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| Cores
Nacionais
Ernesto
Caruso, 17/07/2010
O sentimento de brasilidade
explodiu no alvorecer
da Independência,
ainda que se discuta o
grau de ruptura, diverso
da norte-americana, no
acerto entre pai e filho,
D. João VI e D.
Pedro, depois I —
"Pedro, se o Brasil
se separar, antes seja
para ti, que me hás
de respeitar, do que para
alguns desses aventureiros".
Como
não poderia deixar
de ser, ao se libertar
da coroa portuguesa, D.
Pedro fez presente o novo
simbolismo a representar
a nação
emergente sob o grito
do Ipiranga de “Independência
ou morte”, arrancando
do chapéu o laço
com as cores lusitanas
completando a entusiástica
exclamação:
“Laços fora,
soldados. Viva a independência...”,
instituindo o laço
verde e amarelo, ratificado
por ulterior legislação.
Assim, por Decreto de
18/09/1822, do Príncipe
Regente, ficou estabelecido:
“Hei por bem, e
com parecer do meu Conselho
de Estado ordenar o seguinte:
o Laço ou Tope
Nacional Braziliense,
será composto das
cores emblemáticas
— Verde de primavera,
e amarello de ouro na
forma do modelo annexo
a este meu Decreto. A
flôr verde no braço
esquerdo, dentro de um
ângulo de ouro,
ficará sendo a
Divisa voluntária
dos Patriotas do Brazil,
que jurarem o desempenho
da legenda — Independência
ou Morte — lavrada
no dito ângulo.”
Em outro
decreto na mesma data,
“Dá ao Brasil
um escudo de Armas.”
e uma nova Bandeira com
preponderância das
cores verde e amarela.
Em consequência,
os uniformes militares
sofreram modificações.
O Decreto de 24/09/1822
declara que “Tendo
o Príncipe Regente
dado um novo Laço
Nacional para o Reino
do Brazil Resolveu igualmente
que o Exército
do mesmo Reino houvesse
de mudar as plumas dos
chapéos e penachos
das barretinas, que d’ora
em diante deverão
ser para a Tropa de 1ª
Linha todos de cor verde
de primavera com olho
amarello, e para o da
2ª, metade verde
e outra sobre pasta amarella,...
Com o
advento da República,
o Decreto nº 4, de
19/11/1889, do Governo
Provisório, determina:
Considerando
que as cores da nossa
antiga bandeira recordam
as lutas e as vitórias
gloriosas do exército
e da armada na defesa
da Pátria; Considerando,
pois, que essas cores,
independentemente da forma
de governo, simbolizam
a perpetuidade e integridade
da Pátria entre
as outras nações;
Decreta:
Art.
1º. - A bandeira
adotada pela República
mantém a tradição
das antigas cores nacionais
- verde e amarelo - do
seguinte modo: um losango
amarelo em campo verde,
tendo no meio a esfera
celeste azul, atravessada
por uma zona branca, em
sentido oblíquo
e descendente da direita
para a esquerda, com a
legenda - Ordem e Progresso
- e pontuada por vinte
e uma estrelas, entre
as quais as da constelação
do Cruzeiro, dispostas
na sua situação
astronômica, quanto
a distância e ao
tamanho relativos, representando
os Vinte Estados da República
e o Município Neutro,
tudo segundo o modelo
debuxado no anexo 1.
Atualmente
a Lei nº 5.700, de
01/09/1971, a versar sobre
Símbolos Nacionais,
trata “Das Cores
Nacionais”:
Art. 28. Consideram-se
cores nacionais o verde
e o amarelo.
Art. 29. As cores nacionais
podem ser usadas sem quaisquer
restrições,
inclusive associadas a
azul e branco."
Isto posto.
Há que se cumprir
a lei.
Os partidos
políticos de um
modo geral adaptaram os
seus emblemas, empregando
as cores nacionais, enfatizando
o cunho patriótico
nas suas campanhas eleitorais.
O
PMDB sublinhou a sigla
com uma faixa verde e
amarela. O PDT, cujas
cores são a vermelha
(a rosa, seguindo a tradição
da Internacional Socialista),
azul e branca (folha e
mão), apresenta
a sua bandeira sobre um
estandarte verde e amarelo.
O PT na campanha do Duda
Mendonça colocou
uma faixa horizontal nessas
cores ladeando a estrela
e dividindo o campo branco
da bandeira do partido,
que é vermelha
na origem.
No entanto, a recíproca
descumpre o mandamento
legal.
Não se pode introduzir
o simbolismo de um partido
em qualquer criação
artística representativa
da nação
brasileira, como na recente
logomarca da Copa do Mundo
de 2014, com destaque
desse ano em vermelho,
em clara desatenção
à lei:
“As cores nacionais
podem ser usadas sem quaisquer
restrições,
inclusive associadas a
azul e branco."
Porém, não
ao vermelho, prevalecendo
o simbolismo pessoal,
partidário em detrimento
do simbolismo maior da
nacionalidade.
No passado, as cores,
desenhos e escudos, adotados
pelos monarcas e desbravadores,
definiram fronteiras e
formaram nações,
sob o sacrifício
das guerras e algumas
gerações.
Não pela vontade
momentânea e mesquinha
de políticos.
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Freud
explica...
A TV explica...
Pavlov explica...
Ernesto
Caruso, 03/07/2010
Os
cem milhões de aparelhos
de TV, os cinquenta e oito milhões
de domicílios com TV,
fora os que se espalham por
todos os becos, fundamentam
a popularidade do presidente
Lula e pesquisas eleitorais,
ainda que não totalmente
confiáveis os resultados.
Produtos manufaturados e propagados
por editores e apresentadores.
Dia
desses, em programa da Band
focado na Copa do Mundo da África
do Sul, um dos comentaristas
discorre sobre a aprovação
pelo presidente do aumento para
os aposentados de acordo com
o índice estipulado pelo
Congresso Nacional, concluindo
com um enfático: “Valeu,
Lula!”
O
tal índice ultrapassava
o definido pelo governo e aos
quatro ventos foi dito que seria
vetado. Não foi vetado,
mas efusivamente exaltado. No
entanto, o fim do fator previdenciário,
contrário ao interesse
do trabalhador, foi como previsto,
vetado, mas omitido no comentário
dirigido ao grande público
que acompanhava com avidez os
resultados da Copa.
Em
outra oportunidade, no telejornal
da mesma emissora, várias
“chamadas” antecedentes
da reportagem anunciavam que
Lula não iria à
reunião do G20 em Toronto
devido às enchentes em
Alagoas. Ora, parece
uma boa desculpa para não
se encontrar com as autoridades
mundiais que lhe deram uma reprovação
de 12 a 2 no Conselho de Segurança
da ONU, na questão nuclear
do Irã e no “acordo”
sem validade, sem autoridade,
sem delegação,
pretensamente em nome do Mundo,
entre Brasil, Irã e Turquia.
Ainda
em nome das enchentes, em telejornal
subsequente, repetiram-se notas
com destaque de antecipação
pelo presidente Lula de benefícios
previdenciários e do
“bolsa família”.
Qual o significado de
dois meses pagos adiantados
para aquela gente que perdeu
tudo?
Mais
adiante, em outro dia, o entusiasmo
do primeiro-ministro italiano
Silvio Berlusconi, afiançando
que Lula tem todo o direito
de retornar daqui a quatro anos,
motivando uma resposta plena
de modéstia, de que seria
o mesmo cabo eleitoral da candidata
do PT no pleito para a reeleição.
Palanque! Palanque!
Orquestração.
São
alguns poucos exemplos. Diariamente,
borbulham outros tantos.
A
vultosa propaganda paga colabora
em muito para a sustentação
da TV privada. Não se
pode desprezar o lado comercial
do empreendimento, mas se deve
refletir até que ponto
os gastos nessa rubrica devem
existir ao invés de serem
canalizados para os benefícios
diretos em atendimento à
população na saúde,
educação e infra-estrutura.
Propaganda
de governo deveria se restringir
à obra feita, pronta
e inaugurada. Hospitais sem
pacientes sofrendo em macas
espalhadas pelos corredores,
segurança pública
e qualidade de vida é
que dão aval a governos.
Mas,
o aparato do governo em termos
de comunicação
cresce assustadoramente
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Como publicado em maio
do corrente, deu inicio
a transmissão da
Rede Nacional de Comunicação
Pública, formada
por 4 canais próprios
da EBC (TV Nacional, Brasília,
TVE/RJ/MA, mais São
Paulo), 7 emissoras universitárias
e 15 emissoras públicas
estaduais, com a programação
da TV Brasil para 100
milhões de pessoas,
em 23 estados.
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Algumas
parceiras possuem redes particulares,
atingindo a 765 o número
de emissoras, além de
que a TV Brasil pode ser acessada
pelos planos de assinatura e
parabólica. Nada a desprezar,
pois segundo pesquisa realizada
pelo Datafolha, dos 10% que
assistem a TV Brasil, 42% usam
antena parabólica, 36%,
TV aberta e 22%, TV por assinatura.
Em nítido crescimento
o conteúdo proporcionado
pela TV Brasil: dezem bro de
2007, 32%, em média;
já alcançando
mais de 70%.
Vale
ressaltar que as operadoras
de TV por assinatura são
obrigadas a manter a programação
dos canais da EBC, com expressivos
8,2 milhões de assinantes,
27 milhões de assistentes.
Muitos dos
tele-espectadores estão
“desarmados” quando
recebem uma informação
repetida, como aquela acima
mencionada da reunião
do G20. A mensagem não
tem a inocência de manter
a expectativa para a notícia
de relevante significado que
virá a seguir, mas de
construir uma imagem perfeita
do presidente.
A consciência crítica
é neutralizada pela frequente
repetição de valores
positivos.
As crianças
são os alvos prediletos
desse tipo de propaganda, porquanto
não questionam. O “produto”
é bem acabado e embalado,
com rótulo simplista
e fácil de assimilar.
Segundo a imprensa escrita,
o governo federal dobrou os
gastos com publicidade na corrida
eleitoral de 2010, considerando
a média do primeiro semestre
deste ano e a dos três
anteriores. A TV vai divulgar?
Criticas vão
surgir? A legislação
vai ser obedecida? A sociedade
vai reagir, ou o desvio de conduta
deixou de ser importante?
O inexplicável
é o conceito de “pé
frio” do presidente que
gira pela boca do povo. Ao receber
a seleção brasileira
antes do embarque para a Copa,
Lula disse que faria a cambalhota
do Vampeta na rampa do Palácio
se o Brasil fosse campeão.
Será? Cambalhotaspetistas
já ocorreram muitas,
mas essa não foi possível.
E com a Dilma? Fica a pergunta.
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A luta (de classes) continua
*Ernesto Caruso,
12/06/2010
O
presidente Lula continua no palanque
das greves no ABC. Claro que com outro
visual, depois do “banho de
loja” de Duda Mendonça
na campanha do “lulinha paz
e amor”, da cor branca substituindo
a vermelha da bandeira petista.
Mudança da água para
o vinho ... de primeira.
Mas, o pensamento e as palavras,
não.
O
estigma da luta de classes permanece
como esteio que o mantém em
elevado nível de popularidade
e aceitação, alimentado
pelo coronelismo institucionalizado
do bolsa família fornecido
a 12 milhões de famílias,
mais de 40 milhões de pessoas.
Aos demais “uma banana”,
pois não lhe computam votos,
nem aplausos. Mantém o confronto
com o patrão, mas sem a intensidade
do face a face, capital e trabalho,
usando com sapiência o primeiro
a embasar a permanência no poder
do grupo petista.
Cria
a cena do forte contra o fraco e ele,
Lula, sempre aparece como defensor
do mais fraco.
E
o pratica nos campos interno e externo,
ampliando a publicidade em torno de
si, a custa de quanto, ansiosamente
buscando popularidade e projeção
internacional. Dá umas cartadas
com sabido risco, como nos casos de
Honduras/Laya e mais recentemente
no acordo Brasil/Turquia/Irã.
O alvo é a nação
norte-americana no lugar do “patrão”,
o mais forte. E mais uma vez, Lula
aparece como defensor do mais fraco.
Tentou
uma bênção previa
com a Rússia, sem resultado,
haja vista a decisão do Conselho
de Segurança da ONU, por 12
a 2 (Brasil e Turquia) e uma abstenção
(Líbano). As suas palavras,
pós-decisão, não
se confrontam com a Rússia,
nem China, mas sim com os Estados
Unidos.
Se
a posição de Lula desse
certo nas ocorrências mencionadas,
Honduras e Irã, tanto melhor.
O fraco teria vencido, com resultado
conveniente no campo interno, em particular
na campanha eleitoral presente. Vale
o mote “falem mal, mas falem
de mim” e a televisão
não fala mal, narra o fato.
Presença diária nos
telejornais, tantos os acontecimentos
produzidos. Não há oposição
verbal que é muito vista, mas
sim, alguma oposição
escrita que é pouco lida. Com
algum esforço voluntário,
o escrito se propaga pela internet
para alcançar o jovem.
Uma
expressão recente: “Às
vezes, me dá a impressão
daquele pai duro, que é obrigado
a dar uma palmada no filho mesmo que
o filho não mereça,
para dizer: “eu sou o pai”.
Acho que o Conselho de Segurança
jogou fora uma oportunidade histórica
de negociar o programa nuclear iraniano”.
Como impregnado nas telenovelas, o
pai nunca está com a razão,
é grosseiro e mau.
Em
visita à fábrica da
Volkswagen no ABC, completa: “Todo
mundo falava mal do Irã, mas
ninguém tinha sentado no tête-à-tête.
Aquilo que os americanos não
estavam conseguindo em 31 anos de
negociações com o Irã,
o Brasil conseguiu em 18 horas de
conversa”.
Se
a televisão faz uma carga sobre
a saúde, até sem apontar
o governo como responsável,
logo surge um factóide, um
discurso de palanque, a oportunidade
de “inauguração”
de uma obra pensada e uma classe de
nível superior a ser depreciada,
além da propaganda paga para
as próprias emissoras, acrescida
de declarações sobre
os milhões de reais a serem
investidos no programa XYZ, que vai
solucionar o problema. Vide a epidemia
de dengue e gripe suína (A,
H1N1).
Os médicos já
foram enquadrados. Quem
não se lembra? Considerados
culpados pelo caótico sistema
de saúde nacional: "os
médicos não aceitam
ou cobram caro para trabalhar no interior
e nas periferias"; "é
fácil ser médico na
Av. Paulista". Ainda criticou
o Conselho Federal de Medicina, por
conta do não reconhecimento
dos diplomas dos médicos formados
em Cuba. Lembrou, como consta, jocosamente
(como das multas por infração
eleitoral), do médico que amputou
o seu dedo mínimo.
A elite teve a sua vez:
“se interessa mais por Paris
e Roma do que pelo próprio
país”. Imagine, ele que
pouca viaja!
Sobre outros presidentes:
“O presidente fica em Brasília
e, de vez em quando, vai a seu Estado
natal, ao Rio de Janeiro, a alguma
capital. Se um presidente não
se dispuser a andar pelo país,
ele termina o mandato sem conhecer
a cozinha da sua casa”.
A Justiça foi chamada
de classista, repetindo a
conversa de botequim e de apresentador
de programas de crimes do quotidiano,
de que no Brasil, só vai preso
pobre e negro. Ou seja, melhor tratamento
às pessoas das classes mais
altas; um confronto a mais. A correção
depende de leis e o governo diz o
quer ao Congresso. Não evolui,
por quê?
Já no bojo da campanha pró
Dilma, Lula disse que não pretendia
criticar o poder Judiciário
no discurso que fez durante cerimônia
de apoio do PC do B à candidata
do PT à Presidência,
quando tinha afirmado: “Nós
não podemos ficar subordinados
a cada eleição a que
um juiz diga o que a gente pode ou
não pode fazer.”
De outra feita atacou o Judiciário
durante discurso de lançamento
de obras do PAC; disse que “seria
bom que o Judiciário metesse
o nariz apenas nas coisas dele".
Em visita ao município de
Piraí/RJ criticou os empresários
da indústria de informática
pelos elevados preços dos computadores,
ou seja, que os equipamentos tenham
preços reduzidos para que possa
haver a internet nas escolas públicas.
Mais uma: empresários versus
estudante; transmitindo a idéia
de que os empresários são
os responsáveis pelo atraso.
Os usineiros sob os fogos de Lula
quando do reajuste do etanol, aumento
na produção de açúcar
em detrimento do combustível:
"Quando o álcool está
com bom preço, vocês
são empresários energéticos,
e quando o açúcar fica
com bons preços, viram empresários
da agricultura." Cabe ao governo
compatibilizar as necessidades internas
e a exportação, mesmo
não sendo o estado máximo.
Alguma responsabilidade que venha
a ser atribuída ao governo,
na pessoa do Presidente, serve de
chacota nos palanques, isso quando
da segunda multa por propaganda antecipada.
Em tom brincalhão advertiu
que repartiria com os presentes a
multa a ele imputada.
Agora já são cinco
multas, no mesmo nível. Até
quando?
Não se considera como agravante
a reincidência, multas mais
elevadas, nem se põe um ponto
final ao desmando.
Por essas e outras que se dá
uma banana àqueles não
alinhados.
Não é um governo que
prega a UNIÃO, pois é
especialista em fomentar as dissensões.
A proposta do Plano
Nacional de Direitos Humanos, versão
3, é bem clara. Um título
que não condiz com o conteúdo.
* Ernesto Caruso- assíduo colaborador
deste Portal é escritor poeta
e Coronel reformado do E.B é
a prova viva do preparo cultural eclético
dos Oficiais do Exercito Brasileiro
.
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Anistia
e Perdão
Flavio P. Ramos
Observando
a História, veremos que diferentes
povos têm características
claras, que fazem parte de seus inprints
genéticos coletivos. Os espíritas
diriam que é um carma coletivo,
os geneticistas talvez os expliquem
como uma herança genética.
Prefiro dizer que são uma vocação
para certas atividades específicas
e comportamentos coletivos, fruto
talvez de uma genética espiritual.
Seria essa uma forma de explicar por
que os povos de origem semita têm
tanta vocação para o
comércio ou as ciências
e os orientais para as miniaturizações
e as artes marciais?
À luz da observação
histórica, unicamente, podemos
afirmar que a hipótese para
a crueldade impiedosa está
mais para o comportamento dos povos
de origem hispânica do que a
vocação para a navegação
e a descoberta de novas terras, que
também está presente
nos de origem portuguesa.
Na América do Sul, de origem
espanhola, observamos um outro comportamento
inerente aos povos indígenas,
que já a habitavam antes da
colonização hispânica:
o artesanato em tecido e em ouro,
e os sacrifícios humanos como
parte de rituais religiosos e como
resultado natural para os perdedores
nas batalhas.
Talvez isso explique a hipótese
das constantes revoluções
e lutas internas e entre países
além das Tordesilhas.
Do lado de cá das Tordesilhas,
o Brasil tem a vocação
para a solidariedade e, mesmo nas
batalhas, para o perdão e a
anistia, embora tenhamos a mesma passionalidade
dos descendentes hispânicos,
mas com a passividade de nossa ancestralidade
portuguesa.
No domingo, 2 de abril de 2010, pelo
Canal 6 da TV aberta, Kennedy Alencar
entrevistou Hugo Chávez e ambos
mostraram suas características
comportamentais. Lamentavelmente e
por razões óbvias, Kennedy
Alencar mostrou sua vocação
para capacho vermelho e bajulou o
entrevistado, deixando de extrair
fatos importantes da pauta, estreitando
o campo da informação.
Se assim fora, os telespectadores
menos atentos teriam percebido as
fanfarronices e improbabilidade, como
o exército de mais de 30.000
médicos cubanos, que estão
na Venezuela junto com alguns assessores
militares para “ajudar o povo
e o governo” daquele país.
Os artigos “O Poder
da Anistia” e “Ação
e Reação Desiguais”,
de autoria do *escritor, historiador,
poeta e Coronel do Exército
Brasileiro Reformado, Ernesto Caruso,
ilustram bem a vocação
pacífica do povo brasileiro
em qualquer época, desde o
descobrimento, se comparado aos povos
de origem hispânica.
O
poder da anistia
*Ernesto Caruso, 04/01/2008
O símbolo
da pacificação, da integração
e da monolítica identidade
do território brasileiro o
insigne Duque de Caxias, além
de toda uma vida de dedicação
à Pátria, com folha
e tempo de serviço incomparáveis,
nos deixou mais uma lição
na arte humanista do entendimento,
compreensão, perdão
e recomposição, dando
mostras de magnanimidade, como representante
e defensor do Estado, mesmo após
os ensangüentados dez anos de
luta na Guerra dos Farrapos, iniciada
em 1835, no conturbado período
da Regência a exigir pulso forte,
para não fragmentar o solo
já verde-amarelo, como ocorrido
na América espanhola. Nem guilhotina,
nem fuzilamento, práticas do
reinado de terror do passado próximo,
da Revolução Francesa
e do que o mundo iria assistir na
Revolução comunista
de 1917 na Rússia, ou do regime
de Fidel Castro-Che Guevara em Cuba,
de 1959 aos dias atuais. Mas, sim
uma mensagem de PAZ, de LUZ, de ALMA.
Uma só vontade nos uma!”
Proclamaram os vencedores de ambos
os lados dos brasileiros audazes da
Guerra Farroupilha, manifestando a
enlevada intenção de
pacificação, de energia
e de prevalência da unidade.
Prosseguindo, exclamam com determinação
e admoestação: “Maldição
eterna a quem ousar recordar-se das
nossas dissensões passadas.”
A aspereza do xingamento serve de
carranca para afugentar quem tentar
romper a reconciliação.
Demonstra o espírito que pairava
sobre o abraço-compromisso
do Estado com aqueles que ensarilharam
as armas em nome de um Brasil Maior.
E, conclui com apelo aos corações
dos envolvidos, tendo à frente
o Duque de Caxias: “União
e tranqüilidade sejam de ora
em diante nossa divisa”.Perdão
e esquecimento prevaleceram. Este
trecho da Paz de Poncho Verde está
perpetuado no bronze e exposto no
saguão do Clube Militar, na
Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro.
“Uma só vontade
nos una! Maldição eterna
a quem ousar recordar-se das nossas
dissensões passadas. União
e tranqüilidade sejam de ora
em diante nossa divisa”. 01/03/1845
– 01/03/1945
O ensinamento, cinzelado
ao longo da História e das
tradições brasileiras,
tem dado rumo às nossas Forças
Armadas no trato da anistia concedida
aos que se envolveram nos embates
no pós 1964, no auge da bipolaridade,
democracia, liberdade de ir e vir,
pluralismo partidário, economia
de mercado versus o comunismo, exportado
pela Rússia, do partido único,
da economia de estado,... e do Muro
de Berlin, que sintetiza e representa
a falta de liberdade de você
ir para onde desejar.
Mas, enfim, assim
pensavam os seus adeptos, e lutaram
por seus ideais com armas e técnicas
de combate, instruídos pelos
manuais vermelhos de como fazer sabotagem,
seqüestrar autoridades e aviões,
aterrorizar para obter apoio, explodir
aeroportos, etc, para que as posturas
políticas e econômicas
vividas pela Rússia fossem
implantas no Brasil. Não conseguiram.
Perderam. Foram anistiados, expiados
pelo Estado, como os seus defensores
pediram e foram atendidos, para que
a anistia fosse ampla, geral e irrestrita;
isto é, atingisse a todos os
envolvidos, por quaisquer atos de
atrocidades que tenham cometido, reincidentes
ou não, sem limites, por prática
criminosa com vestimenta política.
Tudo perdoado a partir da lei e aperfeiçoamentos.
Assassinato, seqüestro, tortura,
roubo, assalto, formação
de quadrilha. Quem delinqüiu,
julgado ou não, condenado ou
não, preso ou não, fugitivo
ou não, foi PERDOADO.
Ora, se o Estado concede anistia a
quem praticou toda sorte de crime,
não cabe punir quem deteve
o criminoso, por mais que a ele se
tenha igualado no nível de
barbárie. Qual a diferença,
ministros do governo Lula, entre um
guerrilheiro comunista matar a coronhadas
o tenente da PMSP, e um agente do
Estado matar a coronhadas o guerrilheiro
comunista? Pelo jeito, o terrorista
deve ser anistiado e até indenizado.
No sofrimento não há
diferença. Nem na dor, no quadro
de horror do crânio esfacelado,
no sangue jorrando, nas famílias
amarguradas.
Por sua vez o guerrilheiro
adentrou nesse cenário de luta
por opção, mas o agente
em cumprimento do dever, por obrigação.
Se não o fizesse, seria um
desertor como Lamarca, traidor de
um juramento. Alguns deles, guerrilheiros,
terroristas, são impedidos
de entrar nos Estados Unidos por conta
do seqüestro do seu Embaixador.
Nem a anistia brasileira os isentou
do crime, anotado em alguma ficha
sem prescrição. Na
Ilha Grande do Caribe, modelo Fidel
dos amigos Lula-Chávez-Morales,
não há necessidade de
anistia. Dos que lhe fizeram oposição
em armas, vivos não estão.
Cabia ao governo
do presidente Lula, interpretado por
seu ministro da Justiça, Tarso
Genro, refutar o pretendido pela Justiça
italiana até para não
reabrir chagas mal cicatrizadas, se
fossem bons os seus propósitos,
e cuja manifestação
encontrou eco no assessor especial
para assuntos internacionais da Presidência,
Marco Aurélio Garcia, que apoiou
a decisão do governo de analisar
pedido de abertura de inquérito
sobre os militares brasileiros acusados
de participar da Operação
Condor. Recebeu reforço do
ministro especial da Secretaria dos
Direitos Humanos, Paulo Vannuchi,
que defendeu a anulação
da Lei de Anistia. O recado vem de
Lula, como no lançamento do
livro "Direito à Memória
e à Verdade", onde esteve
presente, e encampa, agora, a palavra
dos seus ministros.
Desta maneira, como
acreditar no presidente que segundo
as palavras do ex-Cmt do EB, Gen Albuquerque,
em palestra no Clube Militar, disse
que Lula, no seu primeiro encontro,
abordou que era importante um esquecimento
do passado de desencontros. O general
acreditou; deu essa impressão.
O ministro Marco Aurélio Mello,
do STF, lembra que os crimes dos quais
são acusados os brasileiros,
já prescreveram.
Tudo indica uma preparação.
Que os 18 do Forte nos inspirem numa
razão de progressão
geométrica.
Ação
e reação desiguais
*Ernesto Caruso, 01/05/2010
Das leis da Física,
na interação de dois
corpos, "Toda ação
provoca uma reação de
igual intensidade e em sentido contrário"
(I. Newton). Na Psicologia, estímulo,
organismo e reação/resposta
geram variados resultados.
Tais práticas estão
presentes no dia-a-dia da natureza
humana, mas em combate, ações
de guerra e policiais, ainda que sob
o manto das leis, se aguçam,
e às vezes extrapolam o racional.
Por mais cristão que seja,
o ensinamento bíblico de dar
outra face perante a bofetada, não
funciona. Prevalece a emoção
que o medo de morrer, a raiva de ver
o parceiro ferido, agonizando ou morto,
a vontade de vencer, e o juramento
de cumprir o seu dever, gera, em consequência,
excessos das partes em contenda —
reprováveis —, mas que
por justiça, merecessem críticas
e reprimendas de mesmo nível.
O julgamento da Arguição
de Descumprimento de Preceito Fundamental
(ADPF) 153, que contesta a Lei 6.683/79,
da Anistia, pelo STF, ajuizada pela
OAB, embora mandada arquivar por 7
votos a 2, o que demonstra a inoportuna
ação, passados 30 anos,
bem como, a desconsideração
da direção da OAB de
hoje com a de 1979 (no dizer do ministro
Eros Grau que a ação
proposta “feria acordo histórico
que permeou a luta por uma anistia
ampla, geral e irrestrita”),
de um modo geral, suscitou análises
de alguns ministros com a emoção
dos litigantes nas ações
da guerrilha urbana e rural, e não
na Corte Suprema, com carpete, ar
condicionado, pompa e intervalo para
o lanche, por certo, com o relevo
que merece.
O ministro Ayres Britto, voto vencido
juntamente com o do ministro Ricardo
Lewandowski, argumentou: - “Um
torturador não comete crime
político. Um torturador é
um monstro, é um desnaturado,
é um tarado. Um torturador
é aquele que experimenta o
mais intenso dos prazeres diante do
mais intenso sofrimento alheio perpetrado
por ele. É uma espécie
de cascavel de ferocidade tal que
morde ao som do próprio chocalho.
Não se pode ter condescendência
com torturador. A humanidade tem o
dever de odiar seus ofensores porque
o perdão coletivo é
a falta de memória e de vergonha,
com viés masoquístico
à reincidência”.
A anistia
não foi um perdão coletivo?
Tão monstro, desnaturado,
tarado, que se o dissesse relativamente
aos terroristas que colocaram bombas
no Aeroporto de Guararapes e ao carro-bomba
que explodiu no QG do II Exercito
em São Paulo, estaria pleno
de razão. O tenente Alberto
Mendes da PMSP, preso por Lamarca
teve o crânio esfacelado por
coronhadas. Se a esses lhes concedem
anistia porque não àqueles.
Ação e reação
de mesma natureza, crime político
em idêntico grau. Se um tem
a visão de que é preciso
barbarizar para impor a sua vontade,
pode levar o outro a querer evitar
novos atos terroristas, obtendo por
meios, também ilícitos,
as informações necessárias
para neutralizar as quadrilhas e evitar
novos atentados.
O resto é vingança
própria dos inconformados.
Palavras como estupro e pedofilia
também foram citadas. Tortura,
condenada por todos, natural que o
fizessem. Terrorismo um ou outro abordou.
Independentemente da abrangência
da lei, enquadrando ou não
os agentes do Estado, nos votos com
destaque aos militares, pretender
atribuir crime político somente
a guerrilheiros e terroristas não
tem a pureza da imparcialidade e nega
sobremaneira a existência do
outro contendor, militar ou policial,
que também se excede, erra,
e mais, está cumprido as suas
obrigações como servidor.
Além do que, os terroristas
nas ações impensadas,
covardes, mataram inocentes o cidadão
comum que não estavam empunhando
armas e muito menos combatendo. Esses
tarados merecem o perdão, os
agentes tarados, não, por excessos
cometidos. Ora, por quê?
Os supremos juízes fizeram
um julgamento técnico, externando
uma posição contrária
à Revolução de
31 de Março de 1964, resultante
da crise gerada pelo governo de então
por suas ameaças aos direitos
constitucionais e de compactuar com
o estabelecimento de uma ditadura
sindicalista de cunho marxista e da
forte reação da sociedade
civil, como costumam chamar, inegável
e fartamente registrada nos jornais
e seus editoriais.
Ficou no ar a digressão feita
pelo ministro Eros Grau de que a anistia
brasileira foi bilateral e só
poderia ser modificada pelo Congresso
Nacional e não pelo Supremo.
Dois comentários posteriores
podem ser destacados.
O da candidata
Dilma Roussef: "Eu não
sou a favor de revanchismo de nenhuma
forma. Do ponto de vista da decisão
do Supremo, decidiu, decidido está."
O do secretário de Direitos
Humanos, Paulo Vannuchi, que considerou
lamentável a decisão
do Supremo Tribunal Federal, concluindo
que "o país tem que aprender
a punir a tortura". Ambos, ela
então Chefe da Casa Civil,
desencadearam o Plano Nacional de
Direitos Humanos 3, que está
no Congresso e trata dessa matéria.
Por questão de justiça,
não se pode esquecer do terrorismo
quando se condena a tortura, sob pena
de descumprir o Inciso XLIII do Art.
5º da CF: - “a lei considerará
crimes inafiançáveis
e insuscetíveis de graça
ou anistia a prática da tortura
, o tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins, o
terrorismo e os definidos como crimes
hediondos, por eles respondendo os
mandantes, os executores e os que,
podendo evitá-los, se omitirem;”.
Por equidade,
falta é indenizar as vítimas
do terrorismo e diante do resultado
arrasador, espera-se que cessem a
perseguição e acusações
infundadas ao Coronel Carlos Alberto
Brilhante Ustra, que foi escolhido
para representar a vingança
dos derrotados.
|
Respeito à concepção
do Estado
Ernesto Caruso, 23/01/2008
O Estado, que não é
um condomínio edilício,
pressupõe salvaguardas de maior
intensidade, protetoras quanto à
sua indissolubilidade ou alteração
territorial, do que as Convenções
próprias dos condomínios,
mutáveis por vontade das Assembléias
Gerais, mas com exigências mínimas
de 2/3 dos seus integrantes e até
unanimidade para aprovar alienação
ou gravame sobre parte ou totalidade
da propriedade.
A concepção
do Estado é o resultado da
conjunção de corpo e
alma do homem-natureza com a terra,
criando raízes tão profundas
que mesmo afastado do local onde nasceu,
o velho forasteiro, errante, a procura
de outros recursos em plagas distantes
não esquece a sua origem. É
um nativo, cujos pais migraram ao
longo do tempo, por necessidade, por
obrigação, por imposição.
A vida criando mandamentos. Todos
nós somos nativos de algum
lugar na terra, no universo, submetidos
às mesmas forças, ora
da própria vontade, em cumprimento
do dever, por pressão incontida.
Cada pedaço
de chão gera identidades, caracteres
comuns de linguagem, costumes, crenças,
regras de convívio, que se
aperfeiçoaram na abscissa do
tempo, se absorveram reciprocamente,
se fundiram, se misturaram ou combinaram
conforme os elementos em presença,
mais ou menos miscíveis, radicalizações
e afinidades. Assim, não é
mais brasileiro quem nasceu há
quinhentos anos, se vivo fosse, com
direitos e obrigações,
ou quem está nascendo hoje
do monte Caburaí/Oiapoque ao
Chuí ou da serra do Divisor
à ponta Seixas, Berço
Esplêndido de veneração.
Nem sempre foi assim,
mas há muito tempo é
assim, por desbravamento, posse, miscigenação,
sincretismo, tratados, arbitramento,
lutas internas e externas, expulsão
de invasores, legados e hereditariedade,
amalgamando vontades e desenhando
e concebendo um Estado.
A Constituição
é uma certidão que define
este Estado chamado Brasil. Veio depois
da concepção e não
tem a sua grandiosidade, por melhor
que se tente escrevê-la, descrevê-la
e decantá-la. De somenos as
grafias mutáveis do peagá
(ph) ao efe (f) dos nomes de quem
as subscreveram, sem pretender desqualificar,
mas para exaltar o liame intenso entre
o homem-natureza e a terra já
definida.
Os escritos ou mal
escritos, por emoção
do momento, mas sem o fundamento da
razão, e até má
intenção ou traição,
não podem ameaçar a
coesão, a unidade, nem macular
quem lutou e morreu por ela e nô-la
transmitiu por herança, que
por necessária pertence aos
sucessores das etnias que a geraram.
Há que se
preservar este princípio, reprimindo
qualquer tipo de ruptura, baseado
em texto mal escrito a suscitar interpretação
favorável à fragmentação
do território dos nossos sucessores.
Há de prevalecer a tradição,
a definição histórica
sobre qualquer ação
rasteira como a do felino que mansamente
progride sem fazer ruído para
dar o mortífero bote.
Não. Não
podemos assistir ao sangramento da
Nação como se estivéssemos
sentados assistindo a um filme do
mundo animal, com as mentes propositadamente
distraídas, entorpecidas pelo
BBB, aquecimento global, escândalos
do governo Lula, estórias de
lobos, lambões, fanfarronices
do governo Chávez nas escaramuças
de fronteira com o país vizinho,
a Colômbia, e seu apoio às
FARC e a Evo Morales na corda bamba,
também amparado por Lula, que
vai à Bolívia, não
só para oferecer mais recursos
da Petrobrás, mas para dar
um recado aos aguerridos opositores
do cocalero.
Hodiernos estão
rasgando as Constituições,
desrespeitando as concepções,
a História e as nossas tradições,
forjadas, sedimentadas, demarcadas
do descobrimento ao século
XX, de Cabral, bandeirantes, Vidal
de Negreiros, Henrique Dias, Felipe
Camarão, do mártir Tiradentes,
ao Barão do Rio Branco, seringueiros,
Plácido de Castro, Marechal
Rondon, do Tratado de Tordesilhas
ao de Petrópolis, das valorosas
e destemidas ações do
Duque de Caxias, Almirante Tamandaré,
Marcílio Dias, do Correio Aéreo
Nacional, vencendo distâncias
e turbulências sob a liderança
do Brigadeiro Eduardo Gomes e do Brigadeiro
Nelson Lavenère-Wanderley,
dos bravos Pelotões de Fronteira,
das Colônias Militares, da Flotilha
do Amazonas, presença da Pátria
e assistência em todos os rincões.
Soldados, marinheiros, aviadores.
Civis fardados e fardados civis.
Marechal Mascarenhas de Moraes
e Marechal Castelo Branco serão
lembrados sempre.
Liberdade. Democracia. Soberania nacional.
Estado indivisível.
Agir enquanto é tempo.
|
Marechal
José Pessoa e Brasília
"...sem
ele, talvez o processo tivesse sido
cortado e postergado a um outro
momento..."
*Cláudio Queiroz
Enviado por Ernesto Caruso, 21/04/2010
A
construção de Brasília
é a consolidação
do desbravamento dos Bandeirantes,
da exitosa ocupação
militar da fronteira e da marcha para
o oeste, a coincidir o centro do poder
ao centro geográfico do território
brasileiro.
Concretização
do pensamento estratégico do
passado focado nas questões
de defesa, que afastando a sede de
governo do litoral, o preservava das
ações já vividas
por ocasião das invasões
estrangeiras, bem como nas necessidades
de crescimento e desenvolvimento do
interior em busca de maior equilíbrio
regional e ocupação
dos vazios demográficos. Uma
lição para a ocupação
da Amazônia.
Passados
cinquenta anos da sua inauguração,
comemorações à
parte e exaltação à
vontade férrea do seu construtor,
presidente da República, Juscelino
Kubitschek, dos seus arquitetos Lúcio
Costa e Oscar Niemeyer, não
se pode olvidar a participação
de alguns militares desde a inserção
do registro constitucional de 1891,
no seu Art. 3º, (Fica pertencendo
à União, no planalto
central da República, uma zona
de 14.400 quilômetros quadrados,
que será oportunamente demarcada
para nela estabelecer-se a futura
Capital federal.), emenda apresentada
pelo engenheiro militar Lauro Sodré,
a nomeação pelo Marechal
Floriano Peixoto da comissão
presidida por Luiz Cruls que a demarcou,
a criação da Comissão
de Localização da Nova
Capital Federal por Getúlio
Vargas, presidida pelo Gen Agnaldo
Caiado de Castro, que posteriormente
é substituído pelo Marechal
José Pessoa, já sob
a presidência da República
de Café Filho.
Como
registra a História, José
Pessoa e seu ajudante de ordens, Cap
Ernesto Silva, reconheceram a área,
resultando desse trabalho, rico e
minucioso estudo, com sugestão
de nome e esboço com as formas
que lá estão edificadas
no concreto, nas vias e nas superquadras,
apresentado de forma pormenorizada
na reportagem do jornalista Alexandre
Garcia, como se pode comprovar em:
http://www.youtube.com/watch?v=DVWfZdLuUqk&eurl=http://www.eltheatro.com/destaque16.htm
As
minúcias engrandecem a obra,
e o destacam como “precursor
do planejamento de Brasília”,
inspirador do projeto vencedor, posto
em prática, e esquecido como
genial autor. Suficiente comparar
e comprovar.
O
abastecimento das águas advindas
do Rio S. Bartolomeu, rede de esgoto,
da energia gerada a partir do Rio
Corumbá, loteamento, quadras,
“tesourinhas”, orçamentos,
o “eixão” e o lago,
hoje Paranoá, requinte de beleza,
aprimoramento da natureza, moldura
de mansões, cenário
de pinturas e fotos, presença
humana, praia, banho de sol, lanchas,
jet ski, em uma cidade, que será
(?), não lhe devota um monumento,
uma placa, um nome.
O
marechal José Pessoa é
uma das pessoas que, sem ele, talvez
o processo tivesse sido cortado e
postergado a um outro momento, porque
ele desempenhou um período
fundamental da implantação
da nova capital e da perspectiva da
realização efetiva,
quero dizer, de tornar real.
|
|
* Claudio Queiroz.
É Professor, Arquiteto
atua na Universidade Nacional
de Brasília, UNB
Nos
telejornais, com assistência
fiel e audiência elevada
não vi referências
ao nome do insigne militar,
mas que merece sem dúvida
a nossa continência e
o respeito da sociedade ao seu
trabalho, como cidadão
e soldado.
|
| |
| |
O jornalista
Augusto Nunes traça uma
comparação entre
o presidente da Costa Rica,
Oscar Arias, e o presidente
Lula, usando frases de ambos
sobre o caso dos presos políticos
cubanos em greve de fome. FPR
A
colisão entre um político
sem grandeza e um estadista
*Augusto
Nunes
“Traídos
pela indiferença ultrajante
do Itamaraty, afrontados pela
infame hostilidade do presidente
da República, presos
políticos cubanos e dissidentes
em liberdade vigiada endereçaram
ao presidente da Costa Rica
o mesmo pedido de socorro que
Lula rechaçou. Fiel à
biografia admirável,
Oscar Arias nem esperara pela
chegada do apelo (que o colega
brasileiro ainda não
leu) para colocar-se ao lado
das vítimas do arbítrio.
Já estava em ação
e em ação continua.”
Neste
sábado, Arias escreveu
sobre o tema no jornal espanhol
El País. O confronto
entre o falatório de
Lula e trechos do artigo permite
uma pedagógica comparação
entre os dois chefes de governo:
LULA:
“Lamento profundamente
que uma pessoa se deixe morrer
por fazer uma greve de fome.
Vocês sabem que sou contra
greve de fome porque já
fiz greve de fome”.
ARIAS:
“Uma greve de fome de
85 dias não foi suficiente
para convencer o governo cubano
de que era necessário
preservar a vida de uma pessoa,
acima de qualquer diferença
ideológica. Não
foi suficiente para induzir
à compaixão um
regime que se vangloria da solidariedade
que, na prática, só
aplica a seus simpatizantes.
Nada podemos fazer agora para
salvar Orlando Zapata, mas podemos
erguer a voz em nome de Guillermo
Fariñas Hernández,
que há 17 dias está
em greve de fome em Santa Clara,
reivindicando a libertação
de outros presos políticos,
especialmente aqueles em precário
estado de saúde”.
LULA:
“Eu acho que a greve de
fome não pode ser utilizada
como pretexto para libertar
pessoas em nome dos direitos
humanos. Imagine se todos os
bandidos presos em São
Paulo entrarem em greve de fome
e pedirem liberdade”.
ARIAS:
“Seria perigoso se um
Estado de Direito se visse obrigado
a libertar todos os presos que
decidirem deixar de alimentar-se.
Mas esses presos cubanos não
são como os outros, nem
há em Cuba um Estado
de Direito. São presos
políticos ou de consciência,
que não cometeram nenhum
delito além de opor-se
a um regime”.
LULA:
“Temos de respeitar a
determinação da
Justiça e do governo
cubanos”.
ARIAS:
“Não existem presos
políticos nas democracias.
Em nenhum país verdadeiramente
livre alguém vai para
a prisão por pensar de
modo diferente. Cuba pode fazer
todos os esforços retóricos
para vender a ideia de que é
uma “democracia especial”.
Cada preso político nega
essa afirmação.
Cada preso político é
uma prova irrefutável
de autoritarismo. Todos foram
julgados por um sistema de independência
questionável e sofreram
punições excessivas
sem terem causado danos a qualquer
pessoa”.
LULA:
“Cada país tem
o direito de decidir o que é
melhor para ele”.
ARIAS:
“Sempre lutei para que
Cuba faça a transição
para a democracia. (…)
O governo de Raúl Castro
tem outra oportunidade para
mostrar que pode aprender a
respeitar os direitos humanos,
sobretudo os direitos dos opositores.
Se o governo cubano libertasse
os presos políticos,
teria mais autoridade para reclamar
respeito a seu sistema político
e à sua forma de fazer
as coisas”.
LULA:
“Não vou dar palpites
nos assuntos de outros países,
principalmente um país
amigo”.
ARIAS: “Estou
consciente de que, ao fazer
estas afirmações,
eu me exponho a todo tipo de
acusação. O regime
cubano me acusará de
imiscuir-me em assuntos internos,
de violar sua soberania e, quase
com certeza, de ser um lacaio
do império. Sem dúvida,
sou um lacaio do império:
do império da razão,
da compaixão e da liberdade.
Não me calo quando os
direitos humanos são
desrespeitados. Não posso
calar-me se a simples existência
de um regime como o de Cuba
é uma afronta à
democracia. Não me calo
quando seres humanos estão
com a vida em jogo só
por terem contestado uma causa
ideológica que prescreveu
há anos. Vivi o suficiente
para saber que não há
nada pior que ter medo de dizer
a verdade”.
Oscar
Arias é um chefe de Estado.
Lula é chefe de uma seita
com cara de bando. Arias é
um pensador, conhece a História
e tenta moldar um futuro mais
luminoso. Lula nunca leu um
livro, não sabe o que
aconteceu e só pensa
na próxima eleição.
Arias é justo e generoso.
Lula é mesquinho e oportunista.
Arias se guia por princípios
e valores. Lula menospreza irrelevâncias
como direitos humanos, liberdade
ou democracia.
O
artigo do presidente da Costa
Rica, um homem digno, honra
o Nobel da Paz que recebeu.
A discurseira do presidente
brasileiro, um falastrão
sem compromisso com valores
morais, tornou-o tão
candidato ao prêmio quanto
Fidel, Chávez ou Ahmadinejad.
A colisão frontal entre
o que Lula disse e o que Arias
escreveu escancarou a distância
abissal que separa um político
sem grandeza de um estadista.
Nota
da Redação:*Augusto
Nunes, jornalista é colunista
de VEJA e foi diretor dos seguintes
veículos de comunicação:
Jornal do Brasil O Estado de
S.Paulo, o jornal Zero Hora
Rio Grande do Sul e da revista
Época.
|
| Bravo
novo mundo
Milton Larentis*
“A idéia de ser
corajosos está meio fora
de moda. A nossa postura oficial
de brasileiros é de acatar
tudo. Ficar quieto. Não
reagir. Sermos extremamente
obedientes. A quem?”
Ao
governo, qualquer governo. Seja
ele municipal, estadual ou federal.
Nossa divisa, como brasileiros
quietos e submissos, devia ser:
tem governo? Sou a favor. Apesar
de alguns se declararem mais
para um lado do que para o outro,
no DNA, na nossa herança
genética, está
contido um gene de aceitação
ao que o governo diz, faz ou
inventa. Nossa submissão
é tão grande que
a mais tímida idéia
de “revolta” é
imediatamente reprimida. Pois,
apesar de alguns criticarem
estrategicamente apenas alguns
governos, nós nos submetemos
quietinhos à fúria
arrecadadora. O imposto, a tributação
– neste país –
é uma espécie
de dogma inquestionável.
Somos capazes de questionar
até a existência
ou não de Deus, mas quando
chega na questão dos
inúmeros impostos, nós
nos calamos e aceitamos como
gado indo para o matadouro.
Digam
o que quiserem, pensem o que
melhor acalmar suas consciências:
mas não discutam o “roubo”
diário a que todos são
submetidos. Alguns, vítimas
de um breve e inocente vislumbre
racional, querem justificar
a coisa toda com a explicação:
“mas se ainda eles fossem
bem aplicados”.
Contudo,
o caso não é este.
O caso é muito, muito
mais grave. Só não
é um caso de polícia,
porque a policia também
vive dos impostos. Então,
temos em mãos um caso
de “brasilidade”.
Acostumados a uma “elite”
que vive dos impostos e com
eles se propaga, o povo acha
tudo normal. Se alguém
lhes diz que trabalhamos quase
quatro meses só para
pagar impostos, que nossa vida
é cercada de impostos
criados sem uma mínima
noção da tão
alardeada cidadania e do destino
nefasto que toda esta dinharama
tem, o povo respira fundo, abana
a cabeça e segue em frente
– resignado. Mas, até
quando? Até quando ficará
nesta postura que lembra mais
um rato acuado do que um nobre
leão. Talvez seja por
isso que o leão é
símbolo do imposto, enquanto
que o símbolo do povo
é uma imagem distorcida
de alegria carnavalesca.
Submissos,
quietos, passivos. O “outro
lado” nos acua, nos cobra,
exige de nós documentos,
burocracias, respeito e –
por que não? –
reconhecimento. Em alguns casos,
exige que os aceitemos com aplausos
e não vaias. Com percentagens
de aprovação e
não críticas.
E nós continuamos quietos
e conformados. Mas sempre bons
pagadores. Eles criam o tributo,
o valor, a percentagem, o dia,
o desconto, o motivo. Eles controlam
todo o processo criminal –
do assassinato até a
investigação.
Cabe a nós, a vítima,
representarmos bem o nosso papel.
Nada
de dinheiro em circulação.
Nada de produção
interna. Nada de mercado livre
e em crescimento. Nada de comércio
em expansão. Nada de
capitalismo – isto tudo
é quase pecaminoso, dizem
eles. Eles e nós. Quem
são eles? Você
sabe? Você vota neles?
Você não sabe?
Mas você os obedece. Sobra
para o brasileiro a única
e patriótica ação:
a covardia. E, onde todos são
covardes, o herói parece
pretensioso, orgulhoso, sem
humildade. O herói se
torna um bode expiatório.
“Eliminem este arrogante!”.
Onde todos são covardes,
não há covardia.
Ela passa despercebida. O Rambo
nos parece ridículo.
Preferimos o casal Nardoni.
* Milton Larentis
e professor universitário
e filósofo
|
Respeito
à História, à
Memória, à Vida
e à
Morte de Heróis
"Sei
que morro, mas o meu sangue
e o de meus companheiros servirá
de protesto solene contra a
invasão do solo de minha
Pátria".
Ten.E.B. Antonio João
Ribeiro
Ernesto
Caruso, 31/03/2010
Cel. ref do EB
O Paraguai é uma nação
amiga. As suas Forças
Armadas mantêm nos nossos
estabelecimentos de ensino alunos
nos níveis de formação,
aperfeiçoamento, de comando
e estado-maior, em perfeita
integração, além
da Missão Militar Brasileira
de Instrução no
Paraguai, de há muito
contribuindo nesse bom relacionamento,
sem antagonismos por conta dos
antecedentes históricos.
Os heróis de ambos são
reverenciados nas cerimônias,
lá como cá, com
a presença de militares
que lhes prestam continência.
Solano Lopes e Caxias são
símbolos para as suas
pátrias e se enfrentaram
na Guerra da Tríplice
Aliança.
A
História não se
apaga. As guerras de ontem marcaram
uma época, mortos e feridos
se imolaram, sofreram as vicissitudes
dos campos de batalha, vivos
voltaram, escreveram as sua
epopéias, cólera,
granadas e baionetas sangraram
corpos, sepultaram combatentes,
vitórias e derrotas forjaram
heróis contra o invasor
expansionista adentrando no
Mato Grosso e se lançando
até o Rio Grande do Sul.
O
sofrimento da Retirada da Laguna,
registrada por Taunay, lancetou
mais a alma do que o corpo atingido
pelos projéteis inimigos.
Quanto
sacrifício nos campos
de batalha, na logística
difícil, nas atividades
produtivas, no esforço
de guerra das gentes mesmo longe
dos combates, alimento escasso,
sem medicamentos, rezando por
seus patriotas, parentes e amigos.
Há
que se refletir hoje, sentindo
essa luta de 1864 a 1870, distante
dos centros do poder nacional,
restritos no litoral.
A
natureza humana impõe
a preparação para
guerra. O mundo de hoje e de
sempre não se esconde
de ninguém por maior
vocação pacifista
dos pregadores. Mata-se no presente
em nome de Deus como no passado,
só que com armas mais
aperfeiçoadas.
O
sentimento patriótico
precisa ser despertado, ensinado.
Os Símbolos Nacionais
são o esteio dessa formação,
mantendo acesa a necessidade
de uma estrutura para defesa
do território onde nascemos,
como foi nos tempos pretéritos,
hoje um tanto descuidada. Os
troféus de guerra fazem
parte da História, demonstram
fisicamente o sangue derramado
pelos antepassados como lição
vista, sentida e admirada, não
como menosprezo ao povo que
empunhou armas contra o Brasil
em qualquer tempo. Um homem
faz a guerra. Fez mais uma,
e coube aos brasileiros defendê-lo.
Somos e seremos o que fomos
como Nação.
|
 |
|
O
canhão El
Cristiano da Fortaleza
de Humaitá
é um símbolo
da Guerra da Tríplice
Aliança,
com toda a força
que transmite às
novas gerações
o valor do soldado
brasileiro, dentre
outras peças
que repousam nos
museus e ilustram
os compêndios
de História.
São
propriedades da
Nação,
enriquecidas por
acervos doados por
descendentes de
ex-combatentes de
todos os tempos.
Não podem
ser dilapidados,
descuidados por
gente que não
tem compromisso
com o passado de
luta e de glórias. |
|
|
|
|
O Paraguai já recebeu
com elevada deferência
a devolução de
objetos pessoais de Solano Lopes,
numa demonstração
de boa vontade, amizade e respeito.
Mas, que tal fato não
se estenda aos demais troféus
e nem signifique um arrependimento,
a confissão de um erro
ou o pedido de perdão
pelas ações de
guerra em defesa do território
invadido, afrontado e de desgraças
sofridas por quem estava pacificamente
guardando e produzindo nas fronteiras
em 1864 e não nos palácios
de Brasília em 2010.
29 de dezembro
de 1864. Colônia Militar
de Dourados. Mato Grosso. Tenente
Antonio João Ribeiro
do Exército Brasileiro
— hoje Patrono do Quadro
Auxiliar de Oficiais —
no comando de uma guarnição
isolada com um punhado de bravos,
incluindo quatro civis e uma
mulher, não se rendeu
diante da força inimiga.
Tombaram sob os tiros de mais
de 200 bocas de fogo. Deixou
uma lição que
se deve guardar no peito, escrita
na simplicidade das letras e
na grandeza do sentimento:
"Sei que
morro, mas o meu sangue e o
de meus companheiros servirá
de protesto solene contra a
invasão do solo de minha
Pátria".
Assim, antes de se efetivar
a devolução do
canhão, há que
se ouvir a Associação
de Ex-Combatentes do Brasil,
com representação
nacional, o Instituto Histórico
e Geográfico Brasileiro
que nasceu em 1838, o Instituto
de Geografia de História
Militar do Brasil, a Academia
de História Militar Terrestre
do Brasil, a Liga de Defesa
Nacional, ou será mais
uma afronta às Forças
Armadas que cumpriram e cumprem
a missão de defender
o país e aos descendentes
dos vitimados pela guerra.
|
|
“NUNCA
ANTES...”
VAlte (Ref) Sergio
Tasso Vásquez de Aquino
“Nunca
antes, na história deste país”,
tomou-se conhecimento de tantos crimes
contra o Erário e o patrimônio
comum dos brasileiros, cometidos por
agentes públicos, inclusive
muito bem situados na hierarquia,
nos Três Poderes e nas três
esferas administrativas, federal,
estadual e municipal, ou nas empresas
estatais e nos fundos de pensão.
Confiantes na impunidade que costumeiramente
tem protegido os poderosos delinqüentes,
um dos grandes males nacionais, roubaram
ou desviaram, para fins ilícitos,
tranqüila, seguida e repetidamente,
vultosos recursos aportados ao Estado,
pelos cidadãos em geral, na
forma de impostos destinados originalmente
para a realização do
Bem Comum, ou pelos associados, como
contribuições para a
previdência social de cada grupo
específico.
“Nunca antes...” tinha
sido o Estado aparelhado por número
tão absurdamente grande, medido
em dezenas de milhares, de indivíduos
sem maiores competência, conhecimento
ou talentos apreciáveis para
os cargos e funções,
altamente gratificados, para os quais
foram guindados apenas por critérios
de compadrio, parceria politiqueira
fisiológica, alinhamento ideológico
de esquerda radical ou relacionamento
com os “donos” do poder
e do Brasil. Os resultados colhidos
por esse assalto ao aparato estatal
e de governo, além do desestímulo
às carreiras normais do Serviço
Público, têm sido a ineficiência
de gestão, o desperdício
de recursos, o aumento de custos,
o incentivo à corrupção,
o fortalecimento financeiro e operacional
da subversão.
“Nunca
antes...” mentiu-se tanto, para
mascarar a realidade e fazer prosperar
a versão falaciosa de que “nunca
antes” as coisas foram melhores,
e para desarmar e ludibriar os espíritos,
a fim de que aceitem mansamente, e
como corolário inevitável
do “processo histórico”,
a planejada, programada e em plena
execução comunização
do Brasil. Antes, passo a passo, quase
sem sentir, mas já agora escancarada
e acelerada.
“Nunca
antes...” a política
foi tão aviltada, perdendo
toda a sustentação ética
e moral que a devia caracterizar,
como a arte de buscar a realização
do Bem Comum, para transformar-se
em mera luta pelo poder, de preferência
para usufruto total e para sempre.
“Nunca
antes...” foi o processo de
deseducação tão
intenso e eficaz, para reescrever
a História, para transformar
a mentira em verdade, o vício
em virtude, os heróis em vilões,
os vilões em heróis,
para tornar medíocre, corromper
e perverter o ambiente social, para
matar o altruísmo, o patriotismo,
os ideais elevados, substituindo tudo
pela pesada e espessa ignorância,
que se generaliza, pela ambição
mesquinha por poder, dinheiro, a qualquer
custo e a qualquer preço, inclusive
pela traição e a venda
da alma. Nem jamais se desdenhou tanto
dos sábios, dos retos, dos
justos e dos bons!
“Nunca antes...”
se procurou tanto justificar o erro,
o crime, o desleixo moral, o comportamento
reprovável, e os errados, os
criminosos, os moralmente comprometidos,
os eticamente censuráveis,
os seguidores e praticantes do terror
“socialista”...
“Nunca
antes...” foi tão próxima,
real e presente a probabilidade de
mudança radical da ordem construída
e constituída no Brasil ao
longo da nossa História, com
a sacrificada contribuição
das gerações que nos
antecederam. Democracia foi uma opção
consciente dos brasileiros, que a
elegeram como um dos nossos Objetivos
Nacionais Permanentes, mas jamais
esteve tão ameaçada
e em perigo como nos tempos presentes!
Em todos
os lugares em que foi implantado,
o regime comunista trouxe consigo
miséria, retrocesso, violência,
cerceamento das liberdades, estabelecimento
de cruéis e sanguinárias
ditaduras. Decididamente, os que somos
, de fato, brasileiros não
queremos, nem aceitamos igual e triste
sorte para nosso Brasil!
“Nunca antes...”
estiveram tão omissas, ausentes,
as elites pensantes e sensatas deste
País, que apenas vêm
assistindo ao desenrolar dos gravíssimos
fatos presentes como se fosse um filme,
um programa de televisão, uma
peça de teatro, enfim, uma
realidade virtual que não lhes
diz respeito e nada tem a ver com
o futuro e a sobrevivência do
Brasil. Justo, altaneiro, senhor dos
seus destinos, “livre terra
de livres irmãos”, em
paz e com oportunidades para todos,
baseadas no mérito conquistado
por esforço, trabalho, estudo,
dedicação de cada um.
Chega-se a suspeitar da conivência
de tantos, certamente atraídos
pela tentação dos “trinta
dinheiros” dos favores oficiais!
“Nunca
antes...” foi a Expressão
Psicossocial do Poder Nacional tão
ferida e achincalhada, nunca antes
foram os comportamentos e anti-valores
viciosos, imorais, amorais e aéticos
tão difundidos e justificados,
estimulados que têm sido pelos
maus exemplos e incentivos que vêm
de cima e disseminados por todos os
segmentos sociais e financeiro-econômicos,
e em todas as faixas de idade, ao
ponto de chegarem a ser considerados
“normais, progressistas e despidos
de preconceitos” entre nós.
Por causa disso, tornou-se consenso,
entre as pessoas de bem, que a grande
crise nacional, que precisa ser enfrentada
sem tardança e sem medo, é
de natureza ética e moral.
Chega-se a temer, com toda a razão,
pela derrocada do edifício
da nacionalidade, exatamente pelo
inaceitável comprometimento
mortal do seu alicerce básico!
Que os adormecidos
despertem, que os desertores sejam
tocados pela reta consciência,
que os fracos aprendam a ser fortes,
que os bons possam ver suas ações
e exemplos entendidos e multiplicados,
e que todos, unidos, cerremos fileiras
em torno do Brasil! Oremos, trabalhemos
e confiemos em que Deus virá
em nosso auxílio, e a Pátria
será salva do mal e da tragédia
que tão dolorosamente a ameaçam!
Alguns sinais de
reação, de melhora da
situação, ainda que
fracos por ora, se percebem no horizonte,
apesar de tudo. É preciso,
contudo, buscar e encontrar canais
eficazes de comunicação,
para divulgar a verdade e levá-la
a todos os concidadãos, a fim
de mobilizar as hostes do Bem.
É
muito importante aprimorar os processos
de educação, formais
e informais, e que a verdadeira História
do Brasil volte a ser ensinada nas
escolas de todos os níveis
e respeitada e difundida pelos meios
de comunicação, e não
a versão facciosa, inexata,
preconceituosa e ideologicamente distorcida
que, hoje, tem livre curso entre nós,
com a finalidade do domínio
das mentes para malévolos propósitos.
O desempenho
da economia, que, pela maioria dos
observadores e analistas, nacionais
e internacionais, costuma ser associado
ao sucesso ou ao fracasso governamental,
por exemplo, mostra que o mandato
presidencial em que Produto Interno
Bruto do Brasil-PIB mais cresceu,
no período republicano, foi
o do General Emílio Médici
(1969-1974): 11,90% ao ano.
A média
observada para os 29 Presidentes que
o Brasil teve de 1889 a 2009 foi de
4,45% ao ano, cabendo aos
Presidentes José Sarney (1985-1990)
o 16º lugar, com 4,35% ao ano,
Fernando Collor (1990-1992) o 28º
lugar, com – 1,31% ao ano, Itamar
Franco (1992-1994) o12º lugar,
com 5,38% ao ano, Fernando Henrique
Cardoso (1995-2002) o 26º lugar,
com 2,29% ao ano e Lula da Silva (2003-2009)
o 21º lugar, com 3,55% ao ano
(O GLOBO; edição
de 12 de março de 2010).
Que cada coração
verdadeiramente brasileiro reflita
sobre a extrema gravidade do momento
que vivemos e sobre o compromisso
e a responsabilidade que tem para
com a Pátria, os concidadãos
e as instituições nacionais.
E da reflexão, passe à
ação valente de defender
o Bem, a Paz, a Justiça e a
Democracia, sempre, com todo o ardor!
Que nos possa servir de inspiração
o chamamento que se vê inscrito,
em lugar de honra, em todos os navios
da Marinha do Brasil:
TUDO
PELA PÁTRIA!
.
Rio de Janeiro, RJ, 18 de
março de 2010.
|
|
*Milton Larentis
Aristóteles
afirma que os homens por serem iguais
em alguns aspectos imaginam que o
são em tudo. Bem, estes homens
aos quais Aristóteles se refere
são homens bastante iludidos.
Contudo, fazem desta “ilusão”
– se podemos chamar assim –
um pretexto para obter vantagens e
provocar revoluções.
Na base da sua revolta está
a obtenção e manutenção
de um poder fundado na ilusão.
Iludidos dirigindo iludidos. Mas,
alguns que não se iludem podem,
daí criar uma contra-revolução.
Uma maneira de estabelecer uma governabilidade
baseada na realidade e não
na ilusão. Afinal, criar um
governo que retira outro governo com
a finalidade de criar apenas uma ilusão
significa totalitarismo.
Vejam, o governo
que tem sua origem e sustentação
na ilusão, apenas governa para
sua manutenção, pois
sabe que seus fins não existem.
Isto é, apesar dos governantes
basearem sua revolta na ilusão,
eles, por outro lado, são bastante
pragmáticos na manutenção
contínua do poder. Sabem que
não vai dar em nada, mas que
devem à ilusão sua vida.
Parafraseando Polanyi, os discursos
do governo ilusório têm
tanto valor prático para o
bom governo do povo que neles acredita
quanto as velhas fórmulas mágicas;
porém nada mais. Mas, o governo
ilusório resiste. Se sua base
de ascensão foi a ilusão,
sua base de manutenção
será uma constante propaganda
de que a ilusão persiste. A
antiga esperança da volta de
Nosso Senhor Jesus Cristo ainda no
tempo da vida dos apóstolos,
acaba por ser substituída por
uma “prorrogação”.
“Ainda não é agora!”
Este hino é cantado, no governo
ilusório, não por crentes
numa fé verdadeira, mas por
entidades que se parecem mais com
espíritos do mal. Pois a sua
ilusão é bem próxima
do caminho do Dissimulador.
Mentir, mentir e
mentir. A mentira deve ser injetada
na vida cotidiana, na sociedade, nas
escolas e nas crianças. A verdade
tem que ser protestada em sua essência.
Tem que ser “relativizada”.
Tem que ser questionada assim como
o fez Pilatos, que perguntou: “Que
é a verdade?...” e não
ficou para ouvir a resposta. Colocada
a verdade de escanteio, quem vocês
acham que ocupará o seu lugar?
Não pensem que será
a esperança, a busca intelectual
ou a inquietação filosófica.
Não quando quem governa é
a astúcia e a malícia.
Dados adulterados e estatísticas
tendenciosas. A possibilidade de se
discutir se torna a maior de todas
as ilusões. Pois a discussão,
no governo ilusório, é
a apenas uma confirmação
da própria ilusão.
Não se pode
afirmar com certeza que a evolução
do governo ilusório num Estado
de Terror aconteça sempre.
Mas é esta a sua natureza.
Assim, como nos governos em que prevalecem
a realidade e a liberdade, nos governos
ilusórios o que prevalece é
a mentira. Sob o governo da mentira
não há como escapar
da violência e da opressão.
Pode demorar mais tempo em alguns
casos do que em outros, mas o mal-estar
das pessoas decentes é o primeiro
sinal. Pensa-se porque aquele sujeito
que em outras ocasiões estaria
pouco ligando para política,
agora se vê em pânico
e em franca atuação?
Porque aquela senhora que nunca, jamais
e em tempo algum teria tido um assunto
político, agora se posiciona
com tremendo entusiasmo sobre a ascensão
da injustiça. É o ditado
ao contrário: os bons são
os primeiros a notar quando o navio
está afundando, mas não
o abandonam como os ratos costumavam
fazer – mesmo porque, os ratos
hoje estão no poder.
O profano deixa-se
facilmente enganar pela imprensa,
dizia Lorenz. E eis que o profano
se cala diante da vozinha estereotipada
do fazedor de opiniões, assim
como emudece de curiosidade vazia
diante duma reconfiguração
do Grande Irmão. “Todos
são culpados: não há
inocentes!”; Pretendem alguns.
Mas isto não é bem assim.
Afinal, está fórmula
é sempre usada nos regimes
totalitários. Desde Hitler
até Stálin – quer
dizer, sem sair do lugar – os
defensores do governo ilusório
sempre culparam o “todos”,
a “sociedade” e o “povo
em geral”. Sabe-se que nunca
foi assim. Os mártires nos
provaram o contrário. E agora?
Sigamos a recomendação
que o apóstolo São Paulo
fez a Tito: “Aqueles que crêem
em Deus sejam solícitos na
prática do bem”.
N.R –*Milton Larentis
é professor universitário
e filósofo.
|
BRASIL ATUAL: O QUE FAZER?
VAlte(Ref) Sergio
Tasso Vásquez de Aquino
As
pessoas boas, honestas e sensatas,
comprometidas com o Bem Comum e com
o futuro da Pátria, estão
tristes e insatisfeitas com os rumos
trilhados por nossa sociedade nos
anos recentes. A roubalheira contra
o patrimônio comum da Nação,
a falta de pudor e de responsabilidade
demonstrada a cada passo pelos detentores
do poder e condutores do processo
nacional agridem as boas e retas consciências,
numa avalanche de atos indignos que
parece não ter fim.
Para
agravar o quadro, vemos o governo
federal, nos anos finais do seu mandato,
retirar finalmente a máscara
da face e assumir, com toda a desenvoltura
e com a maior tranquilidade, sem qualquer
escrúpulo ou temor, sua vocação
liberticida, de cunho radical esquerdista
de talhe staliniano, que estava na
gênese do PT, mas que este tão
bem camuflou para poder chegar ao
governo, etapa intermediária
e necessária na corrida pelo
aparelhamento do Estado e tomada total
do poder. Jamais (“nunca antes
neste país”) se viu a
parábola evangélica
dos lobos em pele de cordeiro tão
bem exemplificada, como no caso lastimável
da política nacional atual!
Diante
dos perigos para a manutenção
da ordem democrática entre
nós, representados pelo preocupante
quadro vigente, ainda mais agravado
pela abulia da maioria da população
e de suas elites pensantes, quando
não pelos insensatos e suicidas
aplauso e apoio de um porcentual assustadoramente
alto de brasileiros à obra
de destruição em curso,
a pergunta que se impõe é:
O QUE FAZER?
A
realidade mostra que não se
teria a quem ou a que apelar. Executivo
e Legislativo, em seus diferentes
níveis, federal, estadual e
municipal, exibem iguais sintomas
de degradação, seja
pela corrupção, que
se faz generalizada, seja pela alastrante
contaminação perversa
pela ideologia radical esquerdista,
dedicada à destruição
da liberdade e de tudo de bom que
nos tem caracterizado historicamente
como Nação temente a
Deus e de convívio social amistoso,
fraterno e harmonioso entre os representantes
de todas as etnias, níveis
econômicos, origens e religiões.
Ao ponto de o Brasil ter sido sempre
apresentado, até passado não-distante,
como exemplo para o mundo da nova
civilização desejada,
para o estabelecimento da paz e da
concórdia entre os seres humanos.
Ao
contrário, a malfadada e retrógrada
ideologia comunista, ora imperante
entre nós, tem como orientação
basilar a “luta de classes”,
daí por que suscita, apóia,
favorece e promove toda sorte de divisões,
enfrentamentos, conflitos e lutas
entre os segmentos sociais, coerente
com sua inspiração visceral
no ódio.
O
Judiciário, promessa e ação
de equilíbrio no seio da sociedade
dos homens, garantia de que “todos
são iguais perante a lei”
em tantas partes do mundo, tem também
sua ação prejudicada
no País, seja pela lerdeza
no julgamento de fatos e feitos, seja
pela corrupção que também
tem envolvido muitos de seus servidores
conspícuos, desembargadores
e juízes entre eles, em variados
rincões do território
nacional, seja pela politização
partidária de muitas de suas
decisões, inclusive nos mais
altos tribunais da República,
pela escolha também e apenas
por critérios políticos
no provimento dos cargos de magistrados
de mais alto nível, crescente
nos anos recentes.
As
Forças Armadas, como instituição,
ao contrário do seu papel,
histórico também, de
Poder Moderador na República,
de defensoras ostensivas do Bem Comum
e indutoras, com sua ação
de vigilante presença, da moralidade
e da ética no trato dos recursos
e da coisa públicos, por parte
dos políticos, e de defesa
intransigente da ordem democrática
contra todas e quaisquer ameaças,
estão estranhamente contidas,
imobilizadas e mudas desde 1990. Limitam-se
a tudo assistir, até mesmo
quando diretamente desafiadas na sua
honra e na integridade de sua capacidade
bélica de defesa do Brasil,
pelas agressões revanchistas
que só se acentuaram nos últimos
quinze anos, pela redução
proposital e programada, no mesmo
período, da sua capacidade
combatente por restrições
orçamentárias de toda
ordem e pelo aviltamento salarial
do seu pessoal, em face dos segmentos
privilegiados da “nomenklatura”
governamental, o que vem repercutindo
gravemente no moral dos guerreiros
da Pátria.
O
que podemos, então, fazer,
nós, as pessoas de bem, cidadãos
comuns, sem qualquer força,
mas patriotas apaixonados pelo Brasil,
ao qual dedicamos nossos talentos
e nossas vidas, preocupados com o
bem-estar do nosso povo e com sua
elevação física,
ética, moral e espiritual,
com a afirmação de grandeza
da Terra de Santa Cruz, predestinada
a ser a Pátria da abundância,
da Paz, da Justiça e do Bem?
Primeiro,
manter-nos firmemente fiéis
aos nossos valores, crenças
e convicções e dar testemunho
diuturno, mais por atos e ações,
mas também pelas palavras escrita
e falada, de que estamos “combatendo
o bom combate”, sem esmorecimento,
por mais desalentadora que seja a
situação atual. Com
essa ação de presença
ativa, poderemos influenciar atitudes
semelhantes por parte dos concidadãos
adormecidos, nos nossos círculos
de relações, de trabalho,
de lazer, de outros interesses comuns;
no nosso prédio, na nossa rua,
no nosso bairro, no nosso estado,
no País... É como se
um trabalho de evangelização
cívica, iniciado por nossa
própria conversão!
Em
tudo e por tudo, é preciso
ter Deus conosco. Aprender a lição
magistral do desapego aos bens terrenos,
passageiros, e ao hedonismo. A tentação
de ter mais, para usufruir do mundanismo
a qualquer preço e a qualquer
custo, tem sido a perdição
de tantos áulicos da obra diabólica
de destruição em curso.
Atraídos pelos planejadores
da derrocada do Brasil e suas promessas
de suborno por ganho fácil,
abandonaram suas fileiras e seus companheiros
e se fizeram traidores de suas crenças
e de seus valores corretos e originais,
apenas seduzidos pelos “trinta
dinheiros” das burras oficiais
escancaradas para quem se quiser apresentar
como integrante ou auxiliar do programa
de infelicitação do
Brasil, no caminho desgraçado
do domínio comunista.
Temos,
apesar dos maus tempos que vivemos,
de acreditar na primazia do Bem e
da Virtude sobre o mal e o vício.
Enfim, lutando pelas nossas idéias,
nossos corações devem
sempre abrigar a Esperança,
apesar de tudo e de todos.
Deus
não permitirá a destruição
do Brasil. Os mentirosos, os farsantes,
os pervertidos e os maus passarão.
O Bem, a Paz e a Justiça haverão
de prevalecer ao fim, conforme Sua
promessa de Salvação.
Mas, como tanto sabemos, teremos de
ser auxiliares da Obra Divina, fazendo
nossa parte de combatentes sérios
e dedicados ao Brasil. Para isso,
teremos de praticar o que pregamos,
ser melhores a cada dia, para alimentar
o facho de esperança que ilumine
e arraste outros brasileiros de bem,
até que as sombras do mal,
hoje tão escancaradas e atuantes,
sejam definitivamente erradicadas
de nossa Terra Amada!
Os
artífices do mal, infiltrados
e momentaneamente dominantes entre
nós, manipulam, com rara maestria
os instrumentos da perdição,
tentando comprar e corromper a tudo
e a todos, para atingir seus malévolos
desígnios. Assim aprenderam
com seus mestres malditos! Mas sua
ação deletéria,
mercê de Deus, será contida!
Que
nossa convicção profunda
nos mantenha firmes em nossas posições,
pois lutamos pelo Bem e pela Justiça,
pelo Brasil e o seu futuro, inspirados
pela graça de Deus, pelo amor
à Pátria, ao povo e
às instituições
democráticas e pelos Grandes
Heróis de Nossa História,
que nos apontam o caminho e legaram
o exemplo de jamais fraquejar no duro
combate pela glória do Brasil!
“Ninguém
pode servir a dois senhores. Não
podeis servir a Deus e ao dinheiro”
(Mt 6,24).
Rio de Janeiro, RJ,
25 de fevereiro de 2010.
|
A
Lei de Anistia e a ajuda humanitária
ao Haiti
Antonio Celente Videira
Cel. Int. R1 Aer.
O lamentável
terremoto ocorrido no Haiti, com milhares
de óbitos, talvez seja uma
resposta a quem ainda nutre ódio
e clama por divisões de classes
aqui no Brasil.
Quando percebemos
que criaturas com instintos de abutre
e hiena, na calada da noite, alterarem
o 3º Programa Nacional dos Direitos
Humanos, após um acordo tácito,
e induzirem o Excelentíssimo
Sr. Presidente da República
dar sua chancela, com o único
objetivo de “caça às
bruxas”, realmente constatamos
que ainda há brasileiros (se
é que podemos chamá-los
assim) encastelados no Governo com
o propósito de vingança.
Argumentos de que
o passado deve ficar a descoberto,
com visibilidade à posteridade,
é pífio. A história
é montada em cima de fragmentos
de escritos e documentos oficiais,
postados em obras literárias,
cujo conteúdo, de acordo com
seus autores, serve de base ao entendimento
do passado. O próprio Arquivo
Nacional reúne matérias
que documentam e identificam fatos
remotos. Afora isso, a técnica
pedagógica Gramista, adotada
nas Escolas de 1° e 2° graus,
covardemente ministrada em sala de
aula e grafada em livro escolar, através
do ensino da História, já
é o suficiente para deturpar
os feitos dos nossos vultos e patronos.
O olhar enviesado
dos autores dessas artimanhas comprava
que estão na contramão
dos acontecimentos. É enxergar
o Brasil pelo retrovisor. Rever intercorrência
do nosso Exército Brasileiro,
não considerando atitudes violentas,
praticadas por outrem alheio à
ordem vigente na época, como
por exemplo, assalto a banco, assassinatos,
seqüestros, atos terroristas,
enfim, é legislar em causa
própria. Querer anular a lei
da anistia que lhes proporcionou e
garantiu ocuparem postos chaves no
Governo, é trair acordos legais,
anteriormente estabelecidos por situação
e oposição. Em suma,
é enganar o Chefe maior da
Nação, por falta do
assessoramento leal, criando uma crise
política. Em qualquer empresa
ou organização militar,
até onde entendemos por ordem
e hierarquia, a Direção
determinaria a imediata apuração
dos fatos, através de uma auditoria,
mesmo que o suspeito fosse um “subordinado
amigo”, para não dizer
um “conhecido companheiro”.
Mas a fatalidade
do destino, com o trágico terremoto
do Haiti, realça a tradicional
atuação das Forças
Armadas, somado ainda a um de seus
maiores índices de aceitação,
junto à Sociedade Brasileira.
O aprestamento da
tropa, a disponibilidade dos meios
aéreos, a eficiente logística
de gêneros e remédio,
a capacidade de organização,
o profissionalismo militar são
respostas aos “rufões
raivosos”.
Olhar o movimento
de militares, ouvir depoimentos de
oficiais e graduados sobre suas iniciativas
no Haiti, perceber posturas sensatas
diante da tragédia é
mostrar o grau de grandeza de uma
Instituição, as Forças
Armadas, que só orgulho dá
ao povo.
O sofrimento de pais,
mães, esposas e parentes dos
heróis, que morreram nos escombros,
narrando suas dores pela ausência
de seus entes queridos, no cumprimento
do dever, indicam a singeleza das
fileiras militares. A ação
desprendida do Sargento Marco Antonio,
no resgate da enfermeira haitiana,
mostrada quase em rede nacional, consagram
a generosidade da nossa gente projetada
naquela ilha-nação.
A atuação
das Forças Armadas no Haiti,
magistralmente apresentada na tela
da televisão, é o cotidiano
das suas tarefas anônimas. O
Projeto Rondon, a Ação
Cívico Social (ACiSo), o apoio
de saúde nas Operações
Ribeirinhas, através dos navios
de assistência hospitalar (NASH),
as Missões de Misericórdia,
o fornecimento de água às
populações do Polígono
da Seca, a presença social
dos Pelotões de Fronteira,
a abertura e manutenção
de estradas pelos Batalhões
de Engenharia vêm a ser iniciativas
herméticas, mas que causam
lastros de gratidão a quem
é atendido, forjando imagem
positiva do Soldado Brasileiro, que
jamais será maculada por aventureiros
de reminiscências exóticas.
Vislumbrar
a Cavalaria Templária, passando
pela Ordem de Cristo, é entender
o Exército Brasileiro.
Ter o olhar para as intangíveis
instalações da Escola
de Sagres é identificar a capacidade
criativa das Forças Armadas.
Conhecer a vida ascética dos
monges-guerreiros, no Palácio
de Tomar, em Portugal, é perceber
a mística militar do Brasil.
De Guararapes, em 1648, à Real
Academia Militar, criada pelo Príncipe-regente,
Dom João, em 1810, confirma
nossas Forças Armadas como
regulares e não caudilhesca
ou milicianas, de acordo com aqueles
que querem transformar os Movimentos
Sociais do Campo.
Diante disso tudo,
jamais atitudes isoladas e maldosamente
orquestradas irão induzir a
população ir de encontro
a uma Instituição Secular,
principalmente quando partem de anões
revanchistas.
A mão amiga,
que se faz presente no Haiti, é
o prolongamento do braço forte
que não permitirá um
golpe branco. O quieto leão,
no seu canto, poderá aplicar
uma tapa certeira no réptil
peçonhento que agride as leis
ambientais do seu habitat. Somente
o imbecil cutuca onça com vara
curta.
Os propalados porões
da ditadura, provocados por uma instabilidade
política da época, não
oferecem o mesmo perigo à estabilidade
democrática que alguns gabinetes
ou salas de ambiência moderna
de Brasília. Todavia, aqueles
primeiros, por transmissão
cultural da caserna, formam hoje o
Gabinete de Crise que há de
ordenar a vida social e a reconstrução
do Haiti, mas que também tem
habilidade em erradicar qualquer situação
de ameaça à liberdade,
se preciso for.
Por tudo
isso, o momento é de união.
A atuação do Brasil
em Porto Príncipe impede a
efervescência do rancor entre
irmãos. O nosso destaque, na
reunião do clima em Copenhague,
não dá margem aos inoportunos
e recalcitrantes ressentimentos do
passado. A projeção
do País como “Global
Player” deve afastar ranços
produzidos por “caducos”
agarrados no Poder.
Da mesma forma que
o nosso Exército está
removendo escombros, em uma Ilha do
Caribe, as ruínas mentais dos
membros da Comissão da Verdade,
situados em nosso território,
devem ser dissipadas. Olhar a caverna
escura da vida e vislumbrar silhuetas
do passado é tornar virulento
o nosso porvir. Descer à gruta
existencial, para palpar as pontiagudas
pedras dos caminhos acidentados da
história significa renunciar
a esperança da Nação.
Já ouvi de
filósofos, poetas e religiosos
que o Brasil tem uma predestinação.
Chegam até a mencionar que
o País é “o coração
do mundo, pátria do evangelho”.
Que as ações
de ajuda humanitária de todos
os segmentos nacionais no Haiti sejam
o apanágio da solidariedade
do brasileiro, como resposta a quem
ainda tem aversão à
ordem, utilizando-se da pérfida
caneta, para eliminar uma lei que
apazigou a Nação.
Por este texto ser
de única responsabilidade deste
autor, e não externar a opinião
de qualquer órgão a
que pertenço, encerro aclamando.
Desenvolvimento,
democracia e generosidade.
Viva o Brasil ! ! !
Antonio Celente Videira –
Cel. Int. R1 Aer.
E-mail:acelente@gmail.com
|
Militar revoltado!
Pérolas de ignorância
do “Filho do Brasil” sobre
a Amazônia,
levam Capitão do Exército
à revolta.FPR
31 12 2009.
“Vossa Excelência, por
ser ignorante ou embusteiro, não
sabe ou finge não saber que
antigamente a Linha de Tordesilhas
delimitava as fronteiras do Brasil.
Assim, quando Cabral chegou ao Brasil
a Amazônia e todo o atual Centro-Oeste
brasileiro pertenciam à Espanha,
não a Portugal, desde 1494.”
“Foram os portugueses
que nos legaram a Amazônia,
com sua ocupação física
e a manutenção daquela
imensa área, com a construção
de inúmeras fortificações
militares, como o Forte Príncipe
da Beira, no Amazonas, em 1776. E
quem tomava conta desses fortes? Não
eram os índios, Sr. Lula, eram
os militares - assim como, até
hoje, são os militares os únicos
que se sacrificam servindo em Pelotões
de Fronteira, tanto na Amazônia,
como no Pantanal mato-grossense (Forte
Coimbra), enfrentando a malária,
ONGs e sujeitos despreparados como
o Sr., e são os únicos
que têm condições
reais de manter aquela extensa área
sob o domínio do Brasil, área
essa que outrora era denominada de
Hiléia ou Inferno Verde”.
“Índio nunca tomou conta
de nada, Sr. Lula, já que não
tinha condições bélicas
para enfrentar os bandeirantes portugueses
e brasileiros, muito mais bem-armados.
Em 500 anos, os índios não
aprenderam sequer a plantar feijão
e arroz, e criar algumas galinhas
para seu sustento próprio,
por isso exigem hoje esses latifúndios
Raposânicos e Ianomâmicos
em Roraima..Para que o Sr. tome conhecimento
do histórico de ocupação
da Amazônia, sugiro que leia
a monografia do coronel-aviador Márcio
João Zanetti, disponível
no endereço”:
http://library.jid.org/en/mono45/Zanetti%20.pdf.
“Presidente Lula: volte
à escola, já que no
passado o Sr. fugiu do Mobral!”
Atenciosamente,
Félix Maier Capitão
do Exército - QAO R/1
N.R.
Muitos se perguntam por que
os discursos do presidente no exterior
não causam mais horror quanto
às pérolas que fala.
Como há tradução
simultânea para outras línguas,
os tradutores não encontram
palavras para expressar algumas das
pérolas e amenizam o conteúdo
e os erros de plurais e concordância.
Isso fica evidente quando se lê
as legendas ou se ouve as traduções
em sites de jornais estrangeiros.
Quando “O Cara” abandona
o texto preparado pelo Itamaraty e
resolve improvisar o resultado do
espetáculo é uma triste
comédia.
JORNAIS
DO MUNDO INTEIRO
http://www.hhmmss.com
|
Um
basta coerente
Ernesto
Caruso, 01/01/2010
A
crise gerada pelo decreto que propõe
a criação da Comissão
da Verdade, prevista no Programa Nacional
de Direitos Humanos na terceira versão
(PNDH-3), era de se esperar, mas o
governo não acredita, e continua
a repetir as ameaças sobre
os vencedores da luta armada que impediram
a transformação do Brasil
em súdito da União Soviética,
do comunismo impiedoso, assassino
e terrorista, modelo Cuba/Fidel Castro.
O tema é mantido em pauta e
conduzido pelos ministros Tarso e
Vanuchi, que obviamente são
apoiados por Lula e pela ministra
Dilma, que não pode estar ausente
nessa questão e que dará
continuidade, se eleita em 2010.
Em 29/agosto/07 a presidência
da República lançou
o livro de 500 páginas, "Direito
à Memória e à
Verdade", bigornando no contexto
dos direitos humanos a história
dos mortos e desaparecidos, cujo “objetivo”
textual é revelar os fatos
ocorridos, mas que em mente é
condenar os servidores da Pátria
que os combateram e venceram. Um recalque
que os diminui e corroi no íntimo
por não terem vencido e fuzilado
muita gente. Vários ministros,
como Tarso Genro, Dilma Rousseff e
Franklin Martins lá estavam.
O ministro Paulo Vannuchi chegou a
declarar que não usa a expressão
crime para classificar o assassinato
de agentes do Estado por seus colegas
terroristas.
Ora, revelar os documentos cabe ao
governo que os detêm. Mas, não
é isso que querem, mas sim
uma condenação. E já
têm um alvo, dito e repetido,
Coronel Brilhante Ustra, que era major,
mas que irá nessa concepção
maquiavélica representar os
generais presidentes de Castelo Branco,
Médici, até João
Figueiredo.
Parte do governo quer deletar a Lei
da Anistia e outra parte considera
a lei beneficiária somente
deles, terroristas, seqüestradores,
assaltantes de bancos e guerrilheiros,
mas ambas consideram o crime de tortura
imprescritível, como escrito
na Constituição.
Ora, anular a lei pressupõe
o retorno à prisão dos
condenados pela Justiça e não
mais anistiados.
Vale lembrar o torpe assassinato do
Ten Alberto Mendes que já estava
preso nas mãos dos guerrilheiros
de Lamarca. A descrição
da sua morte é um sofrimento.
Imaginem a dor sentida pela mãe
e pai do tenente diante de um depoimento
como este, sobre o verdadeiro mártir/heroi
que se entregou para ser imolado e
abrir as portas da liberdade aos seus
soldados: - “Ariston assim descreveu
a morte do tenente: “Lamarca
chamou Fugimore (sic) de lado, mandando
que este executasse o tenente; ...
que então Fugimore se aproximou
do tenente Mendes, pelas costas, de
surpresa, deu-lhe uma coronhada, e
depois outra, provavelmente umas quatro,
até que o tenente morreu...”
O Exército reuniu o Alto Comando
e expediu uma nota, afirmando os propósitos
da Lei de Anistia de 1979. Foi rápido
na resposta.
No fim de 2007, a Justiça italiana
expediu mandados de prisão
contra brasileiros por envolvimento
na morte de italianos na Operação
Condor que teve apoio do governo através
Marco Aurélio Garcia, que apoiou
a decisão do governo de analisar
pedido de abertura de inquérito
sobre os militares brasileiros acusados
com reforço do ministro Paulo
Vannuchi, que defendeu a anulação
da Lei de Anistia, O juiz espanhol
Baltasar Garzón, que virou
celebridade ao determinar a detenção
do Gen Augusto Pinochet, o que conseguiu
concretizar em Londres, proferiu palestra
em seminário internacional
no Hotel Renaissance, SP, em 18Ago2008
sob patrocínio/realização
do Governo Federal, Caixa Econômica
Federal, OPESP e Carta Capital, com
abertura pelo ministro Paulo Vannuchi.
Na mesma senda fizeram o Manifesto
dos Juristas, assinado pelo ex-ministro
da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos, Dalmo Dallari e Fábio
Konder, entre outros, em apoio à
decisão do Ministério
da Justiça, de que civis e
militares possam ser processados pela
prática de tortura.
Repetem muito a palavra tortura como
um crime contra a humanidade, mas
omitem que terrorismo e tortura estão
no mesmo nível como preceito
constitucional vigente, Art. 5º,
XLIII, “a lei considerará
crimes inafiançáveis
e insuscetíveis de graça
ou anistia a prática da tortura,..,
o terrorismo e os definidos como crimes
hediondos, ...;” A CF/88, no
mesmo Art. 5º, XXXIX, dispõe
que “- não há
crime sem lei anterior que o defina,
nem pena sem prévia cominação
legal;” A Lei da Anistia nº
6.683, data de 28Ago79, a Lei nº
9.455, que define o crime de tortura
é de 7Abr97, bem como a Lei
nº 8.072/90, preconiza no Art
2º: “Os crimes hediondos,
a prática da tortura, ... e
o terrorismo são insuscetíveis
de: I - anistia, graça e indulto;”
Se a lei da anistia não beneficia
os agentes do Estado acusados de tortura,
não pode ser tão ampla
que abranja os terroristas, pois terroristas
e torturadores cometeram tais crimes
antes que a lei os considerasse insuscetíveis
de anistia, graça e indulto.
Condenando uns, há que condenar
outros. Ou os atentados com explosivos
ao Aeroporto de Guararapes, com mortes
de inocentes, e ao QG do ll Exército,
com a morte do Sd Mario Kozel Filho,
de sentinela, não foram práticas
terroristas?
À Comissão da Verdade
se pretende atribuir poderes do tipo
inquisição com o firme
propósito de condenar os agentes
do Estado, enquanto a outra comissão
cumpre o papel de premiar com indenizações
elevadas os infratores da lei, nem
sempre com o equilíbrio de
corrigir — fazendo justiça
— os erros cometidos no citado
período.
O decreto tem no cerne de modo sub-reptício
um nível maior de intensidade
revanchista que provocou uma reação
proporcional no segmento militar da
sociedade. Enquanto, no primeiro momento
coube ao Cmt do Exército uma
posição firme, expedindo
uma Nota, já comentada, agora
dada a virulência do decreto,
foram os três comandantes militares
que se posicionaram, apoiados pelo
ministro da Defesa. Relata a imprensa
um pedido de demissão coletiva
do ministro e dos três comandantes.
Decidir é preciso e a decisão
foi tomada. Deram um basta coerente.
Mas, os desdobramentos não
podem ser desprezados, inclusive o
aceite do pedido. E o planejamento
das operações futuras?
Não pode haver recuo.
Os contra-ataques ocorrem.
“Anistia não é
amnésia”, declarou o
presidente da Ordem dos Advogados
do Brasil, Cezar Britto, como se fosse
uma proposta inocente de se fazer
história.
O deputado Jungman tem um posicionamento
diferente, pois é contra a
remexer o passado e prejudicar o porvir.
Espera-se que o ministro da Justiça,
Tarso Genro, consiga alterar o texto
do decreto ao afirmar que não
há “nenhuma controvérsia
insanável” entre o Ministério
da Defesa e a Secretaria Especial
de Direitos Humanos.
}
A sociedade entende que os militares
são entes da mais elevada credibilidade
e os próprios militares têm
em mente o que se ensina, no caso
do Exército, na AMAN, onde
a expressão, “Cadetes:
ides comandar aprendei a obedecer”,
eixo da hierarquia e disciplina, não
preconiza “obedecer cegamente”,
cumprindo ordens absurdas, nem deixar
de defender a Pátria sob ameaça
de quaisquer origens ou deixar que
os destinos do país sejam conduzidos
só por políticos, ainda
que o levem ao abismo ou mergulhado
no mar de lama.
Os comandantes militares têm
a obrigação de se manifestar,
pois não são como crianças
colocadas de castigo de frente para
a parede.
|
UM PAÍS DE ESCRAVOS?
VAlte(Ref) Sergio Tasso
Vásquez de Aquino
O
belo, portentoso e amado Brasil parece
estar transformando-se num país
de escravos, satisfeita e gostosamente
sujeitos à espoliação
e à exploração
dos opressores, os próprios
governantes e legisladores de todos
os níveis.
Tudo
para nós é mais caro
que em países mais ricos
e de maiores rendas, graças
ao sequestro fiscal que retira mais
de 40% dos rendimentos dos brasileiros
que trabalham e que produzem, o dobro
da derrama ou “quinto dos infernos”
que levou outros brasileiros, de outra
época e de outra fibra, a levantarem-se
contra a metrópole portuguesa,
na heróica jornada da Conjuração
Mineira de 1789.
O
pior é que grande parte dos
recursos arrecadados vem sendo desviada
pela avassaladora corrupção,
que tomou conta dos Três Poderes
e de todos os níveis do Estado
e do governo, como tristemente comprovado
pela maldita roda de escândalos
que dessangra e humilha a Nação,
impunemente, há tanto tempo.
Os malfeitores, que se apossaram do
poder, escarnecem e debocham das pessoas
de bem, desviando, para bolsos, cuecas
e meias indevidos, o produto dos impostos
que deveriam servir ao aperfeiçoamento
da máquina pública,
na prestação dos serviços
que lhe incumbe realizar, para elevação
da qualidade e do nível de
vida dos concidadãos. A sabedoria
popular, já há algum
tempo, havia, trágica e profeticamente,
cantado a escabrosa situação:
“Se gritar `Pega ladrão´,
não sobra um, meu irmão!”
O
triste resultado tem sido o da constatação
diuturna de um país que se
deteriora moral,
espiritual e fisicamente.
Logo o tão belo, rico e incomparável
Brasil, nossa paixão maior
e motivo de toda a nossa dedicação
e entrega total!
Acabei
de voltar de viagem aos EUA, a segunda
no período de um ano, havendo
lá permanecido por cerca de
um mês em ambas as ocasiões.
Pude, assim, viver amplas e variadas
situações, muito observar
e, em conseqüência, sopesar,
meditar... e comparar. O resultado
encheu-me de pena e tristeza.
Os
americanos não são melhores
do que nós; ao contrário,
faltam-lhes o calor humano, a alegria
de viver, a espontaneidade, a abertura
de coração e de braços
(o abraço amistoso e carinhoso
é nossa marca) que tanto nos
distinguem e caracterizam.
Mas construíram uma grande
nação, graças
ao seu arraigado sentimento de patriotismo
e de cidadania, de trabalho dedicado
e de cobrança, sem titubeio,
delongas e quartel, do cumprimento
das obrigações devidas
por quem tem o múnus de governar,
legislar, julgar. Lá, não
impera a impunidade, e quem labora
contra o bem comum, prevarica e rouba
os haveres públicos não
escapa das duras penas da lei, seja
quem for, ocupe que cargo ou função,
seja dono de qual nível de
patrimônio!
A
responsabilidade, pois, é a
tônica vigente, e o resultado
é que, apesar da grave crise
econômica, na Flórida
que percorri, as estradas, avenidas
e ruas são verdadeiros tapetes
de asfalto, as cidades limpas e bem
cuidadas, as escolas públicas
primorosas, os hospitais bem mantidos
e operantes; a polícia é
tranqüilamente mantenedora da
ordem, amada e respeitada pelos cidadãos,
a violência zero e a paz, nos
ecologicamente perfeitos e belos locais
de moradia da classe média,
verdadeiros parques lindamente gramados
e arborizados, uma constante!
Os
impostos arrecadados revertem, efetivamente,
em benefício do povo e o “custo
corrupção”, ao
contrário do que ocorre entre
nós, não cobra seu altíssimo
e injustificável pedágio.
Governantes e legisladores, mesmo
que no fundo possam não ser
honestos, fingem que são e
trabalham em benefício dos
eleitores, que exercem permanente
e cerrada cobrança. De tempos
em tempos, reúnem–se
eleitos e eleitores, nas “public
hearings” que se sucedem pelos
distritos eleitorais. Quem não
estiver correspondendo, ou cuja atuação
não estiver agradando, pode
perder o mandato pelo instituto do
“recall”, isto é,
o povo que vota tem a faculdade de
“desvotar”, afastando
a figura indesejável do cenário
público-político. E
o Judiciário, justo e correto,
garante o equilíbrio social.
Não
existe o culto da personalidade, que
faz nosso arremedo de democracia muito
mais próximo de regime totalitário
do que de autêntica democracia:
só vi o Presidente Obama por
três vezes na televisão,
ao contrário do que ocorre
entre nós, quando, por exemplo,
Lula e seus ditos, metáforas
e gracejos freqüentam noticiários
da televisão e páginas
da mídia impressa todos os
dias e todas as horas, com notoriedade
maior que a dos astros de cinema e
tv e os grandes heróis esportivos
populares... O mesmo se passava com
FHC, Itamar, Collor nos seus períodos
de poder, já que a bajulação
e a busca de dividendos decorrentes
parece ter sido elevada a arte nacional!
O
absurdo do “custo Brasil”,
originado de altos impostos, corrupção
generalizada e pobres gerenciamentos
governamental e empresarial e infraestrutura
de armazenamento e transporte, pode
ser avaliado, quando se comparam os
preços de produtos industrializados
nos dois países, ao câmbio
atual de R$ 1,80/US $: aparelho de
tv de 40”, LCD full HD, R$ 3.999.00
(Brasil), R$ 720,00 (EUA), home theater
250 watts de potência, R$ 899,00
(Brasil), R$ 180,00 (EUA), reprodutor
de DVD “blue ray”, cerca
de R$ 1.200,00 (Brasil), R$ 144,00
(EUA), automóvel Honda Civic
ou Toyota Corolla, entre R$ 80.000,00
e R$ 90.00,00 (Brasil), R$ 40.000,00
(EUA).
A gasolina comum, aqui vendida por
R$ 2,67 o litro, lá custa US
$ 2,67 o galão (R$ 1,27 o litro).
As roupas, principalmente de homem
e de criança, estão
baratíssimas, quando levados
em conta os preços no Brasil,
e até a comida, nos supermercados
e nos restaurantes e redes de “fast-food”,
está a custo comparável
com o que vige entre nós. E
a renda média dos americanos
é bem mais alta que a nossa!
Os
políticos que nos regem, governam,
fazem nossas leis, têm sido
cruéis e insensíveis
padrastos do Brasil e do seu povo,
principalmente nos últimos
anos. Fazem da mentira contumaz poderosa
e eficaz arma política, para
se perpetuarem no poder.
Via de regra, vêm colocando
seus interesses pessoais, sua perversão
ética e moral, sua ambição
por poder e haveres, a qualquer custo
e a qualquer preço, seu desinteresse
e seu desprezo pelo que é justo,
digno e certo, suas inclinações
ideológicas, muita vezes inaceitáveis
ou inconfessáveis, acima do
bem comum, da moral, da ética
e do verdadeiro interesse nacional
e do povo.
Muitíssimos
fazem do butim da coisa pública
nefanda prática comum. No entanto,
são eleitos e reeleitos sistematicamente,
gozam do aplauso e da aprovação
populares, com índices até
acima de assombrosos 80%...
Perdemos,
como povo, o senso de medida, a capacidade
de julgar, de discernir entre o certo
e o errado, o bem e o mal, ou, anestesiados
pela propaganda, pelo “faz-de-conta”
tão rotineiramente e há
tanto tempo transmitido por porta-vozes
oficiais e a mídia cooptada,
bem paga e agradecida, nos vamos tornando
numa legião desfibrada de escravos,
incapaz de reagir contra o mal que
nos atormenta e que, adorando-os,
beija as mãos dos seus opressores,
por estar sofrendo de generalizada
“síndrome de Estocolmo”?
É
no abastardamento moral, que se faz
generalizado e a que, compungidamente,
assistimos, os bons brasileiros que,
solitariamente, clamamos no deserto,
sem forças para revertê-lo
por ora, que reside a maior ameaça
para a paz, a liberdade, a justiça,
a democracia, o futuro do adorado
Brasil.
As
bases da reconstrução
nacional, depois da tormenta dos últimos
20 anos, estão no soerguimento
e no fortalecimento da Expressão
Psicossocial do Poder Nacional, tão
atacada, desprezada e sabotada por
tantos, dotados de tanto poder, mas
tão mal empregado. À
luta sem desfalecimento, pela recondução
do Brasil aos caminhos da vergonha,
do progresso, da paz e da justiça,
pois, dediquemos prioritariamente
todo o nosso patriótico labor
e o empenho de nossas vidas, com coragem
e alento redobrados!
Rio de Janeiro,
RJ, 11 de dezembro de 2009
|
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Muros
que não ruíram
Ernesto Caruso, 27
de novembro de 2009
A queda do Muro de
Berlin foi bastante festejada pelos
vinte anos que sucederam de oxigenação
nos países comunistas, sob
jugo da União Soviética
(1917-1989), livrando-os dos grilhões
de uma economia de Estado, do partido
único, da ditadura do proletariado,
do culto à personalidade do
ditador, do ser humano ser peça
de uma máquina para produzir,
despojado da liberdade de ir e vir,
de pensar e dizer, de ter a sua crença,
sem quem lhes pregasse que a religião
é o ópio do povo, de
viajar a uma nação vizinha,
visitar um parente ou simplesmente
fazer turismo.
Inimaginável
por um brasileiro que em qualquer
tempo cismasse de embarcar no ônibus/caminhão
pau-de-arara, sair do nordeste com
destino ao sul, pegar um ita no norte
e ir para o Rio passear, como na música
de Caymmi, ou para morar, trabalhar,
sem pedir autorização
a quem quer que fosse, e para o destino
que lhe aprouvesse.
A despeito das várias tentativas,
o Brasil não viveu as agruras
do mundo comunista, graças
ao espírito religioso do seu
povo e às Forças Armadas
brasileiras sempre presentes em defesa
da democracia.
O primeiro “muro de Berlin”
foi concebido no Brasil no alvorecer
nebuloso desse regime já em
1922, com o advento do Partido Comunista
e intentado sob as armas da traição
por |
Luiz
Carlos Prestes em 27 de novembro
de 1935, com a morte de brasileiros
no silêncio da noite e
da covardia rasteira. Fatos
que iriam se repetir no entorno
de 1964, desarticulados pela
Contra-revolução
de 31 de março, ainda
na fase da preparação,
orientada por agentes formados
no exterior, e em 1968, com
o incremento das atividades
de guerrilha, terrorismo e seqüestros
em várias partes do mundo,
por organizações
revolucionárias marxistas
– leninistas, orquestradas
pelo movimento internacional
e não de resistência
como |
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mentem os anistiados de hoje, criminosos
de ontem, regiamente premiados por
eles próprios.
Nomes e siglas não faltam a
lembrar das atrocidades terroristas,
como as Brigadas Vermelhas (Itália),
Exército Vermelho (Alemanha),
Montonero (Argentina), Tupamaros (Uruguai),
Sendero Luminoso (Peru), FARC, ainda
viva (Colômbia), e no Brasil
várias organizações
cujos nomes indicam os seus propósitos,
como Organização Trotskista
Convergência Socialista, Ação
Libertadora Nacional (ALN)/Ala Marighela,
Partido Comunista Brasileiro Revolucionário
(PCBR), Vanguarda Armada Revolucionária
Palmares, Comando de Libertação
Nacional (COLINA), Política
Operária (POLOP), MR-8, etc.
Na Alemanha e na Itália vários
desses criminosos foram condenados
à prisão perpétua,
como Cesare Battisti, da organização
“Proletari Armati per il Comunismo"
(PAC). De forma semelhante e bem recente
no Japão, em 2006, Fusako Shigenobu,
de 60 anos, fundadora do Exército
Vermelho, foi condenada a 20 anos
de prisão por ter organizado
a ação terrorista na
embaixada da França em Haia,
1974, embora a promotoria tenha pedido
prisão perpétua pelo
ferimento de dois oficiais da polícia,
mantendo como reféns o embaixador
e membros do corpo diplomático,
para exigir a libertação
de comparsas. Shigenobu viveu durante
quase 30 anos no Líbano, e
que ao regressar, foi presa e julgada.
Terroristas de lá não
foram anistiados e nem muito menos
indenizados, como nesta Terra de Santa
Cruz, que não conseguem apagar
das suas mentes o muro que quiseram
construir e que mantêm no pedestal
dos seus ideais o ditador Fidel Castro,
carrasco da ilha presídio.
Não justificam crimes políticos
contra o cidadão, na maioria
das vezes, desarmado e assassinado
covardemente.
Uns fazem dos muros sonhos no convívio
com aqueles que os têm com vendas
nos olhos, ou com aqueles do ego e
superego intramuros.
Aqueles que aplaudem a queda do muro
de Berlin devem imaginar os resultados
de uma vitória dos que estudaram
guerrilha e terrorismo em Cuba, URSS,
Argélia, as praticaram no Brasil,
mas felizmente não venceram.
O exemplo do Khmer Vermelho, do regime
maoísta de Pol Pot, no Camboja,
é constrangedor. O comunista
Kaing Gueg Eav está sendo julgado
pelo Tribunal Internacional pela execução
de quase 13 mil pessoas em uma única
prisão, que chefiava, durante
o “afago” comunista entre
1975 e 1979. Medo dos superiores,
lembrou dos expurgos internos e que
a política do partido era de
matar os inimigos. Mortos: 380 mil.
Vendas nos olhos/muros encobrem o
17 mil executados em Cuba, de Fidel/Raul
Castro/Che Guevara e milhares de afogados
nas tentavas de fuga do “paraíso”
comunista, o mesmo que Dilma, Minc,
Dirceu, Genoino, Palocci, etc, queriam
implantar no Brasil.
Muros que não viraram pó
na concepção de tantos
quantos da Câmara Municipal
de São Paulo concederam a Carlos
Marighella, em homenagem póstuma,
o título de cidadão
paulistano, que cedo fizera a opção
política pelo comunismo e,
via de regra, chegar ao poder pela
luta armada, na mesma época
dos demais movimentos empreendidos
na Europa, Ásia e América,
empregando o terrorismo seletivo e
indiscriminado para semear o medo,
obter apoio popular, concatenando
assaltos e sequestros para conseguir
dinheiro, armamento e outros suprimentos.
Foi o fundador da Ação
Libertadora Nacional (ALN).
Terra da histórica cidade,
ensanguentada pela morte do soldado
Mário Kozel Filho, de 18 anos,
que estava de sentinela na entrada
do QG do II Exército, em São
Paulo, e que teve o corpo em pedaços
pelo carro bomba explodido pelos fanáticos
da facção comunista
Vanguarda Popular Revolucionária,
lhe outorga tão dignificante
título.
Muro de Berlin que ainda vive na pompa
e plumas de ministros do STF que no
julgamento da extradição
de Cesare Battisti, não se
conformando com a derrota por 5 a
4 dos votos, “viraram a mesa”
incorporando um julgamento fora da
pauta a respeito do poder discricionário
do presidente da República
— fato nunca dantes ocorrido
— avalizando um ato sem que
se possa questioná-lo posteriormente.
Ora, o Executivo detém as prerrogativas
de prosseguir na análise da
extadição do condenado
pela Justiça italiana, tomando
providências administrativas
à luz dos preceitos legais,
que não o fazendo corretamente,
pode suscitar uma justa reação
da outra parte litigante. No entanto,
o STF já demonstrou à
sociedade o seu posicionamento, concedendo
uma absolvição prévia
ao presidente, sem estar formalizada
uma acusação sequer.
Muros do governo Lula/Dilma/Genro
que separam os que devem ser repatriados
como os pugilistas cubanos, inocentes,
não acusados de crime, nem
condenados, dos que devem ser protegidos,
abrigados, mesmo que condenados, como
Cesare Battisti, que recebeu apoio
na Penitenciária da Papuda
dos senadores José Nery (PSOL-PA),
Eduardo Suplicy (PT-SP) e João
Pedro (PT-AM), e dos deputados Luis
Couto (PT-PB), Ivan Valente (PSOL-SP)
e Chico Alencar (PSOL-RJ), como noticiado.
Também não caiu a ficha
nem ruiu o muro dos que fizeram um
monumento a Prestes em Palma/TO, “cavaleiro
da esperança”, “da
luz”, dos que se aliam a Lula,
desejam Dilma para dar continuidade
a esse governo afinado com Fidel Castro,
Hugo Chávez, Ahmadinejad, Morales.
“Cavaleiro da esperança”.
Quando? Como? Empunhando armas contra
o Brasil, a favor da Rússia,
como declarou?
Quem dos comunistas/ex-terroristas
Lamarca, Genoino, Marighela, Dirceu,
Martins, Dilma, etc, exerceria o papel
dos algozes Fidel Castro, Pol Pot,
Stalin, caso fossem os vitoriosos?
Superariam os números dos mestres?
|
|
Excrescências
de um estatuto racista
”A
inclusão social não pode ser
preconceituosa,
nem seletiva pela cor da pele dentre os
mais necessitados”..
*Ernesto Caruso,
22/11/2009
1. É
racista porquanto é excludente dos
outros semelhantes da mesma espécie
humana, quando a grande maioria dos nacionais
tem o DNA da miscigenação
de índios, brancos, e negros.
2. É
injusto, pois à guisa de obter tratamento
privilegiado para compensar perdas do passado,
cujos “condenados” pelos “crimes”,
que não eram crimes à época,
não estão vivos, punindo todo
o povo brasileiro presente e futuro não
classificado como negro pelos comitês
raciais que serão implantados de
acordo o Estatuto da Igualdade Racial. Sim,
a sociedade atual que paga os seus impostos,
será apenada por um tribunal fora
dos parâmetros judiciais, através
lei ordinária que impõe um
ressarcimento aos classificados como negros,
ferindo um princípio básico
de que não há crime sem lei
anterior que o defina, nem pena sem prévia
cominação legal.
3. É
radical quando impõe uma regra abrangente
em todos os campos da atividade humana,
beneficiando uns em detrimento dos outros,
na educação, no trabalho e
na assistência médica, abominando
o universalismo que representa a equidade
como o ser humano deve observado e assistido.
4. O brasileiro
desprovido de recursos de toda ordem necessita
de assistência do Estado, ampla, geral
e irrestrita. Homenagear Zumbi dos Palmares,
que se insurgiu contra a escravidão
e, portanto, merece os maiores louros pela
luta contra o domínio de uns sobre
outros, é um sólido ponto
de apoio, mas chamar de consciência
negra é uma confrontação
à expressão consciência
branca, substituta da consciência
ariana hitlerista, repudiada, abjeta e condenada.
5. Assim,
o Estado por norma constitucional se obriga
a “erradicar a pobreza e a marginalização
e reduzir as desigualdades sociais e regionais;”
bem como “promover o bem de todos,
sem preconceitos de origem, raça,
sexo, cor, idade e quaisquer outras formas
de discriminação.”
6. O Art. 6º da CF determina que “São
direitos sociais a educação,
a saúde, o trabalho, a moradia, o
lazer, a segurança, a previdência
social, a proteção à
maternidade e à infância, a
assistência aos desamparados, na forma
desta Constituição”
7. A CF
já impõe a “proibição
de diferença de salários,
de exercício de funções
e de critério de admissão
por motivo de sexo, idade, cor ou estado
civil;” e cria uma “proteção
do mercado de trabalho da mulher, mediante
incentivos específicos”, mas
não para a mulher de cor tal e tal.
Quando o Estado estipula um atendimento
especial ao deficiente físico, o
faz genericamente sem considerar a cor da
pele, etc; idem quanto à mulher,
mantendo o universo amplo de cobertura.
8. Aclara
que “A saúde é direito
de todos e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas
que visem à redução
do risco de doença e de outros agravos
e ao acesso universal e igualitário
às ações e serviços
para sua promoção, proteção
e recuperação.
9. Dá atenção ao passado
no sentido de proteger “as manifestações
das culturas populares, indígenas
e afro-brasileiras, e das de outros grupos
participantes do processo civilizatório
nacional.”, afirmando que “O
ensino da História do Brasil levará
em conta as contribuições
das diferentes culturas e etnias para a
formação do povo brasileiro.”
10. Por
outro lado, o Estatuto em pauta, já
no seu Art. 1º, é acintosamente
excludente ao instituir uma norma destinada
“a garantir à população
negra a efetivação da igualdade
de oportunidades”, excluindo os outros.
11. O Parágrafo único/Art.
1º EIR define discriminação
racial, já considerada crime de acordo
com a CF, bem como o que vem a ser população
negra: “o conjunto de pessoas que
se autodeclaram pretas e pardas, ...”,
extinguindo o conceito de mestiço,
a grande maioria da população
brasileira.
12. O seu Art. 6º não tem propósito
universal: “O direito à saúde
da população negra será
garantido pelo Poder Público mediante
políticas universais, ....”
13. Propõe que o segmento da população
negra vinculada aos seguros privados de
saúde seja tratado sem discriminação,
que redução da mortalidade
materna entre as mulheres negras; redução
de mortalidade infantil, de adolescentes,
jovens e de adultos negros; redução
de mortes violentas entre jovens negros.
E os que não serão classificados
como negros???????
14. Até
nos esportes com grande participação
de negros por dom e competência, o
seu Art. 23, dispõe “O Poder
Público fomentará o pleno
acesso da população negra
às práticas desportivas, ...”,
repete o consagrado “É inviolável
a liberdade de consciência e de crença..”
15. Pretende
assegurar à população
negra a assistência técnica
rural, a simplificação do
acesso ao crédito agrícola
e o fortalecimento da infra-estrutura de
logística para a comercialização
da produção.
16. Ofende
os demais necessitados, favelados iguais
brancos e negros, quando atribui prioridade
aos negros no direito à moradia:
“Art. 37. O Poder Público garantirá
a implementação de políticas
públicas para assegurar o direito
à moradia adequada da população
negra que vive nas favelas, ...”,
17. Determina a inclusão de negros
na composição dos conselhos
constituídos para fins de aplicação
do Fundo Nacional de Habitação
de Interesse Social (FNHIS).
18. Assegura o acesso ao crédito,
nos meios rural e urbano, com ações
afirmativas para mulheres negras e financiamento
para a constituição e ampliação
de empresas, com estímulo à
promoção de empresários
negros.
19. Induz
a criação de critérios
para provimento de cargos em comissão
e funções de confiança
a fim de ampliar a participação
de negros, proporcional à distribuição
racial.
20. Concede
incentivos fiscais às empresas com
mais de 20 empregados que mantenham uma
cota de, no mínimo, 20% de trabalhadores
negros, claro que com comissões e
mais comissões disseminadas pelo
Brasil para designação de
negros e não negros.
21. Determina
que os órgãos públicos
deverão incluir cláusulas
de participação de negros
nos contratos de produção
de filmes, programas e peças publicitárias.
22. Institui o Sistema Nacional de Promoção
da Igualdade Racial - SINAPIR como forma
de organização e articulação
voltado à implementação
do conjunto de políticas e serviços,
naturalmente com mais servidores, chefes,
DAS, secretárias, etc, etc..., estendendo
a Estados e Municípios e ditando
que o Poder Público vai incentivar
a participação das entidades
privadas no Sistema.
23. O Poder
Executivo priorizará o repasse dos
recursos referentes aos programas e atividades
previstos na Lei aos estados, Distrito Federal
e municípios que tenham criado conselhos
de promoção da igualdade racial.
E institui no âmbito dos Poderes Legislativo
e Executivo, Ouvidorias Permanentes em Defesa
da Igualdade Racial.
24. O Estado
assegurará atenção
às mulheres negras em situação
de violência, garantida a assistência
física, psíquica, social e
jurídica.
25. Pretende
a adoção de medidas especiais
para coibir a violência policial incidente
sobre a população negra, que
por justo deve ser para todo o cidadão,
sem considerar que em certos Estados, como
o Rio de Janeiro, o componente negro é
muito presente nos efetivos policiais.
26. Adota
medidas discriminatórias para a elaboração
de planos plurianuais e orçamentos
como para financiamento de pesquisas nas
áreas de educação,
saúde e emprego, para a melhoria
da qualidade de vida da população
negra, incentivo à criação
de programas e veículos de comunicação,
destinados à divulgação
de matérias relacionadas aos interesses
da população negra, incentivo
à criação e manutenção
de microempresas administradas por pessoas
autodeclaradas negras, iniciativas que incrementem
o acesso e a permanência das pessoas
negras na educação fundamental,
média, técnica e superior,
apoio a programas e projetos dos governos
estaduais, distrital e municipais e de entidades
da sociedade civil voltados para a promoção
da igualdade de oportunidades para a população
negra.
27. É
minucioso no controle de verbas, pois garante
que durante os cinco primeiros anos a contar
da publicação do Estatuto,
os órgãos do Poder Executivo
Federal que desenvolvem políticas
e programas as discriminarão em seus
orçamentos anuais a participação
nos programas de ação afirmativa.
Prevê a utilização de
recursos advindos da seguridade social,
isto é de todos para alguns.
28. À semelhança do que ocorre
como incentivo à participação
das mulheres na política, mas de
forma geral, sem considerar cor da pele,
o Estatuto prescreve que cada partido ou
coligação deverá reservar
o mínimo de 10% para candidaturas
de representantes da população
negra. Mais uma descabida discriminação,
se levarmos em conta a participação
nos vários níveis do Legislativo,
de afrodescendentes, nitidamente vistos
pelos caracteres externos, ou apurados pelo
DNA.
29. A escravidão não pode
ser o argumento, não ocorria pela
cor da pele. Os vencidos, quando não
sacrificados, serviam os vencedores. A Bíblia
relata. A História escreve. Os negros
que saíram da África eram
os vencidos, aprisionados e vendidos. Embora
o Brasil tenha sido o último na abolição
da escravatura pela luta de brancos e negros,
na América do Norte, na década
de 60 ainda nos ônibus, os brancos
sentavam nos bancos da frente e os negros
nos de trás. Lá o cadinho
do amor não existiu com cá,
gerando o mestiço brasileiro. Não
se pode repudiar um dos lados da ascendência.
30. O Estatuto
agride as religiões, quando dá
uma atenção diferenciada a
uns e outros ou um tratamento diferenciado
a determinados doentes pela cor da pele
que os tinge. O benefício a uns não
pode se transformar em intolerância
aos seus semelhantes. Não é
cristão, não é humanista.
Por derradeiro,
é incrível como essa proposta,
inconstitucional, que nasceu no Senado,
lá foi aprovada, sofreu emendas na
Câmara dos Deputados, e retorna à
Casa de origem, de forma sutil, sem divulgação
maior nos pormenores, no bojo de 70 artigos,
muitos dos quais repetitivos das normas
constitucionais, propositadamente inseridos,
mas onde se encontram imiscuídos
artigos altamente nocivos, verdadeiras ameaças
à unidade nacional mestiça,
que irão onerar sobremaneira os cofres
públicos, com aumento de efetivos
de servidores, com reflexos desagregadores
em outras áreas, como já observados
nas universidades devido às cotas
e geradores de inúmeros processos
judiciais no congestionado Poder Judiciário.
N. A. No
dia 24/11/09, haverá uma audiência
pública para discutir o tema.
N.R. O autor é escritor, poeta e
Coronel reformado do E.B.
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Bandeira
do Brasil mestiço
Ernesto Caruso,
19/11/2009
Bandeira do Brasil!
Brasil, minha Pátria
Tua Pátria.
Alma lavada nos campos de batalha;
Pelo homem do campo, da cidade,
Forte, altaneiro, fardado,
Socorrido pela mulher enfermeira,
Ombreada, brasileira e guerreira.
Combatentes de valor
primeiro,
Com honra, ao lado do porta-bandeira,
Sem arma, com o Símbolo Maior,
Em frente, avante,
Ao toque do corneteiro,
Brava gente, brasileira,
Que frente ao inimigo, tomba,
Outro fardado a empunha
— Bandeira Sagrada —
Agora sem o fuzil,
O coração se arma,
Pulsa forte no zoar da metralha,
Aquece o sangue e avança.
No peito, altivez,
no olhar a vitória,
Opção de guerra não
fez,
No campo jazem corpos, sangue e matança.
No céu, fogo, estilhaço sibilante,
Na mente, temor, imperativo da Nação
defender.
Soldados, irmãos, mestiços
em marcha, cada um na sua vez,
Apoio mútuo, cansaço e respirar
arfante.
Na paz que o soldado
se faz,
Se lhe dá valor, preparo, bem armado,
adestrado.
Artilheiro, cavalariano, infante,
Engenheiro, da manutenção,
comunicante,
Médico, enfermeiro e intendente.
|
| Bandeira
ferida, não rota,
esfarrapada,
No Congresso Nacional
içada,
Com tantos deputados e
senadores,
Que lá
passam, olham e não
vêem,
A não ser o próprio
umbigo,
Nos conchavos, nos cargos
e nos favores.
Na primeira pessoa do
meu, me, mi, migo, comigo.
|
|
 |
|
Nação,
sem estadista, fenece, se
desfaz,
Associação sem
compostura, de político,
jurista,
Submissão, ambição
e apatia.
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| |
|
Estatuto
Racial
A
inclusão social não
pode ser preconceituosa, nem seletiva
pela cor da pele dentre os mais necessitados.
Ernesto
Caruso, 07/11/2009
Já
tínhamos feito uma apreciação
sobre o Estatuto da Igualdade Racial
aprovado pelo Senado, publicada em
04/08/08 no portal — www.conjur.com.br
—Consultor Jurídico,
de onde extraímos:
“Retrato
do Brasil” foi um dos temas
do 46º Congresso Nacional de
Genética, em Águas de
Lindóia, São Paulo,
com destaque aos trabalhos de Francisco
Salzano, da UFRS, sobre o índio,
Sérgio Danilo Pena, da UFMG,
sobre o branco, e de Marco Antônio
Zago, da UFSP, sobre o negro. Segundo
pesquisas, 45 milhões de brasileiros
têm herança genética
de índios e praticamente não
há mais negros sem miscigenação
no Brasil. Também rejeitam
a expressão raças, optando
pela etnia, retratando populações
com suas características físicas
e culturais.
Na sua passagem pela Câmara
dos Deputados, o referido Estatuto,
sem ir a plenário, foi aprovado
pela Comissão Especial em 9
Set 2009, atrelado ao Projeto de Lei
Nº 6.264, DE 2005, que retornou
ao Senado pela imposição
de que sendo o projeto emendado, voltará
à Casa iniciadora. Está
na CCJ e sofre pressões para
ser aprovado e assinado no dia 20
de novembro, Dia da Consciência
Negra, que por si só, denota
uma carga racista no seu título.
Homenagear Zumbi dos Palmares, que
se insurgiu contra a escravidão
e, portanto, merece os maiores louros
pela luta contra o domínio
de uns sobre outros, é um sólido
ponto de apoio, mas chamar de consciência
negra é uma confrontação
à expressão consciência
branca, substituta da consciência
ariana hitlerista, SOBEJAMENTE repudiada,
abjeta e condenada.
Embora o Congresso Nacional e suas
Casas disponham de comissões
para discutirem e votarem projetos
de lei que dispensem a competência
do Plenário, salvo se houver
recurso de um décimo dos membros
da Casa (tentaram?), um projeto com
intrínseca envergadura não
deveria ser aprovado, desprezando
o Plenário, mesmo que se respeite,
tanto quanto possível, a representação
proporcional dos partidos ou dos blocos
parlamentares que participam da respectiva
Casa.
O Estado se obriga a dar assistência
a todos igualmente sem distinção
de raça, considerando racismo
um crime inafiançável
e imprescritível, proporcionando
condições especiais
aos mais necessitados, mantendo objetivos
expressos, como de “erradicar
a pobreza e a marginalização
e reduzir as desigualdades sociais
e regionais;” e “promover
o bem de todos, sem preconceitos de
origem, raça, sexo, cor, idade
e quaisquer outras formas de discriminação.”
A liberdade de crença está
na Constituição e o
seu Art. 6º determina que “São
direitos sociais a educação,
a saúde, o trabalho, a moradia,
o lazer, a segurança, a previdência
social, a proteção à
maternidade e à infância,
a assistência aos desamparados,
na forma desta Constituição.”
Impõe a “proibição
de diferença de salários,
de exercício de funções
e de critério de admissão
por motivo de sexo, idade, cor ou
estado civil;” e cria uma “proteção
do mercado de trabalho da mulher,
mediante incentivos específicos”,
mas não para a mulher de cor
tal e tal.
Quando o Estado estipula um atendimento
especial ao deficiente físico,
o faz genericamente sem considerar
a cor da pele, etc; idem quanto à
mulher, mantendo o universo amplo
de cobertura.
Aclara que “A saúde é
direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas
sociais e econômicas que visem
à redução do
risco de doença e de outros
agravos e ao acesso universal e igualitário
às ações e serviços
para sua promoção, proteção
e recuperação.
Dá atenção ao
passado no sentido de proteger “as
manifestações das culturas
populares, indígenas e afro-brasileiras,
e das de outros grupos participantes
do processo civilizatório nacional.”,
afirmando que “O ensino da História
do Brasil levará em conta as
contribuições das diferentes
culturas e etnias para a formação
do povo brasileiro.”
O Estatuto aprovado, já no
seu Art. 1º, é acintosamente
excludente ao instituir uma norma
destinada “a garantir à
população negra a efetivação
da igualdade de oportunidades”.
E os demais brasileiros não
deverão ter acesso às
oportunidades, conforme o preceito
constitucional de “promover
o bem de todos, sem preconceitos de
origem, raça, sexo, cor, idade
e quaisquer outras formas de discriminação.”?
O Parágrafo único/Art.
1º define discriminação
racial, já considerada crime
de acordo com a CF, bem como o que
vem a ser população
negra: “o conjunto de pessoas
que se autodeclaram pretas e pardas,
...”, extinguindo o conceito
de mestiço, a grande maioria
da população brasileira,
afrontando um dos ramos da ascendência.
A mãe branca em união
ao pai negro, pai branco com mãe
negra, sem considerar a carga genética
da mestiçagem de brancos, índios
e negros, nas várias combinações.
O Estatuto é essa abominável
aberração, discussão
estéril nas mãos de
políticos em busca do voto.
No lugar de discussões, que
já estão acirradas nas
universidades devido às cotas,
e classificações burocráticas,
que se trabalhe com dedicação
e vontade de “promover o bem
de todos, sem preconceitos de origem,
raça, sexo, cor, idade e quaisquer
outras formas de discriminação.”
Imaginem fazer uma fila à parte
para atender o Art. 6º: O direito
à saúde da população
negra será garantido pelo Poder
Público mediante políticas
universais, sociais e econômicas
destinadas à redução
do risco de doenças e outros
agravos.
A CF aborda a questão como
um todo, sem segregação
racial.
Discriminação já
é crime. Precisa deste tópico?
- § 2º O Poder Público
garantirá que o segmento da
população negra vinculada
aos seguros privados de saúde
seja tratado sem discriminação.
Conceba na prática esses objetivos:
redução da mortalidade
materna entre as mulheres negras;
redução de mortalidade
infantil, de adolescentes, jovens
e de adultos negros; redução
de mortes violentas entre jovens negros.
E os que não serão classificados
como negros???????
As associações não
são feitas pela cor da pele,
mas sim pelas origens, já nem
tanto plena de representantes vivos,
mas por descendentes, onde preponderam
o cultivo da música e danças
típicas. Seria uma discriminação.
Não nasceram da imposição
de um artigo de lei: “Art. 19.
O Poder Público garantirá
o reconhecimento das sociedades negras,
clubes e outras formas de manifestação
coletiva da população
negra,...” Com isso, estão
pretendendo criar uma Escola de Samba
só de negros?
Sinta o peso do escriba: “Art.
22. O Poder Público garantirá
o registro e proteção
da capoeira,...”
Não há necessidade de
explicitar nomes para contradizer
o Art. 23: “O Poder Público
fomentará o pleno acesso da
população negra às
práticas desportivas, ...”
Não inova na liberdade religiosa,
Art. 25: “É inviolável
a liberdade de consciência e
de crença, sendo assegurado
o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da
lei, a proteção aos
locais de culto e as suas liturgias.”
Nem quanto a assistência religiosa
aos internados em hospitais ou em
outras instituições.
O Brasil já é deficiente
na formação da gente
voltada para a agricultura, na produção,
logística e comercialização
com perdas imensas ao longo do processo.
E agora mais esta segregação:
“Art. 31. Serão assegurados
à população negra
a assistência técnica
rural, a simplificação
do acesso ao crédito agrícola
e o fortalecimento da infra-estrutura
de logística para a comercialização
da produção.”
Ofende os demais necessitados quando
atribui prioridade aos negros no direito
à moradia: “Art. 37.
O Poder Público garantirá
a implementação de políticas
públicas para assegurar o direito
à moradia adequada da população
negra que vive nas favelas, ...”,
criando condições incontornáveis:
“Art. 38. ... Parágrafo
único. Os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios estimularão
e facilitarão a participação
de organizações e movimentos
representativos da população
negra na composição
dos conselhos constituídos
para fins de aplicação
do Fundo Nacional de Habitação
de Interesse Social (FNHIS).”
Em termos de trabalho e produção,
chega a estarrecer, assegurado o acesso
ao crédito, nos meios rural
e urbano, com ações
afirmativas para mulheres negras e
financiamento para a constituição
e ampliação de empresas,
com estímulo à promoção
de empresários negros.
Induz a criação de critérios
para provimento de cargos em comissão
e funções de confiança
a fim de ampliar a participação
de negros, proporcional à distribuição
racial, nacional ou estadual. Vislumbrem
uma questão.
Admitamos que a seção
X de um órgão público
federal tem uma vaga de DAS. Em condições
de acesso, um brasileiro, mestiço
negro, outro brasileiro, mestiço
branco. Depois de vários cálculos
complexos, censo demográfico
(a cada 10 anos) e projeções,
o selecionado para ser nomeado é
o mestiço negro. Ufa! Preencher
um cargo, já não foi
fácil.
Mas, temos DAS 1, 2, 3, 4, 5, e 6,
multiplicado por milhares de cargos,
por nível no serviço
público federal, sem contar
com o estadual e o municipal. Que
loucura. Vamos levar um mandato de
quatro anos só para preencher
os DAS.
O número de fiscais vai precisar
aumentar, para viabilizar o Art. 45
que concede incentivos fiscais às
empresas com mais de 20 empregados
que mantenham uma cota de, no mínimo,
20% de trabalhadores negros.
Por óbvio, vamos ter comissões
e mais comissões disseminadas
pelo Brasil para designação
de negros e não negros, como
nas universidades para aferição
e atendimento dos vestibulandos cotistas.
Na produção de filmes
e programas de TV não se impôs
cota de participação,
ficou escrito que deverá ser
adotada a prática de conferir
oportunidades de emprego para atores,
figurantes e técnicos negros,
mas o Art. 49 determina que os órgãos
públicos deverão incluir
cláusulas de participação
de negros nos contratos de produção
de filmes, programas e peças
publicitárias.
Institui o Sistema Nacional de Promoção
da Igualdade Racial - SINAPIR como
forma de organização
e articulação voltado
à implementação
do conjunto de políticas e
serviços, naturalmente com
mais servidores, chefes, DAS, secretárias,
etc, etc..., estendendo a Estados
e Municípios e ditando que
o Poder Público vai incentivar
a participação das entidades
privadas no Sistema.
Acompanhando incentivos e criações
vêm os gastos em operações
casadas, como se observa pelo Art.
53: “Os poderes executivos estaduais,
distrital e municipais, no âmbito
de suas respectivas esferas de competência,
poderão instituir conselhos
de promoção da igualdade
racial, de caráter permanente
e consultivo, compostos por igual
número de representantes de
órgãos e entidades públicas
e de organizações da
sociedade civil representativas da
população negra.”,
cuja pressão está explícita
no Parágrafo único:
“O Poder Executivo priorizará
o repasse dos recursos referentes
aos programas e atividades previstos
nesta Lei aos estados, Distrito Federal
e municípios que tenham criado
conselhos de promoção
da igualdade racial.
Determina que o Poder Público
Federal instituirá no âmbito
dos Poderes Legislativo e Executivo,
Ouvidorias Permanentes em Defesa da
Igualdade Racial.
Pelo Art. 55, assegura de forma generalista
às vítimas de discriminação
racial o acesso aos órgãos
de Ouvidoria Permanente, à
Defensoria Pública, ao Ministério
Público e ao Poder Judiciário,
em todas as suas instâncias,
para a garantia do cumprimento de
seus direitos, mas no Parágrafo
único, é muito injusto
quanto às demais mulheres,
pois estipula: “O Estado assegurará
atenção às mulheres
negras em situação de
violência, garantida a assistência
física, psíquica, social
e jurídica.”
Pretende a adoção de
medidas especiais para coibir a violência
policial incidente sobre a população
negra, que por justo deve ser para
todo o cidadão, sem considerar
que em certos Estados, como o Rio
de Janeiro, o componente negro é
muito presente nos efetivos policiais.
Há que se corrigir a formação
do policial, de modo que as normas
de civilidade — muito ausente
em ambos o lados — sejam práticas
comuns na sociedade.
Adota medidas discriminatórias
para a elaboração de
planos plurianuais e orçamentos
(Art. 59), como para financiamento
de pesquisas nas áreas de educação,
saúde e emprego, para a melhoria
da qualidade de vida da população
negra, incentivo à criação
de programas e veículos de
comunicação, destinados
à divulgação
de matérias relacionadas aos
interesses da população
negra, incentivo à criação
e manutenção de microempresas
administradas por pessoas autodeclaradas
negras, iniciativas que incrementem
o acesso e a permanência das
pessoas negras na educação
fundamental, média, técnica
e superior, apoio a programas e projetos
dos governos estaduais, distrital
e municipais e de entidades da sociedade
civil voltados para a promoção
da igualdade de oportunidades para
a população negra.
É minucioso no controle de
verbas, pois garante que durante os
cinco primeiros anos a contar da publicação
do Estatuto, os órgãos
do Poder Executivo Federal que desenvolvem
políticas e programas nas discriminarão
em seus orçamentos anuais a
participação nos programas
de ação afirmativa.
Prevê a utilização
de recursos advindos da seguridade
social.
À semelhança do que
ocorre como incentivo à participação
das mulheres na política, mas
de forma geral, sem considerar cor
da pele, o Estatuto prescreve que
cada partido ou coligação
deverá reservar o mínimo
de dez por cento para candidaturas
de representantes da população
negra. Mais uma descabida discriminação,
se levarmos em conta a participação
nos vários níveis do
Legislativo, de afrodescendentes,
nitidamente vistos pelos caracteres
externos, ou apurados pelo DNA.
A escravidão não pode
ser o argumento, não era pela
cor da pele. Os vencidos, quando não
sacrificados, serviam os vencedores.
A Bíblia relata. A História
escreve. Os negros que saíram
da África eram os vencidos,
aprisionados e vendidos. Embora o
Brasil tenha sido o último
na abolição da escravatura
pela luta de brancos e negros, na
América do Norte, na década
de 60 ainda nos ônibus, os brancos
sentavam nos bancos da frente e os
negros nos de trás. Lá
o cadinho do amor não existiu
com cá, gerando o mestiço
brasileiro. Não se pode repudiar
um dos lados da ascendência.
O Estatuto agride as religiões,
quando dá uma atenção
diferenciada a uns necessitados em
detrimento de outros ou um tratamento
diferenciado a determinados doentes
pela cor da pele que os tinge. O benefício
a uns não pode se transformar
em intolerância aos seus semelhantes.
Não é cristão,
não é humanista.
É incrível como essa
proposta, inconstitucional, que nasceu
no Senado, lá foi aprovada,
sofreu emendas na Câmara dos
Deputados, e retorna à Casa
de origem, de forma sutil, sem divulgação
maior nos pormenores, no bojo de 70
artigos, muitos dos quais repetitivos
das normas constitucionais, propositadamente
inseridos, mas onde se encontram imiscuídos
artigos altamente nocivos, verdadeiras
ameaças à unidade nacional
mestiça, que irão onerar
sobremaneira os cofres públicos,
com aumento de efetivos de servidores,
com reflexos desagregadores em outras
áreas, como já observados
nas universidades devido às
cotas e geradores de inúmeros
processos judiciais que por certo
surgirão, entupindo ainda mais
os canais de irrigação
de um já congestionado Poder
Judiciário.
Atenção empresários,
sociedade brasileira, órgãos
da imprensa, Poder Judiciário,
Sindicatos dos Servidores Públicos,
OAB, AMB, entidades de classe, Maçonaria,
Clubes Militares, mestres do Direito
Constitucional, gente religiosa, manifestai-vos
enquanto é tempo.
|
A três passos da guerra civil
Por *Gelio Fregapani
O Cel. Gelio Fregapani é escritor,
atuou na área do serviço
de inteligência na região
Amazônica, elaborou relatórios
como o do GTAM, Grupo de Trabalho
da Amazônia.
|
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Na Amazônia Legal (2009),
estão representadas em laranja
as terras indígenas. Em 2005,
reconhecidas e demarcadas pela Funai,
já abrangiam 12,41% do total
do território brasileiro; outras
123 terras ainda estavam em processo
de identificação e demarcação.
Os rumos que seguimos
apontam para a probabilidade de guerra
intestina. Falta ainda homologar no
congresso e unir as várias
reservas indígenas em uma gigantesca,
e declarar sua independência.
Isto não poderemos tolerar.
Ou se corrige a situação
agora ou nos preparemos para a guerra.
Quase tão problemática
quanto a questão indígena
é a quilombola. Talvez desejem
começar uma revolução
comunista com uma guerra racial.
O MST se desloca como um exército
de ocupação. As invasões
do MST são toleradas, e a lei
não aplicada. Os produtores
rurais, desesperançados de
obter justiça, terminarão
por reagir. Talvez seja isto que o
MST deseja: a convulsão social.
Este conflito parece inevitável.
O ambientalismo, o indianismo, o movimento
quilombola, o MST, o MAB e outros
similares criaram tal antagonismo
com a sociedade nacional, que será
preciso muita habilidade e firmeza
para evitar que degenere em conflitos
sangrentos.
Pela primeira vez em muito tempo,
está havendo alguma discussão
sobre a segurança nacional.
Isto é bom, mas sem identificarmos
corretamente as ameaças, não
há como nos preparar para enfrentá-las.
A crise econômica
e a escassez de recursos naturais
poderão conduzir as grandes
potências a tomá-los
a manu militari, mas ainda mais provável
e até mais perigosa pode ser
a ameaça de convulsão
interna provocada por três componentes
básicos: a divisão do
povo brasileiro em etnias hostis;
os conflitos potenciais entre produtores
agrícolas e os movimentos dito
sociais; e as irreconciliáveis
divergências entre ambientalistas
e desenvolvimentistas.
Em certos momentos
chega a ser evidente a demolição
das estruturas políticas, sociais,
psicológicas e religiosas,
da nossa Pátria, construídas
ao largo de cinco séculos de
civilização cristã.
Depois, sem tanto alvoroço,
prossegue uma fase de consolidação
antes de nova investida.
Isto ainda pode mudar, mas infelizmente
os rumos que seguimos apontam para
a probabilidade de guerra intestina.
Em havendo, nossa desunião
nos prostrará inermes, sem
forças para nos opormos eficazmente
às pretensões estrangeiras.
A ameaça
de conflitos étnicos, a mais
perigosa pelo caráter separatista
A multiplicação das
reservas indígenas, exatamente
sobre as maiores jazidas minerais,
usa o pretexto de conservar uma cultura
neolítica (que nem existe mais),
mas visa mesmo a criação
de “uma grande nação”
indígena. Agora mesmo assistimos,
sobre as brasas ainda fumegantes da
Raposa-serra do Sol, o anúncio
da criação da reserva
Anaro, que unirá a Raposa/São
Marcos à Ianomâmi. Posteriormente
a Marabitanas unirá a Ianomâmi
à Balaio/Cabeça do Cachorro,
englobando toda a fronteira Norte
da Amazônia Ocidental e suas
riquíssimas serras prenhes
das mais preciosas jazidas.
O problema é mais profundo
do que parece; não é
apenas a ambição estrangeira.
Está também em curso
um projeto de porte continental sonhado
pela utopia neomissionária
tribalista. O trabalho de demolição
dos atuais Estado-nações
visa a construção, em
seu lugar, da Nuestra América,
ou Abya Yala, idealizado provavelmente
pelos grandes grupos financistas com
sede em Londres, que não se
acanha de utilizar quer os sentimentos
religiosos quer a sede de justiça
social das massas para conservar e
ampliar seus domínios. O CIMI,
organismo subordinado à CNBB,
não cuida da evangelização
dos povos indígenas segundo
o espírito de Nóbrega,
Anchieta e outros construtores de
nossa nação. Como adeptos
da Teologia da Libertação,
estão em consonância
com seus colegas que atuam no continente,
todos empenhados na fermentação
revolucionária do projeto comuno-missionário
Abya Yala.
O processo não se restringe
ao nosso País, mas além
das ações do CIMI, a
atuação estrangeira
está clara:
Identificação das jazidas:
já feito; atração
dos silvícolas e criação
das reservas sobre as jazidas: já
feito; conseguir a demarcação
e homologação: já
feito na maior parte; colocar na nossa
Constituição que tratados
e convenções internacionais
assinados e homologados pelo congresso
teriam força constitucional,
portanto acima das leis comuns: já
feito; assinatura pelo Itamarati de
convenção que virtualmente
dá autonomia à comunidades
indígenas: já feito.
Falta ainda homologar no congresso
e unir as várias reservas em
uma gigantesca e declarar a independência,
e isto não poderemos tolerar.
Ou se corrige a situação
agora ou nos preparemos para a guerra.
O perigo não é o único,
mas é bastante real. Pode,
por si só, criar ocasião
propícia ao desencadeamento
de intervenções militares
pelas potências carentes dos
recursos naturais petróleo
e minérios, quando o Brasil
reagir.
A UnB foi contratada pelo Governo
para fazer o mapa dos quilombolas.
Por milagre, em todos os lugares,
apareceram “quilombolas”.
No Espírito Santo cidades inteiras,
ameaçadas de despejo. Da mesma
forma em Pernambuco. A fronteira no
Pará virou um quilombo inteiro.
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Qual
o processo? Apareceram uns barbudos
de piercings no nariz, perguntando
aos afro-descendentes: "O senhor
mora aqui?" "Moro."
"Desde 1988?" (o quilombola
que residisse no dia da promulgação
da Constituição teria
direito à escritura). "Sim".
"Quem morava aqui?" “Meu
avô." "Seu avô
por acaso pescava e caçava
por aqui?" "Sim” “Até
onde?" "Ah, ele ia lá
na cabeceira do rio, lá naquela
montanha." "Tudo é
seu." E escrituras centenárias
perdem o valor baseado num direito
que não existe. Não
tenho certeza de que isto não
seja proposital para criar conflitos.
Tem gente se armando, tem gente se
preparando para uma guerra. Temos
de abrir o olho também para
esse processo, que conduz ao ódio
racial. Normalmente esquerdistas,
talvez desejem começar uma
revolução comunista
com uma guerra racial.
Certamente isto vai gerar conflitos,
mas até agora o movimento quilombola
não deu sinal de separatismo.
Os Conflitos
Rurais — talvez os primeiros
a eclodir
O MST se desloca como um exército
de ocupação, mobilizando
uma grande massa de miseráveis
(com muitos oportunistas), dirigidos
por uma liderança em parte
clandestina. As invasões do
MST são toleradas e a lei não
aplicada. Mesmo ciente da pretensão
do MST de criar uma “zona livre”,
uma “república do MST”
na região do Pontal do Paranapanema,
o Governo só contemporisa;
finge não perceber que o MST
não quer receber terras, quer
invadi-las e tende a realizar ações
cada vez mais audaciosas.
É claro que os produtores rurais,
desesperançados de obter justiça,
terminarão por reagir. Talvez
seja isto que o MST deseja; a convulsão
social, contando, talvez, com o apoio
de setores governamentais como o Ministério
do Desenvolvimento Agrário.
Segundo Pedro Stédile: “O
interior do Brasil pode transformar-se
em uma Colômbia. A situação
sairá de controle, haverá
convulsões sociais e a sociedade
se desintegrará.”
Este conflito parece inevitável.
Provavelmente ocorrerá num
próximo governo, mas se ficar
evidente a derrota do PT antes das
eleições, é provável
que o MST desencadeie suas operações
antes mesmo da nova posse.
O ambientalismo distorcido, principal
pretexto para uma futura intervenção
estrangeira
Já é consenso que o
ambientalismo está sendo usado
para impedir o progresso, mesmo matando
os empregos Caso se imponham os esquemas
delirantes dos ambientalistas dentro
do governo, com as restrições
de uso da terra para produção
de alimentos, um terço do território
do País ficará interditado
a atividades econômicas modernas.
Há reações, dos
ruralistas no interior do País,
nas elites produtivas e até
mesmo em setores do governo, mas as
pressões estrangeiras tendem
a se intensificar. Se bem que raramente
o meio ambiente serviu de motivo para
guerra, hoje claramente está
sendo pretexto para futuras intervenções,
naturalmente encobrindo o verdadeiro
motivo, a disputa pelos escassos recursos
naturais.
No momento em que a fome ronda o mundo,
o movimento ambientalista, a serviço
do estrangeiro, mas com respaldo do
governo e com apoio de uma massa urbana
iludida, chama de “terra devastada”
àqueles quadrados verdejantes
de área cultivada, que apreciamos
ver na Europa e nos Estados Unidos,
e impede a construção
de hidrelétricas para salvar
os bagres. Com a entrada da Marina
Silva na disputa eleitoral, nota-se,
lamentavelmente, que todos os candidatos
passarão a defender o ambientalismo,
sem pensar se é útil
para o País.
A três
passos da guerra civil
O ambientalismo, o indianismo, o movimento
quilombola, o MST, o MAB e outros
similares criaram tal antagonismo
com a sociedade nacional, que será
preciso muita habilidade e firmeza
para evitar que degenere em conflitos
sangrentos.
Várias fontes de conflito estão
para estourar, dependendo da radicalização
das más medidas, particularmente
do Ministério da Justiça:
Roraima não está totalmente
pacificada; o Mato Grosso do Sul anuncia
revolta em função da
decisão da Funai em criar lá
novas reservas indígenas; no
Rio Grande do Sul, os produtores rurais
pretendem reagir às provocações
do MST; Santa Catarina ameaça
usar a PM para conter a fúria
ambientalista do ministro Minc, que
queria destruir toda a plantação
de maçã.
Uma vez iniciado um conflito, tudo
indica que se expandirá como
um rastilho de pólvora. Este
quadro, preocupante já por
si, fica agravado pela quase certeza
de que, na atual conjuntura da crise
mundial o nosso País sofrerá
pressões para ceder suas riquezas
naturais petróleo, minérios
e até terras cultiváveis
e estando dividido sabemos o que acontecerá,
mais ainda quando uma das facções
se coloca ao lado dos adversários
como já demonstrou o MST no
caso de Itaipu.
Bem, ainda temos Forças Armadas,
mas segundo as últimas notícias,
o Exército (que é o
mais importante na defesa interna)
terá seu efetivo reduzido.
Será proposital?
Que Deus guarde
a todos você
O cel. Gelio Fregapani é escritor,
atuou na área do serviço
de inteligência na região
Amazônica, elaborou relatórios
como o do GTAM, Grupo de Trabalho
da Amazônia.
Quase todos os militares e muitos
civis que participam de alguns dos
nossos excelentes cursos conhecem
muito bem o grave problema abordado
pelo Cel Fregapani. Sem dúvida,
corremos um sério risco no
que diz respeito a perda da nossa
soberania em consequência de
uma ação armada estrangeira
no Brasil. Só os ingênuos
e iludidos não percebem o perigo
que nos ronda. Este alerta é
de um brasileiro patriota e conhecedor
profundo dos problemas brasileiros.
Mello
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Vício em alta
Ernesto Caruso, 01, 02/11/2009
O vício está em alta
no Brasil, nas altas e nas baixas.
No litoral, no interior, na praia, no planalto,
morro, asfalto, centros, periferias, duplex,
barracos, praças, bailão,
pancadão, boate, bares e botecos,
cujo resultado final é o homicídio
com maior ou menor agravante pelo efeito
da droga, ou o suicídio, pela overdose/dose
homeopática; morte lenta do consumidor,
desgaste gradual da família por uma
doença provocada, muito além
das que a natureza impõe.
Multiplicam-se os órfãos das
drogas, cedo demais pela perda dos pais,
tarde demais nos ombros de avós idosas,
viúvas, cabelos brancos, andar lento,
inchaço nas pernas, bolsos vazios,
vida de sacrifício, sem remédio,
ao lado do posto médico, hospital,
falidos, onde já perdeu o marido
que morreu na fila, sem socorro médico
ou exaurido, não assistido, atingido
pela bala perdida.
Hospitais
que não conseguem atender quem trabalha,
recolhe impostos e paga a previdência.
Como vão dar conta dos envolvidos
em surtos psicóticos, tratar dos
viciados em escalada geométrica?
O Estado só admite a internação
voluntária. Mães pobres, sem
esperança nos governos, esgotadas,
acorrentam filhos e filhas em desespero
para não verem seus filhos mortos
pelo narcotráfico.
Dia desses uma ocorrência foi deveras
comovente, não por ser a única,
mas pelos registros que ficaram, sem motivar
as autoridades. Triste o sacrifício
imposto a uma jovem de 18 anos na luta contra
o vício que exauria o namorado e
por ele é barbaramente estrangulada
e morta, no Flamengo, zona sul do Rio de
Janeiro, lá residentes e vizinhos
de prédio. O sofrido pai pelo vício
destruidor do filho, agora acumula o desgosto
de o ver como assassino. Desnorteado pediu
desculpas à família da vítima
e fez críticas à política
de tratamento do dependente químico,
afiançando que todo viciado que se
torna perigoso, deveria ser mantido em tratamento
para a defesa da vida de desconhecidos,
como dos próprios entes queridos.
Ressalta que a namorada era um anjo na vida
do filho.
Pobre moça
— Bárbara Calazans —
vítima da irracionalidade do namorado
e das autoridades que não cumprem
com as suas obrigações, propiciando
condições para a proliferação
do mal.
Causas várias
se somam, personalidade, meio, estímulos
negativos, rupturas, etc, mas uma origem
é inconteste, a existência
da droga por um lado, e a propaganda, pelo
outro.
Os apologistas
da liberação, como a justificar
o “eu não estou errado”
chamam de hipócritas os contrários
— rótulo simplista para demonizar
— e dizem que o álcool e o
cigarro fazem mal de igual forma. Hipócritas,
viciados e falsos são eles. Fume
um cigarro, beba o conteúdo de uma
lata de cerveja, quantidade admitida para
dirigir automóvel e fume um cigarro
de maconha. Um só “baseado”
é suficiente para a pessoa “viajar”,
se esquecer do presente, gerar preguiça
e facilitar a caminhada para as drogas mais
devastadoras como o crack.
O vinho
em doses controladas; uma taça nas
refeições é salutar.
Mas, mesmo
assim, não se pode fazer propaganda
de cigarro, já bastante coibido em
lugares públicos, e o mesmo deveria
ser para cerveja, no concernente à
publicidade, pois a “lei seca”
deu um freio no consumo de bebidas vinculado
à condução de veículos.
Renda-se
homenagem a Pelé; quero crer, nunca
tenha feito propaganda de bebida alcoólica
e de cigarro.
Ora, chamar de hipocrisia por hipocrisia,
como considerar as drogas lícitas
que consideram como o MAL, para justificar
a maconha como BEM?
Se, desejam
ajudar, façam campanhas contra o
cigarro e as bebidas. Criem regras mais
severas nos horários de funcionamento
de bares e boates. Cobrem das autoridades
o cumprimento da lei que proíbe a
venda de bebidas alcoólicas a menores.
Não
se pode justificar a maconha pelo consumo
excessivo do álcool. Ainda que assim
entendam, um erro não justifica o
outro.
Infelizmente, o governo empresta a sua imagem
em favor do vício. Um presidente
da República tem projeção
elevada pelo cargo que exerce e qualquer
dos seus atos gera influências, define
posições. As empresas de propaganda
usam com intensidade as figuras que se destacam,
sejam bem conhecidas e normalmente exitosas
nas artes, nos esportes, etc, nas promoções
de produtos e nos processos educativos.
O presidente Lula em visita à região
do Chapare, centro produtor de cocaína
juntamente com Evo Morales, vestiu um colar
feito de folhas de coca, e no discurso a
uma platéia de cocaleros, anunciou
que o Brasil substituirá os EUA na
compra de têxteis, com tarifa zero,
no valor de US$ 21 milhões. Morales
concluiu: "Viva a coca, morte aos ianques."
O ex-presidente
dos EUA, G. W. Bush, excluíra a Bolívia
da lei de preferências tarifárias,
decisão mantida por Barack Obama,
entendendo que o alto escalão do
governo incentiva a produção
de coca, matéria-prima da cocaína.
Agravante
de tal exposição é
a constatação de que a Bolívia
é o principal fornecedor de cocaína
ao Brasil.
No mesmo
contexto de incentivo ao vício, destaca-se
a figura do ministro Carlos Minc, como defensor
da descriminação da maconha,
o que traduz um propósito de governo.
Mesmo os que ficam calados, estão
concordes ou já teriam se retirado
em protesto
Minc participou da marcha que propõe
a liberação, ampla, geral
e irrestrita da erva maldita, na cidade
do Rio de Janeiro, e a seguir em um show,
elogiou com ritmo e poesia a Argentina por
ter conquistado tal objetivo.
Argumenta de forma frágil
que hoje a guerra das drogas mata mais do
que a overdose.
Pode até matar mais
do que a overdose no imediato, mas é
infinitamente menor do que o sofrimento que
a droga dissemina, que sufoca e destroi as
famílias, sobrecarrega a combalida
assistência médica, que afasta
o homem do trabalho, o faz um morto-vivo e
o mata no médio prazo. Uma infâmia.
Querem transformar o traficante em empresário.
E com isso, vai aumentar ou diminuir o consumo?
Já na Inglaterra de liberdade incontestável
foi muito diferente.
O ministro do Interior,
Alan Johnson, pediu ao professor David Nutt,
conselheiro do governo britânico para
as drogas, que apresentasse sua demissão,
por não adm
itir a sua
afirmação de que a maconha,
o êxtase e o LSD são substâncias
menos perigosas que o álcool e o
cigarro, pois perdera a confiança
no especialista, concluindo: "É
importante que as mensagens do governo sobre
as drogas sejam claras."
Não é possível que
em termos de Brasil, as autoridades de diversos
matizes ideológicos, educativos,
princípios e fundamentalmente religiosos,
compartilhem e vejam as cenas narradas acima,
com a participação do presidente
Lula e o seu ministro Minc, protagonizadas
por noviças castiças.
O vice presidente
José Alencar é católico
fervoroso, pertence ao P
artido Republicano
Brasileiro (PRB), do Bispo Macedo, bem como
o senador Bispo Marcelo Crivella, três
grandes
líderes na fé cristã,
indubitavelmente.
Evangélicos,
católicos e espíritas vêem
esses vícios com naturalidade? Autoridades
eclesiásticas, bispos, pastores não
condenam esses comportamentos nas suas pregações?
Como admitir alianças com quem blasfema,
compara uma administração
pública que para ter sucesso, há
que considerar um acordo de Jesus com Judas?
Conclui-se
que o governo é pró liberação
da maconha, mas não deveria contar
com o apoio das gentes que pregam o bem,
a fé cristã.
Ora, Lula
instituiu o Dia Nacional da Marcha para
Jesus em cerimônia, realizada no Centro
Cultural Banco do Brasil (CCBB), com a presença
do senador Bispo Crivella (PRB), sobrinho
de Edir Macedo da Igreja Universal, a ministra
a ministra Dilma Rousseff, e os bispos da
Igreja Renascer Sônia e Estevam Hernandes.
Desse mesmo
governo, a ministra Dilma segue em peregrinação
religiosa Vai à Salvador, participa
da Lavagem do Bonfim, com as vestes e banho
típicos do ritual do candomblé,
e da missa com direito à saudação
feita pelo pároco local e depois
no norte do país, na tradicional
procissão do Círio de Nazareth.
Não
há compromisso entre o que se prega
e que se pratica, ou no vale tudo, acende-se
uma vela a Deus e outra ao diabo.
Em termos
de responsabilidade constitucional, a assistência
médica que não está
sendo devidamente prestada, é atribuição
do sistema único de saúde
no nível nacional, e que advém
das contribuições dos trabalhadores
(Art 198) e o combate ao narcotráfico,
compete à polícia federal
(Art 144, § 1º, II,III).
Vamos rezar
a todos os santos para que livrem a sociedade
brasileira de governos como o de LULA/DILMA,
muito menos a sua continuidade, e pelos
finados vítimas do narcotráfico
e dos que lhes apóiam, não
lhes dão combate com eficiência
e dos que são omissos por interesse
ou covardia.
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MILITARES,
NUNCA MAIS !
Millôr Fernandes, jornalista
Ainda
bem que hoje tudo é diferente, temos
um PT sério, honesto e progressista.
Cresce o grupo que não quer mais
ver MILITARES NO PODER, pelas razões
abaixo: Militar no poder, nunca mais. Só
fizeram lambanças!
Tiraram o cenário bucólico
que havia na Via Dutra de uma só
pista, que foi duplicada e recebeu melhorias;
acabaram aí com as emoções
das curvas mal construídas e os solavancos
estimulantes provocados pelos buracos na
pista. Não satisfeitos, fizeram o
mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora. Com
a construção da ponte Rio-Niterói,
acabaram com o sonho de crescimento da pequena
Magé, cidade nos fundos da Baía
de Guanabara, que era caminho obrigatório
dos que iam de um lado ao outro e não
queriam sofrer na espera da barcaça
que levava meia dúzia de carros.
Criaram esse maldito do Pro-Álcool,
com o medo infundado de que o petróleo
vai acabar um dia. Para apressar logo o
fim do chamado "ouro negro", deram
um impulso gigantesco à Petrobrás,
que passou a extrair petróleo 10
vezes mais (de 75 mil barris diários,
passou a produzir 750 mil); sem contar o
fedor de bêbado que os carros passaram
a ter com o uso do álcool.
Enfiaram o Brasil numa disputa estressante,
levando-o da posição de 45ª
economia do mundo para a posição
de 8ª, trazendo com isso uma nociva
onda de inveja mundial. Tiraram o sossego
da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros,
que, com a gigantesca oferta de emprego,
ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".
Em 1971, no governo militar, o Brasil
alcançou a posição
de segundo maior construtor de navios no
mundo. Uma desgraça completa.
Com gigantesca oferta de empregos, baixaram
consideravelmente os índices de roubos
e assaltos. Sem aquela emoção
de estar na iminência de sofrer um
assalto, os nossos passeios perderem completamente
a graça.
Alteraram profundamente a topografia
do território brasileiro com a construção
de hidrelétricas gigantescas (TUCURUÍ,
ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPU),
o que obrigou as nossas crianças
a aprenderem sobre essas bobagens de nomes
esquisitos. O Brasil, que antes vivia o
romantismo do jantar à luz de velas
ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação
de milhares de torres de alta tensão
espalhadas pelo seu território, para
levar energia elétrica a quem nunca
precisou disso, implementaram os
metrôs de São Paulo, Rio, Belo
Horizonte e Recife, deixando tudo pronto
para atazanar a vida dos cidadãos
e o trânsito nestas cidades.
Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas,
que queriam implantar aqui um regime político
que fazia a felicidade dos russos, cubanos
e chineses, em cujos países as pessoas
se reuniam em fila nas ruas apenas para
bater-papo, e ninguém pensava em
sair a passeio para nenhum outro país.
Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes
daqueles regimes, só porque soltaram
uma "bombinha de São João"
no aeroporto de Guararapes, onde alguns
inocentes morreram de susto apenas.
Os militares são muito estressados.
Fazem tempestade em copo d'água só
por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros
de diplomatas... ninharias que qualquer
delegado de polícia resolve.
Tiraram-nos o interesse pela Política,
vez que os deputados e senadores daquela
época não nos brindavam com
esses deliciosos escândalos que fazem
a alegria da gente hoje.
Inventaram um tal de PROJETO RONDON,
para que os nossos universitários
conhecessem os problemas dos brasileiros
desassistidos nos grotões da Amazônia,
Centro-oeste e Nordeste; Inventaram ainda
o FGTS, PIS e PASEP, só para criar
atritos entre empregados e patrões.
Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL,
que ensinou milhões a ler e escrever,
aumentando mais ainda o poder desses empregados
contra os seus patrões.
Nem o homem do campo escapou, porque
criaram para ele o FUNRURAL, tirando
do pobre coitado a doce preocupação
que ele tinha com o seu futuro. Era tão
bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas
para sobreviver.
Outras desgraças criadas
pelos militares: Trouxeram a TV a cores
para as nossas casas, pelas mãos
e burrice de um oficial do Exército,
formado pelo Instituto Militar de Engenharia,
que inventou o sistema PAL-M. Criaram a
EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II;
INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM.
Tudo isso e muito mais os militares fizeram
em 22 anos de "desgoverno". Depois
que entregaram o governo aos civis, estes,
nos vinte anos seguinte, não fizeram
nem 10% dos "estragos" que os
militares fizeram. Graças a Deus!
Tem muito mais coisas horrorosas que eles,
os militares, criaram, mas o que está
escrito acima é o bastante para dizermos:
"Militar no poder, nunca mais"!!!
Salvo os domesticados...
"A justiça atrasada não
é justiça, senão injustiça
qualificada e manifesta" (Rui Barbosa
em "Oração aos Moços").
"O cinema e a literatura inventaram
o herói sem causa. O parlamento brasileiro
consagrou o canalha sem jaça".
Nota da Redação:
Só nos últimos 4 anos até
19 de outubro de 2009 19 500 pessoas e 4
600 traficantes foram mortos só no
Estado do Rio de Janeiro. (fonte Secretaria
de Segurança Pública do Estado
do Rio de Janeiro). Os familiares das pessoas
inocentes que tombaram não recebem
indenizações, como a canalha
terrorista.
|
Editorial
“Lula,
o Filho do Brasil”
As amebas vão chorar de emoção
O
filme tem um propósito sórdido,
mascarado, é uma forma romanceada
que, propositadamente, esconde os desvios
de caráter do retirante Lula e suas
ações contra os interesses
de seus próprios companheiros de
sindicato. Os metalúrgicos não
conhecem a relação promíscua
do então sindicalista com os patrões,
ou, então não têm alcance
intelectual para perceberem quem é
o sindicalista que elegeram.
O filme é um lançamento eleitoreiro
que envergonha o excelente cinema nacional.
A História saberá separar
a verdade da farsa. É só uma
questão de tempo.
As constantes
greves promovidas pelo sindicato dos metalúrgicos
aceleraram a robotização das
montadoras, sem que houvesse tempo e interesse
em capacitar os metalúrgicos para
a realidade da automação industrial.
O resultado foi o desemprego em massa e
a perda de direitos como planos de saúde
e moradia, para metalúrgicos e seus
familiares, além dos prejuízos
aos que trabalhavam em empresas fornecedoras,
que tiveram de acompanhar os novos conceitos.
Por ser presidente de sindicato,
Lula nunca teve seus vencimentos ou emprego
em risco, por gozar de imunidade, o que
não aconteceu com os milhares de
metalúrgicos que ficaram na rua da
amargura.
Mostrar a verdade como ela é não
interessa aos beneficiados pela hipocrisia,
que o filme representa.
Que outros interesses escusos estarão
por trás dos panos? Poucos seriam
os jornalistas com isenção
para levantar essas verdades ocultas. O
poder oficial tem sido impiedoso com os
que o contrariam. Afinal, com o curriculum
de ex-criminosos, hoje no governo, todos
tomaram caronas na anistia, embolsando polpudas
indenizações, e povo mais
uma vez continua pagando, e nos partidos
de apoio ao governo é de se esperar
tal comportamento.
Que saudade do
REPÓRTER ESSO, quando as noticias
eram confirmadas e a verdade era absoluta.
Hoje, a manipulação da verdade
é divulgada pelos que deveriam ser
os fiscais dos fatos. Perderam a credibilidade
e a necessidade de um diploma. Ganharam
o quê? FPR
O PT e a sétima
arte
SOLANGE AMARAL
Enganam-se aqueles que pensam que a sucessão
presidencial, em 2010, será marcada
pela modernidade na comunicação,
seguindo o modelo de sucesso adotado pelo
presidente Barack Obama, que inovou ao usar
com competência as redes sociais da
internet. O governo federal e o PT sabem
que o grosso do seueleitorado nunca ouviu
falar em Twitter ou Facebook, e por isso
apostarão suas fichas num aparelho
criado pelos irmãos Lumière,
no século 19, batizado de cinematógrafo.
Peço licença aos patrulheiros
de plantão, mas a verdade é
que o filme "Lula, o filho do Brasil",
que será lançado no ano da
eleição, é o trunfo
que o governo precisa para eleger até
um poste. Trata-se de umfilme-exaltação,
contando o drama de um homem igual a milhões
de outros brasileiros que vivem em situação
de miséria no país. O problema
é que o filme conta apenas a verdade
que interessa ao Planalto, omitindo os desvios
éticos do protagonista, já
como presidente, como a compra de parlamentares
no escândalo do Mensalão, o
aparelhamento de organizações
sociais e os acordos para consolidar sua
base política. Será que o
Planalto, através do seu diligente
ministro da Justiça, Tarso Genro,
permitiria a exibição de um
documentário, no estilo Michael Moore,
contando os bastidores dos oito anos do
governo petista?
O público, que será brindado
com cenas lacrimosas de um retirante que
se tornou presidente, também tem
interesse em conhecer os métodos
usados pelo "Cara" para domesticar
a UNE, o MST e as centrais sindicais. O
cruzamento de imagens de arquivo, onde Lula
chamava de corruptos aqueles que hoje são
seus aliados, é reflexão necessária
sobre uma realidade que não pode
ser omitida, para o filme ter começo,
meio e fim.Para quem não está
convencido de que "Lula, o filho do
Brasil" é um panfleto eleitoral,
o próprio presidente dá a
pista sobre a verdade que se esconde no
escurinho do cinema.
Com o filme pronto, sua meta é criar
salas de exibição nas periferias
do Brasil. A proposta de criação
do Vale Cultura, encaminhada com pedido
de urgência urgentíssima ao
Congresso, é excelente. Mas por uma
questão de respeito e equilíbrio
do jogo democrático, é inaceitável
que o acesso à cultura seja impregnado
por intenções político-eleitoreiras.
A senadora Marina Silva e os governadores
José Serra e Aécio Neves rendem
excelentes filmes. Nas mãos habilidosas
de um cineasta, qualquer história
toca a sensibilidade de um povo.
"Lula, o filho do Brasil" não
foi feito para emocionar. A meta é
eleger sua candidata em 2010.
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Ernesto
Caruso, 18/10/2009
Pinçando
os fatos históricos, cada um com
as suas observações e convicções,
assim como o governo Lula/Dilma/Tarso vem
fazendo sistematicamente, quer fazendo massiva
propaganda sobre os desaparecidos políticos
e diz aos militares que se deve esquecer
o passado (dito pelo Gen Albuquerque, excomandante
do EB, em palestra no Clube Militar), quer
alimentando as invasões pelo MST,
afrontando o direito de propriedade, como
parte da pressão de base, quer se
imiscuindo nos outros Poderes, com a capa
protetora da democracia, mas usando-a de
forma fraudulenta, impondo amarras na cúpula
do Judiciário, nomeando a sua maioria
pelo longo período de governo, advindo
da famigerada reeleição, e
outras amarras no Legislativo, como no recente
escândalo envolvendo o presidente
do Senado, já na gaveta, abafado
pela mudança de foco para o caso
Zelaya e o espetáculo teatral das
Olimpíadas de 2016, vejamos alguns
aspectos e procedimentos da cúpula
militar no entorno do dia 31 de março
de 1964.
Na Chefia do Gabinete Militar estava o Gen
Bda Argemiro de Assis Brasil, de 18/10/63
até 31/03/64. Segundo consta, montara
um plano para colocar oficiais generais
nos principais cargos que fossem ideologicamente
afinados
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com
o presidente Jango, garantindo o tal
Dispositivo Militar, que, no momento
crucial fracassou totalmente.
Em 30 de março de 1964, houve
a reunião no Automóvel
Clube do Brasil do presidente Jango
com os sargentos.
Embora mais um fundamento
para o desenlace do dia seguinte,
não foi a gota d'água,
pelo exíguo tempo entre esse
acontecimento e o seguinte , com as
tropas do Gen Mourão em marcha
para o combate. |
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A
despeito do rastilho de pólvora já
aceso, pairou dúvida quanto à
ida de Jango ao evento. Observe a entrevista
de Raul Riff: “Quando o Jango estava
se arrumando para ir à reunião
dos sargentos no Automóvel Clube,
estavam no quarto com ele o Tancredo, o
general Assis Brasil e eu. Não me
lembro se ele convocou ou se foi ocasional
o fato de nós três estarmos
lá. Quando ele já estava quase
saindo virou-se para nós e perguntou:
"O que é que vocês acham?
Vou ou não ao comício?"
Tancredo foi contra: "Não deve
ir porque realmente é uma coisa que
não agrada à hierarquia militar.
Politicamente não é aconselhável."
Aí o Jango virou-se para o Assis
Brasil: "O que é que você
acha?" Assis Brasil, que como militar
tinha uma opinião que pesava muito,
disse: "Não; acho que não
pode deixar de ir, porque seria uma falta
de consideração, de atenção
com os sargentos que promoveram essa reunião."
Por fim, virou-se para mim: "Ryff,
o que é que tu achas?" Respondi:
"Estou de acordo com o Tancredo. Acho
que não é oportuno."
Ele acabou indo.”
Apesar de toda a lealdade do Gen Assis a
Jango, as palavras da filha do expresidente,
Denize Goulart, não demonstram reconhecimento,
nem respeito: “Depois do golpe, quando
estávamos no exílio, o general
Assis Brasil foi nos visitar no Uruguai.
Minha mãe, ao encontrá-lo
diante dela, não se conteve e falou:
"Piá merece é isso!"
e esbofeteou o general!!!” E arrasa:
“Ainda há pouco citei o Castello
Branco, que era conspirador, mas estava
próximo ao presidente. No Chile aconteceu
igual: o Augusto Pinochet era o general
mais submisso ao Salvador Allende, mas derrubou-o...”
(Portal do PDT)
Obviamente, confunde, no militar, a lealdade
às pessoas, com concordância
ou discordância aos atos postos em
prática pela autoridade.
Cargos militares têm que ser ocupados
por militares, sem que isso signifique,
por um lado, subserviência, prevalência
dos interesses pessoais, prêmios de
consolação, acomodação,
omissão, fraqueza, ou por outro,
respaldo, afinamento com as posturas de
governo e coparticipação nos
riscos. Ter percepção sobre
os desvios de conduta no macro e no micro,
aceitar ou reagir, gerando uma pequena crise,
pela saída, esclarecendo as razões,
ou uma crise à altura do desvio constitucional,
aceito mansamente pelos outros Poderes,
alijando o Executivo infrator, em respeito
concepção do Estado.
O Gabinete Militar, criado em 1938 foi designado
Casa Militar em 1992, e em 1999, Gabinete
de Segurança Institucional. O desmonte
das Forças Armadas.
Como ministro da Marinha estava o Almirante
Sylvio B. Motta (15/06/63 a 27/03/64) que
substituíra o Alte Pedro Paulo Suzano
(24/01/63 a 14/06/63), quando ocorreu uma
reunião de marinheiros no Sindicato
dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro
no dia 25 de março de 1964, em prol
de uma associação de classe,
reivindicações, apoio às
reformas de base, etc. Não concordando
com a ocorrência, o ministro emitiu
ordem de prisão dos infratores para
execução por parte dos fuzileiros
navais, cujo efetivo aderiu aos demais,
apoiado pelo Alte Cândido Aragão.
Afinados Jango e Aragão forçaram
o pedido de demissão do ministro
que foi substituído pelo Alte Paulo
Mário da Cunha Rodrigues (27/03/64
a 31/03/64).
Acomodação, liberdade aos
presos, manifesto de repúdio pelo
Clube Naval; almirantes e oficiais contra
a anarquia reinante, demonstrando a insatisfação,
dando a lição, não
só refutando a indisciplina, incentivada
ostensivamente, diferente de hoje, camuflada
pelo viés ideológico de juízes,
exarando sentenças não compatíveis
com as atividades militares em tempo de
paz, como preparação, por
serem próprias e adequadas aos momentos
de guerra. Avançar sob os fogos,
zumbido da morte dos rojões e a metralha
das armas inimigas serão o desafio
a vencer, fora dos gabinetes, togas, cafezinho
e ar condicionado.
No Ministério da Guerra, o Gen Ex
Jair Dantas Ribeiro (15/06/63 a 31/03/64)
e no Ministério da Aeronáutica,
o Brigadeiro Anysio Botelho (15/06/63 a
31/03/64) que estavam presentes, juntamente
com Alte Sylvio Motta, ministro da Marinha,
no comício da Central do Brasil em
13 de março de 1964, onde os discursos
e as faixas empunhadas pelos manifestantes,
"Jango em 65 - Presidente da República:
Trabalhadores querem armas para defender
o seu governo". "Sexta Feira,
13, mas não é de agosto",
"Brizola 65 - Solução
do povo", "Jango - Abaixo com
os latifúndios e os trustes",
"Jango - Defenderemos as reformas à
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