| |
| |
|
|
| |
Opinião do leitor
Enviado por Nilson Victorinio
ASSALTO
LEGALIZADO
Mais uma
forma de assalto ao consumidor. Como se não
bastasse o que fazem
com as peças sobressalentes dos automóveis
agora e nos assaltam
"legalmente" no comércio dos computadores.
Vamos acabar, por uma questão de JUSTIÇA,
tendo que erigir uma estátua
ao "trombadinha" dos sinais de trânsito,
por dolo menor.
Esta merece uma atenção da MIDIA RESPONSÀVEL.
O que é que custa quase R$ 6.000,00/
litro e não é nem para beber?
Resposta: TINTA DE IMPRESSORA!
VOCÊS JÁ TINHAM FEITO O CÁLCULO?
Vejam o que estão fazendo conosco!
Já nos acostumamos aos roubos e furtos e ninguém
reclama mais.
Há não muito tempo atrás, as
impressoras eram caras e barulhentas. Com as impressoras
a jato de tinta, o mercado matricial doméstico
mudou, pois todos foram seduzidos pela qualidade,
velocidade e facilidade dessas novas impressoras.
Aí veio a grande sacada dos fabricantes: oferecer
impressoras cada vez mais e mais baratas, e cartuchos
cada vez mais e mais caros. Nos casos dos modelos
mais baratos, o conjunto de cartuchos pode custar
mais do que a própria impressora...
Olha só o cúmulo: pode acontecer de
compensar mais trocar a impressora do que fazer a
reposição de cartuchos.
VEJAM ESTE EXEMPLO:
Uma HP DJ3845 é vendida nas principais lojas
por R$170,00.
A reposição dos dois cartuchos (10 ml
o preto e 8 ml o colorido), fica em torno de R$130,00.
Daí você vende a sua impressora semi-nova
sem os cartuchos por uns R$90,00 (pra vender rápido),
junta mais R$80,00 e compra uma nova impressora e
com cartuchos originais de fábrica, ainda economizará
R$ 50,00!
Os fabricantes fingem que nem é com eles, dizem
que é caro por ser tecnologia de ponta...
Para piorar, de uns tempos para cá passaram
a diminuir a quantidade de tinta (mantendo o preço)...
Um Cartucho HP, com míseros 10ml de tinta custa
R$55,99. Isso dá R$5,99 por mililitro. Só
para comparação, Champagne Veuve Clicquot
City Travelle custa R$1,29 por mililitro.
Só acrescentando... As impressoras HP1410,
3920 que usam os cartuchos HP 21 e 22, estão
vindo somente com 5 ml de tinta!
A Lexmark vende um cartucho para a linha de impressoras
X, cartucho 26, com 5,5 ml de tinta colorida por R$75,00.
Fazendo as contas: 1.000ml /5.5ml = 181 cartuchos
* R$75,00 = R$13.575,00
R$13.575,00 por um
litro de tinta colorida
Com este valor podemos comprar:
300gr de OURO,
3 TVs de Plasma de 42polegadas
1 UNO Mille 2003,
45 impressoras que utilizam este cartucho,
6 notebooks,
8 Micros Intel com 256MB, . . . um
assalto!!!
|
|
| |
|
|
|
O “Webmaster”
Em resposta a alunos de Comunicação
e de Informática que nos consultaram, pedindo
a opinião do editor, após lerem a entrevista
com o Webmaster do Portal www.mensageiro.com.br.
Os seres humanos são curiosos e às vezes
tomam atitudes coletivas que parecem não ter
a menor lógica. Por exemplo, a eleição
de Arnold Swarsenneger como governador da Flórida,
um estado americano, estava presa ao seu desempenho
como ator de “O Exterminador do Futuro”
e não ao seu desempenho como político
ou administrador. Porquê? Um estado onde aposentados,
milionários, idosos e imigrantes latinos convivem,
precisa de um fortão e bonitão que os
defenda, um “segurança”, como é
também o caso da reeleição de Busch
que foi reeleito, porque a briga ainda não terminou
e não se mexe no time que está ganhando.
Com a televisão, o satélite e o link externo,
a notícia poderia ir ao ar instantaneamente,
mas fica para logo mais no jornal da noite. Um absurdo
a que nos acostumamos.
Por que esperar se já temos os fatos agora? Por
que não fazer uma suíte à noite
com a notícia enriquecida com seus desdobramentos?
Esse é o antijornalismo que vem sendo praticado.
Com toda essa evolução tecnológica
O REPÓRTER ESSO fazia jornalismo nota
dez, estava sempre pronto para “edições
extraordinárias”.
A Rede Internacional de computadores aposentou vários
recursos antigos como a radiofoto, o teletipo,
mas, curiosamente, as pessoas dão mais valor
ao jornal impresso que ao virtual, refiro-me ao leitor
comum e não aos profissionais da notícia.
Sabem porquê? Por costume, por hábito adquirido,
por muitos anos lendo o jornal de manhã. Como
no jogo do bicho, vale o que está escrito. Incrível,
mas verdade.
O veículo mais importante é o rádio
porque atinge também os analfabetos.
Ouvir sempre os lados envolvidos é demonstração
de maturidade, profissionalismo. Por isso, ouvir o Webmaster
e também o editor é a ação
correta. Parabéns.
Para o editor é de fundamental importância:
A seleção do profissional:
Formação universitária é
importante, mas não essencial, todavia
leva a um discernimento que dificilmente será
alcançado sem ela e causará sérias
dificuldades de diálogo entre o editor e o webmaster.
Responsabilidade profissional. Se não
for capaz, não puder ser dedicado ou obedecer
às regras abaixo não serve. Se aceitar,
deve cumpri-las. Caso contrário, todo trabalho
de reportagens, apuração, fotografias,
pesquisas e até a credibilidade de toda a equipe
será destruída. Esse é um trabalho
onde o principal capital são a credibilidade
e a verdade.
O lay-out da página principal
e seus elementos de identidade visual são intocáveis,
são o cartão de visitas do Portal, a cara
do site. Como uma embalagem, não devem ser alterados.
Prioridade, o editor-chefe deve receber
as matérias dos demais editores e estabelecer
a prioridade na ordem em que serão inseridas.
Matérias com imagem têm prioridade
sobre os textos puros, dependem de diagramação.
Velocidade, a notícia, o fato,
o artigo que for enviado para o Webmaster precisa ser
imediatamente inserido. O ideal é que seja feito
isso dia e noite. Se aqui é dia no Japão
é noite.
Liberdade e bilateralidade, de comunicação,
se houver qualquer dúvida o Webmaster deve comunicar-se
com o editor a qualquer hora e vice-versa.
Obedecer ao padrão gráfico do
Portal. As famílias das fontes devem
ser escolhidas de forma que em qualquer computador o
Portal apareça da mesma forma, com as mesmas
fontes. A resolução deve ser também
padrão para que não haja distorções
em qualquer tamanho de tela.
Facilitar o download observando
saltos de página e tamanho da matéria
para que caiba no papel A4, padrão brasileiro.
Profissionalismo e confiança.
O editor deve confiar que as matérias repassadas
para o portal, foram de fato inseridas adequadamente.
Entrevistas com ou sem foto devem obedecer
ao padrão A4, obrigatoriamente, para que o entrevistado
possa copiar. Com isso haverá divulgação
também do Portal.
A página principal, Home Page,
deve ser usada para manchetes e chamadas, podendo ter
uma matéria de capa de importância para
o Portal e que seja um atrativo para o leitor.
Todos os itens mencionados devem ser obedecidos
sem discussão. A desobediência de qualquer
deles mostra que o Webmaster não está
atendendo às necessidades mínimas para
o adequado desempenho de sua função.
“Em jornalismo a vedete é a notícia.
Não há lugar para estrelismo”,
Esta frase escrevo em homenagem póstuma ao seu
autor, Gontijo Theodoro, o “Seu Repórter
Esso”, mito do telejornalismo mundial.
O Editor
|
|
| |
Bibliotecas
e Museus do Século XXV
Celeste R.B.Ramos
Como serão
acessados os acervos digitais no século Vinte
e Cinco? Como será decodificado o material tecnológico
digital produzido hoje? E os equipamentos compatíveis?
Visualização
direta da informação
Os museus e bibliotecas atuais guardam
seus acervos físicos, com formas, cores e características
diversas – livros e objetos. Os Pergaminhos
do Mar Morto ainda podem ser vistos nos dias de
hoje. As múmias egípcias podem ser visitadas
e os ossos gigantescos dos animais pré-históricos
ocupam espaço nos amplos salões dos museus.
Assim, atualmente, podemos maximizar o uso dos cinco
sentidos para emitir um juízo de valor sobre
o objeto da informação.
As bibliotecas, maltratadas pelos séculos e pelos
incêndios provocados pelo homem, ou pela natureza,
como terremotos e enchentes, persistem graças
ao cuidado meticuloso dos especialistas que dedicam
suas vidas à preservação de acervos
bibliográficos, fotográficos, cartográficos
e outros. Esses materiais são cuidados como se
fossem seres vivos que precisam de cuidados especiais.
Cada peça ou obra tem vida própria, é
como se respirasse e tivesse sentimentos. As doenças
provocadas pelos fungos, ácaros e outros agentes
agressores são tratadas cientificamente.
Temos conhecimento histórico de grandes incêndios
que destruíram a memória de importantes
bibliotecas, como a de Alexandria, quando os documentos
eram confeccionados à mão. No Rio de Janeiro,
podemos citar o incêndio ocorrido com o Museu
de Arte Moderna, em 1978, e outro, com o
Museu do Negro, da Igreja da Irmandade de N.S.
do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos,
em 1967.
A tecnologia entre o pesquisador
e a informação
A realidade atual nos deixa dependentes e reféns
da imprescindível tecnologia. Ela não
representa somente uma mudança radical na sociedade,
nem é uma continuidade do passado. A tecnologia
digital é um ponto de partida novo rumo ao desconhecido.
As descobertas da ciência estão acelerando
e transformando o mundo e as pessoas. Cada vez, tudo
acontece mais rápido e mais rápido...
Hoje, se fosse possível colocar uma criança
de 10 anos, nascida na era digital, afastada do convívio
da natureza, junto com outra criança da mesma
idade, que viveu há cem ou duzentos anos, no
campo, elas seriam dois seres de “planetas diferentes”,
devido às invenções da energia
elétrica, do rádio, do telefone, da televisão
e do computador.
A partir da Revolução Industrial, o modo
de viver das pessoas, em harmonia com a natureza foi
substituído pela habilidade em aprender a utilizar
máquinas e equipamentos cada vez mais complexos.
Inicialmente eram mecânicos, depois foram substituídos
pelos elétricos e, finalmente, pelos eletrônicos
e digitais.
Equipame ntos atuais x energia
x conhecimento atualizado
Para utilizarmos a tecnologia digital, três coisas
são necessárias: a energia elétrica,
os equipamentos e o domínio da utilização
deles para trabalhar, estudar, enfim viver. A cada ano
os fabricantes aperfeiçoam e atualizam os modelos
de computadores. A obsolescência do “hardware”
acontece com rapidez. É necessária a capacitação
constante do usuário.
Os livros perduram através dos séculos
e podem ser consultados hoje, da mesma forma que eram
consultados há quinhentos anos. Um exemplo é
a Carta de Pero Vaz de Caminha. Uma obra escrita há
dois mil anos pode ser lida ainda hoje. E um CD ou um
DVD, gravados hoje, como serão acessados daqui
a dois mil anos, ou daqui a quatrocentos anos?
Sabemos que é necessário preservar em
ambientes climatizados, atualizar e compatibilizar constantemente
esses produtos digitais sofisticados. Mas será
que todas as instituições poderão
arcar com esse ônus ao longo dos anos e séculos?
Como será a energia que abastecerá planeta
Terra?
N.R. A autora do artigo é professora,
psicopedagoga, jornalista e, atualmente, editora-adjunta
deste Portal.
|
|
|
| |
|