de risco se beneficiam dessa
estimulação para restabelecimento do padrão
normal de alimentação. Todo o procedimento
fonoaudiológico se realiza na dependência
do estado de consciência em que o recém-nascido
se encontra no momento da estimulação,
assim como a estabilidade clínica, avaliada junto
à equipe médica.
É importante
a atuação em equipe interdisciplinar
visando à sucção plena e segura,
ao ganho de peso e à conseqüente antecipação
da alta hospitalar.
Ana Lúcia Erthal Fonoaudióloga
clínica.
Tel 21 9998-4776
analuciaherthal@yahoo.com.br
mensageirojornal@uol.com.br.
N.R.
Vedamento labial - ou perfeita oclusão dos lábios
pode ocorrer também em casos de acidente vásculo-cerebral
(derrame ou isquemia) causado pela oxigenação
deficiente da região do cérebro, correspondente.
* follow up - acompanhamento
clinico.
(1) peri e intra-orais - que
ocorrem fora e dentro da boca.
(2) Gavagem
Método de introdução de alimentos
líquidos no estômago através de
um tubo de polivinil colocado pelo nariz ou boca. Usado
para alimentação de recém-nascidos
ou animais de experimentação.
Sonda alimentar nasogástrica, ou bucogástrica
Nota do editor: A movimentada
agenda da Fonoaudióloga Clínica Ana Lucia
Herthal, colaboradora voluntária deste Portal,
a manteve afastada pro- tempore da Coluna de Fonoaudiologia.
Para conciliar a agenda de
viagens com conferências, palestras técnicas
para profissionais de saúde, empresas, entrevistas
em emissoras de televisão, colégios e
universidades devem ser agendadas pelo telefone ( 21)
9998-4776.
Dúvidas de leitores devem
ser enviadas à redação do Portal
www.mensageiro.com.br -
Caixa postal 7055 CEP 20.230-972 - Rio de Janeiro –
RJ ou por E-mail para mensageirojornal@uol.com.br
ou pelo acesso do Portal www.mensageiro@mensageiro.com.br
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MASCAR CHICLETES PROVOCA DANOS À MANDÍBULA
Hábito de mastigar errado causa dores e
diminuição da audição.
Mascar chicletes danifica a articulação
da mandíbula e causa um distúrbio chamado
síndrome da articulação têmporo-mandibular(ATM)
ou doença de Costen. Essa alteração
atinge grande parte da população adulta
no Brasil e causa dor, tonteira, zumbido no ouvido e
diminuição da audição. Além
do hábito de mascar chiclete, outros fatores
de risco para a síndrome são próteses
dentárias mal adaptadas, perda de dentes posteriores,
extração do dente siso e trauma da articulação
têmporo-mandibular.
A mastigação
errada é uma das principais causas da ATM e isso
começa na infância, principalmente em crianças
que mascam muito chiclete.
DISTÚRBIO
PREJUDICA RESPIRAÇÃO
Alguns produtos como os chicletes de bola, são
piores porque além da ATM, causam a mordida aberta.
Esta anomalia provoca distúrbios na voz, na fala
e deficiência respiratória, que se agrava
porque as crianças respiram pela boca.
A ATM começa com sintoma de estalos ao abrir
e fechar a boca. O paciente também se queixa
de zumbidos, diminuição da audição,
dores de cabeça e tonteiras, que muitas vezes
se confundem com labirintite. Muitos pacientes com ATM
terminam passando por vários especialistas sem
obter bons resultados. E ainda correm risco de tratamentos
inadequados, como sonoterapia, uso de medicamentos para
enxaqueca e aparelhos para diminuir o zumbido. Outra
opção que não faz efeito são
as placas de acrílico, chamadas miorrelaxantes.
Elas só pioram o problema. O tratamento deve
ser realizado com aparelhos móveis que produzem
aumento da altura da articulação. Os aparelhos
de ortopedia maxilar podem ser retirados durante as
refeições e corrigem as funções
da cavidade oral. Eles evitam a respiração
pela boca e o ronco.
Ana
Lúcia Erthal é Fonoaudióloga clínica.
Tel: 21 9754 2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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GAGUEIRA
- DICAS DE PREVENÇÃO
*Ana Lucia Erthal
O fenômeno da gagueira inicia-se
a partir da disfluência normal que ocorre em todas
as crianças por volta dos três anos de
idade. A grande maioria das crianças passa tranqüilamente
por esta fase. Mas em alguns a disfluência normal
pode se transformar em gagueira. Não há
uma causa etiológica específica e nenhuma
gagueira é absolutamente igual à outra.
Muitos dos sintomas se manifestam em função
do esforço excessivo do gago em EVITAR a gagueira,
levando a uma fala repleta de falhas de ritmo, pausas
silenciosas, frases incompletas com esforço físico,
alteração na sincronização
entre a respiração e a produção
da fala.
Orientação para a família
e a escola: Não rotule seu filho como gago;
Aceite as falhas ou quebras de ritmo - elas fazem parte
do processo de aquisição da linguagem;
Não peça para a criança não
ter medo de falar ou ficar calma e respirar antes de
falar;
Quando a criança falar, olhe diretamente para
seu rosto. Toda a sua atenção deve estar
voltada para ela;
Observe rotinas com a criança - horários
para comer, dormir, escola;
Evite discussões na frente da criança,
porém não esconda fatos importantes que
possam mudar sua rotina;
Ouça com atenção e paciência
o que seu filho tem a dizer;
Não termine as frases nem o assunto para a criança.
Se a gagueira persistir após os 3anos e meio/4
anos, é importante consultar um Fonoaudiólogo
para detectar precocemente o problema e evitar o agravamento
deste, seja com atuação direta com a criança
ou indireta, acontecendo nesses casos, a orientação
a pais e responsáveis por ela.
Não há nenhuma graça em ser gago
e as caricaturas feitas levianamente sobre esse problema
é um desrespeito para com quem sofre desse distúrbio,
que carrega em si um forte conteúdo emocional.
*Ana Lúcia Erthal é Fonoaudióloga
clínica.
Tel 21 9754 2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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A
GAGUEIRA E SEUS SINTOMAS
*Ana Lúcia Erthal
Muitas teorias tentaram
definir o fenômeno da gagueira
e suas causas. A maioria delas a descreve “um
distúrbio de fluência que geralmente se
inicia na infância, na fase pré-escolar
e predomina no sexo masculino”. Quando ocorre
na fase adulta, está relacionada a alterações
psíquicas ou do Sistema Nervoso Central. Apresenta
aspectos motores, psicolingüísticos, neurológicos
e psicossociais importantes. Não tem uma causa
específica e nenhuma gagueira é absolutamente
igual à outra. Seus sintomas mais comuns são:
pausas silenciosas antes do início da fala, severas
repetições de sons, palavras ou frases,
substituição de palavras, desvio dos olhos
(geralmente para o chão). Há também
muita dificuldade para falar em público, em grupos
e ao telefone.
A gagueira tende a piorar na presença de estranhos
e com pessoas de uma hierarquia mais alta. Por isso,
o gago procura falar o estritamente necessário
fora de seu círculo familiar e de amigos. Muitas
vezes, ele canta bem, pois na música a mensagem
e o ritmo já estão prontos, ele sabe o
quê e como vai falar. Nelson Gonçalves
era gago e foi um dos maiores intérpretes da
música brasileira.
As alterações emocionais caracterizam-se
por conflito entre falar e não falar, medo das
palavras, sentimentos conflitantes, ansiedade, tensão,
irritação, auto-defesa. Manifestam-se
em função do esforço excessivo
do gago em EVITAR a gagueira, levando a uma fala repleta
de falhas de ritmo, pausas silenciosas, frases incompletas
com esforço físico, alteração
na sincronização entre a respiração
e a produção da fala.
A partir da conscientização e do entendimento
sobre o processo da gagueira, o gago pode conhecer-se
e melhorar sua auto-estima. É importante lembrar
que quanto mais precoce for o diagnóstico da
gagueira melhor seu prognóstico. Quando houver
dúvidas, procure sempre o Fonoaudiólogo.
A prevenção sempre é o melhor remédio.
E custa menos.
*Ana Lúcia Erthal é
Fonoaudióloga clínica.
Tel: 21 9754-2992.
analuciaerthal@yahoo.com.br
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Amamentação
reduz risco de infecção do ouvido
De
acordo com recente estudo realizado por pesquisadores
da Universidade do Texas, nos
Estados Unidos, a amamentação protege
crianças que, por pré-disposição
genética, são mais vulneráveis
a infecções crônicas de ouvido.
A pesquisa, publicada no periódico americano
Pediatrics e divulgada em matéria do site Terra,
examinou amostras genéticas de 505 crianças,
60% das quais consideradas suscetíveis à
infecção, seja porque haviam sofrido do
problema antes dos seis meses de vida ou porque haviam
passado por três ou mais episódios da doença
num período de seis meses.
Duas variações genéticas foram
identificadas como indicadoras de risco elevado para
a infecção de ouvido. Em seguida, os cientistas
comprovaram que os efeitos dessas variações,
que levam à produção excessiva
de moléculas envolvidas no processo de inflamação,
podem ser contrabalançados pela amamentação,
que aumenta a resistência do sistema imunológico.
Uma banda especial
O site do Instituto
de Fluência (www.gagueira.org.br)
disponibiliza a tradução da reportagem
sobre a banda de música americana Easy Onset,
que adota o slogan "Legalize a Gagueira".
A banda é formada por quatro integrantes apaixonados
pela Música e com características bem
especiais: todos estudam Fonoaudiologia em universidade
e dois deles gaguejam.
Cantar não é apenas uma ferramenta para
a comunicação dos integrantes da banda:
também representa um meio de conseguir atenção
para um distúrbio geralmente negligenciado.
A expressão "easy onset" pode
ser traduzida como "início fácil"
ou "início suave" e faz alusão
a uma estratégia empregada no tratamento fonoaudiológico
que consiste em, voluntariamente, empregar um grau menor
de força muscular ao iniciar a articulação
de palavras em que a gagueira foi previamente detectada.
Ana Lúcia Erthal é Fonoaudióloga
clínica
analuciaerthal@yahoo.com.br
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A IMPORTÂNCIA
DA DETECÇÃO PRECOCE DA DEFICIÊNCIA
AUDITIVA
A audição é um
dos sentidos mais importantes para a vida humana. É
a chave para a linguagem oral e uma forma de sentir
o mundo. Podemos perceber que sem ela,
o indivíduo perde parte do mundo real, passando
a ter problemas emocionais e sociais.
Qualquer sujeito que não é
exposto à estimulação de linguagem
nos primeiros anos de vida apresentará uma defasagem
em seu desenvolvimento lingüístico . A prevenção
da perda auditiva é uma forma de proteger e impedir
que ela sofra as conseqüências da falta de
estimulação auditiva sobre a função
da linguagem.
Os primeiros anos de vida têm
sido considerados como o período crítico
para o desenvolvimento das habilidades auditivas e de
linguagem. Esse é o período de maior
plasticidade neuronal da via auditiva. Nesse período,
o sistema nervoso auditivo central pode ser modificado
de maneira positiva ou negativa, dependendo da quantidade
e qualidade dos estímulos externos captados.
Além disso, o período de recepção
dos
símbolos lingüísticos auditivos é
um pré-requisito para a formulação
da expressão verbal.
O diagnóstico audiológico realizado durante
o primeiro ano de vida possibilita a intervenção
médica e/ou fonoaudiológica, ainda nesse
período crítico, permitindo um prognóstico
mais favorável em relação ao desenvolvimento
global da criança.
Segundo RUSSO e SANTOS (1994), a deficiência auditiva
pode ser causada por fatores que ocorrem antes, durante
ou após o nascimento, isto é, há
três períodosdurante os quais a deficiência
auditiva pode ocorrer, pré-natal, perinatal,
pós-natal. Há, também, a
classificação das causas da deficiência
auditiva neurossensorial nas crianças em genéticas
e não genéticas, e, por sua vez, se dividem
em congênitas e pós-natais.
Em 1994 o Comitê Americano sobre Perdas Auditivas
(Joint Committe on Infant Hearing), elaborou uma lista
de fatores de risco para a deficiência auditiva
periférica e central para bebês neonatos.
Essa lista consta dos seguintes itens:
Antecedentes familiares de
perda auditiva
neurossensorial hereditária. Consangüinidade
materna.
Infecções congênitas
(rubéoloa, sífilis
citomegalovírus, herpes e toxoplasmose).
Malformações craniofacias
incluindo as do pavilhão auricular e do meato
acústico externo.
Peso de nascimento inferior a 1.500
gr.
Hiperbilirrubinemia - ex:sanguineotransfusão.
Medicação ototóxica
( aminoglicosídos, associação com
diuréticos, agentes quimioterápicos).
Meningite bacteriana.
Apgar de 0 a 4 / 1º minuto ou
0 a 6/ 5º minuto.
Ventilação mecânica.
Síndromes.
Alcoolismo materno ou uso de drogas
pscicotrópicas na
gestação.
Hemorragia ventricular.
Permanência na incubadora por
mais de 7 dias.
Convulsões neonatais.
Otite média recorrente ou persistente
por mais de 3
meses.
Suspeita dos familiares de atraso de
desenvolvimento
de fala, linguagem e audição.
Traumatismo craniano com perda de consciência
ou
fratura craniana.
As crianças consideradas de risco para a deficiência
auditiva devem ser submetidas a uma avaliação
auditiva
no início da vida, como também a um acompanhamento
audiológico Segundo LICHTIG (1997), perdas auditivas
neurossensoriais de grau moderado a severo podem ser
confirmadas em 2,5% a 5% dos recém-nascidos de
alto
risco. As perdas auditivas adquiridas pré e pós-
natal
são responsáveis por 65% dos casos de
surdez.
Além disso, sabemos que, as
alterações decorrentes de
perda auditiva neurossensorial na infância restringem
a experienciação auditiva, causando alterações
no
desenvolvimento auditivo e lingüístico,
já as
alterações com componentes condutivos
de caráter
flutuante, comprometem a habilidade de processar os
estímulos sonoros e as alterações
decorrentes do
comprometimento anatomofuncional do Sistema Nervoso
Central interfere na habilidade de processar os
estímulos acústicos e conseqüentemente
no
desenvolvimento da linguagem.
No Brasil, a deficiência auditiva
tem sido detectada
muito tardiamente, impedindo uma melhor qualidade de
vida para a criança surda. É necessário
uma maior
conscientização por parte dos profissionais,
que
entram em contato primeiramente com o recém-nascido,
para que eles possam auxiliar na detecção
precoce da
deficiência auditiva, fazendo a identificação
dos
bebês de alto risco. Além disso, o fonoaudiológo
é o
profissional capacitado e habilitado dentro dessa
área. Cabe a nós, também, lutarmos
por mais esse
espaço.
Ana Lúcia P. Erthal é
Fonoaudióloga clínica
Tel 21 9754-2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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COM O INVERNO, AUMENTA
INCIDÊNCIA
DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
As
doenças de inverno são aquelas que atacam
principalmente o sistema respiratório, como asma,
gripe e pneumonia.
A estação mais fria do ano começou
oficialmente na última quinta-feira e, com isso,
o setor da saúde espera o aumento da incidência
das chamadas doenças de inverno. O número
de casos de doenças respiratórias chega
a triplicar nessa época do ano.
Entre os fatores que estimulam a manifestação
das doenças, estão a queda da temperatura,
a baixa umidade, o resfriamento do ar, e o contato com
ácaros de roupas guardadas.
É recomendado que as pessoas evitem o acúmulo
de poeira em casa, durmam em local arejado e umedecido
(o uso de recipientes com água no quarto é
uma alternativa), usem agasalhos ao sair ao ar livre.
Pessoas com alergias devem evitar o uso de cobertores
que soltam pêlos e a exposição por
muito tempo em ambientes com ar condicionado. É
também recomendado a lavagem e secagem ao sol
de mantas, cobertores e blusas de lã guardadas
por muito tempo.
O uso de soro fisiológico nos olhos e narinas
pode ajudar a diminuir a irritação. Todo
ano é a mesma coisa; tosse, nariz escorrendo,
febre alta, dores no corpo. Esses são os sintomas
mais freqüentes das gripes, resfriados e de outras
doenças de inverno, ou seja, males que aparecem
com maior agressividade nos meses mais frios do ano.
As doenças de inverno são aquelas
que atacam principalmente o sistema respiratório,
como a asma, gripe, pneumonia, bronquite asmática,
rinite e sinusite. Outra doença bastante comum
nessa época do ano é a conjuntivite.
Essas doenças têm uma incidência
maior durante o inverno devido às mudanças
muito bruscas do clima. Outros fatores que contribuem
para o aparecimento desses problemas são o ar
mais úmido e o aumento da poluição,
o que torna o ambiente mais propício para a proliferação
de vírus e bactérias. Mas, como nem só
os vírus e as bactérias são os
causadores de tais incômodos, vale lembrar que,
durante essa época do ano, as crises de alergia
são bastante comuns, pois o clima úmido
do inverno também ajuda a multiplicação
dos agentes desencadeadores das alergias, como o mofo.
Apesar de as crianças e os idosos serem as vítimas
mais fáceis de contrair qualquer uma dessas enfermidades,
por terem um sistema de defesa mais fraco que os jovens
e adultos, ninguém está livre de pegar
uma doença de inverno. Isso porque, durante os
dias mais frios, as defesas imunológicas do organismo
ficam mais fracas, pois ele gasta mais energia para
manter o corpo aquecido, deixando-o mais vulnerável
às contaminações virais ou bacterianas.
Ana Lúcia P. Erthal é Fonoaudióloga
clínica
Tel:21 9754-2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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PREVENÇÃO
NO PEITO MATERNO
A esmagadora maioria das crianças que respiram
mal (80%), não foram amamentadas no peito materno
ou foram por menos de 6 meses. As alterações
da boca são provocadas ou agravadas pela falta
de aleitamento. O mamilo da mãe é o primeiro
aparelho para corrigir a síndrome do respirador
bucal. A criança tem um impulso neurológico
de sucção, que precisa ser satisfeito.
Em cada 20/30 minutos que mama em cada peito, o bebê
exercita cadeias de músculos decisivas para o
desenvolvimento da estrutura da boca, da face e da mastigação.
Além disso, ele recebe sua primeira lição
de respiração correta. É obrigado
a respirar pelo nariz porque há um verdadeiro
vedamento natural da boca e um posicionamento correto
da língua. Com a mamadeira, a criança
suga o leite em 3 minutos, não fortalece as estruturas
e não aprende a mastigar. Nos dois casos ela
está com o estômago satisfeito, mas em
um, a sucção neurológica não
foi completada e essa criança vai sugar o que
vier pela frente; chupeta, dedo, ponta de lápis
e muito provavelmente roer unhas e outros objetos. Além
do que, amamentar é uma verdadeira troca de amor,
afeto, carinho e a primeira declaração
de amor que a mãe proporciona a seu filho, que
marcará definitivamente as vidas de ambos.
Ana Lúcia P. Erthal é
Fonoaudióloga clínica.
Tel 21 9754-2992.
analuciaerthal@yahoo.com.br
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QUEM
RESPIRA MAL, VIVE MAL
O respirador
bucal tem muitas razões para sofrer e algumas
para temer. Os casos mais graves são sistêmicos,
os que repercutem em todo o organismo, geralmente
durante o sono. Quase sempre ele dorme mal, ronca,
se agita e tem paradas respiratórias.
Durante o dia uma criança pode até respirar
pelo nariz, mas quando deita, o peso da língua
obstrui a passagem do ar e ela se torna uma respiradora
bucal. Com as paradas respiratórias, o sangue
fica sem oxigenação suficiente e tem
que circular mais rápido. Isso pressiona o
coração e o pulmão de tal forma
que pode levar à morte noturna. Em caso de
dúvida, faça um teste para avaliar a
gravidade do sono agitado de seu filho; observe se
a criança tem paradas respiratórias
durante o sono e, em caso positivo, cronometrar o
tempo dessa parada. Até 10 segundos não
há razão para alarme. Acima disso é
preciso tomar um providência imediata porque
a criança corre risco de vida.
REFLEXOS
NA ESCOLA
Problemas com o descanso noturno, complicações
na vida diurna. Os respiradores bucais são pessoas
difíceis. É o adolescente que vai mal
na escola, complicado, rebelde, vê TV e dorme
sentado, na cama dorme mal e no dia seguinte tem de
levantar cedo e prestar atenção nas aulas.
Ele não consegue. Se prestar atenção,
dorme, está sempre exausto. Tudo isso culmina
num aproveitamento escolar geralmente medíocre.
São crianças que não aprofundam
o sono a ponto de permitir o sonho. Não sonhando,
não processam as informações que
receberam na escola. Não processando esses dados,
não conseguem aprender e passam a ter uma deficiência
para o resto da vida. Um erro comum é tentar
solucionar o problema pelo efeito. Não adianta
corrigir o dente, tratar a sinusite, medicar a amígdala
durante a crise e nunca mais pensar nisso. O primeiro
passo é identificar a causa, saber se o que leva
a criança a respirar mal é um problema
alérgico, uma obstrução causada
por adenóide ou amígdala ou uma língua
flácida e mal-posicionada, entre outras causas.
PARA
TIRAR O HÁBITO
E quanto antes se descobrir, melhor. Muitas vezes, um
tratamento corretivo não reverte um padrão
que se tornou habitual. Crianças que já
estão com o palato ogivado, com a articulação
comprometida pelo hábito de respirar pela boca,
podem voltar a respirar pela boca mesmo que já
não tenham obstáculos para respirar pelo
nariz. Não existe cura se o respirador bucal
não recuperar a respiração nasal.
Operam a adenóide da criança e ela fica
com a boca aberta. Corrigem seus dentes com aparelho,
mas ela continua de boca aberta porque falta trabalhar
a musculatura da boca, a posição da língua,
aprender a engolir e a mastigar, retirando os hábitos
nocivos a essas funções. Aí entra
o trabalho do Fonoaudiólogo.
Nos casos mais graves, a saga do respirador bucal passa
quase necessariamente por uma rede de profissionais
até que ele possa recuperar o padrão correto
da respiração. Por mais incômoda
que seja a imagem de uma boca eternamente aberta, o
que realmente importa é que quem respira mal,
vive mal. Corrigido o problema respiratório,
a criança vai ficar mais tranqüila, mais
calma, aprender melhor, se alimentar bem e ser uma criança
mais feliz.
ANA LÚCIA
P.ERTHAL é Fonoaudióloga clínica.
Tel: 21 9754-2992.
analuciaerthal@yahoo.com.br
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ATENÇÃO
AOS SINTOMAS DO
RESPIRADOR BUCAL!
Um ser que vive
sufocado, acuado e que nos casos mais graves precisa
de tratamento interdisciplinar (otorrino, fonoaudiólogo
e ortodontista).
Os respiradores bucais
compartilham características semelhantes:
Impaciência, nervosismo, inquietação,
hiperatividade.
Sono agitado, às vezes com paradas respiratórias
e enurese noturna.
Língua flácida, maior que a cavidade bucal.
Dificuldade de concentração e aprendizado.
Podem ser magros, não comem direito, não
mastigam corretamente.
Têm a boca permanentemente aberta, olhos ligeiramente
inclinados para baixo, face alongada.
Rinites, otites, amigdalites constantes.
Alterações na fala.
Dificuldade para a prática de esportes. Mas a
natação é o ideal para eles.
Queixo pequeno e curto.
Boca sempre ressecada, mau hálito.
Olheiras.
Alterações de postura.
A presença de todos ou alguns sintomas indica
a necessidade de avaliação médica
e/ou fonoaudiológica. É importante observar
as crianças. Às vezes, elas passam a vida
inteira de boca aberta, mas a mãe nem percebe,
já que sempre foi assim e acaba achando que é
natural.
Ana
Lúcia P.Erthal - Fonoaudióloga clínica.
Tel(21)9754-2992.
analuciaerthal@yahoo.com.br
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RESPIRAÇÃO
BUCAL
UM POUCO MAIS SOBRE ESSE PROBLEMA!
Sono agitado, dificuldade
para comer, face estreita e boca sempre aberta; é
o perfil de quem não consegue respirar pelo nariz.
Há pelo menos meia dúzia de razões
que podem levar uma pessoa a respirar pela boca. Rinites
infecciosas, alérgicas e gripais, deformações
do nariz (como desvio de septo), crescimento exagerado
das adenóides e amígdalas, malformações
como queixo quase inexistente ou alterações
provocadas pela síndrome de Down são alguns
dos obstáculos à respiração
nasal. Algumas crianças respiram pela boca por
hipotonia dos músculos, que são flácidos,
inclusive a língua e embora elas não tenham
obstrução, algumas ficam com a boca aberta
o tempo todo. Não adianta mandar o filho comer
de boca fechada e não brincar com a comida no
prato. É uma batalha inglória para a mãe
e injusta para a criança.
A criança fecha a boca e percebe que não
respira. Começa a associar mastigação
com sufocação e, ao mesmo tempo se sente
mal, sabendo que a mãe, a pessoa que mais ama,
está pedindo algo impossível! E ela tem
que achar um jeito de respirar, comer e agradar à
mãe. Complicado, não?
Os problemas de arcada dentária também
estão diretamente relacionados com o padrão
errado de mastigação. Quando se fica o
tempo todo de boca aberta, a língua, um músculo
muito forte, sai do lugar e é capaz de empurrar
os dentes para frente e para os lados. O céu
da boca vai ficando fundo como uma ogiva e a cavidade
bucal se estreita. Aí a pessoa não consegue
mais fechar a boca porque a própria conformação
bucal não permite.
A deformação do palato (céu da
boca) acaba imprimindo uma marca registrada no respirador
bucal; uma face estreita, com boca aberta e um ar meio
abobalhado, com profundas olheiras. Quando a criança
fecha a boca por pressão da família, tende
a levantar a musculatura do lábio inferior e
fazer um vedamento labial com uma curva para baixo,
dando a impressão de que está zangada.
O respirador bucal passa, então, uma mensagem
de mau humor, mesmo que irreal.
Dos dentes para a garganta, para os ouvidos e para o
nariz. Essa é a cadeia de dificuldades que podem
se seguir. É comum crianças maiores terem
problemas de gengivas, pois ao respirarem pela boca,
as gengivas ficam ressecadas. Amigdalites e faringites
são também freqüentes. Quando se
respira pelo nariz, o ar é filtrado e aquecido.
Pela boca entram todas as impurezas e bactérias
que vão se instalar na garganta.
Existem também os problemas agravados pela bronquite
alérgica. A criança corre respirando pela
boca. Aspira um ar mais frio que desencadeia a crise
de bronquite. Tudo isso sem contar que a má função
do nariz vai provocar mais problemas, inclusive na fala.
Se o nariz não funciona, as secreções
se acumulam lá dentro, acabam infectando e produzem
sinusites que, por sua vez, vão afetar os ouvidos,
iniciando um ciclo de otites.
Na próxima matéria,
ATENÇÃO AOS SINTOMAS do respirador bucal.
Ana Lúcia
P. Erthal é Fonoaudióloga clínica.
Atende a crianças, adolescentes e adultos com
distúrbios de voz, fala,
motricidade oral e linguagem.
Tel:9754-2992.
analuciaerthal@yahoo.com.br
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Este artigo
da fonoaudióloga Ana Lúcia Pinto Erthal
é apenas uma introdução sobre a
audição na terceira idade.
Acompanhe a
série.
A DEFICIÊNCIA
AUDITIVA NO IDOSO - PRESBIACUSIA
Parte
I
Comunicar
é compartilhar um conteúdo de informações,
pensamentos, idéias, desejos e
aspirações com quem passamos a ter algo
em comum. A comunicação responde à
necessidade vital do ser humano na busca de novas experiências
e conhecimentos, sendo um ato social fundamental em
nossas vidas.
A comunicação faz-se por meio da linguagem,
que por sua vez, compreende tanto formas de expressão
não-verbal, como expressão facial e corporal,
gestos, risos, choro, quanto verbal, manifestadas pela
fala, que permite a exteriorização do
pensamento e o uso sistemático de palavras. A
linguagem falada é uma atividade complexa e sua
aquisição requer, entre outras coisas,
uma perfeita audição; ouvir a linguagem
por determinado tempo é essencial para prolongar
seu uso. Além disto, a audição
é imprescindível como mecanismo de alerta
e defesa contra o perigo, permitindo localizarmos fontes
sonoras à distância. Portanto, a manutenção
da comunicação verbal depende, dentre
outros fatores, do bom funcionamento da audição
e é imprescindível cuidar dos ouvidos
para manter íntegro este sistema estruturado
e único da espécie humana - a linguagem
falada. "O que é envelhecer? Ninguém
envelhece meramente porque viveu um certo número
de anos. Pessoas envelhecem quando desistem de seus
ideais. No fundo do coração há
uma câmara de recordações e quanto
mais mensagens de beleza, esperança, alegria
e coragem nela existirem, tanto mais jovem você
será. Quando as mensagens forem de tristeza e
o coração estiver coberto pela neve do
pessimismo e pelo gelo do cinismo, então, só
então, você terá envelhecido."
(fonte desconhecida).
A DEFICIÊNCIA AUDITIVA NO IDOSO – PRESBIACUSIA.
O ouvido possui um isolamento acústico especial
que atenua os sons provenientes do próprio corpo,
inclusive o da voz do indivíduo. Nossas orelhas
escondem estruturas muito delicadas e com perfeito funcionamento.
Entre todos os órgãos do corpo, poucos
fazem tanto em tão pouco espaço; ele adapta-se
às fortes intensidades de motores e sirenes,
distingue que instrumento musical está sendo
tocado dentro de uma orquestra, isola o barulho da festa
para escutar uma voz amiga e está em constante
estado de vigília, sem contudo evitar que adormeçamos
em meio a ambientes ruidosos, despertando-nos ao som
do mais fraco alarme de um relógio despertador.
Desde o batimento cardíaco de nossas mães
quando em vida intra-uterina, o movimento das folhas
das árvores com o vento até o decolar
de um avião, nada passa despercebido por este
órgão, tão fundamental e vigilante.
Funcionando em conjunto, as estruturas do ouvido externo,
médio e interno executam atos de espantoso alcance,
discriminando cerca de 400.000 sons, desempenhando papéis
vitais para o se humano, tanto relacionados à
sua locomoção e manutenção
do equilíbrio estático e dinâmico,
quanto localizando a direção e a distância
de fontes sonoras, funcionando como importante mecanismo
de alerta e defesa. Porém, acima de tudo, possibilitam
a aquisição e o desenvolvimento de um
sistema simbólico estruturado, que nos diferencia
de outras espécies animais; a LINGUAGEM VERBAL
(Russo, 1993)."No momento em que a primeira palavra
é pronunciada pela criança, são
atingidos aproximadamente 60% dos valores de maturação
do adulto; um mundo de experiências auditivas
ocorreu e nada do que ela faça depois disto será
tão importante e complexo como o que precedeu
esta primeira emissão. "(LENNEBERG).
Ana
Lúcia Pinto Erthal
Fonoaudilóloa
Tel (21) 9754-2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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A
DEFICIÊNCIA AUDITIVA NO IDOSO - PRESBIACUSIA
Parte 2
Com o
passar dos anos, nossos ouvidos sofrem os efeitos do
envelhecimento, levando à presbiacusia - decréscimo
fisiológico da audição com a idade,
ocasionada, principalmente, pela interação
dos seguintes fatores: ruído ambiental, alimentação,
medicamentos, tensão diária e predisposição
genética.
Na presbiacusia ocorrem alterações degenerativas
no sistema auditivo como um todo. A perda auditiva é
mais acentuada para as altas freqüências
(agudos) o que afeta predominantemente a compreensão
da fala. A deficiência auditiva é uma das
condições mais incapacitantes, limitando
ou impedindo o seu portador de desempenhar plenamente
seu papel na sociedade. Ser portador de uma deficiência
auditiva adquirida é algo que vai muito além
do fato do indivíduo não ser capaz de
ouvir bem.
Alterações de Orelha Externa no Idoso
Aumento do tamanho do meato acústico externo.
Diminuição da elasticidade da pele e tonicidade
muscular.
Diminuição da sensibilidade tátil
e dolorosa.
Aumento da produção de cerume.
Alterações
de Orelha Interna no Idoso
Atrofia do órgão de Corti, perda de células
ciliadas e de sustentação.
Perda de fibras nervosas do VIII par craniano.
Atrofia da estria vascular e desequilíbrio bioeletroquímico.
Alterações da membrana basilar e do movimento
do ducto coclear.
A incapacidade auditiva refere-se a qualquer restrição
ou falta de habilidade para desempenhar uma atividade
dentro de uma faixa considerada normal para o ser humano,
principalmente relacionada aos problemas auditivos experimentados
pelo indivíduo com referência à
percepção da fala em ambientes ruidosos:
TV, rádio, cinema, teatro, igrejas, sinais sonoros
de alerta, músicas e sons ambientais.
Já a desvantagem relacionada aos aspectos não-auditivos,
resultantes da deficiência e da incapacidade auditivas,
os quais limitam ou impedem o indivíduo de desempenhar
adequadamente suas atividades de vida diária
e comprometem suas relações na família,
no trabalho e na sociedade. Esta desvantagem é
grandemente influenciada por idade, sexo, e pelos fatores
psicossociais, culturais e ambientais.
A fim de que possamos apreciar a maravilha do mundo
sonoro que nos cerca e manter íntegro o sistema
de comunicação por meio da linguagem falada,
desenvolvido primordialmente pela audição,
é essencial cuidarmos dos ouvidos.
Na próxima parte, trataremos sobre alguns cuidados
especiais para protegê-los e evitar maiores prejuízos
à audição.
Ana
Lúcia Pinto Erthal
Fonoaudióloga
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A DEFICIÊNCIA AUDITIVA NO
IDOSO - PRESBIACUSIA
Parte 3
Não
introduza objetos pontiagudos como palitos, grampos
e até mesmo cotonetes para limpar ou coçar
os ouvidos, pois, além de remover o cerume protetor,
pode aumentar o risco de ferir a pele do conduto auditivo
e perfurar a membrana timpânica. Se a produção
de cerume em suas orelhas for excessiva, não
tente removê-lo. Só o médico otorrino
pode fazê-lo.
A lavagem de ouvido é um procedimento aparentemente
simples, mas extremamente delicado e só deve
ser realizado pelo médico. Não pingue
azeite, óleo, álcool ou qualquer medicamento
de uso tópico sem orientação médica.
Em caso de dor, use calor no local e procure um médico.
Não se exponha a ruídos intensos, como
explosão de fogos, tiros de armas de fogo, explosões,
detonações e implosões, decolagem
e aterrissagem de aviões, pois estes são
ruídos de impacto e podem levar a perdas auditivas
irreversíveis.
A música também pode prejudicar seus ouvidos
se for ouvida muito próxima aos alto-falantes.
Não use walkman em volume excessivo e por muito
tempo. Se trabalha em ambiente ruidoso, avalie periodicamente
sua audição e use protetores auriculares.
Fique atento à presença de zumbidos, sensação
de ouvido tampado, autofonia (ouvir a própria
voz com reforço), coceira, secreção,
dores de cabeça, intolerância a sons de
grande intensidade, tonturas ou dificuldade de compreender
a fala. Podem ser sinais importantes de que algo não
vai bem com seus ouvidos.
A deficiência auditiva é um problema de
saúde e como tal é da competência
do médico o seu diagnóstico, tratamento
clínico e/ou cirúrgico. O fonoaudiólogo
que atua nesta área realiza os diferentes testes
para avaliação da audição
e, após, seleciona e adapta os modelos de amplificação
sonora ou próteses auditivas mais adequadas às
necessidades audiológicas e psicossociais do
indivíduo. A este profissional compete o trabalho
de orientação, aconselhamento e acompanhamento
do usuário destes instrumentos, bem como conduzir
os programas de habilitação e reabilitação
que o caso exigir.
O controle do ruído ambiental só depende
de nós e é justamente reduzindo o volume
dos equipamentos sonoros caseiros que evitaremos o abuso
e poderemos desfrutar do prazer de ouvir e comunicar-nos,
independente da idade que tenhamos. A competição
sonora prejudica a inteligibilidade da fala para o idoso,
principalmente se este é portador de uma perda
auditiva. Para o idoso, a comunicação
torna-se mais vital à medida que o processo de
envelhecimento progride.
O declínio do "status" do idoso na
família e na sociedade, secundário à
gradual perda de energia física e produtividade
econômica, tendem a isolá-lo e privá-lo
de fontes de informação e comunicação
com o mundo que o cercam.
O isolamento da pessoa idosa, particularmente da sociedade
mais jovem, e o conseqüente declínio na
qualidade de sua comunicação, devido aos
déficits sensoriais, levam a um impacto profundo,
pois o fluxo constante de informação mantém
o indivíduo ativo na sociedade.
De todas as privações sensoriais, a perda
auditiva no idoso produz um impacto profundo e devastador
em seu processo de comunicação.
Desse modo, a indicação adequada do AASI
- Aparelho de Amplificação Sonora Individual
- é de grande importância, pois, com orientação
adequada, aconselhamento e desenvolvimento de estratégias
que visem auxiliar seu processo de comunicação,
contribuem para auxiliá-lo a aceitar realisticamente
sua perda auditiva e obter o máximo de proveito
do uso da amplificação.
"Preparar-se para a velhice é principalmente
lutar sempre e continuar lutando por objetivos capazes
de conferir um sentido à existência; é
prosseguir mesmo em idade avançada a cultivar
paixões para que não nos voltemos demasiadamente
para nos mesmos." Simone de Beauvoire.
Ana
Lúcia Pinto Erthal
Fonoaudióloga |
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O INTERESSE
PELAS ATIVIDADES ESCOLARES
Queridos pais,
Nós, que vivemos uma vida tão cheia de
responsabilidades, cobranças, horários
apertados, etc., às vezes sentimos dificuldade
em acompanhar nossos filhos.
Mas enquanto eles são pequeninos, precisam de
nós e realmente não entendem nossas ausências.
Tomo a liberdade de, assim como mãe, trazer-lhes
algumas reflexões que precisamos nos lembrar
sempre, para que a caminhada de nossos filhos seja mais
segura e feliz.
O desenvolvimento intelectual da criança e do
adolescente depende do apoio que estes encontram em
todos nós.
“Se meus pais não estão interessados,
por que eu deveria estar?”, pensam eles...
Todo dia é dia de incentivar!
Uma ajuda sistemática e sincera produzirá
melhores resultados.
O estudante deve estar numa atitude mental propícia
no momento de realizar suas tarefas escolares. (sem
rádio, TV e num ambiente tranqüilo).
O aborrecimento, a tristeza e a ansiedade dificultam
o processo de aprendizagem e podem comprometê-lo
completamente.
Existem outras formas de estudo, além dos livros
didáticos.
Nem tudo na vida são responsabilidades e obrigações;
também há momentos para o lazer e a diversão.
A vivência cultural fornece à criança
e ao adolescente as bases ideais para consolidar sua
educação.
AJUDE SEU FILHO A ACREDITAR EM SI MESMO.
Com carinho da amiga,
Ana Lúcia.
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Volta às
aulas, de novo.
Ana Lúcia
P. Erthal
fonoaudióloga
O ano letivo novamente está
aí... Às vezes nos perguntamos porque
nossos filhos não acompanham bem o currículo
escolar e nem sempre nos damos conta de que atitudes
simples, mas importantes para eles são decisivas
na hora do resultado final.
Nem sempre há distúrbios de aprendizagem
já instalados e aquelas dificuldades "gigantescas"
para eles podem começar a serem solucionadas
com um pouquinho mais de atenção e tempo
dedicados de nossa parte. Sim, porque não somos
partes estanques de um processo e as funções
cognitivas dependem também do emocional.
Que tal tentarmos verificar como estamos em relação
aos nossos pequenos ou grandes?
Com certeza, todos ganharão
mais pontos!
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CONHECENDO A FONOAUDIOLOGIA
Você conhece a importância
do trabalho do Fonoaudiólogo?
A Fonoaudiologia é uma ciência fundamental
para os dias de hoje. O Fonoaudiólogo é
peça importante no diagnóstico e tratamento
de diversas patologias relacionadas à comunicação
humana. Apesar de ser uma profissão relativamente
nova, vem se destacando na Saúde por apresentar
resultados surpreendentes com suas terapias.
Ele é responsável por habilitar e reabilitar
pessoas que possuem dificuldades de audição,
fala (articulação, voz, fluência),
linguagem (oral e escrita) e problemas de voz. Ou seja,
o Fonoaudiólogo cuida da Comunicação
em todos os níveis, proporcionando o desenvolvimento
adequado desses padrões, o que é fundamental
para que o indivíduo atinja a sua identidade
no contexto social. Ele precisa estar incluído
em todos os serviços de saúde e educação,
trabalhando na prevenção, avaliação
e tratamento dos indivíduos com dificuldades,
que irão interferir negativamente no desenvolvimento
global da criança, e, posteriormente, na vida
adulta,prejudicando suas funções físicas
e mentais. Ele é, portanto, um consultor da normalidade
e desvios da Comunicação humana. É
uma profissão da Saúde que atua em diversas
áreas; clínica, hospitalar, pública,
creches, escolas, empresas, fazendo o trabalho preventivo
e terapêutico, em todas as idades, desde o recém
nascido até o idoso. O Fonoaudiólogo pode
detectar os problemas no início, fazer o acompanhamento
e assim, impedir gastos maiores com a saúde.
Prevenir sempre é bem melhor do que remediar.
Por isso, a sua atuação começa
quando o bebê ainda está na barriga da
mãe, com o trabalho de orientação
em relação ao uso adequado de bicos e
chupetas, a importância da amamentação
no desenvolvimento da fala, atuação em
UTIs neonatais com bebês prematuros e de alto
risco, pois do desenvolvimento adequado das funções
pré-fônicas (anteriores a fala), que são
a sucção, mastigação e deglutição
é que dependerá o aprimoramento dos padrões
de fala desta criança. Há também
o trabalho de reabilitação das funções
para aquelas pessoas que sofreram algum tipo de atraso
no seu desenvolvimento ou foram vítimas de acidentes
traumáticos, AVCs (derrame cerebral) ou com seqüelas
de doenças degenerativas do Sistema Nervoso.
Na área de Voz, há o trabalho de Estética
Vocal, realizado com profissionais que tem na voz sua
principal ferramenta de trabalho (professores, locutores,
advogados, políticos, cantores, operadores de
telemarketing etc) com o objetivo de prevenir possíveis
alterações, usando corretamente a voz
e/ou aperfeiçoando a dicção, impostação
etc.
Pois a voz, assim como os nossos olhos refletem a nossa
alma, filtrando e exteriorizando emoções,
sendo portanto indispensável o seu uso correto.
Quanto aos problemas de Audição, há
o trabalho de estimulação e colocação
de aparelhos em indivíduos que nasceram ou ficaram
surdos, avaliação, adaptação
e acompanhamento. Bem, isto é apenas uma “pincelada”
do poder e da importância da atuação
do Fonoaudiólogo nos mais diversos setores da
sociedade, capacitando o ser humano naquilo que ele
tem de mais importante; o dom da Comunicação!
Entretanto, a maioria das pessoas ainda não conhece
esses segmentos da saúde que aparentemente não
salvam vidas, ou seja, não tem caráter
emergencial, porque os resultados não são
visíveis de imediato. Porém, podemos afirmar
que o Fonoaudiólogo tem o poder de resgatar vidas
sim, na medida em que ele devolve ao indivíduo
funções primordiais como a alimentação,
a fala e o entendimento, procurando restabelecer um
padrão perto da normalidade com esses indivíduos
para que suas vidas voltem a ter sentido.
A Comunicação Humana é sem dúvida,
a base das relações sociais e, conseqüentemente,
a maior ferramenta do ser humano!
Por isso e muito mais, comunique-se sempre e melhor;
consulte um Fonoaudiólogo!
Ana Lúcia Pinto Erthal
Tel (21) 9754-2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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O que é
a voz?
É o som produzido pela vibração
das pregas vocais, na laringe, pelo ar vindo dos pulmões.
A falta de conhecimento da
importância de certos cuidados básicos
para preservar a voz pode ter como conseqüência
o desencadeamento de algumas doenças laríngeas
como, por exemplo, edemas, nódulos, pólipos,
úlceras de contato, entre outros.
Sintomas
Ressecamento da garganta, cansaço para falar,
pigarro, falhas na voz, sensação de esforço
e rouquidão persistente são considerados
sinais de alerta. As lesões nas pregas vocais,
provocadas pelo desgaste da voz, podem originar um câncer.
O Brasil é apontado
pela União Internacional Contra o Câncer
(UICC) como o 2º país do mundo em incidência
de câncer de laringe. E pode começar
com uma simples rouquidão.
A reeducação
da voz:
O trabalho de reeducação tem como objetivo
a adequação das estruturas fonoarticulatórias
e a conscientização das pessoas para o
adequado uso da voz, através de exercícios.
As alterações vocais afetam a vida pessoal,
social e, sobretudo, a profissional, gerando ansiedade
e angústia. Os profissionais que utilizam a voz
como seu instrumento de trabalho, muitas vezes necessitam
de um treinamento de apoio para desenvolver o seu potencial
vocal. A voz é a sua identidade sonora; conta
quem você é, denuncia seu humor, atrai
ou afasta as pessoas, revela traços de personalidade
e até problemas de saúde. Todos temos
inúmeras vozes; uma para cada situação,
emoção ou ouvinte. É como abrir
o guarda-roupa e escolhê-las de acordo com a ocasião.
A menos que haja problemas psicológicos ou no
aparelho fonador, essa modulação é
feita de maneira automática e inconsciente e
está diretamente relacionada às nossas
emoções.
Emoção
e tensão Vocal.
As nossas duas pregas vocais são super sensíveis
ao nosso estado de espírito. Uma pessoa nervosa
deixa os músculos em constante estado de tensão.
Isso faz com que a laringe e as pregas vocais se estiquem
também e a voz fica mais aguda. Quando discutimos,
nossa voz fica estridente e tensa.
Voz e Personalidade:
A voz denuncia também características
da personalidade. Os tímidos vivem de cabeça
baixa, tensionando e região do pescoço
e, na hora de falar, não abrem a boca direito
porque têm medo de que alguém os ouça.
Por isso, a voz deles costuma sair baixa e mal articulada.
Por outro lado, o excesso de autoconfiança pode
fazer a pessoa levantar demais a cabeça e olhar
o mundo por cima. Com isso, a voz soa aguda e agressiva,
porque é lançada sobre as outras pessoas.
Os autoritários literalmente falam grosso porque
comprimem a laringe, dificultando a vibração
das pregas vocais. Quanto menos elas vibram, mais grave
é a voz.
Como tratar
o aparelho vocal:
Procure não falar alto, para não forçar
a voz. Não se exponha a mudanças bruscas
de temperatura, tanto ambientais como de alimentos.
Não use sprays, dropes ou pastilhas. Eles "anestesiam"
temporariamente e você abusa da voz sem perceber.
Beba no mínimo 8 copos de água por dia
para hidratar as pregas vocais, principalmente no ar
condicionado. Beba sucos de frutas cítricas e
faça gargarejos com água morna e sal.
Mastigue bem os alimentos e evite temperos picantes.
Não use roupas apertadas, principalmente no pescoço
e na cintura. Em ambientes barulhentos, fale só
o necessário. O excesso de ruído provoca
a "competição sonora". Faça
exercícios de aquecimento vocal orientados por
um Fonoaudiólogo. Ardência, perda de voz,
dor na garganta e rouquidão por mais de 15 dias
são sinais de problemas. Por isso, quando algo
assim acontecer, fique de ouvidos ligados.
Ana Lúcia P.Erthal é
Fonoaudióloga clínica.
Atende a crianças, adolescentes e adultos.
Presta Serviços de Assessoria
e Consultoria escolar e empresarial.
Tel: (21) 9754-2992
analuciaerthal@yahoo.com.br
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Microsoft Word.
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Higiene
Vocal
Prezados leitores,
Dando continuidade à última matéria
sobre Voz e seus cuidados, aí vão mais
dicas úteis que todos poderão se beneficiar;
hábitos de higiene vocal:
1) Mantenha uma alimentação saudável
e regular. Evite achocolatados e derivados
do leite, principalmente quando for usar a voz como
instrumento de trabalho, pois estes aumentam a secreção
do trato vocal, deixando a voz com uma impressão
"pastosa".
2) Evite café, bebidas gasosas e cigarro.
Eles irritam a laringe. Além disso, o cigarro
aumenta a chance de câncer de laringe e pulmão.
3) Coma uma maçã diariamente;
ela é adstringente. Limpa o trato vocal
e sua mastigação exercita a musculatura
responsável pela articulação das
palavras.
4) Na hora de acordar e levantar da cama espreguice
e faça alongamentos.
5) Durante o banho, deixe a água
quente cair nos ombros e pescoço, fazendo movimentos
de rotação com a cabeça e ombros.
Isso ajuda a diminuir a tensão do dia-a-dia e
estimula o chacra laríngeo.
6) Enquanto estiver falando, mantenha
a postura do corpo sempre reta, no eixo, porém
relaxada, principalmente a cabeça.
7) Utilize alguns horários do seu dia
para descansar e relaxar, tentando poupar a
sua voz.
HÁBITOS
PREJUDICIAIS:
1) Evite falar ou gritar com muita intensidade;
sempre que possível procure se aproximar da pessoa
para conversar. Quando estiver escutando música
ou assistindo TV, abaixe o volume. Evite a competição
sonora!
2) Pigarrear provoca um forte atrito
nas pregas vocais, irritando-as.
3) Ingerir líquidos em temperaturas
extremas, ou seja, muito gelado ou muito quente. Causam
choque térmico, provocando muco e edema nas pregas
vocais.
4) Fumar; o fumo é altamente
nocivo, pois a fumaça quente agride o sistema
respiratório e principalmente as pregas vocais,
podendo causar desde irritação, pigarro,
edema, infecção. É considerado
um dos principais fatores desencadeantes do câncer
de laringe.
5) Álcool; o consumo de álcool
em excesso também é prejudicial para as
pregas vocais e tem efeito analgésico, propiciando
abusos vocais sem que se perceba.
6) Chupar balas ou pastilhas fortes
quando estiver com a garganta irritada. Isso mascara
o sintoma e a pessoa tende a forçar a voz sem
perceber. Quando o efeito da bala passa, a irritação
na garganta aumenta.
7) Ar condicionado prejudica a mucosa
das pregas vocais, pois o resfriamento é realizado
através da redução da umidade do
ar com conseqüente ressecamento do trato vocal,
o que leva a pessoa a produzir a voz com maior esforço
e tensão.
8) Evite falar durante exercícios físicos;
qualquer exercício de esforço muscular
junto com a fala irá provocar sobrecarga na musculatura
da laringe.
9) Evite cantar de maneira abusiva
ou inadequada em videokês ou fazer parte de corais
sem preparo vocal.
10) Evite falar em demasia em quadros gripais
ou em crises alérgicas, pois o tecido que reveste
a laringe está inchado e o atrito das pregas
vocais durante a fala passa a ser de forte agressão.
11) Evite falar muito após o consumo
de grandes quantidades de aspirinas, calmantes e diuréticos;
a aspirina provoca o aumento da circulação
sangüínea na periferia das pregas vocais,
com a associação do atrito de uma prega
vocal contra a outra há um aumento da fragilidade
capilar. Os diuréticos e calmantes ressecam as
mucosas.
12) Evite usar roupas apertadas na
altura do pescoço e na cintura, pois irá
dificultar a livre movimentação da laringe
e também a movimentação do diafragma.
13) Alimentos pesados e muito condimentados
provocam azia, má digestão e refluxo de
secreções gástricas, irritando
as pregas vocais pela acidez e dificultando também
a livre movimentação do músculo
diafragma, essencial para a respiração.
A prevenção
vocal só depende da conscientização
de cada pessoa, pois a voz é um sinal de saúde
e devemos tratá-la adequadamente.
Ana Lucia Herthal,
fonoaudióloga
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Os
Perigos de Respirar Pela Boca!
A criança que amanhece preguiçosa,
sem vontade de levantar para ir à aula, rende
pouco na escola e vive com rinite crônica não
é deficiente, tampouco sofre de depressão.
Pode ser apenas um dos milhões de portadores
da síndrome do respirador bucal,
um hábito de respirar só pela boca que
leva a padrões de vida muito abaixo do normal,
trazendo problemas para todo o organismo.
Os sintomas básicos da respiração
bucal são os transtornos nas vias aéreas
superiores e a má oxigenação, responsáveis
pelo cansaço e pelo baixo rendimento em geral.
Os respiradores bucais têm sono agitado porque
não respiram direito e acordam com intensa fadiga.
Têm enorme dificuldade de produção
física e intelectual. São como um carro
sem combustível. Mastigam mal, comem pior, falam
errado e se cansam ao praticar esportes.
A síndrome da respiração bucal
atinge a mais de 50% da população.
A prevenção de doenças respiratórias
começa pela boca, tendo como conseqüência
a correta respiração nasal e mastigação.
A origem da síndrome viria da mais remota infância;
começaria na vida intra-uterina, quando o bebê
já chupa o dedo e comprime o palato (osso entre
a boca e o nariz) e se desenvolveria nos primeiros meses
de vida, principalmente se o bebê não for
amamentado no seio materno.
Quando a criança nasce, seu maxilar inferior
está posicionado atrás em relação
ao superior. A mãe tem um papel decisivo no desenvolvimento
da função mastigatória da criança.
O nivelamento e o equilíbrio dos maxilares também
estão associados à amamentação
por um período superior a 8 meses e a uma mastigação
correta dos alimentos.
A criança que mama no peito desenvolve um mecanismo
natural de comprimir o seio com a boca e respirar pelo
nariz. Mas hoje todos logo tomam mamadeiras e as mães
cometem o erro de alargar o bico para facilitar a sucção.
Isto favorece a respiração bucal.
Se já existe uma deformação
da arcada, que pode começar na vida intra-uterina,
a doença é inevitável. Com o tempo,
estes prejuízos na respiração comprometem
todo o processo de mastigação e de audição,
com extensões para toda a postura corporal. Estas
crianças têm o tórax pouco desenvolvido,
lordose na coluna vertebral, abdômen flácido
e proeminente. Os pés são chatos e ficam
na posição "10 para as 2". Por
outro lado, problemas nas arcadas dentárias,
mandíbulas posicionadas incorretamente, sobremordidas
e outras formas de má oclusão são
causados por mau funcionamento do aparelho respiratório
e do sistema estomatognático (boca, lábio,
osso, gengiva, língua, dentes). É mais
fácil corrigir a síndrome na infância,
a partir dos 5 anos, através do acompanhamento
multidisciplinar por especialistas em ortopedia dos
maxilares, Fonoaudiologia, Pediatria, Otorrinolaringologia
e Alergista. Em alguns casos, é necessária
a participação do Psicólogo. Este
trabalho ajuda a prevenir doenças do aparelho
respiratório (rinites, sinusites, otites, amigdalites
de repetição, bronquites e asma). A respiração
correta é essencial, pois dela depende a saúde,
a força e a vitalidade do nosso organismo!
N.R. Ana Lúcia P.Erthal
– Fonoaudióloga, Atendimento clínico,
assessoria/consultoria escolar e empresarial. Tel:(21)
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