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BRASIL ATUAL: O QUE FAZER?
VAlte(Ref) Sergio
Tasso Vásquez de Aquino
As
pessoas boas, honestas e sensatas,
comprometidas com o Bem Comum e com
o futuro da Pátria, estão
tristes e insatisfeitas com os rumos
trilhados por nossa sociedade nos
anos recentes. A roubalheira contra
o patrimônio comum da Nação,
a falta de pudor e de responsabilidade
demonstrada a cada passo pelos detentores
do poder e condutores do processo
nacional agridem as boas e retas consciências,
numa avalanche de atos indignos que
parece não ter fim.
Para
agravar o quadro, vemos o governo
federal, nos anos finais do seu mandato,
retirar finalmente a máscara
da face e assumir, com toda a desenvoltura
e com a maior tranquilidade, sem qualquer
escrúpulo ou temor, sua vocação
liberticida, de cunho radical esquerdista
de talhe staliniano, que estava na
gênese do PT, mas que este tão
bem camuflou para poder chegar ao
governo, etapa intermediária
e necessária na corrida pelo
aparelhamento do Estado e tomada total
do poder. Jamais (“nunca antes
neste país”) se viu a
parábola evangélica
dos lobos em pele de cordeiro tão
bem exemplificada, como no caso lastimável
da política nacional atual!
Diante
dos perigos para a manutenção
da ordem democrática entre
nós, representados pelo preocupante
quadro vigente, ainda mais agravado
pela abulia da maioria da população
e de suas elites pensantes, quando
não pelos insensatos e suicidas
aplauso e apoio de um porcentual assustadoramente
alto de brasileiros à obra
de destruição em curso,
a pergunta que se impõe é:
O QUE FAZER?
A
realidade mostra que não se
teria a quem ou a que apelar. Executivo
e Legislativo, em seus diferentes
níveis, federal, estadual e
municipal, exibem iguais sintomas
de degradação, seja
pela corrupção, que
se faz generalizada, seja pela alastrante
contaminação perversa
pela ideologia radical esquerdista,
dedicada à destruição
da liberdade e de tudo de bom que
nos tem caracterizado historicamente
como Nação temente a
Deus e de convívio social amistoso,
fraterno e harmonioso entre os representantes
de todas as etnias, níveis
econômicos, origens e religiões.
Ao ponto de o Brasil ter sido sempre
apresentado, até passado não-distante,
como exemplo para o mundo da nova
civilização desejada,
para o estabelecimento da paz e da
concórdia entre os seres humanos.
Ao
contrário, a malfadada e retrógrada
ideologia comunista, ora imperante
entre nós, tem como orientação
basilar a “luta de classes”,
daí por que suscita, apóia,
favorece e promove toda sorte de divisões,
enfrentamentos, conflitos e lutas
entre os segmentos sociais, coerente
com sua inspiração visceral
no ódio.
O
Judiciário, promessa e ação
de equilíbrio no seio da sociedade
dos homens, garantia de que “todos
são iguais perante a lei”
em tantas partes do mundo, tem também
sua ação prejudicada
no País, seja pela lerdeza
no julgamento de fatos e feitos, seja
pela corrupção que também
tem envolvido muitos de seus servidores
conspícuos, desembargadores
e juízes entre eles, em variados
rincões do território
nacional, seja pela politização
partidária de muitas de suas
decisões, inclusive nos mais
altos tribunais da República,
pela escolha também e apenas
por critérios políticos
no provimento dos cargos de magistrados
de mais alto nível, crescente
nos anos recentes.
As
Forças Armadas, como instituição,
ao contrário do seu papel,
histórico também, de
Poder Moderador na República,
de defensoras ostensivas do Bem Comum
e indutoras, com sua ação
de vigilante presença, da moralidade
e da ética no trato dos recursos
e da coisa públicos, por parte
dos políticos, e de defesa
intransigente da ordem democrática
contra todas e quaisquer ameaças,
estão estranhamente contidas,
imobilizadas e mudas desde 1990. Limitam-se
a tudo assistir, até mesmo
quando diretamente desafiadas na sua
honra e na integridade de sua capacidade
bélica de defesa do Brasil,
pelas agressões revanchistas
que só se acentuaram nos últimos
quinze anos, pela redução
proposital e programada, no mesmo
período, da sua capacidade
combatente por restrições
orçamentárias de toda
ordem e pelo aviltamento salarial
do seu pessoal, em face dos segmentos
privilegiados da “nomenklatura”
governamental, o que vem repercutindo
gravemente no moral dos guerreiros
da Pátria.
O
que podemos, então, fazer,
nós, as pessoas de bem, cidadãos
comuns, sem qualquer força,
mas patriotas apaixonados pelo Brasil,
ao qual dedicamos nossos talentos
e nossas vidas, preocupados com o
bem-estar do nosso povo e com sua
elevação física,
ética, moral e espiritual,
com a afirmação de grandeza
da Terra de Santa Cruz, predestinada
a ser a Pátria da abundância,
da Paz, da Justiça e do Bem?
Primeiro,
manter-nos firmemente fiéis
aos nossos valores, crenças
e convicções e dar testemunho
diuturno, mais por atos e ações,
mas também pelas palavras escrita
e falada, de que estamos “combatendo
o bom combate”, sem esmorecimento,
por mais desalentadora que seja a
situação atual. Com
essa ação de presença
ativa, poderemos influenciar atitudes
semelhantes por parte dos concidadãos
adormecidos, nos nossos círculos
de relações, de trabalho,
de lazer, de outros interesses comuns;
no nosso prédio, na nossa rua,
no nosso bairro, no nosso estado,
no País... É como se
um trabalho de evangelização
cívica, iniciado por nossa
própria conversão!
Em
tudo e por tudo, é preciso
ter Deus conosco. Aprender a lição
magistral do desapego aos bens terrenos,
passageiros, e ao hedonismo. A tentação
de ter mais, para usufruir do mundanismo
a qualquer preço e a qualquer
custo, tem sido a perdição
de tantos áulicos da obra diabólica
de destruição em curso.
Atraídos pelos planejadores
da derrocada do Brasil e suas promessas
de suborno por ganho fácil,
abandonaram suas fileiras e seus companheiros
e se fizeram traidores de suas crenças
e de seus valores corretos e originais,
apenas seduzidos pelos “trinta
dinheiros” das burras oficiais
escancaradas para quem se quiser apresentar
como integrante ou auxiliar do programa
de infelicitação do
Brasil, no caminho desgraçado
do domínio comunista.
Temos,
apesar dos maus tempos que vivemos,
de acreditar na primazia do Bem e
da Virtude sobre o mal e o vício.
Enfim, lutando pelas nossas idéias,
nossos corações devem
sempre abrigar a Esperança,
apesar de tudo e de todos.
Deus
não permitirá a destruição
do Brasil. Os mentirosos, os farsantes,
os pervertidos e os maus passarão.
O Bem, a Paz e a Justiça haverão
de prevalecer ao fim, conforme Sua
promessa de Salvação.
Mas, como tanto sabemos, teremos de
ser auxiliares da Obra Divina, fazendo
nossa parte de combatentes sérios
e dedicados ao Brasil. Para isso,
teremos de praticar o que pregamos,
ser melhores a cada dia, para alimentar
o facho de esperança que ilumine
e arraste outros brasileiros de bem,
até que as sombras do mal,
hoje tão escancaradas e atuantes,
sejam definitivamente erradicadas
de nossa Terra Amada!
Os
artífices do mal, infiltrados
e momentaneamente dominantes entre
nós, manipulam, com rara maestria
os instrumentos da perdição,
tentando comprar e corromper a tudo
e a todos, para atingir seus malévolos
desígnios. Assim aprenderam
com seus mestres malditos! Mas sua
ação deletéria,
mercê de Deus, será contida!
Que
nossa convicção profunda
nos mantenha firmes em nossas posições,
pois lutamos pelo Bem e pela Justiça,
pelo Brasil e o seu futuro, inspirados
pela graça de Deus, pelo amor
à Pátria, ao povo e
às instituições
democráticas e pelos Grandes
Heróis de Nossa História,
que nos apontam o caminho e legaram
o exemplo de jamais fraquejar no duro
combate pela glória do Brasil!
“Ninguém
pode servir a dois senhores. Não
podeis servir a Deus e ao dinheiro”
(Mt 6,24).
Rio de Janeiro, RJ,
25 de fevereiro de 2010.
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A
Lei de Anistia e a ajuda humanitária
ao Haiti
Antonio Celente Videira
Cel. Int. R1 Aer.
O lamentável
terremoto ocorrido no Haiti, com milhares
de óbitos, talvez seja uma
resposta a quem ainda nutre ódio
e clama por divisões de classes
aqui no Brasil.
Quando percebemos
que criaturas com instintos de abutre
e hiena, na calada da noite, alterarem
o 3º Programa Nacional dos Direitos
Humanos, após um acordo tácito,
e induzirem o Excelentíssimo
Sr. Presidente da República
dar sua chancela, com o único
objetivo de “caça às
bruxas”, realmente constatamos
que ainda há brasileiros (se
é que podemos chamá-los
assim) encastelados no Governo com
o propósito de vingança.
Argumentos de que
o passado deve ficar a descoberto,
com visibilidade à posteridade,
é pífio. A história
é montada em cima de fragmentos
de escritos e documentos oficiais,
postados em obras literárias,
cujo conteúdo, de acordo com
seus autores, serve de base ao entendimento
do passado. O próprio Arquivo
Nacional reúne matérias
que documentam e identificam fatos
remotos. Afora isso, a técnica
pedagógica Gramista, adotada
nas Escolas de 1° e 2° graus,
covardemente ministrada em sala de
aula e grafada em livro escolar, através
do ensino da História, já
é o suficiente para deturpar
os feitos dos nossos vultos e patronos.
O olhar enviesado
dos autores dessas artimanhas comprava
que estão na contramão
dos acontecimentos. É enxergar
o Brasil pelo retrovisor. Rever intercorrência
do nosso Exército Brasileiro,
não considerando atitudes violentas,
praticadas por outrem alheio à
ordem vigente na época, como
por exemplo, assalto a banco, assassinatos,
seqüestros, atos terroristas,
enfim, é legislar em causa
própria. Querer anular a lei
da anistia que lhes proporcionou e
garantiu ocuparem postos chaves no
Governo, é trair acordos legais,
anteriormente estabelecidos por situação
e oposição. Em suma,
é enganar o Chefe maior da
Nação, por falta do
assessoramento leal, criando uma crise
política. Em qualquer empresa
ou organização militar,
até onde entendemos por ordem
e hierarquia, a Direção
determinaria a imediata apuração
dos fatos, através de uma auditoria,
mesmo que o suspeito fosse um “subordinado
amigo”, para não dizer
um “conhecido companheiro”.
Mas a fatalidade
do destino, com o trágico terremoto
do Haiti, realça a tradicional
atuação das Forças
Armadas, somado ainda a um de seus
maiores índices de aceitação,
junto à Sociedade Brasileira.
O aprestamento da
tropa, a disponibilidade dos meios
aéreos, a eficiente logística
de gêneros e remédio,
a capacidade de organização,
o profissionalismo militar são
respostas aos “rufões
raivosos”.
Olhar o movimento
de militares, ouvir depoimentos de
oficiais e graduados sobre suas iniciativas
no Haiti, perceber posturas sensatas
diante da tragédia é
mostrar o grau de grandeza de uma
Instituição, as Forças
Armadas, que só orgulho dá
ao povo.
O sofrimento de pais,
mães, esposas e parentes dos
heróis, que morreram nos escombros,
narrando suas dores pela ausência
de seus entes queridos, no cumprimento
do dever, indicam a singeleza das
fileiras militares. A ação
desprendida do Sargento Marco Antonio,
no resgate da enfermeira haitiana,
mostrada quase em rede nacional, consagram
a generosidade da nossa gente projetada
naquela ilha-nação.
A atuação
das Forças Armadas no Haiti,
magistralmente apresentada na tela
da televisão, é o cotidiano
das suas tarefas anônimas. O
Projeto Rondon, a Ação
Cívico Social (ACiSo), o apoio
de saúde nas Operações
Ribeirinhas, através dos navios
de assistência hospitalar (NASH),
as Missões de Misericórdia,
o fornecimento de água às
populações do Polígono
da Seca, a presença social
dos Pelotões de Fronteira,
a abertura e manutenção
de estradas pelos Batalhões
de Engenharia vêm a ser iniciativas
herméticas, mas que causam
lastros de gratidão a quem
é atendido, forjando imagem
positiva do Soldado Brasileiro, que
jamais será maculada por aventureiros
de reminiscências exóticas.
Vislumbrar
a Cavalaria Templária, passando
pela Ordem de Cristo, é entender
o Exército Brasileiro.
Ter o olhar para as intangíveis
instalações da Escola
de Sagres é identificar a capacidade
criativa das Forças Armadas.
Conhecer a vida ascética dos
monges-guerreiros, no Palácio
de Tomar, em Portugal, é perceber
a mística militar do Brasil.
De Guararapes, em 1648, à Real
Academia Militar, criada pelo Príncipe-regente,
Dom João, em 1810, confirma
nossas Forças Armadas como
regulares e não caudilhesca
ou milicianas, de acordo com aqueles
que querem transformar os Movimentos
Sociais do Campo.
Diante disso tudo,
jamais atitudes isoladas e maldosamente
orquestradas irão induzir a
população ir de encontro
a uma Instituição Secular,
principalmente quando partem de anões
revanchistas.
A mão amiga,
que se faz presente no Haiti, é
o prolongamento do braço forte
que não permitirá um
golpe branco. O quieto leão,
no seu canto, poderá aplicar
uma tapa certeira no réptil
peçonhento que agride as leis
ambientais do seu habitat. Somente
o imbecil cutuca onça com vara
curta.
Os propalados porões
da ditadura, provocados por uma instabilidade
política da época, não
oferecem o mesmo perigo à estabilidade
democrática que alguns gabinetes
ou salas de ambiência moderna
de Brasília. Todavia, aqueles
primeiros, por transmissão
cultural da caserna, formam hoje o
Gabinete de Crise que há de
ordenar a vida social e a reconstrução
do Haiti, mas que também tem
habilidade em erradicar qualquer situação
de ameaça à liberdade,
se preciso for.
Por tudo
isso, o momento é de união.
A atuação do Brasil
em Porto Príncipe impede a
efervescência do rancor entre
irmãos. O nosso destaque, na
reunião do clima em Copenhague,
não dá margem aos inoportunos
e recalcitrantes ressentimentos do
passado. A projeção
do País como “Global
Player” deve afastar ranços
produzidos por “caducos”
agarrados no Poder.
Da mesma forma que
o nosso Exército está
removendo escombros, em uma Ilha do
Caribe, as ruínas mentais dos
membros da Comissão da Verdade,
situados em nosso território,
devem ser dissipadas. Olhar a caverna
escura da vida e vislumbrar silhuetas
do passado é tornar virulento
o nosso porvir. Descer à gruta
existencial, para palpar as pontiagudas
pedras dos caminhos acidentados da
história significa renunciar
a esperança da Nação.
Já ouvi de
filósofos, poetas e religiosos
que o Brasil tem uma predestinação.
Chegam até a mencionar que
o País é “o coração
do mundo, pátria do evangelho”.
Que as ações
de ajuda humanitária de todos
os segmentos nacionais no Haiti sejam
o apanágio da solidariedade
do brasileiro, como resposta a quem
ainda tem aversão à
ordem, utilizando-se da pérfida
caneta, para eliminar uma lei que
apazigou a Nação.
Por este texto ser
de única responsabilidade deste
autor, e não externar a opinião
de qualquer órgão a
que pertenço, encerro aclamando.
Desenvolvimento,
democracia e generosidade.
Viva o Brasil ! ! !
Antonio Celente Videira –
Cel. Int. R1 Aer.
E-mail:acelente@gmail.com
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Militar revoltado!
Pérolas de ignorância
do “Filho do Brasil” sobre
a Amazônia,
levam Capitão do Exército
à revolta.FPR
31 12 2009.
“Vossa Excelência, por
ser ignorante ou embusteiro, não
sabe ou finge não saber que
antigamente a Linha de Tordesilhas
delimitava as fronteiras do Brasil.
Assim, quando Cabral chegou ao Brasil
a Amazônia e todo o atual Centro-Oeste
brasileiro pertenciam à Espanha,
não a Portugal, desde 1494.”
“Foram os portugueses
que nos legaram a Amazônia,
com sua ocupação física
e a manutenção daquela
imensa área, com a construção
de inúmeras fortificações
militares, como o Forte Príncipe
da Beira, no Amazonas, em 1776. E
quem tomava conta desses fortes? Não
eram os índios, Sr. Lula, eram
os militares - assim como, até
hoje, são os militares os únicos
que se sacrificam servindo em Pelotões
de Fronteira, tanto na Amazônia,
como no Pantanal mato-grossense (Forte
Coimbra), enfrentando a malária,
ONGs e sujeitos despreparados como
o Sr., e são os únicos
que têm condições
reais de manter aquela extensa área
sob o domínio do Brasil, área
essa que outrora era denominada de
Hiléia ou Inferno Verde”.
“Índio nunca tomou conta
de nada, Sr. Lula, já que não
tinha condições bélicas
para enfrentar os bandeirantes portugueses
e brasileiros, muito mais bem-armados.
Em 500 anos, os índios não
aprenderam sequer a plantar feijão
e arroz, e criar algumas galinhas
para seu sustento próprio,
por isso exigem hoje esses latifúndios
Raposânicos e Ianomâmicos
em Roraima..Para que o Sr. tome conhecimento
do histórico de ocupação
da Amazônia, sugiro que leia
a monografia do coronel-aviador Márcio
João Zanetti, disponível
no endereço”:
http://library.jid.org/en/mono45/Zanetti%20.pdf.
“Presidente Lula: volte
à escola, já que no
passado o Sr. fugiu do Mobral!”
Atenciosamente,
Félix Maier Capitão
do Exército - QAO R/1
N.R.
Muitos se perguntam por que
os discursos do presidente no exterior
não causam mais horror quanto
às pérolas que fala.
Como há tradução
simultânea para outras línguas,
os tradutores não encontram
palavras para expressar algumas das
pérolas e amenizam o conteúdo
e os erros de plurais e concordância.
Isso fica evidente quando se lê
as legendas ou se ouve as traduções
em sites de jornais estrangeiros.
Quando “O Cara” abandona
o texto preparado pelo Itamaraty e
resolve improvisar o resultado do
espetáculo é uma triste
comédia.
JORNAIS
DO MUNDO INTEIRO
http://www.hhmmss.com
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Um
basta coerente
Ernesto
Caruso, 01/01/2010
A
crise gerada pelo decreto que propõe
a criação da Comissão
da Verdade, prevista no Programa Nacional
de Direitos Humanos na terceira versão
(PNDH-3), era de se esperar, mas o
governo não acredita, e continua
a repetir as ameaças sobre
os vencedores da luta armada que impediram
a transformação do Brasil
em súdito da União Soviética,
do comunismo impiedoso, assassino
e terrorista, modelo Cuba/Fidel Castro.
O tema é mantido em pauta e
conduzido pelos ministros Tarso e
Vanuchi, que obviamente são
apoiados por Lula e pela ministra
Dilma, que não pode estar ausente
nessa questão e que dará
continuidade, se eleita em 2010.
Em 29/agosto/07 a presidência
da República lançou
o livro de 500 páginas, "Direito
à Memória e à
Verdade", bigornando no contexto
dos direitos humanos a história
dos mortos e desaparecidos, cujo “objetivo”
textual é revelar os fatos
ocorridos, mas que em mente é
condenar os servidores da Pátria
que os combateram e venceram. Um recalque
que os diminui e corroi no íntimo
por não terem vencido e fuzilado
muita gente. Vários ministros,
como Tarso Genro, Dilma Rousseff e
Franklin Martins lá estavam.
O ministro Paulo Vannuchi chegou a
declarar que não usa a expressão
crime para classificar o assassinato
de agentes do Estado por seus colegas
terroristas.
Ora, revelar os documentos cabe ao
governo que os detêm. Mas, não
é isso que querem, mas sim
uma condenação. E já
têm um alvo, dito e repetido,
Coronel Brilhante Ustra, que era major,
mas que irá nessa concepção
maquiavélica representar os
generais presidentes de Castelo Branco,
Médici, até João
Figueiredo.
Parte do governo quer deletar a Lei
da Anistia e outra parte considera
a lei beneficiária somente
deles, terroristas, seqüestradores,
assaltantes de bancos e guerrilheiros,
mas ambas consideram o crime de tortura
imprescritível, como escrito
na Constituição.
Ora, anular a lei pressupõe
o retorno à prisão dos
condenados pela Justiça e não
mais anistiados.
Vale lembrar o torpe assassinato do
Ten Alberto Mendes que já estava
preso nas mãos dos guerrilheiros
de Lamarca. A descrição
da sua morte é um sofrimento.
Imaginem a dor sentida pela mãe
e pai do tenente diante de um depoimento
como este, sobre o verdadeiro mártir/heroi
que se entregou para ser imolado e
abrir as portas da liberdade aos seus
soldados: - “Ariston assim descreveu
a morte do tenente: “Lamarca
chamou Fugimore (sic) de lado, mandando
que este executasse o tenente; ...
que então Fugimore se aproximou
do tenente Mendes, pelas costas, de
surpresa, deu-lhe uma coronhada, e
depois outra, provavelmente umas quatro,
até que o tenente morreu...”
O Exército reuniu o Alto Comando
e expediu uma nota, afirmando os propósitos
da Lei de Anistia de 1979. Foi rápido
na resposta.
No fim de 2007, a Justiça italiana
expediu mandados de prisão
contra brasileiros por envolvimento
na morte de italianos na Operação
Condor que teve apoio do governo através
Marco Aurélio Garcia, que apoiou
a decisão do governo de analisar
pedido de abertura de inquérito
sobre os militares brasileiros acusados
com reforço do ministro Paulo
Vannuchi, que defendeu a anulação
da Lei de Anistia, O juiz espanhol
Baltasar Garzón, que virou
celebridade ao determinar a detenção
do Gen Augusto Pinochet, o que conseguiu
concretizar em Londres, proferiu palestra
em seminário internacional
no Hotel Renaissance, SP, em 18Ago2008
sob patrocínio/realização
do Governo Federal, Caixa Econômica
Federal, OPESP e Carta Capital, com
abertura pelo ministro Paulo Vannuchi.
Na mesma senda fizeram o Manifesto
dos Juristas, assinado pelo ex-ministro
da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos, Dalmo Dallari e Fábio
Konder, entre outros, em apoio à
decisão do Ministério
da Justiça, de que civis e
militares possam ser processados pela
prática de tortura.
Repetem muito a palavra tortura como
um crime contra a humanidade, mas
omitem que terrorismo e tortura estão
no mesmo nível como preceito
constitucional vigente, Art. 5º,
XLIII, “a lei considerará
crimes inafiançáveis
e insuscetíveis de graça
ou anistia a prática da tortura,..,
o terrorismo e os definidos como crimes
hediondos, ...;” A CF/88, no
mesmo Art. 5º, XXXIX, dispõe
que “- não há
crime sem lei anterior que o defina,
nem pena sem prévia cominação
legal;” A Lei da Anistia nº
6.683, data de 28Ago79, a Lei nº
9.455, que define o crime de tortura
é de 7Abr97, bem como a Lei
nº 8.072/90, preconiza no Art
2º: “Os crimes hediondos,
a prática da tortura, ... e
o terrorismo são insuscetíveis
de: I - anistia, graça e indulto;”
Se a lei da anistia não beneficia
os agentes do Estado acusados de tortura,
não pode ser tão ampla
que abranja os terroristas, pois terroristas
e torturadores cometeram tais crimes
antes que a lei os considerasse insuscetíveis
de anistia, graça e indulto.
Condenando uns, há que condenar
outros. Ou os atentados com explosivos
ao Aeroporto de Guararapes, com mortes
de inocentes, e ao QG do ll Exército,
com a morte do Sd Mario Kozel Filho,
de sentinela, não foram práticas
terroristas?
À Comissão da Verdade
se pretende atribuir poderes do tipo
inquisição com o firme
propósito de condenar os agentes
do Estado, enquanto a outra comissão
cumpre o papel de premiar com indenizações
elevadas os infratores da lei, nem
sempre com o equilíbrio de
corrigir — fazendo justiça
— os erros cometidos no citado
período.
O decreto tem no cerne de modo sub-reptício
um nível maior de intensidade
revanchista que provocou uma reação
proporcional no segmento militar da
sociedade. Enquanto, no primeiro momento
coube ao Cmt do Exército uma
posição firme, expedindo
uma Nota, já comentada, agora
dada a virulência do decreto,
foram os três comandantes militares
que se posicionaram, apoiados pelo
ministro da Defesa. Relata a imprensa
um pedido de demissão coletiva
do ministro e dos três comandantes.
Decidir é preciso e a decisão
foi tomada. Deram um basta coerente.
Mas, os desdobramentos não
podem ser desprezados, inclusive o
aceite do pedido. E o planejamento
das operações futuras?
Não pode haver recuo.
Os contra-ataques ocorrem.
“Anistia não é
amnésia”, declarou o
presidente da Ordem dos Advogados
do Brasil, Cezar Britto, como se fosse
uma proposta inocente de se fazer
história.
O deputado Jungman tem um posicionamento
diferente, pois é contra a
remexer o passado e prejudicar o porvir.
Espera-se que o ministro da Justiça,
Tarso Genro, consiga alterar o texto
do decreto ao afirmar que não
há “nenhuma controvérsia
insanável” entre o Ministério
da Defesa e a Secretaria Especial
de Direitos Humanos.
}
A sociedade entende que os militares
são entes da mais elevada credibilidade
e os próprios militares têm
em mente o que se ensina, no caso
do Exército, na AMAN, onde
a expressão, “Cadetes:
ides comandar aprendei a obedecer”,
eixo da hierarquia e disciplina, não
preconiza “obedecer cegamente”,
cumprindo ordens absurdas, nem deixar
de defender a Pátria sob ameaça
de quaisquer origens ou deixar que
os destinos do país sejam conduzidos
só por políticos, ainda
que o levem ao abismo ou mergulhado
no mar de lama.
Os comandantes militares têm
a obrigação de se manifestar,
pois não são como crianças
colocadas de castigo de frente para
a parede.
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UM PAÍS DE ESCRAVOS?
VAlte(Ref) Sergio Tasso
Vásquez de Aquino
O
belo, portentoso e amado Brasil parece
estar transformando-se num país
de escravos, satisfeita e gostosamente
sujeitos à espoliação
e à exploração
dos opressores, os próprios
governantes e legisladores de todos
os níveis.
Tudo
para nós é mais caro
que em países mais ricos
e de maiores rendas, graças
ao sequestro fiscal que retira mais
de 40% dos rendimentos dos brasileiros
que trabalham e que produzem, o dobro
da derrama ou “quinto dos infernos”
que levou outros brasileiros, de outra
época e de outra fibra, a levantarem-se
contra a metrópole portuguesa,
na heróica jornada da Conjuração
Mineira de 1789.
O
pior é que grande parte dos
recursos arrecadados vem sendo desviada
pela avassaladora corrupção,
que tomou conta dos Três Poderes
e de todos os níveis do Estado
e do governo, como tristemente comprovado
pela maldita roda de escândalos
que dessangra e humilha a Nação,
impunemente, há tanto tempo.
Os malfeitores, que se apossaram do
poder, escarnecem e debocham das pessoas
de bem, desviando, para bolsos, cuecas
e meias indevidos, o produto dos impostos
que deveriam servir ao aperfeiçoamento
da máquina pública,
na prestação dos serviços
que lhe incumbe realizar, para elevação
da qualidade e do nível de
vida dos concidadãos. A sabedoria
popular, já há algum
tempo, havia, trágica e profeticamente,
cantado a escabrosa situação:
“Se gritar `Pega ladrão´,
não sobra um, meu irmão!”
O
triste resultado tem sido o da constatação
diuturna de um país que se
deteriora moral,
espiritual e fisicamente.
Logo o tão belo, rico e incomparável
Brasil, nossa paixão maior
e motivo de toda a nossa dedicação
e entrega total!
Acabei
de voltar de viagem aos EUA, a segunda
no período de um ano, havendo
lá permanecido por cerca de
um mês em ambas as ocasiões.
Pude, assim, viver amplas e variadas
situações, muito observar
e, em conseqüência, sopesar,
meditar... e comparar. O resultado
encheu-me de pena e tristeza.
Os
americanos não são melhores
do que nós; ao contrário,
faltam-lhes o calor humano, a alegria
de viver, a espontaneidade, a abertura
de coração e de braços
(o abraço amistoso e carinhoso
é nossa marca) que tanto nos
distinguem e caracterizam.
Mas construíram uma grande
nação, graças
ao seu arraigado sentimento de patriotismo
e de cidadania, de trabalho dedicado
e de cobrança, sem titubeio,
delongas e quartel, do cumprimento
das obrigações devidas
por quem tem o múnus de governar,
legislar, julgar. Lá, não
impera a impunidade, e quem labora
contra o bem comum, prevarica e rouba
os haveres públicos não
escapa das duras penas da lei, seja
quem for, ocupe que cargo ou função,
seja dono de qual nível de
patrimônio!
A
responsabilidade, pois, é a
tônica vigente, e o resultado
é que, apesar da grave crise
econômica, na Flórida
que percorri, as estradas, avenidas
e ruas são verdadeiros tapetes
de asfalto, as cidades limpas e bem
cuidadas, as escolas públicas
primorosas, os hospitais bem mantidos
e operantes; a polícia é
tranqüilamente mantenedora da
ordem, amada e respeitada pelos cidadãos,
a violência zero e a paz, nos
ecologicamente perfeitos e belos locais
de moradia da classe média,
verdadeiros parques lindamente gramados
e arborizados, uma constante!
Os
impostos arrecadados revertem, efetivamente,
em benefício do povo e o “custo
corrupção”, ao
contrário do que ocorre entre
nós, não cobra seu altíssimo
e injustificável pedágio.
Governantes e legisladores, mesmo
que no fundo possam não ser
honestos, fingem que são e
trabalham em benefício dos
eleitores, que exercem permanente
e cerrada cobrança. De tempos
em tempos, reúnem–se
eleitos e eleitores, nas “public
hearings” que se sucedem pelos
distritos eleitorais. Quem não
estiver correspondendo, ou cuja atuação
não estiver agradando, pode
perder o mandato pelo instituto do
“recall”, isto é,
o povo que vota tem a faculdade de
“desvotar”, afastando
a figura indesejável do cenário
público-político. E
o Judiciário, justo e correto,
garante o equilíbrio social.
Não
existe o culto da personalidade, que
faz nosso arremedo de democracia muito
mais próximo de regime totalitário
do que de autêntica democracia:
só vi o Presidente Obama por
três vezes na televisão,
ao contrário do que ocorre
entre nós, quando, por exemplo,
Lula e seus ditos, metáforas
e gracejos freqüentam noticiários
da televisão e páginas
da mídia impressa todos os
dias e todas as horas, com notoriedade
maior que a dos astros de cinema e
tv e os grandes heróis esportivos
populares... O mesmo se passava com
FHC, Itamar, Collor nos seus períodos
de poder, já que a bajulação
e a busca de dividendos decorrentes
parece ter sido elevada a arte nacional!
O
absurdo do “custo Brasil”,
originado de altos impostos, corrupção
generalizada e pobres gerenciamentos
governamental e empresarial e infraestrutura
de armazenamento e transporte, pode
ser avaliado, quando se comparam os
preços de produtos industrializados
nos dois países, ao câmbio
atual de R$ 1,80/US $: aparelho de
tv de 40”, LCD full HD, R$ 3.999.00
(Brasil), R$ 720,00 (EUA), home theater
250 watts de potência, R$ 899,00
(Brasil), R$ 180,00 (EUA), reprodutor
de DVD “blue ray”, cerca
de R$ 1.200,00 (Brasil), R$ 144,00
(EUA), automóvel Honda Civic
ou Toyota Corolla, entre R$ 80.000,00
e R$ 90.00,00 (Brasil), R$ 40.000,00
(EUA).
A gasolina comum, aqui vendida por
R$ 2,67 o litro, lá custa US
$ 2,67 o galão (R$ 1,27 o litro).
As roupas, principalmente de homem
e de criança, estão
baratíssimas, quando levados
em conta os preços no Brasil,
e até a comida, nos supermercados
e nos restaurantes e redes de “fast-food”,
está a custo comparável
com o que vige entre nós. E
a renda média dos americanos
é bem mais alta que a nossa!
Os
políticos que nos regem, governam,
fazem nossas leis, têm sido
cruéis e insensíveis
padrastos do Brasil e do seu povo,
principalmente nos últimos
anos. Fazem da mentira contumaz poderosa
e eficaz arma política, para
se perpetuarem no poder.
Via de regra, vêm colocando
seus interesses pessoais, sua perversão
ética e moral, sua ambição
por poder e haveres, a qualquer custo
e a qualquer preço, seu desinteresse
e seu desprezo pelo que é justo,
digno e certo, suas inclinações
ideológicas, muita vezes inaceitáveis
ou inconfessáveis, acima do
bem comum, da moral, da ética
e do verdadeiro interesse nacional
e do povo.
Muitíssimos
fazem do butim da coisa pública
nefanda prática comum. No entanto,
são eleitos e reeleitos sistematicamente,
gozam do aplauso e da aprovação
populares, com índices até
acima de assombrosos 80%...
Perdemos,
como povo, o senso de medida, a capacidade
de julgar, de discernir entre o certo
e o errado, o bem e o mal, ou, anestesiados
pela propaganda, pelo “faz-de-conta”
tão rotineiramente e há
tanto tempo transmitido por porta-vozes
oficiais e a mídia cooptada,
bem paga e agradecida, nos vamos tornando
numa legião desfibrada de escravos,
incapaz de reagir contra o mal que
nos atormenta e que, adorando-os,
beija as mãos dos seus opressores,
por estar sofrendo de generalizada
“síndrome de Estocolmo”?
É
no abastardamento moral, que se faz
generalizado e a que, compungidamente,
assistimos, os bons brasileiros que,
solitariamente, clamamos no deserto,
sem forças para revertê-lo
por ora, que reside a maior ameaça
para a paz, a liberdade, a justiça,
a democracia, o futuro do adorado
Brasil.
As
bases da reconstrução
nacional, depois da tormenta dos últimos
20 anos, estão no soerguimento
e no fortalecimento da Expressão
Psicossocial do Poder Nacional, tão
atacada, desprezada e sabotada por
tantos, dotados de tanto poder, mas
tão mal empregado. À
luta sem desfalecimento, pela recondução
do Brasil aos caminhos da vergonha,
do progresso, da paz e da justiça,
pois, dediquemos prioritariamente
todo o nosso patriótico labor
e o empenho de nossas vidas, com coragem
e alento redobrados!
Rio de Janeiro,
RJ, 11 de dezembro de 2009
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Muros
que não ruíram
Ernesto Caruso, 27
de novembro de 2009
A queda do Muro de
Berlin foi bastante festejada pelos
vinte anos que sucederam de oxigenação
nos países comunistas, sob
jugo da União Soviética
(1917-1989), livrando-os dos grilhões
de uma economia de Estado, do partido
único, da ditadura do proletariado,
do culto à personalidade do
ditador, do ser humano ser peça
de uma máquina para produzir,
despojado da liberdade de ir e vir,
de pensar e dizer, de ter a sua crença,
sem quem lhes pregasse que a religião
é o ópio do povo, de
viajar a uma nação vizinha,
visitar um parente ou simplesmente
fazer turismo.
Inimaginável
por um brasileiro que em qualquer
tempo cismasse de embarcar no ônibus/caminhão
pau-de-arara, sair do nordeste com
destino ao sul, pegar um ita no norte
e ir para o Rio passear, como na música
de Caymmi, ou para morar, trabalhar,
sem pedir autorização
a quem quer que fosse, e para o destino
que lhe aprouvesse.
A despeito das várias tentativas,
o Brasil não viveu as agruras
do mundo comunista, graças
ao espírito religioso do seu
povo e às Forças Armadas
brasileiras sempre presentes em defesa
da democracia.
O primeiro “muro de Berlin”
foi concebido no Brasil no alvorecer
nebuloso desse regime já em
1922, com o advento do Partido Comunista
e intentado sob as armas da traição
por |
Luiz
Carlos Prestes em 27 de novembro
de 1935, com a morte de brasileiros
no silêncio da noite e
da covardia rasteira. Fatos
que iriam se repetir no entorno
de 1964, desarticulados pela
Contra-revolução
de 31 de março, ainda
na fase da preparação,
orientada por agentes formados
no exterior, e em 1968, com
o incremento das atividades
de guerrilha, terrorismo e seqüestros
em várias partes do mundo,
por organizações
revolucionárias marxistas
– leninistas, orquestradas
pelo movimento internacional
e não de resistência
como |
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mentem os anistiados de hoje, criminosos
de ontem, regiamente premiados por
eles próprios.
Nomes e siglas não faltam a
lembrar das atrocidades terroristas,
como as Brigadas Vermelhas (Itália),
Exército Vermelho (Alemanha),
Montonero (Argentina), Tupamaros (Uruguai),
Sendero Luminoso (Peru), FARC, ainda
viva (Colômbia), e no Brasil
várias organizações
cujos nomes indicam os seus propósitos,
como Organização Trotskista
Convergência Socialista, Ação
Libertadora Nacional (ALN)/Ala Marighela,
Partido Comunista Brasileiro Revolucionário
(PCBR), Vanguarda Armada Revolucionária
Palmares, Comando de Libertação
Nacional (COLINA), Política
Operária (POLOP), MR-8, etc.
Na Alemanha e na Itália vários
desses criminosos foram condenados
à prisão perpétua,
como Cesare Battisti, da organização
“Proletari Armati per il Comunismo"
(PAC). De forma semelhante e bem recente
no Japão, em 2006, Fusako Shigenobu,
de 60 anos, fundadora do Exército
Vermelho, foi condenada a 20 anos
de prisão por ter organizado
a ação terrorista na
embaixada da França em Haia,
1974, embora a promotoria tenha pedido
prisão perpétua pelo
ferimento de dois oficiais da polícia,
mantendo como reféns o embaixador
e membros do corpo diplomático,
para exigir a libertação
de comparsas. Shigenobu viveu durante
quase 30 anos no Líbano, e
que ao regressar, foi presa e julgada.
Terroristas de lá não
foram anistiados e nem muito menos
indenizados, como nesta Terra de Santa
Cruz, que não conseguem apagar
das suas mentes o muro que quiseram
construir e que mantêm no pedestal
dos seus ideais o ditador Fidel Castro,
carrasco da ilha presídio.
Não justificam crimes políticos
contra o cidadão, na maioria
das vezes, desarmado e assassinado
covardemente.
Uns fazem dos muros sonhos no convívio
com aqueles que os têm com vendas
nos olhos, ou com aqueles do ego e
superego intramuros.
Aqueles que aplaudem a queda do muro
de Berlin devem imaginar os resultados
de uma vitória dos que estudaram
guerrilha e terrorismo em Cuba, URSS,
Argélia, as praticaram no Brasil,
mas felizmente não venceram.
O exemplo do Khmer Vermelho, do regime
maoísta de Pol Pot, no Camboja,
é constrangedor. O comunista
Kaing Gueg Eav está sendo julgado
pelo Tribunal Internacional pela execução
de quase 13 mil pessoas em uma única
prisão, que chefiava, durante
o “afago” comunista entre
1975 e 1979. Medo dos superiores,
lembrou dos expurgos internos e que
a política do partido era de
matar os inimigos. Mortos: 380 mil.
Vendas nos olhos/muros encobrem o
17 mil executados em Cuba, de Fidel/Raul
Castro/Che Guevara e milhares de afogados
nas tentavas de fuga do “paraíso”
comunista, o mesmo que Dilma, Minc,
Dirceu, Genoino, Palocci, etc, queriam
implantar no Brasil.
Muros que não viraram pó
na concepção de tantos
quantos da Câmara Municipal
de São Paulo concederam a Carlos
Marighella, em homenagem póstuma,
o título de cidadão
paulistano, que cedo fizera a opção
política pelo comunismo e,
via de regra, chegar ao poder pela
luta armada, na mesma época
dos demais movimentos empreendidos
na Europa, Ásia e América,
empregando o terrorismo seletivo e
indiscriminado para semear o medo,
obter apoio popular, concatenando
assaltos e sequestros para conseguir
dinheiro, armamento e outros suprimentos.
Foi o fundador da Ação
Libertadora Nacional (ALN).
Terra da histórica cidade,
ensanguentada pela morte do soldado
Mário Kozel Filho, de 18 anos,
que estava de sentinela na entrada
do QG do II Exército, em São
Paulo, e que teve o corpo em pedaços
pelo carro bomba explodido pelos fanáticos
da facção comunista
Vanguarda Popular Revolucionária,
lhe outorga tão dignificante
título.
Muro de Berlin que ainda vive na pompa
e plumas de ministros do STF que no
julgamento da extradição
de Cesare Battisti, não se
conformando com a derrota por 5 a
4 dos votos, “viraram a mesa”
incorporando um julgamento fora da
pauta a respeito do poder discricionário
do presidente da República
— fato nunca dantes ocorrido
— avalizando um ato sem que
se possa questioná-lo posteriormente.
Ora, o Executivo detém as prerrogativas
de prosseguir na análise da
extadição do condenado
pela Justiça italiana, tomando
providências administrativas
à luz dos preceitos legais,
que não o fazendo corretamente,
pode suscitar uma justa reação
da outra parte litigante. No entanto,
o STF já demonstrou à
sociedade o seu posicionamento, concedendo
uma absolvição prévia
ao presidente, sem estar formalizada
uma acusação sequer.
Muros do governo Lula/Dilma/Genro
que separam os que devem ser repatriados
como os pugilistas cubanos, inocentes,
não acusados de crime, nem
condenados, dos que devem ser protegidos,
abrigados, mesmo que condenados, como
Cesare Battisti, que recebeu apoio
na Penitenciária da Papuda
dos senadores José Nery (PSOL-PA),
Eduardo Suplicy (PT-SP) e João
Pedro (PT-AM), e dos deputados Luis
Couto (PT-PB), Ivan Valente (PSOL-SP)
e Chico Alencar (PSOL-RJ), como noticiado.
Também não caiu a ficha
nem ruiu o muro dos que fizeram um
monumento a Prestes em Palma/TO, “cavaleiro
da esperança”, “da
luz”, dos que se aliam a Lula,
desejam Dilma para dar continuidade
a esse governo afinado com Fidel Castro,
Hugo Chávez, Ahmadinejad, Morales.
“Cavaleiro da esperança”.
Quando? Como? Empunhando armas contra
o Brasil, a favor da Rússia,
como declarou?
Quem dos comunistas/ex-terroristas
Lamarca, Genoino, Marighela, Dirceu,
Martins, Dilma, etc, exerceria o papel
dos algozes Fidel Castro, Pol Pot,
Stalin, caso fossem os vitoriosos?
Superariam os números dos mestres?
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Excrescências
de um estatuto racista
”A
inclusão social não pode ser
preconceituosa,
nem seletiva pela cor da pele dentre os
mais necessitados”..
*Ernesto Caruso,
22/11/2009
1. É
racista porquanto é excludente dos
outros semelhantes da mesma espécie
humana, quando a grande maioria dos nacionais
tem o DNA da miscigenação
de índios, brancos, e negros.
2. É
injusto, pois à guisa de obter tratamento
privilegiado para compensar perdas do passado,
cujos “condenados” pelos “crimes”,
que não eram crimes à época,
não estão vivos, punindo todo
o povo brasileiro presente e futuro não
classificado como negro pelos comitês
raciais que serão implantados de
acordo o Estatuto da Igualdade Racial. Sim,
a sociedade atual que paga os seus impostos,
será apenada por um tribunal fora
dos parâmetros judiciais, através
lei ordinária que impõe um
ressarcimento aos classificados como negros,
ferindo um princípio básico
de que não há crime sem lei
anterior que o defina, nem pena sem prévia
cominação legal.
3. É
radical quando impõe uma regra abrangente
em todos os campos da atividade humana,
beneficiando uns em detrimento dos outros,
na educação, no trabalho e
na assistência médica, abominando
o universalismo que representa a equidade
como o ser humano deve observado e assistido.
4. O brasileiro
desprovido de recursos de toda ordem necessita
de assistência do Estado, ampla, geral
e irrestrita. Homenagear Zumbi dos Palmares,
que se insurgiu contra a escravidão
e, portanto, merece os maiores louros pela
luta contra o domínio de uns sobre
outros, é um sólido ponto
de apoio, mas chamar de consciência
negra é uma confrontação
à expressão consciência
branca, substituta da consciência
ariana hitlerista, repudiada, abjeta e condenada.
5. Assim,
o Estado por norma constitucional se obriga
a “erradicar a pobreza e a marginalização
e reduzir as desigualdades sociais e regionais;”
bem como “promover o bem de todos,
sem preconceitos de origem, raça,
sexo, cor, idade e quaisquer outras formas
de discriminação.”
6. O Art. 6º da CF determina que “São
direitos sociais a educação,
a saúde, o trabalho, a moradia, o
lazer, a segurança, a previdência
social, a proteção à
maternidade e à infância, a
assistência aos desamparados, na forma
desta Constituição”
7. A CF
já impõe a “proibição
de diferença de salários,
de exercício de funções
e de critério de admissão
por motivo de sexo, idade, cor ou estado
civil;” e cria uma “proteção
do mercado de trabalho da mulher, mediante
incentivos específicos”, mas
não para a mulher de cor tal e tal.
Quando o Estado estipula um atendimento
especial ao deficiente físico, o
faz genericamente sem considerar a cor da
pele, etc; idem quanto à mulher,
mantendo o universo amplo de cobertura.
8. Aclara
que “A saúde é direito
de todos e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas
que visem à redução
do risco de doença e de outros agravos
e ao acesso universal e igualitário
às ações e serviços
para sua promoção, proteção
e recuperação.
9. Dá atenção ao passado
no sentido de proteger “as manifestações
das culturas populares, indígenas
e afro-brasileiras, e das de outros grupos
participantes do processo civilizatório
nacional.”, afirmando que “O
ensino da História do Brasil levará
em conta as contribuições
das diferentes culturas e etnias para a
formação do povo brasileiro.”
10. Por
outro lado, o Estatuto em pauta, já
no seu Art. 1º, é acintosamente
excludente ao instituir uma norma destinada
“a garantir à população
negra a efetivação da igualdade
de oportunidades”, excluindo os outros.
11. O Parágrafo único/Art.
1º EIR define discriminação
racial, já considerada crime de acordo
com a CF, bem como o que vem a ser população
negra: “o conjunto de pessoas que
se autodeclaram pretas e pardas, ...”,
extinguindo o conceito de mestiço,
a grande maioria da população
brasileira.
12. O seu Art. 6º não tem propósito
universal: “O direito à saúde
da população negra será
garantido pelo Poder Público mediante
políticas universais, ....”
13. Propõe que o segmento da população
negra vinculada aos seguros privados de
saúde seja tratado sem discriminação,
que redução da mortalidade
materna entre as mulheres negras; redução
de mortalidade infantil, de adolescentes,
jovens e de adultos negros; redução
de mortes violentas entre jovens negros.
E os que não serão classificados
como negros???????
14. Até
nos esportes com grande participação
de negros por dom e competência, o
seu Art. 23, dispõe “O Poder
Público fomentará o pleno
acesso da população negra
às práticas desportivas, ...”,
repete o consagrado “É inviolável
a liberdade de consciência e de crença..”
15. Pretende
assegurar à população
negra a assistência técnica
rural, a simplificação do
acesso ao crédito agrícola
e o fortalecimento da infra-estrutura de
logística para a comercialização
da produção.
16. Ofende
os demais necessitados, favelados iguais
brancos e negros, quando atribui prioridade
aos negros no direito à moradia:
“Art. 37. O Poder Público garantirá
a implementação de políticas
públicas para assegurar o direito
à moradia adequada da população
negra que vive nas favelas, ...”,
17. Determina a inclusão de negros
na composição dos conselhos
constituídos para fins de aplicação
do Fundo Nacional de Habitação
de Interesse Social (FNHIS).
18. Assegura o acesso ao crédito,
nos meios rural e urbano, com ações
afirmativas para mulheres negras e financiamento
para a constituição e ampliação
de empresas, com estímulo à
promoção de empresários
negros.
19. Induz
a criação de critérios
para provimento de cargos em comissão
e funções de confiança
a fim de ampliar a participação
de negros, proporcional à distribuição
racial.
20. Concede
incentivos fiscais às empresas com
mais de 20 empregados que mantenham uma
cota de, no mínimo, 20% de trabalhadores
negros, claro que com comissões e
mais comissões disseminadas pelo
Brasil para designação de
negros e não negros.
21. Determina
que os órgãos públicos
deverão incluir cláusulas
de participação de negros
nos contratos de produção
de filmes, programas e peças publicitárias.
22. Institui o Sistema Nacional de Promoção
da Igualdade Racial - SINAPIR como forma
de organização e articulação
voltado à implementação
do conjunto de políticas e serviços,
naturalmente com mais servidores, chefes,
DAS, secretárias, etc, etc..., estendendo
a Estados e Municípios e ditando
que o Poder Público vai incentivar
a participação das entidades
privadas no Sistema.
23. O Poder
Executivo priorizará o repasse dos
recursos referentes aos programas e atividades
previstos na Lei aos estados, Distrito Federal
e municípios que tenham criado conselhos
de promoção da igualdade racial.
E institui no âmbito dos Poderes Legislativo
e Executivo, Ouvidorias Permanentes em Defesa
da Igualdade Racial.
24. O Estado
assegurará atenção
às mulheres negras em situação
de violência, garantida a assistência
física, psíquica, social e
jurídica.
25. Pretende
a adoção de medidas especiais
para coibir a violência policial incidente
sobre a população negra, que
por justo deve ser para todo o cidadão,
sem considerar que em certos Estados, como
o Rio de Janeiro, o componente negro é
muito presente nos efetivos policiais.
26. Adota
medidas discriminatórias para a elaboração
de planos plurianuais e orçamentos
como para financiamento de pesquisas nas
áreas de educação,
saúde e emprego, para a melhoria
da qualidade de vida da população
negra, incentivo à criação
de programas e veículos de comunicação,
destinados à divulgação
de matérias relacionadas aos interesses
da população negra, incentivo
à criação e manutenção
de microempresas administradas por pessoas
autodeclaradas negras, iniciativas que incrementem
o acesso e a permanência das pessoas
negras na educação fundamental,
média, técnica e superior,
apoio a programas e projetos dos governos
estaduais, distrital e municipais e de entidades
da sociedade civil voltados para a promoção
da igualdade de oportunidades para a população
negra.
27. É
minucioso no controle de verbas, pois garante
que durante os cinco primeiros anos a contar
da publicação do Estatuto,
os órgãos do Poder Executivo
Federal que desenvolvem políticas
e programas as discriminarão em seus
orçamentos anuais a participação
nos programas de ação afirmativa.
Prevê a utilização de
recursos advindos da seguridade social,
isto é de todos para alguns.
28. À semelhança do que ocorre
como incentivo à participação
das mulheres na política, mas de
forma geral, sem considerar cor da pele,
o Estatuto prescreve que cada partido ou
coligação deverá reservar
o mínimo de 10% para candidaturas
de representantes da população
negra. Mais uma descabida discriminação,
se levarmos em conta a participação
nos vários níveis do Legislativo,
de afrodescendentes, nitidamente vistos
pelos caracteres externos, ou apurados pelo
DNA.
29. A escravidão não pode
ser o argumento, não ocorria pela
cor da pele. Os vencidos, quando não
sacrificados, serviam os vencedores. A Bíblia
relata. A História escreve. Os negros
que saíram da África eram
os vencidos, aprisionados e vendidos. Embora
o Brasil tenha sido o último na abolição
da escravatura pela luta de brancos e negros,
na América do Norte, na década
de 60 ainda nos ônibus, os brancos
sentavam nos bancos da frente e os negros
nos de trás. Lá o cadinho
do amor não existiu com cá,
gerando o mestiço brasileiro. Não
se pode repudiar um dos lados da ascendência.
30. O Estatuto
agride as religiões, quando dá
uma atenção diferenciada a
uns e outros ou um tratamento diferenciado
a determinados doentes pela cor da pele
que os tinge. O benefício a uns não
pode se transformar em intolerância
aos seus semelhantes. Não é
cristão, não é humanista.
Por derradeiro,
é incrível como essa proposta,
inconstitucional, que nasceu no Senado,
lá foi aprovada, sofreu emendas na
Câmara dos Deputados, e retorna à
Casa de origem, de forma sutil, sem divulgação
maior nos pormenores, no bojo de 70 artigos,
muitos dos quais repetitivos das normas
constitucionais, propositadamente inseridos,
mas onde se encontram imiscuídos
artigos altamente nocivos, verdadeiras ameaças
à unidade nacional mestiça,
que irão onerar sobremaneira os cofres
públicos, com aumento de efetivos
de servidores, com reflexos desagregadores
em outras áreas, como já observados
nas universidades devido às cotas
e geradores de inúmeros processos
judiciais no congestionado Poder Judiciário.
N. A. No
dia 24/11/09, haverá uma audiência
pública para discutir o tema.
N.R. O autor é escritor, poeta e
Coronel reformado do E.B.
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Bandeira
do Brasil mestiço
Ernesto Caruso,
19/11/2009
Bandeira do Brasil!
Brasil, minha Pátria
Tua Pátria.
Alma lavada nos campos de batalha;
Pelo homem do campo, da cidade,
Forte, altaneiro, fardado,
Socorrido pela mulher enfermeira,
Ombreada, brasileira e guerreira.
Combatentes de valor
primeiro,
Com honra, ao lado do porta-bandeira,
Sem arma, com o Símbolo Maior,
Em frente, avante,
Ao toque do corneteiro,
Brava gente, brasileira,
Que frente ao inimigo, tomba,
Outro fardado a empunha
— Bandeira Sagrada —
Agora sem o fuzil,
O coração se arma,
Pulsa forte no zoar da metralha,
Aquece o sangue e avança.
No peito, altivez,
no olhar a vitória,
Opção de guerra não
fez,
No campo jazem corpos, sangue e matança.
No céu, fogo, estilhaço sibilante,
Na mente, temor, imperativo da Nação
defender.
Soldados, irmãos, mestiços
em marcha, cada um na sua vez,
Apoio mútuo, cansaço e respirar
arfante.
Na paz que o soldado
se faz,
Se lhe dá valor, preparo, bem armado,
adestrado.
Artilheiro, cavalariano, infante,
Engenheiro, da manutenção,
comunicante,
Médico, enfermeiro e intendente.
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| Bandeira
ferida, não rota,
esfarrapada,
No Congresso Nacional
içada,
Com tantos deputados e
senadores,
Que lá
passam, olham e não
vêem,
A não ser o próprio
umbigo,
Nos conchavos, nos cargos
e nos favores.
Na primeira pessoa do
meu, me, mi, migo, comigo.
|
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|
Nação,
sem estadista, fenece, se
desfaz,
Associação sem
compostura, de político,
jurista,
Submissão, ambição
e apatia.
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Estatuto
Racial
A
inclusão social não
pode ser preconceituosa, nem seletiva
pela cor da pele dentre os mais necessitados.
Ernesto
Caruso, 07/11/2009
Já
tínhamos feito uma apreciação
sobre o Estatuto da Igualdade Racial
aprovado pelo Senado, publicada em
04/08/08 no portal — www.conjur.com.br
—Consultor Jurídico,
de onde extraímos:
“Retrato
do Brasil” foi um dos temas
do 46º Congresso Nacional de
Genética, em Águas de
Lindóia, São Paulo,
com destaque aos trabalhos de Francisco
Salzano, da UFRS, sobre o índio,
Sérgio Danilo Pena, da UFMG,
sobre o branco, e de Marco Antônio
Zago, da UFSP, sobre o negro. Segundo
pesquisas, 45 milhões de brasileiros
têm herança genética
de índios e praticamente não
há mais negros sem miscigenação
no Brasil. Também rejeitam
a expressão raças, optando
pela etnia, retratando populações
com suas características físicas
e culturais.
Na sua passagem pela Câmara
dos Deputados, o referido Estatuto,
sem ir a plenário, foi aprovado
pela Comissão Especial em 9
Set 2009, atrelado ao Projeto de Lei
Nº 6.264, DE 2005, que retornou
ao Senado pela imposição
de que sendo o projeto emendado, voltará
à Casa iniciadora. Está
na CCJ e sofre pressões para
ser aprovado e assinado no dia 20
de novembro, Dia da Consciência
Negra, que por si só, denota
uma carga racista no seu título.
Homenagear Zumbi dos Palmares, que
se insurgiu contra a escravidão
e, portanto, merece os maiores louros
pela luta contra o domínio
de uns sobre outros, é um sólido
ponto de apoio, mas chamar de consciência
negra é uma confrontação
à expressão consciência
branca, substituta da consciência
ariana hitlerista, SOBEJAMENTE repudiada,
abjeta e condenada.
Embora o Congresso Nacional e suas
Casas disponham de comissões
para discutirem e votarem projetos
de lei que dispensem a competência
do Plenário, salvo se houver
recurso de um décimo dos membros
da Casa (tentaram?), um projeto com
intrínseca envergadura não
deveria ser aprovado, desprezando
o Plenário, mesmo que se respeite,
tanto quanto possível, a representação
proporcional dos partidos ou dos blocos
parlamentares que participam da respectiva
Casa.
O Estado se obriga a dar assistência
a todos igualmente sem distinção
de raça, considerando racismo
um crime inafiançável
e imprescritível, proporcionando
condições especiais
aos mais necessitados, mantendo objetivos
expressos, como de “erradicar
a pobreza e a marginalização
e reduzir as desigualdades sociais
e regionais;” e “promover
o bem de todos, sem preconceitos de
origem, raça, sexo, cor, idade
e quaisquer outras formas de discriminação.”
A liberdade de crença está
na Constituição e o
seu Art. 6º determina que “São
direitos sociais a educação,
a saúde, o trabalho, a moradia,
o lazer, a segurança, a previdência
social, a proteção à
maternidade e à infância,
a assistência aos desamparados,
na forma desta Constituição.”
Impõe a “proibição
de diferença de salários,
de exercício de funções
e de critério de admissão
por motivo de sexo, idade, cor ou
estado civil;” e cria uma “proteção
do mercado de trabalho da mulher,
mediante incentivos específicos”,
mas não para a mulher de cor
tal e tal.
Quando o Estado estipula um atendimento
especial ao deficiente físico,
o faz genericamente sem considerar
a cor da pele, etc; idem quanto à
mulher, mantendo o universo amplo
de cobertura.
Aclara que “A saúde é
direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas
sociais e econômicas que visem
à redução do
risco de doença e de outros
agravos e ao acesso universal e igualitário
às ações e serviços
para sua promoção, proteção
e recuperação.
Dá atenção ao
passado no sentido de proteger “as
manifestações das culturas
populares, indígenas e afro-brasileiras,
e das de outros grupos participantes
do processo civilizatório nacional.”,
afirmando que “O ensino da História
do Brasil levará em conta as
contribuições das diferentes
culturas e etnias para a formação
do povo brasileiro.”
O Estatuto aprovado, já no
seu Art. 1º, é acintosamente
excludente ao instituir uma norma
destinada “a garantir à
população negra a efetivação
da igualdade de oportunidades”.
E os demais brasileiros não
deverão ter acesso às
oportunidades, conforme o preceito
constitucional de “promover
o bem de todos, sem preconceitos de
origem, raça, sexo, cor, idade
e quaisquer outras formas de discriminação.”?
O Parágrafo único/Art.
1º define discriminação
racial, já considerada crime
de acordo com a CF, bem como o que
vem a ser população
negra: “o conjunto de pessoas
que se autodeclaram pretas e pardas,
...”, extinguindo o conceito
de mestiço, a grande maioria
da população brasileira,
afrontando um dos ramos da ascendência.
A mãe branca em união
ao pai negro, pai branco com mãe
negra, sem considerar a carga genética
da mestiçagem de brancos, índios
e negros, nas várias combinações.
O Estatuto é essa abominável
aberração, discussão
estéril nas mãos de
políticos em busca do voto.
No lugar de discussões, que
já estão acirradas nas
universidades devido às cotas,
e classificações burocráticas,
que se trabalhe com dedicação
e vontade de “promover o bem
de todos, sem preconceitos de origem,
raça, sexo, cor, idade e quaisquer
outras formas de discriminação.”
Imaginem fazer uma fila à parte
para atender o Art. 6º: O direito
à saúde da população
negra será garantido pelo Poder
Público mediante políticas
universais, sociais e econômicas
destinadas à redução
do risco de doenças e outros
agravos.
A CF aborda a questão como
um todo, sem segregação
racial.
Discriminação já
é crime. Precisa deste tópico?
- § 2º O Poder Público
garantirá que o segmento da
população negra vinculada
aos seguros privados de saúde
seja tratado sem discriminação.
Conceba na prática esses objetivos:
redução da mortalidade
materna entre as mulheres negras;
redução de mortalidade
infantil, de adolescentes, jovens
e de adultos negros; redução
de mortes violentas entre jovens negros.
E os que não serão classificados
como negros???????
As associações não
são feitas pela cor da pele,
mas sim pelas origens, já nem
tanto plena de representantes vivos,
mas por descendentes, onde preponderam
o cultivo da música e danças
típicas. Seria uma discriminação.
Não nasceram da imposição
de um artigo de lei: “Art. 19.
O Poder Público garantirá
o reconhecimento das sociedades negras,
clubes e outras formas de manifestação
coletiva da população
negra,...” Com isso, estão
pretendendo criar uma Escola de Samba
só de negros?
Sinta o peso do escriba: “Art.
22. O Poder Público garantirá
o registro e proteção
da capoeira,...”
Não há necessidade de
explicitar nomes para contradizer
o Art. 23: “O Poder Público
fomentará o pleno acesso da
população negra às
práticas desportivas, ...”
Não inova na liberdade religiosa,
Art. 25: “É inviolável
a liberdade de consciência e
de crença, sendo assegurado
o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da
lei, a proteção aos
locais de culto e as suas liturgias.”
Nem quanto a assistência religiosa
aos internados em hospitais ou em
outras instituições.
O Brasil já é deficiente
na formação da gente
voltada para a agricultura, na produção,
logística e comercialização
com perdas imensas ao longo do processo.
E agora mais esta segregação:
“Art. 31. Serão assegurados
à população negra
a assistência técnica
rural, a simplificação
do acesso ao crédito agrícola
e o fortalecimento da infra-estrutura
de logística para a comercialização
da produção.”
Ofende os demais necessitados quando
atribui prioridade aos negros no direito
à moradia: “Art. 37.
O Poder Público garantirá
a implementação de políticas
públicas para assegurar o direito
à moradia adequada da população
negra que vive nas favelas, ...”,
criando condições incontornáveis:
“Art. 38. ... Parágrafo
único. Os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios estimularão
e facilitarão a participação
de organizações e movimentos
representativos da população
negra na composição
dos conselhos constituídos
para fins de aplicação
do Fundo Nacional de Habitação
de Interesse Social (FNHIS).”
Em termos de trabalho e produção,
chega a estarrecer, assegurado o acesso
ao crédito, nos meios rural
e urbano, com ações
afirmativas para mulheres negras e
financiamento para a constituição
e ampliação de empresas,
com estímulo à promoção
de empresários negros.
Induz a criação de critérios
para provimento de cargos em comissão
e funções de confiança
a fim de ampliar a participação
de negros, proporcional à distribuição
racial, nacional ou estadual. Vislumbrem
uma questão.
Admitamos que a seção
X de um órgão público
federal tem uma vaga de DAS. Em condições
de acesso, um brasileiro, mestiço
negro, outro brasileiro, mestiço
branco. Depois de vários cálculos
complexos, censo demográfico
(a cada 10 anos) e projeções,
o selecionado para ser nomeado é
o mestiço negro. Ufa! Preencher
um cargo, já não foi
fácil.
Mas, temos DAS 1, 2, 3, 4, 5, e 6,
multiplicado por milhares de cargos,
por nível no serviço
público federal, sem contar
com o estadual e o municipal. Que
loucura. Vamos levar um mandato de
quatro anos só para preencher
os DAS.
O número de fiscais vai precisar
aumentar, para viabilizar o Art. 45
que concede incentivos fiscais às
empresas com mais de 20 empregados
que mantenham uma cota de, no mínimo,
20% de trabalhadores negros.
Por óbvio, vamos ter comissões
e mais comissões disseminadas
pelo Brasil para designação
de negros e não negros, como
nas universidades para aferição
e atendimento dos vestibulandos cotistas.
Na produção de filmes
e programas de TV não se impôs
cota de participação,
ficou escrito que deverá ser
adotada a prática de conferir
oportunidades de emprego para atores,
figurantes e técnicos negros,
mas o Art. 49 determina que os órgãos
públicos deverão incluir
cláusulas de participação
de negros nos contratos de produção
de filmes, programas e peças
publicitárias.
Institui o Sistema Nacional de Promoção
da Igualdade Racial - SINAPIR como
forma de organização
e articulação voltado
à implementação
do conjunto de políticas e
serviços, naturalmente com
mais servidores, chefes, DAS, secretárias,
etc, etc..., estendendo a Estados
e Municípios e ditando que
o Poder Público vai incentivar
a participação das entidades
privadas no Sistema.
Acompanhando incentivos e criações
vêm os gastos em operações
casadas, como se observa pelo Art.
53: “Os poderes executivos estaduais,
distrital e municipais, no âmbito
de suas respectivas esferas de competência,
poderão instituir conselhos
de promoção da igualdade
racial, de caráter permanente
e consultivo, compostos por igual
número de representantes de
órgãos e entidades públicas
e de organizações da
sociedade civil representativas da
população negra.”,
cuja pressão está explícita
no Parágrafo único:
“O Poder Executivo priorizará
o repasse dos recursos referentes
aos programas e atividades previstos
nesta Lei aos estados, Distrito Federal
e municípios que tenham criado
conselhos de promoção
da igualdade racial.
Determina que o Poder Público
Federal instituirá no âmbito
dos Poderes Legislativo e Executivo,
Ouvidorias Permanentes em Defesa da
Igualdade Racial.
Pelo Art. 55, assegura de forma generalista
às vítimas de discriminação
racial o acesso aos órgãos
de Ouvidoria Permanente, à
Defensoria Pública, ao Ministério
Público e ao Poder Judiciário,
em todas as suas instâncias,
para a garantia do cumprimento de
seus direitos, mas no Parágrafo
único, é muito injusto
quanto às demais mulheres,
pois estipula: “O Estado assegurará
atenção às mulheres
negras em situação de
violência, garantida a assistência
física, psíquica, social
e jurídica.”
Pretende a adoção de
medidas especiais para coibir a violência
policial incidente sobre a população
negra, que por justo deve ser para
todo o cidadão, sem considerar
que em certos Estados, como o Rio
de Janeiro, o componente negro é
muito presente nos efetivos policiais.
Há que se corrigir a formação
do policial, de modo que as normas
de civilidade — muito ausente
em ambos o lados — sejam práticas
comuns na sociedade.
Adota medidas discriminatórias
para a elaboração de
planos plurianuais e orçamentos
(Art. 59), como para financiamento
de pesquisas nas áreas de educação,
saúde e emprego, para a melhoria
da qualidade de vida da população
negra, incentivo à criação
de programas e veículos de
comunicação, destinados
à divulgação
de matérias relacionadas aos
interesses da população
negra, incentivo à criação
e manutenção de microempresas
administradas por pessoas autodeclaradas
negras, iniciativas que incrementem
o acesso e a permanência das
pessoas negras na educação
fundamental, média, técnica
e superior, apoio a programas e projetos
dos governos estaduais, distrital
e municipais e de entidades da sociedade
civil voltados para a promoção
da igualdade de oportunidades para
a população negra.
É minucioso no controle de
verbas, pois garante que durante os
cinco primeiros anos a contar da publicação
do Estatuto, os órgãos
do Poder Executivo Federal que desenvolvem
políticas e programas nas discriminarão
em seus orçamentos anuais a
participação nos programas
de ação afirmativa.
Prevê a utilização
de recursos advindos da seguridade
social.
À semelhança do que
ocorre como incentivo à participação
das mulheres na política, mas
de forma geral, sem considerar cor
da pele, o Estatuto prescreve que
cada partido ou coligação
deverá reservar o mínimo
de dez por cento para candidaturas
de representantes da população
negra. Mais uma descabida discriminação,
se levarmos em conta a participação
nos vários níveis do
Legislativo, de afrodescendentes,
nitidamente vistos pelos caracteres
externos, ou apurados pelo DNA.
A escravidão não pode
ser o argumento, não era pela
cor da pele. Os vencidos, quando não
sacrificados, serviam os vencedores.
A Bíblia relata. A História
escreve. Os negros que saíram
da África eram os vencidos,
aprisionados e vendidos. Embora o
Brasil tenha sido o último
na abolição da escravatura
pela luta de brancos e negros, na
América do Norte, na década
de 60 ainda nos ônibus, os brancos
sentavam nos bancos da frente e os
negros nos de trás. Lá
o cadinho do amor não existiu
com cá, gerando o mestiço
brasileiro. Não se pode repudiar
um dos lados da ascendência.
O Estatuto agride as religiões,
quando dá uma atenção
diferenciada a uns necessitados em
detrimento de outros ou um tratamento
diferenciado a determinados doentes
pela cor da pele que os tinge. O benefício
a uns não pode se transformar
em intolerância aos seus semelhantes.
Não é cristão,
não é humanista.
É incrível como essa
proposta, inconstitucional, que nasceu
no Senado, lá foi aprovada,
sofreu emendas na Câmara dos
Deputados, e retorna à Casa
de origem, de forma sutil, sem divulgação
maior nos pormenores, no bojo de 70
artigos, muitos dos quais repetitivos
das normas constitucionais, propositadamente
inseridos, mas onde se encontram imiscuídos
artigos altamente nocivos, verdadeiras
ameaças à unidade nacional
mestiça, que irão onerar
sobremaneira os cofres públicos,
com aumento de efetivos de servidores,
com reflexos desagregadores em outras
áreas, como já observados
nas universidades devido às
cotas e geradores de inúmeros
processos judiciais que por certo
surgirão, entupindo ainda mais
os canais de irrigação
de um já congestionado Poder
Judiciário.
Atenção empresários,
sociedade brasileira, órgãos
da imprensa, Poder Judiciário,
Sindicatos dos Servidores Públicos,
OAB, AMB, entidades de classe, Maçonaria,
Clubes Militares, mestres do Direito
Constitucional, gente religiosa, manifestai-vos
enquanto é tempo.
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A três passos da guerra civil
Por *Gelio Fregapani
O Cel. Gelio Fregapani é escritor,
atuou na área do serviço
de inteligência na região
Amazônica, elaborou relatórios
como o do GTAM, Grupo de Trabalho
da Amazônia.
|
|
Na Amazônia Legal (2009),
estão representadas em laranja
as terras indígenas. Em 2005,
reconhecidas e demarcadas pela Funai,
já abrangiam 12,41% do total
do território brasileiro; outras
123 terras ainda estavam em processo
de identificação e demarcação.
Os rumos que seguimos
apontam para a probabilidade de guerra
intestina. Falta ainda homologar no
congresso e unir as várias
reservas indígenas em uma gigantesca,
e declarar sua independência.
Isto não poderemos tolerar.
Ou se corrige a situação
agora ou nos preparemos para a guerra.
Quase tão problemática
quanto a questão indígena
é a quilombola. Talvez desejem
começar uma revolução
comunista com uma guerra racial.
O MST se desloca como um exército
de ocupação. As invasões
do MST são toleradas, e a lei
não aplicada. Os produtores
rurais, desesperançados de
obter justiça, terminarão
por reagir. Talvez seja isto que o
MST deseja: a convulsão social.
Este conflito parece inevitável.
O ambientalismo, o indianismo, o movimento
quilombola, o MST, o MAB e outros
similares criaram tal antagonismo
com a sociedade nacional, que será
preciso muita habilidade e firmeza
para evitar que degenere em conflitos
sangrentos.
Pela primeira vez em muito tempo,
está havendo alguma discussão
sobre a segurança nacional.
Isto é bom, mas sem identificarmos
corretamente as ameaças, não
há como nos preparar para enfrentá-las.
A crise econômica
e a escassez de recursos naturais
poderão conduzir as grandes
potências a tomá-los
a manu militari, mas ainda mais provável
e até mais perigosa pode ser
a ameaça de convulsão
interna provocada por três componentes
básicos: a divisão do
povo brasileiro em etnias hostis;
os conflitos potenciais entre produtores
agrícolas e os movimentos dito
sociais; e as irreconciliáveis
divergências entre ambientalistas
e desenvolvimentistas.
Em certos momentos
chega a ser evidente a demolição
das estruturas políticas, sociais,
psicológicas e religiosas,
da nossa Pátria, construídas
ao largo de cinco séculos de
civilização cristã.
Depois, sem tanto alvoroço,
prossegue uma fase de consolidação
antes de nova investida.
Isto ainda pode mudar, mas infelizmente
os rumos que seguimos apontam para
a probabilidade de guerra intestina.
Em havendo, nossa desunião
nos prostrará inermes, sem
forças para nos opormos eficazmente
às pretensões estrangeiras.
A ameaça
de conflitos étnicos, a mais
perigosa pelo caráter separatista
A multiplicação das
reservas indígenas, exatamente
sobre as maiores jazidas minerais,
usa o pretexto de conservar uma cultura
neolítica (que nem existe mais),
mas visa mesmo a criação
de “uma grande nação”
indígena. Agora mesmo assistimos,
sobre as brasas ainda fumegantes da
Raposa-serra do Sol, o anúncio
da criação da reserva
Anaro, que unirá a Raposa/São
Marcos à Ianomâmi. Posteriormente
a Marabitanas unirá a Ianomâmi
à Balaio/Cabeça do Cachorro,
englobando toda a fronteira Norte
da Amazônia Ocidental e suas
riquíssimas serras prenhes
das mais preciosas jazidas.
O problema é mais profundo
do que parece; não é
apenas a ambição estrangeira.
Está também em curso
um projeto de porte continental sonhado
pela utopia neomissionária
tribalista. O trabalho de demolição
dos atuais Estado-nações
visa a construção, em
seu lugar, da Nuestra América,
ou Abya Yala, idealizado provavelmente
pelos grandes grupos financistas com
sede em Londres, que não se
acanha de utilizar quer os sentimentos
religiosos quer a sede de justiça
social das massas para conservar e
ampliar seus domínios. O CIMI,
organismo subordinado à CNBB,
não cuida da evangelização
dos povos indígenas segundo
o espírito de Nóbrega,
Anchieta e outros construtores de
nossa nação. Como adeptos
da Teologia da Libertação,
estão em consonância
com seus colegas que atuam no continente,
todos empenhados na fermentação
revolucionária do projeto comuno-missionário
Abya Yala.
O processo não se restringe
ao nosso País, mas além
das ações do CIMI, a
atuação estrangeira
está clara:
Identificação das jazidas:
já feito; atração
dos silvícolas e criação
das reservas sobre as jazidas: já
feito; conseguir a demarcação
e homologação: já
feito na maior parte; colocar na nossa
Constituição que tratados
e convenções internacionais
assinados e homologados pelo congresso
teriam força constitucional,
portanto acima das leis comuns: já
feito; assinatura pelo Itamarati de
convenção que virtualmente
dá autonomia à comunidades
indígenas: já feito.
Falta ainda homologar no congresso
e unir as várias reservas em
uma gigantesca e declarar a independência,
e isto não poderemos tolerar.
Ou se corrige a situação
agora ou nos preparemos para a guerra.
O perigo não é o único,
mas é bastante real. Pode,
por si só, criar ocasião
propícia ao desencadeamento
de intervenções militares
pelas potências carentes dos
recursos naturais petróleo
e minérios, quando o Brasil
reagir.
A UnB foi contratada pelo Governo
para fazer o mapa dos quilombolas.
Por milagre, em todos os lugares,
apareceram “quilombolas”.
No Espírito Santo cidades inteiras,
ameaçadas de despejo. Da mesma
forma em Pernambuco. A fronteira no
Pará virou um quilombo inteiro.
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Qual
o processo? Apareceram uns barbudos
de piercings no nariz, perguntando
aos afro-descendentes: "O senhor
mora aqui?" "Moro."
"Desde 1988?" (o quilombola
que residisse no dia da promulgação
da Constituição teria
direito à escritura). "Sim".
"Quem morava aqui?" “Meu
avô." "Seu avô
por acaso pescava e caçava
por aqui?" "Sim” “Até
onde?" "Ah, ele ia lá
na cabeceira do rio, lá naquela
montanha." "Tudo é
seu." E escrituras centenárias
perdem o valor baseado num direito
que não existe. Não
tenho certeza de que isto não
seja proposital para criar conflitos.
Tem gente se armando, tem gente se
preparando para uma guerra. Temos
de abrir o olho também para
esse processo, que conduz ao ódio
racial. Normalmente esquerdistas,
talvez desejem começar uma
revolução comunista
com uma guerra racial.
Certamente isto vai gerar conflitos,
mas até agora o movimento quilombola
não deu sinal de separatismo.
Os Conflitos
Rurais — talvez os primeiros
a eclodir
O MST se desloca como um exército
de ocupação, mobilizando
uma grande massa de miseráveis
(com muitos oportunistas), dirigidos
por uma liderança em parte
clandestina. As invasões do
MST são toleradas e a lei não
aplicada. Mesmo ciente da pretensão
do MST de criar uma “zona livre”,
uma “república do MST”
na região do Pontal do Paranapanema,
o Governo só contemporisa;
finge não perceber que o MST
não quer receber terras, quer
invadi-las e tende a realizar ações
cada vez mais audaciosas.
É claro que os produtores rurais,
desesperançados de obter justiça,
terminarão por reagir. Talvez
seja isto que o MST deseja; a convulsão
social, contando, talvez, com o apoio
de setores governamentais como o Ministério
do Desenvolvimento Agrário.
Segundo Pedro Stédile: “O
interior do Brasil pode transformar-se
em uma Colômbia. A situação
sairá de controle, haverá
convulsões sociais e a sociedade
se desintegrará.”
Este conflito parece inevitável.
Provavelmente ocorrerá num
próximo governo, mas se ficar
evidente a derrota do PT antes das
eleições, é provável
que o MST desencadeie suas operações
antes mesmo da nova posse.
O ambientalismo distorcido, principal
pretexto para uma futura intervenção
estrangeira
Já é consenso que o
ambientalismo está sendo usado
para impedir o progresso, mesmo matando
os empregos Caso se imponham os esquemas
delirantes dos ambientalistas dentro
do governo, com as restrições
de uso da terra para produção
de alimentos, um terço do território
do País ficará interditado
a atividades econômicas modernas.
Há reações, dos
ruralistas no interior do País,
nas elites produtivas e até
mesmo em setores do governo, mas as
pressões estrangeiras tendem
a se intensificar. Se bem que raramente
o meio ambiente serviu de motivo para
guerra, hoje claramente está
sendo pretexto para futuras intervenções,
naturalmente encobrindo o verdadeiro
motivo, a disputa pelos escassos recursos
naturais.
No momento em que a fome ronda o mundo,
o movimento ambientalista, a serviço
do estrangeiro, mas com respaldo do
governo e com apoio de uma massa urbana
iludida, chama de “terra devastada”
àqueles quadrados verdejantes
de área cultivada, que apreciamos
ver na Europa e nos Estados Unidos,
e impede a construção
de hidrelétricas para salvar
os bagres. Com a entrada da Marina
Silva na disputa eleitoral, nota-se,
lamentavelmente, que todos os candidatos
passarão a defender o ambientalismo,
sem pensar se é útil
para o País.
A três
passos da guerra civil
O ambientalismo, o indianismo, o movimento
quilombola, o MST, o MAB e outros
similares criaram tal antagonismo
com a sociedade nacional, que será
preciso muita habilidade e firmeza
para evitar que degenere em conflitos
sangrentos.
Várias fontes de conflito estão
para estourar, dependendo da radicalização
das más medidas, particularmente
do Ministério da Justiça:
Roraima não está totalmente
pacificada; o Mato Grosso do Sul anuncia
revolta em função da
decisão da Funai em criar lá
novas reservas indígenas; no
Rio Grande do Sul, os produtores rurais
pretendem reagir às provocações
do MST; Santa Catarina ameaça
usar a PM para conter a fúria
ambientalista do ministro Minc, que
queria destruir toda a plantação
de maçã.
Uma vez iniciado um conflito, tudo
indica que se expandirá como
um rastilho de pólvora. Este
quadro, preocupante já por
si, fica agravado pela quase certeza
de que, na atual conjuntura da crise
mundial o nosso País sofrerá
pressões para ceder suas riquezas
naturais petróleo, minérios
e até terras cultiváveis
e estando dividido sabemos o que acontecerá,
mais ainda quando uma das facções
se coloca ao lado dos adversários
como já demonstrou o MST no
caso de Itaipu.
Bem, ainda temos Forças Armadas,
mas segundo as últimas notícias,
o Exército (que é o
mais importante na defesa interna)
terá seu efetivo reduzido.
Será proposital?
Que Deus guarde
a todos você
O cel. Gelio Fregapani é escritor,
atuou na área do serviço
de inteligência na região
Amazônica, elaborou relatórios
como o do GTAM, Grupo de Trabalho
da Amazônia.
Quase todos os militares e muitos
civis que participam de alguns dos
nossos excelentes cursos conhecem
muito bem o grave problema abordado
pelo Cel Fregapani. Sem dúvida,
corremos um sério risco no
que diz respeito a perda da nossa
soberania em consequência de
uma ação armada estrangeira
no Brasil. Só os ingênuos
e iludidos não percebem o perigo
que nos ronda. Este alerta é
de um brasileiro patriota e conhecedor
profundo dos problemas brasileiros.
Mello
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Vício em alta
Ernesto Caruso, 01, 02/11/2009
O vício está em alta
no Brasil, nas altas e nas baixas.
No litoral, no interior, na praia, no planalto,
morro, asfalto, centros, periferias, duplex,
barracos, praças, bailão,
pancadão, boate, bares e botecos,
cujo resultado final é o homicídio
com maior ou menor agravante pelo efeito
da droga, ou o suicídio, pela overdose/dose
homeopática; morte lenta do consumidor,
desgaste gradual da família por uma
doença provocada, muito além
das que a natureza impõe.
Multiplicam-se os órfãos das
drogas, cedo demais pela perda dos pais,
tarde demais nos ombros de avós idosas,
viúvas, cabelos brancos, andar lento,
inchaço nas pernas, bolsos vazios,
vida de sacrifício, sem remédio,
ao lado do posto médico, hospital,
falidos, onde já perdeu o marido
que morreu na fila, sem socorro médico
ou exaurido, não assistido, atingido
pela bala perdida.
Hospitais
que não conseguem atender quem trabalha,
recolhe impostos e paga a previdência.
Como vão dar conta dos envolvidos
em surtos psicóticos, tratar dos
viciados em escalada geométrica?
O Estado só admite a internação
voluntária. Mães pobres, sem
esperança nos governos, esgotadas,
acorrentam filhos e filhas em desespero
para não verem seus filhos mortos
pelo narcotráfico.
Dia desses uma ocorrência foi deveras
comovente, não por ser a única,
mas pelos registros que ficaram, sem motivar
as autoridades. Triste o sacrifício
imposto a uma jovem de 18 anos na luta contra
o vício que exauria o namorado e
por ele é barbaramente estrangulada
e morta, no Flamengo, zona sul do Rio de
Janeiro, lá residentes e vizinhos
de prédio. O sofrido pai pelo vício
destruidor do filho, agora acumula o desgosto
de o ver como assassino. Desnorteado pediu
desculpas à família da vítima
e fez críticas à política
de tratamento do dependente químico,
afiançando que todo viciado que se
torna perigoso, deveria ser mantido em tratamento
para a defesa da vida de desconhecidos,
como dos próprios entes queridos.
Ressalta que a namorada era um anjo na vida
do filho.
Pobre moça
— Bárbara Calazans —
vítima da irracionalidade do namorado
e das autoridades que não cumprem
com as suas obrigações, propiciando
condições para a proliferação
do mal.
Causas várias
se somam, personalidade, meio, estímulos
negativos, rupturas, etc, mas uma origem
é inconteste, a existência
da droga por um lado, e a propaganda, pelo
outro.
Os apologistas
da liberação, como a justificar
o “eu não estou errado”
chamam de hipócritas os contrários
— rótulo simplista para demonizar
— e dizem que o álcool e o
cigarro fazem mal de igual forma. Hipócritas,
viciados e falsos são eles. Fume
um cigarro, beba o conteúdo de uma
lata de cerveja, quantidade admitida para
dirigir automóvel e fume um cigarro
de maconha. Um só “baseado”
é suficiente para a pessoa “viajar”,
se esquecer do presente, gerar preguiça
e facilitar a caminhada para as drogas mais
devastadoras como o crack.
O vinho
em doses controladas; uma taça nas
refeições é salutar.
Mas, mesmo
assim, não se pode fazer propaganda
de cigarro, já bastante coibido em
lugares públicos, e o mesmo deveria
ser para cerveja, no concernente à
publicidade, pois a “lei seca”
deu um freio no consumo de bebidas vinculado
à condução de veículos.
Renda-se
homenagem a Pelé; quero crer, nunca
tenha feito propaganda de bebida alcoólica
e de cigarro.
Ora, chamar de hipocrisia por hipocrisia,
como considerar as drogas lícitas
que consideram como o MAL, para justificar
a maconha como BEM?
Se, desejam
ajudar, façam campanhas contra o
cigarro e as bebidas. Criem regras mais
severas nos horários de funcionamento
de bares e boates. Cobrem das autoridades
o cumprimento da lei que proíbe a
venda de bebidas alcoólicas a menores.
Não
se pode justificar a maconha pelo consumo
excessivo do álcool. Ainda que assim
entendam, um erro não justifica o
outro.
Infelizmente, o governo empresta a sua imagem
em favor do vício. Um presidente
da República tem projeção
elevada pelo cargo que exerce e qualquer
dos seus atos gera influências, define
posições. As empresas de propaganda
usam com intensidade as figuras que se destacam,
sejam bem conhecidas e normalmente exitosas
nas artes, nos esportes, etc, nas promoções
de produtos e nos processos educativos.
O presidente Lula em visita à região
do Chapare, centro produtor de cocaína
juntamente com Evo Morales, vestiu um colar
feito de folhas de coca, e no discurso a
uma platéia de cocaleros, anunciou
que o Brasil substituirá os EUA na
compra de têxteis, com tarifa zero,
no valor de US$ 21 milhões. Morales
concluiu: "Viva a coca, morte aos ianques."
O ex-presidente
dos EUA, G. W. Bush, excluíra a Bolívia
da lei de preferências tarifárias,
decisão mantida por Barack Obama,
entendendo que o alto escalão do
governo incentiva a produção
de coca, matéria-prima da cocaína.
Agravante
de tal exposição é
a constatação de que a Bolívia
é o principal fornecedor de cocaína
ao Brasil.
No mesmo
contexto de incentivo ao vício, destaca-se
a figura do ministro Carlos Minc, como defensor
da descriminação da maconha,
o que traduz um propósito de governo.
Mesmo os que ficam calados, estão
concordes ou já teriam se retirado
em protesto
Minc participou da marcha que propõe
a liberação, ampla, geral
e irrestrita da erva maldita, na cidade
do Rio de Janeiro, e a seguir em um show,
elogiou com ritmo e poesia a Argentina por
ter conquistado tal objetivo.
Argumenta de forma frágil
que hoje a guerra das drogas mata mais do
que a overdose.
Pode até matar mais
do que a overdose no imediato, mas é
infinitamente menor do que o sofrimento que
a droga dissemina, que sufoca e destroi as
famílias, sobrecarrega a combalida
assistência médica, que afasta
o homem do trabalho, o faz um morto-vivo e
o mata no médio prazo. Uma infâmia.
Querem transformar o traficante em empresário.
E com isso, vai aumentar ou diminuir o consumo?
Já na Inglaterra de liberdade incontestável
foi muito diferente.
O ministro do Interior,
Alan Johnson, pediu ao professor David Nutt,
conselheiro do governo britânico para
as drogas, que apresentasse sua demissão,
por não adm
itir a sua
afirmação de que a maconha,
o êxtase e o LSD são substâncias
menos perigosas que o álcool e o
cigarro, pois perdera a confiança
no especialista, concluindo: "É
importante que as mensagens do governo sobre
as drogas sejam claras."
Não é possível que
em termos de Brasil, as autoridades de diversos
matizes ideológicos, educativos,
princípios e fundamentalmente religiosos,
compartilhem e vejam as cenas narradas acima,
com a participação do presidente
Lula e o seu ministro Minc, protagonizadas
por noviças castiças.
O vice presidente
José Alencar é católico
fervoroso, pertence ao P
artido Republicano
Brasileiro (PRB), do Bispo Macedo, bem como
o senador Bispo Marcelo Crivella, três
grandes
líderes na fé cristã,
indubitavelmente.
Evangélicos,
católicos e espíritas vêem
esses vícios com naturalidade? Autoridades
eclesiásticas, bispos, pastores não
condenam esses comportamentos nas suas pregações?
Como admitir alianças com quem blasfema,
compara uma administração
pública que para ter sucesso, há
que considerar um acordo de Jesus com Judas?
Conclui-se
que o governo é pró liberação
da maconha, mas não deveria contar
com o apoio das gentes que pregam o bem,
a fé cristã.
Ora, Lula
instituiu o Dia Nacional da Marcha para
Jesus em cerimônia, realizada no Centro
Cultural Banco do Brasil (CCBB), com a presença
do senador Bispo Crivella (PRB), sobrinho
de Edir Macedo da Igreja Universal, a ministra
a ministra Dilma Rousseff, e os bispos da
Igreja Renascer Sônia e Estevam Hernandes.
Desse mesmo
governo, a ministra Dilma segue em peregrinação
religiosa Vai à Salvador, participa
da Lavagem do Bonfim, com as vestes e banho
típicos do ritual do candomblé,
e da missa com direito à saudação
feita pelo pároco local e depois
no norte do país, na tradicional
procissão do Círio de Nazareth.
Não
há compromisso entre o que se prega
e que se pratica, ou no vale tudo, acende-se
uma vela a Deus e outra ao diabo.
Em termos
de responsabilidade constitucional, a assistência
médica que não está
sendo devidamente prestada, é atribuição
do sistema único de saúde
no nível nacional, e que advém
das contribuições dos trabalhadores
(Art 198) e o combate ao narcotráfico,
compete à polícia federal
(Art 144, § 1º, II,III).
Vamos rezar
a todos os santos para que livrem a sociedade
brasileira de governos como o de LULA/DILMA,
muito menos a sua continuidade, e pelos
finados vítimas do narcotráfico
e dos que lhes apóiam, não
lhes dão combate com eficiência
e dos que são omissos por interesse
ou covardia.
|
MILITARES,
NUNCA MAIS !
Millôr Fernandes, jornalista
Ainda
bem que hoje tudo é diferente, temos
um PT sério, honesto e progressista.
Cresce o grupo que não quer mais
ver MILITARES NO PODER, pelas razões
abaixo: Militar no poder, nunca mais. Só
fizeram lambanças!
Tiraram o cenário bucólico
que havia na Via Dutra de uma só
pista, que foi duplicada e recebeu melhorias;
acabaram aí com as emoções
das curvas mal construídas e os solavancos
estimulantes provocados pelos buracos na
pista. Não satisfeitos, fizeram o
mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora. Com
a construção da ponte Rio-Niterói,
acabaram com o sonho de crescimento da pequena
Magé, cidade nos fundos da Baía
de Guanabara, que era caminho obrigatório
dos que iam de um lado ao outro e não
queriam sofrer na espera da barcaça
que levava meia dúzia de carros.
Criaram esse maldito do Pro-Álcool,
com o medo infundado de que o petróleo
vai acabar um dia. Para apressar logo o
fim do chamado "ouro negro", deram
um impulso gigantesco à Petrobrás,
que passou a extrair petróleo 10
vezes mais (de 75 mil barris diários,
passou a produzir 750 mil); sem contar o
fedor de bêbado que os carros passaram
a ter com o uso do álcool.
Enfiaram o Brasil numa disputa estressante,
levando-o da posição de 45ª
economia do mundo para a posição
de 8ª, trazendo com isso uma nociva
onda de inveja mundial. Tiraram o sossego
da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros,
que, com a gigantesca oferta de emprego,
ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".
Em 1971, no governo militar, o Brasil
alcançou a posição
de segundo maior construtor de navios no
mundo. Uma desgraça completa.
Com gigantesca oferta de empregos, baixaram
consideravelmente os índices de roubos
e assaltos. Sem aquela emoção
de estar na iminência de sofrer um
assalto, os nossos passeios perderem completamente
a graça.
Alteraram profundamente a topografia
do território brasileiro com a construção
de hidrelétricas gigantescas (TUCURUÍ,
ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPU),
o que obrigou as nossas crianças
a aprenderem sobre essas bobagens de nomes
esquisitos. O Brasil, que antes vivia o
romantismo do jantar à luz de velas
ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação
de milhares de torres de alta tensão
espalhadas pelo seu território, para
levar energia elétrica a quem nunca
precisou disso, implementaram os
metrôs de São Paulo, Rio, Belo
Horizonte e Recife, deixando tudo pronto
para atazanar a vida dos cidadãos
e o trânsito nestas cidades.
Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas,
que queriam implantar aqui um regime político
que fazia a felicidade dos russos, cubanos
e chineses, em cujos países as pessoas
se reuniam em fila nas ruas apenas para
bater-papo, e ninguém pensava em
sair a passeio para nenhum outro país.
Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes
daqueles regimes, só porque soltaram
uma "bombinha de São João"
no aeroporto de Guararapes, onde alguns
inocentes morreram de susto apenas.
Os militares são muito estressados.
Fazem tempestade em copo d'água só
por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros
de diplomatas... ninharias que qualquer
delegado de polícia resolve.
Tiraram-nos o interesse pela Política,
vez que os deputados e senadores daquela
época não nos brindavam com
esses deliciosos escândalos que fazem
a alegria da gente hoje.
Inventaram um tal de PROJETO RONDON,
para que os nossos universitários
conhecessem os problemas dos brasileiros
desassistidos nos grotões da Amazônia,
Centro-oeste e Nordeste; Inventaram ainda
o FGTS, PIS e PASEP, só para criar
atritos entre empregados e patrões.
Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL,
que ensinou milhões a ler e escrever,
aumentando mais ainda o poder desses empregados
contra os seus patrões.
Nem o homem do campo escapou, porque
criaram para ele o FUNRURAL, tirando
do pobre coitado a doce preocupação
que ele tinha com o seu futuro. Era tão
bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas
para sobreviver.
Outras desgraças criadas
pelos militares: Trouxeram a TV a cores
para as nossas casas, pelas mãos
e burrice de um oficial do Exército,
formado pelo Instituto Militar de Engenharia,
que inventou o sistema PAL-M. Criaram a
EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II;
INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM.
Tudo isso e muito mais os militares fizeram
em 22 anos de "desgoverno". Depois
que entregaram o governo aos civis, estes,
nos vinte anos seguinte, não fizeram
nem 10% dos "estragos" que os
militares fizeram. Graças a Deus!
Tem muito mais coisas horrorosas que eles,
os militares, criaram, mas o que está
escrito acima é o bastante para dizermos:
"Militar no poder, nunca mais"!!!
Salvo os domesticados...
"A justiça atrasada não
é justiça, senão injustiça
qualificada e manifesta" (Rui Barbosa
em "Oração aos Moços").
"O cinema e a literatura inventaram
o herói sem causa. O parlamento brasileiro
consagrou o canalha sem jaça".
Nota da Redação:
Só nos últimos 4 anos até
19 de outubro de 2009 19 500 pessoas e 4
600 traficantes foram mortos só no
Estado do Rio de Janeiro. (fonte Secretaria
de Segurança Pública do Estado
do Rio de Janeiro). Os familiares das pessoas
inocentes que tombaram não recebem
indenizações, como a canalha
terrorista.
|
Editorial
“Lula,
o Filho do Brasil”
As amebas vão chorar de emoção
O
filme tem um propósito sórdido,
mascarado, é uma forma romanceada
que, propositadamente, esconde os desvios
de caráter do retirante Lula e suas
ações contra os interesses
de seus próprios companheiros de
sindicato. Os metalúrgicos não
conhecem a relação promíscua
do então sindicalista com os patrões,
ou, então não têm alcance
intelectual para perceberem quem é
o sindicalista que elegeram.
O filme é um lançamento eleitoreiro
que envergonha o excelente cinema nacional.
A História saberá separar
a verdade da farsa. É só uma
questão de tempo.
As constantes
greves promovidas pelo sindicato dos metalúrgicos
aceleraram a robotização das
montadoras, sem que houvesse tempo e interesse
em capacitar os metalúrgicos para
a realidade da automação industrial.
O resultado foi o desemprego em massa e
a perda de direitos como planos de saúde
e moradia, para metalúrgicos e seus
familiares, além dos prejuízos
aos que trabalhavam em empresas fornecedoras,
que tiveram de acompanhar os novos conceitos.
Por ser presidente de sindicato,
Lula nunca teve seus vencimentos ou emprego
em risco, por gozar de imunidade, o que
não aconteceu com os milhares de
metalúrgicos que ficaram na rua da
amargura.
Mostrar a verdade como ela é não
interessa aos beneficiados pela hipocrisia,
que o filme representa.
Que outros interesses escusos estarão
por trás dos panos? Poucos seriam
os jornalistas com isenção
para levantar essas verdades ocultas. O
poder oficial tem sido impiedoso com os
que o contrariam. Afinal, com o curriculum
de ex-criminosos, hoje no governo, todos
tomaram caronas na anistia, embolsando polpudas
indenizações, e povo mais
uma vez continua pagando, e nos partidos
de apoio ao governo é de se esperar
tal comportamento.
Que saudade do
REPÓRTER ESSO, quando as noticias
eram confirmadas e a verdade era absoluta.
Hoje, a manipulação da verdade
é divulgada pelos que deveriam ser
os fiscais dos fatos. Perderam a credibilidade
e a necessidade de um diploma. Ganharam
o quê? FPR
O PT e a sétima
arte
SOLANGE AMARAL
Enganam-se aqueles que pensam que a sucessão
presidencial, em 2010, será marcada
pela modernidade na comunicação,
seguindo o modelo de sucesso adotado pelo
presidente Barack Obama, que inovou ao usar
com competência as redes sociais da
internet. O governo federal e o PT sabem
que o grosso do seueleitorado nunca ouviu
falar em Twitter ou Facebook, e por isso
apostarão suas fichas num aparelho
criado pelos irmãos Lumière,
no século 19, batizado de cinematógrafo.
Peço licença aos patrulheiros
de plantão, mas a verdade é
que o filme "Lula, o filho do Brasil",
que será lançado no ano da
eleição, é o trunfo
que o governo precisa para eleger até
um poste. Trata-se de umfilme-exaltação,
contando o drama de um homem igual a milhões
de outros brasileiros que vivem em situação
de miséria no país. O problema
é que o filme conta apenas a verdade
que interessa ao Planalto, omitindo os desvios
éticos do protagonista, já
como presidente, como a compra de parlamentares
no escândalo do Mensalão, o
aparelhamento de organizações
sociais e os acordos para consolidar sua
base política. Será que o
Planalto, através do seu diligente
ministro da Justiça, Tarso Genro,
permitiria a exibição de um
documentário, no estilo Michael Moore,
contando os bastidores dos oito anos do
governo petista?
O público, que será brindado
com cenas lacrimosas de um retirante que
se tornou presidente, também tem
interesse em conhecer os métodos
usados pelo "Cara" para domesticar
a UNE, o MST e as centrais sindicais. O
cruzamento de imagens de arquivo, onde Lula
chamava de corruptos aqueles que hoje são
seus aliados, é reflexão necessária
sobre uma realidade que não pode
ser omitida, para o filme ter começo,
meio e fim.Para quem não está
convencido de que "Lula, o filho do
Brasil" é um panfleto eleitoral,
o próprio presidente dá a
pista sobre a verdade que se esconde no
escurinho do cinema.
Com o filme pronto, sua meta é criar
salas de exibição nas periferias
do Brasil. A proposta de criação
do Vale Cultura, encaminhada com pedido
de urgência urgentíssima ao
Congresso, é excelente. Mas por uma
questão de respeito e equilíbrio
do jogo democrático, é inaceitável
que o acesso à cultura seja impregnado
por intenções político-eleitoreiras.
A senadora Marina Silva e os governadores
José Serra e Aécio Neves rendem
excelentes filmes. Nas mãos habilidosas
de um cineasta, qualquer história
toca a sensibilidade de um povo.
"Lula, o filho do Brasil" não
foi feito para emocionar. A meta é
eleger sua candidata em 2010.
|
|
Ernesto
Caruso, 18/10/2009
Pinçando
os fatos históricos, cada um com
as suas observações e convicções,
assim como o governo Lula/Dilma/Tarso vem
fazendo sistematicamente, quer fazendo massiva
propaganda sobre os desaparecidos políticos
e diz aos militares que se deve esquecer
o passado (dito pelo Gen Albuquerque, excomandante
do EB, em palestra no Clube Militar), quer
alimentando as invasões pelo MST,
afrontando o direito de propriedade, como
parte da pressão de base, quer se
imiscuindo nos outros Poderes, com a capa
protetora da democracia, mas usando-a de
forma fraudulenta, impondo amarras na cúpula
do Judiciário, nomeando a sua maioria
pelo longo período de governo, advindo
da famigerada reeleição, e
outras amarras no Legislativo, como no recente
escândalo envolvendo o presidente
do Senado, já na gaveta, abafado
pela mudança de foco para o caso
Zelaya e o espetáculo teatral das
Olimpíadas de 2016, vejamos alguns
aspectos e procedimentos da cúpula
militar no entorno do dia 31 de março
de 1964.
Na Chefia do Gabinete Militar estava o Gen
Bda Argemiro de Assis Brasil, de 18/10/63
até 31/03/64. Segundo consta, montara
um plano para colocar oficiais generais
nos principais cargos que fossem ideologicamente
afinados
|
 |
|
com
o presidente Jango, garantindo o tal
Dispositivo Militar, que, no momento
crucial fracassou totalmente.
Em 30 de março de 1964, houve
a reunião no Automóvel
Clube do Brasil do presidente Jango
com os sargentos.
Embora mais um fundamento
para o desenlace do dia seguinte,
não foi a gota d'água,
pelo exíguo tempo entre esse
acontecimento e o seguinte , com as
tropas do Gen Mourão em marcha
para o combate. |
|
A
despeito do rastilho de pólvora já
aceso, pairou dúvida quanto à
ida de Jango ao evento. Observe a entrevista
de Raul Riff: “Quando o Jango estava
se arrumando para ir à reunião
dos sargentos no Automóvel Clube,
estavam no quarto com ele o Tancredo, o
general Assis Brasil e eu. Não me
lembro se ele convocou ou se foi ocasional
o fato de nós três estarmos
lá. Quando ele já estava quase
saindo virou-se para nós e perguntou:
"O que é que vocês acham?
Vou ou não ao comício?"
Tancredo foi contra: "Não deve
ir porque realmente é uma coisa que
não agrada à hierarquia militar.
Politicamente não é aconselhável."
Aí o Jango virou-se para o Assis
Brasil: "O que é que você
acha?" Assis Brasil, que como militar
tinha uma opinião que pesava muito,
disse: "Não; acho que não
pode deixar de ir, porque seria uma falta
de consideração, de atenção
com os sargentos que promoveram essa reunião."
Por fim, virou-se para mim: "Ryff,
o que é que tu achas?" Respondi:
"Estou de acordo com o Tancredo. Acho
que não é oportuno."
Ele acabou indo.”
Apesar de toda a lealdade do Gen Assis a
Jango, as palavras da filha do expresidente,
Denize Goulart, não demonstram reconhecimento,
nem respeito: “Depois do golpe, quando
estávamos no exílio, o general
Assis Brasil foi nos visitar no Uruguai.
Minha mãe, ao encontrá-lo
diante dela, não se conteve e falou:
"Piá merece é isso!"
e esbofeteou o general!!!” E arrasa:
“Ainda há pouco citei o Castello
Branco, que era conspirador, mas estava
próximo ao presidente. No Chile aconteceu
igual: o Augusto Pinochet era o general
mais submisso ao Salvador Allende, mas derrubou-o...”
(Portal do PDT)
Obviamente, confunde, no militar, a lealdade
às pessoas, com concordância
ou discordância aos atos postos em
prática pela autoridade.
Cargos militares têm que ser ocupados
por militares, sem que isso signifique,
por um lado, subserviência, prevalência
dos interesses pessoais, prêmios de
consolação, acomodação,
omissão, fraqueza, ou por outro,
respaldo, afinamento com as posturas de
governo e coparticipação nos
riscos. Ter percepção sobre
os desvios de conduta no macro e no micro,
aceitar ou reagir, gerando uma pequena crise,
pela saída, esclarecendo as razões,
ou uma crise à altura do desvio constitucional,
aceito mansamente pelos outros Poderes,
alijando o Executivo infrator, em respeito
concepção do Estado.
O Gabinete Militar, criado em 1938 foi designado
Casa Militar em 1992, e em 1999, Gabinete
de Segurança Institucional. O desmonte
das Forças Armadas.
Como ministro da Marinha estava o Almirante
Sylvio B. Motta (15/06/63 a 27/03/64) que
substituíra o Alte Pedro Paulo Suzano
(24/01/63 a 14/06/63), quando ocorreu uma
reunião de marinheiros no Sindicato
dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro
no dia 25 de março de 1964, em prol
de uma associação de classe,
reivindicações, apoio às
reformas de base, etc. Não concordando
com a ocorrência, o ministro emitiu
ordem de prisão dos infratores para
execução por parte dos fuzileiros
navais, cujo efetivo aderiu aos demais,
apoiado pelo Alte Cândido Aragão.
Afinados Jango e Aragão forçaram
o pedido de demissão do ministro
que foi substituído pelo Alte Paulo
Mário da Cunha Rodrigues (27/03/64
a 31/03/64).
Acomodação, liberdade aos
presos, manifesto de repúdio pelo
Clube Naval; almirantes e oficiais contra
a anarquia reinante, demonstrando a insatisfação,
dando a lição, não
só refutando a indisciplina, incentivada
ostensivamente, diferente de hoje, camuflada
pelo viés ideológico de juízes,
exarando sentenças não compatíveis
com as atividades militares em tempo de
paz, como preparação, por
serem próprias e adequadas aos momentos
de guerra. Avançar sob os fogos,
zumbido da morte dos rojões e a metralha
das armas inimigas serão o desafio
a vencer, fora dos gabinetes, togas, cafezinho
e ar condicionado.
No Ministério da Guerra, o Gen Ex
Jair Dantas Ribeiro (15/06/63 a 31/03/64)
e no Ministério da Aeronáutica,
o Brigadeiro Anysio Botelho (15/06/63 a
31/03/64) que estavam presentes, juntamente
com Alte Sylvio Motta, ministro da Marinha,
no comício da Central do Brasil em
13 de março de 1964, onde os discursos
e as faixas empunhadas pelos manifestantes,
"Jango em 65 - Presidente da República:
Trabalhadores querem armas para defender
o seu governo". "Sexta Feira,
13, mas não é de agosto",
"Brizola 65 - Solução
do povo", "Jango - Abaixo com
os latifúndios e os trustes",
"Jango - Defenderemos as reformas à
bala". (...)
As Ligas Camponesas, espúrias como
o MST de hoje, invadiam as propriedades
e barbarizavam.
Guerra civil, fechamento do Congresso e
plebiscito foram temas.
Oficiais e sargentos foram designados para
representares as suas organizações.
Aproximadamente 2.500 soldados da Polícia
do Exército e do Corpo de Fuzileiros
Navais guarneciam o dispositivo.
Dos ministros, nem todos se curvaram. O
das Relações Exteriores, Araújo
Castro, declarou que comparecer a comícios
não era sua obrigação
e ficou no Itamaraty.
Do Gen Jair Dantas Ribeiro, há que
se buscar um depoimento, ao que parece isento:
“A 14 de setembro de 1962, uma greve
nacional, articulada com o apoio do comandante
do III Exército, general Jair Dantas
Ribeiro, obrigou o Congresso a aprovar a
emenda Valadares, que determinou a antecipação
para janeiro de 1963 da realização
do plebiscito sobre o parlamentarismo, marcado
para 1965.” Em “A sociedade
cindida”, por Jacob Gorender que completa:
“O que chamamos de golpe militar teve
inequívoco e poderoso apoio social.
Funcionou como contra-revolução
preventiva.”
O militar não jura fidelidade aos
homens no governo, mas à Pátria;
se compromete em solene juramento a defendê-la,
com o sacrifício da própria
vida.
A continência à Bandeira Nacional
consubstancia esse respeito ao símbolo,
mas é impessoal quando se presta
à autoridade, civil ou militar, que
obrigatoriamente deve estar no mesmo contexto
de defesa da concepção do
Estado brasileiro, nascido da conjunção
entre o homem e a natureza, gestado ao longo
de mais de 500 anos de História,
parido com sacrifício e portador
da verdadeira e primeira certidão
de nascimento, definido por suas primordiais
características. Deve ser considerada
para preservar a sua identidade, diante
de qualquer ameaça, sem sofrer transfigurações
e mutilações. Dever do militar
como parte integrante da sociedade, una
indivisível; abominada a expressão
sociedade civil organizada, como se na resultante
do Poder Nacional, não existisse
a componente fardada.
Legitimidade no poder não é
só ser eleito, como tem dito Lula
na questão de Honduras do afastamento
de Zelaya, como exigência do Estado
de Direito, que em si, será democrático
se for mantida a independência dos
Poderes.
Aprender com o passado, tomar decisões
no presente de acordo com a sua consciência
e ser bem lembrado no futuro, sem pretender
que a unanimidade lhe seja fiel.
|
|
Pronunciamento do Chefe da Casa Imperial do Brasil
DOM LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA
Brasil,
2009: para onde vamos?
O transcurso recente do 7 de setembro
e das comemorações da Semana da
Pátria conduzem minhas reflexões
para um dos mais importantes marcos de nossa História.
Ao fazê-lo tenho em mente todos os brasileiros
que, independentemente de seu credo político
e de sua simpatia ou não pelo regime monárquico,
de coração sincero buscam o bem
do Brasil e se preocupam com seu destino.
O
grande talento de Pedro Américo soube registrar
para a posteridade o momento em que, às
margens do Ipiranga, Dom Pedro I consumou nossa
Independência.
O
conjunto da cena pintada pelo eminente artista,
o movimento que anima os diversos personagens,
o colorido de toda a tela, transmitem-nos a relevância
do momento e as promessas que pairavam sobre a
nação que ali se firmava.
Esse
momento histórico não esteve envolto
nos estertores revolucionários que caracterizaram
outros processos independentistas, nem pode ser
visto como um momento de ruptura com nosso passado.
A
Independência do Brasil, ainda que marcada
mais proximamente por certas influências
políticas controversas, foi, a bem dizer,
o culminar de um longo processo de emancipação,
conduzido com sabedoria por nossos monarcas, sem
um planejamento dirigista, mas ao sabor das circunstâncias
históricas.
Processo
esse que, acelerado pelas guerras e revoluções
que abalaram o Continente europeu, teve na transferência
de D. João, Príncipe Regente e da
Corte portuguesa para nossa terra, um momento
decisivo para a
definição da nacionalidade.
O
Brasil independente que surgiu a 7 de setembro
de 1822 era, pois, a continuação
desse germinar social, cultural, político
e econômico, iniciado mais de três
séculos antes, fruto da operosidade e da
fé da nação lusa.
A
permanência da própria Dinastia,
sua não derrocada ou substituição
violenta, foram disso prova e, ao mesmo tempo,
fator de estabilidade.
Um
dos legados mais preciosos desse processo histórico
foi por certo, nossa integridade territorial e
nossa unidade social, em um tão vasto e
tão diversificado território.
O
Brasil tornou-se um Império, mas jamais
almejou a dominação das nações
vizinhas. Pelo contrário, procurou sempre
manter com elas relações fraternas
e até em suas disputas diplomáticas
soube agir com dignidade, com altivez, com senso
de justiça e com habilidade, jamais com
agressividade ou prepotência.
Se
em determinada altura se envolveu em um conflito
bélico, de consideráveis proporções,
não foi a ele movido pelo desejo da conquista
ou da dominação, mas para repelir
a agressão injusta.
Aliás,
o Brasil – onde um frutífero e vasto
processo de miscigenação, entre
portugueses, indígenas e negros, havia
plasmado um povo com características únicas
– soube aqui acolher gentes provenientes
das mais variadas regiões do mundo. Europeus
de todas as latitudes e origens étnicas,
até orientais das mais remotas paragens,
muitas vezes fustigados por circunstâncias
políticas ou sociais dolorosas, aqui se
radicaram e prosperaram, acolhidos com benevolência,
sob a solicitude de nossos Imperadores, usufruindo
dessa atmosfera de cordialidade, sem rancores
nem tensões, que constitui um dos encantos
da convivência brasileira.
Ao celebrarmos a semana da Pátria é,
pois, com júbilo que considero tal passado,
a tantos títulos inspirador. Mas é
também com inegável apreensão
que me volto para um presente convulsionado e
para um futuro cada vez mais incerto.
Não
é minha intenção debruçar-me
aqui sobre os inúmeros desmandos do regime
republicano, que estão à vista de
todos, e que não fazem senão ressaltar
a inorganicidade de um regime político
que, pela violência
abrupta, veio truncar essa continuidade benéfica.
Desmandos esses que levam a opinião pública
a não ver na classe política a expressão
autêntica do que o Brasil pensa e quer.
Minha
atenção é atraída
para um processo mais subtil e, entretanto, mais
nocivo, que atinge nossa vida pública.
Em
um ambiente de aparente normalidade, sem que o
Brasil seja alvo de uma agressão militar
externa, múltiplos fatores vão contribuindo
para corroer no seu âmago esta continuidade
histórica, tão intrínseca
a
nossa vida como Nação independente.
Vozes
políticas apelam a uma “refundação”
do País, prometendo fazer aos brasileiros
– sobretudo aos menos favorecidos –
uma justiça que lhes teria sido sistematicamente
negada. Para tal fim, jogam na vala comum da História
todo o nosso passado, considerado, numa distorção
falaciosa, fonte de todos os males que o País
atravessa.
Apelando
a estranhas doutrinas sociológicas, antropológicas,
ambientalistas e até religiosas, paladinos
de ideologias merecidamente sepultadas pela história
recente maquiam-nas com novos contornos revolucionários
e tentam introduzir na vida do País fatores
próprios a desagregar nossa organização
político-social.
Partidários
de um verdadeiro e extremado apartheid cultural,
desejam confinar nossos irmãos indígenas
a uma estagnação deteriorante, negando-lhes
as vantagens de um sadio progresso e, sobretudo,
os benefícios indizíveis da Verdade
revelada, e reclamam para eles imensas extensões
de terras, que, a médio ou longo prazo,
se tornarão enclaves independentes, de
onde, desde já, brasileiros são
violenta e arbitrariamente expulsos, como se deu
recentemente em Roraima e se anuncia para breve
em Mato Grosso do Sul.
Processo
idêntico se dá com a chamada “revolução
quilombola”, pela qual comunidades ou indivíduos
que se auto-intitulam remanescentes de quilombos,
habilmente manipulados por agitadores, reivindicam
para si largas áreas do território
nacional, em inteiro desrespeito ao legítimo
e estabelecido direito de propriedade.
Aliás,
em todo este processo, o legítimo proprietário,
sobretudo o rural, que com seu esforço
e dedicação tantos benefícios
tem trazido ao País, inclusive na mais
recente crise econômico-financeira mundial,
é o grande vilão a ser perseguido
e, se possível, eliminado.
Vai
igualmente sendo introduzida no Brasil uma política
de classificação de raças,
que tenta negar e subverter a identidade nacional,
claramente construída sobre a miscigenação,
com todos os seus corolários psico-sociais
de harmonia e bom entendimento. Eivado de preconceitos
ideológicos, esse multiculturalismo segregacionista
tenta impor a política de “discriminação
positiva” – com as chamadas cotas
raciais – em nome da qual se pretende criar
o clima de conflito próprio a dilacerar
nossa unidade.
Nossa
diplomacia, famosa por seus grandes vultos, pela
excelência e discrição de
sua atuação, percorre hoje, lamentavelmente,
descaminhos perigosos, tão avessos a nossa
índole como nação independente.
O
Brasil, que naturalmente alcança uma projeção
internacional condizente à sua importância,
tem optado por alianças e posturas políticas
no âmbito externo que podem acarretar graves
conseqüências para todos nós.
Em
sua política exterior o governo brasileiro
tem multiplicado suas alianças e seu apoio
a regimes ditatoriais, e utilizado fóruns
internacionais para acobertar práticas
tirânicas, o que lhe tem valido severas
críticas, provenientes dos mais variados
quadrantes. Além disso, no âmbito
da América Latina, é cada vez mais
aberta e reconhecida a subserviência de
nossa política externa a um projeto ideológico
do chamado eixo bolivariano, em nome do qual o
governo tem abdicado de direitos e aceitado duríssimos
golpes aos interesses nacionais. Isso sem falar
das estranhas alianças com regimes acobertadores
ou até promotores do terrorismo internacional.
Este
elenco não tem a pretensão de ser
exaustivo, mas apenas um enunciado dos fatores
que considero como graves ameaças a nossa
autêntica independência, proclamada
por Dom Pedro I, a 7 de setembro de 1822, às
margens do Ipiranga.
Creio
ser dever de todos os brasileiros – e me
dirijo, neste momento, com particular solicitude
aos que trazem vivas em seus corações
as esperanças monárquicas –
ter noção clara de tais ameaças,
estimular ativamente o debate a respeito das mesmas,
evitando assim uma apatia ou um comodismo que
poderiam ser fatais, e trabalhar ativamente, sempre
dentro dos limites da legalidade, para evitar
ao Brasil tais descaminhos.
Ao
encerrar estas reflexões sobre nossa Independência
e sobre os riscos que a envolvem, volto meu olhar
saudoso e filial para a figura de meu Pai, o Príncipe
Dom Pedro Henrique, cujo centenário de
nascimento nestes dias comemoramos.
Modelo
de príncipe católico, tinha ele
a convicção de que uma singular
predestinação cercou desde os primeiros
instantes nosso querido Brasil, e que nosso progresso
teve desde seu início sentido marcadamente
missionário.
Era
para o ideal dessa trajetória histórica
que – sem saudosismos estéreis –
convidava a se voltarem os que com ele mantinham
contacto ou aqueles a quem dirigia seus escritos,
para que nesse passado encontrassem orientação,
conselho e roteiro.
Por
tal motivo, tinha, pois, meu Pai a entranhada
convicção de que à Família
Imperial cabia representar um conjunto de tradições
e valores morais cuja ação modeladora
se exerce de maneira profunda e eficaz na
sociedade. E não considerava a restauração
monárquica como uma ambição
pessoal, de onde pudesse auferir vantagens, mas
encarava tal perspectiva como missão perene
a cumprir, para a qual estava pronto – e
para a qual preparou seus filhos – sempre
em vista do bem do Brasil.
DDom
Pedro I, proclamador de nossa independência,
houve por bem consagrar nosso País a Nossa
Senhora da Conceição Aparecida.
Nos passos de meu antepassado, é para Ela
que me volto, rogando-Lhe que deite sobre o Brasil
um olhar de benevolência misericordiosa,
e com suas bênçãos assegure
ao Brasil a plenitude de sua independência,
bem como o cumprimento de sua providencial missão
entre as nações.
Rio de Janeiro, 13 de setembro
de 2009
Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil
Prof. Dr. João Ricardo
Moderno
Academia Brasileira de Filosofia – Presidente
Tels.: (21) 2252-8593 // 2252-8551
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Brasil
desfibrado
por Maria Lucia Victor Barbosa*
Por conta de nossa formação
histórica nunca tivemos uma mentalidade
onde sobressaíssem valores que caracterizam
certos povos. Quando a enorme colônia portuguesa
foi dividida em capitanias hereditárias
iniciou-se mais que uma divisão territorial
uma cultura, cujos traços mais evidentes
foram o individualismo, o autoritarismo, o patrimonialismo,
o anticapitalismo.
Formaram-se naquelas sociedades dispersas traços
culturais traduzidos em valores, atitudes, costumes,
usos, tradições e comportamentos.
Era uma maneira de ser, uma visão de mundo
que definitivamente não incluía
o sentido de pátria, nem o de espírito
público, nem o de bem comum. No Brasil
que aos poucos ia se moldando imperavam famílias
patriarcais, em torno de cada uma gravitava um
complexo clânico e uma massa de dependentes.
Todos dependiam do senhor patriarcal e este foi
a origem do poder personalizado que até
hoje se cultua no Brasil. Dentro de suas circunstâncias
este senhor subordinou os interesses gerais aos
seu interesses particulares, exatamente o contrário
do que existiu na formação de sociedades
democráticas. Assim, desde o início,
gerou-se no Brasil a sociedade desigual, onde
a família e a clientela daquele senhor
todo-poderoso se acomodaram de maneira passiva
na dependência de um “pai” armado
de castigo e recompensa.
Um
longo estudo de nossa história seria impossível
num pequeno artigo. Esse vôo mais longo
eu tentei em um de meus livros, “América
Latina – Em Busca do Paraíso Perdido”.
Mas apenas como entendimento do presente a partir
do passado, recordo que com a vinda da corte portuguesa,
em 1808, instalaram-se de uma vez por todas no
Brasil as características do velho Estado
português. Como escreveu Raymundo Faoro
em “Os Donos do Poder”: “os
reis portugueses governaram o reino como a própria
casa, não distinguindo o tesouro pessoal
do patrimônio público”. E o
Estado brasileiro nasceu também corrupto
na medida em que para tudo se dependia dele, do
seu excessivo quadro de funcionários, da
morosidade típica do burocrata, correndo
soltas as propinas para aligeirar licenças,
fornecimentos, processos, despachos, etc. Em toda
parte do desajeitado e ineficiente leviatã
traficavam-se influências, negociava-se
a coisa pública em proveito próprio.
Não
se pode negar que o Brasil, em que pese manter
seus contrastes regionais, suas disparidades de
classes, em grande parte modernizou-se através
de um processo de urbanização e
industrialização. Estratos modernos
se concentraram em centros urbanos mais adiantados,
notadamente em São Paulo. Esse progresso,
inclusive, provoca temor aos nossos vizinhos sul-americanos
que nos vêem como imperialistas. Entretanto,
persiste no país a mentalidade inicial,
com agravantes que fazem parte da era de mediocridade,
de vulgaridade, de ausência de valores,
de decadência moral, intelectual e artísticas,
traços que marcam a humanidade como um
todo em que pese os grandes avanços científicos
e tecnológicos alcançados no mundo
de agora.
Impressiona
observar um Brasil desfibrado nas cenas que se
desenrolam no presente. Se sempre houve um poder
centralizador, que a partir do Executivo subordinava
o Legislativo e o Judiciário, o atual governo,
“pai” armado de castigo e recompensa,
interfere conforme seus interesses pessoais de
poder no Congresso onde uma Câmara subalterna
só faz o que seu “chefe” mandar.
Se no Senado reside alguma oposição,
posta em foco recentemente a figura de seu presidente
lembrou tempos patriarcais, complexos clânicos,
clientelas, abuso de poder, algo que como apontou
José Sarney, não difere do comportamento
da maioria de seus pares. Já o Judiciário,
incluindo sua instância mais alta, segue
a tradição da impunidade que premia
os poderosos, percorre a trilha ilustrada pelo
antigo ditado que se dizia nas colônias
espanholas: “La ley se acata pero no se
cumple. Sem medo de ser feliz, Antonio Palocci
é alçado a candidato enquanto o
caseiro mergulha nas trevas do esquecimento e
das dificuldades.
Sem
lei ficam desprotegidas as pessoas comuns, avança
o estado de anarquia, fenece o Estado Democrático
de Direito, deturpa-se a democracia, acentua-se
o vale tudo da política onde apenas interessa
o poder pelo poder. Quanto ao povo convertido
em plebe é apenas mansa massa de manobra,
anestesiada, tangida pela propaganda enganosa,
pelo populismo, pelas ilusões do teatro
de torpezas em que a política se aprofunda.
Já
não se distingue mais quem comanda a Nação,
se bandidos ou mocinhos, se narcotraficantes ou
instituições e, significativamente,
quando o presidente da República posa para
a posteridade com um colar de folhas de coca e
abraçado com um representante do “socialismo
do século 21”, chega-se à
triste conclusão de que fazemos parte de
um Brasil desfibrado. Pior, desfibrado por nossa
complacência, por nossa aquiescência,
por nossa cumplicidade. Não é emblemático
que o povo fique sempre do lado dos bandidos e
não dos policiais?
*Maria
Lucia Victor Barbosa - Graduada em Sociologia
e Política e Administração
Pública pela Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG) e especialista em Ciência
Política pela UnB. É professora
da Universidade Estadual de Londrina/PR. Articulista
de vários jornais e sites brasileiros.
É membro da Academia de Ciências,
Artes e Letras de Londrina e premiada na área
acadêmica com trabalhos como "Breve
Ensaio sobre o Poder" e "A Favor de
Nicolau Maquiavel Florentino". Criadora do
Departamento de Desenvolvimento Social em sua
passagem pela Companhia de Habitação
de Londrina. É autora de obras como "O
Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto: A Ética
da Malandragem" e "América Latina:
Em Busca do Paraíso Perdido."
Publicado na Revista Jus Vigilantibus, Domingo,
6 de setembro de 2009
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a conhecer o nosso
Hino Nacional
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abaixo, em:
Ame
o Brasil
Na
alvorada triunfal da Independência que mais
uma vez
o Nosso Brasil vai comemorar no próximo
7 de Setembro de 2009, eis uma singela contribuição
sobre o Hino Nacional.
Não é um produto acabado; é
uma demonstração para
ser aperfeiçoada.
Saudações patriotas .
Cel. Ernesto Caruso
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Editorial
“Independência
ou morte”
“O
Brasil comemora, neste sete de setembro de 2009,
187 anos da proclamação da independência.
Nação livre, independente e soberana,
em sete de setembro de 1822, pelas mãos
de um ilustre maçom, e brasileiro por escolha,
nascido em Lisboa, no Palácio de Queluz.
O
Brasil está hoje nas mãos imundas
de corruptos inescrupulosos e mentirosos, indignos
de pisarem o solo sagrado desta terra generosa.
Bandeiras vermelhas ocupam lugar nos movimentos
orquestrados em apoio a quadrilha oficial com
objetivo de intimidar. Nos prédios públicos,
militante e aproveitadores beneficiados pela corrupção
ostentam gravatas vermelhas o objetivo é
o mesmo, intimidar mostrar identidade.
Esperamos que no ano vindouro, no próximo
sete de setembro, as forças do bem e da
ordem tragam o Brasil ao destino que seu povo
sofrido merece”, e que finalmente seja feita
justiça. FPR
Da Independência
Dom Pedro I, Imperador do Brasil e Rei de Portugal,
nasceu em Lisboa, no dia 12 de outubro de 1798.
Herdeiro da coroa portuguesa, filho de D. João
VI e de D. Carlota Joaquina, princesa de Espanha,
veio para o Brasil com 9 anos de idade. Isso ocorreu
em 1808, quando houve a invasão de Portugal,
pelos franceses, e a família real veio
para o Rio de Janeiro.
Em março de 1816, com a elevação
de seu pai a rei de Portugal, recebeu o título
de príncipe real e herdeiro do trono, em
virtude da morte do irmão mais velho, Antônio.
No mesmo ano casou-se com Carolina Josefa Leopoldina,
arquiduquesa da Áustria a futura Imperatriz
do Brasil.
A Família Real retornou à Europa
em 26 de abril de 1821, ficando D. Pedro como
Príncipe Regente do Brasil.
Muitos fatos históricos sobre a Independência
desconhecidos ou pouco conhecidos como a proclamação
da independência feita pelos maçons
no Rio de Janeiro, que mandaram emissário
a São Paulo onde o Príncipe *D.
Pedro se encontrava, com a carta, anunciava o
fato já consumado e pedia ao príncipe
que consolidasse o ato, o que aconteceu às
margens do riacho Ipiranga.
De volta ao Rio de Janeiro, foi proclamado, sagrado
e coroado imperador e defensor perpétuo
do Brasil.
O amado Imperador do Brasil e Rei de Portugal
morreu no palácio de Queluz, no mesmo aposento
onde nascera, morreu jovem, com 36 anos de idade,
em 24 de setembro de 1834. Foi sepultado no panteão
de São Vicente de Fora com honras de simples
general, e não como rei. No sesquicentenário
da Independência do Brasil (1972), seus
restos mortais foram trazidos para a cripta do
monumento do Ipiranga, em São Paulo onde
repousam em paz profunda e eterna glória.
Notas
*O nome completo de Dom Pedro I do Brasil e IV
de Portugal é "Pedro de Alcântara
Francisco Antônio João Carlos Xavier
de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga
Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e
Bourbon".
Foi sagrado Grão Mestre do Grande Oriente
do Brasil.
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Uma
anistia impecável
por Aristóteles Drummond - 1/9/2009
Esta matéria foi publicada na edição
de 2/9/2009 do Diário do Comércio(SP)
O
Brasil comemora os 30 anos da anistia política,
ampla, irrestrita e recíproca, fruto de
compromisso democrático e da generosidade
do presidente João Figueiredo. O último
presidente do regime militar encerrou o ciclo
revolucionário, entregando o país
em ordem e progresso, sufocados os movimentos
armados que promoviam assaltos a bancos, sequestros
de diplomatas, assassinato de empresários
e militares estrangeiros. Com a anistia, a maior
parte desses jovens pôde se reincorporar
à vida nacional. E vários ocupam
cargos no Legislativo e no Executivo, certamente
convertidos aos ideais democráticos. O
grande embuste que cerca a questão da luta
contra o regime surgido do movimento cívico-militar
de 64 se refere justamente à diferença
entre os liberais que defendiam o Estado de Direito,
as franquias democráticas, no Congresso
Nacional, e os que optaram por pegar em armas.
E não o fizeram para restabelecer a plenitude
democrática, mas sim, para impor ao País
um regime de esquerda totalitário e moldado
no modelo cubano. Alguns políticos, como
o atual secretário de Estado em São
Paulo e ministro de mais de uma pasta no governo
Fernando Henrique, deputado federal Aloísio
Nunes Ferreira, nunca foram pela simples volta
da democracia. Ele participou de atos de violência,
viveu em Paris e em Cuba, sendo públicas
suas boas relações com Fidel Castro.
Hoje, está reintegrado à vida política,
certamente amadurecido, atendido pela anistia
que, generosamente, incluiu os denominados "crimes
de sangue". Já Franco Montoro, Tancredo
Neves, Miro Teixeira, José Aparecido de
Oliveira e Paulo Brossard, entre outros, lutaram
pela abertura e a redemocratização
que o general Figueiredo prometeu e cumpriu. O
correto professor Daniel Aarão Reis, da
Universidade Federal Fluminense, foi ativista
radical e declarou, em entrevista publicada em
2001, que as organizações de esquerda
queriam mesmo implantar uma ditadura revolucionária.
O veterano e respeitado deputado Miro Teixeira,
que votou a anistia, declarou que "no ambiente
político da época, ficou claro que
todos estavam anistiados. Era isso ou nada".
No que toca ao Araguaia, os 70 jovens eram do
PCdoB, na ocasião o mais radical partido
comunista do País.Estavam armados e sabiam
dos riscos a que estavam expostos. Nada a reclamar
quanto às suas mortes, apenas a lamentar
o sofrimento das famílias. Ali, os militares
cumpriram, com heroísmo e perdas, o dever
de defesa do Brasil. Não fossem eles, teríamos
um enclave terrorista semelhante ao que infelicita
a Colômbia há décadas, com
alto custo de vidas e despesas militares. Se eram
de um partido comunista, não podiam ser
democratas. Fizemos uma anistia de alto nível
e não devemos deixar prosperar a onda de
ódios e ressentimentos que, na verdade,
deseja enfraquecer o alto conceito que nossos
militares gozam junto à população
brasileira. Querem afastar os militares, colocá-los
na defensiva, alvo de toda sorte de mentiras,
pois há um grupo que quer fazer agora o
que não conseguiu antes, sem dar nem receber
um tiro.Sonham com um novo regime não mais
cubano, que está esclerosado e é
indefensável. Mas a novidade caricata,
criada pelo coronel Hugo Chávez, na Venezuela,
os encanta. Os militares daquela época
estão na reserva ou morreram. Não
podemos permitir que seus seus nomes sejam citados
de maneira negativa,pois foram impecáveis
no cumprimento do dever. E suas famílias
nunca tentaram buscar, suas pensões, modestas
por sinal, qualquer "adicional" por
terem estado na mira dos terroristas, como os
que morreram neste combate.
*Aristóteles
Drummond é jornalista e vice-presidente
da Associação
Comercial do Rio de Janeiro
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EM SE COMPRANDO TUDO DÁ VOTOS
Os
homens são tão simplórios,
e se deixam de tal forma dominar pelas necessidades
do momento, que aquele que saiba enganar
achará sempre quem se deixe enganar.
(Maquiavel)
O Presidente do Clube Militar Gen Ex GILBERTO
BARBOSA DE FIGUEIREDO
Nunca
na história deste país se
fez tão pouco caso da honra, de tal
maneira se desprezou a ética, tanto
se usou de meios escusos para corromper,
para enlamear instituições,
para comprar consciências. A amarga
sensação que fica é
a da total perda, por parte de um grande
número de homens públicos,
de qualquer noção de honestidade,
de dignidade, de honradez.
O atual governo, contrariando todos os princípios
apregoados enquanto estava na oposição,
abandonou completamente o decoro no trato
da coisa pública e partiu para o
uso de um verdadeiro rolo compressor, comprando
tudo e todos a sua volta, desde que possam,
de alguma forma, interferir em seus objetivos.
Recordemos o esquema do mensalão,
quando um grupo de aliados do Presidente,
gente de dentro do governo, usou meios escusos
para organizar a maior quadrilha jamais
montada em qualquer lugar do mundo, com
o objetivo de comprar o apoio de parlamentares
e, em última instância, perpetuar
no poder seu grupo político.
O então Procurador-geral da República,
Dr Antônio Fernando de Souza, apresentou
uma denúncia contundente contra os
principais envolvidos no escândalo.
Ficou de fora o Presidente da República
que alegou desconhecer o esquema. Em termos
jurídicos, a desculpa valeu. O Procurador-geral
retirou-o da denúncia por não
ter encontrado evidências firmes de
seu envolvimento. Agora, firulas jurídicas
à parte, parece pouco provável
que alguém, dotado de capacidade
de reflexão, tenha acreditado na
história. A ser verídico o
desconhecimento, cairíamos na dúvida
que, à época, circulou na
internet: será que temos um Presidente
aparvalhado, incapaz de entender fatos que
acontecem ao seu redor, protagonizados por
seus mais íntimos colaboradores?
Em outra vertente, há o Bolsa Família,
sem dúvida o maior programa de compra
de votos do mundo. Trata-se de um programa
que gera dependência, antes de estimular
o desenvolvimento humano. As pessoas atendidas,
recebendo o benefício sem nenhuma
necessidade de contrapartida, ficam desestimuladas
até de buscar emprego. Mesmo a CNBB
(Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil) chegou a afirmar que o programa
“vicia” e que deixa os beneficiários
“acomodados”.
Não é que alguém seja
contra a minorar a aflição
de quem tem fome. O problema é que
o programa parte de uma premissa falsa ao
confundir pobreza com fome. A esses últimos
é mais do que justo assistir com
recursos públicos. Aos pobres, a
melhor ajuda que o governo poderia dar é
investir corretamente em educação.
Mas não, confundindo conceitos, prefere
manter um Bolsa Família hiperdimensionado,
gastando recursos que fazem falta à
educação, uma vez que, assim
como está, o retorno nas eleições,
em termos de votos, tem sido muito compensador.
A comprovação de que não
são todos os pobres no Brasil que
estão famintos veio de uma pesquisa
do IBGE, realizada em 2004 – Pesquisa
de Orçamentos Familiares. Em uma
parte dessa pesquisa, ficou constatado que
o índice de pessoas abaixo do peso
estava menor do que aquele considerado normal
pela OMS. E, para a perplexidade dos que
acenam com a necessidade de combater a fome
para manter e ampliar o programa, verificou-se
que, entre nós, a obesidade é
um problema mais crítico do que a
fome.
Não satisfeito em aliciar parlamentares
para sua base de sustentação
política e populações
desassistidas para aumentar suas possibilidades
eleitorais, o governo trata, também,
de evitar qualquer problema nas ruas, em
termos de manifestações públicas
de desagrado contra os muitos desvios de
ética praticados por seus correligionários
e aliados. Nada melhor, então, do
que colocar a União Nacional dos
Estudantes igualmente em seu balcão
de negócios.
É assim que o governo, da mesma forma
que faz com sindicatos, resolveu patrocinar
a UNE. As verbas federais, dessa forma,
passaram a irrigar o movimento estudantil,
seja em termos de patrocínio, como
aconteceu em seu último congresso
nacional, seja com a destinação
de alguns milhões para a reconstrução
de sua sede, seja, ainda, com o pagamento
de generosas “mesadas” a seus
dirigentes.
Com isso, foi neutralizado o espírito
combativo que era a marca do movimento estudantil
e eliminou-se toda possibilidade de agitações
de rua indesejáveis. Um exemplo disso
ocorreu no referido congresso, quando houve
um protesto contra a CPI da Petrobras. Em
outros tempos, seria a UNE a primeira a
se mobilizar para exigir a completa elucidação
dos fatos. Agora, sem sequer conhecer os
resultados de uma CPI que nem começou,
faz o protesto. Passam por cima da necessidade
de se investigar denúncias de irregularidades
em uma empresa cujo maior acionista é
o governo, em um congresso que era patrocinado
por esse mesmo governo. E o presidente da
UNE tem a desfaçatez de dizer que
não vê nada de errado nisso.
Com a prática da compra indiscriminada
de todos que possam atrapalhar os desígnios
do governo, este foi perdendo todos os escrúpulos.
Conseguindo manter níveis elevados
de popularidade, julga-se acima do bem e
do mal, capaz de tudo, inclusive de defender
crimes praticados por aliados, pouco se
importando com a ética e com a moralidade
pública. Pouco se importando com
a evidência de que está corrompendo
os brios de toda uma nação
que, em um dia não tão distante,
teve orgulho de se proclamar brasileira.
Gen Ex Gilberto Barbosa
De Figueiredo
Presidente do Clube Militar
Opiniões
de outros interessados em mudar o Brasil
Precisamos fazer a nossa
parte, também, agir e não
reagir.
* Incentivar os que se colocam
e declaram de público a sua indignação
de defendendo forma leal o bem da Nação
e oferecem sua exemplar atitude não
se acomodando.
* Aliar-se aos que apresentam
e defendem o lado moral correto.
* Trabalhar pela verdade
buscando a união das consciências
afins, estágio inicial para a posterior
consecução da unidade de ação.
Fraternalmente
Nilson Victorino da Silva Capitão
de Mar e Guerra Reformado
Não
se ouve uma única palavra, um único
suspiro, dos demais chefes militares, da
ativa ou da reserva, dos presidentes dos
clubes naval e de aeronáutica, com
relação aos atos criminosos
da quadrilha que se apossou "legalmente"
do governo brasileiro. Corações
e mentes aparentemente se desfizeram, o
que devo reconhecer como nunca terem existido,
e que tudo não passou de usar um
bonito uniforme para agradar as meninas
da Praça Saens Peña nos fins
de semana. Infelizmente, Nosso País
não se defrontou em ter que defender
com as armas a Pátria em vias de
ser violentada, e com isso, a velha fórmula
de saúde e paciência, levou
a quem não devia, ao comando maior
de nossas forças, e não foi
possível separar aqueles destinados
ao sagrado destino de defender a Pátria,
daqueles que somente usam ou usaram uniforme
porque ficavam bonitos e elegantes. A última,
segundo contam a experiência dos que
voltaram, e as histórias de quem
dela participou, foi uma vergonha. Os heróis
de ontem foram aqueles que perderam suas
vidas em defesa da Pátria. Daqueles
que os comandaram, somente uns poucos mereceram
a respeito dos mortos. Por isso, não
me admira o silêncio sepulcral que
ecoa ensudercedoramente nas legiões
envergonhadas, cujos chefes estão
entregando o País nas mãos
criminosas dos malfeitores de ontem, nos
larápios de hoje, e nos algozes do
amanhã.
A história, um dia,
se lembrará deles. Com vergonha e
nojo.
Mas aí já não restará
ninguém que se lembre de como foi
que aquilo aconteceu.
Em se comprando, tudo dá inclusive
a honra......e a Pátria
Percival
A Costa
Capitão de Mar e Guerra Reformado
(um dos que usou seu uniforme com orgulho
e destemor).
N.R.
O Portal registra uma lista de nomes de
Oficiais Generais e Superiores de Marinha
que apóiam o pronunciamento do Presidente
do Clube Militar. Seguidos de Oficiais Generais
e civis e do GRUPO GUARARAPES. 1.747 CIVIS
49 da Marinha 469 do Exército 49
DA Aeronáutica; total 2.314.
In memoriam30 militares e 2 civis.
O Portal www.mensageiro.com.br.
seu editor chefe e membros da equipe apóiam
o pronunciamento. Conclamam os jornalistas
sérios deste Brasil e brasileiros
que residem ou servem no exterior a manifestarem
suas opiniões como cidadãos,
na Forma Prevista pela Constituição,
que dá a todos o direito de livre
expressão embora, nunca tal direito
tenha sido tão desrrespeitado e os
opositores deste governo tão perseguidos.
Juntam se aos pronunciamentos públicos
da Maçonaria Brasileira e dos clubes
de serviços, especialmente os “Clubes
de Lions”.
|
NOTA PÚBLICA DA OAB
CEZAR BRITTO
PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DA ORDEM
DOS ADVOGADOS DO BRASIL
Em 8/2009
“O Senado está
em estado de calamidade institucional. A
quebra de decoro parlamentar, protagonizada
pelas lideranças dos principais partidos,
com acusações recíprocas
de espantosa gravidade e em baixo calão,
configura quadro intolerável, que
constrange e envergonha a nação.
A democracia desmoraliza-se e corre risco”
“A crise não se resume
ao presidente da casa, embora o ponha em
destaque. Mas é de toda a instituição
– e envolve acusados e acusadores”.
Cezar Brito
Dissemina-se como metástase junto
às bancadas, quer na constatação
de que os múltiplos delitos, diariamente
denunciados pela imprensa, configuram prática
habitual de quase todos; quer na presença
maciça de senadores sem voto (os
suplentes), a exercer representação
sem legitimidade; quer na constatação
de que não se busca correção
ética dos desvios, mas oportunidade
política de desforra e de capitalização
da indignação pública.
Não pode haver maior paradoxo - intolerável
paradoxo - que senadores sem voto integrando
o Conselho de Ética, com a missão
de julgar colegas. Se a suplência
sem votos já é, em si, indecorosa,
torna-se absurda quando a ela se atribui
a missão de presidir um órgão
da responsabilidade do Conselho de Ética.
Em tal contexto, urge fornecer à
cidadania instrumentos objetivos e democráticos
de intervenção saneadora no
processo político. A OAB encaminhou
recentemente ao Congresso Nacional, no bojo
de proposta de reforma política,
sugestão para que o país adote
o recall - instrumento de revogação
de mandatos, aplicável pela sociedade
a quem trair a delegação de
que está investido.
Trata-se de instrumento já testado
em outras democracias, como a norte-americana,
com resultados positivos. O voto pertence
ao eleitor, não ao eleito, que é
apenas seu delegado. Traindo-o, deve perder
a delegação. Não havendo,
porém, tal recurso na legislação
brasileira, prosperam discursos oportunistas,
como o que sugere a extinção
do Senado. A OAB é literalmente contra
a extinção do Senado.
O Senado não pode ser confundido
com os que mancham o seu nome. Precisa ser
preservado, pois é o pilar do equilíbrio
federativo. Diante, porém, do que
assistimos, a sociedade já impôs
à presente representação
o recall moral. O ideal seria a renúncia
dos senadores. Como não temos meios
legais de impor esse ideal - único
meio de sanear a instituição
-, resta pleitear que se conceda algum espaço
à reforma política, senão
para salvar o atual Congresso, ao menos
para garantir o futuro.
Cezar Britto
Presidente Do Conselho Federal O.A.B.
O Editor do Portal www.mensageiro.com.br.
Prof. Flavio Pinto Ramos, 65
“A Ruína dos três Poderes
da República mostra um país
onde a corrupção está
estabelecida de cima para baixo, contaminando
as instituições e a sociedade,
infiltrada por escroques que crescem na
sombra da impunidade e do mau exemplo. Uma
sociedade que parece não ter aprendido
com os exemplos dos heróis e estadistas
do passado.
Um crime que mancha também as Forças
Armadas, que juraram defender a Constituição.
Uma vergonha para os que herdarão
esta terra ou o que sobrar dela, se houver
um futuro”. FPR
|
REVOLTA, SENHOR MINISTRO DA DEFESA!
Doc.nº161-2009
www.fortalweb.com.br/grupoguararapes
REVOLTA-NOS
ouvir que os generais de hoje são
piores do que os generais de ontem e nós
os defendendo, pois são iguais ou
mesmo melhores.
REVOLTA-NOS
ouvir que as Forças Armadas estão
sem chefes, e nós os defendendo.
REVOLTA-NOS
ser humilhados por muitos que dizem que
nossa posição de atacar o
governo, agora, só se faz por estarmos
na reserva (já reformados), mesmo
tendo lutado tanto por um Brasil melhor.
REVOLTA-NOS
defender a Revolução de 1964
ou contra-revolução, como
queira ou não queira V. Exa. e assistir
a ataques feitos por um Ministro reconhecidamente
comunista como esse dito da Justiça,
e não ler, nem saber, de ninguém,
que nos defenda.
REVOLTA-NOS
lutar pela VERDADE e só ouvir
a MENTIRA. Mentem, descaradamente,
os membros do governo, sem qualquer cerimônia.
REVOLTA-NOS
assistir, nas TV, a politiqueiros
hipócritas defendendo a DEMOCRACIA
e não serem mais do que socialistas,
praticando e levando-nos a praticar o comunismo
malsão.
REVOLTA-NOS
ser humilhados por muitos que dizem que
nossa posição de atacar o
governo, agora, só se faz por estarmos
na reserva (já reformados), mesmo
tendo lutado tanto por um Brasil melhor.
REVOLTA-NOS
ver e ouvir o ministro da Justiça
Tarso genro e o secretário de direitos
humanos Paulo Vannuchi, comunistas confessos,
apologistas do marxismo, leninismo, (1)
trotskismo a desrespeitarem a Lei da Anistia
e "orquestradamente" criarem "fatos
novos", diariamente, tentando desmoralizar
as Forças Armadas, por terem impedido
que eles e mais uma dezenas de maus brasileiros,
hoje encastelados no poder, implantassem
uma Republica Socialista no Brasil. REVOLTA-NOS
ouvir, pelos meios de comunicação,
nomes de pessoas vis envolvidas nos mais
diversos crimes de dilapidação
do dinheiro público.
REVOLTA-NOS ver pela TV,
dinheiro (dólar ou real) ser levado
em cueca, em mala, em maleta e nada acontecer
nem mesmo uma prisão; isso e muito
mais corrupção. A corrupção
que, de epidêmica, passou a endêmica
neste pobre País pobre de homens,
de ideias e de ideais. REVOLTA-NOS assistir
às mais degradantes cenas de falta
de vergonha no Congresso Nacional, onde
os escândalos são tantos que
nos perguntam se não temos vergonha
de ser brasileiros.
REVOLTA-NOS
ver os senadores Pedro SIMON, Jarbas Vasconcellos
e alguns outros mostrar os mais comezinhos
crimes cometidos pelo governo da República
e não ver providências para
apuração das acusações
e punição dos culpados. Nada
mais degradante do que a CPI da Petrobrás,
que não sai do papel porque o Executivo,
mais preocupado em esconder os mal feitos
da corrupção ali praticada,
não quer e não deixa, com
a conivência possível de oposicionistas
que comungam com a desonestidade e só
assinaram a CPI para efeitos eleitorais
próprios.
REVOLTA-NOS
assistir a deputados acusados pela Comissão
de Ética serem absolvidos pelo plenário
da Câmara, numa cena de verdadeiro
deboche, até com dança de
deputada sem pudor pessoal.
REVOLTA-NOS
tomar conhecimento de suicídios de
homens públicos em outros países,
por terem sido pegos em avanço no
dinheiro público, enquanto aqui,
os dilapidadores da coisa pública
são elevados até a líder
do Governo no Senado e a cargo de Ministro.
REVOLTA-NOS
ver o pobre FRANCENILDO ser humilhado e
os canalhas que o menosprezaram continuarem
nas suas funções públicas
e prestigiados pelos que estão no
Poder.
REVOLTA-NOS ver um professor
de Harvard, tão "desbrasileiro",
que fala enrolado o português, ter
chamado o atual governo do mais corrupto
da República e ser nomeado Ministro
para ministério sem nome efetivo.
REVOLTA-NOS
saber a existência de uma tropa inconstitucional
(à moda dos regimes nazi-facistas
comunistas) e nada ser feito, por quem deve,
para que a Constituição seja
cumprida.
REVOLTA-NOS
ver o não cumprimento da tal Constituição
"cidadã" que acumula um
monte de detalhes e de sandices. Verifique-se
que não se cumprem, pelo menos, os
seguintes preceitos: nº VIII do Art.
4º - "Repúdio ao terrorismo
e ao racismo". O governo premia e defende
terroristas, como no caso das FARC e incentiva
a diferença racial no País;
nº XXII do art. 5º "É
garantido o direito de propriedade".
Invasões e mortes praticadas por
organizações não legais
e Chefes destes criminosos serem recebidos
no palácio oficial do governo, provas
do não cumprimento da lei; Art. 6º
da Constituição Federal. "São
direitos sociais a educação,
a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança,
a previdência social, a proteção
à maternidade e à infância,
a assistência aos desamparados na
forma desta Constituição".
Não é preciso comentar; esses
direitos todos não são assegurados
à plenitude, como cabia; XXI §
1º do Art. 37. "A publicidade
dos atos, programas, obras, serviços
e campanha dos órgãos públicos
deverá ter caráter educativo,
informativo ou de orientação
social, dela não podendo constar
nomes, símbolos, ou imagens que caracterizem
promoção pessoal de autoridade
ou de servidores públicos".
Precisa-se dizer alguma coisa ou o PAC é
programa extra-terrestre? As figuras que
são projetadas nas TV vivem no mundo
da lua? II do Art. 220 e I - II - III e
IV do Art. 221 que normatiza a Comunicação
Social, defendendo a família e a
sociedade.
REVOLTA-NOS
receber apelos do Brasil inteiro, para que
se defenda a Amazônia e o que se viu,
entre outras formas de impatriotismo, foi
a perigosa homologação da
demarcação contínua
das terras de fronteira da Reserva Indígena
RAPOSA SERRA DO SOL, a despeito da opinião
contrária de quem cabe as Forças
Armadas, através do oficial general
maior responsável pela segurança
da área defender a integridade do
território nacional. Uma irresponsabilidade
dos poderes Executivo e Judiciário,
que assim podem estar cometendo um crime
de lesa-Pátria.
REVOLTA-NOS
ouvir a palavra POVO pronunciada pelos demagogos.
POVO sofredor, esmagado pela corrupção
dos costumes políticos. POVO infeliz
que acredita nas promessas de legítimos
imitadores de RASPUTIN, o depravado que
corrompeu e levou o povo russo à
desgraça do comunismo, como os imitadores
daqui estão nos levando na mesma
direção.
REVOLTA-NOS
assistir a ausência do Ministério
Defesa, que deveria defender a NAÇÃO
e não a defende; pois tememos que
as FORÇAS Armadas, grandes responsáveis
pelo processo histórico que resultou
neste País continente, sejam transformadas
em guardas pretorianas dos medíocres
que mal governando, só nos infelicitam.
Foram tais guardas que desgraçaram
ROMA.
O trotskismo - é
uma doutrina marxista baseada no pensamento
do político e revolucionário
ucraniano Leon Trótski.
É formulada como teoria política
e ideológica e apresentada como vertente
do comunismo por oposição
ao stalinismo.
Trótski trabalhou e teorizou a respeito
da idéia de Revolução
Permanente, sua principal divergência
em relação ao pensamento de
Stálin, o qual defendia a tese conhecida
como "socialismo em um só país".
A Teoria da Revolução Permanente
defenderia a expansão da revolução
para além das fronteiras da União
Soviética como prioridade, ao invés
do seu fortalecimento interno. No final
de sua vida, Leon Trótski fundou
a IV Internacional, que após sua
morte não conseguiu levar adiante
sua luta, levando o fim da União
das RepublicasSocialistas Soviéticas.
Hoje, as diversas correntes políticas
que se auto-denominam trotskistas têm
alguma origem na IV Internacional
Excelentíssimo Senhor Ministro da
Defesa.
Quéfreen, quarto soberano
da IV dinastia egípcia (2.500 AC)
já afirmava: "não há
limite para a estupidez da humanidade".
SERÁ, SENHOR MINISTRO, QUE NÃO
LHE REVOLTA O BRASIL DE HOJE? SERÁ
QUE NÃO PULSAM MAIS OS CORAÇÕES
DE TAMANDARÉ, CAXIAS, RUI BARBOSA,
CASTELLO BRANCO e EDUARDO GOMES? NOSSAS
FORÇAS ARMADAS, HERDEIRAS DE GUARARAPES,
ACORDARÃO, QUEIRA OU NÃO V.
Exa. UM CONSELHO, SR MINISTRO: CUMPRA O
DEVER DO SEU CARGO; NÃO O USUFRUA,
APENAS! BRASIL ACIMA DE TUDO!
ESTAMOS
VIVOS! GRUPO GUARARAPES!
PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº
12 58 93,
Cartório do 1º registro de títulos
e documentos, em Fortaleza.
Conheça
a verdadeira guerrilha do ARAGUAIA PELO
SITE:
www.ternuma.com.br/aragua.htm
N.R.
- O trotskismo - é uma doutrina
marxista baseada no pensamento do político
e revolucionário ucraniano Leon Trótski.
É formulada como teoria política
e ideológica e apresentada como vertente
do comunismo por oposição
ao stalinismo.
Trótski trabalhou e teorizou a respeito
da idéia de Revolução
Permanente, sua principal divergência
em relação ao pensamento de
Stálin, o qual defendia a tese conhecida
como "socialismo em um só país".
A Teoria da Revolução Permanente
defenderia a expansão da revolução
para além das fronteiras da União
Soviética como prioridade, ao invés
do seu fortalecimento interno. No final
de sua vida, Leon Trótski fundou
a IV Internacional, que após sua
morte não conseguiu levar adiante
sua luta, levando o fim da União
das Republicas Socialistas Soviéticas.
Hoje, as diversas correntes políticas
que se auto-denominam trotskistas têm
alguma origem na IV Internacional.
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ESTRATÉGIA
DE DEFESA DA AMAZÔNIA BRASILEIRA.
*Roberto Gama e Silva
Almirante Reformado
Rio de Janeiro, em 14 de janeiro de 2009.
O
Brasil herdou o imenso e riquíssimo
território da nossa Amazônia
graças à visão pene-trante
do estadista português Sebastião
José de Carvalho e Melo, que viria
a se tornar Conde de Oeiras e, depois, Marquês
de Pombal.
O
Marquês de Pombal (1) foi
nomeado Primeiro-Ministro do Rei Dom José
I por decreto de 5 de agosto de 1750 e nessa
situação permaneceu até
a morte do Rei, em 23 de fevereiro de 1776.
Durante 26 anos o Primeiro-Ministro foi
o gênio que executou a obra governativa
do Rei Dom José I, uma das mais profícuas
de Portugal.
Segundo
o historiador lusitano Joaquim Ferreira
“os portugueses têm razões
sobejas para venerar em Pombal o maior governante
da pátria”.
Nós,
brasileiros, também temos razões
sobejas para considerar o Marquês
de Pombal responsável pela anexação
definitiva ao Brasil do território
da Amazônia, com superfície
superior à soma dos territórios
da Índia e do Paquistão.
|
| |
Quando tomou posse
como Primeiro-Ministro do Reino, decorriam
sete meses da assinatura do “Tratado
de Madri” que, pela primeira vez,
desde o “Tratado de Tordesilhas”,
firmado em 1494, procurou definir os limites
entre as possessões de Portugal e
Espanha na América do Sul.
Diga-se de passagem, por
pertinente, que o novo Tratado foi viabilizado
pelo princípio do “Utis Possidetis
Fac-to”, proposto pelo Secretário
de Dom João V, o paulista Alexandre
de Gusmão, que no ano anterior, isto
é em 1749, mandara confeccionar o
“Mapa das Cortes”, no qual apareciam
as terras efetivamente ocupadas pelos portugueses
na América do Sul.
O Tratado acabou sendo firmado,
porque os espanhóis admitiram que
haviam avançado ilegalmente so-bre
o arquipélago das Filipinas, no Oceano
Pacífico.
Então, a
linha original de Tordesilhas foi deslocada
para oeste, na América do Sul, de
modo a legitimar as terras desbravadas pelos
portugueses, e para leste no Pacífico,
para submeter as Filipinas ao domínio
do Rei da Espanha.
Em resumo, a Amazônia
brasileira foi trocada pelas Filipinas!
|
| |
Como
aparece na figura acima, o mapa da Amazônia
ainda estava incompleto, pois faltava acrescentar
o Acre, cujo contorno ainda se achava
indefinido, pelo fato de não ter sido
determinada a posição correta
das nascentes do rio Javari, ponto de onde
seria traçada uma linha leste-oeste
até a origem do rio Madeira, na con-fluência
do Mamoré com o Beni. O Acre, vale
lembrar, só foi incorporado oficialmente
ao território brasileiro pelo “Tratado
de Petrópolis”, firmado com a
Bolívia em 17 de novembro de 1903,
após a vitória pelas armas de
aguerridos brasileiros sob o comando firme
do gaúcho José Plácido
de Castro.
A dimensão e a natureza da Amazônia
chamaram, de imediato, a atenção
do Marquês de Pombal.
Para começar, nomeou o próprio
irmão, Francisco Xavier de Mendonça
Furtado, oficial de Marinha, para o cargo
de Governador do Grão-Pará
e Maranhão, com a missão de
assegurar, de todas as maneiras, a integridade
das terras da Amazônia transferidas
para o domínio de Portugal.
Mendonça Furtado criou, em 1755,
a Capitania de São José do
Rio Negro, elegendo como sua primeira capital
a localidade de Mariuá, hoje Barcelos,
para estimular o povoamento da bacia do
rio Negro e contribuir para eliminar a penetração
espanhola pelas aquavias daquela região.
Na impossibilidade de ocupar fisicamente
a imensa região, Pombal delineou
a estratégia portuguesa para manter
a Amazônia sob domínio português:
“tamponamento das vias de acesso do
exterior para o interi-or da região
e vivificação dos pontos fronteiriços
confrontantes com pontos vivificados do
outro lado da fronteira”.
Em 6 de junho de 1755, Pombal decretou
a emancipação completa dos
índios que habitavam a Amazônia,
con-quistando assim o apoio dos silvícolas
à causa portuguesa. No dia seguinte,
em 7 de junho de 1755, foi criada a “Companhia
do Grão-Pará e Maranhão”,
sociedade cujo capital foi subscrito pelos
empresários da praça de Lisboa,
com o propósito de alijar os intermediários
no comércio com a região,
sobretudo os ingleses.
A estratégia pombalina tem
prevalecido até hoje, embora posta
em prática inconscientemente.
O Exército brasileiro, ultimamente,
vem se empenhando em consolidá-la
por intermédio de um projeto denominado
“Calha Norte”, que
consiste basicamente no aumento dos efetivos
das unidades dispostas ao longo da fronteira
ao norte do rio Amazonas, além da
criação de novos grupamentos
militares na mesma região lindeira.
Essa medida, embora contribua para a proteção
da fronteira, não é de todo
eficiente no que tange ao tampona-mento,
pois o espaço amazônico não
é propriamente continental, eis que
se assemelha a um imenso arquipéla-go,
tal a quantidade de rios e igarapés
que cortam o terreno.
A
Força Aérea Brasileira acaba
de tamponar, com eficiência, o espaço
aéreo da região, mediante
a insta-lação de uma rede
de radares e o estacionamento de
aeronaves de combate nas bases existentes,
com o que o contrabando e o descaminho de
materiais de valor decresceram sobremaneira.
Com
essa inovação, todos os bens
normalmente transportados pelas aeronaves
piratas foram desviados para as hidrovias,
cujo patrulhamento é ainda frágil.
A fragilidade
do tamponamento das hidrovias pode ser ilustrada
com três exemplos lapidares.
O primeiro
exemplo relaciona-se com o descaminho de
madeiras, em toras e serradas, antes da
implantação da Agência
da Capitania dos Portos em Munguba (o porto
de Monte Dourado).
O
Grupo Executivo para a Região do
Baixo-Amazonas GEBAM, demonstrou para as
autoridades governamen-tais, inclusive para
o próprio Presidente da República,
que a empresa “Jarí Florestal
e Agropecuária” havia descaminhado,
por longo tempo, madeiras em toras e beneficiadas,
cujo valor, a preços de 1982, ultra-passava
a casa de US$1,2 bilhão.
Respaldavam
essa revelação o cotejo entre
o inventário florestal, levantado
alguns anos antes pelo “RA-DAMBRASIL”,o
volume de madeiras contido na área
desmatada; a capacidade das três serrarias
logo instala-das na área; o depoimento
dos práticos do rio Jarí e
a freqüência de atracação
desses navios no porto de Mun-guba.
Todo esse
volume de madeiras transportado ilegalmente
cruzou a foz do Amazonas, pelo chamado “Braço
Nor-te”, na verdade a foz do grande
rio, sem que fosse detectado.
Em
época mais recente, setembro de 2001,
o navio “Artic Sunrise”, de
bandeira inglesa e pertencente à
organização não-governamental
estrangeira “Greenpeace”, penetrou
no rio Amazonas para executar a demarcação
das terras reservadas para os 361 nativos
da tribo “Deni”, estabelecidos
entre os rios Xeruã, afluente do
Juruá, e o rio Cuniuá, da
bacia do Purus.
Aplicando
os mesmos critérios “metafísicos”
usados para a concessão de reservas
para os silvícolas, os “Deni”
foram aquinhoados com uma área de
998.400 hectares.Pois
bem, o “Artic Sunrise” suspendeu
do porto de Manaus, no dia 20 de setembro
de 2001, demandando a área concedida
aos “Deni”, levando a bordo
o cacique Haku Varashadeni, da tribo em
questão, dirigen-tes da “Coordenação
das Organizações Indígenas
da Amazônia Brasileira-COIAB”,
representantes do “Conselho Indigenista
Missionário CIMI” e da “Operação
Amazônia Nativa OPAN, todos reunidos
para proceder à demarcação
da reserva,” já que o Governo
brasileiro não havia cumprido o compromisso
constitucional de demarcar todas as terras
indígenas até 1993”
(sic).
Os
dois exemplos alinhados demonstram a necessidade
de instalação de uma Estação
Naval nas proximi-dades de Macapá,
dotada com Navios-Patrulha e com instalação
fixa de radares de superfície, para
tam-ponar a foz do Amazonas e apresar navios
envolvidos em operações ilegais
ou antinacionais.
O terceiro
exemplo refere-se ao início do curso
do rio Solimões, nas proximidades
da tríplice fronteira “Brasil-Peru-Colômbia”.
No período
noturno do dia 4 de julho de 1949, o gaiola
“Ajudante”, pertencente à
frota do “Serviço de Navega-ção
da Amazônia e Administração
do Porto do Pará – SNAAP”,
navegava próximo à margem
esquerda do So-limões, no trecho
entre São Paulo de Olivença
e Benjamim Constant, transportando 120 passageiros.
Surpreendentemente,
uma canhoneira da Marinha da Colômbia,
bem dotada de armamento (dois canhões
de 195 mm., dois canhões de 40 mm.,
da fábrica Bofors, e dez metralhadoras
de 20 mm., da fábrica Oerlikon),
aproximou-se do “Ajudante” e
abriu fogo até afundá-lo.
Como resultado do ataque morreram 112 brasileiros.
Posteriormente,
a diplomacia colombiana apresentou as suas
desculpas, alegando que o “Ajudante”
fora con-fundido com um navio peruano, eis
que os dois países vizinhos haviam
retomado as hostilidades em torno do território
onde se situava a cidade de Letícia.
A canhoneira
colombiana, sem qualquer aviso às
autoridades brasileiras, demandava o rio
Içá, procedente de Letícia.
A facilidade
de penetração na Amazônia
brasileira por embarcações
procedentes do território colombiano,
me-diante a utilização da
aquavia Içá-Putumayo, ainda
persiste.
Com a atual
dificuldade de uso do espaço aéreo
para atividades ilícitas, o contrabando
de armas e de tóxicos transferiu-se
para o transporte hidroviário, tendo
como principal via o rio Içá.
Então,
como a simples presença de tropa
terrestre, na divisa Brasil-Colômbia,
não propicia a detecção
da pene-tração de embarcações,
mormente no período noturno, cabe
à Marinha o tamponamento do rio Içá,
de preferên-cia com a implantação
de uma Estação Naval em Santo
Antônio do Içá, povoação
localizada na margem es-querda do rio, bem
na confluência com o Solimões.
Além da presença de Navios-Patrulha,
a nova Estação Na-val deveria
contar com a instalação de
radares de superfície fixos e a presença
de tropa de Fuzileiros Navais, pronta para
executar operações ribeirinhas.
Ressalte-se
que a localização da Estação
Naval proposta, estrategicamente distante
da fronteira, além de garan-tir o
tamponamento efetivo do rio Içá,
ainda executaria a mesma tarefa no rio Solimões.
O reforço
da presença de Fuzileiros Navais
na Estação Naval, ademais,
tornaria a atuação desse segmento
de projeção do Poder Naval
mais sintonizada com a conjuntura.
Obviamente,
a idéia de criação
de duas novas “Estações
Navais” na Amazônia, inclui
necessariamente o au-mento do número
de navios patrulha fluviais e costeiros,
em operação na região,
além de unidades para a con-dução
de operações ribeirinhas.
Adotadas
as providências propostas, ainda se
faz necessário barrar três
caminhos de penetração existentes
na margem direita do Amazonas, como são
os rios Madeira, Purus e Juruá. Nos
três casos, seria suficiente equipar
as Organizações Militares
da Diretória de Portos e Costas,
isto é a rede de Capitanias, Delegacias
e Agências, com lanchas-patrulha armadas
e instalações fixas de radares
de superfície, em Porto Velho, Rio
Branco e Eiru-nepé.
Ademais,
como a “Estratégia de Defesa
Nacional”, recentemente divulgada,
preconiza a presença de Forças
Navais oceânicas no norte do País,
para se contrapor às ameaças
oriundas da região de onde sopram
os ventos boreais, parece óbvia a
escolha da Baia de São Marcos, no
Maranhão, como sede da Base Naval
que dará apoio à “Esquadra
do Norte”. Tal escolha não
admite outra alternativa devido às
águas profundas e protegidas da ci-tada
baia, que permitirão o estacionamento
seguro de navios de maior calado, inclusive
aqueles dotados de do-mos de sonares com
dimensões avantajadas.
Esta “Esquadra
do Norte” também deverá
contribuir, com grande eficiência,
para o tamponamento avançado da foz
do Amazonas.
Para concluir,
deve ser enfatizado que a continuidade de
aplicação da estratégia
delineada pelo Marquês de Pombal,
mais do que nunca, é vital para o
exercício da soberania e manutenção
da integridade territorial da Amazônia
brasileira.
N.R. O Almirante
Roberto Gama e Silva é uma das mais
importantes autoridades da Marinha do Brasil
em questões da Amazônia. Junto
com o Almirante Sergio Tasso de Aquino,
publicou inúmeros trabalhos sobre
o tema.
(1) O Marques de
Pombal, Primeiro Ministro de D. José,
Rei de Portugal
Nascido Sebastião José de
Carvalho e Melo nasceu em Lisboa no dia
13 de maio de 1699 e morreu em sua propriedade,
em Pombal, no dia 8 de maio de 1782. Estudou
Advocacia na Universidade de Coimbra. Em
1738, foi nomeado embaixador em Londres
e, cinco anos depois, embaixador em Viena,
cargo que exerceu até 1748. Em 1750,
o rei José nomeou-o secretário
de Estado (ministro) para Assuntos Exteriores
e, em 1770, o rei lhe concedeu o título
de marquês.
Planejou e realizou
um ambicioso plano de governo para Portugal.
À luz do Iluminismo concebeu e fez
executar programas ambiciosos nos campos
político e educacional, aboliu a
escravidão, elaborou novo código
penal, reorganizou as Forças Armadas
portuguesas, desenvolveu a agricultura,
o comércio e fi-nanças e determinou
o fi
m do domínio dos padres
jesuítas expulsos de Portugal e das
colônias portugue-sas, em 1759. Foi
ilustre maçom.
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INTOCÁVEIS
E INVENCÍVEIS
*Nelson
Motta
Materia publicada no jornal O Globo
Não
tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver
algum desses criminosos travestidos de parlamentares
atrás das grades e devolvendo o que nos
roubou. Eles são muitos, e invencíveis.
Sob fogo cruzado de denúncias, juntam-se
para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado,
embora digam sempre que é pela instituição,
a mesma que eles aviltam e apequenam com seus
atos.
O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente,
pode até ser recuperado, mas o crime de
desmoralizar uma instituição não
tem preço.
O que nos resta? Confiar na Justiça? Na
Policia? No ladrão? Com Sarney e Renam
comandando o Senado e espantados com a descoberta
das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos
dois. O resto, por Jader Barbalho, ACM e Lobão.
E pior. Foram criadas por resoluções
da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se
reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro
da Lei, na liturgia do cargo. Seria um exagero
comparar as disputas pelo poder no Congresso com
as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda
de drogas nas favelas cariocas? Só porque
uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios
e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo
na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio
é de balas, o outro é de números
e nomes; mas sempre sobram balas perdidas. Mas,
quando o cerco aperta, os dois bandos acertam
um armistício: o verdadeiro inimigo é
a Policia. Ou, no caso do Senado, a opinião
pública. Porque eles não temem a
policia. Nem à justiça. Eles só
tem medo de perder eleição.
Diante do pacto de não agressão
entre os dois bandos, resta-nos confiar nos ódios,
nas invejas e nos ressentimentos das legiões
de apadrinhados que estão perdendo a “boca”
e se vingando de seus traidores. Que muitas falas
perdidas encontrem seus alvos.
Diante da certeza de que eles vencerão,
que jamais pagarão por seus crimes, que
continuarão ricos e corruptos, e até
mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar
suas figuras toscas, seus figurinos grotescos,
seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para
que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos
se envergonhem deles no colégio. Como nós
nos envergonhamos todo dia.
N.R.-* Nelson Cândido Motta Filho (São
Paulo, 29 de outubro de 1944) é jornalista,
compositor, escritor, roteirista, produtor musical
e letrista brasileiro.
Partricipou da bossa nova junto com nomes como
Edu Lobo e Dori Caymmi. Ajudou no desenvolvimento
do rock brasileiro, através de seu trabalho
como jornalista em O Globo e no programa Sábado
Som, pela Rede Globo. No final da década
de 80 foi responsável pelo lançamento
de Marisa Monte e pela produção
do festival Hollywood Rock.
Foi diretor artístico da gravadora Warner
Music, produtor da Polygram e também participou
do programa Manhattan Connection, do canal GNT,
por oito anos.
Escreveu Noites Tropicais, que vendeu mais de
100 mil cópias, O Canto da Sereia (editora
Objetiva), Nova York é aqui (editora Objetiva),
Memória Musical (editora Sulina), Bandidos
e Mocinhas (editora Objetiva), entre outros. Seu
mais recente título, Vale Tudo –
O som e a fúria de Tim Maia, também
da Objetiva, biografia do cantor morto em 1998.
Nelson mantém o programa musical Sintonia
Fina, que toca em várias rádios
do país. Atualmente está produzindo
o roteiro do Noites Tropicais, documentário,
e Bandidos e Mocinhas, que vai virar filme, e
mantém também uma coluna sobre cultura
que vai ao ar as sextas feiras no Jornal da Globo.
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Publicado na Revista
VEJA
Olhe
só que farra:
Diogo Mainardi
17 de junho
Uma
afilhada de José Sarney está para
ser indicada por Lula à Anatel.
A Anatel está mudando a lei para beneficiar
a Oi, que comprou a empresa do filho de Lula.
Um dos donos da Oi, Carlos Jereissati, é
sócio no Shopping-Center Praia de Belas,
em Porto Alegre, de Jorge Murad, o genro de José
Sarney.
Se
tudo der certo, a árvore genealógica
do lulo-sarneyzismo vai ficar assim: Lula nomeia
a afilhada de José Sarney, ela muda a lei
para favorecer o sócio do marido da filha
de José Sarney, cuja empresa bancou o filho
de Lula, que assina a lei.
Eu
disse certa vez que o desejo de Lula era se transformar
num José Sarney. Na verdade, ele foi muito
mais longe do que isso: transformou-se num parente.
Um parente político e empresarial.
Os herdeiros das antigas dinastias européias
se uniam em casamento. Os herdeiros das atuais
dinastias políticas brasileiras se unem
em empresas cotadas na bolsa de Nova York.
De
um lado, o rei de Garanhuns. Do outro, o rei do
Amapá. No meio dos dois, o ducado tucano
do Ceará.
De uns tempos para cá, sempre que eu denuncio
alguma estranheza, os leitores reagem repetindo
o mesmo mantra: Isso não vai dar em nada.
A
estranheza denunciada neste podcast se refere
à parceria entre o dono da Oi e os familiares
de José Sarney, que cria mais um conflito
de interesse na Anatel, como se não bastasse
a empresa do filho de Lula.
Qual
será o resultado prático dessa denúncia?
Nenhum. A afilhada de José Sarney será
aprovada pelo Senado. A Anatel mudará a
lei para permitir a venda da Brasil Telecom à
Oi. O BNDES financiará o negócio.
Carlos Jereissati controlará a companhia
tendo menos de 3% de seu capital. Daniel Dantas
aumentará seu rebanho de gado no Pará.
Mas
é assim que funciona a imprensa. Quem tem
o papel de julgar os políticos é
a magistratura. Quem tem o papel de mudá-los
é o eleitor. A imprensa pode somente noticiar
e comentar os fatos. É pouco? Claro que
é pouco. É melhor gastar seu tempo
comigo ou com Tolstói? Claro que é
melhor gastá-lo com Tolstói.
A
escolha para o jornalista diante de uma notícia
é muito simples: consiste em publicá-la
ou sonegá-la. Publicá-la nunca dá
em nada. Sonegá-la sempre dá em
algo ainda pior.
A
Farra Continua
Por Mara Montezuma Assaf
http://www.averdadesufocada.com
Segundo
foi assentado na própria Ata da Assembléia
Ordinária da Petrobras no dia 08/04/2009,
a remuneração global a ser paga
entre abril de 2009 e março de 2010 aos
9 membros eleitos para o Conselho de Administração
da Companhia foi estipulada em nada menos que
R$ 8.266.600,00 o que equivale dizer que cada
um deles recebe por mês R$ 76.542,59 ou
ainda a bagatela anual de R$918.511,11...
Uma quantia nada desprezível a engordar
suas contas. Os nove conselheiros-marajás
que comprovadamente recebem proventos de mais
de uma fonte (o que é ilegal) são:
A Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff,
o ministro da Fazenda Guido Mantega, o General
da Reserva Francisco Roberto de Albuquerque, e
ainda Silas Rondeau Cavalcanti Silva, Luciano
Galvão Coutinho, Sérgio Franklin
Quintella (irmão de Franklin Martins),
Fábio Colletti Barbosa, Jorge Gerdau Johannpeter
e José Sérgio Gabrielli.
Tudo
devidamente registrado no site da Petrobras
O que nos leva a concluir que esta empresa, na
prática, já foi privatizada pelo
PT e nem fomos avisados... e que está sendo
devidamente sugada pelo governo Lula. Com o agravante
de que, apesar da polpuda remuneração,
a presidente eleita deste conselho admitiu, com
a maior candura, nunca haver participado de qualquer
reunião do mesmo: a senhora Dilma Rousseff,
candidata de Lula à sua sucessão.
|
É PRECISO
CONTAR A VERDADE
À NAÇÃO
Márcio Matos Viana Pereira -Cel.ref.
É impressionante a naturalidade
como mentem os inimigos do Regime militar ao fazerem
pronunciamentos públicos, ou quando prestam
declarações na mídia, sempre
se portando como heróis e querendo se passar
por fiadores da democracia, alegando terem ido
à luta, por se haver insurgido contra a
ditadura dos Governos militares.
Como não são atores, mas, apenas,
trastes despidos de ética que, por viverem
de mentiras, perderam completamente a vergonha,
se sentindo então livres para debochar
com os brasileiros, deturpando fatos, inventando
estórias e criando heróis.
Dando prosseguimento a mais um ato do festival
de mentiras deslavadas, repetidas com ênfase
por mentirosos contumazes que se sucedem e se
alternam na ânsia incontida de estuprar
a História, violentando-a impatrioticamente,
coube agora à ex-terrorista Dilma Vana
Rousseff Linhares (Estela - Luíza –
Patrícia – Wanda), hoje, ministra-chefe
da Casa Civil por força da decadência
moral da Nação, afirmar "que
o processo de construção da Democracia
deve fazer parte da memória dos brasileiros",
em solenidade realizada para inaugurar mais um
memorial, em homenagem a dois terroristas mortos,
quando, a serviço do Movimento Comunista
Internacional (MCI), traíam o Brasil, no
afã de submetê-lo ao jugo comunista.
A solenidade integra o projeto "Direito à
Memória e à Verdade", da Secretaria
Especial de Direitos Humanos da Presidência
da República, cujo ministro é o
ex-terrorista Paulo Vannuchi, também frustrado
por não terem os militares permitido que
o comunismo fosse implantado no Brasil.
Em seu discurso, afrontando a verdade, a ministra
declarou que, diante da ditadura, a sociedade
gerou pessoas com coragem para lutar contra ela
e que devem ser lembradas.
É triste para um militar ter de afirmar
que a degradação moral, que se abateu
sobre o país, decorre do mau exemplo gerado
pela fraqueza de caráter do Presidente
da República e de muitos integrantes da
cúpula governamental.
Por
omissão ou cumplicidade, propiciaram eclodir
no país um clima de desapreço à
verdade e à ética, de desrespeito
à justiça, de tentativas de aliciamento
de parlamentares despudoradamente anunciadas,
de corrupção embutida no âmago
das Instituições, de negociatas
e bandalheiras provocando escândalos, mas
incapazes de espantar alguém, em face de
estar a sociedade e os eleitores já saturados,
por se saberem impotentes de conter tantos descalabros,
muitos dos quais, ainda que denunciados pelo Procurador
Geral da República, que se embasou em fartos
comprovantes de delitos e crimes, teimam em permanecer
impunes.
José Dirceu, embora denunciado, conta ainda
com a proteção de um Presidente
leviano, que de nada sabe, nada vê e nada
escuta, razão de afirmar na mídia,
acreditar na inocência dos meliantes denunciados
por um homem sério, imparcial e íntegro,
como o é o Procurador Geral da República,
autor da denúncia.
Apenas num país moralmente fragilizado,
uma Dilma Russeff poderia ser ministra, com possibilidade
de disputar a próxima eleição
presidencial. Beneficiada pela anistia concedida
pelos militares, não pagou pelos crimes
e roubos praticados, quando, na clandestinidade,
julgando-se acima das leis, do bem e do mal, participou
pessoal e ativamente das ações de
guerrilha, às vezes planejando, às
vezes executando crimes, abusos e práticas
delituosas. Integrou inclusive a equipe que planejou
o assalto, o roubo e o sumiço de dois milhões
e quatrocentos mil dólares, encontrados
em um cofre na casa de uma ex-amante, do ex-governador
paulista Dr. Adhemar de Barros.
Como mentir, para a ex-terrorista Dilma é
virtude, declarou ainda, "a gente era capaz
de abrir mão de parte da própria
vida". Interessante e patética declaração!
Quanto desprendimento nas palavras, contrastantes
com as ações praticadas por ela
e pelos seus companheiros de crimes! Valendo-se
do parecer de uma Comissão parcial, facciosa
e inexpressiva, obteve o direito de mamar nas
tetas generosas dos cofres públicos, ao
se habilitar ao direito de receber importância
indevida, como prêmio de haver traído
a pátria, a serviço do comunismo
internacional.
Pergunto, por que a ex-terrorista, ex-guerrilheira
incompetente, porém, notoriamente competente
como meliante, pois bem soube se apoderar do dinheiro
encontrado no cofre do Adhemar, não demonstra
agora o desprendimento alegado, abrindo mão
da indenização concedida, já
que percebe o elevado salário de ministra,
acrescido de um valor por mim desconhecido, por
presidir o CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DA PETROBRÁS?
Os brasileiros, porém, não devem
esperar de ex-facínoras qualquer gesto
ou atitude de nobreza, pois acredito que, por
deformação de personalidade, pessoas
assim são incapazes de se sensibilizar
com atitudes dignas.
Infeliz Brasil, onde apenas as novelas propositalmente
escritas e orientadas para produzir o efeito de
escandalizar a sociedade, tais os exemplos de
depravação e degradação
levadas à tela, no intuito de chocar, anestesiar
e acostumar os brasileiros a conviverem com a
delinqüência como fato normal, são
capazes de competir em termos de falência
moral com o Governo do mensalão, presidido
por um inconteste líder popular que, para
fugir à responsabilidade sobre o delito,
se portou como alienado e que tem uma ministra
da periculosidade de Dilma como cérebro,
artífice e expoente máximo do Governo..
Não foi para gerar um Brasil assim, que
os militares derrotaram essa gente sem princípio
ético algum! A anistia concedida, objetivando
o esquecimento e a reunificação
da família brasileira, foi um erro, por
haver gerado esses monstrengos no Poder, simbiose
da incompetência de alguns, com a absoluta
falta de ética, dignidade e moral de outros
e, com a frustração de todos, por
terem sido os militares que sseguraram à
Democracia reinar absoluta em todos os rincões
da Pátria.”.
Que
tristeza! É lastimável, mas a verdade
tem de ser dita para conhecimento dos jovens e
para evitar, pela sua força e pujança,
já que ela é eterna, que traidores
de ontem e desonestos de hoje, consigam alcançar
o sinistro intuito de estuprar a História,
com o objetivo de restaurar as suas biografias.
Aqueles que estiveram a
serviço do MCI, Movimento Comunista Internacional
se esquecem de um fundamental detalhe: traidores
da Pátria não têm biografias
e sim Folhas Corridas.
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: |
| Guerrilha
do Araguaia
PARA CONHECIMENTO
DA VERDADE
QUE VEM SENDO VERGONHOSAMENTE DISTORCIDA.
*Lício Augusto
Ribeiro Maciel Cel Ref. EB
A narrativa é bem rica em
detalhes e bem condizente com o relato de outros
participantes desse combate aos chamados guerrilheiros
na década de 70. São todos unânimes
em confirmar as maldades e os atos de crueldade,
alem da permanente covardia com que agiam sempre.
Hoje, os remanescentes vivem às nossas
expensas, gozando de polpudas e imerecidas aposentadorias,
além de alardear heroísmo em torturas
que, como se viu no depoimento apresentado, nem
eram necessárias Se essa corja vencesse,
estaríamos fritos. São da ideologia
cubana com lavagem cerebral nos inocentes. Parte
deles estão ainda por aí, dando
cartas. Pobre país.
O
incrível discurso feito na Câmara
dos deputados em Brasília em 2005
O SR. LÍCIO AUGUSTO Senhor Presidente.
Congressistas, demais autoridades presentes, minhas
senhoras, meus senhores, não é preciso
dizer da minha emoção por ter encontrado
aqui velhos companheiros de luta, que ainda a
estão levando à frente.
Como participante dos acontecimentos que passo
a relatar, fiz um resumo dos itens mais perguntados;
apenas como itens porque a dissertação
será a rememoração dos fatos.
Para isso, tirei os óculos, a fim de que
aqueles que vou citar me olhem bem no fundo dos
olhos e tenham suficiente coragem de afirmar,
se for preciso, que tudo o que foi dito aqui é
a pura verdade. Se bem que não há
necessidade, porque eles mesmos já confirmaram
em outras ocasiões.
O primeiro item selecionado se refere à
razão da minha escolha para a missão
de descobrir o local da guerrilha, que hoje se
diz Guerrilha do Araguaia.
Em 1969, após a morte do terrorista Mariguella,
em São Paulo, em seus documentos foram
feitas várias citações sobre
o local da grande área: grande área
de treinamento de guerrilha.
Eu estava chegando a Brasília em 1968,
já pela segunda vez. No meu passado, em
1954, fiz o curso de pára-quedista e, em
seguida, o curso de Forças Especiais da
Divisão de Pára-Quedistas, e especializei-
me na modalidade guerra na selva. Posteriormente,
o curso de operações especiais foi
desenvolvido com outras modalidades e, em seguida,
foi criado o Centro de Instrução
de Guerra na Selva, CIGS.
Detentor do curso de Forças Especiais e
considerado, à época, o elemento
com credenciais para desenvolver as operações
de selva, percorri milhares de vezes a rodovia
Belém-Brasília, de Brasília
a Belém, estrada pioneira de barro. Eu
e minha equipe, de 3 ou 4 homens, chegamos à
conclusão, por indícios, de que
a Guerrilha do Araguaia estava naquela área,
entre o Bico do Papagaio, Xambioá, Marabá,
Tocantinópolis e Porto Franco.
O fato, porém, que nos permitiu chegar
à área foi a prisão, em Fortaleza,
do guerrilheiro Pedro Albuquerque. Naturalmente,
ele está olhando para mim, e eu estou olhando
para a câmera, para que olhe no fundo dos
meus olhos e confirme que o que eu estou dizendo
é verdade. Pedro Albuquerque foi preso
quando tentava tirar documentos em Fortaleza.
Recolhido ao xadrez, ele tentou suicídio
cortando os pulsos. A sentinela, por acaso, passou,
viu, deu o alarme e ele foi levado para um hospital
da guarnição.
Recuperado o documento de que ele falou, o documento
resultante das declarações de Pedro
Albuquerque foi enviado diretamente de Fortaleza
para Brasília e chegou às mãos
do General Bandeira, que imediatamente mandou
buscar o preso. Enquanto eu preparava a equipe,
o preso chegou, foi incluído na minha equipe,
e partimos, junto com Pedro, para o local onde
ele dizia que era o inicial: Xambioá.
Chegamos ao Rio Araguaia, pegamos uma canoa grande,
com motor de popa, fomos até ao local de
Pará da Lama. Pedro deve lembrar muito
dele: era uma picada ao longo da floresta no sentido
do Xingu. Andamos o dia inteiro. Chegamos ao anoitecer
na casa do último morador, com o Pedro
sendo levado por nós, livre. Não
estava algemado, amarrado ou coisa assim. Ele
foi acompanhando nossa equipe. Há várias
testemunhas desse episódio aqui presentes,
as quais não vou citar, que fizeram parte
da minha equipe.
Chegamos à casa de Antônio Pereira,
pernoitamos no campo, nos telheiros e, no dia
seguinte, às 4h, prosseguimos em direção
ao local onde Pedro Albuquerque indicou. Ao chegarmos
lá, avistamos três homens, isto é,
três elementos, sendo uma mulher, descansando
para almoço, presumo.
Aproximamo-nos do local só para conversar
com eles, para saber o que eles estavam fazendo
lá. Eram três e, no nosso grupo,
havia seis; então, não tinha problema.
Eles fugiram. Chegamos ao local. Fiquei inteiramente
abismado com o estoque de comida, de material
cirúrgico; havia até oficina de
rádio; 60 mochilas de lona, costuradas
no local em máquina industrial grande,
que tive o prazer de jogar no meio do açude.
Tocamos fogo em tudo e voltei sem fazer prisioneiro.
Ora, em qualquer situação, teríamos
atirado naqueles homens. Estávamos a 80
metros, um tiro de fuzil os atingiria facilmente.
Eles estavam sentados. Mas nosso objetivo não
era matar, não era trucidar. Nosso objetivo
era saber o que eles estavam fazendo lá.
De acordo com Pedro Albuquerque, eram guerrilheiros.
Estavam na área indicada por Pedro Albuquerque,
que viu toda a operação.
Como disse, destruímos todos os seus aparelhos;
metralhamos uma grande quantidade de frutas melancia,
jerimum e muitas outras coisas. Ficamos inteiramente
impressionados com a quantidade de comida que
havia lá, várias sacas de arroz;
havia até oficina de rádio com equipamentos
sofisticados. Era uma oficina rústica,
não era como bancada de laboratório
da cidade, mas funcionava. O gerador, lá
atrás, também funcionava.
Voltamos. Deixamos o pessoal fugir, claro. E o
Pedro Albuquerque retornou com dois companheiros
nossos e foi recolhido ao xadrez de Xambioá.
Continuamos nossa missão. Como os três
elementos fugitivos avisaram para o resto do grupo
do Destacamento C, mais ao sul, em frente a São
Geraldo do Araguaia, que estávamos indo
para lá, ao chegar lá nós
os vimos fugindo com muita carga, até violão
levavam. Eles estavam se retirando do Destacamento
C, do Antônio da Dina e do Pedro Albuquerque.
Pedro Albuquerque nos levou até o Destacamento
C, onde havia estado. Ele fugiu porque os bandidos
exigiram que ele fizesse um aborto em sua mulher,
que estava grávida. Eles não se
conformaram com a ordem, principalmente porque
outra guerrilheira grávida tinha sido mandada
para São Paulo para ter o filho nas mordomias
daquela cidade. Ela era casada com o filho do
chefe militar da guerrilha, Maurício Grabois.
Pedro, você está me escutando? Você
deve-se lembrar de que declarou isso: que você
fugiu porque obrigaram sua mulher a fazer um aborto.
Nós estávamos perseguindo esse grupo
e estávamos avançando. Embora chovesse
bastante, estávamos nos aproximando. Eles
resolveram soltar a carga que estavam levando,
e o guia, morador da área, me disse: "Agora,
nós não vamos pegar eles porque
estão fugindo para a gameleira".
E demos uma meia parada, nessa destruição
do equipamento deles, quando pressentimos a vinda
de alguém na trilha. Nós estávamos
andando no meio da mata e esse elemento vinha
pela trilha. Nós nos agachamos e, nisso,
veio aquele elemento forte, com chapéu
de couro, mochila nas costas e facão na
cintura. Então, quando ele chegou no meio
do nosso grupo, eu dei a ordem: Prendam esse cara!
Não sei, não posso me lembrar, se
foi o Cid ou se foi o Cabo Marra que pegou o Genoino.
Esse elemento era o Geraldo, posteriormente identificado
como Genoino que naturalmente está me olhando
agora. E eu tirei os óculos justamente
para ele me reconhecer, porque da minha cara ninguém
esquece, principalmente com aquela cara que eu
estava na mata, depois de vários dias passando
fome e sede, sujo, cheio de barba. Mas é
a mesma cara. É o mesmo olhar da hora em
que eu encarei ele e disse:
"Seu mentiroso! Confesse! Você não
tem mais alternativa".
Por que eu descobri que o Genoino era guerrilheiro?
Ele se dizia Geraldo e se dizia morador da área.
Claro: elemento na área, suspeito, eu mandei
deter. Mesmo algemado e com tudo nas costas, uma
mochila pesada e grande, ele fugiu. O Cabo Marra
deu três tiros de advertência, e ele
parou. Mas não parou por causa da advertência,
parou porque se emaranhou no cipoal, e o pessoal
foi pegá-lo.
Eu perguntei: Por que você está fugindo?
Nós apenas estamos querendo conversar com
você. Para você não fugir,
vamos ter de algemá-lo. "Eu sou morador"
disse ele. Eu deixei o pessoal especializado em
inquirição conversando com o Genoino,
até então Geraldo.
O pessoal, nclusive está presente um desses
companheiros, o Cid conversou bastante tempo com
o Genoino, quando o Cid veio a mim e disse: "Comandante,
não tem nada, não". Está
bom respondi. Como eu já estava há
muito tempo no mato, já tinha resolvido,
intimamente, levar o Genoino preso para Xambioá,
mas não disse que essa era minha determinação.
Peguei a mochila dele. Havia um elemento na minha
equipe que era especialista em falar com o pessoal
da área já falecido, um elemento
excepcionalmente bom. Rendo minhas homenagens
a João Pedro do Rêgo. (Palmas.) O
João Pedro, apelidado por nós de
Jota Peter ou Javali Solitário, onde estiver
estará escutando. João Pedro era
um homem que falava com o matuto, com o pessoal
da área, porque eu, na minha linguagem
urbana, não era entendido nem entendia
o que eles falavam. O Javali veio a mim e disse:
"Ele não tem nada. É morador
da área". E disse-me o que tinha lhe
dito.
Eu, como homem de selva, peguei a mochila do Geraldo
e comecei a abri-la. Tirei pulôver, rede
e um bocado de bagulho da mochila do Geraldo,
quando encontrei um tubo de remédio no
fundo da mochila. Ao pegar aquele tubo e olhar
para o Genoino, vi que ele estava lívido,
pálido. Eu ainda lhe disse:
Companheiro, fique tranqüilo porque nós
não vamos fazer nada com você, você
é morador da área. E abri o tubo.
Lá encontrei material típico de
sobrevivência linha de pesca fina, anzóis.
Era material típico de sobrevivência.
Como eu havia feito um curso e só sabia
teoricamente sobre o assunto, interessei-me por
aquele exemplo prático, em um local de
difícil acesso na selva amazônica.
À medida que eu ia puxando aquelas linhas,
o Genoíno aliás, o Geraldo ia ficando
mais desesperado. E quando eu tirei o tubo, olhei
para ele, e ele estava branco como papel. E lá
no fundo eu vi um papel pautado, de caderneta,
dessas que todo dono de bodega na área
anotava as suas vendas. Cortei uma talisca do
meu lado, puxei o papel e lá estava a mensagem
do Comandante do Grupamento B da Gameleira, o
Osvaldão, para o Comandante do Grupamento
C, Antônio da Dina. Estava lá a mensagem
que o Genoino transportava para o Antônio
da Dina. Era uma mensagem tão curta que
ele, como bom escoteiro que era, poderia ter decorado,
porque até hoje, mais de 30 anos passados,
eu me lembro do que dizia essa mensagem, mas eu
quero que ele mesmo diga o que constava nessa
mensagem. Era uma dúzia de palavras em
linguajar militar, de próprio punho do
Osvaldão, que era o Comandante do Grupamento
B da Gameleira, o grupamento mais perigoso da
guerrilha, como constatamos no desenrolar das
lutas. Foi o grupo que matou o primeiro militar
na área. Antes de qualquer pessoa morrer,
o grupo do Osvaldão matou o Cabo Rosa,
Odílio Cruz Rosa. Depois de esse Odílio
Cruz Rosa ser morto, eles mataram mais 2 sargentos
e fizeram muito mal aos militares que nada sabiam
até então. Só quem sabia
era o pessoal de informações. E
eu era da área de informações,
embora eu operasse à paisana.
Então, o Genoino foi mandado para Xambioá
preso. A essa altura ele já deixou de ser
detido para ser preso, e disse tudo sobre a área.
Quando eu olhei para ele e disse: Você não
tem mais alternativa porque aqui está a
mensagem.
Ele disse: "Eu falo". Eu disse: É
bom você falar. Genoino, olhe no meu olho,
você está me vendo. Eu prendi você
na mata e não toquei num fio de cabelo
seu. Não lhe demos uma facãozada,
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