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COMMODITIES
e MINERAIS.
1 - Introdução.
Muita
gente boa, aqui no Brasil, lê nos
jornais que os minerais se acham incluídos
na categoria das “commodi-ties”
e estranham a razão dessa classificação,
talvez por julgarem que a palavra da língua
inglesa signifique “comodidades”.
Ledo engano! A palavra “commodities”,
no plural, aparece no “Webster New
World Dictionary of the Ameri-can Language”
com o significado de “basic items
or staple products”, o que quer
dizer na língua portuguesa: ”produtos
de itens básicos ou de matérias
primas”.
A tradução literal de “commodities”,
entretanto, define de modo vago, o valor
das substâncias da natureza mi-neral.
Por pertencerem à categoria dos
bens exauríveis, isto é,
não renováveis na escala
humana de tempo, sobre eles devem recair
as maiores precauções, eis
que tais substâncias fortalecem
a segurança e fomentam o progresso
do Estado.
A posse e o controle dos recursos minerais
são a base da soberania nacional,
eis que podem ser encaradas como as chaves
do Poder!
Tal conceito não é novo,
pois o estadista e filósofo indiano
conhecido como Kautalya, autor do tratado
político “Arthashastra”,
escrito 300 anos antes de Cristo, assim
considerava os minerais, recomendando
ao seu rei, Chandagrupta, cuidados especiais
para a extração e conservação
de tais bens da natureza. Chandagrupta,
atento aos conselhos do Primeiro Ministro
Kautalya, edificou o Império Mauryan,
o maior de toda a história da Índia.
Destarte, fácil compreender a razão
que impele os países maduros a
manter os bens da natureza mineral sob
proteção de legislação
rigorosa e a orientar o seu uso parcimonioso
mediante a adoção de políticas
setoriais bem formuladas.
2 - Política
Mineral e objetivos a perseguir.
A política,
no caso, deve ser entendida como a arte
de perseguir objetivos.
Então, políticas específicas
para o setor mineral precisam apontar
os objetivos a perseguir para o aproveitamen-to
e conservação desses bens
insubstituíveis.
Deixando de lado dois fatores, deveras
importantes, quais sejam os recursos tecnológicos
e financeiros dispo-níveis, pode-se
partir da premissa que há dois
objetivos maiores a perseguir:
- a produção doméstica
de todos os bens necessários ao
atendimento da demanda interna atual,
e
- a conservação de reservas
“in situ”, suficientes para
atender as necessidades futuras.
No setor mineral é pecado mortal
pensar, de pronto, em ajudar o país
a equilibrar as suas contas externas,
às custas da exportação
desses bens exauríveis, como muitos
dirigentes despreparados almejam.
Foi, simplesmente, preocupante ouvir da
boca do “Nosso Guia” a idéia
de inclusão do país na lista
de sócios da OPEP, considerando
como favas contadas as reservas de hidrocarbonetos
detectadas, todavia ainda não aferidas
e, nem sequer avaliadas sob o enfoque
econômico, na chamada camada do
pré-sal!
Ao contrário disso, governos previdentes,
como o dos Estados Unidos da América
do Norte, pagam lucros ces-santes aos
que detém direitos de exploração
de poços de petróleo, para
compor a reserva estratégica do
país e, ainda, bloqueiam a extração
de hidrocarbonetos dos riquíssimos
campos do Alaska.
3 - Minerais abundantes,
críticos e estratégicos.
Para a
discussão da montagem de uma política
mineral, necessário lembrar que,
no início do processo de busca
de soluções aceitáveis
para alcançar os objetivos colimados,
haverá necessidade de separar os
minerais em três grupos: abundantes,
críticos e estratégicos.
Todavia, os critérios para seleção
não são tão óbvios
como parecem, pois, antes de mais nada,
os planejadores precisam apoiar os pés
no país e olhar em volta, pelas
janelas da geopolítica, para reconhecer
os interesses na-cionais. Isso equivale
a dizer que a separação
dos minerais não deverá
ser feita por cópia de listas já
existentes em outras paragens.
Além disso, a inclusão de
uma substância em um dos grupos
não exclui a possibilidade dessa
mesma substância aparecer em outro
grupo.
Minerais abundantes.
Abundantes serão considerados tanto
os minerais com grandes reservas geológicas
distribuídas no território
pátrio, quanto aqueles nele encontrados
em escala mais modesta, todavia de fácil
aquisição, seja pela multipli-cidade
de fontes externas de suprimento ou pelo
pequeno risco de transporte do exterior
para o interior do país.
Para avaliação do risco,
outrossim, faz-se necessário considerar
a orientação e a estabilidade
política dos forne-cedores em perspectiva.
Minerais
críticos.
A classificação de um mineral
como material crítico exige maior
manipulação de conhecimentos,
por admitir cenários diversos.
Em princípio, será crítico
todo o mineral cuja produção
doméstica for insuficiente para
atender o consumo do país. Todavia,
também serão considerados
críticos todos os minerais ainda
insubstituíveis, cujas reservas
pró-prias satisfazem às
necessidades atuais, mas delineiam-se
insuficientes para atender à demanda
prospectiva de um Brasil plenamente desenvolvido.
Igualmente críticas serão
as substâncias escassas no planeta
ou com distri-buição concentrada
pala assimetria das ocorrências,
independentemente do vulto das reservas
nacionais.
Certos minérios são facilmente
identificados como críticos, segundo
critérios brasileiros, tais como
a bauxita de grau refratário, a
cromita, a piroluzita (minério
de manganês), a molibdenita, a niobita
(minério de nióbio), a wolframita
e a schelita (minérios de tungstênio).
Interessante mencionar o caso do nióbio,
metal de liga, cujas reservas mundiais
estão praticamente localizadas
no Brasil. Então, além de
abundante no subsolo do país, o
nióbio deverá ser classificado
como crítico pela sua extrema concentração
em um único país.
Com efeito, o quadro abaixo mostra a divisão
das reservas mundiais em 2005:
DISCRIMINAÇÃO
PAÍSES ................RESERVAS
(T) .......PERCENTUAL
(%)
BRASIL ................
3.761.015................
....96,43
CANADÁ........
...... ...110.000 ............
.... ....2,82
AUSTRÁLIA..................20.000............
.........0,73
NIGÉRIA.................
......9.000 ............
....... 0,22
TOTAL ..........
........3.900.015 ..................100,00
Os números
indicativos referem-se à quantidade
de nióbio contido na reserva medida.
As reservas medidas, indica-das e inferidas
do Brasil totalizam 694 milhões
de toneladas de minério bruto.
No total das reservas brasileiras não
se computou ainda os números da
maior jazida de nióbio do planeta,
com 2,9 bilhões de toneladas de
minério bruto, localizada no município
de São Gabriel da Cachoeira, AM,
por não ter
sido concluída a pesquisa do “Complexo
Carbonatítico dos Seis Lagos”.
Faz-se mister ressaltar que as usinas
de beneficiamento do nióbio brasileiro
acham-se sob o controle de grupo es-trangeiros,
quais sejam:
- a “Companhia Brasileira de Metalurgia
e Mineração - CBMM”,
localizada em Araxá, MG, associação
entre o gru-po “Moreira Sales”
e a “Molybdenium Corporation”,
que além da planta de processamento
ainda detém os direitos de lavra
sobre 488 milhões de toneladas
de minério, e
- a Mineração Catalão
Ltda., empresa do grupo “Anglo American”,
sediada em Catalão, GO, produtora
da liga “Fe-Nb” e detentora
dos direitos de lavra sobre uma reserva
da ordem de 10,3 milhões de toneladas,
com teor médio de 0,12% de Nb2O5
(niobita ou pirocloro).
As duas empresas têm como meta prioritária
a exportação da liga de
Ferro-Nióbio e do concentrado de
nióbio, sendo que a “CBMM”
destinou 7% da sua produção
para o mercado brasileiro e o restante
para abastecimento da América do
Norte e Europa (63%) e Japão (22%).
A “Mineração Catalão”
transmigra tudo o que produz.
Como resultado da inexistência de
um comando firme e inteligente no setor
mineral, o país ainda importa semi-manufaturados
produzidos na África do Sul, na
Rússia, na Áustria, Suécia
e Reino Unido, sempre com matéria
prima comprada no Brasil!
A mesma desordem interna por pouco não
provoca a transferência dos direitos
de lavra do depósito gigante do
“Complexo Carbonatítico dos
Seis Lagos”, pelo preço ridículo
de R$660 mil.
Por esse motivo, é absolutamente
necessário transformar o depósito
dos “Seis Lagos”, riquíssimo
em nióbio e, tam-bém em
rutilo (minério de titânio,
TiO2), em “Reserva Nacional”,
conforme previsto no Código de
Mineração. Tra-ta-se de
uma medida oportuna, pois as reservas
nacionais de nióbio, localizadas
em Araxá e Catalão, mantido
o atual consumo mundial, só se
esgotarão daqui a uns 100 anos.
Outro exemplo emblemático é
o do cromo, mineral também distribuído
entre poucos países e com pequenas
ocor-rências no subsolo pátrio.
As reservas brasileiras, da ordem de 15
milhões de toneladas, contendo
4,9 milhões de toneladas de cromita
(óxido de cromo, Cr2O3) e representam
apenas 0,3% das reservas mundiais. Mesmo
assim, o Poder Público ainda permite
a exportação de bens primários,
produtos semifaturados, manufaturados
e compostos químicos, razão
pela qual o país figura com 1,1%
da oferta mundial de cromita, percentual
bem superior ao das reservas nacionais,
fato que caracteri-za, em princípio,
uma lavra ambiciosa.
Minerais estratégicos.
Finalmente, os minerais serão classificados
como estratégicos quando forem
vitais para a aplicação
oportuna do Poder Nacional.
De pronto, deverão ser incluídos
no rol de minerais estratégicos
os radioativos, os hidrocarbonetos e todos
a-queles requisitados pelas tecnologias
de ponta, como o Berílio, o Nióbio,
o Tântalo, as Terras Raras, o Titâ-nio
e o Zircônio, os seis últimos
também conhecidos como “metais
novos” pela sua aplicação
recente.
Os minerais enquadrados em cada grupo
merecerão tratamento diferenciado,
conforme previsto na legislação
mineraria.
4 - Postulados que definem a
Política Mineral.
Em seqüência
à classificação,
há que se considerar três
postulados para definição
da Política Mineral:
- os interesses empresariais, na exploração
e transformação dos minérios,
nem sempre coincidem com os interesses
nacionais, mormente quando dependem de
decisões externas;
- os bens do subsolo, por serem esgotáveis,
só deverão ser explorados
com rendimento máximo para a economia
do país,
- o emprego dos recursos minerais, em
diversos casos, exige o controle da sua
destinação.
5 - Corolários e definição
do perfil da Política Mineral.
Dois corolários
derivam, de imediato, dos postulados:
- o Estado, sem tolher demasiadamente
a liberdade de iniciativa, tem a obrigação
de instituir mecanismos de controle e
orientação para o setor
mineral, e
- o poder de decisão, nas empresas
minero-industriais, precisa ser mantido
em mãos de nacionais.
Como a Constituição estabelece
como princípios gerais da atividade
econômica a soberania nacional,
a inicia-tiva privada, a função
social da propriedade, a livre concorrência
e a defesa do consumidor, de um modo geral
a interferência do Governo nas atividades
de mineração deve se limitar
a seis posicionamentos marcantes, que
definirão o perfil da Política
Mineral. São eles:
- conduzir as atividades pioneiras de
pesquisa básica, a fim de revelar
os ambientes geológicos mais pro-missores
e reduzir os riscos empresariais que envolvem
a busca dos minérios;
- incentivar a exploração
geológica e a lavra das substâncias
que faltam ao país, de modo a perseguir
a auto-suficiência;
- controlar as reservas das substâncias
minerais, fixando ritmos e escalas para
a exploração de jazidas,
de modo a garantir o equilíbrio
entre a produção e a conservação;
- incentivar o beneficiamento doméstico
dos minérios e desestimular a transmigração
dos mesmos “in natura”, para
que o país tire o melhor proveito
dessa riqueza exaurível;
- contingênciar os preços
no mercado interno, para diferenciá-los,
quando necessário à defesa
do consu-midor brasileiro, das cotações
fixadas alhures;
- orientar o acesso aos mercados mundiais,
visando a máxima contribuição
da comercialização externa
à economia nacional, livre dos
contingenciamentos negativos impostos
pelos cartéis;
- manter estoques estratégicos
de substâncias vitais para a operação
contínua do parque industrial do
país, e
- impor o cumprimento da legislação
mineraria.
6 - Dicotomia entre os interesses
empresariais e o interesse nacional
Com relação
ao primeiro postulado, “os interesses
empresariais, na exploração
e transformação dos miné-rios,
nem sempre coincidem com os interesses
nacionais, mormente quando dependem de
decisões exter-nas”, há
que se destacar dois aspectos:
- a necessidade do Poder Público
estabelecer normas para a exploração
das jazidas, visando a manutenção
do equilíbrio entre a extração
dos minérios e a conservação
de reservas suficientes para atender o
consumo proje-tado para o futuro;
- a conveniência de se reservar
a exploração e transformação
dos minérios às empresas
controladas majoritari-amente por brasileiros,
de modo a capacitar o Poder Público
a orientar as pesquisas em função
dos interesses nacionais.
Esse último aspecto justifica o
enunciado do segundo corolário,
que contraria o prescrito no §1º
do artigo 176 da Constituição.
Deve ser lembrado, entretanto, que os
Constituintes de 1988 reconheceram tal
necessidade, conforme pode ser constatado
pelo texto original do §1º do
artigo 176, que dizia: “A pesquisa
e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento
dos potenciais a que se refere o caput
desse artigo somente poderão ser
efetuados mediante au-torização
ou concessão da União, no
interesse nacional, por brasileiros ou
empresa brasileira de capital nacio-nal,
na forma da lei, que estabelecerá
as condições específicas
quando essas atividades se desenvolverem
em faixa de fronteira ou terras indígenas.”.
Posteriormente, a onda neoliberal que
afogou o país, a partir de 1995,
modificou radicalmente o pensamento dos
Constituintes, liberando as atividades
minerarias aos grupos estrangeiros, pela
Emenda Constitucional N. 6, de 15 de agosto
de 1995, que introduziu o seguinte texto,
em substituição ao anterior:
“A pesquisa e a lavra de recursos
minerais e o aproveitamento dos potenciais
a que se refere o caput deste artigo somente
poderão ser efetuados mediante
autorização ou concessão
da União, no interesse nacional,
por nacionais ou empresas cons-tituídas
sob as leis brasileiras e que tenham a
sua sede e administração
no País, na forma da lei, que estabelecerá
as condições específicas
quando essas atividades se desenvolverem
em faixa de fronteira ou terras indígenas”.
A alteração no texto, à
primeira vista, parece não ter
mudado o espírito da lei, pois
afirma que as concessões se restringem
aos nacionais ou empresas constituídas
sob as leis brasileiras e com sede e administração
no País. Todavia, abriu as portas
para as empresas transnacionais, na medida
em que a legislação considera
como nacio-nais qualquer empresa inscrita
nas Juntas Comerciais, com sede e administração
no País, mas com capital intei-ramente
estrangeiro. Assim, a “Mineração
Catalão Ltda.”, inteiramente
controlada pelo “Grupo Anglo-American”,
é considerada tão brasileira
quanto a “Companhia Níquel
Tocantins”, subsidiária do
“Grupo Voto-rantin Metais”,
Portanto, para permitir que a União
passe a controlar as atividades de lavra
e beneficiamento dos minerais exis-tentes
no subsolo pátrio é imprescindível
o retorno ao texto constitucional consagrado
pelos Constituintes de 1988, redigido
depois de demorados debates com brasileiros
de fé, chamados a depor nas Comissões
Temáticas.
7 - Exploração
com rendimento máximo.
No que tange à
exploração dos bens minerais
com rendimento máximo para a economia
do país, há necessidade
imperiosa de se restringir a comercialização
para o exterior de minérios “in
natura” ou sob a forma de concen-trados,
que muito pouco valor agrega à
economia doméstica. Os bens minerais
só devem ser exportados depois
de beneficiados e transformados em produtos
finais no País.
É muito fácil comprovar
a verdade incontestável, bastando
para isso citar dois exemplos práticos.
Considerando-se a produção
global, incluindo as substâncias
minerais energéticas, as metálicas
e as não metáli-cas, é
fato conhecido que os produtos brutos
da lavra não ultrapassam a ordem
de 7% da soma dos produtos internos brutos
de todos os países, enquanto o
beneficiamento pleno das mesmas substâncias
poderá representar uns 50% do produto
mundial bruto.
O ciclo do alumínio metalúrgico
é, talvez, o melhor exemplo da
valorização espetacular
dessas substâncias, após
a transformação em produtos
de uso corrente.
Sabe-se que 5 toneladas de bauxita de
grau metalúrgico (Óxido
de alumínio, Al2O3, mais sílica,
óxidos de ferro e dióxido
de titânio) geram uma tonelada do
metal, por eletrólise da alumina
(Al2O3), depois da transformação
da bauxita em alumina, pelo processo Bayer.
Como a bauxita, lavada e seca, vale US$36,50
por tonelada, enquanto o alumínio
metálico é comercializado
por US$2.515,00, verifica-se que venda
de 1 tonelada de alumínio metálico
rende quatorze vezes mais do que 5 toneladas
do minério (bauxita) (5x36, 50=182,50).
Isso significa, também, que para
se obter um determinado montante em divisas
poder-se-ia consumir quatorze vezes menos
minério, prolongando-se a vida
útil das reservas nacionais de
bauxita.
Evidente que todos os processos de beneficiamento
exigem investimentos de vulto e, na maioria
dos casos, grande consumo de energia.
A produção de uma tonelada
de alumínio metálico, por
exemplo, incorpora cerca de 260 giga-joules
de energia e para produzir uma tonelada
de estanho consome-se 200 giga-joules..
Todavia, os investimentos necessários
e a energia consumida serão amplamente
compensados pelo lucro na comercialização
dos produtos finais. Num país tão
bem dotado de potencial hídrico,
como é o caso do Brasil, a comercialização
externa dos minerais beneficiados remunerará
a construção de novas usinas
hidrelétricas, que também
fornecerão energia para outros
fins, inclusive para o conforto dos lares
dos brasileiros.
Ademais, é importante lembrar que
o beneficiamento local criará postos
de trabalho para todos os níveis
de mão de obra.
É tempo, pois, de compelir as mineradoras
à evolução natural
para empresas minero-industriais, eis
que o bene-ficiamento local dos minérios
poderá fazer a diferença
entre um país extrator, subdesenvolvido
então, e um país transformador,
sinônimo de industrializado.
8 - Controle da destinação
da produção.
Como postulado, é
dispensável uma justificativa para
o controle da destinação
da produção mineral do país,
mormente quando se tratar transmigrações
para o exterior.
Todavia, faz-se conveniente lembrar que
num mundo sempre conturbado, onde muitas
vezes predomina o cani-balismo interestatal,
um Estado responsável deverá
impedir que se venda determinadas substâncias
minerais a certos membros da comunidade
internacional que adotem procedimentos
antagônicos aos interesses nacionais
e, assim sendo, passem a ameaçar
a soberania ou segurança do país.
9 - Fixação de
ritmos e escalas de produção.
Embora corolário
do primeiro postulado, a fixação
de ritmos e escalas de produção,
na exploração dos bens minerais
merece um comentário adicional
àquele feito anteriormente, quando
foi dito que a fixação de
ritmos e escalas de produção
deveria visar o estabelecimento do equilíbrio
entre a exploração e a conservação
das jazi-das.
Então, é oportuno lembrar
o que aconteceu com o depósito
gigante de manganês, descoberto
na década de 40, na Serra do Navio,
Amapá.
No dia 13 de setembro de 1946, o Presidente
da República assinou o Decreto-Lei
Nº. 9.858, dispondo sobre as jazidas
de minério de manganês existentes
no Território Federal do Amapá,
estabelecendo que tais jazidas seri-am
consideradas como “Reserva Nacional”.
Essa decisão do Governo Federal
baseou-se nas seguintes considerações:
- a importância das jazidas de manganês
descobertas, - a relativa escassez dos
minérios desse metal no mundo e
sua capital importância na indústria
siderúrgica, e
-a localização das jazidas
em terras devolutas.
Estranhamente, em 31 de maio de 1950,
o mesmo Presidente da República
que assinou o supra citado Decreto-Lei,
autorizou o Governo do Território
Federal do Amapá a convencionar
com a desconhecida “Indústria
e Comércio de Minérios S.A.”.
– ICOMI, sob controle do empresário
Augusto Trajano de Azevedo Antunes, um
contrato para estudos e aproveitamento
das jazidas, “obedecidas as cláusulas
e termos constantes da minuta aprovada
pelo Conselho Nacional de Minas e Metalurgia”.
Em decorrência do descontrole até
hoje vigente, a empresa detentora do Decreto
de Lavra, firmou contrato, sem o conhecimento
prévio das autoridades brasileiras,
com órgão governamental
estrangeiro, a “Defense Materials
Procurement Agency”, do Ministério
da Defesa dos Estados Unidos da América,
para venda de 70% do minério produzido,
com abatimento de 10% sobre o preço
médio de mercado, além do
pagamento em dólares de 50% do
valor de vendas a outros países
dos restantes 30%.
Por trás de tudo, escondia-se a
“Bethlehem Steel Company”,
uma das maiores aciarias dos Estados Unidos
da América!
Os termos anti-nacionais do contrato suscitaram
o esgotamento total das reservas do precioso
metal de liga. Hoje, na Serra do Navio,
há apenas lembranças, inclusive
uma estrada de ferro e o porto de Santana,
dessa lavra ambiciosa!
Na fixação de ritmos e escalas
para a lavra, ademais, é dever
do Poder Público impedir que a
produção de miné-rio
bruto seja superior, em porcentagem, à
participação do país
no quadro de reservas mundiais de qualquer
substância.
O Brasil, por exemplo, detém 7,1%
das reservas mundiais de minério
de ferro, mas vem lavrando 18,8 % da produção
mundial, isto é, cerca de 317,8
milhões de toneladas, o que caracteriza
uma lavra ambiciosa, tendente ao esgotamento
das reservas nacionais antes da exaustão
de outras fontes sobre as quais os Estados
exercem controle. Tal situação
foi causada, com certeza, pelo incontrolável
“furor exportatório”
dos brasileiros, eis que, do total produzido,
foram exportadas 242,5 milhões
de toneladas de minério bruto.
Ainda sobre a desordem reinante no setor
mineral, devido à falta de uma
política setorial, deve ser citado
o caso do cobre da Província Mineral
de Carajás, hoje sob a tutela da
“VALE”, novo nome da “Companhia
Vale do Rio Doce” depois da sua
escandalosa “privatização”.
A empresa privada “VALE” conta
com cinco projetos para aproveitamento
do cobre contido em cinco depósi-tos
identificados como “Sossego”,
“Corpo 118”, “Alemão”,
“Cristalino” e “Salobo”,
heranças do trabalho da estatal
“CVRD”. Em quatro dos cinco
projetos (o “Corpo 118” não
está incluído) há
previsões de produção
adicional de ouro, totalizando 18,7 toneladas-ano.
O projeto “Salobo”, outrossim,
prevê a produção de
ouro, cujo volume já consta do
total já mencionado, e mais um
montante apreciável de prata e
molibdênio. No entan-to, a “VALE”
já está exportando concentrado
de cobre (em 2006, 117.514 toneladas),
sem aproveitamento dos demais minerais
contidos no minério bruto.
Pergunta-se: quem estará sendo
burlado com tal precipitação?
Não terá sido um grande
erro a privatização da empresa
estatal de mineração, considerada
como o “Portal do rico subsolo amazônico”?
Ainda há tempo para corrigir o
tremendo erro!
10 - Palavras finais.
Alinhou-se acima as linhas
mestras para a formulação
de uma Política Mineral capaz de
acionar as atividades do setor mineral
em harmonia com os interesses nacionais
e, ao mesmo tempo, procurou-se demonstrar
que as rotinas adotadas nesse campo, de
suma importância, prejudicam a projeção
do Brasil como grande potência,
por ser ele o “campeão mundial
dos recursos naturais”.
Evidente que o tema não se esgotou,
porque há outras medidas que poderão
ser postas em prática para o apro-veitamento
mais rentável dos bens do subsolo.
A persistir a omissão das autoridades
governamentais, que nem sequer cuidaram
de traçar os rumos de uma política
setorial para as substâncias não-renováveis,
o país continuará coxo e,
consequentemente, incapaz de ganhar velocidade
para sustentar a corrida que poderá
recompensá-lo com os cobiçados
troféus do progresso e do bem estar
dos seus filhos, naturais e adotivos.
TUDO
PELA PÁTRIA
Roberto Gama e Silva
Almirante Reformado
Rio de Janeiro, em 16 de julho de 2008.
Em 1934, promulgação da
“Constituição dos
Estados Unidos do Brasil”,a segunda
do regime republicano
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Transposição
do rio São Francisco
Biodiversidade
e Radiestesia
“É possível encontrar
água em abundância no nordeste
sem a transposição do Rio
São Francisco. Provo e mostro como”
*G.C.F.
Por
Flavio P. Ramos.
Editor
África, hoje. Os nativos
das regiões desérticas da
África, hoje, como no passado,
percorrem distâncias enormes sem
rios ou fontes de água potável.
Georges
Charbel Farah, colunista deste Portal,
nasceu na Costa do Marfim, um país
de colonização francesa.
Desde criança, via os estafetas
e caçadores das tribos que viviam
na África de sua infância
e início da adolescência,
percorrerem enormes distâncias sem
levarem suprimentos de água.
Nas regiões desérticas,
a ausência da água significa
a morte em pouco tempo, por desidratação.
Observando a forma como encontravam água,
o pequeno Charbel interessou-se pelo “mistério”.
A
sabedoria dos velhos
Na África, como nas tribos brasileiras,
os idosos são respeitados por representarem
a sabedoria acumulada, que é repassada
pela tradição oral aos mais
jovens.
Já na adolescência, Charbel
sentia vontade de conhecer o mundo e de
aprender o que era “conhecimento”
de cada país por onde passava.
Esse desejo levou-o a questionas os idosos,
como era possível descobrir água
sob a terra como faziam com facilidade.
Charbel foi iniciado nos segredos desses
idosos e começou o seu interesse
pela Radiestesia. Descobriu que, usando
uma vara ou uma forquilha, os africanos
descobriam água durante as longas
jornadas em viagem pelos desertos.
Após percorrer muitos países
e aprender suas línguas e costumes,
Georges Charbel Farah escolheu o Brasil
como seu país de adoção.
A
Transposição do Rio São
Francisco é um crime ambiental.
Diante da teimosia autoritária
do senhor Lula, que contra os pareceres
de técnicos e contra o desejo das
populações que vivem às
margens do São Francisco, revoltadas
com esse crime ambiental, a obra já
começou. Lula colocou unidades
de engenharia do Exército Brasileiro
para começar o trabalho de realizar
seu sonho megalomaníaco de ser
o salvador do Nordeste.
Inculto e obsessivo, Lula conta com o
apoio dos ignorantes e aproveitadores
que o elegeram para executar essa obra
de custo astronômico, que fará
com o dinheiro suado da população
economicamente ativa, que acaba sendo
quem paga o custo de sua demência.
É de conhecimento público
que 600 cargos em comissão, sem
concurso, foram criados para ocuparem
posições de destaque, infiltrados
na máquina pública.
As autoridades militares têm
o dever cívico e consitucional
de evitar esse crime ambiental.
A
solução para o problema
é gradual e rápida. A água
está lá, mesmo nas áreas
secas e a custos irrisórios, e
mais, é facílimo comprovar.
O
Professor Charbel lança o desafio
para salvar o Rio São Francisco.
Ao custo irrisório é possível
abastecer as regiões sem água
do Nordeste com abundância de água
e criar empregos e fartura de alimentos,
inclusive oleaginosas e cana de açúcar
para o biodisel e para o Pró-Álcool.
Sem desmatamentos das florestas, é
possível o assentamento de colonos
nas áreas beneficiadas.
“É
possíve,l pela RADIESTESIA, encontrar
os lençóis d’água,
saber a qualidade da água, o volume
de vazão e a que profundidade se
encontra sem perfurar nenhum poço.”
“Já foi feito, encontrei
água para a empresa General Electric,
aqui no Rio de Janeiro, no bairro Maria
da Graça”. “Localizei,
pela radiestesia, o exato local para a
perfuração”.
Atitude
de Lesa-Pátria
O presidente da República está
mais interessado em acobertar os crimes
da quadrilha oficial que está em
todos os níveis de seu governo
e esbanjar dinheiro do povo com seus surtos
de megalomania.
O desafio foi feito. O professor Charbel,
um dos maiores e mais competentes radiestesistas
do mundo atual, convida a imprensa e os
técnicos a assistirem e documentarem
o seu trabalho no local do Nordeste que
for escolhido. E mais ainda, ensina como,
a quem desejar.
“Achar água no Nordeste,
ou em qualquer outro ponto do Brasil é
infinitamente mais fácil que nos
desertos da África. O Brasil é
um país abençoado”.diz
o professor Charbel.
“Amo
este país que me acolheu com carinho
e é o Jardim do Édem, sendo
destruído por ignorância
e pela ganância.. Quero deixar o
meu trabalho e a minha gratidão
às gerações futuras,
confio neles”.
* Georges Charbel Farah
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Enviado
por Nilson Victorino
Um
brado de cidadania!
"A
desgraça de quem não gosta
de política é ser governado
por quem gosta."
(Platão).
Domingo passou uma reportagem no Fantástico
sobre um site que artistas da Globo criaram
para mostrar o descontentamento com a
situação da devastação
na Amazônia. Eles pretendem colher
1 milhão de assinaturas (torço
muito pra que isso aconteça). Fiz
minha inscrição hoje e senti
tristeza por todos nós brasileiros,
pois se compararmos este número
com o volume de ligações
que o Big Brother recebe, percebemos que
muitos brasileiros estão mais preocupados
em interferir na vida de alguém
que não faz grande diferença
para a nação do que expressar
sua opinião sobre algo realmente
importante e que afeta diretamente o futuro
de todos nós.
Não deixe de assinar o
manifesto, segue o site: http://www.amazoniaparasempre.com.br
Tem uma apresentação bem
legal também do lado esquerdo quando
clicar em assinar (extras). Passem para
o maior número de pessoas possível.
Quando a última árvore tiver
caído,
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro
não se come".
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DIGNIDADE E SOBERANIA
Por Luiz Fux ministro
do STJ
O Brasil
é Estado Democrático de
Direito fundado, entre outros valores,
na dignidade da pessoa humana, o que essência
representa como ideário da nação
oferecer uma vida digna e saudável
a todos os cidadãos. Esses fins
do Estado brasileiro reclamam união
fraterna entre o homem e a natureza, irmãos
por destino vivencial, na medida em que
um depende do outro. O homem deve ter
assegurada uma vida digna e um ambiente
sadio; a natureza por seu turno, merece
respeito. Esse inter-relacionamento é
encontradiço em todos os tratados
internacionais, desde a recente Conferencia
das Nações Unidas sobre
meio ambiente de Estolcomo em 1972, até
a festejada ECO 92, da qual emergiu a
Declaração de Princípios,
sobressaindo o de número 1, a saber:
"Os seres humanos constituem o centro
das preocupações relacionadas
com o desenvolvimento sustentável";
"têm direito a uma vida saudável
e produto em harmonia com a natureza".
Essa a razão pela qual sempre se
há de ter em mente a mensagem sugerida
pelas declaração de Estocolmo
quanto aos recursos renováveis
do globo, entre os quais, os recursos
hídricos, no sentido de que devem
ser explorados sob a vigília do
não-exaurimento, porquanto a conservação
da vida humana está simetricamente
paralela à conservação
da natureza Por outro lado a fruição
da beleza da natureza, entre tantas,através
das águas que é livre, deve
ser exercida em respeito ao nosso mar
territorial. A soberania territorial na
defesa do nosso mar territorial, nossas
praias, lagos, recursos hídricos
e plataforma continental como verdadeiro
patrimônio nacional indisputável
pressupõe o mais completo e complexo
aparelhamento da Marinha Brasileira. Essa
digressão nos leva a concluir que
o Brasil tem em seu pavilhão as
cores que ostenta porque temos o privilégio
natural e divino do criador de gozarmos
da Amazônia verde e da Amazônia
azul, que com a utilização
equânime de seus recursos permitirão
que se cumpra o postulado constitucional
de conferir a cada brasileiro uma vida
saudável. A Amazônia verde
é considerada o "bosque dos
sonhos" e tem recebido tratamento
prioritário diuturno. A segunda,
a Amazônia azul, é servil
a uma dedicação olímpica
da Marinha Brasileira que tem incitado
à consciência acerca dos
direitos e responsabilidades do mar, nossa
vocação marítima
secular, a vida, o uso, a exploração
a proteção não só
do próprio mar, mas dos que dele
se utilizam. A defesa do mar territorial
e seu gerenciamento por uma Marinha aparelhada
é o único instrumento de
a um só tempo cumprirmos a promessa
constitucional de que a dignidade e a
soberania são fundamentos da República,
e que a colorida Amazônia azul é,
sem duvida, "o mar que nos pertence".
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PRESERVAR AS ABELHAS É PRESERVAR
A VIDA
NAS FLORESTAS E MANTER O EQUILÍBRIO
DA BIODIVERSIDADE NO PLANETA
Em
nossa reportagem sobre a criação
de abelhas em Nova FriburgoFriburgo(*),
denunciamos que a troca do capim nativo
pela “brachiaria”, em moda,
matava o capim nativo e as plantas que
produziam floradas, como o morrão
de candeia. Esse é ainda um fator
mais grave, porque a “brachiaria”
é ima praga invasiva trazida da
África e é difícil
de ser erradicada.
O capim nativo permite a convivência
da agropecuária com a apicultura.
O estrume aumenta a produção
das floradas e, consequentemente, o volume
e a qualidade do mel.
A devastação das florestas
e a plantação de uma só
espécie, como o eucalipto, vai
contra as leis da natureza.
A derrubada de matas para a formação
de pastos, por outro lado, prejudica a
produção do mel, para aumentar
a produção agropecuária,
enfim, é contra as leis da natureza
e prejudica a biodiversidade como um todo.
O estudo das abelhas levou à descoberta
da apitoxina, que resultou no BOTOX, utilizado
nas plásticas e também na
terapia do reumatismo.
FPR
(*) Veja em TURISMO
- Mel e História
*****************************
Enviado
por Nilson Victorino
O
fim das abelhas
Essa é a noticia mais dramática
que já ouvi em minha vida.
As
Abelhas não são desse planeta,
já dizia Steiner
(http://peshp.vilabol.uol.com.br/abelhas.ecolog.htm)
como os astecas. estão sumindo,
sem deixar vestígio.Sem abelha,
acaba a floresta, acabam as flores.
Sem a floresta, acaba a vida.
As abelhas tem a mesma estrutura genética
ha milhões e milhões de
anos (tem fossil com 45 milhoes de anos),
Já apareceu evoluida no planeta!
Não esta submetida à teoria
da evolução... imagino.
Isso é muito sério!se escrever
"desaparecimento das abelhas"
no google, virão centenas de artigos...
VaL
"Uma
dizimação misteriosa das
populações de abelhas preocupa
os apicultores alemães, enquanto
um fenômeno semelhante nos EUA está
assumindo gradualmente proporções
catastróficas"
Colapso das colônias - Será
que plantações de transgênicos
estão matando as abelhas?
23 de Março de 2007 às 16h
01m • admin • Arquivado sob
Geral
Uma dizimação misteriosa
das populações de abelhas
preocupa os apicultores alemães,
enquanto um fenômeno semelhante
nos EUA está assumindo gradualmente
proporções catastróficas
Gunther Latsch
Walter Haefeker é um homem que
está acostumado a pintar cenários
sombrios. Ele faz parte do conselho diretor
da Associação Alemã
de Apicultores (Dbib) e é vice-presidente
da Associação Européia
de Apicultores Profissionais. E como reclamar
faz parte da atividade do lobista, é
praticamente seu dever profissional alertar
que "a própria existência
da apicultura está em risco".
O problema, disse Haefeker, tem várias
causas, uma delas o ácaro Varroa,
oriundo da Ásia, e outra a prática
disseminada na agricultura de borrifar
as flores silvestres com herbicidas e
promover a monocultura. Outra possível
causa, segundo Haefeker, é o uso
crescente e controverso de engenharia
genética na agricultura.
Já em 2005, Haefeker encerrou um
artigo para o qual contribuiu no jornal
"Der Kritischer Agrarbericht"
(Relatório Agrícola Crítico)
com uma citação de Albert
Einstein: "Se a abelha desaparecer
da superfície do planeta, então
ao homem restariam apenas quatro anos
de vida. Com o fim das abelhas, acaba
a polinização, acabam as
plantas, acabam os animais, acaba o homem".
Eventos misteriosos nos últimos
meses repentinamente fizeram a visão
apocalíptica de Einstein parecer
mais relevante. Por motivos desconhecidos,
as populações de abelhas
por toda a Alemanha estão desaparecendo
- algo que até o momento está
prejudicando apenas os apicultores. Mas
a situação é diferente
nos Estados Unidos, onde as abelhas estão
morrendo em números tão
dramáticos que as conseqüências
econômicas poderão em breve
ser calamitosas. Ninguém sabe o
que está causando a morte das abelhas,
mas alguns especialistas acreditam que
o uso em grande escala de plantas geneticamente
modificadas nos Estados Unidos poderia
ser um fator.
Felix Kriechbaum, um representante da
associação regional dos
apicultores na Baviera, informou recentemente
um declínio de quase 12% na população
local de abelhas. Quando as "populações
de abelhas desaparecem sem deixar vestígio",
disse Kriechbaum, é difícil
investigar as causas, porque "a maioria
das abelhas não morre na colméia".
Há muitas doenças que podem
fazer as abelhas perderem seu senso de
orientação, de forma que
não podem encontrar seu caminho
de volta às suas colméias.
Manfred Hederer, o presidente da Associação
Alemã de Apicultores, quase que
simultaneamente informou uma queda de
25% nas populações de abelhas
por toda a Alemanha. Em casos isolados,
disse Hederer, declínios de até
80% foram informados. Ele especula que
"alguma toxina em particular, algum
agente do qual não estamos familiarizados",
está matando as abelhas.
Até o momento, os políticos
têm demonstrado pouca preocupação
diante de tais alertas e da situação
difícil dos apicultores. Apesar
de estes terem recebido uma chance de
expor seu caso -por exemplo, às
vésperas da aprovação
pelo Gabinete alemão do documento
de política de engenharia genética
de autoria do ministro da Agricultura,
Horst Seehofer, em fevereiro- suas queixas
ainda permanecem em grande parte ignoradas.
Mesmo quando os apicultores recorrem à
Justiça, como fizeram recentemente
em um esforço conjunto com a sucursal
alemã da organização
de agricultura orgânica Demeter
International e outros grupos contrários
ao uso de plantações de
milho geneticamente modificado, eles só
podem sonhar com o tipo de atenção
da mídia que grupos ambientalistas
como o Greenpeace atraem com seus protestos
em locais de teste.
Mas isto poderá mudar em breve.
Desde novembro passado, os Estados Unidos
estão vendo um declínio
das populações de abelhas
tão drástico que ofusca
todas as ocorrências anteriores
de mortalidade em massa. Os apicultores
na Costa Leste dos Estados Unidos se queixam
de terem perdido mais de 70% de suas colônias
desde o final do ano passado, enquanto
a Costa Oeste vê um declínio
de até 60%.
Em um artigo em sua seção
de negócios no final de fevereiro,
o "New York Times" calculou
os prejuízos que a agricultura
americana sofreria em caso de dizimação
das abelhas. Especialistas da Universidade
de Cornell, no interior de Nova York,
estimaram o valor que as abelhas geram
-polinizando plantas responsáveis
por frutas e legumes, amendoeiras e trevos
que alimentam animais- em mais de US$
14 bilhões.
Os cientistas chamam o fenômeno
misterioso de "Colony Collapse Disorder"
(CCD, desordem de colapso da colônia)
e ele está se transformando rapidamente
em uma espécie de catástrofe
nacional. Várias universidades
e agências do governo formaram um
"Grupo de Trabalho para CCD"
para procurar as causas da calamidade,
mas até o momento continuam de
mãos vazias. Mas, como Dennis van
Engelsdorp, um apicultor do Departamento
de Agricultura da Pensilvânia, eles
já estão se referindo ao
problema como uma potencial "Aids
do setor de apicultura".
Uma coisa é certa: milhões
de abelhas simplesmente desapareceram.
Na maioria dos casos, tudo o que resta
nas colméias são proles
condenadas. Mas as abelhas mortas não
são encontradas - nem nas colméias
e nem em qualquer lugar próximo
delas. Diana Cox-Foster, um membro do
Grupo de Trabalho para CCD, disse ao "The
Independent" que os pesquisadores
estão "extremamente alarmados",
acrescentando que a crise "tem o
potencial de devastar o setor de apicultura
americano". É particularmente
preocupante, disse ela, o fato da morte
das abelhas ser acompanhada por um conjunto
de sintomas "que não parece
se enquadrar em nada na literatura".
Em muitos casos, os c | | | | |