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Editorial

Consciência Negra?
20 de novembro de 2008

Flavio P. Ramos

O Museu do Negro, no Rio de Janeiro está vivendo no caos, nas mãos de apedeutas.
Antes dirigido pela competente museóloga e arqueóloga, Juracy Arruda Caetano da Silva, o Museu do Negro está, hoje, acéfalo.


A direção atual da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, entidade à qual o Museu pertence, está à deriva, entre a incompetência, a ganância e a ignorância. Desenvolve um processo de destruição sistemática dos valores da importante cultura negra e do patrimônio da Irmandade e de seus membros.

A revel e em flagrante desobediência à Lei, que determina que a direção de museus, por ser cargo técnico, deva ser ocupada unicamente por museólogos, a atual diretoria da Irmandade permanece omissa.

Que esperar de quem responde a inúmeros processos na Justiça por motivos diversos, incluindo improbidade, e segue impune nos crimes contra a História e a etnia brasileiras?

A Irmandade Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, segundo várias fontes confirmadas, está ruindo graças a erros sistemáticos e má gestão de recursos.

Neste país, onde os políticos têm por escopo o assistencialismo e o desapego às coisas da cultura, obras de arte são roubadas por falta de segurança, nos museus, e por falta de vontade política e amor à História.

É o caso do Museu do Negro, no Rio de Janeiro: é uma vergonha que o ISPHAN-Rio e o Conselho Regional de Museologia fiquem “vendo a banda passar”, enquanto se sucedem crimes contra o patrimônio, a História e contra a atividade de museólogo.

A apuração desses desvios de conduta administrativa, com prejuízos ao patrimônio da História da cultura negra, são caso para a Polícia Federal e para ação civil pública.

Enquanto isso, em São Paulo, outra instituição, o Museu Afro-Brasil, situado dentro do Parque do Ibirapuera, recebe anualmente 15 000 visitantes por ano e tem essa infra-estrutura adequada à sua importante finalidade como museu.

Apesar de abafados, os escândalos de corrupção da quadrilha de Brasília são conhecidos por todos.

É o triunfo da ignorância e da mentira repetitiva, sobre a lógica, a vitória da maioria corrupta contra os que querem o melhor para todos os brasileiros, mas, que, por terem ética, deixam de usar de esquemas torpes para se manterem no poder. É a epidemia de impunidade e de corrupção, como nunca houve, contaminando as instituições públicas e privadas.

Se falta dinheiro para manter a História e o patrimônio cultural, sobra para as festanças, para os cartões corporativos, para as viagens e para as mordomias e, principalmente, para o assistencialismo, que acomoda, na letargia, o povo improdutivo à espera de dinheiro que não conquistou, ao invés de estimulá-lo a progredir, a contribuir e a viver por seu próprio esforço e mérito, com dignidade.

Qual será o futuro de uma população predadora que não lê, não preserva
seu passado e não planta para seu futuro, mas quer colher os frutos
que os outros plantaram?

É uma vergonha para a raça humana!

 


 
     
 

Relíquia histórica abandonada em Itaipava


Landau que serviu ao Presidente Emilio Garrastazú Médici, que governou o Brasil entre 15 de outubro de 1969 e 15 de março de 1974, e à primeira dama D Syla, abandonado. O carro está sem condições mecânicas de funcionamento e com a lataria enferrujada, já o interior permanece intacto como na época em que transportava o presidente.

Descobrimos o Landau do Presidente Médici, por acaso, em uma casa vizinha da pousada Leo e Lu na rua das Arcas, Loteamento Xavier, Rua B, 152. Foi onde o presidente e dona Syla viveram seus últimos momentos, na modesta casa de Itaipava.

Foi o que constatamos em nossa viagem a Itaipava, distrito de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, para uma reportagem sobre turismo e hotelaria.

Só para relembrar um pedacinho da nossa História recente.
No mesmo estádio Mario Filho MARACANÃ onde o povo vaiou Lula, uma vez, Médici era aplaudido de pé sempre que comparecia aos jogos.

Não seria o caso de salvar esse carro histórico e colocá-lo em exposição em um museu, como o Museu da República no Palácio do Catete, junto com outros que também serviram ex-presidentes?

Exemplo já existe
No Museu Aeroespacial da Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, na cidade do Rio de Janeiro, junto a outras aeronaves históricas, está uma aeronave que transportava o presidente Getúlio Vargas, restaurada em sua configuração original. Uma bela iniciativa de preservar a História Pátria. Pena que seja um caso isolado. Pobre do país que não respeita a sua história.

Na contramão do que diz o pior dos presidentes do pior dos governos que o Brasil já teve, o governo do PT procura sepultar a parte da história que não lhe agrada. Uma época em que éramos a oitava economia do mundo, não havia desemprego, como hoje, nem crime organizado, podíamos andar nas ruas sem temermos
assaltantes e arrastões.

Hoje, vivemos a era da impunidade e da corrupção, governados por presidente e ministros com folha penal e mantidos no poder por esquemas sórdidos de compra de votos e prestígio com dinheiro público, travestido de assistencialismo e distribuição de renda.

Coitados dos que não tiverem “afinidade” com o esquema Lula, prefeitos ou não. É a ameaça que aparece nos filmes das campanhas pelos candidatos apoiados pela quadrilha oficial e que detêm a chave do cofre.

Só para lembrar, países como a Inglaterra, França, Estados Unidos e Canadá, ao contrário do Brasil, têm profundo respeito pela História deles.

Em Niagra Falls, por exemplo, há um Museu do Automóvel, onde, por um preço módico, podem ser vistos automóveis que contaram a história de personalidades famosas.

Ao lado de outros, relíquias que pertenceram a presidentes dos Estados Unidos e a outros chefes de Estado há, também, carros de gangsters que já eram blindados naquela época.

Fortes históricos são encontrados no Canadá e Estados Unidos. Neles, a guarnição de serviço ainda usa armamentos e uniformes históricos com perucas brancas e tudo o mais, preservados e restaurados em estado de perfeita conservação.

São escolhidos soldados de excelente comportamento, parte deles descendentes das famílias dos que formavam nas guarnições originais.

Tudo isso é mantido em perfeito estado com a venda de filmes, slides, cartões postais e pelos ingressos.

Todos que os visitam pagam com prazer para ver a história viva. E Aqui, no Brasil?

Flavio P.Ramos


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Corda para a forca

O “bufão de plantão”, eleito pelo voto da corrupção dos idênticos, despeja sua verborréia contra o FMI.

Só na cabeça escatológica do conhecido alcoólatra fanfarrão e mentiroso Lula cabe uma estupidez de tamanho calibre. Estará desviando a atenção para longe das asneiras internas?

Dizer que a crise dos bancos a americanos não vai afetar o Brasil só mostra infantilidade.Mas chegar ao ponto de não perceber o fenômeno cascata e não saber o que é uma economia globalizada e interdependente é coisa de quadrúpede.

Países fornecedores de matérias primas, como aço e manganês e de alimentos essenciais, precisam de parceiros para efetuar seus negócios, ou não?

Os que dependem de tecnologias de ponta ainda mais.

Na contra-mão da inteligência, o aumento dos juros diminui o poder de compra. A inadimplência atinge os desvairados consumistas, que pensam em prestações e não em preços. Tudo na euforia baseada na mentira de que não há risco para o Brasil, único país do mundo que não poderá ser atingido porque Lula não vai deixar. É mais uma mentira e o tempo vai mostrar.

Parece que a cabeça camaronesa do senhor presidente, e de sua quadrilha de goela grande, percebe que se o povo que acreditou é burro, o resto do mundo está acordado para a realidade. Lá fora, não seriam pesquisas de opinião encomendadas que mascarariam o bom senso.

Na Bolívia, o coleginha de colégio, Evo “Imorales”, já está sentindo a seu arbusto de coca assando, até na Bolívia, imaginem só, a luz já está aparecendo!

Quando essa sujeira, que é tão grande que as pessoas despreparadas não acreditam que seja possível vier à tona, não haverá lugar seguro para ser esconderijo dessa corja.

É fácil identifica-los: usam seus símbolos gravatas vermelhas, barbas, camisas vermelhas.

Há muito que o verde e o amarelo são as cores das toalhas de praia, cangas e biquínis. Só espero não ver o dia em que nossa bandeira seja tapete ou estampas ainda mais indignas, ou seja substituída de vez pela bandeira vermelha.

Nunca a auto-estima dos patriotas esteve tão comprometida.

Quando se pensava que o Brasil finalmente iria decolar, essa canalha, apoiada em asneiras casuístas, como o voto dos analfabetos e a descarada compra de votos, nos bolsões de miséria, elegem um semelhante, em cultura como presidente.O empossado espertalhão, conhecedor da forma venal de obter apoios, forma uma quadrilha de passado sujo e folha penal conhecida, para governar. Depois, com a máquina do poder nas mãos e os cordões da bolsa com dinheiro público, consegue de novo.

É um erro pensar que pela via ética haverá mudanças. Não foi pela ética que a quadrilha chegou ao poder.

Com a impunidade, a corrupção atual, imprensa séria ameaçada e o cidadão decente vigiado e com telefones grampeados, é impossível haver justiça. Essa tem sido a maneira que os comunistas sempre usaram para se manterem no poder, sempre contra a s elites, o pensamento culto e a imprensa livre.

Com imprensa controlada (TV Pública) e concessões controladas pelo poder dominante, meios de comunicação amarrados pelo Estado.


Será que estamos nos dias do “Apocalipse” ou falta corda para a forca?
Editor


 
 

Editorial

Pequeno burguês mentiroso

*Flavio P. Ramos

A mentira e a farsa sistemática, com grande dose de compra de votos, com o pseudo-assistencialismo, tem sido a tônica do megalomaníaco fronteiriço Lula, que a “afinidade”, a inexperiência dos jovens e o comprometimento dos comparsas e aproveitadores interessados, colocaram no poder o “pior dos presidentes que esse pobre país conhece.” FPR

Atribuir ao alcoolismo crônico, já mundialmente conhecido, ou à compulsão patológica de mentir e se sentir impune e amado, já seriam motivos para ajuda psiquiátrica, tratando-se do presidente da república. É caso para “impeachment” e reclusão em manicômio judiciário.

“Paguei a dívida externa do Brasil.”MENTIRA.

“O Brasil melhorou no meu governo.” MENTIRA. Já fomos a oitava economia do mundo nos governos militares, e agora?

“Vou destinar os lucros do petróleo de pré-sal para a educação.” MENTIRA.

Não há como perfurar para explorar economicamente o petróleo na área do pré-sal, que fica a mais de seis mil metros de profundidade, no governo Lula, nem no próximo “há diferença entre sondagem e perfuração em nível de produção”, nenhum poço foi perfurado nessa área ainda o que apareceu na televisão foi um engodo: o óleo era de um poço em águas de pouco mais de mil metros.” (nossa fonte é um engenheiro altamente especializado em corrosão e perfuração em águas profundas.) Portanto é MENTIRA que os lucros serão usados pelo governo Lula em educação, Lula mentiu e “jogou para a galera”.

Segundo nossa fonte, que é engenheiro e nordestino, como o presidente, mas não é ignorante nem viaja na maionese, não há como esconder mais essa MENTIRA.

O engenheiro está revoltado com o comportamento presidencial, que mostra o lado vergonhoso da conseqüência do voto de cabresto e da fanfarronice de Lula que está “poluindo a imagem do nordestino.”

“Liberdade de Imprensa e a TV Brasil é do povo.” MENTIRA. Nem nos mais duros momentos da história do Brasil houve tanto patrulhamento contra os membros da imprensa.

A bem da verdade, nunca tantos se venderam e foram ameaçados de demissão, e até demitidos.

A TV BRASIL está sendo usada para propaganda comunista e para enaltecer as “qualidades pessoais de Lula” forjadas por especialistas (Duda Mendonça e outros), para reforçar falsa imagem de LULA:

Como enaltecer Luiz Carlos Prestes “O cavaleiro da esperança.” Esperança de quê? De tornar o Brasil comunista e súdito da ex-União Soviética? Prestes foi um tenente do Exercito Brasileiro, onde ingressou por livre vontade e de onde saiu como DESERTOR. Prestes e seus comparsas invadiam e saqueavam fazendas por onde passavam amedrontando os fazendeiros, abatendo gado e destruindo plantações. (Não parece coisa de filme de cangaceiro e do MST?) essa é a parte da História que a esquerda maligna esconde.

Lula é popular no exterior. MENTIRA. É motivo de chacota de todos que ouvem as suas asneiras de improviso com “De álcool eu entendo”. Lula é o presidente bufo, alcoólatra e ignorante de um país do clube dos corruptos e sub-desenvolvidos chamado Brasil. É a prova viva de que “todo país tem o governo que merece” Será?

“Estamos cuidando das florestas Brasileiras e protegendo os índios com assentamentos em reservas.” MENTIRA. Está entregando as florestas brasileiras, a floresta Amazônica é apenas uma delas, e os recursos minerais e hídricos, além das plantas medicinais e madeiras nobres, a ONGs estrangeiras e ainda, dando a essas ONGS dinheiro público, dos impostos mais altos do hemisfério, nosso rico e suado dinheiro. Esse hipócrita falastrão se dizia contra as privatizações. MENTIRA deslavada.

Com a Lei 11284, assinada em 2 de março de 2006, o governo Lula abriu um sério precedente legal, que privatiza as florestas brasileiras um crime contra a Soberania Nacional cometido insanamente pelo Presidente da República, que desrespeita a Constituição e a Soberania Nacional.

“Não admito grampos telefônicos.” MENTIRA. A ABIN é subordinada a ele e o Ministério da Justiça e a Policia Federal, também. Não sabia de nada. MENTIRA.

“As maletas da ABIN não servem para escutas, esse não é o enfoque do problema.” MENTIRA.

Escutas são feitas nas centrais operadoras, diretamente do sistema telefônico, diretamente nas linhas não necessárias, maletas ou outros equipamentos. Telefones celulares são ainda mais facilmente grampeados. Nossa fonte é técnico inscrito no CREA, e demonstrou como é feito. É dessa forma que os bandidos clonam e ouvem linhas telefônicas celulares dos cidadãos do bem.

As pesquisas apontam Lula como sendo o presidente de maior prestígio popular. MENTIRA a amostra de apenas 2.000 pessoas é pouco em relação à população votante do Brasil, e mais, responda, por favor. QUANTAS VEZES VOÇÊ, SEUS FAMILIARES, AMIGOS e CONHECIDOS FORAM PESQUISADOS?

Por mentiras medíocres como essas, qual é a credibilidade interna e externa que esse senhor pode ter?

O governo do PT (e seus comparsas aliados políticos da quadrilha oficial) é honesto e todos têm mãos limpas. MENTIRA como explicar o enriquecimento deste senhor e sua parentela, especialmente o do Lulinha.

E a ministra Dilma Rousseff, candidata de LULA, conhecida ladra, apanhada quando roubava Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo?

Eleições limpas. MENTIRA. É uma piada de mau gosto os escândalos financeiros. O portfolio dos antigos e atuais ministros e que estão no poder, assessores diretos do senhor presidente mostra o perfil da quadrilha no passado e hoje. Onde estão os “sérios” diretores de jornalismo das emissoras de televisão que não mostram? E a Polícia Federal?

Será que Lula tem bola de cristal? Já afirmou publicamente que o próximo presidente será uma mulher.

Por que esses fatos aqui apresentados, não afetam o grosso do povo brasileiro?

As emissoras de TV estão cooptadas e qualquer jornalista que ouse falar contra Lula é demitido. Os que eram comunistas e mudaram de idéia enfiam a viola no saco para não admitirem a asneira que fizeram e para conservarem seus empregos, mordomias e sinecuras em órgãos públicos.

Qualquer membro da Imprensa que denunciar a corja do poder dominante está sujeito a ser morto ou desaparecer e o ato criminoso ser atribuído a envolvimento com drogas ou simples atentado “por engano”.

É só olhar para o passado dessa corja para ver do que são capazes, ainda mais com o poder nas mãos.

Lula vai apoiar Evo Morales (eleito pelos plantadores que têm o mesmo nível cultural de Lula e Evo) de coca, matéria prima da COCAINA com apoio logístico de LULA (Isso é interferência em assuntos internos de um outro país). Lula vai ajudar o “colega”, que já mostrou a que veio, quando desapropriou as refinarias da Petrobrás, descumpriu os acordos no preço do gás natural e usa essa matéria-prima como móvel (objeto) de chantagem, ameaçando o parque industrial brasileiro.

Grampos telefônicos não são ordenados pelo governo Lula? MENTIRA. Os órgãos envolvidos são subordinados ao presidente Lula e seus gestores nomeados por LULA.
Os grampos telefônicos estão monitorando os que podem comprometer essa farsa.

Foi com falsas denúncias, MENTIRAS engendradas pelo PT, hoje descartadas, que o presidente Fernando Collor foi afastado do poder.

O presidente Fernando Collor foi absolvido pelos tribunais por falta de comprovação das acusações forjadas que foram a ele imputadas.

Por uma falha (que não foi nossa) de acesso à internet houve um atraso dessa matéria e acrescentamos. Lula e seu Ministro Guido Mantega em transmissão em rede pelas emissoras de televisão garantiram que a crise da economia americana não afetaria significativamente o Brasil MENTIRA Manchete de O Globo de 21 de setembro de 2008. Crise: empresas perderam US $ 215 bilhões no Brasil. Isso, até esta data e só na bolsa de São Paulo. Os economistas projetam um crescimento ainda menor para a economia brasileira, de até 2 por cento contra os cinco por cento em 2008.

A população culta e economicamente ativa do Brasil não merece tantas MENTIRAS e FALCATRUAS!

Estou pasmo diante do perigoso quadro de ameaças externas e internas, que o povo não é capaz de perceber.

É a “Síndrome de Stocolmo”, ou outro fenômeno?

Forças Armadas estão esperando o quê?
E os nobres militares que compõem a reserva moral das FF AA por vocação e amor ao Brasil, onde estão? Será que estão todos na reserva ou reformados?

Democracia existe: sem compra de votos, uso da máquina pública, sem terrorismo aliado, sem ameaça à segurança nacional e pessoal e o direito de ir e vir garantido pelo Estado.

Democracia existe com imprensa livre sem grampos nos telefones e com garantia dos direitos individuais parece que aqui só há direitos humanos para os bandidos e criminosos do colarinho branco.

Governantes: só homens dignos e de reputação ilibada podem ter o direito de governar.

O Supremo Tribunal Eleitoral têm de impugnar os criminosos candidatos e mostrar ao povo quem são eles.

“Não basta que presidentes e outros políticos sejam honestos, eles têm de parecerem ser honestos”, inspirar confiança, sem clientelismo favorecimentos ou compra de aliados entre o povo ignorante.

Cumprir a Constituição, um dever de todos os Brasileiros.

O resto é o resto, é MENTIRA.

*O autor, 64 anos, é carioca, professor universitário e editor do Portal

www.mensageiro.com.br



 
  Maricá, 22 set 2003
Caríssimo editor

“Em complemento ao seu editorial, “Pequeno Burguês Mentiroso”, com o qual concordo em gênero, número e grau, venho adicionar o seguinte comentário a título de ilustração: noto uma semelhança que me incomoda, e muito, com o filme “1984”, baseado na obra de George Orwell e, não posso deixar de salientar, com magnífica atuação de John Hurt.”

O que estamos passando no atual momento político de nosso país, tem tudo a ver com a história acima citada.

 

Vejamos o seguinte: o filme em questão apresenta uma sociedade de um país, a Oceania, que vive com inúmeras dificuldades. Sua sociedade é vigiada constantemente e subordinada a um partido político corrupto, que vive nas melhores moradias e trabalha nas melhores instalações. Tudo ao povo é proibido, vestem-se com trajes iguais e são bombardeados com propaganda do tal partido concretizando-se assim uma lavagem cerebral.

As notícias são todas mentirosas. Notícias sobre superprodução de suas indústrias, sobre feitos mirabolantes do governo e sobre uma guerra fictícia contra vários inimigos, guerra esta que, é claro, está sendo vencida pela Oceania. A cada momento o inimigo muda, hora é a Eurasia, hora é a Lestasia, tudo para gerar confusão nas pobres mentes da população.

As notícias ufanistas chegam a anunciar a prisão de um milhão de inimigos combatendo na frente malabar!. Nada do que se diz corresponde ao visual de moradias em ruínas e artigos de primeira necessidade que muitas vezes são obtidos no cambio negro. A Imprensa é totalmente censurada e manipulada.

Ao final do filme, o personagem de John Hurt é preso por estar envolvido amorosamente com uma cidadã, o que também era proibido e numa das sessões de tortura a ele impostas, o BIG BROTHER chamado John, mostra ao indefeso homem três dedos em sua mão e pergunta: "Quantos dedos você vê aqui?"

Ele responde três. A sessão de pancadaria recomeça e John volta a perguntar. Desta vez ele responde quatro.


John faz a afirmação de que tudo que o PARTIDO quer que seja verdade, será!

Sem querer ser alarmista, passamos por esta situação, onde a corrupção impera, onde a teia de mentiras cresce incessantemente, a imprensa limita-se a prestar informações truncadas e este homem com a sua mitomania, vai seguindo em frente com o objetivo de tornar esta riqueza tropical, num país sem instituições, controlado pelo Partido, com a sua população vigiada e a mentira e o “EU NÃO SABIA DE NADA” como lei!

Noto que não há mais imagens, muito menos reportagens sobre os bolsões de miséria de nosso país. Muito pelo contrario, noticia-se a redução da pobreza, uma educação refinada e um Sistema de Saúde “quase perfeito”.

Recentemente,o candidato a Prefeitura da cidade onde resido, viajou à Cuba comunista, para se espelhar no “Modelo Cubano de Educação” (?!) Perguntei ao seu assessor, que também viajou como acompanhante (claro que esta conta foi paga com o nosso bolso). Por que vocês não foram à Finlândia ao invés de Cuba? A Finlândia foi apontada, não só pela ONU, como por vários órgãos internacionais especializados, como o país no mundo com o melhor sistema de educação? Não obtive nenhuma resposta, apenas um “sorrisinho sem graça” do cidadão. Relembro que no filme em questão, todos trajavam-se da mesma maneira, a informação sub-liminar de um regime comunista, regime este que não deu certo em nenhum país no qual fora implantado, no decorrer da História da civilização humana.

W.Abdulaziz
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Nossos governantes

Olavo de Carvalho
filósofo

Desafio o governo Lula e seus 60 intelectuaizinhos de estimação, os partidos de esquerda, o Dr. Baltasar Garzón e todos os camelôs de direitos humanos a provar que qualquer das afirmações seguintes não corresponde aos fatos:

1. Todos os militantes de esquerda mortos pela repressão à guerrilha eram pessoas envolvidas de algum modo na luta armada. Entre as vítimas do terrorismo, ao contrário, houve civis inocentes, que nada tinham a ver com a encrenca.

2. Mesmo depois de subir na vida e tomar o governo, tornando-se poderosos e não raro milionários, os terroristas jamais esboçaram um pedido de perdão aos familiares dessas vítimas, muito menos tentaram lhes dar alguma compensação moral ou material. Nada, absolutamente nada, sugere que algum dia tenham sequer pensado nessas pessoas como seres humanos; no máximo, como detalhes irrisórios da grande epopéia revolucionária. Em contrapartida, querem que a opinião pública se comova até às lágrimas com o mal sobrevindo a eles próprios em retaliação pelos seus crimes, como se a violência sofrida em resposta à violência fosse coisa mais absurda e chocante do que a morte vinda do nada, sem motivo nem razão.

3. Bradam diariamente contra o crime de tortura, como se não soubessem que aprisionar à força um não-combatente e mantê-lo em cárcere privado sob constante ameaça de morte é um ato de tortura, ainda mais grave, pelo terror inesperado com que surpreende a vítima, do que cobrir de pancadas um combatente preso que ao menos sabe por que está apanhando. Contrariando a lógica, o senso comum, os Dez Mandamentos e toda a jurisprudência universal, acham que explodir pessoas a esmo é menos criminoso do que maltratar quem as explodiu.

4. Mesmo sabendo que mataram dezenas de inocentes, jamais se arrependeram de seus crimes. O máximo de nobreza que alcançam é admitir que a época não está propícia para cometê-los de novo – e esperam que esta confissão de oportunismo tático seja aceita como prova de seus sentimentos pacíficos e humanitários.

5. Consideram-se heróis, mas nunca explicaram o que pode haver de especialmente heróico em ocultar uma bomba-relógio sob um banco de aeroporto, em aterrorizar funcionárias de banco esfregando-lhes uma metralhadora na cara, em armar tocaia para matar um homem desarmado diante da mulher e do filho ou em esmigalhar a coronhadas a cabeça de um prisioneiro amarrado – sendo estes somente alguns dos seus feitos presumidamente gloriosos.

6. Dizem que lutavam pela democracia, mas nunca explicaram como poderiam criá-la com a ajuda da ditadura mais sangrenta do continente, nem por que essa ditadura estaria tão ansiosa em dar aos habitantes de uma terra estrangeira a liberdade que ela negava tão completamente aos cidadãos do seu próprio país.

7. Sabem perfeitamente que, para cada um dos seus que morria nas mãos da polícia brasileira, pelo menos 300 eram mortos no mesmo instante pela ditadura que armava e financiava a sua maldita guerrilha. Mas nunca mostraram uma só gota de sentimento de culpa ante o preço que sua pretensa luta pela liberdade custou aos prisioneiros políticos cubanos.

Desses sete fatos decorrem algumas conclusões incontornáveis. Esses homens têm uma idéia errada, tanto dos seus próprios méritos quanto da insignificância alheia. Acham que surrar assassinos é crime hediondo, mas matar transeuntes é inócuo acidente de percurso (e recusam-se, é claro, a aplicar o mesmo atenuante às mortes de civis em tempo de guerra, se as bombas são americanas). São hipersensíveis às suas próprias dores, mesmo quando desejaram o risco de sofrê-las, e indiferentes à dor de quem jamais a procurou nem mereceu. Procedem, em suma, como se tivessem o monopólio não só da dignidade humana, mas do direito à compaixão. Qualquer tratado de psiquiatria forense lhes mostrará que esse modo de sentir é característico de criminosos sociopatas, ególatras e sem consciência moral. Não tenham ilusões. É esse tipo de gente que governa o Brasil de hoje.

 
     
 
Respeito à concepção do Estado


*Ernesto Caruso

O Estado, que não é um condomínio edilício, pressupõe salvaguardas de maior intensidade, protetoras quanto à sua indissolubilidade ou alteração territorial, do que as Convenções, próprias dos condomínios, mutáveis por vontade das Assembléias Gerais, mas com exigências mínimas de 2/3 dos seus integrantes e até unanimidade para aprovar alienação ou gravame sobre parte ou totalidade da propriedade.

A concepção do Estado é o resultado da conjunção de corpo e alma do homem-natureza com a terra, criando raízes tão profundas que mesmo afastado do local onde nasceu, o velho forasteiro, errante, a procura de outros recursos em plagas distantes não esquece a sua origem. É um nativo, cujos pais migraram ao longo do tempo, por necessidade, por obrigação, por imposição. A vida criando mandamentos. Todos nós somos nativos de algum lugar na terra, no universo, submetidos às mesmas forças, ora da própria vontade, em cumprimento do dever, por pressão incontida.

Cada pedaço de chão gera identidades, caracteres comuns de linguagem, costumes, crenças, regras de convívio, que se aperfeiçoaram na abscissa do tempo, se absorveram reciprocamente, se fundiram, se misturaram ou combinaram conforme os elementos em presença, mais ou menos miscíveis, radicalizações e afinidades. Assim, não é mais brasileiro quem nasceu há quinhentos anos, se vivo fosse, com direitos e obrigações, ou quem está nascendo hoje do monte Caburaí/Oiapoque ao Chuí ou da serra do Divisor à ponta Seixas, Berço Esplêndido de veneração.

Nem sempre foi assim, mas há muito tempo é assim, por desbravamento, posse, miscigenação, sincretismo, tratados, arbitramento, lutas internas e externas, expulsão de invasores, legados e hereditariedade, amalgamando vontades e desenhando e concebendo um Estado.

A Constituição é uma certidão que define este Estado chamado Brasil. Veio depois da concepção e não tem a sua grandiosidade, por melhor que se tente escrevê-la, descrevê-la e decantá-la. De somenos as grafias mutáveis do peagá (ph) ao efe (f) dos nomes de quem as subscreveram, sem pretender desqualificar, mas para exaltar o liame intenso entre o homem-natureza e a terra já definida.

Os escritos ou mal escritos, por emoção do momento, mas sem o fundamento da razão, e até má intenção ou traição, não podem ameaçar a coesão, a unidade, nem macular quem lutou e morreu por ela e nô-la transmitiu por herança, que por necessária pertence aos sucessores das etnias que a geraram.

Há que se preservar este princípio, reprimindo qualquer tipo de ruptura, baseado em texto mal escrito a suscitar interpretação favorável à fragmentação do território dos nossos sucessores. Há de prevalecer a tradição, a definição histórica sobre qualquer ação rasteira como a do felino que mansamente progride sem fazer ruído para dar o mortífero bote.

Não.Não podemos assistir ao sangramento da Nação como se estivéssemos sentados assistindo a um filme do mundo animal, com as mentes propositadamente distraídas, entorpecidas pelo BBB, aquecimento global, escândalos do governo Lula, estórias de lobos, lambões, fanfarronices do governo Chávez nas escaramuças de fronteira com o país vizinho, a Colômbia, e seu apoio às FARC e a Evo Morales na corda bamba, também amparado por Lula, que vai à Bolívia, não só para oferecer mais recursos da Petrobrás, mas para dar um recado aos aguerridos opositores do cocalero.

Hodiernos estão rasgando as Constituições, desrespeitando as concepções, a História e as nossas tradições, forjadas, sedimentadas, demarcadas do descobrimento ao século XX, de Cabral, bandeirantes, Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Felipe Camarão, do mártir Tiradentes, ao Barão do Rio Branco, seringueiros, Plácido de Castro, Marechal Rondon, do Tratado de Tordesilhas ao de Petrópolis, das valorosas e destemidas ações do Duque de Caxias, Almirante Tamandaré, Marcílio Dias, do Correio Aéreo Nacional, vencendo distâncias e turbulências sob a liderança do Brigadeiro Eduardo Gomes e do Brigadeiro Nelson Lavenère-Wanderley, dos bravos Pelotões de Fronteira, das Colônias Militares, da Flotilha do Amazonas, presença da Pátria e assistência em todos os rincões. Soldados, marinheiros, aviadores. Civis fardados e fardados civis.

Marechal Mascarenhas de Moraes e Marechal Castelo Branco serão lembrados sempre.

Liberdade. Democracia. Soberania nacional. Estado indivisível.

Agir enquanto é tempo.

* Ernesto Caruso é Coronel Reformado do EB

 
 
 
 

O Padre Antonio Vieira
UM PIONEIRO DOS DIREITOS HUMANOS

Taveiros

Decorrem 400 anos do nascimento do Padre Antonio Vieira ocorrido, em Lisboa no ano de 1608. Viera veio com os pais para o Brasil aos 8 anos de idade, tendo aqui estudado e se formado em padre e missionário da Companhia de Jesus. Foi Diplomata e conselheiro do Rei. O pensamento, a palavra e a ação de Vieira assumiram tão alto significado, que o tornaram num dos expoentes máximos da História e da Cultura Portuguesas.

São famosos os seus sermões, cartas e livros proféticos. Defendeu os judeus, dirigindo ao Rei D. João IV Petições solicitando a sua igualdade de direitos civis com os naturais do Reino e ainda pediu a abolição de algumas práticas dos tribunais da Inquisição. Estes aplicavam torturas e outras penas severas aos praticantes dos delitos contra a fé. As maiores vítimas da Inquisição eram os cristãos novos (judeus forçados ao catolicismo) perseguidos por seguirem a religião judaica e não a católica. Ora, ao defender o fim da tortura e demais castigos cruéis contra os denunciados. Vieira protegia a vida e a dignidade do homem. Na defesa da igualdade, pregava que todos os homens são iguais. Para ele, a perseguição da raça judaica era uma injustiça que violava a dignidade humana.

Vieira defendeu também os índios, que trabalhavam na plantação de cana e tabaco, lutou pela libertação dos cativeiros onde eles permaneciam às ordens dos colonos. Dedicou-lhe vários sermões dos quais se destaca o Sermão de Santo Antonio aos peixes, pregado a 13 de Junho de 1654, em São Luiz do Maranhão. Em alegorias muito felizes, aludia aos defeitos dos peixes, querendo referir-se aos vícios dos colonizadores que maltratavam os índios.

Os escravos negros da África (mercadoria que se comprava e vendia) chegavam ao Brasil para os trabalhos duros dos engenhos e outros serviços braçais. Na época, a escravatura era aceita em toda a Europa e a mão de obra dos escravos era necessária às tarefas do desenvolvimento da agricultura. O Padre Vieira condenava a escravatura: queria que fosse regulamentada por leis régias para salvaguardar os escravos dos abusos dos colonos. Vieira nos seus sermões e escritos, com o recurso dos textos bíblicos, defendeu obstinadamente a vida e outros valores da pessoa humana.

Foi, assim, há quatro séculos um precursor dos Direitos Humanos, que, numa formulação simples, são os direitos fundamentais do homem, válidos para todos os povos e em todos os tempos. Os direitos humanos fazem parte da condição humana sem os quais os indivíduos deixam de ser homens. O Padre Antonio Vieira do púlpito flagelava os colonos que maltratavam os índios e os negros. Ele lutou incessantemente contra a desigualdade, a exploração e a opressão dos poderosos. Ele próprio foi ofendido, perseguido e condenado. Ele não cuidou só de evangelizar, mas defendeu a vida, a liberdade, a igualdade, a justiça e o respeito pela diferença. A mensagem do Padre Vieira é de uma atualidade espantosa. Ontem, como hoje, é necessário combater o egoísmo do homem e o desprezo pelo seu semelhante. Nos nossos dias há outro tipo de colonos, mas estes vestem pelo mesmo figurino dos colonos do tempo de Vieira.

Ficar indiferente ao quarto centenário do nascimento de Antonio Vieira é não compreender a sua mensagem intemporal; é não pretender um mundo melhor.
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RORAIMA Caso da reserva indígena
ASSUNTO SERÍSSIMO, QUE VEM REVESTIDO, AGORA,
DE UM ENFOQUE ESTRATÉGICO-CIENTÍFICO.
DEVE SER DIVULGADO A QUEM POSSA TER AÇÃO NO
ALTO ESCALÃO, ATUANDO NO CAMPO DA POLÍTICA E DE FORTE EXPRESSÃO SOCIAL, COMO JORNAIS E MÍDIA TELEVISIVA. QUEM PODERIA ?
CMG Nilson Victorino

“O Brasil parece apático com o problema da gradual invasão da Amazônia, e o descaso do governo pela vigilância da área fornecendo meios e equipamentos
na quantidade necessária.

A sobrevivência dessa área não acontecerá nas mãos
de estrangeiros, que não foram capazes de cuidar das florestas de seus países e exterminaram seus povos indígenas.



Abra o power point e caia na realidade.

RORAIMA A CAUSA REAL DA BRIGA

O Governo já está cedendo às pressões internacionais.”
Flavio P. Ramo editor.


 

 
 
 
 

 

O temido aconteceu ...

Ernesto Caruso, 28/08/2008

Aconteceu e acontece.

Um pouco de matéria orgânica M+4ALFA é colocada em pequenos frascos, com formas arrojadas e rótulos muito bem produzidos, que circulam pelo salão e pelo olfato dos mais apurados e refinados narizes, considerado o seu conteúdo como puríssimo perfume francês.

O processo de desconstrução do país é avassalador ao som da canção NÃO TÔ NEM AÍ, com o propósito de alijar o cidadão das grandes questões nacionais, gerando crises umas atrás das outras, ou as que surgem espontaneamente, quanto o ladrão desajeitado quebra o pote do mel. Talvez as autoridades estejam falsamente conscientes de que não haverá reação alguma frente a tanta safadeza.

Por incrível que pareça, as paralelas se encontraram não no infinito, mas no finito — que não seja o do Brasil — desenhadas por Sarney e Lula, no meio a Constituição de 1988. São vinte e três anos de solapamento das instituições, da degradação moral, da impunidade, da perda do controle do Estado para a garantia do cidadão e da propriedade, pública e privada. Em nome dos movimentos dito sociais se pode tudo, canetas e pistolas assassinas, operando juntas, assaltando nos gabinetes e nas ruas.
A questão indígena está nesse cenário ameaçador. É mais uma vertente de onde pode rolar a avalanche. E das mais graves. Áreas de conservação daqui e dacolá, à semelhança do Lago Amazônico (intentona frustrada), podem trazer preocupações, mas não impedem uma mudança de postura, independente de manifestações internacionais, diferentemente da reservas indígenas, de forma contínua, gigantescas e contíguas com outras em países com os quais o Brasil faz fronteira. O que é pior, as campanhas, nesse sentido, são patrocinadas e alardeadas por entidades estrangeiras. Às claras.

Ontem, 27 de agosto de 2008, montaram mais um espetáculo no STF, data na qual seria proferida uma decisão sobre a RI Raposa Serra do Sol. Fomentaram muita expectativa de conflito. Trouxeram um observador da ONU, o norte-americano James Anaya, relator especial para os direitos indígenas, que em visita de 12 dias, segundo consta, só teve tempo para ouvir o lado indígena que deseja a demarcação como está definida no decreto/Lula, desrespeitando o outro grupo de indígenas e mestiços que são a maioria e repudiam viver no primitivismo do zoológico humano. O jogo é desonesto sempre, como fazem nos debates.

Lá deram vez e voz como transmitido pela TV a uma índia que argumentou pela reserva contínua, mas deveriam ouvir aquela outra que aparece no vídeo do Youtube ao enfrentar as ações da polícia KGB/Tarso, rompendo cadeados e invadindo fazendas, pois não tinham mandado judicial para fazê-lo, mais ou menos assim: “Tragam o presidente Lula... Quero comer o fígado dele.”

Se por um lado, a televisão apresenta uma grande quantidade de índios com cocares tipo filme do oeste americano, quando matar índio era o padrão way of life, por outro, dá uma conotação de insignificância, a oposição de um isolado líder arrozeiro, produtor de alimentos, a caminhar perdido e cabisbaixo. Ganham no grito com uma minoria ativa e financiada.

No Congresso, que abdicou de legislar, quando podia, cumprindo o Art. 48, V e VI, como sua atribuição constitucional de dispor sobre todas as matérias de competência da União, em particular dos bens do domínio da União (Art. 20, §2º) e a incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas dos Estados, poucas vozes se fizeram presentes e veementes como as dos senadores Mozarildo (PTB/RR), Augusto Botelho/RR (que se declarou descendente de índios), do mesmo PT/Lula, e Mariza Serrano (PSDB/MS). Contra o Sen José Nery (PSOL/PA).

No julgamento, o temido aconteceu. O ministro Ayres Britto, relator da matéria, independente do laudo denunciado como falso e com erros graves, do Estado de Roraima com metade do território já reserva indígena, mutilado por decreto, arbitrariamente subdividido por órgão inferior da administração, como a FUNAI, alertado pelo clamor da sociedade diante das palavras do Gen Heleno, Cmt Militar da Amazônia, do interesse das grandes potências nos minérios como urânio, nióbio e titânio sob controle de tribos primitivas e ignorantes para ser facilmente controlado, votou pela retirada dos não índios, mestiços e produtores de arroz da região e pela demarcação em área contínua. Um verdadeiro atentado à soberania.

Por trás de tudo isso um petismo arraigado pelos muitos anos de militância e obediência aos ditames da doutrina, em especial dos que não são de Roraima, pois os de lá se unem a despeito da sigla partidária a que pertencem.

Para quem não acreditava, aí está a prova. Embora não definitivo pesa muito o voto do relator.

 
 


“Brasil, ameaças à sua soberania”
Um Seminário vitorioso


Geraldo Luiz Nery da Silva (*)
Ernesto Caruso (**)


O Clube Militar não deixou por menos. Jogou o peso das suas tradições como co-partícipe da História, após a oportuna intervenção do Gen Ex Augusto Heleno Ribeiro em um programa de televisão, quando foi entrevistado sobre o tema Amazônia/reservas indígenas, já que está à frente do Comando Militar de uma área do território nacional, rica por sua biodiversidade e muito ambicionada por esse motivo, pela sua localização geoestratégica e por outras razões, como a riqueza mineral de seu subsolo e a existência, naquela região, de 1/5 da água doce do Planeta.

A crise gerada pela demarcação e homologação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, com a ameaça da retirada de outros tantos brasileiros não-índios, produtores rurais, lá enraizados, uns há mais de cem anos, outros, desde a criação do Projeto Rondon e da implementação do Campus Avançado do Projeto, em Boa Vista, nos anos finais da década de 60, miscigenados de vários matizes, inclusive com os próprios silvícolas, precipitou os acontecimentos. O governo interveio, “pesado” e sem avaliar as conseqüências, com o emprego da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança.

As repercussões da entrevista e da palestra do Gen Heleno, observadas, inclusive, nas advertências públicas de elementos do governo contrários às manifestações do Comandante Militar da Amazônia, aguçaram o sentimento de brasilidade que se encontrava adormecido.

A iniciativa do Clube Militar, ao realizar o Seminário “Brasil, ameaças à sua soberania”, com assuntos de fundamental importância, aberto com o tema “Defesa da Amazônia”, no dia 16 de abril de 2008, manteve o ribombar da questão. Quiçá tenha acrescentado argumentos a serem considerados pelo STF. Nossas fronteiras pertencem a todos os nacionais – brancos, negros e índios –, que são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (artigo 5o da Constituição de 1988).

A imprensa presente, compreendendo a relevância da problemática amazônica, contribuiu com a divulgação do evento, reforçada pelas entrevistas pessoais e pelos desdobramentos em diversos programas de televisão, com a participação de outros especialistas do assunto, além do debate no meio político, particularmente na Câmara e no Senado. Tudo isso levou o governo central, que defende a irracional manutenção da reserva em área contínua, a aguardar a decisão do STF.

Sabe-se que, em passado recente, o Exército brasileiro teve problemas para inaugurar o 6o Pelotão Especial de Fronteira, em Uiramutã, dentro da área Raposa Serra do Sol, enfrentando ação judicial interposta por algumas comunidades indígenas favoráveis à reserva em área contínua. Ousaram declarar: “Não há supremacia da soberania nacional sobre os direitos indígenas” (Conselho Indígena de Roraima – CIR – 02 de maio de 2002).

O entusiasmo dos presentes naquela tarde histórica no Clube Militar era contagiante. Revivemos a chama que iluminou, em tantos momentos marcantes, os inolvidáveis acontecimentos vividos pelo Clube em defesa dos princípios democráticos e dos interesses nacionais. O vibrante canto do Hino Nacional fortaleceu os corações de civis e da gente fardada e bem marcou aquela lide relevante para a consecução dos nossos ONP, em particular, da soberania e da paz social.

O primeiro palestrante foi o Gen Heleno que tratou do assunto do momento, as ameaças à soberania da Amazônia, em face da política indigenista, que está engessando a administração, particularmente, do estado de Roraima, com quase 50% do seu território comprometidos com terras indígenas que, somadas às áreas de preservação ambiental e corredores ecológicos, reduzem drasticamente o espaço para as atividades governamentais daquele estado. Uma verdadeira mutilação, com a extinção de várias vilas centenárias ali existentes, como a de Surumu e tantas outras. O General foi enfático quando asseverou: “A política indigenista está dissociada da História brasileira e tem de ser revista urgentemente. Não sou contra os órgãos do setor, quero associar-me a eles para rever uma política que não deu certo; é só ir lá para ver que se trata de uma política lamentável, para não dizer caótica”.

O problema é extremamente sério, e todos sabem que chegamos ao excessivo patamar de 15% do território nacional comprometido com reservas indígenas, concentradas, principalmente, na fronteira amazônica, por orientação vinda do exterior.

As reservas indígenas na Amazônia, sobretudo no estado de Roraima, foram demarcadas e homologadas por diplomas manifestamente inconstitucionais, pelo grave fato, dentre outros, de o Congresso Nacional não ter se pronunciado, nem as Assembléias Legislativas dos estados atingidos por desmembramentos terem sido ouvidas, flagrante lesão às regras do Art. 48, incisos V e VI da nossa Carta Magna.

A seguir, falou o Gen Mário de Paula Madureira, atual Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste e que comandou a 1a Brigada de Infantaria de Selva. Discorreu sobre a articulação daquele grande comando na área considerada, alertando sobre a possibilidade de recrudescimento do conflito.

Ao responder uma pergunta do segundo autor deste artigo nos debates, sobre a ameaça que poderia representar a criação de um Território Federal Indígena, como previsto no Estatuto do Índio, o Gen Madureira lembrou do que hoje ocorre com o Kosovo, considerado um território independente, uma outra nação. Completou com a assertiva: “Um grupo de indígenas pode solicitar a separação política do Estado”.

No Art. 30 do Estatuto do Índio, o referido Território é definido como "a unidade administrativa subordinada à União, instituída em região na qual pelo menos um terço da população seja formado por índios". Um enorme perigo que tal tipo de organização representa para o nosso País.

Por derradeiro, no primeiro dia do importante Seminário, fez uso da palavra o índio Dr. Jonas Marcolino que preside a Sociedade de Defesa dos Índios do Norte de Roraima (SODIUR). Asseverou que a maioria dos indígenas da localidade não quer a homologação contínua, porque a demarcação nuclearizada contribui para que todos os brasileiros, que lá estão, tenham seus direitos respeitados e, mais, o índio, em sua quase totalidade, não quer o isolamento, não deseja viver primitivamente, e, sim, ter acesso ao estudo, ao trabalho, com qualidade de vida comparada aos demais cidadãos do mundo civilizado.

Em 17 de abril, segundo dia do Seminário, a programação incluía: “Entraves ao Desenvolvimento” com as ilustres participações do Embaixador José Botafogo Gonçalves e dos professores Ives Gandra Martins e José Walter Bautista Vidal.

O jurista Ives Gandra fez uma análise da Constituição, afiançando que o texto que trata dos direitos indígenas não foi lido com correção no caso da demarcação da reserva Raposa Serra do Sol. Lá, está escrito (Art. 231, caput) “terras que tradicionalmente ocupam” no momento em que a Constituição foi promulgada, ou seja, no ano de 1988, e não a que os índios ocuparam em outros tempos. Assim, o índio foi transformado num cidadão extremamente privilegiado, chamando a atenção para a influência de organizações não-governamentais, integradas a movimentos externos, interessados na criação de grandes enclaves nas nossas faixas de fronteira para escasso número de indígenas.

Dentre os principais arquitetos dessa equivocada e perniciosa política indigenista estão a FUNAI, o CIR e o CIMI (Conselho Indigenista Missionário) que sempre atuam na contramão dos verdadeiros interesses nacionais.

No último dia, assistiu-se ao desenrolar do tema “Poder Dissuasório das Forças Armadas”, com as importantes participações do Almirante de Esquadra Marcos Martins Torres e dos Professores Expedito Carlos Stephani Bastos e Jairo Cândido. Os dois mestres apresentaram, a extraordinária fase vivida pela indústria de material de interesse militar, que atraiu a Universidade e a FIESP a participarem intensamente do processo que chegou a impressionar outros países, pela sua efetiva evolução, com integral apoio do meio militar, na década de 70 e no limiar da de 80.

Hoje, lamentavelmente, estamos aquém do que seria admissível como poder dissuasório, considerando a grandiosidade do Estado brasileiro, a extensão continental do seu território, as dimensões das fronteiras terrestres e marítimas, a plataforma continental, os vazios demográficos, as vias fluviais de penetração na área amazônica e, principalmente, a corrida armamentista que põe em risco a segurança do País, sobretudo na fronteira norte.

Nesta abordagem, pretendemos, fundamentalmente, destacar a oportunidade, a importância e a imensa repercussão do Seminário na sociedade brasileira, contribuindo decisivamente, para o engajamento e o interesse de parcela ponderável de nosso povo nos temas amazônicos.

O vitorioso Seminário enfocou, perfeitamente, as ameaças que envolvem à Amazônia, bem como a nociva política indigenista, mormente a do atual e insensível governo, calcada no racismo, gerando conflitos permanentes entre os brasileiros. Analisou a soberania, o crescimento socioeconômico e a crítica situação das Forças Armadas, para cumprir a sua missão constitucional, covalidando a dualidade do lema, segurança e desenvolvimento, que, em síntese, encontra-se expresso na Bandeira Nacional: “Ordem e Progresso”.

(*) É General de Brigada, Coordenador de Projetos de História Oral do Exército, membro do CEBRES e da Academia de História Militar Terrestre do Brasil.

(**) É Coronel do Exército e membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasi

 

 
 

LICENÇAS AMBIENTAIS E HIDRELÉTRICAS.

*Roberto Gama e Silva

Os jornais e as televisões anunciaram dias atrás que as “Licenças Ambientais”, que demoravam cerca de 37 meses para serem concedidas, doravante teriam esse prazo reduzido para 13 meses, no máximo!

O primeiro pensamento que me veio à mente, quando tomei conhecimento desses prazos absurdos foi o seguin-te: “se já existisse um IBAMA em 1966, nem a penetrante visão de estadista de Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, que durante o reinado de Dom José I, de Portugal (1750 a 1777), recomendava a interiorização da capital do Brasil – Colônia; nem o sonho-revelação de Dom Bosco, que em 30 de agosto de 1883, segundo sua própria descrição, “viu-se levado pelos anjos para um país de selvas amazônicas, rios cauda-losos e minas de metais preciosos, no qual, entre os paralelos de 15º e 20º, surgiria uma grande civilização, a Terra Prometida, onde correrá leite e mel”; nem tampouco seria cumprido, embora com muito atraso, o disposto no artigo 3º da Constituição Republicana de 1891 que, em favor da integração nacional, determinou a reserva de uma área de 14.400 quilômetros quadrados, no Planalto Central, para o estabelecimento da futura Capital Federal.
Com efeito, tendo sido eleito em outubro de 1955 e tomado posse em janeiro de 1956, o Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira lançou, logo a seguir, o seu “Plano de Metas”, que previa a construção da nova capital federal no Planalto Central e a sua inauguração em 21 de abril de 1960.

Ora, se o IBAMA já estivesse em operação, a “Meta-Síntese” só receberia, nas condições normais de trabalho dos órgãos competentes (todavia incompetentes), sua “Licença Ambiental” no mês de setembro de 1959 e o Presidente da República disporia apenas de uns sete meses para construir Brasília.

Como qualquer iniciativa, no Brasil, que envolva a construção de reservatórios de água é encarada pelo IBAMA como lesiva ao meio ambiente, haveria uma ressalva na “Licença Ambiental”, proibindo o represa-mento de alguns riachos que hoje formam o Lago Paranoá, essencial para a umidificação do clima seco da nova capital.

Outra notícia, veiculada dias depois, dava conta da resistência do IBAMA à construção da Usina Hidrelétrica do “BELO MONTE”, na primeira curva do XINGU, cuja “Licença Ambiental” estaria sujeita à desistência da construção de outras usinas no mesmo rio.
Agora mesmo, a imprensa noticiou que a “Licença Ambiental” para a construção da Usina Hidrelétrica de “SANTO ANTÔNIO”, no rio MADEIRA, submetida a licitação pública em dezembro de 2007, só será expedi-da no dia 12 do corrente mês, ou seja quase nove meses depois da seleção da empreiteira da obra, não obstante ter sido a mesma considerada de interesse nacional pelos atuais governantes.

Qual o motivo dessa implicância dos “ambientalistas de araque” em relação ao represamento de águas e à construção