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O que há de verdade científica sobre o propalado
fim do mundo em 2012

Enviado por Roberto Carrazedo C.M.G. M.B.

O sistema solar gira em torno de Alcione, estrela central da constelação de Plêiades.
Esta foi a conclusão dos astrônomos Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Comas Solá e Edmund Halley, depois de estudos e cálculos minuciosos.

Nosso Sol é, portanto, a oitava estrela da constelação - localizada a proximadamente 28 graus de Touro, e leva 26 mil anos para completar uma órbita ao redor de Alcione, movimento terrestre também conhecido como Precessão dos Equinócios.

A divisão desta órbita por doze resulta em 2.160, tempo de duração de cada era "astrológica" (Era de Peixes, de Aquário, etc.). Descobriu-se também que Alcione tem à sua volta um gigantesco anel, ou disco de radiação, em posição transversal ao plano das órbitas de seus sistemas (incluindo o nosso), que foi chamado de Cinturão de Fótons.

Um fóton consiste na decomposição ou divisão do elétron, sendo a mais ínfima partícula de energia eletromagnética, algo que ainda se desconhece na Terra.

Detectado pela primeira vez em 1961, através de satélites, a descoberta do cinturão de fótons marca, segundo esotéricos, "o início de uma expansão de consciência além da terceira dimensão". A ida do homem à Lua nos anos 60 simbolizou esta expansão, já que antes das viagens interplanetárias era impossível perceber o cinturão.

A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra por dois mil anos no anel de fótons, ficando mais próximo de Alcione. A última vez que a Terra passou por ele foi durante a "Era de Leão", há cerca de doze mil anos.

Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros dois mil anos dentro deste disco de radiação.

Todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros.

A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão.

Talvez por isso os hinduístas chamem de "Era da Luz" os tempos que estão por vir. Desde 1972, o Sistema Solar vem entrando no cinturão de fótons e em 1998 a sua metade já estava dentro dele. A Terra começou a penetrá-lo em 1987 e vem gradativamente avançando, até 2.012, quando vai estar totalmente imersa em sua luz.

De acordo com as cosmologias maia e asteca, 2.012 é o final de um ciclo de 104 mil anos, composto de quatro grandes ciclos maias e de quatro grandes eras astecas.

Humbatz Men, autor de origem maia, fala em "Los Calendários" sobre a vindoura "Idade Luz". O Cinturão de Fótons emana do Centro Galáctico.

Alcione, o Sol Central das Plêiades, localiza-se eternamente dentro do Cinturão de Fótons, ativando sua luz espiralada por todo o Universo.

Mas afinal e nós nisso tudo? Segundo os esotéricos, nós somos os mais beneficiados com tudo isso.

Todos nós, os seres encarnados na Terra estamos passando por um processo de iniciação coletiva e escolhemos estar aqui nessa difícil época de transição de nosso planeta, que atingirá todo o Universo.

Os fótons funcionam como purificadores da raça humana e através de suas partículas de luz, às quais estamos expostos nos raios solares, dentro em breve estaremos imersos nesta "Era de Luz", depois de 11 mil anos dentro da Noite Galáctica ou Idade das Trevas, como os hindus se referiam a Kali Yuga.

Como um sistema de reciclagem do Universo, o Cinturão de Fótons inicia a Era da Luz. Cada partícula vai se alojando em todos os cantinhos de nosso planeta trazendo a consciência (Luz), a verdade, a Integridade e o Amor Mútuo. Cada um de nós tem um trabalho individual para desenvolver aliado ao trabalho de conscientização da humanidade.

Os corpos que não refinarem suas energias não conseguirão ficar encarnados dentro da terceira dimensão, pois a quarta dimensão estará instalada.

E todos nós redescobriremos a nossa multidimensionalidade e ativaremos nossas capacidades adormecidas dentro da Noite Galáctica.

Todos estes acontecimentos foram registrados no Grande Calendário Maia, que tem 26 mil anos de duração e termina no solstício de inverno, no dia 21 de dezembro de 2012 dC, que marca a entrada definitiva da Terra dentro do Cinturão de Fótons por 2000 anos ininterruptos.

 

 

 

A cura pela fé é realmente possível?

M Selaht

Alegria, otimismo e solidariedade, além da fé e das orações são verdadeiramente caminhos da auto-cura e da saúde pessoal ou coletiva. Orar em grupo é uma prática positiva e saudável.

O corpo humano reage a comandos gerados pela mentalização e pela visualização. Poderosas ferramentas da magia, das religiões e seitas religiosas, alcançando limites em grande parte ainda inexplicáveis pela ciência ortodoxa sem a pretensão de querer desvendar a anatomia dos milagres, que são uma outra história, vejamos como:

Com o uso de um polígrafo já foi possível provar a comunicação de pessoas com plantas. Isso é narrado com fartas provas no livro “A Vida Secreta das Plantas”(1).

Também usando um polígrafo, a polícia de diversos países do mundo, o Brasil incluso, é capaz de determinar se um suspeito mente nos interrogatórios. É possível também aprender a fraudar o programa, tudo obra da mente.

Alegria, esse estado provoca a formação de endorfinas(2) que implementam a produção dos linfócitos T, capazes de exterminar células cancerígenas. Os praticantes da risoterapia e os comediantes estão nesse caso.

Assistir a filmes de terror e de suspense pode ser um hábito insalubre.

A adrenalina mata os linfócitos T e por isso é prejudicial se mantida na circulação por longos períodos. Os mal humorados estão sujeitos a úlceras nervosas e prejudicam o sistema imunológico.

Otimismo e atitudes solidárias dão prazer e ativam a cerotonina, poderoso neurotransmissor.
A repetição de uma palavra que pode ser seu próprio nome age como um mantra de cura, ao contrário ofensas palavrões xingamentos geram adrenalina.

Orações são mantras e quanto mais repetidas, mais eficientes para a auto-cura e para a cura coletiva.

É sabido que determinados sons podem ser curativos, assim como cores. Esse é um mecanismo que pode ser outra forma de cura autógena ou exógena. Não é por acaso que a escala de notas musicais é chamada de escala cromática e a palavra harmônico significa em “harmonia”.

Enquanto as endorfinas acalmam, a adrenalina acelera o coração e aumenta a força física em momentos de necessidade, mas é prejudicial se o nível for mantido alto.

Os místicos orientais: antigos magos, monges tibetanos, Yoguis e outros esotéricos, aprenderam a controlar e vencer “as paixões e os comportamentos agressivos e intolerantes”. São exemplos vivos de auto-controle e têm o beneficio da saúde como resultante. Pessoas calmas e alegres podem viver mais. Seja um deles e aproveite para exercer a fraternidade e a solidariedade. Pessoas que praticam esses comportamentos descrevem o imenso prazer que desfrutam como conseqüência.

Mas, a história continua e vai mais longe...
Pouco a pouco a Ciência explica a Magia e a convalida. Interessante é saber que os nossos antepassados já sabiam dessa verdade oculta.

É licito dizer que o mundo foi feito de sons (palavras, o verbo de D’us) símbolos, cores e números. Antigos místicos sabiam disso ...

Notas do autor:

(1) Editora Pensamento.

(2) Endorfina. Sua denominação se origina das palavras "endo" (interno) e "morfina" (analgésico). A palavra vem do nome do deus grego do sono, Morfeu.

A endorfina é um neurotransmissor, assim como a noradrenalina, a acetilcolina e a dopamina, um neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina. Tem como função a atividade estimulante do sistema nervoso central.

São substâncias químicas utilizadas pelos neurônios na comunicação do sistema nervoso e também hormônios, uma substância química que, transportada pelo sangue, faz comunicação com outras células.

As endorfinas foram descobertas em 1975. Foram encontradas 20 tipos diferentes de endorfinas no sistema-nervoso, sendo a beta-endorfina a mais eficiente, pois é a que dá o efeito mais eufórico ao cérebro. Ela é composta por 31 aminoácidos. A endorfina é produzida em resposta à atividade física, visando relaxar e dar prazer, despertando uma sensação de euforia e bem-estar.

Durante o orgasmo a beta-endorfina é liberada na corrente sangüínea, provocando uma intensa sensação de relaxamento no casal e é por isso que alguns até adormecem após a relação.

Efeitos principais das endorfinas:
Melhoram a memória; melhoram o estado de espírito (bom humor); aumentam a resistência; aumentam a disposição física e mental; melhoram o nosso sistema imunológico;bloqueiam as lesões dos vasos sanguíneos; têm efeito antienvelhecimento, pois removem superóxidos (radicais livres) e aliviam as dores.
Atualmente sabemos que a endorfina é produzida na hipófise e liberada para o sangue juntamente com outros hormônios como o GH (hormônio do crescimento) e o ACTH (hormônio adrenocorticotrófico), que estimula a produção de adrenalina e cortisol.
Nos últimos trinta anos, autores como Harber & Sutton, McGowan , Shyiu , Hoffmann e Heitkamp muito contribuíram para o que hoje se conhece sobre endorfina.

Estudos recentes apontam que a endorfina pode ter tanto um efeito sobre áreas cerebrais responsáveis pela modulação da dor, do humor, depressão, ansiedade, como pela inibição do sistema nervoso simpático, responsável pela modulação de diversos órgãos como coração, intestino etc... Elas podem também regular a liberação de outros hormônios.

Provavelmente parte da capacidade da acupuntura em aliviar a dor, seja devida ao estímulo da liberação de endorfinas. Uma vez estimulados pelas agulhas os terminais nervosos ("pontos") é gerado um impulso para aumentar a liberação de neurotransmissores no complexo supressor de dor, ou seja, é produzido o efeito analgésico na região cerebral.

Algumas drogas estão responsáveis pela liberação deste neurotransmissor; por isso a perigosa sensação de bem-estar.

Como o álcool, por exemplo, uma droga legal estimulante que, usada indiscriminadamente, oxida e destrói a glândula hepática e neurônios, como efeito colateral maléfico.

O consumo de chocolate (theobrobina) e pimenta também estimula a produção de endorfinas e é por isso que o chocolate vicia.


 

 

Os Tempos do Mundo
A Grande Espiral

M. Selaht

“Há um tempo para tudo; a semente de cada espécie vegetal tem um certo tempo para germinar, os animais têm um certo tempo de gestação, as estações do ano, que são diferentes nos hemisférios Norte e Sul, também são variáveis que determinam o plantio e o acasalamento entre os animais”.
Acontecimentos a nível global, atmosféricos, astronômicos ou históricos tendem a serem repetidos e cíclicos. Cabe-nos aprender e inferir sobre eles. Fazem parte da “grande espiral dos tempos”.

Observando essa mecânica dos tempos, podemos inferir que há um sincronismo inteligente que administra esses tempos. Sem o menor vacilo afirmo: D’us está presente nisso.

Foi aprendendo a observar esses fenômenos, que as antigas civilizações irrigaram as terras, tornando-as mais produtivas e aprenderam a guardar e conservar as colheitas. Estabeleceram um tempo de fartura, o “tempo das vacas gordas”, como no sonho de José do Egito.

Como a escada (rampa em sua tradução correta) visualizada pelo patriarca Jacó, em seu sonho, há também uma espiral ascendente para o tempo do mundo. Nela estão simbolicamente inseridas as épocas e os acontecimentos significativos que o planeta e tudo que nele é criação de D’US.

Aos que tinham conhecimento “xamânico” (1) e do ciclo das plantas, e delas produziam remédios, os que conheciam as épocas das flores, do sol, da muda das folhas, e do frio e eram capazes de prever eclipses e se orientarem pelas estrelas, o povo chamava “MAGI”, palavra persa que é a origem semântica da palavra “magia”, e aos conhecedores dessas artes, o nome de “magos.”

Símbolos arcanos transcendem os tempos.

A serpente era o símbolo da sabedoria e sua forma de se enrolar, as espiras, representam, simbolicamente, as “idades”, “eras”, “épocas” e “tempos”.
Este símbolo místico aparece com freqüência nas alegorias das mais diversas culturas. Ainda hoje é encontrado nos anéis simbólicos da graduação em medicina, odontologia e fisioterapia.

O Caduceu de Hermes Trismegisto, também conhecido como Thot ou Imenhotep, o sacerdote médico construtor da pirâmide de Sakara, no Egito, e do gerador de energia taquiônica, era representado com duas serpentes: uma de prata e outra de ouro, subindo pelo bastão desde a base até o castão. Igualmente, o Kundalini dos Hindus é uma serpente que sobe desde o chakra basal Mudlahara Chakra até o chakra coronário, no topo da caixa craniana.

Os símbolos falam diretamente ao subconsciente. Dito desta forma parece crendice. Mas vejam o que são os arquétipos de Jung senão símbolos?

A energia de forma é irradiada de símbolos, desenhos, iantras (como as mandalas) e/ou peças em três dimensões.

O Novo e o Antigo convivem naturalmente

A verdade e as soluções de problemas estão sob nossos narizes e não vemos.
Por exemplo: a falta de produtos químicos para corrigir o solo e aumentar a produção com fertilizantes químicos.

A resposta é a agricultura natural. A compostagem é a forma de obtenção de fertilizantes, e a reciclagem, a modernice que substitui o método natural de deposição de resíduos pelo biodigestor, que acelera a decomposição. A terra manipulada com as mãos produz mais e com melhor qualidade nutritiva (1). A luz elétrica é uma fonte de iluminação, mas a vela e o candeeiro ainda são usados; é uma convivência necessária.

Novo e antigo

“Os iniciados, desde o primórdio dos tempos, têm compartilhado segredos que têm sido guardados por ordens e fraternidades iniciáticas. Deles, o maior é o “conhecimento”, porque conhecimento, informação e poder são a mesma coisa.” M. Selaht

É esse conhecimento, “wisdom” em inglês, que o rei Salomão pediu a D’us para que governasse “com justiça” O mais sábio dos reis de sua época pedira a D’us simplesmente a ILUMINAÇÃO. É o que vem incomodando as igrejas que desejam o conhecimento e o poder dele resultante, somente para seus padres (aqui há apenas uma constatação de fatos históricos e não preconceito religioso). É por isso que caluniam, temem e perseguem os iniciados (Inquisição). É o medo do desconhecido, do conhecimento, do poder dele resultante. O conhecimento deve pertencer à humanidade. Os cleros o querem para poder dominar e impor as suas vontade e dogmas. Os colégios de padres são exemplos disso, são forma legal de implantar dogmas de fé junto com o conhecimento profano que os demais colégios não religiosos ensinam. Fica assim difícil para o estudante exercer o livre arbítrio que é garantido no “Estado Laico”, como acontece no Brasil. O “Index” da Igreja católica é uma lista de livros proibidos pelos líderes do clero. Na Idade Média o “Index” continha obras científicas, esotéricas e outras que contrariavam os dogmas da “igreja do Cristo”. Isso, na opinião dos padres.

Combustíveis fósseis, riqueza finita.

A mãe Terra sempre nos deu o sustento e também nos dá os bio-combustíveis. Essa energia já poderia ter sido usada se os governos tivessem vontade política e inteligência para ouvir os cientistas. O óleo de mamona é amplamente usado na indústria de plásticos e na aviação como fluido lubrificante. O hidrogênio está agora sendo usado. O fim de um modelo energético revela um novo que o substitui.

Métodos naturais de diagnósticos médicos

Medicina social mais barata e de maior alcance para todos. Os diagnósticos pela iridologia e radiestesia são eficazes, mas por puro preconceito não são admitidos pelos Conselhos Regionais de Medicina, Farmácia e Enfermagem.

A numerologia e a iridologia, igualmente, poderiam ser usadas para acelerar diagnósticos para os psicólogos e médicos. Seria maior o alcance social principalmente em áreas rurais, mas não são consideradas como método nos protocolos.

O astrólogo prof. Assuramaya (2), igualmente, tinha entre seus alunos e clientes médicos e psicólogos.


Durante uma certa época, ministrei aulas inaugurais para os cursos de Astrologia Científica do professor Assuramaya, hoje no “Oriente Eterno”. Sempre houve uma constante: o incrível o número de psicólogos presentes. Entrevistando-os, só a muito custo obtive a verdade, já que o Conselho Regional de Psicologia não vê com bons olhos o envolvimento de psicólogos com Astrologia.

Na verdade, era a dificuldade de diagnóstico e a decorrente demora em chegar ao âmago do problema. Esses profissionais queriam aprender uma maneira nova, um novo caminho para conhecer seus pacientes, logo de imediato.

Estranhamente, o professor Georges Charbel Farah, (3) recebe médicos e psicólogos em seus cursos de Radiestesia. Charbel é capaz de fazer diagnósticos sem a presença física do doente, e na presença dos médicos, que não sabem o que dizer diante dos acertos obtidos, o demonstrou várias vezes.

Pessoalmente entrevistei vários deles. Uns confessaram logo que queriam conhecer métodos “antigos de diagnóstico”, principalmente de diagnóstico preventivo. Outros responderam que era pura curiosidade.

Cura pelas plantas e venenos

Pesquisadores estrangeiros, travestidos de missionários religiosos, pesquisam as plantas e fauna da Amazônia em busca do conhecimento dos pagés e xamãs. A hipocrisia leva os Conselhos Regionais de Medicina, Farmácia e Enfermagem de chamarem de curandeiros os que se atrevem a curar, mesmo onde não há médicos, por puro corporativismo, já que não conhecem as plantas e seus princípios ativos medicinais, como os experientes pagés. A maior parte dos modernos fármacos é desenvolvida a partir de vegetais.

No mundo moderno são os bioquímicos (farmacêuticos) os responsáveis pela produção de remédios.

Água potável, o recurso que está sendo esgotado pelo desrespeito à mãe Terra.

Os povos da Terra não acompanharam a lógica de sabedoria arcana, a de somar conhecimento anterior aos novos, deixando de usar o conhecimento ancestral dos magos celtas, dos indígenas e dos povos de áreas desérticas que sabiam como e onde encontrar água e que fazia dessa ciência do passado uma forma barata de obter água.

Na Torá, Moisés golpeia uma rocha duas vezes e encontra água. Essa alegoria bíblica demonstra o conhecimento no uso da “vara de rabdomancia” pelo grande iniciado, escolhido por D’us, para condutor do “povo escolhido”, através do deserto.

Já que o custo desse desafio é praticamente nulo, se comparado ao delírio de Lula, transposição do Rio São Francisco.

Para o professor Charbel encontrar água pela radiestesia não é novidade. Charbel já o fez antes, nos desertos da África e no Brasil, e, mais recentemente, para a General Electric, no Rio de Janeiro.

O dinheiro do povo está sendo desperdiçado, de forma imoral, com dos sonhos de um lunático e mentiroso, que teme que com o aparecimento da verdade sua incompetência fique evidente. (meu grifo).

Representações e sinais de épocas e idades

Camadas geológicas, “contam” a história da humanidade. Pelo estudo das camadas geológicas, cientistas multidisciplinares se completam dando largo espectro de abrangência aos estudos geológicos.

Também os círculos observados nos troncos das árvores vivas e/ou petrificadas revelam épocas, idades e fatores significativos da história. É preciso conhecer os sinais.

Sistemas científicos de datação

São valiosos instrumentos modernos para ampliar o conhecimento do mundo em que vivemos.

Calendários antiqüíssimos, como o “Calendário Maia”, mostram que, mesmo sem dispor dos meios de hoje, era possível montar um calendário perfeito e que até hoje é confiável.

Descobertas científicas e revelações recentes chegam a conclusões já conhecidas em remotas épocas.

A Física Newtoniana cede lugar à Física Quântica, e à teoria dos campos unificados.

E a ciência comprova a existência de mundos paralelos.

Já se sabe como anular a força da gravidade, 9,8m por segundo ao quadrado, na Terra. Com sensores acoplados a uma CPU será possível regular bobinas variáveis e correntes eletromagnéticas em sentidos opostos, adaptando um veículo espacial a qualquer campo gravitacional, sendo igualmente possível viajar usando essa força de atração.

A levitação de objetos é possível com a novel teoria dos supercondutores e logo será também possível aos humanos sem eles.

A movimentação igualmente é possível e até fácil de ser executada e ensinada.

Os movimentos planetários, o deslocamento da via látea e o deslocamento do universo.

São em espiral como no microcosmo. É o caminho da evolução do universo. Hermes tinha razão.

(1) Provas podem ser encontradas no livro “A Vida Secreta das Plantas”, da Ed. Pensamento. O conhecimento xamânico é o que se refere às plantas medicinais e nutrientes da biodiversidade terrestre. Essa palavra é aplicada geralmente aos pagés nas populações das florestas.

(2) Assuramaya – João Batista Pinto, jornalista, professor, astrólogo e escritor brasileiro, foi apresentador do programa “Assim Fala Assuramaya” que, durante muitos anos, foi transmitido pela Rádio Nacional.

(3) Georges Charbel Farah, radiestesista francês, nascido na Costa do Marfim, África.

O professor Georges Charbel lançou um desafio. Encontrará água no Nordeste usando apenas um pêndulo. Precisa apenas de transporte e da presença da imprensa para documentar a descoberta.

Novamente, o criminoso ambiental Lula, por falta de instrução, má-fé, ou por motivos eleitoreiros, já que a suspeita de outros interesses pessoais possivelmente econômicos, ainda não foi provada, contra os pareceres dos especialistas, mas com a aprovação do Supremo Tribunal Federal, constituído de ministros que nada entendem do assunto biodiversidade, aprova a obra.

Obs. do autor

Conhecimento xamânico e sobrevivência.
O Exército brasileiro, nos cursos de sobrevivência em nove semanas, na selva, ministrados pelo Cento de Instrução de Guerra de Selva, adota essa estratégia de sobrevivência: busca de água, alimentos e remédios naturais para sobrevivência na selva. Nessa área, há intrusos estrangeiros e ONGs recolhendo e exportando ilegalmente plantas medicinais para pesquisa no estrangeiro.
É o conhecimento xamânico do Exército Brasileiro usado objetivamente, salvando vidas sem agredir a biodiversidade.
O *CIGS possui seis bases principais na base Ajuricaba (B 5) fica a sede do CIGS.
Nessa área há intrusos estrangeiros e ONGs, recolhendo e exportando ilegalmente plantas medicinais para pesquisa no estrangeiro.
Nossas plantas e toxinas animais são patenteadas no estrangeiro enquanto o governo incompetente do senhor Lula troca de ministros e finge proteger a biodiversidade do Brasil.

 

 
Limpe o espaço espiritual de sua casa.


Para ter uma “casa limpa” não basta fazer uma faxina no “campo material,” é preciso uma limpeza no “campo espiritual.” “O que está em cima é como o que está em baixo (Hermes Trismegisto)”.

M.Selaht


A teoria dos campos unificados, uma realidade científica, derroga muitos paradigmas entre os quais a existência de mundos paralelos e a de “mundos espirituais”.

A física quântica vai além: mostra como é possível viajar em um universo paralelo alterando tempo espaço e velocidade. Seria essa uma explicação para as viagens espaciais entre sistemas estrelares?

Religiões e clérigos na contramão da verdade científica, em defesa dos dogmas de fé.
Respeitamos as crenças religiosas por serem opções garantidas por lei. Se observarmos objetivamente, a teoria dos campos unificados já é prova de que há vida além da morte física e há comprovação científica disso com a possibilidade real de comunicação com desencarnados. Os desencarnados podem interagir com os vivos ajudando-os ou prejudicando-os. É o fenômeno das “casas assombradas”.

Conheça a verdade cientificamente provada

Quem duvida, ainda o faz por fanatismo religioso, por desconhecimento, ou por simplesmente ser refratário aos fatos. A impregnação com energias negativas ou positivas é uma realidade que afeta a vida dos ocupantes dos espaços, acreditem eles ou não.

O Grupo Gravando Vozes, de IPATI, coordenado por Sonia Rinaldi, já tem seu importante trabalho de transcomunicação com o mundo espiritual e até com extraterrestres. Antes de duvidar, acesse o site do grupo: www.ipati.org, e pelo e-mail contatogravandovozes@ipati.org e comprove. Se ainda mantiver a dúvida, agende uma entrevista pessoal e vá ao local onde as experiências são realizadas. Pesquisadores e cientistas são bem-vindos. E, por favor, dê descanso ao diabo e a certos sacerdotes televisivos, esclerosados, que só aparecem para confundir. Passe a ver e entender porque, “Na casa do Senhor há muitas moradas”.

Impregnação e desimpregnação

A arte-ciência da Radiestesia e sua conseqüência, a Radiônica, também são comprovadas desde tempos pré-históricos.

A radiestesia, também conhecida como rabdomancia, pode apontar cargas negativas, formas de pensamento negativos e presenças espirituais negativas, segundo o radiestesista francês Georges Charbel Farah.

A mediunidade é também uma forma de comprovar a hipótese da impregnação. Mesmo os céticos podem fazê-lo. Um médium que tenha a faculdade de tocar objetos ou visitar locais antigos pode dizer quem habitou ou foi proprietário da imóvel ou objeto. Como comprovar? É fácil: antiquários costumam ter a história de peça que adquirem em leilões; é só deixar que o médium toque as peças escolhidas a esmo e comprovar com os registros do antiquário. Funciona? Nós mesmos fizemos a experiência e, em alguns casos, chegamos a descobrir vários proprietários do objeto ou do imóvel. Essa emanação chama-se impregnação e é como a radiestesia, pode identificar cargas energéticas.

Em alguns casos é preciso descascar paredes e tetos para desimpregnar o ambiente, em outros casos só demolindo o imóvel. É o caso do Edifício Joelma em São Paulo, Brasil.

No Joelma, dezenas de pessoas morreram queimadas e com grande sofrimento. Fantasmas têm sido vistos e ouvidos no interior do prédio onde poucos querem manter escritórios.

Como limpar um ambiente no campo espiritual?

Limpar um ambiente significa desimpregná-lo de energias negativas. Siga o passo-a-passo.

Retire do imóvel o que não estiver em uso, móveis, louças, papéis, fotos, roupas etc. Faça circular energias novas.

Essa ação vai provocar uma espécie de “vácuo”, que puxará novas energias para o ambiente.

Faça uma limpeza geral incluindo paredes e interiores de móveis, arraste-os limpe atrás e por baixo.

Em um balde com água, coloque 40 mililitros de amônia (corresponde mais ou menos a quatro tampinhas da embalagem de litro), um pouco de essência de alfazema. Passar em toda casa com um pano virgem começando pelo teto paredes e finalmente assoalho.

Após a limpeza, coloque em um litro de álcool de cereais oito pedras de cânfora e borrife os cantos das paredes internas da casa e nas quinas das portas.
O pano usado na limpeza deve ser descartado.

Perfume o ambiente sem usar alfazema.

Defumação

Pode-se defumar a casa, mas neste caso, apenas com olíbano, mirra, benjoim e canela.

Varetas de incenso não servem, porque são feitas de essências sintéticas, não naturais. (veja explicação completa sobre este tópico em outra parte deste livro) Após terminar a limpeza do ambiente, os que estiveram presentes devem tomar um banho completo da cabeça aos pés com sabão de coco ou similar, sem perfume e enxaguar normalmente.


 

Sufismo

Corrente mística e contemplativa do Islã.

Os praticantes do sufismo, conhecidos como sufis ou sufistas, procuram uma relação direta com D’us através de cânticos, música e das danças dervixes.

O termo sufismo é utilizado para descrever um vasto grupo de correntes e práticas. As ordens sufis (Tariqas) podem estar associadas ao islã sunita, islã xiita ou uma combinação de várias correntes.

O pensamento sufi nasceu no Oriente Médio, no século VIII, mas encontra-se hoje por todo o mundo.
Na Indonésia, atualmente, a nação com maior número de muçulmanos, o islã, foi introduzido através das ordens sufis.

Etimologia

O Árabe é um idioma substancialmente de origem egípcia. Etmológica e lingüisticamente é provado através de estudos filológicos, reconhecidos e aprovados.
Para alguns autores, a palavra é oriunda de suf que significa "lã" em árabe.

Aparentemente, os primeiros praticantes deste tipo de religiosidade tinham por hábito vestir-se com lã como forma de demonstrar a sua simplicidade, sendo provavelmente influenciados pelos ascetas cristãos da Síria e da Palestina. A lã possuía também uma conotação espiritual nos tempos pré-islâmicos.

Para outros autores, a origem está na palavra árabe safa, que significa "pureza".

Estas palavras têm origem no idioma egípcio antigo, onde as palavras SOF, SEF, SAF, SUF e SIF todas tem como significado PUREZA. Portanto, a palavra SUFI é de origem egípcia. Isto não quer dizer que o Sufismo seja egípcio, embora tenha como base muito do Egito Antigo, porém a forma como o conhecemos hoje foi dada graças ao Islamismo, visto que o Sufismo é atemporal e a cada época se apresenta de uma forma diferente, porém sempre com o mesmo conteúdo essencial.

Conhecido por muitos como o misticismo do Islã, o sufismo é uma filosofia de autoconhecimento e contato com o divino através de práticas meditativas, reclusão, danças, poesia e música.

Os sufis acreditam que D’us é amoroso e o contato com ele pode ser alcançado pelos homens através de uma união mística, independentemente da religião praticada.

Por este conceito de D’us, os sufis foram, muitas vezes, acusados de blasfêmia e perseguidos pelos próprios muçulmanos, pois contrariavam a idéia de um D’us que julgava e punia, a quem os homens deveriam se submeter.

Hallad, um dos maiores representantes do sufismo, foi executado, pois dizia que D’us passara a morar dentro dele; que havia atingido a total união e harmonia com Ele.

SUFISTAS ACREDITAM NA BIBLIA, NA TORÁ E NO CORÃO.

Como o ideal do sufismo era acético, acredita que Jesus era tão importante quanto Maomé, que o Alcorão é tão essencial quanto a Bíblia ou a Torá.

Quase um século e meio depois, Ghazali, um dos maiores pensadores do mundo e seguidor sufi, disseminava a idéia de que a verdade mística não pode ser aprendida, mas sim experimentada por meio do êxtase.

Êxtase pela dança
Os dervixes atingiam o estado de êxtase rodopiando em dança contínua.

Para os sufis, a origem histórica da sua religiosidade pode ser encontrada nas práticas meditativas do profeta Maomé. Este tinha por hábito refugiar-se nas cavernas das montanhas de Meca onde se dedicava à meditação e ao jejum. Foi durante um desses retiros que Maomé recebeu a visita do anjo Dgibril (Gabriel), que lhe comunicou a primeira revelação de D’us.

Encontramos seguidores desta corrente em todos os segmentos sociais: camponeses, donas-de-casa, advogados, comerciantes...

Sua filosofia básica é "Estar no mundo, mas não ser dele", livre da ambição, da cobiça, do orgulho intelectual, da cega obediência ao costume ou do respeitoso amor às pessoas de posição mais elevada.

As Ordens Sufis.

A Ordem Chishti
Deve o seu nome a Khaja Mu´in al-Din Chisti, oriundo do Afeganistão, mas que se fixou na cidade indiana de Ajmer, onde ensinou um grande número de discípulos. Estes discípulos iriam, por sua vez, criar centros por todo o subcontinente indiano através dos quais difundiram os ensinamentos de Chishti.

O dhikr (forma de meditação) característico desta ordem é um tipo de interpretação musical chamado qawwali, no qual um grupo de músicos entoa cantos religiosos num ritmo sincopado.

A Ordem Mevlevi
Esta ordem deve o seu nome ao poeta Jalal al-Din Rumi, chamado Mevlana em turco (século XIII). Encontra-se geograficamente circunscrita à atual Turquia e aos Balcãs.

Nas suas práticas dhikr atribuem grande importância à música e à dança.

O exercício de meditação da ordem, denominado sama, envolve a recitação de orações e hinos, após os quais os participantes realizam voltas à sala, numa dança em que abrem os braços à altura dos ombros, com a palma da mão direita virada para cima e a da mão esquerda para baixo. Os membros desta ordem são mais conhecidos no Ocidente como os "dervixes rodopiantes".

A Ordem Naqshbandi
Largamente presente no mundo islâmico, esta ordem recebeu o nome de Baha al-Din Naqshband, um erudito sufi natural do Uzbequistão. Ao contrário das outras ordens, não consideram essencial retirar-se da sociedade. Muitos membros desta ordem desempenham um importante papel de assistência social em países islâmicos.

Consideram como fundamentais oito princípios:
Ter consciência da respiração;
Ver por onde se caminha;
Viajar interiormente;
Experimentar a solidão no meio da sociedade humana;
A recordação;
O refrear dos pensamentos;
O controlar dos pensamentos;
A concentração no Divino
.

O caminho Sufista na história do homem.
O sufismo, historicamente, pode ser dividido em períodos: antigo, clássico, medieval e moderno.

Um dos fatos marcantes do período clássico foi a crucificação de Husayn ibn Mansur al-Hallaj, acusado de heresia, em 922 d.C, após declarar "Eu sou a verdade" ( declaração igual a feita por Jesus)

Sufismo na Idade Média
Foi na época medieval, entretanto, que os sufistas aprenderam a disfarçar em poesias complexas qualquer afirmação que pudesse ser considerada um desafio à crença do "Deus Único". Assim, só mesmo os esclarecidos podiam decifrá-las.

Durante a Idade Média, Abu Hamid al-Ghazzali (1059-1111) afastou-se da vida mundana para empreender uma busca por Deus. Seus escritos ajudaram a combinar os aspectos heréticos do sufismo com o islamismo ortodoxo. Em números, os sufistas atingiram o auge na era moderna, entre 1550 e 1800.

Hoje, o sufismo é, muitas vezes, praticado em segredo nos países muçulmanos, enquanto na Índia e em muitos países do ocidente ele comanda um fiel grupo de seguidores.

Sufismo nos Estados Unidos
Nos últimos anos, um ramo desta ordem, a do xeque Nazim e do seu sucessor xeque Hisham Kabbani, tornou-se muito ativa nos Estados Unidos, não sem gerar controvérsia; para os seus críticos o grupo presta um culto de personalidade ao seu mestre que é contrário aos ensinamentos do Islã.

Omar Ali-Shah (1922 - 2005) empenhou-se em ensinar a Tradição Sufi a mais de 2.000 discípulos, livremente organizados em pequenos grupos por todo o mundo ocidental.

Ele foi um Sayed (descendente do Profeta Maomé) que viveu e ensinou no Ocidente. Era filho do Sirdar Ikbal Ali Shah, irmão dos autores Sufis Idries Shah e Amina Shah, e suas traduções do Gulistan de Saadi e do Rubaiyyat de Omar Khaiyyam (em cooperação com Robert Graves) revelaram para o Ocidente o conteúdo Sufi destes livros.

Seus outros livros são: O Caminho do Buscador, Sufismo para Hoje, A Tradição Sufi no Ocidente e Sufismo como Terapia.
Após a morte de Omar Ali-Shah, seu filho, Arif, assumiu a posição do pai.

Ligações externas

Maktab Tarighat Oveyssi Shahmaghsoudi (Escola de Sufismo Islamico)

Ordem Sufi Halveti Jerrahi no Brasil
Ordem Sufi Naqshbandi no Brasil
Ordem Sufi Alawiya no Brasil

Associação Internacional de Sufismo
Quando o homem se confude com Deus - por Débora F. Lerrer.
Movimento Sufi Internacional - site em língua inglesa

“Haverá um dia quando a humanidade acordará para o fato de que a relação com D’us é pessoal, ninguém pode ser intermediário dela. Neste dia o amor universal tomará o espaço ocupado pelo preconceito e pelo egoísmo e pelas religiões, que apenas separam os seres humanos de seu verdadeiro destino e do plano do D’us Uno.”

Mago selaht

N.R.: Para um melhor entendimento das relações das ordens esotéricas orientais e/ou as que tiveram origem no Oriente, devemos nos ater ao fato histórico de que egípcios, hebreus, árabes e persas eram povos semitas, isto é, descendentes da geração de Shem, filho de Noah (Noé).

 

 


Palavras de sabedoria, Máxima Hindu

*Enviada por Jorge Bastos Carvalho
Escritor e profeta.

Aquele que não sabe e não sabe que não sabe, é um tolo. Evite-o!

Aquele que não sabe e sabe que não sabe, é um estudioso. Instrua-o!

Aquele que sabe e não sabe que sabe, é um sonâmbulo. Desperte-o!

Aquele que sabe e sabe que sabe, é um sábio. Siga-o!

* autor do best-seller interpretando as Centúrias de Nostradamus


 
   

 

Enviado por Nilson Victorino

DNA e Mudanças Celulares
- estamos nos transformando em ÍNDIGOS

O Dr. Berrenda Fox fornece evidências de mudanças no DNA e nas células em seu artigo escrito por Patricia Resch. Dr. Fox provou, através de exames de sangue, que algumas pessoas têm realmente desenvolvido novas seqüências de A.

P.R.: Berrenda, conte-nos um pouco sobre sua experiência.

B.F.: Eu sou doutorado em Fisiologia e Naturopatia. Durante meu treinamento na Europa, também estive envolvido com a mídia, e ainda continuo, em filmes e gerenciamento. Como você sabe, estou trabalhando com a Rede de Televisão Fox, a fim de trazer um pouco de entendimento sobre extraterrestres e seu papel no que está acontecendo com a humanidade no momento atual. Os mais conhecidos são "Sightings" e "Arquivo X".

P.R.: Quais são as mudanças que estão ocorrendo neste momento no planeta, e como nossos corpos têm sido afetados?

B.F.: Existem grandes mudanças, mutações que não ocorriam, de acordo com geneticistas, desde quando, supostamente, saímos da água. Há alguns anos atrás, na cidade do México, houve uma convenção de geneticistas de todo o mundo e o tópico principal foi a mudança no DNA. Nós estamos fazendo uma mudança evolucionária, embora não saibamos em no que vamos nos transformar.

P.R.: Como está mudando o nosso DNA?

B.F.: Todas as pessoas têm uma hélice dupla de DNA. O que estamos descobrindo é que existem outras hélices que estão sendo formadas. Na hélice dupla, existem duas seqüências de DNA enroladas em uma espiral. Meu entendimento é o de que iremos desenvolver doze hélices. Durante este tempo, que parece ter começado talvez entre 5 e 20 anos atrás, temos sofrido uma mutação. Esta é a explicação científica. É uma mutação da nossa espécie em algo para o qual o resultado final ainda não é conhecido. As mudanças não são conhecidas publicamente, porque a comunidade científica sente que isso iria amedrontar a população. De qualquer forma, as pessoas estão mudando a nível celular. Estou trabalhando atualmente com três crianças que possuem três hélices de DNA. (O livro Surfista de Zuvuya - José Arguelles fala sobre o os 3 filamentos de DNA).
A maioria das pessoas sabe e sente isso. Muitas religiões têm falado sobre a mudança e sabem que ela ocorrerá de diversas formas. Nós sabemos que é uma mutação positiva mesmo que fisicamente, mentalmente e emocionalmente possa ser mal compreendida e assustadora.

P.R.: Estas crianças estão demonstrando alguma característica diferente de outras crianças?

B.F.: Estas são crianças que podem mover objetos através da sala apenas se concentrando neles, ou podem preencher copos com água apenas ao olhá-los. Elas são telepatas. Você quase pode considerá-las como parte angélicas ou super-humanas, mas elas não são. Eu acho que elas são aquilo no qual estaremos nos tornando durante as próximas décadas.

P.R.: Você acha que isso ocorrerá com todos nós?

B.R.: Parece que a maioria das pessoas começaram alguma coisa para a geração seguinte, dando a ela a capacidade de formar outra hélice durante seu tempo de vida. Nossos sistemas imunológico e endócrino são a maior evidência destas mudanças. Esta é uma das razões pelas quais trabalho com pesquisas em testes imunológicos e terapia. Alguns adultos os quais testei já têm outra hélice de DNA em formação. Alguns já estão em sua terceira hélice. Estas pessoas estão passando por uma série de mudanças em suas consciências e corpos físicos, porque estas duas coisas são na verdade uma só. Na minha opinião, a Terra e todos que aqui vivem, estão aumentando sua própria vibração. Muitas das crianças nascidas recentemente têm seus corpos magneticamente mais brilhantes. Aqueles de nós que somos mais velhos, e que escolhemos mudar, temos que passar por diversas alterações físicas.

P.R.: O que provoca mudanças em corpos nascidos com as duas seqüências de DNA normais?


B.F.: A maneira mais fácil de mutação em nosso DNA é através dos vírus. Consequentemente, os vírus não são, necessariamente, maus.
Os vírus vivem unicamente em tecidos vivos. Vírus de DNA como Epstein Barr e Herpes não alteram a estrutura celular. O retro vírus HIV não é um vírus de DNA. Ao contrário de provocar mutações no corpo, na verdade, ele o devora.
A maioria das pessoas que passa por este processo, como que ressurgindo do outro lado, muda para uma nova profissão, uma nova forma de pensar, ou pelo menos, inicia um novo modo de viver. Embora elas possam se sentir doentes, cansadas, ou algumas vezes desesperançosas, isto é, na verdade, um dom. Foi dada a elas a chance de mudar sua estrutura de DNA e seu corpo para um corpo mais saudável e brilhante, que pode mantê-los na próxima geração. Os anjos que têm sido vistos são sinais de que estamos mudando. Eu entendo que temos até aproximadamente o ano 2012 para completar este processo.

P.R.: Que outras mudanças podemos esperar?

B.F.: Não ocorrerão doenças, não precisaremos morrer. Seremos capazes de aprender nossas lições não através do sofrimento, mas através de prazer e amor.
O sistema antigo desmoronou e isso não poderia ocorrer sem uma grande luta. Então, vocês têm guerras, várias formas médicas de cura não estão funcionando, o governo não está agindo. Vários antigos paradigmas não podem mais existir, embora lutando para manter-se, mas não há dúvidas de que tudo está mudando.
Aqueles de nós que escolheram viver neste momento são precursores de quase praticamente uma nova espécie. É humana, embora estejamos ao mesmo tempo manifestando o paraíso na Terra. Estamos recebendo ajuda extra de mestres e extraterrestres, seres angélicos, e aprendendo a entrar em nosso íntimo.
Quanto mais sejamos capazes de entrar e de ouvir aquela voz silenciosa interior, mais estaremos em sintonia com as mudanças que estão ocorrendo.

P.R.: Quais são alguns dos efeitos colaterais destas mudanças?

B.F.: Com uma mudança celular, você irá algumas vezes sentir como se você não estivesse aqui. Você pode se sentir exausto, porque nós estamos literalmente mudando células e nos tornando novos seres. Como um bebê, você pode necessitar de muito descanso. Podem ocorrer sintomas como confusão mental e não ser capaz de se concentrar em tarefas rotineiras, já que fomos programados para algo maior. São comuns sofrimento e dores no corpo para os quais não haja nenhuma causa específica.
Muitas pessoas sentem como se estivessem ficando loucas. Se estas pessoas forem a um consultório médico ortodoxo, é bem provável que sejam medicadas com Prozac, porque não saberão diagnosticá-las. É difícil para a profissão médica porque eles não estão habituados a lidar com o corpo energético.
Porque os chacras estão relacionados ao nosso sistema endócrino, as mulheres passarão por mudanças hormonais. Poderão chorar sem saber porque, já que chorar libera hormônios. Muitas mulheres passarão pela menopausa mais cedo porque estamos acelerando.
Os homens poderão ficar muito frustrados com a exaustão já que estão tão acostumados em serem ativos. Podem sentir seu lado feminino aflorar porque este é o lado intuitivo. A terapia emocional que tem sido difundida nos últimos 20 a 30 anos vem se acelerando com novas técnicas para estas mudanças. Nós estamos atualmente realizando um grande trabalho emocional em um curto espaço de tempo que deveria, na verdade, levar milhares de anos.

P.R.: Como você trata uma pessoa que está passando por estas mudanças?

B.F.: Eu abordo o assunto pelo ponto de vista de trabalhar cada pessoa individualmente ao invés de tratar uma doença. "Doutor" em latim significa educador. O único serviço efetivo que você pode realizar como um verdadeiro curador é o de fortalecê-las com as ferramentas necessárias e lhes reassegurar de que o que está acontecendo é real e de que elas podem se curar e se libertar dos sintomas "negativos" enquanto se curam. Primeiro, eu solicito um teste imunológico que não é realizado tradicionalmente. É um exame de sangue laboratorial realizado através de uma especialidade avançada de pesquisa em laboratório. Então, eu dou ao paciente as informações. É mais ou menos como um mapa das mudanças, para que eles tenham o poder da própria cura. Eu não sou o curador mas apenas um instrumento em seu processo de cura individual. Ocorre um processo em cada pessoa quando olha para seu próprio exame de sangue e que vê o seu mapa e o que está acontecendo em seu corpo, que causa algo como um clique no subconsciente. A verdadeira chave é a de que a pessoa toma a responsabilidade e faz o seu próprio trabalho.
O que eu uso como ferramentas não são comumente usadas. Eu uso várias Terapias Orgânicas, que são um tratamento glandular vindo da Europa, para preparar o sistema hormonal para aceitar as mudanças no DNA. Também uso homeopatia para trabalhar no corpo energético, vitaminas, ervas e terapia a laser frio. A terapia depende inteiramente das necessidades individuais.
Muito do que eu faço me foi passado por aqueles aos quais chamaria irmãs e irmãos mais velhos que se foram antes de nós. Eles são de outros sistemas solares de onde todos nós viemos para ajudar a este planeta nesta transição.

P.R.: Como você prevê a evolução de seu trabalho?

B.F.: Eu encaro meu trabalho como uma ponte ou transição. Ele é tanto científico quanto artístico. Curar é uma arte e uma ciência. Usar apenas a ciência ou apenas a arte não é suficiente para uma cura completa. Eu não acho que serei um curador durante toda a minha vida porque acredito que as doenças serão eliminadas. Nós, como pessoas conscientes, iremos eliminar as doenças e sofrimentos.


DNA, MUDANÇAS CORPORAIS E RECOMENDAÇÕES

Extraído do artigo "A imagem superior" por Susanna Thorpe-Clark

Nós estamos sendo mudados fisicamente de seres basicamente carbônicos com duas seqüências de DNA para seres cristalinos com 1.024 seqüências de DNA (eventualmente), porque apenas substâncias cristalinas podem existir em níveis dimensionais mais elevados.

Na verdade, estamos fundindo nossos corpos com seqüências de DNA dos Sírios, já que este formato é suficientemente próximo ao nosso para que nos integremos com relativamente poucos efeitos colaterais.

Não somos apenas nós, humanos, que estamos mudando, mas todas as formas de vida na Terra estão se tornando cristalinas. Todos os peixes do mar, as flores e as árvores em nossos jardins, as aves no céu, até o seu cão ou gato de estimação.

Tudo está mudando. Nada irá morrer ou ser destruído, já que estamos todos nos movendo juntos para um novo estado de ser.

Este novo estado de ser requer então, que nós, fisicamente, mentalmente e emocionalmente nos libertemos dos conceitos de 3a. dimensão. Assim como na morte, esta libertação corresponde à maior parte deste processo de mudança, já que ninguém poderá utilizar os valores antigo e modo de ser em um completamente diferente pós-morte. Portanto, a progressão através de mudanças nos leva a nos libertar dos relacionamentos atuais, empregos, carreiras, lares, posses, e assim por diante, já que eles são incapazes de suportar nossa nova forma de ser.

Não é surpresa, portanto, que haja uma grande carga de ansiedade e medo sendo sentidos, porque estas mudanças já estão ocorrendo, embora a maioria das pessoas não esteja consciente disto. Também, as mudança em nossa forma de ser psicológica está evoluindo rapidamente neste momento, e estão ocorrendo muitos sintomas físicos temporários em nossos corpos em conseqüência disto.


Algum deles são:

Sintomas semelhantes aos de gripe - temperatura alta, suores, ossos e juntas doloridos, etc, mas que não respondem a tratamentos com antibióticos. - Fortes dores de cabeça - Dores severas que não são aliviadas com analgésicos - Diarréias ocasionais - Coriza ocasional - Corizas que duram 24 horas, mas que não sejam ligadas a resfriados ou alergias – Vertigens - Ruídos no ouvido - Palpitações no coração - Tremores em todo o corpo - especialmente à noite quando relaxados - Espasmos musculares - Associado a dores no corpo, freqüentemente nas costas - Formigamentos - nos braços, mãos, pernas e pés - Perda de forças nos músculos - nas mãos, causada por mudanças no sistema circulatório - Dificuldades em respirar ocasionais - e/ou percepção de respiração mais pesada ou alta quando relaxados - Mudanças no sistema imunológico - Mudanças no sistema linfático - Sensação de cansaço - ou exaustão após mínimo esforço - Necessidade de dormir - mais freqüentemente que o normal - Unhas dos pés e cabelos crescendo mais rapidamente que o normal - Ataques de depressão sem motivos reais - Nostalgia - e mais atenção a relacionamentos, obtendo mais clareza em assuntos pessoais - Sensação de grande purificação - Tensão, ansiedade e altos níveis de estresse - porque as pessoas percebem que alguma coisa está acontecendo, mas não sabem o que é.

Alguns destes sintomas estão sendo sentidos pela grande maioria das pessoas. Muitas estão correndo, em pânico, para médicos, quiropráticos, fitoterapeutas, e assim por diante, e, normalmente, são informadas de que não há nada de errado com elas. E esta é a verdade, já que todos estes sintomas são apenas temporários e simplesmente indicam que estas mudanças fisiológicas estão ocorrendo.

Algumas das recomendações indicadas para alívio dos sintomas descritos acima são: deixe o fluxo seguir, não lute contra ele. Se você se sentir cansado e exausto, descanse e durma bastante. Beba bastante água, já que você está se desintoxicando e se desidratando mais rapidamente do que o normal. Para alívio da tensão emocional e níveis de estresse, tome Valerian. Fenugreek alivia o estresse no sistema linfático e ajuda na desintoxicação. Para alívio dos espasmos musculares, tome Valerian e tente banhos de argila ou um demorado banho de imersão no qual você adicione uma xícara de sais de Epsom. Faça isso diariamente.

Entenda que, se você está tendo palpitações no coração ou dificuldades em respirar, sintomas que correspondem ao seu chakra cardíaco ou ao laríngeo, é porque os mesmos estão sendo desbloqueados e que os sintomas são temporários. Você não está morrendo, apenas mudando!

De qualquer forma, não aceite somente a minha palavra a respeito disto. Se você está inseguro, procure ajuda médica. Se você não sabe aonde conseguir Valerian ou Fenugreek, tente uma loja de alimentos naturais, ou, melhor ainda, simplesmente diga o nome mentalmente quando necessitar de alívio.

Todas as energias de cura são transmitidas através do som do nome e é tão eficaz dizê-lo em voz alta ou mentalmente, quanto ingeri-lo fisicamente.

Tente e confira. Peça aos seus anjos-guias para ajudá-lo a aliviar qualquer dor. Eles estão apenas aguardando serem chamados! A maioria dos sintomas parecem durar algumas semanas e, depois, se acabam. Alguns sintomas podem reaparecer de tempos em tempos.
Estas mudanças não precisam necessariamente ser experienciadas por todos ao mesmo tempo. Uma pequena porcentagem dos adultos já terminou a completa mudança para uma forma cristalina e já possuem 1.024 seqüências de DNA. Existem registros de uma mulher que cresceu 7 centímetros e teve seu pé aumentado. Todas as crianças abaixo de 7 anos também já completaram suas mudanças, ou o farão brevemente. Bebês nascidos nos últimos 2 anos já nasceram com todas as seqüências de DNA. Algumas pessoas estão apenas começando a passar por estas mudanças e muitas outras irão começar. Este processo de mudança é conhecido como o Despertar, ou como o Processo de Ascensão, ou como o desenvolvimento da Merkabah, ou corpo de luz.

Nós precisamos transcender nossos medos e aprender sobre o amor, amor verdadeiro, que tem que começar em nós mesmos. Porque até que consigamos amar e confiar em nós mesmos, não poderemos verdadeiramente amar ou confiar em nada ou em mais ninguém.


Nota da Redação: O mago Selaht acrescenta algumas explicações que achamos pertinentes:

“Duas vezes ao ano, pelo menos, reunimos nossos discípulos e outros interessado para compartilharmos experiências em uma “Oficina de Magia”. Uma das experiências é o Ritual de Saudação do Sol. Todos os participantes sentem e comentam suas vivências quando fica evidente para o grupo os que realmente tiveram pleno êxito no exercício.
Antigo ritual egípcio, o da “Adoração do Sol” ou “Saudação ao Sol” praticado todas as manhãs ao nascer do Astro Rei pelos membros da casa real e o povo como um tido tinha como propósito a iluminação dos chacras. A luz solar entra pelos olhos, é decomposta em 7 cores do espectro luminoso. Essas sete cores alimentam e harmonizam os sete chacras equilibrando os sitemas ligados a cada um deles. Fitando fixamente um raio de sol altera-se o estado de consciência e o praticante vê o sol como uma esfera na cor INDIGO. O faraó Akhenaton e seu povo praticaram esse ritual intensamente e nunca houve tanto desenvolvimento no Egito em todos os campos.
No tratamento por cromoterapia, as pessoas iradas são acalmadas se submetidas às vibrações eletromagnéticas da cor INDIGO que afeta a psique.
Em estudos de fotografia observamos as alterações dos fotogramas expostos com a presença de uma cor predominante. É interessante ver essas fotos sob a influência do índigo.

Na clarividência, observamos que pessoas com predominância do vermelho em suas auras são de comportamento agressivo que se torna menos irascível à medida que a cor predominante da aura vai se apresentando mais próxima do azul tendendo para o INDIGO. Esse efeito pode ser comprovado pela radiestesia. Um radiestesista experimentado pode facilmente identificar a proporção das cores de uma aura humana.
A presença das crianças índigo mostra claramente o plano de D-US colocar na terceira dimensão crianças que modificarão, com sua presença, a raça humana, com sua “predominância” crescente e também por “contágio”. Uma dessas crianças especiais está hoje com 20 anos e tem a história revelada no artigo “O Iluminado.”
Quando há predominância, acontece o contágio decorrente dessa predominância. Basta uma luz para que deixem de existir trevas.
Há uma evidência clara de uma mudança de ciclo. Só o tempo mostrará o novo “Paradigma” para a humanidade.”


 
   
 
     
 

Infância e adolescência

Enfrentamento ou... cooptação?

Mago Selaht
Do livro Magia passo a passo, a escada de Jacó

Quando a idade e a dependência são constantes temporárias, a tomada dessa decisão é dolorosa até porque falta-nos ainda a fleuma que só a experiência da idade nos ensina.
É impossível narrar sentimentos sobre fatos ocorridos com outros, por isso conto os que fizeram parte terrível de minha vida e foram inevitáveis por dependerem de uma postura sem volta no caminho que decidimos seguir, ou fomos induzidos a seguir.
Desde o nosso nascimento, neste segmento de vida, ocorreram vivências que, acredito, marcaram significativamente e tornaram meu crescimento mais rápido, ao menos para mim, do que para os garotos da minha época.

A repressão do pai e a omissão da mãe;
a sabedoria dos avós.

Os estados alterados de consciência.
Ainda que não os compreendesse mesmo com as explicações de minha avó paterna. “A Velha Senhora” se esforçava para fazer-me entender o que acontecia, mas o todo era confuso e doloroso, não apenas no campo mental, mas principalmente, no campo material.

O silêncio e o abandono
Havia ocasiões em que via e sentia que as paredes de meu quarto estavam se fechando como se estivesse dentro de uma caixa. Fechava os olhos e tornava a abri-los e as paredes lá estavam se apertando nas seis direções constrangendo o ambiente e fazendo com que sentisse que ia morrer esmagado. Fechava os olhos e, no último momento, as paredes desapareciam e via-me no meio do firmamento sem saber o lado de cima ou de baixo, sem saber se caía ou estava imóvel. Sem saber o que fazer, já que os “sonhos” eram repetitivos, contava-os à minha avó paterna, que era quem passava a maior parte do tempo comigo. A velha senhora ouvia calada, esboçando às vezes um leve sorriso, mas era só. Contava também a minha tia Arthulieta (Lolola), que era médium e vidente. Dela também nada ouvia. Nenhum comentário, nenhuma pergunta, nada. Por fim, contava a meus pais.

Também ele nada falava
Sem querer saber dos pormenores, meu pai pegava o cinto, o relho ou vara de marmelo e me espancava para que aprendesse que mentir é feio.
A “Velha Senhora” nada opinava e, omissa, consolava-me dizendo que o pai tem todos os poderes sobre o filho, pois o colocou no mundo, e tudo o que fizesse CERTO ou ERRADO era para o meu bem e com a melhor das intenções. Essa era a parte que na época eu não entendia. Meu pai era ateu e materialista, não acreditava em esoterismo, espiritismo ou em nada que não pudesse pesar, medir ou ver.

Minha mãe
Conversava comigo e tentava minimizar os atos de violência, dizendo que meu pai fazia o que era certo, ou o que sinceramente acreditava ser o certo. Era totalmente submissa a meu pai e tinha medo de perdê-lo.
Estou contando essa parte tenebrosa e sofrida deste segmento de vida, porque outras crianças podem e devem estar passando pelo mesmo caminho e é importante que os pais percebam que castigos e espancamentos não são a forma adequada de agir. Igualmente, psicólogos e/ou psiquiatras que não tenham conhecimento esotérico vão tentar resolver com drogas, (aconteceu assim comigo). Quando os efeitos passam, além do mal-estar e vômitos, os estados de consciência alterada vão continuar acontecendo.

Sentia uma horrível sensação de abandono e solidão
Passava por interrogatórios assistidos pela “Velha senhora” e por tia Lolola, que nada diziam ou faziam enquanto, entre bofetadas no rosto e ameaças, era convidado a reconhecer que mentia e era um mau exemplo para meu irmão mais novo, convidado a assistir meu castigo para aprender a não mentir.
Durante as seções de “educação” ouvia constantemente uma frase que marcou mais que as pancadas “Vou quebrar a espinha desse moleque. Vou mostrar quem está no comando.”
O que me surpreendia era a omissão da “Velha senhora” que acompanhava os acontecimentos e nada fazia para mostrar a meu pai, seu filho, que eu não mentia, sentia e vivia estados alterados de consciência como acontecia com ela própria.

A avó materna
Zeferina era uma criatura maravilhosa. Tinha pouca instrução, diante de meu avô médico. Ela só tinha o primário, mas tinha uma letra linda parecida com a de um calígrafo, e falava o português corretamente. Quando era um bebê falava comigo o dia inteiro, enquanto tratava dos afazeres da casa, em Laranjeiras, na rua Cardoso Júnior.
Meu avô materno sabia ouvir e pouco interferia com opiniões, mas sempre era objetivo e fazia valer o que dizia.

O avô materno
Cuidava da saúde da família e acompanhava meu desenvolvimento mais profundamente do que na época pensava. Era uma pessoa de mente aberta, dizia que era um “anarquista dentro da lei” acreditava que o ser humano normal sabe muito bem o que é certo e o que é errado e que essas informações fazem parte do código genético, são imprints na nossa memória. Fizera parte do corpo de saúde do exército português e participara das “Campanhas de Ultramar”. Era condecorado por mérito na África, onde, segundo ele, muito aprendeu com os “médicos” tribais. Tinha por eles grande respeito, e trocava conhecimento.
Vendo, recentemente, sanguessugas sendo empregadas em tratamentos hospitalares, lembro que essa foi uma das técnicas alternativas que meu avô aprendeu na África e já há muito usava. Usava também ventosas e hemoterapia.
Era um homem bom. A maioria de seus pacientes não pagava. Era um péssimo cobrador, dizia-se comunista, achava que a Medicina devia ser obrigação do Estado, que os médicos deviam passar por reciclagens periódicas e avaliações de desempenho para que o paciente tivesse certeza de que estava recebendo o que era de mais indicado em cada caso. Seus colegas o achavam perigoso e chato. Tinha seus próprios instrumentos de cirurgia geral, que não emprestava e mantinha prontos para uso.

O Maçom
Maçom filiado ao Grande Oriente do Brasil era alquimista, herbalista e mago, praticava a radiestesia e a iridologia com resultados surpreendentes.
Era considerado por meu pai péssimo exemplo, porque mimava os netos a mim, principalmente.
Quando envelheceu, meu pai conseguiu sua interdição. Embora sem bens, tivesse apenas uma pequena aposentadoria, internou-o na Beneficência Portuguesa, onde trabalhara e era sócio remido na juventude e onde veio a falecer.

“Santo de casa não faz milagres”
Consultado sobre meu “problema”, meu avô respondeu secamente: “muito mais pessoas do que o Sr. meu genro pensa, sentem o que meu neto diz. Ele é são. O cérebro é uma caixa de segredos que os médicos mal conhecem. As pessoas são o que são. Mozart não podia ser medido pelos valores da sua época nem pelos atuais. Há os que possuem dons especiais. Imagine se o senhor fosse espancado porque sofre de estenose da aorta”.
Foi o primeiro diagnóstico perfeito e conclusivo da cardiopatia congênita de meu pai, que muitos anos mais tarde, operado pelo doutor Adib Jatene, em São Paulo, recebeu uma prótese e viveu até a morte natural.

A previsão
Manoel, meu avô querido, era um homem de poucas palavras. Era mais um bom ouvinte, falava cravando seus olhos nos nossos, seus pacientes o adoravam. Para descrevê-lo precisaria do espaço de um livro.
Marcenaria e equitação eram seus divertimentos. Gostava de passear a cavalo e era ótimo ginete. Como o falecido presidente João Figueiredo, conversava com os cavalos que considerava mais amigos que os humanos e era um entusiasta da Veterinária “os veterinários são melhores médicos do que nós, porque animais não falam”.
Certo dia apareceu-me com um malhete de madeira, feito à mão. Perguntei, porque não de ferro? Hoje sei a resposta. Usei um semelhante na minha loja maçônica. “há um tempo para tudo”.

Os Sinais
Ver e ouvir coisas, ver o futuro passar quadro-a-quadro, ter as perguntas e dúvidas respondidas como num novo filme, um zoom quadro-a-quadro, mostrando cada dúvida mais de perto.
Se você, leitor, ouvir um apito dentro do ouvido, sentir dificuldade em falar, sentir uma leve compressão sobre os olhos sentir, o ar carregado de ozônio, vir os objetos em cores vivas e transparentes, você pode estar entrando em estado alterado de consciência. Fique calmo, respire profundamente, sente se e deixe que os Anjos façam o seu trabalho. Você jamais estará só.

Pedido aos pais
Ser pai é uma dádiva, uma benção, é a materialização do poder de dar vida que nos faz semelhante ao Criador, ao “Santo Bendito Seja Seu Nome”. Um filho deve ser planejado, amado mesmo quando em vida uterina. O pequenino ser sabe e sente que é amado. A criança que é maltratada pode fugir de casa tornar-se um revoltado ou, pior ainda, pode morrer, ser levado ainda pequenino, para ser plantado em uma nova família onde seja amado. Ouçam seus filhos, consultem especialistas que baseiem seus pareceres em exames e não em preconceitos.
Meu Anjo tem uma frase que bem resume tudo isso “O Amor é a Chave do Universo”
Lembre o salmo “Entrega teu caminho ao Senhor, confia Nele e tudo Ele fará.”


N.R.Veja também "Família Espiritual ou Família Material?” neste site, em MAGIA e “A Velha Senhora”, em ESOTERISMO.

 

 
 
 
 


Alma gêmea, há magia no amor?

Palestra para familiares de iniciados e aberta ao público
Mago selaht, do livro Magia Passo a Passo, a Escada de Jacó.


Incontáveis livros têm sido escritos sobre esse tema. Pessoas questionam o que há de verdade em cada um deles.

Creio, sinceramente, que há um pouco de verdade em cada um desses livros, até mesmo nos que são apenas opiniões de pessoas que nunca conheceram o Amor ou que chamam aventuras sexuais de amor.

Clérigos pregam o celibato, mas não a castidade já que praticam a pedofilia e a homossexualidade às escondidas. Há os que dizem poder separar as “personas” o padre e o pedófilo ou o homossexual como “personas” distintas em um mesmo. Sentem-se inteiramente à vontade para serem orientadores espirituais de crianças e jovens.

Estariam essas pessoas a altura de ministrar um sacramento uma benção ou aconselhar casais em seus problemas. Sinceramente não creio.

Não encontrei nenhum livro que espelhe uma verdade absoluta sobre o Amor.

Não pretendo que este escrito seja considerado como verdade absoluta. Sei que é do ser humano colocar a sua experiência como verdade, rejeitando as demais.

Espero, humildemente, que este escrito seja mais um texto de reflexão para todos, mas, em especial, para muitos que não têm a coragem de revelar suas dúvidas e sentimentos com receio de responder à sociedade, preconceituosa e metida a modernista, mas que no íntimo do seu ser, está insatisfeita com os resultados de sua vida a dois, buscando, na promiscuidade e nas drogas, a solução para o desencontro no plano do verdadeiro Amor.

Dou-me por satisfeito se puder esclarecer dúvidas e sentimentos que são estrangulados por medo do julgamento dos tempos, em nome da modernidade dos costumes. Escrevo para os que confundem sexo com amor a aos que têm vergonha de serem castos.

Há magia no Amor?

No amor, sim.
Há uma reação física e química cujos passos (etapas) são sempre repetitivos em qualquer pessoa. Esses passos levam sempre à mesma conclusão. Se a repetição não pudesse existir não seria um ato de magia, mas uma ocorrência sem controle no passo a passo. As operações de magia têm com característica poderem ser repetidas e chegarem sempre à mesma conclusão ou resultado final.

No ato sexual, não. Os passos são repetitivos, mas as conseqüências, não. A conjunção carnal pode ser uma conseqüência, mas não representa o amor completo. O orgasmo não representa sozinho o amor, mas a reação a um estímulo físico.

O Amor é bilateral e acontece no plano espiritual, antes mesmo de se projetar no campo material, da mesma forma que as doenças.

Tudo principia no campo espiritual, tudo que acontece fisicamente depois é uma conseqüência dessa ação que principiou no campo do espírito, como a reprodução.

Também no campo do espírito, o futuro ser escolheu sua família do plano material. É, portanto, uma escolha do ser candidato á reencarnação família material com quem irá interagir modificar aperfeiçoar ou resgatar karmas.

A reprodução deve ser conseqüência de um ato de amor perfeito, para que haja perfeita ressonância com a egrégora dos pais e da família.

A criança desejada é a materialização do amor dos pais, que se faz carne e é o amor dos pais que nutre espiritualmente o feto, da mesma forma que o sangue da mãe o faz no campo material e o leite materno após o nascimento.

A criança rejeitada, por uma gravidez indesejada onde não há o amor ou onde apenas o sexo é relevante, sente esse desamor que pode trazer seqüelas como conseqüência física da carência espiritual. Ao contrário, a criança amada e aceita é tranqüila e não apresenta, normalmente, problemas físicos ou psíquicos.

Se a experiência do Mago servir-lhes para alguma coisa, creiam, ou o amor é pleno ou a relação é um mero ato mecânico e instintivo, como nos animais, que se torna desagradável e provoca sentimento de culpa e arrependimento, com pensamentos como “desperdicei o meu amor” ou “sujei-me, fui usado ou usada por uma pessoa que não amo.”

Outra pergunta freqüente que me fazem, com timidez, e que é comum entre pessoas maduras, é:

Há realmente uma alma gêmea da minha?

Sim, há mais de uma. Explico: Os espíritos são evoluídos pelas múltiplas encarnações em segmentos que vão do nascimento até a morte. Cada uma dessas personagens representa seu papel segundo característicos comportamentais dos doze signos zodiacais.

Nossos corpos físicos são cascas, invólucros materiais que guardam dentro de si nosso espírito. Esses espíritos (almas) têm vida eterna. O que morre é essa casca material que se desgasta na combustão das reações químicas para manter a vida.

Ao morrer um ser humano vira Anjo?

Humanos jamais se transformam em Anjos, tornam-se Puros ou Santos pelo aprendizado das inúmeras encarnações.

Os que não crêem na vida após a morte perguntam: “Se os espíritos são eternos e reencarnam, como explicar o aumento da população do mundo?”

Da mesma forma que o embrião se divide em células, s espíritos se multiplicam. O que acontece no campo da matéria acontece igualmente no campo do espírito. O princípio de Hermes, o Trismegisto “O que está em baixo é igual ao que está em cima” também se aplica neste caso.

Engraçado é que, como os embriões podem ser colocados sob o microscópio, e os espíritos não, as pessoas acreditam apenas no que podem ver.

Essa partição de um espírito puro é que forma os novos espíritos, almas gêmeas. Eva, a mulher de Adão, foi criada como um clone de Adão quando a clonagem nem existia como opção científica, Eva foi feita de “uma parte de Adão”. Ver em Gen. 2 vrss. 21 a 24.

As crendices, como os dogmas religiosos, estão inculcadas no campo emocional e não no racional. Fica difícil, portanto, entender essa explicação, porque não faz parte do imaginário religioso, a que as pessoas estão acostumadas, através da massificação e da repetição por várias gerações, através dos séculos. É por isso que pessoas com curso universitário como médicos, advogados, professores, se ajoelham diante de estátuas sem poder algum, mas que podem ser perigosas com a energia adquirida pela prece, e pela impregnação do toque.

São as crendices e as religiões que afastam os homens do Criador e da Fraternidade que Ele deseja para sua criação. Fraternidade é convergência, religião é divergência.

Daí, as guerras religiosas.

Os espíritos podem não desejar a reencarnação?

Os espíritos puros podem. Enquanto estiverem reencarnando estão sendo aperfeiçoados e não são ainda puros.

Há um arbítrio relativo, eles podem se tornar Santos e não mais encarnar. (Entendam:
Santos não são feitos por decreto de nenhum líder religioso, mas por vontade do Altíssimo).

E os anjos de guarda?

Quando os espíritos são partidos, novos Anjos são criados para guardá-los. Não só

Deus pode criar anjos. O homem também pode, pois carrega dentro de si o poder divino. Assim, ele pode criar anjos temporários para missões temporárias. Esses anjos se extinguem após a missão completada. Mas esse é um assunto para outra matéria.

Os setenta e dois Anjos cabalísticos, que são atributos de Deus, detêm o comando desse anjos, que assistem a cada uma das criaturas de Deus em seus momentos de necessidade específica.

Como e quando encontramos a nossa outra parte ou alma gêmea?

Em diversos momentos de nossas vidas terrenas, os encontros podem não dar certo por diversas causas, como discronias: uma das pessoas é muito mais velha (os espíritos bipartidos podem não encarnar na mesma época) ou por questões da família material, diferenças de cor ou credo religioso, questões de desnível financeiro. Tudo de ordem material e por questões preconceituosas.

O mago pode casar?

Pode e deve. A vida a dois, o acasalamento e uma coisa natural o celibato é que não é uma opção antinatural.

O mago é uma pessoa comum com conhecimento incomum das coisas espirituais, é um pesquisador do oculto, ou melhor, do que vem sendo ocultado e distorcido, por pessoas ignorantes ou de má-fé, infelizmente, por propósitos que dizem serem nobres como a defesa das religiões.

Um exemplo é a crendice que os Maçons cultuam um bode. Ou que o balandrau negro que vestem internamente tem a ver com as trevas. Pura crendice. E os padres que
usam batina negra? Estes sim, são da Luz?

Os dogmas religiosos atrapalham o Amor impondo regras e costumes que fazem com que haja preconceitos entre as famílias dos que se amam. A política é outro alvo das religiões.

Na tradição Celta, Druídica ou Wiccana, a mulher pode tudo inclusive ser prostituta e é ela quem escolhe os parceiros; por isso, não há ciúme ou cobranças da sociedade. Daí a possível liberalidade dos anglo-saxões, herdeiros dessa tradição.


O escritor Paulo Coelho em seu livro As Walquírias fala de mulheres motoqueiras que circulavam pelo deserto de Mojave e se prostituíam para arranjar dinheiro. Elas são da tradição Wicca, onde esse comportamento é natural.

Amor e religião

O Amor é um sentimento tão sublime que não depende de nada, simplesmente acontece. As religiões só atrapalham impondo regras.

Quando o casal se ama, a felicidade é a prova material da bênção e os filhos sabem quando os pais se amam.


Amor e salvação são pessoais, independem das religiões e acontecem independentemente da fé religiosa de cada um.

As religiões são invenção dos homens para brigarem entre si e chamarem essas brigas de “guerras santas”, como nas Cruzadas, quando saquearam, estupraram e mataram em nome de Deus; como na noite de São Bartolomeu e durante o Holocausto e como hoje na Palestina.

A Capela Sixtina, no Vaticano, foi construída com esse dinheiro coberto de sangue, (o saque das Cruzadas). Desafio prova em contrário.

O mago não precisa de religião, porque não está desligado de Deus, ao contrário do que dizem, há uma profunda religiosidade no mago, que sabe que há um Criador e que há regras de convívio social e regras de moral para que o caos não tome o lugar da luz.

Leio a Bíblia e Livros Sagrados de Religiões Diversas todos os dias, entretanto sem os antolhos que as religiões impõem aos seus fieis e cegos seguidores.

Há restrições no casamento de quem almeja ser um mago?

Há, sim, algumas restrições no casamento com um mago.


Esse é um assunto polêmico, controvertido, onde a maioria (os errados no caso) tenta impor a sua vontade e a sua maneira de entender sobre a verdade e a tradição. Costumo deixar essa explicação para os que já desejam seguir a senda da magia e precisam optar, se desejarem alcançar a plenitude.

A habitação do mago é um lugar consagrado, como um templo. É um lugar de silêncio, meditação e oração.

O mago deve desposar uma virgem, o que está difícil em nossos dias. Embora algumas tradições dispensem a união estável ou casamento e até permitam que tanto o homem quanto a mulher tenham pluralidade de parceiros, não é o caso da nossa tradição e não dá bons resultados práticos.

Em nossa tradição, o mago até pode ter uma outra mulher ou outras, mas não pode coabitar com elas, viver na mesma casa, que é um templo, mas isso não seria justo, pois seu coração não pode ser dividido e também porque isso daria o direito de as mulheres também agirem da mesma forma, o que não pode ocorrer porque prejudica o desempenho nos trabalhos espirituais. As preocupações com a vida conjugal instável atrapalham a missão de servir á causa de Deus e à humanidade que devem ser as premissas maiores do mago.

O casamento monogâmico é o ideal para um lar de luz

O papel da esposa no casamento é importantíssimo para o equilíbrio espiritual e material do Mago.

A mulher é o cálice divino da criação. É na mulher que é gerado o feto e a mulher que já traz no seu útero materno a partícula divina que faz o ser em gestação semelhante a
Deus e o liga a Ele, desde a concepção.

O amor é um sentimento divino, posto nos humanos. Sem o amor não existe fraternidade, o amor ao próximo ou o amor universal que os gregos chamam de Ágape.

“O fato de crerem ou não nem nada altera a verdade que não é sujeita às opiniões das maiorias e não é democrática”

Encerro aqui a minha fala, meus amados irmãos e irmãs, com uma frase de meu Anjo:

“O Amor e A chave do Universo”

 

 
 
 
 
A horta cercada da velha senhora
Uma iniciação no Herbalismo e na Medicina Xamânica

Na casa centenária da Ilha do Governador, onde morava a velha senhora, muito antes das pontes serem construídas, havia um pomar, um imenso galinheiro e uma horta de onde vinham as hortaliças e legumes servidos à mesa da pensão que minha avó paterna comandava. Comandava é a palavra correta. A casa e seu perímetro eram o território onde minha avó exercia seu comando com mão de ferro, perícia e ordem.

Entre os regulamentos, a maioria era de escritos que ficavam emoldurados em lugares pertinentes e de destaque, como os horários das refeições, cardápio da semana e outros. Havia os não-escritos, mas, igualmente, em vigor. Entre eles, os de acesso à horta cercada vedado para todos.

A horta cercada

Ficava no lado norte da casa, junto ao poço de águas sempre cristalinas e que era um dos xodós de minha avó, ocupava um terço da área total da horta.

Era um local proibido principalmente para os netos e as demais crianças que apareciam com os hóspedes no verão.

Quando já havia descoberto o que a velha senhora fazia na cozinha nas madrugadas, finalmente tive acesso “oficial” à horta cercada.

Vovó Yedda me explicou que naquela parte da horta havia plantas perigosas, plantas medicinais e plantas venenosas. Eram plantadas sem a preocupação de grupá-las por espécie de propósito, para evitar a curiosidade e as pragas naturais.

As plantas serviam para remédios, ungüentos e outras preparações que a velha senhora fazia. Fiquei sabendo que algumas plantas venenosas em quantidades mínimas eram remédios usados para tratar doenças.

Havia também uma parte dedicada aos temperos, salsa, gengibre e outras espécies que também serviam como remédios.

Contou-me que fornecia ervas medicinais para um tal de “Seu” Waldemar, que manipulava homeopatia e precisava de plantas colhidas nas épocas certas.

Minha avó explicou-me que a horta cercada era o lugar de onde tirava as plantas medicinais mais importantes para as emergências e também as que usava nos remédios da família. Para os outros casos procurava as ervas mato adentro. Essas visitas à mata passaram a fazer parte das minhas atividades com a velha senhora.

Com a velha senhora aprendi a respeitar a natureza e suas dádivas, alimentos e remédios. Mais tarde, foi pensando na velha senhora que cunhei as frases “Se queres ver a Deus, olha a Natureza à tua volta”, “Olha-te no espelho, Deus está dentro de ti” e “O homem é uno com a natureza.”

Hoje, lembro-me do Livro Sagrado. “Há um tempo de plantar , há um tempo de colher...”
Nunca soube que minha avó ficasse doente até o dia em que caiu na banheira e foi hospitalizada e de onde não mais voltou.

Quando ainda jovem, fora professora primária em uma colônia de alemães em São Sebastião do Caí, no vale do rio de mesmo nome, no Rio Grande do Sul. Estava viúva e meu pai era criança ainda. Já naquela época mostrava ser uma mulher forte com características de liderança e até um certo autoritarismo construtivo. Não deixava nada para depois.
Seu conhecimento profundo da medicina herbácea era um forte atrativo para as jovens senhoras dos colonos alemães e descendentes que só falavam o alemão, que freqüentavam sua casa e traziam os filhos doentes para serem curados.

As portas sempre estavam abertas dia ou noite. Segundo a velha senhora, quando Deus chama tem de ser atendido.

Descobri que a velha senhora tinha conhecimento profundo das forças da natureza e dos meios naturais. Produzia seus remédios observando as estações do ano e as fases da lua.
Localizava água com uma forquilha de galho verde. E essa habilidade era solicitada por novos vizinhos quando desejavam abrir poços. Minha avó nada cobrava, era uma habilidade vista com desconfiança e eu notava que havia um certo temor, mais que um respeito por esse conhecimento.

Horticultura natural em respeito à saúde

Já praticava a compostagem, aproveitando os resíduos de alimentos, varreduras da horta e esterco do galinheiro e da pocilga. Na sua horta não se usava nenhum agrotóxico.
Nas refeições da pensão, as saladas eram o ponto mais forte. Também os peixes e os frangos caipiras do galinheiro próprio eram servidos com freqüência.

Parte dos peixes eram o pagamento dos serviços de mecânica e reparos que meu avô executava nos barcos de pesca da colônia de portugueses. Naquela época, o escambo era praticado com naturalidade.

Muito aprendi no tempo em que ela esteve em nosso plano. Mas confesso que só depois de adulto passei a entendê-la como merecia.

Os ensinamentos dela eram homeopáticos, mas constantes. Descobri mais, havia um objetivo oculto.

Mago Selaht


 
     
 

A VELHA SENHORA

Mago Selaht
Do livro “Magia passo a passo,
a escada de Jacó"

Neste dia do ano de 1950 teve continuidade uma experiência que teria começado muitas vidas antes e que, agora, inevitavelmente, tinha prosseguimento. Era o destino tecendo sua teia inexorável, era mais um ciclo de vida e conhecimento que recomeçava ou continuava.

Morávamos no centro do Rio de Janeiro, mas meu irmão caçula e eu passávamos as férias na Ilha do Governador.

Estávamos numa casa que existe até hoje. Aquela foi uma manhã diferente: eram mais ou menos cinco horas da manhã quando notei um barulho na cozinha. Eram os gatos, pensei. Como já estava acordado, fui verificar.

A surpresa e a descoberta

A velha senhora estava lá cozinhando, não sei o quê, em uma panela de ágata de uns 10 litros. Sentindo a minha presença, voltou-se na minha direção e perguntou sorrindo: “Por que não dorme mais um pouco? Está cedo”. Respondi: “Posso ficar? Estou sem sono”. A senhora atiçava a lenha no imenso fogão de alvenaria com frente e tampo de ferro fundido. Era nele que era feita a comida servida aos hóspedes veranistas da pensão. Acenou que sim, com um movimento de cabeça.

Fiquei olhando curioso. O feijão, como de costume, ficava pronto de véspera, faltando apenas temperar. O caldeirão de ferro ainda estava quente pela manhã.
Vovó Yedda explicou, então: “estou pondo ervas em decocção; é um dos processos para extrair as substâncias medicinais que uso em remédios. Essas que estou cozinhando, como todas, têm o momento certo de serem colhidas, quando estão na sua melhor fase de aproveitamento. As raízes são sempre colhidas na minguante e as folhas, na lua cheia ou nova”.

A viagem

A velha senhora e eu estávamos na barca, o único meio de chegar ao continente, na época, com destino ao centro da cidade do Rio de Janeiro.
Era uma aventura. Saíamos de casa bem cedo, após o café da manhã, andávamos até ao Cocotá, um local a cerca de 500 metros, onde pegávamos o bonde para a Ribeira, bairro onde se localizava a estação das barcas e de lá, a barca seguia até a Praça XV de Novembro, no continente. Gostava desse passeio e ficava vendo os navios, os pescadores em suas traineiras e os golfinhos que, naqueles dias, acompanhavam a lentidão da barca.

O Mestre Waldemar

Chegamos a uma elegante sapataria na esquina das ruas Uruguaiana com Sete de Setembro ou com a rua da Carioca, não estou certo. Logo, chamaram um senhor magro de terno preto, era calvo e tinha o cabelo colado com gomalina. Era um tal de Waldemar. Aparentava uns setenta anos e era um antigo funcionário elevado à condição de sócio minoritário.

“Seu” Waldemar era um vidente e praticante da doutrina espírita. Minha avó o tratou com grande respeito, fez uma consulta sobre uns medicamentos e recebeu um papel com anotações precisas.

Na saída, ao despedir-se, apresentou-me: “Esse é meu neto mais velho”. “Seu” Waldemar segurou a minha mão, olhou-me por alguns instantes e concluiu: “Está na hora, o menino tem o dom”, deu-me, então, um forte abraço e disse: “Serás um grande entre os maiores”.

A primeira experiência social

Vovó Yedda levou-me para comer na elegante Confeitaria Cavé. Estranhei, porque ela era muito “econômica”. Foi uma surpresa inesperada. Ela, muito contente, falou, então, que esse era um dia especial e que viera conversar com seu Mestre e que esperava uma confirmação sobre o que já sabia, mas que preferira confirmar com o Mestre, que não era da família. Assim, sentiria mais segurança para continuar o que havia começado.

Nova descoberta

Voltamos, à tarde, logo após o almoço. Deixamos as bolsas com pequenas compras e minha avó levou-me até à horta, apontou para as plantas e, em tom solene, disse: “Quando o Senhor nosso Deus tirou a imortalidade de Adão e sua mulher eles passaram a estar sujeitos às doenças, que são espirituais, mas que, com o tempo, acabam tendo reflexo no corpo físico”.

“Sou o que o povo chama de raizeira, curandeira e de outras coisas mais.

Essas plantas foram deixadas por Deus para curar as mais variadas doenças. Elas agem no corpo físico e no espírito trazendo de volta a saúde e a harmonia ao doente. Nunca pisei num consultório médico, nunca precisei, sempre me cuidei com remédios caseiros.

No passado, tínhamos muitos cuidados para não sermos vítimas da perseguição, trabalhávamos como parteiras, enfermeiras e em profissões que nos permitissem ocultar nosso trabalho principal.

Quando seu avô paterno, João, ainda era vivo, eu não trabalhava. Com o falecimento dele, fui nomeada professora da classe de alfabetização numa colônia de alemães, em São Sebastião do Caí, no vale do rio Caí, no Rio Grande do Sul.

Foi o Doutor Getúlio Vargas, o Presidente da República, quem me nomeou. Ele queria que todos os colonos falassem o português.

O salário de professora era muito pequeno; éramos muito pobres, mas a Mãe Terra nos dava o sustento e as mulheres dos colonos eram generosas. Imagine, eu era a pessoa mais importante da colônia: era a professora e era recebida com a maior cerimônia em todas as casas e convidada para todas as festas.

Foi o Presidente que pediu a bolsa de estudos para seu pai no Colégio Marista, em São Sebastião do Caí”. Seu pai era tratado pelos padres na base das reguadas e da palmatória, que tinha até nome - Santa Luzia. Ele odiava ser interno naquele colégio, que era o único disponível e com bolsa de estudos, por isso foi ficando por lá e só vinha para casa de férias.”

“Minha casa era o centro das reuniões

Havia, entre os colonos, um grande número de mulheres que se dedicavam, como eu, ao cultivo de plantas medicinais e à produção de remédios e licores com plantas e raízes.
Reuniam-se em minha casa, com freqüência, para contar suas descobertas e para cantar, dançar e recitar poesias. Muitas canções eram em uma língua antiga da qual só conhecíamos algumas poucas palavras. Éramos jovens e felizes. Sabíamos que éramos especiais.

Em 1980, encontrei-me com ex-alunos dessa velha e maravilhosa senhora, a professora que virou lenda na colônia de alemães de São Sebastião do Caí, onde todos aprenderam o português. E muitas mulheres eram chamadas Yedda, como minha avó.

Visitei o velho Colégio Marista de São Sebastião do Caí, onde Deus e torturas eram parte do mesmo dia-a-dia. Fizeram de meu pai um homem amargo, violento e agnóstico, que achava que sua vontade era a lei e tudo o mais estava errado."

A revelação


Houve um tempo quando as pessoas, como a vovó, eram queimadas em praça pública pelos padres da Igreja Católica. “Éramos chamadas de bruxas e nosso conhecimento atribuído ao demônio.

Muito tempo, antes disso, um povo que vivia na Europa, os celtas, conheciam os segredos das plantas medicinais e eram capazes de saber que doença uma pessoa tinha. Eram sensitivos. Com a chegada do cristianismo, houve muita perseguição e morte. Passamos a trabalhar nas sombras.”

“Guardo esse conhecimento antigo. Essas plantas que são remédios e são chamadas plantas medicinais estão aí na natureza, eu as cultivo, entre as que são alimento e as flores, respeitando a sua forma natural de crescer misturadas entre si e em harmonia. Assim, minha horta não tem pragas e os curiosos não percebem os meus propósitos.
Essa horta faz parte da minha vida. Peço licença para retirar qualquer plantinha e digo que será usada para alimento ou remédio, para sustento da vida com saúde. Elas ficam felizes de serem usadas para nos alimentar e curar.”

O armário verde e a caixa preta

Minha avó tirou uma chave e abriu o cadeado de um armário rústico, pintado de verde, que ficava em uma saleta escura entre a sala de refeições e um escritório. No armário, dezenas de vidros grandes e escuros. Esses são frascos que contêm ervas medicinais em uma solução alcoólica. Estão esperando, no escuro,(1) envelhecendo, até o tempo certo de serem manipuladas.

A essa altura, eu já não entendia mais nada, mas a Vó continuou as explicações que eu haveria ainda de ouvir, repetidas ainda muitas vezes.

Mostrou-me também uma caixa de cedro, preta, ficava numa das mesas da sala sob o relógio carrilhão trancada a chave, continha dezenas de vidros com homeopatias em diversas diluições. “Essa é minha farmácia básica para tratar das coisas mais simples: diarréia, dores de estômago, prisão de ventre, febre e outras indisposições simples”.

Estava sendo instruído em uma das mais antigas atividades, a de alquimista.

Uma família voltada para o ocultismo

Dona Yedda, minha avó paterna, era casada em segundas núpcias com um engenheiro politécnico alemão. Chamava-se Willy, luterano, de mente aberta, gostava dos meios naturais. Tinha duas irmãs, minha tia Arthulieta (Lolola), que era parcialmente cega, era separada do marido, um coronel da Brigada do Rio Grande do Sul, era a mais nova. Minha tia e madrinha Albertina (Betina ou Dinda), viúva de um rico empresário e fazendeiro, a mais velha das três. Todas espiritualistas e videntes.

Mais tarde, vim a saber que também eram discípulas do mesmo Mestre Waldemar.

Vozes e visões

Desde pequeno me surpreendia vendo e ouvindo vozes insólitas. Tinha febre alta, aterrorizado com o que via e ouvia sem entender porquê.

Minha avó e tias também viam e me consolavam. Contava a meus pais, meu pai me espancava e me privava da liberdade para me ensinar a não mentir. Costumava dizer “Vou quebrar a espinha (vontade) desse moleque”.

Minha avó e minhas tias não interferiam. Respeitavam o que meu pai chamava de “dar educação” e achavam que o pai tem total poder sobre os filhos.

Eu era espancado todos os dias para aprender a ser humilde e obediente e a respeitar os mais velhos. Era proibido de chorar; caso contrário, seria espancado até parar de chorar.
Minha mãe era igualmente omissa, amava meu pai, que a tratava com desdém e volta e meia ameaçava abandoná-la.

Foi nesse clima de sofrimento desnecessário de intolerância que iniciei meu aprendizado.

Meu pai era funcionário do Ministério da Aeronáutica e minha mãe funcionária pública do Ministério da Saúde. Trabalhavam o dia inteiro e só voltavam para casa na barca das 18 horas.

Durante o dia, minha avó, em segredo, me tirava do quarto onde ficava preso e me ensinava o que era necessário para minha “futura missão”.

Outro segredo e grande surpresa

Mais tarde, já morando no centro do Rio de Janeiro, descobri outro grande segredo: meu avô materno também estava envolvido com o ocultismo. Era um iniciado maçom e mago. Médico em Portugal, imigrou, contratado por um hospital português no Rio de Janeiro. Já estabelecido, mandou buscar minha mãe e minha avó materna. Dele recebi as mais importantes instruções e apreendi o significado do amor irrestrito e da caridade sem esperar retorno. Era um homem de Deus dedicado à ciência e ao conhecimento arcano. iridólogo e alquimista, seus diagnósticos eram precisos, sua dedicação aos doentes e aflitos, incansável. Morreu pobre, trabalhando até o ultimo dia de vida no hospital onde estava internado como paciente.

Entre seus clientes famosos estavam os cantores portugueses Esther de Abreu, Amália Rodrigues e Francisco José. Os diretores da Construtora Silva Cardoso, os sócios da Casa Carvalho de secos e molhados e a família Seabra são alguns de que me lembro.

Aprendi com meu avô que a aposentadoria só é concedida por Deus quando julgar que “nossa missão está terminada”. Até lá, devemos estar de pé e à ordem para seu serviço.

Morte e Glória

Não tive a necessária coragem de vê-lo morto, mas estou certo de que foi recebido no Oriente Eterno, de onde peço que me dê a sua bênção. Ouvi a sua voz repleta de amor ainda uma vez. Foi na minha iniciação como maçom, no mesmo lugar onde antes de mim, meu amado avô havia dado seus primeiros passos a serviço da Arte Real.

Outra voz

A voz de um amigo de infância na Ilha do Governador se fez ouvir naquele momento de alegria, quando derramei lágrimas de saudade, como agora, escrevendo essa parte da história de minha vida. Era a do Doutor Carlos Alberto Campagnac Ferreira, que vim, a saber, mais tarde ser um irmão da minha loja maçônica. Na época, já Delegado de Polícia atuante, íntegro e respeitado.

Essa foi outra experiência inesquecível, neste segmento de minha vida.

Foi nesse cadinho de emoções, que vivi e dei os primeiros passos em meu caminho do aprendizado em busca da luz.

N.A (1) envelhecendo no escuro, a luz interfere prejudicialmente no processo.

 

 
 

O APRENDIZADO PELO EXEMPLO

M. Selaht
do Livro "Magia passo a passo,
a escada de Jacó"

A Mudança para o Centro do Rio de Janeiro

Estava com exatamente quatro anos, quando minha família mudou-se para a Rua Riachuelo, no centro do Rio de Janeiro. Era uma das artérias principais do centro. Por ela passavam os trilhos dos bondes, que íam em direção aos Arcos da Lapa, um antigo aqueduto, que hoje é tombado e serve de ponte por onde passam os bondes que ligam o Largo da Carioca ao bairro de Santa Teresa.

Foi por esse tempo que passei a ver a Velha Senhora somente nos fins-de-semana e nas férias escolares.

Foi também quando aprendi, na prática, o significado da palavra saudade.


O engenheiro Willy


O marido de minha avó teve também grande influência na minha “preparação”. Recebi das suas palavras conceitos e valores que foram e são muito significativos. O pouco que falava em tinha qualidade e precisão. É dele essa definição do Brasil. “O Brasil é um país engraçado, é o único no mundo onde os ângulos retos têm mais ou menos noventa graus. Ouvi esse absurdo de um engenheiro, no resto do mundo eles têm mesmo noventa graus”.

O Brasil é maravilhoso


“Na Alemanha os aprendizes pagam aos mestres para serem ensinados e moram no local de trabalho, nada recebem como pagamento. O Brasil é um país de generosidade onde eles são pagos para aprender. A hierarquia não existe para humilhar, mas para estimular o crescimento e o aperfeiçoamento de cada um. Quando um erra, a culpa é sempre da equipe e do supervisor que não estava atento para evitar o erro. Tudo que é fabricado, pode ser consertado; é uma questão de custo e competência”.

Essas são algumas das palavras que me fizeram pensar de forma objetiva e dinâmica. Aprendi o lugar das coisas e a ordem natural. Havia uma conspiração para o meu aprendizado.

A conservação da matéria

A Velha Senhora, sempre respeitosa, raramente opinava ou discordava do marido, mas, quando o fazia, sua vontade acabava por ser acatada. Era uma “mestra em economia”. Com ela aprendi o verdadeiro significado da lei da conservação da matéria de Lavoisier. Com ela, nada era desperdiçado, tudo era aproveitado. “O que sobeja para uns falta para outros”. Ponha no seu prato o suficiente para suas necessidades, não deixe sobras.

Cada tempo era aproveitado para aumentar o meu conhecimento nos campos que ela dominava. Aprendi a fazer sabão com o sebo que era retirado inteiramente das carnes.

Aprendi a fazer velas, porque as velas usadas em magia devem se de cera de abelhas ou de sebo de carneiro. Aprendi a amanhar a terra; “é porque a terra revolvida manualmente dá melhor colheita. Quando revolvemos a terra interagimos com ela, acontece a impregnação de nossa energia com a energia da terra. Essa terra dá melhor colheita, os espíritos da terra vão ajudar para que as plantas cresçam sadias e nutritivas”.

Aprendi a preparar remédios com as ervas da horta medicinal que mantinha. Vejo hoje serem feitas “descobertas” com plantas que já eram dela há muito conhecidas. Como os múltiplos usos da Babosa (Aloe Vera e Aloe Barbadensis) do alho (Allium Sativum) e do popular Alho Poró (Allium Porrum).

A velha "Wicca" era um rio de conhecimento

À noite, invariavelmente, ouvia as novelas preferidas no rádio valvulado, moderníssimo para a época, e ia se deitar cedo, “dormia com as galinhas”, como dizia. A melhor parte do dia estava entre as novelas e o quarto. Dormia na cama ao lado dela e era nesse momento em que repassávamos o aprendizado do dia que ela me dava mais atenção, ouvia minhas perguntas e provocava as respostas, forçava mesmo as minhas conclusões. Terminada a conversa, tomávamos um chá de cidreira, rezávamos e íamos dormir até mais ou menos as cinco da manhã quando a velha senhora assumia seu posto de dona da pensão e supervisora ativa do café da manhã entre “outras coisas mais”.

O tempo do aprendizado, o plantio e a colheita

A Velha Senhora vivia pelo relógio, o relógio biológico. Olhava para o céu e dizia: “É, vamos ter chuva pela madrugada”, ou, “são quinze e trinta, leve lanche dos mecânicos, depois vá buscar o jornal (edição da tarde) e recolha as galinhas na volta.” Antes de cumprir as ordens, costumava olhar meu relógio de pulso, presente de minha “dinda”; estava exata na hora, incrível!

O calendário lunar

“Esse calendário que usam hoje é ilógico, chama-se Gregoriano. Foi inventado por uma besta que queria contrariar a vontade de Deus”. Como assim, vovó? “Esse calendário é solar. O certo é o calendário lunar, que tem 13 meses. Trocaram pelo de 12 meses, como o que é usado hoje. Pelo calendário antigo, o lunar, o plantio e a colheita acontecem sempre na mesma época. O calendário solar é ilógico. Nós usamos sempre o calendário lunar, que regula os plantios e colheita e as gestações dos animais e seres humanos com precisão. A natureza pulsa como o coração humano, há momentos de repouso, momentos de trabalho, há um tempo para tudo. Nossa vida tem um tempo, temos de usá-lo da melhor forma possível para nossa missão e para agradar ao nosso Criador mostrando nossa boa vontade a Seu serviço”.

O “Tempo de Partir”

A velha casa da Ilha do Governador requeria reparos e trouxe minha avó para morar conosco, pois seu marido havia desencarnado. A oficina mecânica, fechada, há muito havia sido saqueada pouco a pouco pelos empregados, mas a velha senhora relutava em sair de perto de suas amigas, as plantas, de tantas décadas. Só concordou quando prometemos que iria lá regularmente para visitá-las. A família costumava passar os fins-de-semana lá.

Tudo isso, a Velha Senhora assistia sem nada reclamar. Não tinha o menor apego às coisas materiais, embora cuidasse delas com muito zelo.

Uma queda, durante o banho, provocou um sangramento dentro do crânio e levou a Velha Senhora para junto de seus antepassados. Nesse breve tempo, minha esposa ia diariamente ao hospital e sua dedicação ajudou na difícil tarefa de cuidar de seus últimos momentos, quando, à medida que subia a pressão intracraniana a Velha Senhora perdia as lembranças a fala e entrava em vida vegetativa até o óbito. Em nenhum desses momentos minha avó amada reclamou, manteve sua altivez e dignidade até a perda total da consciência. O mais triste é que poderia ter sido salva. O hospital entrou em greve no dia em que ela chegou e os procedimentos foram sendo adiados. Quando a greve terminou, o quadro clínico já era irreversível.

Durante o tempo em que esteve lúcida, no hospital da Santa Casa de Misericórdia, ainda tentou passar a minha esposa e a mim seus tesouros de sabedoria. Deixou-nos em matéria por um breve tempo, para ser nossa mestra e irradiar sua luz, seu amor irrestrito no “Oriente Eterno”. “Há, meu neto, um tempo para tudo, tudo está escrito no Plano de Deus, verás e saberás”. Ouço suas palavras agora mesmo em meu cérebro e as lágrimas me escorrem pelo rosto.

Aprendi a conhecer o que significa a palavra saudade.


N.R. O autor usa a expressão Velha Senhora para evitar usar o nome de pessoa falecida, o que corresponde a uma chamada e é prejudicial aos mortos. Também, pelo mesmo motivo, não se fazem orações pelos mortos após o ato fúnebre. Chamar, orar ou acender luzes pelos mortos é um ato de desconhecimento prejudicial a mortos e vivos.

 

 
     
 
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