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“Escrito nas Estrelas”

Mago Selaht

“Acabo de ler a entrevista com a autora do texto dessa novela, Elizabeth Jhin, e também a reportagem de Zean Bravo, “Espírito Elevado”. Há alguns pontos a ponderar.”

“Livros sobre assuntos do mundo espiritual são os mais vendidos no mundo. Acredito que não por mera curiosidade, a razão está escrita nas estrelas”. MS

Sempre que alguém se identifica como católico, e diz que tem imagem de “santo” na estante da sala, fico pensando: qual seria a diferença de uma tribo primitiva com seus rituais e imagens de deuses esculpidos de forma grotesca e de pessoas que seguem os rituais católicos com suas imagens feitas por artistas e suas igrejas com altares recobertos de ouro?

Entendo que a liberdade de religião é um direito, também a de livre expressão é um direito, principalmente quando o Estado é laico, como no Brasil.

Assisti também à novela “Eterna Magia”, que tratava da magia céltica. Nessa, para os entendidos, o tema foi abordado de forma simplista. Os seguidores do druidismo, “magia wiccana”, são uma enorme massa nos dias de hoje no Brasil e no mundo, principalmente na Europa.

Diversos paradigmas têm sido quebrados sobre o mundo espiritual. Há hoje comprovação científica para muitas das questões que ainda são tratadas como fantasia ou realismo fantástico. É preciso separar o truque da realidade, a verdade do charlatanismo.

Uso da liberdade de expressão para questionar. Será que a evolução dos que não se chamam de “pagãos” está no grau de perfeição da escultura de uma imagem “de santo” ou na riqueza dos trajes sacerdotais da seita católica?

Vejo que não. Em ambos os casos os fieis necessitam da muleta material, que é a imagem, como apoio de sua fé. Os multiplicadores de opinião têm o dever de mostrar o caminho separando a realidade do mito, da crendice.

À luz da ciência, se copiarmos fielmente uma estátua, um Ka egípcio, por exemplo, em pedra de igual origem, usando um pantógrafo, de maneira que a cópia fique idêntica ao original, um médium com o dom de sentir as vibrações será capaz de identificar a cópia ou o original. Isso é um fato.

Vou mais longe: um radiestesista treinado, como o professor (1) Georges Charbel, também o fará usando apenas um pêndulo radiestésico.

O abade (2) Mermet, radiestesista francês, era um sacerdote católico e fez experiências usando como “testemunho sangue humano”. A Igreja católica nunca chamou isso de bruxaria ou arte demoníaca, já que se tratava do trabalho de um “homem de D’us”. Mas, usar uma imagem como objeto de culto e usam o eufemismo “veneração” em lugar de adoração não seria apenas uma burla? O mandamento bíblico é taxativo: “Não farás para ti imagens...”.

Pessoalmente, sinto constatar que o apego às coisas materiais, como as imagens das Igrejas católicas seja tão grande que, pessoas formadas em Universidades do mundo inteiro ainda precisem se ajoelhar diante desses atavios para cultuá-los e impregná-los com suas vibrações. É isso o que acontece pela oração e pela imposição das mãos. É o ser humano conferindo poder à imagem e não a imagem protegendo o ser humano. Um comportamento que, longe de ser consequência da fé, é prova de desconhecimento. Fazer promessas, outra heresia grave incentivada pelo clero. Barganhar com D’us para obter isso ou aquilo.

O espiritismo, aceito como religião, a bem da verdade, é um fenômeno, não depende de qualquer religião e pode ser comprovado por quem o desejar, bem como a existência do espírito desencarnado e a possibilidade de interação com o mundo dos espíritos, mesmo sem a interferência de médios ou sensitivos. O espírito não tem religião. Apenas os que ainda não cruzaram o umbral guardam os hábitos e as religiões de suas últimas vidas como seres encarnados; seria o caso da personagem do ator Jayme Matarazo, na novela “Escrito nas Estrelas”.

O trabalho da brasileira (3) Sonia Rinaldi sobre transcomunicação pode ser presenciado, e pessoas do mundo inteiro vêm ao Brasil para conhecer a comunicação com os espíritos, sem médiuns. Na “Transcomunicação Instrumental” são usados recursos eletrônicos comprados em lojas de qualquer lugar do mundo.

As coincidências e sincronismos, embutidos na nossa realidade dia a dia, são as formas que os Anjos encontram para interagir conosco. Usam as novelas, os livros e seus autores para despertar consciências.

Em nossas palestras, inicio perguntando à platéia: “Qual é a sua religião? Levantem o braço os católicos etc. Em seguida, pergunto quem já leu a bíblia completamente, mesmo que seja uma única vez. E o Alcorão? E os Vedas? E o Zohar? Posso afirmar que quem o fizer se tiver um mínimo conhecimento de Filosofia e de História, jamais seguirá o Catolicismo. “Um arremedo de Judaísmo, repleto de dogmas e mentiras introduzidas pelo clero, principalmente no Concilio de Nicéia, aceitos como “verdadeiros” sem questionamento.” nosso grifo.

Sempre que a polêmica das religiões surge nos programas de TV, chamam pessoas de diversas correntes religiosas, algumas delas psicólogos e o padre Quevedo, uma triste figura carimbada e cega para a realidade. São programas que não levam a nada, não cumprem o papel de informar sem preconceitos.

Religião não é uma questão de democracia, cujo conceito se aplica unicamente a uma forma de governo. O fato de uma maioria pertencer a essa ou aquela religião não altera a verdade, os fatos, a realidade e nem muda opinião do padre Quevedo, que usa seu status como sacerdote e parapsicólogo para fazer valer a sua opinião, ser “dono da verdade” e negar tudo que os outros dizem. A busca pela verdade, que as provas mostrariam, passa ao largo da discussão.

No futuro, que está bem próximo, as pessoas verão que as religiões separam as pessoas ao invés de uni-las como filhos do mesmo Criador. Separam pelas crendices, pela falsidade de dogmas e de princípios filosóficos. Uma premissa falsa nunca conduz a uma conclusão verdadeira.

Respondo agora à pergunta dos leitores. Não tenho religião, não preciso, não estou desligado de D’us e sei que somos todos irmãos. Sei e que salvação depende unicamente de cada um de nós e que é pessoal e depende, sim, de nossas obras e do nosso merecimento. Sei também que a evolução é constante e acontece em sucessivos segmentos de vida e que o espírito é energia e que essa energia é eterna e é eletromagnética.

Somos feitos da mesma energia do universo e parte dele, vivos ou desencarnados.

Da escolha das pessoas que vão compor um grupo de discussão, pessoas como a atriz Alcione Mazeo, que presta excelente serviço voluntário no Lar de Frei Luiz, no Rio de Janeiro, com o ator Carlos Vereza, que está perfeito na sua personagem. De pessoas como esses dois, pode sair um sucesso ou um produto que atinge a massa com qualidade. É uma questão de escolha. Não é possível agradar a todos, mas é possível conquistar audiências com a precisão sobre o conhecimento disponível agora sobre temas esotéricos, levar ao estado de dúvida os desinformados para então mostrar a “verdade ocultada”.

Nas notas ao rodapé deste artigo mostro as fontes. Nosso propósito é melhorar, instruir e deixar que os que querem ver tenham elementos para tecer juízos de valor.

O poder dentro de nós é infinito e para obtê-lo basta pedir e merecer. O conhecimento está disponível. “Buscai e encontrareis”.

O Amor é a Chave do Universo.” palavras de meu Anjo.

Meditem sobre isso.

Notas do autor: - é comum aparecerem nas novelas em geral altares com imagens de várias correntes religiosas. O mesmo acontece com a desculpa de “decoração” em diversos centros espíritas. “Tradições” não podem ser misturadas.

(1) Georges Charbel Farah - escritor, conferencista e radiestesista francês. É o mais conceituado radiestesista vivendo no Brasil atualmente. Foi consultor em diversas oportunidades para a TV Globo, principalmente para a novela Mandala.

(2) Abade Alexis Mermet - em 1919 é considerado o “príncipe dos Vedores ou Radiestesistas”.

Em 1914, o frei Francisco Maria Herail da paróquia de Nossa Senhora de Fátima, no Sumaré –São Paulo, estudo com o Abade Bordoux.

Em 1910, o Abade Jean-Louis Bordoux morou no Brasil por 65 anos, era médico e foi pioneiro da radiestesia no Brasil. Missionário na cidade de Poconé Mato Grosso. Foi Superior de sua Paróquia. Com ele muitos padres estudaram radiestesia.

(3) Sonia Rinaldi - dirigente do IPATI- Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental.
É conhecida mundialmente e premiada por seu trabalho. http://www.ipati.org/

Mago Selaht– 66, mestre maçon. selaht @uol.com.br.



A mosca azul
ou
Síndrome de “Robert”

Flavio P.Ramos
Prof. universitário, relações públicas,
pulicitário e jornalista

Grave síndrome que acomete pessoas que tem autoridade para interferir em entrevistas, palestras e atividades em que há convidados ou grupos de entrevistados.

A função de moderador ou mediador é de relevante importância quando há debates e regras a serem obedecidas, como nos debates políticos em que cabe ao moderador fazer cumprir regras já acordadas entre os entrevistados e suas equipes de suporte e a emissora.

Nas entrevistas, essa síndrome atacava principalmente apresentadores sem formação em jornalismo, que esquecem seu papel de intérpretes dos ouvintes e telespectadores. Hoje está, infelizmente, generalizada.

Conhecendo o perfil e a linguagem que o ouvinte ou telespectador é capaz de compreender, cabe ao moderador trazer o entrevistado para a linguagem coloquial, de domínio do ouvinte ou telespectador, ou pedir que o entrevistado traduza, ele mesmo, seu pensamento em linguagem de compreensão dos ouvintes ou telespectadores.

Deve interferir para evitar que o entrevistado, dando respostas evasivas, deixe de responder ao que foi perguntado; acontece com políticos, que evitam comprometimento, com respostas evasivas e/ou genéricas. Nesse caso, o moderador deve fechar o campo da informação, por exemplo: “Por favor, o senhor disse muitas pessoas, poderia precisar quantas?” Caso perceba que a resposta não está sendo objetiva, deve interromper pedindo objetividade. O tempo é curto no rádio e mais ainda na televisão.

Com a substituição de jornalistas por qualquer artista nas entrevistas todos perdem. O apresentador, despreparado e desviado de função, fala mais que o entrevistado, interrompe em momentos inoportunos, quebrando o conteúdo e prejudicando a seqüência. Muitas vezes, querendo mostrar que sabe mais do que o entrevistado, sobre o assunto da pauta. Isso, quando não humilha o entrevistado ou o coloca em situação ridícula diante da platéia e dos telespectadores.

Entrevistadores que são artistas estão mais preocupados em agradar o público do que com a entrevista que devem conduzir. Demonstram parcialidade e constrangem o entrevistado com frases como “Você não concorda?” Poderia citar muitos deles, mas não o farei por uma questão de ética.

Há um tempo para tudo

Como há um tempo determinado para a entrevista ou palestra, as interrupções esgotam o tempo do entrevistado, que acaba passando por vazio ou impreciso no conceito do telespectador ou ouvinte.
Há os entrevistadores que, por não serem do ramo, deixam-se intimidar pelo entrevistado famoso e perdem a condição de conduzir o debate.

É preciso que esses simpáticos artistas entendam que importante é o entrevistado e a notícia que traz a público, e é por isso que deve ser tratado com o respeito que merece qualquer cidadão ao ser entrevistado. Há técnicas de entrevista que, por mais que sejam conhecidas, são desprezadas pelos jovens que ingressam no mercado de trabalho como jornalistas e acabam por imitar o errado. Esse entrevistador com a síndrome de “Robert”, contaminado pela mosca azul não serve à nobre causa da informação e ao poder de transformação que é conseqüente dela.

 

 


 

 
 
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