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Cores Nacionais

Ernesto Caruso, 17/07/2010

O sentimento de brasilidade explodiu no alvorecer da Independência, ainda que se discuta o grau de ruptura, diverso da norte-americana, no acerto entre pai e filho, D. João VI e D. Pedro, depois I — "Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para alguns desses aventureiros".

Como não poderia deixar de ser, ao se libertar da coroa portuguesa, D. Pedro fez presente o novo simbolismo a representar a nação emergente sob o grito do Ipiranga de “Independência ou morte”, arrancando do chapéu o laço com as cores lusitanas completando a entusiástica exclamação: “Laços fora, soldados. Viva a independência...”, instituindo o laço verde e amarelo, ratificado por ulterior legislação.

Assim, por Decreto de 18/09/1822, do Príncipe Regente, ficou estabelecido:

“Hei por bem, e com parecer do meu Conselho de Estado ordenar o seguinte: o Laço ou Tope Nacional Braziliense, será composto das cores emblemáticas — Verde de primavera, e amarello de ouro na forma do modelo annexo a este meu Decreto. A flôr verde no braço esquerdo, dentro de um ângulo de ouro, ficará sendo a Divisa voluntária dos Patriotas do Brazil, que jurarem o desempenho da legenda — Independência ou Morte — lavrada no dito ângulo.”

Em outro decreto na mesma data, “Dá ao Brasil um escudo de Armas.” e uma nova Bandeira com preponderância das cores verde e amarela.

Em consequência, os uniformes militares sofreram modificações. O Decreto de 24/09/1822 declara que “Tendo o Príncipe Regente dado um novo Laço Nacional para o Reino do Brazil Resolveu igualmente que o Exército do mesmo Reino houvesse de mudar as plumas dos chapéos e penachos das barretinas, que d’ora em diante deverão ser para a Tropa de 1ª Linha todos de cor verde de primavera com olho amarello, e para o da 2ª, metade verde e outra sobre pasta amarella,...

Com o advento da República, o Decreto nº 4, de 19/11/1889, do Governo Provisório, determina:

Considerando que as cores da nossa antiga bandeira recordam as lutas e as vitórias gloriosas do exército e da armada na defesa da Pátria; Considerando, pois, que essas cores, independentemente da forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da Pátria entre as outras nações; Decreta:

Art. 1º. - A bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais - verde e amarelo - do seguinte modo: um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera celeste azul, atravessada por uma zona branca, em sentido oblíquo e descendente da direita para a esquerda, com a legenda - Ordem e Progresso - e pontuada por vinte e uma estrelas, entre as quais as da constelação do Cruzeiro, dispostas na sua situação astronômica, quanto a distância e ao tamanho relativos, representando os Vinte Estados da República e o Município Neutro, tudo segundo o modelo debuxado no anexo 1.

Atualmente a Lei nº 5.700, de 01/09/1971, a versar sobre Símbolos Nacionais, trata “Das Cores Nacionais”:

Art. 28. Consideram-se cores nacionais o verde e o amarelo.

Art. 29. As cores nacionais podem ser usadas sem quaisquer restrições, inclusive associadas a azul e branco."

Isto posto. Há que se cumprir a lei.

Os partidos políticos de um modo geral adaptaram os seus emblemas, empregando as cores nacionais, enfatizando o cunho patriótico nas suas campanhas eleitorais.

O PMDB sublinhou a sigla com uma faixa verde e amarela. O PDT, cujas cores são a vermelha (a rosa, seguindo a tradição da Internacional Socialista), azul e branca (folha e mão), apresenta a sua bandeira sobre um estandarte verde e amarelo. O PT na campanha do Duda Mendonça colocou uma faixa horizontal nessas cores ladeando a estrela e dividindo o campo branco da bandeira do partido, que é vermelha na origem.

No entanto, a recíproca descumpre o mandamento legal.

Não se pode introduzir o simbolismo de um partido em qualquer criação artística representativa da nação brasileira, como na recente logomarca da Copa do Mundo de 2014, com destaque desse ano em vermelho, em clara desatenção à lei:

“As cores nacionais podem ser usadas sem quaisquer restrições, inclusive associadas a azul e branco."

Porém, não ao vermelho, prevalecendo o simbolismo pessoal, partidário em detrimento do simbolismo maior da nacionalidade.

No passado, as cores, desenhos e escudos, adotados pelos monarcas e desbravadores, definiram fronteiras e formaram nações, sob o sacrifício das guerras e algumas gerações.

Não pela vontade momentânea e mesquinha de políticos.

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Freud explica...
A TV explica...
Pavlov explica...

Ernesto Caruso, 03/07/2010

Os cem milhões de aparelhos de TV, os cinquenta e oito milhões de domicílios com TV, fora os que se espalham por todos os becos, fundamentam a popularidade do presidente Lula e pesquisas eleitorais, ainda que não totalmente confiáveis os resultados. Produtos manufaturados e propagados por editores e apresentadores.

Dia desses, em programa da Band focado na Copa do Mundo da África do Sul, um dos comentaristas discorre sobre a aprovação pelo presidente do aumento para os aposentados de acordo com o índice estipulado pelo Congresso Nacional, concluindo com um enfático: “Valeu, Lula!”

O tal índice ultrapassava o definido pelo governo e aos quatro ventos foi dito que seria vetado. Não foi vetado, mas efusivamente exaltado. No entanto, o fim do fator previdenciário, contrário ao interesse do trabalhador, foi como previsto, vetado, mas omitido no comentário dirigido ao grande público que acompanhava com avidez os resultados da Copa.

Em outra oportunidade, no telejornal da mesma emissora, várias “chamadas” antecedentes da reportagem anunciavam que Lula não iria à reunião do G20 em Toronto devido às enchentes em Alagoas. Ora, parece uma boa desculpa para não se encontrar com as autoridades mundiais que lhe deram uma reprovação de 12 a 2 no Conselho de Segurança da ONU, na questão nuclear do Irã e no “acordo” sem validade, sem autoridade, sem delegação, pretensamente em nome do Mundo, entre Brasil, Irã e Turquia.

Ainda em nome das enchentes, em telejornal subsequente, repetiram-se notas com destaque de antecipação pelo presidente Lula de benefícios previdenciários e do “bolsa família”. Qual o significado de dois meses pagos adiantados para aquela gente que perdeu tudo?

Mais adiante, em outro dia, o entusiasmo do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, afiançando que Lula tem todo o direito de retornar daqui a quatro anos, motivando uma resposta plena de modéstia, de que seria o mesmo cabo eleitoral da candidata do PT no pleito para a reeleição.

Palanque! Palanque! Orquestração.

São alguns poucos exemplos. Diariamente, borbulham outros tantos.

A vultosa propaganda paga colabora em muito para a sustentação da TV privada. Não se pode desprezar o lado comercial do empreendimento, mas se deve refletir até que ponto os gastos nessa rubrica devem existir ao invés de serem canalizados para os benefícios diretos em atendimento à população na saúde, educação e infra-estrutura.

Propaganda de governo deveria se restringir à obra feita, pronta e inaugurada. Hospitais sem pacientes sofrendo em macas espalhadas pelos corredores, segurança pública e qualidade de vida é que dão aval a governos.
Mas, o aparato do governo em termos de comunicação cresce assustadoramente

 

Como publicado em maio do corrente, deu inicio a transmissão da Rede Nacional de Comunicação Pública, formada por 4 canais próprios da EBC (TV Nacional, Brasília, TVE/RJ/MA, mais São Paulo), 7 emissoras universitárias e 15 emissoras públicas estaduais, com a programação da TV Brasil para 100 milhões de pessoas, em 23 estados.
Algumas parceiras possuem redes particulares, atingindo a 765 o número de emissoras, além de que a TV Brasil pode ser acessada pelos planos de assinatura e parabólica. Nada a desprezar, pois segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, dos 10% que assistem a TV Brasil, 42% usam antena parabólica, 36%, TV aberta e 22%, TV por assinatura. Em nítido crescimento o conteúdo proporcionado pela TV Brasil: dezem bro de 2007, 32%, em média; já alcançando mais de 70%.

Vale ressaltar que as operadoras de TV por assinatura são obrigadas a manter a programação dos canais da EBC, com expressivos 8,2 milhões de assinantes, 27 milhões de assistentes.

Muitos dos tele-espectadores estão “desarmados” quando recebem uma informação repetida, como aquela acima mencionada da reunião do G20. A mensagem não tem a inocência de manter a expectativa para a notícia de relevante significado que virá a seguir, mas de construir uma imagem perfeita do presidente.

A consciência crítica é neutralizada pela frequente repetição de valores positivos.

As crianças são os alvos prediletos desse tipo de propaganda, porquanto não questionam. O “produto” é bem acabado e embalado, com rótulo simplista e fácil de assimilar. Segundo a imprensa escrita, o governo federal dobrou os gastos com publicidade na corrida eleitoral de 2010, considerando a média do primeiro semestre deste ano e a dos três anteriores. A TV vai divulgar?

Criticas vão surgir? A legislação vai ser obedecida? A sociedade vai reagir, ou o desvio de conduta deixou de ser importante?

O inexplicável é o conceito de “pé frio” do presidente que gira pela boca do povo. Ao receber a seleção brasileira antes do embarque para a Copa, Lula disse que faria a cambalhota do Vampeta na rampa do Palácio se o Brasil fosse campeão. Será? Cambalhotaspetistas já ocorreram muitas, mas essa não foi possível. E com a Dilma? Fica a pergunta.

 


A luta (de classes) continua

*Ernesto Caruso, 12/06/2010

O presidente Lula continua no palanque das greves no ABC. Claro que com outro visual, depois do “banho de loja” de Duda Mendonça na campanha do “lulinha paz e amor”, da cor branca substituindo a vermelha da bandeira petista.

Mudança da água para o vinho ... de primeira.

Mas, o pensamento e as palavras, não.

O estigma da luta de classes permanece como esteio que o mantém em elevado nível de popularidade e aceitação, alimentado pelo coronelismo institucionalizado do bolsa família fornecido a 12 milhões de famílias, mais de 40 milhões de pessoas. Aos demais “uma banana”, pois não lhe computam votos, nem aplausos. Mantém o confronto com o patrão, mas sem a intensidade do face a face, capital e trabalho, usando com sapiência o primeiro a embasar a permanência no poder do grupo petista.

Cria a cena do forte contra o fraco e ele, Lula, sempre aparece como defensor do mais fraco.

E o pratica nos campos interno e externo, ampliando a publicidade em torno de si, a custa de quanto, ansiosamente buscando popularidade e projeção internacional. Dá umas cartadas com sabido risco, como nos casos de Honduras/Laya e mais recentemente no acordo Brasil/Turquia/Irã. O alvo é a nação norte-americana no lugar do “patrão”, o mais forte. E mais uma vez, Lula aparece como defensor do mais fraco.

Tentou uma bênção previa com a Rússia, sem resultado, haja vista a decisão do Conselho de Segurança da ONU, por 12 a 2 (Brasil e Turquia) e uma abstenção (Líbano). As suas palavras, pós-decisão, não se confrontam com a Rússia, nem China, mas sim com os Estados Unidos.

Se a posição de Lula desse certo nas ocorrências mencionadas, Honduras e Irã, tanto melhor. O fraco teria vencido, com resultado conveniente no campo interno, em particular na campanha eleitoral presente. Vale o mote “falem mal, mas falem de mim” e a televisão não fala mal, narra o fato. Presença diária nos telejornais, tantos os acontecimentos produzidos. Não há oposição verbal que é muito vista, mas sim, alguma oposição escrita que é pouco lida. Com algum esforço voluntário, o escrito se propaga pela internet para alcançar o jovem.

Uma expressão recente: “Às vezes, me dá a impressão daquele pai duro, que é obrigado a dar uma palmada no filho mesmo que o filho não mereça, para dizer: “eu sou o pai”. Acho que o Conselho de Segurança jogou fora uma oportunidade histórica de negociar o programa nuclear iraniano”. Como impregnado nas telenovelas, o pai nunca está com a razão, é grosseiro e mau.

Em visita à fábrica da Volkswagen no ABC, completa: “Todo mundo falava mal do Irã, mas ninguém tinha sentado no tête-à-tête. Aquilo que os americanos não estavam conseguindo em 31 anos de negociações com o Irã, o Brasil conseguiu em 18 horas de conversa”.

Se a televisão faz uma carga sobre a saúde, até sem apontar o governo como responsável, logo surge um factóide, um discurso de palanque, a oportunidade de “inauguração” de uma obra pensada e uma classe de nível superior a ser depreciada, além da propaganda paga para as próprias emissoras, acrescida de declarações sobre os milhões de reais a serem investidos no programa XYZ, que vai solucionar o problema. Vide a epidemia de dengue e gripe suína (A, H1N1).

Os médicos já foram enquadrados.
Quem não se lembra? Considerados culpados pelo caótico sistema de saúde nacional: "os médicos não aceitam ou cobram caro para trabalhar no interior e nas periferias"; "é fácil ser médico na Av. Paulista". Ainda criticou o Conselho Federal de Medicina, por conta do não reconhecimento dos diplomas dos médicos formados em Cuba. Lembrou, como consta, jocosamente (como das multas por infração eleitoral), do médico que amputou o seu dedo mínimo.

A elite teve a sua vez: “se interessa mais por Paris e Roma do que pelo próprio país”. Imagine, ele que pouca viaja!

Sobre outros presidentes: “O presidente fica em Brasília e, de vez em quando, vai a seu Estado natal, ao Rio de Janeiro, a alguma capital. Se um presidente não se dispuser a andar pelo país, ele termina o mandato sem conhecer a cozinha da sua casa”.

A Justiça foi chamada de classista, repetindo a conversa de botequim e de apresentador de programas de crimes do quotidiano, de que no Brasil, só vai preso pobre e negro. Ou seja, melhor tratamento às pessoas das classes mais altas; um confronto a mais. A correção depende de leis e o governo diz o quer ao Congresso. Não evolui, por quê?

Já no bojo da campanha pró Dilma, Lula disse que não pretendia criticar o poder Judiciário no discurso que fez durante cerimônia de apoio do PC do B à candidata do PT à Presidência, quando tinha afirmado: “Nós não podemos ficar subordinados a cada eleição a que um juiz diga o que a gente pode ou não pode fazer.”

De outra feita atacou o Judiciário durante discurso de lançamento de obras do PAC; disse que “seria bom que o Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas dele".

Em visita ao município de Piraí/RJ criticou os empresários da indústria de informática pelos elevados preços dos computadores, ou seja, que os equipamentos tenham preços reduzidos para que possa haver a internet nas escolas públicas. Mais uma: empresários versus estudante; transmitindo a idéia de que os empresários são os responsáveis pelo atraso.

Os usineiros sob os fogos de Lula quando do reajuste do etanol, aumento na produção de açúcar em detrimento do combustível: "Quando o álcool está com bom preço, vocês são empresários energéticos, e quando o açúcar fica com bons preços, viram empresários da agricultura." Cabe ao governo compatibilizar as necessidades internas e a exportação, mesmo não sendo o estado máximo.

Alguma responsabilidade que venha a ser atribuída ao governo, na pessoa do Presidente, serve de chacota nos palanques, isso quando da segunda multa por propaganda antecipada. Em tom brincalhão advertiu que repartiria com os presentes a multa a ele imputada.

Agora já são cinco multas, no mesmo nível. Até quando?

Não se considera como agravante a reincidência, multas mais elevadas, nem se põe um ponto final ao desmando.

Por essas e outras que se dá uma banana àqueles não alinhados.

Não é um governo que prega a UNIÃO, pois é especialista em fomentar as dissensões.

A proposta do Plano Nacional de Direitos Humanos, versão 3, é bem clara. Um título que não condiz com o conteúdo.

* Ernesto Caruso- assíduo colaborador deste Portal é escritor poeta e Coronel reformado do E.B é a prova viva do preparo cultural eclético dos Oficiais do Exercito Brasileiro .


 

Anistia e Perdão

Flavio P. Ramos

Observando a História, veremos que diferentes povos têm características claras, que fazem parte de seus inprints genéticos coletivos. Os espíritas diriam que é um carma coletivo, os geneticistas talvez os expliquem como uma herança genética. Prefiro dizer que são uma vocação para certas atividades específicas e comportamentos coletivos, fruto talvez de uma genética espiritual.

Seria essa uma forma de explicar por que os povos de origem semita têm tanta vocação para o comércio ou as ciências e os orientais para as miniaturizações e as artes marciais?

À luz da observação histórica, unicamente, podemos afirmar que a hipótese para a crueldade impiedosa está mais para o comportamento dos povos de origem hispânica do que a vocação para a navegação e a descoberta de novas terras, que também está presente nos de origem portuguesa.

Na América do Sul, de origem espanhola, observamos um outro comportamento inerente aos povos indígenas, que já a habitavam antes da colonização hispânica: o artesanato em tecido e em ouro, e os sacrifícios humanos como parte de rituais religiosos e como resultado natural para os perdedores nas batalhas.

Talvez isso explique a hipótese das constantes revoluções e lutas internas e entre países além das Tordesilhas.

Do lado de cá das Tordesilhas, o Brasil tem a vocação para a solidariedade e, mesmo nas batalhas, para o perdão e a anistia, embora tenhamos a mesma passionalidade dos descendentes hispânicos, mas com a passividade de nossa ancestralidade portuguesa.

No domingo, 2 de abril de 2010, pelo Canal 6 da TV aberta, Kennedy Alencar entrevistou Hugo Chávez e ambos mostraram suas características comportamentais. Lamentavelmente e por razões óbvias, Kennedy Alencar mostrou sua vocação para capacho vermelho e bajulou o entrevistado, deixando de extrair fatos importantes da pauta, estreitando o campo da informação
. Se assim fora, os telespectadores menos atentos teriam percebido as fanfarronices e improbabilidade, como o exército de mais de 30.000 médicos cubanos, que estão na Venezuela junto com alguns assessores militares para “ajudar o povo e o governo” daquele país.

Os artigos “O Poder da Anistia” e “Ação e Reação Desiguais”, de autoria do *escritor, historiador, poeta e Coronel do Exército Brasileiro Reformado, Ernesto Caruso, ilustram bem a vocação pacífica do povo brasileiro em qualquer época, desde o descobrimento, se comparado aos povos de origem hispânica.

O poder da anistia

*Ernesto Caruso, 04/01/2008

O símbolo da pacificação, da integração e da monolítica identidade do território brasileiro o insigne Duque de Caxias, além de toda uma vida de dedicação à Pátria, com folha e tempo de serviço incomparáveis, nos deixou mais uma lição na arte humanista do entendimento, compreensão, perdão e recomposição, dando mostras de magnanimidade, como representante e defensor do Estado, mesmo após os ensangüentados dez anos de luta na Guerra dos Farrapos, iniciada em 1835, no conturbado período da Regência a exigir pulso forte, para não fragmentar o solo já verde-amarelo, como ocorrido na América espanhola. Nem guilhotina, nem fuzilamento, práticas do reinado de terror do passado próximo, da Revolução Francesa e do que o mundo iria assistir na Revolução comunista de 1917 na Rússia, ou do regime de Fidel Castro-Che Guevara em Cuba, de 1959 aos dias atuais. Mas, sim uma mensagem de PAZ, de LUZ, de ALMA.

Uma só vontade nos uma!” Proclamaram os vencedores de ambos os lados dos brasileiros audazes da Guerra Farroupilha, manifestando a enlevada intenção de pacificação, de energia e de prevalência da unidade. Prosseguindo, exclamam com determinação e admoestação: “Maldição eterna a quem ousar recordar-se das nossas dissensões passadas.” A aspereza do xingamento serve de carranca para afugentar quem tentar romper a reconciliação. Demonstra o espírito que pairava sobre o abraço-compromisso do Estado com aqueles que ensarilharam as armas em nome de um Brasil Maior. E, conclui com apelo aos corações dos envolvidos, tendo à frente o Duque de Caxias: “União e tranqüilidade sejam de ora em diante nossa divisa”.Perdão e esquecimento prevaleceram. Este trecho da Paz de Poncho Verde está perpetuado no bronze e exposto no saguão do Clube Militar, na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro.

“Uma só vontade nos una! Maldição eterna a quem ousar recordar-se das nossas dissensões passadas. União e tranqüilidade sejam de ora em diante nossa divisa”. 01/03/1845 – 01/03/1945

O ensinamento, cinzelado ao longo da História e das tradições brasileiras, tem dado rumo às nossas Forças Armadas no trato da anistia concedida aos que se envolveram nos embates no pós 1964, no auge da bipolaridade, democracia, liberdade de ir e vir, pluralismo partidário, economia de mercado versus o comunismo, exportado pela Rússia, do partido único, da economia de estado,... e do Muro de Berlin, que sintetiza e representa a falta de liberdade de você ir para onde desejar.

Mas, enfim, assim pensavam os seus adeptos, e lutaram por seus ideais com armas e técnicas de combate, instruídos pelos manuais vermelhos de como fazer sabotagem, seqüestrar autoridades e aviões, aterrorizar para obter apoio, explodir aeroportos, etc, para que as posturas políticas e econômicas vividas pela Rússia fossem implantas no Brasil. Não conseguiram. Perderam. Foram anistiados, expiados pelo Estado, como os seus defensores pediram e foram atendidos, para que a anistia fosse ampla, geral e irrestrita; isto é, atingisse a todos os envolvidos, por quaisquer atos de atrocidades que tenham cometido, reincidentes ou não, sem limites, por prática criminosa com vestimenta política. Tudo perdoado a partir da lei e aperfeiçoamentos. Assassinato, seqüestro, tortura, roubo, assalto, formação de quadrilha. Quem delinqüiu, julgado ou não, condenado ou não, preso ou não, fugitivo ou não, foi PERDOADO. Ora, se o Estado concede anistia a quem praticou toda sorte de crime, não cabe punir quem deteve o criminoso, por mais que a ele se tenha igualado no nível de barbárie. Qual a diferença, ministros do governo Lula, entre um guerrilheiro comunista matar a coronhadas o tenente da PMSP, e um agente do Estado matar a coronhadas o guerrilheiro comunista? Pelo jeito, o terrorista deve ser anistiado e até indenizado. No sofrimento não há diferença. Nem na dor, no quadro de horror do crânio esfacelado, no sangue jorrando, nas famílias amarguradas.

Por sua vez o guerrilheiro adentrou nesse cenário de luta por opção, mas o agente em cumprimento do dever, por obrigação. Se não o fizesse, seria um desertor como Lamarca, traidor de um juramento. Alguns deles, guerrilheiros, terroristas, são impedidos de entrar nos Estados Unidos por conta do seqüestro do seu Embaixador. Nem a anistia brasileira os isentou do crime, anotado em alguma ficha sem prescrição. Na Ilha Grande do Caribe, modelo Fidel dos amigos Lula-Chávez-Morales, não há necessidade de anistia. Dos que lhe fizeram oposição em armas, vivos não estão.

Cabia ao governo do presidente Lula, interpretado por seu ministro da Justiça, Tarso Genro, refutar o pretendido pela Justiça italiana até para não reabrir chagas mal cicatrizadas, se fossem bons os seus propósitos, e cuja manifestação encontrou eco no assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que apoiou a decisão do governo de analisar pedido de abertura de inquérito sobre os militares brasileiros acusados de participar da Operação Condor. Recebeu reforço do ministro especial da Secretaria dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que defendeu a anulação da Lei de Anistia. O recado vem de Lula, como no lançamento do livro "Direito à Memória e à Verdade", onde esteve presente, e encampa, agora, a palavra dos seus ministros.

Desta maneira, como acreditar no presidente que segundo as palavras do ex-Cmt do EB, Gen Albuquerque, em palestra no Clube Militar, disse que Lula, no seu primeiro encontro, abordou que era importante um esquecimento do passado de desencontros. O general acreditou; deu essa impressão.

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, lembra que os crimes dos quais são acusados os brasileiros, já prescreveram.

Tudo indica uma preparação. Que os 18 do Forte nos inspirem numa razão de progressão geométrica.

Ação e reação desiguais

*Ernesto Caruso, 01/05/2010

Das leis da Física, na interação de dois corpos, "Toda ação provoca uma reação de igual intensidade e em sentido contrário" (I. Newton). Na Psicologia, estímulo, organismo e reação/resposta geram variados resultados.

Tais práticas estão presentes no dia-a-dia da natureza humana, mas em combate, ações de guerra e policiais, ainda que sob o manto das leis, se aguçam, e às vezes extrapolam o racional. Por mais cristão que seja, o ensinamento bíblico de dar outra face perante a bofetada, não funciona. Prevalece a emoção que o medo de morrer, a raiva de ver o parceiro ferido, agonizando ou morto, a vontade de vencer, e o juramento de cumprir o seu dever, gera, em consequência, excessos das partes em contenda — reprováveis —, mas que por justiça, merecessem críticas e reprimendas de mesmo nível.

O julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 153, que contesta a Lei 6.683/79, da Anistia, pelo STF, ajuizada pela OAB, embora mandada arquivar por 7 votos a 2, o que demonstra a inoportuna ação, passados 30 anos, bem como, a desconsideração da direção da OAB de hoje com a de 1979 (no dizer do ministro Eros Grau que a ação proposta “feria acordo histórico que permeou a luta por uma anistia ampla, geral e irrestrita”), de um modo geral, suscitou análises de alguns ministros com a emoção dos litigantes nas ações da guerrilha urbana e rural, e não na Corte Suprema, com carpete, ar condicionado, pompa e intervalo para o lanche, por certo, com o relevo que merece.

O ministro Ayres Britto, voto vencido juntamente com o do ministro Ricardo Lewandowski, argumentou: - “Um torturador não comete crime político. Um torturador é um monstro, é um desnaturado, é um tarado. Um torturador é aquele que experimenta o mais intenso dos prazeres diante do mais intenso sofrimento alheio perpetrado por ele. É uma espécie de cascavel de ferocidade tal que morde ao som do próprio chocalho. Não se pode ter condescendência com torturador. A humanidade tem o dever de odiar seus ofensores porque o perdão coletivo é a falta de memória e de vergonha, com viés masoquístico à reincidência”.

A anistia não foi um perdão coletivo?
Tão monstro, desnaturado, tarado, que se o dissesse relativamente aos terroristas que colocaram bombas no Aeroporto de Guararapes e ao carro-bomba que explodiu no QG do II Exercito em São Paulo, estaria pleno de razão. O tenente Alberto Mendes da PMSP, preso por Lamarca teve o crânio esfacelado por coronhadas. Se a esses lhes concedem anistia porque não àqueles. Ação e reação de mesma natureza, crime político em idêntico grau. Se um tem a visão de que é preciso barbarizar para impor a sua vontade, pode levar o outro a querer evitar novos atos terroristas, obtendo por meios, também ilícitos, as informações necessárias para neutralizar as quadrilhas e evitar novos atentados.

O resto é vingança própria dos inconformados.

Palavras como estupro e pedofilia também foram citadas. Tortura, condenada por todos, natural que o fizessem. Terrorismo um ou outro abordou.
Independentemente da abrangência da lei, enquadrando ou não os agentes do Estado, nos votos com destaque aos militares, pretender atribuir crime político somente a guerrilheiros e terroristas não tem a pureza da imparcialidade e nega sobremaneira a existência do outro contendor, militar ou policial, que também se excede, erra, e mais, está cumprido as suas obrigações como servidor.

Além do que, os terroristas nas ações impensadas, covardes, mataram inocentes o cidadão comum que não estavam empunhando armas e muito menos combatendo. Esses tarados merecem o perdão, os agentes tarados, não, por excessos cometidos. Ora, por quê?

Os supremos juízes fizeram um julgamento técnico, externando uma posição contrária à Revolução de 31 de Março de 1964, resultante da crise gerada pelo governo de então por suas ameaças aos direitos constitucionais e de compactuar com o estabelecimento de uma ditadura sindicalista de cunho marxista e da forte reação da sociedade civil, como costumam chamar, inegável e fartamente registrada nos jornais e seus editoriais.

Ficou no ar a digressão feita pelo ministro Eros Grau de que a anistia brasileira foi bilateral e só poderia ser modificada pelo Congresso Nacional e não pelo Supremo.

Dois comentários posteriores podem ser destacados.

O da candidata Dilma Roussef: "Eu não sou a favor de revanchismo de nenhuma forma. Do ponto de vista da decisão do Supremo, decidiu, decidido está." O do secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que considerou lamentável a decisão do Supremo Tribunal Federal, concluindo que "o país tem que aprender a punir a tortura". Ambos, ela então Chefe da Casa Civil, desencadearam o Plano Nacional de Direitos Humanos 3, que está no Congresso e trata dessa matéria.

Por questão de justiça, não se pode esquecer do terrorismo quando se condena a tortura, sob pena de descumprir o Inciso XLIII do Art. 5º da CF: - “a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;”.

Por equidade, falta é indenizar as vítimas do terrorismo e diante do resultado arrasador, espera-se que cessem a perseguição e acusações infundadas ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi escolhido para representar a vingança dos derrotados.

 

 


Respeito à concepção do Estado

Ernesto Caruso, 23/01/2008


O Estado, que não é um condomínio edilício, pressupõe salvaguardas de maior intensidade, protetoras quanto à sua indissolubilidade ou alteração territorial, do que as Convenções próprias dos condomínios, mutáveis por vontade das Assembléias Gerais, mas com exigências mínimas de 2/3 dos seus integrantes e até unanimidade para aprovar alienação ou gravame sobre parte ou totalidade da propriedade.

A concepção do Estado é o resultado da conjunção de corpo e alma do homem-natureza com a terra, criando raízes tão profundas que mesmo afastado do local onde nasceu, o velho forasteiro, errante, a procura de outros recursos em plagas distantes não esquece a sua origem. É um nativo, cujos pais migraram ao longo do tempo, por necessidade, por obrigação, por imposição. A vida criando mandamentos. Todos nós somos nativos de algum lugar na terra, no universo, submetidos às mesmas forças, ora da própria vontade, em cumprimento do dever, por pressão incontida.

Cada pedaço de chão gera identidades, caracteres comuns de linguagem, costumes, crenças, regras de convívio, que se aperfeiçoaram na abscissa do tempo, se absorveram reciprocamente, se fundiram, se misturaram ou combinaram conforme os elementos em presença, mais ou menos miscíveis, radicalizações e afinidades. Assim, não é mais brasileiro quem nasceu há quinhentos anos, se vivo fosse, com direitos e obrigações, ou quem está nascendo hoje do monte Caburaí/Oiapoque ao Chuí ou da serra do Divisor à ponta Seixas, Berço Esplêndido de veneração.

Nem sempre foi assim, mas há muito tempo é assim, por desbravamento, posse, miscigenação, sincretismo, tratados, arbitramento, lutas internas e externas, expulsão de invasores, legados e hereditariedade, amalgamando vontades e desenhando e concebendo um Estado.

A Constituição é uma certidão que define este Estado chamado Brasil. Veio depois da concepção e não tem a sua grandiosidade, por melhor que se tente escrevê-la, descrevê-la e decantá-la. De somenos as grafias mutáveis do peagá (ph) ao efe (f) dos nomes de quem as subscreveram, sem pretender desqualificar, mas para exaltar o liame intenso entre o homem-natureza e a terra já definida.

Os escritos ou mal escritos, por emoção do momento, mas sem o fundamento da razão, e até má intenção ou traição, não podem ameaçar a coesão, a unidade, nem macular quem lutou e morreu por ela e nô-la transmitiu por herança, que por necessária pertence aos sucessores das etnias que a geraram.

Há que se preservar este princípio, reprimindo qualquer tipo de ruptura, baseado em texto mal escrito a suscitar interpretação favorável à fragmentação do território dos nossos sucessores. Há de prevalecer a tradição, a definição histórica sobre qualquer ação rasteira como a do felino que mansamente progride sem fazer ruído para dar o mortífero bote.

Não. Não podemos assistir ao sangramento da Nação como se estivéssemos sentados assistindo a um filme do mundo animal, com as mentes propositadamente distraídas, entorpecidas pelo BBB, aquecimento global, escândalos do governo Lula, estórias de lobos, lambões, fanfarronices do governo Chávez nas escaramuças de fronteira com o país vizinho, a Colômbia, e seu apoio às FARC e a Evo Morales na corda bamba, também amparado por Lula, que vai à Bolívia, não só para oferecer mais recursos da Petrobrás, mas para dar um recado aos aguerridos opositores do cocalero.

Hodiernos estão rasgando as Constituições, desrespeitando as concepções, a História e as nossas tradições, forjadas, sedimentadas, demarcadas do descobrimento ao século XX, de Cabral, bandeirantes, Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Felipe Camarão, do mártir Tiradentes, ao Barão do Rio Branco, seringueiros, Plácido de Castro, Marechal Rondon, do Tratado de Tordesilhas ao de Petrópolis, das valorosas e destemidas ações do Duque de Caxias, Almirante Tamandaré, Marcílio Dias, do Correio Aéreo Nacional, vencendo distâncias e turbulências sob a liderança do Brigadeiro Eduardo Gomes e do Brigadeiro Nelson Lavenère-Wanderley, dos bravos Pelotões de Fronteira, das Colônias Militares, da Flotilha do Amazonas, presença da Pátria e assistência em todos os rincões. Soldados, marinheiros, aviadores. Civis fardados e fardados civis.

Marechal Mascarenhas de Moraes e Marechal Castelo Branco serão lembrados sempre.
Liberdade. Democracia. Soberania nacional. Estado indivisível.
Agir enquanto é tempo.

 

Marechal José Pessoa e Brasília

"...sem ele, talvez o processo tivesse sido cortado e postergado a um outro momento..."
*Cláudio Queiroz
Enviado por Ernesto Caruso, 21/04/2010

A construção de Brasília é a consolidação do desbravamento dos Bandeirantes, da exitosa ocupação militar da fronteira e da marcha para o oeste, a coincidir o centro do poder ao centro geográfico do território brasileiro.

Concretização do pensamento estratégico do passado focado nas questões de defesa, que afastando a sede de governo do litoral, o preservava das ações já vividas por ocasião das invasões estrangeiras, bem como nas necessidades de crescimento e desenvolvimento do interior em busca de maior equilíbrio regional e ocupação dos vazios demográficos. Uma lição para a ocupação da Amazônia.

Passados cinquenta anos da sua inauguração, comemorações à parte e exaltação à vontade férrea do seu construtor, presidente da República, Juscelino Kubitschek, dos seus arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, não se pode olvidar a participação de alguns militares desde a inserção do registro constitucional de 1891, no seu Art. 3º, (Fica pertencendo à União, no planalto central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada para nela estabelecer-se a futura Capital federal.), emenda apresentada pelo engenheiro militar Lauro Sodré, a nomeação pelo Marechal Floriano Peixoto da comissão presidida por Luiz Cruls que a demarcou, a criação da Comissão de Localização da Nova Capital Federal por Getúlio Vargas, presidida pelo Gen Agnaldo Caiado de Castro, que posteriormente é substituído pelo Marechal José Pessoa, já sob a presidência da República de Café Filho.

Como registra a História, José Pessoa e seu ajudante de ordens, Cap Ernesto Silva, reconheceram a área, resultando desse trabalho, rico e minucioso estudo, com sugestão de nome e esboço com as formas que lá estão edificadas no concreto, nas vias e nas superquadras, apresentado de forma pormenorizada na reportagem do jornalista Alexandre Garcia, como se pode comprovar em: http://www.youtube.com/watch?v=DVWfZdLuUqk&eurl=http://www.eltheatro.com/destaque16.htm

As minúcias engrandecem a obra, e o destacam como “precursor do planejamento de Brasília”, inspirador do projeto vencedor, posto em prática, e esquecido como genial autor. Suficiente comparar e comprovar.

O abastecimento das águas advindas do Rio S. Bartolomeu, rede de esgoto, da energia gerada a partir do Rio Corumbá, loteamento, quadras, “tesourinhas”, orçamentos, o “eixão” e o lago, hoje Paranoá, requinte de beleza, aprimoramento da natureza, moldura de mansões, cenário de pinturas e fotos, presença humana, praia, banho de sol, lanchas, jet ski, em uma cidade, que será (?), não lhe devota um monumento, uma placa, um nome.

O marechal José Pessoa é uma das pessoas que, sem ele, talvez o processo tivesse sido cortado e postergado a um outro momento, porque ele desempenhou um período fundamental da implantação da nova capital e da perspectiva da realização efetiva, quero dizer, de tornar real.

   

* Claudio Queiroz. É Professor, Arquiteto atua na Universidade Nacional de Brasília, UNB

Nos telejornais, com assistência fiel e audiência elevada não vi referências ao nome do insigne militar, mas que merece sem dúvida a nossa continência e o respeito da sociedade ao seu trabalho, como cidadão e soldado.

 

 
 


O jornalista Augusto Nunes traça uma comparação entre o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e o presidente Lula, usando frases de ambos sobre o caso dos presos políticos cubanos em greve de fome. FPR

A colisão entre um político sem grandeza e um estadista

*Augusto Nunes

“Traídos pela indiferença ultrajante do Itamaraty, afrontados pela infame hostilidade do presidente da República, presos políticos cubanos e dissidentes em liberdade vigiada endereçaram ao presidente da Costa Rica o mesmo pedido de socorro que Lula rechaçou. Fiel à biografia admirável, Oscar Arias nem esperara pela chegada do apelo (que o colega brasileiro ainda não leu) para colocar-se ao lado das vítimas do arbítrio. Já estava em ação e em ação continua.”

Neste sábado, Arias escreveu sobre o tema no jornal espanhol El País. O confronto entre o falatório de Lula e trechos do artigo permite uma pedagógica comparação entre os dois chefes de governo:

LULA: “Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por fazer uma greve de fome. Vocês sabem que sou contra greve de fome porque já fiz greve de fome”.

ARIAS: “Uma greve de fome de 85 dias não foi suficiente para convencer o governo cubano de que era necessário preservar a vida de uma pessoa, acima de qualquer diferença ideológica. Não foi suficiente para induzir à compaixão um regime que se vangloria da solidariedade que, na prática, só aplica a seus simpatizantes. Nada podemos fazer agora para salvar Orlando Zapata, mas podemos erguer a voz em nome de Guillermo Fariñas Hernández, que há 17 dias está em greve de fome em Santa Clara, reivindicando a libertação de outros presos políticos, especialmente aqueles em precário estado de saúde”.

LULA: “Eu acho que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto para libertar pessoas em nome dos direitos humanos. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade”.

ARIAS: “Seria perigoso se um Estado de Direito se visse obrigado a libertar todos os presos que decidirem deixar de alimentar-se. Mas esses presos cubanos não são como os outros, nem há em Cuba um Estado de Direito. São presos políticos ou de consciência, que não cometeram nenhum delito além de opor-se a um regime”.

LULA: “Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos”.

ARIAS: “Não existem presos políticos nas democracias. Em nenhum país verdadeiramente livre alguém vai para a prisão por pensar de modo diferente. Cuba pode fazer todos os esforços retóricos para vender a ideia de que é uma “democracia especial”. Cada preso político nega essa afirmação. Cada preso político é uma prova irrefutável de autoritarismo. Todos foram julgados por um sistema de independência questionável e sofreram punições excessivas sem terem causado danos a qualquer pessoa”.

LULA: “Cada país tem o direito de decidir o que é melhor para ele”.

ARIAS: “Sempre lutei para que Cuba faça a transição para a democracia. (…) O governo de Raúl Castro tem outra oportunidade para mostrar que pode aprender a respeitar os direitos humanos, sobretudo os direitos dos opositores. Se o governo cubano libertasse os presos políticos, teria mais autoridade para reclamar respeito a seu sistema político e à sua forma de fazer as coisas”.

LULA: “Não vou dar palpites nos assuntos de outros países, principalmente um país amigo”.

ARIAS: “Estou consciente de que, ao fazer estas afirmações, eu me exponho a todo tipo de acusação. O regime cubano me acusará de imiscuir-me em assuntos internos, de violar sua soberania e, quase com certeza, de ser um lacaio do império. Sem dúvida, sou um lacaio do império: do império da razão, da compaixão e da liberdade. Não me calo quando os direitos humanos são desrespeitados. Não posso calar-me se a simples existência de um regime como o de Cuba é uma afronta à democracia. Não me calo quando seres humanos estão com a vida em jogo só por terem contestado uma causa ideológica que prescreveu há anos. Vivi o suficiente para saber que não há nada pior que ter medo de dizer a verdade”.

Oscar Arias é um chefe de Estado. Lula é chefe de uma seita com cara de bando. Arias é um pensador, conhece a História e tenta moldar um futuro mais luminoso. Lula nunca leu um livro, não sabe o que aconteceu e só pensa na próxima eleição. Arias é justo e generoso. Lula é mesquinho e oportunista. Arias se guia por princípios e valores. Lula menospreza irrelevâncias como direitos humanos, liberdade ou democracia.

O artigo do presidente da Costa Rica, um homem digno, honra o Nobel da Paz que recebeu. A discurseira do presidente brasileiro, um falastrão sem compromisso com valores morais, tornou-o tão candidato ao prêmio quanto Fidel, Chávez ou Ahmadinejad. A colisão frontal entre o que Lula disse e o que Arias escreveu escancarou a distância abissal que separa um político sem grandeza de um estadista.

Nota da Redação:*Augusto Nunes, jornalista é colunista de VEJA e foi diretor dos seguintes veículos de comunicação: Jornal do Brasil O Estado de S.Paulo, o jornal Zero Hora Rio Grande do Sul e da revista Época.

 

Bravo novo mundo
Milton Larentis*

“A idéia de ser corajosos está meio fora de moda. A nossa postura oficial de brasileiros é de acatar tudo. Ficar quieto. Não reagir. Sermos extremamente obedientes. A quem?”

Ao governo, qualquer governo. Seja ele municipal, estadual ou federal. Nossa divisa, como brasileiros quietos e submissos, devia ser: tem governo? Sou a favor. Apesar de alguns se declararem mais para um lado do que para o outro, no DNA, na nossa herança genética, está contido um gene de aceitação ao que o governo diz, faz ou inventa. Nossa submissão é tão grande que a mais tímida idéia de “revolta” é imediatamente reprimida. Pois, apesar de alguns criticarem estrategicamente apenas alguns governos, nós nos submetemos quietinhos à fúria arrecadadora. O imposto, a tributação – neste país – é uma espécie de dogma inquestionável. Somos capazes de questionar até a existência ou não de Deus, mas quando chega na questão dos inúmeros impostos, nós nos calamos e aceitamos como gado indo para o matadouro.

Digam o que quiserem, pensem o que melhor acalmar suas consciências: mas não discutam o “roubo” diário a que todos são submetidos. Alguns, vítimas de um breve e inocente vislumbre racional, querem justificar a coisa toda com a explicação: “mas se ainda eles fossem bem aplicados”.

Contudo, o caso não é este. O caso é muito, muito mais grave. Só não é um caso de polícia, porque a policia também vive dos impostos. Então, temos em mãos um caso de “brasilidade”. Acostumados a uma “elite” que vive dos impostos e com eles se propaga, o povo acha tudo normal. Se alguém lhes diz que trabalhamos quase quatro meses só para pagar impostos, que nossa vida é cercada de impostos criados sem uma mínima noção da tão alardeada cidadania e do destino nefasto que toda esta dinharama tem, o povo respira fundo, abana a cabeça e segue em frente – resignado. Mas, até quando? Até quando ficará nesta postura que lembra mais um rato acuado do que um nobre leão. Talvez seja por isso que o leão é símbolo do imposto, enquanto que o símbolo do povo é uma imagem distorcida de alegria carnavalesca.

Submissos, quietos, passivos. O “outro lado” nos acua, nos cobra, exige de nós documentos, burocracias, respeito e – por que não? – reconhecimento. Em alguns casos, exige que os aceitemos com aplausos e não vaias. Com percentagens de aprovação e não críticas. E nós continuamos quietos e conformados. Mas sempre bons pagadores. Eles criam o tributo, o valor, a percentagem, o dia, o desconto, o motivo. Eles controlam todo o processo criminal – do assassinato até a investigação. Cabe a nós, a vítima, representarmos bem o nosso papel.

Nada de dinheiro em circulação. Nada de produção interna. Nada de mercado livre e em crescimento. Nada de comércio em expansão. Nada de capitalismo – isto tudo é quase pecaminoso, dizem eles. Eles e nós. Quem são eles? Você sabe? Você vota neles? Você não sabe? Mas você os obedece. Sobra para o brasileiro a única e patriótica ação: a covardia. E, onde todos são covardes, o herói parece pretensioso, orgulhoso, sem humildade. O herói se torna um bode expiatório. “Eliminem este arrogante!”. Onde todos são covardes, não há covardia. Ela passa despercebida. O Rambo nos parece ridículo. Preferimos o casal Nardoni.

* Milton Larentis e professor universitário e filósofo

 


Respeito à História, à Memória, à Vida e à
Morte de Heróis

"Sei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros servirá de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria". Ten.E.B. Antonio João Ribeiro

Ernesto Caruso, 31/03/2010
Cel. ref do EB

O Paraguai é uma nação amiga. As suas Forças Armadas mantêm nos nossos estabelecimentos de ensino alunos nos níveis de formação, aperfeiçoamento, de comando e estado-maior, em perfeita integração, além da Missão Militar Brasileira de Instrução no Paraguai, de há muito contribuindo nesse bom relacionamento, sem antagonismos por conta dos antecedentes históricos. Os heróis de ambos são reverenciados nas cerimônias, lá como cá, com a presença de militares que lhes prestam continência. Solano Lopes e Caxias são símbolos para as suas pátrias e se enfrentaram na Guerra da Tríplice Aliança.

A História não se apaga. As guerras de ontem marcaram uma época, mortos e feridos se imolaram, sofreram as vicissitudes dos campos de batalha, vivos voltaram, escreveram as sua epopéias, cólera, granadas e baionetas sangraram corpos, sepultaram combatentes, vitórias e derrotas forjaram heróis contra o invasor expansionista adentrando no Mato Grosso e se lançando até o Rio Grande do Sul.

O sofrimento da Retirada da Laguna, registrada por Taunay, lancetou mais a alma do que o corpo atingido pelos projéteis inimigos.

Quanto sacrifício nos campos de batalha, na logística difícil, nas atividades produtivas, no esforço de guerra das gentes mesmo longe dos combates, alimento escasso, sem medicamentos, rezando por seus patriotas, parentes e amigos.

Há que se refletir hoje, sentindo essa luta de 1864 a 1870, distante dos centros do poder nacional, restritos no litoral.

A natureza humana impõe a preparação para guerra. O mundo de hoje e de sempre não se esconde de ninguém por maior vocação pacifista dos pregadores. Mata-se no presente em nome de Deus como no passado, só que com armas mais aperfeiçoadas.

O sentimento patriótico precisa ser despertado, ensinado. Os Símbolos Nacionais são o esteio dessa formação, mantendo acesa a necessidade de uma estrutura para defesa do território onde nascemos, como foi nos tempos pretéritos, hoje um tanto descuidada. Os troféus de guerra fazem parte da História, demonstram fisicamente o sangue derramado pelos antepassados como lição vista, sentida e admirada, não como menosprezo ao povo que empunhou armas contra o Brasil em qualquer tempo. Um homem faz a guerra. Fez mais uma, e coube aos brasileiros defendê-lo.
Somos e seremos o que fomos como Nação.


 
O canhão El Cristiano da Fortaleza de Humaitá é um símbolo da Guerra da Tríplice Aliança, com toda a força que transmite às novas gerações o valor do soldado brasileiro, dentre outras peças que repousam nos museus e ilustram os compêndios de História.
São propriedades da Nação, enriquecidas por acervos doados por descendentes de ex-combatentes de todos os tempos. Não podem ser dilapidados, descuidados por gente que não tem compromisso com o passado de luta e de glórias.
   

O Paraguai já recebeu com elevada deferência a devolução de objetos pessoais de Solano Lopes, numa demonstração de boa vontade, amizade e respeito. Mas, que tal fato não se estenda aos demais troféus e nem signifique um arrependimento, a confissão de um erro ou o pedido de perdão pelas ações de guerra em defesa do território invadido, afrontado e de desgraças sofridas por quem estava pacificamente guardando e produzindo nas fronteiras em 1864 e não nos palácios de Brasília em 2010.

29 de dezembro de 1864. Colônia Militar de Dourados. Mato Grosso. Tenente Antonio João Ribeiro do Exército Brasileiro — hoje Patrono do Quadro Auxiliar de Oficiais — no comando de uma guarnição isolada com um punhado de bravos, incluindo quatro civis e uma mulher, não se rendeu diante da força inimiga. Tombaram sob os tiros de mais de 200 bocas de fogo. Deixou uma lição que se deve guardar no peito, escrita na simplicidade das letras e na grandeza do sentimento:

"Sei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros servirá de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria".

Assim, antes de se efetivar a devolução do canhão, há que se ouvir a Associação de Ex-Combatentes do Brasil, com representação nacional, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro que nasceu em 1838, o Instituto de Geografia de História Militar do Brasil, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil, a Liga de Defesa Nacional, ou será mais uma afronta às Forças Armadas que cumpriram e cumprem a missão de defender o país e aos descendentes dos vitimados pela guerra.

 

“NUNCA ANTES...”

VAlte (Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino

“Nunca antes, na história deste país”, tomou-se conhecimento de tantos crimes contra o Erário e o patrimônio comum dos brasileiros, cometidos por agentes públicos, inclusive muito bem situados na hierarquia, nos Três Poderes e nas três esferas administrativas, federal, estadual e municipal, ou nas empresas estatais e nos fundos de pensão. Confiantes na impunidade que costumeiramente tem protegido os poderosos delinqüentes, um dos grandes males nacionais, roubaram ou desviaram, para fins ilícitos, tranqüila, seguida e repetidamente, vultosos recursos aportados ao Estado, pelos cidadãos em geral, na forma de impostos destinados originalmente para a realização do Bem Comum, ou pelos associados, como contribuições para a previdência social de cada grupo específico.

“Nunca antes...” tinha sido o Estado aparelhado por número tão absurdamente grande, medido em dezenas de milhares, de indivíduos sem maiores competência, conhecimento ou talentos apreciáveis para os cargos e funções, altamente gratificados, para os quais foram guindados apenas por critérios de compadrio, parceria politiqueira fisiológica, alinhamento ideológico de esquerda radical ou relacionamento com os “donos” do poder e do Brasil. Os resultados colhidos por esse assalto ao aparato estatal e de governo, além do desestímulo às carreiras normais do Serviço Público, têm sido a ineficiência de gestão, o desperdício de recursos, o aumento de custos, o incentivo à corrupção, o fortalecimento financeiro e operacional da subversão.

“Nunca antes...” mentiu-se tanto, para mascarar a realidade e fazer prosperar a versão falaciosa de que “nunca antes” as coisas foram melhores, e para desarmar e ludibriar os espíritos, a fim de que aceitem mansamente, e como corolário inevitável do “processo histórico”, a planejada, programada e em plena execução comunização do Brasil. Antes, passo a passo, quase sem sentir, mas já agora escancarada e acelerada.

Nunca antes...” a política foi tão aviltada, perdendo toda a sustentação ética e moral que a devia caracterizar, como a arte de buscar a realização do Bem Comum, para transformar-se em mera luta pelo poder, de preferência para usufruto total e para sempre.

“Nunca antes...” foi o processo de deseducação tão intenso e eficaz, para reescrever a História, para transformar a mentira em verdade, o vício em virtude, os heróis em vilões, os vilões em heróis, para tornar medíocre, corromper e perverter o ambiente social, para matar o altruísmo, o patriotismo, os ideais elevados, substituindo tudo pela pesada e espessa ignorância, que se generaliza, pela ambição mesquinha por poder, dinheiro, a qualquer custo e a qualquer preço, inclusive pela traição e a venda da alma. Nem jamais se desdenhou tanto dos sábios, dos retos, dos justos e dos bons!

“Nunca antes...” se procurou tanto justificar o erro, o crime, o desleixo moral, o comportamento reprovável, e os errados, os criminosos, os moralmente comprometidos, os eticamente censuráveis, os seguidores e praticantes do terror “socialista”...

“Nunca antes...” foi tão próxima, real e presente a probabilidade de mudança radical da ordem construída e constituída no Brasil ao longo da nossa História, com a sacrificada contribuição das gerações que nos antecederam. Democracia foi uma opção consciente dos brasileiros, que a elegeram como um dos nossos Objetivos Nacionais Permanentes, mas jamais esteve tão ameaçada e em perigo como nos tempos presentes!

Em todos os lugares em que foi implantado, o regime comunista trouxe consigo miséria, retrocesso, violência, cerceamento das liberdades, estabelecimento de cruéis e sanguinárias ditaduras. Decididamente, os que somos , de fato, brasileiros não queremos, nem aceitamos igual e triste sorte para nosso Brasil!

“Nunca antes...” estiveram tão omissas, ausentes, as elites pensantes e sensatas deste País, que apenas vêm assistindo ao desenrolar dos gravíssimos fatos presentes como se fosse um filme, um programa de televisão, uma peça de teatro, enfim, uma realidade virtual que não lhes diz respeito e nada tem a ver com o futuro e a sobrevivência do Brasil. Justo, altaneiro, senhor dos seus destinos, “livre terra de livres irmãos”, em paz e com oportunidades para todos, baseadas no mérito conquistado por esforço, trabalho, estudo, dedicação de cada um. Chega-se a suspeitar da conivência de tantos, certamente atraídos pela tentação dos “trinta dinheiros” dos favores oficiais!

“Nunca antes...” foi a Expressão Psicossocial do Poder Nacional tão ferida e achincalhada, nunca antes foram os comportamentos e anti-valores viciosos, imorais, amorais e aéticos tão difundidos e justificados, estimulados que têm sido pelos maus exemplos e incentivos que vêm de cima e disseminados por todos os segmentos sociais e financeiro-econômicos, e em todas as faixas de idade, ao ponto de chegarem a ser considerados “normais, progressistas e despidos de preconceitos” entre nós. Por causa disso, tornou-se consenso, entre as pessoas de bem, que a grande crise nacional, que precisa ser enfrentada sem tardança e sem medo, é de natureza ética e moral. Chega-se a temer, com toda a razão, pela derrocada do edifício da nacionalidade, exatamente pelo inaceitável comprometimento mortal do seu alicerce básico!

Que os adormecidos despertem, que os desertores sejam tocados pela reta consciência, que os fracos aprendam a ser fortes, que os bons possam ver suas ações e exemplos entendidos e multiplicados, e que todos, unidos, cerremos fileiras em torno do Brasil! Oremos, trabalhemos e confiemos em que Deus virá em nosso auxílio, e a Pátria será salva do mal e da tragédia que tão dolorosamente a ameaçam!

Alguns sinais de reação, de melhora da situação, ainda que fracos por ora, se percebem no horizonte, apesar de tudo. É preciso, contudo, buscar e encontrar canais eficazes de comunicação, para divulgar a verdade e levá-la a todos os concidadãos, a fim de mobilizar as hostes do Bem.

É muito importante aprimorar os processos de educação, formais e informais, e que a verdadeira História do Brasil volte a ser ensinada nas escolas de todos os níveis e respeitada e difundida pelos meios de comunicação, e não a versão facciosa, inexata, preconceituosa e ideologicamente distorcida que, hoje, tem livre curso entre nós, com a finalidade do domínio das mentes para malévolos propósitos.

O desempenho da economia, que, pela maioria dos observadores e analistas, nacionais e internacionais, costuma ser associado ao sucesso ou ao fracasso governamental, por exemplo, mostra que o mandato presidencial em que Produto Interno Bruto do Brasil-PIB mais cresceu, no período republicano, foi o do General Emílio Médici (1969-1974): 11,90% ao ano.

A média observada para os 29 Presidentes que o Brasil teve de 1889 a 2009 foi de 4,45% ao ano, cabendo aos Presidentes José Sarney (1985-1990) o 16º lugar, com 4,35% ao ano, Fernando Collor (1990-1992) o 28º lugar, com – 1,31% ao ano, Itamar Franco (1992-1994) o12º lugar, com 5,38% ao ano, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) o 26º lugar, com 2,29% ao ano e Lula da Silva (2003-2009) o 21º lugar, com 3,55% ao ano (O GLOBO; edição de 12 de março de 2010).

Que cada coração verdadeiramente brasileiro reflita sobre a extrema gravidade do momento que vivemos e sobre o compromisso e a responsabilidade que tem para com a Pátria, os concidadãos e as instituições nacionais. E da reflexão, passe à ação valente de defender o Bem, a Paz, a Justiça e a Democracia, sempre, com todo o ardor!

Que nos possa servir de inspiração o chamamento que se vê inscrito, em lugar de honra, em todos os navios da Marinha do Brasil:

TUDO PELA PÁTRIA!
.
Rio de Janeiro, RJ, 18 de março de 2010.

 

 

 

Governo ilusório

*Milton Larentis

Aristóteles afirma que os homens por serem iguais em alguns aspectos imaginam que o são em tudo. Bem, estes homens aos quais Aristóteles se refere são homens bastante iludidos. Contudo, fazem desta “ilusão” – se podemos chamar assim – um pretexto para obter vantagens e provocar revoluções. Na base da sua revolta está a obtenção e manutenção de um poder fundado na ilusão. Iludidos dirigindo iludidos. Mas, alguns que não se iludem podem, daí criar uma contra-revolução. Uma maneira de estabelecer uma governabilidade baseada na realidade e não na ilusão. Afinal, criar um governo que retira outro governo com a finalidade de criar apenas uma ilusão significa totalitarismo.

Vejam, o governo que tem sua origem e sustentação na ilusão, apenas governa para sua manutenção, pois sabe que seus fins não existem. Isto é, apesar dos governantes basearem sua revolta na ilusão, eles, por outro lado, são bastante pragmáticos na manutenção contínua do poder. Sabem que não vai dar em nada, mas que devem à ilusão sua vida. Parafraseando Polanyi, os discursos do governo ilusório têm tanto valor prático para o bom governo do povo que neles acredita quanto as velhas fórmulas mágicas; porém nada mais. Mas, o governo ilusório resiste. Se sua base de ascensão foi a ilusão, sua base de manutenção será uma constante propaganda de que a ilusão persiste. A antiga esperança da volta de Nosso Senhor Jesus Cristo ainda no tempo da vida dos apóstolos, acaba por ser substituída por uma “prorrogação”. “Ainda não é agora!” Este hino é cantado, no governo ilusório, não por crentes numa fé verdadeira, mas por entidades que se parecem mais com espíritos do mal. Pois a sua ilusão é bem próxima do caminho do Dissimulador.

Mentir, mentir e mentir. A mentira deve ser injetada na vida cotidiana, na sociedade, nas escolas e nas crianças. A verdade tem que ser protestada em sua essência. Tem que ser “relativizada”. Tem que ser questionada assim como o fez Pilatos, que perguntou: “Que é a verdade?...” e não ficou para ouvir a resposta. Colocada a verdade de escanteio, quem vocês acham que ocupará o seu lugar? Não pensem que será a esperança, a busca intelectual ou a inquietação filosófica. Não quando quem governa é a astúcia e a malícia. Dados adulterados e estatísticas tendenciosas. A possibilidade de se discutir se torna a maior de todas as ilusões. Pois a discussão, no governo ilusório, é a apenas uma confirmação da própria ilusão.

Não se pode afirmar com certeza que a evolução do governo ilusório num Estado de Terror aconteça sempre. Mas é esta a sua natureza. Assim, como nos governos em que prevalecem a realidade e a liberdade, nos governos ilusórios o que prevalece é a mentira. Sob o governo da mentira não há como escapar da violência e da opressão. Pode demorar mais tempo em alguns casos do que em outros, mas o mal-estar das pessoas decentes é o primeiro sinal. Pensa-se porque aquele sujeito que em outras ocasiões estaria pouco ligando para política, agora se vê em pânico e em franca atuação? Porque aquela senhora que nunca, jamais e em tempo algum teria tido um assunto político, agora se posiciona com tremendo entusiasmo sobre a ascensão da injustiça. É o ditado ao contrário: os bons são os primeiros a notar quando o navio está afundando, mas não o abandonam como os ratos costumavam fazer – mesmo porque, os ratos hoje estão no poder.

O profano deixa-se facilmente enganar pela imprensa, dizia Lorenz. E eis que o profano se cala diante da vozinha estereotipada do fazedor de opiniões, assim como emudece de curiosidade vazia diante duma reconfiguração do Grande Irmão. “Todos são culpados: não há inocentes!”; Pretendem alguns. Mas isto não é bem assim. Afinal, está fórmula é sempre usada nos regimes totalitários. Desde Hitler até Stálin – quer dizer, sem sair do lugar – os defensores do governo ilusório sempre culparam o “todos”, a “sociedade” e o “povo em geral”. Sabe-se que nunca foi assim. Os mártires nos provaram o contrário. E agora? Sigamos a recomendação que o apóstolo São Paulo fez a Tito: “Aqueles que crêem em Deus sejam solícitos na prática do bem”.

N.R –*Milton Larentis é professor universitário e filósofo.



BRASIL ATUAL: O QUE FAZER?

VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino

As pessoas boas, honestas e sensatas, comprometidas com o Bem Comum e com o futuro da Pátria, estão tristes e insatisfeitas com os rumos trilhados por nossa sociedade nos anos recentes. A roubalheira contra o patrimônio comum da Nação, a falta de pudor e de responsabilidade demonstrada a cada passo pelos detentores do poder e condutores do processo nacional agridem as boas e retas consciências, numa avalanche de atos indignos que parece não ter fim.

Para agravar o quadro, vemos o governo federal, nos anos finais do seu mandato, retirar finalmente a máscara da face e assumir, com toda a desenvoltura e com a maior tranquilidade, sem qualquer escrúpulo ou temor, sua vocação liberticida, de cunho radical esquerdista de talhe staliniano, que estava na gênese do PT, mas que este tão bem camuflou para poder chegar ao governo, etapa intermediária e necessária na corrida pelo aparelhamento do Estado e tomada total do poder. Jamais (“nunca antes neste país”) se viu a parábola evangélica dos lobos em pele de cordeiro tão bem exemplificada, como no caso lastimável da política nacional atual!

Diante dos perigos para a manutenção da ordem democrática entre nós, representados pelo preocupante quadro vigente, ainda mais agravado pela abulia da maioria da população e de suas elites pensantes, quando não pelos insensatos e suicidas aplauso e apoio de um porcentual assustadoramente alto de brasileiros à obra de destruição em curso, a pergunta que se impõe é: O QUE FAZER?

A realidade mostra que não se teria a quem ou a que apelar. Executivo e Legislativo, em seus diferentes níveis, federal, estadual e municipal, exibem iguais sintomas de degradação, seja pela corrupção, que se faz generalizada, seja pela alastrante contaminação perversa pela ideologia radical esquerdista, dedicada à destruição da liberdade e de tudo de bom que nos tem caracterizado historicamente como Nação temente a Deus e de convívio social amistoso, fraterno e harmonioso entre os representantes de todas as etnias, níveis econômicos, origens e religiões. Ao ponto de o Brasil ter sido sempre apresentado, até passado não-distante, como exemplo para o mundo da nova civilização desejada, para o estabelecimento da paz e da concórdia entre os seres humanos.

Ao contrário, a malfadada e retrógrada ideologia comunista, ora imperante entre nós, tem como orientação basilar a “luta de classes”, daí por que suscita, apóia, favorece e promove toda sorte de divisões, enfrentamentos, conflitos e lutas entre os segmentos sociais, coerente com sua inspiração visceral no ódio.

O Judiciário, promessa e ação de equilíbrio no seio da sociedade dos homens, garantia de que “todos são iguais perante a lei” em tantas partes do mundo, tem também sua ação prejudicada no País, seja pela lerdeza no julgamento de fatos e feitos, seja pela corrupção que também tem envolvido muitos de seus servidores conspícuos, desembargadores e juízes entre eles, em variados rincões do território nacional, seja pela politização partidária de muitas de suas decisões, inclusive nos mais altos tribunais da República, pela escolha também e apenas por critérios políticos no provimento dos cargos de magistrados de mais alto nível, crescente nos anos recentes.

As Forças Armadas, como instituição, ao contrário do seu papel, histórico também, de Poder Moderador na República, de defensoras ostensivas do Bem Comum e indutoras, com sua ação de vigilante presença, da moralidade e da ética no trato dos recursos e da coisa públicos, por parte dos políticos, e de defesa intransigente da ordem democrática contra todas e quaisquer ameaças, estão estranhamente contidas, imobilizadas e mudas desde 1990. Limitam-se a tudo assistir, até mesmo quando diretamente desafiadas na sua honra e na integridade de sua capacidade bélica de defesa do Brasil, pelas agressões revanchistas que só se acentuaram nos últimos quinze anos, pela redução proposital e programada, no mesmo período, da sua capacidade combatente por restrições orçamentárias de toda ordem e pelo aviltamento salarial do seu pessoal, em face dos segmentos privilegiados da “nomenklatura” governamental, o que vem repercutindo gravemente no moral dos guerreiros da Pátria.

O que podemos, então, fazer, nós, as pessoas de bem, cidadãos comuns, sem qualquer força, mas patriotas apaixonados pelo Brasil, ao qual dedicamos nossos talentos e nossas vidas, preocupados com o bem-estar do nosso povo e com sua elevação física, ética, moral e espiritual, com a afirmação de grandeza da Terra de Santa Cruz, predestinada a ser a Pátria da abundância, da Paz, da Justiça e do Bem?

Primeiro, manter-nos firmemente fiéis aos nossos valores, crenças e convicções e dar testemunho diuturno, mais por atos e ações, mas também pelas palavras escrita e falada, de que estamos “combatendo o bom combate”, sem esmorecimento, por mais desalentadora que seja a situação atual. Com essa ação de presença ativa, poderemos influenciar atitudes semelhantes por parte dos concidadãos adormecidos, nos nossos círculos de relações, de trabalho, de lazer, de outros interesses comuns; no nosso prédio, na nossa rua, no nosso bairro, no nosso estado, no País... É como se um trabalho de evangelização cívica, iniciado por nossa própria conversão!

Em tudo e por tudo, é preciso ter Deus conosco. Aprender a lição magistral do desapego aos bens terrenos, passageiros, e ao hedonismo. A tentação de ter mais, para usufruir do mundanismo a qualquer preço e a qualquer custo, tem sido a perdição de tantos áulicos da obra diabólica de destruição em curso. Atraídos pelos planejadores da derrocada do Brasil e suas promessas de suborno por ganho fácil, abandonaram suas fileiras e seus companheiros e se fizeram traidores de suas crenças e de seus valores corretos e originais, apenas seduzidos pelos “trinta dinheiros” das burras oficiais escancaradas para quem se quiser apresentar como integrante ou auxiliar do programa de infelicitação do Brasil, no caminho desgraçado do domínio comunista.

Temos, apesar dos maus tempos que vivemos, de acreditar na primazia do Bem e da Virtude sobre o mal e o vício. Enfim, lutando pelas nossas idéias, nossos corações devem sempre abrigar a Esperança, apesar de tudo e de todos.

Deus não permitirá a destruição do Brasil. Os mentirosos, os farsantes, os pervertidos e os maus passarão. O Bem, a Paz e a Justiça haverão de prevalecer ao fim, conforme Sua promessa de Salvação. Mas, como tanto sabemos, teremos de ser auxiliares da Obra Divina, fazendo nossa parte de combatentes sérios e dedicados ao Brasil. Para isso, teremos de praticar o que pregamos, ser melhores a cada dia, para alimentar o facho de esperança que ilumine e arraste outros brasileiros de bem, até que as sombras do mal, hoje tão escancaradas e atuantes, sejam definitivamente erradicadas de nossa Terra Amada!

Os artífices do mal, infiltrados e momentaneamente dominantes entre nós, manipulam, com rara maestria os instrumentos da perdição, tentando comprar e corromper a tudo e a todos, para atingir seus malévolos desígnios. Assim aprenderam com seus mestres malditos! Mas sua ação deletéria, mercê de Deus, será contida!

Que nossa convicção profunda nos mantenha firmes em nossas posições, pois lutamos pelo Bem e pela Justiça, pelo Brasil e o seu futuro, inspirados pela graça de Deus, pelo amor à Pátria, ao povo e às instituições democráticas e pelos Grandes Heróis de Nossa História, que nos apontam o caminho e legaram o exemplo de jamais fraquejar no duro combate pela glória do Brasil!

“Ninguém pode servir a dois senhores. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24).

Rio de Janeiro, RJ, 25 de fevereiro de 2010.

 

A Lei de Anistia e a ajuda humanitária ao Haiti

Antonio Celente Videira
Cel. Int. R1 Aer.

O lamentável terremoto ocorrido no Haiti, com milhares de óbitos, talvez seja uma resposta a quem ainda nutre ódio e clama por divisões de classes aqui no Brasil.

Quando percebemos que criaturas com instintos de abutre e hiena, na calada da noite, alterarem o 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos, após um acordo tácito, e induzirem o Excelentíssimo Sr. Presidente da República dar sua chancela, com o único objetivo de “caça às bruxas”, realmente constatamos que ainda há brasileiros (se é que podemos chamá-los assim) encastelados no Governo com o propósito de vingança.

Argumentos de que o passado deve ficar a descoberto, com visibilidade à posteridade, é pífio. A história é montada em cima de fragmentos de escritos e documentos oficiais, postados em obras literárias, cujo conteúdo, de acordo com seus autores, serve de base ao entendimento do passado. O próprio Arquivo Nacional reúne matérias que documentam e identificam fatos remotos. Afora isso, a técnica pedagógica Gramista, adotada nas Escolas de 1° e 2° graus, covardemente ministrada em sala de aula e grafada em livro escolar, através do ensino da História, já é o suficiente para deturpar os feitos dos nossos vultos e patronos.

O olhar enviesado dos autores dessas artimanhas comprava que estão na contramão dos acontecimentos. É enxergar o Brasil pelo retrovisor. Rever intercorrência do nosso Exército Brasileiro, não considerando atitudes violentas, praticadas por outrem alheio à ordem vigente na época, como por exemplo, assalto a banco, assassinatos, seqüestros, atos terroristas, enfim, é legislar em causa própria. Querer anular a lei da anistia que lhes proporcionou e garantiu ocuparem postos chaves no Governo, é trair acordos legais, anteriormente estabelecidos por situação e oposição. Em suma, é enganar o Chefe maior da Nação, por falta do assessoramento leal, criando uma crise política. Em qualquer empresa ou organização militar, até onde entendemos por ordem e hierarquia, a Direção determinaria a imediata apuração dos fatos, através de uma auditoria, mesmo que o suspeito fosse um “subordinado amigo”, para não dizer um “conhecido companheiro”.

Mas a fatalidade do destino, com o trágico terremoto do Haiti, realça a tradicional atuação das Forças Armadas, somado ainda a um de seus maiores índices de aceitação, junto à Sociedade Brasileira.

O aprestamento da tropa, a disponibilidade dos meios aéreos, a eficiente logística de gêneros e remédio, a capacidade de organização, o profissionalismo militar são respostas aos “rufões raivosos”.

Olhar o movimento de militares, ouvir depoimentos de oficiais e graduados sobre suas iniciativas no Haiti, perceber posturas sensatas diante da tragédia é mostrar o grau de grandeza de uma Instituição, as Forças Armadas, que só orgulho dá ao povo.

O sofrimento de pais, mães, esposas e parentes dos heróis, que morreram nos escombros, narrando suas dores pela ausência de seus entes queridos, no cumprimento do dever, indicam a singeleza das fileiras militares. A ação desprendida do Sargento Marco Antonio, no resgate da enfermeira haitiana, mostrada quase em rede nacional, consagram a generosidade da nossa gente projetada naquela ilha-nação.

A atuação das Forças Armadas no Haiti, magistralmente apresentada na tela da televisão, é o cotidiano das suas tarefas anônimas. O Projeto Rondon, a Ação Cívico Social (ACiSo), o apoio de saúde nas Operações Ribeirinhas, através dos navios de assistência hospitalar (NASH), as Missões de Misericórdia, o fornecimento de água às populações do Polígono da Seca, a presença social dos Pelotões de Fronteira, a abertura e manutenção de estradas pelos Batalhões de Engenharia vêm a ser iniciativas herméticas, mas que causam lastros de gratidão a quem é atendido, forjando imagem positiva do Soldado Brasileiro, que jamais será maculada por aventureiros de reminiscências exóticas.

Vislumbrar a Cavalaria Templária, passando pela Ordem de Cristo, é entender o Exército Brasileiro.

Ter o olhar para as intangíveis instalações da Escola de Sagres é identificar a capacidade criativa das Forças Armadas. Conhecer a vida ascética dos monges-guerreiros, no Palácio de Tomar, em Portugal, é perceber a mística militar do Brasil. De Guararapes, em 1648, à Real Academia Militar, criada pelo Príncipe-regente, Dom João, em 1810, confirma nossas Forças Armadas como regulares e não caudilhesca ou milicianas, de acordo com aqueles que querem transformar os Movimentos Sociais do Campo.

Diante disso tudo, jamais atitudes isoladas e maldosamente orquestradas irão induzir a população ir de encontro a uma Instituição Secular, principalmente quando partem de anões revanchistas.

A mão amiga, que se faz presente no Haiti, é o prolongamento do braço forte que não permitirá um golpe branco. O quieto leão, no seu canto, poderá aplicar uma tapa certeira no réptil peçonhento que agride as leis ambientais do seu habitat. Somente o imbecil cutuca onça com vara curta.

Os propalados porões da ditadura, provocados por uma instabilidade política da época, não oferecem o mesmo perigo à estabilidade democrática que alguns gabinetes ou salas de ambiência moderna de Brasília. Todavia, aqueles primeiros, por transmissão cultural da caserna, formam hoje o Gabinete de Crise que há de ordenar a vida social e a reconstrução do Haiti, mas que também tem habilidade em erradicar qualquer situação de ameaça à liberdade, se preciso for.

Por tudo isso, o momento é de união. A atuação do Brasil em Porto Príncipe impede a efervescência do rancor entre irmãos. O nosso destaque, na reunião do clima em Copenhague, não dá margem aos inoportunos e recalcitrantes ressentimentos do passado. A projeção do País como “Global Player” deve afastar ranços produzidos por “caducos” agarrados no Poder.

Da mesma forma que o nosso Exército está removendo escombros, em uma Ilha do Caribe, as ruínas mentais dos membros da Comissão da Verdade, situados em nosso território, devem ser dissipadas. Olhar a caverna escura da vida e vislumbrar silhuetas do passado é tornar virulento o nosso porvir. Descer à gruta existencial, para palpar as pontiagudas pedras dos caminhos acidentados da história significa renunciar a esperança da Nação.

Já ouvi de filósofos, poetas e religiosos que o Brasil tem uma predestinação. Chegam até a mencionar que o País é “o coração do mundo, pátria do evangelho”.

Que as ações de ajuda humanitária de todos os segmentos nacionais no Haiti sejam o apanágio da solidariedade do brasileiro, como resposta a quem ainda tem aversão à ordem, utilizando-se da pérfida caneta, para eliminar uma lei que apazigou a Nação.

Por este texto ser de única responsabilidade deste autor, e não externar a opinião de qualquer órgão a que pertenço, encerro aclamando.

Desenvolvimento, democracia e generosidade.
Viva o Brasil ! ! !

Antonio Celente Videira – Cel. Int. R1 Aer.

E-mail:acelente@gmail.com

 


Militar revoltado!


Pérolas de ignorância do “Filho do Brasil” sobre a Amazônia,
levam Capitão do Exército à revolta.FPR
31 12 2009.

“Vossa Excelência, por ser ignorante ou embusteiro, não sabe ou finge não saber que antigamente a Linha de Tordesilhas delimitava as fronteiras do Brasil. Assim, quando Cabral chegou ao Brasil a Amazônia e todo o atual Centro-Oeste brasileiro pertenciam à Espanha, não a Portugal, desde 1494.”

“Foram os portugueses que nos legaram a Amazônia, com sua ocupação física e a manutenção daquela imensa área, com a construção de inúmeras fortificações militares, como o Forte Príncipe da Beira, no Amazonas, em 1776. E quem tomava conta desses fortes? Não eram os índios, Sr. Lula, eram os militares - assim como, até hoje, são os militares os únicos que se sacrificam servindo em Pelotões de Fronteira, tanto na Amazônia, como no Pantanal mato-grossense (Forte Coimbra), enfrentando a malária, ONGs e sujeitos despreparados como o Sr., e são os únicos que têm condições reais de manter aquela extensa área sob o domínio do Brasil, área essa que outrora era denominada de Hiléia ou Inferno Verde”.

“Índio nunca tomou conta de nada, Sr. Lula, já que não tinha condições bélicas para enfrentar os bandeirantes portugueses e brasileiros, muito mais bem-armados. Em 500 anos, os índios não aprenderam sequer a plantar feijão e arroz, e criar algumas galinhas para seu sustento próprio, por isso exigem hoje esses latifúndios Raposânicos e Ianomâmicos em Roraima..Para que o Sr. tome conhecimento do histórico de ocupação da Amazônia, sugiro que leia a monografia do coronel-aviador Márcio João Zanetti, disponível no endereço”:
http://library.jid.org/en/mono45/Zanetti%20.pdf.

“Presidente Lula: volte à escola, já que no passado o Sr. fugiu do Mobral!”
Atenciosamente,
Félix Maier Capitão do Exército - QAO R/1

N.R.
Muitos se perguntam por que os discursos do presidente no exterior não causam mais horror quanto às pérolas que fala. Como há tradução simultânea para outras línguas, os tradutores não encontram palavras para expressar algumas das pérolas e amenizam o conteúdo e os erros de plurais e concordância.
Isso fica evidente quando se lê as legendas ou se ouve as traduções em sites de jornais estrangeiros.
Quando “O Cara” abandona o texto preparado pelo Itamaraty e resolve improvisar o resultado do espetáculo é uma triste comédia.

JORNAIS DO MUNDO INTEIRO
http://www.hhmmss.com

 

Um basta coerente

Ernesto Caruso, 01/01/2010

A crise gerada pelo decreto que propõe a criação da Comissão da Verdade, prevista no Programa Nacional de Direitos Humanos na terceira versão (PNDH-3), era de se esperar, mas o governo não acredita, e continua a repetir as ameaças sobre os vencedores da luta armada que impediram a transformação do Brasil em súdito da União Soviética, do comunismo impiedoso, assassino e terrorista, modelo Cuba/Fidel Castro.

O tema é mantido em pauta e conduzido pelos ministros Tarso e Vanuchi, que obviamente são apoiados por Lula e pela ministra Dilma, que não pode estar ausente nessa questão e que dará continuidade, se eleita em 2010.

Em 29/agosto/07 a presidência da República lançou o livro de 500 páginas, "Direito à Memória e à Verdade", bigornando no contexto dos direitos humanos a história dos mortos e desaparecidos, cujo “objetivo” textual é revelar os fatos ocorridos, mas que em mente é condenar os servidores da Pátria que os combateram e venceram. Um recalque que os diminui e corroi no íntimo por não terem vencido e fuzilado muita gente. Vários ministros, como Tarso Genro, Dilma Rousseff e Franklin Martins lá estavam. O ministro Paulo Vannuchi chegou a declarar que não usa a expressão crime para classificar o assassinato de agentes do Estado por seus colegas terroristas.

Ora, revelar os documentos cabe ao governo que os detêm. Mas, não é isso que querem, mas sim uma condenação. E já têm um alvo, dito e repetido, Coronel Brilhante Ustra, que era major, mas que irá nessa concepção maquiavélica representar os generais presidentes de Castelo Branco, Médici, até João Figueiredo.

Parte do governo quer deletar a Lei da Anistia e outra parte considera a lei beneficiária somente deles, terroristas, seqüestradores, assaltantes de bancos e guerrilheiros, mas ambas consideram o crime de tortura imprescritível, como escrito na Constituição.

Ora, anular a lei pressupõe o retorno à prisão dos condenados pela Justiça e não mais anistiados.

Vale lembrar o torpe assassinato do Ten Alberto Mendes que já estava preso nas mãos dos guerrilheiros de Lamarca. A descrição da sua morte é um sofrimento. Imaginem a dor sentida pela mãe e pai do tenente diante de um depoimento como este, sobre o verdadeiro mártir/heroi que se entregou para ser imolado e abrir as portas da liberdade aos seus soldados: - “Ariston assim descreveu a morte do tenente: “Lamarca chamou Fugimore (sic) de lado, mandando que este executasse o tenente; ... que então Fugimore se aproximou do tenente Mendes, pelas costas, de surpresa, deu-lhe uma coronhada, e depois outra, provavelmente umas quatro, até que o tenente morreu...”
O Exército reuniu o Alto Comando e expediu uma nota, afirmando os propósitos da Lei de Anistia de 1979. Foi rápido na resposta.

No fim de 2007, a Justiça italiana expediu mandados de prisão contra brasileiros por envolvimento na morte de italianos na Operação Condor que teve apoio do governo através Marco Aurélio Garcia, que apoiou a decisão do governo de analisar pedido de abertura de inquérito sobre os militares brasileiros acusados com reforço do ministro Paulo Vannuchi, que defendeu a anulação da Lei de Anistia, O juiz espanhol Baltasar Garzón, que virou celebridade ao determinar a detenção do Gen Augusto Pinochet, o que conseguiu concretizar em Londres, proferiu palestra em seminário internacional no Hotel Renaissance, SP, em 18Ago2008 sob patrocínio/realização do Governo Federal, Caixa Econômica Federal, OPESP e Carta Capital, com abertura pelo ministro Paulo Vannuchi.

Na mesma senda fizeram o Manifesto dos Juristas, assinado pelo ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, Dalmo Dallari e Fábio Konder, entre outros, em apoio à decisão do Ministério da Justiça, de que civis e militares possam ser processados pela prática de tortura.

Repetem muito a palavra tortura como um crime contra a humanidade, mas omitem que terrorismo e tortura estão no mesmo nível como preceito constitucional vigente, Art. 5º, XLIII, “a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura,.., o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, ...;” A CF/88, no mesmo Art. 5º, XXXIX, dispõe que “- não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;” A Lei da Anistia nº 6.683, data de 28Ago79, a Lei nº 9.455, que define o crime de tortura é de 7Abr97, bem como a Lei nº 8.072/90, preconiza no Art 2º: “Os crimes hediondos, a prática da tortura, ... e o terrorismo são insuscetíveis de: I - anistia, graça e indulto;” Se a lei da anistia não beneficia os agentes do Estado acusados de tortura, não pode ser tão ampla que abranja os terroristas, pois terroristas e torturadores cometeram tais crimes antes que a lei os considerasse insuscetíveis de anistia, graça e indulto. Condenando uns, há que condenar outros. Ou os atentados com explosivos ao Aeroporto de Guararapes, com mortes de inocentes, e ao QG do ll Exército, com a morte do Sd Mario Kozel Filho, de sentinela, não foram práticas terroristas?

À Comissão da Verdade se pretende atribuir poderes do tipo inquisição com o firme propósito de condenar os agentes do Estado, enquanto a outra comissão cumpre o papel de premiar com indenizações elevadas os infratores da lei, nem sempre com o equilíbrio de corrigir — fazendo justiça — os erros cometidos no citado período.

O decreto tem no cerne de modo sub-reptício um nível maior de intensidade revanchista que provocou uma reação proporcional no segmento militar da sociedade. Enquanto, no primeiro momento coube ao Cmt do Exército uma posição firme, expedindo uma Nota, já comentada, agora dada a virulência do decreto, foram os três comandantes militares que se posicionaram, apoiados pelo ministro da Defesa. Relata a imprensa um pedido de demissão coletiva do ministro e dos três comandantes.
Decidir é preciso e a decisão foi tomada. Deram um basta coerente.

Mas, os desdobramentos não podem ser desprezados, inclusive o aceite do pedido. E o planejamento das operações futuras? Não pode haver recuo.

Os contra-ataques ocorrem.

“Anistia não é amnésia”, declarou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, como se fosse uma proposta inocente de se fazer história.

O deputado Jungman tem um posicionamento diferente, pois é contra a remexer o passado e prejudicar o porvir.

Espera-se que o ministro da Justiça, Tarso Genro, consiga alterar o texto do decreto ao afirmar que não há “nenhuma controvérsia insanável” entre o Ministério da Defesa e a Secretaria Especial de Direitos Humanos.
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A sociedade entende que os militares são entes da mais elevada credibilidade e os próprios militares têm em mente o que se ensina, no caso do Exército, na AMAN, onde a expressão, “Cadetes: ides comandar aprendei a obedecer”, eixo da hierarquia e disciplina, não preconiza “obedecer cegamente”, cumprindo ordens absurdas, nem deixar de defender a Pátria sob ameaça de quaisquer origens ou deixar que os destinos do país sejam conduzidos só por políticos, ainda que o levem ao abismo ou mergulhado no mar de lama.

Os comandantes militares têm a obrigação de se manifestar, pois não são como crianças colocadas de castigo de frente para a parede.

 


UM PAÍS DE ESCRAVOS?

VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino

O belo, portentoso e amado Brasil parece estar transformando-se num país de escravos, satisfeita e gostosamente sujeitos à espoliação e à exploração dos opressores, os próprios governantes e legisladores de todos os níveis.

Tudo para nós é mais caro que em países mais ricos e de maiores rendas, graças ao sequestro fiscal que retira mais de 40% dos rendimentos dos brasileiros que trabalham e que produzem, o dobro da derrama ou “quinto dos infernos” que levou outros brasileiros, de outra época e de outra fibra, a levantarem-se contra a metrópole portuguesa, na heróica jornada da Conjuração Mineira de 1789.

O pior é que grande parte dos recursos arrecadados vem sendo desviada pela avassaladora corrupção, que tomou conta dos Três Poderes e de todos os níveis do Estado e do governo, como tristemente comprovado pela maldita roda de escândalos que dessangra e humilha a Nação, impunemente, há tanto tempo. Os malfeitores, que se apossaram do poder, escarnecem e debocham das pessoas de bem, desviando, para bolsos, cuecas e meias indevidos, o produto dos impostos que deveriam servir ao aperfeiçoamento da máquina pública, na prestação dos serviços que lhe incumbe realizar, para elevação da qualidade e do nível de vida dos concidadãos. A sabedoria popular, já há algum tempo, havia, trágica e profeticamente, cantado a escabrosa situação: “Se gritar `Pega ladrão´, não sobra um, meu irmão!”

O triste resultado tem sido o da constatação diuturna de um país que se deteriora moral, espiritual e fisicamente. Logo o tão belo, rico e incomparável Brasil, nossa paixão maior e motivo de toda a nossa dedicação e entrega total!

Acabei de voltar de viagem aos EUA, a segunda no período de um ano, havendo lá permanecido por cerca de um mês em ambas as ocasiões. Pude, assim, viver amplas e variadas situações, muito observar e, em conseqüência, sopesar, meditar... e comparar. O resultado encheu-me de pena e tristeza.

Os americanos não são melhores do que nós; ao contrário, faltam-lhes o calor humano, a alegria de viver, a espontaneidade, a abertura de coração e de braços (o abraço amistoso e carinhoso é nossa marca) que tanto nos distinguem e caracterizam. Mas construíram uma grande nação, graças ao seu arraigado sentimento de patriotismo e de cidadania, de trabalho dedicado e de cobrança, sem titubeio, delongas e quartel, do cumprimento das obrigações devidas por quem tem o múnus de governar, legislar, julgar. Lá, não impera a impunidade, e quem labora contra o bem comum, prevarica e rouba os haveres públicos não escapa das duras penas da lei, seja quem for, ocupe que cargo ou função, seja dono de qual nível de patrimônio!

A responsabilidade, pois, é a tônica vigente, e o resultado é que, apesar da grave crise econômica, na Flórida que percorri, as estradas, avenidas e ruas são verdadeiros tapetes de asfalto, as cidades limpas e bem cuidadas, as escolas públicas primorosas, os hospitais bem mantidos e operantes; a polícia é tranqüilamente mantenedora da ordem, amada e respeitada pelos cidadãos, a violência zero e a paz, nos ecologicamente perfeitos e belos locais de moradia da classe média, verdadeiros parques lindamente gramados e arborizados, uma constante!

Os impostos arrecadados revertem, efetivamente, em benefício do povo e o “custo corrupção”, ao contrário do que ocorre entre nós, não cobra seu altíssimo e injustificável pedágio. Governantes e legisladores, mesmo que no fundo possam não ser honestos, fingem que são e trabalham em benefício dos eleitores, que exercem permanente e cerrada cobrança. De tempos em tempos, reúnem–se eleitos e eleitores, nas “public hearings” que se sucedem pelos distritos eleitorais. Quem não estiver correspondendo, ou cuja atuação não estiver agradando, pode perder o mandato pelo instituto do “recall”, isto é, o povo que vota tem a faculdade de “desvotar”, afastando a figura indesejável do cenário público-político. E o Judiciário, justo e correto, garante o equilíbrio social.

Não existe o culto da personalidade, que faz nosso arremedo de democracia muito mais próximo de regime totalitário do que de autêntica democracia: só vi o Presidente Obama por três vezes na televisão, ao contrário do que ocorre entre nós, quando, por exemplo, Lula e seus ditos, metáforas e gracejos freqüentam noticiários da televisão e páginas da mídia impressa todos os dias e todas as horas, com notoriedade maior que a dos astros de cinema e tv e os grandes heróis esportivos populares... O mesmo se passava com FHC, Itamar, Collor nos seus períodos de poder, já que a bajulação e a busca de dividendos decorrentes parece ter sido elevada a arte nacional!

O absurdo do “custo Brasil”, originado de altos impostos, corrupção generalizada e pobres gerenciamentos governamental e empresarial e infraestrutura de armazenamento e transporte, pode ser avaliado, quando se comparam os preços de produtos industrializados nos dois países, ao câmbio atual de R$ 1,80/US $: aparelho de tv de 40”, LCD full HD, R$ 3.999.00 (Brasil), R$ 720,00 (EUA), home theater 250 watts de potência, R$ 899,00 (Brasil), R$ 180,00 (EUA), reprodutor de DVD “blue ray”, cerca de R$ 1.200,00 (Brasil), R$ 144,00 (EUA), automóvel Honda Civic ou Toyota Corolla, entre R$ 80.000,00 e R$ 90.00,00 (Brasil), R$ 40.000,00 (EUA).

A gasolina comum, aqui vendida por R$ 2,67 o litro, lá custa US $ 2,67 o galão (R$ 1,27 o litro). As roupas, principalmente de homem e de criança, estão baratíssimas, quando levados em conta os preços no Brasil, e até a comida, nos supermercados e nos restaurantes e redes de “fast-food”, está a custo comparável com o que vige entre nós. E a renda média dos americanos é bem mais alta que a nossa!

Os políticos que nos regem, governam, fazem nossas leis, têm sido cruéis e insensíveis padrastos do Brasil e do seu povo, principalmente nos últimos anos. Fazem da mentira contumaz poderosa e eficaz arma política, para se perpetuarem no poder. Via de regra, vêm colocando seus interesses pessoais, sua perversão ética e moral, sua ambição por poder e haveres, a qualquer custo e a qualquer preço, seu desinteresse e seu desprezo pelo que é justo, digno e certo, suas inclinações ideológicas, muita vezes inaceitáveis ou inconfessáveis, acima do bem comum, da moral, da ética e do verdadeiro interesse nacional e do povo.

Muitíssimos fazem do butim da coisa pública nefanda prática comum. No entanto, são eleitos e reeleitos sistematicamente, gozam do aplauso e da aprovação populares, com índices até acima de assombrosos 80%...

Perdemos, como povo, o senso de medida, a capacidade de julgar, de discernir entre o certo e o errado, o bem e o mal, ou, anestesiados pela propaganda, pelo “faz-de-conta” tão rotineiramente e há tanto tempo transmitido por porta-vozes oficiais e a mídia cooptada, bem paga e agradecida, nos vamos tornando numa legião desfibrada de escravos, incapaz de reagir contra o mal que nos atormenta e que, adorando-os, beija as mãos dos seus opressores, por estar sofrendo de generalizada “síndrome de Estocolmo”?

É no abastardamento moral, que se faz generalizado e a que, compungidamente, assistimos, os bons brasileiros que, solitariamente, clamamos no deserto, sem forças para revertê-lo por ora, que reside a maior ameaça para a paz, a liberdade, a justiça, a democracia, o futuro do adorado Brasil.

As bases da reconstrução nacional, depois da tormenta dos últimos 20 anos, estão no soerguimento e no fortalecimento da Expressão Psicossocial do Poder Nacional, tão atacada, desprezada e sabotada por tantos, dotados de tanto poder, mas tão mal empregado. À luta sem desfalecimento, pela recondução do Brasil aos caminhos da vergonha, do progresso, da paz e da justiça, pois, dediquemos prioritariamente todo o nosso patriótico labor e o empenho de nossas vidas, com coragem e alento redobrados!

Rio de Janeiro, RJ, 11 de dezembro de 2009

 

Muros que não ruíram

Ernesto Caruso, 27 de novembro de 2009

A queda do Muro de Berlin foi bastante festejada pelos vinte anos que sucederam de oxigenação nos países comunistas, sob jugo da União Soviética (1917-1989), livrando-os dos grilhões de uma economia de Estado, do partido único, da ditadura do proletariado, do culto à personalidade do ditador, do ser humano ser peça de uma máquina para produzir, despojado da liberdade de ir e vir, de pensar e dizer, de ter a sua crença, sem quem lhes pregasse que a religião é o ópio do povo, de viajar a uma nação vizinha, visitar um parente ou simplesmente fazer turismo.

Inimaginável por um brasileiro que em qualquer tempo cismasse de embarcar no ônibus/caminhão pau-de-arara, sair do nordeste com destino ao sul, pegar um ita no norte e ir para o Rio passear, como na música de Caymmi, ou para morar, trabalhar, sem pedir autorização a quem quer que fosse, e para o destino que lhe aprouvesse.
A despeito das várias tentativas, o Brasil não viveu as agruras do mundo comunista, graças ao espírito religioso do seu povo e às Forças Armadas brasileiras sempre presentes em defesa da democracia.


O primeiro “muro de Berlin” foi concebido no Brasil no alvorecer nebuloso desse regime já em 1922, com o advento do Partido Comunista e intentado sob as armas da traição por

Luiz Carlos Prestes em 27 de novembro de 1935, com a morte de brasileiros no silêncio da noite e da covardia rasteira. Fatos que iriam se repetir no entorno de 1964, desarticulados pela Contra-revolução de 31 de março, ainda na fase da preparação, orientada por agentes formados no exterior, e em 1968, com o incremento das atividades de guerrilha, terrorismo e seqüestros em várias partes do mundo, por organizações revolucionárias marxistas – leninistas, orquestradas pelo movimento internacional e não de resistência como
 

mentem os anistiados de hoje, criminosos de ontem, regiamente premiados por eles próprios.

Nomes e siglas não faltam a lembrar das atrocidades terroristas, como as Brigadas Vermelhas (Itália), Exército Vermelho (Alemanha), Montonero (Argentina), Tupamaros (Uruguai), Sendero Luminoso (Peru), FARC, ainda viva (Colômbia), e no Brasil várias organizações cujos nomes indicam os seus propósitos, como Organização Trotskista Convergência Socialista, Ação Libertadora Nacional (ALN)/Ala Marighela, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, Comando de Libertação Nacional (COLINA), Política Operária (POLOP), MR-8, etc.

Na Alemanha e na Itália vários desses criminosos foram condenados à prisão perpétua, como Cesare Battisti, da organização “Proletari Armati per il Comunismo" (PAC). De forma semelhante e bem recente no Japão, em 2006, Fusako Shigenobu, de 60 anos, fundadora do Exército Vermelho, foi condenada a 20 anos de prisão por ter organizado a ação terrorista na embaixada da França em Haia, 1974, embora a promotoria tenha pedido prisão perpétua pelo ferimento de dois oficiais da polícia, mantendo como reféns o embaixador e membros do corpo diplomático, para exigir a libertação de comparsas. Shigenobu viveu durante quase 30 anos no Líbano, e que ao regressar, foi presa e julgada.

Terroristas de lá não foram anistiados e nem muito menos indenizados, como nesta Terra de Santa Cruz, que não conseguem apagar das suas mentes o muro que quiseram construir e que mantêm no pedestal dos seus ideais o ditador Fidel Castro, carrasco da ilha presídio. Não justificam crimes políticos contra o cidadão, na maioria das vezes, desarmado e assassinado covardemente.

Uns fazem dos muros sonhos no convívio com aqueles que os têm com vendas nos olhos, ou com aqueles do ego e superego intramuros.

Aqueles que aplaudem a queda do muro de Berlin devem imaginar os resultados de uma vitória dos que estudaram guerrilha e terrorismo em Cuba, URSS, Argélia, as praticaram no Brasil, mas felizmente não venceram.

O exemplo do Khmer Vermelho, do regime maoísta de Pol Pot, no Camboja, é constrangedor. O comunista Kaing Gueg Eav está sendo julgado pelo Tribunal Internacional pela execução de quase 13 mil pessoas em uma única prisão, que chefiava, durante o “afago” comunista entre 1975 e 1979. Medo dos superiores, lembrou dos expurgos internos e que a política do partido era de matar os inimigos. Mortos: 380 mil.

Vendas nos olhos/muros encobrem o 17 mil executados em Cuba, de Fidel/Raul Castro/Che Guevara e milhares de afogados nas tentavas de fuga do “paraíso” comunista, o mesmo que Dilma, Minc, Dirceu, Genoino, Palocci, etc, queriam implantar no Brasil.

Muros que não viraram pó na concepção de tantos quantos da Câmara Municipal de São Paulo concederam a Carlos Marighella, em homenagem póstuma, o título de cidadão paulistano, que cedo fizera a opção política pelo comunismo e, via de regra, chegar ao poder pela luta armada, na mesma época dos demais movimentos empreendidos na Europa, Ásia e América, empregando o terrorismo seletivo e indiscriminado para semear o medo, obter apoio popular, concatenando assaltos e sequestros para conseguir dinheiro, armamento e outros suprimentos. Foi o fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN).

Terra da histórica cidade, ensanguentada pela morte do soldado Mário Kozel Filho, de 18 anos, que estava de sentinela na entrada do QG do II Exército, em São Paulo, e que teve o corpo em pedaços pelo carro bomba explodido pelos fanáticos da facção comunista Vanguarda Popular Revolucionária, lhe outorga tão dignificante título.
Muro de Berlin que ainda vive na pompa e plumas de ministros do STF que no julgamento da extradição de Cesare Battisti, não se conformando com a derrota por 5 a 4 dos votos, “viraram a mesa” incorporando um julgamento fora da pauta a respeito do poder discricionário do presidente da República — fato nunca dantes ocorrido — avalizando um ato sem que se possa questioná-lo posteriormente.

Ora, o Executivo detém as prerrogativas de prosseguir na análise da extadição do condenado pela Justiça italiana, tomando providências administrativas à luz dos preceitos legais, que não o fazendo corretamente, pode suscitar uma justa reação da outra parte litigante. No entanto, o STF já demonstrou à sociedade o seu posicionamento, concedendo uma absolvição prévia ao presidente, sem estar formalizada uma acusação sequer.

Muros do governo Lula/Dilma/Genro que separam os que devem ser repatriados como os pugilistas cubanos, inocentes, não acusados de crime, nem condenados, dos que devem ser protegidos, abrigados, mesmo que condenados, como Cesare Battisti, que recebeu apoio na Penitenciária da Papuda dos senadores José Nery (PSOL-PA), Eduardo Suplicy (PT-SP) e João Pedro (PT-AM), e dos deputados Luis Couto (PT-PB), Ivan Valente (PSOL-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ), como noticiado.

Também não caiu a ficha nem ruiu o muro dos que fizeram um monumento a Prestes em Palma/TO, “cavaleiro da esperança”, “da luz”, dos que se aliam a Lula, desejam Dilma para dar continuidade a esse governo afinado com Fidel Castro, Hugo Chávez, Ahmadinejad, Morales.

“Cavaleiro da esperança”. Quando? Como? Empunhando armas contra o Brasil, a favor da Rússia, como declarou?

Quem dos comunistas/ex-terroristas Lamarca, Genoino, Marighela, Dirceu, Martins, Dilma, etc, exerceria o papel dos algozes Fidel Castro, Pol Pot, Stalin, caso fossem os vitoriosos? Superariam os números dos mestres?

 

 

 

 

Excrescências de um estatuto racista

”A inclusão social não pode ser preconceituosa,
nem seletiva pela cor da pele dentre os mais necessitados”..

*Ernesto Caruso, 22/11/2009

1. É racista porquanto é excludente dos outros semelhantes da mesma espécie humana, quando a grande maioria dos nacionais tem o DNA da miscigenação de índios, brancos, e negros.

2. É injusto, pois à guisa de obter tratamento privilegiado para compensar perdas do passado, cujos “condenados” pelos “crimes”, que não eram crimes à época, não estão vivos, punindo todo o povo brasileiro presente e futuro não classificado como negro pelos comitês raciais que serão implantados de acordo o Estatuto da Igualdade Racial. Sim, a sociedade atual que paga os seus impostos, será apenada por um tribunal fora dos parâmetros judiciais, através lei ordinária que impõe um ressarcimento aos classificados como negros, ferindo um princípio básico de que não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal.

3. É radical quando impõe uma regra abrangente em todos os campos da atividade humana, beneficiando uns em detrimento dos outros, na educação, no trabalho e na assistência médica, abominando o universalismo que representa a equidade como o ser humano deve observado e assistido.

4. O brasileiro desprovido de recursos de toda ordem necessita de assistência do Estado, ampla, geral e irrestrita. Homenagear Zumbi dos Palmares, que se insurgiu contra a escravidão e, portanto, merece os maiores louros pela luta contra o domínio de uns sobre outros, é um sólido ponto de apoio, mas chamar de consciência negra é uma confrontação à expressão consciência branca, substituta da consciência ariana hitlerista, repudiada, abjeta e condenada.

5. Assim, o Estado por norma constitucional se obriga a “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;” bem como “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

6. O Art. 6º da CF determina que “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”

7. A CF já impõe a “proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;” e cria uma “proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos”, mas não para a mulher de cor tal e tal. Quando o Estado estipula um atendimento especial ao deficiente físico, o faz genericamente sem considerar a cor da pele, etc; idem quanto à mulher, mantendo o universo amplo de cobertura.

8. Aclara que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
9. Dá atenção ao passado no sentido de proteger “as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.”, afirmando que “O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro.”

10. Por outro lado, o Estatuto em pauta, já no seu Art. 1º, é acintosamente excludente ao instituir uma norma destinada “a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades”, excluindo os outros.

11. O Parágrafo único/Art. 1º EIR define discriminação racial, já considerada crime de acordo com a CF, bem como o que vem a ser população negra: “o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, ...”, extinguindo o conceito de mestiço, a grande maioria da população brasileira.

12. O seu Art. 6º não tem propósito universal: “O direito à saúde da população negra será garantido pelo Poder Público mediante políticas universais, ....”

13. Propõe que o segmento da população negra vinculada aos seguros privados de saúde seja tratado sem discriminação, que redução da mortalidade materna entre as mulheres negras; redução de mortalidade infantil, de adolescentes, jovens e de adultos negros; redução de mortes violentas entre jovens negros. E os que não serão classificados como negros???????

14. Até nos esportes com grande participação de negros por dom e competência, o seu Art. 23, dispõe “O Poder Público fomentará o pleno acesso da população negra às práticas desportivas, ...”, repete o consagrado “É inviolável a liberdade de consciência e de crença..”

15. Pretende assegurar à população negra a assistência técnica rural, a simplificação do acesso ao crédito agrícola e o fortalecimento da infra-estrutura de logística para a comercialização da produção.

16. Ofende os demais necessitados, favelados iguais brancos e negros, quando atribui prioridade aos negros no direito à moradia: “Art. 37. O Poder Público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à moradia adequada da população negra que vive nas favelas, ...”,

17. Determina a inclusão de negros na composição dos conselhos constituídos para fins de aplicação do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS).

18. Assegura o acesso ao crédito, nos meios rural e urbano, com ações afirmativas para mulheres negras e financiamento para a constituição e ampliação de empresas, com estímulo à promoção de empresários negros.

19. Induz a criação de critérios para provimento de cargos em comissão e funções de confiança a fim de ampliar a participação de negros, proporcional à distribuição racial.

20. Concede incentivos fiscais às empresas com mais de 20 empregados que mantenham uma cota de, no mínimo, 20% de trabalhadores negros, claro que com comissões e mais comissões disseminadas pelo Brasil para designação de negros e não negros.

21. Determina que os órgãos públicos deverão incluir cláusulas de participação de negros nos contratos de produção de filmes, programas e peças publicitárias.

22. Institui o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial - SINAPIR como forma de organização e articulação voltado à implementação do conjunto de políticas e serviços, naturalmente com mais servidores, chefes, DAS, secretárias, etc, etc..., estendendo a Estados e Municípios e ditando que o Poder Público vai incentivar a participação das entidades privadas no Sistema.

23. O Poder Executivo priorizará o repasse dos recursos referentes aos programas e atividades previstos na Lei aos estados, Distrito Federal e municípios que tenham criado conselhos de promoção da igualdade racial. E institui no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo, Ouvidorias Permanentes em Defesa da Igualdade Racial.

24. O Estado assegurará atenção às mulheres negras em situação de violência, garantida a assistência física, psíquica, social e jurídica.

25. Pretende a adoção de medidas especiais para coibir a violência policial incidente sobre a população negra, que por justo deve ser para todo o cidadão, sem considerar que em certos Estados, como o Rio de Janeiro, o componente negro é muito presente nos efetivos policiais.

26. Adota medidas discriminatórias para a elaboração de planos plurianuais e orçamentos como para financiamento de pesquisas nas áreas de educação, saúde e emprego, para a melhoria da qualidade de vida da população negra, incentivo à criação de programas e veículos de comunicação, destinados à divulgação de matérias relacionadas aos interesses da população negra, incentivo à criação e manutenção de microempresas administradas por pessoas autodeclaradas negras, iniciativas que incrementem o acesso e a permanência das pessoas negras na educação fundamental, média, técnica e superior, apoio a programas e projetos dos governos estaduais, distrital e municipais e de entidades da sociedade civil voltados para a promoção da igualdade de oportunidades para a população negra.

27. É minucioso no controle de verbas, pois garante que durante os cinco primeiros anos a contar da publicação do Estatuto, os órgãos do Poder Executivo Federal que desenvolvem políticas e programas as discriminarão em seus orçamentos anuais a participação nos programas de ação afirmativa. Prevê a utilização de recursos advindos da seguridade social, isto é de todos para alguns.

28. À semelhança do que ocorre como incentivo à participação das mulheres na política, mas de forma geral, sem considerar cor da pele, o Estatuto prescreve que cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de 10% para candidaturas de representantes da população negra. Mais uma descabida discriminação, se levarmos em conta a participação nos vários níveis do Legislativo, de afrodescendentes, nitidamente vistos pelos caracteres externos, ou apurados pelo DNA.

29. A escravidão não pode ser o argumento, não ocorria pela cor da pele. Os vencidos, quando não sacrificados, serviam os vencedores. A Bíblia relata. A História escreve. Os negros que saíram da África eram os vencidos, aprisionados e vendidos. Embora o Brasil tenha sido o último na abolição da escravatura pela luta de brancos e negros, na América do Norte, na década de 60 ainda nos ônibus, os brancos sentavam nos bancos da frente e os negros nos de trás. Lá o cadinho do amor não existiu com cá, gerando o mestiço brasileiro. Não se pode repudiar um dos lados da ascendência.

30. O Estatuto agride as religiões, quando dá uma atenção diferenciada a uns e outros ou um tratamento diferenciado a determinados doentes pela cor da pele que os tinge. O benefício a uns não pode se transformar em intolerância aos seus semelhantes. Não é cristão, não é humanista.

Por derradeiro, é incrível como essa proposta, inconstitucional, que nasceu no Senado, lá foi aprovada, sofreu emendas na Câmara dos Deputados, e retorna à Casa de origem, de forma sutil, sem divulgação maior nos pormenores, no bojo de 70 artigos, muitos dos quais repetitivos das normas constitucionais, propositadamente inseridos, mas onde se encontram imiscuídos artigos altamente nocivos, verdadeiras ameaças à unidade nacional mestiça, que irão onerar sobremaneira os cofres públicos, com aumento de efetivos de servidores, com reflexos desagregadores em outras áreas, como já observados nas universidades devido às cotas e geradores de inúmeros processos judiciais no congestionado Poder Judiciário.

N. A. No dia 24/11/09, haverá uma audiência pública para discutir o tema.
N.R. O autor é escritor, poeta e Coronel reformado do E.B.

 

 
Bandeira do Brasil mestiço

Ernesto Caruso, 19/11/2009

Bandeira do Brasil!
Brasil, minha Pátria
Tua Pátria.
Alma lavada nos campos de batalha;
Pelo homem do campo, da cidade,
Forte, altaneiro, fardado,
Socorrido pela mulher enfermeira,
Ombreada, brasileira e guerreira.

Combatentes de valor primeiro,
Com honra, ao lado do porta-bandeira,
Sem arma, com o Símbolo Maior,
Em frente, avante,
Ao toque do corneteiro,
Brava gente, brasileira,
Que frente ao inimigo, tomba,
Outro fardado a empunha
— Bandeira Sagrada —
Agora sem o fuzil,
O coração se arma,
Pulsa forte no zoar da metralha,
Aquece o sangue e avança.

No peito, altivez, no olhar a vitória,
Opção de guerra não fez,
No campo jazem corpos, sangue e matança.
No céu, fogo, estilhaço sibilante,
Na mente, temor, imperativo da Nação defender.
Soldados, irmãos, mestiços em marcha, cada um na sua vez,
Apoio mútuo, cansaço e respirar arfante.

Na paz que o soldado se faz,
Se lhe dá valor, preparo, bem armado, adestrado.
Artilheiro, cavalariano, infante,
Engenheiro, da manutenção, comunicante,
Médico, enfermeiro e inten
dente.

Bandeira ferida, não rota, esfarrapada,
No Congresso Nacional içada,
Com tantos deputados e senadores,

Que lá passam, olham e não vêem,
A não ser o próprio umbigo,
Nos conchavos, nos cargos e nos favores.
Na primeira pessoa do meu, me, mi, migo, comigo
.
 

Nação, sem estadista, fenece, se desfaz,
Associação sem compostura, de político, jurista,
Submissão, ambição e apatia.

 
 

Estatuto Racial

A inclusão social não pode ser preconceituosa, nem seletiva pela cor da pele dentre os mais necessitados.

Ernesto Caruso, 07/11/2009

Já tínhamos feito uma apreciação sobre o Estatuto da Igualdade Racial aprovado pelo Senado, publicada em 04/08/08 no portal — www.conjur.com.br —Consultor Jurídico, de onde extraímos:

“Retrato do Brasil” foi um dos temas do 46º Congresso Nacional de Genética, em Águas de Lindóia, São Paulo, com destaque aos trabalhos de Francisco Salzano, da UFRS, sobre o índio, Sérgio Danilo Pena, da UFMG, sobre o branco, e de Marco Antônio Zago, da UFSP, sobre o negro. Segundo pesquisas, 45 milhões de brasileiros têm herança genética de índios e praticamente não há mais negros sem miscigenação no Brasil. Também rejeitam a expressão raças, optando pela etnia, retratando populações com suas características físicas e culturais.

Na sua passagem pela Câmara dos Deputados, o referido Estatuto, sem ir a plenário, foi aprovado pela Comissão Especial em 9 Set 2009, atrelado ao Projeto de Lei Nº 6.264, DE 2005, que retornou ao Senado pela imposição de que sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora. Está na CCJ e sofre pressões para ser aprovado e assinado no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que por si só, denota uma carga racista no seu título.
Homenagear Zumbi dos Palmares, que se insurgiu contra a escravidão e, portanto, merece os maiores louros pela luta contra o domínio de uns sobre outros, é um sólido ponto de apoio, mas chamar de consciência negra é uma confrontação à expressão consciência branca, substituta da consciência ariana hitlerista, SOBEJAMENTE repudiada, abjeta e condenada.

Embora o Congresso Nacional e suas Casas disponham de comissões para discutirem e votarem projetos de lei que dispensem a competência do Plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa (tentaram?), um projeto com intrínseca envergadura não deveria ser aprovado, desprezando o Plenário, mesmo que se respeite, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa.

O Estado se obriga a dar assistência a todos igualmente sem distinção de raça, considerando racismo um crime inafiançável e imprescritível, proporcionando condições especiais aos mais necessitados, mantendo objetivos expressos, como de “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;” e “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

A liberdade de crença está na Constituição e o seu Art. 6º determina que “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.”

Impõe a “proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;” e cria uma “proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos”, mas não para a mulher de cor tal e tal.

Quando o Estado estipula um atendimento especial ao deficiente físico, o faz genericamente sem considerar a cor da pele, etc; idem quanto à mulher, mantendo o universo amplo de cobertura.

Aclara que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Dá atenção ao passado no sentido de proteger “as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.”, afirmando que “O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro.”

O Estatuto aprovado, já no seu Art. 1º, é acintosamente excludente ao instituir uma norma destinada “a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades”.
E os demais brasileiros não deverão ter acesso às oportunidades, conforme o preceito constitucional de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”?

O Parágrafo único/Art. 1º define discriminação racial, já considerada crime de acordo com a CF, bem como o que vem a ser população negra: “o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, ...”, extinguindo o conceito de mestiço, a grande maioria da população brasileira, afrontando um dos ramos da ascendência. A mãe branca em união ao pai negro, pai branco com mãe negra, sem considerar a carga genética da mestiçagem de brancos, índios e negros, nas várias combinações.

O Estatuto é essa abominável aberração, discussão estéril nas mãos de políticos em busca do voto.

No lugar de discussões, que já estão acirradas nas universidades devido às cotas, e classificações burocráticas, que se trabalhe com dedicação e vontade de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

Imaginem fazer uma fila à parte para atender o Art. 6º: O direito à saúde da população negra será garantido pelo Poder Público mediante políticas universais, sociais e econômicas destinadas à redução do risco de doenças e outros agravos.

A CF aborda a questão como um todo, sem segregação racial.

Discriminação já é crime. Precisa deste tópico? - § 2º O Poder Público garantirá que o segmento da população negra vinculada aos seguros privados de saúde seja tratado sem discriminação.

Conceba na prática esses objetivos: redução da mortalidade materna entre as mulheres negras; redução de mortalidade infantil, de adolescentes, jovens e de adultos negros; redução de mortes violentas entre jovens negros. E os que não serão classificados como negros???????

As associações não são feitas pela cor da pele, mas sim pelas origens, já nem tanto plena de representantes vivos, mas por descendentes, onde preponderam o cultivo da música e danças típicas. Seria uma discriminação.

Não nasceram da imposição de um artigo de lei: “Art. 19. O Poder Público garantirá o reconhecimento das sociedades negras, clubes e outras formas de manifestação coletiva da população negra,...” Com isso, estão pretendendo criar uma Escola de Samba só de negros?

Sinta o peso do escriba: “Art. 22. O Poder Público garantirá o registro e proteção da capoeira,...”

Não há necessidade de explicitar nomes para contradizer o Art. 23: “O Poder Público fomentará o pleno acesso da população negra às práticas desportivas, ...”

Não inova na liberdade religiosa, Art. 25: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.” Nem quanto a assistência religiosa aos internados em hospitais ou em outras instituições.

O Brasil já é deficiente na formação da gente voltada para a agricultura, na produção, logística e comercialização com perdas imensas ao longo do processo. E agora mais esta segregação: “Art. 31. Serão assegurados à população negra a assistência técnica rural, a simplificação do acesso ao crédito agrícola e o fortalecimento da infra-estrutura de logística para a comercialização da produção.”

Ofende os demais necessitados quando atribui prioridade aos negros no direito à moradia: “Art. 37. O Poder Público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à moradia adequada da população negra que vive nas favelas, ...”, criando condições incontornáveis: “Art. 38. ... Parágrafo único. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios estimularão e facilitarão a participação de organizações e movimentos representativos da população negra na composição dos conselhos constituídos para fins de aplicação do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS).”

Em termos de trabalho e produção, chega a estarrecer, assegurado o acesso ao crédito, nos meios rural e urbano, com ações afirmativas para mulheres negras e financiamento para a constituição e ampliação de empresas, com estímulo à promoção de empresários negros.

Induz a criação de critérios para provimento de cargos em comissão e funções de confiança a fim de ampliar a participação de negros, proporcional à distribuição racial, nacional ou estadual. Vislumbrem uma questão.

Admitamos que a seção X de um órgão público federal tem uma vaga de DAS. Em condições de acesso, um brasileiro, mestiço negro, outro brasileiro, mestiço branco. Depois de vários cálculos complexos, censo demográfico (a cada 10 anos) e projeções, o selecionado para ser nomeado é o mestiço negro. Ufa! Preencher um cargo, já não foi fácil.

Mas, temos DAS 1, 2, 3, 4, 5, e 6, multiplicado por milhares de cargos, por nível no serviço público federal, sem contar com o estadual e o municipal. Que loucura. Vamos levar um mandato de quatro anos só para preencher os DAS.

O número de fiscais vai precisar aumentar, para viabilizar o Art. 45 que concede incentivos fiscais às empresas com mais de 20 empregados que mantenham uma cota de, no mínimo, 20% de trabalhadores negros.

Por óbvio, vamos ter comissões e mais comissões disseminadas pelo Brasil para designação de negros e não negros, como nas universidades para aferição e atendimento dos vestibulandos cotistas.

Na produção de filmes e programas de TV não se impôs cota de participação, ficou escrito que deverá ser adotada a prática de conferir oportunidades de emprego para atores, figurantes e técnicos negros, mas o Art. 49 determina que os órgãos públicos deverão incluir cláusulas de participação de negros nos contratos de produção de filmes, programas e peças publicitárias.

Institui o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial - SINAPIR como forma de organização e articulação voltado à implementação do conjunto de políticas e serviços, naturalmente com mais servidores, chefes, DAS, secretárias, etc, etc..., estendendo a Estados e Municípios e ditando que o Poder Público vai incentivar a participação das entidades privadas no Sistema.

Acompanhando incentivos e criações vêm os gastos em operações casadas, como se observa pelo Art. 53: “Os poderes executivos estaduais, distrital e municipais, no âmbito de suas respectivas esferas de competência, poderão instituir conselhos de promoção da igualdade racial, de caráter permanente e consultivo, compostos por igual número de representantes de órgãos e entidades públicas e de organizações da sociedade civil representativas da população negra.”, cuja pressão está explícita no Parágrafo único: “O Poder Executivo priorizará o repasse dos recursos referentes aos programas e atividades previstos nesta Lei aos estados, Distrito Federal e municípios que tenham criado conselhos de promoção da igualdade racial.

Determina que o Poder Público Federal instituirá no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo, Ouvidorias Permanentes em Defesa da Igualdade Racial.

Pelo Art. 55, assegura de forma generalista às vítimas de discriminação racial o acesso aos órgãos de Ouvidoria Permanente, à Defensoria Pública, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, em todas as suas instâncias, para a garantia do cumprimento de seus direitos, mas no Parágrafo único, é muito injusto quanto às demais mulheres, pois estipula: “O Estado assegurará atenção às mulheres negras em situação de violência, garantida a assistência física, psíquica, social e jurídica.”

Pretende a adoção de medidas especiais para coibir a violência policial incidente sobre a população negra, que por justo deve ser para todo o cidadão, sem considerar que em certos Estados, como o Rio de Janeiro, o componente negro é muito presente nos efetivos policiais.

Há que se corrigir a formação do policial, de modo que as normas de civilidade — muito ausente em ambos o lados — sejam práticas comuns na sociedade.

Adota medidas discriminatórias para a elaboração de planos plurianuais e orçamentos (Art. 59), como para financiamento de pesquisas nas áreas de educação, saúde e emprego, para a melhoria da qualidade de vida da população negra, incentivo à criação de programas e veículos de comunicação, destinados à divulgação de matérias relacionadas aos interesses da população negra, incentivo à criação e manutenção de microempresas administradas por pessoas autodeclaradas negras, iniciativas que incrementem o acesso e a permanência das pessoas negras na educação fundamental, média, técnica e superior, apoio a programas e projetos dos governos estaduais, distrital e municipais e de entidades da sociedade civil voltados para a promoção da igualdade de oportunidades para a população negra.

É minucioso no controle de verbas, pois garante que durante os cinco primeiros anos a contar da publicação do Estatuto, os órgãos do Poder Executivo Federal que desenvolvem políticas e programas nas discriminarão em seus orçamentos anuais a participação nos programas de ação afirmativa.

Prevê a utilização de recursos advindos da seguridade social.

À semelhança do que ocorre como incentivo à participação das mulheres na política, mas de forma geral, sem considerar cor da pele, o Estatuto prescreve que cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de dez por cento para candidaturas de representantes da população negra. Mais uma descabida discriminação, se levarmos em conta a participação nos vários níveis do Legislativo, de afrodescendentes, nitidamente vistos pelos caracteres externos, ou apurados pelo DNA.

A escravidão não pode ser o argumento, não era pela cor da pele. Os vencidos, quando não sacrificados, serviam os vencedores. A Bíblia relata. A História escreve. Os negros que saíram da África eram os vencidos, aprisionados e vendidos. Embora o Brasil tenha sido o último na abolição da escravatura pela luta de brancos e negros, na América do Norte, na década de 60 ainda nos ônibus, os brancos sentavam nos bancos da frente e os negros nos de trás. Lá o cadinho do amor não existiu com cá, gerando o mestiço brasileiro. Não se pode repudiar um dos lados da ascendência.

O Estatuto agride as religiões, quando dá uma atenção diferenciada a uns necessitados em detrimento de outros ou um tratamento diferenciado a determinados doentes pela cor da pele que os tinge. O benefício a uns não pode se transformar em intolerância aos seus semelhantes. Não é cristão, não é humanista.

É incrível como essa proposta, inconstitucional, que nasceu no Senado, lá foi aprovada, sofreu emendas na Câmara dos Deputados, e retorna à Casa de origem, de forma sutil, sem divulgação maior nos pormenores, no bojo de 70 artigos, muitos dos quais repetitivos das normas constitucionais, propositadamente inseridos, mas onde se encontram imiscuídos artigos altamente nocivos, verdadeiras ameaças à unidade nacional mestiça, que irão onerar sobremaneira os cofres públicos, com aumento de efetivos de servidores, com reflexos desagregadores em outras áreas, como já observados nas universidades devido às cotas e geradores de inúmeros processos judiciais que por certo surgirão, entupindo ainda mais os canais de irrigação de um já congestionado Poder Judiciário.

Atenção empresários, sociedade brasileira, órgãos da imprensa, Poder Judiciário, Sindicatos dos Servidores Públicos, OAB, AMB, entidades de classe, Maçonaria, Clubes Militares, mestres do Direito Constitucional, gente religiosa, manifestai-vos enquanto é tempo.

 


A três passos da guerra civil

Por *Gelio Fregapani

O Cel. Gelio Fregapani é escritor, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.


Na Amazônia Legal (2009), estão representadas em laranja as terras indígenas. Em 2005, reconhecidas e demarcadas pela Funai, já abrangiam 12,41% do total do território brasileiro; outras 123 terras ainda estavam em processo de identificação e demarcação.

Os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina. Falta ainda homologar no congresso e unir as várias reservas indígenas em uma gigantesca, e declarar sua independência. Isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra. Quase tão problemática quanto a questão indígena é a quilombola. Talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.
O MST se desloca como um exército de ocupação. As invasões do MST são toleradas, e a lei não aplicada. Os produtores rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja: a convulsão social. Este conflito parece inevitável.

O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional, que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.
Pela primeira vez em muito tempo, está havendo alguma discussão sobre a segurança nacional. Isto é bom, mas sem identificarmos corretamente as ameaças, não há como nos preparar para enfrentá-las.

A crise econômica e a escassez de recursos naturais poderão conduzir as grandes potências a tomá-los a manu militari, mas ainda mais provável e até mais perigosa pode ser a ameaça de convulsão interna provocada por três componentes básicos: a divisão do povo brasileiro em etnias hostis; os conflitos potenciais entre produtores agrícolas e os movimentos dito sociais; e as irreconciliáveis divergências entre ambientalistas e desenvolvimentistas.

Em certos momentos chega a ser evidente a demolição das estruturas políticas, sociais, psicológicas e religiosas, da nossa Pátria, construídas ao largo de cinco séculos de civilização cristã. Depois, sem tanto alvoroço, prossegue uma fase de consolidação antes de nova investida.

Isto ainda pode mudar, mas infelizmente os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina. Em havendo, nossa desunião nos prostrará inermes, sem forças para nos opormos eficazmente às pretensões estrangeiras.

A ameaça de conflitos étnicos, a mais perigosa pelo caráter separatista

A multiplicação das reservas indígenas, exatamente sobre as maiores jazidas minerais, usa o pretexto de conservar uma cultura neolítica (que nem existe mais), mas visa mesmo a criação de “uma grande nação” indígena. Agora mesmo assistimos, sobre as brasas ainda fumegantes da Raposa-serra do Sol, o anúncio da criação da reserva Anaro, que unirá a Raposa/São Marcos à Ianomâmi. Posteriormente a Marabitanas unirá a Ianomâmi à Balaio/Cabeça do Cachorro, englobando toda a fronteira Norte da Amazônia Ocidental e suas riquíssimas serras prenhes das mais preciosas jazidas.

O problema é mais profundo do que parece; não é apenas a ambição estrangeira. Está também em curso um projeto de porte continental sonhado pela utopia neomissionária tribalista. O trabalho de demolição dos atuais Estado-nações visa a construção, em seu lugar, da Nuestra América, ou Abya Yala, idealizado provavelmente pelos grandes grupos financistas com sede em Londres, que não se acanha de utilizar quer os sentimentos religiosos quer a sede de justiça social das massas para conservar e ampliar seus domínios. O CIMI, organismo subordinado à CNBB, não cuida da evangelização dos povos indígenas segundo o espírito de Nóbrega, Anchieta e outros construtores de nossa nação. Como adeptos da Teologia da Libertação, estão em consonância com seus colegas que atuam no continente, todos empenhados na fermentação revolucionária do projeto comuno-missionário Abya Yala.

O processo não se restringe ao nosso País, mas além das ações do CIMI, a atuação estrangeira está clara:

Identificação das jazidas: já feito; atração dos silvícolas e criação das reservas sobre as jazidas: já feito; conseguir a demarcação e homologação: já feito na maior parte; colocar na nossa Constituição que tratados e convenções internacionais assinados e homologados pelo congresso teriam força constitucional, portanto acima das leis comuns: já feito; assinatura pelo Itamarati de convenção que virtualmente dá autonomia à comunidades indígenas: já feito.

Falta ainda homologar no congresso e unir as várias reservas em uma gigantesca e declarar a independência, e isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra.

O perigo não é o único, mas é bastante real. Pode, por si só, criar ocasião propícia ao desencadeamento de intervenções militares pelas potências carentes dos recursos naturais petróleo e minérios, quando o Brasil reagir.

A UnB foi contratada pelo Governo para fazer o mapa dos quilombolas. Por milagre, em todos os lugares, apareceram “quilombolas”. No Espírito Santo cidades inteiras, ameaçadas de despejo. Da mesma forma em Pernambuco. A fronteira no Pará virou um quilombo inteiro.

 

Qual o processo? Apareceram uns barbudos de piercings no nariz, perguntando aos afro-descendentes: "O senhor mora aqui?" "Moro." "Desde 1988?" (o quilombola que residisse no dia da promulgação da Constituição teria direito à escritura). "Sim". "Quem morava aqui?" “Meu avô." "Seu avô por acaso pescava e caçava por aqui?" "Sim” “Até onde?" "Ah, ele ia lá na cabeceira do rio, lá naquela montanha." "Tudo é seu." E escrituras centenárias perdem o valor baseado num direito que não existe. Não tenho certeza de que isto não seja proposital para criar conflitos.

Tem gente se armando, tem gente se preparando para uma guerra. Temos de abrir o olho também para esse processo, que conduz ao ódio racial. Normalmente esquerdistas, talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.

Certamente isto vai gerar conflitos, mas até agora o movimento quilombola não deu sinal de separatismo.

Os Conflitos Rurais — talvez os primeiros a eclodir

O MST se desloca como um exército de ocupação, mobilizando uma grande massa de miseráveis (com muitos oportunistas), dirigidos por uma liderança em parte clandestina. As invasões do MST são toleradas e a lei não aplicada. Mesmo ciente da pretensão do MST de criar uma “zona livre”, uma “república do MST” na região do Pontal do Paranapanema, o Governo só contemporisa; finge não perceber que o MST não quer receber terras, quer invadi-las e tende a realizar ações cada vez mais audaciosas.


É claro que os produtores rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja; a convulsão social, contando, talvez, com o apoio de setores governamentais como o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Segundo Pedro Stédile: “O interior do Brasil pode transformar-se em uma Colômbia. A situação sairá de controle, haverá convulsões sociais e a sociedade se desintegrará.”

Este conflito parece inevitável. Provavelmente ocorrerá num próximo governo, mas se ficar evidente a derrota do PT antes das eleições, é provável que o MST desencadeie suas operações antes mesmo da nova posse.

O ambientalismo distorcido, principal pretexto para uma futura intervenção estrangeira
Já é consenso que o ambientalismo está sendo usado para impedir o progresso, mesmo matando os empregos Caso se imponham os esquemas delirantes dos ambientalistas dentro do governo, com as restrições de uso da terra para produção de alimentos, um terço do território do País ficará interditado a atividades econômicas modernas.

Há reações, dos ruralistas no interior do País, nas elites produtivas e até mesmo em setores do governo, mas as pressões estrangeiras tendem a se intensificar. Se bem que raramente o meio ambiente serviu de motivo para guerra, hoje claramente está sendo pretexto para futuras intervenções, naturalmente encobrindo o verdadeiro motivo, a disputa pelos escassos recursos naturais.

No momento em que a fome ronda o mundo, o movimento ambientalista, a serviço do estrangeiro, mas com respaldo do governo e com apoio de uma massa urbana iludida, chama de “terra devastada” àqueles quadrados verdejantes de área cultivada, que apreciamos ver na Europa e nos Estados Unidos, e impede a construção de hidrelétricas para salvar os bagres. Com a entrada da Marina Silva na disputa eleitoral, nota-se, lamentavelmente, que todos os candidatos passarão a defender o ambientalismo, sem pensar se é útil para o País.

A três passos da guerra civil

O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional, que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.

Várias fontes de conflito estão para estourar, dependendo da radicalização das más medidas, particularmente do Ministério da Justiça:

Roraima não está totalmente pacificada; o Mato Grosso do Sul anuncia revolta em função da decisão da Funai em criar lá novas reservas indígenas; no Rio Grande do Sul, os produtores rurais pretendem reagir às provocações do MST; Santa Catarina ameaça usar a PM para conter a fúria ambientalista do ministro Minc, que queria destruir toda a plantação de maçã.

Uma vez iniciado um conflito, tudo indica que se expandirá como um rastilho de pólvora. Este quadro, preocupante já por si, fica agravado pela quase certeza de que, na atual conjuntura da crise mundial o nosso País sofrerá pressões para ceder suas riquezas naturais petróleo, minérios e até terras cultiváveis e estando dividido sabemos o que acontecerá, mais ainda quando uma das facções se coloca ao lado dos adversários como já demonstrou o MST no caso de Itaipu.

Bem, ainda temos Forças Armadas, mas segundo as últimas notícias, o Exército (que é o mais importante na defesa interna) terá seu efetivo reduzido. Será proposital?

Que Deus guarde a todos você

O cel. Gelio Fregapani é escritor, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

Quase todos os militares e muitos civis que participam de alguns dos nossos excelentes cursos conhecem muito bem o grave problema abordado pelo Cel Fregapani. Sem dúvida, corremos um sério risco no que diz respeito a perda da nossa soberania em consequência de uma ação armada estrangeira no Brasil. Só os ingênuos e iludidos não percebem o perigo que nos ronda. Este alerta é de um brasileiro patriota e conhecedor profundo dos problemas brasileiros. Mello

 

 

 


Vício em alta

Ernesto Caruso, 01, 02/11/2009

O vício está em alta no Brasil, nas altas e nas baixas.

No litoral, no interior, na praia, no planalto, morro, asfalto, centros, periferias, duplex, barracos, praças, bailão, pancadão, boate, bares e botecos, cujo resultado final é o homicídio com maior ou menor agravante pelo efeito da droga, ou o suicídio, pela overdose/dose homeopática; morte lenta do consumidor, desgaste gradual da família por uma doença provocada, muito além das que a natureza impõe.


Multiplicam-se os órfãos das drogas, cedo demais pela perda dos pais, tarde demais nos ombros de avós idosas, viúvas, cabelos brancos, andar lento, inchaço nas pernas, bolsos vazios, vida de sacrifício, sem remédio, ao lado do posto médico, hospital, falidos, onde já perdeu o marido que morreu na fila, sem socorro médico ou exaurido, não assistido, atingido pela bala perdida.

Hospitais que não conseguem atender quem trabalha, recolhe impostos e paga a previdência. Como vão dar conta dos envolvidos em surtos psicóticos, tratar dos viciados em escalada geométrica? O Estado só admite a internação voluntária. Mães pobres, sem esperança nos governos, esgotadas, acorrentam filhos e filhas em desespero para não verem seus filhos mortos pelo narcotráfico.

Dia desses uma ocorrência foi deveras comovente, não por ser a única, mas pelos registros que ficaram, sem motivar as autoridades. Triste o sacrifício imposto a uma jovem de 18 anos na luta contra o vício que exauria o namorado e por ele é barbaramente estrangulada e morta, no Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro, lá residentes e vizinhos de prédio. O sofrido pai pelo vício destruidor do filho, agora acumula o desgosto de o ver como assassino. Desnorteado pediu desculpas à família da vítima e fez críticas à política de tratamento do dependente químico, afiançando que todo viciado que se torna perigoso, deveria ser mantido em tratamento para a defesa da vida de desconhecidos, como dos próprios entes queridos. Ressalta que a namorada era um anjo na vida do filho.

Pobre moça — Bárbara Calazans — vítima da irracionalidade do namorado e das autoridades que não cumprem com as suas obrigações, propiciando condições para a proliferação do mal.

Causas várias se somam, personalidade, meio, estímulos negativos, rupturas, etc, mas uma origem é inconteste, a existência da droga por um lado, e a propaganda, pelo outro.

Os apologistas da liberação, como a justificar o “eu não estou errado” chamam de hipócritas os contrários — rótulo simplista para demonizar — e dizem que o álcool e o cigarro fazem mal de igual forma. Hipócritas, viciados e falsos são eles. Fume um cigarro, beba o conteúdo de uma lata de cerveja, quantidade admitida para dirigir automóvel e fume um cigarro de maconha. Um só “baseado” é suficiente para a pessoa “viajar”, se esquecer do presente, gerar preguiça e facilitar a caminhada para as drogas mais devastadoras como o crack.

O vinho em doses controladas; uma taça nas refeições é salutar.

Mas, mesmo assim, não se pode fazer propaganda de cigarro, já bastante coibido em lugares públicos, e o mesmo deveria ser para cerveja, no concernente à publicidade, pois a “lei seca” deu um freio no consumo de bebidas vinculado à condução de veículos.

Renda-se homenagem a Pelé; quero crer, nunca tenha feito propaganda de bebida alcoólica e de cigarro.
Ora, chamar de hipocrisia por hipocrisia, como considerar as drogas lícitas que consideram como o MAL, para justificar a maconha como BEM?

Se, desejam ajudar, façam campanhas contra o cigarro e as bebidas. Criem regras mais severas nos horários de funcionamento de bares e boates. Cobrem das autoridades o cumprimento da lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores.

Não se pode justificar a maconha pelo consumo excessivo do álcool. Ainda que assim entendam, um erro não justifica o outro.

Infelizmente, o governo empresta a sua imagem em favor do vício. Um presidente da República tem projeção elevada pelo cargo que exerce e qualquer dos seus atos gera influências, define posições. As empresas de propaganda usam com intensidade as figuras que se destacam, sejam bem conhecidas e normalmente exitosas nas artes, nos esportes, etc, nas promoções de produtos e nos processos educativos.

O presidente Lula em visita à região do Chapare, centro produtor de cocaína juntamente com Evo Morales, vestiu um colar feito de folhas de coca, e no discurso a uma platéia de cocaleros, anunciou que o Brasil substituirá os EUA na compra de têxteis, com tarifa zero, no valor de US$ 21 milhões. Morales concluiu: "Viva a coca, morte aos ianques."

O ex-presidente dos EUA, G. W. Bush, excluíra a Bolívia da lei de preferências tarifárias, decisão mantida por Barack Obama, entendendo que o alto escalão do governo incentiva a produção de coca, matéria-prima da cocaína.

Agravante de tal exposição é a constatação de que a Bolívia é o principal fornecedor de cocaína ao Brasil.

No mesmo contexto de incentivo ao vício, destaca-se a figura do ministro Carlos Minc, como defensor da descriminação da maconha, o que traduz um propósito de governo. Mesmo os que ficam calados, estão concordes ou já teriam se retirado em protesto
Minc participou da marcha que propõe a liberação, ampla, geral e irrestrita da erva maldita, na cidade do Rio de Janeiro, e a seguir em um show, elogiou com ritmo e poesia a Argentina por ter conquistado tal objetivo.

Argumenta de forma frágil que hoje a guerra das drogas mata mais do que a overdose.

Pode até matar mais do que a overdose no imediato, mas é infinitamente menor do que o sofrimento que a droga dissemina, que sufoca e destroi as famílias, sobrecarrega a combalida assistência médica, que afasta o homem do trabalho, o faz um morto-vivo e o mata no médio prazo. Uma infâmia.

Querem transformar o traficante em empresário. E com isso, vai aumentar ou diminuir o consumo?

Já na Inglaterra de liberdade incontestável foi muito diferente.

O ministro do Interior, Alan Johnson, pediu ao professor David Nutt, conselheiro do governo britânico para as drogas, que apresentasse sua demissão, por não adm

itir a sua afirmação de que a maconha, o êxtase e o LSD são substâncias menos perigosas que o álcool e o cigarro, pois perdera a confiança no especialista, concluindo: "É importante que as mensagens do governo sobre as drogas sejam claras."
Não é possível que em termos de Brasil, as autoridades de diversos matizes ideológicos, educativos, princípios e fundamentalmente religiosos, compartilhem e vejam as cenas narradas acima, com a participação do presidente Lula e o seu ministro Minc, protagonizadas por noviças castiças.

O vice presidente José Alencar é católico fervoroso, pertence ao P

artido Republicano Brasileiro (PRB), do Bispo Macedo, bem como o senador Bispo Marcelo Crivella, três

grandes líderes na fé cristã, indubitavelmente.

Evangélicos, católicos e espíritas vêem esses vícios com naturalidade? Autoridades eclesiásticas, bispos, pastores não condenam esses comportamentos nas suas pregações? Como admitir alianças com quem blasfema, compara uma administração pública que para ter sucesso, há que considerar um acordo de Jesus com Judas?

Conclui-se que o governo é pró liberação da maconha, mas não deveria contar com o apoio das gentes que pregam o bem, a fé cristã.

Ora, Lula instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus em cerimônia, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com a presença do senador Bispo Crivella (PRB), sobrinho de Edir Macedo da Igreja Universal, a ministra a ministra Dilma Rousseff, e os bispos da Igreja Renascer Sônia e Estevam Hernandes.

Desse mesmo governo, a ministra Dilma segue em peregrinação religiosa Vai à Salvador, participa da Lavagem do Bonfim, com as vestes e banho típicos do ritual do candomblé, e da missa com direito à saudação feita pelo pároco local e depois no norte do país, na tradicional procissão do Círio de Nazareth.

Não há compromisso entre o que se prega e que se pratica, ou no vale tudo, acende-se uma vela a Deus e outra ao diabo.

Em termos de responsabilidade constitucional, a assistência médica que não está sendo devidamente prestada, é atribuição do sistema único de saúde no nível nacional, e que advém das contribuições dos trabalhadores (Art 198) e o combate ao narcotráfico, compete à polícia federal (Art 144, § 1º, II,III).

Vamos rezar a todos os santos para que livrem a sociedade brasileira de governos como o de LULA/DILMA, muito menos a sua continuidade, e pelos finados vítimas do narcotráfico e dos que lhes apóiam, não lhes dão combate com eficiência e dos que são omissos por interesse ou covardia.

 

MILITARES, NUNCA MAIS !
Millôr Fernandes, jornalista

Ainda bem que hoje tudo é diferente, temos um PT sério, honesto e progressista. Cresce o grupo que não quer mais ver MILITARES NO PODER, pelas razões abaixo: Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças!

Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora. Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.

Criaram esse maldito do Pro-Álcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. Para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobrás, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.

Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial. Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".

Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa.

Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos.
Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPU), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso, implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Recife, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país. Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

Inventaram um tal de PROJETO RONDON, para que os nossos universitários conhecessem os problemas dos brasileiros desassistidos nos grotões da Amazônia, Centro-oeste e Nordeste; Inventaram ainda o FGTS, PIS e PASEP, só para criar atritos entre empregados e patrões. Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões.

Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.

Outras desgraças criadas pelos militares: Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M. Criaram a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM.

Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 22 anos de "desgoverno". Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguinte, não fizeram nem 10% dos "estragos" que os militares fizeram. Graças a Deus!

Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: "Militar no poder, nunca mais"!!! Salvo os domesticados...

"A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta" (Rui Barbosa em "Oração aos Moços").

"O cinema e a literatura inventaram o herói sem causa. O parlamento brasileiro consagrou o canalha sem jaça".

Nota da Redação: Só nos últimos 4 anos até 19 de outubro de 2009 19 500 pessoas e 4 600 traficantes foram mortos só no Estado do Rio de Janeiro. (fonte Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro). Os familiares das pessoas inocentes que tombaram não recebem indenizações, como a canalha terrorista.

 

 

Editorial

“Lula, o Filho do Brasil”
As amebas vão chorar de emoção

O filme tem um propósito sórdido, mascarado, é uma forma romanceada que, propositadamente, esconde os desvios de caráter do retirante Lula e suas ações contra os interesses de seus próprios companheiros de sindicato. Os metalúrgicos não conhecem a relação promíscua do então sindicalista com os patrões, ou, então não têm alcance intelectual para perceberem quem é o sindicalista que elegeram.

O filme é um lançamento eleitoreiro que envergonha o excelente cinema nacional. A História saberá separar a verdade da farsa. É só uma questão de tempo.

As constantes greves promovidas pelo sindicato dos metalúrgicos aceleraram a robotização das montadoras, sem que houvesse tempo e interesse em capacitar os metalúrgicos para a realidade da automação industrial. O resultado foi o desemprego em massa e a perda de direitos como planos de saúde e moradia, para metalúrgicos e seus familiares, além dos prejuízos aos que trabalhavam em empresas fornecedoras, que tiveram de acompanhar os novos conceitos.

Por ser presidente de sindicato, Lula nunca teve seus vencimentos ou emprego em risco, por gozar de imunidade, o que não aconteceu com os milhares de metalúrgicos que ficaram na rua da amargura.

Mostrar a verdade como ela é não interessa aos beneficiados pela hipocrisia, que o filme representa.


Que outros interesses escusos estarão por trás dos panos? Poucos seriam os jornalistas com isenção para levantar essas verdades ocultas. O poder oficial tem sido impiedoso com os que o contrariam. Afinal, com o curriculum de ex-criminosos, hoje no governo, todos tomaram caronas na anistia, embolsando polpudas indenizações, e povo mais uma vez continua pagando, e nos partidos de apoio ao governo é de se esperar tal comportamento.

Que saudade do REPÓRTER ESSO, quando as noticias eram confirmadas e a verdade era absoluta. Hoje, a manipulação da verdade é divulgada pelos que deveriam ser os fiscais dos fatos. Perderam a credibilidade e a necessidade de um diploma. Ganharam o quê? FPR


O PT e a sétima arte
SOLANGE AMARAL


Enganam-se aqueles que pensam que a sucessão presidencial, em 2010, será marcada pela modernidade na comunicação, seguindo o modelo de sucesso adotado pelo presidente Barack Obama, que inovou ao usar com competência as redes sociais da internet. O governo federal e o PT sabem que o grosso do seueleitorado nunca ouviu falar em Twitter ou Facebook, e por isso apostarão suas fichas num aparelho criado pelos irmãos Lumière, no século 19, batizado de cinematógrafo. Peço licença aos patrulheiros de plantão, mas a verdade é que o filme "Lula, o filho do Brasil", que será lançado no ano da eleição, é o trunfo que o governo precisa para eleger até um poste. Trata-se de umfilme-exaltação, contando o drama de um homem igual a milhões de outros brasileiros que vivem em situação de miséria no país. O problema é que o filme conta apenas a verdade que interessa ao Planalto, omitindo os desvios éticos do protagonista, já como presidente, como a compra de parlamentares no escândalo do Mensalão, o aparelhamento de organizações sociais e os acordos para consolidar sua base política. Será que o Planalto, através do seu diligente ministro da Justiça, Tarso Genro, permitiria a exibição de um documentário, no estilo Michael Moore, contando os bastidores dos oito anos do governo petista?

O público, que será brindado com cenas lacrimosas de um retirante que se tornou presidente, também tem interesse em conhecer os métodos usados pelo "Cara" para domesticar a UNE, o MST e as centrais sindicais. O cruzamento de imagens de arquivo, onde Lula chamava de corruptos aqueles que hoje são seus aliados, é reflexão necessária sobre uma realidade que não pode ser omitida, para o filme ter começo, meio e fim.Para quem não está convencido de que "Lula, o filho do Brasil" é um panfleto eleitoral, o próprio presidente dá a pista sobre a verdade que se esconde no escurinho do cinema.

Com o filme pronto, sua meta é criar salas de exibição nas periferias do Brasil. A proposta de criação do Vale Cultura, encaminhada com pedido de urgência urgentíssima ao Congresso, é excelente. Mas por uma questão de respeito e equilíbrio do jogo democrático, é inaceitável que o acesso à cultura seja impregnado por intenções político-eleitoreiras.

A senadora Marina Silva e os governadores José Serra e Aécio Neves rendem excelentes filmes. Nas mãos habilidosas de um cineasta, qualquer história toca a sensibilidade de um povo.

"Lula, o filho do Brasil" não foi feito para emocionar. A meta é eleger sua candidata em 2010.

 

 

Generais do Jango

Ernesto Caruso, 18/10/2009

Pinçando os fatos históricos, cada um com as suas observações e convicções, assim como o governo Lula/Dilma/Tarso vem fazendo sistematicamente, quer fazendo massiva propaganda sobre os desaparecidos políticos e diz aos militares que se deve esquecer o passado (dito pelo Gen Albuquerque, excomandante do EB, em palestra no Clube Militar), quer alimentando as invasões pelo MST, afrontando o direito de propriedade, como parte da pressão de base, quer se imiscuindo nos outros Poderes, com a capa protetora da democracia, mas usando-a de forma fraudulenta, impondo amarras na cúpula do Judiciário, nomeando a sua maioria pelo longo período de governo, advindo da famigerada reeleição, e outras amarras no Legislativo, como no recente escândalo envolvendo o presidente do Senado, já na gaveta, abafado pela mudança de foco para o caso Zelaya e o espetáculo teatral das Olimpíadas de 2016, vejamos alguns aspectos e procedimentos da cúpula militar no entorno do dia 31 de março de 1964.
Na Chefia do Gabinete Militar estava o Gen Bda Argemiro de Assis Brasil, de 18/10/63 até 31/03/64. Segundo consta, montara um plano para colocar oficiais generais nos principais cargos que fossem ideologicamente afinados

 
com o presidente Jango, garantindo o tal Dispositivo Militar, que, no momento crucial fracassou totalmente.
Em 30 de março de 1964, houve a reunião no Automóvel Clube do Brasil do presidente Jango com os sargentos.

Embora mais um fundamento para o desenlace do dia seguinte, não foi a gota d'água, pelo exíguo tempo entre esse acontecimento e o seguinte , com as tropas do Gen Mourão em marcha para o combate.

A despeito do rastilho de pólvora já aceso, pairou dúvida quanto à ida de Jango ao evento. Observe a entrevista de Raul Riff: “Quando o Jango estava se arrumando para ir à reunião dos sargentos no Automóvel Clube, estavam no quarto com ele o Tancredo, o general Assis Brasil e eu. Não me lembro se ele convocou ou se foi ocasional o fato de nós três estarmos lá. Quando ele já estava quase saindo virou-se para nós e perguntou: "O que é que vocês acham? Vou ou não ao comício?" Tancredo foi contra: "Não deve ir porque realmente é uma coisa que não agrada à hierarquia militar. Politicamente não é aconselhável." Aí o Jango virou-se para o Assis Brasil: "O que é que você acha?" Assis Brasil, que como militar tinha uma opinião que pesava muito, disse: "Não; acho que não pode deixar de ir, porque seria uma falta de consideração, de atenção com os sargentos que promoveram essa reunião." Por fim, virou-se para mim: "Ryff, o que é que tu achas?" Respondi: "Estou de acordo com o Tancredo. Acho que não é oportuno." Ele acabou indo.”

Apesar de toda a lealdade do Gen Assis a Jango, as palavras da filha do expresidente, Denize Goulart, não demonstram reconhecimento, nem respeito: “Depois do golpe, quando estávamos no exílio, o general Assis Brasil foi nos visitar no Uruguai. Minha mãe, ao encontrá-lo diante dela, não se conteve e falou: "Piá merece é isso!" e esbofeteou o general!!!” E arrasa: “Ainda há pouco citei o Castello Branco, que era conspirador, mas estava próximo ao presidente. No Chile aconteceu igual: o Augusto Pinochet era o general mais submisso ao Salvador Allende, mas derrubou-o...” (Portal do PDT)
Obviamente, confunde, no militar, a lealdade às pessoas, com concordância ou discordância aos atos postos em prática pela autoridade.

Cargos militares têm que ser ocupados por militares, sem que isso signifique, por um lado, subserviência, prevalência dos interesses pessoais, prêmios de consolação, acomodação, omissão, fraqueza, ou por outro, respaldo, afinamento com as posturas de governo e coparticipação nos riscos. Ter percepção sobre os desvios de conduta no macro e no micro, aceitar ou reagir, gerando uma pequena crise, pela saída, esclarecendo as razões, ou uma crise à altura do desvio constitucional, aceito mansamente pelos outros Poderes, alijando o Executivo infrator, em respeito concepção do Estado.

O Gabinete Militar, criado em 1938 foi designado Casa Militar em 1992, e em 1999, Gabinete de Segurança Institucional. O desmonte das Forças Armadas.

Como ministro da Marinha estava o Almirante Sylvio B. Motta (15/06/63 a 27/03/64) que substituíra o Alte Pedro Paulo Suzano (24/01/63 a 14/06/63), quando ocorreu uma reunião de marinheiros no Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro no dia 25 de março de 1964, em prol de uma associação de classe, reivindicações, apoio às reformas de base, etc. Não concordando com a ocorrência, o ministro emitiu ordem de prisão dos infratores para execução por parte dos fuzileiros navais, cujo efetivo aderiu aos demais, apoiado pelo Alte Cândido Aragão. Afinados Jango e Aragão forçaram o pedido de demissão do ministro que foi substituído pelo Alte Paulo Mário da Cunha Rodrigues (27/03/64 a 31/03/64).
Acomodação, liberdade aos presos, manifesto de repúdio pelo Clube Naval; almirantes e oficiais contra a anarquia reinante, demonstrando a insatisfação, dando a lição, não só refutando a indisciplina, incentivada ostensivamente, diferente de hoje, camuflada pelo viés ideológico de juízes, exarando sentenças não compatíveis com as atividades militares em tempo de paz, como preparação, por serem próprias e adequadas aos momentos de guerra. Avançar sob os fogos, zumbido da morte dos rojões e a metralha das armas inimigas serão o desafio a vencer, fora dos gabinetes, togas, cafezinho e ar condicionado.

No Ministério da Guerra, o Gen Ex Jair Dantas Ribeiro (15/06/63 a 31/03/64) e no Ministério da Aeronáutica, o Brigadeiro Anysio Botelho (15/06/63 a 31/03/64) que estavam presentes, juntamente com Alte Sylvio Motta, ministro da Marinha, no comício da Central do Brasil em 13 de março de 1964, onde os discursos e as faixas empunhadas pelos manifestantes, "Jango em 65 - Presidente da República: Trabalhadores querem armas para defender o seu governo". "Sexta Feira, 13, mas não é de agosto", "Brizola 65 - Solução do povo", "Jango - Abaixo com os latifúndios e os trustes", "Jango - Defenderemos as reformas à