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BRASIL ATUAL: O QUE FAZER?

VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino

As pessoas boas, honestas e sensatas, comprometidas com o Bem Comum e com o futuro da Pátria, estão tristes e insatisfeitas com os rumos trilhados por nossa sociedade nos anos recentes. A roubalheira contra o patrimônio comum da Nação, a falta de pudor e de responsabilidade demonstrada a cada passo pelos detentores do poder e condutores do processo nacional agridem as boas e retas consciências, numa avalanche de atos indignos que parece não ter fim.

Para agravar o quadro, vemos o governo federal, nos anos finais do seu mandato, retirar finalmente a máscara da face e assumir, com toda a desenvoltura e com a maior tranquilidade, sem qualquer escrúpulo ou temor, sua vocação liberticida, de cunho radical esquerdista de talhe staliniano, que estava na gênese do PT, mas que este tão bem camuflou para poder chegar ao governo, etapa intermediária e necessária na corrida pelo aparelhamento do Estado e tomada total do poder. Jamais (“nunca antes neste país”) se viu a parábola evangélica dos lobos em pele de cordeiro tão bem exemplificada, como no caso lastimável da política nacional atual!

Diante dos perigos para a manutenção da ordem democrática entre nós, representados pelo preocupante quadro vigente, ainda mais agravado pela abulia da maioria da população e de suas elites pensantes, quando não pelos insensatos e suicidas aplauso e apoio de um porcentual assustadoramente alto de brasileiros à obra de destruição em curso, a pergunta que se impõe é: O QUE FAZER?

A realidade mostra que não se teria a quem ou a que apelar. Executivo e Legislativo, em seus diferentes níveis, federal, estadual e municipal, exibem iguais sintomas de degradação, seja pela corrupção, que se faz generalizada, seja pela alastrante contaminação perversa pela ideologia radical esquerdista, dedicada à destruição da liberdade e de tudo de bom que nos tem caracterizado historicamente como Nação temente a Deus e de convívio social amistoso, fraterno e harmonioso entre os representantes de todas as etnias, níveis econômicos, origens e religiões. Ao ponto de o Brasil ter sido sempre apresentado, até passado não-distante, como exemplo para o mundo da nova civilização desejada, para o estabelecimento da paz e da concórdia entre os seres humanos.

Ao contrário, a malfadada e retrógrada ideologia comunista, ora imperante entre nós, tem como orientação basilar a “luta de classes”, daí por que suscita, apóia, favorece e promove toda sorte de divisões, enfrentamentos, conflitos e lutas entre os segmentos sociais, coerente com sua inspiração visceral no ódio.

O Judiciário, promessa e ação de equilíbrio no seio da sociedade dos homens, garantia de que “todos são iguais perante a lei” em tantas partes do mundo, tem também sua ação prejudicada no País, seja pela lerdeza no julgamento de fatos e feitos, seja pela corrupção que também tem envolvido muitos de seus servidores conspícuos, desembargadores e juízes entre eles, em variados rincões do território nacional, seja pela politização partidária de muitas de suas decisões, inclusive nos mais altos tribunais da República, pela escolha também e apenas por critérios políticos no provimento dos cargos de magistrados de mais alto nível, crescente nos anos recentes.

As Forças Armadas, como instituição, ao contrário do seu papel, histórico também, de Poder Moderador na República, de defensoras ostensivas do Bem Comum e indutoras, com sua ação de vigilante presença, da moralidade e da ética no trato dos recursos e da coisa públicos, por parte dos políticos, e de defesa intransigente da ordem democrática contra todas e quaisquer ameaças, estão estranhamente contidas, imobilizadas e mudas desde 1990. Limitam-se a tudo assistir, até mesmo quando diretamente desafiadas na sua honra e na integridade de sua capacidade bélica de defesa do Brasil, pelas agressões revanchistas que só se acentuaram nos últimos quinze anos, pela redução proposital e programada, no mesmo período, da sua capacidade combatente por restrições orçamentárias de toda ordem e pelo aviltamento salarial do seu pessoal, em face dos segmentos privilegiados da “nomenklatura” governamental, o que vem repercutindo gravemente no moral dos guerreiros da Pátria.

O que podemos, então, fazer, nós, as pessoas de bem, cidadãos comuns, sem qualquer força, mas patriotas apaixonados pelo Brasil, ao qual dedicamos nossos talentos e nossas vidas, preocupados com o bem-estar do nosso povo e com sua elevação física, ética, moral e espiritual, com a afirmação de grandeza da Terra de Santa Cruz, predestinada a ser a Pátria da abundância, da Paz, da Justiça e do Bem?

Primeiro, manter-nos firmemente fiéis aos nossos valores, crenças e convicções e dar testemunho diuturno, mais por atos e ações, mas também pelas palavras escrita e falada, de que estamos “combatendo o bom combate”, sem esmorecimento, por mais desalentadora que seja a situação atual. Com essa ação de presença ativa, poderemos influenciar atitudes semelhantes por parte dos concidadãos adormecidos, nos nossos círculos de relações, de trabalho, de lazer, de outros interesses comuns; no nosso prédio, na nossa rua, no nosso bairro, no nosso estado, no País... É como se um trabalho de evangelização cívica, iniciado por nossa própria conversão!

Em tudo e por tudo, é preciso ter Deus conosco. Aprender a lição magistral do desapego aos bens terrenos, passageiros, e ao hedonismo. A tentação de ter mais, para usufruir do mundanismo a qualquer preço e a qualquer custo, tem sido a perdição de tantos áulicos da obra diabólica de destruição em curso. Atraídos pelos planejadores da derrocada do Brasil e suas promessas de suborno por ganho fácil, abandonaram suas fileiras e seus companheiros e se fizeram traidores de suas crenças e de seus valores corretos e originais, apenas seduzidos pelos “trinta dinheiros” das burras oficiais escancaradas para quem se quiser apresentar como integrante ou auxiliar do programa de infelicitação do Brasil, no caminho desgraçado do domínio comunista.

Temos, apesar dos maus tempos que vivemos, de acreditar na primazia do Bem e da Virtude sobre o mal e o vício. Enfim, lutando pelas nossas idéias, nossos corações devem sempre abrigar a Esperança, apesar de tudo e de todos.

Deus não permitirá a destruição do Brasil. Os mentirosos, os farsantes, os pervertidos e os maus passarão. O Bem, a Paz e a Justiça haverão de prevalecer ao fim, conforme Sua promessa de Salvação. Mas, como tanto sabemos, teremos de ser auxiliares da Obra Divina, fazendo nossa parte de combatentes sérios e dedicados ao Brasil. Para isso, teremos de praticar o que pregamos, ser melhores a cada dia, para alimentar o facho de esperança que ilumine e arraste outros brasileiros de bem, até que as sombras do mal, hoje tão escancaradas e atuantes, sejam definitivamente erradicadas de nossa Terra Amada!

Os artífices do mal, infiltrados e momentaneamente dominantes entre nós, manipulam, com rara maestria os instrumentos da perdição, tentando comprar e corromper a tudo e a todos, para atingir seus malévolos desígnios. Assim aprenderam com seus mestres malditos! Mas sua ação deletéria, mercê de Deus, será contida!

Que nossa convicção profunda nos mantenha firmes em nossas posições, pois lutamos pelo Bem e pela Justiça, pelo Brasil e o seu futuro, inspirados pela graça de Deus, pelo amor à Pátria, ao povo e às instituições democráticas e pelos Grandes Heróis de Nossa História, que nos apontam o caminho e legaram o exemplo de jamais fraquejar no duro combate pela glória do Brasil!

“Ninguém pode servir a dois senhores. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24).

Rio de Janeiro, RJ, 25 de fevereiro de 2010.

 

A Lei de Anistia e a ajuda humanitária ao Haiti

Antonio Celente Videira
Cel. Int. R1 Aer.

O lamentável terremoto ocorrido no Haiti, com milhares de óbitos, talvez seja uma resposta a quem ainda nutre ódio e clama por divisões de classes aqui no Brasil.

Quando percebemos que criaturas com instintos de abutre e hiena, na calada da noite, alterarem o 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos, após um acordo tácito, e induzirem o Excelentíssimo Sr. Presidente da República dar sua chancela, com o único objetivo de “caça às bruxas”, realmente constatamos que ainda há brasileiros (se é que podemos chamá-los assim) encastelados no Governo com o propósito de vingança.

Argumentos de que o passado deve ficar a descoberto, com visibilidade à posteridade, é pífio. A história é montada em cima de fragmentos de escritos e documentos oficiais, postados em obras literárias, cujo conteúdo, de acordo com seus autores, serve de base ao entendimento do passado. O próprio Arquivo Nacional reúne matérias que documentam e identificam fatos remotos. Afora isso, a técnica pedagógica Gramista, adotada nas Escolas de 1° e 2° graus, covardemente ministrada em sala de aula e grafada em livro escolar, através do ensino da História, já é o suficiente para deturpar os feitos dos nossos vultos e patronos.

O olhar enviesado dos autores dessas artimanhas comprava que estão na contramão dos acontecimentos. É enxergar o Brasil pelo retrovisor. Rever intercorrência do nosso Exército Brasileiro, não considerando atitudes violentas, praticadas por outrem alheio à ordem vigente na época, como por exemplo, assalto a banco, assassinatos, seqüestros, atos terroristas, enfim, é legislar em causa própria. Querer anular a lei da anistia que lhes proporcionou e garantiu ocuparem postos chaves no Governo, é trair acordos legais, anteriormente estabelecidos por situação e oposição. Em suma, é enganar o Chefe maior da Nação, por falta do assessoramento leal, criando uma crise política. Em qualquer empresa ou organização militar, até onde entendemos por ordem e hierarquia, a Direção determinaria a imediata apuração dos fatos, através de uma auditoria, mesmo que o suspeito fosse um “subordinado amigo”, para não dizer um “conhecido companheiro”.

Mas a fatalidade do destino, com o trágico terremoto do Haiti, realça a tradicional atuação das Forças Armadas, somado ainda a um de seus maiores índices de aceitação, junto à Sociedade Brasileira.

O aprestamento da tropa, a disponibilidade dos meios aéreos, a eficiente logística de gêneros e remédio, a capacidade de organização, o profissionalismo militar são respostas aos “rufões raivosos”.

Olhar o movimento de militares, ouvir depoimentos de oficiais e graduados sobre suas iniciativas no Haiti, perceber posturas sensatas diante da tragédia é mostrar o grau de grandeza de uma Instituição, as Forças Armadas, que só orgulho dá ao povo.

O sofrimento de pais, mães, esposas e parentes dos heróis, que morreram nos escombros, narrando suas dores pela ausência de seus entes queridos, no cumprimento do dever, indicam a singeleza das fileiras militares. A ação desprendida do Sargento Marco Antonio, no resgate da enfermeira haitiana, mostrada quase em rede nacional, consagram a generosidade da nossa gente projetada naquela ilha-nação.

A atuação das Forças Armadas no Haiti, magistralmente apresentada na tela da televisão, é o cotidiano das suas tarefas anônimas. O Projeto Rondon, a Ação Cívico Social (ACiSo), o apoio de saúde nas Operações Ribeirinhas, através dos navios de assistência hospitalar (NASH), as Missões de Misericórdia, o fornecimento de água às populações do Polígono da Seca, a presença social dos Pelotões de Fronteira, a abertura e manutenção de estradas pelos Batalhões de Engenharia vêm a ser iniciativas herméticas, mas que causam lastros de gratidão a quem é atendido, forjando imagem positiva do Soldado Brasileiro, que jamais será maculada por aventureiros de reminiscências exóticas.

Vislumbrar a Cavalaria Templária, passando pela Ordem de Cristo, é entender o Exército Brasileiro.

Ter o olhar para as intangíveis instalações da Escola de Sagres é identificar a capacidade criativa das Forças Armadas. Conhecer a vida ascética dos monges-guerreiros, no Palácio de Tomar, em Portugal, é perceber a mística militar do Brasil. De Guararapes, em 1648, à Real Academia Militar, criada pelo Príncipe-regente, Dom João, em 1810, confirma nossas Forças Armadas como regulares e não caudilhesca ou milicianas, de acordo com aqueles que querem transformar os Movimentos Sociais do Campo.

Diante disso tudo, jamais atitudes isoladas e maldosamente orquestradas irão induzir a população ir de encontro a uma Instituição Secular, principalmente quando partem de anões revanchistas.

A mão amiga, que se faz presente no Haiti, é o prolongamento do braço forte que não permitirá um golpe branco. O quieto leão, no seu canto, poderá aplicar uma tapa certeira no réptil peçonhento que agride as leis ambientais do seu habitat. Somente o imbecil cutuca onça com vara curta.

Os propalados porões da ditadura, provocados por uma instabilidade política da época, não oferecem o mesmo perigo à estabilidade democrática que alguns gabinetes ou salas de ambiência moderna de Brasília. Todavia, aqueles primeiros, por transmissão cultural da caserna, formam hoje o Gabinete de Crise que há de ordenar a vida social e a reconstrução do Haiti, mas que também tem habilidade em erradicar qualquer situação de ameaça à liberdade, se preciso for.

Por tudo isso, o momento é de união. A atuação do Brasil em Porto Príncipe impede a efervescência do rancor entre irmãos. O nosso destaque, na reunião do clima em Copenhague, não dá margem aos inoportunos e recalcitrantes ressentimentos do passado. A projeção do País como “Global Player” deve afastar ranços produzidos por “caducos” agarrados no Poder.

Da mesma forma que o nosso Exército está removendo escombros, em uma Ilha do Caribe, as ruínas mentais dos membros da Comissão da Verdade, situados em nosso território, devem ser dissipadas. Olhar a caverna escura da vida e vislumbrar silhuetas do passado é tornar virulento o nosso porvir. Descer à gruta existencial, para palpar as pontiagudas pedras dos caminhos acidentados da história significa renunciar a esperança da Nação.

Já ouvi de filósofos, poetas e religiosos que o Brasil tem uma predestinação. Chegam até a mencionar que o País é “o coração do mundo, pátria do evangelho”.

Que as ações de ajuda humanitária de todos os segmentos nacionais no Haiti sejam o apanágio da solidariedade do brasileiro, como resposta a quem ainda tem aversão à ordem, utilizando-se da pérfida caneta, para eliminar uma lei que apazigou a Nação.

Por este texto ser de única responsabilidade deste autor, e não externar a opinião de qualquer órgão a que pertenço, encerro aclamando.

Desenvolvimento, democracia e generosidade.
Viva o Brasil ! ! !

Antonio Celente Videira – Cel. Int. R1 Aer.

E-mail:acelente@gmail.com

 


Militar revoltado!


Pérolas de ignorância do “Filho do Brasil” sobre a Amazônia,
levam Capitão do Exército à revolta.FPR
31 12 2009.

“Vossa Excelência, por ser ignorante ou embusteiro, não sabe ou finge não saber que antigamente a Linha de Tordesilhas delimitava as fronteiras do Brasil. Assim, quando Cabral chegou ao Brasil a Amazônia e todo o atual Centro-Oeste brasileiro pertenciam à Espanha, não a Portugal, desde 1494.”

“Foram os portugueses que nos legaram a Amazônia, com sua ocupação física e a manutenção daquela imensa área, com a construção de inúmeras fortificações militares, como o Forte Príncipe da Beira, no Amazonas, em 1776. E quem tomava conta desses fortes? Não eram os índios, Sr. Lula, eram os militares - assim como, até hoje, são os militares os únicos que se sacrificam servindo em Pelotões de Fronteira, tanto na Amazônia, como no Pantanal mato-grossense (Forte Coimbra), enfrentando a malária, ONGs e sujeitos despreparados como o Sr., e são os únicos que têm condições reais de manter aquela extensa área sob o domínio do Brasil, área essa que outrora era denominada de Hiléia ou Inferno Verde”.

“Índio nunca tomou conta de nada, Sr. Lula, já que não tinha condições bélicas para enfrentar os bandeirantes portugueses e brasileiros, muito mais bem-armados. Em 500 anos, os índios não aprenderam sequer a plantar feijão e arroz, e criar algumas galinhas para seu sustento próprio, por isso exigem hoje esses latifúndios Raposânicos e Ianomâmicos em Roraima..Para que o Sr. tome conhecimento do histórico de ocupação da Amazônia, sugiro que leia a monografia do coronel-aviador Márcio João Zanetti, disponível no endereço”:
http://library.jid.org/en/mono45/Zanetti%20.pdf.

“Presidente Lula: volte à escola, já que no passado o Sr. fugiu do Mobral!”
Atenciosamente,
Félix Maier Capitão do Exército - QAO R/1

N.R.
Muitos se perguntam por que os discursos do presidente no exterior não causam mais horror quanto às pérolas que fala. Como há tradução simultânea para outras línguas, os tradutores não encontram palavras para expressar algumas das pérolas e amenizam o conteúdo e os erros de plurais e concordância.
Isso fica evidente quando se lê as legendas ou se ouve as traduções em sites de jornais estrangeiros.
Quando “O Cara” abandona o texto preparado pelo Itamaraty e resolve improvisar o resultado do espetáculo é uma triste comédia.

JORNAIS DO MUNDO INTEIRO
http://www.hhmmss.com

 

Um basta coerente

Ernesto Caruso, 01/01/2010

A crise gerada pelo decreto que propõe a criação da Comissão da Verdade, prevista no Programa Nacional de Direitos Humanos na terceira versão (PNDH-3), era de se esperar, mas o governo não acredita, e continua a repetir as ameaças sobre os vencedores da luta armada que impediram a transformação do Brasil em súdito da União Soviética, do comunismo impiedoso, assassino e terrorista, modelo Cuba/Fidel Castro.

O tema é mantido em pauta e conduzido pelos ministros Tarso e Vanuchi, que obviamente são apoiados por Lula e pela ministra Dilma, que não pode estar ausente nessa questão e que dará continuidade, se eleita em 2010.

Em 29/agosto/07 a presidência da República lançou o livro de 500 páginas, "Direito à Memória e à Verdade", bigornando no contexto dos direitos humanos a história dos mortos e desaparecidos, cujo “objetivo” textual é revelar os fatos ocorridos, mas que em mente é condenar os servidores da Pátria que os combateram e venceram. Um recalque que os diminui e corroi no íntimo por não terem vencido e fuzilado muita gente. Vários ministros, como Tarso Genro, Dilma Rousseff e Franklin Martins lá estavam. O ministro Paulo Vannuchi chegou a declarar que não usa a expressão crime para classificar o assassinato de agentes do Estado por seus colegas terroristas.

Ora, revelar os documentos cabe ao governo que os detêm. Mas, não é isso que querem, mas sim uma condenação. E já têm um alvo, dito e repetido, Coronel Brilhante Ustra, que era major, mas que irá nessa concepção maquiavélica representar os generais presidentes de Castelo Branco, Médici, até João Figueiredo.

Parte do governo quer deletar a Lei da Anistia e outra parte considera a lei beneficiária somente deles, terroristas, seqüestradores, assaltantes de bancos e guerrilheiros, mas ambas consideram o crime de tortura imprescritível, como escrito na Constituição.

Ora, anular a lei pressupõe o retorno à prisão dos condenados pela Justiça e não mais anistiados.

Vale lembrar o torpe assassinato do Ten Alberto Mendes que já estava preso nas mãos dos guerrilheiros de Lamarca. A descrição da sua morte é um sofrimento. Imaginem a dor sentida pela mãe e pai do tenente diante de um depoimento como este, sobre o verdadeiro mártir/heroi que se entregou para ser imolado e abrir as portas da liberdade aos seus soldados: - “Ariston assim descreveu a morte do tenente: “Lamarca chamou Fugimore (sic) de lado, mandando que este executasse o tenente; ... que então Fugimore se aproximou do tenente Mendes, pelas costas, de surpresa, deu-lhe uma coronhada, e depois outra, provavelmente umas quatro, até que o tenente morreu...”
O Exército reuniu o Alto Comando e expediu uma nota, afirmando os propósitos da Lei de Anistia de 1979. Foi rápido na resposta.

No fim de 2007, a Justiça italiana expediu mandados de prisão contra brasileiros por envolvimento na morte de italianos na Operação Condor que teve apoio do governo através Marco Aurélio Garcia, que apoiou a decisão do governo de analisar pedido de abertura de inquérito sobre os militares brasileiros acusados com reforço do ministro Paulo Vannuchi, que defendeu a anulação da Lei de Anistia, O juiz espanhol Baltasar Garzón, que virou celebridade ao determinar a detenção do Gen Augusto Pinochet, o que conseguiu concretizar em Londres, proferiu palestra em seminário internacional no Hotel Renaissance, SP, em 18Ago2008 sob patrocínio/realização do Governo Federal, Caixa Econômica Federal, OPESP e Carta Capital, com abertura pelo ministro Paulo Vannuchi.

Na mesma senda fizeram o Manifesto dos Juristas, assinado pelo ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, Dalmo Dallari e Fábio Konder, entre outros, em apoio à decisão do Ministério da Justiça, de que civis e militares possam ser processados pela prática de tortura.

Repetem muito a palavra tortura como um crime contra a humanidade, mas omitem que terrorismo e tortura estão no mesmo nível como preceito constitucional vigente, Art. 5º, XLIII, “a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura,.., o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, ...;” A CF/88, no mesmo Art. 5º, XXXIX, dispõe que “- não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;” A Lei da Anistia nº 6.683, data de 28Ago79, a Lei nº 9.455, que define o crime de tortura é de 7Abr97, bem como a Lei nº 8.072/90, preconiza no Art 2º: “Os crimes hediondos, a prática da tortura, ... e o terrorismo são insuscetíveis de: I - anistia, graça e indulto;” Se a lei da anistia não beneficia os agentes do Estado acusados de tortura, não pode ser tão ampla que abranja os terroristas, pois terroristas e torturadores cometeram tais crimes antes que a lei os considerasse insuscetíveis de anistia, graça e indulto. Condenando uns, há que condenar outros. Ou os atentados com explosivos ao Aeroporto de Guararapes, com mortes de inocentes, e ao QG do ll Exército, com a morte do Sd Mario Kozel Filho, de sentinela, não foram práticas terroristas?

À Comissão da Verdade se pretende atribuir poderes do tipo inquisição com o firme propósito de condenar os agentes do Estado, enquanto a outra comissão cumpre o papel de premiar com indenizações elevadas os infratores da lei, nem sempre com o equilíbrio de corrigir — fazendo justiça — os erros cometidos no citado período.

O decreto tem no cerne de modo sub-reptício um nível maior de intensidade revanchista que provocou uma reação proporcional no segmento militar da sociedade. Enquanto, no primeiro momento coube ao Cmt do Exército uma posição firme, expedindo uma Nota, já comentada, agora dada a virulência do decreto, foram os três comandantes militares que se posicionaram, apoiados pelo ministro da Defesa. Relata a imprensa um pedido de demissão coletiva do ministro e dos três comandantes.
Decidir é preciso e a decisão foi tomada. Deram um basta coerente.

Mas, os desdobramentos não podem ser desprezados, inclusive o aceite do pedido. E o planejamento das operações futuras? Não pode haver recuo.

Os contra-ataques ocorrem.

“Anistia não é amnésia”, declarou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, como se fosse uma proposta inocente de se fazer história.

O deputado Jungman tem um posicionamento diferente, pois é contra a remexer o passado e prejudicar o porvir.

Espera-se que o ministro da Justiça, Tarso Genro, consiga alterar o texto do decreto ao afirmar que não há “nenhuma controvérsia insanável” entre o Ministério da Defesa e a Secretaria Especial de Direitos Humanos.
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A sociedade entende que os militares são entes da mais elevada credibilidade e os próprios militares têm em mente o que se ensina, no caso do Exército, na AMAN, onde a expressão, “Cadetes: ides comandar aprendei a obedecer”, eixo da hierarquia e disciplina, não preconiza “obedecer cegamente”, cumprindo ordens absurdas, nem deixar de defender a Pátria sob ameaça de quaisquer origens ou deixar que os destinos do país sejam conduzidos só por políticos, ainda que o levem ao abismo ou mergulhado no mar de lama.

Os comandantes militares têm a obrigação de se manifestar, pois não são como crianças colocadas de castigo de frente para a parede.

 


UM PAÍS DE ESCRAVOS?

VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino

O belo, portentoso e amado Brasil parece estar transformando-se num país de escravos, satisfeita e gostosamente sujeitos à espoliação e à exploração dos opressores, os próprios governantes e legisladores de todos os níveis.

Tudo para nós é mais caro que em países mais ricos e de maiores rendas, graças ao sequestro fiscal que retira mais de 40% dos rendimentos dos brasileiros que trabalham e que produzem, o dobro da derrama ou “quinto dos infernos” que levou outros brasileiros, de outra época e de outra fibra, a levantarem-se contra a metrópole portuguesa, na heróica jornada da Conjuração Mineira de 1789.

O pior é que grande parte dos recursos arrecadados vem sendo desviada pela avassaladora corrupção, que tomou conta dos Três Poderes e de todos os níveis do Estado e do governo, como tristemente comprovado pela maldita roda de escândalos que dessangra e humilha a Nação, impunemente, há tanto tempo. Os malfeitores, que se apossaram do poder, escarnecem e debocham das pessoas de bem, desviando, para bolsos, cuecas e meias indevidos, o produto dos impostos que deveriam servir ao aperfeiçoamento da máquina pública, na prestação dos serviços que lhe incumbe realizar, para elevação da qualidade e do nível de vida dos concidadãos. A sabedoria popular, já há algum tempo, havia, trágica e profeticamente, cantado a escabrosa situação: “Se gritar `Pega ladrão´, não sobra um, meu irmão!”

O triste resultado tem sido o da constatação diuturna de um país que se deteriora moral, espiritual e fisicamente. Logo o tão belo, rico e incomparável Brasil, nossa paixão maior e motivo de toda a nossa dedicação e entrega total!

Acabei de voltar de viagem aos EUA, a segunda no período de um ano, havendo lá permanecido por cerca de um mês em ambas as ocasiões. Pude, assim, viver amplas e variadas situações, muito observar e, em conseqüência, sopesar, meditar... e comparar. O resultado encheu-me de pena e tristeza.

Os americanos não são melhores do que nós; ao contrário, faltam-lhes o calor humano, a alegria de viver, a espontaneidade, a abertura de coração e de braços (o abraço amistoso e carinhoso é nossa marca) que tanto nos distinguem e caracterizam. Mas construíram uma grande nação, graças ao seu arraigado sentimento de patriotismo e de cidadania, de trabalho dedicado e de cobrança, sem titubeio, delongas e quartel, do cumprimento das obrigações devidas por quem tem o múnus de governar, legislar, julgar. Lá, não impera a impunidade, e quem labora contra o bem comum, prevarica e rouba os haveres públicos não escapa das duras penas da lei, seja quem for, ocupe que cargo ou função, seja dono de qual nível de patrimônio!

A responsabilidade, pois, é a tônica vigente, e o resultado é que, apesar da grave crise econômica, na Flórida que percorri, as estradas, avenidas e ruas são verdadeiros tapetes de asfalto, as cidades limpas e bem cuidadas, as escolas públicas primorosas, os hospitais bem mantidos e operantes; a polícia é tranqüilamente mantenedora da ordem, amada e respeitada pelos cidadãos, a violência zero e a paz, nos ecologicamente perfeitos e belos locais de moradia da classe média, verdadeiros parques lindamente gramados e arborizados, uma constante!

Os impostos arrecadados revertem, efetivamente, em benefício do povo e o “custo corrupção”, ao contrário do que ocorre entre nós, não cobra seu altíssimo e injustificável pedágio. Governantes e legisladores, mesmo que no fundo possam não ser honestos, fingem que são e trabalham em benefício dos eleitores, que exercem permanente e cerrada cobrança. De tempos em tempos, reúnem–se eleitos e eleitores, nas “public hearings” que se sucedem pelos distritos eleitorais. Quem não estiver correspondendo, ou cuja atuação não estiver agradando, pode perder o mandato pelo instituto do “recall”, isto é, o povo que vota tem a faculdade de “desvotar”, afastando a figura indesejável do cenário público-político. E o Judiciário, justo e correto, garante o equilíbrio social.

Não existe o culto da personalidade, que faz nosso arremedo de democracia muito mais próximo de regime totalitário do que de autêntica democracia: só vi o Presidente Obama por três vezes na televisão, ao contrário do que ocorre entre nós, quando, por exemplo, Lula e seus ditos, metáforas e gracejos freqüentam noticiários da televisão e páginas da mídia impressa todos os dias e todas as horas, com notoriedade maior que a dos astros de cinema e tv e os grandes heróis esportivos populares... O mesmo se passava com FHC, Itamar, Collor nos seus períodos de poder, já que a bajulação e a busca de dividendos decorrentes parece ter sido elevada a arte nacional!

O absurdo do “custo Brasil”, originado de altos impostos, corrupção generalizada e pobres gerenciamentos governamental e empresarial e infraestrutura de armazenamento e transporte, pode ser avaliado, quando se comparam os preços de produtos industrializados nos dois países, ao câmbio atual de R$ 1,80/US $: aparelho de tv de 40”, LCD full HD, R$ 3.999.00 (Brasil), R$ 720,00 (EUA), home theater 250 watts de potência, R$ 899,00 (Brasil), R$ 180,00 (EUA), reprodutor de DVD “blue ray”, cerca de R$ 1.200,00 (Brasil), R$ 144,00 (EUA), automóvel Honda Civic ou Toyota Corolla, entre R$ 80.000,00 e R$ 90.00,00 (Brasil), R$ 40.000,00 (EUA).

A gasolina comum, aqui vendida por R$ 2,67 o litro, lá custa US $ 2,67 o galão (R$ 1,27 o litro). As roupas, principalmente de homem e de criança, estão baratíssimas, quando levados em conta os preços no Brasil, e até a comida, nos supermercados e nos restaurantes e redes de “fast-food”, está a custo comparável com o que vige entre nós. E a renda média dos americanos é bem mais alta que a nossa!

Os políticos que nos regem, governam, fazem nossas leis, têm sido cruéis e insensíveis padrastos do Brasil e do seu povo, principalmente nos últimos anos. Fazem da mentira contumaz poderosa e eficaz arma política, para se perpetuarem no poder. Via de regra, vêm colocando seus interesses pessoais, sua perversão ética e moral, sua ambição por poder e haveres, a qualquer custo e a qualquer preço, seu desinteresse e seu desprezo pelo que é justo, digno e certo, suas inclinações ideológicas, muita vezes inaceitáveis ou inconfessáveis, acima do bem comum, da moral, da ética e do verdadeiro interesse nacional e do povo.

Muitíssimos fazem do butim da coisa pública nefanda prática comum. No entanto, são eleitos e reeleitos sistematicamente, gozam do aplauso e da aprovação populares, com índices até acima de assombrosos 80%...

Perdemos, como povo, o senso de medida, a capacidade de julgar, de discernir entre o certo e o errado, o bem e o mal, ou, anestesiados pela propaganda, pelo “faz-de-conta” tão rotineiramente e há tanto tempo transmitido por porta-vozes oficiais e a mídia cooptada, bem paga e agradecida, nos vamos tornando numa legião desfibrada de escravos, incapaz de reagir contra o mal que nos atormenta e que, adorando-os, beija as mãos dos seus opressores, por estar sofrendo de generalizada “síndrome de Estocolmo”?

É no abastardamento moral, que se faz generalizado e a que, compungidamente, assistimos, os bons brasileiros que, solitariamente, clamamos no deserto, sem forças para revertê-lo por ora, que reside a maior ameaça para a paz, a liberdade, a justiça, a democracia, o futuro do adorado Brasil.

As bases da reconstrução nacional, depois da tormenta dos últimos 20 anos, estão no soerguimento e no fortalecimento da Expressão Psicossocial do Poder Nacional, tão atacada, desprezada e sabotada por tantos, dotados de tanto poder, mas tão mal empregado. À luta sem desfalecimento, pela recondução do Brasil aos caminhos da vergonha, do progresso, da paz e da justiça, pois, dediquemos prioritariamente todo o nosso patriótico labor e o empenho de nossas vidas, com coragem e alento redobrados!

Rio de Janeiro, RJ, 11 de dezembro de 2009

 

Muros que não ruíram

Ernesto Caruso, 27 de novembro de 2009

A queda do Muro de Berlin foi bastante festejada pelos vinte anos que sucederam de oxigenação nos países comunistas, sob jugo da União Soviética (1917-1989), livrando-os dos grilhões de uma economia de Estado, do partido único, da ditadura do proletariado, do culto à personalidade do ditador, do ser humano ser peça de uma máquina para produzir, despojado da liberdade de ir e vir, de pensar e dizer, de ter a sua crença, sem quem lhes pregasse que a religião é o ópio do povo, de viajar a uma nação vizinha, visitar um parente ou simplesmente fazer turismo.

Inimaginável por um brasileiro que em qualquer tempo cismasse de embarcar no ônibus/caminhão pau-de-arara, sair do nordeste com destino ao sul, pegar um ita no norte e ir para o Rio passear, como na música de Caymmi, ou para morar, trabalhar, sem pedir autorização a quem quer que fosse, e para o destino que lhe aprouvesse.
A despeito das várias tentativas, o Brasil não viveu as agruras do mundo comunista, graças ao espírito religioso do seu povo e às Forças Armadas brasileiras sempre presentes em defesa da democracia.


O primeiro “muro de Berlin” foi concebido no Brasil no alvorecer nebuloso desse regime já em 1922, com o advento do Partido Comunista e intentado sob as armas da traição por

Luiz Carlos Prestes em 27 de novembro de 1935, com a morte de brasileiros no silêncio da noite e da covardia rasteira. Fatos que iriam se repetir no entorno de 1964, desarticulados pela Contra-revolução de 31 de março, ainda na fase da preparação, orientada por agentes formados no exterior, e em 1968, com o incremento das atividades de guerrilha, terrorismo e seqüestros em várias partes do mundo, por organizações revolucionárias marxistas – leninistas, orquestradas pelo movimento internacional e não de resistência como
 

mentem os anistiados de hoje, criminosos de ontem, regiamente premiados por eles próprios.

Nomes e siglas não faltam a lembrar das atrocidades terroristas, como as Brigadas Vermelhas (Itália), Exército Vermelho (Alemanha), Montonero (Argentina), Tupamaros (Uruguai), Sendero Luminoso (Peru), FARC, ainda viva (Colômbia), e no Brasil várias organizações cujos nomes indicam os seus propósitos, como Organização Trotskista Convergência Socialista, Ação Libertadora Nacional (ALN)/Ala Marighela, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, Comando de Libertação Nacional (COLINA), Política Operária (POLOP), MR-8, etc.

Na Alemanha e na Itália vários desses criminosos foram condenados à prisão perpétua, como Cesare Battisti, da organização “Proletari Armati per il Comunismo" (PAC). De forma semelhante e bem recente no Japão, em 2006, Fusako Shigenobu, de 60 anos, fundadora do Exército Vermelho, foi condenada a 20 anos de prisão por ter organizado a ação terrorista na embaixada da França em Haia, 1974, embora a promotoria tenha pedido prisão perpétua pelo ferimento de dois oficiais da polícia, mantendo como reféns o embaixador e membros do corpo diplomático, para exigir a libertação de comparsas. Shigenobu viveu durante quase 30 anos no Líbano, e que ao regressar, foi presa e julgada.

Terroristas de lá não foram anistiados e nem muito menos indenizados, como nesta Terra de Santa Cruz, que não conseguem apagar das suas mentes o muro que quiseram construir e que mantêm no pedestal dos seus ideais o ditador Fidel Castro, carrasco da ilha presídio. Não justificam crimes políticos contra o cidadão, na maioria das vezes, desarmado e assassinado covardemente.

Uns fazem dos muros sonhos no convívio com aqueles que os têm com vendas nos olhos, ou com aqueles do ego e superego intramuros.

Aqueles que aplaudem a queda do muro de Berlin devem imaginar os resultados de uma vitória dos que estudaram guerrilha e terrorismo em Cuba, URSS, Argélia, as praticaram no Brasil, mas felizmente não venceram.

O exemplo do Khmer Vermelho, do regime maoísta de Pol Pot, no Camboja, é constrangedor. O comunista Kaing Gueg Eav está sendo julgado pelo Tribunal Internacional pela execução de quase 13 mil pessoas em uma única prisão, que chefiava, durante o “afago” comunista entre 1975 e 1979. Medo dos superiores, lembrou dos expurgos internos e que a política do partido era de matar os inimigos. Mortos: 380 mil.

Vendas nos olhos/muros encobrem o 17 mil executados em Cuba, de Fidel/Raul Castro/Che Guevara e milhares de afogados nas tentavas de fuga do “paraíso” comunista, o mesmo que Dilma, Minc, Dirceu, Genoino, Palocci, etc, queriam implantar no Brasil.

Muros que não viraram pó na concepção de tantos quantos da Câmara Municipal de São Paulo concederam a Carlos Marighella, em homenagem póstuma, o título de cidadão paulistano, que cedo fizera a opção política pelo comunismo e, via de regra, chegar ao poder pela luta armada, na mesma época dos demais movimentos empreendidos na Europa, Ásia e América, empregando o terrorismo seletivo e indiscriminado para semear o medo, obter apoio popular, concatenando assaltos e sequestros para conseguir dinheiro, armamento e outros suprimentos. Foi o fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN).

Terra da histórica cidade, ensanguentada pela morte do soldado Mário Kozel Filho, de 18 anos, que estava de sentinela na entrada do QG do II Exército, em São Paulo, e que teve o corpo em pedaços pelo carro bomba explodido pelos fanáticos da facção comunista Vanguarda Popular Revolucionária, lhe outorga tão dignificante título.
Muro de Berlin que ainda vive na pompa e plumas de ministros do STF que no julgamento da extradição de Cesare Battisti, não se conformando com a derrota por 5 a 4 dos votos, “viraram a mesa” incorporando um julgamento fora da pauta a respeito do poder discricionário do presidente da República — fato nunca dantes ocorrido — avalizando um ato sem que se possa questioná-lo posteriormente.

Ora, o Executivo detém as prerrogativas de prosseguir na análise da extadição do condenado pela Justiça italiana, tomando providências administrativas à luz dos preceitos legais, que não o fazendo corretamente, pode suscitar uma justa reação da outra parte litigante. No entanto, o STF já demonstrou à sociedade o seu posicionamento, concedendo uma absolvição prévia ao presidente, sem estar formalizada uma acusação sequer.

Muros do governo Lula/Dilma/Genro que separam os que devem ser repatriados como os pugilistas cubanos, inocentes, não acusados de crime, nem condenados, dos que devem ser protegidos, abrigados, mesmo que condenados, como Cesare Battisti, que recebeu apoio na Penitenciária da Papuda dos senadores José Nery (PSOL-PA), Eduardo Suplicy (PT-SP) e João Pedro (PT-AM), e dos deputados Luis Couto (PT-PB), Ivan Valente (PSOL-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ), como noticiado.

Também não caiu a ficha nem ruiu o muro dos que fizeram um monumento a Prestes em Palma/TO, “cavaleiro da esperança”, “da luz”, dos que se aliam a Lula, desejam Dilma para dar continuidade a esse governo afinado com Fidel Castro, Hugo Chávez, Ahmadinejad, Morales.

“Cavaleiro da esperança”. Quando? Como? Empunhando armas contra o Brasil, a favor da Rússia, como declarou?

Quem dos comunistas/ex-terroristas Lamarca, Genoino, Marighela, Dirceu, Martins, Dilma, etc, exerceria o papel dos algozes Fidel Castro, Pol Pot, Stalin, caso fossem os vitoriosos? Superariam os números dos mestres?

 

 

 

 

Excrescências de um estatuto racista

”A inclusão social não pode ser preconceituosa,
nem seletiva pela cor da pele dentre os mais necessitados”..

*Ernesto Caruso, 22/11/2009

1. É racista porquanto é excludente dos outros semelhantes da mesma espécie humana, quando a grande maioria dos nacionais tem o DNA da miscigenação de índios, brancos, e negros.

2. É injusto, pois à guisa de obter tratamento privilegiado para compensar perdas do passado, cujos “condenados” pelos “crimes”, que não eram crimes à época, não estão vivos, punindo todo o povo brasileiro presente e futuro não classificado como negro pelos comitês raciais que serão implantados de acordo o Estatuto da Igualdade Racial. Sim, a sociedade atual que paga os seus impostos, será apenada por um tribunal fora dos parâmetros judiciais, através lei ordinária que impõe um ressarcimento aos classificados como negros, ferindo um princípio básico de que não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal.

3. É radical quando impõe uma regra abrangente em todos os campos da atividade humana, beneficiando uns em detrimento dos outros, na educação, no trabalho e na assistência médica, abominando o universalismo que representa a equidade como o ser humano deve observado e assistido.

4. O brasileiro desprovido de recursos de toda ordem necessita de assistência do Estado, ampla, geral e irrestrita. Homenagear Zumbi dos Palmares, que se insurgiu contra a escravidão e, portanto, merece os maiores louros pela luta contra o domínio de uns sobre outros, é um sólido ponto de apoio, mas chamar de consciência negra é uma confrontação à expressão consciência branca, substituta da consciência ariana hitlerista, repudiada, abjeta e condenada.

5. Assim, o Estado por norma constitucional se obriga a “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;” bem como “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

6. O Art. 6º da CF determina que “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”

7. A CF já impõe a “proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;” e cria uma “proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos”, mas não para a mulher de cor tal e tal. Quando o Estado estipula um atendimento especial ao deficiente físico, o faz genericamente sem considerar a cor da pele, etc; idem quanto à mulher, mantendo o universo amplo de cobertura.

8. Aclara que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
9. Dá atenção ao passado no sentido de proteger “as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.”, afirmando que “O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro.”

10. Por outro lado, o Estatuto em pauta, já no seu Art. 1º, é acintosamente excludente ao instituir uma norma destinada “a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades”, excluindo os outros.

11. O Parágrafo único/Art. 1º EIR define discriminação racial, já considerada crime de acordo com a CF, bem como o que vem a ser população negra: “o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, ...”, extinguindo o conceito de mestiço, a grande maioria da população brasileira.

12. O seu Art. 6º não tem propósito universal: “O direito à saúde da população negra será garantido pelo Poder Público mediante políticas universais, ....”

13. Propõe que o segmento da população negra vinculada aos seguros privados de saúde seja tratado sem discriminação, que redução da mortalidade materna entre as mulheres negras; redução de mortalidade infantil, de adolescentes, jovens e de adultos negros; redução de mortes violentas entre jovens negros. E os que não serão classificados como negros???????

14. Até nos esportes com grande participação de negros por dom e competência, o seu Art. 23, dispõe “O Poder Público fomentará o pleno acesso da população negra às práticas desportivas, ...”, repete o consagrado “É inviolável a liberdade de consciência e de crença..”

15. Pretende assegurar à população negra a assistência técnica rural, a simplificação do acesso ao crédito agrícola e o fortalecimento da infra-estrutura de logística para a comercialização da produção.

16. Ofende os demais necessitados, favelados iguais brancos e negros, quando atribui prioridade aos negros no direito à moradia: “Art. 37. O Poder Público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à moradia adequada da população negra que vive nas favelas, ...”,

17. Determina a inclusão de negros na composição dos conselhos constituídos para fins de aplicação do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS).

18. Assegura o acesso ao crédito, nos meios rural e urbano, com ações afirmativas para mulheres negras e financiamento para a constituição e ampliação de empresas, com estímulo à promoção de empresários negros.

19. Induz a criação de critérios para provimento de cargos em comissão e funções de confiança a fim de ampliar a participação de negros, proporcional à distribuição racial.

20. Concede incentivos fiscais às empresas com mais de 20 empregados que mantenham uma cota de, no mínimo, 20% de trabalhadores negros, claro que com comissões e mais comissões disseminadas pelo Brasil para designação de negros e não negros.

21. Determina que os órgãos públicos deverão incluir cláusulas de participação de negros nos contratos de produção de filmes, programas e peças publicitárias.

22. Institui o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial - SINAPIR como forma de organização e articulação voltado à implementação do conjunto de políticas e serviços, naturalmente com mais servidores, chefes, DAS, secretárias, etc, etc..., estendendo a Estados e Municípios e ditando que o Poder Público vai incentivar a participação das entidades privadas no Sistema.

23. O Poder Executivo priorizará o repasse dos recursos referentes aos programas e atividades previstos na Lei aos estados, Distrito Federal e municípios que tenham criado conselhos de promoção da igualdade racial. E institui no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo, Ouvidorias Permanentes em Defesa da Igualdade Racial.

24. O Estado assegurará atenção às mulheres negras em situação de violência, garantida a assistência física, psíquica, social e jurídica.

25. Pretende a adoção de medidas especiais para coibir a violência policial incidente sobre a população negra, que por justo deve ser para todo o cidadão, sem considerar que em certos Estados, como o Rio de Janeiro, o componente negro é muito presente nos efetivos policiais.

26. Adota medidas discriminatórias para a elaboração de planos plurianuais e orçamentos como para financiamento de pesquisas nas áreas de educação, saúde e emprego, para a melhoria da qualidade de vida da população negra, incentivo à criação de programas e veículos de comunicação, destinados à divulgação de matérias relacionadas aos interesses da população negra, incentivo à criação e manutenção de microempresas administradas por pessoas autodeclaradas negras, iniciativas que incrementem o acesso e a permanência das pessoas negras na educação fundamental, média, técnica e superior, apoio a programas e projetos dos governos estaduais, distrital e municipais e de entidades da sociedade civil voltados para a promoção da igualdade de oportunidades para a população negra.

27. É minucioso no controle de verbas, pois garante que durante os cinco primeiros anos a contar da publicação do Estatuto, os órgãos do Poder Executivo Federal que desenvolvem políticas e programas as discriminarão em seus orçamentos anuais a participação nos programas de ação afirmativa. Prevê a utilização de recursos advindos da seguridade social, isto é de todos para alguns.

28. À semelhança do que ocorre como incentivo à participação das mulheres na política, mas de forma geral, sem considerar cor da pele, o Estatuto prescreve que cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de 10% para candidaturas de representantes da população negra. Mais uma descabida discriminação, se levarmos em conta a participação nos vários níveis do Legislativo, de afrodescendentes, nitidamente vistos pelos caracteres externos, ou apurados pelo DNA.

29. A escravidão não pode ser o argumento, não ocorria pela cor da pele. Os vencidos, quando não sacrificados, serviam os vencedores. A Bíblia relata. A História escreve. Os negros que saíram da África eram os vencidos, aprisionados e vendidos. Embora o Brasil tenha sido o último na abolição da escravatura pela luta de brancos e negros, na América do Norte, na década de 60 ainda nos ônibus, os brancos sentavam nos bancos da frente e os negros nos de trás. Lá o cadinho do amor não existiu com cá, gerando o mestiço brasileiro. Não se pode repudiar um dos lados da ascendência.

30. O Estatuto agride as religiões, quando dá uma atenção diferenciada a uns e outros ou um tratamento diferenciado a determinados doentes pela cor da pele que os tinge. O benefício a uns não pode se transformar em intolerância aos seus semelhantes. Não é cristão, não é humanista.

Por derradeiro, é incrível como essa proposta, inconstitucional, que nasceu no Senado, lá foi aprovada, sofreu emendas na Câmara dos Deputados, e retorna à Casa de origem, de forma sutil, sem divulgação maior nos pormenores, no bojo de 70 artigos, muitos dos quais repetitivos das normas constitucionais, propositadamente inseridos, mas onde se encontram imiscuídos artigos altamente nocivos, verdadeiras ameaças à unidade nacional mestiça, que irão onerar sobremaneira os cofres públicos, com aumento de efetivos de servidores, com reflexos desagregadores em outras áreas, como já observados nas universidades devido às cotas e geradores de inúmeros processos judiciais no congestionado Poder Judiciário.

N. A. No dia 24/11/09, haverá uma audiência pública para discutir o tema.
N.R. O autor é escritor, poeta e Coronel reformado do E.B.

 

 
Bandeira do Brasil mestiço

Ernesto Caruso, 19/11/2009

Bandeira do Brasil!
Brasil, minha Pátria
Tua Pátria.
Alma lavada nos campos de batalha;
Pelo homem do campo, da cidade,
Forte, altaneiro, fardado,
Socorrido pela mulher enfermeira,
Ombreada, brasileira e guerreira.

Combatentes de valor primeiro,
Com honra, ao lado do porta-bandeira,
Sem arma, com o Símbolo Maior,
Em frente, avante,
Ao toque do corneteiro,
Brava gente, brasileira,
Que frente ao inimigo, tomba,
Outro fardado a empunha
— Bandeira Sagrada —
Agora sem o fuzil,
O coração se arma,
Pulsa forte no zoar da metralha,
Aquece o sangue e avança.

No peito, altivez, no olhar a vitória,
Opção de guerra não fez,
No campo jazem corpos, sangue e matança.
No céu, fogo, estilhaço sibilante,
Na mente, temor, imperativo da Nação defender.
Soldados, irmãos, mestiços em marcha, cada um na sua vez,
Apoio mútuo, cansaço e respirar arfante.

Na paz que o soldado se faz,
Se lhe dá valor, preparo, bem armado, adestrado.
Artilheiro, cavalariano, infante,
Engenheiro, da manutenção, comunicante,
Médico, enfermeiro e inten
dente.

Bandeira ferida, não rota, esfarrapada,
No Congresso Nacional içada,
Com tantos deputados e senadores,

Que lá passam, olham e não vêem,
A não ser o próprio umbigo,
Nos conchavos, nos cargos e nos favores.
Na primeira pessoa do meu, me, mi, migo, comigo
.
 

Nação, sem estadista, fenece, se desfaz,
Associação sem compostura, de político, jurista,
Submissão, ambição e apatia.

 
 

Estatuto Racial

A inclusão social não pode ser preconceituosa, nem seletiva pela cor da pele dentre os mais necessitados.

Ernesto Caruso, 07/11/2009

Já tínhamos feito uma apreciação sobre o Estatuto da Igualdade Racial aprovado pelo Senado, publicada em 04/08/08 no portal — www.conjur.com.br —Consultor Jurídico, de onde extraímos:

“Retrato do Brasil” foi um dos temas do 46º Congresso Nacional de Genética, em Águas de Lindóia, São Paulo, com destaque aos trabalhos de Francisco Salzano, da UFRS, sobre o índio, Sérgio Danilo Pena, da UFMG, sobre o branco, e de Marco Antônio Zago, da UFSP, sobre o negro. Segundo pesquisas, 45 milhões de brasileiros têm herança genética de índios e praticamente não há mais negros sem miscigenação no Brasil. Também rejeitam a expressão raças, optando pela etnia, retratando populações com suas características físicas e culturais.

Na sua passagem pela Câmara dos Deputados, o referido Estatuto, sem ir a plenário, foi aprovado pela Comissão Especial em 9 Set 2009, atrelado ao Projeto de Lei Nº 6.264, DE 2005, que retornou ao Senado pela imposição de que sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora. Está na CCJ e sofre pressões para ser aprovado e assinado no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que por si só, denota uma carga racista no seu título.
Homenagear Zumbi dos Palmares, que se insurgiu contra a escravidão e, portanto, merece os maiores louros pela luta contra o domínio de uns sobre outros, é um sólido ponto de apoio, mas chamar de consciência negra é uma confrontação à expressão consciência branca, substituta da consciência ariana hitlerista, SOBEJAMENTE repudiada, abjeta e condenada.

Embora o Congresso Nacional e suas Casas disponham de comissões para discutirem e votarem projetos de lei que dispensem a competência do Plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa (tentaram?), um projeto com intrínseca envergadura não deveria ser aprovado, desprezando o Plenário, mesmo que se respeite, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa.

O Estado se obriga a dar assistência a todos igualmente sem distinção de raça, considerando racismo um crime inafiançável e imprescritível, proporcionando condições especiais aos mais necessitados, mantendo objetivos expressos, como de “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;” e “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

A liberdade de crença está na Constituição e o seu Art. 6º determina que “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.”

Impõe a “proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;” e cria uma “proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos”, mas não para a mulher de cor tal e tal.

Quando o Estado estipula um atendimento especial ao deficiente físico, o faz genericamente sem considerar a cor da pele, etc; idem quanto à mulher, mantendo o universo amplo de cobertura.

Aclara que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Dá atenção ao passado no sentido de proteger “as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.”, afirmando que “O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro.”

O Estatuto aprovado, já no seu Art. 1º, é acintosamente excludente ao instituir uma norma destinada “a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades”.
E os demais brasileiros não deverão ter acesso às oportunidades, conforme o preceito constitucional de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”?

O Parágrafo único/Art. 1º define discriminação racial, já considerada crime de acordo com a CF, bem como o que vem a ser população negra: “o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, ...”, extinguindo o conceito de mestiço, a grande maioria da população brasileira, afrontando um dos ramos da ascendência. A mãe branca em união ao pai negro, pai branco com mãe negra, sem considerar a carga genética da mestiçagem de brancos, índios e negros, nas várias combinações.

O Estatuto é essa abominável aberração, discussão estéril nas mãos de políticos em busca do voto.

No lugar de discussões, que já estão acirradas nas universidades devido às cotas, e classificações burocráticas, que se trabalhe com dedicação e vontade de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

Imaginem fazer uma fila à parte para atender o Art. 6º: O direito à saúde da população negra será garantido pelo Poder Público mediante políticas universais, sociais e econômicas destinadas à redução do risco de doenças e outros agravos.

A CF aborda a questão como um todo, sem segregação racial.

Discriminação já é crime. Precisa deste tópico? - § 2º O Poder Público garantirá que o segmento da população negra vinculada aos seguros privados de saúde seja tratado sem discriminação.

Conceba na prática esses objetivos: redução da mortalidade materna entre as mulheres negras; redução de mortalidade infantil, de adolescentes, jovens e de adultos negros; redução de mortes violentas entre jovens negros. E os que não serão classificados como negros???????

As associações não são feitas pela cor da pele, mas sim pelas origens, já nem tanto plena de representantes vivos, mas por descendentes, onde preponderam o cultivo da música e danças típicas. Seria uma discriminação.

Não nasceram da imposição de um artigo de lei: “Art. 19. O Poder Público garantirá o reconhecimento das sociedades negras, clubes e outras formas de manifestação coletiva da população negra,...” Com isso, estão pretendendo criar uma Escola de Samba só de negros?

Sinta o peso do escriba: “Art. 22. O Poder Público garantirá o registro e proteção da capoeira,...”

Não há necessidade de explicitar nomes para contradizer o Art. 23: “O Poder Público fomentará o pleno acesso da população negra às práticas desportivas, ...”

Não inova na liberdade religiosa, Art. 25: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.” Nem quanto a assistência religiosa aos internados em hospitais ou em outras instituições.

O Brasil já é deficiente na formação da gente voltada para a agricultura, na produção, logística e comercialização com perdas imensas ao longo do processo. E agora mais esta segregação: “Art. 31. Serão assegurados à população negra a assistência técnica rural, a simplificação do acesso ao crédito agrícola e o fortalecimento da infra-estrutura de logística para a comercialização da produção.”

Ofende os demais necessitados quando atribui prioridade aos negros no direito à moradia: “Art. 37. O Poder Público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à moradia adequada da população negra que vive nas favelas, ...”, criando condições incontornáveis: “Art. 38. ... Parágrafo único. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios estimularão e facilitarão a participação de organizações e movimentos representativos da população negra na composição dos conselhos constituídos para fins de aplicação do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS).”

Em termos de trabalho e produção, chega a estarrecer, assegurado o acesso ao crédito, nos meios rural e urbano, com ações afirmativas para mulheres negras e financiamento para a constituição e ampliação de empresas, com estímulo à promoção de empresários negros.

Induz a criação de critérios para provimento de cargos em comissão e funções de confiança a fim de ampliar a participação de negros, proporcional à distribuição racial, nacional ou estadual. Vislumbrem uma questão.

Admitamos que a seção X de um órgão público federal tem uma vaga de DAS. Em condições de acesso, um brasileiro, mestiço negro, outro brasileiro, mestiço branco. Depois de vários cálculos complexos, censo demográfico (a cada 10 anos) e projeções, o selecionado para ser nomeado é o mestiço negro. Ufa! Preencher um cargo, já não foi fácil.

Mas, temos DAS 1, 2, 3, 4, 5, e 6, multiplicado por milhares de cargos, por nível no serviço público federal, sem contar com o estadual e o municipal. Que loucura. Vamos levar um mandato de quatro anos só para preencher os DAS.

O número de fiscais vai precisar aumentar, para viabilizar o Art. 45 que concede incentivos fiscais às empresas com mais de 20 empregados que mantenham uma cota de, no mínimo, 20% de trabalhadores negros.

Por óbvio, vamos ter comissões e mais comissões disseminadas pelo Brasil para designação de negros e não negros, como nas universidades para aferição e atendimento dos vestibulandos cotistas.

Na produção de filmes e programas de TV não se impôs cota de participação, ficou escrito que deverá ser adotada a prática de conferir oportunidades de emprego para atores, figurantes e técnicos negros, mas o Art. 49 determina que os órgãos públicos deverão incluir cláusulas de participação de negros nos contratos de produção de filmes, programas e peças publicitárias.

Institui o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial - SINAPIR como forma de organização e articulação voltado à implementação do conjunto de políticas e serviços, naturalmente com mais servidores, chefes, DAS, secretárias, etc, etc..., estendendo a Estados e Municípios e ditando que o Poder Público vai incentivar a participação das entidades privadas no Sistema.

Acompanhando incentivos e criações vêm os gastos em operações casadas, como se observa pelo Art. 53: “Os poderes executivos estaduais, distrital e municipais, no âmbito de suas respectivas esferas de competência, poderão instituir conselhos de promoção da igualdade racial, de caráter permanente e consultivo, compostos por igual número de representantes de órgãos e entidades públicas e de organizações da sociedade civil representativas da população negra.”, cuja pressão está explícita no Parágrafo único: “O Poder Executivo priorizará o repasse dos recursos referentes aos programas e atividades previstos nesta Lei aos estados, Distrito Federal e municípios que tenham criado conselhos de promoção da igualdade racial.

Determina que o Poder Público Federal instituirá no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo, Ouvidorias Permanentes em Defesa da Igualdade Racial.

Pelo Art. 55, assegura de forma generalista às vítimas de discriminação racial o acesso aos órgãos de Ouvidoria Permanente, à Defensoria Pública, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, em todas as suas instâncias, para a garantia do cumprimento de seus direitos, mas no Parágrafo único, é muito injusto quanto às demais mulheres, pois estipula: “O Estado assegurará atenção às mulheres negras em situação de violência, garantida a assistência física, psíquica, social e jurídica.”

Pretende a adoção de medidas especiais para coibir a violência policial incidente sobre a população negra, que por justo deve ser para todo o cidadão, sem considerar que em certos Estados, como o Rio de Janeiro, o componente negro é muito presente nos efetivos policiais.

Há que se corrigir a formação do policial, de modo que as normas de civilidade — muito ausente em ambos o lados — sejam práticas comuns na sociedade.

Adota medidas discriminatórias para a elaboração de planos plurianuais e orçamentos (Art. 59), como para financiamento de pesquisas nas áreas de educação, saúde e emprego, para a melhoria da qualidade de vida da população negra, incentivo à criação de programas e veículos de comunicação, destinados à divulgação de matérias relacionadas aos interesses da população negra, incentivo à criação e manutenção de microempresas administradas por pessoas autodeclaradas negras, iniciativas que incrementem o acesso e a permanência das pessoas negras na educação fundamental, média, técnica e superior, apoio a programas e projetos dos governos estaduais, distrital e municipais e de entidades da sociedade civil voltados para a promoção da igualdade de oportunidades para a população negra.

É minucioso no controle de verbas, pois garante que durante os cinco primeiros anos a contar da publicação do Estatuto, os órgãos do Poder Executivo Federal que desenvolvem políticas e programas nas discriminarão em seus orçamentos anuais a participação nos programas de ação afirmativa.

Prevê a utilização de recursos advindos da seguridade social.

À semelhança do que ocorre como incentivo à participação das mulheres na política, mas de forma geral, sem considerar cor da pele, o Estatuto prescreve que cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de dez por cento para candidaturas de representantes da população negra. Mais uma descabida discriminação, se levarmos em conta a participação nos vários níveis do Legislativo, de afrodescendentes, nitidamente vistos pelos caracteres externos, ou apurados pelo DNA.

A escravidão não pode ser o argumento, não era pela cor da pele. Os vencidos, quando não sacrificados, serviam os vencedores. A Bíblia relata. A História escreve. Os negros que saíram da África eram os vencidos, aprisionados e vendidos. Embora o Brasil tenha sido o último na abolição da escravatura pela luta de brancos e negros, na América do Norte, na década de 60 ainda nos ônibus, os brancos sentavam nos bancos da frente e os negros nos de trás. Lá o cadinho do amor não existiu com cá, gerando o mestiço brasileiro. Não se pode repudiar um dos lados da ascendência.

O Estatuto agride as religiões, quando dá uma atenção diferenciada a uns necessitados em detrimento de outros ou um tratamento diferenciado a determinados doentes pela cor da pele que os tinge. O benefício a uns não pode se transformar em intolerância aos seus semelhantes. Não é cristão, não é humanista.

É incrível como essa proposta, inconstitucional, que nasceu no Senado, lá foi aprovada, sofreu emendas na Câmara dos Deputados, e retorna à Casa de origem, de forma sutil, sem divulgação maior nos pormenores, no bojo de 70 artigos, muitos dos quais repetitivos das normas constitucionais, propositadamente inseridos, mas onde se encontram imiscuídos artigos altamente nocivos, verdadeiras ameaças à unidade nacional mestiça, que irão onerar sobremaneira os cofres públicos, com aumento de efetivos de servidores, com reflexos desagregadores em outras áreas, como já observados nas universidades devido às cotas e geradores de inúmeros processos judiciais que por certo surgirão, entupindo ainda mais os canais de irrigação de um já congestionado Poder Judiciário.

Atenção empresários, sociedade brasileira, órgãos da imprensa, Poder Judiciário, Sindicatos dos Servidores Públicos, OAB, AMB, entidades de classe, Maçonaria, Clubes Militares, mestres do Direito Constitucional, gente religiosa, manifestai-vos enquanto é tempo.

 


A três passos da guerra civil

Por *Gelio Fregapani

O Cel. Gelio Fregapani é escritor, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.


Na Amazônia Legal (2009), estão representadas em laranja as terras indígenas. Em 2005, reconhecidas e demarcadas pela Funai, já abrangiam 12,41% do total do território brasileiro; outras 123 terras ainda estavam em processo de identificação e demarcação.

Os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina. Falta ainda homologar no congresso e unir as várias reservas indígenas em uma gigantesca, e declarar sua independência. Isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra. Quase tão problemática quanto a questão indígena é a quilombola. Talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.
O MST se desloca como um exército de ocupação. As invasões do MST são toleradas, e a lei não aplicada. Os produtores rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja: a convulsão social. Este conflito parece inevitável.

O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional, que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.
Pela primeira vez em muito tempo, está havendo alguma discussão sobre a segurança nacional. Isto é bom, mas sem identificarmos corretamente as ameaças, não há como nos preparar para enfrentá-las.

A crise econômica e a escassez de recursos naturais poderão conduzir as grandes potências a tomá-los a manu militari, mas ainda mais provável e até mais perigosa pode ser a ameaça de convulsão interna provocada por três componentes básicos: a divisão do povo brasileiro em etnias hostis; os conflitos potenciais entre produtores agrícolas e os movimentos dito sociais; e as irreconciliáveis divergências entre ambientalistas e desenvolvimentistas.

Em certos momentos chega a ser evidente a demolição das estruturas políticas, sociais, psicológicas e religiosas, da nossa Pátria, construídas ao largo de cinco séculos de civilização cristã. Depois, sem tanto alvoroço, prossegue uma fase de consolidação antes de nova investida.

Isto ainda pode mudar, mas infelizmente os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina. Em havendo, nossa desunião nos prostrará inermes, sem forças para nos opormos eficazmente às pretensões estrangeiras.

A ameaça de conflitos étnicos, a mais perigosa pelo caráter separatista

A multiplicação das reservas indígenas, exatamente sobre as maiores jazidas minerais, usa o pretexto de conservar uma cultura neolítica (que nem existe mais), mas visa mesmo a criação de “uma grande nação” indígena. Agora mesmo assistimos, sobre as brasas ainda fumegantes da Raposa-serra do Sol, o anúncio da criação da reserva Anaro, que unirá a Raposa/São Marcos à Ianomâmi. Posteriormente a Marabitanas unirá a Ianomâmi à Balaio/Cabeça do Cachorro, englobando toda a fronteira Norte da Amazônia Ocidental e suas riquíssimas serras prenhes das mais preciosas jazidas.

O problema é mais profundo do que parece; não é apenas a ambição estrangeira. Está também em curso um projeto de porte continental sonhado pela utopia neomissionária tribalista. O trabalho de demolição dos atuais Estado-nações visa a construção, em seu lugar, da Nuestra América, ou Abya Yala, idealizado provavelmente pelos grandes grupos financistas com sede em Londres, que não se acanha de utilizar quer os sentimentos religiosos quer a sede de justiça social das massas para conservar e ampliar seus domínios. O CIMI, organismo subordinado à CNBB, não cuida da evangelização dos povos indígenas segundo o espírito de Nóbrega, Anchieta e outros construtores de nossa nação. Como adeptos da Teologia da Libertação, estão em consonância com seus colegas que atuam no continente, todos empenhados na fermentação revolucionária do projeto comuno-missionário Abya Yala.

O processo não se restringe ao nosso País, mas além das ações do CIMI, a atuação estrangeira está clara:

Identificação das jazidas: já feito; atração dos silvícolas e criação das reservas sobre as jazidas: já feito; conseguir a demarcação e homologação: já feito na maior parte; colocar na nossa Constituição que tratados e convenções internacionais assinados e homologados pelo congresso teriam força constitucional, portanto acima das leis comuns: já feito; assinatura pelo Itamarati de convenção que virtualmente dá autonomia à comunidades indígenas: já feito.

Falta ainda homologar no congresso e unir as várias reservas em uma gigantesca e declarar a independência, e isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra.

O perigo não é o único, mas é bastante real. Pode, por si só, criar ocasião propícia ao desencadeamento de intervenções militares pelas potências carentes dos recursos naturais petróleo e minérios, quando o Brasil reagir.

A UnB foi contratada pelo Governo para fazer o mapa dos quilombolas. Por milagre, em todos os lugares, apareceram “quilombolas”. No Espírito Santo cidades inteiras, ameaçadas de despejo. Da mesma forma em Pernambuco. A fronteira no Pará virou um quilombo inteiro.

 

Qual o processo? Apareceram uns barbudos de piercings no nariz, perguntando aos afro-descendentes: "O senhor mora aqui?" "Moro." "Desde 1988?" (o quilombola que residisse no dia da promulgação da Constituição teria direito à escritura). "Sim". "Quem morava aqui?" “Meu avô." "Seu avô por acaso pescava e caçava por aqui?" "Sim” “Até onde?" "Ah, ele ia lá na cabeceira do rio, lá naquela montanha." "Tudo é seu." E escrituras centenárias perdem o valor baseado num direito que não existe. Não tenho certeza de que isto não seja proposital para criar conflitos.

Tem gente se armando, tem gente se preparando para uma guerra. Temos de abrir o olho também para esse processo, que conduz ao ódio racial. Normalmente esquerdistas, talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.

Certamente isto vai gerar conflitos, mas até agora o movimento quilombola não deu sinal de separatismo.

Os Conflitos Rurais — talvez os primeiros a eclodir

O MST se desloca como um exército de ocupação, mobilizando uma grande massa de miseráveis (com muitos oportunistas), dirigidos por uma liderança em parte clandestina. As invasões do MST são toleradas e a lei não aplicada. Mesmo ciente da pretensão do MST de criar uma “zona livre”, uma “república do MST” na região do Pontal do Paranapanema, o Governo só contemporisa; finge não perceber que o MST não quer receber terras, quer invadi-las e tende a realizar ações cada vez mais audaciosas.


É claro que os produtores rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja; a convulsão social, contando, talvez, com o apoio de setores governamentais como o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Segundo Pedro Stédile: “O interior do Brasil pode transformar-se em uma Colômbia. A situação sairá de controle, haverá convulsões sociais e a sociedade se desintegrará.”

Este conflito parece inevitável. Provavelmente ocorrerá num próximo governo, mas se ficar evidente a derrota do PT antes das eleições, é provável que o MST desencadeie suas operações antes mesmo da nova posse.

O ambientalismo distorcido, principal pretexto para uma futura intervenção estrangeira
Já é consenso que o ambientalismo está sendo usado para impedir o progresso, mesmo matando os empregos Caso se imponham os esquemas delirantes dos ambientalistas dentro do governo, com as restrições de uso da terra para produção de alimentos, um terço do território do País ficará interditado a atividades econômicas modernas.

Há reações, dos ruralistas no interior do País, nas elites produtivas e até mesmo em setores do governo, mas as pressões estrangeiras tendem a se intensificar. Se bem que raramente o meio ambiente serviu de motivo para guerra, hoje claramente está sendo pretexto para futuras intervenções, naturalmente encobrindo o verdadeiro motivo, a disputa pelos escassos recursos naturais.

No momento em que a fome ronda o mundo, o movimento ambientalista, a serviço do estrangeiro, mas com respaldo do governo e com apoio de uma massa urbana iludida, chama de “terra devastada” àqueles quadrados verdejantes de área cultivada, que apreciamos ver na Europa e nos Estados Unidos, e impede a construção de hidrelétricas para salvar os bagres. Com a entrada da Marina Silva na disputa eleitoral, nota-se, lamentavelmente, que todos os candidatos passarão a defender o ambientalismo, sem pensar se é útil para o País.

A três passos da guerra civil

O ambientalismo, o indianismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional, que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.

Várias fontes de conflito estão para estourar, dependendo da radicalização das más medidas, particularmente do Ministério da Justiça:

Roraima não está totalmente pacificada; o Mato Grosso do Sul anuncia revolta em função da decisão da Funai em criar lá novas reservas indígenas; no Rio Grande do Sul, os produtores rurais pretendem reagir às provocações do MST; Santa Catarina ameaça usar a PM para conter a fúria ambientalista do ministro Minc, que queria destruir toda a plantação de maçã.

Uma vez iniciado um conflito, tudo indica que se expandirá como um rastilho de pólvora. Este quadro, preocupante já por si, fica agravado pela quase certeza de que, na atual conjuntura da crise mundial o nosso País sofrerá pressões para ceder suas riquezas naturais petróleo, minérios e até terras cultiváveis e estando dividido sabemos o que acontecerá, mais ainda quando uma das facções se coloca ao lado dos adversários como já demonstrou o MST no caso de Itaipu.

Bem, ainda temos Forças Armadas, mas segundo as últimas notícias, o Exército (que é o mais importante na defesa interna) terá seu efetivo reduzido. Será proposital?

Que Deus guarde a todos você

O cel. Gelio Fregapani é escritor, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

Quase todos os militares e muitos civis que participam de alguns dos nossos excelentes cursos conhecem muito bem o grave problema abordado pelo Cel Fregapani. Sem dúvida, corremos um sério risco no que diz respeito a perda da nossa soberania em consequência de uma ação armada estrangeira no Brasil. Só os ingênuos e iludidos não percebem o perigo que nos ronda. Este alerta é de um brasileiro patriota e conhecedor profundo dos problemas brasileiros. Mello

 

 

 


Vício em alta

Ernesto Caruso, 01, 02/11/2009

O vício está em alta no Brasil, nas altas e nas baixas.

No litoral, no interior, na praia, no planalto, morro, asfalto, centros, periferias, duplex, barracos, praças, bailão, pancadão, boate, bares e botecos, cujo resultado final é o homicídio com maior ou menor agravante pelo efeito da droga, ou o suicídio, pela overdose/dose homeopática; morte lenta do consumidor, desgaste gradual da família por uma doença provocada, muito além das que a natureza impõe.


Multiplicam-se os órfãos das drogas, cedo demais pela perda dos pais, tarde demais nos ombros de avós idosas, viúvas, cabelos brancos, andar lento, inchaço nas pernas, bolsos vazios, vida de sacrifício, sem remédio, ao lado do posto médico, hospital, falidos, onde já perdeu o marido que morreu na fila, sem socorro médico ou exaurido, não assistido, atingido pela bala perdida.

Hospitais que não conseguem atender quem trabalha, recolhe impostos e paga a previdência. Como vão dar conta dos envolvidos em surtos psicóticos, tratar dos viciados em escalada geométrica? O Estado só admite a internação voluntária. Mães pobres, sem esperança nos governos, esgotadas, acorrentam filhos e filhas em desespero para não verem seus filhos mortos pelo narcotráfico.

Dia desses uma ocorrência foi deveras comovente, não por ser a única, mas pelos registros que ficaram, sem motivar as autoridades. Triste o sacrifício imposto a uma jovem de 18 anos na luta contra o vício que exauria o namorado e por ele é barbaramente estrangulada e morta, no Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro, lá residentes e vizinhos de prédio. O sofrido pai pelo vício destruidor do filho, agora acumula o desgosto de o ver como assassino. Desnorteado pediu desculpas à família da vítima e fez críticas à política de tratamento do dependente químico, afiançando que todo viciado que se torna perigoso, deveria ser mantido em tratamento para a defesa da vida de desconhecidos, como dos próprios entes queridos. Ressalta que a namorada era um anjo na vida do filho.

Pobre moça — Bárbara Calazans — vítima da irracionalidade do namorado e das autoridades que não cumprem com as suas obrigações, propiciando condições para a proliferação do mal.

Causas várias se somam, personalidade, meio, estímulos negativos, rupturas, etc, mas uma origem é inconteste, a existência da droga por um lado, e a propaganda, pelo outro.

Os apologistas da liberação, como a justificar o “eu não estou errado” chamam de hipócritas os contrários — rótulo simplista para demonizar — e dizem que o álcool e o cigarro fazem mal de igual forma. Hipócritas, viciados e falsos são eles. Fume um cigarro, beba o conteúdo de uma lata de cerveja, quantidade admitida para dirigir automóvel e fume um cigarro de maconha. Um só “baseado” é suficiente para a pessoa “viajar”, se esquecer do presente, gerar preguiça e facilitar a caminhada para as drogas mais devastadoras como o crack.

O vinho em doses controladas; uma taça nas refeições é salutar.

Mas, mesmo assim, não se pode fazer propaganda de cigarro, já bastante coibido em lugares públicos, e o mesmo deveria ser para cerveja, no concernente à publicidade, pois a “lei seca” deu um freio no consumo de bebidas vinculado à condução de veículos.

Renda-se homenagem a Pelé; quero crer, nunca tenha feito propaganda de bebida alcoólica e de cigarro.
Ora, chamar de hipocrisia por hipocrisia, como considerar as drogas lícitas que consideram como o MAL, para justificar a maconha como BEM?

Se, desejam ajudar, façam campanhas contra o cigarro e as bebidas. Criem regras mais severas nos horários de funcionamento de bares e boates. Cobrem das autoridades o cumprimento da lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores.

Não se pode justificar a maconha pelo consumo excessivo do álcool. Ainda que assim entendam, um erro não justifica o outro.

Infelizmente, o governo empresta a sua imagem em favor do vício. Um presidente da República tem projeção elevada pelo cargo que exerce e qualquer dos seus atos gera influências, define posições. As empresas de propaganda usam com intensidade as figuras que se destacam, sejam bem conhecidas e normalmente exitosas nas artes, nos esportes, etc, nas promoções de produtos e nos processos educativos.

O presidente Lula em visita à região do Chapare, centro produtor de cocaína juntamente com Evo Morales, vestiu um colar feito de folhas de coca, e no discurso a uma platéia de cocaleros, anunciou que o Brasil substituirá os EUA na compra de têxteis, com tarifa zero, no valor de US$ 21 milhões. Morales concluiu: "Viva a coca, morte aos ianques."

O ex-presidente dos EUA, G. W. Bush, excluíra a Bolívia da lei de preferências tarifárias, decisão mantida por Barack Obama, entendendo que o alto escalão do governo incentiva a produção de coca, matéria-prima da cocaína.

Agravante de tal exposição é a constatação de que a Bolívia é o principal fornecedor de cocaína ao Brasil.

No mesmo contexto de incentivo ao vício, destaca-se a figura do ministro Carlos Minc, como defensor da descriminação da maconha, o que traduz um propósito de governo. Mesmo os que ficam calados, estão concordes ou já teriam se retirado em protesto
Minc participou da marcha que propõe a liberação, ampla, geral e irrestrita da erva maldita, na cidade do Rio de Janeiro, e a seguir em um show, elogiou com ritmo e poesia a Argentina por ter conquistado tal objetivo.

Argumenta de forma frágil que hoje a guerra das drogas mata mais do que a overdose.

Pode até matar mais do que a overdose no imediato, mas é infinitamente menor do que o sofrimento que a droga dissemina, que sufoca e destroi as famílias, sobrecarrega a combalida assistência médica, que afasta o homem do trabalho, o faz um morto-vivo e o mata no médio prazo. Uma infâmia.

Querem transformar o traficante em empresário. E com isso, vai aumentar ou diminuir o consumo?

Já na Inglaterra de liberdade incontestável foi muito diferente.

O ministro do Interior, Alan Johnson, pediu ao professor David Nutt, conselheiro do governo britânico para as drogas, que apresentasse sua demissão, por não adm

itir a sua afirmação de que a maconha, o êxtase e o LSD são substâncias menos perigosas que o álcool e o cigarro, pois perdera a confiança no especialista, concluindo: "É importante que as mensagens do governo sobre as drogas sejam claras."
Não é possível que em termos de Brasil, as autoridades de diversos matizes ideológicos, educativos, princípios e fundamentalmente religiosos, compartilhem e vejam as cenas narradas acima, com a participação do presidente Lula e o seu ministro Minc, protagonizadas por noviças castiças.

O vice presidente José Alencar é católico fervoroso, pertence ao P

artido Republicano Brasileiro (PRB), do Bispo Macedo, bem como o senador Bispo Marcelo Crivella, três

grandes líderes na fé cristã, indubitavelmente.

Evangélicos, católicos e espíritas vêem esses vícios com naturalidade? Autoridades eclesiásticas, bispos, pastores não condenam esses comportamentos nas suas pregações? Como admitir alianças com quem blasfema, compara uma administração pública que para ter sucesso, há que considerar um acordo de Jesus com Judas?

Conclui-se que o governo é pró liberação da maconha, mas não deveria contar com o apoio das gentes que pregam o bem, a fé cristã.

Ora, Lula instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus em cerimônia, realizada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com a presença do senador Bispo Crivella (PRB), sobrinho de Edir Macedo da Igreja Universal, a ministra a ministra Dilma Rousseff, e os bispos da Igreja Renascer Sônia e Estevam Hernandes.

Desse mesmo governo, a ministra Dilma segue em peregrinação religiosa Vai à Salvador, participa da Lavagem do Bonfim, com as vestes e banho típicos do ritual do candomblé, e da missa com direito à saudação feita pelo pároco local e depois no norte do país, na tradicional procissão do Círio de Nazareth.

Não há compromisso entre o que se prega e que se pratica, ou no vale tudo, acende-se uma vela a Deus e outra ao diabo.

Em termos de responsabilidade constitucional, a assistência médica que não está sendo devidamente prestada, é atribuição do sistema único de saúde no nível nacional, e que advém das contribuições dos trabalhadores (Art 198) e o combate ao narcotráfico, compete à polícia federal (Art 144, § 1º, II,III).

Vamos rezar a todos os santos para que livrem a sociedade brasileira de governos como o de LULA/DILMA, muito menos a sua continuidade, e pelos finados vítimas do narcotráfico e dos que lhes apóiam, não lhes dão combate com eficiência e dos que são omissos por interesse ou covardia.

 

MILITARES, NUNCA MAIS !
Millôr Fernandes, jornalista

Ainda bem que hoje tudo é diferente, temos um PT sério, honesto e progressista. Cresce o grupo que não quer mais ver MILITARES NO PODER, pelas razões abaixo: Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças!

Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora. Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.

Criaram esse maldito do Pro-Álcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. Para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobrás, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.

Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial. Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".

Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa.

Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos.
Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPU), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso, implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Recife, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país. Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

Inventaram um tal de PROJETO RONDON, para que os nossos universitários conhecessem os problemas dos brasileiros desassistidos nos grotões da Amazônia, Centro-oeste e Nordeste; Inventaram ainda o FGTS, PIS e PASEP, só para criar atritos entre empregados e patrões. Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões.

Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.

Outras desgraças criadas pelos militares: Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M. Criaram a EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM.

Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 22 anos de "desgoverno". Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguinte, não fizeram nem 10% dos "estragos" que os militares fizeram. Graças a Deus!

Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: "Militar no poder, nunca mais"!!! Salvo os domesticados...

"A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta" (Rui Barbosa em "Oração aos Moços").

"O cinema e a literatura inventaram o herói sem causa. O parlamento brasileiro consagrou o canalha sem jaça".

Nota da Redação: Só nos últimos 4 anos até 19 de outubro de 2009 19 500 pessoas e 4 600 traficantes foram mortos só no Estado do Rio de Janeiro. (fonte Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro). Os familiares das pessoas inocentes que tombaram não recebem indenizações, como a canalha terrorista.

 

 

Editorial

“Lula, o Filho do Brasil”
As amebas vão chorar de emoção

O filme tem um propósito sórdido, mascarado, é uma forma romanceada que, propositadamente, esconde os desvios de caráter do retirante Lula e suas ações contra os interesses de seus próprios companheiros de sindicato. Os metalúrgicos não conhecem a relação promíscua do então sindicalista com os patrões, ou, então não têm alcance intelectual para perceberem quem é o sindicalista que elegeram.

O filme é um lançamento eleitoreiro que envergonha o excelente cinema nacional. A História saberá separar a verdade da farsa. É só uma questão de tempo.

As constantes greves promovidas pelo sindicato dos metalúrgicos aceleraram a robotização das montadoras, sem que houvesse tempo e interesse em capacitar os metalúrgicos para a realidade da automação industrial. O resultado foi o desemprego em massa e a perda de direitos como planos de saúde e moradia, para metalúrgicos e seus familiares, além dos prejuízos aos que trabalhavam em empresas fornecedoras, que tiveram de acompanhar os novos conceitos.

Por ser presidente de sindicato, Lula nunca teve seus vencimentos ou emprego em risco, por gozar de imunidade, o que não aconteceu com os milhares de metalúrgicos que ficaram na rua da amargura.

Mostrar a verdade como ela é não interessa aos beneficiados pela hipocrisia, que o filme representa.


Que outros interesses escusos estarão por trás dos panos? Poucos seriam os jornalistas com isenção para levantar essas verdades ocultas. O poder oficial tem sido impiedoso com os que o contrariam. Afinal, com o curriculum de ex-criminosos, hoje no governo, todos tomaram caronas na anistia, embolsando polpudas indenizações, e povo mais uma vez continua pagando, e nos partidos de apoio ao governo é de se esperar tal comportamento.

Que saudade do REPÓRTER ESSO, quando as noticias eram confirmadas e a verdade era absoluta. Hoje, a manipulação da verdade é divulgada pelos que deveriam ser os fiscais dos fatos. Perderam a credibilidade e a necessidade de um diploma. Ganharam o quê? FPR


O PT e a sétima arte
SOLANGE AMARAL


Enganam-se aqueles que pensam que a sucessão presidencial, em 2010, será marcada pela modernidade na comunicação, seguindo o modelo de sucesso adotado pelo presidente Barack Obama, que inovou ao usar com competência as redes sociais da internet. O governo federal e o PT sabem que o grosso do seueleitorado nunca ouviu falar em Twitter ou Facebook, e por isso apostarão suas fichas num aparelho criado pelos irmãos Lumière, no século 19, batizado de cinematógrafo. Peço licença aos patrulheiros de plantão, mas a verdade é que o filme "Lula, o filho do Brasil", que será lançado no ano da eleição, é o trunfo que o governo precisa para eleger até um poste. Trata-se de umfilme-exaltação, contando o drama de um homem igual a milhões de outros brasileiros que vivem em situação de miséria no país. O problema é que o filme conta apenas a verdade que interessa ao Planalto, omitindo os desvios éticos do protagonista, já como presidente, como a compra de parlamentares no escândalo do Mensalão, o aparelhamento de organizações sociais e os acordos para consolidar sua base política. Será que o Planalto, através do seu diligente ministro da Justiça, Tarso Genro, permitiria a exibição de um documentário, no estilo Michael Moore, contando os bastidores dos oito anos do governo petista?

O público, que será brindado com cenas lacrimosas de um retirante que se tornou presidente, também tem interesse em conhecer os métodos usados pelo "Cara" para domesticar a UNE, o MST e as centrais sindicais. O cruzamento de imagens de arquivo, onde Lula chamava de corruptos aqueles que hoje são seus aliados, é reflexão necessária sobre uma realidade que não pode ser omitida, para o filme ter começo, meio e fim.Para quem não está convencido de que "Lula, o filho do Brasil" é um panfleto eleitoral, o próprio presidente dá a pista sobre a verdade que se esconde no escurinho do cinema.

Com o filme pronto, sua meta é criar salas de exibição nas periferias do Brasil. A proposta de criação do Vale Cultura, encaminhada com pedido de urgência urgentíssima ao Congresso, é excelente. Mas por uma questão de respeito e equilíbrio do jogo democrático, é inaceitável que o acesso à cultura seja impregnado por intenções político-eleitoreiras.

A senadora Marina Silva e os governadores José Serra e Aécio Neves rendem excelentes filmes. Nas mãos habilidosas de um cineasta, qualquer história toca a sensibilidade de um povo.

"Lula, o filho do Brasil" não foi feito para emocionar. A meta é eleger sua candidata em 2010.

 

 

Generais do Jango

Ernesto Caruso, 18/10/2009

Pinçando os fatos históricos, cada um com as suas observações e convicções, assim como o governo Lula/Dilma/Tarso vem fazendo sistematicamente, quer fazendo massiva propaganda sobre os desaparecidos políticos e diz aos militares que se deve esquecer o passado (dito pelo Gen Albuquerque, excomandante do EB, em palestra no Clube Militar), quer alimentando as invasões pelo MST, afrontando o direito de propriedade, como parte da pressão de base, quer se imiscuindo nos outros Poderes, com a capa protetora da democracia, mas usando-a de forma fraudulenta, impondo amarras na cúpula do Judiciário, nomeando a sua maioria pelo longo período de governo, advindo da famigerada reeleição, e outras amarras no Legislativo, como no recente escândalo envolvendo o presidente do Senado, já na gaveta, abafado pela mudança de foco para o caso Zelaya e o espetáculo teatral das Olimpíadas de 2016, vejamos alguns aspectos e procedimentos da cúpula militar no entorno do dia 31 de março de 1964.
Na Chefia do Gabinete Militar estava o Gen Bda Argemiro de Assis Brasil, de 18/10/63 até 31/03/64. Segundo consta, montara um plano para colocar oficiais generais nos principais cargos que fossem ideologicamente afinados

 
com o presidente Jango, garantindo o tal Dispositivo Militar, que, no momento crucial fracassou totalmente.
Em 30 de março de 1964, houve a reunião no Automóvel Clube do Brasil do presidente Jango com os sargentos.

Embora mais um fundamento para o desenlace do dia seguinte, não foi a gota d'água, pelo exíguo tempo entre esse acontecimento e o seguinte , com as tropas do Gen Mourão em marcha para o combate.

A despeito do rastilho de pólvora já aceso, pairou dúvida quanto à ida de Jango ao evento. Observe a entrevista de Raul Riff: “Quando o Jango estava se arrumando para ir à reunião dos sargentos no Automóvel Clube, estavam no quarto com ele o Tancredo, o general Assis Brasil e eu. Não me lembro se ele convocou ou se foi ocasional o fato de nós três estarmos lá. Quando ele já estava quase saindo virou-se para nós e perguntou: "O que é que vocês acham? Vou ou não ao comício?" Tancredo foi contra: "Não deve ir porque realmente é uma coisa que não agrada à hierarquia militar. Politicamente não é aconselhável." Aí o Jango virou-se para o Assis Brasil: "O que é que você acha?" Assis Brasil, que como militar tinha uma opinião que pesava muito, disse: "Não; acho que não pode deixar de ir, porque seria uma falta de consideração, de atenção com os sargentos que promoveram essa reunião." Por fim, virou-se para mim: "Ryff, o que é que tu achas?" Respondi: "Estou de acordo com o Tancredo. Acho que não é oportuno." Ele acabou indo.”

Apesar de toda a lealdade do Gen Assis a Jango, as palavras da filha do expresidente, Denize Goulart, não demonstram reconhecimento, nem respeito: “Depois do golpe, quando estávamos no exílio, o general Assis Brasil foi nos visitar no Uruguai. Minha mãe, ao encontrá-lo diante dela, não se conteve e falou: "Piá merece é isso!" e esbofeteou o general!!!” E arrasa: “Ainda há pouco citei o Castello Branco, que era conspirador, mas estava próximo ao presidente. No Chile aconteceu igual: o Augusto Pinochet era o general mais submisso ao Salvador Allende, mas derrubou-o...” (Portal do PDT)
Obviamente, confunde, no militar, a lealdade às pessoas, com concordância ou discordância aos atos postos em prática pela autoridade.

Cargos militares têm que ser ocupados por militares, sem que isso signifique, por um lado, subserviência, prevalência dos interesses pessoais, prêmios de consolação, acomodação, omissão, fraqueza, ou por outro, respaldo, afinamento com as posturas de governo e coparticipação nos riscos. Ter percepção sobre os desvios de conduta no macro e no micro, aceitar ou reagir, gerando uma pequena crise, pela saída, esclarecendo as razões, ou uma crise à altura do desvio constitucional, aceito mansamente pelos outros Poderes, alijando o Executivo infrator, em respeito concepção do Estado.

O Gabinete Militar, criado em 1938 foi designado Casa Militar em 1992, e em 1999, Gabinete de Segurança Institucional. O desmonte das Forças Armadas.

Como ministro da Marinha estava o Almirante Sylvio B. Motta (15/06/63 a 27/03/64) que substituíra o Alte Pedro Paulo Suzano (24/01/63 a 14/06/63), quando ocorreu uma reunião de marinheiros no Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro no dia 25 de março de 1964, em prol de uma associação de classe, reivindicações, apoio às reformas de base, etc. Não concordando com a ocorrência, o ministro emitiu ordem de prisão dos infratores para execução por parte dos fuzileiros navais, cujo efetivo aderiu aos demais, apoiado pelo Alte Cândido Aragão. Afinados Jango e Aragão forçaram o pedido de demissão do ministro que foi substituído pelo Alte Paulo Mário da Cunha Rodrigues (27/03/64 a 31/03/64).
Acomodação, liberdade aos presos, manifesto de repúdio pelo Clube Naval; almirantes e oficiais contra a anarquia reinante, demonstrando a insatisfação, dando a lição, não só refutando a indisciplina, incentivada ostensivamente, diferente de hoje, camuflada pelo viés ideológico de juízes, exarando sentenças não compatíveis com as atividades militares em tempo de paz, como preparação, por serem próprias e adequadas aos momentos de guerra. Avançar sob os fogos, zumbido da morte dos rojões e a metralha das armas inimigas serão o desafio a vencer, fora dos gabinetes, togas, cafezinho e ar condicionado.

No Ministério da Guerra, o Gen Ex Jair Dantas Ribeiro (15/06/63 a 31/03/64) e no Ministério da Aeronáutica, o Brigadeiro Anysio Botelho (15/06/63 a 31/03/64) que estavam presentes, juntamente com Alte Sylvio Motta, ministro da Marinha, no comício da Central do Brasil em 13 de março de 1964, onde os discursos e as faixas empunhadas pelos manifestantes, "Jango em 65 - Presidente da República: Trabalhadores querem armas para defender o seu governo". "Sexta Feira, 13, mas não é de agosto", "Brizola 65 - Solução do povo", "Jango - Abaixo com os latifúndios e os trustes", "Jango - Defenderemos as reformas à bala". (...)

As Ligas Camponesas, espúrias como o MST de hoje, invadiam as propriedades e barbarizavam.

Guerra civil, fechamento do Congresso e plebiscito foram temas.

Oficiais e sargentos foram designados para representares as suas organizações. Aproximadamente 2.500 soldados da Polícia do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais guarneciam o dispositivo.
Dos ministros, nem todos se curvaram. O das Relações Exteriores, Araújo Castro, declarou que comparecer a comícios não era sua obrigação e ficou no Itamaraty.

Do Gen Jair Dantas Ribeiro, há que se buscar um depoimento, ao que parece isento: “A 14 de setembro de 1962, uma greve nacional, articulada com o apoio do comandante do III Exército, general Jair Dantas Ribeiro, obrigou o Congresso a aprovar a emenda Valadares, que determinou a antecipação para janeiro de 1963 da realização do plebiscito sobre o parlamentarismo, marcado para 1965.” Em “A sociedade cindida”, por Jacob Gorender que completa: “O que chamamos de golpe militar teve inequívoco e poderoso apoio social. Funcionou como contra-revolução preventiva.”

O militar não jura fidelidade aos homens no governo, mas à Pátria; se compromete em solene juramento a defendê-la, com o sacrifício da própria vida.

A continência à Bandeira Nacional consubstancia esse respeito ao símbolo, mas é impessoal quando se presta à autoridade, civil ou militar, que obrigatoriamente deve estar no mesmo contexto de defesa da concepção do Estado brasileiro, nascido da conjunção entre o homem e a natureza, gestado ao longo de mais de 500 anos de História, parido com sacrifício e portador da verdadeira e primeira certidão de nascimento, definido por suas primordiais características. Deve ser considerada para preservar a sua identidade, diante de qualquer ameaça, sem sofrer transfigurações e mutilações. Dever do militar como parte integrante da sociedade, una indivisível; abominada a expressão sociedade civil organizada, como se na resultante do Poder Nacional, não existisse a componente fardada.

Legitimidade no poder não é só ser eleito, como tem dito Lula na questão de Honduras do afastamento de Zelaya, como exigência do Estado de Direito, que em si, será democrático se for mantida a independência dos Poderes.

Aprender com o passado, tomar decisões no presente de acordo com a sua consciência e ser bem lembrado no futuro, sem pretender que a unanimidade lhe seja fiel.

 

 


Pronunciamento do Chefe da Casa Imperial do Brasil
DOM LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA

Brasil, 2009: para onde vamos?


O transcurso recente do 7 de setembro e das comemorações da Semana da Pátria conduzem minhas reflexões para um dos mais importantes marcos de nossa História. Ao fazê-lo tenho em mente todos os brasileiros que, independentemente de seu credo político e de sua simpatia ou não pelo regime monárquico, de coração sincero buscam o bem do Brasil e se preocupam com seu destino.

O grande talento de Pedro Américo soube registrar para a posteridade o momento em que, às margens do Ipiranga, Dom Pedro I consumou nossa Independência.

O conjunto da cena pintada pelo eminente artista, o movimento que anima os diversos personagens, o colorido de toda a tela, transmitem-nos a relevância do momento e as promessas que pairavam sobre a nação que ali se firmava.

Esse momento histórico não esteve envolto nos estertores revolucionários que caracterizaram outros processos independentistas, nem pode ser visto como um momento de ruptura com nosso passado.

A Independência do Brasil, ainda que marcada mais proximamente por certas influências políticas controversas, foi, a bem dizer, o culminar de um longo processo de emancipação, conduzido com sabedoria por nossos monarcas, sem um planejamento dirigista, mas ao sabor das circunstâncias históricas.

Processo esse que, acelerado pelas guerras e revoluções que abalaram o Continente europeu, teve na transferência de D. João, Príncipe Regente e da Corte portuguesa para nossa terra, um momento decisivo para a
definição da nacionalidade.

O Brasil independente que surgiu a 7 de setembro de 1822 era, pois, a continuação desse germinar social, cultural, político e econômico, iniciado mais de três séculos antes, fruto da operosidade e da fé da nação lusa.

A permanência da própria Dinastia, sua não derrocada ou substituição violenta, foram disso prova e, ao mesmo tempo, fator de estabilidade.

Um dos legados mais preciosos desse processo histórico foi por certo, nossa integridade territorial e nossa unidade social, em um tão vasto e tão diversificado território.

O Brasil tornou-se um Império, mas jamais almejou a dominação das nações vizinhas. Pelo contrário, procurou sempre manter com elas relações fraternas e até em suas disputas diplomáticas soube agir com dignidade, com altivez, com senso de justiça e com habilidade, jamais com agressividade ou prepotência.

Se em determinada altura se envolveu em um conflito bélico, de consideráveis proporções, não foi a ele movido pelo desejo da conquista ou da dominação, mas para repelir a agressão injusta.

Aliás, o Brasil – onde um frutífero e vasto processo de miscigenação, entre portugueses, indígenas e negros, havia plasmado um povo com características únicas – soube aqui acolher gentes provenientes das mais variadas regiões do mundo. Europeus de todas as latitudes e origens étnicas, até orientais das mais remotas paragens, muitas vezes fustigados por circunstâncias políticas ou sociais dolorosas, aqui se radicaram e prosperaram, acolhidos com benevolência, sob a solicitude de nossos Imperadores, usufruindo dessa atmosfera de cordialidade, sem rancores nem tensões, que constitui um dos encantos da convivência brasileira.
Ao celebrarmos a semana da Pátria é, pois, com júbilo que considero tal passado, a tantos títulos inspirador. Mas é também com inegável apreensão que me volto para um presente convulsionado e para um futuro cada vez mais incerto.

Não é minha intenção debruçar-me aqui sobre os inúmeros desmandos do regime republicano, que estão à vista de todos, e que não fazem senão ressaltar a inorganicidade de um regime político que, pela violência
abrupta, veio truncar essa continuidade benéfica. Desmandos esses que levam a opinião pública a não ver na classe política a expressão autêntica do que o Brasil pensa e quer.

Minha atenção é atraída para um processo mais subtil e, entretanto, mais nocivo, que atinge nossa vida pública.

Em um ambiente de aparente normalidade, sem que o Brasil seja alvo de uma agressão militar externa, múltiplos fatores vão contribuindo para corroer no seu âmago esta continuidade histórica, tão intrínseca a
nossa vida como Nação independente.

Vozes políticas apelam a uma “refundação” do País, prometendo fazer aos brasileiros – sobretudo aos menos favorecidos – uma justiça que lhes teria sido sistematicamente negada. Para tal fim, jogam na vala comum da História todo o nosso passado, considerado, numa distorção falaciosa, fonte de todos os males que o País atravessa.

Apelando a estranhas doutrinas sociológicas, antropológicas, ambientalistas e até religiosas, paladinos de ideologias merecidamente sepultadas pela história recente maquiam-nas com novos contornos revolucionários e tentam introduzir na vida do País fatores próprios a desagregar nossa organização político-social.

Partidários de um verdadeiro e extremado apartheid cultural, desejam confinar nossos irmãos indígenas a uma estagnação deteriorante, negando-lhes as vantagens de um sadio progresso e, sobretudo, os benefícios indizíveis da Verdade revelada, e reclamam para eles imensas extensões de terras, que, a médio ou longo prazo, se tornarão enclaves independentes, de onde, desde já, brasileiros são violenta e arbitrariamente expulsos, como se deu recentemente em Roraima e se anuncia para breve em Mato Grosso do Sul.

Processo idêntico se dá com a chamada “revolução quilombola”, pela qual comunidades ou indivíduos que se auto-intitulam remanescentes de quilombos, habilmente manipulados por agitadores, reivindicam para si largas áreas do território nacional, em inteiro desrespeito ao legítimo e estabelecido direito de propriedade.

Aliás, em todo este processo, o legítimo proprietário, sobretudo o rural, que com seu esforço e dedicação tantos benefícios tem trazido ao País, inclusive na mais recente crise econômico-financeira mundial, é o grande vilão a ser perseguido e, se possível, eliminado.

Vai igualmente sendo introduzida no Brasil uma política de classificação de raças, que tenta negar e subverter a identidade nacional, claramente construída sobre a miscigenação, com todos os seus corolários psico-sociais de harmonia e bom entendimento. Eivado de preconceitos ideológicos, esse multiculturalismo segregacionista tenta impor a política de “discriminação positiva” – com as chamadas cotas raciais – em nome da qual se pretende criar o clima de conflito próprio a dilacerar nossa unidade.

Nossa diplomacia, famosa por seus grandes vultos, pela excelência e discrição de sua atuação, percorre hoje, lamentavelmente, descaminhos perigosos, tão avessos a nossa índole como nação independente.

O Brasil, que naturalmente alcança uma projeção internacional condizente à sua importância, tem optado por alianças e posturas políticas no âmbito externo que podem acarretar graves conseqüências para todos nós.

Em sua política exterior o governo brasileiro tem multiplicado suas alianças e seu apoio a regimes ditatoriais, e utilizado fóruns internacionais para acobertar práticas tirânicas, o que lhe tem valido severas críticas, provenientes dos mais variados quadrantes. Além disso, no âmbito da América Latina, é cada vez mais aberta e reconhecida a subserviência de nossa política externa a um projeto ideológico do chamado eixo bolivariano, em nome do qual o governo tem abdicado de direitos e aceitado duríssimos golpes aos interesses nacionais. Isso sem falar das estranhas alianças com regimes acobertadores ou até promotores do terrorismo internacional.

Este elenco não tem a pretensão de ser exaustivo, mas apenas um enunciado dos fatores que considero como graves ameaças a nossa autêntica independência, proclamada por Dom Pedro I, a 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga.

Creio ser dever de todos os brasileiros – e me dirijo, neste momento, com particular solicitude aos que trazem vivas em seus corações as esperanças monárquicas – ter noção clara de tais ameaças, estimular ativamente o debate a respeito das mesmas, evitando assim uma apatia ou um comodismo que poderiam ser fatais, e trabalhar ativamente, sempre dentro dos limites da legalidade, para evitar ao Brasil tais descaminhos.

Ao encerrar estas reflexões sobre nossa Independência e sobre os riscos que a envolvem, volto meu olhar saudoso e filial para a figura de meu Pai, o Príncipe Dom Pedro Henrique, cujo centenário de nascimento nestes dias comemoramos.

Modelo de príncipe católico, tinha ele a convicção de que uma singular predestinação cercou desde os primeiros instantes nosso querido Brasil, e que nosso progresso teve desde seu início sentido marcadamente missionário.

Era para o ideal dessa trajetória histórica que – sem saudosismos estéreis – convidava a se voltarem os que com ele mantinham contacto ou aqueles a quem dirigia seus escritos, para que nesse passado encontrassem orientação, conselho e roteiro.

Por tal motivo, tinha, pois, meu Pai a entranhada convicção de que à Família Imperial cabia representar um conjunto de tradições e valores morais cuja ação modeladora se exerce de maneira profunda e eficaz na
sociedade. E não considerava a restauração monárquica como uma ambição pessoal, de onde pudesse auferir vantagens, mas encarava tal perspectiva como missão perene a cumprir, para a qual estava pronto – e para a qual preparou seus filhos – sempre em vista do bem do Brasil.

DDom Pedro I, proclamador de nossa independência, houve por bem consagrar nosso País a Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Nos passos de meu antepassado, é para Ela que me volto, rogando-Lhe que deite sobre o Brasil um olhar de benevolência misericordiosa, e com suas bênçãos assegure ao Brasil a plenitude de sua independência, bem como o cumprimento de sua providencial missão entre as nações.

Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2009
Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil

Prof. Dr. João Ricardo Moderno
Academia Brasileira de Filosofia – Presidente
Tels.: (21) 2252-8593 // 2252-8551
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Brasil desfibrado

por Maria Lucia Victor Barbosa*


Por conta de nossa formação histórica nunca tivemos uma mentalidade onde sobressaíssem valores que caracterizam certos povos. Quando a enorme colônia portuguesa foi dividida em capitanias hereditárias iniciou-se mais que uma divisão territorial uma cultura, cujos traços mais evidentes foram o individualismo, o autoritarismo, o patrimonialismo, o anticapitalismo.

Formaram-se naquelas sociedades dispersas traços culturais traduzidos em valores, atitudes, costumes, usos, tradições e comportamentos. Era uma maneira de ser, uma visão de mundo que definitivamente não incluía o sentido de pátria, nem o de espírito público, nem o de bem comum. No Brasil que aos poucos ia se moldando imperavam famílias patriarcais, em torno de cada uma gravitava um complexo clânico e uma massa de dependentes. Todos dependiam do senhor patriarcal e este foi a origem do poder personalizado que até hoje se cultua no Brasil. Dentro de suas circunstâncias este senhor subordinou os interesses gerais aos seu interesses particulares, exatamente o contrário do que existiu na formação de sociedades democráticas. Assim, desde o início, gerou-se no Brasil a sociedade desigual, onde a família e a clientela daquele senhor todo-poderoso se acomodaram de maneira passiva na dependência de um “pai” armado de castigo e recompensa.

Um longo estudo de nossa história seria impossível num pequeno artigo. Esse vôo mais longo eu tentei em um de meus livros, “América Latina – Em Busca do Paraíso Perdido”. Mas apenas como entendimento do presente a partir do passado, recordo que com a vinda da corte portuguesa, em 1808, instalaram-se de uma vez por todas no Brasil as características do velho Estado português. Como escreveu Raymundo Faoro em “Os Donos do Poder”: “os reis portugueses governaram o reino como a própria casa, não distinguindo o tesouro pessoal do patrimônio público”. E o Estado brasileiro nasceu também corrupto na medida em que para tudo se dependia dele, do seu excessivo quadro de funcionários, da morosidade típica do burocrata, correndo soltas as propinas para aligeirar licenças, fornecimentos, processos, despachos, etc. Em toda parte do desajeitado e ineficiente leviatã traficavam-se influências, negociava-se a coisa pública em proveito próprio.

Não se pode negar que o Brasil, em que pese manter seus contrastes regionais, suas disparidades de classes, em grande parte modernizou-se através de um processo de urbanização e industrialização. Estratos modernos se concentraram em centros urbanos mais adiantados, notadamente em São Paulo. Esse progresso, inclusive, provoca temor aos nossos vizinhos sul-americanos que nos vêem como imperialistas. Entretanto, persiste no país a mentalidade inicial, com agravantes que fazem parte da era de mediocridade, de vulgaridade, de ausência de valores, de decadência moral, intelectual e artísticas, traços que marcam a humanidade como um todo em que pese os grandes avanços científicos e tecnológicos alcançados no mundo de agora.

Impressiona observar um Brasil desfibrado nas cenas que se desenrolam no presente. Se sempre houve um poder centralizador, que a partir do Executivo subordinava o Legislativo e o Judiciário, o atual governo, “pai” armado de castigo e recompensa, interfere conforme seus interesses pessoais de poder no Congresso onde uma Câmara subalterna só faz o que seu “chefe” mandar. Se no Senado reside alguma oposição, posta em foco recentemente a figura de seu presidente lembrou tempos patriarcais, complexos clânicos, clientelas, abuso de poder, algo que como apontou José Sarney, não difere do comportamento da maioria de seus pares. Já o Judiciário, incluindo sua instância mais alta, segue a tradição da impunidade que premia os poderosos, percorre a trilha ilustrada pelo antigo ditado que se dizia nas colônias espanholas: “La ley se acata pero no se cumple. Sem medo de ser feliz, Antonio Palocci é alçado a candidato enquanto o caseiro mergulha nas trevas do esquecimento e das dificuldades.

Sem lei ficam desprotegidas as pessoas comuns, avança o estado de anarquia, fenece o Estado Democrático de Direito, deturpa-se a democracia, acentua-se o vale tudo da política onde apenas interessa o poder pelo poder. Quanto ao povo convertido em plebe é apenas mansa massa de manobra, anestesiada, tangida pela propaganda enganosa, pelo populismo, pelas ilusões do teatro de torpezas em que a política se aprofunda.

Já não se distingue mais quem comanda a Nação, se bandidos ou mocinhos, se narcotraficantes ou instituições e, significativamente, quando o presidente da República posa para a posteridade com um colar de folhas de coca e abraçado com um representante do “socialismo do século 21”, chega-se à triste conclusão de que fazemos parte de um Brasil desfibrado. Pior, desfibrado por nossa complacência, por nossa aquiescência, por nossa cumplicidade. Não é emblemático que o povo fique sempre do lado dos bandidos e não dos policiais?

*Maria Lucia Victor Barbosa - Graduada em Sociologia e Política e Administração Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em Ciência Política pela UnB. É professora da Universidade Estadual de Londrina/PR. Articulista de vários jornais e sites brasileiros. É membro da Academia de Ciências, Artes e Letras de Londrina e premiada na área acadêmica com trabalhos como "Breve Ensaio sobre o Poder" e "A Favor de Nicolau Maquiavel Florentino". Criadora do Departamento de Desenvolvimento Social em sua passagem pela Companhia de Habitação de Londrina. É autora de obras como "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto: A Ética da Malandragem" e "América Latina: Em Busca do Paraíso Perdido."

Publicado na Revista Jus Vigilantibus, Domingo, 6 de setembro de 2009

 

Aprenda a conhecer o nosso
Hino Nacional

Clique abaixo, em:
Ame o Brasil

Na alvorada triunfal da Independência que mais uma vez
o Nosso Brasil vai comemorar no próximo
7 de Setembro de 2009, eis uma singela contribuição
sobre o Hino Nacional.
Não é um produto acabado; é uma demonstração para
ser aperfeiçoada.
Saudações patriotas .

Cel. Ernesto Caruso

 

 

Editorial

“Independência ou morte”

“O Brasil comemora, neste sete de setembro de 2009, 187 anos da proclamação da independência.

Nação livre, independente e soberana, em sete de setembro de 1822, pelas mãos de um ilustre maçom, e brasileiro por escolha, nascido em Lisboa, no Palácio de Queluz.

O Brasil está hoje nas mãos imundas de corruptos inescrupulosos e mentirosos, indignos de pisarem o solo sagrado desta terra generosa. Bandeiras vermelhas ocupam lugar nos movimentos orquestrados em apoio a quadrilha oficial com objetivo de intimidar. Nos prédios públicos, militante e aproveitadores beneficiados pela corrupção ostentam gravatas vermelhas o objetivo é o mesmo, intimidar mostrar identidade.

Esperamos que no ano vindouro, no próximo sete de setembro, as forças do bem e da ordem tragam o Brasil ao destino que seu povo sofrido merece”, e que finalmente seja feita justiça. FPR


Da Independência

Dom Pedro I, Imperador do Brasil e Rei de Portugal, nasceu em Lisboa, no dia 12 de outubro de 1798. Herdeiro da coroa portuguesa, filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina, princesa de Espanha, veio para o Brasil com 9 anos de idade. Isso ocorreu em 1808, quando houve a invasão de Portugal, pelos franceses, e a família real veio para o Rio de Janeiro.

Em março de 1816, com a elevação de seu pai a rei de Portugal, recebeu o título de príncipe real e herdeiro do trono, em virtude da morte do irmão mais velho, Antônio. No mesmo ano casou-se com Carolina Josefa Leopoldina, arquiduquesa da Áustria a futura Imperatriz do Brasil.

A Família Real retornou à Europa em 26 de abril de 1821, ficando D. Pedro como Príncipe Regente do Brasil.

Muitos fatos históricos sobre a Independência desconhecidos ou pouco conhecidos como a proclamação da independência feita pelos maçons no Rio de Janeiro, que mandaram emissário a São Paulo onde o Príncipe *D. Pedro se encontrava, com a carta, anunciava o fato já consumado e pedia ao príncipe que consolidasse o ato, o que aconteceu às margens do riacho Ipiranga.

De volta ao Rio de Janeiro, foi proclamado, sagrado e coroado imperador e defensor perpétuo do Brasil.

O amado Imperador do Brasil e Rei de Portugal morreu no palácio de Queluz, no mesmo aposento onde nascera, morreu jovem, com 36 anos de idade, em 24 de setembro de 1834. Foi sepultado no panteão de São Vicente de Fora com honras de simples general, e não como rei. No sesquicentenário da Independência do Brasil (1972), seus restos mortais foram trazidos para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo onde repousam em paz profunda e eterna glória.

Notas
*O nome completo de Dom Pedro I do Brasil e IV de Portugal é "Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon".
Foi sagrado Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil.

 

Uma anistia impecável


por Aristóteles Drummond - 1/9/2009
Esta matéria foi publicada na edição de 2/9/2009 do Diário do Comércio(SP)

O Brasil comemora os 30 anos da anistia política, ampla, irrestrita e recíproca, fruto de compromisso democrático e da generosidade do presidente João Figueiredo. O último presidente do regime militar encerrou o ciclo revolucionário, entregando o país em ordem e progresso, sufocados os movimentos armados que promoviam assaltos a bancos, sequestros de diplomatas, assassinato de empresários e militares estrangeiros. Com a anistia, a maior parte desses jovens pôde se reincorporar à vida nacional. E vários ocupam cargos no Legislativo e no Executivo, certamente convertidos aos ideais democráticos. O grande embuste que cerca a questão da luta contra o regime surgido do movimento cívico-militar de 64 se refere justamente à diferença entre os liberais que defendiam o Estado de Direito, as franquias democráticas, no Congresso Nacional, e os que optaram por pegar em armas. E não o fizeram para restabelecer a plenitude democrática, mas sim, para impor ao País um regime de esquerda totalitário e moldado no modelo cubano. Alguns políticos, como o atual secretário de Estado em São Paulo e ministro de mais de uma pasta no governo Fernando Henrique, deputado federal Aloísio Nunes Ferreira, nunca foram pela simples volta da democracia. Ele participou de atos de violência, viveu em Paris e em Cuba, sendo públicas suas boas relações com Fidel Castro. Hoje, está reintegrado à vida política, certamente amadurecido, atendido pela anistia que, generosamente, incluiu os denominados "crimes de sangue". Já Franco Montoro, Tancredo Neves, Miro Teixeira, José Aparecido de Oliveira e Paulo Brossard, entre outros, lutaram pela abertura e a redemocratização que o general Figueiredo prometeu e cumpriu. O correto professor Daniel Aarão Reis, da Universidade Federal Fluminense, foi ativista radical e declarou, em entrevista publicada em 2001, que as organizações de esquerda queriam mesmo implantar uma ditadura revolucionária. O veterano e respeitado deputado Miro Teixeira, que votou a anistia, declarou que "no ambiente político da época, ficou claro que todos estavam anistiados. Era isso ou nada". No que toca ao Araguaia, os 70 jovens eram do PCdoB, na ocasião o mais radical partido comunista do País.Estavam armados e sabiam dos riscos a que estavam expostos. Nada a reclamar quanto às suas mortes, apenas a lamentar o sofrimento das famílias. Ali, os militares cumpriram, com heroísmo e perdas, o dever de defesa do Brasil. Não fossem eles, teríamos um enclave terrorista semelhante ao que infelicita a Colômbia há décadas, com alto custo de vidas e despesas militares. Se eram de um partido comunista, não podiam ser democratas. Fizemos uma anistia de alto nível e não devemos deixar prosperar a onda de ódios e ressentimentos que, na verdade, deseja enfraquecer o alto conceito que nossos militares gozam junto à população brasileira. Querem afastar os militares, colocá-los na defensiva, alvo de toda sorte de mentiras, pois há um grupo que quer fazer agora o que não conseguiu antes, sem dar nem receber um tiro.Sonham com um novo regime não mais cubano, que está esclerosado e é indefensável. Mas a novidade caricata, criada pelo coronel Hugo Chávez, na Venezuela, os encanta. Os militares daquela época estão na reserva ou morreram. Não podemos permitir que seus seus nomes sejam citados de maneira negativa,pois foram impecáveis no cumprimento do dever. E suas famílias nunca tentaram buscar, suas pensões, modestas por sinal, qualquer "adicional" por terem estado na mira dos terroristas, como os que morreram neste combate.

*Aristóteles Drummond é jornalista e vice-presidente da Associação
Comercial do Rio de Janeiro

 


EM SE COMPRANDO TUDO DÁ VOTOS


Os homens são tão simplórios, e se deixam de tal forma dominar pelas necessidades do momento, que aquele que saiba enganar achará sempre quem se deixe enganar. (Maquiavel)

O Presidente do Clube Militar Gen Ex GILBERTO BARBOSA DE FIGUEIREDO

Nunca na história deste país se fez tão pouco caso da honra, de tal maneira se desprezou a ética, tanto se usou de meios escusos para corromper, para enlamear instituições, para comprar consciências. A amarga sensação que fica é a da total perda, por parte de um grande número de homens públicos, de qualquer noção de honestidade, de dignidade, de honradez.

O atual governo, contrariando todos os princípios apregoados enquanto estava na oposição, abandonou completamente o decoro no trato da coisa pública e partiu para o uso de um verdadeiro rolo compressor, comprando tudo e todos a sua volta, desde que possam, de alguma forma, interferir em seus objetivos.


Recordemos o esquema do mensalão, quando um grupo de aliados do Presidente, gente de dentro do governo, usou meios escusos para organizar a maior quadrilha jamais montada em qualquer lugar do mundo, com o objetivo de comprar o apoio de parlamentares e, em última instância, perpetuar no poder seu grupo político.

O então Procurador-geral da República, Dr Antônio Fernando de Souza, apresentou uma denúncia contundente contra os principais envolvidos no escândalo. Ficou de fora o Presidente da República que alegou desconhecer o esquema. Em termos jurídicos, a desculpa valeu. O Procurador-geral retirou-o da denúncia por não ter encontrado evidências firmes de seu envolvimento. Agora, firulas jurídicas à parte, parece pouco provável que alguém, dotado de capacidade de reflexão, tenha acreditado na história. A ser verídico o desconhecimento, cairíamos na dúvida que, à época, circulou na internet: será que temos um Presidente aparvalhado, incapaz de entender fatos que acontecem ao seu redor, protagonizados por seus mais íntimos colaboradores?

Em outra vertente, há o Bolsa Família, sem dúvida o maior programa de compra de votos do mundo. Trata-se de um programa que gera dependência, antes de estimular o desenvolvimento humano. As pessoas atendidas, recebendo o benefício sem nenhuma necessidade de contrapartida, ficam desestimuladas até de buscar emprego. Mesmo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) chegou a afirmar que o programa “vicia” e que deixa os beneficiários “acomodados”.

Não é que alguém seja contra a minorar a aflição de quem tem fome. O problema é que o programa parte de uma premissa falsa ao confundir pobreza com fome. A esses últimos é mais do que justo assistir com recursos públicos. Aos pobres, a melhor ajuda que o governo poderia dar é investir corretamente em educação. Mas não, confundindo conceitos, prefere manter um Bolsa Família hiperdimensionado, gastando recursos que fazem falta à educação, uma vez que, assim como está, o retorno nas eleições, em termos de votos, tem sido muito compensador.

A comprovação de que não são todos os pobres no Brasil que estão famintos veio de uma pesquisa do IBGE, realizada em 2004 – Pesquisa de Orçamentos Familiares. Em uma parte dessa pesquisa, ficou constatado que o índice de pessoas abaixo do peso estava menor do que aquele considerado normal pela OMS. E, para a perplexidade dos que acenam com a necessidade de combater a fome para manter e ampliar o programa, verificou-se que, entre nós, a obesidade é um problema mais crítico do que a fome.

Não satisfeito em aliciar parlamentares para sua base de sustentação política e populações desassistidas para aumentar suas possibilidades eleitorais, o governo trata, também, de evitar qualquer problema nas ruas, em termos de manifestações públicas de desagrado contra os muitos desvios de ética praticados por seus correligionários e aliados. Nada melhor, então, do que colocar a União Nacional dos Estudantes igualmente em seu balcão de negócios.

É assim que o governo, da mesma forma que faz com sindicatos, resolveu patrocinar a UNE. As verbas federais, dessa forma, passaram a irrigar o movimento estudantil, seja em termos de patrocínio, como aconteceu em seu último congresso nacional, seja com a destinação de alguns milhões para a reconstrução de sua sede, seja, ainda, com o pagamento de generosas “mesadas” a seus dirigentes.

Com isso, foi neutralizado o espírito combativo que era a marca do movimento estudantil e eliminou-se toda possibilidade de agitações de rua indesejáveis. Um exemplo disso ocorreu no referido congresso, quando houve um protesto contra a CPI da Petrobras. Em outros tempos, seria a UNE a primeira a se mobilizar para exigir a completa elucidação dos fatos. Agora, sem sequer conhecer os resultados de uma CPI que nem começou, faz o protesto. Passam por cima da necessidade de se investigar denúncias de irregularidades em uma empresa cujo maior acionista é o governo, em um congresso que era patrocinado por esse mesmo governo. E o presidente da UNE tem a desfaçatez de dizer que não vê nada de errado nisso.

Com a prática da compra indiscriminada de todos que possam atrapalhar os desígnios do governo, este foi perdendo todos os escrúpulos. Conseguindo manter níveis elevados de popularidade, julga-se acima do bem e do mal, capaz de tudo, inclusive de defender crimes praticados por aliados, pouco se importando com a ética e com a moralidade pública. Pouco se importando com a evidência de que está corrompendo os brios de toda uma nação que, em um dia não tão distante, teve orgulho de se proclamar brasileira.

Gen Ex Gilberto Barbosa De Figueiredo
Presidente do Clube Militar


Opiniões de outros interessados em mudar o Brasil

Precisamos fazer a nossa parte, também, agir e não reagir.

* Incentivar os que se colocam e declaram de público a sua indignação de defendendo forma leal o bem da Nação e oferecem sua exemplar atitude não se acomodando.

* Aliar-se aos que apresentam e defendem o lado moral correto.

* Trabalhar pela verdade buscando a união das consciências afins, estágio inicial para a posterior consecução da unidade de ação.

Fraternalmente
Nilson Victorino da Silva Capitão de Mar e Guerra Reformado

Não se ouve uma única palavra, um único suspiro, dos demais chefes militares, da ativa ou da reserva, dos presidentes dos clubes naval e de aeronáutica, com relação aos atos criminosos da quadrilha que se apossou "legalmente" do governo brasileiro. Corações e mentes aparentemente se desfizeram, o que devo reconhecer como nunca terem existido, e que tudo não passou de usar um bonito uniforme para agradar as meninas da Praça Saens Peña nos fins de semana. Infelizmente, Nosso País não se defrontou em ter que defender com as armas a Pátria em vias de ser violentada, e com isso, a velha fórmula de saúde e paciência, levou a quem não devia, ao comando maior de nossas forças, e não foi possível separar aqueles destinados ao sagrado destino de defender a Pátria, daqueles que somente usam ou usaram uniforme porque ficavam bonitos e elegantes. A última, segundo contam a experiência dos que voltaram, e as histórias de quem dela participou, foi uma vergonha. Os heróis de ontem foram aqueles que perderam suas vidas em defesa da Pátria. Daqueles que os comandaram, somente uns poucos mereceram a respeito dos mortos. Por isso, não me admira o silêncio sepulcral que ecoa ensudercedoramente nas legiões envergonhadas, cujos chefes estão entregando o País nas mãos criminosas dos malfeitores de ontem, nos larápios de hoje, e nos algozes do amanhã.

A história, um dia, se lembrará deles. Com vergonha e nojo.
Mas aí já não restará ninguém que se lembre de como foi que aquilo aconteceu.
Em se comprando, tudo dá inclusive a honra......e a Pátria

Percival A Costa
Capitão de Mar e Guerra Reformado (um dos que usou seu uniforme com orgulho e destemor).

N.R.
O Portal registra uma lista de nomes de Oficiais Generais e Superiores de Marinha que apóiam o pronunciamento do Presidente do Clube Militar. Seguidos de Oficiais Generais e civis e do GRUPO GUARARAPES. 1.747 CIVIS 49 da Marinha 469 do Exército 49 DA Aeronáutica; total 2.314.

In memoriam30 militares e 2 civis.

O Portal www.mensageiro.com.br. seu editor chefe e membros da equipe apóiam o pronunciamento. Conclamam os jornalistas sérios deste Brasil e brasileiros que residem ou servem no exterior a manifestarem suas opiniões como cidadãos, na Forma Prevista pela Constituição, que dá a todos o direito de livre expressão embora, nunca tal direito tenha sido tão desrrespeitado e os opositores deste governo tão perseguidos.

Juntam se aos pronunciamentos públicos da Maçonaria Brasileira e dos clubes de serviços, especialmente os “Clubes de Lions”.

 


NOTA PÚBLICA DA OAB
CEZAR BRITTO
PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
Em 8/2009


“O Senado está em estado de calamidade institucional. A quebra de decoro parlamentar, protagonizada pelas lideranças dos principais partidos, com acusações recíprocas de espantosa gravidade e em baixo calão, configura quadro intolerável, que constrange e envergonha a nação. A democracia desmoraliza-se e corre risco”

“A crise não se resume ao presidente da casa, embora o ponha em destaque. Mas é de toda a instituição – e envolve acusados e acusadores”. Cezar Brito

Dissemina-se como metástase junto às bancadas, quer na constatação de que os múltiplos delitos, diariamente denunciados pela imprensa, configuram prática habitual de quase todos; quer na presença maciça de senadores sem voto (os suplentes), a exercer representação sem legitimidade; quer na constatação de que não se busca correção ética dos desvios, mas oportunidade política de desforra e de capitalização da indignação pública.

Não pode haver maior paradoxo - intolerável paradoxo - que senadores sem voto integrando o Conselho de Ética, com a missão de julgar colegas. Se a suplência sem votos já é, em si, indecorosa, torna-se absurda quando a ela se atribui a missão de presidir um órgão da responsabilidade do Conselho de Ética.

Em tal contexto, urge fornecer à cidadania instrumentos objetivos e democráticos de intervenção saneadora no processo político. A OAB encaminhou recentemente ao Congresso Nacional, no bojo de proposta de reforma política, sugestão para que o país adote o recall - instrumento de revogação de mandatos, aplicável pela sociedade a quem trair a delegação de que está investido.

Trata-se de instrumento já testado em outras democracias, como a norte-americana, com resultados positivos. O voto pertence ao eleitor, não ao eleito, que é apenas seu delegado. Traindo-o, deve perder a delegação. Não havendo, porém, tal recurso na legislação brasileira, prosperam discursos oportunistas, como o que sugere a extinção do Senado. A OAB é literalmente contra a extinção do Senado.

O Senado não pode ser confundido com os que mancham o seu nome. Precisa ser preservado, pois é o pilar do equilíbrio federativo. Diante, porém, do que assistimos, a sociedade já impôs à presente representação o recall moral. O ideal seria a renúncia dos senadores. Como não temos meios legais de impor esse ideal - único meio de sanear a instituição -, resta pleitear que se conceda algum espaço à reforma política, senão para salvar o atual Congresso, ao menos para garantir o futuro.

Cezar Britto
Presidente Do Conselho Federal O.A.B.

O Editor do Portal www.mensageiro.com.br.
Prof. Flavio Pinto Ramos, 65

“A Ruína dos três Poderes da República mostra um país onde a corrupção está estabelecida de cima para baixo, contaminando as instituições e a sociedade, infiltrada por escroques que crescem na sombra da impunidade e do mau exemplo. Uma sociedade que parece não ter aprendido com os exemplos dos heróis e estadistas do passado.
Um crime que mancha também as Forças Armadas, que juraram defender a Constituição. Uma vergonha para os que herdarão esta terra ou o que sobrar dela, se houver um futuro”. FPR



REVOLTA, SENHOR MINISTRO DA DEFESA!
Doc.nº161-2009

www.fortalweb.com.br/grupoguararapes

REVOLTA-NOS ouvir que os generais de hoje são piores do que os generais de ontem e nós os defendendo, pois são iguais ou mesmo melhores.

REVOLTA-NOS ouvir que as Forças Armadas estão sem chefes, e nós os defendendo.

REVOLTA-NOS ser humilhados por muitos que dizem que nossa posição de atacar o governo, agora, só se faz por estarmos na reserva (já reformados), mesmo tendo lutado tanto por um Brasil melhor.

REVOLTA-NOS defender a Revolução de 1964 ou contra-revolução, como queira ou não queira V. Exa. e assistir a ataques feitos por um Ministro reconhecidamente comunista como esse dito da Justiça, e não ler, nem saber, de ninguém, que nos defenda.

REVOLTA-NOS lutar pela VERDADE e só ouvir a MENTIRA. Mentem, descaradamente, os membros do governo, sem qualquer cerimônia.

REVOLTA-NOS assistir, nas TV, a politiqueiros hipócritas defendendo a DEMOCRACIA e não serem mais do que socialistas, praticando e levando-nos a praticar o comunismo malsão.

REVOLTA-NOS ser humilhados por muitos que dizem que nossa posição de atacar o governo, agora, só se faz por estarmos na reserva (já reformados), mesmo tendo lutado tanto por um Brasil melhor.

REVOLTA-NOS ver e ouvir o ministro da Justiça Tarso genro e o secretário de direitos humanos Paulo Vannuchi, comunistas confessos, apologistas do marxismo, leninismo, (1) trotskismo a desrespeitarem a Lei da Anistia e "orquestradamente" criarem "fatos novos", diariamente, tentando desmoralizar as Forças Armadas, por terem impedido que eles e mais uma dezenas de maus brasileiros, hoje encastelados no poder, implantassem uma Republica Socialista no Brasil. REVOLTA-NOS ouvir, pelos meios de comunicação, nomes de pessoas vis envolvidas nos mais diversos crimes de dilapidação do dinheiro público.


REVOLTA-NOS ver pela TV, dinheiro (dólar ou real) ser levado em cueca, em mala, em maleta e nada acontecer nem mesmo uma prisão; isso e muito mais corrupção. A corrupção que, de epidêmica, passou a endêmica neste pobre País pobre de homens, de ideias e de ideais. REVOLTA-NOS assistir às mais degradantes cenas de falta de vergonha no Congresso Nacional, onde os escândalos são tantos que nos perguntam se não temos vergonha de ser brasileiros.

REVOLTA-NOS ver os senadores Pedro SIMON, Jarbas Vasconcellos e alguns outros mostrar os mais comezinhos crimes cometidos pelo governo da República e não ver providências para apuração das acusações e punição dos culpados. Nada mais degradante do que a CPI da Petrobrás, que não sai do papel porque o Executivo, mais preocupado em esconder os mal feitos da corrupção ali praticada, não quer e não deixa, com a conivência possível de oposicionistas que comungam com a desonestidade e só assinaram a CPI para efeitos eleitorais próprios.

REVOLTA-NOS assistir a deputados acusados pela Comissão de Ética serem absolvidos pelo plenário da Câmara, numa cena de verdadeiro deboche, até com dança de deputada sem pudor pessoal.

REVOLTA-NOS tomar conhecimento de suicídios de homens públicos em outros países, por terem sido pegos em avanço no dinheiro público, enquanto aqui, os dilapidadores da coisa pública são elevados até a líder do Governo no Senado e a cargo de Ministro.

REVOLTA-NOS ver o pobre FRANCENILDO ser humilhado e os canalhas que o menosprezaram continuarem nas suas funções públicas e prestigiados pelos que estão no Poder.


REVOLTA-NOS ver um professor de Harvard, tão "desbrasileiro", que fala enrolado o português, ter chamado o atual governo do mais corrupto da República e ser nomeado Ministro para ministério sem nome efetivo.

REVOLTA-NOS saber a existência de uma tropa inconstitucional (à moda dos regimes nazi-facistas comunistas) e nada ser feito, por quem deve, para que a Constituição seja cumprida.

REVOLTA-NOS ver o não cumprimento da tal Constituição "cidadã" que acumula um monte de detalhes e de sandices. Verifique-se que não se cumprem, pelo menos, os seguintes preceitos: nº VIII do Art. 4º - "Repúdio ao terrorismo e ao racismo". O governo premia e defende terroristas, como no caso das FARC e incentiva a diferença racial no País; nº XXII do art. 5º "É garantido o direito de propriedade". Invasões e mortes praticadas por organizações não legais e Chefes destes criminosos serem recebidos no palácio oficial do governo, provas do não cumprimento da lei; Art. 6º da Constituição Federal. "São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados na forma desta Constituição". Não é preciso comentar; esses direitos todos não são assegurados à plenitude, como cabia; XXI § 1º do Art. 37. "A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanha dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos, ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridade ou de servidores públicos". Precisa-se dizer alguma coisa ou o PAC é programa extra-terrestre? As figuras que são projetadas nas TV vivem no mundo da lua? II do Art. 220 e I - II - III e IV do Art. 221 que normatiza a Comunicação Social, defendendo a família e a sociedade.

REVOLTA-NOS receber apelos do Brasil inteiro, para que se defenda a Amazônia e o que se viu, entre outras formas de impatriotismo, foi a perigosa homologação da demarcação contínua das terras de fronteira da Reserva Indígena RAPOSA SERRA DO SOL, a despeito da opinião contrária de quem cabe as Forças Armadas, através do oficial general maior responsável pela segurança da área defender a integridade do território nacional. Uma irresponsabilidade dos poderes Executivo e Judiciário, que assim podem estar cometendo um crime de lesa-Pátria.

REVOLTA-NOS ouvir a palavra POVO pronunciada pelos demagogos. POVO sofredor, esmagado pela corrupção dos costumes políticos. POVO infeliz que acredita nas promessas de legítimos imitadores de RASPUTIN, o depravado que corrompeu e levou o povo russo à desgraça do comunismo, como os imitadores daqui estão nos levando na mesma direção.

REVOLTA-NOS assistir a ausência do Ministério Defesa, que deveria defender a NAÇÃO e não a defende; pois tememos que as FORÇAS Armadas, grandes responsáveis pelo processo histórico que resultou neste País continente, sejam transformadas em guardas pretorianas dos medíocres que mal governando, só nos infelicitam. Foram tais guardas que desgraçaram ROMA.

O trotskismo - é uma doutrina marxista baseada no pensamento do político e revolucionário ucraniano Leon Trótski.

É formulada como teoria política e ideológica e apresentada como vertente do comunismo por oposição ao stalinismo.

Trótski trabalhou e teorizou a respeito da idéia de Revolução Permanente, sua principal divergência em relação ao pensamento de Stálin, o qual defendia a tese conhecida como "socialismo em um só país". A Teoria da Revolução Permanente defenderia a expansão da revolução para além das fronteiras da União Soviética como prioridade, ao invés do seu fortalecimento interno. No final de sua vida, Leon Trótski fundou a IV Internacional, que após sua morte não conseguiu levar adiante sua luta, levando o fim da União das RepublicasSocialistas Soviéticas. Hoje, as diversas correntes políticas que se auto-denominam trotskistas têm alguma origem na IV Internacional
Excelentíssimo Senhor Ministro da Defesa.

Quéfreen, quarto soberano da IV dinastia egípcia (2.500 AC) já afirmava: "não há limite para a estupidez da humanidade". SERÁ, SENHOR MINISTRO, QUE NÃO LHE REVOLTA O BRASIL DE HOJE? SERÁ QUE NÃO PULSAM MAIS OS CORAÇÕES DE TAMANDARÉ, CAXIAS, RUI BARBOSA, CASTELLO BRANCO e EDUARDO GOMES? NOSSAS FORÇAS ARMADAS, HERDEIRAS DE GUARARAPES, ACORDARÃO, QUEIRA OU NÃO V. Exa. UM CONSELHO, SR MINISTRO: CUMPRA O DEVER DO SEU CARGO; NÃO O USUFRUA, APENAS! BRASIL ACIMA DE TUDO!

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES!
PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº 12 58 93,
Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza
.

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www.ternuma.com.br/aragua.htm

N.R. - O trotskismo - é uma doutrina marxista baseada no pensamento do político e revolucionário ucraniano Leon Trótski.

É formulada como teoria política e ideológica e apresentada como vertente do comunismo por oposição ao stalinismo.

Trótski trabalhou e teorizou a respeito da idéia de Revolução Permanente, sua principal divergência em relação ao pensamento de Stálin, o qual defendia a tese conhecida como "socialismo em um só país". A Teoria da Revolução Permanente defenderia a expansão da revolução para além das fronteiras da União Soviética como prioridade, ao invés do seu fortalecimento interno. No final de sua vida, Leon Trótski fundou a IV Internacional, que após sua morte não conseguiu levar adiante sua luta, levando o fim da União das Republicas Socialistas Soviéticas. Hoje, as diversas correntes políticas que se auto-denominam trotskistas têm alguma origem na IV Internacional.

 

ESTRATÉGIA DE DEFESA DA AMAZÔNIA BRASILEIRA.

*Roberto Gama e Silva
Almirante Reformado
Rio de Janeiro, em 14 de janeiro de 2009.

O Brasil herdou o imenso e riquíssimo território da nossa Amazônia graças à visão pene-trante do estadista português Sebastião José de Carvalho e Melo, que viria a se tornar Conde de Oeiras e, depois, Marquês de Pombal.

O Marquês de Pombal (1) foi nomeado Primeiro-Ministro do Rei Dom José I por decreto de 5 de agosto de 1750 e nessa situação permaneceu até a morte do Rei, em 23 de fevereiro de 1776.

Durante 26 anos o Primeiro-Ministro foi o gênio que executou a obra governativa do Rei Dom José I, uma das mais profícuas de Portugal.

Segundo o historiador lusitano Joaquim Ferreira “os portugueses têm razões sobejas para venerar em Pombal o maior governante da pátria”.

Nós, brasileiros, também temos razões sobejas para considerar o Marquês de Pombal responsável pela anexação definitiva ao Brasil do território da Amazônia, com superfície superior à soma dos territórios da Índia e do Paquistão.


Quando tomou posse como Primeiro-Ministro do Reino, decorriam sete meses da assinatura do “Tratado de Madri” que, pela primeira vez, desde o “Tratado de Tordesilhas”, firmado em 1494, procurou definir os limites entre as possessões de Portugal e Espanha na América do Sul.

Diga-se de passagem, por pertinente, que o novo Tratado foi viabilizado pelo princípio do “Utis Possidetis Fac-to”, proposto pelo Secretário de Dom João V, o paulista Alexandre de Gusmão, que no ano anterior, isto é em 1749, mandara confeccionar o “Mapa das Cortes”, no qual apareciam as terras efetivamente ocupadas pelos portugueses na América do Sul.

O Tratado acabou sendo firmado, porque os espanhóis admitiram que haviam avançado ilegalmente so-bre o arquipélago das Filipinas, no Oceano Pacífico.

Então, a linha original de Tordesilhas foi deslocada para oeste, na América do Sul, de modo a legitimar as terras desbravadas pelos portugueses, e para leste no Pacífico, para submeter as Filipinas ao domínio do Rei da Espanha.

Em resumo, a Amazônia brasileira foi trocada pelas Filipinas!

 


Como aparece na figura acima, o mapa da Amazônia ainda estava incompleto, pois faltava acrescentar o Acre, cujo contorno ainda se achava indefinido, pelo fato de não ter sido determinada a posição correta das nascentes do rio Javari, ponto de onde seria traçada uma linha leste-oeste até a origem do rio Madeira, na con-fluência do Mamoré com o Beni. O Acre, vale lembrar, só foi incorporado oficialmente ao território brasileiro pelo “Tratado de Petrópolis”, firmado com a Bolívia em 17 de novembro de 1903, após a vitória pelas armas de aguerridos brasileiros sob o comando firme do gaúcho José Plácido de Castro.

A dimensão e a natureza da Amazônia chamaram, de imediato, a atenção do Marquês de Pombal.

Para começar, nomeou o próprio irmão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, oficial de Marinha, para o cargo de Governador do Grão-Pará e Maranhão, com a missão de assegurar, de todas as maneiras, a integridade das terras da Amazônia transferidas para o domínio de Portugal.

Mendonça Furtado criou, em 1755, a Capitania de São José do Rio Negro, elegendo como sua primeira capital a localidade de Mariuá, hoje Barcelos, para estimular o povoamento da bacia do rio Negro e contribuir para eliminar a penetração espanhola pelas aquavias daquela região.

Na impossibilidade de ocupar fisicamente a imensa região, Pombal delineou a estratégia portuguesa para manter a Amazônia sob domínio português: “tamponamento das vias de acesso do exterior para o interi-or da região e vivificação dos pontos fronteiriços confrontantes com pontos vivificados do outro lado da fronteira”.

Em 6 de junho de 1755, Pombal decretou a emancipação completa dos índios que habitavam a Amazônia, con-quistando assim o apoio dos silvícolas à causa portuguesa. No dia seguinte, em 7 de junho de 1755, foi criada a “Companhia do Grão-Pará e Maranhão”, sociedade cujo capital foi subscrito pelos empresários da praça de Lisboa, com o propósito de alijar os intermediários no comércio com a região, sobretudo os ingleses.

A estratégia pombalina tem prevalecido até hoje, embora posta em prática inconscientemente.

O Exército brasileiro, ultimamente, vem se empenhando em consolidá-la por intermédio de um projeto denominado “Calha Norte”, que consiste basicamente no aumento dos efetivos das unidades dispostas ao longo da fronteira ao norte do rio Amazonas, além da criação de novos grupamentos militares na mesma região lindeira.

Essa medida, embora contribua para a proteção da fronteira, não é de todo eficiente no que tange ao tampona-mento, pois o espaço amazônico não é propriamente continental, eis que se assemelha a um imenso arquipéla-go, tal a quantidade de rios e igarapés que cortam o terreno.

A Força Aérea Brasileira acaba de tamponar, com eficiência, o espaço aéreo da região, mediante a insta-lação de uma rede de radares e o estacionamento de aeronaves de combate nas bases existentes, com o que o contrabando e o descaminho de materiais de valor decresceram sobremaneira.

Com essa inovação, todos os bens normalmente transportados pelas aeronaves piratas foram desviados para as hidrovias, cujo patrulhamento é ainda frágil.

A fragilidade do tamponamento das hidrovias pode ser ilustrada com três exemplos lapidares.

O primeiro exemplo relaciona-se com o descaminho de madeiras, em toras e serradas, antes da implantação da Agência da Capitania dos Portos em Munguba (o porto de Monte Dourado).

O Grupo Executivo para a Região do Baixo-Amazonas GEBAM, demonstrou para as autoridades governamen-tais, inclusive para o próprio Presidente da República, que a empresa “Jarí Florestal e Agropecuária” havia descaminhado, por longo tempo, madeiras em toras e beneficiadas, cujo valor, a preços de 1982, ultra-passava a casa de US$1,2 bilhão.

Respaldavam essa revelação o cotejo entre o inventário florestal, levantado alguns anos antes pelo “RA-DAMBRASIL”,o volume de madeiras contido na área desmatada; a capacidade das três serrarias logo instala-das na área; o depoimento dos práticos do rio Jarí e a freqüência de atracação desses navios no porto de Mun-guba.

Todo esse volume de madeiras transportado ilegalmente cruzou a foz do Amazonas, pelo chamado “Braço Nor-te”, na verdade a foz do grande rio, sem que fosse detectado.

Em época mais recente, setembro de 2001, o navio “Artic Sunrise”, de bandeira inglesa e pertencente à organização não-governamental estrangeira “Greenpeace”, penetrou no rio Amazonas para executar a demarcação das terras reservadas para os 361 nativos da tribo “Deni”, estabelecidos entre os rios Xeruã, afluente do Juruá, e o rio Cuniuá, da bacia do Purus.

Aplicando os mesmos critérios “metafísicos” usados para a concessão de reservas para os silvícolas, os “Deni” foram aquinhoados com uma área de 998.400 hectares.Pois bem, o “Artic Sunrise” suspendeu do porto de Manaus, no dia 20 de setembro de 2001, demandando a área concedida aos “Deni”, levando a bordo o cacique Haku Varashadeni, da tribo em questão, dirigen-tes da “Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira-COIAB”, representantes do “Conselho Indigenista Missionário CIMI” e da “Operação Amazônia Nativa OPAN, todos reunidos para proceder à demarcação da reserva,” já que o Governo brasileiro não havia cumprido o compromisso constitucional de demarcar todas as terras indígenas até 1993” (sic).

Os dois exemplos alinhados demonstram a necessidade de instalação de uma Estação Naval nas proximi-dades de Macapá, dotada com Navios-Patrulha e com instalação fixa de radares de superfície, para tam-ponar a foz do Amazonas e apresar navios envolvidos em operações ilegais ou antinacionais.

O terceiro exemplo refere-se ao início do curso do rio Solimões, nas proximidades da tríplice fronteira “Brasil-Peru-Colômbia”.

No período noturno do dia 4 de julho de 1949, o gaiola “Ajudante”, pertencente à frota do “Serviço de Navega-ção da Amazônia e Administração do Porto do Pará – SNAAP”, navegava próximo à margem esquerda do So-limões, no trecho entre São Paulo de Olivença e Benjamim Constant, transportando 120 passageiros.

Surpreendentemente, uma canhoneira da Marinha da Colômbia, bem dotada de armamento (dois canhões de 195 mm., dois canhões de 40 mm., da fábrica Bofors, e dez metralhadoras de 20 mm., da fábrica Oerlikon), aproximou-se do “Ajudante” e abriu fogo até afundá-lo. Como resultado do ataque morreram 112 brasileiros.

Posteriormente, a diplomacia colombiana apresentou as suas desculpas, alegando que o “Ajudante” fora con-fundido com um navio peruano, eis que os dois países vizinhos haviam retomado as hostilidades em torno do território onde se situava a cidade de Letícia.

A canhoneira colombiana, sem qualquer aviso às autoridades brasileiras, demandava o rio Içá, procedente de Letícia.

A facilidade de penetração na Amazônia brasileira por embarcações procedentes do território colombiano, me-diante a utilização da aquavia Içá-Putumayo, ainda persiste.

Com a atual dificuldade de uso do espaço aéreo para atividades ilícitas, o contrabando de armas e de tóxicos transferiu-se para o transporte hidroviário, tendo como principal via o rio Içá.

Então, como a simples presença de tropa terrestre, na divisa Brasil-Colômbia, não propicia a detecção da pene-tração de embarcações, mormente no período noturno, cabe à Marinha o tamponamento do rio Içá, de preferên-cia com a implantação de uma Estação Naval em Santo Antônio do Içá, povoação localizada na margem es-querda do rio, bem na confluência com o Solimões. Além da presença de Navios-Patrulha, a nova Estação Na-val deveria contar com a instalação de radares de superfície fixos e a presença de tropa de Fuzileiros Navais, pronta para executar operações ribeirinhas.

Ressalte-se que a localização da Estação Naval proposta, estrategicamente distante da fronteira, além de garan-tir o tamponamento efetivo do rio Içá, ainda executaria a mesma tarefa no rio Solimões.

O reforço da presença de Fuzileiros Navais na Estação Naval, ademais, tornaria a atuação desse segmento de projeção do Poder Naval mais sintonizada com a conjuntura.

Obviamente, a idéia de criação de duas novas “Estações Navais” na Amazônia, inclui necessariamente o au-mento do número de navios patrulha fluviais e costeiros, em operação na região, além de unidades para a con-dução de operações ribeirinhas.

Adotadas as providências propostas, ainda se faz necessário barrar três caminhos de penetração existentes na margem direita do Amazonas, como são os rios Madeira, Purus e Juruá. Nos três casos, seria suficiente equipar as Organizações Militares da Diretória de Portos e Costas, isto é a rede de Capitanias, Delegacias e Agências, com lanchas-patrulha armadas e instalações fixas de radares de superfície, em Porto Velho, Rio Branco e Eiru-nepé.

Ademais, como a “Estratégia de Defesa Nacional”, recentemente divulgada, preconiza a presença de Forças Navais oceânicas no norte do País, para se contrapor às ameaças oriundas da região de onde sopram os ventos boreais, parece óbvia a escolha da Baia de São Marcos, no Maranhão, como sede da Base Naval que dará apoio à “Esquadra do Norte”. Tal escolha não admite outra alternativa devido às águas profundas e protegidas da ci-tada baia, que permitirão o estacionamento seguro de navios de maior calado, inclusive aqueles dotados de do-mos de sonares com dimensões avantajadas.

Esta “Esquadra do Norte” também deverá contribuir, com grande eficiência, para o tamponamento avançado da foz do Amazonas.

Para concluir, deve ser enfatizado que a continuidade de aplicação da estratégia delineada pelo Marquês de Pombal, mais do que nunca, é vital para o exercício da soberania e manutenção da integridade territorial da Amazônia brasileira.

N.R. O Almirante Roberto Gama e Silva é uma das mais importantes autoridades da Marinha do Brasil em questões da Amazônia. Junto com o Almirante Sergio Tasso de Aquino, publicou inúmeros trabalhos sobre o tema.

(1) O Marques de Pombal, Primeiro Ministro de D. José, Rei de Portugal
Nascido Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu em Lisboa no dia 13 de maio de 1699 e morreu em sua propriedade, em Pombal, no dia 8 de maio de 1782. Estudou Advocacia na Universidade de Coimbra. Em 1738, foi nomeado embaixador em Londres e, cinco anos depois, embaixador em Viena, cargo que exerceu até 1748. Em 1750, o rei José nomeou-o secretário de Estado (ministro) para Assuntos Exteriores e, em 1770, o rei lhe concedeu o título de marquês.

Planejou e realizou um ambicioso plano de governo para Portugal. À luz do Iluminismo concebeu e fez executar programas ambiciosos nos campos político e educacional, aboliu a escravidão, elaborou novo código penal, reorganizou as Forças Armadas portuguesas, desenvolveu a agricultura, o comércio e fi-nanças e determinou o fi

m do domínio dos padres jesuítas expulsos de Portugal e das colônias portugue-sas, em 1759. Foi ilustre maçom.

 

 

INTOCÁVEIS E INVENCÍVEIS

*Nelson Motta
Materia publicada no jornal O Globo

Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invencíveis.

Sob fogo cruzado de denúncias, juntam-se para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.

O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição não tem preço.

O que nos resta? Confiar na Justiça? Na Policia? No ladrão? Com Sarney e Renam comandando o Senado e espantados com a descoberta das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois. O resto, por Jader Barbalho, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da Lei, na liturgia do cargo. Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes; mas sempre sobram balas perdidas. Mas, quando o cerco aperta, os dois bandos acertam um armistício: o verdadeiro inimigo é a Policia. Ou, no caso do Senado, a opinião pública. Porque eles não temem a policia. Nem à justiça. Eles só tem medo de perder eleição.

Diante do pacto de não agressão entre os dois bandos, resta-nos confiar nos ódios, nas invejas e nos ressentimentos das legiões de apadrinhados que estão perdendo a “boca” e se vingando de seus traidores. Que muitas falas perdidas encontrem seus alvos.

Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia.

N.R.-* Nelson Cândido Motta Filho (São Paulo, 29 de outubro de 1944) é jornalista, compositor, escritor, roteirista, produtor musical e letrista brasileiro.

Partricipou da bossa nova junto com nomes como Edu Lobo e Dori Caymmi. Ajudou no desenvolvimento do rock brasileiro, através de seu trabalho como jornalista em O Globo e no programa Sábado Som, pela Rede Globo. No final da década de 80 foi responsável pelo lançamento de Marisa Monte e pela produção do festival Hollywood Rock.

Foi diretor artístico da gravadora Warner Music, produtor da Polygram e também participou do programa Manhattan Connection, do canal GNT, por oito anos.

Escreveu Noites Tropicais, que vendeu mais de 100 mil cópias, O Canto da Sereia (editora Objetiva), Nova York é aqui (editora Objetiva), Memória Musical (editora Sulina), Bandidos e Mocinhas (editora Objetiva), entre outros. Seu mais recente título, Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia, também da Objetiva, biografia do cantor morto em 1998.

Nelson mantém o programa musical Sintonia Fina, que toca em várias rádios do país. Atualmente está produzindo o roteiro do Noites Tropicais, documentário, e Bandidos e Mocinhas, que vai virar filme, e mantém também uma coluna sobre cultura que vai ao ar as sextas feiras no Jornal da Globo.

 


Publicado na Revista VEJA

Olhe só que farra:

Diogo Mainardi 17 de junho

Uma afilhada de José Sarney está para ser indicada por Lula à Anatel.

A Anatel está mudando a lei para beneficiar a Oi, que comprou a empresa do filho de Lula.
Um dos donos da Oi, Carlos Jereissati, é sócio no Shopping-Center Praia de Belas, em Porto Alegre, de Jorge Murad, o genro de José Sarney.

Se tudo der certo, a árvore genealógica do lulo-sarneyzismo vai ficar assim: Lula nomeia a afilhada de José Sarney, ela muda a lei para favorecer o sócio do marido da filha de José Sarney, cuja empresa bancou o filho de Lula, que assina a lei.

Eu disse certa vez que o desejo de Lula era se transformar num José Sarney. Na verdade, ele foi muito mais longe do que isso: transformou-se num parente. Um parente político e empresarial.
Os herdeiros das antigas dinastias européias se uniam em casamento. Os herdeiros das atuais dinastias políticas brasileiras se unem em empresas cotadas na bolsa de Nova York.

De um lado, o rei de Garanhuns. Do outro, o rei do Amapá. No meio dos dois, o ducado tucano do Ceará.
De uns tempos para cá, sempre que eu denuncio alguma estranheza, os leitores reagem repetindo o mesmo mantra: Isso não vai dar em nada.

A estranheza denunciada neste podcast se refere à parceria entre o dono da Oi e os familiares de José Sarney, que cria mais um conflito de interesse na Anatel, como se não bastasse a empresa do filho de Lula.

Qual será o resultado prático dessa denúncia? Nenhum. A afilhada de José Sarney será aprovada pelo Senado. A Anatel mudará a lei para permitir a venda da Brasil Telecom à Oi. O BNDES financiará o negócio. Carlos Jereissati controlará a companhia tendo menos de 3% de seu capital. Daniel Dantas aumentará seu rebanho de gado no Pará.

Mas é assim que funciona a imprensa. Quem tem o papel de julgar os políticos é a magistratura. Quem tem o papel de mudá-los é o eleitor. A imprensa pode somente noticiar e comentar os fatos. É pouco? Claro que é pouco. É melhor gastar seu tempo comigo ou com Tolstói? Claro que é melhor gastá-lo com Tolstói.

A escolha para o jornalista diante de uma notícia é muito simples: consiste em publicá-la ou sonegá-la. Publicá-la nunca dá em nada. Sonegá-la sempre dá em algo ainda pior.

A Farra Continua


Por Mara Montezuma Assaf
http://www.averdadesufocada.com

Segundo foi assentado na própria Ata da Assembléia Ordinária da Petrobras no dia 08/04/2009, a remuneração global a ser paga entre abril de 2009 e março de 2010 aos 9 membros eleitos para o Conselho de Administração da Companhia foi estipulada em nada menos que R$ 8.266.600,00 o que equivale dizer que cada um deles recebe por mês R$ 76.542,59 ou ainda a bagatela anual de R$918.511,11...

Uma quantia nada desprezível a engordar suas contas. Os nove conselheiros-marajás que comprovadamente recebem proventos de mais de uma fonte (o que é ilegal) são:

A Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda Guido Mantega, o General da Reserva Francisco Roberto de Albuquerque, e ainda Silas Rondeau Cavalcanti Silva, Luciano Galvão Coutinho, Sérgio Franklin Quintella (irmão de Franklin Martins), Fábio Colletti Barbosa, Jorge Gerdau Johannpeter e José Sérgio Gabrielli.

Tudo devidamente registrado no site da Petrobras
O que nos leva a concluir que esta empresa, na prática, já foi privatizada pelo PT e nem fomos avisados... e que está sendo devidamente sugada pelo governo Lula. Com o agravante de que, apesar da polpuda remuneração, a presidente eleita deste conselho admitiu, com a maior candura, nunca haver participado de qualquer reunião do mesmo: a senhora Dilma Rousseff, candidata de Lula à sua sucessão.

 

 


É PRECISO CONTAR A VERDADE
À NAÇÃO


Márcio Matos Viana Pereira -Cel.ref.


É impressionante a naturalidade como mentem os inimigos do Regime militar ao fazerem pronunciamentos públicos, ou quando prestam declarações na mídia, sempre se portando como heróis e querendo se passar por fiadores da democracia, alegando terem ido à luta, por se haver insurgido contra a ditadura dos Governos militares.

Como não são atores, mas, apenas, trastes despidos de ética que, por viverem de mentiras, perderam completamente a vergonha, se sentindo então livres para debochar com os brasileiros, deturpando fatos, inventando estórias e criando heróis.

Dando prosseguimento a mais um ato do festival de mentiras deslavadas, repetidas com ênfase por mentirosos contumazes que se sucedem e se alternam na ânsia incontida de estuprar a História, violentando-a impatrioticamente, coube agora à ex-terrorista Dilma Vana Rousseff Linhares (Estela - Luíza – Patrícia – Wanda), hoje, ministra-chefe da Casa Civil por força da decadência moral da Nação, afirmar "que o processo de construção da Democracia deve fazer parte da memória dos brasileiros", em solenidade realizada para inaugurar mais um memorial, em homenagem a dois terroristas mortos, quando, a serviço do Movimento Comunista Internacional (MCI), traíam o Brasil, no afã de submetê-lo ao jugo comunista.

A solenidade integra o projeto "Direito à Memória e à Verdade", da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, cujo ministro é o ex-terrorista Paulo Vannuchi, também frustrado por não terem os militares permitido que o comunismo fosse implantado no Brasil.

Em seu discurso, afrontando a verdade, a ministra declarou que, diante da ditadura, a sociedade gerou pessoas com coragem para lutar contra ela e que devem ser lembradas.
É triste para um militar ter de afirmar que a degradação moral, que se abateu sobre o país, decorre do mau exemplo gerado pela fraqueza de caráter do Presidente da República e de muitos integrantes da cúpula governamental.

Por omissão ou cumplicidade, propiciaram eclodir no país um clima de desapreço à verdade e à ética, de desrespeito à justiça, de tentativas de aliciamento de parlamentares despudoradamente anunciadas, de corrupção embutida no âmago das Instituições, de negociatas e bandalheiras provocando escândalos, mas incapazes de espantar alguém, em face de estar a sociedade e os eleitores já saturados, por se saberem impotentes de conter tantos descalabros, muitos dos quais, ainda que denunciados pelo Procurador Geral da República, que se embasou em fartos comprovantes de delitos e crimes, teimam em permanecer impunes.

José Dirceu, embora denunciado, conta ainda com a proteção de um Presidente leviano, que de nada sabe, nada vê e nada escuta, razão de afirmar na mídia, acreditar na inocência dos meliantes denunciados por um homem sério, imparcial e íntegro, como o é o Procurador Geral da República, autor da denúncia.

Apenas num país moralmente fragilizado, uma Dilma Russeff poderia ser ministra, com possibilidade de disputar a próxima eleição presidencial. Beneficiada pela anistia concedida pelos militares, não pagou pelos crimes e roubos praticados, quando, na clandestinidade, julgando-se acima das leis, do bem e do mal, participou pessoal e ativamente das ações de guerrilha, às vezes planejando, às vezes executando crimes, abusos e práticas delituosas. Integrou inclusive a equipe que planejou o assalto, o roubo e o sumiço de dois milhões e quatrocentos mil dólares, encontrados em um cofre na casa de uma ex-amante, do ex-governador paulista Dr. Adhemar de Barros.

Como mentir, para a ex-terrorista Dilma é virtude, declarou ainda, "a gente era capaz de abrir mão de parte da própria vida". Interessante e patética declaração! Quanto desprendimento nas palavras, contrastantes com as ações praticadas por ela e pelos seus companheiros de crimes! Valendo-se do parecer de uma Comissão parcial, facciosa e inexpressiva, obteve o direito de mamar nas tetas generosas dos cofres públicos, ao se habilitar ao direito de receber importância indevida, como prêmio de haver traído a pátria, a serviço do comunismo internacional.

Pergunto, por que a ex-terrorista, ex-guerrilheira incompetente, porém, notoriamente competente como meliante, pois bem soube se apoderar do dinheiro encontrado no cofre do Adhemar, não demonstra agora o desprendimento alegado, abrindo mão da indenização concedida, já que percebe o elevado salário de ministra, acrescido de um valor por mim desconhecido, por presidir o CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA PETROBRÁS?

Os brasileiros, porém, não devem esperar de ex-facínoras qualquer gesto ou atitude de nobreza, pois acredito que, por deformação de personalidade, pessoas assim são incapazes de se sensibilizar com atitudes dignas.

Infeliz Brasil, onde apenas as novelas propositalmente escritas e orientadas para produzir o efeito de escandalizar a sociedade, tais os exemplos de depravação e degradação levadas à tela, no intuito de chocar, anestesiar e acostumar os brasileiros a conviverem com a delinqüência como fato normal, são capazes de competir em termos de falência moral com o Governo do mensalão, presidido por um inconteste líder popular que, para fugir à responsabilidade sobre o delito, se portou como alienado e que tem uma ministra da periculosidade de Dilma como cérebro, artífice e expoente máximo do Governo..

Não foi para gerar um Brasil assim, que os militares derrotaram essa gente sem princípio ético algum! A anistia concedida, objetivando o esquecimento e a reunificação da família brasileira, foi um erro, por haver gerado esses monstrengos no Poder, simbiose da incompetência de alguns, com a absoluta falta de ética, dignidade e moral de outros e, com a frustração de todos, por terem sido os militares que sseguraram à Democracia reinar absoluta em todos os rincões da Pátria.”.

Que tristeza! É lastimável, mas a verdade tem de ser dita para conhecimento dos jovens e para evitar, pela sua força e pujança, já que ela é eterna, que traidores de ontem e desonestos de hoje, consigam alcançar o sinistro intuito de estuprar a História, com o objetivo de restaurar as suas biografias.

Aqueles que estiveram a serviço do MCI, Movimento Comunista Internacional se esquecem de um fundamental detalhe: traidores da Pátria não têm biografias e sim Folhas Corridas.

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Guerrilha do Araguaia
PARA CONHECIMENTO DA VERDADE
QUE VEM SENDO VERGONHOSAMENTE DISTORCIDA.

*Lício Augusto Ribeiro Maciel Cel Ref. EB


A narrativa é bem rica em detalhes e bem condizente com o relato de outros participantes desse combate aos chamados guerrilheiros na década de 70. São todos unânimes em confirmar as maldades e os atos de crueldade, alem da permanente covardia com que agiam sempre.

Hoje, os remanescentes vivem às nossas expensas, gozando de polpudas e imerecidas aposentadorias, além de alardear heroísmo em torturas que, como se viu no depoimento apresentado, nem eram necessárias Se essa corja vencesse, estaríamos fritos. São da ideologia cubana com lavagem cerebral nos inocentes. Parte deles estão ainda por aí, dando cartas. Pobre país.

O incrível discurso feito na Câmara dos deputados em Brasília em 2005
O SR. LÍCIO AUGUSTO Senhor Presidente. Congressistas, demais autoridades presentes, minhas senhoras, meus senhores, não é preciso dizer da minha emoção por ter encontrado aqui velhos companheiros de luta, que ainda a estão levando à frente.

Como participante dos acontecimentos que passo a relatar, fiz um resumo dos itens mais perguntados; apenas como itens porque a dissertação será a rememoração dos fatos. Para isso, tirei os óculos, a fim de que aqueles que vou citar me olhem bem no fundo dos olhos e tenham suficiente coragem de afirmar, se for preciso, que tudo o que foi dito aqui é a pura verdade. Se bem que não há necessidade, porque eles mesmos já confirmaram em outras ocasiões.

O primeiro item selecionado se refere à razão da minha escolha para a missão de descobrir o local da guerrilha, que hoje se diz Guerrilha do Araguaia.

Em 1969, após a morte do terrorista Mariguella, em São Paulo, em seus documentos foram feitas várias citações sobre o local da grande área: grande área de treinamento de guerrilha.

Eu estava chegando a Brasília em 1968, já pela segunda vez. No meu passado, em 1954, fiz o curso de pára-quedista e, em seguida, o curso de Forças Especiais da Divisão de Pára-Quedistas, e especializei- me na modalidade guerra na selva. Posteriormente, o curso de operações especiais foi desenvolvido com outras modalidades e, em seguida, foi criado o Centro de Instrução de Guerra na Selva, CIGS.

Detentor do curso de Forças Especiais e considerado, à época, o elemento com credenciais para desenvolver as operações de selva, percorri milhares de vezes a rodovia Belém-Brasília, de Brasília a Belém, estrada pioneira de barro. Eu e minha equipe, de 3 ou 4 homens, chegamos à conclusão, por indícios, de que a Guerrilha do Araguaia estava naquela área, entre o Bico do Papagaio, Xambioá, Marabá, Tocantinópolis e Porto Franco.

O fato, porém, que nos permitiu chegar à área foi a prisão, em Fortaleza, do guerrilheiro Pedro Albuquerque. Naturalmente, ele está olhando para mim, e eu estou olhando para a câmera, para que olhe no fundo dos meus olhos e confirme que o que eu estou dizendo é verdade. Pedro Albuquerque foi preso quando tentava tirar documentos em Fortaleza. Recolhido ao xadrez, ele tentou suicídio cortando os pulsos. A sentinela, por acaso, passou, viu, deu o alarme e ele foi levado para um hospital da guarnição.

Recuperado o documento de que ele falou, o documento resultante das declarações de Pedro Albuquerque foi enviado diretamente de Fortaleza para Brasília e chegou às mãos do General Bandeira, que imediatamente mandou buscar o preso. Enquanto eu preparava a equipe, o preso chegou, foi incluído na minha equipe, e partimos, junto com Pedro, para o local onde ele dizia que era o inicial: Xambioá.

Chegamos ao Rio Araguaia, pegamos uma canoa grande, com motor de popa, fomos até ao local de Pará da Lama. Pedro deve lembrar muito dele: era uma picada ao longo da floresta no sentido do Xingu. Andamos o dia inteiro. Chegamos ao anoitecer na casa do último morador, com o Pedro sendo levado por nós, livre. Não estava algemado, amarrado ou coisa assim. Ele foi acompanhando nossa equipe. Há várias testemunhas desse episódio aqui presentes, as quais não vou citar, que fizeram parte da minha equipe.

Chegamos à casa de Antônio Pereira, pernoitamos no campo, nos telheiros e, no dia seguinte, às 4h, prosseguimos em direção ao local onde Pedro Albuquerque indicou. Ao chegarmos lá, avistamos três homens, isto é, três elementos, sendo uma mulher, descansando para almoço, presumo.

Aproximamo-nos do local só para conversar com eles, para saber o que eles estavam fazendo lá. Eram três e, no nosso grupo, havia seis; então, não tinha problema. Eles fugiram. Chegamos ao local. Fiquei inteiramente abismado com o estoque de comida, de material cirúrgico; havia até oficina de rádio; 60 mochilas de lona, costuradas no local em máquina industrial grande, que tive o prazer de jogar no meio do açude. Tocamos fogo em tudo e voltei sem fazer prisioneiro.

Ora, em qualquer situação, teríamos atirado naqueles homens. Estávamos a 80 metros, um tiro de fuzil os atingiria facilmente. Eles estavam sentados. Mas nosso objetivo não era matar, não era trucidar. Nosso objetivo era saber o que eles estavam fazendo lá. De acordo com Pedro Albuquerque, eram guerrilheiros. Estavam na área indicada por Pedro Albuquerque, que viu toda a operação.

Como disse, destruímos todos os seus aparelhos; metralhamos uma grande quantidade de frutas melancia, jerimum e muitas outras coisas. Ficamos inteiramente impressionados com a quantidade de comida que havia lá, várias sacas de arroz; havia até oficina de rádio com equipamentos sofisticados. Era uma oficina rústica, não era como bancada de laboratório da cidade, mas funcionava. O gerador, lá atrás, também funcionava.

Voltamos. Deixamos o pessoal fugir, claro. E o Pedro Albuquerque retornou com dois companheiros nossos e foi recolhido ao xadrez de Xambioá.

Continuamos nossa missão. Como os três elementos fugitivos avisaram para o resto do grupo do Destacamento C, mais ao sul, em frente a São Geraldo do Araguaia, que estávamos indo para lá, ao chegar lá nós os vimos fugindo com muita carga, até violão levavam. Eles estavam se retirando do Destacamento C, do Antônio da Dina e do Pedro Albuquerque.

Pedro Albuquerque nos levou até o Destacamento C, onde havia estado. Ele fugiu porque os bandidos exigiram que ele fizesse um aborto em sua mulher, que estava grávida. Eles não se conformaram com a ordem, principalmente porque outra guerrilheira grávida tinha sido mandada para São Paulo para ter o filho nas mordomias daquela cidade. Ela era casada com o filho do chefe militar da guerrilha, Maurício Grabois.

Pedro, você está me escutando? Você deve-se lembrar de que declarou isso: que você fugiu porque obrigaram sua mulher a fazer um aborto.

Nós estávamos perseguindo esse grupo e estávamos avançando. Embora chovesse bastante, estávamos nos aproximando. Eles resolveram soltar a carga que estavam levando, e o guia, morador da área, me disse: "Agora, nós não vamos pegar eles porque estão fugindo para a gameleira".

E demos uma meia parada, nessa destruição do equipamento deles, quando pressentimos a vinda de alguém na trilha. Nós estávamos andando no meio da mata e esse elemento vinha pela trilha. Nós nos agachamos e, nisso, veio aquele elemento forte, com chapéu de couro, mochila nas costas e facão na cintura. Então, quando ele chegou no meio do nosso grupo, eu dei a ordem: Prendam esse cara!

Não sei, não posso me lembrar, se foi o Cid ou se foi o Cabo Marra que pegou o Genoino. Esse elemento era o Geraldo, posteriormente identificado como Genoino que naturalmente está me olhando agora. E eu tirei os óculos justamente para ele me reconhecer, porque da minha cara ninguém esquece, principalmente com aquela cara que eu estava na mata, depois de vários dias passando fome e sede, sujo, cheio de barba. Mas é a mesma cara. É o mesmo olhar da hora em que eu encarei ele e disse:

"Seu mentiroso! Confesse! Você não tem mais alternativa".

Por que eu descobri que o Genoino era guerrilheiro? Ele se dizia Geraldo e se dizia morador da área. Claro: elemento na área, suspeito, eu mandei deter. Mesmo algemado e com tudo nas costas, uma mochila pesada e grande, ele fugiu. O Cabo Marra deu três tiros de advertência, e ele parou. Mas não parou por causa da advertência, parou porque se emaranhou no cipoal, e o pessoal foi pegá-lo.

Eu perguntei: Por que você está fugindo? Nós apenas estamos querendo conversar com você. Para você não fugir, vamos ter de algemá-lo. "Eu sou morador" disse ele. Eu deixei o pessoal especializado em inquirição conversando com o Genoino, até então Geraldo.

O pessoal, nclusive está presente um desses companheiros, o Cid conversou bastante tempo com o Genoino, quando o Cid veio a mim e disse: "Comandante, não tem nada, não". Está bom respondi. Como eu já estava há muito tempo no mato, já tinha resolvido, intimamente, levar o Genoino preso para Xambioá, mas não disse que essa era minha determinação. Peguei a mochila dele. Havia um elemento na minha equipe que era especialista em falar com o pessoal da área já falecido, um elemento excepcionalmente bom. Rendo minhas homenagens a João Pedro do Rêgo. (Palmas.) O João Pedro, apelidado por nós de Jota Peter ou Javali Solitário, onde estiver estará escutando. João Pedro era um homem que falava com o matuto, com o pessoal da área, porque eu, na minha linguagem urbana, não era entendido nem entendia o que eles falavam. O Javali veio a mim e disse:
"Ele não tem nada. É morador da área". E disse-me o que tinha lhe dito.

Eu, como homem de selva, peguei a mochila do Geraldo e comecei a abri-la. Tirei pulôver, rede e um bocado de bagulho da mochila do Geraldo, quando encontrei um tubo de remédio no fundo da mochila. Ao pegar aquele tubo e olhar para o Genoino, vi que ele estava lívido, pálido. Eu ainda lhe disse:

Companheiro, fique tranqüilo porque nós não vamos fazer nada com você, você é morador da área. E abri o tubo. Lá encontrei material típico de sobrevivência linha de pesca fina, anzóis. Era material típico de sobrevivência. Como eu havia feito um curso e só sabia teoricamente sobre o assunto, interessei-me por aquele exemplo prático, em um local de difícil acesso na selva amazônica. À medida que eu ia puxando aquelas linhas, o Genoíno aliás, o Geraldo ia ficando mais desesperado. E quando eu tirei o tubo, olhei para ele, e ele estava branco como papel. E lá no fundo eu vi um papel pautado, de caderneta, dessas que todo dono de bodega na área anotava as suas vendas. Cortei uma talisca do meu lado, puxei o papel e lá estava a mensagem do Comandante do Grupamento B da Gameleira, o Osvaldão, para o Comandante do Grupamento C, Antônio da Dina. Estava lá a mensagem que o Genoino transportava para o Antônio da Dina. Era uma mensagem tão curta que ele, como bom escoteiro que era, poderia ter decorado, porque até hoje, mais de 30 anos passados, eu me lembro do que dizia essa mensagem, mas eu quero que ele mesmo diga o que constava nessa mensagem. Era uma dúzia de palavras em linguajar militar, de próprio punho do Osvaldão, que era o Comandante do Grupamento B da Gameleira, o grupamento mais perigoso da guerrilha, como constatamos no desenrolar das lutas. Foi o grupo que matou o primeiro militar na área. Antes de qualquer pessoa morrer, o grupo do Osvaldão matou o Cabo Rosa, Odílio Cruz Rosa. Depois de esse Odílio Cruz Rosa ser morto, eles mataram mais 2 sargentos e fizeram muito mal aos militares que nada sabiam até então. Só quem sabia era o pessoal de informações. E eu era da área de informações, embora eu operasse à paisana.

Então, o Genoino foi mandado para Xambioá preso. A essa altura ele já deixou de ser detido para ser preso, e disse tudo sobre a área. Quando eu olhei para ele e disse: Você não tem mais alternativa porque aqui está a mensagem.

Ele disse: "Eu falo". Eu disse: É bom você falar. Genoino, olhe no meu olho, você está me vendo. Eu prendi você na mata e não toquei num fio de cabelo seu. Não lhe demos uma facãozada,