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Magia,
Arte Antiga e Atual
M. Selath
Imaginem a humanidade, dependente de sua
sofisticada tecnologia, sem energia elétrica,
computador, telefone celular e outras facilidades
da atualidade. Apesar de toda a tecnologia de
hoje, nunca se viu tanto interesse pela magia.
O círculo se completa: o Alef e o Tau se
encontram no uroboros dos tempos, como sempre
aconteceu.
A magia sempre existiu. Não há
dúvidas de que no passado longínquo,
na Caldéia, dos terraços das casas,
os sábios olhavam o céu à
vista desarmada e tentavam decifrar os mistérios
das cheias e vazantes dos rios. E a irrigação
permanente tinha seu lugar como resultante.
Entre esses sábios, ou “Maggi”,
estavam os que tratavam da observação
das plantas medicinais, da relação
entre o espaço infinito do cosmo e o ser
humano, o microcosmo.
Das colheitas à astrologia e sua filha,
a astronomia, o pensamento mágico era o
único elo capaz de explicar o mundo de
então e seus fenômenos aos antepassados
da humanidade de hoje: era o beresit, que inicia
a Tora.
O pensamento mágico é o
alicerce de todas as religiões, que procuram
estabelecer o elo com a luz ou a divindade criadora.
Civilizações emergentes, que desenvolveram
suas artes e ciências, tinham conhecimento
“oculto para a maioria” da energia
taquiônica, da alquimia, da fabricação
de perfumes, a partir de plantas e de resinas
aromáticas.
O uso mágico e ritualístico dos
perfumes é a alquimia que possibilita as
associações de aromas que abrem
um caminho para o subconsciente. Os perfumes eram
parte significativa do ritual de embalsamamento,
como processo científico de mumificação.
Os egípcios conheciam o valor de PI e de
Phi, a metalurgia dos metais preciosos, do bronze
e do ferro, da arquitetura, da medicina, inclusive
de algumas especialidades, como a cirurgia e a
proctologia, o que está comprovado por
escritos e figuras encontrados em túmulos
egípcios, da iridologia como auxiliar do
diagnóstico, evidenciada pela maravilhosa
expressão “os olhos são o
espelho da alma”, da física, da refração
e da cromoterapia, e da rabdomancia, entre outras
maravilhas.
Estamos no limiar de decifrar, inteiramente,
o DNA “mistério do código
genético”, de descerrar o “véu
sagrado” do mistério da criação
das espécies.
A cobra uroboros está prestes a
morder o próprio rabo, sinal da sincronicidade
do ciclo completado.
Quais serão os fenômenos sincronísticos
que desencadearão os novos paradigmas?
A presença de Anjos acontecerá e
será visualizada por todos?
Sabemos que a TRANSCOMUNICAÇÂO
já comprova a vida em universos paralelos
e a comunicação com extraterrestres.
O trabalho é desenvolvido no Brasil, no
Estado de São Paulo, e aberto aos que procuram
a verdade na ciência.
Quando a volta do ciclo da espiral estiver completa?
Estaríamos próximos de um novo salto
quântico evolutivo e ampliar o psiquismo
do Planeta? Acredito que isso ocorrerá
quando o nível da humanidade estiver harmônico,
os meios de comunicação de massa
aí estão. Se o papel da informação
for cumprido, estamos próximos.
A humanidade, dependente de sua tecnologia de
ponta, nunca se viu tão centrada em seu
renascido interesse pela magia. Talvez o faça
por instinto de sobrevivência, por um “imprint”
que acompanha o ser desde a criação,
desde a primeira encarnação.
O prenúncio do uroboros sempre
põe em xeque nossos valores mais profundos.
Como ter a coragem de mudar paradigmas arraigados
por pseudo-religiões e costumes herdados,
e sem fundamento espiritual sustentável.
O predomínio da lógica sobre a fantasia.
O fim das tradições seria o fim
da própria humanidade. Nenhuma cultura
sobrevive sem a magia. Seu desaparecimento seria
a dissolução dos mais arcaicos arquétipos
da herança genética espiritual.
O primeiro livro de magia conhecido é
a epopéia mítica de Gilgamesh.
É da época dos sumérios,
há mais de 5.000 anos, conforme nos atestam
as doze tabuinhas de barro gravadas em escrita
cuneiforme, pertencentes à fabulosa biblioteca
do rei assírio Assurbanipal, que viveu
no séc. 7 a.C., encontradas em escavações
arqueológicas em meados do século
XIX.
Gilgamesh era rei de Ur (na Caldeia) é
o mais antigo herói humano, conhecido.
Ele encarna, em sua saga, as principais questões
da existência: detém-se perplexo
diante da brevidade da vida e parte em busca da
imortalidade. Vence as “provas” com
bravura e assimila poderes mágicos do “deus
dos sonhos”, com os quais se prepara para
roubar a erva da imortalidade nas profundezas
do reino das Águas Mortas.
“A tradição oral da
magia, nas diversas tradições esotéricas,
existiu muito antes da escrita. Pensamento
e linguagem são totalmente permeados por
magia”: o poder de criar pelo verbo. Até
mesmo o psicanalista Jacques Lacan (1901-1980)
admitiu isso.
O surgimento da linguagem
O homem pré-histórico percebia
uma fusão incompreensível de fenômenos
sonoros atrelados às suas imagens.
Ele "via" sons no correr do regato,
no balançar das árvores, no andar
dos bichos, no ribombar das tempestades, nos golpes
de luta, no rolar das pedras, “entidades”
essas que estavam tão vivas quanto ele
próprio. A partir desse universo acústico,
uma série de símbolos sonoros pode
ser criada na tentativa de reproduzir os eventos
naturais, o que fez surgir a linguagem simbólica.
A antropologia e a semiótica esclarecem:
os nomes dados às coisas pelos homens pré-históricos
revelavam-nas "em si"; declaravam seu
verdadeiro som, seu modo de ser, conforme a natureza
era por eles percebida.
Por meio da linguagem pode o homem diferenciar-se
do meio.
Ao nomear as coisas, tornou real sua inserção
no mundo, passando a explorá-lo, a partir
da porta da caverna e ver ao longe, cada vez com
mais amplos horizontes.
A formação de arquétipos,
de conceitos simbólicos, é sempre
um ato criativo em sua concepção.
A linguagem, paradoxalmente, tanto expressa
a consciência humana como dá conta
de seus limites, já que sabemos
existirem experiências transcendentais que,
a despeito do avanço das ciências,
permanecem inatingíveis pela simples razão.
Para o homem pré-histórico,
dado seu estado natural de ignorância lógica,
tudo, na verdade, tinha esse caráter mágico
inefável. Conforme aprendia a criar símbolos,
melhor dava conta de suas necessidades.
Deflagrou-se, aí, o estopim revolucionário
do pensamento humano, a conferir a toda humanidade
uma identidade comum, lançando as bases
das civilizações.
Desde que o primeiro lampejo de pensamento se
desprendeu da fonte de inconsciência de
si mesmo, em que o homem estava imerso, foi iniciado
o processo de consciência e arbítrio
relativo. Neste ato, o homem acorda. Inicia-se
o processo de criar: foi a divisão entre
o instinto e o pensamento operativo, consciente
de interação com o meio e com Universo.
“Em termos bíblicos, corresponde
à expulsão de Adão e Eva
do paraíso. Uma fenda atemporal
(1) foi aberta pela “espada flamígera”
do arcanjo Michael, que escoltou o casal até
a saída, e nela se prendeu o elo primordial
da magia. "Onde mesmo se prendeu
a magia?", pergunta-se o leitor
reflexivo, "Na fenda do tempo, na espada
do Arcanjo ou na saída do Gan Eden?",
Jardim do Éden. E como não sabemos
precisar, conjecturamos. Vemos que o elo original
está preso à nossa própria
capacidade de reflexão, ampliada pelo universo
lúdico e criador do pensamento falado,
expresso pela linguagem”.
O Verbo da Criação é
mágico em sua natureza. Mais do que isso,
Ele é divino.
A mente mágica, que trazemos como bagagem
mística, é herdeira legítima
do estado de pureza original. É algo notável,
essencialmente feito à semelhança
do Criador. É nosso DNA espiritual, reproduzindo
o ato criativo pela magia da palavra. O decreto
da criação.
Por meio de símbolos sonoros, que
se transformam em linguagem, idéias podem
ser expressas e são tornadas reais
para outros também: é o “comunicare”,
o por em comum da comunicação”.
Estas idéias sugerem imagens primordiais,
as quais, uma vez desenhadas, plantam a semente
da escrita, a pictórica, inicialmente,
e que se desenvolverá sob os mais diversos
aspectos gráficos, nas diferentes culturas.
Os símbolos, preservados e decifrados
pelas Escolas Iniciáticas, guardiãs
dos mistérios e da Arte Real, falam diretamente
ao inconsciente, como memória arquetípica
ancestral.
O axioma mágico, legado do próprio
D’us: a criação pelo Verbo
(2), palavra. “No princípio era o
verbo”.
Grafamos a forma D’us para o nome do Senhor,
de forma a não usar o nome em vão,
contrariando o mandamento. Os judeus usavam a
palavra Adonai (Senhor Meu).
Gen. 1- No principio, D’us criou, pela palavra,
o céu e a terra. 2 A terra estava, porém,
vazia e nua; e as trevas cobriam a face do abismo;
e o espírito de D’us era levado por
cima da águas. 3 D’us disse: faça-se
a luz e a luz foi feita. E D’us viu que
a luz era boa; e dividiu a luz das trevas.
Muitos se propuseram a explicar o axioma,
dentre eles o abade francês Alphonse-Louis
Constant (1816-1875), cujo nome iniciático
é Eliphas Levi, mago cabalista, que se
destacou na história do ocultismo.
Eliphas Levi já praticava magia
quando a igreja católica o ordenou.
Eliphas Levi deixou mais de 200 livros sobre as
ciências ocultas, escritos, em grande parte
inspirados pelos escritos de Francis Barret, autor
de “Magus”, de quem muitos o julgam
copista. De Eliphas Levi, os livros mais conhecidos:
História da Magia e Dogma e Ritual da Alta
Magia. Neste último, discorre em várias
partes sobre o poder do verbo. "Denomina-se
verbo aquilo que exprime o ente e a ação",
diz ele, e "o verbo é a verdade da
vida, que se prova pelo movimento."
O discípulo João (3) é o
único a retomar o tema em seu prólogo:
"No princípio era o Verbo, (Beresit,
em hebraico) e o Verbo estava junto de D’us",
e nos revela que "O Verbo era a verdadeira
luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem".
A palavra princípio é a primeira
da frase do gênese, livro que abre a Torá.
Eliphas Levi viu no Fiat Lux (4) divino a ordem
para que o homem abrisse os olhos, para que vislumbrasse
a Grande Consciência, por meio de sua inteligência,
esta última miticamente representada a
partir do instante primordial em que tomamos consciência
de nós mesmos. Como pequenas estrelas desprendidas
do sol, passamos a brilhar na luz divina, reflexos
que somos dela própria. Como dizia o célebre
astrólogo e astrônomo, já
no “oriente eterno”, professor Assuramaya,
(5) “Somos uma sopa de estrelas”.
“Expressamo-nos, continuamente,
por nosso verbo e pensamento, conservando a magia
do D’us criador, ao mesmo tempo que exercemos
o arbítrio relativo pessoal, nossa marca
como criadores. É o poder emanado, criando
como o poder emanente.
“É um castigo para os que jogam palavras
ao vento e glória para os que sabem fazer
uso delas para criar.”
N.A.
(1)- Perfeitamente possível pela teoria
do campo unificado da física quântica.
(2)- Criar e dar nome à criação.
Esse poder também foi dado ao homem por
D’us, (axioma da criação)
(3)- Erroneamente chamado de apóstolo,
na verdade apóstolos são os que
sucederam aos discípulos.
(4)- Fiat Lux, (latim), como no original do autor:
Faça-se a luz, da tradução
tendenciosa católica, em latim, da Bíblia.
A bem da verdade, “os livros sagrados”
eram, em principio, uma “tradição
oral” e foram escritos nos pergaminhos,
em hebraico, e não em latim. É importante
lembrar que a maior parte da população
da época era analfabeta, sendo que os escribas
ocupavam posição de destaque, exatamente
por dominarem a palavra escrita.
Ser chamado para ler a Tora era uma honraria que,
além de permitir pronunciar as palavras
sagradas da Torah, destacava os que sabiam ler,
e eram, portanto, reconhecidos como cultos e príncipes
do templo, como os membros do sinedrin ou sinédrio.
A bíblia escrita em latim, pelos frades
copistas, tinha por finalidade dificultar a leitura
para o povo, obrigando-o a aceitar o que diziam
os padres, inclusive os dogmas introduzidos para
fraudar a verdade, como o domingo ser o dia santo
de repouso na Bíblia original está
escrito que era o sábado ou que Cristo
vinha para mudar o que não está
escrito no N.T. original em parte alguma, ao contrário
o “Rabino da Galileia” (Jesus), sempre
observou fielmente todos os preceitos da Tora.
(5)- Prof. Assuramaya, nome iniciático
imposto ao jornalista João Batista Pinto,
como sacerdote brâmane. Assuramaya professor
conferencista da Universidade Estácio de
Sá no Rio de Janeiro, Brasil. Astrônomo
amador, astrólogo e escritor. Foi, desde
a criação do portal www.mensageiro.com.br,
o editor de Astrologia, tendo trabalhado até
o último dia de sua vida material.
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A
Escada em Caracol
Múltiplas interpretações
M. Selaht
Estava em uma palestra atendendo a um
pedido, para um público eclético,
o que evito, porque o tempo é gasto com
futilidades, e falei sobre o sonho de Jacó,
o da escada que levava ao céu. (Gen.28:12).
Na interpretação mais conhecida,
uma escada por onde Anjos subiam levando as
preces e desciam trazendo as ordens de D’us
para a humanidade.
Dizíamos
que era uma alegoria bíblica e que tinha
várias explicações e que
era preciso uma abertura de consciência,
sem apegos dogmáticos, para aceitar todas
e que mais interpretações ainda
poderiam surgir no aprofundamento do estudo, o
que não era absolutamente objetivo nosso
numa palestra para público tão eclético.
Temos experiência anterior que nos mostra
que assuntos ligados às religiões
são sempre de difícil condução
e que, mesmo à luz de provas irrefutáveis,
permanece a paixão, a emoção,
e o dogma de fé (a nosso ver por pura ignorância)
sobre a razão.
Em primeiro lugar,
que escada já é uma tradução
distorcida do original. O correto seria uma rampa
em espiral.
O católico não tem o costume de
estudar os livros sagrados. Mesmo seminaristas
e padres têm uma visão distorcida
da realidade do texto bíblico, tudo por
conta dos dogmas oriundos de decisões dos
concílios e dos altos membros dos cleros
das diversas seitas católicas. Católico:
lembro aqui que a religião é o Cristianismo.
Muitos católicos ainda pensam que a língua
original era o latim.
Os judeus também
só estudam em ocasiões especiais,
mas não têm essa visão distorcida
dos protestantes e católicos, porque lêem
o texto na língua original.
O círculo
é uma representação do universo;
pode ser também uma representação
do sol e era assim no tempo dos Patriarcas. Até
muito depois, ainda pensavam que a terra fosse
um tabuleiro de forma quadrada. A expressão
“os quatro cantos do mundo” vem daí,
mas o sol sempre foi redondo.
Partindo da simbologia
do círculo, visualizamos uma rampa em espiral,
como uma mola espiral. Se a olharmos de topo,
ou seja, do alto da rampa para baixo veremos que
se trata de uma rampa contínua onde há
uma superposição contínua
dos trajetos a serem percorridos.
Se fossem círculos
fechados, superpostos seriam a representação
de vários universos paralelos. Ligando
os círculos, obtemos a rampa ascendente.
Cada um desses trajetos representados pelos círculos
seriam uma de nossas vidas. Já começa
aí a ferver a coisa: os que não
acreditam em reencarnação já
começam a discordar antes mesmo de ouvir
a conclusão da história. Essa mesma
alegoria pode ser usada para períodos de
sono e vigília.
Na espiral ascendente, temos a vida eterna, o
aprendizado do espírito, a verdadeira matriz
do nosso corpo, que permanece viva após
a morte do corpo físico. (Outro ponto que
alguns rejeitam, mas que é um paradigma
provado pala ciência, que abordamos em separado
nas notas do rodapé).
Assim sendo, a
vida eterna é dividida em segmentos finitos
onde acontece a perda do corpo material com o
que convencionamos chamar de morte, seguida de
um período de espera até uma nova
encarnação.
Os desencarnados
e os que passaram por uma experiência de
quase morte, costumam narrar que entraram em um
túnel ou em uma espiral ascendente de luz,
e que flutuavam de pé, como se levitassem
em direção a uma luz cada vez mais
forte, mas que não incomodava aos olhos.
Outra interpretação
é a de que a escada em espiral teria trinta
e três degraus (33 é um “número
mestre”, cabalístico, cujo estudo
mais aprofundado não pode caber aqui) seria
o caminho da iluminação conquistada
gradualmente, passo a passo.
Cada degrau ou
grau representa uma parcela de conhecimento a
ser apreendida como requisito para galgar o grau
imediatamente superior até a iluminação.
Quando certo número
alcançar o topo simbólico da escada
terá percorrido o caminho da sabedoria
também simbolizado na “Árvore
Sefirotal”. Essa árvore é
a arvore das esferas da Cabala, plantada na terra,
região da humanidade a que vai até
a região Divina, onde está a divindade
cujo nome é impronunciável.
Há um só
D’us observando o desenho dos 7 chacras
principais dos hindus. A posição
deles é bem semelhante à da Árvore
da Cabala. Os ensinamentos de Buda são
bem semelhantes aos encontrados na Torá,
na Bíblia e nos Vedas. É preciso
rasgar o véu de Isis e ter a visão
do falcão para entender. As escolas iniciáticas
fazem isso. As religiões separam as pessoas
entre elas, e da verdade. O caminho para a
“Luz do
Criador”, simbolizado na “Escada de
Jacó” é pessoal ninguém
pode percorrê-lo por outro. É um
caminho pessoal e, portanto, diferente para cada
um. A forma de viver experiências é
diferente para cada pessoa. Essa é minha
opinião pessoal.
Quero deixar para
todos vós estas palavras de dúvida.
Procurem por elas. Se refletirem sobre os conteúdos,
elas serão palavras de certeza, de verdade,
da verdade que liberta.
Ouçam os
vossos corações. O criador vos ama
tanto que vos designou um Anjo para guardar a
cada um de vós. Há um caminho de
luz à vossa disposição para
ser trilhado cada qual no seu tempo. D’us
sabe exatamente a carga que cada um de vós
pode suportar.
O Sopro da Vida, a Ablução pela
Água Probática Consagrada, a Solidão
Sob a Terra e a Purificação pelo
Fogo darão a têmpera, quintessência
de vosso caráter e as condições
de aprendizado. Vosso conhecimento será
a única bagagem permitida nesta viagem
em busca da perfeição. Aprendam
e BOA VIAGEM!
(1) Com
a trans-comunicação está
provado, cientificamente, que de fato há
outros planos além deste. A teoria dos
“Campos Unificados” é real
e a física quântica toma o lugar
da física newtoniana.
O embotamento dos clérigos das diversas
religiões, na contramão da ciência
e do fato, teimam em não aceitar a verdade,
por que não admitem o erro, ou por pura
ignorância. D’us é o LOGUS,
lógica e ciência.
* Do livro “Magia
Passo a Passo, a Escada de Jacó”.
Direitos da ARA, Editora e Publicidade, também
proprietária deste portal.
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Sinais
Estão por toda parte, são
reconhecidos
por uns poucos
M. Selaht
Conversávamos
no café e bar Grande Oriente, na rua do
Lavradio, Rio de Janeiro, o ano 1978. Meu companheiro
de café era um irmão, coronel reformado
do Exército Brasileiro, um defensor da
Amazônia, ilustre maçom e mago, já
na época, Grande Inspetor do Rito escocês,
Grau 33, tinha perfeito domínio do elemento
fogo. Uso seu nome verdadeiro, por ser muito conhecido
entre maçons e estar hoje no “Oriente
Eterno”.
O Irmão
Luiz Bayardo da Silva já era meu
antigo conhecido de palestras e conferências
acadêmicas. Nessa época, eu ainda
não o conhecia como esotérico. Era
um estudioso de assuntos maçônicos
e esotéricos, em geral. Desta feita, conversávamos
sobre sinais, que alguns evidenciam e que, sem
dúvida, são parte do plano evolutivo
da raça humana, do qual sempre houve pessoas
e ordens esotéricas do passado, como a
fundada em Amarna, (Tel el Harum) por Amenofis
IV, a ordem Templária de S.J. de Jerusalém,
a Rosacruz, os Sufistas e outras mais, que guardaram
zelosamente pedras e argamassa para a “grande
construção do templo de nossas virtudes”.
Sinais
Sinais dessa construção, que é
o beresit (primeira palavra da
Bíblia, que significa princípio
em hebraico) da humanidade do atual milênio,
vêm aparecendo e passam despercebidos freqüentemente.
A máquina quântica de Shakara,
cromoterapia, expansão de consciência,
os Dons e outros sinais, que os céticos
teimam em rejeitar.
Quando aconteceu
o fenômeno da separação das
línguas na construção da
“Torre de Babel”, (significa Porta
de Deus, em hebraico. Gen.11 vv.6 a 9), a Misericórdia
Divina, como sempre se fez presente, os intérpretes
e tradutores das novas línguas, passaram
a ser uma classe social importante, e foram os
embaixadores da época primitiva.
O
Plano
D’us sempre teve Seu Plano escrito e o “arbítrio
relativo”, que concedeu à humanidade,
foi sempre, como ainda é hoje, motivo de
transgressão. A dificuldade de comunicação
teria sido um castigo, mas foi também uma
forma de evolução, pena que pela
dor.
A
esperança de um novo paradigma para unir
a humanidade
Vislumbrada por um iluminado judeu polonês,
Ludwik Leger Zamenhof (Lázaro Zamenhof),
com a criação do esperanto,
em 1887, uma língua universal com cinco
vogais e 23 consoantes, como sempre, interesses
egoísticos e econômicos impediram
que esse sinal fosse reconhecido. A linguagem
diplomática era o francês, mais tarde
o inglês tomou esse lugar e o dolar
americano passou a ser o padrão monetário.
O adoção
do euro é mais um sinal, embora
infinitamente de menor importância que a
linguagem universal, a unidade de linguagem e
a de valores econômicos, vão acontecer.
O Irmão
Bayardo e eu falávamos que no futuro o
“paradigma do esperanto” seria materializado
na linguagem telepática, que acabaria de
vez com a mentira e a falsidade, já que
todos estarão lendo as mentes uns dos outros.
Telepatia
Telepatas e comunicações mentais
acontecem, embora às escondidas. É
o medo de ser chamado de louco ou charlatão.
É também a influência maligna
de algumas seitas religiosas do cristianismo,
que se negam a ver a verdade dos fatos, mesmo
quando provada à luz da ciência.
O
despertar da Verdade Arcana
As “descobertas” e os prodígios
terão lugar garantido nos veículos
de comunicação, da forma como já
eram conhecidos na Cabala, há milênios.
Somos “um povo de dura cerviz” fechamos
os olhos para o obvio, e colocamos rótulos
de mentirosos nos sábios. Os Kaballa
Centers, ao redor do mundo, são
um exemplo atual.
A trans-comunicação
já removeu o mito eclesiástico de
que não há vida após a morte.
É possível comunicar-se com consciências
desencarnadas e até com outros seres, por
esse método que não utiliza médiuns,
apenas aparelhos e cujas experiências podem
ser repetidas e gravadas (para a desmoralização
de certos clérigos). Os “Torquemadas”
sempre foram servos do mal a serviço dos
que confundem fé com ignorância e
dos que acreditam que os homens não têm
o dom dos milagres.
Eles não são capazes de ver e reconhecer
os SINAIS.
N.R. No Brasil, mais informações
podem ser obtidas no site BRASILIA ESPERANTO-LIGO
www.esperanto.org.br
Transcomunicação: www.ipati.org/gravandovozes
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A
Magia no PAN
Mago
Selaht
Cercados
de magia, não nos damos conta disso.
O ser humano pensa que evoluiu, mas não
é capaz de perceber o que está
abaixo do nariz.
A
preocupação evolutiva presente
no ser humano leva a ações que
chegam a ser hilárias. Enquanto nega-se
a validade das afirmações astrológicas,
ignoram-se os fatos do cotidiano como o regime
das marés e dos ventos, o ciclo menstrual
e o período da gravidez da mulher. E
mais as teses universitárias que, ao
contrário, demonstram que a astrologia
é, sim, um método de efetuar prognósticos.
No recém terminado evento do PAN, a criação
do fogo, um ritual antiqüíssimo
foi efetuado. A “chama primordial”
foi transportada em uma duas lanternas e dessa
chama foi feito o “contágio”
para as tochas que seriam transportadas por
inúmeras pessoas até o acendimento
da pira no local de abertura e encerramento
da cerimônia. Aí estão os
elementos de magia presentes.
A “criação” - a chama,
como criatura consagrada, é o mais poderoso
dos elementos. A preocupação de
multiplicação em duas lanternas
para garantir a preservação do
fogo sagrado caso uma das lanternas se apagasse.
O “contágio” - a chama é
usada para acender a tocha e esta, a pira.
Todo esse ritual é mágico, embora
algumas etapas, como o transporte em aeronave
das lanternas pudesse envolver risco.
Alguns erros foram cometidos, como “apagar
a chama da pira”. O correto seria recolher
a chama para as lanternas e voltar com a chama
para o local de origem onde permaneceria ardendo
até o próximo PAN.
A palavra apagar não é usada pelos
praticantes da “arte” - a palavra
usada é adormecer. A chama é adormecida
até o momento em que será “acordada”.
Chamas, místicas nunca devem ser sopradas
como, simbolicamente, foram as do PAN. São
adormecidas pela ausência do comburente,
são abafadas. O adequado, entretanto,
será manter a chama acesa no mesmo lugar
e deste, transportá-la ao do próximo
evento.
Há quem diga que esse ritual é
pagão. Não é verdade: o
povo escolhido mantinha em seu Templo e, mais
tarde, nas Sinagogas, uma chama permanente.
Também esse costume foi adotado no ritual
católico, um arremedo corrupto do ritual
judaico de onde foi copiado.
A lanterna em frente ao altar era mantida acesa
permanentemente. Hoje, uma lâmpada substitui
a lamparina de azeite.
Não cabe a nós mostrar que esses
erros apontados são de fato significativos.
Mas se é para executar um ritual tão
antigo, respeitar a tradição é
o mínimo desejável.
A chama consagrada resultante do azeite das
primícias ofertado a D’Us é
tão importante, que um milagre já
aconteceu com respeito a essa chama. O milagre
do Chanucah.
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E
o círio se apaga
Estavam reunidos no pequeno
“quarto santo” os seus discípulos
e as primícias deles, seus filhos primogênitos.
O velho mestre passava ao seu discípulo mais
antigo instruções a serem rigorosamente
obedecidas.
O “quarto santo” era um cômodo independente
da casa onde o mago dormia nos dias de jejum e preparava
o corpo material para seu ofício, era o único
a entrar nesse recinto consagrado.
A luz elétrica no teto havia sido desligada,
incomodava os olhos do mago. Ao lado direito do modesto
catre de madeira de cedro, um círio iluminava
fracamente o aposento. Lençóis de linho
eram as únicas peças que revestiam o
leito e o mestre. O de cobertura era bem antigo, puído,
mas limpíssimo - era o único que usava
desde a sua iniciação.
Da janela aberta suave brisa soprava, o dia estava
para nascer.
A luz do círio que iluminava o ambiente não
era suficiente para iluminar os presentes, que estavam
em penumbra.
Dadas as instruções, o velho mago recostou-se
no travesseiro e deu inicio a uma oração.
“Recebe, Pai, este vosso humilde servo em Vossa
morada se for de Vossa Santa Vontade e agradar aos
Vossos olhos.
Abençoa estes meus filhos e vossos servos e
estende Vossas mãos sobre a cabeça do
que os irá guiar doravante, na Vossa senda
e na prática do bem, na preservação
da natureza que criaste e na Arte Real.
A mim, meu Santo a Amado Anjo! A vossa guarda e em
vossas mãos...” . O círio se apaga,
o sol lá fora, em breve, irá iniciar
sua jornada pelo “arco die”. Súbito,
a brisa suave dá lugar a um ar repleto de ozônio;
pontos de luz começam a surgir; luz, uma luz
intensa ilumina o aposento.
Lá fora, o luminar do dia inicia seu arco e
os pássaros cantam a sinfonia da manhã.
É a vida que resplandece, a promessa de que
o ciclo se repete, sempre, e eternamente.
Enquanto os cavaleiros da luz acreditarem que há
um Deus Uno e que do “Santo Bendito Seja o Seu
Nome” há uma lei universal; haverá
vida eterna e esperança eterna.
O corpo do velho Mago fora lavado e revestido do lençol
da iniciação - o círculo estava
fechado.
Segundo a sua vontade, foi cremado junto com as suas
alfaias. As cinzas foram sepultadas debaixo da frondosa
acácia no jardim. Cai agora uma chuva forte.
A bênção do Senhor cai sobre todos
da egrégora e a acácia nunca esteve
tão viçosa e florida.
O trabalho continua sempre, a semente precisa ser
cuidada. Um lindo bosque de acácias está
para ser plantado. É o círculo da vida
que se repete e renova, como está em cima.
Mago Selaht
do livro “ Magia passo a passo ,
a escada de Jacó”
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Família Espiritual ou Família Material?
Mago Selaht
Do livro Magia passo a passo , a escada de Jacó
O
conceito
“Pessoas aparentadas que vivem, geralmente, na
mesma casa, particularmente, o pai, a mãe e os
filhos.”
O conceito de família é bem mais amplo
do que a maioria pensa. Aliás, o conceito de
maioria não significa verdade.
Dizer o que a maioria pensa de determinada maneira não
significa que estejam certos, apenas que são
maioria e como tal, sendo grupo de pressão, podem
fazer valer à força suas idéias,
o que não lhes dá poder sobre a verdade.
A homossexualidade existe entre os animais e não
podemos afirmar que seja opção sexual
ou comportamento opcional, é sim, um desvio do
padrão.
Família não é somente aquela que
conhecemos; é preciso estabelecer indicadores
ou criteria, para definição.
No
conceito mundano
Os membros de um clube que mantenham interação
constante são uma forma de família. A
família flamenguista, a família palmeirense.
É comum o termo “família militar”
ou “família muçulmana”, no
lugar de povo muçulmano ou povo árabe.
No
conceito espiritualista
Quando o grupo social tem um fator espiritual ou carnal
que o une essa é uma forma de família
no conceito espiritual. Uma loja maçônica
é uma forma de família e há um
forte vínculo entre seus membros - a escolha,
a aceitação mútua.
Uma família carnal, pai, mãe, filhos,
avós, netos é constituída por pessoas
com vínculo carnal e têm descendência
genética. O fator de coesão é o
gen, no campo material.
No campo espiritual, da mesma forma, há uma “genética”
espiritual. Da mesma forma que uma célula tronco
se parte para formar um ser inteiro, o que poderíamos
chamar de célula genética, o espírito
também se parte formando novos espíritos.
É assim que o número de espíritos
cresce. São as almas gêmeas que, a partir
desse momento, terão vidas autônomas e
corpos autônomos, independentemente do sexo. O
espírito de uma mulher pode se partir em espíritos
de homem e mulher e vice-versa.
A natureza material nada mais é do que a cópia
da natureza espiritual. A natureza espiritual precede
a natureza material.
“Genética”
espiritual
Unirá essa família espiritualmente constituída
o que os hindus chamam de egrégora (palavra de
origem do Sânscrito). Quando o indivíduo
é procriado, um filho adulterino, por exemplo,
essa criança e sua mãe passam a ser membros
da egrégora. Há um vínculo
genético da criança, independentemente
da situação social e ambos farão
parte da egrégora para as próximas encarnações.
O mesmo acontece quando uma criança é
adotada. Neste caso, não há genética
espiritual nem material ainda, mas, convivendo com a
família de adoção, essa criança
será parte da egrégora espiritual futura.
O homem tem poder de arbítrio relativo e pode,
em alguns casos, interferir ou alterar o seu destino.
Uma criança adotada pode ter sido um benfeitor,
um amigo, ou um assassino, numa vida anterior e poderá
ter o mesmo comportamento na nova vida. Poderá
vir como um agente do karma para cumprir com a missão
de destruir seu pai adotivo, como forma de resgate de
uma vida passada.
Há uma tendência de a egrégora ser
repetida por várias encarnações
e, portanto, há uma tendência a um Karma
coletivo dessa egrégora.
Quando homem ou mulher tem uma relação
extraconjungal, essa pessoa faz parte da mesma egrégora
ou família espiritual, embora desconhecida da
família legalmente constituída ou aceita
pela sociedade.
Acontece da mesma forma na adoção de uma
criança.
Os acontecimentos advindos dessa adoção
fazem parte do Karma coletivo dessa família.
O
desconhecido conhecido
È o conhecido de vidas passadas. São os
que se reencontram em um mesmo segmento de tempo, que
nós chamamos de “esta vida.” São
as pessoas que já nos parecem conhecidas, com
quem simpatizamos ou não, sem saber de onde os
conhecemos ou se os conhecemos nesta vida.
Encarnação
e Ressurreição
Se há uma reencarnação, não
seria o mesmo que ressurreição. Espiritualmente
sim, trata-se da volta do espírito à matéria,
mas materialmente, não. Reencarnação
seria a volta do espírito em um corpo novo, um
bebê que poderia ser de mesmo sexo, ou não.
Essa seria inclusive a explicação
falsa para a homossexualidade.
Fatos
cientificamente comprovados e testemunhados. Ambos os
casos já ocorreram.
Ressurreição
Registros bíblicos mostram que muito tempo antes
de Jesus ressuscitar a Simão, o Lázaro
(leproso) (João 11 Verss. 17 a 26), o profeta
Eliahu (Elias) já havia ressuscitado o filho
da viúva (3° Reis 17-Vrs 22).
No caso de Simão, o Lázaro, irmão
de Marta e Maria de Magdala (Maria Madalena), o cadáver
já estava em adiantado estado de putrefação,
pois havia morrido já há quatro dias.
Mas não interessa aos
cleros corruptos que tais assuntos sejam mostrados.
Reencarnação
Ao admitir que um espírito retorna a
um corpo putrefato e por milagre se restaura, é
possível admitir que o mesmo pudesse ingressar
em um corpo de recém-nascido, fato que pode ser
provado pela regressão. A própria regressão
já é uma prova de vida anterior.
A
Família do Mago
Por que o Mago deve desposar uma virgem?
Anatomicamente, Homem e Mulher são diferentes.
A mulher tem um desenvolvimento mais acentuado na puberdade
e está preparada para a maternidade após
a segunda menstruação. Estamos deixando
de lado, aqui, as leis dos homens e as opiniões
da sociedade, para atermo-nos aos fatos.
A mulher nasce
com os ovários já repletos de óvulos
que envelhecem com ela. Assim, a mulher, aos quarenta
terá óvulos com quarenta anos e possibilidades
menores de gerar. A fase de procriação
e fertilidade vai até a menopausa. Não
estamos aqui discutindo técnicas artificiais
de fertilização.
O Homem tem um
desenvolvimento mais lento na puberdade. Aos quinze
anos é um menino enquanto a moça já
está praticamente completa. O aparelho reprodutor
masculino funcionará até a andropausa,
mas, diferente do da mulher. Os espermatozóides
serão sempre renovados e jovens podendo decrescer
em número, mas sempre serão novos.
A
questão da virgindade
A tradição recomenda uma virgem pelos
motivos que passo a explicar:
Como já escrevemos as anatomias são diferentes,
quando o homem ejacula, o seu sémen sai do corpo
para ambiência externa, que pode ou não
ser a vagina de uma mulher.
A mulher quando tem relações sexuais recebe
dentro de si o sémen de seu parceiro que passa
por osmose pela mucosa interna da vagina para fazer
parte integrante dela. Radiestesicamente é o
que chamamos impregnação. A palavra prenhez
vem de impregnação.
Mesmo não havendo fecundação houve
impregnação. Quando as relações
são com vários homens acontecem varias
impregnações. O maligno sempre ataca a
parte mais fraca como pássaros e pequenos animais,
exceto os felinos que têm grande resistência,
e sempre ataca usando a mulher e os filhos, para atrapalhar
o trabalho de propagação da luz em meio
às trevas. Outro grande engano é pensar
que o mal e seus agentes não existem, sendo fruto
da imaginação e das crendices populares.
O Mal existe e não é mais fraco que o
Bem, é exatamente igual, e é por isso
que existe um equilíbrio relativo, porque a balança
está sempre pendendo um pouco para cada lado,
sendo que as atitudes do ser humano são o fiel
dessa balança, responsável pela manutenção
do equilíbrio, até a vitória final
do Bem, que certamente virá a acontecer. Por
isso é tão importante o desenvolvimento
da sociedade como um todo e que o Bem ocupe os espaços
para que Mal não os ocupe.
São regras, não obrigações,
já que o ser humano pode fazer o que desejar.
Nada lhe é proibido desde que esteja preparado
para assumir as conseqüências, principalmente
se ferir a terceiros.
Para os céticos nada disso é importante.
Para quem quer seguir a senda da Arte, o mínimo
que se espera é que não seja cético,
mas que tenha a mente aberta e aprenda com os antigos
que já experimentaram e viram qual seria o melhor
caminho, por isso são Mestres.
Muito pensei ao escrever essa peça, sobre as
discordâncias e a polêmica que irá
despertar. A modernidade, em alguns aspectos, nada tem
com a tradição, que não representa
atraso, mas experiência acumulada e que vem dando
certo. O mago do tarô é um jovem, o Eremita,
um velho, já sem esposa, mas olhando o mundo
do alto da montanha, vendo ao longe, com a alma e a
visão aumentadas e com poder (que precisa ser
conquistado).
Tradição
oral
Normalmente, esse estudo é passado aos discípulos,
oralmente, e não como o fizemos. A magia requer
disciplina, renúncia e estudo. A esposa do mago
é muito mais que uma mulher e companheira, é
uma cúmplice e por isso entende os jejuns e as
abstinências necessárias em certas ocasiões.
Ela vê e participa dos resultados, da colheita
e das bênçãos, recebe os filhos
como uma dádiva divina e sabe que não
nasceram nessa família por obra do acaso.
A Mulher é a pessoa mais importante na
vida de um mago. Ela é amada como cálice
divino da criação.
O mago não pode ter vida dupla. É a regra
e é respeitada.
A mulher do mago sabe que é uma “escolhida”
e que “o amor é a chave do universo”.
Notas do autor:
Os exercícios para desenvolvimento, meditação,
chamadas de força e outros que o mago pratica
durante sua existência, mexem com os chacras (em
Sânscrito, vórtices de energia) e como
resultado, aguçam a libido e comprovadamente
aumentam a sexualidade.
Na tradição druídica, os wiccanos
acreditam que a mulher é dona absoluta de seu
próprio corpo, podendo, se desejar, até
prostituir-se.
É ela quem escolhe seus parceiros, podendo descartá-los
quando desejar.
Não contestamos tal tradição, que
não é a nossa, mas lembramos que não
é correto misturar tradições, ou
seja, aceitar parte de uma e parte de outra. Por outro
lado, o fenômeno da impregnação
permanece, quer o comportamento social aceite a pluralidade
de parceiros, quer não. A impregnação
é um fato.
As possíveis conseqüências, como o
ciúme, sensação de perda e depressão
podem não ocorrer, com freqüência,
mas a impregnação é um fato científico.
Cada qual tem o direito sagrado da escolha e pagará
o preço dos erros que advenham dela.
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Magia Eterna, Magia
Realidade ou ficção?
(Comentários
sobre palavras do Papa)
M. Selaht
Dois eventos estão se
sucedendo como se fossem parte de um mesmo programa:
A visita de Bento XVI, o Papa e a novela Eterna Magia.
Uma das perguntas
mais freqüentes que me fazem é sobre maldições.
“Será que isso pega? É verdade mesmo?”
Interessante é que, qualquer que seja a resposta
e por mais sincera que seja a dúvida permanece.
Acredito que seja o conflito entre o racional e o emocional
ou o conflito entre uma mentira, que já vem de
geração para geração e uma
verdade que igualmente corre em paralelo e é
antiga como o mundo.
Assistindo uma reportagem sobre a viagem do Papa, amplamente
divulgada pela impressa mundial, presente na comitiva
papal, quando o Dux Cleri
“Líder do Clero” ameaça com
excomunhão aos que aprovarem o aborto, entre
outros assuntos considerados proibidos pela Igreja de
Roma. Percebi que a resposta sobre maldição
estava ali, debaixo do meu nariz.
Canso de dizer que a relação entre o ser
humano e D’us é pessoal e intransferível,
não dependendo, absolutamente, de intermediários
e menos ainda de seitas ou igrejas.
Excomunhão é um
ato de Magia Negra
Excomungar, Lat. Excomungare, Ex comunicare.
Nesse ritual, o sacerdote exclui o gozo de todos os
bens espirituais ao fiel ou alguns desses bens.
Qualquer dos membros da igreja é expulso e torna-se
maldito, esconjurado, condenado como réprobo.
Aí está um exemplo universal e incontestável
ato de MAGIA NEGRA praticado pelo SUMO SACERDOTE CATÓLICO,
cujo julgamento é infalível.
Satanás sabe enganar e esconder-se, e disfarçar
seu trabalho. Pode influenciar um sacerdote para negar
que existe.
Com uma organização e uma hierarquia,
a seita católica exerceu sempre forte influência
política e social, através dos padres
e seus sermões junto á comunidade, que
conhece as orações do serviço religioso,
mas nada conhece da Bíblia e acredita em tudo
que ouve dos sacerdotes.
Qualquer pessoa, medianamente inteligente, de mente
aberta e com conhecimento de filosofia, ao ler a Bíblia
ao menos uma vez, jamais será católica.
Tantos são os engodos e mentiras pregados como
verdade. Como exemplo, cito a data do nascimento de
Jesus, o domingo como dia santo, a eterna virgindade
de Maria, o culto a Maria, o culto aos “Santos”,
às imagens cultuadas, à canonização.
É incrível que pessoas formadas em nível
superior creiam nessa farsa, que é um arremedo
medíocre do judaísmo. As crianças,
inseridas no estudo de determinada religião,
quando adultas, não procuram conhecer outras
religiões, não havendo, assim, a busca
da verdade, preferindo, por comodismo, deixar tudo como
está. Lendo a Bíblia e conhecendo o catecismo
católico, é facilmente identificável
onde está a verdade.
Realidade
ou ficção
Realidade de origens muito antigas. Não confundir
com truques de prestidigitação.
A magia sempre esteve presente nas culturas dos povos.
Aos magos podem ser creditados os princípios
das ciências modernas e também a preservação
das artes antigas.
As diversas tradições se confundem nas
brumas do tempo e estão subjacentes na história
e na filosofia.
Neste escrito, enfocamos o emprego da ferramenta magia
em seu sentido maligno, no ritual católico da
excomunhão, que seria terrível SE o Papa
tivesse realmente o poder que em sua vaidade desmedida
pensa ter.
O Santo Bendito Seja Seu Nome, o D’us de Abraão,
de Isaac e de Jacó, não concede um dom
a quem não o usará para o bem da humanidade.
Não desejamos desrespeitar qualquer religião,
mas desafiamos que nossas palavras possam ser contestadas.
Se o forem, será à custa de argumentos
puramente emocionais, sem nenhuma prova. Poderíamos
ir mais fundo, nas heresias do clero católico,
mas preferimos deixar para mais tarde, se qualquer fanático
tiver a infantilidade de contestar a verdade.
“Eterna
Magia”
Com um elenco formidável, essa novela pode ser
esclarecedora da verdade sobre o culto pagão,
que é a magia de origem céltica. Fui iniciado
em práticas de medicina herbácea por minha
avó paterna. Essa história do inicio da
minha vida está contada em “A Velha Senhora”.
Longe das mentiras espalhadas pelas seitas cristãs
que levaram às masmorras e à fogueira
pessoas simples que foram privadas da liberdade e da
vida, em nome de um Deus, que pregava o amor e a fraternidade,
parece loucura e é mesmo. É o fanatismo
de uma coletividade incitada à perversidade extrema
por lideranças que dizem servir a uma causa nobre.
A novela pode ser uma forma de mostrar a verdade sempre
ocultada ou pode seguir a fórmula do cinema americano
e das igrejas de transformar amor em ódio mais
por temor que por fatos. Pode descambar para a feitiçaria
e a prática da maldade, que era exceção,
e foi muito mais presente nas igrejas do que entre os
bardos.
Resta-nos esperar que a verdade surja desta vez.
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ENCANTAMENTOS E MALDIÇÕES
Mago Selaht
Do livro “Magia passo a passo, a escada de Jacó”
Tentar
fazer mal a um ser vivente seja ele pessoa, animal ou
planta, não agrada ao seu criador, Deus, que
os antigos hebreus chamavam de Senhor Meu (Adonai).
Dos Espíritos:
Há espíritos bons e espíritos
maus, como há pessoas boas e pessoas
más. A índole boa ou má de uma
pessoa não é alterada pelo fato de ela
ter perdido o corpo físico e ser agora um ser
desencarnado.
A simples proximidade de um espírito desencarnado
maligno pode alterar o nosso campo vibratório
ou campo áurico e levar a doenças físicas
e a perda de energia.
Vampirismo:
A perda de energia é tratada no capítulo
Vampirismo, de nosso livro Magia Passo a Passo, a Escada
de Jacó e pode ser visto neste Portal - ESOTERISMO
/ Mistérios.
O ato de crer ou não crer não
invalida os encantamentos ou maldições,
mas pode, no caso de não se crer, criar uma certa
barreira que dificulta a agressão espiritual.
Tomamos por exemplo a maldição aos arqueólogos
que descobriram a Mastaba de Tutankamon, o Faraó
Menino. Todos os que participaram da abertura da sala
mortuária morreram de forma estranha.
Fica difícil conversar com pessoas que não
são capazes de encarar o encantamento e a maldição
cientificamente por questões dogmáticas,
religiosas ou por ignorância mesmo, já
que duvidar a priori de um fato sem estudá-lo
é anticientífico.
A Kabalah nos revela uma tabela de anjos de Deus, chamada
pelos antigos estudiosos de tabela da direita. A ela
corresponde uma tabela da esquerda ou dos anjos decaídos,
que erroneamente são chamados de demônios
(do Gr. Daimon) que significa apenas espírito,
não se lhes atribuindo qualidade alguma, se do
bem ou do mal. É bom que se saiba que
contrariar a vontade de Deus desejando mal não
é uma coisa digna a se fazer.
O ciclo da maldição
ou do encantamento
Qualquer trabalho de maldição ou encantamento
depende muito do poder de volição do oficiante
(é preciso desejar ardentemente que a maldição
se realize) e de elementos que liguem, conectem o que
pronuncia a maldição ao amaldiçoado.
São pedaços de roupa usada, objetos de
uso pessoal ou pedaços de pele, sangue, urina,
cabelo, saliva, unhas, enfim, que sejam parte da pessoa
que vai ser amaldiçoada.
Há uma tendência moderna de associar o
encanamento e a maldição à magia
e a complicados rituais. É bem verdade que os
magos não se dedicam a tal prática. Apenas
alguns seres abjetos são capazes de praticá-los.
O mago sabe que a maldição e o encanamento
percorrem um ciclo, ou melhor, um círculo que
voltam sempre ao ponto de partida, que é aquele
que proferiu a maldição ou encanamento.
A bênção e a maldição
Aquele que é capaz de pronunciar uma bênção
(não como as que são pronunciadas pelos
sacerdotes em geral, que não têm nenhum
efeito prático, mas a que sai da alma acompanhada
de um intenso desejo e certeza de que será realizada).
É capaz de pronunciar uma maldição,
mas, a bem da verdade, estará prejudicando a
si próprio, pois que esse poder de volição
não deve jamais ser usado para o mal. Aquele
que assim o fizer será indigno diante de Deus.
Formas negativas de pensamento
É possível criar, com formas de pensamento,
elementos que venham a prejudicar pessoas, plantas,
objetos. Uma experiência prática pode facilmente
demonstrá-lo ao mesmo tempo em que pode ser usada
para testar o poder da bênção e
o dom da cura. Para tal, devem ser usadas sementes de
plantas de fácil crescimento, escolhidas a esmo,
de forma que não haja uma ou outra de melhor
qualidade e plantadas em igual número em três
vasos de planta de tamanho igual e material igual. Dentro
deles será colocado um composto de terra, esterco
e nutrientes pesados e que tenha peso igual para os
três vasos. Nestes vasos, a uma profundidade medida,
serão colocadas as sementes e cobertas com igual
quantidade de terra. As três plantas deverão
ser colocadas em lugar onde permanecerão e regadas
adequadamente sempre com a mesma quantidade de água.
Os vasos deverão ter uma distância entre
si de 50 centímetros e estarem todos expostos
a igual quantidade de luz e sombra.
Início da experiência
Escolher a esmo um dos vasos. Impor as mãos sobre
o mesmo, fazer uma prece e desejar que planta cresça
viçosa, sem pragas e rapidamente. Escolher entre
os dois vasos restantes, mais um e impor as mãos
sobre ele desejando que a plana morra. No terceiro vaso
nada fazer. Esse será o testemunho de controle.
Conforme já foi dito, regar sempre com quantidade
igual de água usando o medidor graduado e repetir
sempre que regar a bênção e maldição
sobre os vasos destinados à bênção
e à maldição. Incrível será
o resultado: a planta abençoada chega a crescer
70% mais em relação à planta-testemunho,
a amaldiçoada pode não chegar a germinar
ou tornar-se raquítica e cheia de doenças,
morrendo depois. Ao terminar a experiência, não
se esqueça de pedir a Deus perdão por
ter destruído a planta amaldiçoada e que
isso é feito apenas como demonstração
para os incrédulos.
Acreditamos que após esta experiência
ninguém mais duvidará de que a bênção
e a maldição são possíveis.
Maldições
e pragas
No
século XVI, o autor alemão
Johann Weyer, geralmente cético sobre a eficácia
das maldições e das pragas diz “Se
algum sinistro vier a acontecer ocasionalmente será
visto como resultado de maliciosas imprecações
feitas pelos pais contra seus próprios filhos.
Isso não invalida meu ponto de vista, de forma
alguma, mas devido a peculiar afinidade congênita
entre pais e filhos. Por essa razão, Deus, algumas
vezes, amedronta com exemplos” (de que as
maldições são, de fato, reais).(1)
Johann Weyer, in De Praestigiis Daemonum, edição
de 1583.
O autor Keithoms em sua obra Religion and Decline of
Magic (Oxford, 1971, p. 512), diz “quando uma
mulher de língua perversa amaldiçoar alguém,
a morte virá logo depois.” (2)
Um pedido de justiça
Quando o Papa e Felipe, o Belo, de França, concluíram
que a dívida em dinheiro para com a Ordem dos
Templários(3) era impagável, pois os cofres
de França e do Vaticano estavam “vazios”,
decidiram por tornar proscrita a Ordem Templária,
em 22 de novembro de 1312, julgar no Tribunal da Inquisição
seus membros e condená-los à morte pelo
fogo. O Grão-Mestre Jacques du Molay foi cremado
em praça pública, em frente à Catedral
de Notre Dame e durante sua agonia pronunciou a seguinte
frase: “Nakan Adonai. Conjuro o Papa
e o Rei de França a comparecerem perante Deus
no prazo de um ano.”(4)
O Grão Mestre dos Templarios,
Jacques du Molay não teve poder para mudar o
seu destino, mas teve suficiente poder de volição
para ver cumprido seu pedido de justiça. A Ordem
du Molay está hoje espalhada pelo mundo.
Notas
do autor:
(1) O elo existente entre pais e filhos chega a ser
tão forte que podem sentir à distância
quando um acidente ocorre. Uma angústia, um grito,
um sonho premonitório ou revelador.
(2) Vemos aí, uma opinião contraditória.
O que ocorre é que a maldição e
a bênção são a mesma ferramenta,
usada na forma amorosa da bênção
e da odiosa maldição e dependem, fundamentalmente,
do poder de quem as pronuncia. M. Selath
(3) Ordem Religiosa de Cavaleiros que guardavam a Cidade
Santa de Jerusalém e que inventou a Carta de
Crédito para que os viajantes não fossem
assaltados durante sua peregrinação. Adquirida
na cidade de origem, no convento templário, era
resgatada no destino, Jerusalém. Na volta, ocorria
a mesma coisa, nova carta de crédito a ser resgatada
na cidade de destino. Essa operação, que
era cobrada como hoje, rendeu aos Templários
imensa fortuna, que era usada como empréstimos
a diversos reinos na Europa e, inclusive, ao papado.
(4) para serem julgados pelo fato sabido de que o Papa
diz ser o representante de Deus na Terra e o Rei de
França era tido como Rei pela Graça de
Deus. Absurdo que permanece até hoje.
Nakan Adonai, em hebraico,
significa “Justiça, meu Senhor” (Deus).
Os fatos narrados aconteceram e são históricos.
São prova histórica do delito da calúnia
e da cobiça, roubo e assassinato cometidos por
um supremo dirigente do clero católico, com a
cumplicidade de um Rei. Os bens da Ordem dos Templários
foram divididos entre a Igreja que os deu à Ordem
de São João e Felipe, O Belo, Rei de França.
M. Selath
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MONTANDO
SEU ALTAR PESSOAL
Mago Selaht
Do livro Magia Passo a Passo, a Escada de Jacó.
A palavra Altar,
em grego ARA significa lugar alto.
O Altar Pessoal é seu microcosmo uma miniatura
do universo ressonante com o todo.
Itens necessários:
Toalha de linho nova medindo quarenta
por quarenta centímetros, ou uma toalha circular
com diâmetro de quarenta centímetros. Provisoriamente
pode ser usada uma toalha de papel absorvente descartável.(queimar
após o uso) é o recomendável e
mais fácil.
Um copo de cristal para servir de lamparina,
azeite extravirgem pavios para lamparina.
Um copo liso para água, um
turíbulo (incensório de carvão)
em metal sem relevos de imagens, incenso na
formulação adequada.
Sal grosso bruto, enxofre em pó
(flor de enxofre ) colocados em recipientes novos.
Um frasco contendo mercúrio líquido (Hg).
Montagem:
Os Altares fixos devem ser montados a leste
de um cômodo previamente consagrado e limpo, Num
dia de sábado logo após o nascer do sol.
Em Alta Magia não existem pontos cardeais
simbólicos. A posição oriental
dos altares deve ser mantida por motivos radiestésicos
e tradicionais, (todos os altares de alta magia no mundo
ficam no leste)
O melhor dia para montagem de um Altar
Permanente é um sábado após o nascer
do sol nas luas nova ou cheia. Sábado
é o dia santo para os praticantes da alta magia
oriental, como recomenda Deus na Bíblia.
“Guardarás os meus sábados”.
Altar temporário.
Podem ser montados em qualquer dia da semana.
Quando forem montados apenas para uma finalidade específica,
para fazer consultas com o pêndulo devem ser montados
do lado norte, no sentido norte-sul, para não
contrariar as linhas telúricas.
O oficiante no sul voltado para o norte magnético
(sentido da corrente magnética terrestre, a principal
corrente telúrica)
O Altar de Trabalho (temporário)
deve ser montado sobre uma mesa comum.de forma que o
oficiante trabalhe sentado.
O Santo Sábado chamado
SHABATH começa ao por do sol da sexta-feira e
vai até o pôr do sol do sábado).
Esse é o período determinado por Deus,
nunca o domingo.
Durante esse período Deus abre um portal especial
de orações.
Jamais são usadas imagens e outras bugigangas
que podem adquirir energia e uma vez impregnadas prejudicar
o trabalho. A razão está no primeiro mandamento.
DESMONTANDO O
SEU ALTAR PESSOAL
Guardar a lamparina coberta dentro
de um armário na caixa de madeira pintada de
preto com nanquim )pigmento natural feito de tinta de
polvo e lulas). Guardar todos os objetos menos os frascos,o
copo e o turíbulo.
O altar pessoal é um microcosmo, a toalha
quadrada de linho é a toalha das oferendas. Sua
forma quadrada representa a terra, os quatro cantos
do mundo guardados por quatro anjos. Michael, Príncipe
do Oriente; Rafael, Príncipe do Ocidente; Gabriel,
Príncipe do Setentrião e Uriel, Príncipe
do Meio Dia.
A lamparina, a presença de DEUS, a chama da Sabedoria
e da Esperança.
O Sal que evita a corrupção dos elementos,
representa a purificação.
O Enxofre, a proteção contra espíritos
malignos.
O Mercúrio (hidrargirum), forma com o súlfur
(enxofre) e o cloreto de sódio o trio da alquimia.
O azeite, as primícias da terra, o alimento da
primeira colheita destinada a DEUS, e o emulsionador
das essências de unção. Também
representa o elemento água, na ausência
desta.
A chama é o elemento Fogo. O Ar que nos cerca
é o elemento ar, o Prana dos Hindus o Pneuma
dos gregos, o Sopro que Dá e mantém a
Vida.
Obs:.Os iniciados conhecem bem o significado do Sopro
dentro da boca e do sopro frio desimpregnador.
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ESPADAS
Instrumentos
de trabalho dos Iniciados, símbolos de honra
e cavalheirismo.
Pertencem à categoria das armas
brancas.
Um prolongamento do braço, a espada aumenta o
perímetro de segurança do território
pessoal.
Simbologia:
A espada era o símbolo da guerra enquanto o arado
era o símbolo da paz.
É o Símbolo da Honra e a Arma
dos Cavaleiros dos Nobres dos Oficiais. Quando a recebem
em cerimônia própria são comunicados
que a partir daquele momento são oficiais e cavalheiros
(cavaleiros) a serviço da Pátria que prometem
defender com a própria vida.
Esse é um vestígio das ordens
de cavalaria que permanece até nossos dias.
Os Guerreiros Japoneses chamados Samurais consideravam
sua espada como sua alma.
Descrição:
A espada é constituída de uma lâmina
de aço Flexível Pontiaguda e Afiada.
Pode ser reta ou curva, afiada em um ou ambos os gumes.
Usada como arma de ataque e defesa,
para a prática desportiva ou como instrumento
de cerimonial de uso Místico ou Mágico.
Seu uso militar atualmente é como armamento de
cerimonial.
A origem exata dessa arma branca se perde no
tempo. As primeiras eram facas de pedra de
jade, de excelente corte, mas extremamente frágeis.
Em 6.000 a.C. o cobre era encontrado em grande quantidade.
Era batido com pedras, para ser endurecido e convertido
em diversos utensílios, entre eles as armas e
ferramentas.
Em cerca de 3.500 a.C. foram encontrados, no Oriente
Médio, durante escavações arqueológicas,
armas de metal fundido e vazado, técnica metalúrgica
usada até os dias de hoje.
Armas também foram encontradas no Egito (que
na época se chamava Mitszraim) e na Índia.
O Bronze, liga metálica de Cobre e Estanho,
surgiu por acidente em torno de 3.000 a.C., na Suméria.
Esse metal, mais resistente que o cobre logo foi utilizado
em armas.
A DESCOBERTA do FERRO
O ferro teria sido descoberto na China (na época
chamada Katai) mais ou menos pelo ano 2000 a.C. O
ferro que era extraído de meteoritos de níquel
e ferro (a mesma composição do núcleo
da terra) era considerado de origem divina,
pois vinha do céu, seu preço era então
elevadíssimo considerando-se ser de origem divina
e rara.
Enquanto as espadas de cobre e bronze eram pesadas e
não podiam ser longas e finas, a nova descoberta
permitiu a confecção de armas mais adequadas
e eficazes já que o ferro era muito mais duro.
Foi no Egito, na Mastaba do Faraó Tut Ank
Amon, durante os procedimentos arqueológicos,
que a lâmina de um punhal foi encontrada em lugar
de destaque (Tut Ank Amon, filho de
Amenófis IV, o Akhenaton, que
foi o segundo marido de Nefertiti. Tut
Ank Amon foi, entretanto, concebido por uma esposa
secundária).
As Grandes Transformações
O período de Akhenaton e o que
se segue foi de significante importância para
a História das Civilizações.
Em 1381 a.C nasce Tadouchepa, na Ásia
Menor, no reino de Mittani. A jovem, de rara beleza,
foi entregue a Amenófis III como parte
de um tratado. Em 1366 a.C. adota o nome de Nefertiti,
que significa A Bela Veio, e desposa Amenófis
III, em 1363 a.C., após a morte de seu marido,
casa-se com o filho e herdeiro de Amenofis III,
Amenofis IV, também chamado Amenotep.
Amenotep, o Akhenaton, era um pacifista. Determinou
que seus exércitos usassem espadas de madeira
para não ferir seus inimigos. Amenófis
IV e Nefertiti marcaram uma época de grande progresso
no Egito, grande avanço nas artes e a introdução
do monoteísmo com o culto a Aton. Foram chamados
de heréticos por contrariarem o politeísmo
ate então aceito.
A idéia de monoteísmo,
com um Deus uno só veio a surgir novamente cerca
de 600 anos depois com os Profetas Hebreus.
Moisés o Príncipe do Egito:
Moisés, iniciado nos Mistérios Egípcios,
teria sua inspiração monoteísta
nesse faraó.
O casal real fundou em Amarna a Cidade do Sol,
em honra Aton, e Amenofis IV adota,
então, o nome de Akhenaton, que significa
Aton está satisfeito.
O herdeiro de Akhenaton, Tut Ank Aton,
por morte dele foi renomeado Tut Ank Amon.
É conhecido como o faraó menino. Tut
Ank Amon casou-se com a filha de Nefertiti,
chamada Anksunemen.
A importância do ferro:
Segundo historiadores, o ferro teria chegado
ao Egito com os Hicsos, povo invasor,
ao fim da XII dinastia, em aproximadamente 1.750 a.C.
É importante ressaltar que a obra das grandes
pirâmides, em 2.700 a.C., não seria possível
sem a metalurgia do ferro para a fabricação
de ferramentas como cinzéis, e impossível
com instrumentos de cobre.
O ferro era considerado metal sagrado e só
uma pequena classe de sacerdotes conheciam sua metalurgia.
A PRODUÇÃO
DO AÇO:
Na Índia, por volta do século XIV, foi
iniciada a produção do aço,
mas foram alquimistas árabes que, enquanto tentavam
descobrir a pedra filosofal que transmutaria metais
em ouro, descobriram ligas de aço e de outros
metais e fizeram descobertas que revolucionaram a ciência
entre elas a química (chamada então espagiria)
e a metalurgia.
Duas vertentes trouxeram alta tecnologia na
produção de armas brancas de altíssima
qualidade.
A Sino-Japonesa e a Indo-Árabe
A construção de uma espada deve
observar a finalidade a que se destina.
A escolha adequada dos materiais deve
obedecer a criteria pré-estabelecidos
Uso desportivo, uso militar, uso cerimonial Uso
Místico.
A Espada Mística, Uma Arma de Combate
Constituída de lâmina, cruzeta, copo, punho
(ou empunhadura) e picoreto ou pomo (uma espécie
de porca rosqueada no lado oposto à ponta da
espada, após a empunhadura).
A lâmina pode ser de diferentes seções
e formatos:
Reta, Curva em zig-zag (flamígera), afiada em
um gume ou em ambos.
A espada flamígera ocupa lugar de destaque.
Sobre ela encontramos a citação bíblica
no livro de Gênesis, Capítulo 3,
Verso 24. “E depois que os pôs
para fora Adão e Eva (Adam e Chevá) do
jardim do Edem (em Hebraico GAN EDEN) pôs diante
desse lugar um querubim (anjo do coro dos Querub) com
uma espada de raios” (espada cintilante ou
flamígera, cujo significado é espada com
o poder divino).
Essa espada tem uso especial. É
usada com a mão esquerda e serve para conferir
graus.
É de Uso privativo daquele que detem o poder
de conferir graus e só por essa pessoa pode ser
tocada.
Nos rituais Celtas Wicca é usada uma
adaga flamígera, pelas mulheres, em substituição
à espada.
A transmutação
e extração da quintessência:
Têmpera e revenimento vão conferir dureza
e flexibilidade eliminando as tensões internas
da lâmina.
As espadas Místicas ou Mágicas são
consagradas.
Temperadas em águas-vivas, colhidas de uma nascente
de mina, onde está puríssima e impregnada
de energia telúrica (energia da terra).
Na têmpera, que deve ser executada sob
condições planetárias específicas
a lâmina ao rubro é mergulhada
em água-viva, ganhando têmpera e ao mesmo
tempo dureza e flexibilidade.
A água obtida nessa operação
é chamada de água lustral (água
consagrada pelo fogo) e é usada para purificação
e sagração de templos.
A espada mística é uma ferramenta
de trabalho de uso pessoal e intransferível
pelas razões que se seguem:
A lâmina tem uma “medida áurica”
e deve ser inteiriça da ponta à rosca
do picoreto.
Mede do maléolo externo ao osso ilíaco
da pessoa a quem se destina.
Nela são gravados a buril e em hebraico os nomes
dos anjos, das 10 sefiroth (usa-se
o alfabeto quadrado ou de fogo)
É formada de lâmina, cruzeta, copo, (que
pode ser dispensado), punho ou empunhadura e picoreto
também chamado de pomo (espécie de porca
que é rosqueada ou rebitada no lugar oposto à
ponta).
O princípio de sua confecção
tem dia e hora certas, de acordo com os trânsitos
solares e lunares.
Cada nova peça colocada obedece ao mesmo critério
(o dos Trânsitos solares e lunares).
Deve ser mostrada (apresentada) à lua
e ao sol e consagrada por seu único usuário,
em ritual próprio.
Receberá um nome no ato da consagração
e ganhará vida.(como a espada do rei
Arthur, chamada Excalibur, nos Contos Arturianos).
“Deixando marca indelével de seu conhecimento,
o autor da história coloca bem o problema, fortes
e dignos cavaleiros tentaram, mas não conseguiram
retirar Excalibur cravada na pedra.
Arthur Pendragon jovem e mais fraco o fez com facilidade.
Excalibur tinha as exatas medidas auricas dele, fora
feita sob medida para o futuro Rei de Camellot”.
Como guardar a espada mística.
Em local onde não seja tocada por ninguém,
coberta com tecido natural (lã, seda, linho,
veludo) de cor preta e só ser exibida
durante rituais em que seja necessária. Após
o uso é guardada com a ponta da lâmina
voltada para a terra. (aterramento para desimpregnação).
A COR PRETA:
A cor preta ( ausência da luz) deve ser usada
para evitar a impregnação pelo
olhar e formas de pensamento, pois é imune a
vibrações deletérias. Essa
é a razão também porque o mago
usa balandrau preto, uma representação
material de sua aura de proteção, que
o cobre da cabeça aos pés.(protegidos
com enxofre em pó, flor de enxofre,3
usado dentro das meias)
O Balandrau é de uso pessoal (para evitar
a impregnação).
É símbolo da morte e renascimento.
O iniciado,nas iniciações egípcias,
após sua elevação representava
o deus Horus, Osíris renascido, o olho do falcão
que tudo vê.
A espada pode, em alguns casos, ser substituída
pelo bastão de ébano (madeira
negra da família do jacarandá, nativa
da África do gênero Dióspiro) com
a medida de um cúbito.
O cúbito ou côvado é uma medida
antiga que tem dois valores: o menor ou vulgar mede
45 cm e o maior côvado Régio ou do Templo
mede 52,5 cm. O Templo de Salomão obedeceu a
essa medida áurica , o côvado régio.
Tanto a espada como o bastão são prolongamentos
do braço usados para fins específicos
em rituais de alta magia.
SEQÜÊNCIA DOS RITUAIS DE ALTA
MAGIA:
Os rituais obedecem, obrigatoriamente, a uma
seqüência inicial e terminal. Isto acontece
nos rituais de todas as tradições.
SEQUÊNCIA INICIAL:
O círculo mágico:
Deve ser riscado no chão (essa parte será
descrita mais tarde passo a passo) em outro estudo.
Fechamento do círculo: (conferindo-se
se todos os presentes são de fato os que devem
participar do ritual).
Após o fechamento do círculo Mágico
ninguém poderá entrar ou sair.
Abertura e leitura do livro de Orações
a TORAH (lei em hebraico) e o GRIMORIO que contém
outras orações específicas para
cada caso dependendo da finalidade da operação
que deve ser claramente explicitada.
Acendimento das luzes: Obrigatoriamente,
archotes, lamparinas de azeite virgem consagrado, velas
de sebo de carneiro ou velas de cera de abelhas. Todas
brancas e confeccionadas de acordo com ritual próprio.(as
luzes são no mínimo de 5 e no Maximo de
11.
Uma para operações seguras e pessoais
(o círculo do microcosmo).
Nas operações coletivas 3
no altar mais 4 dos anjos dos 4 ventos, mais 1 para
o Anjo de Guarda do oficiante.
Inicio do trabalho: (mencionar objetivamente
o motivo da reunião)
Orações propiciatórias e salmos
de acordo com o objetivo específico do trabalho.
SEQUENCIA TERMINAL:
Em ordem inversa à inicial.
O Circulo Mágico, sua montagem
e inscrições são parte de um ritual
para iniciados que não deve ser abordado agora,
pois depende de outros estudos específicos.
Uso da espada na mão correta
é de vital importância.
A mão esquerda é receptora
e absorve com maior facilidade as energias.
A mão direita doa mais facilmente
(Por essa razão a mão direita é
usada para defesa para repelir ataques)
As energias trabalhadas são de dois tipos: a
Magnética, quando os opostos
se atraem e os iguais se repelem e a Espiritual,
quando os opostos se repelem e os iguais se atraem.
Para que sua lâmina possa ser tocada em segurança
a espada deve tocar o solo com a ponta para descarregar
energia.
É de se lamentar que as Fraternidades
Iniciáticas modernas estejam tão afastadas
da realidade da Magia e do Poder que deve ser
praticado e sentido.
Em passado não muito distante esse poder
era tão sensível quanto respeitado e temido:
Um dos atos do ditador Adolf Hitler, (ele próprio
um iniciado, mas não maçom) foi o de destruir
as lojas Maçônicas e Rosa Cruzes existentes
na Alemanha, Áustria e Nações conquistadas.
O Poder da luz venceu e as lojas Maçônicas
e Rosa-Cruzes permanecem até hoje e hão
de permanecer até o término do seu trabalho
na sublime construção.
As adagas usadas pelas tropas SS mediam um cúbito
e tinham a gravação de duas runas sig,
as runas do poder.
Essa informação está no
livro As Doutrinas Secretas de Hitler da
Editora Pensamento.
Prova Bíblica do Poder:
Muitas ferramentas e conhecimento podem ser disponibilizados
ao ser humano. Poderes gigantescos são oferecidos
a quem os pedir com vontade, fé e humildade.
Quem duvidar deve ler a primeira epístola
de Paulo aos Corintos, Capitulo 12 versículos
1a 11 e conhecer os Dons .
Quantos que se consideram iniciados já leram
a bíblia ao menos uma vez?No entanto muitos que
se dizem religiosos acusam e julgam os estudiosos de
magia de serem pessoas de Satanás.
Conjunto de livros de inspiração
Divina, a Bíblia e o LIVRO de CABECEIRA dos MAGOS
e deveria ser o vosso também.
O Conhecimento e Sabedoria provêm
do Criador e somos apenas instrumentos ocasionais de
disponibilização dele.
Meus amados irmãos estamos acostumados com a
incredulidade, com o ceticismo e até com o escárnio
dos preconceituosos e apedeutas. Por essa razão
ocultamos por mais de 40 anos nossa condição
de estudante e praticante de Magia.
O próprio Tomé, discípulo
do mestre Jeoshua, precisou ver para crer.
Assim sendo, Venerável Mestre, meus irmãos,
se for de vosso agrado, peço-vos que
nos seja concedida agora a oportunidade de demonstrar
na prática uma operação de magia.
Segue-se demonstração de movimentação
de objeto com a força mental.
Exercício de fosfenismo (coletivo).
M. Selaht, mago M:. M:.
N.R. Foram retirados deste
texto rituais, palavras gestos e procedimentos que violassem
o natural sigilo reservado aos iniciados os quais estão
subordinados a juramento. Citadas as fontes sempre que
possível.
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PARACELSO,
MAGO E CIENTISTA.
Ele saiu de casa aos 14 anos
em busca da pedra filosofal.
Médico e alquimista, venceu a peste, antecipou
em 500 anos a cura da sífilis e revolucionou
a Medicina.
Superinteressante - Abril/1994
Ousadia e irreverência
certamente não faltavam ao garoto Philippus Aureolus
Theophrastus Bombastus von Hohenheim. Zombar dos professores
durante as aulas pode ser classificado, ainda hoje,
como um sinal de intolerável rebeldia de um adolescente
de 14 anos, na oitava série do primeiro grau.
Imagine-se fazer o mesmo, em 1508, com os catedráticos
de Medicina da Universidade de Viena.
Quem esse fedelho pensava que era?
Paracelso, ele responderia, adotando esse nome três
anos depois, ao bacharelar-se em Medicina. Para além
de, maior que Celso. Melhor que Aulus Cornelius Celsus,
o grande médico romano do século I, autor
de “De Medicine”,
a bíblia de todos os médicos da época.
Pretensioso?
O jovem Theophrastus não estava nem um pouco
preocupado com a opinião de seus escandalizados
mestres.
Nos trinta anos seguintes, Paracelso percorreria a Europa
e o Oriente Médio. Estudando ciências ocultas
e magia negra, curando feridos nas frentes de batalha
e vencendo a peste.
Aprendendo com ladrões, curandeiros e ciganos
para ensinar nas principais universidades.
Queimando os manuais de Medicina e escrevendo tratados
sobre duendes e cirurgia.
Buscando a pedra filosofal.
Capaz de transformar chumbo em ouro e tornar o homem
imortal, e criando a homeopatia e a quimioterapia.
Assim, tornava-se um dos grandes cientistas
de todos os tempos, enquanto era acusado de charlatão
e pretensioso pelos médicos da época.
“Pretensiosos”, respondia, “são
eles”.
Afinal, que sabiam sobre química ou mineralogia?
Sem contar o que aprendera de prático em disciplinas
não científicas, como a alquimia, ou a
cabala, que começara a estudar ainda
na infância na cidadezinha de Einsiedeln, próxima
de Zurique, onde nasceu em novembro de 1493.
Quando não estava acompanhando as consultas do
pai, médico do povoado, o irrequieto Theophrastus
fugia para ler na igreja atrás de sua casa. As
calmas tardes de leitura do pequeno Theophrastus na
igreja terminariam com a morte de sua mãe e a
mudança do pai para Villach,
no sul da Áustria. Nessa cidade, o futuro Paracelso
aprenderia teorias e práticas daquilo que, mais
tarde, se tornaria a Química.
Aprendia com o próprio pai, doutor von
Hohenheim, professor na Bergschule, uma
escola criada pelos Fugger, uma rica família
de banqueiros de Augsburg, para formar técnicos
para suas minas de ouro, ferro e cobre.
Em 1507, o garoto Theophrastus deixa Villach para unir-se
aos grupos de jovens andarilhos. A Europa vivia as mudanças
e lutas políticas do fim da Idade Média
e o começo da Renascença, com a consolidação
do absolutismo. Surgiam os primeiros processos de unidade
nacional, que levariam aos Estados modernos.
À procura de saber, ele vai estudar com
Iean Tritemio, abade do mosteiro de São Jorge,
em Würzburg, autor dos primeiros livros que lera
na infância, mas rompe com o mestre por divergência
em algumas experiências de magia negra.
Passa de uma universidade a outra — Viena, Wittenberg,
Leipzig, Heidelberg e Colônia, mas seu espírito
rebelde decepciona-se com todas. “Como as faculdades
conseguem produzir tantos idiotas?”, zomba, com
sarcasmo típico. “As universidades não
ensinam tudo. Um médico deve procurar as parteiras,
ciganas, feiticeiros, andarilhos e ladrões para
aprender com eles.” Nos anos seguintes, trabalha
nas guerras dos Países-Baixos Holanda como cirurgião
militar, ocupação desprezada por outros
médicos.
Vai para a Rússia e chega até a Tartária
onde é feito prisioneiro. De passagem pela Alemanha,
é preso em Nördlingen, por ressentimento
de colegas médicos, a quem chamava de “admiradores
de urina”. Escapa para a Suécia e, em 1521,
trabalha de novo como cirurgião militar na Itália.
Depois, viaja pelo Egito, Arábia, Terra Santa
e Constantinopla.
Em todos os lugares procura aperfeiçoar seus
conhecimentos sobre o que chamava de forças latentes
da natureza. Condenava a prática vigente à
época, de cobrir os ferimentos com musgo ou esterco.
“As feridas devem ser drenadas. Prevenida a infecção,
a natureza se encarregará de curá-las.”
Repudiava também as pílulas milagrosas,
receitadas para qualquer doença, assim como infusões,
bálsamos, ungüentos e fumigações
usadas indiscriminadamente.
Foi o primeiro a usar venenos em pequenas doses para
curar, e criou a quimioterapia, preparando medicamentos
com enxofre, ferro, cobre e mercúrio.
Em 1530, irritou o conselho médico de Nuremberg
por escrever a melhor descrição da sífilis
até então. Afirmou que a doença
podia ser tratada por via interna com compostos de mercúrio
diagnóstico que seria comprovado quase quatro
séculos depois, em 1909, pelo alemão Paul
Ehrlich. Este criou o Salvarsan, à base de mercúrio,
o primeiro remédio eficaz contra a sífilis.
Paracelso foi também o primeiro a ligar o bócio
aos minerais da água potável, especialmente
o chumbo. Freqüentando tavernas, em meio a prostitutas,
ladrões, soldados e trabalhadores, escreveu o
livro “As enfermidades dos mineiros”, considerado
o primeiro tratado de Medicina do trabalho. Aí
identificou pela primeira vez como causa da silicose
a aspiração do pó de silício
(esse livro levou o então jovem Karl Marx a escrever
uma biografia do autor, em 1841, para registrar o tricentenário
de sua morte).
Mas os trabalhos práticos não eram o único
interesse de Paracelso. Ele também formulou idéias
gerais onde afirmava que todos os corpos eram compostos
de três princípios: energia, solidez e
fluidez. Na linguagem dos alquimistas, esse trio correspondia,
respectivamente ao fogo, ou enxofre alquímico;
à terra, ou sal; e ao líquido, ou mercúrio.
Adepto do esoterismo.
Estava convencido de que o conhecimento dividia-se em
cinco estádios: uma doutrina secreta, ou filosofia
hermética; o misticismo; o conhecimento científico;
a prática alquímica e da medicina; e a
ars magna, ou arte maior, uma síntese dos quatro
anteriores.
Como conseqüência desse método, acreditava
na existência de um princípio vital benéfico
que talvez se possa comparar ao sistema imunológico.
A ação de tal princípio, dizia
Paracelso, devia ser preservada durante a doença,
mantendo-se o doente no que chamava de “expectativa
higiênica. Por isso, opunha-se radicalmente aos
vomitórios e sangrias usuais na época,
que debilitavam o doente.
Como obtinha curas espetaculares, suas histórias
espalhavam-se de cidade em cidade. E quando correu a
notícia de que aceitara lecionar Medicina na
universidade de Basiléia, em 1527, para aí
foram estudantes de todas as partes da Europa. Orgulhosas,
no início, as autoridades municipais ficaram
apreensivas quando ele convidou para suas conferências
não apenas os estudantes, mas todo o povo. Essa
apreensão iria virar escândalo quando Paracelso,
cercado por uma multidão, queima em praça
pública livros dos pais da Medicina: o grego
Galeno (129- 199) o árabe Avicena (980- 1037)
e o romano Celso.
O resultado foram violentos choques com farmacêuticos,
médicos e juízes da cidade. Paracelso
já não era bem visto porque sempre se
recusara a usar adornos e distintivos próprios
dos médicos medievais, que por sua vez o chamavam
de Lutero Médico, em alusão a Martinho
Lutero (1483-1546), fundador do protestantismo. Adivinhando
a intenção dos inimigos, Paracelso defendeu-se.
“Lutero Médico? Lutero que defenda o que
ele diz, eu só me responsabilizo pelo que digo.
Mas o que vocês querem para Lutero é o
mesmo que querem para mim: a fogueira.”
Perseguição
Na primavera de 1528, a fogueira parecia já estar
pronta, pois Paracelso é obrigado a fugir de
Basiléia na escuridão da noite, só
com a roupa do corpo. Ele passa os três anos seguintes
entre Colmar e Nuremberg e mais três em Saint
Gall
Foi seu mais longo período de vida sedentária
e durante esse tempo escreveu O livro da cirurgia. De
Saint Gall é chamado para enfrentar uma epidemia
de peste na cidade de Stertzing.
Precursor da homeopatia
Salva centenas de vidas dando aos doentes pãezinhos
feitos com um pouco das secreções do próprio
paciente, que coletava com a ponta de uma agulha. “O
que provoca a doença também pode curá-la,
se administrado em pequenas doses”, ele enuncia
pela primeira vez o que seria mais tarde a base da homeopatia.
O sucesso na luta contra a peste transforma-o em uma
lenda viva que aumenta o impacto do lançamento
de “O livro da cirurgia”, em 1536.
O livro amplia ainda mais a fabulosa reputação
que obtivera durante os meses em que lecionara em Basiléia,
e os aristocratas fazem fila na sua porta. Rico, famoso
e respeitado aos 45 anos de idade, retira-se para Mildenheim
para redigir sua obra. Nos dois anos seguintes, escreve
sem parar. Sobre a peste e as epidemias, as feridas
abertas e as chagas, as úlceras dos olhos e o
glaucoma. Tratados sobre normas para as análises
químicas e livros como “A arte
de receitar”. Os princípios ativos
que se obtêm pela trituração dos
remédios, A preparação do heléboro,
uma planta medicinal, e obras sobre alquimia. Trata,
também, de filosofia e ocultismo. Sobre filosofia,
escreve “O livro dos prólogos”
e “O livro das entidades”,
composto de quatro tratados pagãos e um teológico.
Sobre ocultismo, Filosofia oculta e o Tratado das ninfas,
silfos, duendes, salamandras e outros seres. Finalmente,
um livro de profecias sobre o final dos tempos, com
o título de Prognósticos, composto de
32 textos sobre gravuras alegóricas que recordam
as do também médico e contemporâneo
Nostradamus (1503-1566). Muda-se então para Salzburgo,
a convite do príncipe-arcebispo duque Ernst da
Baviera, que o nomeia médico oficial da cidade.
No início do verão de 1541, porém,
interna-se em um hospital e passa a escrever sobre misticismo
e comentários de passagens bíblicas.
No último dia do verão, é um abatido
Paracelso que aluga um aposento na Pousada do Cavalo
Branco e chama o tabelião para redigir seu testamento.
Quando o escrivão se retira, escreve, até
nos mínimos detalhes, as instruções
para seu enterro. Três dias depois está
morto.
O enterro, conforme seu desejo, foi na igreja de Santo
Estêvão, em Salzburgo, onde em 1591 os
moradores mandaram colocar uma placa de mármore:
“Aqui jaz Philippus Theophrastus Bombastus von
Hohenheim, famoso doutor em medicina que curou toda
classe de feridas, a lepra, a gota, a hidropisia e outras
várias enfermidades do corpo com ciência
maravilhosa. Morreu em 24 de setembro do ano da graça
de 1541”.
O mundo no século XVI
Ainda não existiam nações, no sentido
atual do termo. Eram divididas entre centenas de senhores
feudais. Como médico militar ou mero andarilho,
Paracelso percorreu a Europa e parte da Ásia,
onde curou o filho do Grande Khan
A lenda do superior desconhecido
Junto à sua obra científica, às
vezes mesclada com ela, Paracelso nos deixou sua interpretação
do Universo. Nela, matéria e espírito,
que chamava de corpo astral, convivem e se inter-relacionam.
A partir dessa visão, usa as ciências ocultas
para chegar à Medicina científica e propunha
atuar sobre o corpo astral como veículo para
atingir o físico.
Acredita que a alma está constituída por
uma substância natural fluida que não nasce
com o homem, mas se forja nele, como o que chamamos
hoje de personalidade. A mens divina, ou espírito,
que dá o sopro vital, confere a forma, anima
e reina sobre tudo. Nessa linha, distingue duas vidas
no homem: a racional e a instintiva, que corresponde
aos estados alterados da consciência, como o sonho
e o êxtase.
Precursor da
visão do conceito do inconsciente coletivo, mais
tarde desenvolvida por Carl Gustav Jung
Com a separação entre o corpo astral e
o corpo físico, chega o momento de regressar
ao grande oceano comum, algo muito próximo do
que o psiquiatra Carl Gustav Jung chamou, no século
XX, de inconsciente coletivo. No conceito paracelsiano,
a morte não é um momento, mas um processo
com um período de morte aparente. Alguns espíritos
podem voltar à vida quando estão nesse
estádio, como fizeram Lázaro e Jesus.
Em um nível acima atuam os superiores desconhecidos,
espíritos que inspiram grupos de pessoas para
ajudá-los a despertar. Apesar da fama de mago,
foi principalmente um místico, como Miguel Servet
(1511-1553) e Nostradamus, dois outros notáveis
médicos do século XVI parecidos com ele
no temperamento e na heterodoxia.
Irônico, solitário e apaixonado
“Tudo o que digam os teólogos e sofistas
contra mim não me atinge. Que me chamem de mago,
feiticeiro ou sacrílego, que me tratem como os
judeus ou os fariseus trataram a Cristo”, afirma
Paracelso na obra Filosofia oculta. Esse homem tem uma
paixão natural, na mesma linha que outros grandes
heterodoxos do Renascimento, como Giordano Bruno ou
o espanhol Miguel Servet. Certamente é um gênio
solitário, que tem consciência da importância
de suas contribuições e da influência
que exerceu sobre o establishment. “Pouco me importa
que me acusem de apaixonado ou ignorante”.
Escreveu em “O livro dos prólogos”,
“bem sei que dirão que minha física,
minha cosmologia, minha teoria e minha prática
são singulares, surpreendentes e até absurdas.
Não me assustam, posso dizer-lhes, as multidões
de seguidores, sejam de Aristóteles, de Ptolomeu
ou de Avicena.”
Quanto à questão do mau humor, não
é fora de propósito pensar que se tratava
de uma estratégia defensiva para manter-se a
salvo de olhares perigosos sobre as explorações
místicas e próprias da tradição
hermética que constituíam sua prática
intelectual. Não esquecer que Giordano Bruno
(1548-1600) e Miguel Servet acabaram supliciados e mortos
publicamente por expor idéias bem menos perigosas.
Finalmente, o cientista Paracelso nos assombra
pelos conceitos modernos sobre muitos temas médicos:
o mecanismo das infecções, a opção
pelo princípio ativo em lugar dos polifármacos,
a observação da morte como um processo.
Hoje falamos de morte clínica, com as reversíveis
e irreversíveis, por exemplo.
De certa forma, intui o inconsciente coletivo,
cujo conceito Carl Gustav Jung desenvolverá no
século XX. Também são
atuais suas observações sobre o sonho,
no qual distingue fases e causas distintas para seus
conteúdos e que hoje são endossadas pela
Psicologia, como os sonhos superficiais, com causas
endógenas ou exógenas, e sonhos do inconsciente
profundo.
N.R.: Editado e adaptado pelo
portal Mensageiro.
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Personalidade
Job Truffa, Mestre
na arte antiga de forjar espadas
e outras armas antigas.
UM ENCONTRO NO
PASSADO
Cutelaria Artesanal
Fotos e texto
Flavio P. Ramos
Editor
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| Século
XXI. Estivemos procurando na Internet e em casas
especializadas em armas brancas quem seria capaz
de forjar uma espada que obedece a características
sui generis. Não se trata de uma arma decorativa,
mas de uma arma de combate do Bem contra o Mal,
uma espada mística, verdadeira obra de
cutelaria artesanal antiga, como as katanas dos
samurais.
Depois de muito trabalho, conseguimos descobrir,
através de um R.C. que trabalha em uma
cutelaria na Praça Tiradentes, no Rio de
Janeiro, o Sr. Job Truffa. Com o telefone na mão,
localizamos o Sr. Job em Petrópolis, no
bairro da Cascatinha. |
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Nascido em
Minas Gerais, na cidade de São João
Nepomuceno, em 1929, filho de pai italiano, de
Torino (uma cidade industrial na Itália),
na mesma época em que fazia sucesso o Ford
modelo T, chamado de Ford Bigode.
Aos
14 anos, Job Truffa começou sua vida profissional
como aprendiz numa oficina de ferramentaria e
manutenção de máquinas da
Companhia Petropolitana de Tecidos, importante
indústria, na época.
Na oficina, eram fabricadas peças de reposição
e aperfeiçoadas máquinas.
Mais tarde, foi admitido no Arsenal de Marinha,
no Rio de Janeiro, onde |
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| ajudou na
formação de mão-de-obra especializada
responsável pela qualidade total das peças
e máquinas ali produzidas e/ou reparadas.
O Arsenal de Marinha ainda hoje tem oficinas e
profissionais de avançada tecnologia.
Quando se aposentou do Arsenal de Marinha,
Job passou a trabalhar no Museu das Armas, em
Petrópolis, restaurando e reproduzindo
armas antigas. Tem como seus clientes o Príncipe
Dom Pedro Gastão e outros membros da Família
Real brasileira, além de colecionadores
e membros de ilustres famílias brasileiras.
Job Truffa também participou do escotismo.
É uma personalidade que deve ser um exemplo
de perseverança e da busca da perfeição
no trabalho delicado de restauro. |
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| Oficina
de trabalho. |
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| Miniatura
de Canhão da época de Napoleão
Bonaparte |
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Na
miniaturização de canhões
da época em que Napoleão Bonaparte
invadiu a Rússia e canhões navais
usados a bordo de navios à vela, o detalhe
é que toda a “palamenta”, ferramentas
utilizadas na operação do canhão
e peças novas funcionam.
O canhão, embora uma miniatura, é
tão perfeito que, se carregado, pode atirar.
O corpo da peça, em latão torneado,
a carroça hipotracionada, foi reproduzida
em jacarandá em escala e é perfeita
nos seus menores detalhes. Veja a comparação
com a caixa de fósforos da foto.
Entre as peças em tamanho real estão
alabardas da época das cruzadas, réplicas
de espadas, como a de El Cid, com os
escudos de Castela e Aragão gravados no
pomo. Espadas flamígeras, maças
de guerra, machados, como o “machado
de misericórdia” usado na guerra
do Paraguai. Os trabalhos de acabamento das peças
incluem polimento e banhos de ouro em peças
antigas.
Dentre os objetos de restauração,
encontramos um antiqüíssimo relógio
com caixa de fino acabamento lavrado a cinzel.
As peças, ornatos com anjos e guirlandas
estavam prontas para o banho a ouro.
Também havia peças de mobiliário
antigo com apliques e ornatos em metal, restauradas.
O trabalho é tão perfeito, que as
peças parecem novas. |
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Job, realmente tem
o nome que lhe é muito merecido. Segundo a
Bíblia, Jó era dotado de paciência
fora do comum. Também ele, para realizar seu
trabalho, precisa de sensibilidade e muita paciência
e dedicação para atingir seu objetivo
de perfeição.
Em sua simplicidade de Mestre Restaurador, em poucas
palavras, Job Truffa nos permite perceber a importância
que representa seu trabalho na preservação
da História. Somente uma pessoa com um dom
muito especial consegue realizar este trabalho, que
foge ao comum e à dimensão do tempo.
Graças ao Grande Arquiteto do Universo, seu
filho trabalha com ele. Quem sabe dará continuidade
a essa arte milenar, infelizmente, em extinção?
Se estivéssemos vivendo na Europa, certamente,
Job Truffa já teria recebido o título
de “Cavaleiro do Império Britânico”
e várias condecorações de mérito
por seu trabalho. Infelizmente, nosso país
não reconhece seus valores.
Job Truffa tem prazer em receber apreciadores
da sua arte e vem atendendo a encomendas de colecionadores
e ordens fraternais, como a Maçonaria e a Rosacruz.
Atende também a Mestres de Armas de clubes
onde se pratica esgrima. Recebe, ocasionalmente, visitantes,
com hora marcada.
Os interessados devem agendar com sua esposa,
D. Maria das Graças Truffa, pelo telefone xx(24)2243-0540
e marcar:
Um
encontro no passado.
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