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Será que o Homem chegou à Lua?

Taveiros

Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”, Neil Armstrong.

No dia 20 de Julho de 1969, o homem pisou pela primeira vez o solo lunar, mas terá pisado realmente? Há muitas pessoas que dizem que não. Tudo não passou de uma armação da NASA para iludir o mundo, mostrando que os americanos foram os primeiros a pisar a Lua.

São várias as teorias que dizem que o homem não foi à Lua, e um dos grandes motivos para os Estados Unidos terem elaborado esta mentira, foi a competição que existia entre os EUA e União Soviética, um clima conhecido como Guerra Fria. Após a União Soviética ter dado início à exploração espacial, com o lançamento do Sputnik, a América enciumada decidiu ir ao encontro do satélite natural do nosso planeta. Muitas são as provas que desmentem os Estados Unidos, afirmando que a América nunca pisou em solo lunar. Existem várias fotografias com sombras em várias direções, sendo que a única fonte de luz deveria ser o Sol, também a falta de estrelas no fundo das fotografias criam dúvidas já que, com a ausência da atmosfera, as estrelas tornam-se mais brilhantes. Em centenas de fotografias, vê-se pegadas dos astronautas na Lua, mas sem oxigênio e humidade é difícil que haja a formação de pegadas. Uma outra prova que diz que o homem nunca pisou na lua é o fato de em 1969 era impossível manter uma conversa em tempo real entre os astronautas e a NASA, tecnologia que ainda hoje não existe. A prova mais marcante da chegada do homem à lua é a colocação da bandeira americana no solo lunar, onde fica tremulando ao vento, só que, na Lua não existe vento porque não há atmosfera. Com todas estas provas concluíram que os Estados Unidos não pisaram o pequeno satélite, foi tudo montado no deserto do Nevada, que, em vários locais, tem uma enorme similaridade com a aparência das fotografias que teriam sido tiradas. Todo o material teria sido levado para o estúdio onde foram realizados efeitos especiais no filme e fotografias. Segundo muitos defensores desta idéia de conspiração, toda esta falcatrua teve um grande mentor, o Presidente Richard Nixon, isto porque foi o único Presidente que vivenciou em apenas três anos, todas as seis supostas viagens do homem à Lua, entre 1969 e 1972. Após a sua saída do poder, estranhamente nunca mais nenhum astronauta realizou a viagem.

Dá que pensar, se a célebre frase de Neil Armstrong “um pequeno passo para o homem, uma grande salto para a Humanidade”, tem algum fundamento?

N.R. É lamentável o questionamento sobre assunto de tanta significância científica e política.

A História vem evidenciando que o estado policialesco americano vem desempenhanho triste papel interferindo em questões de política interna de Países e militarmente em Estados Soberanos, a pretexto de defender o povo.

A péssima diplomacia dos americanos do norte, sempre perdeu para a política do “BIG STIC”, uso da força, como justificativa para seus fins políticos duvidosos, mas, economicamente, claros. Como acontece agora na política de Internacionalização da Amazônia, sob alegação de preservação dos povos indígenas e das florestas.

Defensores dos “direitos humanos” são os que mais os violam em campos de prisão e tortura, que são mantidos dentro e fora dos Estados Unidos, onde submetem prisioneiros indefesos a humilhações e atos de torpe covardia, já filmados e revelados para o mundo;

O culto à imagem de heróis imbatíveis dentro do falso paradigma Holliwoodiano da-lhes a sensação de poder e invencibilidade.

Para manter a imagem de superiores, como o foi para os Nazistas, tudo é possível até a fraude científica.

As leis da física apóiam o questionamento do autor.

 


Texto enviado por Alexandre Silveira Casemiro

 

Parece que toda a ficção científica está se tornando realidade - está cada vez mais difícil acreditar em impossibilidades...

Há uns 40 anos houve um livro do então chamado realismo fantástico, denominado Planeta das Possibilidades Impossíveis (de Louis Powels e Jacques Bergier), que especulava sobre progresso das ciências, em especial da Física. Essa proposição já vem da década de 40 do século passado. Dado o atual progresso da ciência e tecnologia vemos que ainda devemos estar engatinhando... o impossível não existe. E a Nanotecnologia ?!?!?

N.R.: imaginem o helicóptero, as aeronaves diversas, os caminhões, todos esses meios de transporte, sem atrito e sem as propulsões convencionais.
Seria essa a forma usada para deslocamento dos OVNIs?

EFEITO DE LEVITAÇÃO criado em laboratório

Parece que a ficção está se tornando cada vez mais próxima da realidade: um grupo de cientistas da Universidade de Saint Andrews (Escócia) conseguiu simular o efeito de levitação, descobrindo como fazer objetos flutuar em pleno ar, ao basearem-se na manipulação de um efeito que induza a atração entre dois corpos, chamado Efeito Casimir. Esse efeito é responsável, por exemplo, pela aderência da lagartixa em diversas superfícies. Pesquisas mostraram que, com materiais de certa permissividade e permeabilidade ou com uma certa configuração, o Efeito Casimir pode ser repulsivo, pois os físicos descobriram, utilizando-se de lentes especialmente construídas, como reverter o efeito para, ao invés de atrair, repelir objetos. Isso abre um leque enorme de possibilidades, desde o melhoramento dos trens com trilhos magnéticos (trem-bala) que funcionam praticamente sem atrito, comuns no Japão, até a invenção de várias máquinas, que teriam sua dinâmica totalmente alterada com peças e mecanismos que podem usar a flutuação. Os cientistas esperam utilizar a técnica primeiramente para reduzir a fricção em nanomáquinas e já estão inventando maneiras de “ligar e desligar” a força de atração e repelência, um fator chave par fazer com que o maquinário nanométrico trabalhe sem atrito. Dr. Thomas Philbin, pesquisador do projeto, afirmou que até o momento o processo só pode ser realizado com pequenos objetos, mas estuda a possibilidade futura de aplicação em objetos maiores e até em pessoas, pois o efeito das lentes é poderoso e abre a possibilidade de que, futuramente, alguém levite de modo totalmente controlado. Quem sabe se não está longe o dia de possuirmos dispositivos especiais, como sapatos flutuadores, que nos façam levitar? Estes pesquisadores podem estar no processo demudar o mundo. Que a força esteja com eles!

Veja o vídeo.


 

Ciência e Esoterismo
Existe possibilidade de convivência?
Qual é a mais importante?

Por Flavio P. Ramos.
Professor universitário, editor deste Portal.


Na qualidade de professor do terceiro grau, cabe-me a responsabilidade de multiplicador: o compromisso com a verdade, a apresentação dos temas de estudo de forma isenta, sem usar maneiras de persuadir, mas preferindo o raciocínio lógico e a razão, abandonando o campo emocional e passando ao largo das ideologias políticas e religiosas.
Há uma natural resistência às mudanças. Sempre que uma idéia ou fato novo ocorrem, há grande dificuldade até na apresentação desse novo fato.

O desconhecimento do significado da palavra fato, que sempre é real, por si só já representa bem a dificuldade semântica e filosófica desse entendimento. Exemplifico: “Essa história é baseada em fatos reais”. Por acaso existem fatos fictícios? Engolimos essa asneira sem nos darmos conta, sempre que vemos um filme. Um colega de universidade tornou-se meu inimigo porque levantei essa questão.

É anti-científico julgar uma hipótese sem antes experimentá-la (testá-la)
É o que ocorre em platéias heterogêneas, quando pessoas têm uma opinião formada, que julgam ser verdadeira ou eficaz, não aceitam a nova tese mesmo que comprovada a hipótese.
Democracia é forma de governo não e forma de avaliação de hipóteses.

Não raro, platéias amadoras se unem para condenar uma hipótese comprovada, simplesmente porque não é a que lhes agrada ou aquela à qual estão acostumados, ou por contrariar tradição familiar ou social.

É anti-científico não acompanhar o progresso avaliando a hipótese como parte envolvida e não como cientista que refaz o experimento para verificar o seu conteúdo, ou se é uma forma mais eficaz de resolver um problema.

No primeiro caso, uma nova alternativa de solução, no segundo, uma forma mais eficaz, portanto não alternativa, já que a velocidade ou a segurança são fatores significativos nessa segunda forma.

Há também o medo de sair do “bolo”, do grupo de pessoas que cooptou em determinada hipótese para um universo novo. Exemplo: “Os extra-terrestres são mais evoluídos, portanto, suas intenções são boas.” É uma premissa falsa, no entanto considerada verdadeira. O fato de serem mais evoluídos não os torna bons ou maus. Na Segunda Guerra Mundial, um cientista e médico alemão chamado Joseph Mengele fazia experiências abomináveis com seres humanos, principalmente judeus, com o pretexto de melhoramento da ciência.

Há também o medo do desconhecido; entretanto, sem experimentação não haverá comprovação ou não da hipótese e o risco é sempre inerente à pesquisa e impossível de ser evitado, mas aceitável em ambiente sob condições controladas.

O papel do multiplicador
Admitindo-se que o multiplicador, palestrante, professor, orador apresente uma idéia que não é do conhecimento do grupo, isso não significa uma rejeição ao grupo ou às teorias aceitas pelo grupo, mas apenas um esforço de demonstrar um fato novo.

Como agradar a qualquer platéia
Em nossa formação básica em comunicação, isso é muito fácil, basta conhecer o grupo e dizer o que o grupo espera ou quer ouvir, elogiar os presentes por seu conhecimento, agradecer por sua atenção acrescentar uma parte insignificante ao conteúdo e se possível distribuir brindes.


Desta forma, o objetivo de ser querido e de agradar seria plenamente satisfeito. É assim que agem os políticos desonestos. Através de pesquisa, descobrem o que o povo quer e dizem que vão fazer e melhor que os concorrentes e distribuem brindes e promessas de cargos de confiança, se eleitos.

Há ocasiões em que é preciso mostrar e comprovar uma hipótese para que essa mesma hipótese seja aceita e, mesmo assim, por alguns, os de mente científica. Os que têm a coragem de mudar, de admitir que há uma melhor forma de atingir o propósito esperado.

Os grupos de pressão, entretanto, não deixam de se fazerem presentes, fazem parte da regra do jogo.
Essa é a razão de, em foros elevados como a Escola Superior de Guerra, os oradores falarem e após a fala não haver debates. O orador tem a seu dispor os meios e pode discorrer sobre o tema de forma completa levantando a hipótese e demonstrando-a de forma a comprovar a sua tese (tese é definida como comprovação de uma hipótese).

A cartelização da ciência que se fecha e é corporativista, atrapalha o progresso e as novas idéias como ufologia, vida após a morte e o estudo das religiões que passam pelos teólogos. Isso ocorre com mais freqüência em países do terceiro mundo. Talvez por isso sejam terceiro mundo.


Não esquecer que os médicos prescreviam sangrias a pacientes feridos (para remover o sangue ruim) e os senhores cardeais, representantes do poder dominante, acreditavam, acima da ciência, que a terra era quadrada; daí a expressão os quatro cantos do mundo.

Lembro-me bem da frase de um ex-Ministro da Aeronáutica, já no Oriente Eterno, “Veja só o Alberto Santos Dumont, é Marechal do Ar, mas não poderia nem ser oficial da FAB porque não cursou a Academia da Força Aérea-AFA e muito menos construir aeronaves sem a supervisão e aprovação de um engenheiro aeronáutico! Não é uma loucura? Imagine Sócrates e Aristóteles: jamais seriam professores de Filosofia no Brasil, não eram formados em Filosofia.”. Tive a honra de conviver quando menino com essa criatura cultíssima e boníssima que foi Vasco Alves Secco, um exemplo de vida.

É por isso que evito falar sobre temas esotéricos na qualidade de professor e adoto um nome templário. Esse nome é o divisor de águas entre a ciência e o esoterismo, que a meu juízo podem e devem interagir para o progresso e o bem da humanidade.

Que Deus abençoe os que buscam a verdade e nela o progresso para a elevação da raça humana, única semelhante a seu criador e por Ele dotada de poder para mudar o mundo segundo sua vontade.


 

 

Fonte: BBC Brasil
19.09.05

Trabalho publicado na Science indica que ciclones estão mais fortes e mais freqüentes.

Furacões estão se tornando mais potentes, diz estudo.
A força dos furacões vem aumentando nos últimos anos, indica um estudo feito nos Estados Unidos que analisou ciclones desde que eles começaram a ser registrados por satélite, há 35 anos.

"Um grande aumento foi visto no número e na proporção dos furacões de categorias quatro e cinco", afirmam os autores do estudo no site do jornal científico Science.

Os furacões são classificados de acordo com a escala de Saffir-Simpson, que vai de um a cinco, dependendo da velocidade dos ventos – um furacão que causa ventos de até 153 km/h está na primeira categoria enquanto o mais forte na escala pode provocar ventos de até 249km/h.

O trabalho que analisou furacões desde que eles envolveu pesquisadores da Escola de Ciências da Terra e Atmosfera do Instituto de Tecnologia de Atlanta, no Estado da Geórgia, e do Centro Nacional de Investigação Atmosférica de Boulder, no Colorado.
Segundo os cientistas, que entre 1990 e 2004, houve 269 furacões, número bastante superior aos 171 registrados nos 14 anos anteriores (entre 1975 e 1989).

Aquecimento global

Um dos autores do estudo, Peter Webster, disse que a intensidade do Katrina – que arrasou a costa do Golfo do México no fim de agosto – "está de acordo com a tendência" que eles identificaram.

O trabalho deve acirrar o debate sobre o aquecimento global e a sua influência no funcionamento do planeta.

Webster disse ser "muito cedo" para estabelecer uma relação direta entre a ocorrência de furacões como o Katrina e o aquecimento global, mas destacou que existe uma ligação entre a temperatura das águas e a formação dos ciclones.

"Podemos dizer que o aumento da intensidade é possivelmente resultado do aumento da temperatura da superfície do mar e acredito que o aumento da temperatura da superfície do mar é uma manifestação do aquecimento global".

Ainda de acordo com as conclusões do estudo, o maior aumento ocorreu nos oceanos Pacífico e Índico. Embora menor, o oceano Atlântico também registrou um aumento na quantidade de furacões.



 

PORQUE CESAR LATTES
NÃO FOI “PRÊMIO NOBEL”

Opinião

Dentro de dois anos estaremos comemorando meio século de uma das maiores descobertas no campo da física de partículas, o que veio acelerar de forma crescente esse ramo da ciência...

Tratava-se do “méson pi”, uma partícula 200 vezes maior que o elétron, a qual seria o elemento de ligação entre os prótons que em condições normais se repelem.

Deveria haver, segundo teoria da época, atribuída ao físico japonês Hidela Yukawa, uma partícula, desconhecida até então, cuja propriedade seria a de criar a coesão no núcleo do átomo...

Físicos do mundo inteiro se lançaram na busca, tentando encontrar a tal partícula que até então somente existia na teoria de Yukawa...

Podemos nos ufanar, porquanto o mais expressivo entre os autores da descoberta do “mesón pi”, o físico brasileiro Professor Cesar Lattes, desempenhou o mais importante, determinado e audacioso papel, durante a saga da grande conquista da ciência no ano de 1947...

Lembro-me, e acompanhei pelos jornais e noticiários de rádios (naquele tempo não havia ainda televisão), das notícias de nosso sábio, voando nas asas da Panair e depois da Varig, acompanhando com um sofisticado aparelho fotográfico eletrônico, a captação de partículas subatômicas a altitudes de mais de 9 mil metros, nos vôos entre São Paulo e Lima no Peru, em cujo transcurso sobrevoavam a Cordilheira dos Andes...

Para se ter idéia da importância do evento, basta lembrar que a partícula elementar de César Lattes tem um tempo de vida de cerca de um bilionésimo de segundo...

Fantástico! Os cientistas estão reescrevendo as “histórias das mil e uma noites de Bagdá”... Com a diferença que suas lâmpadas e seus gênios são de verdade...

A pesquisa iniciou em torno da década de quarenta e César Lattes, após reunir as custosas emulsões fotográficas, obtidas durante as inúmeras travessias andinas, com a participação de sábio Beppo Occhialini, conseguiu determinar, entre centenas de emulsões de mésons conhecidos, traços de um novo méson recolhido no alto da montanha Pic du Midi...

Para comprovação científica das pesquisas, a participação do sábio italiano Beppo Occhialini foi fundamental, ajudando na confirmação dos novos traços da emulsão, os quais foram batizados de “mesons pi”.

Occhialini chegou ao Brasil, em São Paulo quando conheceu o sábio brasileiro.
E a partir daí tomou ciência das pesquisas de Lattes. Por ser italiano, durante a Segunda Guerra Mundial tornou-se “persona non grata” no Brasil tendo viajado para a Europa.Terminada a guerra, Lattes enviou as fotos com as emulsões andinas para o amigo italiano, e, a partir daí, foi confirmada a descoberta do grande físico brasileiro César Lattes como o verdadeiro descobridor das partículas elementares que foram denominadas “méson pi”

O epílogo dessa magnífica opereta internacional foi o “Prêmio Nobel” ser outorgado a Hideki Yukawa por ter previsto a descoberta de César Lattes...

Provavelmente por ser brasileiro o físico Lattes foi postergado...

Precedentes encontramos em Mario Schenberg que demonstrou que a perda de energia das estrelas pela perda de neutrinos é responsável pela explosão das super-novas e que a fusão nuclear das estrelas se intensifica quando a quantidade de hidrogênio queimado atinge 11% da massa total.

Vital Brasil, o criador do antídoto para a peçonha das serpentes, e o nosso Santos Dumont, inventor do avião que pretendem surrupiá-lo para dois irmãos americanos, fabricantes de bicicletas...

Estes e muitos outros brasileiros tiveram participação decisiva para o progresso da ciência, mas eram apenas latino-americanos...

Assuramaya

 


 

 

A energia nuclear na Semana
Nacional de Ciência e Tecnologia

Medicina, indústria, conservação de alimentos. Nas exposições da
CNEN será possível conhecer diversas aplicações da energia nuclear
e as ações para garantir o uso seguro desta tecnologia no Brasil.

A energia nuclear vem ocupando um importante papel na melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. O uso das tecnologias nucleares está contribuindo para a conservação dos alimentos que o homem do campo produz. Na área médica, há aplicações no diagnóstico e tratamento de uma série de doenças. A indústria se beneficia em diferentes segmentos. A energia elétrica gerada nas usinas Angra 1 e Angra 2 contribui para o desenvolvimento do país. Há ainda diversas outras áreas nas quais poucos imaginam que a energia nuclear possa estar presente de forma tão fundamental.
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) investe em pesquisa e desenvolvimento na área nuclear e atua para que o uso destas tecnologias seja cada vez mais amplo e seguro. Alguns usos da energia nuclear poderão ser conhecidos nas exposições que a CNEN montará em diferentes locais e datas durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorre de 18 a 24 de outubro. (ver abaixo a programação no Rio de Janeiro-RJ)

Medicina

O uso das radiações vem salvando vidas há dezenas de anos através do tratamento e diagnóstico de vários problemas de saúde. Entre os procedimentos mais conhecidos estão a radiografia, a tomografia e a mamografia. São realizadas com equipamentos de raio-X, que produzem radiação a partir de eletricidade, e servem para análise de diversas partes do corpo humano.
Radiofárrmacos - Boa parte do uso das radiações ocorre com radioisótopos e radiofármacos, substâncias radioativas de uso medicinal produzidas no Brasil exclusivamente pela CNEN. Cerca de dois milhões de procedimentos médicos são realizados anualmente no País com estes produtos. A maior produção é de tecnécio-99, empregado no mapeamento de órgãos humanos. Outros exemplos: o samário-153 alivia dores provocadas por metástases ósseas e o iodo-131 é usado em radioterapia de tumores da tireóide. Atualmente está em estudo a criação da Empresa Brasileira de Radiofármacos, entidade que poderá reunir a estrutura da CNEN dedicada à produção destes materiais.
PET - Uma das mais avançadas tecnologias usadas na medicina é a Tomografia por Emissão de Pósitrons, conhecida por PET (sigla em inglês para Pósitron Emission Tomography). Com muito mais eficácia que qualquer outra técnica, ela é capaz de detectar casos de câncer. O exame PET identifica alterações metabólicas nas células cancerosas que ocorrem muito antes das evidências que as demais técnicas conseguem identificar. Usado na avaliação das atividades do coração e do cérebro, ele acusa sensíveis alterações de metabolismo que também podem identificar doenças.
Irradiação de sangue - A cada ano, o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), unidade da CNEN em Minas Gerais, irradia cerca de 4.000 bolsas de sangue e hemoderivados para a Fundação Hemominas e para clínicas particulares de Belo Horizonte. A técnica impede a divisão dos linfócitos T. O sangue sem as células T minimiza o risco de pacientes imunossuprimidos ou imunoincompetentes desenvolverem a síndrome de GVHD (reação de enxerto-versus-hospedeiro, Graft-Versus-Host Disease em inglês), em que as células imunológicas do doador de sangue ou órgãos reagem contra os antígenos do receptor com sistema imunológico deprimido. Como ainda não se conhece tratamento para a GVHD, 90% dos pacientes acometidos não sobrevivem.
Além de pacientes com problemas de imunidade, pessoas que passam por transplante de medula óssea, fetos que recebem transfusões intra-uterinas e receptores de órgãos de parente em primeiro grau também se beneficiam da técnica.

Indústria

Fios e cabos - O processo de irradiação de fios e cabos elétricos melhora suas propriedades térmicas, elétricas e mecânicas. Possibilita a fabricação de condutores com maior resistência, utilizados nas indústrias aeronáutica, automobilística, naval e de computação. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), unidade da CNEN em São Paulo, presta este serviço. Somente em 2002 foram irradiados no Instituto cerca de 12 milhões de metros de cabos e fios elétricos fabricados pela indústria de São Paulo.
Gamagrafia - Outro uso de técnicas nucleares bastante conhecido na indústria é a gamagrafia industrial, uma radiografia com a utilização de raios gama. A técnica serve para verificação de trincas, desgastes e qualidade das soldas de estruturas metálicas utilizadas em dutos, equipamentos industriais, aviões, navios e outros. Na construção civil, permite analisar a integridade de estruturas de concreto.
Radioesterilização - Há também o processo de radioesterilização, que é a esterilização com o uso de radiação. Na indústria, serve para os mais diversos tipos de produtos, como seringas, materiais cirúrgicos em geral e cosméticos, entre outros.
Energia elétrica - A fonte nuclear é atualmente a terceira mais empregada no mundo para a geração de eletricidade. No Brasil, as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 geram cerca de 4% da energia elétrica total. Juntas, elas possuem um potencial de produção superior a 1,9 mil megawatts, o que corresponde a 50% do consumo de um grande estado, como o Rio de Janeiro. Nos próximos anos, Angra 3 deverá entrar em funcionamento.

Agricultura

Para favorecer a conservação e qualidade, os alimentos recebem uma quantidade controlada de radiação gama. Essa técnica, aprovada pela FAO - órgão da ONU responsável por programas mundiais de alimentação e agricultura - retarda o tempo de maturação e destrói bactérias, fungos e outros microorganismos, reduzindo as perdas e a transmissão de doenças. A irradiação de cerca de 40 tipos de alimentos (grãos, especiarias, carnes, peixes, ovos, frutas e legumes) já é utilizada por mais de 50 países em escala comercial.

 

 
     
 
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